INTERREGNO
Aos que acreditam que o futuro é um caminho de esperança. Aos que desesperam sem vislumbrar por onde caminhar. Aos que partiram sem nunca ter conseguido ser felizes. Aos que fazem tão parte de mim como eu próprio. A todos, por todos e com todos vou estar no meu coração embora aqui possa parecer ausente. Regressarei em Janeiro com a mesma vontade de sempre em estar no vosso convívio. Com votos de Festas Felizes deixo-vos este belíssimo poema de Amor do Eugénio de Andrade, do livro “AS MÃOS E OS FRUTOS”.
Tu és a esperança, a madrugada.
Nasceste nas tardes de setembro
quando a luz é mais perfeita e mais doirada,
e há uma fonte crescendo no silêncio
da boca mais sombria e mais fechada.
Para ti criei palavras sem sentido,
inventei brumas, lagos densos,
e deixei no ar braços suspensos
ao encontro da luz que anda contigo.
Tu és a esperança onde deponho
meus versos que não podem ser mais nada.
Esperança minha, onde meus olhos bebem,
fundo, como quem bebe a madrugada.
"Conversar em Peniche" não é necessariamente conversar sobre Peniche. Também mas não só. Algumas vezes assumirá um papel de raiva. Ou de guerra. Será provocador qb. Comprometido. Não será isento nem de erros nem de verdades (os meus, e as minhas). O resto se verá...
terça-feira, dezembro 18, 2012
sexta-feira, dezembro 14, 2012
Natal de 2012
COISAS A DESEJAR
Caminha placidamente por entre o ruído e a pressa, e lembra-te da paz que existe no silêncio. Tenta, na medida do possível, estar de bem com todos. Exprime a tua verdade com tranquilidade e clareza. Escuta quem te rodeia, inclusive as pessoas desinteressantes e incultas; também elas têm uma história para contar. Evita gente conflituosa e agressiva que tanto mal faz ao espírito. Se te comparares com os outros poderás tornar-te amargo ou arrogante, pois haverá sempre alguém melhor e pior que tu. Regozija-te com as tuas conquistas e os teus projectos. Mantém vivo o interesse pela tua carreira por mais humilde que seja; é um verdadeiro bem, nesta época de constante mudança. Sê prudente nos teus negócios – o mundo está cheio de armadilhas. Mas não feches os olhos à virtude que existe em teu redor, nem às pessoas que defendem os seus ideais e lutam por valores mais altos – a vida está cheia de heroísmo. Sê tu próprio. Acima de tudo, não sejas falso, nem cínico em relação ao amor que, face a tanta aridez e desencanto, se mantêm perene como uma haste de erva. Aceita com serenidade a passagem do tempo, sabendo deixar graciosamente para trás as coisas da juventude. Cultiva a força de espírito, para te protegeres de azares inesperados. Mas não te atormentes a imaginar o pior. Muitos medos nascem do cansaço e da solidão. Mantém uma autodisciplina saudável mas sê benevolente contigo mesmo. És um filho do Universo, como as árvores e as estrelas. Tens todo o direito ao teu lugar no mundo. Poderá não ser claro para ti, mas a verdade é que o Universo está a evoluir como previsto. É importante, assim, que estejas em paz com Deus, seja qual for a tua concepção d’Ele, e em paz com a tua alma, sejam quais forem os teus anseios e aspirações no ruidoso tumulto da vida. Apesar de todos os enganos, dificuldades e desilusões, vivemos num mundo bonito. Alegra-te. Luta pela tua felicidade.
Desiderata 1927 Max Hermann
COISAS A DESEJAR
Caminha placidamente por entre o ruído e a pressa, e lembra-te da paz que existe no silêncio. Tenta, na medida do possível, estar de bem com todos. Exprime a tua verdade com tranquilidade e clareza. Escuta quem te rodeia, inclusive as pessoas desinteressantes e incultas; também elas têm uma história para contar. Evita gente conflituosa e agressiva que tanto mal faz ao espírito. Se te comparares com os outros poderás tornar-te amargo ou arrogante, pois haverá sempre alguém melhor e pior que tu. Regozija-te com as tuas conquistas e os teus projectos. Mantém vivo o interesse pela tua carreira por mais humilde que seja; é um verdadeiro bem, nesta época de constante mudança. Sê prudente nos teus negócios – o mundo está cheio de armadilhas. Mas não feches os olhos à virtude que existe em teu redor, nem às pessoas que defendem os seus ideais e lutam por valores mais altos – a vida está cheia de heroísmo. Sê tu próprio. Acima de tudo, não sejas falso, nem cínico em relação ao amor que, face a tanta aridez e desencanto, se mantêm perene como uma haste de erva. Aceita com serenidade a passagem do tempo, sabendo deixar graciosamente para trás as coisas da juventude. Cultiva a força de espírito, para te protegeres de azares inesperados. Mas não te atormentes a imaginar o pior. Muitos medos nascem do cansaço e da solidão. Mantém uma autodisciplina saudável mas sê benevolente contigo mesmo. És um filho do Universo, como as árvores e as estrelas. Tens todo o direito ao teu lugar no mundo. Poderá não ser claro para ti, mas a verdade é que o Universo está a evoluir como previsto. É importante, assim, que estejas em paz com Deus, seja qual for a tua concepção d’Ele, e em paz com a tua alma, sejam quais forem os teus anseios e aspirações no ruidoso tumulto da vida. Apesar de todos os enganos, dificuldades e desilusões, vivemos num mundo bonito. Alegra-te. Luta pela tua felicidade.
Desiderata 1927 Max Hermann
quinta-feira, dezembro 13, 2012
VEJAMOS, PARA VER SE ENTENDO…
Sentei-me a rever o que o sr. passos coelho e a sua camarilha disseram aquando das últimas eleições. Leio, ouço e vejo o que escreve, o que diz e o que faz. Nada, absolutamente nada faz sentido. Tratam-me como se eu fosse uma “besta-quadrada” incapaz de perceber o que se passa à minha volta.
Os que cuspiram no prato que lhes dava a comida, são os mesmos que agora se sentem miseravelmente enganados. O que esperam agora os que se colocaram (colocam) ao lado do Governo, nos próximos actos eleitorais? O que irão dizer para poderem parecer que não pertencem a esta troupe de trapaceiros e bandidos que todos os dias nos assaltam com mais um imposto ou menos um direito, os que lhes estão afectos? Que argumentos irão utilizar? Será possível dizer que sim, mas…?
A última ideia peregrina é de as indeminizações por despedimento passarem a um limite de 12 dias por cada ano de trabalho. Porque não resolver este assunto de uma vez? Despede-se o bicho e acaba a peçonha. É pelo menos mais verdadeiro. Indemnizar porquê? O que é que te falta passos? O que te falta gaspar? O que te falta crato? O que te falta álvaro?
Tal como em tempos, vocês destroem o sentido de nação, e depois vem o movimento nacional feminino fazer a sua caridade. Lá chegará o dia em se organizarão senhas para a comida. Porque é que os pobres não se remetem à sua condição de pobres e deixam as pessoas que estão destinadas a governar, poderem fazer o seu trabalho? O povo português tem de sofrer. Claro que tem. É o sofrimento que nos eleva o espírito e nos conduz ao paraíso. Seria bom que reatássemos os velhos valores que foram postos em causa em nome de uma democracia estúpida. Vejam o que é que a democracia fez à Grécia e à Itália e à Irlanda e à Espanha.
Deus, Pátria, Família e ponto final.
Sentei-me a rever o que o sr. passos coelho e a sua camarilha disseram aquando das últimas eleições. Leio, ouço e vejo o que escreve, o que diz e o que faz. Nada, absolutamente nada faz sentido. Tratam-me como se eu fosse uma “besta-quadrada” incapaz de perceber o que se passa à minha volta.
Os que cuspiram no prato que lhes dava a comida, são os mesmos que agora se sentem miseravelmente enganados. O que esperam agora os que se colocaram (colocam) ao lado do Governo, nos próximos actos eleitorais? O que irão dizer para poderem parecer que não pertencem a esta troupe de trapaceiros e bandidos que todos os dias nos assaltam com mais um imposto ou menos um direito, os que lhes estão afectos? Que argumentos irão utilizar? Será possível dizer que sim, mas…?
A última ideia peregrina é de as indeminizações por despedimento passarem a um limite de 12 dias por cada ano de trabalho. Porque não resolver este assunto de uma vez? Despede-se o bicho e acaba a peçonha. É pelo menos mais verdadeiro. Indemnizar porquê? O que é que te falta passos? O que te falta gaspar? O que te falta crato? O que te falta álvaro?
Tal como em tempos, vocês destroem o sentido de nação, e depois vem o movimento nacional feminino fazer a sua caridade. Lá chegará o dia em se organizarão senhas para a comida. Porque é que os pobres não se remetem à sua condição de pobres e deixam as pessoas que estão destinadas a governar, poderem fazer o seu trabalho? O povo português tem de sofrer. Claro que tem. É o sofrimento que nos eleva o espírito e nos conduz ao paraíso. Seria bom que reatássemos os velhos valores que foram postos em causa em nome de uma democracia estúpida. Vejam o que é que a democracia fez à Grécia e à Itália e à Irlanda e à Espanha.
Deus, Pátria, Família e ponto final.
terça-feira, dezembro 11, 2012
EU PECADOR ME CONFESSO
Sou burro. Não percebo o Ministro das Finanças nem o 1º Ministro. Não percebo porque é que me “sacam” (uma maneira delicada de dizer roubam) todos os meses. Eu que nunca falhei com nenhum imposto. Eu que sempre descontei tudo o que tinha a descontar. Eu que estive 4 anos na tropa a defender o indefensável. Eu que nos últimos 20 anos de trabalho nunca gozei as férias a que tinha direito, porque considerava que o mais importante era uma Escola onde tudo funcionasse bem e com o mínimo de custos possíveis. Pois agora roubam-me o dinheiro que lhes dei a guardar. Para o meu futuro e o dos meus. E agora sou espoliado. O meu Natal será menos Natal porque esta corja de aldrabões chegou ao poder com falsas promessas e tem tornado este país, num albergue de pedintes, miseráveis e sem-abrigo.
Para além de burro tenho um coração empedernido. Não compreendi as palavras da Presidente do Banco Alimentar Contra a Fome e achei que ela estava a gozar com o pagode. Passados dias ela esclareceu-me definitivamente. Ela “curte” a caridadezinha. Solidariedade é um estado de espirito que lhe diz muito pouco. Percebi então que o Banco Alimentar era o sucedâneo do Movimento nacional Feminino. A senhora gosta de caridade. A solidariedade não é a sua estrada. Afinal sou burro e não sou caridoso. Os Homens e as Mulheres deste país de miséria são seres humanos como eu, que merecem o meu respeito. Não merecem que eu seja caridoso e lhes dê uma esmola. Merecem que eu seja solidário e exija para eles respeito e dignidade.
Vivemos um momento de separação de águas. Começamos finalmente a conhecermo-nos uns aos outros. Que eu não prestava para nada já eu sabia. Não sabia é que estava tão bem acompanhado.
Sou burro. Não percebo o Ministro das Finanças nem o 1º Ministro. Não percebo porque é que me “sacam” (uma maneira delicada de dizer roubam) todos os meses. Eu que nunca falhei com nenhum imposto. Eu que sempre descontei tudo o que tinha a descontar. Eu que estive 4 anos na tropa a defender o indefensável. Eu que nos últimos 20 anos de trabalho nunca gozei as férias a que tinha direito, porque considerava que o mais importante era uma Escola onde tudo funcionasse bem e com o mínimo de custos possíveis. Pois agora roubam-me o dinheiro que lhes dei a guardar. Para o meu futuro e o dos meus. E agora sou espoliado. O meu Natal será menos Natal porque esta corja de aldrabões chegou ao poder com falsas promessas e tem tornado este país, num albergue de pedintes, miseráveis e sem-abrigo.
Para além de burro tenho um coração empedernido. Não compreendi as palavras da Presidente do Banco Alimentar Contra a Fome e achei que ela estava a gozar com o pagode. Passados dias ela esclareceu-me definitivamente. Ela “curte” a caridadezinha. Solidariedade é um estado de espirito que lhe diz muito pouco. Percebi então que o Banco Alimentar era o sucedâneo do Movimento nacional Feminino. A senhora gosta de caridade. A solidariedade não é a sua estrada. Afinal sou burro e não sou caridoso. Os Homens e as Mulheres deste país de miséria são seres humanos como eu, que merecem o meu respeito. Não merecem que eu seja caridoso e lhes dê uma esmola. Merecem que eu seja solidário e exija para eles respeito e dignidade.
Vivemos um momento de separação de águas. Começamos finalmente a conhecermo-nos uns aos outros. Que eu não prestava para nada já eu sabia. Não sabia é que estava tão bem acompanhado.
sábado, dezembro 08, 2012
ALUNOS...
Professor: O que devo fazer para repartir 11 batatas por 7 pessoas?
Aluno: Purê de batata, senhor professor!
( Faz sentido!)
Professor: - Joaquim, diga o presente do indicativo do verbo caminhar.
Aluno: - Eu caminho... tu caminhas... ele caminha...
Professor: - Mais depressa!
Aluno: - Nós corremos, vós correis, eles correm!
(E não é verdade?)
Professor: "Chovia" que tempo é?
Aluno: É tempo muito mau, senhor professor.
(alguma dúvida?)
Professor: Quantos corações nós temos?
Aluno: Dois, senhor professor.
Professor: Dois!?
Aluno: Sim, o meu e o seu!
(a lógica explica...certinho!)
Dois alunos chegam tarde à escola e justificam-se:
- O 1º Aluno diz: Acordei tarde, senhor professor! Sonhei que fui à Polinésia e a viagem demorou muito.
- O 2º Aluno diz: E eu fui esperá-lo no aeroporto!
(fisicaquanticamente falando quem discute??? está certo!)
Professor: Pode dizer-me o nome de cinco coisas que contenham leite?
Aluno: Sim, senhor professor. Um queijo e quatro vacas..
(me diga onde ele errou?)
Um aluno de Direito a fazer um exame oral: O que é uma fraude?
Responde o aluno: É o que o Sr. Professor está a fazer.
O professor muito indignado: Ora essa, explique-se....
Diz o aluno:Segundo o Código Penal comete fraude todo aquele que se aproveita da ignorância do outro para o prejudicar!
(E então.. na lógica....)
PROFESSORA: Maria, aponte no mapa onde fica a América do Norte.
MARIA: Aqui está.
PROFESSORA: Correto. Agora turma, quem descobriu a América?
A TURMA: A Maria.
(Uauuuuu)
PROFESSORA: Joãozinho, me diga sinceramente, você ora antes de cada refeição?
Joãozinho: Não professora, não preciso... A minha mãe é uma boa cozinheira.
(sem comentários)
PROFESSORA: Artur, a tua redação "O Meu Cão" é exatamente igual à do seu irmão. Você copiou?
ARTUR: Não, professora. O cão é que é o mesmo.
(sem noção.....kkkkkkk)
PROFESSORA: Bruno, que nome se dá a uma pessoa que continua a falar, mesmo quando os outros não estão interessados?
BRUNO: Professora.
(a melhor de todas, sem dúvida!!!!!!!!!!!) kkkkkkkk
Professor: O que devo fazer para repartir 11 batatas por 7 pessoas?
Aluno: Purê de batata, senhor professor!
( Faz sentido!)
Professor: - Joaquim, diga o presente do indicativo do verbo caminhar.
Aluno: - Eu caminho... tu caminhas... ele caminha...
Professor: - Mais depressa!
Aluno: - Nós corremos, vós correis, eles correm!
(E não é verdade?)
Professor: "Chovia" que tempo é?
Aluno: É tempo muito mau, senhor professor.
(alguma dúvida?)
Professor: Quantos corações nós temos?
Aluno: Dois, senhor professor.
Professor: Dois!?
Aluno: Sim, o meu e o seu!
(a lógica explica...certinho!)
Dois alunos chegam tarde à escola e justificam-se:
- O 1º Aluno diz: Acordei tarde, senhor professor! Sonhei que fui à Polinésia e a viagem demorou muito.
- O 2º Aluno diz: E eu fui esperá-lo no aeroporto!
(fisicaquanticamente falando quem discute??? está certo!)
Professor: Pode dizer-me o nome de cinco coisas que contenham leite?
Aluno: Sim, senhor professor. Um queijo e quatro vacas..
(me diga onde ele errou?)
Um aluno de Direito a fazer um exame oral: O que é uma fraude?
Responde o aluno: É o que o Sr. Professor está a fazer.
O professor muito indignado: Ora essa, explique-se....
Diz o aluno:Segundo o Código Penal comete fraude todo aquele que se aproveita da ignorância do outro para o prejudicar!
(E então.. na lógica....)
PROFESSORA: Maria, aponte no mapa onde fica a América do Norte.
MARIA: Aqui está.
PROFESSORA: Correto. Agora turma, quem descobriu a América?
A TURMA: A Maria.
(Uauuuuu)
PROFESSORA: Joãozinho, me diga sinceramente, você ora antes de cada refeição?
Joãozinho: Não professora, não preciso... A minha mãe é uma boa cozinheira.
(sem comentários)
PROFESSORA: Artur, a tua redação "O Meu Cão" é exatamente igual à do seu irmão. Você copiou?
ARTUR: Não, professora. O cão é que é o mesmo.
(sem noção.....kkkkkkk)
PROFESSORA: Bruno, que nome se dá a uma pessoa que continua a falar, mesmo quando os outros não estão interessados?
BRUNO: Professora.
(a melhor de todas, sem dúvida!!!!!!!!!!!) kkkkkkkk
sexta-feira, dezembro 07, 2012
COISAS DE DEUS E DO DIABO
Após os últimos temporais que se abateram sobre a cidade de Peniche na esquina entre a Rua da Saudade e a Rua Joaquim A. de Aguiar, (por sinal na Freguesia da Conceição) uma caixa com dios, parafusos e outras coisas assustadoras, perdeu a tampa e ficou tudo a descoberto das intempéries.
Uma alma caridosa agarrou na tampa que tinha caído e colocou-a em cima de uma outra caixa mais abaixo, pensando que assim talvez não se perdesse e que alguém responsável com facilidade e o cuidado indispensável poderia recolocá-la. Debalde.
O pessoal da Junta está demasiado ocupado a gastar o dinheiro de todos os municípes, sublinho a palavra todos, enfeitando o Largo de S. Paulo para a passagem da procissão. A Palavra que define a Deus o que é de deus e a César o que é de César. não é aqui ouvida. Por que raio de razão eu que sou agnóstico tenho de pagar festas religiosas não percebo. Que o façam os crentes e os fiéis católicos. Mas o que vale é que este regabofe parece ter os dias contados.
Após os últimos temporais que se abateram sobre a cidade de Peniche na esquina entre a Rua da Saudade e a Rua Joaquim A. de Aguiar, (por sinal na Freguesia da Conceição) uma caixa com dios, parafusos e outras coisas assustadoras, perdeu a tampa e ficou tudo a descoberto das intempéries.
Uma alma caridosa agarrou na tampa que tinha caído e colocou-a em cima de uma outra caixa mais abaixo, pensando que assim talvez não se perdesse e que alguém responsável com facilidade e o cuidado indispensável poderia recolocá-la. Debalde.
O pessoal da Junta está demasiado ocupado a gastar o dinheiro de todos os municípes, sublinho a palavra todos, enfeitando o Largo de S. Paulo para a passagem da procissão. A Palavra que define a Deus o que é de deus e a César o que é de César. não é aqui ouvida. Por que raio de razão eu que sou agnóstico tenho de pagar festas religiosas não percebo. Que o façam os crentes e os fiéis católicos. Mas o que vale é que este regabofe parece ter os dias contados.
quinta-feira, dezembro 06, 2012
terça-feira, dezembro 04, 2012
PENICHE: - UM DESAFIO
A um ano de eleições autárquicas perfilam-se as posições dos partidos políticos para a sua mais importante acção a nível local. Peniche não foge à regra. O que iremos assistir será ou mais um conjunto de lugares comuns que irão acrescentar substantivamente mais eleitores para o lado da abstenção. Ou numa renovação (de todo inesperada) recolherão os ensinamentos que o repúdio geral das populações tem lançado sobre os políticos e os seus caciques mais representativos e se lançam num discurso de acordo com a situação que se vive e responderão com carismáticas figuras e discursos criativos aos anseios das populações.
Em breve e de forma muito clara perceberemos as opções que irão tomar e a resposta que previsivelmente receberão por isso.
Em Peniche um novo dado irá de alguma forma baralhar os dados. A aglutinação das 3 Freguesias da Cidade numa única. É que tendencialmente existe um alinhamento para votar no mesmo partido em todos os boletins de voto. A não ser que o carisma de um candidato se destaque de tal forma que leve o eleitor a fazer destrinças impulsionais na forma como vota.
As pistas que vão sendo lançadas entretanto não são animadoras. Já sabemos o que nos espera do lado do PCP: mais do mesmo. À revelia do que tem sido aquilo que nos habituaram desde 1974, o candidato do PCP autoanunciou-se sem que os diferentes órgãos do partido e da coligação em que se esconde fossem ouvidos. O PCP tornou-se refém do ser que criou em vez de ser ele próprio a determinar o que quer. E admitindo por absurdo que ganha as próximas eleições será tão repetitivo como foi até aqui, constituindo-se vacina para actos eleitorais futuros por muitos e bons anos.
O PS não me parece renovado a significar alguma coisa o que vai surgindo nos jornais locais. Surge com as mesmas velhas roupagens que já foram rejeitadas anteriormente.
O PSD vive o incómodo de ter que surgir num contexto em que a população o abomina. Ou terá de ser extremamente criativo e fazer surgir alguém que conseguíssemos ver para além do óbvio, está condenado a desesperar nesse calvário de afirmar-se perante aquilo que todos o consideram: o coveiro dos pobres e pior que tudo, da classe média.
Uma Câmara sem dinheiro, sem fundos, sem apoios significativos, estará condenada a gerir o que existe com o menor incómodo possível para os cidadãos. Portanto não nos prometam nada já que sabemos todos que não será para cumprir. Não merece a pena mexer no lodo do passado, porque todos têm os sapatos sujos.
Surpreendam-nos ou então todos servem para nada.
A um ano de eleições autárquicas perfilam-se as posições dos partidos políticos para a sua mais importante acção a nível local. Peniche não foge à regra. O que iremos assistir será ou mais um conjunto de lugares comuns que irão acrescentar substantivamente mais eleitores para o lado da abstenção. Ou numa renovação (de todo inesperada) recolherão os ensinamentos que o repúdio geral das populações tem lançado sobre os políticos e os seus caciques mais representativos e se lançam num discurso de acordo com a situação que se vive e responderão com carismáticas figuras e discursos criativos aos anseios das populações.
Em breve e de forma muito clara perceberemos as opções que irão tomar e a resposta que previsivelmente receberão por isso.
Em Peniche um novo dado irá de alguma forma baralhar os dados. A aglutinação das 3 Freguesias da Cidade numa única. É que tendencialmente existe um alinhamento para votar no mesmo partido em todos os boletins de voto. A não ser que o carisma de um candidato se destaque de tal forma que leve o eleitor a fazer destrinças impulsionais na forma como vota.
As pistas que vão sendo lançadas entretanto não são animadoras. Já sabemos o que nos espera do lado do PCP: mais do mesmo. À revelia do que tem sido aquilo que nos habituaram desde 1974, o candidato do PCP autoanunciou-se sem que os diferentes órgãos do partido e da coligação em que se esconde fossem ouvidos. O PCP tornou-se refém do ser que criou em vez de ser ele próprio a determinar o que quer. E admitindo por absurdo que ganha as próximas eleições será tão repetitivo como foi até aqui, constituindo-se vacina para actos eleitorais futuros por muitos e bons anos.
O PS não me parece renovado a significar alguma coisa o que vai surgindo nos jornais locais. Surge com as mesmas velhas roupagens que já foram rejeitadas anteriormente.
O PSD vive o incómodo de ter que surgir num contexto em que a população o abomina. Ou terá de ser extremamente criativo e fazer surgir alguém que conseguíssemos ver para além do óbvio, está condenado a desesperar nesse calvário de afirmar-se perante aquilo que todos o consideram: o coveiro dos pobres e pior que tudo, da classe média.
Uma Câmara sem dinheiro, sem fundos, sem apoios significativos, estará condenada a gerir o que existe com o menor incómodo possível para os cidadãos. Portanto não nos prometam nada já que sabemos todos que não será para cumprir. Não merece a pena mexer no lodo do passado, porque todos têm os sapatos sujos.
Surpreendam-nos ou então todos servem para nada.
sexta-feira, novembro 30, 2012
QUEM ME AVISA MEU AMIGO É
Escrevi aqui muitas vezes sobre a forma como encaro a Escola e o que nela deverá ser o trabalho dos professores. As minhas opiniões foram muitas vezes encaradas como uma atitude persecutória contra os professores.
Num comentário a uma postagem que aqui fiz, um prof. E amigo que aqui trabalha no nosso concelho chegou ao ponto de me perguntar o que é que eu tinha contra os colegas, pois mais parecia um exterminador implacável da classe.
Outro colega e amigo, de quem cheguei a ser professor cortou relações comigo.
Tudo isto porque aqui desenvolvi uma cruzada de apoio à generalidade das posições e alterações legislativas das ex-ministras da Educação Maria de Lurdes Rodrigues e Isabel alçada.
A casa ((a Escola) precisava de ordem e de ser dignificada pelos seus mais significativos trabalhadores. Refiro-me à classe docente e não docente. Durante muitos anos vivemos fazendo o ano seguinte igual ao anterior, tratando todos os alunos por igual, com os mesmos esquemas didácticos e os mesmos estereótipos estabelecidos e prosseguidos desde o tempo da 1ª República.
Os tempos mudavam, os valores esboroavam-se e nós (professores) não éramos permeáveis aos desafios que se iam estabelecendo na sociedade nos últimos 25 anos.
Que dizer quando um professor das áreas humanísticas não era capaz de nos fazer vibrar a ler um texto, ou do aluno que no 2º ciclo tinha aulas de matemática com um professor que aproveitava as aulas para ler o jornal, a seguir no 3º ciclo tinha como professor na mesma disciplina alguém que era incapaz de interpretar silêncios ou murmúrios e, para azar dos azares no 3º ciclo apanhava uma professora que odiava Peniche e os seus habitantes?
Deixámos a escola seguir um caminho monótono e convencional, não cuidando dela como um lugar de brilhantismo e de criatividade.
É claro que nem todos assim se comportaram. Mas infelizmente, houve muitos que o fizeram. Houve demais. E os professores perderam credibilidade perante a sociedade e a sua importância como factores de desenvolvimento e crescimento foi-se diluindo.
Até que chegámos aqui. A este ponto que eu não achava possível. Regressar aos anos sessenta do século passado, em que só os filhos da classe média e da média alta poderiam prosseguir os estudos. Rebatizem a Escola Secundária de Peniche em Escola profissional e aluguem-na à iniciativa privada. Vão saber quantos alunos formados pelo Cenfim ou pelo Forpescas, usam para a sua vida activa os cursos que lá foram ministrados.
A Escola como concepção de valor essencial ao desenvolvimento do Homem Integral de que falava Bento de Jesus Caraça está a chegar ao seu fim.
Resta-me tentar perceber porque é que as dezenas de milhares de professores que se manifestaram contra a sua avaliação, não se levanta agora contra o fim da Escola Universal e Global.
Têm o que semearam. Não se queixem.
Escrevi aqui muitas vezes sobre a forma como encaro a Escola e o que nela deverá ser o trabalho dos professores. As minhas opiniões foram muitas vezes encaradas como uma atitude persecutória contra os professores.
Num comentário a uma postagem que aqui fiz, um prof. E amigo que aqui trabalha no nosso concelho chegou ao ponto de me perguntar o que é que eu tinha contra os colegas, pois mais parecia um exterminador implacável da classe.
Outro colega e amigo, de quem cheguei a ser professor cortou relações comigo.
Tudo isto porque aqui desenvolvi uma cruzada de apoio à generalidade das posições e alterações legislativas das ex-ministras da Educação Maria de Lurdes Rodrigues e Isabel alçada.
A casa ((a Escola) precisava de ordem e de ser dignificada pelos seus mais significativos trabalhadores. Refiro-me à classe docente e não docente. Durante muitos anos vivemos fazendo o ano seguinte igual ao anterior, tratando todos os alunos por igual, com os mesmos esquemas didácticos e os mesmos estereótipos estabelecidos e prosseguidos desde o tempo da 1ª República.
Os tempos mudavam, os valores esboroavam-se e nós (professores) não éramos permeáveis aos desafios que se iam estabelecendo na sociedade nos últimos 25 anos.
Que dizer quando um professor das áreas humanísticas não era capaz de nos fazer vibrar a ler um texto, ou do aluno que no 2º ciclo tinha aulas de matemática com um professor que aproveitava as aulas para ler o jornal, a seguir no 3º ciclo tinha como professor na mesma disciplina alguém que era incapaz de interpretar silêncios ou murmúrios e, para azar dos azares no 3º ciclo apanhava uma professora que odiava Peniche e os seus habitantes?
Deixámos a escola seguir um caminho monótono e convencional, não cuidando dela como um lugar de brilhantismo e de criatividade.
É claro que nem todos assim se comportaram. Mas infelizmente, houve muitos que o fizeram. Houve demais. E os professores perderam credibilidade perante a sociedade e a sua importância como factores de desenvolvimento e crescimento foi-se diluindo.
Até que chegámos aqui. A este ponto que eu não achava possível. Regressar aos anos sessenta do século passado, em que só os filhos da classe média e da média alta poderiam prosseguir os estudos. Rebatizem a Escola Secundária de Peniche em Escola profissional e aluguem-na à iniciativa privada. Vão saber quantos alunos formados pelo Cenfim ou pelo Forpescas, usam para a sua vida activa os cursos que lá foram ministrados.
A Escola como concepção de valor essencial ao desenvolvimento do Homem Integral de que falava Bento de Jesus Caraça está a chegar ao seu fim.
Resta-me tentar perceber porque é que as dezenas de milhares de professores que se manifestaram contra a sua avaliação, não se levanta agora contra o fim da Escola Universal e Global.
Têm o que semearam. Não se queixem.
quinta-feira, novembro 29, 2012
Já não sou virgem...
A família jantava tranquilamente quando, de repente, a filha de 12anos comenta:
-Tenho uma má notícia. Já não sou virgem! Sou uma vaca! E começa a chorar convulsivamente, com as mãos no rosto.
Silêncio sepulcral na mesa! De repente, começam as acusações mútuas:
-Estava-se mesmo a ver! - diz o marido à mulher. É por te vestires como uma puta barata e arregalares o olho ao primeiro imbecil que vês na rua. Claro que isto tinha que acontecer, com o exemplo de mãe que a menina vê todos os dias!
Vai daí o pai aponta também para a outra filha, de 25 anos
- E tu também, que ficas no sofá a lamber aquele palhaço do teu namorado que tem é pinta de chulo, na frente da menina?
A mãe não aguenta mais e grita: - Ai é?!...E quem é o idiota que gasta metade do ordenado com putas e se despede delas à porta de casa? Ou pensas que eu e as meninas somos cegas? E, ainda por cima, que belo exemplo dás desde que assinas esta maldita TV cabo, passas todos os fins-de-semana a ver pornografia de quinta categoria e depois acabas na casa de banho com gemidos e grunhidos?
Desconsolada e à beira de um colapso, com os olhos cheios de lágrimas e a voz trémula, a mãe pega na mão da filhinha e pergunta-lhe baixinho:
- E como é que isso aconteceu, minha filha?
Entre soluços, a menina responde:
- A professora tirou-me do Presépio! A Virgem agora é a Luísa. Eu vou ser a vaca!!!!
A família jantava tranquilamente quando, de repente, a filha de 12anos comenta:
-Tenho uma má notícia. Já não sou virgem! Sou uma vaca! E começa a chorar convulsivamente, com as mãos no rosto.
Silêncio sepulcral na mesa! De repente, começam as acusações mútuas:
-Estava-se mesmo a ver! - diz o marido à mulher. É por te vestires como uma puta barata e arregalares o olho ao primeiro imbecil que vês na rua. Claro que isto tinha que acontecer, com o exemplo de mãe que a menina vê todos os dias!
Vai daí o pai aponta também para a outra filha, de 25 anos
- E tu também, que ficas no sofá a lamber aquele palhaço do teu namorado que tem é pinta de chulo, na frente da menina?
A mãe não aguenta mais e grita: - Ai é?!...E quem é o idiota que gasta metade do ordenado com putas e se despede delas à porta de casa? Ou pensas que eu e as meninas somos cegas? E, ainda por cima, que belo exemplo dás desde que assinas esta maldita TV cabo, passas todos os fins-de-semana a ver pornografia de quinta categoria e depois acabas na casa de banho com gemidos e grunhidos?
Desconsolada e à beira de um colapso, com os olhos cheios de lágrimas e a voz trémula, a mãe pega na mão da filhinha e pergunta-lhe baixinho:
- E como é que isso aconteceu, minha filha?
Entre soluços, a menina responde:
- A professora tirou-me do Presépio! A Virgem agora é a Luísa. Eu vou ser a vaca!!!!
quarta-feira, novembro 28, 2012
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DEPOIS DE VER O RELÓGIO DURANTE PELO MENOS 1 MINUTO CLIQUE NELE NOVAMENTE!
http://lovedbdb.com/nudemenClock/index2.html
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segunda-feira, novembro 26, 2012
O PODER DO DINHEIRO
Fui estudar para Lisboa em 1961 tinha eu 16 anos. Nesse tempo não haviam Bibliotecas nas povoações, (exixtia uma carrinha da Gulbenkian que quinzenalmente aparecia no largo da Misericórdia e que emprestava livros), não havia NET, a maioria dos filmes era para maiores de 18 anos, o Teatro era uma miragem, e a TV dava os primeiros passos, sendo que em Peniche existia uma no Clube Recreativo, depois apareceu outra no Centro Patoquial que com um pequeno contributo financeiro poderia ser vista.
Nesse tempo uma viagem no João Henriques ou nos Claras para Lisboa demorava 3,5 horas, Teatro era uma prenda dos Deuses quando as companhias do Vasco Morgado faziam um périplo pela província.
O acesso às coisas da Cultutura e à discussão de ideias para percebermos melhor o tempo que vivíamos, era um milagre que ocorria para aqueles que tinham a felicidade de por esta ou aquela razão se poderem deslocar até às Caldas da Rainha (onde a intelectualidade foi sempre muito atuante) ou a Coimbra ou a Lisboa.
Nesse tempo, as Associações de Estudantes das diferentes Faculdades e os Cine-clubes eram um polo de debate e de divulgação do sentido critico a desenvolver nos jovens que os frequentavam. Recordo que recebi como prémio da escola Machado Castro um bilhete para assistir no Coliseu à apresentação de uma companhia de Teatro Grego que nos trazia os textos dos clássicos. Recordo também ter assistido no politeama à apresentação do Volpone pelo Grupo de Teatro da Faculdade de Direito de Lisboa onde já pontificava o Luís Miguel Cintra e recordo também de debates a que assisti no IIL a propósito de filmes a que assistíamos, um dos quais me ficou na memória pois o seu animador era o Presidente da RIA que mais tarde haveria de ser Presidente da República, o Jorge Sampaio.
Vem tudo isto a propósito de uma notícia que li no jornal sobre um debate que se realizou no Técnico promovido pelo seu Director onde foram interlocutores dois convidados de grande gabarito e honestidade intelectual, o José Pacheco pereira e o Francisco Louçã, a propósito da exibição de um filme que retracta os tempos actuais e os seus principais manipuladores.
“O dia antes do fim” é um filme em causa, realizado por Jeffrey Chandler, com Jeremy Irons, Kevin Space e Demi Moore, que relata as últimas 24 horas de uma firma do topo de de Wall Street, antes do desencadear da crise financeira nos EUA de que ainda hoje sofremos as ondas de choque na Europa e particularmente nos países do sul, onde somos mais dependentes da saúde financeira da alta finança.
O que é curioso é que embora sejam pessoas que se têm destacado na defesa de correntes ideológicas que não são muito confluentes, ambos concordaram ou acordaram, que o filme em questão relata de forma muito clara que somos simples marionetas da alta-finança e que os executores (os governos) dessas políticas nos tratam como se fossemos invisíveis. Somos carne para canhão, que servimos para gerar lucros e deixamos de ser úteis quando os for mais importante não gerarmos produto, para que os valores do mercado possam garantir as mais-valias que o neo-liberalismo pretende gerar para proveito próprio. As coisas deixaram de funcionar como luta de classes, porque hoje a pretexto de que o mercado global tem de se auto-sustentar já não importa se existem pobres. Existem poderosos e os que se tornaram fantasmas sem sentido.
Para mim próprio é garantido que só o debate de ideias e o contraditório permitirá a ressurreição das pessoas como valores que importa preservar. Enquanto corrermos atrás de tremoços, nunca chegaremos a ter almoço para nós e os nossos filhos.
Fui estudar para Lisboa em 1961 tinha eu 16 anos. Nesse tempo não haviam Bibliotecas nas povoações, (exixtia uma carrinha da Gulbenkian que quinzenalmente aparecia no largo da Misericórdia e que emprestava livros), não havia NET, a maioria dos filmes era para maiores de 18 anos, o Teatro era uma miragem, e a TV dava os primeiros passos, sendo que em Peniche existia uma no Clube Recreativo, depois apareceu outra no Centro Patoquial que com um pequeno contributo financeiro poderia ser vista.
Nesse tempo uma viagem no João Henriques ou nos Claras para Lisboa demorava 3,5 horas, Teatro era uma prenda dos Deuses quando as companhias do Vasco Morgado faziam um périplo pela província.
O acesso às coisas da Cultutura e à discussão de ideias para percebermos melhor o tempo que vivíamos, era um milagre que ocorria para aqueles que tinham a felicidade de por esta ou aquela razão se poderem deslocar até às Caldas da Rainha (onde a intelectualidade foi sempre muito atuante) ou a Coimbra ou a Lisboa.
Nesse tempo, as Associações de Estudantes das diferentes Faculdades e os Cine-clubes eram um polo de debate e de divulgação do sentido critico a desenvolver nos jovens que os frequentavam. Recordo que recebi como prémio da escola Machado Castro um bilhete para assistir no Coliseu à apresentação de uma companhia de Teatro Grego que nos trazia os textos dos clássicos. Recordo também ter assistido no politeama à apresentação do Volpone pelo Grupo de Teatro da Faculdade de Direito de Lisboa onde já pontificava o Luís Miguel Cintra e recordo também de debates a que assisti no IIL a propósito de filmes a que assistíamos, um dos quais me ficou na memória pois o seu animador era o Presidente da RIA que mais tarde haveria de ser Presidente da República, o Jorge Sampaio.
Vem tudo isto a propósito de uma notícia que li no jornal sobre um debate que se realizou no Técnico promovido pelo seu Director onde foram interlocutores dois convidados de grande gabarito e honestidade intelectual, o José Pacheco pereira e o Francisco Louçã, a propósito da exibição de um filme que retracta os tempos actuais e os seus principais manipuladores.
“O dia antes do fim” é um filme em causa, realizado por Jeffrey Chandler, com Jeremy Irons, Kevin Space e Demi Moore, que relata as últimas 24 horas de uma firma do topo de de Wall Street, antes do desencadear da crise financeira nos EUA de que ainda hoje sofremos as ondas de choque na Europa e particularmente nos países do sul, onde somos mais dependentes da saúde financeira da alta finança.
O que é curioso é que embora sejam pessoas que se têm destacado na defesa de correntes ideológicas que não são muito confluentes, ambos concordaram ou acordaram, que o filme em questão relata de forma muito clara que somos simples marionetas da alta-finança e que os executores (os governos) dessas políticas nos tratam como se fossemos invisíveis. Somos carne para canhão, que servimos para gerar lucros e deixamos de ser úteis quando os for mais importante não gerarmos produto, para que os valores do mercado possam garantir as mais-valias que o neo-liberalismo pretende gerar para proveito próprio. As coisas deixaram de funcionar como luta de classes, porque hoje a pretexto de que o mercado global tem de se auto-sustentar já não importa se existem pobres. Existem poderosos e os que se tornaram fantasmas sem sentido.
Para mim próprio é garantido que só o debate de ideias e o contraditório permitirá a ressurreição das pessoas como valores que importa preservar. Enquanto corrermos atrás de tremoços, nunca chegaremos a ter almoço para nós e os nossos filhos.
domingo, novembro 25, 2012
COISAS QUE VALEM A PENA...
DANÇA DE 1000 MÃOS ...
Há uma dança impressionante, chamada Guanyin de Mil Mãos, que está correndo em toda a rede.
Considerando a coordenação a realização é incrível pois são todos surdos.
Sim, leu corretamente. Os 21 dos dançarinos são surdos-mudos. Contando apenas com os sinais dos formadores, nos quatro cantos do palco, estes dançarinos extraordinários oferecem um espectáculo visual que é ao mesmo tempo complicado e movimentado. Sua grande estreia internacional foi em Atenas na cerimónia de encerramento da Paraolimpíada de 2004.
Mas tem sido há muito tempo o repertório dos chineses deficientes Trupe Arte Popular Execução e têm viajado para mais de 40 países. O bailarino principal de 29 anos de idade, Tai Lihua, tem um BA da Fina Hubei Instituto de Artes. O vídeo foi gravado em Pequim durante o Festival da Primavera deste ano.
http://www.youtube.com/embed/7vs-H7xLnrs?rel=0
DANÇA DE 1000 MÃOS ...
Há uma dança impressionante, chamada Guanyin de Mil Mãos, que está correndo em toda a rede.
Considerando a coordenação a realização é incrível pois são todos surdos.
Sim, leu corretamente. Os 21 dos dançarinos são surdos-mudos. Contando apenas com os sinais dos formadores, nos quatro cantos do palco, estes dançarinos extraordinários oferecem um espectáculo visual que é ao mesmo tempo complicado e movimentado. Sua grande estreia internacional foi em Atenas na cerimónia de encerramento da Paraolimpíada de 2004.
Mas tem sido há muito tempo o repertório dos chineses deficientes Trupe Arte Popular Execução e têm viajado para mais de 40 países. O bailarino principal de 29 anos de idade, Tai Lihua, tem um BA da Fina Hubei Instituto de Artes. O vídeo foi gravado em Pequim durante o Festival da Primavera deste ano.
http://www.youtube.com/embed/7vs-H7xLnrs?rel=0
sexta-feira, novembro 23, 2012
É NATAL DE 2012
Já cheira a Natal. Eu próprio já organizei as minhas metas para fazer o Presépio e a árvore de Natal. É uma quadra consumista encenada com mitos, lendas e histórias fantasiosas de que gosto e em que me deixo envolver. Isto apesar de há muito ter deixado de acreditar em fantasias associadas ao Natal. Não as questiono porque me tem sabido bem no último quarto de século viver com o calor humano que se desencadeia por força de conceitos mitológicos.
Troco prendas com os que me são mais próximos, faço a ceia de Natal e o almoço do dia propriamente dito, ficamos em casa e no dia 25 ao fim da tarde, invariavelmente nos últimos anos visito um casal de familiares com que mantenho uma mais próxima relação.
Recebo a visita de um ou outro amigo mais chegado e na noite de 24 para 25 telefonamos uns aos outros mais para confirmar o estado de boas relações entre nós do que por qualquer outra razão.
Vou sentir mais uma vez a falta dos postais de Londres, mas é a inevitabilidade de essência de se ser humano: nasce-se e morre-se.
Mas eis que a senhora Merkel também decidiu interferir com o meu Natal. Já não lhe bastava levar-me o subsidio eis senão quando decidiu por intermédio de um seu mandatário (um alemão de nome Ratzinger) levar-me também o burrinho e a vaquinha do presépio. Estes alemães que foram enxertados em corno de boi selvagem desde os tempos dos godos, sendo seus expoentes máximos um tal de Adolfo, a sua herdeira Ângela e o agora ladrão de animais Joseph.
Fosse no tempo do Faroeste e este assunto resolvia-se de forma simples. Como não há cordas para enforcar ladrões de gado, resta-me colocar no meu presépio em lugar de destaque o burrinho e a vaquinha, como símbolo de tudo o que amo, em oposição a tudo aquilo que odeio.
Aproveito a oportunidade para deixar aqui um abraço de Festas Felizes a todos os de quem gosto e aos que gostam de mim. Com os outros não me preocupo até porque não vêm aqui e se algum vem só para ver se eu ainda sou vivo, espero que não levem o mesmo destino dos animaizinhos desaparecidos por entre os papéis que o secretário do Vaticano roubou.
Já cheira a Natal. Eu próprio já organizei as minhas metas para fazer o Presépio e a árvore de Natal. É uma quadra consumista encenada com mitos, lendas e histórias fantasiosas de que gosto e em que me deixo envolver. Isto apesar de há muito ter deixado de acreditar em fantasias associadas ao Natal. Não as questiono porque me tem sabido bem no último quarto de século viver com o calor humano que se desencadeia por força de conceitos mitológicos.
Troco prendas com os que me são mais próximos, faço a ceia de Natal e o almoço do dia propriamente dito, ficamos em casa e no dia 25 ao fim da tarde, invariavelmente nos últimos anos visito um casal de familiares com que mantenho uma mais próxima relação.
Recebo a visita de um ou outro amigo mais chegado e na noite de 24 para 25 telefonamos uns aos outros mais para confirmar o estado de boas relações entre nós do que por qualquer outra razão.
Vou sentir mais uma vez a falta dos postais de Londres, mas é a inevitabilidade de essência de se ser humano: nasce-se e morre-se.
Mas eis que a senhora Merkel também decidiu interferir com o meu Natal. Já não lhe bastava levar-me o subsidio eis senão quando decidiu por intermédio de um seu mandatário (um alemão de nome Ratzinger) levar-me também o burrinho e a vaquinha do presépio. Estes alemães que foram enxertados em corno de boi selvagem desde os tempos dos godos, sendo seus expoentes máximos um tal de Adolfo, a sua herdeira Ângela e o agora ladrão de animais Joseph.
Fosse no tempo do Faroeste e este assunto resolvia-se de forma simples. Como não há cordas para enforcar ladrões de gado, resta-me colocar no meu presépio em lugar de destaque o burrinho e a vaquinha, como símbolo de tudo o que amo, em oposição a tudo aquilo que odeio.
Aproveito a oportunidade para deixar aqui um abraço de Festas Felizes a todos os de quem gosto e aos que gostam de mim. Com os outros não me preocupo até porque não vêm aqui e se algum vem só para ver se eu ainda sou vivo, espero que não levem o mesmo destino dos animaizinhos desaparecidos por entre os papéis que o secretário do Vaticano roubou.
quinta-feira, novembro 22, 2012
REVISITAR PENICHE
O que aconteceu em Peniche nestes últimos anos que não tenha acontecido em Portugal? Carnavais de Verão e de Inverno e muita, mesmo muita água. Peniche tornou-se uma imensa onda em concorrência às da Nazaré. Somos Surf. Somos a capital do Surf Nacional. Somos a capital da onda.
Uns quantos vão produzindo hortícolas. Outros tentam dar a volta ao texto e produzem barcos. As fábricas de conservas desapareceram e ficou a cavala que serve de utilitário nos programas de culinária do nosso Baião na TV.
Alcatroamos umas rotundas já que estamos a um ano de eleições autárquicas e produzimos pedacinhos de renda para aplicar em ourivesaria de luxo, mas já não há quem saiba picar piques.
Somos filhos de uma impotência cultural atávica que grassa ao ritmo do país. Somos montes de areias poluídas e património urbanístico degradado. O edifício da Central converteu-se em gatil municipal no que seria para ser uma Biblioteca que ninguém iria utilizar. Que viva o Google.
Se a Bela Adormecida aqui tivesse procurado poiso, encontraria o mesmo local de repouso onde tinha fechado os olhos ao ver a nossa Pop Star da TV. De 4 em 4 anos enganamo-nos uns aos outros e no fim sentimos que contribuímos de forma activa para que tudo fique na mesma.
O que aconteceu em Peniche nestes últimos anos que não tenha acontecido em Portugal? Carnavais de Verão e de Inverno e muita, mesmo muita água. Peniche tornou-se uma imensa onda em concorrência às da Nazaré. Somos Surf. Somos a capital do Surf Nacional. Somos a capital da onda.
Uns quantos vão produzindo hortícolas. Outros tentam dar a volta ao texto e produzem barcos. As fábricas de conservas desapareceram e ficou a cavala que serve de utilitário nos programas de culinária do nosso Baião na TV.
Alcatroamos umas rotundas já que estamos a um ano de eleições autárquicas e produzimos pedacinhos de renda para aplicar em ourivesaria de luxo, mas já não há quem saiba picar piques.
Somos filhos de uma impotência cultural atávica que grassa ao ritmo do país. Somos montes de areias poluídas e património urbanístico degradado. O edifício da Central converteu-se em gatil municipal no que seria para ser uma Biblioteca que ninguém iria utilizar. Que viva o Google.
Se a Bela Adormecida aqui tivesse procurado poiso, encontraria o mesmo local de repouso onde tinha fechado os olhos ao ver a nossa Pop Star da TV. De 4 em 4 anos enganamo-nos uns aos outros e no fim sentimos que contribuímos de forma activa para que tudo fique na mesma.
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