quarta-feira, fevereiro 27, 2019


TORRES VEDRAS E A SANTA

Ouvi na TV um putativo artista plástico do carnaval de Torres Vedras, que a retirada de uma auto designada “obra de arte sua” do local em que se encontrava exposta naquela cidade seria (?) uma violação do princípio sagrado da LIBERDADE DE EXPRESSÃO.

Isto será o carnaval de Torres no seu melhor, ou mais um sinal dos tempos perturbados que hoje se vivem em todo o lado?

É que tenho para mim que o meu direito à Liberdade cessa quando se inicia o direito à Liberdade do outro.

É fácil hoje colocar em causa a religião dos outros (ou a falta dela). Ser religioso (acreditar em Deus) é uma questão de Fé que cada um pode assumir para si, tanto como sonhar ou viver com a crença de que ter saúde, justiça ou educação é um direito inato ao acto de nascer, seja qual for a cor da sua pele ou a sua condição de nascimento.

Como pois pode ser natural apoucar ou achincalhar esses direitos?

É hoje assumido por largas camadas de população que se pode

mudar de mulher, de religião, de partido político ou de apetência por empregos, não se pode é mudar de clube.

Quando se confundem assim as coisas é porque atingimos limites nos princípios base da nossa cultura. A civilização ocidental/europeia parece ter encontrado o seu ponto de não-retorno.

Para quem andou na Escola isto é muito semelhante ao que aconteceu com o termo de outros impérios e civilizações.

Acredito que existem condições para poder acreditar num renascimento. Assim as pessoas parem um pouco para pensar que não vivem sós.

segunda-feira, fevereiro 25, 2019


ESTOU AQUI…
O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia,

Mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia

Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia,

 

O Tejo tem grandes navios

E navega nele ainda,

Para os que vêem em tudo o que lá não está,

A memória das naus.

… … … …

Pelo Tejo vai-se para o Mundo.

Para além do Tejo há a América

E a fortuna daqueles que a encontram.

Ninguém nunca pensou no que há para além

Do rio da minha aldeia.

 

O rio da minha aldeia não faz pensar em nada.

Quem está ao pé dele está só ao pé dele.
                          Alberto Caeiro

sábado, fevereiro 23, 2019

3 FIGURAS QUASE RUPESTRES E + 1 PEQUENA HISTÓRIA


Um rapaz ,que tinha uma namorada que se chamava Wendy, gostava tanto dela que tatuou na pilinha o nome dela, Wendy mas só se lia o nome inteiro quando estava em erecção, porque em estado normal só se lia WY. Um dia foi a um WC publico, dá com um preto a fazer chichi ao lado, e lê-lhe WY.
Pergunta-lhe: «Tu também conheces a Wendy?». Responde o preto: «Não! Eu tenho escrito:
Welcome to Jamaica and have a nice daY».



sexta-feira, fevereiro 22, 2019


CANSEI-ME

Leonardo Haberkorn, jornalista e escritor, era professor numa universidade de Montevideo.  Deixou o ensino, que antes o apaixonava, e explica porquê.

"Depois de muitos e muitos anos, hoje dei a última aula na Universidade.

Cansei-me de lutar contra os telemóveis, contra o whatsapp e contra o facebook. Ganharam-me. Rendo-me. Atiro a toalha ao chão.Cansei-me de falar de assuntos que me apaixonam perante jovens que não conseguem desviar a vista do telemóvel que não pára de receber selfies.

Claro que nem todos são assim. Mas cada vez são mais

Até há três ou quatro anos a advertência para deixar o telemóvel de lado durante 90 minutos, ainda que fosse só para não serem mal-educados, ainda tinha algum efeito.

Agora não. Pode ser que seja eu, que me desgastei demasiado no combate. Ou que esteja a fazer algo mal.

Mas há algo certo: muitos desses jovens não têm consciência do efeito ofensivo e doloroso do que fazem. Além disso, cada vez é mais difícil explicar como funciona o jornalismo a pessoas que o não consomem nem vêem sentido em estar informadas.

Esta semana foi tratado o tema Venezuela. Só uma estudante entre 20 conseguiu explicar o básico do conflito. O muito básico. O resto não fazia a mais pequena ideia. Perguntei-lhes (...) o que se passa na Síria? Silêncio. Que partido é mais liberal ou que está mais à 'esquerda' nos Estados Unidos, os democratas ou os republicanos? Silêncio. Sabem quem é Vargas Llosa? 

Alguém leu algum dos seus livros? Não, ninguém! Lamento que os jovens não possam deixar o telemóvel, nem na aula. Levar pessoas tão desinformadas para o jornalismo é complicado.

É como ensinar botânica a alguém que vem de um planeta onde não existem vegetais. Num exercício em que deviam sair para procurar uma notícia na rua, uma estudante regressou com a notícia de que se vendiam, ainda, jornais e revista na rua.

Estes jovens, que continuam a ter inteligência, simpatia e afabilidade, foram enganados, a culpa não é só deles. A incultura, o desinteresse e a alienação não nasceram com eles.

Foram-lhes matando a curiosidade e, cada professor que deixou de lhes corrigir as faltas de ortografia, ensinou-lhes que tudo é mais ou menos o mesmo. Então, quando compreendemos que eles também são vítimas, quase sem darmos conta vamos baixando a guarda.

E o mau é aprovado como medíocre e o medíocre passa por bom, e o bom, as poucas vezes que acontece, celebra-se como se fosse brilhante. Não quero fazer parte deste círculo perverso. Nunca fui assim e não serei assim.

O que faço sempre fiz questão de o fazer bem. O melhor possível. E não suporto o desinteresse face a cada pergunta que faço e para a qual a resposta é o silêncio. Silêncio. Silêncio. Silêncio. Eles queriam que a aula terminasse. Eu também."  

 

 

quinta-feira, fevereiro 21, 2019

REFLEXÃO E PAZ
Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver do Universo… Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer,
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não do tamanho da minha altura…
                                                       Alberto Caeiro





quarta-feira, fevereiro 20, 2019

PRESIDENTE DE UM DOS SINDICATO DOS ENFERMEIROS EM GREVE DE FOME
A partir de hoje ao meio-dia…
PORQUE É QUE EU SOU DE OPINIÃO QUE O QUE ELE QUER É FAZER DIETA?
foto de correio da manhãTV

quinta-feira, fevereiro 14, 2019


ESTOU CHATEADO!
Tenho descontado para a ADSE uma percentagem do meu ordenado desde há mais de 50 anos. E agora uma parte importante das formas de atendimento na saúde que tanto me importa quando chego a velho, parece estar a esboroar-se, com a denúncia de protocolos pelos gigantes milionários da saúde, que pretendem mais e mais lucros.
Aqueles que são responsáveis pela evolução dao sector mais im portante do desenvolvimento humano (a educação), entraram em crescendo nas suas guerras promovidas com objectivos inconfessáveis promovidos por quem há muito deixou de se4r professor.
Ainda na saúde, médicos e enfermeiros entraram em rota contra já nem eles sabem o quê criando dificuldades a uma vida com dignidade aos mais vulneráveis da sociedade portuguesa, velhos, pobres e doentes.
Os mesmos juízes que libertam agressores utilizando de forma espúria citações bíblicas, engrossam os clamores grevistas sujeitando a já morosa justiça nacional a atrasos que só serão vencidos se o Estado lhes der mais dinheiro.
Os políticos tornaram-se vendilhões de interesses e cada vez mais afastaram-se de ideais da felicidade humana, tornando cada vez mais difícil acreditar e votar neles.
Os grandes ladrões da sociedade portuguesa, de políticos a banqueiros pavoneiam-se enquanto os que roubam migalhas são julgados e presos.
Os refugiados e pretos e amarelos são ostracizados e em alguns casos submetidas a uma prática de escravatura miserável e tão bem montada que é difícil percebê-la.
Estou chateado! Este não é o país que sonhei em jovem e que julguei poder materializar-se a 25 de Abril de 1974.  
Estou enojado! Estou a ficar sem forças. Estou chateado sim senhor.
 

segunda-feira, fevereiro 11, 2019


ANÁLISE & BOCARRAS

Ninguém sabe nada do que acontece depois da morte. Esquecemos que sabemos pouco do que é mais importante antes da morte. A vida!

Frei Bento Domingues O.P.

A leitura da última “A Voz do Mar” trouxe-me novas surpresas. Notícias de gente pequenina e dos habituais titulares das notícias assustadores, que uns e outros acreditam que fazem render votos em eleições futuras.´

Pretendem os nossos politiqueiros “pé-de-chinelo” que se vive um ambiente de insegurança na cidade de Peniche. Ao espelho uns dos outros surge uma exposição (abaixo-assinado) sobre o mesma tema promovida por cidadãos preocupados (?) desta cidade.

Entretanto o comando da PSP faz publicar um relatório sobre a criminalidade em Peniche no ano de 2018 que desmonta os factos alarmantes produzidos.

Facto 1 – Um cidadão foi violentamente agredido em sua casa por desconhecidos com o objectivo de o assaltarem. Situação gravíssima, imprevisível e de todo impossível de prevenir.

Facto 2 – Ao tempo do PSD na Câmara e na Assembleia Municipal foram assassinadas 2 pessoas que eu muito prezava. Manel do Ambassador e a Gisela quando estava na sua lojinha na Atouguia.

O 1º foi meu aluno e a 2ª aprendeu costura com a minha mãe e andou comigo ao colo.

Facto 3 – Não me consta que perante as situações ocorridas em 2 tivessem havido abaixo-assinados nem cartas ao MAI. Será que um assassínio será menos grave que uma agressão?

 

Percebo que na altura não existiam facebooks. Sem necessitar de muito esforço posso recordar-me de outros graves crimes ocorridos em Peniche. Sem que tenha havido esta movimentação política e social. É fácil acusar de inépcia as forças de segurança. Dificil é conseguir com os meios que existem ir mais longe.

E uma agressão ou um assassínio são sempre fruto da animalidade do Homem e não das condições que se consigam criar para as evitar. Embora seja importante que elas existam.

Ao meu querido primo aconselho veementemente a leitura dos textos do Papa Francisco e a busca da sua aplicabilidade prática entre os cidadãos de Peniche. Não é o ódio nem a raiva nem a inveja que são geradores de uma natureza humana mais tolerante e solidária.      

domingo, fevereiro 10, 2019

2 HISTÓRIAS E UM RECITAL
Estavam dois homens numa sala de espera de um médico. O 1º homem pergunta ao outro:
"Qual é o teu problema?"
E o outro responde dizendo que tem um risco azul a volta do sexo, ao que o primeiro responde:
"Isso tem graça, eu também tenho um risco mas é vermelho."
Entretanto o médico chama o primeiro homem, passados 2 minutos ele sai todo contente e diz:
"Não te preocupes, isso não é nada." e sai.
O 2º homem entra e o médico manda-o baixar as calças, após uma longa observação o médico diz:
"Tenho muita pena mas vou ter de lho amputar."
E logo o homem pergunta:
"Mas o outro gajo disse que não havia nada de especial!"
"Sim." diz o médico "Mas existe uma grande diferença entre batom e gangrena."







Um guarda-noturno trabalhava numa empresa especializada em lapidação de diamantes.
 Uma manhã ele contou a seu chefe um sonho que tivera na noite anterior.
Disse que o avião que ele viajaria com destino à Rússia sofreria um acidente e, em conseqüência, todos os passageiros morreriam.
Seu chefe, jovem executivo, dinâmico e empreendedor, tinha verdadeiro pânico de aviões.
Assustado com a informação do empregado, decidiu cancelar o vôo.
Três dias mais tarde, leu nas manchetes dos principais jornais que aquele avião caíra no mar e, até o momento, não havia notícias de sobreviventes...!
Imediatamente chamou o guarda-noturno, mostrou a notícia do jornal, agradeceu efusivamente pelo aviso que lhe salvara a vida e, a seguir, sem nenhuma explicação, despediu-o da companhia.

O guarda não compreendeu porque tinha sido despedido depois de salvar a vida do seu chefe.
Pergunta:
- Por que o guarda foi mandado embora?

Não leia a resposta abaixo...
Pense um pouco...

    
Resposta:
O empregado era guarda-noturno. Se ele teve um sonho à noite e contou logo pela manhã, é porque estava dormindo em serviço...!
 Conclusão:
Chefe é chefe... Por melhor que você seja e por mais que você faça, você nunca agrada.
Então,
DEIXE O CHEFE MORRER…


O CONCERTO…

https://www.youtube.com/watch?v=aUeysGoPFTk  













sexta-feira, fevereiro 08, 2019


NOVOS HORIZONTES

Por razões de ordem pessoal tive de me deslocar ao Cartório Paroquial. Na 2ª vez que lá fui coincidiu com a passagem da redacção de “A Voz do Mar” para o gabinete que anteriormente era o local onde funcionava todo o pulmão da paróquia. Lá estava a funcionária administrativa do jornal e a jornalista Luísa Inês que se desdobrava em novas ligações para o PC.

Passou então por mim num flash a figura do Luiz Costa, do Sá, do Seara e da figura tutelar do Monsenhor Bastos. Comecei a escrever no jornal de forma dispersa com os meus 15 anos. Não era fácil na década de 50, de 60 e nos primórdios de 70 do século passado alimentar um jornal que se pretendia então eclético e global. Mas foi um marco para os nossos emigrantes e para os nossos soldados em África. Para os que estavam fora em trabalho ou a lutar na guerra, as páginas dos casamentos e dos baptizados, bem como a necrologia, permitia perceber as alterações sociais do nosso concelho.

Eu fui crescendo, fui estudar para fora e entrei numa busca de conhecimento e de descoberta interior que a breve trecho me tornaram num “agitador social”.

Então, às 3ªs Feiras o pessoal estudante de Peniche juntava-se à noite no café do Império e ali trocava as últimas e preparava o que considerávamos importante para despertar politica e socialmente a nossa terra. Foi ali que nasceu a ideia de procurarmos ter uma página nossa onde expúnhamos os nossos pontos de vista. Ficaram como estrategas e “escribas” dessa página eu próprio, o Adelino Leitão, o Rui Lino e o Carlos Vital. Teríamos que convencer o Sá e o Prof. Seara a aceitarem-nos e aos nossos propósitos mais naif.

A página foi aceite com muitas recomendações de cautela não fosse a “Censura Prévia” tecê-las.

O nome já vocês adivinharam, pretensiosa como nós: “Novos Horizontes”. E assim se manteve durante um ano. Até que a tropa, o final dos cursos para alguns de nós e as pressões da PIDE junto do Prof. Seara, levaram ao seu termo.

Tenho saudades desse tempo pelos meus anseios jornalísticos. E tudo isto me veio à memória no Cartório Paroquial de Peniche. E agora repare. De todos os envolvidos nesta história cujo nome citei, só resto eu vivo. O que fiz para merecer esta longevidade?

terça-feira, fevereiro 05, 2019


A VENEZUELA

Foi nos idos de 1963 que ouvi falar mais particularmente deste país que eu só sabia ficar na América do Sul. O pai de um colega meu amigo do IIL estava lá emigrado. Eles eram todos algarvios de Olhão. Dizia-me o meu amigo que tinha sido uma aposta do pai na altura e que ele estava bem.

A partir daí sempre que se falava da Venezuela eu tinha aquela referência e prestava mais atenção. De facto perdi de vista o meu colega e portanto nunca mais soube do pai dele. Mas a referência ficou cá.

A América Latina terá sido sempre uma zona do continente americano que de alguma forma me fascinou. Desde logo o Brasil. Depois Cuba com Fidel e Che e todo aquele povo lutador. As tentativas de libertação de S. Salvador, Colômbia, Bolívia e a minha (alguma) simpatia pelo que lá se passava. Mas a informação que eu tinha era muito dispersa e sempre com fontes que não seriam as melhores.

 Ultimamente o Brasil foi notícia nem sempre pelos melhores motivos. E agora a Venezuela. Com o drama que sentem todos os que lá vivem. Aquele povo é tratado com o bonecos que se manipulam ao sabor dos interesses dos senhores do petróleo. Sejam eles russos, americanos ou chineses. Aquele maduro parece-me um palhaço. Os militares por lá são iguais a todos os militares da América Latina e de África, colam-se sempre a quem tem o poder e o dinheiro. Até que novos donos lhes pague melhor. E os Maduros metem-se em aviões e são sempre os que nunca pagam por nada.

Lá como cá.

sábado, fevereiro 02, 2019

O ESTUDANTE QUE TEVE 0% NUM EXAME , e não respondeu errado a nenhuma pergunta... (como é possível?)


1)   Em que batalha morreu o Almirante Nelson?
- Na sua última.

2) Onde foi assinada a Declaração de Independência?
- No fim da folha.

3) O Rio Rave corre em que Estado?
- No estado líquido.

4) Qual é a principal causa do divórcio?
- O casamento.

5) Qual é a razão principal para falhar?
- Os exames.

6) O que é que não se pode comer ao pequeno-almoço?
- O almoço e o jantar.

7) O que parece uma metade de uma maçã?
- A outra metade.

8) Se lançarmos uma pedra pintada de vermelho ao mar azul, no que é
que se transforma?
- Numa pedra molhada.

9) Como é que um homem consegue estar oito dias sem dormir?
- Facilmente. Dorme de noite.

10) Como é que se pode levantar um elefante com uma mão?
- Não é possível encontrar um elefante só com uma mão.

11) Se tiver 3 maçãs e 4 laranjas numa mão e 4 maçãs e 3 laranjas na
outra, o que é que tem?
- Mãos muito grandes.

12) Se foi preciso a 8 homens, 10 horas para construir um muro, quanto
tempo demorarão 4 homens a fazê-lo?
- Nenhum. O muro já tinha sido construído pelos outros.

13) Como é que se consegue deixar cair um ovo em cima de um chão de
cimento sem o partir?
- De qualquer maneira. O chão de cimento dificilmente se parte.

E PARA UM FIM-DE-SEMAMA PLENO DE ALEGRIA
(O coro dos escravos de Verdi)
https://www.youtube.com/embed/G_gmtO6JnRs

sexta-feira, fevereiro 01, 2019


SOMOS TODO MUITO “HÓNESTUS”

A gente ouve falar da CGD e pasma. Poi se o desgraçado dum cidadão fica a dever 5 tostões ao banco, saltam-lhe em cima, confiscam-lhe o ordenado e suspendem-lhe a partir daí o acesso à banca. Tenho problemas com o pagamento das prestações da casa, ficam-me com a casa e com o dinheiro já pago.
Como é possível alguém dever milhões sem que ninguém saiba?

Não sabe quem emprestou, quem autorizou o empréstimo, os gestores financeiros, os contabilistas do banco, os nomeadores dos gestores políticos e os nomeados.

Não sabem todos os partidos?

O que eu posso acreditar é que foi um fartar vilanagem e que às tantas existiram apoios de quem ROUBOU os bancos aos que os nomearam (leia-se Partidos Políticos).

E não me digam que os administradores que se sucederam ao longo dos últimos 20 anos não sabiam o que se passava. Encobriram-se sempre uns aos outros.

E quem se lixou foi sempre o Zé Povinho.

terça-feira, janeiro 29, 2019


A REUTILIZAÇÃO DE MANUAIS ESCOLARES

Quinta-feira 24 de Janeiro no jornal “Público”, título a toda a largura da 1ª Página, Escolas que mais reutilizarem manuais recebem dez mil euros.

 Já aqui falei sobre isto. Estava eu na Escola EB-2.3 da Lourinhã, Dr. João das regras, quando a certa altura e depois de vermos o que acontecia no final de cada ano lectivo com os manuais escolares, que eram abandonados na Escola ou deitados pura e simplesmente nos contentores.

O Conselho Directivo de que eu fazia parte com a Margarida e a Zinha, fizemos uma campanha no sentido de reaproveitar os manuais escolares. Pedimos aos pais e EEs que colaborassem e aos alunos solicitámos que poupassem a sua utilização. O dinheiro que não utilizássemos na compra de manuais, reverteria para a aquisição de material didáctico.

Ao tempo (década de 80 do século passado), o ME tinha estruturas regionais que acompanhavam as Escolas. No nosso caso era a DREL (Direcção Regional de Educação de Lisboa) e a CAE-Oeste (Coordenaçao da Área Educativa do Oeste. Comunicamos a essas estruturas a nossa iniciativa e ainda à Inspecção Geral de Ensino. Não tivemos qualquer oposição até que nos surgiu na escola o responsável no CAE pela Acção Social Escolar opondo-se veementemente à nossa iniciativa. Claro que não lhe ligamos qualquer importância. Não era mais do que um manga de alpaca cinzentão, a opor-se a tudo o que saísse das normas. Ele bem nos ameaçou com a inspecção. Disse-nos ir passar a pente fino toda a nossa actuação naquela área.

Prosseguimos a nossa actuação e a nossa iniciativa foi um êxito que nos encheu de orgulho. Até que fomos deslocados para a Atouguia onde os problemas prementes eram outros.

Cerca de 40 anos depois assistimos à institucionalização dessa nossa iniciativa. Estamos orgulhosos.

Quanto ao nosso demolidor opositor está desaparecido em combate.

segunda-feira, janeiro 28, 2019


CHAFURDICES

Trump, coletes amarelos, o genro de Jerónimo, o João Miguel Tavares alter-ego do Dia de Portugal, a CGD, os políticos do Governo e os Governos dos políticos, a Venezuela, os árbitros, os dirigentes do futebol e as TVs generalistas ou não.

Querem mais exemplos? Greves, greves e mais greves. Com as bandeirinhas da CGTP sempre a ondular. Dizem de um governo apoiado pelo PCP e pelo BE, mas porque têm de assumir responsabilidades perante os seus votantes no exterior vão promovendo as suas lutazinhas de classe. Exemplar para o melhor dos mundos: “Sol na eira e chuva no nabal”.

Entretanto duvida-se sobre a Justiça e sobre os Tribunais. A melhor justiça é a das falsas notícias e a das redes sociais. Têm um instante fugaz mas deixam lastro. É a história das penas de um galináceo deitadas ao vento no alto de um monte. Impossível recolhe-las. E tiveram o seu efeito. Demolidor.

Depois tentam fazer no meio desta chafurdice toda fazer de nós parvos. Vai ao Panamá o PR, o Cardeal de Lisboa, o Sec. de Estado da Juventude, o Pres. da Câmara de Lisboa, para ouvir que cidade recebe o Encontro Mundial da Juventude Católica em 2022. Como se todos não soubéssemos que seria em Portugal na Cidade de Lisboa. Ainda por cima fazem de nós lorpas.

domingo, janeiro 27, 2019

RECOMEÇAR…


Dois amigos conversavam:
- Ó pá, andas tão abatido ultimamente. O que é que se passa?
- Lembras-te daquele safari que eu fiz em África?
- Lembro.
- Um dia à tarde, eu estava à beira de uma árvore, veio um gorila por trás e..., violou-me.
- Ó pá, esquece isso! São águas passadas!
- Pois mas,... nem um postal, nem uma carta!...

 Em pouco tempo eles estão na cama, fazendo uma sessão memorável.
Depois do terceiro "assalto", o indivíduo pára para fumar um cigarro e vai buscar um fósforo à sala. De repente ele vê a foto de um homem.
Receoso, volta para a cama e pergunta:
- Aquela foto, é o teu marido?
- Parvinho... - diz a loira abraçando-o.
- Do teu namorado? - continua o individuo.
- Deixa de ser idiota... - responde ela, mordiscando-lhe a orelha.
- Então quem é?
- Quer mesmo saber???
- Sim, claro! responde ele autoritariamente.
- Eu, antes da operação…
Uma jovem donzela esforçava-se tanto para manter a sua castidade que teve um colapso nervoso.
Numa consulta com o seu terapeuta, foi aconselhada a fazer um cruzeiro.
Á noite, qd todos os outros passageiros se divertiam no salão, ela ficava a escrever o seu diário:
2ª feira: hoje conheci o comandante. Ele é forte, moreno e tem olhos azuis. Prometeu-me que me iria ensinar a pilotar o navio.
3ª Feira: em vez da prometida lição, o comandante convidou-me para um jantar a 2 no seu camarote amanhã á noite.
4ª feira: depois do jantar, o comandante me olhou de uma forma estranha. Corri imediatamente para o meu camarote.
5ª feira: o comandante disse que se eu não dormisse com ele, afundaria o navio.
6ª feira: Estou fascinada! Salvei 700 vidas



segunda-feira, janeiro 21, 2019


Estou grato a RUI RIO

Hugo Soares, Maria Luísa Albuquerque, Pedro Pinto, Aguiar-Branco, e opróprio Mr. Bean, são figurões que durante algum tempo não vou ter de aturar. Eu sei que a importância deles deriva directamente do impacto que os média pretendem provocar na opinião pública. E sei também que a importância deles é tão fugaz como o que aparece publicado no facebook. São figurões que nasceram já mortos, falecidos, matados à nascença.

Nada do que digo permite a quem quer que seja extrapolar daí que o PSD faça parte das minhas preocupações. E muito menos o CDS. Quanto aos partidos ditos de esquerda sou imune às suas diatribes. À medida que vou avançando na idade sinto mais necessidade de votar em pessoas e menos em partidos. Uma votação que me permita responsabilizar a pessoa em que voto. Com a sua recusa em alterar a lei eleitoral os Partidos dão os últimos estertores da sua já moribunda existência.

Importa pouco que as pessoas não se mobilizem vestindo de amarelo ou com outras roupagens de desafio. Pior que tudo isso é a indiferença com que tratam políticos e eleições.

Para o peditório das europeias não vou contribuir.

Para a gosma das legislativas não me aparece que encontre razões para optar.

Claro que irei às urnas. Mas o voto em branco mostrará o meu desprezo por todos eles. Obrigado Rui Rio por me levares de novo a reflectir e a perceber que nada mudou entretanto. Todos vocês não me conseguem distrair. Os de esquerda, os do centro e os de direita.

PS: Em 45 anos de Democracia, Vara foi o único poderoso a traficar influências sendo preso por isso? Cadê os outros?

sexta-feira, janeiro 18, 2019


GESTORES DE CONTA

Sou do tempo em que abrir uma conta num banco era uma espécie de certidão de bom comportamento. Ou porque se tinham amealhado uns tostões, ou porque se era funcionário público e nesse caso chegavam 100$00 (o equivalente actualmente a 50 cêntimos).

Estou a falar disto e penso como sou velho. Nesse tempo ir ao banco pedir um empréstimo era um quebra-cabeças diabólico. Os Juros. As livranças. O arranjar fiador. Isto é, alguém que se responsabilizasse pelas tuas dividas se tu não as pagasses ao Banco.

Nesse tempo os créditos mal-parados de que hoje tamno se fala eram praticamente inexistentes. Só um louco se lembraria de pedir dinheiro para comprar uma casa. Quanto mais pedir dinheiro para comprar carro ou mobílias, ou férias.

Hoje tudo é possível e as garantias de que se paga o que se deve são mínimas ou nenhumas. Mas temos GESTORES DE CONTA. Cada depositante tem o seu gestor de conta que o “aconselha” sobre a melhor forma de contribuir para os lucros do banco onde tem o seu depósito. Ou os lucros do seu banqueiro.

No tempo em que não haviam gestores de conta, não haviam banqueiros a roubarem o dinheiro dos clientes. Que os portugueses depois pagam. Antigamente os clientes dos bancos tinham de ter fiadores. Hoje os fiadores dos bancos são os ordenados dos portugueses.

Quando ouço a Rita Blanco nos anúncios, compreendo-a. É actriz e precisa de ganhar dinheiro. E lamentavelmente faz um bom anúncio. Quantos portugueses leva consigo para os gestores de conta não sei. Mas sei que quanto mais houverem, mais condições existem para mais um banco ser roubado pelos seus administradores, E que nessa altura nenhum Gestor de Conta assumirá responsabilidades.

quarta-feira, janeiro 16, 2019


A QUADRATURA DO CÍRCULO

A notícia correu célere e deixou-me perplexo. A SIC, por razões de programação vai acabar com o programa em epígrafe a partir da próxima semana.

Busco em mim resposta para tal. E por mais esforços que faça não as consigo encontrar. O programa é transmitido num canal de notícias em que os seus concorrentes directos são a TVI24 e a RTP3. A hora (23/24/ não é de todo a mais procurada para ver programas de informação por jovens e crianças. No dia a que é transmitido o programa não é concorrencial com o futebolês.

Tem problemas o programa. Nele existe o contraditório. Desenvolve análise e síntese sobre os acontecimentos próximo/futuros que afectam os portugueses em particular e numa visão mais lata, o mundo global em que vivemos.

Faz pensar. O que me parece começar a constituir um crime de lesa-majestade nos tempos que correm. Não alinho com algumas posições  que nele são expressas mas não posso deixar de referir que vejo nos participantes e nas suas discussões uma saudável troca de opiniões entre pessoas sensatas e cordatas o que também cada vez vai mais rareando nos tempos que correm.

Lamento que o actual director de programas da SIC Notícias se tenha prestado a este papel. Esperava dele mais e melhor. Mas se calhar sou eu que por vezes ando desatento.

A verdade é quanto mais vejo os programas das TVs generalistas mais me aproximo da RTP.

terça-feira, janeiro 15, 2019


É PORTUGAL UM PAÍS POPULISTA?
Eu diria entes que é um país de comodismos. De aderência imediata ao que for gratuito, fugaz, que não responsabilize, sem convicções firmes e sobretudo sem memória.
Quem viveu o período do Estado Novo e viu as adesões populares aos altos dignatários do Regime, para logo se tornarem em apupos 24 depois das mudanças políticas operadas, com gritos de “Viva a Liberdade” e “Abaixo o Fascismo”, percebe bem o que eu digo.
Ver um presidente da Câmara em procissão Triunfal com um vencedor do Big Brother, diz bem do povo que somos.
“Curtimos” as redes sociais porque elas não têm consequências. Vemos o CMTV porque nem sequer dá trabalho a ler. Não somos um país xenófobo, nem racista, nem fascista, nem “porrista” nenhuma. Somos comodistas e gostamos de maledicência qb. O que para se confirmar exigir trabalho e convicções profundas com um misto de sacrifício não é connosco. Meio século de obscurantismo seguido de 2 décadas de exigências mesquinhas, conduziram-nos ao lugar mental em que hoje nos envolvemos. Somos Gouchas, somos Cristinas, somos montenegros em busca do lugar perdido.
Morremos culturalmente. E se as notícias de pedofilia são motivo de interesse nas TVs e Correios da Manhã, cortamos os versos de Pessoa  para não ofender espíritos juvenis mal-preparados.
Um dia irá Haver Portugal.