sábado, fevereiro 07, 2015

COISAS DA IDADE
Um casal idoso estava num cruzeiro e o tempo estava tempestuoso. Eles estavam sentados na traseira do navio, a olhar a lua, quando uma onda veio e levou a velha senhora. Procuraram por ela durante dias, mas não conseguiram encontrá-la.
O capitão enviou o velho senhor para terra, com a promessa de que o notificaria assim que encontrasse alguma coisa.
Três semanas passaram-se e finalmente ele recebeu um fax do navio. Ele leu:
"Senhor: lamento informar que encontramos o corpo da sua esposa no fundo do mar. Nós a içamos para o barco e, presa a ela, tinha uma ostra. Dentro da ostra havia uma pérola que deve valer 50.000 euros. Por favor, diga-nos o que fazer."
O velho homem respondeu:
"Mande-me a pérola e atire de novo a isca."

É um casal de 80 anos, que está a começar a ter problemas de memória. Eles vão ao médico para ser examinados. O médico faz um check-up e diz aos velhinhos que não há nada de errado com eles, mas que seria bom ter um caderninho para anotar as coisas.
À noite, quando estão os dois a ver televisão, o velhinho levanta-se e a mulher pergunta:
- Onde vais?
- À cozinha - responde ele.
- Não me queres trazer uma taça de gelado? - Pede ela.
- Lógico! - Responde o marido solícito.
- Não achas que seria bom escrever isso no caderno? - pergunta ela.
- Ah, então! Qualé? Ironiza o velhinho - Eu vou me lembrar disso!
Então ela acrescenta:
- Então coloca uma bola de morango por cima. Mas escreve para não ter perigo de te esqueceres.
- Eu lembro-me disso, queres uma bola de gelado com calda de morango.
- Ah! Aproveita e coloca um pouco de chantilly em cima! - pede a velha - Mas lembra-te do que o médico nos disse... escreve isso no caderno!
Irritado, o velhinho exclama:
- Eu já disse que me vou lembrar!!
De seguida vai para a cozinha.
Depois de uns vinte minutos, ele volta com um prato com uma omeleta.
A mulher olha para o prato e diz:
- Eu não disse que te ias esquecer? Onde está a torrada?

Estava a ser realizada uma cerimónia funerária duma mulher que tinha acabado de falecer.
Ao final da cerimonia, os carregadores estavam a levar o caixão para fora, quando, acidentalmente, bateram numa parede, deixando o caixão cair. Eles escutaram um fraco lamento.
Abriram o caixão e descobriram que a mulher ainda estava viva! Ela viveu por mais dez anos e, então, morreu.
Mais uma vez uma cerimónia foi realizada e, ao final dela, os carregadores estavam novamente a levar o caixão. Quando eles se aproximaram da porta, o marido gritou:
"Cuidado com a parede!!!!!"
Um casal de velhinhos vai ao escritório de um advogado para que seja preparado o divórcio. O advogado, vendo-os assim tão velhinhos, pergunta porquê que eles se querem divorciar naquela idade tão avançada.
Determinada ao divórcio a velhinha diz:
- Veja doutor, é que ele tem, com muitos esforços, uma única erecção no ano e...
O velhinho super nervoso interrompe e diz:
- E ela pretende que eu a desperdice logo com ela.

sexta-feira, fevereiro 06, 2015

AINDA A PROVA DE AVALIAÇÃO PARA PROFESSORES

E porque não uma prova de avaliação para 1º ministro, ministros, secretários de estado e deputados, organizada por equipas multidisciplinares e multipartidárias nos mesmos moldes que as organizadas para os professores?

E a que prova de avaliação para professor foi submetido o professor Nuno Crato?

quarta-feira, fevereiro 04, 2015

JIADISTAS EM PORTUGAL
Todos as pessoas com bom senso e um mínimo de humanidade se horrorizam com os assassinatos ignóbeis que têm sido perpetrados pelo dito “estado islâmico” contra pessoas em nome de uma pretensa e mal explicada luta religiosa.
Assassínios a tiro, gente degolada e agora imolados em vida pelo fogo. Nada que ditos “cristãos” não tivessem feito promovido na Idade Média, com a auto-designada Santa Inquisição. A Joana d’ Arc está aí que não nos deixa mentir.
Mas tudo isto julgávamos irradicado com o avanço civilizacional. Com uma Carta dos Direitos do Homem e da Criança, todos tínhamos como facto que situações destas não se repetiriam.
Entretanto e para dar mais valor à dignidade humana, alguns (muitos) estados decidiram nunca negociar com terroristas retirando-lhes assim capacidade para pensarem que conseguiriam os seus intentos ou pelo medo ou pelo poder do dinheiro.

Assim é que se passa em Portugal:
- Existe um grupo de reféns (os portadores de Hepatite C);
- Existe um grupo terrorista (as farmacêuticas);
- Existe um poder instituído (o governo deste país miserável);

O poder não negoceia com terroristas, mesmo que os doentes comecem a morrer. Mesmo que tenham sido infectados por incúria ou incompetência de serviços hospitalares. Morrem os reféns (isto é, os infectados). O governo não gasta dinheiro que não é deles (é de todos nós). Não prendem por assassinato os terroristas (as farmacêuticas).
Chegamos a pensar se tudo isto não será uma combinação miserável e trágica.
Entretanto as pessoas morrem e os macedos, os salgados, os coelhos e os portas, passeiam-se por aí com os nossos impostos.

terça-feira, fevereiro 03, 2015

UCRÂNIA
O conflito que se vai arrastando entre nacionalistas ucranianos e os dissidentes pró-russos (leia-se pró-soviéticos) no leste do país, perturba-me muito mais do que alguma vez pude imaginar.
Interroguei-me tentando perceber o que me incomodava mais naquele conflito que em tantos outros a que já assisti. E percebi porquê.
Nos meus 2 últimos anos como professor na EB 2.3 da Atouguia da Baleia calhou-me uma turma da qual faziam parte alunos naturais da Ucrânia.
Esses alunos marcaram-me de forma definitiva. Trabalhadores, persistentes, curiosos, bem-educados, excelentes alunos, com uma capacidade de trabalho acima da média, eram crianças doces e simpáticas de quem todos os seus colegas e professores gostavam.
Passei a olhar com outros olhos mais atentos os alunos vindos do Leste da Europa para Portugal em busca de um melhor futuro.
Passei a estar mais atento a esses fluxos emigratórios em Portugal e as características das crianças que deles faziam parte.
Aqui em Peniche crianças de Chernobil passaram a ser acolhidos com um sucesso extraordinário, mesmo aqueles que faziam parte de famílias carenciadas e com problemas sociais.
Por tudo isto passei admirar aquele povo e tornou-se cada vez mais incompreensível para mim aquela luta fratricida. Em cada tiro que lá se dispara vejo como alvo a cara de uma aluna minha ou de um aluno meu. Cada corpo estendido nas ruas é uma criança como aquelas com quem trabalhei.

Por tudo isto sempre que as TVs falam da Ucrânia mudo de canal. Gosto demasiado dos meus alunos para poder vê-los como vitimas da estupidez humana.

sábado, janeiro 31, 2015

FAÇA SEXO, MESMO NA 3ª IDADE
Dicas para fazer sexo na 3ª idade:

1. Ponha os óculos.

2. Certifique-se de que sua companheira está realmente na cama.

3. Ajuste o despertador para tocar daí a 3 minutos, para o caso de adormecer durante a 'performance'.

4. Acerte a iluminação: apague todas as luzes.

5. Deixe o tlm programado para o número da EMERGÊNCIA MÉDICA.

6. Escreva na mão o nome da pessoa que está na cama, para o caso de não se lembrar.

7.Tenha um analgésico à mão, para o caso de conseguir cumprir a 'performance'.

8. Não faça muito barulho:nem todos os seus vizinhos são surdos como você.

9. Se tudo der certo, telefone para seus amigos para contar as boas novas!

10. Nunca, jamais, pense em repetir a dose, mesmo sob efeito de VIAGRA.

11. Não esqueça de levar dois travesseiros para colocar sob os joelhos, para não forçar a artrose.

12. Se for usar camisinha, avise antes o pirilau 'que não se trata de touca para dormir', senão ele pode se confundir.

13. Não esqueça de tirar a parte de baixo do pijama, mas fique com uma camisolão para não apanhar gripe.

14. Não tome nenhum tipo de laxante nos dias anteriores; nunca se sabe quando se tem um acesso de tosse...

PS: (Estas dicas foram escritas com letras grandes para facilitar a leitura ...!
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 
 
 

sexta-feira, janeiro 30, 2015

E DE REPENTE…
A gente vê-se numa cadeira de rodas e dá por si considerar importantes múltiplos pequenos nadas que até aí significavam muito pouco.
Uma das coisas que tem sido para mim particularmente relevante é a quantidade de pessoas conhecidas que vou encontrando nos caminhos do Hospital de Peniche a exigirem cuidados de recuperação em sessões continuadas de fisioterapia.
Não me refiro só a pessoas frágeis quebradas pelos anos de vida, quantas pessoas jovens rapazes e raparigas por esta ou por aquela razão se vão entregando nas mãos de técnicas competentíssimas e de pessoal de apoio duma dedicação e carinho verdadeiramente insuspeitos.

Depois encontramos uma multiplicidade de vontades de recuperar e de rapidamente regressar a um estádio de capacidades suficientemente próximo daquele com que anteriormente viviam.
Estabelece-se no Hospital uma cadeia de solidariedade perante a dor dos outros, ou pelo menos perante a insuficiência dos outros, que me desperta a esperança de que a humanidade é capaz de surgir no seu melhor por mais hostil que a vida se nos apresente.

E de repente e apesar de tudo, senti-me bem.

quarta-feira, janeiro 28, 2015

REGRESSO À ESCOLA
Generalizar nos erros de ortografia cometidos por alguns candidatos a professor a sua incompetência é o mesmo tipo de erro que eventualmente se pode cometer ao afirmar que quem for licenciado e não der erros de ortografia irá desempenhar com maestria funções docentes.

Trabalhar com alunos é muito mais do que tudo aquilo que uma dúzia de sábios sem experiência docente pode sequer sonhar sobre as diferentes idiossincrasias das regiões do país pelas quais as escolas do 2º e 3º ciclos e secundárias se disseminam.
Saber dinamizar uma sala de aula, ganhar a confiança dos alunos, conquistar o seu respeito, são valores que se adquirem respeitando a sua cultura e os seus saberes tradicionais. E isso é uma coisa que esta gentinha do governo português, e em particular esta gentalha do ME são incapazes de compreender.

Estar no desemprego em alguns casos há meses e noutros há anos pode desfocar conhecimentos e capacidades. Mas ter a barriga cheia e bons ordenados não pode justificar a incompetência de Ministros e secretários de estado na colocação de professores como aconteceu este ano lectivo.
Se quem der erros não pode leccionar como pode ser ministro quem é incompetente?

Os maus ministros não têm postura ética para criticar os maus professores.

segunda-feira, janeiro 26, 2015

O DIA
Haja o que houver ninguém nos poderá retirar o Dia D. Ou o dia da Queda do Muro de Berlim. Ou o dia em que o Homem pisou a Lua. Ou o 25 de Abril. Ou o 1 de Dezembro. Ou o dia de ontem quando um partido que disse NÃO, ganhou umas eleições na Pátria da Democracia ao terror e à miséria.

O Homem de Kiev existe. Quando nos roubam tudo, quando não temos mais a perder, resta-nos a honra e a dignidade. E essa para gente de coluna vertebral não há nenhum Hitler de calças ou saias que nos possa tirar.
O que vier a seguir pode não ser nada, ou ser muito pouco. Mas a esperança que representou a Vitória sobre os nazis da economia, essa já ninguém no-la poderá tirar.
A Alemanha e a Merkel e seus aliados poderão não gostar. Nesse caso têm uma solução. Deixar a esperança avançar (seja isso o que for) e afastarem-se.

Curiosamente é quando se celebra Churchill, que mais uma derrota se abate sobre os desejos de hegemonia alemã. Perderam a I, a II e vão perder esta III Guerra. Quem não souber ler a História não merece entrar nela.  

sábado, janeiro 24, 2015

ESTE FIM DE SEMANA TODOS SOMOS GREGOS

QUE O BERÇO DA DEMOCRACIA SEJA UM RENASCER DA EUROPA

quinta-feira, janeiro 22, 2015

EU E A MINHA VISÃO SOBRE O QUE ESTÁ A ACONTECER COM JOSÉ SÓCRATES
Começo por reafirmar o que aqui já escrevi. Nunca votei em JS para 1º Ministro de Portugal. Foi JS o responsável por eu me ter desfiliado do PS, pois nunca lhe perdoei ter impedido um referendo sobre o Tratado de Lisboa depois de durante a campanha eleitoral se ter comprometido que o realizarei.

Mas isso não me impede de me sentir ofendido com a palhaçada (que me perdoem os palhaços) montada para deter o ex-primeiro ministro.
Como não posso aceitar que se prenda preventivamente alguém para esgaravatar a sua vida, procurando algum “pintelho” que possa ser utilizado para tornar criminoso alguém contra quem até ao momento da sua prisão não se conheciam factos suficientemente fortes para ser considerado como tal.
Este procedimento vergonhoso da Justiça Portuguesa (?) torna todos os cidadãos culpados até prova em contrário.

Acredito que José Sócrates não seja um santo. Se o fosse não teria chegado a 1º ministro. Mas com comportamentos destes duvido imenso que o Juiz que o mandou prender o seja, e até ao limite a Procuradora Geral da República.

Bem avisado é Mário Soares ao designar esta prisão como um facto político digno do período dos Tribunais plenários. Não foi por um país a funcionar assim que milhares de portugueses ao longo de mais de 40 anos lutaram.
Não me revejo nestas atitudes, nem nestes promotores da justiça.
Provem primeiro que o homem é culpado e depois prendam-no. Se ele fugir a vergonha será dele.
Os pides foram perdoados. Tomás e Marcelo e silva Pais e Moreira Batista e Henrique Tenreiro não foram julgados, nem condenados.
O Sócrates é a Origem de todos os males deste país. Os Jardins, os Rendeiros, os Oliveira Costa, os Salgados passeiam-se. Prende-se o Sócrates e ponto final.
Não estou de acordo por muito pouco que goste do homem. Penso que a dignidade da Justiça e de um país exigiria outros comportamentos.   

terça-feira, janeiro 20, 2015

CLIENTE ANTIGO
Um homem depois de ter apanhado uma grande bebedeira vai roubar

galinhas.
No dia seguinte sente-se muito arrependido e vai ao confessionário e diz:
- Sabe senhor padre eu ontem não estava bem e fui roubar galinhas,
o que é que eu hei-de fazer para remediar isto?

E o padre responde que ele deve dar 10 euros à primeira mulher que vir.
Ele sai da igreja (a igreja até ficava numa esquina) e encontra uma mulher e diz-lhe:
- Queres10 euros?

E a mulher responde:
- 25!!

Ao que ele responde:
- Mas o senhor padre diz que são 10!!
- O senhor padre já é cliente antigo!

segunda-feira, janeiro 19, 2015

OS NOSSOS HOSPITAIS DE PROXIMIDADE
No dia 1 de Dezembro de 2014 pelas 11 00 horas da manhã dei entrada no Hospital de Peniche após ter sofrido um acidente a que já aqui me referi. Neste Hospital fui tratado como um ser humano com dores, fui submetido a Rios X aos membros inferiores, imobilizaram-me as pernas e enviaram-me para o Hospital das Caldas da Rainha.
Ali fiquei a compreender de que se queixam as pessoas em relação ao Serviço Nacional de Saúde. Estive mais de 24 horas sendo que o único alimento que me deram foi cerca das 11 horas da noite um iogurte liquido e só depois de muito apelar para a minha situação.

Também foi cerca das 2100 horas a 1ª vez que me viram as glicémias e após muita insistência minha, já que dei entrada como diabético. É claro que a seguir tive que ser posto a soro.
Ao fim da noite fui finalmente observado por um ortopedista que me engessou a perna esquerda e me imobilizou o joelho e a perna direita.
No dia seguinte fui enviado como encomenda sem valor para o Hospital de Torres Vedras, aonde estive até cerca das 1400 quando me deram finalmente uma sopinha para me confortar.  Finalmente sem que saísse do corredor aonde fui largado consideraram que já não haveria mais a fazer do que aquilo que me fizeram em Caldas da Rainha e me remeteram ao Hospital de Peniche.

Que mais posso dizer senão que odeio este Governo e as acções por ele desenvolvidas visando acabar com o SNS? Este Ministro que parecia diferente é tão macabro como todos os seus colegas.  Digam-me que médicos e enfermeiros poderiam agilizar procedimentos e cuidar melhor dos doentes. Provavelmente. Mas quem se sente ameaçado perde todo o estímulo para uma maior eficiência. A nós utentes, resta-nos desejar não cair nas malhas destes Hospitais. Morrer de repente será o que de melhor nos poderá acontecer.

 

Quanto a estes miseráveis nojentos que nos (des)governam que vão morrer longe e nos desamparem.

sábado, janeiro 17, 2015

CALENDÁRIO 2015 DO BOMBEIRO EM PELOTA!

MUITA CALMA NESSA HORA! SENHORAS CONTROLEM-SE!
 
 
 

quinta-feira, janeiro 15, 2015

LADRÕES 5 – FAMÍLIA ROUBADA 0
AVISO PARA MEMÓRIA FUTURA
Nos últimos 2 meses assaltaram o meu carro à porta de casa 5 vezes. Das 5 vezes 2 levaram-no mesmo, para ser utilizado como instrumento auxiliar de assaltos.
Das 2 vezes que o levaram, a 1ª vez para além de desarrumação do interior nada de mais aconteceu. Desta segunda vez rebentaram com a porta direita, partiram os elevadores dos vidros das portas da frente, o motor de arranque foi à vida, e acabada a água queimaram a cabeça do motor.
De ambas as vezes que o roubaram foi a PSP que o tornou a encontrar e que nos tornou mais fácil a resolução do seu desaparecimento.
Reunimos aqui em casa um conselho de família e tomámos a seguinte resolução:
- Considerando que andávamos a arranjar o carro para os ladrões utilizarem;
- Considerando que a gasolina que os ladrões gastam nos sai da algibeira;
- Considerando que andamos a pagar IC para os ladrões o utilizarem;
- Considerando que o seguro do carro custa caro e que somos nós que o pagamos:
Decidimos

MANDAR ABATER O NOSSO FIAT TEMPRA, E PELO FACTO PEDIMOS DESCULPA AOS SEUS UTILIZADORES DOS ÚLTIMOS 2 MESES, OS SENHORES LADRÕES.

ARRE!!! ESCOLHAM OUTROS A PARTIR DE AGORA.

quarta-feira, janeiro 14, 2015

DEVAGAR… DEVAGARINHO
Sem compromisso de uma regularidade absoluta, vou regressar aqui ao meu (nosso) espaço coloquial. Algumas melhorias sensíveis vão afastando de mim o período de mais dores e de uma intensa recorrência a fármacos que as atenuem e fazem-me vislumbrar uma luzinha lá longe.

Por enquanto agarrado a uma cadeira de rodas continuo na dependência da minha mulher e da persistência amiga da minha filha, do seu namorado e da minha cunhada.

O que importa agora é que já passou cerca de 1 mês e meio e eu me sinto a ganhar coragem de dia para dia. Os 2 meses ou 3 que me faltam para poder sair pelo meu é serão tão mais rápidos a passar quanto mais paciente eu for.

Quero aproveitar este meu regresso para agradecer a todas e a todos quantos se têm manifestado com amizade sobre o meu estado de saúde. Ficar-me-ia mal não agradecer a simpatia dos BVP que me têm ajudado, quer durante o dia, quer a horas tardias sempre que são chamados. Bem hajam!

Vou tentar agora aparecer mais vezes e relatar-vos algumas experiências porque passei neste tempo e algumas reflexões que fui fazendo e que desejo partilhar convosco.

sexta-feira, dezembro 05, 2014

IMPOSSIBILIDADE
Um lamentável acidente ocorrido na minha garagem na manhã de 2ª Feira dia 1 de Dezembro, levou-me a 3 Hospitais daqui da nossa zona e a uma imobilização total dos membros inferiores que poderá demorar entre 2 a 3 meses.
Isto vai impedir-me durante algum tempo de manter a regularidade de contacto que vinha sendo habitual.
A todos quantos se têm vindo a manifestar sobre o meu estado de saúde agradeço o interesse e amizade.
Tão cedo quanto esta imponderável situação me permita, voltarei ao vosso convívio. Até lá.
Aproveito esta oportunidade para desejar a todos um muito Feliz Natal e um Ano Novo pleno de felicidades pessoais e profissionais.

sábado, novembro 29, 2014

A MARIAZINHA
Morreu esta noite. Apagou-se. Adormeceu e já não voltou a acordar. Com 90 anos dir-me-ão que será a melhor das passagens. Dissessem-lhe isso a ela antes da arteriosclerose a atacar penosamente. Nem queria pensar na ideia da morte. Para poder morrer antes tiveram de a colocar num estado em que já não tivesse capacidade de dizer não.

A Mariazinha é mãe da Anita, do Álvaro Jorge do Beto da Natália e do Jorge. E antes deles todos foi ainda mãe de um meu cunhado que não cheguei a conhecer.
A Mariazinha era a Mulher do Álvaro. Que soube ser sempre a sua primeira linha de defesa. Durante mais de 5 anos a Mariazinha agarrada à máquina de costura produzia as roupas de muita gente de Peniche, já que dela dependia o único sustento para 4 dos seus 5 filhos, enquanto o marido nas cadeias da PIDE e do Estado Novo era detido por ser benévolo para com os presos políticos do regime. Vertical o Álvaro. Digna e honrada a Mariazinha que deu continuidade à defesa intransigente dos filhos e do marido que visitava sempre que possível.

Os filhos à vez iam com a mãe ao Aljube e a Caxias ver o pai enquanto que os que cá ficavam à guarda da avó Ção entravam em paranoia enquanto a mãe não regressava. Talvez com ela viesse uma prendinha insignificante mas muito importante.
Ao que calhava em sorte ir ver o pai com a mãe não deixava de ser dramático ver o pai preso sem que percebessem porquê. Em apoio à Mariazinha ficavam cá a mãe e os irmãos que sempre foram o seu abrigo e o seu conforto.
Mesmo muitos anos depois da prisão a máquina de costura foi a enxada da Mariazinha para colaborar no sustento familiar. Até que o 25 de Abril veio a ser a janela de esperança por onde finalmente pode vislumbrar o futuro.
A Mariazinha foi mãe dos meus cunhados e da minha cunhada e minha mãe. Defendeu-me onde outros apoios falharam e confortou-me em carinho para os momentos de vida em que definitivamente os laços familiares nos ligaram. Foi mãe e avó da minha filha. A Mariazinha é uma Mulher grande que deixou marcas profundas em todos os que com ela conviveram. É o sorriso da Anita. É a capacidade de trabalho dos seus filhos. É a vontade de passear que sempre lhe deu a coragem necessária para os momentos de labor.

Gosto de ti Mariazinha.   

sexta-feira, novembro 28, 2014

NO TEMPO EM QUE OS ANIMAIS FALAVAM
Em 1962 eu era aluno da Escola Industrial Machado de Castro. O meu professor de português (o saudoso Dr. Carvalho de Lima) como prémio por um trabalho que eu havia feito sobre Antero e de que ele muito tinha gostado, ofereceu-me 1 entrada para o Coliseu para assistir à apresentação em Portugal de uma companhia de teatro grega, que vinha a Portugal pela primeira vez apresentar uma peça creio eu de Aristófanes. Lá fui eu assistir àquele espectáculo deslumbrante com os fantásticos coros, toda falada em Grego que como adivinham eu conhecia com 17 anos tão bem quanto o cantonês.
Um ano depois eu estava no antigo Instituo Industrial de Lisboa (hoje Instituto Superior de Engenharia) ainda na Buenos Aires à Lapa. Ao entrar deram-me a conhecer o programa da recepção aos novos alunos (caloiros). Nessa semana ouvi pela primeira vez um “cante alentejano” pelo grupo dos mineiros de Aljustrel. Foi a primeira vez que ouvi o Adriano Correia de Oliveira e o José Afonso.
Outros colegas meus mais dados a manifestações desportivas entregavam-se às manifestações futebolísticas entre caloiros e finalistas. Todas estas actividades organizadas pela Associação de Estudantes, uma escola dentro da escola.
Nós os “parolos” da província organizávamos passeios à Baixa, tardes no Jardim da Estrela, matinés no vergas (antigo Jardim cinema) e no Paris.

Conto estas coisas para que fique registado o que era a vida de um caloiro naquele tempo em Lisboa. Tudo se alterou. Hoje a diversão em si mesma preside ao que um caloiro necessita para se integrar. Os prémios de actividade estudantil recebem outros contornos. Do que fomos e somos o tempo receberá a influência do que seremos capazes de desenvolver no futuro.

quarta-feira, novembro 26, 2014

ANTÓNIO COSTA: - A CARGA DE TRABALHOS
Para os que esperavam que esta chagada de António Costa ao PS seria uma espécie de entronização, aí está o céu a cair-lhe em cima da cabeça.
Quando nele votei foi a pensar nas cargas de trabalhos que esperam quem suceder a este governo de mentecaptos que nos tornou o “ranho” do concerto das nações. Já não somos só o último de entre os piores da europa, somos o seu próprio escarro. Pegar neste país, nestas gentes, moldar-lhes um novo rumo e criar-lhes condições para voltarem a ser pessoas com dignidade, vai ser trabalho para muitos anos.

Destruir um país é um ápice. Reconstrui-lo demora anos. E ocupará os melhores de nós que não se deixam demonizar pelos escolhos que encontram nesse caminho.

Votei em António Costa porque acredito na sua capacidade de raciocínio, na sua inteligência, na sua capacidade de ouvir os outros e recolher o melhor que eles tenham para dizer. Mais do que antes António Costa deverá ouvir agora a “Quadratura do Círculo” e procurar retirar das opiniões de Pacheco Pereira e de Lobo Xavier o que for importante para a sua actividade política. Mais que ouvir os incondicionais é importante ouvir os que o criticarem.
Os incondicionais tendem a prestar vassalagem e no fim perde-se a noção da realidade. Os que nos criticam e que são confiáveis tendem a querer que façamos o melhor que podermos. Por isso nos chamam a atenção para os nossos erros.
O PS pode passar além da Taprobana. Apesar de todos os mostrengos. E das ondas alterosas que parecem querer virar a nau de tormentas em que AC embarcou. Continuo a pensar que a sua eleição foi o melhor que poderia ter acontecido ao PS e à Democracia Portuguesa.

Duas notas finais. A 1ª é que mantenho de todo tudo o que afirmei na última postagem do meu blog. A 2ª é que temo aqui no Distrito de Leiria ter de continuar a votar em branco. Nãp auguro nada de bom para as candidaturas do PS no meu Distrito.
A ver vamos.     

segunda-feira, novembro 24, 2014

JOSÉ SÓCRATES
Irei procurar manter a serenidade enquanto alinhavar umas “escrevinhadelas” sobre este assunto. Quero começar por retomar aquilo que já há algum tempo aqui disse. Foi este senhor que me “obrigou” a desfiliar do PS. Não aceito que ele não tenho levado a referendo o Tratado de Lisboa. Tinha estabelecido esse compromisso e com uma ligeireza leviana recusou cumprir com esse compromisso que estabeleceu com os portugueses que nele votaram para 1º Ministro. Como pessoa também não me passa da garganta. Foi tão prepotente e insano que tudo dele me afastou. Como 1º Ministro foi tão mau como os piores. E isso faz parte da nossa incapacidade colectiva de escolher.
Posto isto quero dizer-vos que considero abominável a forma como foi tratado neste episódio rocambolesco da sua detenção.

Detenção incompreensível para mim, digam o que disserem. Inventem o que inventarem. Se ele regressou a Portugal era porque estava disponível para prestar as contas que lhe exigissem. Depois trata-se de alguém que foi 1º Ministro de Portugal. E que merece ser considerado inocente até prova em contrário. O que fizeram, o que a Justiça portuguesa fez, foi condená-lo na praça pública com esta detenção apalhaçada.
Fazê-lo desta forma foi a forma escolhida por quem deu a ordem, para conseguir a sua humilhação pública talvez pensando que era essa a forma de vencer as suas defesas. Quem o fez prestou um mau serviço à Justiça e a Portugal. Se o objectivo era achincalhar-nos a todos nós foi conseguido em pleno.
O que foi conseguido por este processo kafkiano só o tempo poderá avaliar devidamente mas cá por mim não auguro nada de bom.

E depois onde a autoridade moral de quem tomou esta atitude e não a tomou com Salazares e Caetanos, Com Tomazes e Silvas Pais, com Moreiras Batistas e PIDES e seus informantes, alguns deles com as mãos manchadas de crimes de sangue.
Tenho dificuldade em perceber a Justiça Portuguesa. Não me digam que a Justiça é igual para todos. Não é! Não é quando se põe em causa a presunção de inocência de alguém. Ninguém pode ser beneficiado na Justiça porque é rico ou poderoso. Mas também ninguém pode ser prejudicado por o ser. Este justicialismo à portuguesa faz parte da nossa condenação.
E do meu desespero e indignação.   

sábado, novembro 22, 2014

quarta-feira, novembro 19, 2014

Fábricas da Ramirez em Leça e Peniche vão fechar de vez  
(das agências informativas)
 MATOSINHOS  
 
Empresa quer todos os trabalhadores na nova unidade, a ser construída em Lavra  
 

A CONSERVEIRA Ramirez vai encerrar as fábricas de Leça da Palmeira e de Peniche e concentrar os trabalhadores e a produção na nova unidade, em Lavra, a inaugurar em maio do ano que vem. Se de Leça para Lavra, em Matosinhos, a medida não implica enorme transtorno, o mesmo não pode dizer-se em relação aos 40 trabalhadores da unidade de Peniche.  
 O investimento de 18 milhões de euros na nova fábrica, designada "Ramirez 1853", e a necessidade de concentrar produção e mão de obra são justificados com a antiguidade das atuais unidades, que "laboram há 60 anos e já não se compadecem com os desafios de espaço e as novas exigências das certificações nacionais e internacionais". Segundo a empresa, os postos de trabalho "estão assegurados" na nova fábrica.  
Autarca preocupado  
 
O presidente da Câmara de Peniche, António José Correia, está preocupado com a decisão e com a eventual extinção dos 40 postos de trabalho que a Ramirez tem em Peniche, notando que a maior parte dos trabalhadores tem "mais de 50 anos e não vai conseguir mudar a sua vida para lá [Matosinhos]".  
 
Em caso de despedimentos, António José Correia (CDU) defendeu que as indemnizações deverão ter "uma discriminação positiva", devendo ser calculadas acima do que prevê a legislação laboral: "Não ponho em causa que a Ramirez resolva o problema dos trabalhadores cumprindo com aquilo que a lei diz para cumprir, mas, como são pessoas com alguma idade, que lá trabalham há muitos anos, a Câmara entende que não pode ser só isso".  
 
Diz o autarca que é uma "grande ingratidão da Ramirez" para com Peniche, lembrando que os executivos municipais "nunca criaram obstáculos a que a fábrica funcionasse, mesmo quanto algumas questões ambientais não estavam a ser cumpridas".  
 A empresa não se pronunciou sobre os problemas da fábrica de Peniche, que tem 30 trabalhadores permanentes e dez temporários.  
ANTHÍMIO DE AZEVEDO
Já muito se disse sobre o senhor que “mandava” no tempo como era genericamente conhecido por crianças e adultos iletrados da década de 60 do século XX.
Naquele tempo tínhamos também na TV o João Vilarett e o Vitorino Nemésio. Eu começava a descobrir pela mão do meu querido professor Carvalho de Lima na Machado de Castro o poder da palavra em Antero e Natália. Nessa altura comecei a olhar no mapa para aqueles pontinhos de onde vinham todos os anticiclones e a interrogar-me sobre o que ali acontecia que fazia tanto ao intelecto como o fermento ao pão.
Entre 1975 e 1977 eu estava como cooperante na república da Guiné-Bissau. Ao mesmo tempo que eu trabalhavam lá Jornalistas portugueses, um intelectual que viria a fazer parte do grupo de assessores de Mário Soares e Jorge Sampaio, e também reencontrei, pasme-se, o Sr. que fazia chover. Recordo-nos na pensão da D. Berta, na avenida principal de Bissau. Ali tudo se sabia da vida dos portugueses cooperantes. Ali se marcavam viagens ao interior da Guiné e se compravam recordações para trazer para as terras lusas. O sr. da chuva cooperante como eu, colaborava na criação do serviço meteorológico da Guiné-Bissau com o mesmo empenhamento com que diariamente nos falava na TV.

Com o seu desaparecimento é mais um pouco de mim que se estilhaça e desaparece para sempre.

 

 

segunda-feira, novembro 17, 2014

VISTOS GOLD
E de repente as pessoas dizem-se surpreendidas. Não deviam. Quanto maior é a arca mais ferozes são os apetites. O Zé Povinho esse que continua a ser o mais lixado com este “forrobodó” continua a afirmar que o mal está nos ciganos e nos que vivem do rendimento mínimo.
Os míseros são sempre tentados a destruir e culpar nos que estão abaixo de si na cadeia de sobrevivência. Os que lhes estão acima são desculpabilizados com a miséria de país que temos.

Todos se lembram do deputado Nuno Melo e das campanhas violentas e demolidoras que desenvolveu em Portugal e no parlamento europeu contra o Governador de BP de seu nome Víctor Constâncio a propósito do BPN e do BPP.
Alguém mais o ouviu falar a propósito do caso BES e agora dos negócios da China? Alguém o ouve falar a propósito dos submarinos?

Somos o povo que somos, temos os vistos que temos.
Nas “terrinhas pequeninas” os vistos são de outro tipo. Ninguém se vende por 2 garrafas de vinho tinto, mas se for uma de Whiskey…
Ninguém se vende por um jantar, mas se for uma viagem ao Estrangeiro para ver a equipa da sua eleição…

De resto tudo gira sempre à volta do cimento. Seja em casas de 1 milhão de euros ou de condomínios fechados. É sempre o imobiliário que faz apodrecer a moral e os bons costumes.   

sábado, novembro 15, 2014

TEORIA DO BÚFALO
 mais conhecida como Tese de Binelli

Quando uma manada de búfalos é caçada, só os búfalos mais fracos e  lentos, em geral doentes, que estão atrás do rebanho são mortos.
Essa seleção natural é boa para a manada como um todo, porque aumenta  a velocidade média e a saúde de toda a manada pela matança regular dos seus membros mais fracos.
 

De forma parecida opera o cérebro humano:
Beber álcool em excesso, como nós sabemos, mata neurônios, mas,
naturalmente, ele ataca os neurônios mais fracos e lentos primeiro.
Neste caso, o consumo regular de cerveja, aguardente, whisky, vinho,   rum, vodka, elimina os neurônios mais lentos, tornando o cérebro uma
máquina mais rápida e eficiente.
E mais: 23% dos acidentes de trânsito são provocados pelo consumo de   álcool. Isto significa que os outros 77% dos acidentes são causados
pelos filhos da puta que bebem água, sumos, refrigerantes e outros   tipos de merdas.

 Colabore! Seja inteligente!
 JÁ PARA A TASCA!

  Patrocínio da Associação dos Produtores de Aguardente de
  Medronho/cachaça

quarta-feira, novembro 12, 2014


"OS PUTOS DA MINHA RUA"
Na próxima 5ª feira dia 20 de Novembro, no Pavilhão das Galeotas do Museu da Marinha, terá lugar o lançamento do livro com o nome em epígrafe do nosso conterrâneo Raúl Patrício Leitão.
Trata-se de uma revisitação aos lugares da sua infância e adolescência e uma incursão aos tempos de jovem-homem na guerra colonial.

Sendo assim, Peniche e alguns dos seus amigos e nossos conterrâneos encontram guarida nas páginas de carinho em que se estende este “Os Putos da Minha Rua”.
Trata-se de uma segunda incursão do Raúl Leitão em actividade literária. Sente-se nele o pulsar da vontade de não esquecer o que contribuiu para a sua formação integral. Algumas das histórias narradas permitem-nos recordar um outro Peniche e um outro estar vivo sem net, sem telemóveis, sem bares e sem vias rápidas e autoestradas.

Um tempo incompreensível para os dias de hoje, por isso tão importante é este falar romanceado que agora vê a luz do dia. A não perder nas nossas bibliotecas.

terça-feira, novembro 11, 2014


VAMOS CONTAR MENTIRAS…
“Suponhamos” que a “madama” não entra em histeria de cada vez que fala. E que não utiliza o velho esquema “-diz delas para não dizerem de ti”. Que a “senhora” se preocupa com bom senso e ajuizadamente sobre os problemas que levam a que toda uma nação não se identifique com o sistema judiciário. E que os resolve, Sem gritos e uivos. De forma pacífica e consensual.
“Suponhamos” que ser professor é sinónimo de credenciação para ajudar a construir crianças e jovens, preparando-os para serem cidadãos conscientes dos seus direitos e deveres. Que as Escolas são consideradas locais por excelência de revolução. Revolução sobre ideias e ideais. Onde o sentido crítico é desenvolvido à exaustão. E que quem é responsável se desafia a si próprio em cada momento para ser mais um elemento libertador do conhecimento e da Liberdade. Sem sofismas. Sem fome. Onde os melhores são premiados e os que não querem são afastados. Que as Escolas não são utilizadas para propaganda político/partidária nem para pano de fundo para fotografias “à la minute”.

“Suponhamos” que as palmeiras de Peniche são salvas por intervenção divina (já que a dos homens caput).
“Suponhamos” que o Bairro do Calvário, e que a Biblioteca Municipal e que a pintura dos Bairros Sociais, que a remoção dos detritos da limpeza do fosso das muralhas, e que o museu das rendas de bilros.
 “Suponhamos”!   

sábado, novembro 08, 2014

sexta-feira, novembro 07, 2014

(PS):  POST-SCRIPTUM
Não vou falar do partido político. Por isso o extenso do símbolo. Vou acrescentar umas coisas que ontem ficaram por dizer.
De facto não se pense que o “polvo” só ataca nas altas esferas. É comum e tão ou mais grave o seu proliferar nas estruturas intermédias, locais e mesmo de instituições que só de forma colateral têm a ver com política.

É o caso do futebol, de algumas fundações, de negociatas à mesa de restaurantes e ao balcão dos bares de alterne. É também o caso de algumas autarquias. E de alguns autarcas. E até de instituições de caracter social ou religioso.

É comum nas autarquias serem os responsáveis técnicos que se abotoam com património público, desviando materiais, máquinas e trabalhadores para os seus pequenos empreendimentos. E isto com um fechar de olhos ou uma assobiadela para o alto dos responsáveis políticos. Ou o uso indevido de espaços protegidos. Ou o recebimento de muitos presentes. E no entanto quando têm de decidir a favor do  um cidadão, bloqueiam todas as possibilidades deste em benefício do seu bem estar.  

É o caso de utilização para proveito próprio de bens entregues para doação. Ou o funcionamento ilegal de meios “ditos” de apoio que só servem para encher os bolsos aos falsos profetas.  

quinta-feira, novembro 06, 2014

CORRUPÇÃO
Nos últimos dias temos assistido com espanto à atitude de meninas ofendidas, com que é encarada a expulsão de portugueses de Timor-Leste, por supostamente estarem a “meter o nariz onde não eram chamados”.
O espanto e a indignação com que isto é encarado pelas autoridades portuguesas deixa-me perplexo.
Em primeiro lugar porque a corrupção foi o maior legado que os portugueses conseguiram transmitir aos povos colonizados. Nem uma língua conseguimos fazer impor, mas os maiores (e mais torpes) tiques da sociedade portuguesa estão lá todos.
Aprendi isto na prática porque nos meus 2 anos como cooperante na Guiné-Bissau logo a seguir à independência, assisti à dificuldade de falar português de todo aquele povo, mas a sua grande capacidade para ludibriar o próximo tão inata na cultura medíocre portuguesa.

Depois ver este ruído todo de “prima-donas” indignadas cheira-me a
chauvinismo e neocolonialismo de trazer por casa. Tão cedo Timor-Leste se libertou das amarras coloniais e se tornou auto-suficiente, mais ódios suscitou nas mentes “púdicas” de alguns portugueses invejosos e sacripantas.
Afinal os magistrados portugueses até sabem trabalhar (quando querem trabalhar ou os deixam). Em país estrangeiro incomodaram o poder político. Em Portugal ao fim deste tempo todo de assaltos a BPNs, BPPs e BESs, ainda não temos nada aprisionado que não sejam os salários e aposentações dos portugueses, vão lá para fora e são um sucesso.

Quem é que está a mais nisto tudo?     

terça-feira, novembro 04, 2014

SENHOR PRESIDENTE
Quando é que um presidente perde o respeito daqueles que representa (tenham ou não votado nele)?
Quando é que um presidente passa de símbolo a uma figura de retórica?
Quando é que ser presidente já não é senão um embaraço, em vez de ser um recurso ou uma esperança?

Recusar reconhecer o valor literário de José Saramago não é um engano, é uma torpeza.
Recusar reconhecer o mérito de Carlos do Carmo não é fado do desgraçadinho, é ser o desgraçadinho.
Elevar as suas questões pessoais acima das questões de estado não dignificando um 1º ministro porque tem “pele de galinha” ao pressenti-lo não é uma figura de estilo, é uma figuração sem estilo.
Premiar a mão que abençoou a hecatombe do Iraque e de todo o médio oriente por arrastamento não é uma questão ideológica, é uma mancha que suja todo um povo que se representa.

Indiciar junto dos pequenos aforradores como bons, investimentos contaminados, não coloca mal o economista destrói e corrói aquele que o faz.

Vê-lo pelas costas senhor presidente não é um alívio, é uma prenda de natal.

  

 

sábado, novembro 01, 2014