terça-feira, janeiro 16, 2007

Ser de Peniche de Cima...

É saber que a Rua da Alegria é a maior Avenida do Mundo


É ter de forma gratuita a melhor máquina de lavar roupa que a última tecnologia de ponta permite, e utilizá-la

É fazer do Portão o melhor meio de comunicação social existente


É conseguir que cada rua seja um espelho da casa de cada um dos seus habitantes, sem poluição nem degradação



É ter no Quebrado a melhor estância termal do planeta



É apanhar banhos de sol sem toalha, corpo enrolado na areia e encostado à muralha

É no Bairro do Calvário ter uma referência familiar que o torna no “nosso Bairro” contra tudo e contra todos



É acompanhar todos os seus moradores à sua última morada

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Eu VOTO SIM à despenalização do aborto

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segunda-feira, janeiro 15, 2007

As seitas

No final do século XX e neste início do século XXI, os meios de comunicação social referem-se muitas vezes a “seitas”, sempre que falam de pequenos grupos de fanáticos religiosos ou políticos.
Pessoalmente estou pouco de acordo com este conceito geral sobre o que são seitas. Para mim seitas são grupos de pessoas que pela sua atitude misto de “conspiração” e de “segredinhos” se tornam diferentes dos outros, não sendo atractiva a sua companhia e mesmo constituindo-se como células que não são acessíveis ao comum dos mortais.
Existem “seitas” nas escolas entre os alunos e às vezes mesmo entre os professores. Todos conhecemos aqueles “grupinhos” (normalmente de meninas) que se juntam entre si soltando risinhos e palavras estereotipadas, calando-se sempre que alguém se aproxima. Ou quando somos adultos e nos tornamos professores, grupos de colegas que se juntam (normalmente sempre à mesma mesa) trocando conversas mais ou menos sussurradas, tornando impossível a sociabilização entre pares e iguais. Isto o caso das escolas.
Se formos para os partidos políticos ainda é pior. Normalmente grupinhos de 3 a 6 pessoas constituem um mundo à parte dentro do próprio partido mesmo para os seus próprios confrades. E quando se aproximam eleições dentro do partido ou a nível municipal ainda se torna tudo mais grave. Parecem conspiradores a tramar todos os que os rodeiam. Se bem que neste caso existe alguma razão para isso e ainda mais quando se trata de pequenos concelhos ou regiões. Quem pertencer aos grupos dirigentes locais tem grande probabilidade de poder alimentar-se das migalhas que se escaparem no banquete dos pequenos reizinhos locais. Prepara-se então tudo conspirativamente para que muito poucos saibam muito, um saiba tudo e muitos saibam nada. Se a história tiver que ver com situações regionais, aí o banquete ainda é mais apetecível pois as prebendas podem ser muito maiores. Desde logo a visibilidade que se ganha, depois a possibilidade de chegar a voos mais altos na partilha do poder o que é um manjar dos deuses.
Mas grave e incompreensível é quando se trata de seitas religiosas ou de grupos dentro de uma qualquer religião. Quem é que se sente atraído por grupos que mais parecem de corpos estranhos à sociedade que outra coisa? Se bem me lembro a proposta era “ide, pois, fazei discípulos de todos os povos...” Quem se sente atraído pelo oculto e pelo que não se percebe? Grupos religiosos fanáticos, fundamentalistas ou não, rodeiam-se de sinais de morte, de miséria e de fome e espalham o seu ódio pelos quatro cantos da terra. E o que é mais grave é que o fazem em nome do amor ao próximo e à liberdade.
Há minha volta vejo sinais de medo e de angústia. Vejo crianças que já não sabem onde encontrar as âncoras que as ajudem a tornarem-se adultos. Vejo jovens fechados em si mesmos em nome do que se deveriam soltar e libertar para os outros. Vejo adultos a atropelarem-se para chegar primeiro onde houver para dividir as sementes de esperança que restam.
Gostaria de perceber que saímos de nós para os outros e que caminhamos de mãos dadas. Que não nos fechamos em casa, mesmo que essa seja a casa do Senhor da nossa Religião (ou de religião nenhuma) e que vimos para a rua transmitir o que temos de melhor, mais voluntarioso e solidário.
Angustia-me que aqueles de entre nós que deveriam ser o símbolo da tolerância e do não-julgamento, se deixam subjugar pela tentação dos julgamentos públicos sem que uma ponta de bondade se note nas palavras.
Muitos que esperam de mim outro tipo de “conversa” não irão gostar muito desta. Não me desculpo. Apeteceu-me escrever isto.
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domingo, janeiro 14, 2007

ABANDONO

Por teu livre pensamento
foram-te longe encerrar.
Tão longe que o meu lamento
não te consegue alcançar.
E apenas ouves o vento.
E apenas ouves o mar.

Levaram-te a meio da noite:
a treva tudo cobria.
Foi de noite, uma noite
de todas a mais sombria.
Foi de noite, foi de noite,
e nunca mais se fez dia.

Ai dessa noite o veneno
persiste em me envenenar.
Oiço apenas o silêncio
que ficou em teu lugar.
Ao menos ouves o vento!
Ao menos ouves o mar!

David Mourão-Ferreira

Foto do Pedro Cabral

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sábado, janeiro 13, 2007

A hipocrisia é a homenagem que o vício presta à virtude
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sexta-feira, janeiro 12, 2007

O CENTRO DE SAÚDE DE PENICHE


Visto do exterior é um caos. Onde o estacionamento diz que é para ambulâncias, são carros particulares.


Onde o estacionamento diz que é para médicos, até as empresas lá estacionam.


E o que se vê por fora adivinha-se por dentro. Os utentes são números indesejáveis. As listas de espera não são para respeitar.
O ambiente entre funcionários é de cortar à faca. O que sobra para os utentes é o desespero. Entra-se com uma gripe, sai-se com uma doença de nervos.
Compreende-se que haja que fazer restrições, mas naquilo a que as pessoas têm direito que se cumpram esses direitos. E que eles sejam claramente anunciados. Para que não seja a atitude discricionária de médicos, enfermeiros e funcionários a imperar.

CENTRO DE SAÚDE DE PENICHE - A QUEM INTERESSA O CAOS?

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quinta-feira, janeiro 11, 2007

O PALERMA
Acabei de assistir à cerca de uma hora na RTP1 à Grande Entrevista, conduzida de forma admirável por essa grande senhora da televisão que é a Jornalista Judite de Sousa.
O entrevistado foi o "palermóide" Ricardo Araújo Pereira, um dos fedorentos que têm feito sorrir este "macambúzio" país nos últimos tempos.
É tão fácil percebermos todos agora porque raio de razão Lobo Antunes o foi precisamente escolher, para apresentar o seu Babilónia.
A entrevista a que tive o privilégio de assistir foi um exercício de inteligência pura, invulgar neste país e ainda mais raro por ser na televisão. Corro o risco de comparar o que vi, com os momentos de prazer fruidos com Agostinho da Silva, Vitorino Nemésio e outros de cariz semelhante.
Apeteceu-me gritar e pular deste lado de cá. Ver o fedorento falar da avó e das pessoas que contribuíram para a sua aprendizagem, é um acto de grandeza de carácter que só os grandes palermas são capazes.
Eu ganhei o meu dia. E vocês meus amigos?
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ADENDA
AO ÚLTIMO BLOG

Não sejam parvos! Sai mais barato estacionar nos Largos 5 de Outubro e D. PedroV, que estar a encher de moedas os parquímetros da R. 13 de Infantaria e da Praça Jacob R. Pereira.
Que seria dos bem-governados se não fossem os mal-governados?
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quarta-feira, janeiro 10, 2007

SÓ AS MOSCAS MUDAM...


Há 5 anos atrás (o tempo que já lá vai) o defunto Peniche Directo, publicava a foto que a seguir reproduzimos sobre a "rebaldaria" existente no Largo 5 de Outubro.


Cinco anos depois pelas 11 horas da manhã de hoje fotografámos este largo e o que se lhe segue, o Largo D. PedroV

O que eu quero dizer na minha, é que a falta de capacidade de fazer cumprir o que se determina, põe em causa a credebilidade de sucessivos executivos camarários e da PSP. O espectáculo de incumprimento que ilustramos verificam-se todos os dias. Quem nos visita percebe que os sinais de trânsito nesta zona não são para cumprir.

Quem quer cortar o cabelo, estaciona no largo 5 de Outubro. Quem quer ir ao "Carvalho & Maia" ou à "Clínica da Ajuda" estaciona no Largo D. PedroV.

A minha sugestão é que se criem condições rigorosas para o seu cumprimento, ou em alternativa retirem de lá os sinais se eles não existem para ser cumpridos.

Assim é que não! Assim só serve para definir como uns grandes "bananas" quer quem está no executivo camarário, quer quem deve fazer cumprir a lei.

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segunda-feira, janeiro 08, 2007

VIVER EM PENICHE

A revista “ÚNICA” do jornal “EXPRESSO” de 6 de janeiro pp, traz um artigo sobre o “top” 50 das cidades portuguesas.
No “ranking” e numa pontuação para diversos items de classificação, a cidade de Peniche aparece classificada em 21º lugar. Este resultado é bem melhor do que nós temos em mente quando comparamos a nossa cidade com outras mesmo de dimensão semelhante à nossa.
São 20 os critérios escolhidos pelo Jornal “Expresso” e a pontuação a atribuir a cada um varia entre 0 e 100 pontos.
São-nos atribuídos menos de 50 pontos (uma classificação negativa), em ESPAÇOS VERDES, GOVERNANÇA E CIDADANIA, CAPACIDADE DE ATRACÇÃO ESTUDANTIL e DESEMPENHO ECONÓMICO. Em todos os outros parâmetros, foi-nos atribuída uma classificação de 50 ou mais pontos. Num total de 2000 pontos viemos assim a somar 1040 pontos.

Com os mesmos pontos que nós aparece Portalegre e abaixo de nós surgem cidades como, Leiria e Vila Nova de Gaia, e abaixo dos 1000 pontos Chaves, Santarém, Almada, Castelo Branco, Portimão, Barreiro e Amadora.
Independentemente do juízo de valor que possamos fazer sobre este tipo de classificações e quem as realizou, o que é verdade é que valem o que valem e merecem ser meditados.
Alguns dos factores negativos que nos apontam podem ser corrigidos com criatividade e força de vontade. Só nos parece mais difícil melhorar o desempenho económico porque temos uma economia muito dependente e que é limitada em grande parte por causas que nos são exteriores.
Curioso é como se percebe tão bem o nosso défice de participação democrática. Quem havia de dizer...
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domingo, janeiro 07, 2007

A minha sincera e sentida Homenagem a António Petinga (1925-2007), companheiro de lutas, trabalho, e também de muitas tardes de divertimento e amizade.



Tem seu triunfo a morte, o amor é festejado,
e o grande Tempo e o tempo futuro.
A nós nenhum trunfo é dado.

À nossa volta só um afundar de astros. Eco de luz, sem voz.
Mas, sobre o pó, a canção do futuro
soará para além de nós.


Ingeborg Bachmann (1926-1973)



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sábado, janeiro 06, 2007


Uma amiga, amigas tem.
Da tua vida... não contes nada a ninguém!

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sexta-feira, janeiro 05, 2007

ELE HÁ CADA UM...
O Hélder Blayer enviou-me dos Açores um email que não resisto a publicar aqui, com o objectivo de partilhar este sentimento de frustração em que vivo por ver o porto de Peniche a definhar de dia para dia:
O maior navio porta-Containers do Mundo "Emma Maersk", de bandeira dimarquesa, opera entre o porto de Rotterdam - Holanda) e o Extremo-Orienta Singapura, dispõe de 11 Gruas especiais para containers que podem operar simultaneamente,

Algumas das suas carcterísticas
- Comprimento - 397 metros
- Boca - 63 metros
- Calado (carregado) - 16 metros
- Deslocamento - 123.200 tons
- Propulsão - motor diesel de 14 cilindros em linha, de 110.000 BHP, veio e hélice.
- Velocidade de cruzeiro – 27 nós (50 Km/h)
- Custo estimado - Acima de US$ 145 milhões.
- Capacidade: 15.000 TEU's (1 TEU = 1 Container de 20 pés)
- Tripulantes – 13
- Primeira Viagem: 08/09/2006

Curiosidades: O armador Moller-Maersk informou que a pintura de silicone que recobre a carena (parte do casco abaixo da linha d'água), reduzirá a resistência do casco na propulsão, e economizará cerca de 1.2 milhões de litros de combustível por ano.

quinta-feira, janeiro 04, 2007

UMA NÃO-RESPOSTA A UM NÃO-COMENTÁRIO

Uma das coisas que julguei nunca fazer, ao lançar este blog, foi responder a comentários anónimos. Ao fim de tão pouco tempo ele surgiu, escondido atrás deste mundo imenso que é a net. Decidi não o excluir, não lhe responder directamente, mas aproveitar a abertura que me dá para esclarecer o óbvio.

Manterei os comentários anónimos desde que utilizem uma linguagem aceitável(no meu entender claro). Mesmo que se orientem no sentido de me espancarem. Não é por isso que serão ostracizados. Os insultos e a pancadaria a coberto do anonimato, só classificam quem os profere e pratica. Ponto final no esclarecimento.

quarta-feira, janeiro 03, 2007

VOLTO À EDUCAÇÃO
Quando me reformei, pretendi passar um tempo sem falar da minha ex-profissão. Mas já lá vão 2 anos e meio e penso que agora posso no que puder dar o meu contributo para o que acontecer na minha terra. Neste momento tenho um dedo que adivinha que há gente com poder decisório aqui pelo burgo, que anda convencida que descobriu o “ovo de Colombo” da Educação. Ouviram falar da “CARTA EDUCATIVA” e julgam ter descoberto a panaceia para todos os males com que nos debatemos nas Escolas.
A Carta Educativa é um dos muitos instrumentos (não é o único) que se podem utilizar para atingir determinados fins.
A Carta Educativa é um instrumento de planeamento que pode ser feito por uma empresa sem sensibilidade nesta área e que mesmo assim, pode o resultado final ser um óptimo instrumento de trabalho para a eficácia de um conjunto de medidas que visem a rentabilização dos meios do concelho.
A Carta Educativa pode ser desenvolvida tendo como promotor um gestor imobiliário que faça adequar edifícios, mobiliário e equipamentos aos utentes que terá de servir, de forma rentável e com poupança de custos.
A Carta Educativa deverá passar a fazer parte do Plano Director Municipal, visando a eficácia dos Planos Urbanísticos Municipais. Dito isto assim, sem nenhuma falha no raciocínio, verifiquei que grave é poder dizer o que é uma Carta Educativa, sem nunca ter pronunciado a palavra Escola e a palavra criança. Palavras que deveriam de forma exigente dominar todo este processo lógico. De forma evidente e objectiva. Não as deixar nunca para a subjectividade da perversão humana.
O que quero dizer na minha é que em primeiro lugar a Carta Educativa serve para poupar dinheiro ao Estado e em última análise às autarquias, adequando os meios escolares ao território e nunca o contrário. Não é por acaso que de futuro para haver uma Escola construída ou beneficiada estruturalmente, o Município deverá ter aprovada pelo Governo a sua Carta Educativa, onde já estão previstos os cortes de desenvolvimento, e o grau de crescimento social de um determinado território.
Os velhos tempos da Escola Socrática deram lugar à Escola de Orwell. O primado do social sobre o económico desaparece aqui definitivamente. Existem fotografias aéreas do que era a Atouguia da Baleia antes da Escola EB-2.3. Comparem com o que existe hoje. O que ali está enche de orgulho os autarcas e a população que se envolveram naquele projecto. E não havia Carta Educativa. Daí o cuidado que é necessário colocar no que vier a ser aprovado em termos de Carta Educativa.
A responsabilidade dos que a tiverem de aprovar é muita. Demasiada. Poderão ficar para sempre ligados ao matar da Escola Viva e promotora de desenvolvimento que lhe cumpre ser. Compreendo que tem de ser feita. Mas todo o cuidado é pouco com os pressupostos que lhe forem colados. E que eu saiba não foram feitos inquéritos sobre esta matéria às Freguesias, às Associações, aos Encarregados de Educação às populações e às Escolas.
Não ouvi dizer que o Conselho Municipal de Educação tivesse sido convocado para emitir pareceres Orientadores para a execução da Carta Educativa. Se se julga que é depois desse instrumento estar feito ainda que na forma de anteprojecto, que ele há-de ser discutido e reformulado, está a condicionar-se a sua aprovação o que não é bonito e deixa muito a desejar.

Algumas Notas à margem
O Que é a Carta Educativa?
A Carta Educativa é actualmente entendida como um instrumento de planeamento, como uma metodologia de intervenção no planeamento e ordenamento da Rede Educativa inserida no contexto mais abrangente do ordenamento territorial, a qual tem como meta atingir a melhoria da educação, do ensino, da formação e da cultura num dado território, ou seja, ser parte integrante do seu desenvolvimento social.
Quais os objectivos da Carta Educativa?
A Carta Educativa visa a racionalização e redimensionamento do parque de recursos físicos existentes e o cumprimento dos grandes objectivos da Lei de Bases do Sistema Educativo e dos normativos daí emanados, nomeadamente:
- prever uma resposta adequada às necessidades de redimensionamento da rede educativa colocadas pela evolução da política educativa e pelas oscilações da procura da educação, rentabilizando o parque escolar existente;
- caminhar no sentido de um esbatimento das disparidades inter- e intra-regionais, promovendo a igualdade do acesso ao ensino numa perspectiva de adequação da rede educativa às características regionais e locais, assegurando a coerência dos princípios normativos no todo nacional.
A Carta Educativa deverá ser um instrumento fundamental de planeamento que permita aos responsáveis desenvolver uma actuação estratégica no sentido de:
- orientar a expansão do sistema educativo num determinado território em função do desenvolvimento económico e sociocultural;
- tomar decisões relativamente à construção de novos empreendimentos, ao encerramento de escolas e à reconversão e adaptação do parque optimizando a funcionalidade da rede existente e a respectiva expansão;
- definir prioridades;
- optimizar a utilização dos recursos consagrados à educação;
- evitar rupturas e inadequações da rede educativa à dinâmica social e ao desenvolvimento urbanístico.
A quem compete a elaboração da Carta Educativa?
Nos termos do Artigo 19.º do Decreto-Lei n.º 7/2003, de 15 de Janeiro:“A elaboração da carta educativa é da competência da câmara municipal, sendo aprovada pela assembleia municipal respectiva, após discussão e parecer do conselho municipal de educação.”O Ministério da Educação, através das Direcções Regionais de Educação, presta o apoio técnico necessário, disponibiliza toda a informação indispensável à elaboração da Carta Educativa e suporta 50% das respectivas despesas.A Carta Educativa, integrando o Plano Director Municipal, está sujeita a ratificação governamental, mediante parecer prévio vinculativo do Ministério da Educação, entidade com a qual as câmaras municipais devem articular estreitamente as suas intervenções, por forma a garantir o cumprimento dos princípios, objectivos e parâmetros técnicos estatuídos.Os municípios podem articular entre si e com o Ministério da Educação as propostas de reordenamento da rede de nível supra-municipal.
Fonte: www.dapp.min-edu.pt

terça-feira, janeiro 02, 2007





















OS FILHOS DA T'ELISA

São de Peniche de Cima. Juntam-se no portão e sabem tudo o que por lá passa. Sabem de tudo o resto porque conversam uns com os outros e gostam de saber o que vai por casa do vizinho. Os filhos da t'Elisa sabem tudo o que cheire ou soe a cuscuvilhice.
Neste momento sentem-se todos ultrapassados. E se a sua indignição não sobe de tom é porque finalmente a côr do seu coração preside aos destinos da terra.
Mas lá que chateia, chateia... Os "Bonzinhos d' Ajuda" foram murados. E preparam-se para grandes obras ali, sem que alguém saiba o que vai surgir.
Mais uma vez um local nobre da Cidade é esventrado e revolvido sem que o pessoal saiba o que ali vai surgir. A prática de resolver nos gabinetes sem dar cavaco a ninguém mantém-se.mantém-se. Tanto faz ser o PSD, como o PS, como agora a CDU, chegados lá acima a ligação às populações vai às ortigas.
E no entanto não custava nada pôr ali um boneco com o que se pretendia fazer. Ou se já não se foi a tempo, pôr o boneco do que se vai fazer. Não digo que isto se faça em todos os locais onde se constrói. Mas pelo menos em locais significativos ou significantes para as pessoas. Em locais onde está o nosso coração.Tudo menos assim!
Rompem-se-me os "tampos do pêto" por ter de dizer estas coisas. Mas este é o melhor favor que posso fazer ao executivo camarário. Acordá-los como diria o Fernando Lopes Graça. Senão tornam-se iguais aos outros.
As pessoas estão à espera de que vocês sejam diferentes. Não as desiludam.

EUA CAMPEÕES DA LIBERDADE, DEMOCRACIA E DOS DIREITOS HUMANOS
Os EUA e a Inglaterra invadiram o Iraque para de uma vez por todas, impedirem o ditador e torcionário Hussein de continuar o seu regime de terror e de práticas atentatórias contra a dignidade humana.
O resultado dessa invasão e da imposição dos conceitos americanos e ingleses de democracia e liberdade está à vista de todos. Numa reportagem transmitida há dias pela SIC Notícias, um Iraquiano dizia há dias, que pelo menos no tempo do Saddam morria-se de uma vez, agora morre-se um pouco todos os dias, por cada filho, por cada irmão, por cada familiar que todos os dias desaparece.
O corolário disto tudo está na prisão, julgamento e enforcamento do ex-ditador. Elas são a imagem de marca, dos conceitos americanos e ingleses de dignidade humana.




segunda-feira, janeiro 01, 2007

ASSIM É QUE... (II)

Pelas 03:00 da manhã, a Av do Mar era um caos de lixo e de espumante. Despojos de guerra de um 2006 de má memória, e de um 2007 que encerra um mundo de esperanças.
Pelas 11 da manhã o teatro de guerra tornara-se um oásis de paz, sem lixo, com uma multidão de forasteiros dirigindo-se para os restaurantes da sua preferência.
Assim é que deve ser. E porque em Peniche não é hábito, aqui fica o registo.
ASSIM É QUE...















domingo, dezembro 31, 2006

FIM DE ANO


Quando a chave de toda a criatura
seja mais que número e figura,
e quando esses que beijam com os lábios,
e os cantores, sejam mais que os sábios,
e quando o mundo inteiro, intenso, vibre
devolvido ao viver da vida livre,
e quando a luz e sombra, sempre unidas,
celebrem núpcias íntimas, luzidas,
quando em lendas e líricas canções
escreverem a história das nações,
então, a palavra misteriosa
destruirá toda a essência mentirosa.


NOVALIS (1772-1801)

sábado, dezembro 30, 2006



A Gioconda sorri porque todos os que lhe puseram bigodes estão mortos

André Malraux

sexta-feira, dezembro 29, 2006


A GRANDE INVENTONA

Ao ler as Grandes Opções do Plano e Orçamento para 2007, a pgs 22 no que se refere à "política cultural" sic, leio que um dos temas a desenvolver será a "comemoração do centenário de Luís Correia Peixoto".
Leio mas não acredito. E se considerarmos que Luís Correia Peixoto nasceu a 5 de Outubro de 1907, nesse dia será celebrado o nascimento do "símbolo do homem rico" em Peniche e não a data da implantação da República.
Recordo que aqui em Peniche nos últimos 50 anos, sempre que nos queremos referir ao facto de sermos uns "penduras" dizemos aos nossos amigos: "- achas que eu tenho a fortuna do Luís Correia..."
Bom. Mas o homem podia ser rico e no entanto ser um filantropo. Começo a fazer um esforço de memória e a tentar lembrar-me...
Quando teve barcos fez melhores contratos e mais justos com os pescadores das suas armações? Não.
Proprietário de uma fábrica dividiu lucros com os seus trabalhadores? Criou creches para os filhos das operárias fabris? Atribuíu bolsas de estudo a filhos e filhas dos seus trabalhadores? Com o dinheiro que herdou e fez por aumentar criou alguma fundação para apoiar os seus conterrâneos na doença, nos estudos, em actividades económicas a desenvolver? Porque é que o Xico GazCidla foi pró Canadá? E o Jakim do ferro?
Depois de morrer qual o seu legado a Peniche comparativamente com o de Pedro António Monteiro e o do Arqº Paulino Montez?
Publicou livros? Quantos lhe comprou a Câmara Municipal de Peniche? Quantos mandou entregar nas escolas? Não se lhe reconhecem méritos literários. Como fotógrafo não foi melhor nem pior que tantos outros que ainda são vivos ou já morreram.
O senhor Luís Correia Peixoto tem todo o direito de fazer ou não o que fez. Isso não se discute. Aprendi a respeitá-lo e a ser amigo dele nas cadeiras do café Aviz quando lá ía de pequenino com o meu pai. Mas daí a fazer dele um ícone vai uma distância enorme. Ele não tem culpa.
Tudo isto tem a ver com o facto de ele ter criado uma auréola de simpatizante de esquerda. De "amigo" do PC.
Mas não exageremos. O ridículo tem limites. Se o Luís Correia era um homem de esquerda, então eu sou a Madre Teresa de Calcutá.
Lá que estendam lençóis na Fortaleza para comemorar a fuga do Álvaro Cunhal, compreendo e aplaudo. Foi uma "chapada na cara" de todo o tamanho no Estado Novo e nos seus sicários. Mas fazer do Luís Correia símbolo da luta anti-fascista, é ridicularizar todos quantos de forma séria e coerente foram massacrados, presos e torturados, de todos quantos tiveram que abandonar o país ou foram despedidos dos seus empregos, na luta por um ideal.
Apesar disto acontecer em Peniche, comemorar o centenário do nascimento do Sr. Luís Correia Peixoto não é um erro. É ridículo.















quinta-feira, dezembro 28, 2006

OS VOTOS
A Igreja de S. Pedro aparece este ano no Natal, com novo visual que lhe é conferido pela linda decoração da sua entrada principal, e pela abertura da porta lateral, frente ao Restaurante "Oh! Amaral".
A decoração de Natal da entrada, para além das fitas, das bolas, da verdura, das fitas e das estrelas, apresenta mais de uma centena de cartões escritos pelos meninas e meninos que frequentam a catequese.
Curiosamente é a paz a palavra que aparece com maior frequência associada ao nascimento de Jesus.
São sempre as crianças quem mais consegue extrair da realidade o que melhor seria para todos.
O promotor desta iniciativa deu-nos a sua voz como alerta. E mesmo os que não frequentam este templo cristão, se sentem tocados por tantas vozes que gritam por aquilo que melhor define o Homem como ser superior: a sua capacidade de pela Paz atingir os outros homens.
Estamos tão desabituados desta ideia que estranhamos o apelo de Ramos Horta a Bin Laden. De tal forma que teve de ser feita uma nota explicativa, para os surdos e cegos perceberem a razão que levou o 1º Ministro de Timor-Leste a tratá-lo por irmão.
É que entramos no Templo, mas quando de lá saímos o nosso coração vem mais mirrado do que quando entrou. A nossa capacidade de amar e perdoar perdeu-se.
A Paz é um sentimento desconhecido.
A porta lateral transportou-me de regresso à minha infância. Quando eu acompanhava a minha avó à missa das almas. Eu era a sua bengala. Caneja e trôpega a Guilhermina "Baterremos" tinha em mim o apoio que a idade lhe ía fazendo faltar.
Por tudo isto este Natal foi um fervilhar de emoções. É agradável que assim me sinta.

quarta-feira, dezembro 27, 2006


OS MUROS

Fui hoje acordado com a notícia de que o Paquistão ía estudar a possibilidade de construír um muro que separe aquele País na sua fronteira com a Índia.
Quando em 1989 pela televisão, muitos milhões de pessoas em todo o mundo assistiram à queda do muro de Berlim, com tudo o que isso representava de repressivo no imaginário das pessoas, julgávamos afastada da humanidade por muitos anos, esta tentativa grotesca e abjecta de separar a humanidade entre bons e vilões, entre fiéis e impuros, entre bons e maus.
Caía com aquele muro uma das nódoas negras da humanidade, consequência directa e indirecta de tudo quanto de pior o homem pode fazer quando se deixa submergir no ódio e na violência.

Nem 20 anos passados Israel estende um muro na sua fronteira com a Palestina. Inda nem acabado está e já os EUA anunciam que vão estender um muro na fronteira do seu território com o México. E agora o Paquistão. E depois outros países se seguirão inevitavelmente.

Enquanto a Rússia (ou a União Soviética) tentou expandir-se pelo mundo criando muros artificiais, isso representava tudo quanto de odiento e negativo esse pólo do Mal podia produzir para reprimir a humanidade. Agora são os EUA e os seus aliados quem desenvolve os mesmos métodos. Porque são os bons (?) que os utilizam, serão menos abjectas estas práticas?

Não se augura nada de bom para a humanidade neste primeiro quartel do século XXI. Em nome da liberdade nunca se cometeram tantas atrocidades. Em nome da livre concorrência nunca houve tanta gente com fome e necessidades. Em nome do social nunca tantos passaram tão mal. Em nome da diferença perseguem-se os diferentes. Em nome da Paz perseguem-se os pacíficos. Contra o domínio dos opressores, solta-se a Besta e perseguem-se e matam-se os oprimidos.

Os muros estão aí de novo.

terça-feira, dezembro 26, 2006

VÉSPERAS NATALÍCIAS COM UM MOLHO ENJOATIVO

Na véspera de Natal tive de ir à farmácia. Por este ano ser domingo tive que procurar a farmácia de Serviço. Quando entrei e tirei a senha de vez, verifiquei que teria de aguardar que fossem atendidas umas 12 pessoas antes de mim. Pressupostamente quem vai a um domingo a uma farmácia, é porque algo de mal ocorre consigo próprio ou com familiares próximos.
Fiquei a pensar nisso enquanto esperava. Nesse mesmo dia à tarde teria de acompanhar o funeral do Necas. Enquanto o conheci, mesmo nos piores momentos, sempre lhe vi um sorriso sereno nos lábios. E uma saudação cheia de ternura. Se a minha mulher ler isto, lá dirá: "-O que é que queres? É gente de Peniche de Cima!". Bom, estava eu neste deambular pelas desgraças alheias, quando sou interrompido pela funcionária que queria abrir o armário dos "bonecos" da chicco.
Uma cliente desse domingo, em que só há uma farmácia de serviço, tinha ido escolher prendas de Natal. Lá fiquei eu e outros desesperados, aguardando que os carrinhos fossem ensaiados, que as músicas fossem tocadas, que os cochichos fossem apertados. Escolhida a prenda, havia que embrulhá-la em papel de oferta.
Todos nós encolhemos nossas dores e doenças mais no fundo de nós mesmos, enquanto aquela "madame" indiferente ao sofrimento alheio, ía para a farmácia do nosso desespero escolher prendas de Natal.
Não sei se aquela senhora teve um Feliz Natal. Provavelmente teve. Mas contribuíu muito generosamente, para que alguns de nós que aguardávamos a nossa vez para sermos atendidos na farmácia da nossa salvação, tivessem pensamentos pouco cristãos naquela manhã da véspera de Natal de 2006.

segunda-feira, dezembro 25, 2006

A NOITE DE NATAL

Em a noite de Natal
Alegram-se os pequenitos;
Pois sabem que o bom Jesus
Costuma dar-lhes bonitos.

Vão-se deitar os lindinhos
Mas nem dormem de contentes
E somente às dez horas
Adormecem inocentes.

Perguntam logo à criada
Quando acordam de manhã
Se Jesus lhes não deu nada.

- Deu-lhes sim, muitos bonitos.
- Queremo-nos já levantar
Respondem os pequenitos.


Mário de Sá-Carneiro (1890-1916)

sábado, dezembro 23, 2006

ESTA PENICHE QUE EU AMO...



































fotos de Hélder Blayer

sexta-feira, dezembro 22, 2006

As palhas do presépio,
menino de Belém,
são hoje flores e rosas,
amanhã serão fel.
Chorais entre as palhas
de frio que tendes,
meu belo Menino,
e de calor também.
Dormi. Cordeiro Santo,
oh vida, não choreis,
que se o lobo vos ouve,
virá por vós, meu bem.
Dormi entre estas palhas:
bem que frias as vedes,
são hoje flores e rosas,
amanhã serão fel.
As que para abrigar-vos,
macias hoje se vêem
são amanhã espinhos
em coroa cruel.
Mas não quero dizer-vos,
bem que vós o sabeis
palavras de pesar
em dias de prazer.
Que embora grandes dívidas
em palhas cobreis,
são hoje flores e rosas
amanhã serão fel.
Deixai o frágil pranto,
divino Emanuel,
que pér’las entre palhas
perdem-se sem porquê.
Não pense vossa Mãe
que já Jerusalém
prevê as suas dores
e chora com José.
[...]
são hoje flores e rosas
amanhã serão fel.


Lope de Vega (1562-1635)

quarta-feira, dezembro 20, 2006

PENICHE NO SEU MELHOR


SEM COMENTÁRIOS



Presidente do Conselho

Directivo da Escola

Preparatória da Lourinhã

Lourinhã

Lisboa, 20 de Setembro de 1990

Exmo. Senhor,

Não posso deixar de protestar pela maneira como V. Exa. me tratou ontem, quarta-feira, pois até parecia querer-me atirar uma bomba atómica para cima só por eu não lhe ter entregue a porcaria desses dois programas que tantas dores de cabeça tive, para conciliar essa merda com o português e o francês de facto.

E ainda por cima, segundo v. Exa. eu teria ainda que pegar "naquilo", quase quase diáriaénte e durante meses como se fosse uma relíquia!!!

Devo onformar V. Exa. que aquilo ao fim deste tempo ficou num tal estado que eu até teria vergonha de mostrar ao meu cão.

Aliás, como xxx ex-directora da biblioteca devo t também informar V. Exa. que ali também crescem merdas dessas, só que não me deram dores de cabeça: apenas me meteram nojo quando uma vez, lhes toquei.

E ainda por cima, V. Exa. deixou, para me vexar, deixou a porta aberta da sala para que toda a gente ouvisse: todo o pessoal administrativo, o professor Zé Manel de Matemática (que saíu incomodado), dois professores que não conheço e que ficaram ali. Que eu saiba! Aliás, este lamentável espectáculo só podia ser apreciada pelo que de pior há nessa escola.

Xxxx E interrompo para ir tomar um duche ! Mas antes antes deixo aqui os meus votos expressos e antecipados para que V. Exa. tenha um Natal Feliz e um próspero Ano Novo.

xx

Maria Roque Reis

domingo, dezembro 17, 2006

UMA PSP PARA O FUTURO
No passado dia 13 do corrente mês em reunião aberta à comunidade, foi apresentado o novo modelo de policiamento que a partir de 1 de Janeiro de 2007 entrará em vigor a título experimental na cidade de Peniche.
A justificação desta escolha está assente em "critérios de natureza policial e de aproveitamento de capacitações académicas recentemente adquiridas pelo comandante da esquadra" de acordo com o comunicado de Imprensa do Comando Policial de Leiria.
Nessa apresentação pública, o subcomissário Martins começou por esclarecer os presentes do que tem sido a evolução dos incidentes criminais nos últimos 30 anos nesta cidade.
Baseada neste estudo, está a divisão da cidade de Peniche em várias zonas e, de entre estas a escolha de 5 para o desenvolvimento do projecto.
Fundamentalmente o que parece mover nesta alteração de postura a PSP, é a passagem de um policiamento reactivo, para um policiamento mais pró-activo antecipando-se aos acontecimentos, através de uma cooperação mais estreita entre a comunidade em geral e os agentes destacados para o efeito.
A PSP procurará intervir pela proximidade nas causas da criminalidade, dissuadindo comportamentos de risco e de perturbação pública e, facilitando o acesso a mecanismos de protecção social, nomeadamente no apoio pós-vitimação.
Duas grandes marcas deixaram este encontro entre a PSP e a comunidade: Uma a análise apresentada do crime na cidade, das suas incidências, da relação causa-efeito entre o crime e o desenvolvimento sócio-cultural da comunidade; Depois, a PSP ter partido de forma lapidar e sem sofismas, do tratamento de dados e da sua interpretação, para uma nova leitura do que terá de ser a sua actuação.
Para quem está habituado a uma PSP pouco esclarecida, terá sido uma pedrada no charco aquilo a que assistimos.
Ficou o exemplo para outros sectores da vida pública. Estudar, ler, interpretar e agir.
Uma ideia me ficou a martelar nos ouvidos sugerida pelo subcomissário. A da criação em Peniche de um Gabinete de Apoio à vítima e, porque não, ao agressor.
Se o primeiro não oferece dúvidas e em relação ao qual é fácil estabelecer consensos, já o segundo é mais controverso e curiosamente é um Polícia que o refere. Mas não existem dúvidas que se não cuidarmos do agressor, este continuará a produzir vítimas. A cadeia por si só não resolve o problema. Se assim fosse com tanta gente condenada, já tinhamos o problema resolvido. Quem apoia e integra o agressor após este cumprir pena? Quem procura antecipar-se ao crime promovendo medidas integradoras e de dissuasão?

sábado, dezembro 16, 2006

PIOR QUE PERDER... É NÃO SABER PERDER
PIOR QUE GANHAR... É NÃO SABER GANHAR

Tenho acompanhado sem interesse mas com atenção, as entrevistas dadas pelos nossos autarcas à Voz do Mar. A oposição cumpre o seu fadário: ser oposição sem originalidade nem estômago. Ressalve-se aqui a postura do Vereador do PS Joaquim Raúl Farto, que com uma atitude inteligente e construtiva, fornece indicadores que a CDU deveria saber interpretar e aproveitar.
Deste conjunto de entrevistas retenho duas ideias.
Uma extraída da que foi prestada pelo senhor Jorge Gonçalves e que passo a referir: "Podemos dividir este primeiro ano de acção do Partido Comunista (as coligações terminam após os actos eleitorais) à frente da Câmara Municipal de Peniche em duas partes." etc, etc, etc.
Com esta afirmação pretende o senhor Jorge Gonçalves informar o público em geral e a população de Peniche em particular, de que são os COMUNISTAS que tomaram o poder em Peniche. " - Eles aí estão. Bem os avisámos! Agora não se queixem!"
Este é o aviso que está implícito naquela informação do senhor Jorge. Como se ainda vivessemos em pleno clima de guerra-fria. Como se o perigo comunista permanecesse sobre as nossas cabeças.
O perigo que hoje corremos é o dos maus políticos destruírem o nosso património comum. Venham eles de onde vierem. Ainda há poucos dias o Dr. Mário Soares interrogado sobre o Presidente da Venezuela, designou-o como pessoa inteligente, corajosa e honesta. Não o pretendeu insultar desigando-o como um "perigoso comunista".
Era tão importante aprendermos com quem nos pode ensinar. Em vez de ficarmos a remoer com derrotas mal digeridas. Inda por cima se somos os únicos responsáveis por essas derrotas. Saber perder é uma virtude que só os grandes homens as têem.
Outra ideia que me ficou é o da CDU não ter sabido ganhar até onde o devia ter feito. No anterior mandato a certa altura e no "Peniche-Directo" tive a oportunidade de criticar o anterior executivo, por não ter sabido aproveitar as potencialidades que existiam pelo facto do Dr Jorge Abrantes fazer parte do grupo de pessoas que dele faziam parte. Com efeito em matéria de pescas, teria sido uma mais-valia, ter solicitado que a representação da CMP lhe tivesse sido atribuída com plenos poderes para a discussão dos diversos dossiers em agenda. Infelizmente com a obtusidade própria dos políticos de capelinhas, isso não foi então feito.
Como agora infelizmete não o é, desaproveitando a presença no executivo da mais valia que é o Dr. Joaquim Raúl Farto. Quem melhor que ele representaria a CMP na construção da Carta Educativa do Concelho de Peniche? Isto para não falar da estupidez que representa não lhe oferecer a cargo de Vereador da Educação a tempo inteiro.
Não nos esqueçamos que em Peniche e neste miserável País, sempre que entregámos a Educação a políticos esta andou décadas para trás.
Para mim esta terá sido a grande desilusão que a CDU representou. Compreendo a primeira nomeação do Dr. Delfim. Mas falhada esta, havia que ter tido capacidade para ler em frente e para o futuro. Porque é que o sector do Turismo poderia ter um vereador de uma força política que não ganhou e o sector da Educação não pode. E se tivesse havido vontade política isto teria sido possível. A solução encontrada foi a pior possível e se Peniche não fosse a terra desinteressante que é, a CDU poderia pagar caro o que fez.
Os professores, e trabalhadores da Educação têm o que merecem. Este concelho também não merece muito mais.
NATAL PENICHEIRO 2006
Num destes dias em que fui dar uma volta com a minha mulher, assisti a um espectáculo insólito que não resisto a contar-vos: As ruas engalanadas já com um Natal que se deseja promissor; as pessoas circulam com ar de quem tem de lidar com as inevitáveis prendas; crianças deambulam com a certeza de quem sabe que ganhou a batalha entre o que querem e o que lhes pretendem impingir;
numa montra de um estabelecimento duma concorrida rua comercial desta nossa pretenciosa cidade, afadingam-se a proprietária e as amigas para tirar o melhor partido das suas sugestões de vendas para um Natal que tarda a converter-se em euros.
De repente saiem duas das amigas do estabelecimento e vão até à rua sugerindo algumas alterações na disposição dos artigos sugeridos. A dona de estabelecimento e decoradora improvisada, de mão na anca vai olhando e retocando. A certa altura pára nos retoques e a mão que ajeita os artigos vai à cara e um dedo afunda-se numa fossa nasal. Eu, a minha mulher, e dois turistas acidentais paramos com o inesperado. Aguardamos... Até que entre o indicador e o polegar sai triunfalmente o que adivinhamos ser um "macaco" teimoso. Rola entre os dois dedos traquinas e atrevido, até que com um gesto mais largo e decidido é deixado cair rapidamente entre o chão da montra, coberto de neve e luzes artificiais.
Esboçam um sorriso os turistas. Dou com mais carinho a mão à minha mulher e vejo mais uma tentativa da Associação Comercial de animar o nosso Natal com vendas, ser traída por aquele macaco traiçoeiro. Que jaz até hoje na montra aguardando nova campanha. Ainda se uma varejeira o levasse paro o ninho...

quarta-feira, dezembro 13, 2006

PEDRO ROLO DUARTE
Há alguns anos que acompanho os "escreveres" de Pedro Rolo Duarte. Tenho (sempre tive) prazer em lê-lo. Primeiro já nem me lembro onde... (terá sido no Blitz?) Depois ao Sábado no suplemento do DN, e agora nele mesmo em crónica às quartas-feiras.
A propósito de um livro de escrita erótico-satírica saído há poucos dias, o PRD divide o mundo da Blogosfera em dois patamares (só!): "os que, por serem assinados por personalidades mais ou menos conhecidas (jornalistas, políticos, intelectuais, escritores), gozam de uma relevância que lhes garante alguma influência na rede, e obedecem até a uma espécie de "livro de estilo" que os inscreve numa normalidade próxima dos média clássicos; e os outros, dos anónimos cidadãos, criados muitas vezes ao sabor de uma paixão ou de um ataque de raiva, e que obedecem somente aos "ventos" dos seus autores".
Pronto. Eu que faço parte dos anónimos, a viver na santa terrinha onde os ventos são mais que muitos, aqui estou neste meu espaço com paixão, mas sem ímpetos raivosos, embora que a raiva presida a muitas das coisas que vou escrevendo. Mas acho esta classificação um pouco minimalista, embora não me repugne subscrevê-la. Aliás, por tanto concordar com ela é que fui resistindo tanto tempo a vir para aqui debitar letras e parágrafos.
Depois lá avancei escudado no facto de que não correria muitos riscos. Não serão assim tantos os que perderão tempo comigo. E como no fundo isto tem o objecto saudável de me permitir escrever um diário ao alcance de todos, aqui estou eu.

segunda-feira, dezembro 11, 2006

UMA CÂMARA SENSÍVEL?
Pessoas amigas chamaram-me à atenção de que a CMP, tinha corrigido a falta de informação sobre as obras municipais, mandando colocar dois cartazes um por cada obra junto ao Campo da República e na Rotunda da Ponte da Lagoa.
Recebi essa informação por SMS em Lisboa, onde me tinha deslocado para fazer exames clínicos no Hospital Pulido Valente. Quando cheguei a Peniche fui de imediato ver os cartazes. Se quanto ao 1º não temos qualquer reparo a salientar a não ser o facto de verificarmos que enquanto ali estivemos, podemos ver inúmeras pessoas a verem e a discutirem o projecto, quanto ao segundo a sua localização impede de todo que quem quer que seja possa visionar o que lá está, pois a movimentação de viaturas na Rotunda não permite observar o que quer que seja.
Se registamos com agrado a atitude da CMP de corrigir uma falha, julgamos que se perde uma parte do seu prestígio e marketing, pelo local escolhido que não é feliz para o efeito da publicidade que se deseja.
O que relevo de tudo isto é no entanto a postura. Que está a melhorar de dia para dia. Custe isto a quem custar. Parabéns!

domingo, dezembro 10, 2006

REPUGNANTE
Sempre que Alberto João Jardim bota palavra, sinto-me incomodado. Conheço inúmeras pessoas do PSD e do PPD/PSD, que são pessoas de bem, educadas, incapazes de ofenderem os seus adversários políticos que não posso acreditar que se revejam nas palavras e métodos daquele senhor.
Ele diz o que quer, sobre quem quer, utilizando a linguagem que quer, sem medir consequências do que quer que seja.
Enfim é uma pessoa que nos habituámos a considerar como intocável. Se admitirmos que somos um espelho dos dirigentes que temos, ou que eles deverão ser o espelho do que deverão ser os nossos comportamentos cívicos, julgo que seria desastroso que os nossos jovens , ou os nossos cidadãos em geral o tomassem como exemplo para assim se referirem às pessoas que lhes desagradam.
O que torna então intocável aquele cavalheiro? Os votos que representa para o PSD nacional? Se assim é, este partido acabará por se auto-flagelar a si próprio.
Arroga-se ao direito de ofender tudo e todos por ser presidente de um Governo Regional? Se é por isso que a Madeira lutou pela sua autonomia então acho que não mereceu a pena.
Seja pelo que for que as coisas acontecem assim, creio que um País que vive com uma classe dirigente que se comporta desta maneira, não tem futuro. Mas tudo isto também não é novidade para ninguém.

sábado, dezembro 09, 2006

CENTRO ESCOLAR DE S. BERNARDINO
No final da década de 80 e princípios da época de 90, foram enterrados neste Departamento do Ministério da Justiça (IRS), mais de um milhão de contos. Quem tiver acesso aos PIDDAC da altura poderá verificar a quanto somaram exactamente esses valores. Na altura todo o projecto era vocacionado para jovens rapazes, que deveriam ali poder concretizar a sua passagen a uma vida activa através de uma formação sócio-profissional equilibrada.
Ainda o projecto não tinha atingido a velocidade de cruzeiro, já estava a ser alterado passando a ser dirigido para raparigas.
O que ali se fez foi um de um luxo asiático. Desde equipamentos hoteleiros ao funcionamento de uma coudelaria, tudo foi pensado e gasto para fazer a reabilitação de jovens com problemas de deliquência e/ou com famílias disfuncionais.
Os utentes tinham melhores serviços que mais de 50% dos nossos jovens ditos em situação regular. O dinheiro que ali se gastou com a reabilitação foi uma quantia verdadeiramente exorbitante ao longo de todo este tempo. Seria importante saber quanto pelo menos nestes últimos 30 anos. Como seria importante ter dados estatísticos sobre os indíces de sucesso dessa actividade só neste Centro.
Ao que parece o MJ/IRS chegou à conclusão que o Centro de S. Bernardino não tendo cumprido os objectivos para que foi criado, poderá ter que vir a encerrar as suas portas.
E os responsáveis por este fracasso... O que lhes vai acontecer? Vai ser alguém responsabilizado ou mais uma vez a culpa vai morrer solteira? E o que vai acontecer a todo aquele equipamento? E a CE não pergunta nada a ninguém?
Bem hajam os que podem fazer deste país um paraiso.

quinta-feira, dezembro 07, 2006

OS OUTROS

Na sequência do que ontem escrevi sobre professores e candidatos a professores, considero ser de clarificar mais um pouco a minha reflexão.
Depois do 25 de Abril, com o alargamento da escolaridade básica e do assumir a consciência por muitos de que saber mais, corresponderia a melhores oportunidades, as escolas receberam milhares de novos alunos tornando manifestamente insuficientes o número de docentes existentes com alguma preparação científica e pedagógica. Por outro lado o número de licenciados e de bacharéis existentes no mercado, também era manifestamente insuficiente para acudir ás necessidades das Escolas e para as necessidades gerais do país que pretendia dar um salto a caminho da Europa.
Recorreu-se então a jovens universitários fosse qual fosse o seu grau de escolaridade e, quando mesmo estes se tornaram poucos, recorreu-se aos que tinham no mínimo o 7º ano liceal e depois, o 11º ano de escolaridade.
Sendo que a Matemática e o Português eram comuns a todos os anos de escolaridade e sempre foram disciplinas pouco acarinhadas aqui aconteceu o que nunca deveria ter acontecido. Receberam em maior número pessoas sem preparação académica, pedagógica e didáctica do que em quaisquer outras disciplinas.
Não foi por isso no entanto que não começaram logo a surgir inúmeras reivindicações no sentido de criar ao Ministério da Educação responsabilidades de ligações contratuais, a estes funcionários temporários que supriram faltas de docentes no sistema. Eram contratados por um ano lectivo, o Ministério da Educação pagava-lhes por isso e aí deveriam ficar as relações de trabalho.
Mas começou por se criar no espírito das pessoas a ideia de que se tinham trabalhado como professores, eram professores, logo teriam de ser respeitados como tal. É a época em que o slogan "A trabalho igual salário igual" foi gritado tanto, que a mentira mil vezes repetida se tornou verdade.
Professores são aqueles que, com formação científica, pedagógica e didáctica, por meio de um conjunto de regras chegam ao patamar em que o Ministério com eles assume um vinculo contratual definitivo.
O facto de uma pessoa tirar uma licenciatura para poder vir a trabalhar como docente, não o torna docente automaticamente. Torna-o candidato a docente. No fundo é o mesmo que qualquer licenciado que tira uma formação académica qualquer.
Seria óptimo que quem se licencia ficasse com emprego garantido. Mas não é assim que as coisas funcionam em nenhum país do mundo.
Cumpriria aos Sindicatos em particular e aos professores em geral desmistificar este raciocínio quando ano após ano se afirma que ficaram milhares de professores no desemporego. Não ficaram nada. Com aqueles que são efectivamente professores não há desemprego.
Cumpre a todos os que têm um vínculo contratual com o Ministério e aos seus representantes legítimos, melhorar os graus de exigência nas escolas. Por mais que exista o recurso a gente fora do sistema para cobrir eventuais faltas, isso não dá a ninguém mais qualquer garantia do que auilo para que foi contratado.
Pode não se considerar com as regras. Mas enquanto elas assim forem, terão de ser cumpridas.
Não digo que ao longo dos anos não se tenha recorrido a pessoas dignas, voluntariosas e capazes. Mas foram contratadas só para aquilo. Para não mais.
Se os sindicatos não fossem tão imobilistas e conservadores, há muito que tinham desmontado estas meias verdades que capeiam nos órgãos de comunicação social como se fossem factos assumidos.
Julgo que se todos começarmos a olhar para o ensino com um grau de exigência maior, assumindo que rigor e produtividade não são só indíces de qualidade para as empresas, talvez os nossos alunos possam começar a surgir no mercado de trabalho com melhores saberes e capacidades, tornando-nos finalmente um país europeu.

quarta-feira, dezembro 06, 2006

GUERRA À MINISTRA
Um sector que pessoalmente não considero muito significativo, tem desenvolvido uma guerra sem quartel à Ministra da Educação, aproveitando-se para isso da luta de audiências nos Jornais dos canais televisivos, e da imaturidade e incompetência na matéria de alguns jornalistas estagiários nomeados para cobrirem manifestações de eventuais professores.
Os Sindicatos de professores que conhecem bem a vontade de protagonismo de um largo sector da população, organizam a manifestação dos "afonsinhos" contra a Direcção Regional de Educação que não pinta e Escola de azul, telefona para o canal X, a informar que daí a 8 dias a Escola vai ser encerrada a cadeado pelos pais e alunos do 1º Ciclo. O canal televisivo com tempo prepara a logística, e no dia em questão lá está a cobrir a manifestação expontânea de pais e educadores contra o Ministério autista e a Ministra prepotente.
Alguns dos dirigentes sindicais há mais de 15 anos que não trabalham numa escola. Antes disso também desempenharam funções em cargos de chefia. Contacto com alunos, Pais e Encarregados de Educação há muito que se perderam no tempo. Muitos só vão às Escolas em altura de Eleições ou de agitação de massas. Era bom saber também quantos dos representantes dos Sindicatos com dispensa de componente lectiva, estão efectivamente a trabalhar na Escola da sua preferência e quantos estão em Escolas afastadas da sua área de residência, representando aquele serviço uma forma de se aproximarem de casa. Quanto a professores sindicalizados, era importante saber quantos o são efectivamente. Quantos pagam as suas quotas. Mas claro que quando se trata de reuniões sindicais nas escolas, nas horas de serviço, sindicalizados e não-sindicalizados, todos têm as suas horas de faltas justificadas.
Parece também que muitos jornais e outros órgãos de comunicação social, confudem professores com licenciados que procuram ser professores. Isto é muito claro sobretudo na altura dos concursos anuais. Professor é aquele que tem um vínculo contratual plurianual com o Ministério da Educação. A grande maioria dos que concorrem (e que depois são o grosso dos manifestantes) são candidatos a professores que não têm qualquer vínculo com o Ministério e que portanto o Ministério não tem qualquer responsabilidade com eles. E, no entanto, todos se dizem professores o que não corresponde minimamente à verdade. Não há nenhum professor com direito a utilizar essa designação que não seja colocado. Os outros são candidatos a professores. Independentemente de durante mais ou menos tempo terem trabalhado no Ensino. O que aconteceu foi que durante um certo tempo o Ministèrio precisou de mais uns quantos, contratou quem concorreu e sabia ao que ía. Prestaram um serviço, o Ministério pagou-lhes por isso, e ponto final.
Em que país do Mundo uma pessoa só por tirar uma licenciatura tem direito a garantia de emprego? Em que país do Mundo uma pessoa que trabalhou algum tempo para uma empresa sem vínculo definitivo, tem direito a ser readmitido naquela ou noutra empresa afim?
Porque é que os licenciados em ensino terão que ter direito a um contrato definitivo e os licenciados em saúde, ou direito, ou mecânica, ou comunicação social, não têm o mesmo direito?
Nem os professores são coitadinhos, nem o Ministério da Educação é o Diabo. Acho que seria bom que se repensassem os qrgumentos desta classe, que tanto tem de dignidade e de valor, para em conjunto, professores (os que de facto o são), alunos, Pais e encarregados de Educação, conjuntamente com o Ministério e comunidades regionais, poderem partir para uma discussão do que deverá ser feito a fim de melhorar a qualidade do nosso ensino, visando a formação de melhores pessoas para o desenvolvimento do nosso país.

segunda-feira, dezembro 04, 2006


O Meu Lamento
A primeira notícia que recebi esta manhã foi a da morte do Jorge Leitão, de seu nome completo Jorge Manuel Leitão Ribeiro. Meu parente afastado, meu amigo, meu aluno dos tempos idos da Escola Comercial e Industrial de Peniche.
Recordo a sua última turma com que trabalhei em 1974/1975. O 6º U, do Curso Noturno de Aperfeiçoamento de Electromecânico. Ele, o Rui Garcêz, o Zé Antunes, o Tó Zé Petinga e o Francisco Lúcio. Um grupinho e tanto. é desse tempo e da sua caderneta da época a foto que se publica.
O Jorge sofreu imenso durante todo o período em que se desenvolveu a doença que o haveria de vitimar. è um lugar comum dizer que não merewcia ter sofrido tanto e que era um bom rapaz. Pois que o seja. O Jorge merecia ter sido mais feliz do que foi.
À família enlutada e muito particularmente ao filho um grande abraço de condolências.
A gente encontra-se por aí Jorge... Até sempre!

domingo, dezembro 03, 2006


NOTAS DISPERSAS

1.

Os meus últimos dias foram passados a instalar o Natal em minha casa. O meu presépio, o presépio da minha mulher (que cá em casa cada um tem o seu presépio próprio), a árvore de Natal e todos os sinais exteriores comuns numa casa de família.
Cá por mim gosto do Natal.Ainda que hoje se tenha constituído uma moda consumista tão gasta como não gostar dele e dizer que era bom é que fosse todos os dias. Sabe-me bem a fruição dos presentes que dou e recebo.
Faz-me bem ver o ar feliz de tanta e tanta gente...
Eu sei que tudo isto é um pequeno momento. Seja lá porque razão for, penso cada vez mais que a vida vale a pena ser vivida ainda que seja só para saborear estes pequenos momentos.
Deixo aqui os meus votos de um Natal muito Feliz e de um Ano Novo de 2007, pleno de coisas boas a todos quantos aqui me lerem. Muito particularmente deixo um terno e quente abraço à minha sobrinha Joana e ao marido Miguel que vão ser pais pela primeira vez. Que este Natal vos faça tão felizes, como já a todos nós nos deram uma Alegria tão grande.
2. As notícias chovem de todos os lados: Existe uma paranóia instalada com a morte de um ex-espião do KGB opositor do Presidente Russo Putin, utilizando como método uma substância radioativa o polónio. Neste embróglio o que me incomoda mais é a atitude dos dirigentes ocidentaís. Por suspeitas muito menos crediveis e graves tem sido ostracizado o regime cubano, como já o foram o norte-coreano, o iraniano, o sírio e o líbio. No entanto as coisas mudaram. Os nossos inimigos de ontem saõ os nossos amigos de hoje que hão-de ser outra vez nossos inimigos de amanhã e assim sucessivamente. Só depende do lado que soprar o Deus "Dinheiro", e o seu fiel amigo o "Poder económico". O eventual
"mandante do crime" o senhor Putin até foi convidado para apagar as velas da festa de aniversário do senhor Presidente Francês, num intervalo de uma sessão amigável da NATO. (Que antigamente se chamava Organização do Tratado do Atlâncito Norte). Mas isso era antigamente. Agora parece mais uma Organização de Tratantes Anti-Natura.
3. O Fidel de Castro parece que já era.
4. O Papa foi à Turquia pedir perdão por se ter esquecido que era Papa e dizer em público o que passa a vida a dizer em privado.
5. O Glorioso ganhou aos lagartos
6. 2007 é o ano em que em Portugal é decretado que é um privilégio ter nascido deficiente. (Pelo menos é o que diz o Orçamento de Estado).