quinta-feira, maio 15, 2008

UMA CASA SEM DESTINOFoi quando eu estava a desempenhar funções autárquicas na Câmara Municipal que o TRAQUINAS foi ocupar um novo espaço, libertando definitivamente aquilo que foi em tempos a CASA DE TRABALHO, escola de formação de Rendilheiras para as filhas dos pescadores.
Isto aconteceu mesmo no final dos anos 90. Nessa altura, o actual Presidente da Câmara que ao tempo era presidente da ADEPE e que estava empenhado no lançamento da “A COMPANHA”, exerceu enorme pressão junto da Câmara Municipal e do Ministério da Solidariedade Social, para conseguir fazer reverter a favor daquela nova instituição as instalações que então tinham ficado devolutas. A ideia tanto quanto me recordo era transformar aquele património em CENTRO DE DIA. A guerra de vontades entre o então Presidente da Câmara e o seu posterior sucessor foi mesmo de “cortar à faca”.
10 anos depois aquelas instalações estão num estado de degradação que agora poderá ser irreversível. O edifício é “terra de ninguém”.O principal litigante nessa contenda de então, é o agora Presidente da Câmara e não se conhece publicamente qualquer tomada de posição sobre o que ali não está a acontecer. A menos que o anúncio tenha sido feito numa festa promocional em Faro.
Eu sei que já existe a Universidade Sénior pelo que o centro de dia não será tão necessário. Mas continua a faltar um espaço para o Museu/Escola das Rendas de Bilros.
O que vai acontecer ali, naquele espaço, vai dizer respeito a todos nós. Esperemos para ver o que vai ser a vontade do patrão do espaço/penicheiro.

quarta-feira, maio 14, 2008

JORNAIS E JORNALISTASDesde muito novinho que me habituei aos Jornais e a quem os escrevia. Em casa de meus avós era o DN e o Século. Em casa de meus pais era o Diário Popular.
Quando passei a ter mesada dividia-me entre o Diário de Lisboa e a República.
Depois do 25 de Abril passei a deambular em função do que me motivava, ou do que me parecia ser sério ou com senso e ético.
Á medida que o capitalismo desenfreado deu lugar ao liberalismo vampiresco, cada vez se tornou mais difícil comprara e ler jornais. Pelo menos para mim que vomito quando pego no Correio da Manhã, ou que fico com enxaquecas só de olhar para o 24 Horas.
No sábado dia 10 de Maio comprei o Expresso, o DN, o Público, o JN, a Bola, o Record e o Jogo.
Se bem se recordam 10 de Maio foi o “Dia Seguinte” ao mais importante facto que aconteceu neste país em 2008. Foi o dia em que se souberam os resultados das punições que atingiram os agentes do futebol.
Curioso que os jornais generalistas ocuparam mais espaço com isso que os jornais desportivos. Para estes era o princípio do fim da galinha dos ovos de ouro. Há mesmo um desportivo que praticamente omite na 1ª página essa notícia.
Dos generalistas, existem dois que noticiam o assunto de forma mais soft. Refiro-me ao DN e ao JN. Porque será? Terá a ver com o grupo a que pertencem?
Gastei dinheiro em muitos jornais e fiquei a compreender melhor a lógica com que são feitos. Mas reafirmei o meu propósito de não confiar.

terça-feira, maio 13, 2008

221 ANOS
13 de Maio de 1787

Nasce em Peniche, no Largo da Lagoinha D. António Vicente Ferreira Viçoso.
Baptizado na Igreja da Ajuda.
Sendo de Peniche de Cima e da Freguesia da Ajuda só podia ser uma pessoa extraordinária.
Foi Bispo de Mariana no Brasil.
Humanista
Lutou pela defesa dos escravos.
Está em curso o seu processo de beatificação. Não que ser santo o torne melhor pessoa do que foi. Só lhe dá reconhecimento público.

segunda-feira, maio 12, 2008

DITADOS POPULARES

Tão ladrão é o que vai à horta, como o que fica à porta.

Tradução (segundo o dicionário de Bob Geldof)
Ladrão = Governo MPLA angolano
Horta = Angola
O que fica à porta = Sucessivos Governos Portugueses/BES e quejandos

domingo, maio 11, 2008

JOAQUIN SABINOOuçam a música deste autor/cantor de Espanha. Não há muitos discos (infelizmente) editados em Portugal. Mas a gente sempre pode ouvvir/ver no YouTube.

sábado, maio 10, 2008

sexta-feira, maio 09, 2008

NEM A PROPÓSITO
Tendo ontem vagueado pelas asas dos sonhos da Faculdade, saí de casa e fui cumprimentar amigos. Eram 10:45h. Na rua Marquês de Pombal, no cruzamento com a Rua Garrett, estava parada uma carrinha de caixa aberta com a carroçaria cheia de materiais não identificáveis para mim.
À sua volta um grupo de 6/7 jovens (rapazes e raparigas) bebia cerveja mitigando uma sede que teimava em não desaparecer. Vestiam t-shirts amarelas que os identificava como caloiros da outra Universidade de Peniche. A ESTM. As pessoas passavam e entre risos e goles de cerveja lá iam dizendo: “Viva Peniche”.
Eu fui-me afastando e de repente ouço uma discussão mais acalorada. Parei e olhei e é então que um deles, solta um brado daqueles de encher qualquer porto de estiva: “- Oh pá! Merda. Vai para o car----“.
Saí dali pensando com os meus botões. Se são caloiros e tratam-se assim, o que dirão quando terminarem a licenciatura…
Valha-nos a Universidade sénior, que esta está muito por baixo.

quinta-feira, maio 08, 2008

OS NOMES DAS COISAS – II
Estou ansioso por assistir à abertura do Ano Lectivo da Universidade Sénior de Peniche e ouvir o discurso do Magnífico Reitor. O Cortejo no Salão Nobre com os Lentes de Capelo, deve ser um acontecimento memorável.
Haverá semana do Caloiro?
Quem promoverá as praxes e de que tipo serão?
E o desfile da Queima… Sonho que se mobilizem todas as vontades de Peniche para que seja um evento com um brilhantismo ímpar.
Finalmente uma Universidade Independente, sem cor político-partidária. Peniche Tornou-se uma cidade Universitária.

quarta-feira, maio 07, 2008

OS NOMES DAS COISAS
É um hábito nosso. Temos de dar nomes às coisas. Sem isso perdemo-nos na incapacidade da identificação. Mas os nomes são supérfluos. Mutáveis. Dependem do momento. Quantas vezes não se tornam olvidados. Ou pior ainda, odiados. PIDE/DGS. UN/ANP. Ponte SALAZAR/25 DE ABRIL.
Vem isto a propósito do parque de lazer criado à entrada de Peniche. O executivo propôs designá-lo de determinada maneira. A oposição, que só pode entreter-se chamando nomes, opôs-se às propostas apresentadas.
E o parque desportivo e de lazer ficou sem nome. Não que isso tenha alguma importância. O que é importante é o que lá está, em detrimento das montanhas de areia que lá estavam.
O PSD mais preocupado em futilidades do que em ter um mínimo de credibilidade para o futuro, parece agora mais preocupado em preservar o passado de Peniche, do que quando teve responsabilidades autárquicas.
O PS, pela voz do representante do Governo Civil com assento na Câmara Municipal de Peniche, acha que Abril e Liberdade são cargas políticas fortes já consolidadas. (Onde é que esta personagem tem andado, em que país tem vivido?).
E entre nomes ou sem eles, lá vai cumprindo aquela zona de lazer a sua função, indiferente aos “idiotas” a que temos direito.
Peniche é mesmo uma terra pequenina.

terça-feira, maio 06, 2008

DÁ-ME LUME ?Quando hoje se discute por tudo e por nada. Quando se contesta o encerramento de Centros de Saúde. Quando se cortam estradas para impedir que se paguem portagens.
Quando tudo isto acontece é bom recordar os “bons velhos” e engraçados tempos que não são assim tão distantes, em que para acender um cigarro com isqueiro era preciso tirar uma licença. E digamos que não era nado barato. Por um ano de acender isqueiros pagava-se 50$00. O equivalente hoje a 4 000$00. Ou 20€.
Quem não tivesse licença, pagava 250$00 ou seja, o equivalente a 100€.
Desse valor seriam 30% para quem participasse a infracção. Mas se houvesse alguém que tivesse denunciado um amigo ou conhecido por usar um isqueiro sem licença, esse denunciante recebia 15€ de prémio.E ao que consta nunca houve nenhuma manifestação pública de “populaça” a queixar-se destas situações. Comiam e calavam. Excepto os que passavam a vida a reclamar contra esse estado de coisas. E que eram muito poucos.
É bom que se conheçam e recordem estas coisas. Quando hoje todos são heróis perante uma câmara de TV, era bom que preservássemos e defendêssemos os valores da Democracia e da Liberdade, que tanto custaram a atingir neste país.
E quando acenderem um isqueiro recordem-se que esse acto, também significa uma conquista ganha a 25 de Abril de 1974.

segunda-feira, maio 05, 2008

OBVIAMENTE DEMITO-MEO que eu pensaria que já não me aconteceria, deu-se mesmo. Sempre pensei que a minha vontade de aderir ao PS, seria a última manifestação de vontade pública e política de dar o meu nome, e com ele o meu contributo a uma causa colectiva de solidariedade pela coisa pública.
Sou de esquerda (se é que isso hoje ainda faz sentido) e é numa área democrática, republicana e plural que me revejo. Mas tenho dúvidas de que o PS hoje represente esses valores. É evidente que compreendo que a cultura de poder exige determinados compromissos. Mas não posso aceitar é que se ponham causa os valores fundamentais da democracia pluralista, para atingir determinados objectivos. E o direito ao voto é um desses princípios fundamentais. Sem o qual nada faz sentido.
Podem dizer-me que o PS mantém no seu seio pessoas de princípios socialistas que não transigem com esta transmutação em nome de valores de governação. Acredito que sim. Mas eu não tenho paciência para isso. Não vivo da política partidária, nem nunca vivi. Não tenho de transigir com certas atitudes para poder continuar a dizer o meu nome de cabeça erguida.
Muito claramente afasto-me deste PS. Ele representa uma ficção em que se diluíram os valores que o formaram para dar lugar a uma versão soft de um partido social-democrata de tendência exclusivamente de governo liberal. Isso pode ser necessário para afirmar este PS no poder. Mas eu não sou capaz de me sentir militante e continuar de cabeça erguida perante os que sempre me conheceram e conhecem. Não em nome desta ausência de valores. Desta negação da Utopia que fez o PS ser um Partido mobilizador e de causas. Verdade que não faço falta nenhuma ao PS nacional e muito menos ao PS local. Em nome da minha dignidade pessoal e do respeito que me merece o partido em que militei, dele me afasto, sem constrangimentos nem rancores.
Em anexo publico a carta em que apresentei a minha demissão.

Anexo:
José Maria dos Anjos Costa
Militante nº 33319
R. Joaquim A. Aguiar 46, 1º
2520-458 Peniche

Às estruturas responsáveis do PS
Assunto: Pedido de Demissão

A decisão do Secretário-Geral do PS, de levar ao Parlamento a Ratificação do TRATADO EUROPEU, ou TRATADO DE LISBOA, é para mim pessoalmente de uma gravidade extrema. Não está em causa se eu estou de acordo ou não com o que foi aprovado. Está em causa que depois de toda uma vida a lutar para que os portugueses pudessem decidir dos seus destinos, o PS que se vinculou com os Portugueses a referendar esse Tratado, tenha liminarmente decidido através dos seus dirigentes que os portugueses não têm capacidade eleitoral para tomar tal decisão.
E por favor não queiram fazer de mim mais “burro” do que aquilo que sou. Tenha aquilo o nome que tiver, é uma decisão única e definitiva sobre o que queremos de nós na Europa. Chame-se constituição ou tratado. Tenho 63 anos e já vi mudar-se o nome a muitas coisas, embora os seus objectivos se mantenham.
Odeio pensar que o PS se tornou um Partido acéfalo em que toda a minha gente “encarneira” com aquilo que os que detêm o poder conjunturalmente decidem. Não foi para isto que tantos portugueses deram o melhor de si ao longo de lutas sem fim contra um regime autoritário e obsoleto.
Não foi por isto que existiu a Fonte Luminosa.
Mas se o PS se revela igual ao que de pior a Democracia pode dar, se a defesa dos meus direitos essenciais como a Livre Expressão e o exercício do meu Direito ao Voto, deixaram de ter valor, então, eu já não faço nada neste PS, pelo que solicito que a partir desta data considerem sem efeito a minha filiação.

Com os melhores cumprimentos,
Peniche, 24 de Abril de 2008
José Maria dos Anjos Costa

domingo, maio 04, 2008

DIA DA MÃE
Poema à mãe

No mais fundo de ti,
eu sei que traí, mãe!
Tudo porque já não sou
o retrato adormecido
no fundo dos teus olhos!
Tudo porque tu ignoras
que há leitos onde o frio não se demora
e noites rumorosas de águas matinais!
Por isso, às vezes, as palavras que te digo
são duras, mãe,
e o nosso amor é infeliz.
Tudo porque perdi as rosas brancas
que apertava junto ao coração
no retrato da moldura!
Se soubesses como ainda amo as rosas,
talvez não enchesses as horas de pesadelos...
Mas tu esqueceste muita coisa!
Esqueceste que as minhas pernas cresceram,
que todo o meu corpo cresceu,
e até o meu coração
ficou enorme, mãe!
Olha - queres ouvir-me? -,
às vezes ainda sou o menino
que adormeceu nos teus olhos;
ainda aperto contra o coração
rosas tão brancas
como as que tens na moldura;
ainda oiço a tua voz:
Era uma vez uma princesa
no meio de um laranjal...
Mas - tu sabes! - a noite é enorme
e todo o meu corpo cresceu...
Eu saí da moldura,
dei às aves os meus olhos a beber.
Não me esqueci de nada, mãe.
Guardo a tua voz dentro de mim.
E deixo-te as rosas...
Boa noite. Eu vou com as aves.

Eugénio de Andrade

sábado, maio 03, 2008

sexta-feira, maio 02, 2008

CHUMBAR OU NÃO CHUMBAR EIS A QUESTÃO
Muito se tem dito para atacar a Ministra da Educação. Uma das atitudes lapidares é a de afirmar que a ministra pretende que se passem os alunos sem que eles tenham adquirido conteúdos mínimos.
Para isso acrescenta-se que é o facilitismo que impera. É a regra de “passar” de ano os alunos para poder corresponder às estatísticas de Bruxelas.
Julgo que a resposta foi dada pela própria ministra um dia destes ao afirmar que “facilitismo é chumbar. Rigor e exigência é fazer com que todos aprendam”.
Eu acrescentaria que é fácil e cómodo chumbar. Fácil porque desistindo do aluno, não dá trabalho ao professor. Cómodo porque dá uma imagem de um professor exigente perante a opinião pública. Normalmente são os “queques” quem ofende a ministra de forma espúria. Se os queques forem políticos melhoram os substantivos de ofensa. A estes juntam-se os professores que não querem que se olhe para eles. E quanto menos derem nas vistas melhor. Por isso as manifestações colectivas são tão a seu jeito.
A escola selectiva que queques e políticos frequentaram, deu lugar à escola inclusiva. Se é que sabem o que isso significa. Julgo que nem as escolas ainda o perceberam bem. Nem os professores. Que continuam a leccionar segundo os estereótipos com que eles próprios foram ensinados e que vêm do tempo da 1ª República.
Passámos de uma escola onde as crianças eram todas iguais, para uma escola do século XXI em que todas as crianças são diferentes. E lidar com a diferença nunca foi fácil. Desistir (chumbar) é o caminho mais cómodo. Mas seguramente vai ser também o mais caro do ponto de vista material e humano.
Nunca me esqueço do caso de L.(Chamo-lhe assim para não ser identificado). A mãe de L era prostituta. O pai alcoólico. Abandonado pelos pais foi criado pela avó que coitada, não mais fazia que gerir a miserável pensão com que vivia. L. vivia um dia de cada vez e assim foi andando até que chegou ao 1º ciclo. A sua maior ambição era sair da terrinha em que vivia e ir para a grande cidade. Por tudo isso foi vivendo aos trambolhões entre o 5º e o 6º ano. Chumbando consecutivamente. Os professores habituaram-se a esses chumbos consecutivos e já nem se incomodavam quando ele nem as aulas frequentava. A Directora de Turma dizia que não havia nada a fazer. Aos 14 anos e com o 6º ano por fazer conseguiu que a mãe o deixasse ir viver com ela. Pediram transferência para a grande cidade. Professores e escola continuaram a desistir dele e ele, aos 15 anos, abandonou definitivamente a escola com o 2º Ciclo incompleto.
A última vez que o vi percorria os caminhos da prostituição juvenil.
Os chumbos sucessivos e a incompetência da escola e dos seus professores (nos quais me incluo) fizeram dele o jovem que ele hoje é.

quinta-feira, maio 01, 2008

quarta-feira, abril 30, 2008

A OESTE NADA DE NOVOTenho na minha frente o jornal “Correio do Oeste” que se define como um semanário regionalista de 24 de Abril pp. É um jornal de distribuição gratuita que tirei de uma banca na segunda-feira enquanto a Anita comprava os bilhetes para a directa para Lisboa.
Desfolhei o jornal várias vezes e não encontrei uma notícia única sobre Peniche. Minto. Numa secção de flagrantes alguém enviou para lá algumas fotos do IP6 à distância de 5km de Peniche, mostrando sinais vandalizados por escritas espúrias.
Torres Vedras, Óbidos, Gaeiras, Montejunto, Nazaré, Leiria, Marinha Grande, Caldas da Rainha, Foz do Arelho, Bombarral, Sobral de Monte Agraço, são notícia. Peniche “nadica de nada”. E no entanto aqui até se realizaram nessa semana eventos noticiados internacionalmente.
Se pegarmos no “Região de Leiria” a mesma coisa.
Que se passa com esta terra? Condenada ao ostracismo? Ou estaremos a pagar a factura da ineficácia do funcionamento da RTO? Ou será por outras razões? Não que eu tenha uma especial motivação para ver Peniche invadida. Mas faz-me pensar que alguma coisa funciona mal. E que é necessário ver o quê e dar a volta a isso. Ou então fazer a opção clara pelo isolamento.

terça-feira, abril 29, 2008

OS MAFIOSOSTodas as manhãs vou tomar café com a minha mulher a Peniche de Cima ao “Café dos Pescadores”. Tornou-se um ritual. Um destes dias uma pessoa que me conhece e que eu conheço menos bem e que circunstancialmente ali apareceu, interpelou-me. Se eu escrevia para o Jornal da Terra e mais isto e aquilo que era preciso dizer às pessoas.
Eu respondi-lhe que tinha cortado relações com a “Voz do Mar” há já algum tempo, pelo que não podia satisfazer a sua vontade.
E vim-me embora. Mas já estava na rua quando me ficou a roer o que levaria aquela pessoa a vir ter comigo. Voltei atrás e perguntei-lhe. “São os mafiosos, respondeu-me ele”. Estranhei e quis saber quem eram os mafiosos. Com uma cara onde se lia o ódio disse-me. “São os que estão na Câmara. Só sabem fazer festas e não sabem pôr sinais luminosos em Peniche”.Fiquei a saber que Peniche precisa de sinais luminosos. E que a culpa de não existirem é dos mafiosos. Dos que estão na Câmara. Portanto mafiosos da Câmara de Peniche não gostam de sinais luminosos.
Curiosamente reparei que em Torres Vedras em locais nevrálgicos onde o tráfego é diariamente extraordinário, tiraram os sinais luminosos e colocaram rotundas. O que é certo é que o tráfego agora fluí com maior celeridade.
È engraçado como a máfia se vai instalando e proliferando. Porque ser´+a que não gostam de sinais luminosos?

segunda-feira, abril 28, 2008

SEMELHANÇAS E DIFERENÇAS
Hoje fui mais uma vez fazer uma TAC de rotina, ao Hospital Pulido Valente. Levantei-me às 05:30 horas.
Tomei banho, vesti-me e mais ou menos às 06: 00 horas parti para Lisboa. Fui até Torres Vedras e aí apanhei a carreira directa das 06: 50. Cheguei ao Campo Grande e desci a pé a Alameda das Linhas de Torres até ao Hospital. Dirigi-me ao serviço respectivo e às 08: 00 estava a marcar a TAC na Secretaria respectiva. Às 08:30 horas tal como estava marcado chamaram-se e comecei a fazer o exame. Às 09:15 estava despachado. Seguiram-se a mim os utentes que tinham marcação em intervalos de meia hora.
Fui a um café tomar o pequeno-almoço, (o exame era em jejum), apanhei a directa para Torres Vedras às 10:00 horas. Às 11:15 estava em Peniche.
Tentem encontrar as semelhanças (?) ou as diferenças, entre ir a um Hospital em Lisboa que recebe milhares de pessoas diariamente em consultas e exames de serviço externo, ou tentar marcar uma consulta e ser consultados no Centro de Saúde de Peniche.

domingo, abril 27, 2008

sábado, abril 26, 2008

26 DE ABRIL
O Presidente da República falou e os deputados da Nação não gostaram. O Louçã ficou todo enxofrado. É que o Silva fez o trabalho de casa. E eles há muito que não ligam aos TPCs. No seu próprio terreno encontrou-lhes os erros e as falhas. E eles que estão habituados a criticarem os outros não suportam as críticas.
A classe política está de rastos.
Salve-se o PSD que ainda nos vai dando alguns motivos de gozo. A Manuela Ferreira Leite que tem o cognome da pior Ministra da Educação de sempre, já está na calha.
Santana o trapalhão bom-vivant também está eufórico com mais esta aventura. E o Rei dos cabotinos, o impagável Jardim também quer o título de Rei das Berlengas.
Viva a política à Portuguesa.

sexta-feira, abril 25, 2008

PENICHE:
- NO CENTRO DO 25 DE ABRIL
Em torno da prisão política localizada na Fortaleza de Peniche, localizaram-se as atenções dos militares revoltosos contra o regime de Salazar/Caetano.
Em 1974 Peniche era um microcosmo do Portugal de então. Aqui se localizavam,
- A PIDE/DGS com posto de Agentes, Funcionários e informadores
- PSP
- GNR
- Legião Portuguesa
- Acção Nacional Popular
- Mocidade Portuguesa
- Guarda-fiscal
- Posto de AlfândegaSe não nos esquecermos que este é o mais pequeno Concelho do Distrito de Leiria, é curiosa a existência de tanta polícia e vigilantes para um povo de pescadores e agricultores, acolhedor e laborioso. Aqui se fez a defesa do 28 do Maio e o derrube desse regime totalitário. O povo que hoje somos, está condicionado por décadas de obscurantismo e pressão anti-democrática. Não nos espantem as nossas lacunas e dificuldades. Assim tivéssemos a coragem da mudança.

quinta-feira, abril 24, 2008

SEMPRE DE MIM
Para os amantes da música. Para os que vão de Amália a Sinatra. Ou de Aznavour a Piaf. Para quem ama a poesia e o uso que dela se faz com os acordes musicais de Gilberto Gil ou de Adriano. Para quem se deixa levar nos verdes anos de Carlos Paredes ou se comove até às lágrimas com a recordação do Zeca.Para todos estes e os que estão para além do meu conhecimento mas que são meus irmãos e irmãs na música e na poesia, recomendo ouvirem este SEMPRE DE MIM de Camané, que esta semana foi posto à venda.
Ouçam e fruam.

quarta-feira, abril 23, 2008

23 de ABRIL – DIA MUNDIAL DO LIVRO
Quando fui nomeado Presidente da Comissão Instaladora da Escola EB – 2,3 de Atouguia da Baleia, recebi um edifício novo com condições magníficas, muito papel em branco, mobiliário a chegar diariamente e pessoas que ali iriam trabalhar.
Uma das coisas que mais me incomodou, foi que tendo recebido um espaço destinado a Biblioteca com estantes, mesas e cadeiras, não recebi um único livro para colocar lá dentro. Isto na década de 90, prestes a entrarmos no século XXI.
Quero com isto dizer que celebrar o Dia Mundial do Livro num País em que a política Educativa não contempla uma Biblioteca mínima de saberes para uma escola que abre de novo é um indicador claro do que pensa o estado português sobre o Livro e a Leitura.
Ainda hoje, quando tanto se fala em Novas Tecnologias, em computadores para todos, em banda larga e quejandos, continua a não haver uma Biblioteca mínima que confira a todas as crianças e jovens a mesma possibilidade de terem acesso aos conteúdos de leitura essenciais para a Formação Integral dos cidadãos Portugueses.
100 Livros para a cidadania, não me parecem um esforço económico tão grande assim para o Estado Português. E pelo menos os nossos jovens teriam a possibilidade de pelo menos passar os olhos pela lombada de livros que ajudaram a formar o pensamento português.
É claro que todas as escolas acabam por conseguir a sua biblioteca própria. Mas que garantias existem de que há um tronco comum a ligar o todo nacional? A melhor celebração que poderia ser feita vai faltar hoje, como faltou sempre.
Por mim deixo a quem me ler aqui e tendo já passado a fase do desencanto, uma sugestão de compra para um livro importante para o conhecimento do pensamento do século XXI. Refiro-me a “O HOMEM SEM QUALIDADES” de Robert Musil editado pela Dom Quixote. Tornem este livro um livro de cabeceira e de férias. Não se arrependerão.
E VIVA O LIVRO!

segunda-feira, abril 21, 2008

25 DE ABRIL, MAS DEVAGAR
Quando desempenhei funções autárquicas, as reuniões preparatórias das comemorações do 25 de Abril eram um inferno. De tal maneira que eu quase chegava a desejar o 28 de Maio que ninguém celebrava. Aquela 1ª linha da CDU que me aparecia nas reuniões (não digo quem eram porque sou uma pessoa cheia de pudor), apertavam comigo para que o dinheiro corresse a rodos para eles em roda livre, lançarem os seus gritos de: - Vitória! – Vitória! Assim se escreve a História.
Apertado estado eu também do lado do executivo porque havia pouco dinheiro e as comemorações do 25 de Abril eram do povo, não eram de Moscovo (passe a expressão, agora já sem sentido).
Recebi a semana passada o Programa das comemorações do 25 de Abril. Propositadamente não dizem que é o 34º aniversário, porque se o dissessem isso era dar-lhe uma idade prestes da reforma e tornava as festas obsoletas.
Dizer que este programa comemora o 25 de Abril é o mesmo que significar que só por estarmos vivos já somos uma comemoração.
O que é dramático nisto tudo é o cheiro a bolor que tresanda daquele programa. Hoje, o que se exige é que haja criatividade nessas comemorações. De facto para além dos foguetes que agora se limitam à sede de concelho e a Ferrel, são os desfiles de músicos nas ruas ou nos coretos, o Hastear da Bandeira e a Sessão Solene, que configuram as celebrações. O resto são iniciativas mais ou menos estendidas no tempo que tanto podiam ser agora como em qualquer outra altura. E algumas nem dependem da autarquia mas sim de entidade organizadora.
Pior que não fazer, é fingir que se faz, não fazendo.
Eu sugiro em tempo de crise um conjunto de iniciativas para comemorar o 25 de Abril.
- Entrada gratuita no Museu entre 24 de Abril e 1 de Maio.
- A Fortaleza engalanada durante todo o mês de Abril, com o Lema Democracia e Liberdade.
- Exposições colectivas de trabalhos de alunos das escolas por faixas etárias.
- Oferta de uma viagem a um grupo de 40 alunos de escolas a zonas de interesse sócio-cultural, para os 40 melhores trabalhos divididos por categorias diversas.
- Acesso gratuito ao parque de campismo a portadores de cartão-jovem e reformados, entre 24 de Abril e 2 de Maio.
Festejem Abril celebrando-o com a Utopia com que foi feito e não com o ferrete de ideologias caducas. Ou acabem com esta farsa.

domingo, abril 20, 2008

A GENTE,
MENEZES,
MALTEZES E ÀS VEZES...
Não há pachorra para aturar tanta parvoíce. Se eles querem tomar conta do país, também sou candidato.

sábado, abril 19, 2008

FUTEBOL
O Benfica perde 5-3. Os jogadores do Boavista ameaçam com greve. Os Loureiro "caput". Que falta mais nós vermos?

sexta-feira, abril 18, 2008

UM PASSEIO LINDO DE SE DAR
Tenho ouvido e lido informações diversas sobre o destino de alguns portugueses quando têm uns quantos dias de férias. Brasil, Cabo Verde, Serra Nevada, sul de Espanha são as escolhas óbvias.
Mas uma grande parte de todos nós, embora também gostasse de viajar para esses locais tem as restrições que a falta de dinheiro impõe.
Para esses deixo uma sugestão aproveitando o feriado do 1º de Maio e para quem possa fazer a ponte. A minha ideia é um passeio até Trás-os-Montes. Com o objectivo de conhecer melhor uma parte da diversidade deste pedacinho de terra que é Portugal. Miranda, Vimioso, Vila Real, Chaves, Bragança. Creiam que merece a pena. Uns dias para conhecer tradições, culturas, a língua mirandesa. Assistam às Festas do Vimioso de que vos deixo aqui o cartaz.
Antes de irem visitem os sites indicados no cartaz e agucem o apetite por esta parte inigualável de Portugal. Com os meus votos de Boa Viagem. Os outros locais sendo embora muito bonitos, não acrescentam nada às vossas vidas. O que vos proponho pode dar-vos um complemento de alma que vos tornará melhores e mais sábios cidadãos.

quinta-feira, abril 17, 2008

CAIXINHAS DA MINHA AVÓ
Tenho a felicidade de ter tido avós e pais com um grande e apurado sentido de memória e de recordações. Tudo o que representou de alguma forma prazeres nas suas vidas, foi guardado com carinho ao longo dos anos.
E, apesar de muitas terem sido as mudanças de casa entre a Rua Joaquim António de Aguiar, Trav. Garrett e Praça Jacob nunca foram consideradas supérfluas as memórias que nos tornaram uma família.
Quando percorro aos baús onde guardo essas memórias, vou encontrar coisas que me reavivam o meu ser criança, os espaços em que fui criado, os rostos dos meus familiares. Tento passar essa mensagem à minha filha. Para que ela conheça a herança que vale a pena. Aquela que nos torna seres humanos. Aquela que podemos transmitir de geração em geração e nos dá uma riqueza incalculável.
Desta vez foram as caixas da minha avó que me soltaram as memórias.
Antes que tudo os cheiros. Os perfumes Nally, os talcos Ausonia e aquele pó (Maderas do Oriente) que com uma borla se aplicava na cara, conferindo às senhoras aquele ar pálido tornando-as em figuras etéreas.Os pós Tokalon e Aline e os sabonetes Claus que hoje se tornaram objectos de Luxo em Nova York, Londres e Paris.Depois as caixas de Palitos Coimbra e do restaurante Bonjardim em Lisboa, memórias de passeios com o meu pai e o meu avô por esse país fora. O meu avô e os seus bigodes carinhosos. A sua enorme barriga.Estas caixas que guardo com carinho, são a marca de um tempo que guardo. Bem hajam os que as conservaram e que assim se prolongam em mim para lá do tempo.

quarta-feira, abril 16, 2008

À ESPERA DE MARIA
Olá! Cheguei hoje (ontem) a tua casa. Estou à tua espera. Dos teus beijinhos e carinhos. Estou à espera que me dês um nome. Vai pensando nisso, sim? O teu pai vai-me chamando “Pantufa” enquanto tu não me deres nome definitivo. Não me importo desde que tu não demores muito a decidir-te.Também me têm falado num teu amiguinho, um tal de André que anda perdido no meio do Oceano Atlântico. Parece que vem cá no Verão. Ele que não demore muito porque eu quero gente para brincar e me limpar as caganitas.Entretanto vou-me consolando todo no colinho da tua mãe. É tão quentinho. E ela é tão meiguinha. Está-me cá a cheirar que vou ter ciúmes quando cá chegares. Mas ela pode ser querida para mim e para ti.Olha, dá cumprimentos meus ao teu namorado. E ele que se habitue a que quando estás em Peniche os teus beijinhos têm de ser para mim.
Até já Maria.

terça-feira, abril 15, 2008

PROTAGONISMOS
No próximo sábado dia 19 de Abril, vai ser constituída em Peniche a CNIPE, (Confederação Nacional Independente de Pais e Encarregados de Educação).
Esta nova organização que reunirá Pais de Leiria, Sintra, Viseu, Marinha Grande e Lisboa, diz que "A nova confederação de pais quer afirmar-se como alternativa e com uma postura mais crítica e activa em relação ao Governo, nomeadamente em relação ao estatuto do aluno e ao novo regime de gestão de escolas" e que "Não havia outra solução senão criar uma nova organização, que faça qualquer coisa diferente para melhor, e não esteja colada ao gabinete ministerial e que tenha mais capacidade de estar presente nas escolas como nos compete".
Nas televisões ontem, estes e outros “independentes” pais e encarregados de educação apareciam a contestar o “acordo” obtido entre o Governo e os Sindicatos.
O aparecimento da “caixa mágica” conseguiu ter este efeito. A proliferação de vontades de aparecer. Quem não aparece julga-se preterido. Logo, há que adquirir estatuto para poder aparecer. Já existiam mil, cento e setenta e três organizações sindicais de professores. Começam agora a multiplicar-se as de pais. Só falta criarem-se governos múltiplos. Haja paciência! E somos nós um país pequeno. Se tivéssemos o dobro do tamanho o pagode até metia medo.

segunda-feira, abril 14, 2008

A MINISTRA DA EDUCAÇÃO
Cada vez gosto mais da Profª Maria de Lurdes Rodrigues. Negociou com os sindicatos e conseguiu que a avaliação dos professores se tornasse finalmente um ponto assente da política educativa.
Quem é professor sabe que esta história dos créditos por acções de formação, só servíamos interesses dos formadores e das empresas de formação. Só muito excepcionalmente serviram os interesses das escolas e dos alunos. Nos casos que conheci, houve pessoas que largaram os seus empregos para se tornarem formadores profissionais, com módulos de formação que nunca tiveram a ver com as necessidades das escolas e daqueles alunos específicos que as frequentavam.
Só para dar um exemplo: toda a gente sabe que a violência e a agressividade crescem em espiral. E que há escolas onde pelas suas características, a violência tem húmus para crescer e se tornar incontrolável. Em quantas dessas escolas existiram propostas para acções de formação que pudessem prevenir e impedir esse fenómeno. Em quantas escolas existiram acções de formação sobre as novas tecnologias e os comportamentos cívicos que exigem?
Fico possesso quando alguns políticos que passaram o tempo a bramir contra a falta de diálogo da Ministra, passem agora a acusá-la de ter dialogado. Sinto nojo por certos jornais que passaram o tempo em grandes parangonas contra o Ministério da Educação, agora que parecem ter havido sinais de acalmia, as notícias são remetidas para as páginas do interior. É nojo a mais.
Esta senhora conquistou a minha admiração e respeito. Tal como o haviam feito Roberto Carneiro e Marçal Grilo. Que pena sermos o país do “mete nojo”, em que só o que não se faz é bom. Quando se exige mais qualquer coisa dos profissionais, aqui-del-rei que os coitadinhos dos trabalhadores são umas vítimas. Mas de uma coisa tenho eu a certeza. Na Jerónimo Martins ou na Sonae, se não derem o litro estão feitos.

domingo, abril 13, 2008

sábado, abril 12, 2008

PENICHE...

sexta-feira, abril 11, 2008

O HOMEM É LIBERDADE
“Se, com efeito, a existência precede a essência, não será nunca possível referir uma explicação a uma natureza humana dada e imutável: por outras palavras, não há determinismo, o homem é livre, o homem é liberdade. Se, por outro lado, Deus não existe, não encontramos diante de nós valores ou imposições que nos legitimem o comportamento.Assim, não temos nem atrás de nós, nem diante de nós, no domínio luminoso dos valores, justificações ou desculpas. Estamos sós e sem desculpas. É o que traduzirei dizendo que o homem está condenado a ser livre. Condenado, porque não se criou a si próprio; e no entanto livre, porque uma vez lançado ao mundo, é responsável por tudo quanto fizer.”
O Existencialismo é um Humanismo – Jean-Paul Sartre

quinta-feira, abril 10, 2008

O CENTRO EDUCATIVO DE ATOUGUIA DA BALEIA
Tenho vindo a ser confrontado por alguns aspectos que se referem a esta valência. Com a autoridade de quem instalou a Escola EB-2, 3 daquela Vila com um sucesso que a todos surpreendeu, gostaria de lançar aqui um apelo a todos os envolvidos no sentido de não virem a ser responsabilizados pelas gerações futuras como pessoas que não souberam assumir o melhor para os jovens da Atouguia da Baleia.
E o apelo é o seguinte:
- A Vila da Atouguia da Baleia não é propriedade privada de ninguém;
- Mais importante que as cores político-partidárias de cada um, são os superiores interesses das crianças dessa Vila;
- Que quem conhece o fenómeno educativo opine e faça sugestões. Que quem não conhece se cale, ouça e racionalmente tome atitudes em função da razão e não do coração;
- Que leiam e racionalizem o Projecto Educativo do Agrupamento de Escolas da Atouguia da Baleia e o seu percurso ao longo deste anos de funcionamento desde a fundação da Escola. Que depois procedam em conformidade:
- Que não se deixem guiar por interesses privados ou pessoais. Que sejam os altos interesses da comunidade educativa que prevaleçam;
- Que sonhem mas sem que o sonho lhes tolde o raciocínio. Só assim as crianças e jovens da Atouguia os poderão recordar no futuro.

Propositadamente não digo a minha opinião sobre esta matéria. Mas deixo aqui os elementos necessários a uma tomada de posição que a todos engrandecerá.

terça-feira, abril 08, 2008

"DIÁRIO DA MANHÃ"
Tornei-me um leitor compulsivo do órgão oficial das candidaturas PS/PSD às autárquicas. Jornal elaborado com objectivos que se vão clarificando número após número, não deixa de constituir uma óptima fonte de informação sobre o que se passa com aqueles partidos que almejam destronar o actual poder autárquico.
Perdi-me de amores desta vez pela notícia:
“PS elegeu nova comissão política”
Ressaltam desta notícia três factos de morrer a rir. O primeiro é que sendo a nova (?) COMISSÃO POLÍTICA constituída por 30 elementos, só 20 pessoas nela votaram. O que significa que desde logo nem os próprios acreditam e se sentem mobilizados por tanta (Ah! Ah! Ah!) novidade. Mal vão as coisas quando nem os próprios acreditam em si.
Depois retenho a afirmação do novo Comissário. A da “incapacidade do partido em chegar ao coração dos eleitores” como razão para o seu penúltimo desaire eleitoral. Digo penúltimo quando me refiro às autárquicas, porque o último foi o que deu corpo à notícia em apreço.
Depois a informação que aparece no corpo da notícia de que Jorge Gonçalves não faz parte desta lista. Se a ideia é a de que morto o “bicho acaba a peçonha” e que agora o PS já limpo do responsável pelo desaire autárquico, já constitui uma boa aposta para os eleitores, isto só pode ser para rir. Até parece que nós não percebemos como funcionam os partidos políticos. E até parece que não vemos quem gravitava e gravita nas anteriores e nas actuais esferas do poder socialista em Peniche.
Continuem a dar-nos notícias destas e a gente vai ver o que acontece depois… Nem com um milagre da santinha se safam.

segunda-feira, abril 07, 2008

DAVID FONSECA
A revista “Pública” de dia 6/04/08 traz uma extensa entrevista com este cantor-autor que me suscitou o maior interesse. Tudo quanto se refere a este músico suscita o meu particular interesse dadas as suas ligações a Peniche. Filho da Dina Malheiros e do Fonseca, conheço a sua mãe desde sempre e o pai desde que a mãe foi estudar para a Escola do Magistério em Leiria onde se encantou de amores por ele. Tenho apreciado o percurso do DF com entusiasmo e sou um ouvinte cuidadoso da música que vai produzindo. Para além disso sempre achei nas entrevistas que fui lendo que ele tem as ideias bastante arrumadas.
Voltando à entrevista da “Pública”, para além do seu percurso na música é convidado a expor a sua visão sobre diversos temas da actualidade, confirmando na conversa que desenvolve que está muito para além de um simples ícone das novas gerações. A propósito da Internet, DF afirma a certa altura:
“Estou muito por dentro da Internet… Os miúdos expõem-se por completo. Os tempos são de excesso e eles têm estas ferramentas todas à mão. Há uma espécie de sede de protagonismo brutal. A ideia de que está todo o mundo a nossos pés, quando se tem 14 anos, é muito tentadora.” O sublinhado é meu.
Ao ler isto recordei-me dos textos bíblicos quando Jesus no deserto é submetido às tentações demoníacas. Fui então à Bíblia e retirei em São Lucas o texto que se aplicava à afirmação de DF.
«Levando-o a um lugar alto, o diabo mostrou-lhe num instante, todos ao reinos do universo e disse-lhe: “Dar-te-ei todo este poderio e a sua glória, porque me foi entregue e dou-o a quem me aprouver. Se te prostrares diante de mim, tudo será teu.”» Será o Diabo o tempo que vivemos? Será o “You Tube” a tentação suprema? Serão as salas de “chat” o inferno de que falam as escrituras? Teria o Demo utilizado um portátil para mostrar a Jesus o Mundo Global? Serão premonitórias as palavras do Evangelho segundo São Lucas?
Foi aqui que como num flash me assaltaram dúvidas sobre o papel das gerações mais velhas na preparação dos mais jovens para um mundo que dia a dia se torna mais complexo e mais difícil de perceber. Que valores lhes transmitimos? Afirmamos amar os nossos filhos e não conversamos com eles. Dizemos que somos professores porque adoramos ensinar, mas os conteúdos científicos cedo se esquecem e os professores-referência cada vez são mais raros.
E quando exponho estas interrogações não estou a fazer humor. Sinto que estas alegorias contadas merecem uma leitura actualizada aos tempos que correm.

domingo, abril 06, 2008

sábado, abril 05, 2008

Um micaelense vai a um concurso de televisão e o apresentador pergunta:
- Como se chamam os habitantes de Ponta Delgada?
Após 4 minutos de silêncio, o micaelense responde:
- É home,... todos, todos ê na sei !
Com o amável contributo de H. Blayer

sexta-feira, abril 04, 2008

AS NOTÍCIAS SÃO EFÉMERAS
A história do telemóvel já mete nojo. Embora tudo o que seja uma possibilidade (ainda que remota) de implicar a Ministra da Educação nos males congénitos portugueses seja assunto de noticiário.
Então conseguiu-se ir buscar a um relatório de ocorrências nas escolas, a apreensão de uns quantos objectos susceptíveis de se tornarem perigosos por uso endivido, num certo período de tempo e transformou-se isso em assunto de 1ª página.
Está na moda durante algum tempo (não vai ser muito) defender professores e funcionários das escolas contra os alunos e seus pais. Mas a moda vai passar. Os que agora são heróis vão passar rapidamente a vilões. Preparem-se.

quinta-feira, abril 03, 2008

SER FREGUESIA HOJE
Na sequência do que ontem publiquei e que já tem 7 anos, sinto desde logo a frustração de pensar que pouco mudou de então para cá. Será mesmo a vontade de servir e ser útil que move os que desempenham funções políticas nas Juntas de Freguesia? Ou será só o trampolim para novas metas?
Os dramas já vividos por algumas juntas no actual mandato, com guerras surdas que chegam a atingir o sórdido, não são de certeza sinais de preocupação pelo serviço público. E aos cidadãos importa pouco quem tem razão. Importante é saber que eles são mesmo a preocupação primeira dos autarcas e não as suas questiúnculas pessoais.
Quando estamos a falar de Juntas de Freguesia não estamos a falar de snobismos fáceis e de tentativas serôdias de tapar o sol com a peneira.
Trabalhem com o dinheiro que vos é dado para tornar mais aliciante os espaços em que vivemos e já nos sentimos gratos. E quando tiverem os sapatos rotos, mandem-nos ao sapateiro consertar. Não os levem ao pasteleiro. Pode ser que assim consigam justificar a vossa existência.

quarta-feira, abril 02, 2008

FREGUESIAS OU... CLIENTELAS?
Fui ao meu arquivo pessoal e encontrei um escrito meu de Outubro de 2001 com o título em epígrafe, que vou re-publicar na íntegra:
“A capacidade de Progresso e Desenvolvimento de um povo, de um país, de uma região ou de um lugar, mede-se pela sua capacidade de adaptação à mudança no respeito pelas suas tradições e cultura.
Sabemos que o assunto em que vamos hoje “mexer” é polémico, quiçá tabu. Mas o período que atravessamos (eleições autárquicas), é favorável à discussão. Logo, parece-nos adequado.
E, ainda que tudo fique como dantes, tal como o “quartel-general em Abrantes”, é bom que esgotada a análise se fique com a consciência plena durante algum tempo mais, que há que trabalhar para corrigir erros, ou que deveremos manter a situação existente.
Para o efeito em causa, convido os leitores a analisarem o quadro que segue:
DISTRIBUIÇÃO GEOGRAFICA DAS FREGUESIAS DO CONCELHO:
Ajuda – 4 km2 – 8639 hab – 2160 hab/km2
Conceição – 0,61 km2 – 4846 hab – 7944 hab/km2
S. Pedro – 2,25 km2 – 2109 hab – 937,5 hab/km2
Atouguia – 47,90 km2 – 7987 hab – 167 hab/km2
Ferrel – 13,70 km2 – 2348 hab – 171,50 hab/km2
Serra – 8,50 – 1383 hab – 163 hab/Km2

Os quatro concelhos do Distrito de Leiria com menos de 100km2 são respectivamente:
- Bombarral 91 (5 Freguesias)
- Nazaré 82 (3 Freguesias)
- Peniche 77 (6 Freguesias)
- Castanheira de Pêra 67 (2 Freguesias)
Dos quatro Concelhos referidos e na sua sede, apenas em Peniche a sede concelhia tem mais de uma Freguesia (3 mais precisamente), o que também não corresponde à generalidade dos pequenos e médios concelhos do todo nacional.
A Cidade corresponde a 8,9% do território concelhio,
a freguesia da Ajuda a 5,2%, Conceição a 0,8% e S. Pedro a 2,9%.
No que diz respeito a expansão demográfica, Ajuda será no futuro a única Freguesia que reúne condições para isso acontecer por duas ordens de razão: A tendência natural (que se verifica a nível mundial) para a desertificação habitacional dos Centros Históricos das Cidades, e pelas condicionantes da expansão definidas pelo PDM e pelo POOC.
Acresce que das três Freguesias da Cidade, duas delas (Conceição e S. Pedro) vivem numa situação de indigência pecuniária verdadeiramente calamitosa. De facto, por força da aplicação dos critérios de aplicação dos fundos financeiros atribuídos às Freguesias (o FFF), estas duas Freguesias nem sequer conseguem ir mais longe no seu Plano Anual de Actividades, que os encargos administrativos com o seu funcionamento e mesmo assim, graças ao apoio mensal em verbas com que a Câmara Municipal injecta estas duas Freguesias.
Não podemos esquecer o surrealismo que foi quando no início do actual mandato, por força de uma dificuldade financeira momentânea da Câmara Municipal, que demorou um pouco mais de tempo a atribuir esses fundos, um dos Presidentes de Junta ameaçou fechar as portas.
Enquanto que as Juntas de Freguesia Rurais, desenvolvem toda uma actividade que ultrapassa em muito a actividade burocrática, com intervenções sólidas no arranjo de caminhos e ruas, no trânsito, na segurança, na Educação, no Desporto, Cultura e Lazer, na Cidade uma parte importante destas actividades é da responsabilidade da Câmara Municipal, sendo que a única Junta que com alguma disponibilidade financeira pode ir mais além é a da Ajuda, independentemente dos méritos de cada um dos seus Presidentes e executivos respectivos.
“Juntar” as três Juntas da Cidade seria um acto de coerência política, de rentabilização de recursos físicos, materiais e humanos, que a todos beneficiaria.
Que impediria que tal acontecesse? A diminuição de lugares na Assembleia Municipal? O perigo de uma força política, ou organização unitária, se tornar hegemónica na representação dos habitantes da Cidade? Que inconvenientes de ordem prática? Não ganharíamos todos, na potencialização dos melhores de entre nós, visando uma causa comum? Não se ganharia em capacidade reivindicativa? Em representatividade?
Ao menos que o assunto se discuta. E que se chegue a uma conclusão. Pelo menos para os tempos mais próximos”.

terça-feira, abril 01, 2008

PARABÉNS!!!
A minha sobrinha Maria Carlos foi mãe hoje de manhã.Trata-se de uma Clarinha que veio ao mundo para o tornar mais feliz. E aos seus pais. A Maria Carlos e o Albino. E à Francelina e ao Álvaro Jorge. E à avó bisa, a Mariazinha. E aos muitos tios e primas e primas. E aos muitos amigos.
Quero que a Clarinha seja uma menina tão linda como a mãe o é. E que nos ajude com ela a conquistar a felicidade a que todos os que nascem têm direito.Parabéns a todos nós e muitas felicidades e alegrias para a Clara.