quarta-feira, abril 30, 2008

A OESTE NADA DE NOVOTenho na minha frente o jornal “Correio do Oeste” que se define como um semanário regionalista de 24 de Abril pp. É um jornal de distribuição gratuita que tirei de uma banca na segunda-feira enquanto a Anita comprava os bilhetes para a directa para Lisboa.
Desfolhei o jornal várias vezes e não encontrei uma notícia única sobre Peniche. Minto. Numa secção de flagrantes alguém enviou para lá algumas fotos do IP6 à distância de 5km de Peniche, mostrando sinais vandalizados por escritas espúrias.
Torres Vedras, Óbidos, Gaeiras, Montejunto, Nazaré, Leiria, Marinha Grande, Caldas da Rainha, Foz do Arelho, Bombarral, Sobral de Monte Agraço, são notícia. Peniche “nadica de nada”. E no entanto aqui até se realizaram nessa semana eventos noticiados internacionalmente.
Se pegarmos no “Região de Leiria” a mesma coisa.
Que se passa com esta terra? Condenada ao ostracismo? Ou estaremos a pagar a factura da ineficácia do funcionamento da RTO? Ou será por outras razões? Não que eu tenha uma especial motivação para ver Peniche invadida. Mas faz-me pensar que alguma coisa funciona mal. E que é necessário ver o quê e dar a volta a isso. Ou então fazer a opção clara pelo isolamento.

terça-feira, abril 29, 2008

OS MAFIOSOSTodas as manhãs vou tomar café com a minha mulher a Peniche de Cima ao “Café dos Pescadores”. Tornou-se um ritual. Um destes dias uma pessoa que me conhece e que eu conheço menos bem e que circunstancialmente ali apareceu, interpelou-me. Se eu escrevia para o Jornal da Terra e mais isto e aquilo que era preciso dizer às pessoas.
Eu respondi-lhe que tinha cortado relações com a “Voz do Mar” há já algum tempo, pelo que não podia satisfazer a sua vontade.
E vim-me embora. Mas já estava na rua quando me ficou a roer o que levaria aquela pessoa a vir ter comigo. Voltei atrás e perguntei-lhe. “São os mafiosos, respondeu-me ele”. Estranhei e quis saber quem eram os mafiosos. Com uma cara onde se lia o ódio disse-me. “São os que estão na Câmara. Só sabem fazer festas e não sabem pôr sinais luminosos em Peniche”.Fiquei a saber que Peniche precisa de sinais luminosos. E que a culpa de não existirem é dos mafiosos. Dos que estão na Câmara. Portanto mafiosos da Câmara de Peniche não gostam de sinais luminosos.
Curiosamente reparei que em Torres Vedras em locais nevrálgicos onde o tráfego é diariamente extraordinário, tiraram os sinais luminosos e colocaram rotundas. O que é certo é que o tráfego agora fluí com maior celeridade.
È engraçado como a máfia se vai instalando e proliferando. Porque ser´+a que não gostam de sinais luminosos?

segunda-feira, abril 28, 2008

SEMELHANÇAS E DIFERENÇAS
Hoje fui mais uma vez fazer uma TAC de rotina, ao Hospital Pulido Valente. Levantei-me às 05:30 horas.
Tomei banho, vesti-me e mais ou menos às 06: 00 horas parti para Lisboa. Fui até Torres Vedras e aí apanhei a carreira directa das 06: 50. Cheguei ao Campo Grande e desci a pé a Alameda das Linhas de Torres até ao Hospital. Dirigi-me ao serviço respectivo e às 08: 00 estava a marcar a TAC na Secretaria respectiva. Às 08:30 horas tal como estava marcado chamaram-se e comecei a fazer o exame. Às 09:15 estava despachado. Seguiram-se a mim os utentes que tinham marcação em intervalos de meia hora.
Fui a um café tomar o pequeno-almoço, (o exame era em jejum), apanhei a directa para Torres Vedras às 10:00 horas. Às 11:15 estava em Peniche.
Tentem encontrar as semelhanças (?) ou as diferenças, entre ir a um Hospital em Lisboa que recebe milhares de pessoas diariamente em consultas e exames de serviço externo, ou tentar marcar uma consulta e ser consultados no Centro de Saúde de Peniche.

domingo, abril 27, 2008

sábado, abril 26, 2008

26 DE ABRIL
O Presidente da República falou e os deputados da Nação não gostaram. O Louçã ficou todo enxofrado. É que o Silva fez o trabalho de casa. E eles há muito que não ligam aos TPCs. No seu próprio terreno encontrou-lhes os erros e as falhas. E eles que estão habituados a criticarem os outros não suportam as críticas.
A classe política está de rastos.
Salve-se o PSD que ainda nos vai dando alguns motivos de gozo. A Manuela Ferreira Leite que tem o cognome da pior Ministra da Educação de sempre, já está na calha.
Santana o trapalhão bom-vivant também está eufórico com mais esta aventura. E o Rei dos cabotinos, o impagável Jardim também quer o título de Rei das Berlengas.
Viva a política à Portuguesa.

sexta-feira, abril 25, 2008

PENICHE:
- NO CENTRO DO 25 DE ABRIL
Em torno da prisão política localizada na Fortaleza de Peniche, localizaram-se as atenções dos militares revoltosos contra o regime de Salazar/Caetano.
Em 1974 Peniche era um microcosmo do Portugal de então. Aqui se localizavam,
- A PIDE/DGS com posto de Agentes, Funcionários e informadores
- PSP
- GNR
- Legião Portuguesa
- Acção Nacional Popular
- Mocidade Portuguesa
- Guarda-fiscal
- Posto de AlfândegaSe não nos esquecermos que este é o mais pequeno Concelho do Distrito de Leiria, é curiosa a existência de tanta polícia e vigilantes para um povo de pescadores e agricultores, acolhedor e laborioso. Aqui se fez a defesa do 28 do Maio e o derrube desse regime totalitário. O povo que hoje somos, está condicionado por décadas de obscurantismo e pressão anti-democrática. Não nos espantem as nossas lacunas e dificuldades. Assim tivéssemos a coragem da mudança.

quinta-feira, abril 24, 2008

SEMPRE DE MIM
Para os amantes da música. Para os que vão de Amália a Sinatra. Ou de Aznavour a Piaf. Para quem ama a poesia e o uso que dela se faz com os acordes musicais de Gilberto Gil ou de Adriano. Para quem se deixa levar nos verdes anos de Carlos Paredes ou se comove até às lágrimas com a recordação do Zeca.Para todos estes e os que estão para além do meu conhecimento mas que são meus irmãos e irmãs na música e na poesia, recomendo ouvirem este SEMPRE DE MIM de Camané, que esta semana foi posto à venda.
Ouçam e fruam.

quarta-feira, abril 23, 2008

23 de ABRIL – DIA MUNDIAL DO LIVRO
Quando fui nomeado Presidente da Comissão Instaladora da Escola EB – 2,3 de Atouguia da Baleia, recebi um edifício novo com condições magníficas, muito papel em branco, mobiliário a chegar diariamente e pessoas que ali iriam trabalhar.
Uma das coisas que mais me incomodou, foi que tendo recebido um espaço destinado a Biblioteca com estantes, mesas e cadeiras, não recebi um único livro para colocar lá dentro. Isto na década de 90, prestes a entrarmos no século XXI.
Quero com isto dizer que celebrar o Dia Mundial do Livro num País em que a política Educativa não contempla uma Biblioteca mínima de saberes para uma escola que abre de novo é um indicador claro do que pensa o estado português sobre o Livro e a Leitura.
Ainda hoje, quando tanto se fala em Novas Tecnologias, em computadores para todos, em banda larga e quejandos, continua a não haver uma Biblioteca mínima que confira a todas as crianças e jovens a mesma possibilidade de terem acesso aos conteúdos de leitura essenciais para a Formação Integral dos cidadãos Portugueses.
100 Livros para a cidadania, não me parecem um esforço económico tão grande assim para o Estado Português. E pelo menos os nossos jovens teriam a possibilidade de pelo menos passar os olhos pela lombada de livros que ajudaram a formar o pensamento português.
É claro que todas as escolas acabam por conseguir a sua biblioteca própria. Mas que garantias existem de que há um tronco comum a ligar o todo nacional? A melhor celebração que poderia ser feita vai faltar hoje, como faltou sempre.
Por mim deixo a quem me ler aqui e tendo já passado a fase do desencanto, uma sugestão de compra para um livro importante para o conhecimento do pensamento do século XXI. Refiro-me a “O HOMEM SEM QUALIDADES” de Robert Musil editado pela Dom Quixote. Tornem este livro um livro de cabeceira e de férias. Não se arrependerão.
E VIVA O LIVRO!

segunda-feira, abril 21, 2008

25 DE ABRIL, MAS DEVAGAR
Quando desempenhei funções autárquicas, as reuniões preparatórias das comemorações do 25 de Abril eram um inferno. De tal maneira que eu quase chegava a desejar o 28 de Maio que ninguém celebrava. Aquela 1ª linha da CDU que me aparecia nas reuniões (não digo quem eram porque sou uma pessoa cheia de pudor), apertavam comigo para que o dinheiro corresse a rodos para eles em roda livre, lançarem os seus gritos de: - Vitória! – Vitória! Assim se escreve a História.
Apertado estado eu também do lado do executivo porque havia pouco dinheiro e as comemorações do 25 de Abril eram do povo, não eram de Moscovo (passe a expressão, agora já sem sentido).
Recebi a semana passada o Programa das comemorações do 25 de Abril. Propositadamente não dizem que é o 34º aniversário, porque se o dissessem isso era dar-lhe uma idade prestes da reforma e tornava as festas obsoletas.
Dizer que este programa comemora o 25 de Abril é o mesmo que significar que só por estarmos vivos já somos uma comemoração.
O que é dramático nisto tudo é o cheiro a bolor que tresanda daquele programa. Hoje, o que se exige é que haja criatividade nessas comemorações. De facto para além dos foguetes que agora se limitam à sede de concelho e a Ferrel, são os desfiles de músicos nas ruas ou nos coretos, o Hastear da Bandeira e a Sessão Solene, que configuram as celebrações. O resto são iniciativas mais ou menos estendidas no tempo que tanto podiam ser agora como em qualquer outra altura. E algumas nem dependem da autarquia mas sim de entidade organizadora.
Pior que não fazer, é fingir que se faz, não fazendo.
Eu sugiro em tempo de crise um conjunto de iniciativas para comemorar o 25 de Abril.
- Entrada gratuita no Museu entre 24 de Abril e 1 de Maio.
- A Fortaleza engalanada durante todo o mês de Abril, com o Lema Democracia e Liberdade.
- Exposições colectivas de trabalhos de alunos das escolas por faixas etárias.
- Oferta de uma viagem a um grupo de 40 alunos de escolas a zonas de interesse sócio-cultural, para os 40 melhores trabalhos divididos por categorias diversas.
- Acesso gratuito ao parque de campismo a portadores de cartão-jovem e reformados, entre 24 de Abril e 2 de Maio.
Festejem Abril celebrando-o com a Utopia com que foi feito e não com o ferrete de ideologias caducas. Ou acabem com esta farsa.

domingo, abril 20, 2008

A GENTE,
MENEZES,
MALTEZES E ÀS VEZES...
Não há pachorra para aturar tanta parvoíce. Se eles querem tomar conta do país, também sou candidato.

sábado, abril 19, 2008

FUTEBOL
O Benfica perde 5-3. Os jogadores do Boavista ameaçam com greve. Os Loureiro "caput". Que falta mais nós vermos?

sexta-feira, abril 18, 2008

UM PASSEIO LINDO DE SE DAR
Tenho ouvido e lido informações diversas sobre o destino de alguns portugueses quando têm uns quantos dias de férias. Brasil, Cabo Verde, Serra Nevada, sul de Espanha são as escolhas óbvias.
Mas uma grande parte de todos nós, embora também gostasse de viajar para esses locais tem as restrições que a falta de dinheiro impõe.
Para esses deixo uma sugestão aproveitando o feriado do 1º de Maio e para quem possa fazer a ponte. A minha ideia é um passeio até Trás-os-Montes. Com o objectivo de conhecer melhor uma parte da diversidade deste pedacinho de terra que é Portugal. Miranda, Vimioso, Vila Real, Chaves, Bragança. Creiam que merece a pena. Uns dias para conhecer tradições, culturas, a língua mirandesa. Assistam às Festas do Vimioso de que vos deixo aqui o cartaz.
Antes de irem visitem os sites indicados no cartaz e agucem o apetite por esta parte inigualável de Portugal. Com os meus votos de Boa Viagem. Os outros locais sendo embora muito bonitos, não acrescentam nada às vossas vidas. O que vos proponho pode dar-vos um complemento de alma que vos tornará melhores e mais sábios cidadãos.

quinta-feira, abril 17, 2008

CAIXINHAS DA MINHA AVÓ
Tenho a felicidade de ter tido avós e pais com um grande e apurado sentido de memória e de recordações. Tudo o que representou de alguma forma prazeres nas suas vidas, foi guardado com carinho ao longo dos anos.
E, apesar de muitas terem sido as mudanças de casa entre a Rua Joaquim António de Aguiar, Trav. Garrett e Praça Jacob nunca foram consideradas supérfluas as memórias que nos tornaram uma família.
Quando percorro aos baús onde guardo essas memórias, vou encontrar coisas que me reavivam o meu ser criança, os espaços em que fui criado, os rostos dos meus familiares. Tento passar essa mensagem à minha filha. Para que ela conheça a herança que vale a pena. Aquela que nos torna seres humanos. Aquela que podemos transmitir de geração em geração e nos dá uma riqueza incalculável.
Desta vez foram as caixas da minha avó que me soltaram as memórias.
Antes que tudo os cheiros. Os perfumes Nally, os talcos Ausonia e aquele pó (Maderas do Oriente) que com uma borla se aplicava na cara, conferindo às senhoras aquele ar pálido tornando-as em figuras etéreas.Os pós Tokalon e Aline e os sabonetes Claus que hoje se tornaram objectos de Luxo em Nova York, Londres e Paris.Depois as caixas de Palitos Coimbra e do restaurante Bonjardim em Lisboa, memórias de passeios com o meu pai e o meu avô por esse país fora. O meu avô e os seus bigodes carinhosos. A sua enorme barriga.Estas caixas que guardo com carinho, são a marca de um tempo que guardo. Bem hajam os que as conservaram e que assim se prolongam em mim para lá do tempo.

quarta-feira, abril 16, 2008

À ESPERA DE MARIA
Olá! Cheguei hoje (ontem) a tua casa. Estou à tua espera. Dos teus beijinhos e carinhos. Estou à espera que me dês um nome. Vai pensando nisso, sim? O teu pai vai-me chamando “Pantufa” enquanto tu não me deres nome definitivo. Não me importo desde que tu não demores muito a decidir-te.Também me têm falado num teu amiguinho, um tal de André que anda perdido no meio do Oceano Atlântico. Parece que vem cá no Verão. Ele que não demore muito porque eu quero gente para brincar e me limpar as caganitas.Entretanto vou-me consolando todo no colinho da tua mãe. É tão quentinho. E ela é tão meiguinha. Está-me cá a cheirar que vou ter ciúmes quando cá chegares. Mas ela pode ser querida para mim e para ti.Olha, dá cumprimentos meus ao teu namorado. E ele que se habitue a que quando estás em Peniche os teus beijinhos têm de ser para mim.
Até já Maria.

terça-feira, abril 15, 2008

PROTAGONISMOS
No próximo sábado dia 19 de Abril, vai ser constituída em Peniche a CNIPE, (Confederação Nacional Independente de Pais e Encarregados de Educação).
Esta nova organização que reunirá Pais de Leiria, Sintra, Viseu, Marinha Grande e Lisboa, diz que "A nova confederação de pais quer afirmar-se como alternativa e com uma postura mais crítica e activa em relação ao Governo, nomeadamente em relação ao estatuto do aluno e ao novo regime de gestão de escolas" e que "Não havia outra solução senão criar uma nova organização, que faça qualquer coisa diferente para melhor, e não esteja colada ao gabinete ministerial e que tenha mais capacidade de estar presente nas escolas como nos compete".
Nas televisões ontem, estes e outros “independentes” pais e encarregados de educação apareciam a contestar o “acordo” obtido entre o Governo e os Sindicatos.
O aparecimento da “caixa mágica” conseguiu ter este efeito. A proliferação de vontades de aparecer. Quem não aparece julga-se preterido. Logo, há que adquirir estatuto para poder aparecer. Já existiam mil, cento e setenta e três organizações sindicais de professores. Começam agora a multiplicar-se as de pais. Só falta criarem-se governos múltiplos. Haja paciência! E somos nós um país pequeno. Se tivéssemos o dobro do tamanho o pagode até metia medo.

segunda-feira, abril 14, 2008

A MINISTRA DA EDUCAÇÃO
Cada vez gosto mais da Profª Maria de Lurdes Rodrigues. Negociou com os sindicatos e conseguiu que a avaliação dos professores se tornasse finalmente um ponto assente da política educativa.
Quem é professor sabe que esta história dos créditos por acções de formação, só servíamos interesses dos formadores e das empresas de formação. Só muito excepcionalmente serviram os interesses das escolas e dos alunos. Nos casos que conheci, houve pessoas que largaram os seus empregos para se tornarem formadores profissionais, com módulos de formação que nunca tiveram a ver com as necessidades das escolas e daqueles alunos específicos que as frequentavam.
Só para dar um exemplo: toda a gente sabe que a violência e a agressividade crescem em espiral. E que há escolas onde pelas suas características, a violência tem húmus para crescer e se tornar incontrolável. Em quantas dessas escolas existiram propostas para acções de formação que pudessem prevenir e impedir esse fenómeno. Em quantas escolas existiram acções de formação sobre as novas tecnologias e os comportamentos cívicos que exigem?
Fico possesso quando alguns políticos que passaram o tempo a bramir contra a falta de diálogo da Ministra, passem agora a acusá-la de ter dialogado. Sinto nojo por certos jornais que passaram o tempo em grandes parangonas contra o Ministério da Educação, agora que parecem ter havido sinais de acalmia, as notícias são remetidas para as páginas do interior. É nojo a mais.
Esta senhora conquistou a minha admiração e respeito. Tal como o haviam feito Roberto Carneiro e Marçal Grilo. Que pena sermos o país do “mete nojo”, em que só o que não se faz é bom. Quando se exige mais qualquer coisa dos profissionais, aqui-del-rei que os coitadinhos dos trabalhadores são umas vítimas. Mas de uma coisa tenho eu a certeza. Na Jerónimo Martins ou na Sonae, se não derem o litro estão feitos.

domingo, abril 13, 2008

sábado, abril 12, 2008

PENICHE...

sexta-feira, abril 11, 2008

O HOMEM É LIBERDADE
“Se, com efeito, a existência precede a essência, não será nunca possível referir uma explicação a uma natureza humana dada e imutável: por outras palavras, não há determinismo, o homem é livre, o homem é liberdade. Se, por outro lado, Deus não existe, não encontramos diante de nós valores ou imposições que nos legitimem o comportamento.Assim, não temos nem atrás de nós, nem diante de nós, no domínio luminoso dos valores, justificações ou desculpas. Estamos sós e sem desculpas. É o que traduzirei dizendo que o homem está condenado a ser livre. Condenado, porque não se criou a si próprio; e no entanto livre, porque uma vez lançado ao mundo, é responsável por tudo quanto fizer.”
O Existencialismo é um Humanismo – Jean-Paul Sartre

quinta-feira, abril 10, 2008

O CENTRO EDUCATIVO DE ATOUGUIA DA BALEIA
Tenho vindo a ser confrontado por alguns aspectos que se referem a esta valência. Com a autoridade de quem instalou a Escola EB-2, 3 daquela Vila com um sucesso que a todos surpreendeu, gostaria de lançar aqui um apelo a todos os envolvidos no sentido de não virem a ser responsabilizados pelas gerações futuras como pessoas que não souberam assumir o melhor para os jovens da Atouguia da Baleia.
E o apelo é o seguinte:
- A Vila da Atouguia da Baleia não é propriedade privada de ninguém;
- Mais importante que as cores político-partidárias de cada um, são os superiores interesses das crianças dessa Vila;
- Que quem conhece o fenómeno educativo opine e faça sugestões. Que quem não conhece se cale, ouça e racionalmente tome atitudes em função da razão e não do coração;
- Que leiam e racionalizem o Projecto Educativo do Agrupamento de Escolas da Atouguia da Baleia e o seu percurso ao longo deste anos de funcionamento desde a fundação da Escola. Que depois procedam em conformidade:
- Que não se deixem guiar por interesses privados ou pessoais. Que sejam os altos interesses da comunidade educativa que prevaleçam;
- Que sonhem mas sem que o sonho lhes tolde o raciocínio. Só assim as crianças e jovens da Atouguia os poderão recordar no futuro.

Propositadamente não digo a minha opinião sobre esta matéria. Mas deixo aqui os elementos necessários a uma tomada de posição que a todos engrandecerá.

terça-feira, abril 08, 2008

"DIÁRIO DA MANHÃ"
Tornei-me um leitor compulsivo do órgão oficial das candidaturas PS/PSD às autárquicas. Jornal elaborado com objectivos que se vão clarificando número após número, não deixa de constituir uma óptima fonte de informação sobre o que se passa com aqueles partidos que almejam destronar o actual poder autárquico.
Perdi-me de amores desta vez pela notícia:
“PS elegeu nova comissão política”
Ressaltam desta notícia três factos de morrer a rir. O primeiro é que sendo a nova (?) COMISSÃO POLÍTICA constituída por 30 elementos, só 20 pessoas nela votaram. O que significa que desde logo nem os próprios acreditam e se sentem mobilizados por tanta (Ah! Ah! Ah!) novidade. Mal vão as coisas quando nem os próprios acreditam em si.
Depois retenho a afirmação do novo Comissário. A da “incapacidade do partido em chegar ao coração dos eleitores” como razão para o seu penúltimo desaire eleitoral. Digo penúltimo quando me refiro às autárquicas, porque o último foi o que deu corpo à notícia em apreço.
Depois a informação que aparece no corpo da notícia de que Jorge Gonçalves não faz parte desta lista. Se a ideia é a de que morto o “bicho acaba a peçonha” e que agora o PS já limpo do responsável pelo desaire autárquico, já constitui uma boa aposta para os eleitores, isto só pode ser para rir. Até parece que nós não percebemos como funcionam os partidos políticos. E até parece que não vemos quem gravitava e gravita nas anteriores e nas actuais esferas do poder socialista em Peniche.
Continuem a dar-nos notícias destas e a gente vai ver o que acontece depois… Nem com um milagre da santinha se safam.

segunda-feira, abril 07, 2008

DAVID FONSECA
A revista “Pública” de dia 6/04/08 traz uma extensa entrevista com este cantor-autor que me suscitou o maior interesse. Tudo quanto se refere a este músico suscita o meu particular interesse dadas as suas ligações a Peniche. Filho da Dina Malheiros e do Fonseca, conheço a sua mãe desde sempre e o pai desde que a mãe foi estudar para a Escola do Magistério em Leiria onde se encantou de amores por ele. Tenho apreciado o percurso do DF com entusiasmo e sou um ouvinte cuidadoso da música que vai produzindo. Para além disso sempre achei nas entrevistas que fui lendo que ele tem as ideias bastante arrumadas.
Voltando à entrevista da “Pública”, para além do seu percurso na música é convidado a expor a sua visão sobre diversos temas da actualidade, confirmando na conversa que desenvolve que está muito para além de um simples ícone das novas gerações. A propósito da Internet, DF afirma a certa altura:
“Estou muito por dentro da Internet… Os miúdos expõem-se por completo. Os tempos são de excesso e eles têm estas ferramentas todas à mão. Há uma espécie de sede de protagonismo brutal. A ideia de que está todo o mundo a nossos pés, quando se tem 14 anos, é muito tentadora.” O sublinhado é meu.
Ao ler isto recordei-me dos textos bíblicos quando Jesus no deserto é submetido às tentações demoníacas. Fui então à Bíblia e retirei em São Lucas o texto que se aplicava à afirmação de DF.
«Levando-o a um lugar alto, o diabo mostrou-lhe num instante, todos ao reinos do universo e disse-lhe: “Dar-te-ei todo este poderio e a sua glória, porque me foi entregue e dou-o a quem me aprouver. Se te prostrares diante de mim, tudo será teu.”» Será o Diabo o tempo que vivemos? Será o “You Tube” a tentação suprema? Serão as salas de “chat” o inferno de que falam as escrituras? Teria o Demo utilizado um portátil para mostrar a Jesus o Mundo Global? Serão premonitórias as palavras do Evangelho segundo São Lucas?
Foi aqui que como num flash me assaltaram dúvidas sobre o papel das gerações mais velhas na preparação dos mais jovens para um mundo que dia a dia se torna mais complexo e mais difícil de perceber. Que valores lhes transmitimos? Afirmamos amar os nossos filhos e não conversamos com eles. Dizemos que somos professores porque adoramos ensinar, mas os conteúdos científicos cedo se esquecem e os professores-referência cada vez são mais raros.
E quando exponho estas interrogações não estou a fazer humor. Sinto que estas alegorias contadas merecem uma leitura actualizada aos tempos que correm.

domingo, abril 06, 2008

sábado, abril 05, 2008

Um micaelense vai a um concurso de televisão e o apresentador pergunta:
- Como se chamam os habitantes de Ponta Delgada?
Após 4 minutos de silêncio, o micaelense responde:
- É home,... todos, todos ê na sei !
Com o amável contributo de H. Blayer

sexta-feira, abril 04, 2008

AS NOTÍCIAS SÃO EFÉMERAS
A história do telemóvel já mete nojo. Embora tudo o que seja uma possibilidade (ainda que remota) de implicar a Ministra da Educação nos males congénitos portugueses seja assunto de noticiário.
Então conseguiu-se ir buscar a um relatório de ocorrências nas escolas, a apreensão de uns quantos objectos susceptíveis de se tornarem perigosos por uso endivido, num certo período de tempo e transformou-se isso em assunto de 1ª página.
Está na moda durante algum tempo (não vai ser muito) defender professores e funcionários das escolas contra os alunos e seus pais. Mas a moda vai passar. Os que agora são heróis vão passar rapidamente a vilões. Preparem-se.

quinta-feira, abril 03, 2008

SER FREGUESIA HOJE
Na sequência do que ontem publiquei e que já tem 7 anos, sinto desde logo a frustração de pensar que pouco mudou de então para cá. Será mesmo a vontade de servir e ser útil que move os que desempenham funções políticas nas Juntas de Freguesia? Ou será só o trampolim para novas metas?
Os dramas já vividos por algumas juntas no actual mandato, com guerras surdas que chegam a atingir o sórdido, não são de certeza sinais de preocupação pelo serviço público. E aos cidadãos importa pouco quem tem razão. Importante é saber que eles são mesmo a preocupação primeira dos autarcas e não as suas questiúnculas pessoais.
Quando estamos a falar de Juntas de Freguesia não estamos a falar de snobismos fáceis e de tentativas serôdias de tapar o sol com a peneira.
Trabalhem com o dinheiro que vos é dado para tornar mais aliciante os espaços em que vivemos e já nos sentimos gratos. E quando tiverem os sapatos rotos, mandem-nos ao sapateiro consertar. Não os levem ao pasteleiro. Pode ser que assim consigam justificar a vossa existência.

quarta-feira, abril 02, 2008

FREGUESIAS OU... CLIENTELAS?
Fui ao meu arquivo pessoal e encontrei um escrito meu de Outubro de 2001 com o título em epígrafe, que vou re-publicar na íntegra:
“A capacidade de Progresso e Desenvolvimento de um povo, de um país, de uma região ou de um lugar, mede-se pela sua capacidade de adaptação à mudança no respeito pelas suas tradições e cultura.
Sabemos que o assunto em que vamos hoje “mexer” é polémico, quiçá tabu. Mas o período que atravessamos (eleições autárquicas), é favorável à discussão. Logo, parece-nos adequado.
E, ainda que tudo fique como dantes, tal como o “quartel-general em Abrantes”, é bom que esgotada a análise se fique com a consciência plena durante algum tempo mais, que há que trabalhar para corrigir erros, ou que deveremos manter a situação existente.
Para o efeito em causa, convido os leitores a analisarem o quadro que segue:
DISTRIBUIÇÃO GEOGRAFICA DAS FREGUESIAS DO CONCELHO:
Ajuda – 4 km2 – 8639 hab – 2160 hab/km2
Conceição – 0,61 km2 – 4846 hab – 7944 hab/km2
S. Pedro – 2,25 km2 – 2109 hab – 937,5 hab/km2
Atouguia – 47,90 km2 – 7987 hab – 167 hab/km2
Ferrel – 13,70 km2 – 2348 hab – 171,50 hab/km2
Serra – 8,50 – 1383 hab – 163 hab/Km2

Os quatro concelhos do Distrito de Leiria com menos de 100km2 são respectivamente:
- Bombarral 91 (5 Freguesias)
- Nazaré 82 (3 Freguesias)
- Peniche 77 (6 Freguesias)
- Castanheira de Pêra 67 (2 Freguesias)
Dos quatro Concelhos referidos e na sua sede, apenas em Peniche a sede concelhia tem mais de uma Freguesia (3 mais precisamente), o que também não corresponde à generalidade dos pequenos e médios concelhos do todo nacional.
A Cidade corresponde a 8,9% do território concelhio,
a freguesia da Ajuda a 5,2%, Conceição a 0,8% e S. Pedro a 2,9%.
No que diz respeito a expansão demográfica, Ajuda será no futuro a única Freguesia que reúne condições para isso acontecer por duas ordens de razão: A tendência natural (que se verifica a nível mundial) para a desertificação habitacional dos Centros Históricos das Cidades, e pelas condicionantes da expansão definidas pelo PDM e pelo POOC.
Acresce que das três Freguesias da Cidade, duas delas (Conceição e S. Pedro) vivem numa situação de indigência pecuniária verdadeiramente calamitosa. De facto, por força da aplicação dos critérios de aplicação dos fundos financeiros atribuídos às Freguesias (o FFF), estas duas Freguesias nem sequer conseguem ir mais longe no seu Plano Anual de Actividades, que os encargos administrativos com o seu funcionamento e mesmo assim, graças ao apoio mensal em verbas com que a Câmara Municipal injecta estas duas Freguesias.
Não podemos esquecer o surrealismo que foi quando no início do actual mandato, por força de uma dificuldade financeira momentânea da Câmara Municipal, que demorou um pouco mais de tempo a atribuir esses fundos, um dos Presidentes de Junta ameaçou fechar as portas.
Enquanto que as Juntas de Freguesia Rurais, desenvolvem toda uma actividade que ultrapassa em muito a actividade burocrática, com intervenções sólidas no arranjo de caminhos e ruas, no trânsito, na segurança, na Educação, no Desporto, Cultura e Lazer, na Cidade uma parte importante destas actividades é da responsabilidade da Câmara Municipal, sendo que a única Junta que com alguma disponibilidade financeira pode ir mais além é a da Ajuda, independentemente dos méritos de cada um dos seus Presidentes e executivos respectivos.
“Juntar” as três Juntas da Cidade seria um acto de coerência política, de rentabilização de recursos físicos, materiais e humanos, que a todos beneficiaria.
Que impediria que tal acontecesse? A diminuição de lugares na Assembleia Municipal? O perigo de uma força política, ou organização unitária, se tornar hegemónica na representação dos habitantes da Cidade? Que inconvenientes de ordem prática? Não ganharíamos todos, na potencialização dos melhores de entre nós, visando uma causa comum? Não se ganharia em capacidade reivindicativa? Em representatividade?
Ao menos que o assunto se discuta. E que se chegue a uma conclusão. Pelo menos para os tempos mais próximos”.

terça-feira, abril 01, 2008

PARABÉNS!!!
A minha sobrinha Maria Carlos foi mãe hoje de manhã.Trata-se de uma Clarinha que veio ao mundo para o tornar mais feliz. E aos seus pais. A Maria Carlos e o Albino. E à Francelina e ao Álvaro Jorge. E à avó bisa, a Mariazinha. E aos muitos tios e primas e primas. E aos muitos amigos.
Quero que a Clarinha seja uma menina tão linda como a mãe o é. E que nos ajude com ela a conquistar a felicidade a que todos os que nascem têm direito.Parabéns a todos nós e muitas felicidades e alegrias para a Clara.

segunda-feira, março 31, 2008

O ANJO ANCORADO
1ª Edição – Editora Ulisseia, Lisboa, 1958, Capa Sebastião RodriguesFaz agora 50 anos (Junho) que José Cardoso Pires publicou “O Anjo Ancorado”. Romance que relata o encontro de gente ansiosa por um Portugal mais moderno e mais cosmopolita, mas que se sente bem no país real, com gente simples e sem as subtilezas das grandes metrópoles.
Local do romance a região de Peniche. Tenho para mim que a aldeia de S. Romão não é mais do que S. Bernardino. Paira no ar um certo ar de uma esquerda intelectualizada ou bem na vida. João, industrial e proprietário de terras com cerca de 40 anos, que vem de Talbot Lago carro potente a dar nas vistas com a sua última aventura, Guida Sampaio, professora do liceu de 23 anos.
Ele vem praticar caça submarina e recarregar baterias da vida agitada de Lisboa. Cruzam-se com o miúdo que vende rendas de bilros e com o velho que apanha pequenas aves nas falésias. Estes e os aldeões fazem-nos pensar se as suas verdades serão assim tão intactas como pensam.
Seria interessante retomar este romance onde Cardoso Pires o deixou. Fazer uma comemoração dos 50 anos da sua publicação e aproveitar para pensar no Peniche que éramos em 58 e no Peniche que hoje somos. Que gente fomos e em que gente nos tornámos. A comemoração dos 50 anos de publicação do “Anjo Ancorado” para a qual seria interessante convidar alguns escritores e críticos literários, poderia dar à Câmara Municipal de Peniche uma visibilidade no mundo das letras que nem sempre é possível conquistar.José Cardoso Pires em Peniche escreve este seu Romance, (assim define ele próprio este seu livro), Ruy Bello escreve alguns dos seus mais belos poemas aqui. Amália canta Peniche.
Porque não nos interrogamos sobre a terra que fomos e onde é que intelectualmente podemos ainda chegar. Valerá a pena?

domingo, março 30, 2008

SEM PALAVRAS...

sábado, março 29, 2008

FREGUESIA DA AJUDA
Sabe bem olhar para o símbolo da Freguesia da Ajuda. O Farolim e o mar. Os dois elementos do património comum daquela freguesia que mais a identificam. Escolha acertada e feliz.

quinta-feira, março 27, 2008

DÍFICIL DE ENTENDER
Maltratar cidadãos portugueses quando se manifestam com polícia de choque, GNRs, PIDES e afins, isso é um atentado contra a liberdade de expressão que tem de ser condenado.
Maltratar tibetanos que lutam por um regime autonómico para a sua região, isso é combater as forças reaccionárias que tentam dificultar o desenvolvimento da China e não deve ser condenado.
Prender e torturar pessoas em Guantánamo é repressão condenável. Prender e torturar pessoas em Gulag é a defesa das conquistas do socialismo.
Encarcerar pessoas em Peniche e Caxias é um atentado à democracia. Manter pessoas presas em Cuba ou na China é defender as Lutas da Revolução.
Concluo que a tortura e a prisão por delito de opinião são legítimas ou não, em função de quem determina a sua execução e não pelos seus efeitos contra a dignidade dos seres humanos que são a elas submtidos.

quarta-feira, março 26, 2008

ANIMAIS QUE RECORDAMOS
Os animais em nossa casa foram sempre parte da família. Sem excessos. Com conta peso e medida. Mas por isso mesmo convivemos sempre com eles de forma mais ou menos pacífica. É claro que houve alguns que nos "tocaram" mais. A Vickie e o Mr. Tom foram isso mesmo. Dois casos à parte. A Vickie foi uma cadelinha que me ofereceram quando eu era professor na Lourinhã. Era uma uma ternura e assistiu como parte activa ao desabrochar da nossa filha. O Mr. Tom era um gatarrão persa que se perdeu de amores pela minha Anita. Aquilo era uma paixão que só visto. Estes dois fazem parte ainda hoje das nossas memórias com um carinho muito especial. Resta dizer que eles se adoravam entre si.

segunda-feira, março 24, 2008

A OFENSA
O membro da Assembleia Municipal, José Leitão, suspendeu o seu mandato como forma de desagravo por ofensa que lhe foi dirigida pelo actual Presidente da Câmara.
Leio e fico perplexo. Então a maneira de ultrapassar isto é deixar de dar o seu estimável contributo àquele Órgão Autárquico e a Peniche?
Quem vai rejubilar com esta atitude é o Sr. Presidente da Câmara que, pelo menos durante 3 meses não tem que enfrentar o seu opositor.
Antigamente estes assuntos resolviam-se com uma luva, escolha de padrinhos e um duelo. Agora passou-se a uma nova fase da discussão política. Se no hemiciclo de S. Bento cada vez que alguém chama mentiroso a um adversário, o eventual mentiroso suspendesse o mandato, lá tínhamos as bancadas completamente renovadas.
Recordo o tempo em que o PSD tinha ganho a Câmara e que com as alianças com a CDU conseguiu a presidência da Assembleia Municipal. Meu Deus! O que eu e os meus camaradas do PS nessa altura sofremos às mãos da autocracia do PSD e da CDU…
E todos aguentámos estoicamente sem nunca suspendermos o mandato com acusações de “lana-caprina”. Passados 12 anos tudo é diferente. Os vencedores de ontem são os acusados de hoje. E emerge nisto tudo uma nova liderança que tendo estudado na escola dos “Leitões” se tornou a sua própria tortura. É a revolta contra o “pai”. Cá se fazem, cá se pagam. A mim tudo isto me dá um certo gozo. Ainda bem que se trata só de política.

domingo, março 23, 2008

PENICHE…
“…um dos focos irradiadores da prática dos círios em Portugal, entre os séculos 11 e 12
Assim noticia o pasquim que se vai publicando cá pelo burgo. (sublinhado meu)

sábado, março 22, 2008

A MINHA OPINIÃO
Nestes últimos dois dias temos sido bombardeados, nos Jornais, nas TVs, nas rádios, com um filme feito por alunos de uma turma de uma escola do Porto, sobre uma luta dentro de uma sala de aula entre uma professora (?) e uma aluna, que disputavam um telemóvel.
O filme que dura uns quantos minutos, é o relato de uma cena eventualmente chocante para a maioria dos cidadãos, que têm passado o tempo o assobiar para o lado como se o que se passasse nas escolas, só muito transversalmente lhes dissesse respeito.
Começo por afirmar que a atitude da aluna é merecedora de uma sanção exemplar. Em seguida penso que os restantes alunos da turma envolvidos num desejo mais ou menos macabro de entrarem para as galerias dos cinemas, terão de ser igualmente punidos por serem co-responsáveis. Em graduações diferenciadas, mas de forma a aprenderem para o resto das suas vidas o que quer dizer SOLIDARIEDADE e RESPONSABILIDADE.
Mas, ao contrário do que tenho visto afirmado por aí, há uma pessoa que não pode ficar impune nesta situação. È a pessoa que dizem ser a professora.
Que pessoa é aquela que depois de tudo aquilo ter acontecido, não sente nem vontade nem necessidade, de relatar por escrito aos seus superiores hierárquicos um acontecimento daquela natureza?
Que pessoa é aquela que tem por missão ser um pedagogo que não sabe controlar os seus alunos?
Que pessoa é aquela que não sabe ver quando os limites do razoável são excedidos, que já não é solução desenvolver uma batalha campal com um jovem que por não ter valores não percebe o que se está a passar, mas antes ser ele a deixar o campo ao jovem para recomeçar do zero até o fazer assumir a natureza da sua culpa.
Que formação tem esta pessoa que não sabe comportar-se com a cabeça fria perante um facto que a arrastar-se, só pode ter consequências dolosas para todos?
Se os alunos têm de ser culpabilizados perante os seus erros, os professores têm de ser confrontados com as consequências da sua incompetência, pedagógico-didáctica. E no entanto não vi ninguém referir que todas as pessoas que participaram naquele filme, merecem nota negativa pelo seu desempenho.
- Se ainda não perceberam muito bem, é por estas e por outras QUE OS PROFESSORES NÃO QUEREM SER AVALIADOS. Quando eu fiz estágio se tivesse tido um desempenho destes, nunca teria chegado a professor. Como irá ser avaliada esta pessoa que vimos neste filme?
PS: - O que os políticos disserem sobre esta matéria, é irrelevante. È só para fazer chicana. Não é com o objectivo de ver para além da árvore.

sexta-feira, março 21, 2008

DIA DA POESIA – 21 DE MARÇO
Uma poeta e dois poemas neste dia, sem outra palavras que não sejam: - VIVA A POESIA!
Deixo-vos com Natália Correia
A defesa do poeta

Senhores jurados sou um poeta
um multipétalo uivo um defeito
e ando com uma camisa de vento
ao contrário do esqueleto

Sou um vestíbulo do impossível um lápis
de armazenado espanto e por fim
com a paciência dos versos
espero viver dentro de mim

Sou em código o azul de todos
(curtido couro de cicatrizes)
uma avaria cantante
na maquineta dos felizes

Senhores banqueiros sois a cidade
o vosso enfarte serei
não há cidade sem o parque
do sono que vos roubei

Senhores professores que pusestes
a prémio minha rara edição
de raptar-me em criança que salvo
do incêndio da vossa lição

Senhores tiranos que do baralho
de em pó volverdes sois os reis
sou um poeta jogo-me aos dados
ganho as paisagens que não vereis

Senhores heróis até aos dentes
puro exercício de ninguém
minha cobardia é esperar-vos
umas estrofes mais além

Senhores três quatro cinco e Sete
que medo vos pôs por ordem?
que pavor fechou o leque
da vossa diferença enquanto homem?

Senhores juízes que não molhais
a pena na tinta da natureza
não apedrejeis meu pássaro
sem que ele cante minha defesa

Sou uma impudência a mesa posta
de um verso onde o possa escrever
ó subalimentados do sonho!
a poesia é para comer.

Queixa das almas jovens censuradas

Dão-nos um lírio e um canivete
e uma alma para ir à escola
mais um letreiro que promete
raízes, hastes e corola

Dão-nos um mapa imaginário
que tem a forma de uma cidade
mais um relógio e um calendário
onde não vem a nossa idade

Dão-nos a honra de manequim
para dar corda à nossa ausência.
Dão-nos um prêmio de ser assim
sem pecado e sem inocência

Dão-nos um barco e um chapéu
para tirarmos o retrato
Dão-nos bilhetes para o céu
levado à cena num teatro

Penteiam-nos os crânios ermos
com as cabeleiras das avós
para jamais nos parecermos
conosco quando estamos sós

Dão-nos um bolo que é a história
da nossa historia sem enredo
e não nos soa na memória
outra palavra que o medo

Temos fantasmas tão educados
que adormecemos no seu ombro
somos vazios despovoados
de personagens de assombro

Dão-nos a capa do evangelho
e um pacote de tabaco
dão-nos um pente e um espelho
pra pentearmos um macaco

Dão-nos um cravo preso à cabeça
e uma cabeça presa à cintura
para que o corpo não pareça
a forma da alma que o procura

Dão-nos um esquife feito de ferro
com embutidos de diamante
para organizar já o enterro
do nosso corpo mais adiante

Dão-nos um nome e um jornal
um avião e um violino
mas não nos dão o animal
que espeta os cornos no destino

Dão-nos marujos de papelão
com carimbo no passaporte
por isso a nossa dimensão
não é a vida, nem é a morte
~

in "O Nosso Amargo Cancioneiro"

quinta-feira, março 20, 2008

A MINHA SINCERA HOMENAGEM
Ao Padre Bastos
No dia em que se celebra mais um ano da vida que escolheu. Ao Homem. Ao cristão. Ao sacerdote. Quinta-feira Santa é o dia em que se celebra a instituição da Missa Cristã. A distribuição do Vinho e do Pão. É o dia do Sacerdócio.
O meu amigo, o meu padrinho, o meu professor.
Ao que parece encontra-se neste momento menos bem. A minha solidariedade para com ele. Os meus votos de umas rápidas melhoras. Não vou perguntar a ninguém por ele. É um sentimento que está expresso entre mim e ele. Mas estou desejoso de o rever e ouvir.

quarta-feira, março 19, 2008

19 de MARÇO
Dia de S. José - Meu Patrono
Dia do Pai - A minha mesma homenagem de sempreDia deste poema que vos ofereço

A PEDRA NEGRA (excerto)

E fico, absorto e triste, a ouvir o vento
Gritar os seus remorsos,
Nesta soturna casa onde nasci,
Onde fui dado à sombra, e não há luz,
Porque nascer, meu Deus, é já morrer,
O berço é já sepulcro.

E fico absorto e triste. Vejo o lume
Que se extingue, por fim. As chamas débeis
Rastejam sobre o tronco requeimado,
Quais asas debatendo-se na morte…
Embranqueceram de frio as brasas rubras
Que o sopro dum fantasma ocultamente
Parece reavivar…
… … …
Que multidão no espaço do meu lar!
Que multidão enorme e que deserto!
Ó sempiterna ausência de meu pai!
Que frio e que tristeza, neste grande
Enegrecido lar desconfortável,
Como esta velha casa de abandono,
Sempre aberta ao luar das horas mortas,
Ao silêncio da noite, aos ermos ventos,
E às sombras outonais… Ó minha casa
Sepultada num lívido crepúsculo
Que são vagos fantasmas confundidos
Na mesma nódoa escura… E nele pairam
Ermas vozes que eu ouço e ninguém ouve,
Aparições que eu vejo e mais ninguém,
Visões que só meus olhos incendeiam
E neles deixam rastos espectrais
E lágrimas de dor…

Teixeira de Pascoais

terça-feira, março 18, 2008

TEMPESTADE NO MAR
Que temos tido um início de ano muito invernoso todos os que vivemos em Peniche demos por isso. Acautelando a ignorância dos forasteiros nessa matéria, o barco colocado à entrada de Peniche, junto à Rotunda do campo de futebol dá sinais disso mesmo.
Foto do barco no dia da partida rumo ao mar

Situação actual, ameaçando eminente naufrágio. As velas caídas. Coitados dos que embarcaram naquela aventura.

Veja-se o tamanho dos “parafusinhos” que fixavam aquela estrutura. O tamanho do suporte (vê-se no chão) que segurava um dos mastros não é mais que uma hipótese de fixação.
O engenheiro que estudou a colocação desta embarcação (estou a rimar de propósito) não sabe os efeitos do vento aqui na região. Coitado. Vê-se à légua que tirou a licenciatura em engenharia na Universidade Independente.

O Naufrágio deu-se há meses. Mas ninguém repõe a situação anterior. Graças a Deus. Pindérica escultura que o tempo destruiu, esperamos a bem de Peniche que não volte a ser reposta. Não há uma alma caridosa que com uma chave de porcas faça tombar os 3 pint... sobrantes?

segunda-feira, março 17, 2008

30 ANOS DEPOIS
Portugal (ou os portugueses) é um país carregado de idiossincrasias. Somos territorialmente muito pequeninos. Não temos propriamente regiões assim tão díspares. O mais que em termos de dialectos nos podemos orgulhar é do mirandês. Nazareno e algarvio e alentejano são mais formas de expressão atávicas.
Temos apesar de tudo um conjunto de acontecimentos que para todos nós são difíceis de compreender quando pensamos em assuntos que ultrapassam a nossa zona geográfica de viver.
Como compreender que todo um povo de uma região vá consolidando a sua fé profunda em alguém, ao longo de 30 anos, com as características de Alberto João Jardim? O homem ofende toda a gente. Políticos e não políticos. Figuras institucionais. O Rei da Madeira por vontade dele, do povo daquele arquipélago e de alguma entidade divina, faz o que quer, diz o que quer, ofende quem quer, desde que se oponham àquilo que ele próprio designou como a autonomia a que ele próprio tem direito.
O mais estranho de tudo é que depois de tanta “merda” que diz, não há quem o ponha no lugar. Perceber isto é difícil.
Entretanto o PS ganha as eleições a nível nacional porque não há alternativa, A CDU ganha em Peniche pelas mesmas razões. E todos nos sentimos cada vez mais sem esperança em dias melhores.

sábado, março 15, 2008

FILINTO ELÍSIO (1734/1819)
Qualquer semelhança entre o que se passava há 200 anos e agora…é pura e acidental coincidência.

Soneto

Nasci – logo a meus pais custou dinheiro
o baptismo, que Deus nos dá de graça.
Tive uso da razão – perdi a graça –
dei-me ao rol – chegou a Páscoa – dei dinheiro.

Quis casar com uma moça – mais dinheiro.
Brinquei com ela – não brinquei de graça:
que aos nove meses me custou a graça
para o Mergulhador capa e dinheiro.

Morreu minha mulher – não lhe achei graça
e menos graça no arbitral dinheiro
da oferta; que o prior não vai de graça.

Se o ser cristão requer sempre dinheiro,
como cumprem com dar graças de graça
os que as graças nos vendem por dinheiro?

sexta-feira, março 14, 2008

A “CAGANÇA”
Com a camisa de fora das calças e óculos de sol na cabeça eles, de mini-saia ou top elas, uns e outros a viverem uma juventude há muito perdida.
Adeptos de “rolinhas”, bares de alterne, do Tóni Carreira ou da revista que mais fale da vida alheia. Eles e elas têm um prazer em comum, o baile das viúvas.
O supra sumo para elas é juntarem-se em magotes e fazerem jantaradas de mulheres nas alturas próprias, dizendo em voz alta: - É o nosso dia! Maridos e filhos que se safem sozinhos.
Eles adoram os lanches ajantarados, jogar ao “shépe”, agarrar no carro para ir à Nazaré ou ver o Sporting. O Peniche já não é moda.
Poucos se recordam de ter vivido no Carreiro ou nas casas da Macedónia. Algumas vezes porque a terra é pequena e não se pode esconder tudo, afirmam que nasceram e foram criadas num “condomínio fechado”, como se o Bairro do Fialho tivesse culpa do que lhe querem chamar.
Usaram boina branca no tempo da “tinha” e frequentaram a Escola do Filtro por causa da Tracoma. Hoje recusam recordar-se e alguns e algumas, porque é moda, terminam por vezes as conversas afirmando: - O Salazar é que faz falta!
Mas lá “cagança” têm os novos-ricos. Ou os que tal se julgam. E estes últimos ainda são os piores. Enchem as Pastelarias, comem pão com linguiça, fazem caminhadas e, com isto tudo, borrifam-se para a comunidade desde que não sejam incomodados nos seus “pequeninos privilégios”.

quinta-feira, março 13, 2008

PARABÉNS A VOCÊ
O Hélder Blayer faz hoje anos. 35. Está velho como um porra. Faz também hoje 10 anos que começou a trabalhar em Peniche, embora que a sua estadia tenha sido breve.
Tenho o privilégio de ser seu amigo. E que a minha família toda sem excepção tenha adoptado a sua família. Existe aqui uma identidade que vai para além da relação física. O André, a Ivone e o Ziri, fazem também parte do nosso Natal.
O Hélder depois de regressar aos Açores agarrou-se com unhas e dentes à “sua” TSF e hoje conquistou já o seu lugar no panorama radiofónico e jornalístico açoriano. Tenho acompanhado a sua actividade na cobertura do Parlamento Regional com grande interesse. Também o seu programa Plenário Extra está a merecer os maiores elogios das diferentes forças políticas da Região dos Açores.
Deixo-vos em jeito de homenagem pública ao Hélder, no dia dos seus anos, dois exemplos de actividades em que ele é mestre. A morada do seu blog que revela nesta campo uma excelência a todos os título notável.
http://www.zirigunfo.variavel.com/
E para que todos possam usufruir da imagem, aqui vai uma foto dele que espero que vos agrade tanto, como me agradou a mim.

quarta-feira, março 12, 2008

O QUE FAZER?
“Podemos enganar muita gente durante muito tempo, não podemos enganar toda a gente durante todo o tempo” Sir Winston Churchill

Quem ler a 1ª página e a página de opinião de um jornal apócrifo que nos últimos meses tem surgido a circular em Peniche, pensa que em definitivo a Câmara local atingiu a ruptura financeira total.
Em primeiro lugar é importante referir que isto não é importante para ninguém. Nem para os próprios que nunca serão imputados judicialmente se levarem a câmara à falência. Em segundo lugar até parece que aquilo que a CDU faz não é exactamente igual ao que fizeram o PS e o PSD.
Seria interessante que este jornal (?) para ser isento, publicasse os valores em divida da Câmara quando o PS e o PSD dirigiram os seus destinos, no mesmo período de tempo. Seria interessante também publicar qual o valor da divida contraído pelo PSD e transmitido ao PS e, qual o valor que o PS transmitiu à CDU.
O que esta coisa que se auto-intitula de jornal faz, é prestar um mau serviço à Democracia e à informação dos eleitores. Mas ele também não existe para isso. Foi só criado para fazer derrubar a CDU de uma posição que era por direito natural (?) do PSD e do PS. Pelo menos é assim que os dirigentes locais desses partidos pensam. Que lhes faça bom proveito.
Não mudem de atitude e depois digam que são os que votam que são burros.

terça-feira, março 11, 2008

2 IMAGENS
De um dia pouco agradável em Peniche.

Numa delas o Mar relembra-nos que não é domável.Na outra, a fragilidade das plantas que constituem o coberto vegetal do carreiro do cabo vai fazendo vingar a sua beleza, irrompendo como tufos de harmonia numa paisagem que os empreendedores imobiliários ainda não tocaram.

segunda-feira, março 10, 2008

BREVES
Este fim-de-semana foi uma fonte inesgotável de notícias.
Os professores abriram a caixa de Pandora.
O Zapatero ganhou as eleições em Espanha.
O Camacho deixou o Benfica.
O Sarkozy perde em toda a linha em França.
O Sporting caminha para o abismo.
Mariluz foi encontrada morta num rio.
A menina inglesa continua bem “enterrada”.
Peniche continua a pertencer ao Distrito de Leiria.
O GDP ganhou 8-1
Está tudo como “d’ antes…quartel general em Abrantes”

sábado, março 08, 2008

A CARTA
Junto ao corpo de um suicida a polícia encontrou a seguinte carta:

“A quem possa interessar:
Não culpem ninguém pela minha morte, Deixo esta vida hoje porque um dia mais e eu acabaria completamente doido. Tudo isso porque tendo enviuvado eu tornei a casar com uma viúva que também tinha uma filha. (Soubesse eu o que sei hoje e teria ficado viúvo até ao fim dos meus dias).
Meu pai, para minha maior desgraça, também era viúvo, enamorou-se, e casou com a filha da minha mulher. Resultou daqui que a minha mulher se tornou sogra do seu sogro, minha enteada ficou sendo minha mãe, meu pai era ao mesmo tempo meu genro.
E ao fim de algum tempo a minha filha trouxe ao mundo um menino, que veio a ser meu irmão.
Com o decorrer do tempo a minha mulher também deu à luz um menino que, como irmão da minha mãe, era cunhado de meu pai e tio do seu filho, passando a minha mulher a ser nora da sua própria filha.
Eu fiquei sendo pai da minha mãe, tornando-me irmão do meu pai. Minha mulher ficou sendo minha avó, já que é mãe da minha mãe e assim, acabei de ser avô de mim mesmo.”


João Manuel

sexta-feira, março 07, 2008

ESCOLA INDUSTRIAL E COMERCIAL DE PENICHE
3º ANO DO CURSO DE FORMAÇÃO DE SERRALHEIROS
ANO LECTIVO 1960/1961

Andava um “bichinho” cá dentro a roer-me. Não ter a certeza sobre quem era essa turma completa roía-me. O Presidente do Conselho Executivo da Escola Secundária e os seus Serviços Administrativos procuraram-me esses dados e agora já os tenho a todos. Para meu sossego e para repor a verdade dos factos, aqui está a lista completa. Para que conste.
- Alberto Manuel Almeida Lourenço
- Carlos Alberto da Conceição Agostinho
- Carlos Manuel da Rocha Laranjeira
- João José Chicharro Remígio
- Jorge Alberto Boto Machado
- José Júlio Martins Rapaz
- José Maria dos Anjos Costa
- Manuel Maria Dias
- Manuel do Carmo Jesus Homem
- Rafael dos Santos Costa
- Saúl da Silva Baptista

quinta-feira, março 06, 2008

SOMOS O QUE SOMOS E O CONTRÁRIO DISSO MESMO
Detestamos a insegurança do Gueterres e a firmeza do Sócrates. Clamamos contra os Governos com prazo avulso, mas não queremos os que tenham maioria absoluta. Bramamos contra o desperdício dos outros, mas o nosso é o direito à propriedade individual.
Alguns clamam pelo “tempo da outra senhora”, mas se um qualquer Governo assume uma atitude mais musculada na aplicação da lei, “aqui-del-rei” que a democracia está a ser posta em causa.
Elogiamos o asseio e a limpeza dos países europeus, mas se a ASAE encerra sanitariamente pocilgas que fazem de restaurantes (ou restaurantes que mais parecem pocilgas), lamentamos os “coitadinhos” dos proprietários e elogiamos a “tipicidade” do lugar.
Passamos a vida a dizer mal dos professores. Que são incompetentes. Que não conseguem ter mãos nos miúdos. Que são maus educadores. Que são péssimos pedagogos. Mas quando o Governo os pretende avaliar para distinguir o “trigo do joio”, lamentamos os coitadinhos e acenamos-lhes com simpatia.
Somos portugueses. Não temos emenda.

quarta-feira, março 05, 2008

OS MEUS BONS FANTASMAS
Os anos passam e a gente começa a poder olhar para trás. Neste pensar às “arrecuas”, fogem muitas coisas que na altura foram importantes, e sem saber como, começamos a recordar outras que estão guardadas no fundo de nós mesmos com amarras invisíveis que nunca mais nos largam.
De entre muitas coisas que não esquecemos, a Morte é uma delas. A morte de um pai ou de uma mãe. De um avô ou de uma avó. De um amigo ou amiga. De uma pessoa conhecida. Todos passámos por mortes que nos marcaram ao longo da vida. Também eu tenho mortes que me marcaram e que nunca consegui digerir. o Que ainda hoje recordo. Sobretudo porque foram mortes muito estúpidas. Mortes que nos colocam à prova por não fazerem sentido nenhum.

Eu ainda andava na escola primária. A minha mãe ou a minha avó mandaram-me comprar uma quarta de café ao Aníbal da Cooperativa. Quando cheguei à Rua Garrett, junto à antiga sapataria R. Costa, um grande movimento de pessoas indiciava que alguma coisa se tinha passado. Do alto do prédio de três pisos que ainda lá se encontra, tinha caído um vaso que caíu sobre a cabeça de uma criança da minha idade matando-a de imediato. A imagem dessa criança caída no chão, ainda hoje está na minha memória.

O filho mais novo do Chalica (o tal da célebre frase), trabalhava na oficina do meu pai. Eu tinha nessa altura uns 13/14 anos. Ele não teria mais anos que eu, e era um miúdo com uma vida extraordinária. Uma força da natureza. Um dia adoeceu com uma gripe ou com anginas, já não me recordo. O que é certo é que passado pouco tempo lhe descobriram uma leucemia. Passado pouco tempo morreu. Tenho gravada em mim essa morte fora de tempo.

Eu tinha uns 18 anos. Uma noite a brutal notícia chegou a Peniche. O Mário, o neto do Josué padeiro, tinha morrido num acidente de automóvel quando se dirigia para casa a passar o fim-de-semana. O Mário era um rapaz que nos tocava a todos com a sua boa disposição. Para todos os que o conheciam ele não podia estar naquela estrada àquela hora. A Morte ia encontrar-se com outra pessoa. Não vejo ainda hoje a mãe do Mário, sem me recordar dele. Não passo junto à porta da antiga padaria, sem pensar que ele a todo o momento pode sair por aquela porta.

Eu era professor na Escola Técnica de Alcobaça. Telefonaram-me para a Escola. O Carlos Laranjeira tinha morrido num acidente. O Carlos era uma referência para todos nós. Era o aluno mais brilhante que conheci até hoje a Matemática. Os professores davam-nos um problema para resolver e ainda nós não tínhamos começado, e já ele por puro cálculo mental o tinha resolvido. O Carlos Laranjeira optou por ir trabalhar com o pai em vez de continuar a estudar. A Igreja de S. Pedro foi pequena para acolher todos quantos o quiseram acompanhar. Ainda hoje me sinto revoltado com o seu desaparecimento.

Recordo estes meus conhecidos e amigos que se foram desta vida descontentes. Porque tudo isto se passou há mais de 30 anos e ainda hoje todos permanecem vivos no meu espírito. O tempo não os apagou da minha memória, vá-se lá saber porquê. É claro que recordo muitos outros. Mas tenho sempre transportado estes comigo, com ternura e amizade. Aprendi a viver com eles. São os meus bons fantasmas.

terça-feira, março 04, 2008

O QUE OUTROS DIZEM
“ A oposição às reformas educativas é ‘sindicalismo em estado puro’ com pretensa ‘superioridade moral’. Mas o que parece uma força é, na verdade, uma fraqueza.”
António Correia de Campos – Diário Económico
“Os professores vão para a rua porque uma senhora com um saudável mau feitio (…) acabou com o Ministério dos Professores e tenta, há três anos, criar o Ministério da Educação.”
António Ribeiro Ferreira – Correio da Manhã
“…por mais legítima que seja a defesa de interesses profissionais dos professores (o que não está em causa), não existe nenhuma razão para crer, pelo contrário, que eles coincidem com os interesses das escolas e dos seus utentes, que cabe ao poder político prosseguir.”
Vital Moreira – Público

segunda-feira, março 03, 2008

O DRAMA DE QUERER TER RAZÃO…SOANDO A FALSO
Mal ou bem, participei em sistemas de avaliação de professores que continham alguma verdade. Quer como agente passivo, quer como agente activo.
Refiro-me às avaliações a que fui submetido enquanto estagiário em Coimbra na Escola Rainha Santa Isabel. Aí tínhamos uma grelha de avaliação a que éramos submetidos, e dois orientadores de estágio que nos avaliavam, onde tinha algum peso a auto-avaliação e a avaliação conjunta que os estagiários faziam do trabalho de todos os colegas. Era o chamado estágio clássico que foi extinto sem honra nem glória.
A seguir surgiu o chamado Modelo de Formação Global, em que durante dois anos os estagiários com a colaboração de um professor Delegado e de um Orientador, desenvolviam as suas actividades no domínio do ensino-aprendizagem, da Escola e do Sistema Educativo. A avaliação final era fruto de uma negociação directa entre todos os intervenientes e o Conselho Pedagógico. Também este sistema desapareceu sem rasto.
A seguir vem o vazio até agora. Os professores apareciam nas escolas hipoteticamente já formados, pese embora não terem tido qualquer experiência pedagógica.
Depois ao longo do tempo, frequentavam umas acções de formação sem qualquer utilidade e recebiam por isso uns créditos que lhes conferiam a necessária capacidade para serem promovidos na carreira. Aqueles que fizessem os mestrados, subiam na carreira sem mais nada.
E assim se foram passeando os professores nas escolas, até que agora de novo se pretende questionar tudo o que foi o seu desempenho. Como se quem paga os ordenados não tivesse o direito de o fazer. Como se os pais e encarregados de educação que pagam com os seus impostos os vencimentos dos Docentes não pudessem questionar a sua actuação.
As grelhas de avaliação têm lacunas? Algumas coisas são incorrectas? Aplique-se as grelhas e corrijam-se no que estiver errado. Agora nada que era o que existia, isso não. Nos últimos anos que desempenhei funções em Conselhos Directivos, limitava-me a tomar conhecimento do que os professores diziam ter sido a sua actuação. A lei e aquilo que o status determinava, era que não merecia a pena fazer ondas. Assim agi.
Não posso hoje estar mais de acordo com a senhora ministra. Quem não gosta de ser avaliado é porque alguma coisa tem atravessado na garganta.

domingo, março 02, 2008

POR FAVOR…

Levem-me a sério.
Sou homem de letras, engenheiro,
Sou doutor advogado.
Levem-me a sério.
Quem quiser saber escrever
Ou dizer
Ou fazer petições ou rotundas
Fale comigo.

Irra!!!
Levem-me a sério.
Sou um jovem licenciado cheio de talento.
Sou o futuro da nação de gente burra e inculta.
Eu é que sei. Sou licenciado. Sou engenheiro.

Levem-me a sério.