quinta-feira, maio 02, 2013

IGNORÂNCIA PURA E DURA

Que eu cometa as minhas gafes é perdoável. Limito-me a ser um cidadão comum. Tenho algumas ideias com quem muita gente não concorda, mas tenho aproveitado os saberes com que me vou cruzando para poder compreender melhor as situações com que me vou deparando.
Gosto de música e sou muito eclético nos meus gostos. Mas prefiro ouvir música do que falar dela. Gosto ou não gosto. E se é verdade que sempre que estou aqui a escrever ouço música, o som ambiente que procuro pode ir dos clássicos ao fado, ao rock ou ao country. Enfim tenho os meus dias. Mas nunca ouvi os “concertos para violino de Chopin” como Pedro Santana Lopes.
Para ler a “Montanha Mágica” e “A Morte em Veneza” vou aos meus livros e saco da prateleira Thomas Mann, não correndo o risco do tio Cavaco Silva de poder abominar o que encontra em Thomas More. Ah, e na minha escola os Lusíadas tinham 10 cantos, sendo que o 9º era o mais lido pela rapaziada do meu tempo.

Mas a esperança deste país não reside em mim e eu não corro o risco de o representar de forma indevida. Dizem agora que cerca de 2300 licenciados em direito concorreram à carreira diplomática. Dizem-me ainda que na prova de cultura geral só passaram 44 candidatos. Entre outras questões a que não souberam responder estaria a de qual foi o rei português que travou a Batalha do Salado, que poeta escreveu uns versos onde se pode ler, “Eu quero amar, amar perdidamente…”
Isto é, se um diplomata pode desconhecer aspectos de cultura geral que fazem parte da História deste país, porque não podemos ter um primeiro ministro ignorante em música ou um Presidente da República pouco dado a literaturices?

Este é o nosso país.

quarta-feira, maio 01, 2013

NO DIA DO TRABALHADOR...
...O DESCANSO DOS GUERREIROS

segunda-feira, abril 29, 2013

DIAS ALUMIADOS

É comum nos dias que correm encontrarem-se anúncios em vários estabelecimentos a anunciar que se fazem trabalhos de costura. Eu e a minha mulher falámos sobre isto. Do tempo em que ela era menina e brincava com as amigas ao “aeroplano”, aos “batos” e um jogo acompanhado com uma cantilena de que ela ainda se lembra com uma bola contra a parede.
As raparigas da vila de Peniche estavam “condenadas” a serem empregadas de comércio, trabalharem nas fábricas de peixe, ou aprenderem a costura, para trabalharem nos alfaiates que proliferamvam por aqui, ou nas costureiras com nome feito. Uma ou outra arriscava a trabalhar por sua conta mas o período de mais trabalho era mesmo sazonal.
No Natal, no Ano Novo, na Festa de Nª Srª da Boa Viagem ou alguns anos ainda mais atrás, nos Círios. Depois havia um ou outro casamento que também era propício a comida melhorada e a roupa nova. Por serem dias de festa designavam-se antigamente por “DIAS ALUMIADOS”, tinha o facto de virem acompanhados de Festas Religiosas em que as velas se acendiam num sinal de Fé.

Tudo isto são recordações de um tempo que está a desaparecer. Comer galo ou galinha, perú ou outra ave qualquer deixou de ser sinónimo de festa. Aliás é ver quais os tipos hoje de carne mais barata. Como caíu também em desuso a matança de porco.
Estrear roupa deixou de ser sinal de festa. Com os ciganos, os chineses, a Cruz Vermelha e o Quim Zé, a roupa nova deixou de ser mobilizadora para agradecer a Deus a Graça dos dias. E também a Fé caíu em deseuso. Hoje impera a Caridade. Esta última é sinónimo de boa-vontade para com os “pobrezinhos” e serve para atenuar os nossos pecados.

Assim se esgotaram os dias alumiados, porque até nas igrejas existem cada vez menos velas e mais lâmpadas economizadoras de acordo com as normas da Comunidade Europeia.

sexta-feira, abril 26, 2013

TRANSCRIÇÃO
Do "Diário de Notícias" transcrevo na íntegra e publico a crónica de Baptista-Bastos publicado no dia 24/04 pp.
Ontem ao ouvir o que aconteceu reforçou-se em mim a ideia preconcebida que tenho tido ao longo dos anos em relação ao sr. Silva. Aquela arena já representa muito pouco daquilo que BB fala. Resta-nos a esperança.

O dia do milagre perfeito

por BAPTISTA-BASTOS24 abril 2013

Olho para os rostos destes que nos têm governado e não reconheço neles qualquer semelhança com os nossos rostos comuns. Observem bem: abreviados, ausentes. As sombras que neles poisaram são repintadas de vigílias tétricas em que se arredaram o bater comovido do coração humano e o pulsar da mais escassa ternura. Como conseguem viver nesta miséria de fazer mal, de nos fazer mal? Têm-nos extorquido tudo e ainda querem mais, numa obscura vingança, cujo propósito decidido e inclemente é o de nos tornar infelizes.


Pobres sempre o fomos. O domínio de uma classe sobre as outras exige essa forma escabrosa de brutalidade. E sempre houve quem se prestasse ao papel de serventuário do poder. Mas leiamos a História e ela no-lo ensina a resistir e a combater. Vejam 1383, 1640, os Atoleiros, as Linhas de Torres, o 5 de Outubro, o 25 de Abril. "Salta da cama, Bastos; a revolução está na rua!" A Isaura beija-me: "Toma cuidado!" Andei por muitas, e ela demonstra, com serena apreensão, os receios que a assaltam. "Desta vez vou só escrever." Temos dois filhos, o terceiro nascerá em pleno festim da liberdade, atravesso a madrugada de Lisboa e as ruas já exprimem uma espécie de selvagem alegria. Foram despertas pela voz de Joaquim Furtado que, no Rádio Clube Português, avisa-as de que aí está "o dia inicial inteiro e limpo", por que esperávamos.

Chego ao jornal, o Diário Popular, claro!, e já lá estão o Corregedor, o Fernando Teixeira, o Abel, o Zé de Freitas, o Jacinto, o Magro, o Bernardino, o Zé Antunes. A tensão é muito grande, e o desassossego que se nos impõe torna os nervos numa teia reticular quase dolorosa. Olhamo-nos e vamos às nossas tarefas. Os telefones azucrinam, os telexes retinam, os gritos soltam-se. Correm as horas. Andamos, uns e eu, num vaivém entre o Carmo e o jornal. Até que a História retoma os seus direitos. "Zé", digo para o Zé de Freitas. "O fascismo caiu." As lágrimas corriam-nos. E ele: "Vamos lá ver, vamos lá ver." Céptico por muito ter visto e em excesso ter sonhado. Telefona-me, de Beja, o Manuel da Fonseca. "Vem para Lisboa! Caiu o fascismo!" Ele: "Eh pá! Eh pá! Eh pá!" Mais nada; não era preciso dizer mais nada. "Não te esqueças de mandar provas à Censura", avisa o Fernando Teixeira. E o Zé de Freitas: "Ó Fernando, nesta altura, a Censura já foi para a p... que a pariu!"

Onde é que eu estava no 25 de Abril? Onde devia estar: com os meus camaradas inesquecíveis, a ajudar a escrever um jornal exacto, infalível, jubiloso, exaltante e alvoroçado. Este número não foi visado pela Comissão de Censura.

Vocês, reverentes e autoritários, não têm nada disto, nem nada a ver com isto. Memórias de um dia que se não fazia noite, um dia elementar e tão claro e liso como um milagre perfeito.

quarta-feira, abril 24, 2013

E DEPOIS DO ADEUS

Dizem que amanhã é feriado. Dizem que amanhã se celebra um tal de 25 de Abril. Quem eu vejo comemorar essa coisa são os partidos do dito cujo arco do governo. Os outros falam de um ideal que não souberam preservar quando permitiram que o 5 de Outubro se tornasse mais um feriado sem sentido. Quando colaram o 1º de Dezembro ao ideal monárquico esquecendo que se tratou antes de tudo um acto de Restauração da Independência Nacional, de que hoje tão liberalmente abdicámos. Quando a deixámos que a crise de 1383/1385 passasse em claro fazendo tábua rasa da vontade popular que fez do Mestre de Aviz a bandeira de um Portugal que se deu ao mundo com a ínclita geração.

Celebram o poder que conseguiram alcançar em seu próprio benefício a 25 de Abril os que reduziram à fome a maioria do povo português. Os que fazem feriado dum dia de Junho em que fala dum poeta que ninguém lê, e se esquece de mencionar o único Nobel da Literatura só porque pensa de maneira diferente.
Eu não tenho razões para celebrar o 25 de Abril. O meu dia da Liberdade tem a ver com Paula rego e com Vieira da Silva. Não tem a ver com comemorações apalhaçadas na Assembleia da República, nem na Fortaleza de Peniche. São os que agora se lamentam os culpados do dia de amanhã ser só um feriado que acabará em breve. Ao omitirem uma parte da História de Portugal, tornaram os jovens pobres de ideias, e sem referências para o seu futuro.

Estou solidário com a Associação 25 de Abril e com o Dr. Mário Soares. Afinal o que se celebra amanhã? O luto de Portugal?

terça-feira, abril 23, 2013

ESTUPIDAMENTE MAU

Então os Secretários de Estado agora despedidos, foram responsáveis por prejuízos da ordem dos 3,5 mim milhões de euros em apostas duvidosas com dinheiro de empresas públicas de transportes do Norte do País, tais como o Metro do Porto? Então e os Presidentes do Conselho de Administração que com eles trabalharam não sabiam de nada? Então é por causa de elementos do ex-actual governo do Sr. Passos que faltam milhares de milhões de euros nas empresas públicas e todos nós temos de sofrer? Então é por causa destes senhores que há portugueses a passarem fome? Que há doentes que não são tratados de forma eficaz? Então é por causa destes “trampolineiros” a quem o Coelho ofereceu “toca” que há jovens que não podem estudar? Subsídios de doença e de invalidez que não são pagos? É isto a que Portugal está reduzido?

Então é por causa de gente desta que vemos na TV um jovem do Concelho de Peniche fazendo um figuraço, como se tivesse encontrado o Paraíso? Não será que ele terá antes proferido as palavras chave: “-Abre-te Sésamo” e acabou por entrar na caverna dos ladrões?

sábado, abril 20, 2013

DUAS LOIRAS FRANCESAS
Uma menina loira chegou a casa em Paris a chorar depois de sair da escola.

- O que é que você tem? Perguntou-lhe a mãe, uma bonita e também loira francesa.
- Tive zero a geografia.
- Por quê?
- Não sabia onde fica Portugal.
- Você não sabe? Que tola, passe-me aí o mapa de França.

E a mãe procurou, procurou ...

- Oh! Meu Deus, este mapa não é suficientemente pormenorizado; passe-me o mapa da região de Paris

E a mãe procurou, procurou...

- Também nada neste mapa, passe-me o mapa da cidade.

E a mãe procurou, procurou...

- Porra ... Portugal não pode ficar muito longe. A empregada é portuguesa e vem trabalhar todos os dias de bicicleta!

quinta-feira, abril 18, 2013

CONSUMMATUM EST

As notícias confirmam que o candidato do PS é um repetente que só pode confiar para se apresentar ao acto eleitoral, de que as pessoas têm fraca memória sobre as razões que levaram ao descalabro total do partido socialista em Peniche.
O problema não está em não ganhar as eleições. Está em fechar ainda mais as opções de escolha neste concelho.
Peniche está condenado a ser um concelho adiado. A exemplo do que acontece com o nosso país.
Surfemos enquanto as ondas existirem e aguardemos por melhores dias.

terça-feira, abril 16, 2013

A FALTA DE PUDOR

Quando eleições se aproximam é corrente manifestar interesse por aquilo que não importa a ninguém durante anos e anos, salvo nesses curtos períodos de tempo. Mas aí o despudor atinge todos. Fazem-se alcatroamentos rápidos, anúncios de obras que esperaram décadas, rotundas que ninguém quer, aparições fugazes em telejornais mesmo que pelas piores razões. É preciso é aparecer e dar nas vistas. Candidatos e pré-candidatos frequentam locais onde antes nunca foram. Os jornais nacionais e locais são um vespeiro de varejeira com notícias de bondade e de intenções nunca antes concretizadas e que após os actos eleitorais ficarão de novo para as calendas gregas. Ou com amor e caridade para os pobrezinhos nojentos que fora do período eleitoral olhamos para o lado para não os vermos.

Alguns que agora falam são responsáveis por anos de incúria ou os herdeiros desse património de incúria. É claro que estão na sua cadeira de conforto, mas não deixam por isso de ser um nojo por melhores intenções que pareçam ter. Cumpre aos eleitores separar o trigo do joio ou em última análise perceber se se trata exclusivamente de ervas daninhas, apareçam elas com as cores mais diversas ou com florações aparentemente distintas.
Durante muitos anos era necessário possuir um cartão de militante de um partido para ter sucesso. Na altura de votar nunca votes em quem tem o cartão de um partido e se tiver passado pelas “jotas” foge deles como o diabo da cruz. Ter pertencido a uma “jota” e ser político de profissão é sinónimo de incompetência e de oportunismo. Pelo menos é o que agora percebemos neste país.

Os papás passaram os seus legados político-profissionais aos seus meninos e agora deixam-lhes um emprego seguro: Assessor do Adjunto, em trânsito para uma Câmara Municipal ou para Deputado de qualquer coisa. Se não for eleito vai para secretário ou chefe de Gabinete de uma empresa público-privada. Daí a razão porque em tudo se corta menos nas PPPs.

Que merda de país.

segunda-feira, abril 15, 2013

Não roube! O Governo português detesta concorrência...

sábado, abril 13, 2013

ÚLTIMA HORA
Governo de Passos Coelho demite-se em bloco esta madrugada

sexta-feira, abril 12, 2013

O TRANSTORNO INTESTINAL

Desculpem. Eu deveria ter escrito a Remodelação Ministerial. Transtorno intestinal é uma diarreia. Um fluxo, um escoamento, ou uma evacuação do ventre liquida e frequente. Ora do que eu quero falar não é disso. Eu quero mesmo falar da substituição do ministro não-doutor (embora este seja já um não assunto), por dois ministros. Um deles vem de fora. Parece que é um intelectual de 1ª água, tal como o tio Gaspar, e o tio Álvaro Pereira. Os melhores de entre os melhores que vivem cá dentro não querem fazer parte deste “albergue espanhol” que é o Governo de Portugal. Vêm então de fora, com um nome reconhecido, para tentar apanhar o monte de cacos em que este país se transformou.

Esquecem-se no entanto duma coisa. Para Governar é preciso amar e para amar é preciso conhecer. Vejam o que se passou com o Tio Álvaro. Parece um elefante numa loja de loiça. Faz pena. Os seus alunos perderam um excelente professor (ao que dizem) e nós ficámos com um Ministro que já faz parte do anedotário nacional. O Tio Gaspar porque andava sempre encafuado nos livros, não sabia que existem pessoas para além do seu computador e para além das estatísticas que nunca acerta (ao que consta). Resultado, até Salazar já lhe chamaram, e isso não pode ser considerado um elogia na hipotética Democracia em que vivemos.
Vem mais um de fora e outro de dentro. O de dentro sabe ao que vai. Faz parte do grupo dos que nos ofendem diariamente. E nos humilham. O de fore até pode ser um cérebro. Até pode vir com as melhores das intenções. Mas existe um vírus em Portugal que o vai infectar e a breve trecho o irá tornar tão mau e tão pouco engolível como todos os outros.

Para resumir: - A merda é sempre a mesma… (Agora é que estou a ver por que me lembrei do transtorno intestinal)

quinta-feira, abril 11, 2013

E SE TE DESSEM UM SÔCO NO ESTÔMAGO?

É indiscutível que há muitos anos (desde que foi Ministra da Educação) que não morro de amores por Manuela Ferreira Leite. Até porque tem uma cara de pau que me impede de todo ouvi-la. Até que de repente, de forma inesperada dei por mim a ouvi-la acerca da situação político-económica do nosso país.
E fez-se luz em mim sobre uma série de questões que eu não tinha visto com a clarividência com que ela as abordou.

1º - Denunciou a actual situação como uma crise política antes de uma crise económica

2º - Foi muito clara que os partidos da actual maioria se limitam a teatralizar as inconstitucionalidades detectadas pelo TC

3º - Elucidou-nos sobre os perigos dos caminhos que trilhamos. Já passamos da austeridade pura e dura para entrar numa situação de pobreza extrema, que pode ser a mãe de todos os perigos.

4º - Recordou que estamos pior agora passados 2 anos do que quando iniciámos este caminho e que, nem daqui a 10 anos conseguiremos equilibrar o défice, sendo que quando o fizermos, Portugal estará reduzido a cinzas.

Manuela Ferreira Leite não é propriamente uma anarquista, nem uma mulher de esquerda. É insuspeita, o que mais me assusta. Para quem ela deu o recado, agora que está definitivamente afastada dos projectores da política eu calculo, mas não posso ter a certeza.
A Drª. MFL esclareceu melhor que os que pretendem alguma coisa da política as pessoas em geral sobre o que verdadeiramente se passa. Disse que o incumprimento das metas que nos tinham sido estabelecidas há muito tempo que estava comprometido. Muito antes das decisões do TC.
Disse que o que o TC decidiu representa 1% do valor do Orçamento de Estado. Ora toda a gente que queira poupar 1% do seu orçamento saberá fazê-lo. E o Estado melhor que ninguém. Só é drama poeque pretendem lavar os seus erros com detergentes inócuos.
Aprendi muito ontem à noite. E acima de tudo aprendi que só uma pessoa dá crédito a este Governo miserável que está a conduzir este país à miséria extrema.

E aguentamos tudo sem capacidade de reagir.

quarta-feira, abril 10, 2013

PENSANDO COM OS MEUS BOTÕES

Sentei-me à secretária, preparei um scotch, acendi o cachimbo, coloquei na aparelhagem a 6ª Symphonie (sim, a “Pathétique) de Tschaikowsky, e enquanto a música fluía e se ouviam os primeiros acordes, dei por mim a pensar no tempo político que atravessamos.
A loucura dos tempos apossou-se das pessoas e dizem coisas tão certas quanto inesperadas. Pacheco Pereira ontem à noite pela 1ª vez pede a demissão do Governo e a dissolução da Assembleia da República. José Sócrates diz que este (ou o que vai aparecer a seguir) é já um Governo de iniciativa presidencial. O ministro doutor, que ainda é ministro e doutor, mas vai deixar de ser as duas coisas acusa o “malandreco” do 1º Ministro que lhe deve o lugar de em conluio com o prior do Crato lhe tirarem o tapete debaixo dos pés. Eu faço contas à vida para ver de que forma poderei ajudar a minha filha que quer continuar a estudar. Terá de trabalhar, não vejo outra solução com os cortes a que já fui submetido e aqueles que hão-de vir.

A somar a isto tudo vêm aí as eleições autárquicas. Em Peniche, o meu Concelho de nascimento e onde estou recenseado tudo parece igual ao mesmo de sempre. Cada vez menos pessoas lhes ligam qualquer importância. A Lei Autárquica mantém-se igual ao que sempre foi, isto é, sem dinheiro as Câmaras são meros instrumentos de funcionamento de burocratas. Assim como uma andorinha não faz a primavera, uma etapa do Mundial de Surf não define a actividade de um executivo autárquico. A Assembleia Municipal continua a ser a mesma arena de ineficácia que sempre foi. A única coisa que muda é a Freguesia do “relvas”. E porque muda embaraça alguns autarcas que não se atrevem a avançar com nomes. Aqui neste Concelho já todos os partidos são do “arco da governação”. O que os torna todos iguais. O PS espera tirar dividendos da situação governativa nacional, mas não me parece muito motivado para continuar a afundar-se no desastre para que a sua última experiência autárquica o lançou. O PSD autoflagela-se por inépcia e má consciência. Sobram os comunistas que se passeiam no executivo como nunca sonharam possível.
Eu para terminar este longo exercício filosófico vou fazer o meu vaticínio: O número de abstenções vai subir em flecha e ultrapassar (ou andar lá muito perto) os 50%. O número de votos em branco vai aumentar. Tal como os nulos. Quem ganhar, ganha por falta de comparência o que traz sempre o gosto amargo da inoperância e da inutilidade. Quem perde, perde mais que umas eleições. Perde voz e capacidade de intervir. Serão pessoas que não representarão nada nem ninguém.

Terminei este exercício de Tarologia ao mesmo tempo que os últimos acrdes soam e o scotch terminou. Onde é que errámos? Preferia dizer daqui a uns meses que quem errou fui eu. Seria bom para o Concelho de Peniche.

segunda-feira, abril 08, 2013

PARA BOM ENTENDEDOR

Dedico com sinceridade este excerto do livro de Arthur Bloch ao governo português. Desconhecer o que segue é incompetência, incultura e ignorância. Quem o desconhece e aceita um cargo governamental deveria ser julgado e preso como criminoso.

Lei de MURPHY

           Se algo pode correr mal, correrá mal.

Corolários:

1. Nada é tão fácil quanto parece.
2. Tudo leva mais tempo do que você pensa.
3. Se houver a possibilidade de várias coisas correrem mal, correrá mal a que provocar mais estragos.
4. Se perceber que há quatro modos possíveis de algo correr mal, mas conseguir ultrapassá-los, aparecerá imediatamente um quinto.
5. Deixadas entregues a si próprias, as coisas tendem a ir de mal a pior.
6. Quando está pronto para fazer qualquer coisa, aparece outra que tem de ser feita primeiro.
7. Qualquer solução gera novos problemas.
8. Não se pode fazer nada que resista à asneira porque as asneiras são demasiado abundantes.
9. A natureza está sempre do lado do defeito escondido.
10.A mãe natureza é uma cabra.

sexta-feira, abril 05, 2013

MORAL E ÉTICA NÃO RIMAM COM POLÍTICA

Os pais que se esforçam para pagar as propinas dos seus filhos que estudam na Universidade. Os pais que reduzem o seu número de refeições diárias para pagar o sustento dos seus filhos estudantes. Os pais que vêm recusada uma bolsa de estudo para os seus filhos porque não atingem os valores exigentes necessários para tal. Os pais que assistem à reprovação dos seus filhos, porque os professores com o grau de exigência que lhes compete ter, não podem ter em conta se o estudante passa fome, ou se se alimenta em cantinas sociais, ou se dorme em quartos exíguos para poder estudar, ou se desenvolve trabalhos a tempo parcial para poder estudar. Todos estes pais e os seus filhos, e os portugueses em geral, não podem compreender um 1º Ministro que nos diz a todos que temos que ser exigentes connosco próprios e productivos quanto baste e aceita ao seu lado como homem da sua confiança total um trafulha. Nenhum de nós pode compreender e aceitar um 1º ministro e um Ministro da Educação que negativaram em absoluto as “Novas Oportunidades” e no entanto delas se aproveitam para vigarices inconcebíveis e ainda por cima demoram meses para tomar uma posição de exigência em relação a si próprios e aos seus pares. Este Ministro da Educação é o mesmo que instituiu os exames a partir do 4º ano de escolaridade, para dar credibilidade ao que os jovens estudantes aprendem. Mas ao que parece a credibilidade e a honestidade é só para os outros. Este é um Governo de oportunistas. Todos são coniventes com o desastre nacional e com as vigarices desenvolvidas por qualquer um dos seus colegas de Governo. Não era um tal Portas que enquanto jornalista passava a vida a denunciar vigarices? E agora fica calado tendo ao seu lado o Rei dos Impostores? Mas os que agora na oposição acusam estes trapaceiros, não são melhores. É ver-se o que têm aceitado quando têm o poder, seja ele a nível nacional, regional ou local. É uma pena que a nobre Arte da política tenha sido tão desvirtuada por estes “chicos espertos”. Mas a sua hora chegará e não lamentarei o opróbrio em que se virem atolados.

quinta-feira, abril 04, 2013

GRÂNDOLA 1 - GOVERNO 0
Relvas já foi... faltam os outros!

quarta-feira, abril 03, 2013

ó noite dos lumes interiores

vem deitar-te sobre a pele

ó boca das estrelas sanguíneas
vem pousar-te sobre a minha

ó espelho devolve-me o rosto
que me corta a respiração

ó luz cujo brilho desconheço
desce e rompe a treva dos gestos

ó ave branca sobre a lua
vem dormir nos meus sonhos

ó corpo deixa-te incendiar
pelo néctar dos vinhos nocturnos

ó amor vem e clama
eu cantarei os passos que nos separam

ó rumor do canto que te evoca
deixa as palavras saírem límpidas

Al Berto
in DIÁRIOS
Ed. Assírio & Alvim

terça-feira, abril 02, 2013

DIALÉCTICA
Dialética (do grego διαλεκτική (τέχνη), pelo latim dialectĭca ou dialectĭce) é um método de diálogo cujo foco é a contraposição e contradição de ideias que leva a outras ideias e que tem sido um tema central na filosofia ocidental e oriental desde os tempos antigos. A tradução literal de dialética significa "caminho entre as idéias".
"Aos poucos, passou a ser a arte de, no diálogo, demonstrar uma tese por meio de uma argumentação capaz de definir e distinguir claramente os conceitos envolvidos na discussão.". Também conhecida como a Arte da Palavra” –Wikipédia

Despeço-me do meu amigo Jorge Saldanha, retomando a essência daquilo que nos aproximava. O discordar, o discutir, o contradizer ideias e ideais, sabendo os dois que aquilo que fazíamos nos aproximava mais e mais e mais.
Éramos cúmplices do sonho e da busca de valores que acreditávamos poderiam fazer avançar o que de melhor o Homem tem: a sua capacidade de pensar.
Estou cada vez mais só, sabendo que no entanto o estar mais só não significa a capacidade de viver entre pares e iguais. Estas duas semanas têm sido dolorosas. Pelos que vejo passarem daqui para o futuro. Sinto que tudo isto tem para mim um resultado final. Fazer-me ler, pensar, discutir, ouvir música. E procurar viver com dignidade. Sem nunca deixar de combater por aquilo em que acredito.
Um abraço Jorge.

segunda-feira, abril 01, 2013

REPÚBLICA CENTRO-AFRICANA

Suspende-se a Constituição por tempo indeterminado. Se o meu governar colide com essa Lei espúria, não é que eu decrecto que está errado, é a Lei que não presta e tem de ser revogada.
Bokassa II recupera o seu poder custe o que custar. Um séquito muito restrito de apoiantes acolita o trono do todo-poderoso e irredutível imperador.
As crianças vão para a sopa dos pobres. Os velhos vão para asilos tutelares. Os doentes voltam às mezinhas dos tempos anteriores à Ponte Salazar. O Estado Sou Eu. Os meus amigos são promovidos a Doutores e a Presidentes do-que-quer-que-seja. Se não existirem presidências vão para Assessores. Ou Assessores dos Assessores.
Roubam-se indiscriminadamente empresários, reformados, aposentados, trabalhadores. A cultura sou eu a visitar às escondidas lugares com mais de uma entrada, para poder passar incólume sem que os meus detractores me vejam à entrada ou à saída. Fujo das pessoas como o diabo da cruz. Eu nasci para Governar, não foi para prestar contas. Aquele simulacro de senadores que deveria fiscalizar as acções do Poder, só serve enquanto servir. Mas sente-se já a traição no ar. Até tu Brutus. Até tu!

sexta-feira, março 29, 2013

Retomarei
o contacto convosco na próxima 2ª feira dia 1 de Abril (é verdade, tanto quanto me é possivel afirmá-lo)

quarta-feira, março 27, 2013

SENTIR


Como explicar este peso que me sufoca pela perda das minhas referências? Como dizer deste buraco fundo em que pareço ter mergulhado, desde que recebi esta notícia que me atropela os sentidos. A Morte levou outro dos meus mais queridos companheiros de uma vida. Um aluno, um colega, um amigo.

Recordo aquela turma da Escola Industrial e Comercial de Peniche. Passados anos tornámo-nos a reencontrar quase todos na Nazaré. Fomos e somos uma equipa que criou entre si uma mística que o tempo não apagou.

Olho para as fotos dos alunos daquela turma e recordo momentos em que fomos felizes e outros em que parecíamos guerreiros defendendo os seus pontos de vista.

Não sou capaz de escrever o teu nome aqui. Associar-te um momento destes é quase obsceno. Merecias estar entre nós. A tua partida sabe-me a dor e a absurdo.

Até já Amigo.



terça-feira, março 26, 2013

O GRANDE IMPOSTOR

Lamentavelmente Eça de Queiroz já não existe. E embora nos “Maias” certas figuras tenham ficado retratadas para o posteridade, julgo que se fosse vivo ficaria inspiradíssimo para retractar o ridículo que se abateu sobre a pátria portuguesa.
Começou em pontas dos pés a jurar que tinha visto as armas nucleares e químicas que o Iraque possuía. E que isso justificava a declaração de guerra de “portugal” ao Iraque. Como se este país da treta tivesse capacidade para declarar guerra ao cemitério das formigas.
Como prémio, o Idiota, foi nomeado presidente da comissão europeia. Isto é, foi nomeado acólito da Madre Merkle e dos Abades Holandeses & Cª Lda. Desde que o Fugiu de Portugal e o entregou ao Deus dará ( ao Santana) a Europa tem-se vindo a desfazer, a esboroar-se de acordo com os interesses do Todo Poderoso poderio Alemão, onde se desfaz a solidariedade entre estados, e a Fraternidade que levou à construção de uma Europa solidária.
O esquesitóide a tudo tem assistido sem dizer nada. Só fala quando lhe dizem para dizer alguma coisa e lamentavelmente ainda não lhe foi atribuído o prémio do Chapitô para o palhaço do século. Conseguiu o que era impensável. Desfazer a Europa, submeter os países latinos à mendicidade, fazer com que Portugal se envergonhe de existir enquanto país.

segunda-feira, março 25, 2013

E AGORA?

O PCP solicita ao Governo o especial favor de se demitir, coisa que o Governo não faz sabido como é que não morre de amores pelo PCP, quanto mais um deste tipo e qualidade. Então qual foi a “cena” do PCP? Foi uma peça de teatro burlesca para se antecipar à moção de censura do PS.
Mas o que leva o PS em minoria no Parlamento a apresentar uma moção de censura ao Governo? O PS com esta atitude tenta resolver vários desafios.
Responde aos críticos do seu interior que acham que desenvolve uma oposição mole a um Governo torpe e indecente. Responde aos que no exterior desiludidos com os partidos políticos se auto-organizam e levam a cabo as maiores manifestações de Portugal desde 1974. Esperam capitalizar o desespero dos indignados. Mais uma vez o PS se engana e não percebe que apelidar de tolos e carneiros os portugueses indignados é um erro em cima de outro. O PS tenciona ainda com este acto pueril antecipar-se ao que se adivinha ir acontecer com a declaração de inconstitucionalidade de alguns aspectos do OE para 2013. Espera que isto por antecipação lhe acredite credibilidade.
O CDS reúne e desdiz em conselho nacional o que afirma todos os dias aos jornais e no Parlamento. Diz que o Governo não Governa ou Governa mal. Diz que a solução passa por despedir ministros e ir buscar outros apaniguados que ainda não fizeram o gosto ao dedo, isto é, que ainda não se utilizaram do banquete do poder.
A Europa morreu e está a ter um funeral miserável. Já ninguém sente a sua falta. O que fizeram na Grécia, em Portugal e na Irlanda, não foi solidariedade institucional. Foi um fartar vilanagem de felonias. O que agora estão a fazer ao Chipre ultrapassa as raias do razoável. É escandaloso. É uma indicação clara para os Pingos Doces, os Sonae e outros que tais se aboletarem com o que puderem e fugirem para locais fora do alcance desta miserável Europocracia, com todo o património que puderem.
E agora? Quem está em idade acima dos 60 resiste o melhor que puder até que um sopro o leve. As gerações mais novas estão a caminho do desespero e da diáspora. Portugal colonizado por países que se diziam ser solidários com o seu historial e a sua decadência pós-colonial, acabaram por se tornar os seus coveiros.
O que nos espera a seguir é igual ao que já aconteceu. Seguro é outro Coelho, formado no mesmo tipo de Universidade dos aparelhos partidários. O BE é a versão actualizada do MDP do PCP. A nós resta-nos não acreditar em nenhum deles e fazer do voto uma grande “arma branca” contra todos eles. Digamos todos os que pudermos que os repudiamos.



sábado, março 23, 2013

sexta-feira, março 22, 2013

A LEI DOS MANDATOS


1. Nenhum de nós, falo daqueles que utilizam a cabeça para pensar, tem para si próprio que a lei aprovada na AR com o objectivo de limitar a 3 mandatos o cargo dos detentores do exercício do poder autárquico, foi feito com o objectivo de impedir a “fulanização” do desempenho dos cargos.

2. Também entendo que nem todos os autarcas são farinha do mesmo pão. Isto é, alguns deles não é por estarem 3, 4, ou 5 mandatos no exercício de um cargo que se tornam caciques no nos seus territórios. E que existem outros que ao fim de 2 anos como Presidentes do que quer que seja já vem ao de cima as suas características do quero, posso e mando.

3. Os partidos políticos sabem que independentemente de quem é quem, a lei foi feito com objectivos muito claros: impedir a eternização no exercício de funções por mais honesto que seja quem o desempenha.

4. Existem 2 partidos que se utilizam de metáforas para poder eternizar os seus mais fiéis. São o PCP e o PSD. Quanto ao 1º nada me admira. Ainda têm a formação da velha escola soviética em que quem exercia o poder só o largava quando caía de podre. Quanto ao segundo está em final de vida e agarra-se a tudo quanto mexe para conseguir atingir os seus objectivos mais sórdidos enquanto partido representativo do caos a que conduziu Portugal.

5. Por mim não tenho dúvidas que esta Lei dos Mandatos tanto se aplica aos Presidentes de Câmara, como aos Presidentes de Junta. Em certas terrinhas de certas regiões o presidente de Junta consegue ser o mais perfeito dos caciques. E a Lei não ressalva a sua posição.

6. Resta agora saber se a fusão das Freguesias vem ou não impedir de quem já tenha desempenhado o cargo em 3 mandatos sucessivos, pode ou não candidatar-se à nova Freguesia. Este aspecto é como que uma réplica de certos dinossáurios Presidentes de Câmara que agora se vêm candidatar a um novo território. Se para estes a candidatura é ilegal também para os outros o é.

7. O problema é que a Lei define a não possibilidade de uma 4ª candidatura aos Presidentes “de” Câmara ou “de” Junta. Não se trata de uma Câmara ou de uma Junta específica. Trata-se “de” uma seja ela qual for. Este é o meu entendimento

8. Claro que os Tribunais irão decidir (em tempo útil?). Claro que os Partidos deveriam assumir uma atitude de dignidade perante os eleitores que cada vez mais perdem o respeito por eles. E quando o não fizerem deverão ser os candidatos que desempenharam funções pautando-se por valores éticos dignos de elogio, que agora se deverão autoexcluir desta mascarada em que são colocados.

9. Por mim que vivo na Cidade de Peniche, vou lamentar profundamente não poder voltar a votar no Henrique Bertino a pessoa mais íntegra e voluntariosa que conheci no desempenho de tal cargo. Dificilmente algum Partido em Peniche encontrará alguém à altura de lhe suceder.

quarta-feira, março 20, 2013

SOMOS MUITO BONS:
- OS PENICHEIROS
Que pena nunca sermos profetas na nossa própria terra. Do jornal “Atlântico Expresso” transcrevo sem quaisquer comentários, e na íntegra uma entrevista bem como algumas das fotos que a ilustram, de um jovem penicheiro radicado nos Açores. Os sublinhados e os destaques são arranjos da nossa responsabilidade. Para que conste.

 Atlântico Expresso                                               
Fundado por Victor Cruz - Director: Américo Natalino de Viveiros - Director-Adjunto: Santos Narciso - 18 de Março de 2013 - Ano: XVI - N.º 85646 - Preço: 0,90 Euro - Semanário                                      

JOVENS NO PARLAMENTO DOS AÇORES
POLÍTICOS AÇORIANOS ESTÃO FORA DA REALIDADE
 Chama-se André Ribeiro Blayer Góis, tem 14 anos e é natural de Peniche, embora viva em Ponta Delgada
desde os 6 anos. Aluno do 9º Turma G da ESAQ – Escola Secundária Antero de Quental foi eleito porta voz da comitiva de deputados dos Açores à Assembleia da República, o Parlamento Jovem, um programa que a Assembleia da República organiza em colaboração com o Instituto Português do Desporto e Juventude
(IPDJ), entre outras entidades, com o objectivo de promover a educação para a cidadania e o interessedos jovens pela participação cívica e pelo debate de assuntos da actualidade. Ao todo os Açores serão representados por oito jovens estudantes de quatro escolas da Região.
André Blayer não esconde a satisfação e adianta que gosta de política “porque considero importante debater ideias com outras pessoas, apresentar argumentos e “negociar” entendimentos, mesmo tendo em conta que nem sempre as minhas ideias são as que vencem”. Quanto aos políticos e políticas de hoje, o jovem remata: “acho que, por vezes, se ocupa muito tempo a debater assuntos que não têm grande interesse ou evitam-se outros que deviam ser debatidos. Estamos numa altura de crise, as pessoas vivem com mais difi culdades e às vezes parece que os nossos políticos se esquecem dessa realidade”.
Que área de estudos quer seguir e porquê?
Ainda não tomei uma opção defi nitiva. Gosto de informática, mas também gosto das ciências sociais. Gostava de seguir informática, porque acho que me dou bem com computadores e equipamentos electrónicos. É o que eu gosto. Também gosto de ciências sociais, mas ainda estou um bocado indeciso, verdade seja dita.
Quais são os seus objectivos de vida, nomeadamente os profi ssionais? O que o atrai no que pretendes se quando for mais velho?
Como já disse, ainda não defi ni um grande objectivo em termos profi ssionais, mas mais do que isso, seja em que área for, espero conseguir ter um papel activo no meio onde estiver inserido e sentir-me bem e realizado com o que vier a fazer. Basicamente, quero sentir-me feliz, útil e integrado.
Como é que aconteceu a sua ida até à ALRAA para participar no parlamento jovem?
O meu grupo, pertencente à Escola Secundária Antero de Quental, foi eleito na fase de escola do Parlamento dos Jovens. Já tinha participado no ano passado e este ano eu e os meus colegas voltámos a fazer uma lista e fomos seleccionados, na fase de escola.
Gosta de política? Porquê?
Gosto, porque gosto de debater ideias com outras pessoas, apresentar argumentos e “negociar” entendimentos, mesmo tendo em conta que nem sempre as minhas ideias são as que vencem. É uma área que me cativa, porque acho interessante saber como está o nosso país, o que é que as pessoas pensam da actualidade, que medidas são implementadas, etc.
Como classifi ca a política que se faz nos Açores? E os nossos políticos?
Acho que por vezes se ocupa muito tempo a debater assuntos que não têm grande interesse ou evitam-se outros que deviam ser debatidos.
Estamos numa altura de crise, as pessoas vivem com mais dificuldades e às vezes parece que os nossos políticos se esquecem dessa realidade. Mas de um modo geral, acho que a política que se faz nos Açores é boa e julgo que temos bons políticos.
Identificasse com algum partido em especial? Porquê?
Com o Partido Socialista, principalmente.
Identifico-me com muitas das ideias deste partido, porque muitas das minhas opiniões são idênticas àquilo que o PS defende.
Da experiência deste debate na ALRAA o que mais gostou? E menos?
Gostei de ter tido a oportunidade de intervir perante uma assembleia de “deputados” da minha idade e com os quais me identifico e fazer valer as minhas ideias. Gostei, claro de ser eleito porta-voz da Região no Parlamento dos Jovens (Ensino Básico) nacional. Ficam também as amizades e os conhecimentos que fi z. Gostei menos do pouco tempo que tivemos para fazer o trabalho de grupo.
Foi eleito um dos porta-voz da comitiva de deputados dos Açores à Assembleia da República, uma enorme responsabilidade. O que representou para si esta nomeação?
Representa a confiança depositada em mim pela maioria dos meus colegas. Estou no entanto consciente de que se fossem eles a representar os Açores, iria ser igualmente uma excelente representação. Sim, fi quei satisfeito. Quem não ficaria?
Que assuntos vão ser levados pelos jovens deputados açorianos à Assembleia da República? Já existem temas ou ideias?
O tema que vamos levar à AR é “Será que só nos resta emigrar?”, que tem a ver, como o próprio título refere, com a dúvida se será esta a única opção para o sucesso dos jovens, tendo em conta a actual situação do país e, pois claro, dos Açores. Por outro lado, levamos várias medidas à Assembleia da República, que têm a ver com a aplicação de um imposto especial aos produtos importados, incentivando, desta forma, o consumo dos produtos nacionais, comprar o que é produzido em Portugal, fazendo circular o dinheiro dentro do país, de forma a equilibrar a balança comercial, diminuindo o défice orçamental, criar o projecto “Estudar e melhorar para combater a dívida”, onde cada aluno compraria, imbolicamente, uma parcela da dívida nacional através da obtenção de bons resultados escolares e ainda promover incentivos à utilização das energias renováveis no consumo de energia elétrica, a fi m de diminuir a dependência dos combustíveis fósseis, reduzir a importação de combustíveis e criar mais postos de trabalho nesta área.
Quantos alunos irão dos Açores a Lisboa?
Vão 8 alunos de 4 escolas: 2 da Escola Secundária Antero de Quental, 2 da EB 2,3/S Bento Rodrigues, de Santa Maria, 2 da Escola Secundária da Lagoa e 2 da Escola Secundária Jerónimo Emiliano de Andrade, da Terceira.
Para além da profi ssão que pretendes seguir, gostavas de ser político?
Sim, porque é uma ocupação que me cativaporque teria a oportunidade de intervir na defi nição do futuro da nossa sociedade.
Da crise que o país atravessa, que visão tem sobre este assunto? O que acha que deveria ser feito para que Portugal e os Açores a conseguissem ultrapassar?
Acho que estamos numa situação bastante difícil e é preciso a compreensão e a solidariedade de todos, porque nem tudo é responsabilidade do estado. Acho que os portugueses têm um papel a desempenhar na sociedade e muitos têm-se esquecido disso. Julgo, no entanto, que as medidas que têm sido tomadas
por este governo da República, de aumento de impostos, de diminuição dos ordenados e dos benefícios
sociais, têm sido exageradas, o que penaliza brutalmente os portugueses por uma situação que basicamente não é da responsabilidade deles. O governo da República devia pedir mais tempo para pagar os empréstimos, negociar outras condições e prazos, para que pudesse também aliviar as famílias portuguesas, baixando impostos e repondo os subsídios que retiraram, por exemplo. Para além disso, acho que os Açores não devem ser penalizados pelo governo da República, que quer reduzir as transferências para a Região e fazer com que se aumentem impostos cá. Acho que este governo da República está a tentar passar responsabilidades para os Açores, em áreas que os Açores não a tem.
Entrevista conduzida por Ana Coelho para o "Atlântico Expresso"

terça-feira, março 19, 2013

10 dúvidas frequentes sobre o vinho

1. O VINHO PODE MATAR?
Pode. Há uns anos, um rapaz foi atingido por um barril de vinho que
caiu de um camião levando-o à morte instantânea.

2. O USO CONTINUADO DO ÁLCOOL PODE LEVAR AO USO DE DROGAS MAIS PESADAS?
Não. O álcool é a mais pesada das drogas: uma garrafa de vinho pesa
cerca de 900 gramas .

3. O VINHO CAUSA DEPENDÊNCIA PSICOLÓGICA?
Não. Cerca de 89,7% dos psiquiatras, psicólogos e psicanalista
entrevistados preferem cerveja.

4. MULHERES GRÁVIDAS PODEM BEBER SEM RISCO?
Sim. Está provado que nas operações STOP a polícia nunca faz o teste
do balão às grávidas.

5. O VINHO PODE DIMINUIR OS REFLEXOS DOS MOTORISTAS?
Não. Experiência com mais de 500 condutores: foi dada uma grade com
garrafas de vinho para cada um abrir e beber. As últimas foram abertas
e bebidas no mesmo tempo gasto com as primeiras. Em nenhuma das
garrafas os reflexos foram alterados.

6. A BEBIDA ENVELHECE?
Sim. A bebida envelhece muito depressa. Se deixar uma garrafa de vinho
aberta de um dia para o outro, altera o paladar e o aroma e chega
mesmo a avinagrar passadas algumas semanas.

7. O VINHO CONDICIONA NEGATIVAMENTE O RENDIMENTO ESCOLAR?
Não, pelo contrário. Algumas universidades estão a aumentar os lucros
com a venda de vinho a copo nas cantinas e bares.

8. O QUE FAZ COM QUE A BEBIDA CHEGUE AOS ADOLESCENTES?
O estudo confirma que, em primeiríssimo lugar, o empregado de mesa.

9. O VINHO ENGORDA?
Não. Tu é que engordas.

10. O VINHO CAUSA PERDA DE MEMÓRIA?
Que eu me lembre, não!

segunda-feira, março 18, 2013

CONTRA QUEM SÃO DISPARADOS TIROS?

Não contra os mafiosos que roubam milhares de milhões a todo um povo que depois entra na miséria e na fome. Não são alvo de tiro os sucessivos ministros de Governos que empobrecem Portugal e que depois de terminada a sua “função de estado” passam para grandes empresas que protegeram enquanto foram ministros. Não são identificados esses “rapazecos” que se passeiam nos corredores do poder e nas discotecas da moda.
São sempre os mesmos a morrerem. Os pobres. Os deserdados. Os marginais. E as vitimas de efeitos colaterais dessas acções incompreensíveis que nunca passam pelos condomínios fechados, nem pelos paraísos fiscais, sejam eles fora de Portugal, ou na banca que apoia os que nos roubam em detrimento dos que querem trabalhar.

sábado, março 16, 2013

sexta-feira, março 15, 2013

SOMOS UM POVO QUE SE PERDEU
Foto Hélder Blayer
Entre a ingenuidade e a opressão. Acreditámos nos arautos da esperança e de um sol a brilhar para todos. Acreditámos que morto o “bicho” se acabava a “peçonha”. Nunca nos disseram que nada do que brilhava era oiro. Condenados desde os idos de 1400 a encaminhar-nos para fora do nosso espaço, hoje nem nos conhecemos. Odeio os que me mentiram. Odeio os que fizeram de mim capacho. Odeio os que se aproveitaram de mim para me tornar um pária. E no entanto eu tinha a obrigação de ser inteligente. Mas nunca o fui quando tinha que lidar com sentimentos e paixões.
Indigno-me por já não ser capaz de pegar em armas, sejam elas pistolas, metralhadoras, canetas ou a voz e desatar disparar contra quem me (nos) condenou a este exílio.

quinta-feira, março 14, 2013

OLÁ FRANCISCO

Desde já os meus votos sinceros de que desempenhes as tuas novas funções com o mesmo sentido de fraternidade e simplicidade que deram a João XXII e a João Paulo II, um lugar no coração de toda a humanidade, crente e não crente.
Seres jesuíta é um pouco amargo, recordando o papel dessa ordem religiosa em algumas atitudes de feroz desumanidade. Seres Francisco torna-te pessoa solidária com os mais pobres, humilhados e ofendidos. És um intelectual o que indicia um homem de cultura. Engº químico, sabes como ninguém que na Natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma. O resto é Fé e essa é intocável porque faz parte dos inúmeros valores que os homens livres podem assumir para si próprios.
Vi-te curvares-te perante a multidão que te saudava tornando-te o mais humilde dos teus servos e isso é um bom indício. Que o teu tempo seja amor, paz e fraternidade e que saibas com o teu exemplo, fazer pensar aos teus seguidores sobre o que é ser cristão hoje.
Desejo-te os maiores êxitos.

terça-feira, março 12, 2013

PREOCUPAÇÕES DA TRETA
No passado domingo e ontem, a SIC generalista fez uma desenvolvida reportagem sobre a enorme expectativa que se gerou entre crianças e jovens pela deslocação para um concerto no Pavilhão Atlântico em Lisboa.
Deslocaram-se jovenzitos de várias nacionalidades e de todo o país. Marcaram presença junto às entradas do Pavilhão para apanharem o 1º lugar da frente para poderem estar o mais próximo possível do seu ídolo.
Por si só isto não seria motivo de conversa, se não estivessem ali grupos de crianças do Norte ao sul do país com idades inferiores a 16 anos. Em grupo com os seus amigos. Sem que os pais ou outros adultos os acompanhassem. Ali dormiriam uma ou duas noites à chuva e ao frio para poderem estar tão próximos do objecto dos seus sonhos quanto possível.

O que mais me marcou no entanto, foi a entrevista com uma menina de 11 anos chamada Joana. A criança foi filmada, mostrada aos telespectadores da SIC, sem que nos fosse dito que aquelas filmagens teriam ser autorizadas por alguém devidamente mandatado para tal. E foi dito que a criancinha iria ali ficar durante a noite, sem que os fariseus e as farisaicas se insurgissem contra esta exposição pública de criancinhas, que se iriam expor aos apetites de algum predador.
As santas e os seus pares desta vez ficaram indiferentes. E eu questiono-me sobre os pais daquelas crianças. E sobre as Comissões de Protecção de Menores e de instituições similares, que passam a vida a exibirem-se anunciando a todo o mundo os seus actos de bem-fazer. Aquelas crianças estavam expostas e era previsível que aquele fenómeno iria acontecer. Porque não se solidarizaram os grupos de Apoio para enquadrarem aquelas crianças. Porque não as identificar e através da Provedora da Justiça responsabilizar os pais dos meninos e meninas com idades inferiores a 16 anos que não estivessem apoiados por familiares ou adultos? Ou só em Belém e no Parque Eduardo VII é que acontecem desgraças?

Vou parar por aqui. Metem-me nojo os falsos humanistas. Aqueles e aquelas que só surgem para se comportarem como virgens ofendidas quando um dos seus é posto em causa. É difícil compreender e aceitar como normal, uma situação que tende a constituir um progressivo caminhar para a ausência mais completa de valores.

segunda-feira, março 11, 2013

A GRANDE MURALHA DA CHINA
No passado dia 5 de Março, transcrevi uma notícia do “DN” em que a Câmara Municipal de Peniche ou o seu Presidente, ou ambos, declaravam a sua preocupação sobre a cintura de muralhas de Peniche e o perigo de derrocada que oferecem face à erosão marítima.
Ou esta é uma história “naif” ou em Peniche vive-se numa bolha isolada do resto do país.

O Estado Português ou o Governo que nos desgoverna, roubam dinheiro aos pensionistas e reformados. Espoliam os velhos de condições de acesso à saúde. Impedem-se os jovens da entrada no mercado de trabalho. Os adultos e mais velhos vêm encerrar as suas empresas e milhares de famílias são espoliadas do seu sustento. A cultura, as forças armadas, as pescas, a indústria naval, tudo é reduzido à miséria mais dramática. Vende- se ao desbarato algum dos nosso melhor património acumulado por gerações sucessivas.

Quem é que pode acreditar que um qualquer Governo, e este em particular, estará interessado em afectar centenas de milhares de euros que serão necessários para pagar os juros dos empréstimos dos sistemas monetários que nos asfixiam, para arranjar muralhas que representam um passado morto e enterrado. Que importância tem uma muralha comparada com as necessidades de pagar os muitos BPNs que para aí pululam? A muralha está para caír? Deixem-na cair. Quem não tem unhas, não pode tocar guitarra. Estou a ser grosseiro? A culpa do estado a que chegou a muralha nõa é deste Governo (embora dê jeito culpá-lo de tal) é de sucessivos Governos e de sucessivos presidentes da Câmara, que nunca olharam para o seu património edificado com olhos de ver e coração de sentir. Agora é muito tarde. Pode servir este grito de alerta para fazer campanha eleitoral, mas não serve para resolver coisa nenhuma, e é importante que tenhamos consciência disso.

sábado, março 09, 2013

ESTE É O GOVERNO EM QUE EU CONFIO















sexta-feira, março 08, 2013


QUE MONSTRO É ESTE?
Que alimentamos no nosso seio. Que condina crianças, homens e mulheres à fome e à doença. Que condena os jovens a exilarem-se da sua pátria para não correrem o risco de se tornarem em deliquentes para terem de sobreviver. Que permite que alguns /poucos) se alimentem de milhares de milhões sem que nada lhes aconteça, sendo premiados com uma pulseira para poderem estar nos seus apartamentos de luxo, ostentando mordomias. Quantos dos actuais governantes herdeiros do gang que rodeou durante anos cavaco e os seus pares, não serão arguidos em processos futuros?
Que monstro é este que considera que menos de 500€ é suficiente para dar de comer a uma família por mês, pagar energia e renda de casa, suportar os transportes para se deslocarem para o trabalho?
Que monstro é este parido em grupos juvenis herdeiros da mocidade portuguesa só que com novos matizes, que por sua vez é contraditado por outros juvenis, e por imbecis muito semelhentes.
Que monstro é este que se com nome de coelho se comporta como lobo, comportando-se como um predador do que de melhor a sociedade portuguesa tinha, a sua massa humana?
Que monstro é este que nos odeia só porque existimos, se julga legitimado para nos poder destruir como comunidade? Que monstro permitimos nós que sobreviva à custa da nossa miséria e humilhação? Que monstro é este que não ouve centenas de milhares de pessoas que se sentem órfãos de um país que de repente deixou de ser seu, sem outro para poderem sentir-se em sua casa?

Nada explica a existência deste monstro a não ser a nossa proverbial cobradia.

quarta-feira, março 06, 2013

A MATEMÁTICA
No último sábado passei pela Feira de Velharias e os meus olhos bateram num “Caderno de Matemática” do 1º Ano do Ciclo Preparatório. Na circunstância este caderno era utilizado Escola Técnica Elementar Manuel da Maia no ano lectivo de 1964/1965, onde muitos anos depois eu viria a ser professor efectivo.
A grande curiosidade está nos saberes necessários nessa época para os alunos do ciclo preparatório. Depois disso sucederam-se as reformas que nunca foram devidamente testadas. Em 1964/65 uma minoria de alunos (os das famílias médias alta e média)  tinham acesso ao Ensino Liceal e aqueles que pertenciam às classes média-baixa ou que dispunham de caridosas bolsas de estudo frequentavam as Escolas Técnicas.

Nestas últimas os saberes eram mais práticos pois os alunos que lhes estavam associados iriam ser os empregados de escritório ou os técnicos serralheiros necessários à incipiente industrialização do país.

Anexo 3 imagens destes cadernos que poderão dar uma pálida ideia do que era na altura o ciclo preparatório, actual 5º ano de escolaridade.



 

terça-feira, março 05, 2013


MURALHA DE PENICHE DEGRADADA E SEM VERBAS PARA OBRAS

MONUMENTO

A muralha que circunda a cidade de Peniche, classificada como monumento nacional, está degradada e a necessitar de uma intervenção que evite eventuais derrocadas, alertou ontem o presidente da Câmara, António José Correia.

Um relatório da autarquia, datado de 22 de janeiro, refere que se verificam "deslocações de blocos motivadas pela ação agressiva do mar", que têm vindo a abrir buracos na muralha, e que colocam em risco "a estabilidade do conjunto" da muralha. O relatório aponta para a necessidade "urgente" de uma intervenção com vista a recolocar os blocos em falta e preencher as juntas para não agravar mais a situação.

António José Correia adiantou que dois técnicos da Direção-Geral do Património deslocaram-se ao local para ver o estado da muralha, mas, "apesar de terem elaborado um relatório, não existem verbas para programar o início das obras". O município está disponível para lançar concurso e avançar com as obras para repor a segurança da estrutura, desde que o Governo transfira as verbas necessárias.

in "Diário de Notícias"

segunda-feira, março 04, 2013

O INVERNO DO NOSSO DESCONTENTAMENTO
Este é o título de um livro de John Steinbeck Prémio Nobel da Literatura em 1962 e Prémio Pullitzer de 1940. É um livro que retracta a oposição entre os valores económicos que conferiram aos EUA um lugar de líder mundial e os valores sociais que conferem ao Homem um lugar prioritário como figura central de um desenvolvimento harmonioso.
Nada mais adequado ao momento que vivemos. Campeiam a fome, a miséria, a indignidade, a ausência de valores éticos e cívicos. O cidadão comum  passou a aberração quando comparado a valores económicos e um impecilho para a defesa de uma unidade monetária em má hora parida.
E eu português merdoso, que nunca fui convidado a manifestar-me sobre se queria integrar-me numa Europa em decadência e volúvel, ou se me interessava ser pedinte no reino do euro alemão e francófono, estou aqui, aguardando que disputem as migalhas do meu pão, para que euroditadores do mercado económico possam sobreviver ao terror dos dias de maldição que espalharam.
Não fui convidado senão para ser mendigo. Usufrutuário das migalhas de caridade com que católicos e outros afins vão conquistando os seus céus paradisíacos. Enquanto o papa reformado vive em habitação gratuita, com cama, mesa e roupa lavada, e ainda com uma reforma de 2500 euros mensais para adquirir sapatos castanhos manufacturados por miseráveis mexicanos.

sábado, março 02, 2013

2 DE MARÇO DE 2013
Que cada um de nós seja um grito de revolta, contra todos os que nos limitam, oprimem e destróiem

sexta-feira, março 01, 2013

MoVimento 5 Estrelas
Temos tendência para uma de duas atitudes quando não compreendemos o que de novo surge e nos surpreende. Ou passamos ao lado como se de nada se tratasse ou. Amesquinhamos cepticamente esses epifenómenos. O que de mais relevante se passou na Europa em termos políticos nos últimos 2 anos, foi o aparecimento em Itália de um movimento criado por um cómico, que atingiu como uma bomba os partidos tradicionais. Tornou-se o 3º maior partido italiano com 25% dos votos eleitorais, tornando completamente ingovernável a Itália. O que nisto tem de mais interessante é que se trata de um movimento contra os partidos políticos clássicos, que já se afirmou indisponível para colaborar com qualquer partido político que se queira sentar no colo do poder executivo.
Este movimento alicerçado em jovens desempregados e não, em artistas e intelectuais, cria uma dificuldade à Itália que a breve trecho se estenderá por toda a Europa. Fartos dos tecnocratas e dos economistas, dos advogados e dos políticos, criaram uma frente comum de defesa do cidadão médio, que juntando-se pode tornar a  Europa um continente impotente, com todas as vantagens e desvantagens que isso significará.
A Itália ingovernável é o bater de asas da borboleta que criará sismos em cadeia no continente americano. A economia tal como tem vindo a ser desenvolvida está a tornar a globalidade dos países permeáveis ao espirro de qualquer país por menos significante que seja.
Os políticos actuais, locais, regionais e nacionais tornaram-se títeres e marionetes, obedecendo à “”Voz do Dono”, e fazendo da sua sobrevivência o único valor a defender. Por isso a maioria das cidadãs e dos cidadãos deixou de acreditar na grande velhacaria que nos governa. Passaram a não acreditar no que lhes dizem, a abster-se, a votar em branco e/ou a entrar em apatia generalizada.
Até que surja em qualquer lado um qualquer anti-politico que lhes ofereça o conforto da transparência e da clareza de espírito. Que lhes diga abaixo tudo o que os tentar tirar a humanidade.
Entrámos na era em que a democracia tal como a temos vindo a conceber até agora tende a apodrecer e os grilos, ou as centopeias, ou qualquer outro que se torne marginal nesta ilusória vontade dita colectiva, a ponha em causa por isso mesmo.
Acreditem o fim da política como a concebemos está a aproximar-se. Prefiro ser roubado por um ladrão marginal, do que pelos coelhos e gaspares que por aí pululam.
Por enquanto vou votar em  BRANCO, mais à frente logo se verá.