PENSAMENTOS DO DIA
O sexo é como uma estação de serviço:
às vezes recebe-se um serviço completo;
outras vezes tem que se pedir para se ser atendido e há vezes em que temos que nos contentar com o self-service!
Um homem é como um soalho flutuante:
Se for bem montado pode ser pisado durante mais de 30 anos.
As calorias são pequenos animais que moram nos roupeiros e que durante a noite apertam a roupa das pessoas.
Os problemas do nosso país são essencialmente agrícolas:
excesso de nabos; falta de tomates e muito grelo abandonado.
O trabalho fascina-me tanto que às vezes, fico parada a olhar para ele.
O Casamento é um relacionamento a dois, no qual uma das pessoas está sempre certa e a outra é o marido.
A mulher está sempre ao lado do homem, para o que der e vier; já o homem, está sempre ao lado da mulher que vier e der.
Se fores:
chata as tuas amigas, perdoam;
agressiva as tuas amigas, perdoam;
egoísta as tuas amigas, perdoam;
Agora experimenta ser magra e linda! Tás fod*da!
O amor é como a gripe, apanha-se na rua, resolve-se na cama!
A falta de sexo provoca amnésia e outras merdas que agora não me lembro...
Portugal é um país geométrico:
é rectangular e tem problemas bicudos discutidos em mesas redondas, por bestas quadradas!
A diferença entre Portugal e a República Checa é que esta tem o governo em Praga e Portugal tem a praga no governo.
Não procures o príncipe encantado.
Procura, antes, o lobo mau: ouve-te melhor; vê-te melhor e ainda te come.
Toda a gente se queixa de assédio sexual no local de trabalho. Ou isto começa a ser verdade ou então despeço-me!!!
A mulher do amigo é como a bota da tropa; também marcha!
O cérebro é um órgão maravilhoso. Começa a trabalhar logo que acordamos e só pára quando chegamos ao serviço.
O teu computador é como uma carroça: tem sempre um burro à frente!!!
As hierarquias são como as prateleiras, quanto mais altas mais inúteis.
Os trabalhadores mais incapazes são sitematicamente promovidos para o lugar onde possam causar menos danos: a chefia.
Qual a diferença entre uma dissolução e uma solução?
Uma dissolução seria meter um político num tanque de ácido para que se dissolva. Uma solução seria metê-los a todos.
Chocolate não engorda, quem engorda é você.
"Conversar em Peniche" não é necessariamente conversar sobre Peniche. Também mas não só. Algumas vezes assumirá um papel de raiva. Ou de guerra. Será provocador qb. Comprometido. Não será isento nem de erros nem de verdades (os meus, e as minhas). O resto se verá...
sábado, fevereiro 07, 2009
sexta-feira, fevereiro 06, 2009
O POETA CHOROU…
Manuel Alegre vem dizer-nos o óbvio. Que as pessoas têm medo do poder instalado. Medo de criticarem o Poder, com receio de perderem privilégios. Ou os seus familiares serem preteridos. Ou os familiares dos familiares não se instalarem sobre o chapéu-de-chuva de quem está no topo.
O Poeta tem andado distraído. Isso não é de agora, nem é característica em exclusivo do PS. É característica do Poder. É assim que ele se perpetua. Ou que julga poder perpetuar-se. Aqui em Peniche assisti a isto e ao inverso. A ameaças ao Poder de que votariam contra ele (em sede de Assembleia Municipal) se não lhes dessem empregos, ou se não empregassem os familiares.
E o Poder quando é fraco cede. E depois age da mesma forma ou com maior violência e ganância.
Não sei por onde o Poeta andou todos estes anos que só há pouco tempo descobriu estas nojeiras que o arrepiam. Há pelo menos 34 anos que o povo português sabe que é assim. Por isso abstém-se e não vota. Por isso borrifa-se para aquilo que os políticos profissionais (tal e qual como o poeta) dizem.
Não merece a pena chorar. A gente já não acredita em lágrimas que surjam por este tipo de razões.
Manuel Alegre vem dizer-nos o óbvio. Que as pessoas têm medo do poder instalado. Medo de criticarem o Poder, com receio de perderem privilégios. Ou os seus familiares serem preteridos. Ou os familiares dos familiares não se instalarem sobre o chapéu-de-chuva de quem está no topo.
O Poeta tem andado distraído. Isso não é de agora, nem é característica em exclusivo do PS. É característica do Poder. É assim que ele se perpetua. Ou que julga poder perpetuar-se. Aqui em Peniche assisti a isto e ao inverso. A ameaças ao Poder de que votariam contra ele (em sede de Assembleia Municipal) se não lhes dessem empregos, ou se não empregassem os familiares.
E o Poder quando é fraco cede. E depois age da mesma forma ou com maior violência e ganância.
Não sei por onde o Poeta andou todos estes anos que só há pouco tempo descobriu estas nojeiras que o arrepiam. Há pelo menos 34 anos que o povo português sabe que é assim. Por isso abstém-se e não vota. Por isso borrifa-se para aquilo que os políticos profissionais (tal e qual como o poeta) dizem.
Não merece a pena chorar. A gente já não acredita em lágrimas que surjam por este tipo de razões.
quinta-feira, fevereiro 05, 2009
NOTÍCIAS DE "PENICHE", SEJA LÁ ISSO O QUE FOR
Há uns dias deixei algumas anotações da designação "Peniche". Fui encontrar anteontem, uma notícia de um futebolista de nome Peniche, num jogo de futebol contra o celebrado Pelé. É essa notícia que transcrevo na íntegra.
NOTICIA do EXonline
http://www.excelsior.com.mx/
03 de Fevereiro de 2009
Una noche imborrable
JC Vargas

Los goles que anoche le metió el Necaxa al portero Laercio, reputado como el mejor del momento en el futbol brasileño, probablemente el titular del equipo nacional para el próximo campeonato del mundo, fueron imparables. Este, por ejemplo, fue el segundo clavado a los diez minutos de iniciado el partido por Peniche, que aparace a la izq. en el momento en que acababa de rematar con la frente un tiro de castigo dibujado por Evaristo. (Este fue el pie de foto original publicado en Excélsior hace 48 años).
Foto: Archivo Excélsior
Ocurrió hace 48 años. Cuando el Necaxa venció al Santos de Pelé, en aquellos eternos 90 minutos
¿Cuántas ocasiones se habrá contado esta historia? Han pasado 48 largos años y el Necaxa de aquel 1961 sigue derrotando al Santos de Pelé. Sucede cada día 2 de febrero, cuando los muchachos de cabellos blancos se reúnen para repetir aquel partido que se jugó en el estadio de CU.
“¡Necaxa le ganó al Santos de Pelé!”, contaron un día después los diarios mexicanos, aquellos que previo al partido apostaban por cuántos goles les metería el cuadro brasileño, el mejor del mundo, a aquellos 11 necaxistas vestidos de rojo y blanco.
El Santos venía a un pentagonal, con 20 juegos invicto y con la maravilla negra llamada Edson Arantes do Nacimento, jovencito que años atrás acababa de sorprender al mundo en Suecia 58. La imagen del adolescente de 17 años que llora en la cima.
El Santos de Pelé llegó aquel 1961 con 10 mortales: Laercio, Dalmo, Mauro, Ze Carlos, Zito, Calvet, Dorval, Mengalvio, Coutinho y Pepe.
La alineación siempre comienza por el portero. Ahí está Jorge Morelos. En la reunión de necaxistas y en la memoria de aquel partido. Hombre de 77 años y dedos chuecos de tantos balonazos, cuando el esférico era de cuero y no existían los guantes protectores.
Se dan cita en La Casona del Giaco, donde el ritual se repite. Jorge Morelos, Héctor González, Pedro Dellacha, Pedro Romero, el Fumanchú Reynoso, Reynaldo Giacomini, Alberto Baeza, Alberto Evaristo, Dante Juárez, Memo Chatito Ortiz y Agustín Peniche.
De aquel memorable cuadro sólo tres llegaron a la cita anual: Jorge Morelos, el Fu Reynoso y el argentino Reynaldo Giacomini. Dicen los amigos que Dante Juárez es el único que ya partió al otro mundo, tocando el balón y cantando sus tangos. Evaristo y Dellacha viven en Argentina. ¿Los demás? A veces llegan y otros se desaparecen por temporadas.
Los meseros se mueven de un lado a otro, mientras las charlas se funden encima de las mesas y el balón imaginario aparece en la vieja cancha de Ciudad Universitaria. Sí, como cada año.
“No habían pasado ni dos minutos cuando el Morocho Juárez puso el 1-0”, dice expresivo el Fu Reynoso, quien por momentos se olvida de aquellas muletas que lo siguen por todas partes.
Y al minuto 11, Peniche con la testa, los tenía en el hoyo. Lo platican Morelos y Giacomini.
¿Cómo es que un cuadro mexicano, que ni siquiera era el campeón de aquellos tiempos (lo eran las Chivas), estaba humillando a la sensación brasileña? Apareció entonces la voz de Pelé, todo orquesta en la cancha, con apenas 20 años. Pepe respondió con un fuerte disparo y Coutinho con la testa. El primer tiempo terminó 2-2. Giacomini, el argentino, llegó de refuerzo para el Necaxa en aquel año. Jugador en Brasil y Argentina, haría escala en el Morelia, antes de ponerse la playera rojiblanca. No abandonaría sus colores ni se iría jamás de México. Habla poco, muestra la hinchazón permanente de la rodilla derecha. En la diestra trae una imagen de chamaco, aquel rubio de cara bonita, cabellos bien peinados y pierna educada. Trapos de rojo y blanco.
En la mesa del Giaco aparece la chistorra, el vino, las empanadas y el chimichurri. Las porras y el segundo tiempo.
Tantas veces se ha contado este partido que a veces sus propios protagonistas cambian el orden de los goles, pero no el resultado final. Algunos dicen que apenas comenzó la parte complementaria, el Santos remontó el marcador. Pero fue el Chato Ortiz el que puso al Necaxa 3-2.
Entonces aparece el Fu Reynoso, aquél que de chamaquillo sólo se llamaba Tomás y se mudó con sus padres de León, Guanajuato, a la colonia Guerrero. Aquel 2 de febrero de 1961 le tocó pararse en la cancha frente a Pelé. “Hacía maravillas con el balón. Incluso sin él. No era tan alto, pero su figura imponía.”
A Tomás le pusieron el Fumanchú cuando jugaba en el Necaxa y una ocasión “escondí el balón entre las piernas y el rival se perdió. Entonces no faltó quien dijera que lo hice como el mago de aquellos tiempos”.
Y entre mago y maravilla negra, aquella noche dominó el mexicano. “No dejé que hiciera daño, aunque el que estuvo tremendo fue Pepe. Yo le gritaba de todo, pero no se intimidaba.”
Fue cuando llegó el empate a tres goles. Atención, Pepe se escapa, Pepe dispara y … ¡penal!, el Fu Reynoso se lanza con la cabeza y alcanza a meter la mano. “Le quise hacer como el Pelusa, sólo que el árbitro alcanzó a ver la mano”. El mismo Pepe cobraría la falta desde el manchón de los 11 pasos.
En la comida están necaxistas de otros tiempos: Alfonso Pescado Portugal, José Cano, Aguilar, Fernando Salgado, David La Máquina Zamora, Alberto Gómez, Carlos Pichojos Pérez y Roberto El Cañabrava Martínez. Todos hablan del juego que no les tocó y de aquel momento cuando Pelé salió lesionado de la cancha. Eran otros tiempos, no existían los cambios y el Santos se quedó con un hombre menos. Muchas versiones. Que lo lesionó Dellacha, que fue Morelos...
Toca el turno al portero. El de los dedos chuecos de tanto romperse, el que no usaba guantes ni apodo. Jorge Morelos. Las lesiones siempre lo siguieron. Tres veces fue llamado para defender la portería de la Selección Nacional y las tres ocasiones se quedó con las ganas por sufrir lesiones antes de la hora de la verdad. “Una vez me rompieron la nariz, otra una mano y otra más la pierna. El día aquel, frente a Santos, fue un choque entre tres. Un tiro por la izquierda, yo salto por el balón y detrás de mí brinca Pelé. También saltó Dellacha. Recibí un golpe en la cabeza y cerca estuve del desmayo, pero no solté el balón. Pelé se luxó el hombro y tuvo que abandonar. Dellacha salió ileso”.
Dante Juárez, el que ya está en el otro mundo, marcó el gol de la victoria necaxista. Fue al 79’. Y los gritos se asoman entre aquellos veteranos, quienes sueltan porras como cada año. Nadie recuerda si Pelé intercambió camiseta o dónde quedaron aquellos viejos uniformes. Ataja el portero: “No imaginábamos que ese triunfo sería recordado después de tantos años. ¿Qué le pasó al Necaxa? Un día lo transformaron en Atlético Español y todo cambió”.
Y sin embargo, aquel Santos de Pelé seguirá perdiendo ante el Necaxa, cada día 2 de febrero. Aunque algunos momentos se pierdan de la memoria.
Ocurrió hace 48 años. Cuando el Necaxa venció al Santos de Pelé, en aquellos eternos 90 minutos
¿Cuántas ocasiones se habrá contado esta historia? Han pasado 48 largos años y el Necaxa de aquel 1961 sigue derrotando al Santos de Pelé. Sucede cada día 2 de febrero, cuando los muchachos de cabellos blancos se reúnen para repetir aquel partido que se jugó en el estadio de CU.
“¡Necaxa le ganó al Santos de Pelé!”, contaron un día después los diarios mexicanos, aquellos que previo al partido apostaban por cuántos goles les metería el cuadro brasileño, el mejor del mundo, a aquellos 11 necaxistas vestidos de rojo y blanco.
El Santos venía a un pentagonal, con 20 juegos invicto y con la maravilla negra llamada Edson Arantes do Nacimento, jovencito que años atrás acababa de sorprender al mundo en Suecia 58. La imagen del adolescente de 17 años que llora en la cima.
El Santos de Pelé llegó aquel 1961 con 10 mortales: Laercio, Dalmo, Mauro, Ze Carlos, Zito, Calvet, Dorval, Mengalvio, Coutinho y Pepe.
La alineación siempre comienza por el portero. Ahí está Jorge Morelos. En la reunión de necaxistas y en la memoria de aquel partido. Hombre de 77 años y dedos chuecos de tantos balonazos, cuando el esférico era de cuero y no existían los guantes protectores.
Se dan cita en La Casona del Giaco, donde el ritual se repite. Jorge Morelos, Héctor González, Pedro Dellacha, Pedro Romero, el Fumanchú Reynoso, Reynaldo Giacomini, Alberto Baeza, Alberto Evaristo, Dante Juárez, Memo Chatito Ortiz y Agustín Peniche.
De aquel memorable cuadro sólo tres llegaron a la cita anual: Jorge Morelos, el Fu Reynoso y el argentino Reynaldo Giacomini. Dicen los amigos que Dante Juárez es el único que ya partió al otro mundo, tocando el balón y cantando sus tangos. Evaristo y Dellacha viven en Argentina. ¿Los demás? A veces llegan y otros se desaparecen por temporadas.
Los meseros se mueven de un lado a otro, mientras las charlas se funden encima de las mesas y el balón imaginario aparece en la vieja cancha de Ciudad Universitaria. Sí, como cada año.
“No habían pasado ni dos minutos cuando el Morocho Juárez puso el 1-0”, dice expresivo el Fu Reynoso, quien por momentos se olvida de aquellas muletas
Há uns dias deixei algumas anotações da designação "Peniche". Fui encontrar anteontem, uma notícia de um futebolista de nome Peniche, num jogo de futebol contra o celebrado Pelé. É essa notícia que transcrevo na íntegra.
NOTICIA do EXonline
http://www.excelsior.com.mx/
03 de Fevereiro de 2009
Una noche imborrable
JC Vargas

Los goles que anoche le metió el Necaxa al portero Laercio, reputado como el mejor del momento en el futbol brasileño, probablemente el titular del equipo nacional para el próximo campeonato del mundo, fueron imparables. Este, por ejemplo, fue el segundo clavado a los diez minutos de iniciado el partido por Peniche, que aparace a la izq. en el momento en que acababa de rematar con la frente un tiro de castigo dibujado por Evaristo. (Este fue el pie de foto original publicado en Excélsior hace 48 años).
Foto: Archivo Excélsior
Ocurrió hace 48 años. Cuando el Necaxa venció al Santos de Pelé, en aquellos eternos 90 minutos
¿Cuántas ocasiones se habrá contado esta historia? Han pasado 48 largos años y el Necaxa de aquel 1961 sigue derrotando al Santos de Pelé. Sucede cada día 2 de febrero, cuando los muchachos de cabellos blancos se reúnen para repetir aquel partido que se jugó en el estadio de CU.
“¡Necaxa le ganó al Santos de Pelé!”, contaron un día después los diarios mexicanos, aquellos que previo al partido apostaban por cuántos goles les metería el cuadro brasileño, el mejor del mundo, a aquellos 11 necaxistas vestidos de rojo y blanco.
El Santos venía a un pentagonal, con 20 juegos invicto y con la maravilla negra llamada Edson Arantes do Nacimento, jovencito que años atrás acababa de sorprender al mundo en Suecia 58. La imagen del adolescente de 17 años que llora en la cima.
El Santos de Pelé llegó aquel 1961 con 10 mortales: Laercio, Dalmo, Mauro, Ze Carlos, Zito, Calvet, Dorval, Mengalvio, Coutinho y Pepe.
La alineación siempre comienza por el portero. Ahí está Jorge Morelos. En la reunión de necaxistas y en la memoria de aquel partido. Hombre de 77 años y dedos chuecos de tantos balonazos, cuando el esférico era de cuero y no existían los guantes protectores.
Se dan cita en La Casona del Giaco, donde el ritual se repite. Jorge Morelos, Héctor González, Pedro Dellacha, Pedro Romero, el Fumanchú Reynoso, Reynaldo Giacomini, Alberto Baeza, Alberto Evaristo, Dante Juárez, Memo Chatito Ortiz y Agustín Peniche.
De aquel memorable cuadro sólo tres llegaron a la cita anual: Jorge Morelos, el Fu Reynoso y el argentino Reynaldo Giacomini. Dicen los amigos que Dante Juárez es el único que ya partió al otro mundo, tocando el balón y cantando sus tangos. Evaristo y Dellacha viven en Argentina. ¿Los demás? A veces llegan y otros se desaparecen por temporadas.
Los meseros se mueven de un lado a otro, mientras las charlas se funden encima de las mesas y el balón imaginario aparece en la vieja cancha de Ciudad Universitaria. Sí, como cada año.
“No habían pasado ni dos minutos cuando el Morocho Juárez puso el 1-0”, dice expresivo el Fu Reynoso, quien por momentos se olvida de aquellas muletas que lo siguen por todas partes.
Y al minuto 11, Peniche con la testa, los tenía en el hoyo. Lo platican Morelos y Giacomini.
¿Cómo es que un cuadro mexicano, que ni siquiera era el campeón de aquellos tiempos (lo eran las Chivas), estaba humillando a la sensación brasileña? Apareció entonces la voz de Pelé, todo orquesta en la cancha, con apenas 20 años. Pepe respondió con un fuerte disparo y Coutinho con la testa. El primer tiempo terminó 2-2. Giacomini, el argentino, llegó de refuerzo para el Necaxa en aquel año. Jugador en Brasil y Argentina, haría escala en el Morelia, antes de ponerse la playera rojiblanca. No abandonaría sus colores ni se iría jamás de México. Habla poco, muestra la hinchazón permanente de la rodilla derecha. En la diestra trae una imagen de chamaco, aquel rubio de cara bonita, cabellos bien peinados y pierna educada. Trapos de rojo y blanco.
En la mesa del Giaco aparece la chistorra, el vino, las empanadas y el chimichurri. Las porras y el segundo tiempo.
Tantas veces se ha contado este partido que a veces sus propios protagonistas cambian el orden de los goles, pero no el resultado final. Algunos dicen que apenas comenzó la parte complementaria, el Santos remontó el marcador. Pero fue el Chato Ortiz el que puso al Necaxa 3-2.
Entonces aparece el Fu Reynoso, aquél que de chamaquillo sólo se llamaba Tomás y se mudó con sus padres de León, Guanajuato, a la colonia Guerrero. Aquel 2 de febrero de 1961 le tocó pararse en la cancha frente a Pelé. “Hacía maravillas con el balón. Incluso sin él. No era tan alto, pero su figura imponía.”
A Tomás le pusieron el Fumanchú cuando jugaba en el Necaxa y una ocasión “escondí el balón entre las piernas y el rival se perdió. Entonces no faltó quien dijera que lo hice como el mago de aquellos tiempos”.
Y entre mago y maravilla negra, aquella noche dominó el mexicano. “No dejé que hiciera daño, aunque el que estuvo tremendo fue Pepe. Yo le gritaba de todo, pero no se intimidaba.”
Fue cuando llegó el empate a tres goles. Atención, Pepe se escapa, Pepe dispara y … ¡penal!, el Fu Reynoso se lanza con la cabeza y alcanza a meter la mano. “Le quise hacer como el Pelusa, sólo que el árbitro alcanzó a ver la mano”. El mismo Pepe cobraría la falta desde el manchón de los 11 pasos.
En la comida están necaxistas de otros tiempos: Alfonso Pescado Portugal, José Cano, Aguilar, Fernando Salgado, David La Máquina Zamora, Alberto Gómez, Carlos Pichojos Pérez y Roberto El Cañabrava Martínez. Todos hablan del juego que no les tocó y de aquel momento cuando Pelé salió lesionado de la cancha. Eran otros tiempos, no existían los cambios y el Santos se quedó con un hombre menos. Muchas versiones. Que lo lesionó Dellacha, que fue Morelos...
Toca el turno al portero. El de los dedos chuecos de tanto romperse, el que no usaba guantes ni apodo. Jorge Morelos. Las lesiones siempre lo siguieron. Tres veces fue llamado para defender la portería de la Selección Nacional y las tres ocasiones se quedó con las ganas por sufrir lesiones antes de la hora de la verdad. “Una vez me rompieron la nariz, otra una mano y otra más la pierna. El día aquel, frente a Santos, fue un choque entre tres. Un tiro por la izquierda, yo salto por el balón y detrás de mí brinca Pelé. También saltó Dellacha. Recibí un golpe en la cabeza y cerca estuve del desmayo, pero no solté el balón. Pelé se luxó el hombro y tuvo que abandonar. Dellacha salió ileso”.
Dante Juárez, el que ya está en el otro mundo, marcó el gol de la victoria necaxista. Fue al 79’. Y los gritos se asoman entre aquellos veteranos, quienes sueltan porras como cada año. Nadie recuerda si Pelé intercambió camiseta o dónde quedaron aquellos viejos uniformes. Ataja el portero: “No imaginábamos que ese triunfo sería recordado después de tantos años. ¿Qué le pasó al Necaxa? Un día lo transformaron en Atlético Español y todo cambió”.
Y sin embargo, aquel Santos de Pelé seguirá perdiendo ante el Necaxa, cada día 2 de febrero. Aunque algunos momentos se pierdan de la memoria.
Ocurrió hace 48 años. Cuando el Necaxa venció al Santos de Pelé, en aquellos eternos 90 minutos
¿Cuántas ocasiones se habrá contado esta historia? Han pasado 48 largos años y el Necaxa de aquel 1961 sigue derrotando al Santos de Pelé. Sucede cada día 2 de febrero, cuando los muchachos de cabellos blancos se reúnen para repetir aquel partido que se jugó en el estadio de CU.
“¡Necaxa le ganó al Santos de Pelé!”, contaron un día después los diarios mexicanos, aquellos que previo al partido apostaban por cuántos goles les metería el cuadro brasileño, el mejor del mundo, a aquellos 11 necaxistas vestidos de rojo y blanco.
El Santos venía a un pentagonal, con 20 juegos invicto y con la maravilla negra llamada Edson Arantes do Nacimento, jovencito que años atrás acababa de sorprender al mundo en Suecia 58. La imagen del adolescente de 17 años que llora en la cima.
El Santos de Pelé llegó aquel 1961 con 10 mortales: Laercio, Dalmo, Mauro, Ze Carlos, Zito, Calvet, Dorval, Mengalvio, Coutinho y Pepe.
La alineación siempre comienza por el portero. Ahí está Jorge Morelos. En la reunión de necaxistas y en la memoria de aquel partido. Hombre de 77 años y dedos chuecos de tantos balonazos, cuando el esférico era de cuero y no existían los guantes protectores.
Se dan cita en La Casona del Giaco, donde el ritual se repite. Jorge Morelos, Héctor González, Pedro Dellacha, Pedro Romero, el Fumanchú Reynoso, Reynaldo Giacomini, Alberto Baeza, Alberto Evaristo, Dante Juárez, Memo Chatito Ortiz y Agustín Peniche.
De aquel memorable cuadro sólo tres llegaron a la cita anual: Jorge Morelos, el Fu Reynoso y el argentino Reynaldo Giacomini. Dicen los amigos que Dante Juárez es el único que ya partió al otro mundo, tocando el balón y cantando sus tangos. Evaristo y Dellacha viven en Argentina. ¿Los demás? A veces llegan y otros se desaparecen por temporadas.
Los meseros se mueven de un lado a otro, mientras las charlas se funden encima de las mesas y el balón imaginario aparece en la vieja cancha de Ciudad Universitaria. Sí, como cada año.
“No habían pasado ni dos minutos cuando el Morocho Juárez puso el 1-0”, dice expresivo el Fu Reynoso, quien por momentos se olvida de aquellas muletas
terça-feira, fevereiro 03, 2009
E SE JULGARES QUE ESTÁS A SONHAR E AFINAL ESTÁS ACORDADO?
Foi assim que me senti hoje ao ver o título de 1ª Página do “Diário de Notícias”: “Professores reformados recusam proposta para voltar às escolas”.
Em primeiro lugar a mim do Ministério da Educação ninguém me consultou. Em segundo lugar não dei procuração nenhuma para quem quer que seja responder em meu nome perante uma qualquer proposta para voltar a trabalhar numa escola. A notícia portanto só poderia ser um pesadelo.
Comprei o jornal e fui ler.
Afinal parece que existe fumo e fogo. O ME tem uma proposta para apresentar ao Conselho de Escolas, a fim de viabilizar a colocação de professores reformados em regime de voluntariado em escolas visando objectivos muito bem explícitos:
- Formação de professores e pessoal não docente
- Estudo acompanhado de alunos com dificuldades de aprendizagem
- Acompanhamento do percurso escolar dos alunos
- Apoio a visitas de estudo
- Dinamização de clubes
- Relações Públicas da Escola na dinamização do conhecimento de actividades pedagógicas relevantes para o desempenho dos Docentes em exercício
Os reformados voluntários trabalharão nas escolas pelo menos 3 horas semanais, e apresentarão relatórios da actividade desenvolvida.
O ideólogo da proposta é o Secretário de Estado Valter Lemos, que se esqueceu só de uma regra e uma tarefa a desenvolver pelos reformados no mesmo espírito de missão.
A escolha dos candidatos deverá ocorrer após a apresentação pelos candidatos da sua vinculação a uma qualquer entidade de carácter religioso e que têm ainda como tarefa a de “limpar o rabinho” aos que no exercício da sua actividade escolar disso venham a necessitar.
Isto só pode ser uma brincadeira de mau gosto. Eu afirmo aqui solenemente que acredito na honestidade do snr. primeiro ministro, pelo que não é necessário inventarem nada para me lixarem o juízo.
Se os empresários se lembram desta, para que é necessário arranjar empregos? Ponham os reformados a trabalhar gratuitamente.
Foi assim que me senti hoje ao ver o título de 1ª Página do “Diário de Notícias”: “Professores reformados recusam proposta para voltar às escolas”.
Em primeiro lugar a mim do Ministério da Educação ninguém me consultou. Em segundo lugar não dei procuração nenhuma para quem quer que seja responder em meu nome perante uma qualquer proposta para voltar a trabalhar numa escola. A notícia portanto só poderia ser um pesadelo.
Comprei o jornal e fui ler.
Afinal parece que existe fumo e fogo. O ME tem uma proposta para apresentar ao Conselho de Escolas, a fim de viabilizar a colocação de professores reformados em regime de voluntariado em escolas visando objectivos muito bem explícitos:
- Formação de professores e pessoal não docente
- Estudo acompanhado de alunos com dificuldades de aprendizagem
- Acompanhamento do percurso escolar dos alunos
- Apoio a visitas de estudo
- Dinamização de clubes
- Relações Públicas da Escola na dinamização do conhecimento de actividades pedagógicas relevantes para o desempenho dos Docentes em exercício
Os reformados voluntários trabalharão nas escolas pelo menos 3 horas semanais, e apresentarão relatórios da actividade desenvolvida.
O ideólogo da proposta é o Secretário de Estado Valter Lemos, que se esqueceu só de uma regra e uma tarefa a desenvolver pelos reformados no mesmo espírito de missão.
A escolha dos candidatos deverá ocorrer após a apresentação pelos candidatos da sua vinculação a uma qualquer entidade de carácter religioso e que têm ainda como tarefa a de “limpar o rabinho” aos que no exercício da sua actividade escolar disso venham a necessitar.
Isto só pode ser uma brincadeira de mau gosto. Eu afirmo aqui solenemente que acredito na honestidade do snr. primeiro ministro, pelo que não é necessário inventarem nada para me lixarem o juízo.
Se os empresários se lembram desta, para que é necessário arranjar empregos? Ponham os reformados a trabalhar gratuitamente.
segunda-feira, fevereiro 02, 2009
O DRAMA DE JEAN BAROIS
Nunca como hoje este livro de Roger Martin du Gard me surge tão actual (para mim). Espero poder resistir ao ocaso da vida. Não estou a falar de me recusar a envelhecer. Isso é uma inevitabilidade. Mas ao desejo que tenho de ir mantendo as minhas capacidades intelectuais minimamente em estado operacional.
De facto eu tenho em relação à Morte um desaguisado muito grande. É que não me apetece nada enfrentá-la. Porque sei que muito dificilmente sairei vencedor nessa luta. E eu, só de pensar que vou morrer (desaparecer) já tenho saudades de mim. Mal ou bem, gosto do que vejo, ouço, leio. Mesmo quando me passo da “corneta” fico depois todo satisfeito porque refilei, resmunguei e incomodei.
Nada me perturba mais do que a ideia de que me poderei tornar num vegetal. Olho à minha volta e a maior parte da minha família mais próxima desapareceu. Estou a ficar só. O meu pai continua a estar presente todos os dias. O meu irmão vai-me visitando regularmente. Mais regularmente do que quando estava vivo.
E eu vou desejando manter a lucidez imprescindível para poder estar aqui todos os dias. Sem abdicar ou negar os princípios e valores em que fui educado e que me ajudaram a ser a pessoa que sou.
Nunca como hoje este livro de Roger Martin du Gard me surge tão actual (para mim). Espero poder resistir ao ocaso da vida. Não estou a falar de me recusar a envelhecer. Isso é uma inevitabilidade. Mas ao desejo que tenho de ir mantendo as minhas capacidades intelectuais minimamente em estado operacional.
De facto eu tenho em relação à Morte um desaguisado muito grande. É que não me apetece nada enfrentá-la. Porque sei que muito dificilmente sairei vencedor nessa luta. E eu, só de pensar que vou morrer (desaparecer) já tenho saudades de mim. Mal ou bem, gosto do que vejo, ouço, leio. Mesmo quando me passo da “corneta” fico depois todo satisfeito porque refilei, resmunguei e incomodei.
Nada me perturba mais do que a ideia de que me poderei tornar num vegetal. Olho à minha volta e a maior parte da minha família mais próxima desapareceu. Estou a ficar só. O meu pai continua a estar presente todos os dias. O meu irmão vai-me visitando regularmente. Mais regularmente do que quando estava vivo.
E eu vou desejando manter a lucidez imprescindível para poder estar aqui todos os dias. Sem abdicar ou negar os princípios e valores em que fui educado e que me ajudaram a ser a pessoa que sou.
domingo, fevereiro 01, 2009
sábado, janeiro 31, 2009
A ESCURIDÃO FAVORECE OS NEGÓCIOS
Uma dona de casa recebe um amante todo os dias em casa, enquanto o marido trabalha. Durante esse tempo ela mete o filho de 9 anos trancado no armário do quarto.
Certo dia o marido chega a casa e o amante ainda lá está. Então ela tranca o amante no armário onde estava o filho. Ficaram lá um bocado, até que o miúdo diz:
- Tá escuro aqui, não tá?
- É, está.
- Eu tenho uma bola de baseball.
- Que giro!
- Queres comprar?
- Não!
- O meu pai está lá fora!
- Quanto é que queres pela bola?
- 10 euros.
- Toma.
Uma semana depois, o marido torna a chegar cedo. O amante está em casa. O miúdo está no armário. O amante vai para o armário. Eles lá ficam em silêncio até que o miúdo diz:
- Tá escuro aqui, não tá?
- É, está.
- Eu tenho uma luva de baseball.
- Que bom.
- Queres comprar?
O homem lembra-se da outra semana... - Claro, quanto é?
- 50 euros.
- Aqui está.
No fim-de-semana o pai chama o filho:
- Pega na bola e na luva e vamos jogar.
- Não posso. Vendi tudo.
- Vendeste? Por quanto?
- 60 euros.
- Não podes enganar os teus amigos assim. Vou levar-te agora ao padre para te confessares. Chegando à igreja, o miúdo entra pela portinha, ajoelha-se e fecha a portinha. Abre-se uma janelinha e aparece o padre.
- Meu filho, não temas a Deus, diz os teus erros e Ele perdoar-te-á. Qual é o teu pecado?
- Tá escuro aqui, não tá?
- Não vais começar com essa merda outra vez!!! "
Uma dona de casa recebe um amante todo os dias em casa, enquanto o marido trabalha. Durante esse tempo ela mete o filho de 9 anos trancado no armário do quarto.
Certo dia o marido chega a casa e o amante ainda lá está. Então ela tranca o amante no armário onde estava o filho. Ficaram lá um bocado, até que o miúdo diz:
- Tá escuro aqui, não tá?
- É, está.
- Eu tenho uma bola de baseball.
- Que giro!
- Queres comprar?
- Não!
- O meu pai está lá fora!
- Quanto é que queres pela bola?
- 10 euros.
- Toma.
Uma semana depois, o marido torna a chegar cedo. O amante está em casa. O miúdo está no armário. O amante vai para o armário. Eles lá ficam em silêncio até que o miúdo diz:
- Tá escuro aqui, não tá?
- É, está.
- Eu tenho uma luva de baseball.
- Que bom.
- Queres comprar?
O homem lembra-se da outra semana... - Claro, quanto é?
- 50 euros.
- Aqui está.
No fim-de-semana o pai chama o filho:
- Pega na bola e na luva e vamos jogar.
- Não posso. Vendi tudo.
- Vendeste? Por quanto?
- 60 euros.
- Não podes enganar os teus amigos assim. Vou levar-te agora ao padre para te confessares. Chegando à igreja, o miúdo entra pela portinha, ajoelha-se e fecha a portinha. Abre-se uma janelinha e aparece o padre.
- Meu filho, não temas a Deus, diz os teus erros e Ele perdoar-te-á. Qual é o teu pecado?
- Tá escuro aqui, não tá?
- Não vais começar com essa merda outra vez!!! "
sexta-feira, janeiro 30, 2009
TER OPINIÃO
Pode não se ter razão. Mas é bom e saudável pensar pela própria cabeça. Ajuda a prevenir o Alzheimer. Excepto em política. Ou quando se é dependente de boas vontades. Nestes contextos o importante é ser “is master voice”.
Quem tem opinião está condenado ao fracasso. E a não se representar mais que a si mesmo. Todos nós conhecemos pessoas que estão sempre de acordo com os líderes. Digam eles o que disserem. Façam o que fizerem. É líder estou com ele. Ponto final parágrafo.
Muda o líder, muda a opinião. Porque há que prestar vassalagem ao novo líder. Todos nós conhecemos pessoas que entram pelos gabinetes do poder (do Estado, Autárquico, Religioso, Económico) fazendo juramentos de fidelidade. Até é possível conhecer pessoas que fazem afirmações caricatas do tipo, “eu votei em si” e consultados os cadernos eleitorais verifica-se que há mais de 20 anos que não votam rigorosamente para nada.
Todos conhecemos pessoas em que as suas opiniões e prioridades são ditadas pela comunicação social. E quanto mais escabrosa for a imagem de marca vendida, mais paixão suscita nos seus propaladores.
Afinal, vale ou não a pena ter opinião? Não sei. Cada um faz a sua opção. Eu, estou aqui excepto um outro dia. Uns dias acham piada ao que escrevo. Outros dias não acham piada nenhuma. Mas eu sou o somatório de todos os dias e de tudo aquilo que publico. Eu não sou. Estou sendo. E gosto de mim assim.
Pode não se ter razão. Mas é bom e saudável pensar pela própria cabeça. Ajuda a prevenir o Alzheimer. Excepto em política. Ou quando se é dependente de boas vontades. Nestes contextos o importante é ser “is master voice”.
Quem tem opinião está condenado ao fracasso. E a não se representar mais que a si mesmo. Todos nós conhecemos pessoas que estão sempre de acordo com os líderes. Digam eles o que disserem. Façam o que fizerem. É líder estou com ele. Ponto final parágrafo.
Muda o líder, muda a opinião. Porque há que prestar vassalagem ao novo líder. Todos nós conhecemos pessoas que entram pelos gabinetes do poder (do Estado, Autárquico, Religioso, Económico) fazendo juramentos de fidelidade. Até é possível conhecer pessoas que fazem afirmações caricatas do tipo, “eu votei em si” e consultados os cadernos eleitorais verifica-se que há mais de 20 anos que não votam rigorosamente para nada.
Todos conhecemos pessoas em que as suas opiniões e prioridades são ditadas pela comunicação social. E quanto mais escabrosa for a imagem de marca vendida, mais paixão suscita nos seus propaladores.
Afinal, vale ou não a pena ter opinião? Não sei. Cada um faz a sua opção. Eu, estou aqui excepto um outro dia. Uns dias acham piada ao que escrevo. Outros dias não acham piada nenhuma. Mas eu sou o somatório de todos os dias e de tudo aquilo que publico. Eu não sou. Estou sendo. E gosto de mim assim.
quinta-feira, janeiro 29, 2009
"PENICHE" E "PENICHEIROS"
Esta terra Peniche deu nome ou pseudónimo a inúmeras pessoas ou localidades por esse mundo fora. Recordo de repente, Zé Penicheiro (Pintor), Patrícia (Ticha) Penicheiro (Basquetebol), Cláudia Peniche (Cantora do Brasil), Travessa do Abarracamento de Peniche (no Príncipe Real em Lisboa), Peniche (Famílias do México), Peniche (Barco de Turismo em Avignon) só para citar alguns. É caso para dizer que nos estendemos para além do comprimento da perna. Mas tem graça e enche-nos de importância.

Esta terra Peniche deu nome ou pseudónimo a inúmeras pessoas ou localidades por esse mundo fora. Recordo de repente, Zé Penicheiro (Pintor), Patrícia (Ticha) Penicheiro (Basquetebol), Cláudia Peniche (Cantora do Brasil), Travessa do Abarracamento de Peniche (no Príncipe Real em Lisboa), Peniche (Famílias do México), Peniche (Barco de Turismo em Avignon) só para citar alguns. É caso para dizer que nos estendemos para além do comprimento da perna. Mas tem graça e enche-nos de importância.


quarta-feira, janeiro 28, 2009
ONTEM LI…
Ontem ao fim do dia regressei a Fernando Pessoa. Mais propriamente ao heterónimo Alberto Caeiro. Em tempos perturbados e perturbadores (como os que vivemos), Pessoa não sendo resposta é pelo menos um SPA. Li e pensei em partilhar convosco estes versos que podem ser resposta ao que (não) merece a pena:
XLII
Passou a diligência pela estrada, e foi-se;
E a estrada não ficou mais bela, nem sequer mais feia.
Assim é a acção humana pelo mundo fora.
Nada tiramos e nada pomos; passamos e esquecemos;
E o sol é sempre pontual todos os dias.
Ontem ao fim do dia regressei a Fernando Pessoa. Mais propriamente ao heterónimo Alberto Caeiro. Em tempos perturbados e perturbadores (como os que vivemos), Pessoa não sendo resposta é pelo menos um SPA. Li e pensei em partilhar convosco estes versos que podem ser resposta ao que (não) merece a pena:
XLII
Passou a diligência pela estrada, e foi-se;
E a estrada não ficou mais bela, nem sequer mais feia.
Assim é a acção humana pelo mundo fora.
Nada tiramos e nada pomos; passamos e esquecemos;
E o sol é sempre pontual todos os dias.
terça-feira, janeiro 27, 2009
A MERDA QUE O DIABO AMASSOU
Não gosto muito do Sócrates. O estilo não é do que mais aprecie. Também não alinho com a sua venda sistemática de banha da cobra. Numa feira à antiga não lhe compraria cobertores, mesmo que ele me oferecesse um jogo de lençóis e outro de toalhas turcas e ainda meia dúzia de cuecas e outra meia dúzia de peúgas.
Sinto-me de facto envergonhado quando ele vai para uma cimeira fazer propaganda do magalhães. Mas aprecio a sua determinação. A sua capacidade de dar a volta por cima. Mesmo quando parece que tudo se está a mobilizar para o fazer vergar, ele levanta-se e com 3 ou 4 abanadelas lá segue o seu caminho.
Mas mis importante que tudo isso. Acredito que é suficientemente honesto para ser 1º Ministro. Acredito que é leal às pessoas que o acompanham. Que as defende até aos limites. E acredito que tirou uma licenciatura à laia da porra. Mas até nisso foi português. De resto no que toca a licenciaturas, resta saber quantos dos que terminaram licenciaturas em 74/75/76/77 não o fizeram de forma administrativa. Mas adiante
Agora o que não suporte é ver esta conversa da treta que os média decidiram agora suscitar. Já que o não apanham a ele, vão buscar o primo (que me parece um Chico esperto) e o tio. E a madrinha e a cunhada. Irra porra que é demais. Combatam o homem politicamente. Investiguem quem quiserem e se através da investigação provarem que ele foi desonesto corram com ele e penalizem-no.
Também para mim é estranho esta bagunçada só surgir com força na comunicação social de 4 em 4 anos. E em altura de eleições. Sou dos que acreditam que à mulher de César não basta ser séria. Há desonestos em todas as profissões.
Não gosto muito do Sócrates. O estilo não é do que mais aprecie. Também não alinho com a sua venda sistemática de banha da cobra. Numa feira à antiga não lhe compraria cobertores, mesmo que ele me oferecesse um jogo de lençóis e outro de toalhas turcas e ainda meia dúzia de cuecas e outra meia dúzia de peúgas.
Sinto-me de facto envergonhado quando ele vai para uma cimeira fazer propaganda do magalhães. Mas aprecio a sua determinação. A sua capacidade de dar a volta por cima. Mesmo quando parece que tudo se está a mobilizar para o fazer vergar, ele levanta-se e com 3 ou 4 abanadelas lá segue o seu caminho.
Mas mis importante que tudo isso. Acredito que é suficientemente honesto para ser 1º Ministro. Acredito que é leal às pessoas que o acompanham. Que as defende até aos limites. E acredito que tirou uma licenciatura à laia da porra. Mas até nisso foi português. De resto no que toca a licenciaturas, resta saber quantos dos que terminaram licenciaturas em 74/75/76/77 não o fizeram de forma administrativa. Mas adiante
Agora o que não suporte é ver esta conversa da treta que os média decidiram agora suscitar. Já que o não apanham a ele, vão buscar o primo (que me parece um Chico esperto) e o tio. E a madrinha e a cunhada. Irra porra que é demais. Combatam o homem politicamente. Investiguem quem quiserem e se através da investigação provarem que ele foi desonesto corram com ele e penalizem-no.
Também para mim é estranho esta bagunçada só surgir com força na comunicação social de 4 em 4 anos. E em altura de eleições. Sou dos que acreditam que à mulher de César não basta ser séria. Há desonestos em todas as profissões.
segunda-feira, janeiro 26, 2009
AFORISMOS
- Quem muito sobe, de muito alto cai
- Quem precisa de citar os seus títulos é porque não está convencido do que vale
- Uma mentira mil vezes repetida, nunca será uma verdade
- O que se diz ouve-se. O que se escreve lê-se. O que se faz vê-se
- A idiotice não se transmite geneticamente mas aprimora-se com a educação
- Filho de réptil sabe rastejar
- Quem muito sobe, de muito alto cai
- Quem precisa de citar os seus títulos é porque não está convencido do que vale
- Uma mentira mil vezes repetida, nunca será uma verdade
- O que se diz ouve-se. O que se escreve lê-se. O que se faz vê-se
- A idiotice não se transmite geneticamente mas aprimora-se com a educação
- Filho de réptil sabe rastejar
domingo, janeiro 25, 2009
sábado, janeiro 24, 2009
HABILIDADES
Uma adolescente- muito bonita por sinal - vai à primeira festa, mas tem medo dos avanços dos rapazes. Pede um conselho à mãe.
- Se os rapazes começarem a insistir muito, pergunta qual vai ser o nome da criança. Eles vão sair a correr. Podes crer!
Ela foi eà festa e tal como se previa no meio da dança o rapaz diz :
- Vamos até ao jardim atrás da piscina?
Ela vai, mas quando o rapaz começa a pôr a mão, ela pergunta :
- Que nome é que a gente vai dar à criança ?
O rapaz olha-a com surpresa, diz que se esqueceu da carteira no bar e sai depressinha.
Uma hora mais tarde a cena repete-se com outro.
Igualzinho! Quando ela pergunta qual será o nome da criança, ele fica com os pés frios e sai a correr.
Mais tarde a cena repete-se com outro.
Vai com ela pro jardim, começa com beijinho aqui, com beijinho ali. Ela pergunta:
- Qual vai ser o nome da criança ?Ele vai abrindo o vestido dela.
- Qual vai ser o nome da criança?Ele tira o vestido dela e as calças dele.
Ela pergunta novamente:- Qual vai ser o nome da criança ???
- Ah... Ahh..Ahhhh..Ahhhhhh...Ahhhhhhhhhhhh...
Ela insiste:- Qual vai ser o nome da criança ?????
Após tudo terminado ela pergunta mais uma vez :
- E agora..? Qual vai ser o nome do nosso filho?
Ele - triunfante - tira devagar a camisinha cheia, levanta no alto, dá um nó firme e diz :
- Se ele conseguir sair daqui, chamamos-lhe MacGyver!
Uma adolescente- muito bonita por sinal - vai à primeira festa, mas tem medo dos avanços dos rapazes. Pede um conselho à mãe.
- Se os rapazes começarem a insistir muito, pergunta qual vai ser o nome da criança. Eles vão sair a correr. Podes crer!
Ela foi eà festa e tal como se previa no meio da dança o rapaz diz :
- Vamos até ao jardim atrás da piscina?
Ela vai, mas quando o rapaz começa a pôr a mão, ela pergunta :
- Que nome é que a gente vai dar à criança ?
O rapaz olha-a com surpresa, diz que se esqueceu da carteira no bar e sai depressinha.
Uma hora mais tarde a cena repete-se com outro.
Igualzinho! Quando ela pergunta qual será o nome da criança, ele fica com os pés frios e sai a correr.
Mais tarde a cena repete-se com outro.
Vai com ela pro jardim, começa com beijinho aqui, com beijinho ali. Ela pergunta:
- Qual vai ser o nome da criança ?Ele vai abrindo o vestido dela.
- Qual vai ser o nome da criança?Ele tira o vestido dela e as calças dele.
Ela pergunta novamente:- Qual vai ser o nome da criança ???
- Ah... Ahh..Ahhhh..Ahhhhhh...Ahhhhhhhhhhhh...
Ela insiste:- Qual vai ser o nome da criança ?????
Após tudo terminado ela pergunta mais uma vez :
- E agora..? Qual vai ser o nome do nosso filho?
Ele - triunfante - tira devagar a camisinha cheia, levanta no alto, dá um nó firme e diz :
- Se ele conseguir sair daqui, chamamos-lhe MacGyver!
sexta-feira, janeiro 23, 2009
AVALIAÇÃO DE PROFESSORES
Sempre manifestei a minha discordância sobre os motivos que deram origem a esta súbita paixão dos professores pela actividade sindical. Refiro actividade sindical e não digo aderência militante à actividade sindical. De facto seria interessante nesta guerra de números verificar quantos professores estão efectivamente sindicalizados e comparar esse número com os valores de adesão às greves. Passemos à frente.
Sempre afirmei que o que efectivamente sempre motivou os professores foi o seu horror a qualquer tipo de avaliação da sua actividade, desde que não seja promovida por si próprios. Chamam-lhe auto-avaliação.
Os professores recusam ser avaliados. Milhares de professores deste país durante muitos anos, para se efectivarem tinham de passar por um estágio profissional onde a observação de aulas era um valor inestimável, para a correcção de atitudes, a melhoria de técnicas, o desenvolvimento de métodos de ensino-aprendizagem. Até que se instalou o grande regabofe. Hoje os professores entram para a sala de aula, fecham-se lá dentro e vá Deus saber o que ensinam e como o fazem.
No fundo é como um jornalista escrever as suas reportagens, e esconde-las na gaveta para que o seu valor literário e informativo não possa ser posto em causa.
Tudo começa e acaba na recusa dos docentes em serem avaliados. Se isto não fosse verdade, já teriam apresentado preto no branco uma proposta alternativa de avaliação corrigindo o que no seu entendimento está menos correcto na proposta do Ministério. Isso não fazem, porque não têm. De facto, quererem auto avaliar-se não é nada. Ninguém pode ser juiz em causa própria. Ninguém conhece alternativas porque elas não existem
Seja qual for o resultado do pedido de suspensão do modelo actual de avaliação, que hoje vai a votos na Assembleia da República, este miserável país já perdeu com esta bagunçada que se tem gerado à volta de uns quantos que não querem dar contas do que fazem a ninguém.
Inundar os emails dos deputados, pedir a dissolução da Assembleia da República se esta não for favorável aos seus interesses corporativos, fazem parte de uma mesma moeda, que tem origem em métodos muito bem conhecidos de um certo partido político em ano de eleições.
Que uns quantos com desejos mórbidos de não saírem da ribalta lhe dêem acolhimento, não estranho. Estranho é que hajam portugueses que toda a vida tiveram que dar contas do seu labor profissional e da qualidade do seu trabalho, possam duvidar que hajam os quantos que são imunes à avaliação. Não há dúvida que cada povo tem o país que merece.
Sempre manifestei a minha discordância sobre os motivos que deram origem a esta súbita paixão dos professores pela actividade sindical. Refiro actividade sindical e não digo aderência militante à actividade sindical. De facto seria interessante nesta guerra de números verificar quantos professores estão efectivamente sindicalizados e comparar esse número com os valores de adesão às greves. Passemos à frente.
Sempre afirmei que o que efectivamente sempre motivou os professores foi o seu horror a qualquer tipo de avaliação da sua actividade, desde que não seja promovida por si próprios. Chamam-lhe auto-avaliação.
Os professores recusam ser avaliados. Milhares de professores deste país durante muitos anos, para se efectivarem tinham de passar por um estágio profissional onde a observação de aulas era um valor inestimável, para a correcção de atitudes, a melhoria de técnicas, o desenvolvimento de métodos de ensino-aprendizagem. Até que se instalou o grande regabofe. Hoje os professores entram para a sala de aula, fecham-se lá dentro e vá Deus saber o que ensinam e como o fazem.
No fundo é como um jornalista escrever as suas reportagens, e esconde-las na gaveta para que o seu valor literário e informativo não possa ser posto em causa.
Tudo começa e acaba na recusa dos docentes em serem avaliados. Se isto não fosse verdade, já teriam apresentado preto no branco uma proposta alternativa de avaliação corrigindo o que no seu entendimento está menos correcto na proposta do Ministério. Isso não fazem, porque não têm. De facto, quererem auto avaliar-se não é nada. Ninguém pode ser juiz em causa própria. Ninguém conhece alternativas porque elas não existem
Seja qual for o resultado do pedido de suspensão do modelo actual de avaliação, que hoje vai a votos na Assembleia da República, este miserável país já perdeu com esta bagunçada que se tem gerado à volta de uns quantos que não querem dar contas do que fazem a ninguém.
Inundar os emails dos deputados, pedir a dissolução da Assembleia da República se esta não for favorável aos seus interesses corporativos, fazem parte de uma mesma moeda, que tem origem em métodos muito bem conhecidos de um certo partido político em ano de eleições.
Que uns quantos com desejos mórbidos de não saírem da ribalta lhe dêem acolhimento, não estranho. Estranho é que hajam portugueses que toda a vida tiveram que dar contas do seu labor profissional e da qualidade do seu trabalho, possam duvidar que hajam os quantos que são imunes à avaliação. Não há dúvida que cada povo tem o país que merece.
quinta-feira, janeiro 22, 2009
REFORMAS DOURADAS
Ontem cruzei-me com uma colega minha do 1º Ciclo. Falámos das trivialidades habituais e depois entrámos pelas nossas reformas adentro. Os olhos da minha colega brilharam, fazendo empalidecer o pouco sol de inverno que nos resta.
A sua felicidade era visível. Não porque estivesse farta do que fazia. Não porque temesse a agitação espúria que agora percorre estupidamente as escolas. Sorria porque sim. Sorria porque se sentia feliz por ser dona do seu tempo. Por fazer o que lhe apetece às horas que lhe apetece. E por não fazer nada quando é isso que lhe apetece.
Lê quando lhe apetece os livros que foi acumulando e que não chegou a desfolhar.
Sai à rua sabendo que não tem horários a cumprir, nem trabalhos para ver, nem reuniões a que assistir. O marido e a filha não são dificuldade, são usufrutuários da sua felicidade.
Não tem saudades do que fez. Sente-se bem com o que fez. E está feito. Não é repetível. Vive o ócio. Não tem momentos de ócio.
Enquanto falávamos crianças e jovens, ex-alunas, iam-na cumprimentando e a sua alegria era enorme apresentando-as como tal. Mas sem saudades bacocas. Com uma alegas sem saudades bacocas. Com a alegria sadia do dever cumprido e de ter restado o amor.
Assim se vive uma vida.
Ontem cruzei-me com uma colega minha do 1º Ciclo. Falámos das trivialidades habituais e depois entrámos pelas nossas reformas adentro. Os olhos da minha colega brilharam, fazendo empalidecer o pouco sol de inverno que nos resta.
A sua felicidade era visível. Não porque estivesse farta do que fazia. Não porque temesse a agitação espúria que agora percorre estupidamente as escolas. Sorria porque sim. Sorria porque se sentia feliz por ser dona do seu tempo. Por fazer o que lhe apetece às horas que lhe apetece. E por não fazer nada quando é isso que lhe apetece.
Lê quando lhe apetece os livros que foi acumulando e que não chegou a desfolhar.
Sai à rua sabendo que não tem horários a cumprir, nem trabalhos para ver, nem reuniões a que assistir. O marido e a filha não são dificuldade, são usufrutuários da sua felicidade.
Não tem saudades do que fez. Sente-se bem com o que fez. E está feito. Não é repetível. Vive o ócio. Não tem momentos de ócio.
Enquanto falávamos crianças e jovens, ex-alunas, iam-na cumprimentando e a sua alegria era enorme apresentando-as como tal. Mas sem saudades bacocas. Com uma alegas sem saudades bacocas. Com a alegria sadia do dever cumprido e de ter restado o amor.
Assim se vive uma vida.
quarta-feira, janeiro 21, 2009
20 DE JANEIRO DE 1973
Tinha há uns dias em cima da secretária, um dos livros das “obras escolhidas de amílcar cabral” – Ed. Seara Nova, para ontem escrever sobre essa figura mítica da Luta pela Independência Africana.
A data que serve de título ao que hoje escrevo, é a data do seu assassinato ainda hoje mal esclarecido. A uns serve a ideia de que terão sido os “colonialistas portugueses” a perpetrar esse crime, a outros de que ele estaria no meio das lutas intestinas do PAIGC, com os ódios latentes entre cabo-verdianos e guineenses ou mesmo, entre etnias e a luta pela hegemonia na liderança do movimento.
Pessoalmente não me repugna acreditar que todos estes sub-interesses se tenham conjugado para levar a efeito a morte de um dos paladinos da luta africana.
Da Wikipédia respinguei o que segue:
“Amílcar Cabral (Bafatá, Guiné-Bissau, 12 de Setembro de 1924 — Conacri, 20 de janeiro de 1973) foi um político de Cabo Verde e da Guiné-Bissau
Filho de Juvenal Lopes Cabral e de Dona Iva Pinhel Évora, aos oito anos de idade, sua família mudou-se para Cabo Verde, estabelecendo-se em Mindelo (ilha de São Vicente), que passou a ser a cidade de sua infância, onde completou o curso liceal em 1943. No ano seguinte, mudou-se para a cidade de Praia, na ilha de Santiago, e começou a trabalhar na Imprensa Nacional, mas só por um ano, pois tendo conseguido uma bolsa de estudos, no ano de 1945 ingressou no Instituto Superior de Agronomia, em Lisboa. Após graduar-se em 1950, trabalhou por dois anos na Estação Agronómica de Santarém.
Contratado pelo Ministério do Ultramar como adjunto dos Serviços Agrícolas e Florestais da Guiné, regressou a Bissau em 1952. Iniciou seu trabalho na granja experimental de Pessube percorrendo grande parte do país, de porta em porta, durante o Recenseamento Agrícola de 1953 adquirindo um conhecimento profundo da realidade social vigente. Suas atividades políticas, iniciadas já em Portugal, reservam-lhe a antipatia do Governador da colônia, Melo e Alvim, que o obriga a emigrar para Angola. Nesse país, une-se ao MPLA.
Em 1959, Amílcar Cabral, juntamente com Aristides Pereira, seu irmão Luís Cabral, Fernando Fortes, Júlio de Almeida e Elisée Turpin, funda o partido clandestino Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC). Quatro anos mais tarde, o PAIGC sai da clandestinidade ao estabelecer uma delegação na cidade de Conacri, capital da República de Guiné-Cronacri. Em 23 de janeiro de 1963 tem início a luta armada contra a metrópole colonialista, com o ataque ao quartel de Tite, no sul da Guiné-Bissau, a partir de bases na Guiné-Conacri.
Em 1970, Amílcar Cabral, fazendo-se acompanhar de Agostinho Neto e Marcelino dos Santos, é recebido pelo Papa Paulo VI em audiência privada. Em 21 de novembro do mesmo ano, o Governador português da Guiné-Bissau determina o início da Operação Mar Verde, com a finalidade de capturar ou mesmo eliminar os líderes do PAIGC, então aquartelados em Conacri. A operação não teve sucesso.
Em 20 de janeiro de 1973, Amílcar Cabral é assassinado em Conacri, por dois membros guineenses de seu próprio partido. Amílcar Cabral profetizara seu fim, ao afirmar: "Se alguém me há de fazer mal, é quem está aqui entre nós. Ninguém mais pode estragar o PAIGC, só nós próprios." Aristides Pereira, substituiu-o na chefia do PAIGC. Após da morte de Cabral a luta armada se intensifica e a independência de Guiné-Bissau é proclamada unilateralmente em 24 de Setembro de 1973. Seu meio-irmão, Luís de Almeida Cabral, é nomeado o primeiro presidente do país.”
Por mim acrescentaria que admirei(o) o humanismo de Amílcar Cabral. A sua capacidade de acreditar que o homem só merece viver, se contribuir para crescer em liberdade e se juntar a sua voz aos mais carecidos e oprimidos.
A feliz coincidência de um afro-americano tomar posse como Presidente dos Estados Unidos, 36 anos depois da morte de Amílcar Cabral, permite-me sonhar com um amanhã de esperança.
Tinha há uns dias em cima da secretária, um dos livros das “obras escolhidas de amílcar cabral” – Ed. Seara Nova, para ontem escrever sobre essa figura mítica da Luta pela Independência Africana.A data que serve de título ao que hoje escrevo, é a data do seu assassinato ainda hoje mal esclarecido. A uns serve a ideia de que terão sido os “colonialistas portugueses” a perpetrar esse crime, a outros de que ele estaria no meio das lutas intestinas do PAIGC, com os ódios latentes entre cabo-verdianos e guineenses ou mesmo, entre etnias e a luta pela hegemonia na liderança do movimento.
Pessoalmente não me repugna acreditar que todos estes sub-interesses se tenham conjugado para levar a efeito a morte de um dos paladinos da luta africana.
Da Wikipédia respinguei o que segue:
“Amílcar Cabral (Bafatá, Guiné-Bissau, 12 de Setembro de 1924 — Conacri, 20 de janeiro de 1973) foi um político de Cabo Verde e da Guiné-Bissau
Filho de Juvenal Lopes Cabral e de Dona Iva Pinhel Évora, aos oito anos de idade, sua família mudou-se para Cabo Verde, estabelecendo-se em Mindelo (ilha de São Vicente), que passou a ser a cidade de sua infância, onde completou o curso liceal em 1943. No ano seguinte, mudou-se para a cidade de Praia, na ilha de Santiago, e começou a trabalhar na Imprensa Nacional, mas só por um ano, pois tendo conseguido uma bolsa de estudos, no ano de 1945 ingressou no Instituto Superior de Agronomia, em Lisboa. Após graduar-se em 1950, trabalhou por dois anos na Estação Agronómica de Santarém.
Contratado pelo Ministério do Ultramar como adjunto dos Serviços Agrícolas e Florestais da Guiné, regressou a Bissau em 1952. Iniciou seu trabalho na granja experimental de Pessube percorrendo grande parte do país, de porta em porta, durante o Recenseamento Agrícola de 1953 adquirindo um conhecimento profundo da realidade social vigente. Suas atividades políticas, iniciadas já em Portugal, reservam-lhe a antipatia do Governador da colônia, Melo e Alvim, que o obriga a emigrar para Angola. Nesse país, une-se ao MPLA.
Em 1959, Amílcar Cabral, juntamente com Aristides Pereira, seu irmão Luís Cabral, Fernando Fortes, Júlio de Almeida e Elisée Turpin, funda o partido clandestino Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC). Quatro anos mais tarde, o PAIGC sai da clandestinidade ao estabelecer uma delegação na cidade de Conacri, capital da República de Guiné-Cronacri. Em 23 de janeiro de 1963 tem início a luta armada contra a metrópole colonialista, com o ataque ao quartel de Tite, no sul da Guiné-Bissau, a partir de bases na Guiné-Conacri.
Em 1970, Amílcar Cabral, fazendo-se acompanhar de Agostinho Neto e Marcelino dos Santos, é recebido pelo Papa Paulo VI em audiência privada. Em 21 de novembro do mesmo ano, o Governador português da Guiné-Bissau determina o início da Operação Mar Verde, com a finalidade de capturar ou mesmo eliminar os líderes do PAIGC, então aquartelados em Conacri. A operação não teve sucesso.
Em 20 de janeiro de 1973, Amílcar Cabral é assassinado em Conacri, por dois membros guineenses de seu próprio partido. Amílcar Cabral profetizara seu fim, ao afirmar: "Se alguém me há de fazer mal, é quem está aqui entre nós. Ninguém mais pode estragar o PAIGC, só nós próprios." Aristides Pereira, substituiu-o na chefia do PAIGC. Após da morte de Cabral a luta armada se intensifica e a independência de Guiné-Bissau é proclamada unilateralmente em 24 de Setembro de 1973. Seu meio-irmão, Luís de Almeida Cabral, é nomeado o primeiro presidente do país.”
Por mim acrescentaria que admirei(o) o humanismo de Amílcar Cabral. A sua capacidade de acreditar que o homem só merece viver, se contribuir para crescer em liberdade e se juntar a sua voz aos mais carecidos e oprimidos.
A feliz coincidência de um afro-americano tomar posse como Presidente dos Estados Unidos, 36 anos depois da morte de Amílcar Cabral, permite-me sonhar com um amanhã de esperança.
terça-feira, janeiro 20, 2009
OBAMA
Aqui estou eu, aos 64 anos de idade, depois de ter atravessado tantos percursos, ansioso por ver a tomada de posse de um negro como Presidente dos Estados Unidos.
Ao vivo e com o mesmo grau de ansiedade, assisti à chegada do Homem à lua. Ao derrube do Muro de Berlim. Ao 11 de Setembro. À invasão do Iraque. À abertura do Concílio do Vaticano II. À libertação de Nelson Mandela. Em todos estes acontecimentos posso dizer: -eu estive lá.
Recordo livros que li, “A Tentação Totalitária”, “Crimes de Guerra no Vietnam”, “Da Democracia na América” entre outros, e pelo que vi e pelo que li, pergunto a mim mesmo que Povo, que Nação, é capaz de se refundar com tanta velocidade, em tão pouco espaço de tempo, constituindo nessas mudanças o ódio e a esperança, a raiva e a glória, o desprezo e a ternura, como os Estados Unidos.
Aqui vou estar eu preso à TV para poder dizer mais uma vez que eu vi um negro tornar-se Presidente da mais poderosa Nação do Mundo, sendo esse facto e essa pessoa ao mesmo tempo parte da esperança do Mundo tal como o concebemos hoje.
E apesar dos crimes hediondos que os EUA têm cometido em todo o mundo, eu quero desejar a este Presidente votos de muitas felicidades. Sei que o seu desempenho vai ser feito de avanços e recuos. Mas espero que quando termine o seu mandato o Mundo se tenha tornado mais habitável e a humanidade mais feliz.
São os meus votos para o seu desempenho.
Aqui estou eu, aos 64 anos de idade, depois de ter atravessado tantos percursos, ansioso por ver a tomada de posse de um negro como Presidente dos Estados Unidos.
Ao vivo e com o mesmo grau de ansiedade, assisti à chegada do Homem à lua. Ao derrube do Muro de Berlim. Ao 11 de Setembro. À invasão do Iraque. À abertura do Concílio do Vaticano II. À libertação de Nelson Mandela. Em todos estes acontecimentos posso dizer: -eu estive lá.
Recordo livros que li, “A Tentação Totalitária”, “Crimes de Guerra no Vietnam”, “Da Democracia na América” entre outros, e pelo que vi e pelo que li, pergunto a mim mesmo que Povo, que Nação, é capaz de se refundar com tanta velocidade, em tão pouco espaço de tempo, constituindo nessas mudanças o ódio e a esperança, a raiva e a glória, o desprezo e a ternura, como os Estados Unidos.
Aqui vou estar eu preso à TV para poder dizer mais uma vez que eu vi um negro tornar-se Presidente da mais poderosa Nação do Mundo, sendo esse facto e essa pessoa ao mesmo tempo parte da esperança do Mundo tal como o concebemos hoje.
E apesar dos crimes hediondos que os EUA têm cometido em todo o mundo, eu quero desejar a este Presidente votos de muitas felicidades. Sei que o seu desempenho vai ser feito de avanços e recuos. Mas espero que quando termine o seu mandato o Mundo se tenha tornado mais habitável e a humanidade mais feliz.
São os meus votos para o seu desempenho.
segunda-feira, janeiro 19, 2009
PEDRAS SOLTAS IV
Com a Copla “CAFÉS” termino a publicação dos versos da autoria de Mariano Vicente que constituíram o corpo do Musical “PEDRAS SOLTAS”, que foi apresentado em Peniche em 1940. Mais que o interesse artístico ou literário dos versos, é importante reflectir sobre o retrato social que eles representam.
Na terra de cafés e pastelarias que Peniche é hoje, parece estranho que isso aconteça quando há sessenta anos existiam só três. Deles resiste ainda hoje estoicamente um só, o “AVIZ”.
CAFÉS
CENTRAL
Sou dos três o mais antigo,
‘Stou no largo mais central;
Sou pois um colega amigo,
Não temo nenhum egual…
Ah…ah,…ah,…ah!...
Não temo nenhum egual.
BRASILEIRA
Chamam-me Brasileira
E eu nasci mesmo cá.
Nunca ouvi na Ribeira
Cantar o sabiá.
Cantar o sabiá,
Cantar o sabiá.
AVIZ
«Chegar, ver e vencer»!...
Eis toda a galhardia
Que êste meu lema encerra!...
Hei-de saber manter
Na minha «dinastia»
A fina flor da terra.
A fina flor da terra.
CORO
Quando um sómente existia
Tudo dizia
Que outro melhor não havia
E agora que somos três
Não há ninguém que não diga:
Que pobreza de cafés!...
Que espiga!...
Com a Copla “CAFÉS” termino a publicação dos versos da autoria de Mariano Vicente que constituíram o corpo do Musical “PEDRAS SOLTAS”, que foi apresentado em Peniche em 1940. Mais que o interesse artístico ou literário dos versos, é importante reflectir sobre o retrato social que eles representam.
Na terra de cafés e pastelarias que Peniche é hoje, parece estranho que isso aconteça quando há sessenta anos existiam só três. Deles resiste ainda hoje estoicamente um só, o “AVIZ”.
CAFÉS
CENTRAL
Sou dos três o mais antigo,
‘Stou no largo mais central;
Sou pois um colega amigo,
Não temo nenhum egual…
Ah…ah,…ah,…ah!...
Não temo nenhum egual.
BRASILEIRA
Chamam-me Brasileira
E eu nasci mesmo cá.
Nunca ouvi na Ribeira
Cantar o sabiá.
Cantar o sabiá,
Cantar o sabiá.
AVIZ
«Chegar, ver e vencer»!...
Eis toda a galhardia
Que êste meu lema encerra!...
Hei-de saber manter
Na minha «dinastia»
A fina flor da terra.
A fina flor da terra.
CORO
Quando um sómente existia
Tudo dizia
Que outro melhor não havia
E agora que somos três
Não há ninguém que não diga:
Que pobreza de cafés!...
Que espiga!...
domingo, janeiro 18, 2009
sábado, janeiro 17, 2009
TOMA E VAI-TE CURAR!
Certa noite, um bêbado sai de um bar e cruza-se com uma freira.
Assim que a vê, da-lhe um valente soco que deixa tão espantada quanto dorida, mas antes que ela pudesse dizer alguma coisa o bêbado dá-lhe dois socos na barriga e a pobre freira cai agonizante no chão.
Sem hesitar o bêbado dá-lhe mais duas patadas, levanta-a e atira-a contra uma parede. Já a pobre freira está quase inconsciente no chão quando o bêbado chega a cara ao ouvido dela e com um forte cheiro a Whisky diz-lhe:
"-Não estás muito forte esta noite, pois não, Batman?"
Certa noite, um bêbado sai de um bar e cruza-se com uma freira.
Assim que a vê, da-lhe um valente soco que deixa tão espantada quanto dorida, mas antes que ela pudesse dizer alguma coisa o bêbado dá-lhe dois socos na barriga e a pobre freira cai agonizante no chão.
Sem hesitar o bêbado dá-lhe mais duas patadas, levanta-a e atira-a contra uma parede. Já a pobre freira está quase inconsciente no chão quando o bêbado chega a cara ao ouvido dela e com um forte cheiro a Whisky diz-lhe:
"-Não estás muito forte esta noite, pois não, Batman?"
sexta-feira, janeiro 16, 2009
PEDRAS SOLTAS III
FADO DE PENICHE
I
Peniche, terra de lendas,
Romanescas tradições
Os teus rochedos e rendas
Prendem nossos corações,
Como os mórbidos desejos
Nos enlaçam dominantes;
Como a doçura dos beijos
Prende os lábios dos amantes
REFRAIN(bis)
Peniche,
Prodígio da Natureza…
Peniche,
De belezas sem egual…
Peniche,
A rainha sem rival.
II
Mãos de fadas, sem cessar
Seu encantado labor,
Tecem rendas de luar
Num sonho terno de amor;
Enquanto mãos calejadas
Com ardor e valentia,
Sobre ondas encapeladas,
Lutam, lutam…dia a dia.
REFRAIN(bis)
Peniche, etc, etc.
III
Aos teus pés se estende a areia
De duas praias formosas
Que o sol ardente prateia,
E onde as vagas alterosas,
Num fragor triste uma a uma
Veem morrer soluçando
Cobrindo-as de nívea espuma,
Contorcendo-se e expirando.
REFRAIN(bis)
Peniche, etc, etc.
FADO DE PENICHE
I
Peniche, terra de lendas,
Romanescas tradições
Os teus rochedos e rendas
Prendem nossos corações,
Como os mórbidos desejos
Nos enlaçam dominantes;
Como a doçura dos beijos
Prende os lábios dos amantes
REFRAIN(bis)
Peniche,
Prodígio da Natureza…
Peniche,
De belezas sem egual…
Peniche,
A rainha sem rival.
II
Mãos de fadas, sem cessar
Seu encantado labor,
Tecem rendas de luar
Num sonho terno de amor;
Enquanto mãos calejadas
Com ardor e valentia,
Sobre ondas encapeladas,
Lutam, lutam…dia a dia.
REFRAIN(bis)
Peniche, etc, etc.
III
Aos teus pés se estende a areia
De duas praias formosas
Que o sol ardente prateia,
E onde as vagas alterosas,
Num fragor triste uma a uma
Veem morrer soluçando
Cobrindo-as de nívea espuma,
Contorcendo-se e expirando.
REFRAIN(bis)
Peniche, etc, etc.
quinta-feira, janeiro 15, 2009
PEDRAS SOLTAS II
MIÚDO
I
Ao vento, à chuva, ao sol pela Ribeira
Descalço e quasi nu; eis meu tormento
Órfão de pai, sem ter eira nem beira…
E ninguém compreende o meu lamento.
REFRAIN
Que vida a minha…
Roubar sardinha
Para a fome mitigar.
Minha avozinha,
Pobre velhinha,
‘Spera o que eu lhe hei-de levar.
De lés a lés,
Aos pontapés
Todos me chamam ladrão.
Ai, não existe
Vida mais triste,
Mais amargurado pão.
II
Mas tenho fé em Deus Nosso Senhor,
Na proteção do seu divino olhar
Todas as noites peço com fervor
Para crescer, ser homem, trabalhar.
REFRAIN
Que vida a minha, etc, etc.
MIÚDO
I
Ao vento, à chuva, ao sol pela Ribeira
Descalço e quasi nu; eis meu tormento
Órfão de pai, sem ter eira nem beira…
E ninguém compreende o meu lamento.
REFRAIN
Que vida a minha…
Roubar sardinha
Para a fome mitigar.
Minha avozinha,
Pobre velhinha,
‘Spera o que eu lhe hei-de levar.
De lés a lés,
Aos pontapés
Todos me chamam ladrão.
Ai, não existe
Vida mais triste,
Mais amargurado pão.
II
Mas tenho fé em Deus Nosso Senhor,
Na proteção do seu divino olhar
Todas as noites peço com fervor
Para crescer, ser homem, trabalhar.
REFRAIN
Que vida a minha, etc, etc.
quarta-feira, janeiro 14, 2009
PEDRAS SOLTAS
Quando o tempo tinha tempo, as actividades lúdicas em Peniche dividiam-se entre o futebol, a Associação e o Clube, de acordo com as faixas etárias e os níveis sociais. O clube virado para os senhores da terra, a Associação para a classe média e média-baixa e o futebol atravessando todas as classes.
Na Associação cruzavam-se boas vontades e interesses. Uma das suas actividades mais estimáveis era o Teatro, na época brejeiro e cantado. A história do Teatro em Peniche embora de forma sucinta encontra-se ilustrada convenientemente No Peniche na História e na Lenda de Mariano Calado. Não é esse o meu propósito de agora. Por me ter vindo às mãos uma cópia que me foi oferecida pelo Dionísio Costa, vou publicar aqui durante alguns dias, coplas de um musical levado à cena em 1940 na Associação com o título Pedras Soltas, da autoria de Mariano Vicente e com música de António Faustino (Bebé pai). O interesse desta publicação está no retrato social que estes versos fazem da década de 40 e que agora muito poucos recordam.
MARCHA DE S. PEDRO
Oh, meu rico S. Pedro
Meu Santo, protector,
A minha petição
Ouve, faze favor:
Manda peixe com fartura
Para haver animação.
Se faltar’s ao que te peço,
Eu apago o meu balão.
Meu Santinho,
Vê o que fazes,
Porque senão
«Tudo está acabado»
Não canto mais
E é certo então
Ficar sem nenhum préstimo o mercado.
Não havendo, lá na Ribeira,
A sardinha prateada,
É o mesmo que dizer:
Nem ouro, nem cobre, nem…nada.
Quando o tempo tinha tempo, as actividades lúdicas em Peniche dividiam-se entre o futebol, a Associação e o Clube, de acordo com as faixas etárias e os níveis sociais. O clube virado para os senhores da terra, a Associação para a classe média e média-baixa e o futebol atravessando todas as classes.
Na Associação cruzavam-se boas vontades e interesses. Uma das suas actividades mais estimáveis era o Teatro, na época brejeiro e cantado. A história do Teatro em Peniche embora de forma sucinta encontra-se ilustrada convenientemente No Peniche na História e na Lenda de Mariano Calado. Não é esse o meu propósito de agora. Por me ter vindo às mãos uma cópia que me foi oferecida pelo Dionísio Costa, vou publicar aqui durante alguns dias, coplas de um musical levado à cena em 1940 na Associação com o título Pedras Soltas, da autoria de Mariano Vicente e com música de António Faustino (Bebé pai). O interesse desta publicação está no retrato social que estes versos fazem da década de 40 e que agora muito poucos recordam.
MARCHA DE S. PEDRO
Oh, meu rico S. Pedro
Meu Santo, protector,
A minha petição
Ouve, faze favor:
Manda peixe com fartura
Para haver animação.
Se faltar’s ao que te peço,
Eu apago o meu balão.
Meu Santinho,
Vê o que fazes,
Porque senão
«Tudo está acabado»
Não canto mais
E é certo então
Ficar sem nenhum préstimo o mercado.
Não havendo, lá na Ribeira,
A sardinha prateada,
É o mesmo que dizer:
Nem ouro, nem cobre, nem…nada.
terça-feira, janeiro 13, 2009
ERA UMA VEZ
…um menino ladino
que brincava cantava sorria
e dizia
coisas catitas
bonitas.
ora esse menino que brincava
e dizia
coisas bonitas
catitas,
morava
numa casa que ficava
num monte donde se via
o mar que se estendia
onde o olhar não alcançava.
O menino que sorria
brincava brincava
e por vezes parava
a ver o barco que passava
e nesse barco seguia…
As ondas do mar sulcava:
Bom tempo – o sol tão lindo
Mau tempo – o vento uivava
e o menino lá ia.
E assim é que nesta história
o menino cresceu e se fez homem
homem foi marinheiro
o mar foi seu caminho
e as ondas que viu nascer
empurraram seu destino
estrelas foram seu guia
aves o seu despertar.
Velho, velhinho voltou
ao lugar do seu brincar
os olhos perdidos lá longe
nos barcos que via passar.
…um menino ladino
que brincava cantava sorria
e dizia
coisas catitas
bonitas.
ora esse menino que brincava
e dizia
coisas bonitas
catitas,
morava
numa casa que ficava
num monte donde se via
o mar que se estendia
onde o olhar não alcançava.
O menino que sorria
brincava brincava
e por vezes parava
a ver o barco que passava
e nesse barco seguia…
As ondas do mar sulcava:
Bom tempo – o sol tão lindo
Mau tempo – o vento uivava
e o menino lá ia.
E assim é que nesta história
o menino cresceu e se fez homem
homem foi marinheiro
o mar foi seu caminho
e as ondas que viu nascer
empurraram seu destino
estrelas foram seu guia
aves o seu despertar.
Velho, velhinho voltou
ao lugar do seu brincar
os olhos perdidos lá longe
nos barcos que via passar.
segunda-feira, janeiro 12, 2009
BOAS PRÁTICAS
Estava eu na semana passada sossegadinho em casa, quando um postal me irrompe pela caixa do correio. Numa 1ª impressão julguei ser mais um folheto publicitário.
Numa 2ª leitura mais atenta verifiquei tratar-se um AVISO do IMTT (Instituo da Mobilidade e dos Transportes Terrestres, herdeiro da DGV, alertando-me que faltavam 6 meses para expirar a validade da minha carta de condução, os documentos que teria de tratar para a revalidar e os locais onde o poderia fazer.
Num tempo em que só se ouve dizer mal da Administração Central, que são inaptos e incompetentes, é bom falar de mudanças para melhor. Senti-me bem por ver que não é em vão que me exigem dados e mais dados. Chegou um momento que os avisos não são só de impostos, mas também alertas para o cumprimento dos meus deveres e direitos de cidadania.
Sublinho este facto que me deixa mais tranquilo e animado.
Estava eu na semana passada sossegadinho em casa, quando um postal me irrompe pela caixa do correio. Numa 1ª impressão julguei ser mais um folheto publicitário.
Numa 2ª leitura mais atenta verifiquei tratar-se um AVISO do IMTT (Instituo da Mobilidade e dos Transportes Terrestres, herdeiro da DGV, alertando-me que faltavam 6 meses para expirar a validade da minha carta de condução, os documentos que teria de tratar para a revalidar e os locais onde o poderia fazer.Num tempo em que só se ouve dizer mal da Administração Central, que são inaptos e incompetentes, é bom falar de mudanças para melhor. Senti-me bem por ver que não é em vão que me exigem dados e mais dados. Chegou um momento que os avisos não são só de impostos, mas também alertas para o cumprimento dos meus deveres e direitos de cidadania.
Sublinho este facto que me deixa mais tranquilo e animado.
domingo, janeiro 11, 2009
SINTO-ME MAL...
No outro dia, uma rapariga telefonou-me e disse... "Queres vir cá a casa? Não está cá ninguém." Eu fui lá a casa. Não estava ninguém.
Tem sido um dia difícil. Levantei-me de manhã ... vesti uma camisa e saltou um botão. Peguei na minha pasta e a pega partiu-se. Estou a ficar com medo de ir à casa de banho.
Posso dizer que os meus pais me odeiam. Os meus brinquedos do banho eram uma torradeira e um rádio.
A minha mãe nunca me deu de mamar. Ela dizia que só gostava de mim como um amigo.
O meu pai anda com a fotografia de um miúdo que já vinha quando ele comprou a carteira.
Quando eu nasci ... o médico foi à sala de espera e disse ao meu pai .... "Tenho muita pena. Fizemos tudo aquilo que podíamos ...Mas mesmo assim ele conseguiu sair.
" Lembro-me do dia em que fui raptado e em que enviaram um bocado de um dedo meu ao meu pai .... Ele disse que queria mais provas.
Uma vez, quando me perdi ... Vi um polícia e pedi-lhe ajuda para encontrar os meus pais. Disse-lhe ... "Acha que alguma vez os vou encontrar?"Ele disse "Não sei miúdo ... há tantos sítios onde eles se podem esconder.
" Trabalhei numa loja de animais e as pessoas estavam sempre a perguntar se eu crescia muito ou se ficava só daquele tamanho.
Fui ao médico. "Doutor, todas as manhãs quando me levanto e me olho ao espelho .. fico com vontade de vomitar. O que é que se passa comigo?" Ele disse ... "Não sei, mas a sua vista está óptima."
No outro dia, uma rapariga telefonou-me e disse... "Queres vir cá a casa? Não está cá ninguém." Eu fui lá a casa. Não estava ninguém.
Tem sido um dia difícil. Levantei-me de manhã ... vesti uma camisa e saltou um botão. Peguei na minha pasta e a pega partiu-se. Estou a ficar com medo de ir à casa de banho.
Posso dizer que os meus pais me odeiam. Os meus brinquedos do banho eram uma torradeira e um rádio.
A minha mãe nunca me deu de mamar. Ela dizia que só gostava de mim como um amigo.
O meu pai anda com a fotografia de um miúdo que já vinha quando ele comprou a carteira.
Quando eu nasci ... o médico foi à sala de espera e disse ao meu pai .... "Tenho muita pena. Fizemos tudo aquilo que podíamos ...Mas mesmo assim ele conseguiu sair.
" Lembro-me do dia em que fui raptado e em que enviaram um bocado de um dedo meu ao meu pai .... Ele disse que queria mais provas.
Uma vez, quando me perdi ... Vi um polícia e pedi-lhe ajuda para encontrar os meus pais. Disse-lhe ... "Acha que alguma vez os vou encontrar?"Ele disse "Não sei miúdo ... há tantos sítios onde eles se podem esconder.
" Trabalhei numa loja de animais e as pessoas estavam sempre a perguntar se eu crescia muito ou se ficava só daquele tamanho.
Fui ao médico. "Doutor, todas as manhãs quando me levanto e me olho ao espelho .. fico com vontade de vomitar. O que é que se passa comigo?" Ele disse ... "Não sei, mas a sua vista está óptima."
sábado, janeiro 10, 2009
MANEIRAS DE VER...
Um nazareno foi passar o fim de semana a Lisboa.
Todo maravilhado foi logo contar as novidades aos amigos:
- Ah pah, vocês não sabem da maior: Conheci uma lisboeta virgem que era melhor que uma pescada do alto!
- Virgem? - perguntou um dos amigos, meio parvo...
- Virgem “canguer”! Virgem daquelas ca gente até fica ca cara à banda!
Em Lisboa, num bar de alterne grupo de raparigas brasileiras conversa:
- Genti, outro dia conheci um tal de nazareno muito burro e tarado. Acho que era o cara mais apressado do mundo!
- Conta cara. Diz outra
-Ouça ele era tão burro e tão apressado que não deu tempo de eu tirar o meu collant...
Um nazareno foi passar o fim de semana a Lisboa.
Todo maravilhado foi logo contar as novidades aos amigos:
- Ah pah, vocês não sabem da maior: Conheci uma lisboeta virgem que era melhor que uma pescada do alto!
- Virgem? - perguntou um dos amigos, meio parvo...
- Virgem “canguer”! Virgem daquelas ca gente até fica ca cara à banda!
Em Lisboa, num bar de alterne grupo de raparigas brasileiras conversa:
- Genti, outro dia conheci um tal de nazareno muito burro e tarado. Acho que era o cara mais apressado do mundo!
- Conta cara. Diz outra
-Ouça ele era tão burro e tão apressado que não deu tempo de eu tirar o meu collant...
sexta-feira, janeiro 09, 2009
O CONDOR PASSA
Na entrada de um novo ano, a revista do Diário de Notícias, “NS”, apresenta no seu interior a rubrica “onde eu trabalho” dedicada desta vez a Luísa Cruz.
Pois foi lá que fui encontrar o velho condor do Xico Nico e mais uma vez referências à Mostra de Artesanato Contemporâneo de 2008, em que foi reconhecido o mérito do seu trabalho.
É confortável vermos e lermos referências gratificantes em relação a conterrâneos nossos. Há pessoas que alheias ao fácil e à vénia reverenciadora, vão trilhando o seu próprio caminho e marcando com a sua presença e percurso um espaço que só é possível para os que são livres.
“Mesmo que os meus versos nunca sejam impressos,
Eles lá terão a sua beleza, se forem belos.
Mas eles não podem ser belos e ficar por imprimir,
Porque as raízes podem estar debaixo da terra
Mas as flores florescem ao ar livre e à vista.
Tem que ser assim por força. Nada o pode impedir.”
Alberto Caeiro
Na entrada de um novo ano, a revista do Diário de Notícias, “NS”, apresenta no seu interior a rubrica “onde eu trabalho” dedicada desta vez a Luísa Cruz.
Pois foi lá que fui encontrar o velho condor do Xico Nico e mais uma vez referências à Mostra de Artesanato Contemporâneo de 2008, em que foi reconhecido o mérito do seu trabalho.É confortável vermos e lermos referências gratificantes em relação a conterrâneos nossos. Há pessoas que alheias ao fácil e à vénia reverenciadora, vão trilhando o seu próprio caminho e marcando com a sua presença e percurso um espaço que só é possível para os que são livres.
“Mesmo que os meus versos nunca sejam impressos,Eles lá terão a sua beleza, se forem belos.
Mas eles não podem ser belos e ficar por imprimir,
Porque as raízes podem estar debaixo da terra
Mas as flores florescem ao ar livre e à vista.
Tem que ser assim por força. Nada o pode impedir.”
Alberto Caeiro
quinta-feira, janeiro 08, 2009
CARTAS
Ao procurar uns textos no PC, fui encontrar esta carta que escrevi a uma colega minha a propósito de um texto do brilhante pedagogo que foi João Santos. Porque o Natal foi há tão pouco tempo, porque acordei sem dores, porque me apetece falar de coisas de que gostei na vida, transcrevo na íntegra essa carta, certo de que ela poderá ser um toque de magia para os meus ex-colegas que acreditam na Escola, mais do que nos aspectos transitórios que agora os mobilizam:
2004/02/21
Gabriela:
Num dos muitos momentos de ócio de agora, estive a ler uma série de textos, entre os quais retive este que te trago agora anexo a esta nota.
Já não sou, nem me sinto professor. Mas sonhei que todos os professores liam este texto.
Sonhei que assumiam este texto como prática pedagógica. Que linda seria a relação professor-aluno. Que lindo seria a troca de saberes entre professores e alunos.
Era tão importante que os professores assumissem a sua “incompetência” face às inúmeras capacidades de uma criança. Quantas vezes seria importante que os professores “trabalhassem mais e estudassem mais”.
Era tão bom que os professores “prestassem mais atenção”.
Há lá coisa mais bonita que fazer festinhas a um papel.
Recordo as inúmeras vezes que brincámos com os nossos alunos. E no entanto brincámos tão pouco. Que pena nunca nos termos lembrado de tantas carícias que poderíamos ter feito com tantos materiais.
Tu que ainda estás a tempo, procura fazer das tuas aulas, sessões de festinhas com os nossos meninos e com as nossas meninas. Olha que eu esteja onde estiver, vou estar atento à tua prática pedagógica.
Não me arrependo da barafunda que foi as nossas aulas. Tenho pena é de ter perdido momentos em que poderíamos ter ido mais longe.
Estava a esquecer-me de uma coisa... Onde cabe a avaliação quando é o amor que preside ao acto de ensinar e aprender?
Mil beijinhos do
Ao procurar uns textos no PC, fui encontrar esta carta que escrevi a uma colega minha a propósito de um texto do brilhante pedagogo que foi João Santos. Porque o Natal foi há tão pouco tempo, porque acordei sem dores, porque me apetece falar de coisas de que gostei na vida, transcrevo na íntegra essa carta, certo de que ela poderá ser um toque de magia para os meus ex-colegas que acreditam na Escola, mais do que nos aspectos transitórios que agora os mobilizam:
2004/02/21
Gabriela:
Num dos muitos momentos de ócio de agora, estive a ler uma série de textos, entre os quais retive este que te trago agora anexo a esta nota.
Já não sou, nem me sinto professor. Mas sonhei que todos os professores liam este texto.
Sonhei que assumiam este texto como prática pedagógica. Que linda seria a relação professor-aluno. Que lindo seria a troca de saberes entre professores e alunos.
Era tão importante que os professores assumissem a sua “incompetência” face às inúmeras capacidades de uma criança. Quantas vezes seria importante que os professores “trabalhassem mais e estudassem mais”.
Era tão bom que os professores “prestassem mais atenção”.
Há lá coisa mais bonita que fazer festinhas a um papel.
Recordo as inúmeras vezes que brincámos com os nossos alunos. E no entanto brincámos tão pouco. Que pena nunca nos termos lembrado de tantas carícias que poderíamos ter feito com tantos materiais.
Tu que ainda estás a tempo, procura fazer das tuas aulas, sessões de festinhas com os nossos meninos e com as nossas meninas. Olha que eu esteja onde estiver, vou estar atento à tua prática pedagógica.
Não me arrependo da barafunda que foi as nossas aulas. Tenho pena é de ter perdido momentos em que poderíamos ter ido mais longe.
Estava a esquecer-me de uma coisa... Onde cabe a avaliação quando é o amor que preside ao acto de ensinar e aprender?
Mil beijinhos do
quarta-feira, janeiro 07, 2009
OS DIAS DOS NOJENTOS
Em anos de eleições, sejam elas de que tipo forem e mais ainda, quando se juntam no mesmo ano vários actos eleitorais, surgem sempre os filhos das sombras, lançando sobre os que querem abater, a perfídia do anonimato, a cobardia do boato, o fel da inveja e o anátema da mentira mil vezes repetida.
Só existe uma forma de combater estas cobras cuspideiras: - ignorá-las!
Já me chegaram aos ouvidos alguns destes torpes ataques sem sentido, envolvendo pessoas que provavelmente estariam longe de pensar que certas coisas as poderiam atingir. Puro engano. Estas formas de tentar destruir não poupam ninguém.
O que é importante para todos nós é perceber de onde saltam estas atitudes vergonhosas. Ou quem pode beneficiar com elas. E a esses castigá-los com todas as capacidades que tivermos ao nosso alcance.
Nunca validar pelo voto os que beneficiam do boato, da mentira e das acusações anónimas, deverá ser a palavra de ordem para os que escolhem a honra e a dignidade como o caminho a perseguir.
Em anos de eleições, sejam elas de que tipo forem e mais ainda, quando se juntam no mesmo ano vários actos eleitorais, surgem sempre os filhos das sombras, lançando sobre os que querem abater, a perfídia do anonimato, a cobardia do boato, o fel da inveja e o anátema da mentira mil vezes repetida.
Só existe uma forma de combater estas cobras cuspideiras: - ignorá-las!
Já me chegaram aos ouvidos alguns destes torpes ataques sem sentido, envolvendo pessoas que provavelmente estariam longe de pensar que certas coisas as poderiam atingir. Puro engano. Estas formas de tentar destruir não poupam ninguém.
O que é importante para todos nós é perceber de onde saltam estas atitudes vergonhosas. Ou quem pode beneficiar com elas. E a esses castigá-los com todas as capacidades que tivermos ao nosso alcance.
Nunca validar pelo voto os que beneficiam do boato, da mentira e das acusações anónimas, deverá ser a palavra de ordem para os que escolhem a honra e a dignidade como o caminho a perseguir.
terça-feira, janeiro 06, 2009
IGREJA DE NOSSA SENHORA D’ AJUDA
Retomo este assunto. Foi reactivada depois de longos meses em obras. Obras que foram pagas recorrendo ao erário público e a valores doados pela comunidade paroquial. Daqui e da Diáspora.
Contribuíram católicos praticantes e não praticantes. Pessoas de outras religiões (eu conheço 2 casos) e agnósticos. Tudo porque se trata de um património arquitectónico ímpar na cidade de Peniche. Converteu-se assim esta Igreja num Monumento de todos e para todos.
Depois de tudo isto quem quiser visitar a Igreja recuperada bate inevitavelmente com o nariz na porta. Ou então vai à missa, momento que não é o melhor para visitas.
A solução parece-me evidente. Com tanta gente no desemprego, não será difícil com o apoio da autarquia recorrer ao Fundo de Desemprego e arranjar um jovem com algumas habilitações literárias, que estude a história desta Igreja, entregue uns folhetos explicativos, venda uns postais, e sirva de guia nas visitas.
E todos nós sentiremos que foi por uma causa que demos as mãos.
Retomo este assunto. Foi reactivada depois de longos meses em obras. Obras que foram pagas recorrendo ao erário público e a valores doados pela comunidade paroquial. Daqui e da Diáspora.
Contribuíram católicos praticantes e não praticantes. Pessoas de outras religiões (eu conheço 2 casos) e agnósticos. Tudo porque se trata de um património arquitectónico ímpar na cidade de Peniche. Converteu-se assim esta Igreja num Monumento de todos e para todos.
Depois de tudo isto quem quiser visitar a Igreja recuperada bate inevitavelmente com o nariz na porta. Ou então vai à missa, momento que não é o melhor para visitas.
A solução parece-me evidente. Com tanta gente no desemprego, não será difícil com o apoio da autarquia recorrer ao Fundo de Desemprego e arranjar um jovem com algumas habilitações literárias, que estude a história desta Igreja, entregue uns folhetos explicativos, venda uns postais, e sirva de guia nas visitas.
E todos nós sentiremos que foi por uma causa que demos as mãos.
domingo, janeiro 04, 2009
sábado, janeiro 03, 2009
ASSIM ACABA O DIFERENDO ENTRE PENICHE E NAZARÉ
O penicheiro e o nazareno caminhavam pela praia, quando um deles deu um chuto numa lâmpada mágica, e despertou o génio do sonho milenar.O génio brada então:
- Cada um de vocês tem direito a um pedido.
O nazareno:- Quero que seja construído um muro à volta da Nazaré, para os palecos só lá entrarem se pagarem portagem. Não precisamos de aguentar os penicheiros, ingleses, franceses e outros tais sem que a nossa terra ganhe com o negócio.
O Génio:- Seu desejo é uma ordem, meu amo...ZÁS...e o muro foi construído.... Agora é a sua vez, homem de Peniche:
O penicheiro:- O muro que você construiu é sólido?
O Génio:- Nada neste planeta o pode destruir.
O penicheiro:- Muito alto?
O Génio:- Mais alto que o mais alto dos edifícios em qualquer parte do mundo.
O penicheiro:- Tá bem, então agora encha de água salgada até acima.
O penicheiro e o nazareno caminhavam pela praia, quando um deles deu um chuto numa lâmpada mágica, e despertou o génio do sonho milenar.O génio brada então:
- Cada um de vocês tem direito a um pedido.
O nazareno:- Quero que seja construído um muro à volta da Nazaré, para os palecos só lá entrarem se pagarem portagem. Não precisamos de aguentar os penicheiros, ingleses, franceses e outros tais sem que a nossa terra ganhe com o negócio.
O Génio:- Seu desejo é uma ordem, meu amo...ZÁS...e o muro foi construído.... Agora é a sua vez, homem de Peniche:
O penicheiro:- O muro que você construiu é sólido?
O Génio:- Nada neste planeta o pode destruir.
O penicheiro:- Muito alto?
O Génio:- Mais alto que o mais alto dos edifícios em qualquer parte do mundo.
O penicheiro:- Tá bem, então agora encha de água salgada até acima.
sexta-feira, janeiro 02, 2009
BOAS IDEIAS PARA FALTAR À ESCOLA
Vem aí o 2º Período. A escola está cada vez mais "chata". Por "causa das coisas" aqui fica um conjunto de boas ideias se forem precisas justificações para apresentar a alguém para poder faltar às aulas.
1. O professor está doente. Se não está, ficava com a minha presença.
2. A crise corrompeu-me.
3. Já que a aula é um dever, vamos dever mais uma aula.
4. Na Segunda Feira que vem eu vou.
5. Minha esperança é manter esta ausência consciente.
6. Consideram-me um marginal aos poderes constituídos.
7. Em matérias colectivas, não é necessária a presença de um só sujeito singular.
8. As melhores recordações que tenho da escola são os dias em que me baldei.
9. Sou um incompreendido.
10. Minha mãe não me deixa ir a escola nos dias nublados.
11. Se eu fizer esta prova todos vão querer copiar de mim.
12. Ou trabalho ou estudo! Só que ainda não decidi...
13. Nesta crise de costumes, baldar-se á aula tornou-se obsessão.
14. Quando eu voltar para a escola, todos vão ficar contentes em me ver.
15. Quem não se baldou á aula uma vez na vida não teve adolescência.
16. Tive um sonho que a III guerra mundial começava hoje.
17. Ate' parece que matemática é importante.
18. O Ministro da Economia também se baldou ás aulas.
19. Eu poderia mentir, mas, direi a verdade. Só que em outra ocasião.
20. As casas de banho da escolha estão infectadas de tifo, febre amarela tuberculose etc.
21. Se eu aparecer, também serei reprovado.
22. Estou a adaptar-me a sentir falta da escola.
23. Gosto que todos fiquem na expectativa de eu aparecer.
24. A aula de educação física esgotou minhas possibilidades de bomaproveitamento intelectual.
25. Hoje a ideia mais brilhante que eu poderia ter á baldar-me ás aulas.
26. Ser aluno brilhante para quê?
27. Amanha farei minha última tentativa de aceitar a escola semrestrições.
28. Estou ocupado a preencher os papéis das justificações das minhasfaltas.
29. Antes só do que mal “escolado”.
30. Neste momento eu tenho tudo que quero da vida: uma cama quentinha e uma mãe compreensiva.
31. Derrotei o travesseiro, mas, perdi para os lençóis.
32. A pedagogia moderna aceita ausências eventuais, mesmo que sejam constantes.
33. Eu não mato aulas elas é que me matam a mim
34. Hoje, meu corpo não, mas, meu espírito estará presente.
35. O dia esta' lindo...
36. Com uma manhã como esta quem pode pensar em escola?
37. Que chuva!!! não...
38. Estou com uma distensão na orelha.
39. A dor de cabeça que eu tenho...
40. A minha professora não entende nada.
41. Eu não entendo minha professora.
42. Por mais que eu estude, esta matéria não entra.
43. Nunca deixe para depois de amanha o que pode fazer amanha.
44. Sexta-feira é dia consagrado aos deuses de minha religião.
45. A Segunda-feira é uma seca.
46. Depois de uma noticia como a de ontem, o que é que queriam?
47. Hoje é dia nacional de luta pelo aluno incompreendido. Não é hoje, e depois!!?
48. Acordei tarde. Essa é velha!!??
49. Acordei cedo e dormi novamente.
50. Tenho uma rara doença no cérebro que me impede de lembrar... O que é que eu estava mesmo a dizer?
51. Tive que segurar o cão para lhe darem a vacina.
52. Perdi a Hora, o autocarro, o comboio, os sapatos etc.
53. Compromissos inadiáveis prenderam-me algures.
54. No meio do caminho deu-me uma dor de barriga...
55. Mãezinha, a tua criança está febril.
56. Esqueci-me do caminho para a escola
57. A minha namorada não me largava.
58. Já nasci formado.
59. Eu aprendo esta matéria por telepatia.
60. Prefiro o Telecurso.
61. Eu queria uma escola com mordomias.
62. Quero que sintam minha ausência.
63. Depois que a minha professora disse que aprender é uma festa, perdi o convite.
64. Sempre fui fiel a meus princípios. Baldo-me ás aulas por princípio.
65. De aula em aula, o aluno enche o saco.
66. Cansei-me de baldar-me as aulas, agora só ensino como se faz.
67. Não foi a primeira vez e não será a ultima.
68. Já notaram que as férias estão cada vez mais curtas?
69. Além deste teremos mais 42 dias lectivos passíveis de se nosbaldarmos.
70. Ainda não acabei os meus trabalhos de casa.
71. Prefiro ser autodidacta.
72. Fui suspenso por excesso de faltas.
73. As grandes faltas de minha vida são aquelas que ainda não dei.
74. Eu não me baldo ás aulas. Elas é que se baldam para mim.
75. Ao contrario do que diz o Ministério, para mim, o ano lectivo nãotem 180 dias.
76. Ainda não inventaram uma droga eficaz contra rejeição escolar.
77. Não sei porque, mas as aulas colidem sempre com meu estado deespírito.
78. Faltei hoje porque estou preocupado com uma boa desculpa para faltar amanha.
79. Faltei por que estou de luto. Não imaginam como eu luto com apreguiça.
80. Ainda tenho uma pequena hipótese de ser chumbado; não é hora de desistir.
81. Falto porque sou vingativo e ando á procura do tipo que inventou a escola.
82. Sou supersticioso, ir a escola em dias impares dá azar.
83. Baldar-me ás aulas é o meu fraco. Estou tão anémico...
84. Tenho uma incrível vocação para a vagabundagem.
85. Não dou satisfações a quem não tenha a mesma visão política que eu.
86. Mais vale duas aulas "a voar" do que uma na mão.
87. Iria, se a substância da aula fosse mais consistente.
E depois de tantas boas ideias ainda querem ir à escola?
Vem aí o 2º Período. A escola está cada vez mais "chata". Por "causa das coisas" aqui fica um conjunto de boas ideias se forem precisas justificações para apresentar a alguém para poder faltar às aulas.
1. O professor está doente. Se não está, ficava com a minha presença.
2. A crise corrompeu-me.
3. Já que a aula é um dever, vamos dever mais uma aula.
4. Na Segunda Feira que vem eu vou.
5. Minha esperança é manter esta ausência consciente.
6. Consideram-me um marginal aos poderes constituídos.
7. Em matérias colectivas, não é necessária a presença de um só sujeito singular.
8. As melhores recordações que tenho da escola são os dias em que me baldei.
9. Sou um incompreendido.
10. Minha mãe não me deixa ir a escola nos dias nublados.
11. Se eu fizer esta prova todos vão querer copiar de mim.
12. Ou trabalho ou estudo! Só que ainda não decidi...
13. Nesta crise de costumes, baldar-se á aula tornou-se obsessão.
14. Quando eu voltar para a escola, todos vão ficar contentes em me ver.
15. Quem não se baldou á aula uma vez na vida não teve adolescência.
16. Tive um sonho que a III guerra mundial começava hoje.
17. Ate' parece que matemática é importante.
18. O Ministro da Economia também se baldou ás aulas.
19. Eu poderia mentir, mas, direi a verdade. Só que em outra ocasião.
20. As casas de banho da escolha estão infectadas de tifo, febre amarela tuberculose etc.
21. Se eu aparecer, também serei reprovado.
22. Estou a adaptar-me a sentir falta da escola.
23. Gosto que todos fiquem na expectativa de eu aparecer.
24. A aula de educação física esgotou minhas possibilidades de bomaproveitamento intelectual.
25. Hoje a ideia mais brilhante que eu poderia ter á baldar-me ás aulas.
26. Ser aluno brilhante para quê?
27. Amanha farei minha última tentativa de aceitar a escola semrestrições.
28. Estou ocupado a preencher os papéis das justificações das minhasfaltas.
29. Antes só do que mal “escolado”.
30. Neste momento eu tenho tudo que quero da vida: uma cama quentinha e uma mãe compreensiva.
31. Derrotei o travesseiro, mas, perdi para os lençóis.
32. A pedagogia moderna aceita ausências eventuais, mesmo que sejam constantes.
33. Eu não mato aulas elas é que me matam a mim
34. Hoje, meu corpo não, mas, meu espírito estará presente.
35. O dia esta' lindo...
36. Com uma manhã como esta quem pode pensar em escola?
37. Que chuva!!! não...
38. Estou com uma distensão na orelha.
39. A dor de cabeça que eu tenho...
40. A minha professora não entende nada.
41. Eu não entendo minha professora.
42. Por mais que eu estude, esta matéria não entra.
43. Nunca deixe para depois de amanha o que pode fazer amanha.
44. Sexta-feira é dia consagrado aos deuses de minha religião.
45. A Segunda-feira é uma seca.
46. Depois de uma noticia como a de ontem, o que é que queriam?
47. Hoje é dia nacional de luta pelo aluno incompreendido. Não é hoje, e depois!!?
48. Acordei tarde. Essa é velha!!??
49. Acordei cedo e dormi novamente.
50. Tenho uma rara doença no cérebro que me impede de lembrar... O que é que eu estava mesmo a dizer?
51. Tive que segurar o cão para lhe darem a vacina.
52. Perdi a Hora, o autocarro, o comboio, os sapatos etc.
53. Compromissos inadiáveis prenderam-me algures.
54. No meio do caminho deu-me uma dor de barriga...
55. Mãezinha, a tua criança está febril.
56. Esqueci-me do caminho para a escola
57. A minha namorada não me largava.
58. Já nasci formado.
59. Eu aprendo esta matéria por telepatia.
60. Prefiro o Telecurso.
61. Eu queria uma escola com mordomias.
62. Quero que sintam minha ausência.
63. Depois que a minha professora disse que aprender é uma festa, perdi o convite.
64. Sempre fui fiel a meus princípios. Baldo-me ás aulas por princípio.
65. De aula em aula, o aluno enche o saco.
66. Cansei-me de baldar-me as aulas, agora só ensino como se faz.
67. Não foi a primeira vez e não será a ultima.
68. Já notaram que as férias estão cada vez mais curtas?
69. Além deste teremos mais 42 dias lectivos passíveis de se nosbaldarmos.
70. Ainda não acabei os meus trabalhos de casa.
71. Prefiro ser autodidacta.
72. Fui suspenso por excesso de faltas.
73. As grandes faltas de minha vida são aquelas que ainda não dei.
74. Eu não me baldo ás aulas. Elas é que se baldam para mim.
75. Ao contrario do que diz o Ministério, para mim, o ano lectivo nãotem 180 dias.
76. Ainda não inventaram uma droga eficaz contra rejeição escolar.
77. Não sei porque, mas as aulas colidem sempre com meu estado deespírito.
78. Faltei hoje porque estou preocupado com uma boa desculpa para faltar amanha.
79. Faltei por que estou de luto. Não imaginam como eu luto com apreguiça.
80. Ainda tenho uma pequena hipótese de ser chumbado; não é hora de desistir.
81. Falto porque sou vingativo e ando á procura do tipo que inventou a escola.
82. Sou supersticioso, ir a escola em dias impares dá azar.
83. Baldar-me ás aulas é o meu fraco. Estou tão anémico...
84. Tenho uma incrível vocação para a vagabundagem.
85. Não dou satisfações a quem não tenha a mesma visão política que eu.
86. Mais vale duas aulas "a voar" do que uma na mão.
87. Iria, se a substância da aula fosse mais consistente.
E depois de tantas boas ideias ainda querem ir à escola?
quarta-feira, dezembro 31, 2008
2008/2009
Desejar votos de UM FELIZ ANO NOVO, parece ser hoje de um sentido de humor pelo menos patético que é para não dizer macabro.
Quando os Governos nos ameaçam que vai ser péssimo, quando os desempregados vão ser às centenas de milhar, quando cada vez os ordenados são mais baixos e os produtos de consumo essencial sobem desvairadamente, quando os doentes vêem o peço dos medicamentos a subir e as listas de espera em Centros de saúde e hospitais crescem, quando os professores estão mais preocupados consigo próprios do que com o que lhes compete fazer e se demitem todos os dias da sua função de educadores, quando os supostos assassinos são deixados em liberdade e o miserável que roubou um supermercado é preso, quando as televisões incitam à violência e à ausência de valores cívicos.
Quando tudo isto e muito mais que não caberia aqui dizer acontece, dizer aos meus amigos FELIZ ANO NOVO, soa mais a piada de mau gosto que a vontade que isso seja mesmo assim.
Desejo pois aos meus amigos e leitores que durante o ano de 2009 cresçam os índices de esperança. Que algumas das coisas que nos parecem fazer descrer do nosso país e da humanidade em geral se comecem a suavizar. Que daqui a um ano estejamos menos cépticos e desesperados. Que as nossas famílias se sintam menos-mal.
Eu se as musas continuarem a apoiar-me e não for perdendo muitas capacidades, espero ir continuando por aqui conversando convosco.
Desejar votos de UM FELIZ ANO NOVO, parece ser hoje de um sentido de humor pelo menos patético que é para não dizer macabro.
Quando os Governos nos ameaçam que vai ser péssimo, quando os desempregados vão ser às centenas de milhar, quando cada vez os ordenados são mais baixos e os produtos de consumo essencial sobem desvairadamente, quando os doentes vêem o peço dos medicamentos a subir e as listas de espera em Centros de saúde e hospitais crescem, quando os professores estão mais preocupados consigo próprios do que com o que lhes compete fazer e se demitem todos os dias da sua função de educadores, quando os supostos assassinos são deixados em liberdade e o miserável que roubou um supermercado é preso, quando as televisões incitam à violência e à ausência de valores cívicos.
Quando tudo isto e muito mais que não caberia aqui dizer acontece, dizer aos meus amigos FELIZ ANO NOVO, soa mais a piada de mau gosto que a vontade que isso seja mesmo assim.
Desejo pois aos meus amigos e leitores que durante o ano de 2009 cresçam os índices de esperança. Que algumas das coisas que nos parecem fazer descrer do nosso país e da humanidade em geral se comecem a suavizar. Que daqui a um ano estejamos menos cépticos e desesperados. Que as nossas famílias se sintam menos-mal.
Eu se as musas continuarem a apoiar-me e não for perdendo muitas capacidades, espero ir continuando por aqui conversando convosco.
terça-feira, dezembro 30, 2008
FACTOS DO ANO EM PENICHE
Todos nós temos uma ideia sobre o que mais marcou cada ano pela positiva e/ou negativa a nível pessoal, local, nacional e internacional.
Detenho-me pelo que se passou a nível local e que mais me marcou.
Desde logo a nomeação de um novo pároco para Peniche. Para a grande maioria de todos nós, tudo quanto aconteceu em Peniche nos últimos 60 anos está marcado pelo Padre Bastos. Não é fácil ver Peniche sem lhe associar esta figura ímpar. Ele é a personagem pública a que todos os penichenses mais ou menos intensamente estão associados.
O Parque da Cidade. Aquela entrada que sempre vi abandonada e desprezada aparece agora exuberante e cheia de vida. Desportista de todas as idades e cidadãos comuns procuram-no para desfrutarem todo aquele espaço magnífico, agora finalmente devolvido à Cidade e aos cidadãos. Os montes de areia horrorosos deram lugar a um local verdejante e eclético.
A morte inesperada da Rosa Caneira. Uma mulher dedicada e altruísta. A mãe dela na Igreja onde o corpo aguardava a celebração das exéquias fúnebres disse a certa altura: “- Peniche, perdeu uma grande mulher”. Nada mais verdadeiro. Uma mulher do povo, sempre dedicada aos outros. Sem cursos e sem recursos económicos apreciáveis, reuniu milhares de pessoas numa grande manifestação de pesar. Ricos e pobres, poderosos e humildes.
O mete-nojo que é a vida político-partidária em Peniche. Sem alternativas dignas desse nome à vista, o PCP nem precisa de ser muito exigente consigo próprio para justificar a reeleição. As oposições cheiram a mofo e a “déjà-vu”. Nem a originalidade de um jornal ao serviço do PS e PSD, que é o maior flop de Peniche nos últimos anos, os salva. Um jornal que é posto à venda nos quiosques e que depois aparece gratuitamente às centenas em tudo o que é sítio, soa e cheira a fraude que não enobrece os seus autores.
Todos nós temos uma ideia sobre o que mais marcou cada ano pela positiva e/ou negativa a nível pessoal, local, nacional e internacional.
Detenho-me pelo que se passou a nível local e que mais me marcou.
Desde logo a nomeação de um novo pároco para Peniche. Para a grande maioria de todos nós, tudo quanto aconteceu em Peniche nos últimos 60 anos está marcado pelo Padre Bastos. Não é fácil ver Peniche sem lhe associar esta figura ímpar. Ele é a personagem pública a que todos os penichenses mais ou menos intensamente estão associados.
O Parque da Cidade. Aquela entrada que sempre vi abandonada e desprezada aparece agora exuberante e cheia de vida. Desportista de todas as idades e cidadãos comuns procuram-no para desfrutarem todo aquele espaço magnífico, agora finalmente devolvido à Cidade e aos cidadãos. Os montes de areia horrorosos deram lugar a um local verdejante e eclético.
A morte inesperada da Rosa Caneira. Uma mulher dedicada e altruísta. A mãe dela na Igreja onde o corpo aguardava a celebração das exéquias fúnebres disse a certa altura: “- Peniche, perdeu uma grande mulher”. Nada mais verdadeiro. Uma mulher do povo, sempre dedicada aos outros. Sem cursos e sem recursos económicos apreciáveis, reuniu milhares de pessoas numa grande manifestação de pesar. Ricos e pobres, poderosos e humildes.
O mete-nojo que é a vida político-partidária em Peniche. Sem alternativas dignas desse nome à vista, o PCP nem precisa de ser muito exigente consigo próprio para justificar a reeleição. As oposições cheiram a mofo e a “déjà-vu”. Nem a originalidade de um jornal ao serviço do PS e PSD, que é o maior flop de Peniche nos últimos anos, os salva. Um jornal que é posto à venda nos quiosques e que depois aparece gratuitamente às centenas em tudo o que é sítio, soa e cheira a fraude que não enobrece os seus autores.
segunda-feira, dezembro 29, 2008
“COPIAR SEM OLHAR A QUEM”
Em defesa dos direitos de autor
Em 1985 o Pelouro da Cultura da Câmara Municipal de Peniche solicitou a Ida Guilherme que elaborasse um pequeno manuscrito sobre “RENDAS E RENDILHEIRAS” que foi impresso na Tipografia Penichense e passou a ser distribuído pelo Museu de Peniche. Este pequeno manuscrito veio a ser reimpresso numa 2ª Edição, revista e aumentada que viu a luz do dia em 1988.
Este pequeno-grande trabalho nas duas edições que conheço apresenta nas últimas páginas as fontes consultadas (Bibliografia) que lhe deram origem, de forma a que, quem se interessar sobre esta matéria possa enriquecer e aprofundar os conhecimentos que temos sobre RENDAS E RENDILHEIRAS de Peniche.
Nos 20 anos que o trabalho em referência celebra este ano, já serviu para ser apresentado como trabalho de estágio sem lhe citarem a origem e para outras imensas citações de alunos de escolas sem que o nome do autor num e noutro caso seja referido.
Aliás a reputada rendilheira e criativa autora deste manuscrito, já viu trabalhos seus em Rendas de Bilros, servirem para capas de outras obras sem que a origem do trabalho seja citada. É o caso da celebrada guarita em renda de bilros que hoje profusamente anda por todo o lado e é feita por tanta rendilheira, sem que a autoria do desenho original para ser utilizado em pique alguma vez seja referida.
Já está pois Ida Guilherme habituada a que lhe surripiem a autoria de inúmeros dos seus trabalhos. Mas existem coisas que têm limites. E publicar na Internet uma parte substantiva do manuscrito em referência, num Blog pessoal, sem que a origem do trabalho seja referida em algum lado entristece qualquer um e leva-o ao desespero. Então o esforço individual não tem de ser reconhecido? Só posso acreditar que quem se apropria desta forma do trabalho dos outros o faça por distracção ou por falta de cuidado.
Mas, É UM ERRO E TEM DE IMEDIATO QUE SER CORRIGIDO. A bem da verdade e do mérito que deve ser dado a quem o tem.
Infelizmente este tipo de situações vem-se repetindo cada vez mais em Peniche. E por pessoas com responsabilidades. Mais ou menos à socapa, copiam-se trabalhos de uns e de outros, ou fazem-se afirmações sobre factos sem que a sua origem seja referida. Entre o anonimato e a cópia despudorada se vai vivendo em Peniche, umas vezes por iniciativa própria, outras a mando de sabe Deus quem.
A Ida Guilherme como rendilheira e criadora ímpar na Área das Rendas de Bilros, merece o respeito de todos nós. Quem não gostar dela que não a cite ou não utilize os seus trabalhos. Quando os utilizar é obrigatório dizer quem os produziu. É o mínimo que a dignidade individual exige.
Em defesa dos direitos de autor
Em 1985 o Pelouro da Cultura da Câmara Municipal de Peniche solicitou a Ida Guilherme que elaborasse um pequeno manuscrito sobre “RENDAS E RENDILHEIRAS” que foi impresso na Tipografia Penichense e passou a ser distribuído pelo Museu de Peniche. Este pequeno manuscrito veio a ser reimpresso numa 2ª Edição, revista e aumentada que viu a luz do dia em 1988.
Este pequeno-grande trabalho nas duas edições que conheço apresenta nas últimas páginas as fontes consultadas (Bibliografia) que lhe deram origem, de forma a que, quem se interessar sobre esta matéria possa enriquecer e aprofundar os conhecimentos que temos sobre RENDAS E RENDILHEIRAS de Peniche.Nos 20 anos que o trabalho em referência celebra este ano, já serviu para ser apresentado como trabalho de estágio sem lhe citarem a origem e para outras imensas citações de alunos de escolas sem que o nome do autor num e noutro caso seja referido.
Aliás a reputada rendilheira e criativa autora deste manuscrito, já viu trabalhos seus em Rendas de Bilros, servirem para capas de outras obras sem que a origem do trabalho seja citada. É o caso da celebrada guarita em renda de bilros que hoje profusamente anda por todo o lado e é feita por tanta rendilheira, sem que a autoria do desenho original para ser utilizado em pique alguma vez seja referida.
Já está pois Ida Guilherme habituada a que lhe surripiem a autoria de inúmeros dos seus trabalhos. Mas existem coisas que têm limites. E publicar na Internet uma parte substantiva do manuscrito em referência, num Blog pessoal, sem que a origem do trabalho seja referida em algum lado entristece qualquer um e leva-o ao desespero. Então o esforço individual não tem de ser reconhecido? Só posso acreditar que quem se apropria desta forma do trabalho dos outros o faça por distracção ou por falta de cuidado.
Mas, É UM ERRO E TEM DE IMEDIATO QUE SER CORRIGIDO. A bem da verdade e do mérito que deve ser dado a quem o tem.
Infelizmente este tipo de situações vem-se repetindo cada vez mais em Peniche. E por pessoas com responsabilidades. Mais ou menos à socapa, copiam-se trabalhos de uns e de outros, ou fazem-se afirmações sobre factos sem que a sua origem seja referida. Entre o anonimato e a cópia despudorada se vai vivendo em Peniche, umas vezes por iniciativa própria, outras a mando de sabe Deus quem.
A Ida Guilherme como rendilheira e criadora ímpar na Área das Rendas de Bilros, merece o respeito de todos nós. Quem não gostar dela que não a cite ou não utilize os seus trabalhos. Quando os utilizar é obrigatório dizer quem os produziu. É o mínimo que a dignidade individual exige.
domingo, dezembro 28, 2008
SOLUÇÕES do teste de ontem.
Quem ler os comentários verificará que o Paulo Renato acertou em pleno nas respostas. Mas a média das respostas acertadas não é essa. Vamos lá então às respostas:
1. 116 anos, de 1337 a 1453.
2. Equador.
3. Novembro.O calendário russo estava na época 13 dias atrasado.
4. O nome latino é Insularia Canaria, que significa ILHA DOS CACHORROS.
5. Albert. Em 1936, ele atendeu a um desejo da rainha Vitória de que nenhum outro rei se chamaria Albert.
6.Foram mesmo 30 anos, de 1618 a 1648
A última resposta permite que nos sintamos aconchegadinhos com o que respondemos. Até dava pena se tirassem 0% de resultados!!!
Quem ler os comentários verificará que o Paulo Renato acertou em pleno nas respostas. Mas a média das respostas acertadas não é essa. Vamos lá então às respostas:
1. 116 anos, de 1337 a 1453.
2. Equador.
3. Novembro.O calendário russo estava na época 13 dias atrasado.
4. O nome latino é Insularia Canaria, que significa ILHA DOS CACHORROS.
5. Albert. Em 1936, ele atendeu a um desejo da rainha Vitória de que nenhum outro rei se chamaria Albert.
6.Foram mesmo 30 anos, de 1618 a 1648
A última resposta permite que nos sintamos aconchegadinhos com o que respondemos. Até dava pena se tirassem 0% de resultados!!!
sábado, dezembro 27, 2008
PARA QUE SE SINTA BEM CONSIGO PRÓPRIO
Um teste em que você não pode falhar. A não ser que esteja distraído. Serve para lhe enaltecer o ego. Aqui vai:
1. Quanto tempo durou a guerra dos 100 anos?
2. Em que país são fabricados os chapéus do Panamá?
3. Em que mês é que os russos celebram a Revolução de Outubro?
4. As Ilhas Canárias, têm esse nome tirado de que animal?
5. Qual era o primeiro nome do Rei George VI?
6. Quanto tempo durou a guerra dos 30 anos?
As respostas damos amanhã
Um teste em que você não pode falhar. A não ser que esteja distraído. Serve para lhe enaltecer o ego. Aqui vai:
1. Quanto tempo durou a guerra dos 100 anos?
2. Em que país são fabricados os chapéus do Panamá?
3. Em que mês é que os russos celebram a Revolução de Outubro?
4. As Ilhas Canárias, têm esse nome tirado de que animal?
5. Qual era o primeiro nome do Rei George VI?
6. Quanto tempo durou a guerra dos 30 anos?
As respostas damos amanhã
quinta-feira, dezembro 25, 2008
CARTA QUE ME VIERAM HOJE DE MANHÃ MOSTRAR
"Querido" Pai Natal:
Acharás estranho que te escreva hoje, dia 26 de Dezembro, mas quero esclarecer certas coisas que me ocorreram desde que te mandei uma carta, cheio de ilusões, na qual te pedia que me trouxesses uma bicicleta, um comboio eléctrico, um Nintendo 64 e um par de patins.
Quero dizer-te que me matei a estudar todo o ano, tanto que, não só fui um dos primeiros da minha turma, mas também que tirei 20 a todas as disciplinas. Não te estou a enganar. Ninguém se portou melhor que eu, nem com os pais, nem com os irmãos, nem com os amigos, nem com os vizinhos.
Fiz recados SEM COBRAR, ajudei velhinhos a atravessar a rua e não houve nada que não fizesse pelos meus semelhante e, mesmo assim, C'A GANDA LATA, PAI NATAL!!!
É que... olha que deixar debaixo da árvore de Natal uma porcaria dum pião, uma m… duma corneta e um maldito par de meias, QUE GANDA PORRA!!! Quem pensas que és, ó barrigudo?Ou seja, porto-me como um imbecil a merda do ano inteiro para que venhas com uma merda deste calibre? E não sendo isto suficiente, ao estúpido de merda do filho da vizinha, esse idiota sem educação, malcriado e desobediente que grita com a mãe, a esse cavalão, trouxeste-lhe tudo o que pediu.
Por isso agora quero que nem venha um terramoto ou qualquer coisa assim, para irmos todos à merda, já que com um Pai Natal tão incompetente e falso como tu, é melhor que a terra nos engula. Mas não deixes de regressar no ano que vem, que vou rebentar à pedrada as VACAS das tuas renas.
Começando por essa merda do Rudolph, que tem nome de gay. Vou-tos espantar para que te lixes, e andes a pé como eu, GANDA CABEÇUDO!, já que a bicicleta que te pedi era para ir para a escola, que fica longe como a merda da minha casa.
Ah!!! E não me quero despedir sem te mandar para a p… Oxalá que quando tiveres subido muito alto se vire o trenó e leves um grande tombo, por seres tão filho da mãe. Por isso, aviso-te que no próximo ano vais ficar a saber o que é um miudo maldito, sacana e um bocadinho f.
Atentamente,Nano.
P.S. O pião, a corneta e o par de meias, podes vir buscá-los quandoquiseres e mete-los onde levam as galinhas!!!!!
"Querido" Pai Natal:
Acharás estranho que te escreva hoje, dia 26 de Dezembro, mas quero esclarecer certas coisas que me ocorreram desde que te mandei uma carta, cheio de ilusões, na qual te pedia que me trouxesses uma bicicleta, um comboio eléctrico, um Nintendo 64 e um par de patins.
Quero dizer-te que me matei a estudar todo o ano, tanto que, não só fui um dos primeiros da minha turma, mas também que tirei 20 a todas as disciplinas. Não te estou a enganar. Ninguém se portou melhor que eu, nem com os pais, nem com os irmãos, nem com os amigos, nem com os vizinhos.
Fiz recados SEM COBRAR, ajudei velhinhos a atravessar a rua e não houve nada que não fizesse pelos meus semelhante e, mesmo assim, C'A GANDA LATA, PAI NATAL!!!
É que... olha que deixar debaixo da árvore de Natal uma porcaria dum pião, uma m… duma corneta e um maldito par de meias, QUE GANDA PORRA!!! Quem pensas que és, ó barrigudo?Ou seja, porto-me como um imbecil a merda do ano inteiro para que venhas com uma merda deste calibre? E não sendo isto suficiente, ao estúpido de merda do filho da vizinha, esse idiota sem educação, malcriado e desobediente que grita com a mãe, a esse cavalão, trouxeste-lhe tudo o que pediu.
Por isso agora quero que nem venha um terramoto ou qualquer coisa assim, para irmos todos à merda, já que com um Pai Natal tão incompetente e falso como tu, é melhor que a terra nos engula. Mas não deixes de regressar no ano que vem, que vou rebentar à pedrada as VACAS das tuas renas.
Começando por essa merda do Rudolph, que tem nome de gay. Vou-tos espantar para que te lixes, e andes a pé como eu, GANDA CABEÇUDO!, já que a bicicleta que te pedi era para ir para a escola, que fica longe como a merda da minha casa.
Ah!!! E não me quero despedir sem te mandar para a p… Oxalá que quando tiveres subido muito alto se vire o trenó e leves um grande tombo, por seres tão filho da mãe. Por isso, aviso-te que no próximo ano vais ficar a saber o que é um miudo maldito, sacana e um bocadinho f.
Atentamente,Nano.
P.S. O pião, a corneta e o par de meias, podes vir buscá-los quandoquiseres e mete-los onde levam as galinhas!!!!!
terça-feira, dezembro 23, 2008
segunda-feira, dezembro 22, 2008
PELA ENÉSIMA VEZ
publica a Concelhia de Peniche do Partido Socialista um panfleto nº1, agora chamado “Marés Socialistas”, visando as próximas autárquicas. Bem próximo do Natal. Por estas e por outras é que eu penso que certa gente não acredita na existência de Deus.
O nome do panfleto foram-no buscar às iniciativas do PCP na Autarquia. A frase chave da 1ª Página foi copiada descaradamente de uma outra dita pelo Presidente Kennedy na sua tomada de posse.
O dito panfleto que me veio parar às mãos tem uma impressão na frente e verso e aparece de pernas para o ar nas folhas interiores. Melhor assim. É porque é desnecessário ser lido.
Quanto ao conteúdo ele é suportado por duas ideias chave: A de que o PCP limita-se a fazer propaganda eleitoral o que digamos não deve ser tão mau assim, dado que se limitam a copiar a actuação tão bem sucedida do Engº Sócrates. A outra vertente de ataque é a de que de têm limitado a estudar planos de actuação e a concluir projectos herdados. E não é que fiquei perplexo? Então estudar e planificar para agir não é o que deve ser feito? Concluir projectos anteriores não deve ser prioritário? Não foi isso mesmo que o PS fez quando chegou à Câmara em 1998 e concluiu os projectos herdados do PSD?
Um bocadinho de pudor não fica mal a ninguém…
publica a Concelhia de Peniche do Partido Socialista um panfleto nº1, agora chamado “Marés Socialistas”, visando as próximas autárquicas. Bem próximo do Natal. Por estas e por outras é que eu penso que certa gente não acredita na existência de Deus.
O nome do panfleto foram-no buscar às iniciativas do PCP na Autarquia. A frase chave da 1ª Página foi copiada descaradamente de uma outra dita pelo Presidente Kennedy na sua tomada de posse.
O dito panfleto que me veio parar às mãos tem uma impressão na frente e verso e aparece de pernas para o ar nas folhas interiores. Melhor assim. É porque é desnecessário ser lido.
Quanto ao conteúdo ele é suportado por duas ideias chave: A de que o PCP limita-se a fazer propaganda eleitoral o que digamos não deve ser tão mau assim, dado que se limitam a copiar a actuação tão bem sucedida do Engº Sócrates. A outra vertente de ataque é a de que de têm limitado a estudar planos de actuação e a concluir projectos herdados. E não é que fiquei perplexo? Então estudar e planificar para agir não é o que deve ser feito? Concluir projectos anteriores não deve ser prioritário? Não foi isso mesmo que o PS fez quando chegou à Câmara em 1998 e concluiu os projectos herdados do PSD?
Um bocadinho de pudor não fica mal a ninguém…
sábado, dezembro 20, 2008
sexta-feira, dezembro 19, 2008
PARADOXOS
Sócrates e Cavaco dão-se como Deus com os Anjos
Pacheco Pereira é recusado como cabeça de Lista do PSD ao Parlamento Europeu
Santana Lopes é o cabeça de Lista do PSD à Câmara de Lisboa
Manuel Alegre recusa ser Deputado com "este" PS
Jorge Amador dá entrevistas ao órgão oficial do PPD/PSD/PS
O Natal ainda é a 25 de Dezembro?
Sócrates e Cavaco dão-se como Deus com os Anjos
Pacheco Pereira é recusado como cabeça de Lista do PSD ao Parlamento Europeu
Santana Lopes é o cabeça de Lista do PSD à Câmara de Lisboa
Manuel Alegre recusa ser Deputado com "este" PS
Jorge Amador dá entrevistas ao órgão oficial do PPD/PSD/PS
O Natal ainda é a 25 de Dezembro?
terça-feira, dezembro 16, 2008
AS MALHAS QUE O IMPÉRIO TECE…
Os órgãos de comunicação social vão despejando nomes de personalidades envolvidas em eventuais ilícitos ou em empresas assustadoramente criadas para fins de que hoje ainda não se conhecem os contornos:
Jardim Gonçalves – Paulo Teixeira Pinto – Filipe Pinhal – Cristopher de Beck – António Rodrigues – Alípio Dias – Castro Henriques – Oliveira e Costa Amílcar Theias – Arlindo de Carvalho – Daniel Sanches – Rui Machete – Dias Loureiro – Jorge Coelho
Os nomes saltam em catadupa. E eu sinto-me frágil. Porque alguns destes nomes são de pessoas em que eu acreditava como exemplos de virtudes e de luta pelo engrandecimento do meu País. Sinto-me usado. Sinto-me sujo. Sinto que sou parvo. Afinal, “os tais e tais… eram mais de 10”.
Os órgãos de comunicação social vão despejando nomes de personalidades envolvidas em eventuais ilícitos ou em empresas assustadoramente criadas para fins de que hoje ainda não se conhecem os contornos:
Jardim Gonçalves – Paulo Teixeira Pinto – Filipe Pinhal – Cristopher de Beck – António Rodrigues – Alípio Dias – Castro Henriques – Oliveira e Costa Amílcar Theias – Arlindo de Carvalho – Daniel Sanches – Rui Machete – Dias Loureiro – Jorge Coelho
Os nomes saltam em catadupa. E eu sinto-me frágil. Porque alguns destes nomes são de pessoas em que eu acreditava como exemplos de virtudes e de luta pelo engrandecimento do meu País. Sinto-me usado. Sinto-me sujo. Sinto que sou parvo. Afinal, “os tais e tais… eram mais de 10”.
segunda-feira, dezembro 15, 2008
“MAI NADA”
Com este título recebi um email que distribuía por inúmeros internautas a cópia de uma página de um boletim informativo dum aluno do 2º Ciclo, que com a devida vénia aqui publico para se poder acompanhar o meu raciocínio. O título (que eu também reproduzo) tanto quanto me é dado perceber pretende rematar o que a mãe de um aluno diz a uma professora.
Começo por referir que este Boletim (Caderno do Aluno) tem carácter confidencial. Se lemos esta cópia não foi porque o Encarregado de Educação (EE) o tivesse divulgado. Dá para perceber que terá sido a Professora que terá considerado “menos feliz” o recado da mãe da aluna e que a terá reproduzido para ilustrar “o que valem” os EEs. 1º atitude infeliz da dita professora.
Estranhei que uma professora digna desse nome, afirme que o não fazer os TPCs prejudica a avaliação do aluno. Qual avaliação? Sumativa? Formativa? Ou meramente Informativa? E em que é que esse facto pode prejudicar uma avaliação? Se é Formativa ou Informativa, antes pelo contrário enriquece-a. O Professor (que o é) fica a saber que o aluno não realiza os TPCs. Ou porque não quer ou porque não tem condições para o fazer.
Se não quer, há que chamar o EE e tentar descobrir as razões que levam a isso, e tentar estratégias de remediação. Se não tem condições para os fazer, então há logo que avançar para as referidas estratégias.
Mas desde logo a resposta da EE é elucidativa. Então há que definir estratégias que desde logo permitam que o aluno em sede de escola possa resolver propostas de trabalho que noutras condições não serão feitas.
Aqui a 2ª atitude nitidamente infeliz da professora. Então estamos ou não numa situação de ensino diferenciado, em que cada aluno é um caso? E que como tal deverá ser tratado…
Quanto mais conheço estas situações, mais razão dou à Ministra da Educação. É preciso avaliar os professores para distinguir o trigo do joio. E dar condições aos que trabalham de forma séria. Quanto aos outros de que a professora que é capaz de fazer o que esta que ilustramos fez, é melhor procurarem outra profissão. Professores é que não são.
PS: Se os professores se queixam de que o Processo de Avaliação lhes ocupa tempo demais, vale a pena pensar no que é sair de casa às sete horas da manhã, chegar às 18 e 30horas. Ter a roupa da casa para tratar, limpezas para fazer, cuidar dos filhos, fazer comida, preparar tudo para o dia seguinte e ter que pensar se o educando fez os TPCs. Uma mãe não terá trabalho a mais? É que uma mãe que trabalhe, não tem uma ocupação no local de trabalho de 22 horas…
Com este título recebi um email que distribuía por inúmeros internautas a cópia de uma página de um boletim informativo dum aluno do 2º Ciclo, que com a devida vénia aqui publico para se poder acompanhar o meu raciocínio. O título (que eu também reproduzo) tanto quanto me é dado perceber pretende rematar o que a mãe de um aluno diz a uma professora.
Começo por referir que este Boletim (Caderno do Aluno) tem carácter confidencial. Se lemos esta cópia não foi porque o Encarregado de Educação (EE) o tivesse divulgado. Dá para perceber que terá sido a Professora que terá considerado “menos feliz” o recado da mãe da aluna e que a terá reproduzido para ilustrar “o que valem” os EEs. 1º atitude infeliz da dita professora.Estranhei que uma professora digna desse nome, afirme que o não fazer os TPCs prejudica a avaliação do aluno. Qual avaliação? Sumativa? Formativa? Ou meramente Informativa? E em que é que esse facto pode prejudicar uma avaliação? Se é Formativa ou Informativa, antes pelo contrário enriquece-a. O Professor (que o é) fica a saber que o aluno não realiza os TPCs. Ou porque não quer ou porque não tem condições para o fazer.
Se não quer, há que chamar o EE e tentar descobrir as razões que levam a isso, e tentar estratégias de remediação. Se não tem condições para os fazer, então há logo que avançar para as referidas estratégias.
Mas desde logo a resposta da EE é elucidativa. Então há que definir estratégias que desde logo permitam que o aluno em sede de escola possa resolver propostas de trabalho que noutras condições não serão feitas.
Aqui a 2ª atitude nitidamente infeliz da professora. Então estamos ou não numa situação de ensino diferenciado, em que cada aluno é um caso? E que como tal deverá ser tratado…
Quanto mais conheço estas situações, mais razão dou à Ministra da Educação. É preciso avaliar os professores para distinguir o trigo do joio. E dar condições aos que trabalham de forma séria. Quanto aos outros de que a professora que é capaz de fazer o que esta que ilustramos fez, é melhor procurarem outra profissão. Professores é que não são.
PS: Se os professores se queixam de que o Processo de Avaliação lhes ocupa tempo demais, vale a pena pensar no que é sair de casa às sete horas da manhã, chegar às 18 e 30horas. Ter a roupa da casa para tratar, limpezas para fazer, cuidar dos filhos, fazer comida, preparar tudo para o dia seguinte e ter que pensar se o educando fez os TPCs. Uma mãe não terá trabalho a mais? É que uma mãe que trabalhe, não tem uma ocupação no local de trabalho de 22 horas…
domingo, dezembro 14, 2008
sábado, dezembro 13, 2008
sexta-feira, dezembro 12, 2008
No passado dia 1 de Dezembro, com 75 anos faleceu o Badaró. A sua imagem do chinesinho "Limpópó" fica na memória de quantos o conheceram como actor. Bem como a expressão caída em desuso oralmente, mas agora tão aplicada na prática: "-Oh Abreu! Dá cá o meu!"O corpo ofereceu à Faculdade de Ciências Médicas, para ser utilizado como objecto de estudo. Da Igreja de Paço de Arcos, para a Faculdade seguiu o cortejo sem flores e praticamente sem acompanhantes.
O abandono a que foi votado empobrece ainda mais a classe artistica portuguesa. Ao homem do Teatro e da Cultura os meus votos de que repouse em paz e que não pese sobre nenhum actor deste país.
PS: O realizador Manuel de Oliveira, ao completar 100 anos de idade, recusou as chaves da Cidade do Porto com que o Presidente Rui Rio pretendia distingui-lo. MO recusou ser utilizado como arma política para aquele edil, que tem dificultado ao máximo a criação da Casa do Cinema naquela cidade. MO pretendia oferecer a esse museu o seu espólio sobre cinema. Rui Rio enche-se de orgulho com o facto de ser Presidente da Câmara. Coitado. Não vê mais para além da distância do seu nariz. Mas se morrer, levará um grande acompanhamentos no funeral.
quarta-feira, dezembro 10, 2008
SE…
…O PSD existisse nos EUA, com a Bruxa Má como Presidente, o país mais rico do mundo não entraria em recessão.
…O Paulinho das Feiras fosse Chanceler na Alemanha o país mais rico da Europa, nunca este teria entrado em recessão.
…O tio Jerónimo fosse Presidente da República em França, ali os trabalhadores seriam felizes e iriam ver o sol brilhar para todos.
…Se o primo Louça fosse a Rainha de Inglaterra o apoio social aos menos afortunados faria de cada inglês e de cada inglesa, um lord e uma lady.
…Se Pacheco Pereira e Marcelo Rebelo de Sousa fossem os grandes timoneiros em Portugal, viveríamos no Paraíso.
É uma tristeza vivermos em Portugal e termos o Sócrates como primeiro-ministro.
…O PSD existisse nos EUA, com a Bruxa Má como Presidente, o país mais rico do mundo não entraria em recessão.
…O Paulinho das Feiras fosse Chanceler na Alemanha o país mais rico da Europa, nunca este teria entrado em recessão.
…O tio Jerónimo fosse Presidente da República em França, ali os trabalhadores seriam felizes e iriam ver o sol brilhar para todos.
…Se o primo Louça fosse a Rainha de Inglaterra o apoio social aos menos afortunados faria de cada inglês e de cada inglesa, um lord e uma lady.
…Se Pacheco Pereira e Marcelo Rebelo de Sousa fossem os grandes timoneiros em Portugal, viveríamos no Paraíso.
É uma tristeza vivermos em Portugal e termos o Sócrates como primeiro-ministro.
terça-feira, dezembro 09, 2008
O DELFIM
A notícia brutal, deixou-nos ontem de manhã perplexos. Tinha morrido o Delfim. Grande treinador, Aportinguista a toda a prova, animou centenas de jovens de Peniche de Cima a jogarem à bola. Organizador de competições entre miúdos, ele mais um entre todos eles. O Delfim era respeitado pelas crianças e jovens e os adultos que com ele conviveram ficaram seus amigos para sempre.
Agora vai para um sítio onde não há Sporting. Mas ele vai descansar em paz de anos de actividades infantis. O Delfim a todos nós em Peniche vai ficar na memória.
A notícia brutal, deixou-nos ontem de manhã perplexos. Tinha morrido o Delfim. Grande treinador, Aportinguista a toda a prova, animou centenas de jovens de Peniche de Cima a jogarem à bola. Organizador de competições entre miúdos, ele mais um entre todos eles. O Delfim era respeitado pelas crianças e jovens e os adultos que com ele conviveram ficaram seus amigos para sempre.
Agora vai para um sítio onde não há Sporting. Mas ele vai descansar em paz de anos de actividades infantis. O Delfim a todos nós em Peniche vai ficar na memória.
segunda-feira, dezembro 08, 2008
domingo, dezembro 07, 2008
sábado, dezembro 06, 2008
HISTÓRIAS DE NAZARENOS
Um nazareno que morava numa casa à beira da praia encontra um pinguim à sua porta e fica espantado. Sem saber o que fazer com o bichinho, pergunta ao seu vizinho Quim:
- Ah Quim, este animalzinho apareceu de repente à porta de minha casa! O que devo fazer com ele?
E o Quim: - Ah Tóino, você tem que pegar nele e levá-lo ao jardim zoológico!
O Tóino: - Grande ideia Quim! Obrigado!
No dia seguinte, o Quim vê o Tóino a chegar em casa. Levava o pinguim com uma coleirinha no pescoço. Admirado, pergunta-lhe:
- Ah Tóino, que raio tá você está a fazer com o pinguim? Não o levou ao jardim zoológico?
E o Tóino todo contente:
- Levei sim e ele adorou! Hoje, vou levá-lo ao cinema!
Um nazareno que morava numa casa à beira da praia encontra um pinguim à sua porta e fica espantado. Sem saber o que fazer com o bichinho, pergunta ao seu vizinho Quim:
- Ah Quim, este animalzinho apareceu de repente à porta de minha casa! O que devo fazer com ele?
E o Quim: - Ah Tóino, você tem que pegar nele e levá-lo ao jardim zoológico!
O Tóino: - Grande ideia Quim! Obrigado!
No dia seguinte, o Quim vê o Tóino a chegar em casa. Levava o pinguim com uma coleirinha no pescoço. Admirado, pergunta-lhe:
- Ah Tóino, que raio tá você está a fazer com o pinguim? Não o levou ao jardim zoológico?
E o Tóino todo contente:
- Levei sim e ele adorou! Hoje, vou levá-lo ao cinema!
quinta-feira, dezembro 04, 2008
O SEU A SEU DONO

“Sapo Local e Universidade do Minho distinguem Municípios com melhores práticas na Web Palmela e Grândola no Ranking dos 10 Melhores Web sites Municipais
308 Concelhos analisados num estudo que reúne dados de todo o paísSAPO Local reforça a visibilidade das Câmaras Municipais na WebO Sapo Local e a Universidade do Minho apresentaram hoje os Prémios SAPO Local/ UMinho 2008 que destacam os municípios com as melhores práticas na internet. Pretende-se com estes prémios valorizar o trabalho desenvolvido pela Administração Pública Local no seu conjunto, pela qualidade, quantidade e diversidade de serviços que presta on-line, beneficiando a sociedade como um todo.
Os três primeiros classificados considerados com Melhor presença na Web foram: a Câmara Municipal de Pombal, a Câmara Municipal da Maia e em terceiro lugar a Câmara Municipal de Peniche. Palmela, Grândola, Águeda, Chaves, Covilhã, Felgueiras, Guimarães completam o Ranking dos 10 Melhores Web sites Municipais. “
É assim o início da noticia que “catrapisquei” na net no “Diário Digital Rostos.pt”.
Quem lê, ouve e acompanha minimamente o que a oposição local diz da Câmara CDU, pensa que só vão acontecendo coisas horrendas. Mas esta semana decidi fazer o levantamento do que de bom por cá vai acontecendo e que não é mencionado. Aguardo a honestidade dos núcleos locais do PSD e do PS, congratulando-se com o mérito com que a Autarquia tem trabalhado nesta área.
Para se tornarem credíveis têm de referenciar e vetar o que está errado e exaltar o que tiver méritos. A não ser que queiram só ser conhecidos como arautos da desgraça.
Quem lê, ouve e acompanha minimamente o que a oposição local diz da Câmara CDU, pensa que só vão acontecendo coisas horrendas. Mas esta semana decidi fazer o levantamento do que de bom por cá vai acontecendo e que não é mencionado. Aguardo a honestidade dos núcleos locais do PSD e do PS, congratulando-se com o mérito com que a Autarquia tem trabalhado nesta área.
Para se tornarem credíveis têm de referenciar e vetar o que está errado e exaltar o que tiver méritos. A não ser que queiram só ser conhecidos como arautos da desgraça.
quarta-feira, dezembro 03, 2008
DAPUNKSPORTIF
Estou a escrever isto e estou a ouvir o som que vai correndo em www.myspace.com/dapunksportif
São dois rokeiros de Peniche a que se juntam em concertos e tournées outros diversos seus amigos, e que têm o grande mérito da “lei do marasmo de Peniche se irem libertando”. Não sou propriamente um conhecedor para fazer uma crítica objectiva do que fazem. Mas os ecos vários que me vão chegando, apontam para uma qualidade no género acima da média e acima de tudo a dose de irreverência e sabor que lhes confere já uma grande adesão de jovens e de menos jovens mais entendidos.
Sinto-me bem por o Paulo e o João conseguirem caminhar seguros no que gostam e fazem, fazendo-o bem.
Não gosto do nome do grupo, mas parece que tem de ser assim. Chamar-se Epifânio ou Hermengarda era pior. Gostava que pelo menos de vez em quando utilizassem a Língua Portuguesa mas parece que também tem que ser assim.
Quanto ao resto um abraço e votos de muitos êxitos. Partam tudo.
Estou a escrever isto e estou a ouvir o som que vai correndo em www.myspace.com/dapunksportifSão dois rokeiros de Peniche a que se juntam em concertos e tournées outros diversos seus amigos, e que têm o grande mérito da “lei do marasmo de Peniche se irem libertando”. Não sou propriamente um conhecedor para fazer uma crítica objectiva do que fazem. Mas os ecos vários que me vão chegando, apontam para uma qualidade no género acima da média e acima de tudo a dose de irreverência e sabor que lhes confere já uma grande adesão de jovens e de menos jovens mais entendidos.
Sinto-me bem por o Paulo e o João conseguirem caminhar seguros no que gostam e fazem, fazendo-o bem.
Não gosto do nome do grupo, mas parece que tem de ser assim. Chamar-se Epifânio ou Hermengarda era pior. Gostava que pelo menos de vez em quando utilizassem a Língua Portuguesa mas parece que também tem que ser assim.
Quanto ao resto um abraço e votos de muitos êxitos. Partam tudo.
terça-feira, dezembro 02, 2008
http://gdpenichecamadasjovens.blogspot.com/
Pelo que representa. Pela ternura. Por tudo aquilo em que merece a pena acreditar num tempo em que os sonhos parecem andar ocultos. Por tudo isto e pelo que não sou capaz de dizer mas sinto, faço aqui e agora publicidade a este blog que me surpreendeu.
Só me interessa dizer que o seu progenitor tornou a blogosfera mais limpa e mais apetecível ao utiliza-la em favor de um desporto e dos jovens desta forma.
Não estou habituado em Peniche a gestos destes.
Pelo que representa. Pela ternura. Por tudo aquilo em que merece a pena acreditar num tempo em que os sonhos parecem andar ocultos. Por tudo isto e pelo que não sou capaz de dizer mas sinto, faço aqui e agora publicidade a este blog que me surpreendeu.Só me interessa dizer que o seu progenitor tornou a blogosfera mais limpa e mais apetecível ao utiliza-la em favor de um desporto e dos jovens desta forma.
Não estou habituado em Peniche a gestos destes.
segunda-feira, dezembro 01, 2008
1º de Dezembro
Não me sinto muito motivado com o acontecimento que deu origem ao “feriado” de hoje. Quanto ao acontecimento em si, seria interessante saber quantas pessoas se lembram ainda, porque celebramos esta data. Caiu em desuso, tal como o 5 de Outubro e o mesmo irá acontecer ao 25 de Abril.
O dito cujo feriado mantém-se porque os “políticos” não têm coragem para acabar com esta excrescência, que sabe bem porque não se tem de ir trabalhar. Ora como já estou reformado, nem isso é motivação para mim.
Não sei até que ponto é que ganhámos alguma coisa em deixar de ser Espanha, para passar a ser Portugal. A Ibéria motiva-me. Como país, nem para férias somos úteis. Os duques de Bragança que nos legaram D. Duarte Nuno, bem podiam ter ido brincar para outro lado. Comprometeram o futura desta província de Espanha para a qual hoje não há volta a dar.
Não me sinto muito motivado com o acontecimento que deu origem ao “feriado” de hoje. Quanto ao acontecimento em si, seria interessante saber quantas pessoas se lembram ainda, porque celebramos esta data. Caiu em desuso, tal como o 5 de Outubro e o mesmo irá acontecer ao 25 de Abril.
O dito cujo feriado mantém-se porque os “políticos” não têm coragem para acabar com esta excrescência, que sabe bem porque não se tem de ir trabalhar. Ora como já estou reformado, nem isso é motivação para mim.
Não sei até que ponto é que ganhámos alguma coisa em deixar de ser Espanha, para passar a ser Portugal. A Ibéria motiva-me. Como país, nem para férias somos úteis. Os duques de Bragança que nos legaram D. Duarte Nuno, bem podiam ter ido brincar para outro lado. Comprometeram o futura desta província de Espanha para a qual hoje não há volta a dar.
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