ENTRANHA-SE E ESTRANHA-SE
Na noite eleitoral surpreendentemente, o “dono” do Bloco de Esquerda, agradeceu em particular aos professores o que consideraram ser a sua vitória eleitoral. Estas coisas não acontecem por acaso. Aquele agrupamento de marxistas-leninistas e de filhos-de-família-sem-nada-que-fazer, capitalizou os ódios daquela classe sem classe contra o Governo para crescer eleitoralmente.
É aqui que me recordo do defunto PRD do General Eanes e fazendo futurologia, adivinho um fim semelhante para esta nova excrescência da Democracia.
Coincidindo com o pré-anúncio dos resultados eleitorais, vêm os professores exigir a suspensão imediata da sua avaliação, assim se desmascarando e destapando definitivamente as razões do auto denominado Bloco de Esquerda.
Já aqui o dissemos quem não tem nunca dúvidas em como avaliar os outros, não suporta ser avaliado. Quem tem dado ao país tanto aluno disfuncional e sem capacidade de análise e crítica, não suporta que avaliem o seu trabalho. Quem matou o Amor à Mater língua, refugia-se em eufemismos para que não o possam observar nos seus desempenhos técnico-pedagógicos.
“Não peças a quem pediu e não sirvas a quem serviu” é um ditado que por analogia serve para poder ler sobre aqueles que mais contestam as alterações do modus-operandi no sistema educativo portugês. São os que entraram na faculdade com mais baixas notas, são os que foram as Escolas Superiores de Educação porque falharam nas suas primeiras 4 ou 5 escolhas, são os que sairam da faculdade com notas mais baixas. Rodeiam-se então de uma pseudo exigência em relação aos outros (os alunos) e de um facilitismo confrangedor em relação a si próprios.
Quando os pais e encarregados de educação perceberem que estão a ser utilizados nesta luta sem sentido até medo tenho do que se irá passar.
"Conversar em Peniche" não é necessariamente conversar sobre Peniche. Também mas não só. Algumas vezes assumirá um papel de raiva. Ou de guerra. Será provocador qb. Comprometido. Não será isento nem de erros nem de verdades (os meus, e as minhas). O resto se verá...
quinta-feira, outubro 01, 2009
quarta-feira, setembro 30, 2009
E EIS SENÃO QUANDO…
O Prof. Aníbal Cavaco Silva, que neste momento exerce as funções de Presidente da República, decide falar. Prefiro-lhe os tabus. O Prof. não está habituado a ser avaliado, (na sua maioria não estão) e decide vir a terreiro tentar dar catanada no Partido que os Portugueses escolheram para Governar o País e não satisfeito com isso, conseguiu o que era extremamente difícil; confundir ainda mais as pessoas com o que se passou em Belém.
Não me interessa que o Prof. Cavaco não esqueça a sua família política. Mas tentar depois tapar o sol com uma peneira fica-lhe mal.
Não me interessa que o Prof. Cavaco não perceba nada de informática, ao ponto de desconhecer que todos os PCs são vulneráveis coisa que um puto do 4º ano de escolaridade, está farto de saber.
Não me interessa que o Prof. Cavaco apoie os seus amigos de longa data. Só lhe fica bem.
Não me interessa que o Prof. Cavaco se sinta mais à vontade quando está a conversar com Manuela Ferreira Leite do que com José Sócrates. Até pode contar anedotas a uma e nunca mostrar os dentes a outro.
Mas já me incomodam os seus tiques hirtos e os seus esgares, ou a sua azia política quando o Prof. Cavaco se torna Presidente da República. Tem um dever de isenção que não lhe basta anunciá-lo. É preciso praticá-lo de forma óbvia.
Se o Presidente da República não gosta de luta político-partidária, que não se envolva nela.
Se o Presidente da República está insatisfeito com os serviços de comunicações de que dispõe, até pode voltar aos pombos-correios, mas trate ele disso e não envolva mais ninguém nas suas desconfianças.
Que fale quando tiver certezas. Para confundir já temos politiqueiros de meia-tijela que cheguem. Não votei no Prof. Aníbal Cavaco Silva para Presidente da República. Sinto-me feliz por não o ter feito. Outros que votaram começam a arrepender-se, percebidas que começam a tornar-se as suas fraquezas para o desempenho de tal cargo.
Gostaria de dizer a terminar o que ele disse de Mário Soares: - Que o resto do mandato passe rapidamente e que o consiga terminar com dignidade.
O Prof. Aníbal Cavaco Silva, que neste momento exerce as funções de Presidente da República, decide falar. Prefiro-lhe os tabus. O Prof. não está habituado a ser avaliado, (na sua maioria não estão) e decide vir a terreiro tentar dar catanada no Partido que os Portugueses escolheram para Governar o País e não satisfeito com isso, conseguiu o que era extremamente difícil; confundir ainda mais as pessoas com o que se passou em Belém.
Não me interessa que o Prof. Cavaco não esqueça a sua família política. Mas tentar depois tapar o sol com uma peneira fica-lhe mal.
Não me interessa que o Prof. Cavaco não perceba nada de informática, ao ponto de desconhecer que todos os PCs são vulneráveis coisa que um puto do 4º ano de escolaridade, está farto de saber.
Não me interessa que o Prof. Cavaco apoie os seus amigos de longa data. Só lhe fica bem.
Não me interessa que o Prof. Cavaco se sinta mais à vontade quando está a conversar com Manuela Ferreira Leite do que com José Sócrates. Até pode contar anedotas a uma e nunca mostrar os dentes a outro.
Mas já me incomodam os seus tiques hirtos e os seus esgares, ou a sua azia política quando o Prof. Cavaco se torna Presidente da República. Tem um dever de isenção que não lhe basta anunciá-lo. É preciso praticá-lo de forma óbvia.
Se o Presidente da República não gosta de luta político-partidária, que não se envolva nela.
Se o Presidente da República está insatisfeito com os serviços de comunicações de que dispõe, até pode voltar aos pombos-correios, mas trate ele disso e não envolva mais ninguém nas suas desconfianças.
Que fale quando tiver certezas. Para confundir já temos politiqueiros de meia-tijela que cheguem. Não votei no Prof. Aníbal Cavaco Silva para Presidente da República. Sinto-me feliz por não o ter feito. Outros que votaram começam a arrepender-se, percebidas que começam a tornar-se as suas fraquezas para o desempenho de tal cargo.
Gostaria de dizer a terminar o que ele disse de Mário Soares: - Que o resto do mandato passe rapidamente e que o consiga terminar com dignidade.
terça-feira, setembro 29, 2009
PORTUGAL DOS PEQUENINOS
Começa hoje a luta dos pequeninos que teimam em copiar os tiques dos grandes. Mais uma vez vou ter que engolir nas TVs doses massivas da Câmara de Lisboa (trampolim para 1ºs Ministros ou Presidentes da República) e da Câmara do Porto. Para não se tornarem completamente impossíveis de aturar, lá aparece uma outra capital de Distrito como se isso tivesse alguma importância para quem vive na “santa terrinha”.
Os amadores (?) vão testar as suas capacidades de se tornarem profissionais. Quem sabe um dia, poderão ser 5ºs numa qualquer lista de candidatos a deputados.
Vão ler-se comunicados a dizer mal dos que estão. Vão ler-se noutros que ou eles ou o dilúvio. Tudo o que mexe vai ser alvo.
Até que daqui a 15 dias vão de novo contar-se espingardas. Quem ganhou, quem perdeu. Passados outros 15 dias já ninguém se recordará do que foi prometido ou dito. E o Portugal profundo vai tornar-se igual ao Portugal à flor da pele. Mau, vadio, hipócrita e corrupto.
E assim se passam os dias.
Começa hoje a luta dos pequeninos que teimam em copiar os tiques dos grandes. Mais uma vez vou ter que engolir nas TVs doses massivas da Câmara de Lisboa (trampolim para 1ºs Ministros ou Presidentes da República) e da Câmara do Porto. Para não se tornarem completamente impossíveis de aturar, lá aparece uma outra capital de Distrito como se isso tivesse alguma importância para quem vive na “santa terrinha”.
Os amadores (?) vão testar as suas capacidades de se tornarem profissionais. Quem sabe um dia, poderão ser 5ºs numa qualquer lista de candidatos a deputados.
Vão ler-se comunicados a dizer mal dos que estão. Vão ler-se noutros que ou eles ou o dilúvio. Tudo o que mexe vai ser alvo.
Até que daqui a 15 dias vão de novo contar-se espingardas. Quem ganhou, quem perdeu. Passados outros 15 dias já ninguém se recordará do que foi prometido ou dito. E o Portugal profundo vai tornar-se igual ao Portugal à flor da pele. Mau, vadio, hipócrita e corrupto.
E assim se passam os dias.
segunda-feira, setembro 28, 2009
DEMOCRACIA DIXIT
Ganharam todos menos o PS, que perdeu o que lhe era mais caro: “O quero, posso e mando”.
Perderam todos (os portugueses) menos os que nunca ganham. Esses empataram.
O País (Portugal) vai-se adiando até ao estertor final.
O meu partido (BRANCOS) duplicou no Concelho, no Distrito e no País. Perdi mais uma vez.
Ganharam todos menos o PS, que perdeu o que lhe era mais caro: “O quero, posso e mando”.
Perderam todos (os portugueses) menos os que nunca ganham. Esses empataram.
O País (Portugal) vai-se adiando até ao estertor final.
O meu partido (BRANCOS) duplicou no Concelho, no Distrito e no País. Perdi mais uma vez.
domingo, setembro 27, 2009
DIA DE FESTA DA PARTICIPAÇÃO CÍVICA DOS CIDADÃOS
De um forma ou de outra todos podem e devem participar em nome da felicidade que querem ajudar a construir para si e para os seus. Com alegria ou com revolta, com convicção ou de forma indecisa, a favor ou contra, é importante para cada um estar presente.
Associo-me dando-vos este sinal de humor que de vez em quando a Administração Pública nos proporciona.

sábado, setembro 26, 2009
ESTOU EM REFLEXÃO
A gente reflecte não porque um decreto-lei assim o determina, mas porque temos cabeça para pensar.
E vou querer partilhar as minhas reflexões com aqueles (poucos) que me lerem.
O que é que aconteceu de tão importante que me leva a escrever isto e a partilhá-lo convosco? Três acontecimentos que invadiram a minha casa e que passo a relatar-vos.
- Quando hoje abri o meu correio encontrei uma newsletter do Expresso com o Título “Sócrates é o pior primeiro-ministro desde 1985”. Se estes gajos podem invadir o meu sossego para fazer campanha eleitoral no dia de reflexão, eu posso falar sobre isso.
- Ontem ao ver os “Gato Fedorento” ouvi o Ricardo Araújo Pereira perguntar ao candidato Do MRPP-PCTP como compatibilizava os factos de sendo a face visível desse partido, representar como advogado os interesses do reconhecido dirigente da Direita Portuguesa, Paulo Portas. Quanto a isto nem sequer sou capaz de reflectir.
- A terceira ocorrência também se deu ontem. Quando fui à caixa de correio encontrei um folheto de apelo ao voto do candidato de Peniche do PSD. Interroguei-me sobre a razão pela qual o candidato de Peniche do PS não terá feito o mesmo. É legitimo pensar que eu sendo de Peniche e sendo um putativo Deputado no Parlamento, desejo apresentar-me aos meus concidadãos, na esperança de que o meu Partido veja crescer na minha terra a sua votação. Mas se eu passo de fininho a assobiar para o lado é porque se calhar não vou ser um valor acrescentado. Se calhar se pensarem em mim até a cruz se escapa para outro quadradinho.
Aqui estou reflectindo. Em nada. Nas minhas razões. E nas razões da galinha. Branco é…Galinha o pôs... e eu também!
A gente reflecte não porque um decreto-lei assim o determina, mas porque temos cabeça para pensar.
E vou querer partilhar as minhas reflexões com aqueles (poucos) que me lerem.
O que é que aconteceu de tão importante que me leva a escrever isto e a partilhá-lo convosco? Três acontecimentos que invadiram a minha casa e que passo a relatar-vos.
- Quando hoje abri o meu correio encontrei uma newsletter do Expresso com o Título “Sócrates é o pior primeiro-ministro desde 1985”. Se estes gajos podem invadir o meu sossego para fazer campanha eleitoral no dia de reflexão, eu posso falar sobre isso.
- Ontem ao ver os “Gato Fedorento” ouvi o Ricardo Araújo Pereira perguntar ao candidato Do MRPP-PCTP como compatibilizava os factos de sendo a face visível desse partido, representar como advogado os interesses do reconhecido dirigente da Direita Portuguesa, Paulo Portas. Quanto a isto nem sequer sou capaz de reflectir.
- A terceira ocorrência também se deu ontem. Quando fui à caixa de correio encontrei um folheto de apelo ao voto do candidato de Peniche do PSD. Interroguei-me sobre a razão pela qual o candidato de Peniche do PS não terá feito o mesmo. É legitimo pensar que eu sendo de Peniche e sendo um putativo Deputado no Parlamento, desejo apresentar-me aos meus concidadãos, na esperança de que o meu Partido veja crescer na minha terra a sua votação. Mas se eu passo de fininho a assobiar para o lado é porque se calhar não vou ser um valor acrescentado. Se calhar se pensarem em mim até a cruz se escapa para outro quadradinho.
Aqui estou reflectindo. Em nada. Nas minhas razões. E nas razões da galinha. Branco é…Galinha o pôs... e eu também!
sexta-feira, setembro 25, 2009
EXERCER O DIREITO DE VOTAR
Não é fácil. Tudo nos empurra para ficarmos em casa e abdicarmos de participar na Grande Farsa montada pelos Partidos Políticos (todos eles sem excepção).
As promessas incumpridas, os compadrios, a corrupação, o faz-como-eu-digo-mas-não-faças-o-que-eu-faço. A distribuição das mais valias criadas no país, oferecendo milhões ali e tostões aqui.
Mas a gente somos sensíveis ao argumento dos que pensam que se Sócrates se comportou de forma tão anti-humanista e democrática com a maioria das pessoas, há que impedi-lo de se sentar outra vez em S. Bento.
Ou assustamo-nos quando olhamos para a cara daquela mulher e percebemos o que representam os que a rodeiam e decidimos que mais vale um Sócrates na mão que a dita cuja no Governo.
Ou deixamo-nos convencer pelo discurso alarmista da falta de segurança e sentimos que um estado policial tem de ser impedido a todo o custo, nem que para isso me tenha de aliar ao Bloco de Cimento.
Ou ficamos assustados porque temos memória, e recordamos as UDPs, ao FEC-MLs, os MÊS, as LUARs e quejandos que esconderam atrás de uma sigla inócua para poderem chegar à distribuição das migalhas do poder, e então antes queremos os betinhos de cascais e os papás da Opus-Dei.
Ou vamos sentir o carinho pelo avozinho que distribui de forma natural simpatia e impropérios contra quem nos torna cada vez mais pobres e lá vamos, porque ele não ganha mas sempre é um novo fôlego com que o animamos.
Mas nenhuma destas razões é razão para votar. Ou antes. É a pior das razões para votar. Eu exerço o direito de voto porque acredito que numa democracia participada e participativa, o que eu digo é importante. Claro que não acreditando nos executores como lhes posso atribuir a minha confiança?
Estes dias que passaram reforçaram a minha vontade do início desta campanha eleitoral. A que acrescentei mais uma definitiva decisão. Nas próximas presidenciais.
Assim sendo, declaro que mantenho o meu VOTO BRANCO.
Por todas as razões que ficam expressas e por todas as outras que ficam por dizer.
EXERÇO O MEU DIREITO DE VOTAR BRANCO
Não é fácil. Tudo nos empurra para ficarmos em casa e abdicarmos de participar na Grande Farsa montada pelos Partidos Políticos (todos eles sem excepção).
As promessas incumpridas, os compadrios, a corrupação, o faz-como-eu-digo-mas-não-faças-o-que-eu-faço. A distribuição das mais valias criadas no país, oferecendo milhões ali e tostões aqui.
Mas a gente somos sensíveis ao argumento dos que pensam que se Sócrates se comportou de forma tão anti-humanista e democrática com a maioria das pessoas, há que impedi-lo de se sentar outra vez em S. Bento.
Ou assustamo-nos quando olhamos para a cara daquela mulher e percebemos o que representam os que a rodeiam e decidimos que mais vale um Sócrates na mão que a dita cuja no Governo.
Ou deixamo-nos convencer pelo discurso alarmista da falta de segurança e sentimos que um estado policial tem de ser impedido a todo o custo, nem que para isso me tenha de aliar ao Bloco de Cimento.
Ou ficamos assustados porque temos memória, e recordamos as UDPs, ao FEC-MLs, os MÊS, as LUARs e quejandos que esconderam atrás de uma sigla inócua para poderem chegar à distribuição das migalhas do poder, e então antes queremos os betinhos de cascais e os papás da Opus-Dei.
Ou vamos sentir o carinho pelo avozinho que distribui de forma natural simpatia e impropérios contra quem nos torna cada vez mais pobres e lá vamos, porque ele não ganha mas sempre é um novo fôlego com que o animamos.
Mas nenhuma destas razões é razão para votar. Ou antes. É a pior das razões para votar. Eu exerço o direito de voto porque acredito que numa democracia participada e participativa, o que eu digo é importante. Claro que não acreditando nos executores como lhes posso atribuir a minha confiança?
Estes dias que passaram reforçaram a minha vontade do início desta campanha eleitoral. A que acrescentei mais uma definitiva decisão. Nas próximas presidenciais.
Assim sendo, declaro que mantenho o meu VOTO BRANCO.
Por todas as razões que ficam expressas e por todas as outras que ficam por dizer.
EXERÇO O MEU DIREITO DE VOTAR BRANCO
quinta-feira, setembro 24, 2009
OS IDIOTAS
Não fui buscar o título desta crónica de hoje ao romance de Dostoiévski. Já não há príncipes nas histórias dos dias de hoje. E os de coração puro foram desaparecendo na voragem dos tempos.
Os idiotas de que hoje falo são os que o Dicionário da “Texto Editora” referencia como, homem de espírito curto; ignorante; falto de inteligência; parvo; estúpido; ignorante; imbecil.
Quando lhes faltam os argumentos pões mãos e pés no chão e comportam-se asininamente.
São os seus próprios argumentos quem os denunciam. Não falam para os outros. Falam para se ouvirem uns aos outros. De si mostram que existem através de comunicados, notas de imprensa, afirmações de fidelidade aos líderes. A “populaça” só lhes serve como escadote para atingirem o topo da hierarquia. À custa do deserto de ideias que estendem por onde passam. O bem comum é para os idiotas uma figura de retórica.
Sentam-se na cadeira de poder do papá, aguardando o seu direito de sangue para lhes ocuparem o lugar.
Referem-se aos que ocupam os lugares que consideram seus por direito divino, como pústulas execráveis. Adoram falar em oportunismos e em utilizações indevidas da coisa pública, como se não tivessem telhados de vidro.
Os idiotas são manipulados pelos seus em primeiro lugar. Depois pelos que sabem que oferecendo-lhes prebendas eles tornam-se maleáveis e dóceis. Nalguns casos são esmo os familiares que aspirando a outros altares, os indusriam para lhes darem os lugares em herança.
Os idiotas quando atingem o poder servem-se de tudo e de todos como entidades parasitárias. Nada os impede na sua voragem. No seu caminho não poupam familiares, amigos e correligionários.
Tudo destroem para atingir o seu fim. Cuidado com os idiotas. Estamos em tempo de eleições. É o tempo em que eles medram. E em que surgem à luz do dia.
Não fui buscar o título desta crónica de hoje ao romance de Dostoiévski. Já não há príncipes nas histórias dos dias de hoje. E os de coração puro foram desaparecendo na voragem dos tempos.
Os idiotas de que hoje falo são os que o Dicionário da “Texto Editora” referencia como, homem de espírito curto; ignorante; falto de inteligência; parvo; estúpido; ignorante; imbecil.
Quando lhes faltam os argumentos pões mãos e pés no chão e comportam-se asininamente.
São os seus próprios argumentos quem os denunciam. Não falam para os outros. Falam para se ouvirem uns aos outros. De si mostram que existem através de comunicados, notas de imprensa, afirmações de fidelidade aos líderes. A “populaça” só lhes serve como escadote para atingirem o topo da hierarquia. À custa do deserto de ideias que estendem por onde passam. O bem comum é para os idiotas uma figura de retórica.
Sentam-se na cadeira de poder do papá, aguardando o seu direito de sangue para lhes ocuparem o lugar.
Referem-se aos que ocupam os lugares que consideram seus por direito divino, como pústulas execráveis. Adoram falar em oportunismos e em utilizações indevidas da coisa pública, como se não tivessem telhados de vidro.
Os idiotas são manipulados pelos seus em primeiro lugar. Depois pelos que sabem que oferecendo-lhes prebendas eles tornam-se maleáveis e dóceis. Nalguns casos são esmo os familiares que aspirando a outros altares, os indusriam para lhes darem os lugares em herança.
Os idiotas quando atingem o poder servem-se de tudo e de todos como entidades parasitárias. Nada os impede na sua voragem. No seu caminho não poupam familiares, amigos e correligionários.
Tudo destroem para atingir o seu fim. Cuidado com os idiotas. Estamos em tempo de eleições. É o tempo em que eles medram. E em que surgem à luz do dia.
terça-feira, setembro 22, 2009
O CAVACO/O PÚBLICO/A VERDADE – Parte II
Passadas horas sobre a postagem que ontem fizemos, o Sr. António demite o seu mandado junto do jornal Público, firmando assim a sua assinatura sobre a Verdade que afinal não era.
Moral da História:
1. O Sr. António pretendeu interferir na campanha eleitoral denegrindo a imagem do Partido socialista.
2. O Sr. António serviu-se para isso de um Jornal (O Público) que por isso mesmo desmascarou-se, deixando de ser por essa razão um jornal de referência.
3. O Director do Público é um dos mandados do Sr. António
4. O PSD deu um tiro no pé.
Passadas horas sobre a postagem que ontem fizemos, o Sr. António demite o seu mandado junto do jornal Público, firmando assim a sua assinatura sobre a Verdade que afinal não era.
Moral da História:
1. O Sr. António pretendeu interferir na campanha eleitoral denegrindo a imagem do Partido socialista.
2. O Sr. António serviu-se para isso de um Jornal (O Público) que por isso mesmo desmascarou-se, deixando de ser por essa razão um jornal de referência.
3. O Director do Público é um dos mandados do Sr. António
4. O PSD deu um tiro no pé.
segunda-feira, setembro 21, 2009
O CAVACO/O PÚBLICO/A VERDADE
Começamos a perceber melhor os contornos de uma campanha insidiosa, inteligente e encapotada que o Público tem vindo a desenvolver desde os tempos do negócio falhado, da compra da PT pela SONAE.
Tudo isto compreendemos.
Já temos dificuldade em perceber o papel a que se presta o Director do Público, Jornalista de Profissão. Bem andou o Provedor desse Jornal, ao denunciar de forma clara essa campanha e o seu principal instigador, precisamente o referido Director.
Mas mais do que isto, sentimo-nos profundamente chocados com a conivência do Sr. António Cavaco neste imbróglio. Ou é verdade que ele instrumentalizou o Público para atingir o Governo legítimo do País que representa, ou então anda mal por não tomar uma atitude de repúdio pela incorrecta interpretação que o seu Assessor terá feito das suas preocupações.
Ou então, a paranóia anda à solta lá pelos lados de Belém.
O que é certo é que o snr. José parece dar-se bem com os insultos e as acusações maldosas da canalha. E o que parecia uma dúvida, está a pouco e pouco a tornar-se uma certeza irremediável: - O sr. José vai conseguir ganhar contra quem parece apostado em caluniá-lo até à exaustão.
Não sei se será bom para este país falhado e adiado. Pelo menos não mandamos para a arena internacional aquele exemplar da feiticeira que adormeceu a Branca de Neve por 100 anos. Portugal tem melhores coisas para mostrar, ainda que valha muito pouco.
Começamos a perceber melhor os contornos de uma campanha insidiosa, inteligente e encapotada que o Público tem vindo a desenvolver desde os tempos do negócio falhado, da compra da PT pela SONAE.
Tudo isto compreendemos.
Já temos dificuldade em perceber o papel a que se presta o Director do Público, Jornalista de Profissão. Bem andou o Provedor desse Jornal, ao denunciar de forma clara essa campanha e o seu principal instigador, precisamente o referido Director.
Mas mais do que isto, sentimo-nos profundamente chocados com a conivência do Sr. António Cavaco neste imbróglio. Ou é verdade que ele instrumentalizou o Público para atingir o Governo legítimo do País que representa, ou então anda mal por não tomar uma atitude de repúdio pela incorrecta interpretação que o seu Assessor terá feito das suas preocupações.
Ou então, a paranóia anda à solta lá pelos lados de Belém.
O que é certo é que o snr. José parece dar-se bem com os insultos e as acusações maldosas da canalha. E o que parecia uma dúvida, está a pouco e pouco a tornar-se uma certeza irremediável: - O sr. José vai conseguir ganhar contra quem parece apostado em caluniá-lo até à exaustão.
Não sei se será bom para este país falhado e adiado. Pelo menos não mandamos para a arena internacional aquele exemplar da feiticeira que adormeceu a Branca de Neve por 100 anos. Portugal tem melhores coisas para mostrar, ainda que valha muito pouco.
domingo, setembro 20, 2009
VERDADES (Comprováveis, não são políticas!)
Todos os cogumelos são comestíveis. Alguns só uma vez!
Tudo é relativo. A duração de um minuto depende de que lado da porta da casa de banho se está.
A primeira amnésia nunca se esquece.
Os jogadores de videojogos são pessoas normais, que comem gelados pela testa como toda a gente!
No boxe, geralmente, o árbitro é a única pessoa a contar até dez.
Em casa de um indeciso só pode haver uma casa de banho.
Os ingleses são tão educados que na Inglaterra quem dirige é o pendura.
Todo o corpo mergulhado numa banheira faz tocar o telefone.
A probabilidade do pão cair com o lado da manteiga para baixo é proporcional ao valor da carpete.
Mais vale uma gaivota na mão do que uma a voar sobre a nossa cabeça.
Uma pessoa saudável é aquela que não foi suficientemente examinada.
Toda a partícula que voa encontra sempre um olho.
A esperança e a sogra são sempre as últimas a morrer
Um chato nunca perde seu tempo. Perde o dos outros.
Há muitas coisas mais importantes que o dinheiro, mas são tão caras!
Todos os cogumelos são comestíveis. Alguns só uma vez!
Tudo é relativo. A duração de um minuto depende de que lado da porta da casa de banho se está.
A primeira amnésia nunca se esquece.
Os jogadores de videojogos são pessoas normais, que comem gelados pela testa como toda a gente!
No boxe, geralmente, o árbitro é a única pessoa a contar até dez.
Em casa de um indeciso só pode haver uma casa de banho.
Os ingleses são tão educados que na Inglaterra quem dirige é o pendura.
Todo o corpo mergulhado numa banheira faz tocar o telefone.
A probabilidade do pão cair com o lado da manteiga para baixo é proporcional ao valor da carpete.
Mais vale uma gaivota na mão do que uma a voar sobre a nossa cabeça.
Uma pessoa saudável é aquela que não foi suficientemente examinada.
Toda a partícula que voa encontra sempre um olho.
A esperança e a sogra são sempre as últimas a morrer
Um chato nunca perde seu tempo. Perde o dos outros.
Há muitas coisas mais importantes que o dinheiro, mas são tão caras!
sexta-feira, setembro 18, 2009
PARA QUE FIQUE REGISTADO
Quando em 1998 cheguei à Câmara Municipal de Peniche e fui nomeado Vereador do Pelouro da Educação, após três mandatos e 12 anos sucessivos de gestão PSD, iniciei uma visita pelos estabelecimentos de ensino do 1º Ciclo e Jardins de Infância da zona rural do Concelho.
O que vi parecia saído dum filme surrealista. Escolas sem casas de banho a funcionarem minimamente. Os recreios eram zonas de perigo com inúmeros obstáculos susceptíveis de constituírem atentados agressivos à vida das crianças. As escolas de Casal Moinho, S. Bernardino, Casais Brancos, do Filtro, pareciam ter sido varridas por uma hecatombe nuclear.
Escolas e Jardins sem dinheiro sequer para adquirirem ao menos papel higiénico e produtos de limpeza. Carteiras partidas. Materiais didácticos improvisados. Os professores eram autênticos mestres do desenrascanço, com malabarismos extraordinários para poderem acorrer às necessidades educativas dos seus alunos. Alguns Professores adiantavam dinheiro da sua algibeira para os alunos mais carenciados poderem ter os seus livros em tempo útil, porque a CMP só com mais de 3 meses de atraso é que pagava os apoios sociais.
Em pouco mais de 10 anos tudo se alterou. Nos 3 mandatos seguintes, as forças políticas que sucederam ao PSD deram dignidade às Escolas e aos Professores. Os apoios sociais pagos a tempo servem efectivamente para o que foram criados. Os recreios parecem locais tirados de estampas de países com um entendimento claro do que deve ser a educação num concelho que quer construir um futuro melhor para os seus filhos.
E o que aqui afirmo pode ser comprovado pelos jovens com 20 e poucos anos que saíram das escolas há mais de 10 anos. Que Escolas tinham e que Escolas hoje existem depois de o PSD ter desaparecido das responsabilidades de gestão da Câmara Municipal.
Assinalo pois com o maior repúdio, afirmações despudoradas que certos responsáveis dessa força política sobre a qualidade da sua governação. Quando se afirma que o Ensino Superior em Peniche é obra sua, é das mentiras mais ordinárias que eu vi escritas em letra de forma.
Honra seja feita a quem o promoveu efectivamente. Mas nunca ao PSD que se limitou por mandar exarar no Diário da República a existência fantasma de uma Universidade em Peniche, que só assumiu forma depois do PSD ter saído da Câmara Municipal.
Podem alguns ter dificuldade em engolir isto. Mas o PSD foi uma força retrógrada na educação em Peniche.
O mérito da existência da Escola da Atouguia da Baleia, está na necessidade de dar cobertura de toda a população escolar no Ensino obrigatório de 9 anos e na falência da Colégio Atlântico.
Quanto à EBI foi um drama o seu Projecto e a sua Construção. Mas isso só prova a incapacidade do PSD de Peniche no sector da Educação.
O seu a seu dono. E para um partido que diz pugnar pela verdade, melhor faria que se colocasse um freio em alguns dos seus militantes.
Quando em 1998 cheguei à Câmara Municipal de Peniche e fui nomeado Vereador do Pelouro da Educação, após três mandatos e 12 anos sucessivos de gestão PSD, iniciei uma visita pelos estabelecimentos de ensino do 1º Ciclo e Jardins de Infância da zona rural do Concelho.
O que vi parecia saído dum filme surrealista. Escolas sem casas de banho a funcionarem minimamente. Os recreios eram zonas de perigo com inúmeros obstáculos susceptíveis de constituírem atentados agressivos à vida das crianças. As escolas de Casal Moinho, S. Bernardino, Casais Brancos, do Filtro, pareciam ter sido varridas por uma hecatombe nuclear.
Escolas e Jardins sem dinheiro sequer para adquirirem ao menos papel higiénico e produtos de limpeza. Carteiras partidas. Materiais didácticos improvisados. Os professores eram autênticos mestres do desenrascanço, com malabarismos extraordinários para poderem acorrer às necessidades educativas dos seus alunos. Alguns Professores adiantavam dinheiro da sua algibeira para os alunos mais carenciados poderem ter os seus livros em tempo útil, porque a CMP só com mais de 3 meses de atraso é que pagava os apoios sociais.
Em pouco mais de 10 anos tudo se alterou. Nos 3 mandatos seguintes, as forças políticas que sucederam ao PSD deram dignidade às Escolas e aos Professores. Os apoios sociais pagos a tempo servem efectivamente para o que foram criados. Os recreios parecem locais tirados de estampas de países com um entendimento claro do que deve ser a educação num concelho que quer construir um futuro melhor para os seus filhos.
E o que aqui afirmo pode ser comprovado pelos jovens com 20 e poucos anos que saíram das escolas há mais de 10 anos. Que Escolas tinham e que Escolas hoje existem depois de o PSD ter desaparecido das responsabilidades de gestão da Câmara Municipal.
Assinalo pois com o maior repúdio, afirmações despudoradas que certos responsáveis dessa força política sobre a qualidade da sua governação. Quando se afirma que o Ensino Superior em Peniche é obra sua, é das mentiras mais ordinárias que eu vi escritas em letra de forma.
Honra seja feita a quem o promoveu efectivamente. Mas nunca ao PSD que se limitou por mandar exarar no Diário da República a existência fantasma de uma Universidade em Peniche, que só assumiu forma depois do PSD ter saído da Câmara Municipal.
Podem alguns ter dificuldade em engolir isto. Mas o PSD foi uma força retrógrada na educação em Peniche.
O mérito da existência da Escola da Atouguia da Baleia, está na necessidade de dar cobertura de toda a população escolar no Ensino obrigatório de 9 anos e na falência da Colégio Atlântico.
Quanto à EBI foi um drama o seu Projecto e a sua Construção. Mas isso só prova a incapacidade do PSD de Peniche no sector da Educação.
O seu a seu dono. E para um partido que diz pugnar pela verdade, melhor faria que se colocasse um freio em alguns dos seus militantes.
quinta-feira, setembro 17, 2009
COMO VOTAR
Esta postagem de hoje poderá eventualmente ser útil aos indecisos. Neste momento em que somos massacrados pelas Rádios e pelas TVs, por panfletos que dizem que e o seu contrário, existe uma fórmula para votar que sempre me foi útil e que vos quero transmitir.
Espero que vos sirva como a mim o tem feito ao longo dos tempos. Aqui vai:
1. Olho para as Associações políticas e/ou civicas que concorrem ao acto eleitoral;
2. Vejo as pessoas que concorrem
3. Penso no provérbio chinês: "O que se diz, ouve-se! O que se escreve, lê-se! O que se faz, vê-se!"
4. E pronto já sei onde votar, ou se opto por votar em branco.
Esta postagem de hoje poderá eventualmente ser útil aos indecisos. Neste momento em que somos massacrados pelas Rádios e pelas TVs, por panfletos que dizem que e o seu contrário, existe uma fórmula para votar que sempre me foi útil e que vos quero transmitir.
Espero que vos sirva como a mim o tem feito ao longo dos tempos. Aqui vai:
1. Olho para as Associações políticas e/ou civicas que concorrem ao acto eleitoral;
2. Vejo as pessoas que concorrem
3. Penso no provérbio chinês: "O que se diz, ouve-se! O que se escreve, lê-se! O que se faz, vê-se!"
4. E pronto já sei onde votar, ou se opto por votar em branco.
terça-feira, setembro 15, 2009
AS REDES SOCIAIS
Começam a ouvir-se as primeiras vozes discordantes destes sistemas interactivos que a Net proporciona. Para mim comparo-as às seitas religiosas. Invadem-nos o espaço-casa sem terem sido convidadas.
Facebook, Twitter, hi5, fazem todos parte do mesmo esquema. Exposição de cada um e afirmação da sua imagem à custa da aceitação dos outros. Quanto mais aderentes, maior o sentimento de segurança. Servem para pessoas pouco dadas ao convívio criarem uma falsa imagem de pertença.
A mim tal como a outras pessoas, já aconteceu receber por e-mail pedidos de amizade de pessoas que se cruzam connosco todos os dias e que nem os “Bons Dias” nos dão. È como aqueles católicos que na Igreja nos beijam e que depois vão para as Pastelarias e que no intervalo de um gole no galão e uma dentada no pastel de nata, vão “cortando na casaca” da pessoa que beijaram.
Quem é meu amigo, já o é. Não precisa de me enviar pedidos de amizade. Quem não é e quer ser, se mora na mesma terra que eu, combina uma ida ao café para beber uma bica e aí estabelece os laços que perdurarão para além do tempo de vida de um PC.
Não gosto de redes sociais.
Começam a ouvir-se as primeiras vozes discordantes destes sistemas interactivos que a Net proporciona. Para mim comparo-as às seitas religiosas. Invadem-nos o espaço-casa sem terem sido convidadas.
Facebook, Twitter, hi5, fazem todos parte do mesmo esquema. Exposição de cada um e afirmação da sua imagem à custa da aceitação dos outros. Quanto mais aderentes, maior o sentimento de segurança. Servem para pessoas pouco dadas ao convívio criarem uma falsa imagem de pertença.
A mim tal como a outras pessoas, já aconteceu receber por e-mail pedidos de amizade de pessoas que se cruzam connosco todos os dias e que nem os “Bons Dias” nos dão. È como aqueles católicos que na Igreja nos beijam e que depois vão para as Pastelarias e que no intervalo de um gole no galão e uma dentada no pastel de nata, vão “cortando na casaca” da pessoa que beijaram.
Quem é meu amigo, já o é. Não precisa de me enviar pedidos de amizade. Quem não é e quer ser, se mora na mesma terra que eu, combina uma ida ao café para beber uma bica e aí estabelece os laços que perdurarão para além do tempo de vida de um PC.
Não gosto de redes sociais.
domingo, setembro 13, 2009
PARASITAS/OPORTUNISTAS
Parasitas são organismos que vivem em associação com outros aos quais retiram os meios para a sua sobrevivência, normalmente prejudicando o organismo hospedeiro, um processo conhecido por parasitismo. (Wikipédia)
Vem isto a propósito dos que se aproveitam do trabalho alheio para atingirem os seus objectivos. E isto não se passa só com os políticos. Atravessa toda a sociedade portuguesa.
Alguns utilizam trabalhos dos outros para apresentarem como seus. Esta é hoje uma actividade muito conhecida e desenvolvida na Internet.
O despropósito com que se apropriam das coisas dos outros é total e aberrante.
Não dou exemplos até porque pretendo que este Blog mantenha o grau de isenção ética que sempre lhe imprimi.
Parasitas são organismos que vivem em associação com outros aos quais retiram os meios para a sua sobrevivência, normalmente prejudicando o organismo hospedeiro, um processo conhecido por parasitismo. (Wikipédia)Vem isto a propósito dos que se aproveitam do trabalho alheio para atingirem os seus objectivos. E isto não se passa só com os políticos. Atravessa toda a sociedade portuguesa.
Alguns utilizam trabalhos dos outros para apresentarem como seus. Esta é hoje uma actividade muito conhecida e desenvolvida na Internet.
O despropósito com que se apropriam das coisas dos outros é total e aberrante.
Não dou exemplos até porque pretendo que este Blog mantenha o grau de isenção ética que sempre lhe imprimi.

sábado, setembro 12, 2009
JORGE DE SENA VERSUS PAÍS POLÍTICO
Veio finalmente para Portugal um dos maiores vultos da Cultura portuguesa. Por ser demasiado grande não coube a sua trasladação no Panteão Nacional.
“Cada vez mais penso que Portugal não precisa de ser salvo, porque estará sempre perdido como merece. Nós todos é que precisamos que nos salvem dele”. Por estas e outras palavras semelhantes o responsável máximo pelo veto político da obra do Nobel português, não pode estar presente. Ouviu a sirene dos Bombeiros e teve de ir apagar fogos. Também a sua comadre, que pretende ir fazer as limpezas a Belém, não conseguiu arranjar tempo na Agenda para se vergar sobre o peso de figura tamanha. O Grande Educador (JPP) não deve ter achado importante.
Termino mais uma vez com as palavras de Jorge Sena numa carta a Sophia de Mello Breyner:
“Como essa pátria tirando o povo e uns raros, é vil, canalha e mesquinha…”
Veio finalmente para Portugal um dos maiores vultos da Cultura portuguesa. Por ser demasiado grande não coube a sua trasladação no Panteão Nacional.“Cada vez mais penso que Portugal não precisa de ser salvo, porque estará sempre perdido como merece. Nós todos é que precisamos que nos salvem dele”. Por estas e outras palavras semelhantes o responsável máximo pelo veto político da obra do Nobel português, não pode estar presente. Ouviu a sirene dos Bombeiros e teve de ir apagar fogos. Também a sua comadre, que pretende ir fazer as limpezas a Belém, não conseguiu arranjar tempo na Agenda para se vergar sobre o peso de figura tamanha. O Grande Educador (JPP) não deve ter achado importante.
Termino mais uma vez com as palavras de Jorge Sena numa carta a Sophia de Mello Breyner:
“Como essa pátria tirando o povo e uns raros, é vil, canalha e mesquinha…”
sexta-feira, setembro 11, 2009
ADITAMENTO
Algumas pessoas que me encontraram na rua e outras que me telefonaram, chamaram-me a atenção por eu ontem não me ter referido ao PCP. Eu procurei e não encontrei razão para me referir a esse Partido que outrora tão grandes contributos à causa da Liberdade do Povo português.
Enquanto eles se esconderem atrás de uma sigla vaga e sem sentido (como nos tempos da clandestinidade) também eu me esconderei dele. O PCP que se apresente orgulhoso de si próprio, com o seu nome de gente e eu também repensarei aí a minha atitude.
Viver no século XXI com os mesmos pressupostos das décadas de 40 e 50 do século XX é pouco relevante e falho de convicções.
PCP para cá e PCP para lá. Chega à altura das eleições, envergonhado, muda de nome.
Esse Partido por enquanto não cabe no quadro de Eleições Legislativas nos meus considerandos.
VOTO EM BRANCO
Algumas pessoas que me encontraram na rua e outras que me telefonaram, chamaram-me a atenção por eu ontem não me ter referido ao PCP. Eu procurei e não encontrei razão para me referir a esse Partido que outrora tão grandes contributos à causa da Liberdade do Povo português.
Enquanto eles se esconderem atrás de uma sigla vaga e sem sentido (como nos tempos da clandestinidade) também eu me esconderei dele. O PCP que se apresente orgulhoso de si próprio, com o seu nome de gente e eu também repensarei aí a minha atitude.
Viver no século XXI com os mesmos pressupostos das décadas de 40 e 50 do século XX é pouco relevante e falho de convicções.
PCP para cá e PCP para lá. Chega à altura das eleições, envergonhado, muda de nome.
Esse Partido por enquanto não cabe no quadro de Eleições Legislativas nos meus considerandos.
VOTO EM BRANCO
quinta-feira, setembro 10, 2009
LEGISLATIVAS 2009: – O MEU VOTO
Reafirmo agora o que escrevi quando iniciei este Blog. A minha fidelidade política vai só para mim. Depois flutuarei entre aquilo que são os meus afectos e as minhas convicções. Em cada momento. Isto significa que a forma como votarei hoje pode nunca mais repetir-se.
Mas nunca deixarei de dizer sempre que me apeteça, como voto. Este é um Blog comprometido comigo e com mais ninguém. Ele irá necessariamente reflectir o que penso.
Posto isto vamos aos factos:
PSD – Não me assusta a Social-Democracia. Pelo contrário. Os países em que esse ideário sócio-politico teve (tem) maior desenvolvimento, são nações com grandes preocupações sociais e em que o apoio aos indivíduos e famílias é sempre prioritário, num quadro de grande respeito pelas liberdades individuais e colectivas. Não é pois o contexto ideológico que me coloca dúvidas.
Mas não me esqueço da Manuela Ferreira Leite Secretária de Estado de um governo Cavaco Silva. Nem da mesma criatura Ministra da Educação. Odienta. Nem da Ministra das Finanças do Governo do Grande Desertor.
Esta mulher assusta-me e eu quero ter uma Reforma sem grandes sobressaltos. Tenho medo das fidelidades dela ao Jardim da Madeira e aos arguidos por corrupção das suas listas de Deputados. Não acredito nas qualidades do Grande timoneiro J. P. P.
Definitivamente não votarei no PSD.
PS – As razões que me levaram a não votar em Sócrates quando ele ganhou a sua Maioria Absoluta são as mesmas que me levam a duvidar dele agora. Tem a seu favor aquilo em que inúmeros o condenaram. O que foi feito no Ministério da Educação. A Ministra teve razão desde sempre e era bom que em final de mandato isso fosse repetido. Mesmo que se perdesse as eleições. Quem não defende os seus e sabendo que tem razão…
Depois o meu ex-camarada, rasga compromissos com o mesmo à vontade com que eu rasgo envelopes. E respeito por mim enquanto ser social não tem nenhum. Defende a sua “camarilha” enquanto o servem.
Mas eu poderia conseguir esquecer todos estes argumentos se não soubesse quem faz parte da lista de Candidatos a Deputados do Distrito de Leiria. Só de olhar para o nome que figura em 5º lugar é suficiente para eu me sentir mal e próximo de um AVC.
Ora como não quero ir desta para melhor…
Não voto PS
CDS /PP/BE – Nem 8 nem 80. A demagogia em estado puro. São aqueles que sabem que é fácil fazer promessas, porque sabem que não têm de as cumprir. Resta-lhes dizer mal. E é fácil dizer mal. Os outros porque vão fazendo coisas acabam por cometer erros. Basta estar atento e aproveitá-los.
Nem Portas, nem Louçã. Passam a vida em feiras e dizem que isto está mal. Mal está para quem tem de trabalhar.
Nestes não voto e ponto final.
Fica-me a dúvida. Ou votar em Carmelinda Pereira (POUS) ou em Branco. A primeira merece a minha simpatia pela coerência e pelo ânimo. Há quanto tempo eu teria desistido. Mas ela mantém-se firme. Mas eu preciso de um voto que também o seja de revolta. De contestação contra tanto regabofe. De um voto que me permita dizer que também quero votar só não sei em quem. Está decidido:
- VOTO EM BRANCO nas legislativas de 2009.
Reafirmo agora o que escrevi quando iniciei este Blog. A minha fidelidade política vai só para mim. Depois flutuarei entre aquilo que são os meus afectos e as minhas convicções. Em cada momento. Isto significa que a forma como votarei hoje pode nunca mais repetir-se.
Mas nunca deixarei de dizer sempre que me apeteça, como voto. Este é um Blog comprometido comigo e com mais ninguém. Ele irá necessariamente reflectir o que penso.
Posto isto vamos aos factos:
PSD – Não me assusta a Social-Democracia. Pelo contrário. Os países em que esse ideário sócio-politico teve (tem) maior desenvolvimento, são nações com grandes preocupações sociais e em que o apoio aos indivíduos e famílias é sempre prioritário, num quadro de grande respeito pelas liberdades individuais e colectivas. Não é pois o contexto ideológico que me coloca dúvidas.
Mas não me esqueço da Manuela Ferreira Leite Secretária de Estado de um governo Cavaco Silva. Nem da mesma criatura Ministra da Educação. Odienta. Nem da Ministra das Finanças do Governo do Grande Desertor.
Esta mulher assusta-me e eu quero ter uma Reforma sem grandes sobressaltos. Tenho medo das fidelidades dela ao Jardim da Madeira e aos arguidos por corrupção das suas listas de Deputados. Não acredito nas qualidades do Grande timoneiro J. P. P.
Definitivamente não votarei no PSD.
PS – As razões que me levaram a não votar em Sócrates quando ele ganhou a sua Maioria Absoluta são as mesmas que me levam a duvidar dele agora. Tem a seu favor aquilo em que inúmeros o condenaram. O que foi feito no Ministério da Educação. A Ministra teve razão desde sempre e era bom que em final de mandato isso fosse repetido. Mesmo que se perdesse as eleições. Quem não defende os seus e sabendo que tem razão…
Depois o meu ex-camarada, rasga compromissos com o mesmo à vontade com que eu rasgo envelopes. E respeito por mim enquanto ser social não tem nenhum. Defende a sua “camarilha” enquanto o servem.
Mas eu poderia conseguir esquecer todos estes argumentos se não soubesse quem faz parte da lista de Candidatos a Deputados do Distrito de Leiria. Só de olhar para o nome que figura em 5º lugar é suficiente para eu me sentir mal e próximo de um AVC.
Ora como não quero ir desta para melhor…
Não voto PS
CDS /PP/BE – Nem 8 nem 80. A demagogia em estado puro. São aqueles que sabem que é fácil fazer promessas, porque sabem que não têm de as cumprir. Resta-lhes dizer mal. E é fácil dizer mal. Os outros porque vão fazendo coisas acabam por cometer erros. Basta estar atento e aproveitá-los.
Nem Portas, nem Louçã. Passam a vida em feiras e dizem que isto está mal. Mal está para quem tem de trabalhar.
Nestes não voto e ponto final.
Fica-me a dúvida. Ou votar em Carmelinda Pereira (POUS) ou em Branco. A primeira merece a minha simpatia pela coerência e pelo ânimo. Há quanto tempo eu teria desistido. Mas ela mantém-se firme. Mas eu preciso de um voto que também o seja de revolta. De contestação contra tanto regabofe. De um voto que me permita dizer que também quero votar só não sei em quem. Está decidido:
- VOTO EM BRANCO nas legislativas de 2009.
quarta-feira, setembro 09, 2009
A MISSA
A propósito de uma “postagem” recente um amigo meu em conversa comigo estranhava, certas afirmações (?) feitas lá por mim. Eu tentei explicar-lhe as minhas dúvidas e os meus medos. Depois vim para casa e em cima da secretária encontrei um recorte que fiz de uma brilhante entrevista feita pelo “Expresso” ao Ruy de Carvalho.
E nesse recorte estão os meus embaraços. Sinto-me quebrar ao ler o que li. É então que me apetecer ser o que sou e também o contrário de mim mesmo.
Pergunto a mim mesmo se a Fé não se pode encontrar naquilo que nos surpreende e atinge. Transcrevo a parte da entrevista que me deixou perplexo e de rastos.
Diz o Ruy de Carvalho a certa altura:
…Uma vez tive uma resposta muito interessante em Penafiel, no Calvário. É uma obra do Padre Américo, onde estão as pessoas que já não têm nenhuma saída para a vida. E eu perguntei aos padres que estavam lá como é que era a missa. “A missa são eles. Eles é que são as chagas de Cristo. Eles é que são o sofrimento que Cristo teve. Temos de os tratar. A missa é quando os tratamos. Não tem horário. Também rezamos, mas é quando os ajudamos. Quando os ajudamos a não terem tantas dores.”
E eu remato dizendo que esta missa eu compreendo. Esta Eucaristia tem tudo o que precisamos para perceber o sentido da Vida.
A propósito de uma “postagem” recente um amigo meu em conversa comigo estranhava, certas afirmações (?) feitas lá por mim. Eu tentei explicar-lhe as minhas dúvidas e os meus medos. Depois vim para casa e em cima da secretária encontrei um recorte que fiz de uma brilhante entrevista feita pelo “Expresso” ao Ruy de Carvalho.
E nesse recorte estão os meus embaraços. Sinto-me quebrar ao ler o que li. É então que me apetecer ser o que sou e também o contrário de mim mesmo.
Pergunto a mim mesmo se a Fé não se pode encontrar naquilo que nos surpreende e atinge. Transcrevo a parte da entrevista que me deixou perplexo e de rastos.
Diz o Ruy de Carvalho a certa altura:
…Uma vez tive uma resposta muito interessante em Penafiel, no Calvário. É uma obra do Padre Américo, onde estão as pessoas que já não têm nenhuma saída para a vida. E eu perguntei aos padres que estavam lá como é que era a missa. “A missa são eles. Eles é que são as chagas de Cristo. Eles é que são o sofrimento que Cristo teve. Temos de os tratar. A missa é quando os tratamos. Não tem horário. Também rezamos, mas é quando os ajudamos. Quando os ajudamos a não terem tantas dores.”
E eu remato dizendo que esta missa eu compreendo. Esta Eucaristia tem tudo o que precisamos para perceber o sentido da Vida.
terça-feira, setembro 08, 2009
LEGISLATIVAS 2009
Comentário num jornal espanhol a um dos cartazes da campanha eleitoral portuguesa:
«Mención especial merecen los carteles de Ferreira Leite que jalonan las carreteras portuguesas. "Não desista. Todos somos precisos", reza. Pero la desolada foto en blanco y negro de la candidata, sin maquillar, podría hacer pensar a los turistas que visitan el Algarve que se trata del mensaje de una asociación de apoyo a la tercera edad o de prevención del suicidio.»
Jordi Joan, La Vanguardia
Comentário num jornal espanhol a um dos cartazes da campanha eleitoral portuguesa:

«Mención especial merecen los carteles de Ferreira Leite que jalonan las carreteras portuguesas. "Não desista. Todos somos precisos", reza. Pero la desolada foto en blanco y negro de la candidata, sin maquillar, podría hacer pensar a los turistas que visitan el Algarve que se trata del mensaje de una asociación de apoyo a la tercera edad o de prevención del suicidio.»
Jordi Joan, La Vanguardia
segunda-feira, setembro 07, 2009
PORQUÊ?
Estes últimos anos têm sido pródigos em situações que me colocam perante um sem número de dúvidas. Desde logo sobre mim próprio. Depois sobre o sentido da existência ou a falta dele.
O agnosticismo prende-se a mim como uma lapa à sua rocha e tudo me é mais difícil de compreender. Para os que têm Fé é fácil. Fecham os olhos à realidade que os cerca e aos seus impactos. Acreditam que tudo serve para pôr à prova a sua crença e o seu prémio para além da vida, e seguem caminho imperturbavelmente.
Tudo isto a propósito da sequência de mortes que têm estupidamente posto fim à presença física de amigos meus daqui para o futuro.
O Diogo é o último desta sequência estúpida e sem sentido. E então interrogo-me: - Porquê eles e não eu… Que é que pode perceber-se no desaparecimento de pessoas mais novas que eu e que tanto tinham ainda para dar de si aos outros. Como pode haver um Justo Ser que permita este calvário de dor?
Não que eu queira morrer. Adoro a vida. Tenho repetido até à exaustão que quando morrer, vou ter saudades de mim. Gosto de sair à rua e cumprimentar as pessoas. Gosto de ver o mar e o sol e a chuva. Quero estar cá. Mas também quero encontrar ao voltar da esquina os meus amigos.
Quero que o telelé toque e que eu veja que é o Carolino angustiado com a situação do seu Boavistão. Ou que é o Vítor Mamede a dizer-me que acabou as férias e está tudo como ele gosta (e eu também) na sua Escola. Ou que é o meu irmão a dizer-me que vem a Peniche no próximo fim-de-semana. Ou que entro na Afrodite e que o Zé Batista se levanta da mesa onde está a tomar café e vem ter comigo para falarmos das nossas filhas. Ou que telefono todo atrapalhado para a Trilógica e ouço do lado de lá a voz inconfundível do Diogo a dizer-me para eu levar o PC que se dá um jeito para que este Blog saia a tempo e horas.
Por tudo isto eu estou a pedir demais? Só quero aqueles pequenos nadas que fazem de mim uma pessoa feliz. Está a chegar o tempo em que não quero mais acompanhar ninguém para o irremediável. Quero os meus amigos ao pé de mim. Ter a sua memória comigo começa a não ser suficiente. Amo a vida. Mas amo-a com as pessoas de quem gosto.
Estes últimos anos têm sido pródigos em situações que me colocam perante um sem número de dúvidas. Desde logo sobre mim próprio. Depois sobre o sentido da existência ou a falta dele.
O agnosticismo prende-se a mim como uma lapa à sua rocha e tudo me é mais difícil de compreender. Para os que têm Fé é fácil. Fecham os olhos à realidade que os cerca e aos seus impactos. Acreditam que tudo serve para pôr à prova a sua crença e o seu prémio para além da vida, e seguem caminho imperturbavelmente.
Tudo isto a propósito da sequência de mortes que têm estupidamente posto fim à presença física de amigos meus daqui para o futuro.
O Diogo é o último desta sequência estúpida e sem sentido. E então interrogo-me: - Porquê eles e não eu… Que é que pode perceber-se no desaparecimento de pessoas mais novas que eu e que tanto tinham ainda para dar de si aos outros. Como pode haver um Justo Ser que permita este calvário de dor?
Não que eu queira morrer. Adoro a vida. Tenho repetido até à exaustão que quando morrer, vou ter saudades de mim. Gosto de sair à rua e cumprimentar as pessoas. Gosto de ver o mar e o sol e a chuva. Quero estar cá. Mas também quero encontrar ao voltar da esquina os meus amigos.
Quero que o telelé toque e que eu veja que é o Carolino angustiado com a situação do seu Boavistão. Ou que é o Vítor Mamede a dizer-me que acabou as férias e está tudo como ele gosta (e eu também) na sua Escola. Ou que é o meu irmão a dizer-me que vem a Peniche no próximo fim-de-semana. Ou que entro na Afrodite e que o Zé Batista se levanta da mesa onde está a tomar café e vem ter comigo para falarmos das nossas filhas. Ou que telefono todo atrapalhado para a Trilógica e ouço do lado de lá a voz inconfundível do Diogo a dizer-me para eu levar o PC que se dá um jeito para que este Blog saia a tempo e horas.
Por tudo isto eu estou a pedir demais? Só quero aqueles pequenos nadas que fazem de mim uma pessoa feliz. Está a chegar o tempo em que não quero mais acompanhar ninguém para o irremediável. Quero os meus amigos ao pé de mim. Ter a sua memória comigo começa a não ser suficiente. Amo a vida. Mas amo-a com as pessoas de quem gosto.
domingo, setembro 06, 2009
sábado, setembro 05, 2009
A CURIOSIDADE MATOU O GATO...
Era uma vez um sujeito que estava curioso para saber como funcionava o banheiro das mulheres. Entrou num banheiro de um shopping dos mais modernos, achou tudo muito bonito, sentou-se, fez o que precisava e notou que ao lado do "trono" haviam 4 botões: AM, SAQ, AT, e RAT.
Curioso apertou o primeiro, AM, e recebeu um maravilhoso jato de Água Morna nas partes baixas. Achou ótimo e pensou: "é por isso que as mulheres demoram tanto no banheiro.
"Apertou o segundo botão, SAQ, e recebeu a Secagem de Ar Quente. Um espectáculo, achou óptimo.
Foi para o terceiro botão, AT, e recebeu uma pequena almofadada de talco refrescante e perfumada em toda a região. Que maravilha!
Apertou o quarto e ultimo botão, RAT.
Acordou numa cama todo amarrado, ao lado uma enfermeira. Ele pergunta:
"- Onde estou, o que aconteceu?" E ela:
"- Você esta no Hospital Albert Einstein, foi trazido pelos seguranças do Shopping. Você accionou o RAT, Removedor Automático de Tampax, e a sua pila está ali, naquele vidrinho!"
Era uma vez um sujeito que estava curioso para saber como funcionava o banheiro das mulheres. Entrou num banheiro de um shopping dos mais modernos, achou tudo muito bonito, sentou-se, fez o que precisava e notou que ao lado do "trono" haviam 4 botões: AM, SAQ, AT, e RAT.
Curioso apertou o primeiro, AM, e recebeu um maravilhoso jato de Água Morna nas partes baixas. Achou ótimo e pensou: "é por isso que as mulheres demoram tanto no banheiro.
"Apertou o segundo botão, SAQ, e recebeu a Secagem de Ar Quente. Um espectáculo, achou óptimo.
Foi para o terceiro botão, AT, e recebeu uma pequena almofadada de talco refrescante e perfumada em toda a região. Que maravilha!
Apertou o quarto e ultimo botão, RAT.
Acordou numa cama todo amarrado, ao lado uma enfermeira. Ele pergunta:
"- Onde estou, o que aconteceu?" E ela:
"- Você esta no Hospital Albert Einstein, foi trazido pelos seguranças do Shopping. Você accionou o RAT, Removedor Automático de Tampax, e a sua pila está ali, naquele vidrinho!"
sexta-feira, setembro 04, 2009
CAIXA GERAL DE DEPÓSITOS
Foi em 1970 que abri a minha 1ª conta com 100$00 (50 cêntimos em moeda actual), nesta empresa bancária da qual ainda hoje por força das circunstâncias sou cliente.
O seu balcão da cidade de Peniche constituiu ao longo dos anos um exemplo daquilo que sempre me enervou. Demorado no atendimento, funcionários mal dispostos, respostas secas às perguntas, dificuldades e obstáculos na resolução de problemas. E o facto de haver alguns entre eles mais cordiais não me impediu em quase 40 anos de fugir daquele balcão como o Diabo foge da Cruz. Comparável só mesmo o Centro de Saúde de Peniche. Quero dizer em abono da verdade que quer no balcão da Atouguia da Baleia, quer da Lourinhã, as coisas se processavam de maneira completamente diferente. Eficiência e simpatia ajudavam os clientes naqueles locais a sentirem-se bem.
Por tudo isso quando veio a Internet e o serviço de Caixa Directa, tornei-me seu utilizador fanático.
Nos últimos anos as minhas entradas na CGD da Cidade de Peniche, tornaram-se pois cada vez mais raras.
Acontece que entrei lá nestas últimas semanas por 2 vezes para tratar de assuntos que me preocupavam. Comecei por estranhar o facto de haver tão pouca gente a ser atendida. Depois o facto de conhecer só 1 ou 2 funcionários. Ainda não tinha quase tido tempo de me chegar ao balcão e já estava a ser chamado.
Fui atendido por elementos que foram de uma simpatia inexcedível. Que me explicaram de forma extremamente cordial tudo o que eu precisava de saber.
Alguma coisa mudou naquela instituição. Para melhor. Para substantivamente melhor. Eu que tenho sido um detractor ao longo dos anos, estou a começar a mudar de opinião.
Gostei.
Foi em 1970 que abri a minha 1ª conta com 100$00 (50 cêntimos em moeda actual), nesta empresa bancária da qual ainda hoje por força das circunstâncias sou cliente.
O seu balcão da cidade de Peniche constituiu ao longo dos anos um exemplo daquilo que sempre me enervou. Demorado no atendimento, funcionários mal dispostos, respostas secas às perguntas, dificuldades e obstáculos na resolução de problemas. E o facto de haver alguns entre eles mais cordiais não me impediu em quase 40 anos de fugir daquele balcão como o Diabo foge da Cruz. Comparável só mesmo o Centro de Saúde de Peniche. Quero dizer em abono da verdade que quer no balcão da Atouguia da Baleia, quer da Lourinhã, as coisas se processavam de maneira completamente diferente. Eficiência e simpatia ajudavam os clientes naqueles locais a sentirem-se bem.
Por tudo isso quando veio a Internet e o serviço de Caixa Directa, tornei-me seu utilizador fanático.
Nos últimos anos as minhas entradas na CGD da Cidade de Peniche, tornaram-se pois cada vez mais raras.
Acontece que entrei lá nestas últimas semanas por 2 vezes para tratar de assuntos que me preocupavam. Comecei por estranhar o facto de haver tão pouca gente a ser atendida. Depois o facto de conhecer só 1 ou 2 funcionários. Ainda não tinha quase tido tempo de me chegar ao balcão e já estava a ser chamado.
Fui atendido por elementos que foram de uma simpatia inexcedível. Que me explicaram de forma extremamente cordial tudo o que eu precisava de saber.
Alguma coisa mudou naquela instituição. Para melhor. Para substantivamente melhor. Eu que tenho sido um detractor ao longo dos anos, estou a começar a mudar de opinião.
Gostei.
quarta-feira, setembro 02, 2009
JOGOS POLÍTICOS DE TRAZER POR CASA
Que pena que é Peniche só ter o tamanho de um penico de bebé. Se fossemos uma terra com uma importância maior, também teríamos o nosso Freeport. E os nossos candidatos a políticos teriam alguma coisa de substancial com que se entreterem.
Assim, vão vivendo este indolente período de guerrinhas com questões de lana-caprina. Vem isto a propósito de um panfleto semi-clandestino difundido no twitter, em que uma força da oposição de forma indecorosa, deturpa o que foi aprovado para o Centro Hospitalar do Oeste, esperando tirar assim dividendos da sua afirmação na defesa dos superiores interesses da população do Concelho. (Esta frase foi arrancada do fundo de mim mesmo).
Os que nos governam, defendem-se argumentando com o que lhes parece ser razoável para desmontar a cabala. Como se alguém ligasse importância a uns e a outros. Como se estes auto-proclamados comunicados acrescentassem um voto que fosse aos que já lhes são afectos. Não serão os abstencionistas que se vão sentir entusiasmados a votar com estas não-atitudes.
Quem detém o poder conhece os métodos melhor que ninguém. Estou a recordar-me da campanha insidiosa que foi montada na altura da adjudicação do lanço do IP6 entre Peniche e Amoreira. Ou da História da descoberta das Tasquinhas Rurais para combater a importância crescente dos Sabores do Mar. E por aí fora.
No fundo todos estudámos nos mesmos livros ou ensinámos os mais novos na mesma cartilha onde estudámos.
Somos assim. Macaquinhos de imitação e penicheiros indolentes e sem memória. Não há nada a fazer.
Que pena que é Peniche só ter o tamanho de um penico de bebé. Se fossemos uma terra com uma importância maior, também teríamos o nosso Freeport. E os nossos candidatos a políticos teriam alguma coisa de substancial com que se entreterem.
Assim, vão vivendo este indolente período de guerrinhas com questões de lana-caprina. Vem isto a propósito de um panfleto semi-clandestino difundido no twitter, em que uma força da oposição de forma indecorosa, deturpa o que foi aprovado para o Centro Hospitalar do Oeste, esperando tirar assim dividendos da sua afirmação na defesa dos superiores interesses da população do Concelho. (Esta frase foi arrancada do fundo de mim mesmo).
Os que nos governam, defendem-se argumentando com o que lhes parece ser razoável para desmontar a cabala. Como se alguém ligasse importância a uns e a outros. Como se estes auto-proclamados comunicados acrescentassem um voto que fosse aos que já lhes são afectos. Não serão os abstencionistas que se vão sentir entusiasmados a votar com estas não-atitudes.
Quem detém o poder conhece os métodos melhor que ninguém. Estou a recordar-me da campanha insidiosa que foi montada na altura da adjudicação do lanço do IP6 entre Peniche e Amoreira. Ou da História da descoberta das Tasquinhas Rurais para combater a importância crescente dos Sabores do Mar. E por aí fora.
No fundo todos estudámos nos mesmos livros ou ensinámos os mais novos na mesma cartilha onde estudámos.
Somos assim. Macaquinhos de imitação e penicheiros indolentes e sem memória. Não há nada a fazer.
segunda-feira, agosto 31, 2009
A VERDADE E A MENTIRA
Se nós dizemos a verdade é por isso que os outros mentem. Os portugueses (e os penicheiros) estão divididos entre esta dicotomia. Uns dizem a verdade e outros mentem.
Dizem a verdade os que dizem “acabar em definitivo” com os maus cheiros se forem eleitos.
Dizem a verdade os que elaboraram e aprovaram o actual Plano Director Municipal de Peniche, e que se forem eleitos, irão proceder à sua revisão imediata.
Dizem a verdade os que dizem que a dizem. Mentem todos os outros.
Provavelmente existem muitas verdades.
Existe a verdade que permitiu transformar o edifício “Verde Mar” em habitação social.
Existe a verdade que permitiu a construção na Papôa.
Existe a verdade que permitiu transformar a Consolação num monte de cimento armado.
Existe a verdade que permite enaltecer e fazer disso a Festa do Regime, uma vitória no Big Brother.
Existe a verdade de quem anda a estudar há 40 anos sem ter passado nunca do 1º ano de Faculdade e conseguiu travestir isso num desemprego de longa duração.
Não me digam mais Verdades. Por favor: - Não me digam nada!
Se nós dizemos a verdade é por isso que os outros mentem. Os portugueses (e os penicheiros) estão divididos entre esta dicotomia. Uns dizem a verdade e outros mentem.
Dizem a verdade os que dizem “acabar em definitivo” com os maus cheiros se forem eleitos.
Dizem a verdade os que elaboraram e aprovaram o actual Plano Director Municipal de Peniche, e que se forem eleitos, irão proceder à sua revisão imediata.
Dizem a verdade os que dizem que a dizem. Mentem todos os outros.
Provavelmente existem muitas verdades.
Existe a verdade que permitiu transformar o edifício “Verde Mar” em habitação social.
Existe a verdade que permitiu a construção na Papôa.
Existe a verdade que permitiu transformar a Consolação num monte de cimento armado.
Existe a verdade que permite enaltecer e fazer disso a Festa do Regime, uma vitória no Big Brother.
Existe a verdade de quem anda a estudar há 40 anos sem ter passado nunca do 1º ano de Faculdade e conseguiu travestir isso num desemprego de longa duração.
Não me digam mais Verdades. Por favor: - Não me digam nada!
sábado, agosto 29, 2009
HISTÓRIA DO SR. QUE SE QUER DOUTORAR
Num lindo dia ensolarado o coelho saiu de sua toca com seu laptop (computador portátil) e pôs-se a trabalhar, bem concentrado. Poucodepois passou por ali uma raposa e viu o coelhinho suculento tão distraído com seu trabalho. No entanto ela ficou intrigada com o coelho trabalhando tão arduamente. Então a raposa aproximou-se do coelho e perguntou:
R: - Coelhinho, o que você está fazendo "tão" concentrado?
C: - Estou redigindo a minha tese de doutoramento. Disse o coelho sem tirar os olhos do laptop.
R: - Mmm .. . e qual é o tema da sua tese?
C: - Ah! é uma teoria provando que os coelhos são os verdadeiros predadores naturais de animais como as raposas.
A raposa fica indignada:
R: - Oras! Isso é ridículo! Nós é que somos os predadores dos coelhos!
C: - Absolutamente! Venha comigo à minha toca e eu mostro-te a minha prova experimental.
O coelho e a raposa entram na toca. Poucos instantes depois ouvem-se alguns ruídos indecifráveis, alguns poucos granhidos e depois silêncio.De seguida o coelho volta, sozinho, e mais uma vez retoma os trabalhos da sua tese como se nada tivesse ocorrido.Meia hora depois passa um lobo. Ao ver o apetitoso coelhinho tão distraído agradece mentalmente à cadeia-alimentar por estar com o seu jantar garantido. No entanto, o lobo também acha muito curioso um coelho a trabalhar tão concentrado. O lobo então resolve saber do que se trata aquilo tudo antes de devorar o coelhinho:
L: - Olá jovem coelhinho. O que o faz trabalhar "tão" arduamente?
C: - Minha tese de doutoramento, sr. lobo. É uma teoria que venho desenvolvendo há muito e que prova que nós coelhos somos os grandes predadores naturais de vários animais carnívoros, inclusive dos lobos.
O lobo não se contem e farfalha em risos da petulância do coelhinho.
L: - Ah ah ah ah !! Coelhinho! Apetitoso coelhinho! Isto é um despropósito. Nós os lobos é que somos os genuínos predadores naturais dos coelhos, aliás...
C: - Desculpe-me, mas se você quiser eu posso apresentar-te a minha prova experimental. Você gostaria de acompanhar-me à minha toca?
O lobo não consegue acreditar na sua boa sorte. Ambos desaparecem toca adentro. Alguns instantes depois ouvem-se uivos desesperados, agonizantes, ruídos de mastigação e... silêncio. Mais uma vez o coelho retorna sozinho, intacto, e volta ao árduo trabalho de redação da sua tese de doutoramento, como se nada tivesse acontecido...Dentro da toca do coelho vê-se uma enorme pilha de ossos ensanguentados e peles de diversas ex-raposas e, ao lado desta, outra pilha ainda maior de ossos e restos mortais daquilo que um dia foram lobos. Ao centro das duas ilhas de ossos vê-se um enorme Leão, satisfeito, bem alimentado, sonolento, a palitar os dentes.
MORAL DA HISTÓRIA:Não importa quão absurdo é o seu tema de tese. Não importa se você não tem o mínimo fundamento cientifico. Não importa se as suas experiências nunca provam a sua teoria. Não importa nem mesmo se as suas ideias vão contra o mais óbvio dos bom sensos... O que importa é QUEM É O SEU ORIENTADOR!!!
Num lindo dia ensolarado o coelho saiu de sua toca com seu laptop (computador portátil) e pôs-se a trabalhar, bem concentrado. Poucodepois passou por ali uma raposa e viu o coelhinho suculento tão distraído com seu trabalho. No entanto ela ficou intrigada com o coelho trabalhando tão arduamente. Então a raposa aproximou-se do coelho e perguntou:
R: - Coelhinho, o que você está fazendo "tão" concentrado?
C: - Estou redigindo a minha tese de doutoramento. Disse o coelho sem tirar os olhos do laptop.
R: - Mmm .. . e qual é o tema da sua tese?
C: - Ah! é uma teoria provando que os coelhos são os verdadeiros predadores naturais de animais como as raposas.
A raposa fica indignada:
R: - Oras! Isso é ridículo! Nós é que somos os predadores dos coelhos!
C: - Absolutamente! Venha comigo à minha toca e eu mostro-te a minha prova experimental.
O coelho e a raposa entram na toca. Poucos instantes depois ouvem-se alguns ruídos indecifráveis, alguns poucos granhidos e depois silêncio.De seguida o coelho volta, sozinho, e mais uma vez retoma os trabalhos da sua tese como se nada tivesse ocorrido.Meia hora depois passa um lobo. Ao ver o apetitoso coelhinho tão distraído agradece mentalmente à cadeia-alimentar por estar com o seu jantar garantido. No entanto, o lobo também acha muito curioso um coelho a trabalhar tão concentrado. O lobo então resolve saber do que se trata aquilo tudo antes de devorar o coelhinho:
L: - Olá jovem coelhinho. O que o faz trabalhar "tão" arduamente?
C: - Minha tese de doutoramento, sr. lobo. É uma teoria que venho desenvolvendo há muito e que prova que nós coelhos somos os grandes predadores naturais de vários animais carnívoros, inclusive dos lobos.
O lobo não se contem e farfalha em risos da petulância do coelhinho.
L: - Ah ah ah ah !! Coelhinho! Apetitoso coelhinho! Isto é um despropósito. Nós os lobos é que somos os genuínos predadores naturais dos coelhos, aliás...
C: - Desculpe-me, mas se você quiser eu posso apresentar-te a minha prova experimental. Você gostaria de acompanhar-me à minha toca?
O lobo não consegue acreditar na sua boa sorte. Ambos desaparecem toca adentro. Alguns instantes depois ouvem-se uivos desesperados, agonizantes, ruídos de mastigação e... silêncio. Mais uma vez o coelho retorna sozinho, intacto, e volta ao árduo trabalho de redação da sua tese de doutoramento, como se nada tivesse acontecido...Dentro da toca do coelho vê-se uma enorme pilha de ossos ensanguentados e peles de diversas ex-raposas e, ao lado desta, outra pilha ainda maior de ossos e restos mortais daquilo que um dia foram lobos. Ao centro das duas ilhas de ossos vê-se um enorme Leão, satisfeito, bem alimentado, sonolento, a palitar os dentes.
MORAL DA HISTÓRIA:Não importa quão absurdo é o seu tema de tese. Não importa se você não tem o mínimo fundamento cientifico. Não importa se as suas experiências nunca provam a sua teoria. Não importa nem mesmo se as suas ideias vão contra o mais óbvio dos bom sensos... O que importa é QUEM É O SEU ORIENTADOR!!!
sexta-feira, agosto 28, 2009
ÉTICA E POLITICA
Muito se tem falado sobre este tema nos dias que correm. E fala-se sobretudo no que diz respeito às eleições de carácter nacional, como se o que se passa a nível das “terrinhas” tivesse outro peso e outra medida.
Aqui tudo é permitido. Desde as candidaturas de gente sem qualquer qualificação para os cargos que vai exercer se for eleito, até ao espalhar de ódios e pequenas vinganças pessoais, a coberto do anonimato ou de outras torpezas igualmente inclassificáveis.
Nos mais pequenos gestos as pessoas são capazes de tentarem tudo para atingirem os seus objectivos mesquinhos e doentios.
Só um pequeno exemplo. Quando me tornei candidato à Câmara Municipal de Peniche deixei de escrever em “A Voz do Mar”. Achei incompatível uma coisa com a outra do ponto de vista ético. E só regressei aos meus escreveres no Jornal local, quando deixei de exercer funções autárquicas. Na altura do regresso às páginas do jornal local dizia eu : “não quereria que essa condição se confundisse, quer com o desempenho das minhas funções, quer com as minhas relações político-partidárias. Enfim... Manias de quem é filho do Horácio e neto do Benjamim Costa. Mas uma vez que terminou a minha acção como Vereador da Câmara Municipal de Peniche, já nada me impede de regressar ao agradável convívio com os leitores da Voz do Mar”.
Sinto orgulho no meu procedimento de então. E faria o mesmo com este meu blog se voltasse a ser candidato. Ou com quaisquer outros meios de chegar aos leitores e amigos. Interrompia-os.
Mas infelizmente há quem não pense assim. Mas eu como tenho um botão de exclusão no “rato” tratarei do assunto à minha maneira. Quem for candidato a eleições, só entra em minha casa se for convidado. Terminando a caça ao voto estou disponível para os tornar a receber.
Muito se tem falado sobre este tema nos dias que correm. E fala-se sobretudo no que diz respeito às eleições de carácter nacional, como se o que se passa a nível das “terrinhas” tivesse outro peso e outra medida.
Aqui tudo é permitido. Desde as candidaturas de gente sem qualquer qualificação para os cargos que vai exercer se for eleito, até ao espalhar de ódios e pequenas vinganças pessoais, a coberto do anonimato ou de outras torpezas igualmente inclassificáveis.
Nos mais pequenos gestos as pessoas são capazes de tentarem tudo para atingirem os seus objectivos mesquinhos e doentios.
Só um pequeno exemplo. Quando me tornei candidato à Câmara Municipal de Peniche deixei de escrever em “A Voz do Mar”. Achei incompatível uma coisa com a outra do ponto de vista ético. E só regressei aos meus escreveres no Jornal local, quando deixei de exercer funções autárquicas. Na altura do regresso às páginas do jornal local dizia eu : “não quereria que essa condição se confundisse, quer com o desempenho das minhas funções, quer com as minhas relações político-partidárias. Enfim... Manias de quem é filho do Horácio e neto do Benjamim Costa. Mas uma vez que terminou a minha acção como Vereador da Câmara Municipal de Peniche, já nada me impede de regressar ao agradável convívio com os leitores da Voz do Mar”.
Sinto orgulho no meu procedimento de então. E faria o mesmo com este meu blog se voltasse a ser candidato. Ou com quaisquer outros meios de chegar aos leitores e amigos. Interrompia-os.
Mas infelizmente há quem não pense assim. Mas eu como tenho um botão de exclusão no “rato” tratarei do assunto à minha maneira. Quem for candidato a eleições, só entra em minha casa se for convidado. Terminando a caça ao voto estou disponível para os tornar a receber.
quinta-feira, agosto 27, 2009
O E-MAIL
Aquilo que os CTTs foram obrigados a praticar, não colocar correio publicitário não endereçado nas nossas caixas postais, não parece surtir efeito com os emailos.
Recebemos de tudo e de todos embora não solicitemos na maioria das vezes, nada de ninguém. O que é certo é que mesmo pessoas que não se dignam cumprimentar-nos quando se cruzam connosco na rua, nos enviam emails, alguns deles caricatos e que de imediato seguem o rumo do caixote do lixo.
Vem isto a propósito dum daqueles que agora nos seguem vindos de todo o lado, com a fotocópia da ficha de adesão do actual primeiro-ministro, em tempos idos da sua juventude, à JSD. Facto que só é desconhecido pelos mais distraídos ou tarantinhas da cabeça. Isso foi notícia quando o José Sócrates chagou a Secretário-Geral do PS e não consta que tivesse desabonado na altura de ter sido eleito.
Mas houve alguém que só agora o descobriu e pensou ter sabido a rota para um novo escândalo que afaste o homem do seu lugar de S. Bento.
Actualizem-se por favor.
Aquilo que os CTTs foram obrigados a praticar, não colocar correio publicitário não endereçado nas nossas caixas postais, não parece surtir efeito com os emailos.
Recebemos de tudo e de todos embora não solicitemos na maioria das vezes, nada de ninguém. O que é certo é que mesmo pessoas que não se dignam cumprimentar-nos quando se cruzam connosco na rua, nos enviam emails, alguns deles caricatos e que de imediato seguem o rumo do caixote do lixo.
Vem isto a propósito dum daqueles que agora nos seguem vindos de todo o lado, com a fotocópia da ficha de adesão do actual primeiro-ministro, em tempos idos da sua juventude, à JSD. Facto que só é desconhecido pelos mais distraídos ou tarantinhas da cabeça. Isso foi notícia quando o José Sócrates chagou a Secretário-Geral do PS e não consta que tivesse desabonado na altura de ter sido eleito.
Mas houve alguém que só agora o descobriu e pensou ter sabido a rota para um novo escândalo que afaste o homem do seu lugar de S. Bento.
Actualizem-se por favor.
terça-feira, agosto 25, 2009
25 DE AGOSTO
Perfazem hoje 21 anos sobre o pavoroso incêndio que destruiu o Chiado em Lisboa.
Sendo tempo de efemérides é importante recordar o potencial braseiro que temos entre mãos em Peniche, sem que os partidos políticos (todos eles) queiram pôr a sua mãozinha na brasa.
Refiro-me como é óbvio à zona do Visconde que pelas suas características não tem defesa possível contra um incêndio.
Em tempos tentaram-se a colocação de algumas bombas de incêndio, mas a morfologia do local não permitiu fazer muito nesse campo. Quanto ao tipo de arruamentos, torna totalmente ineficazes medidas acessórias. A construção naquela escarpa que ameaça ruína em caso de sismo, vai conduzir a uma espécie de holocausto aquele espaço e aquelas famílias.
Depois virão as carpideiras trazer os seus “lamentos de trazer por casa”. Toda a gente sabe e toda a gente enfia a cabeça na areia para fingir que não ouve e não vê.
Os partidos políticos com assento na Assembleia Municipal, Comissões de Moradores, Junta de Freguesia, movimentos cívicos, LNEC e Ministérios de que dependem as decisões a tomar devem olhar para o problema de frente. Estudá-lo. Nomear uma equipa de Técnicos, (gaste-se o que se gastar) e de uma vez por todas tomar decisões. Antes que Peniche se converta num cemitério nacional.
Perfazem hoje 21 anos sobre o pavoroso incêndio que destruiu o Chiado em Lisboa.

Sendo tempo de efemérides é importante recordar o potencial braseiro que temos entre mãos em Peniche, sem que os partidos políticos (todos eles) queiram pôr a sua mãozinha na brasa.Refiro-me como é óbvio à zona do Visconde que pelas suas características não tem defesa possível contra um incêndio.
Os partidos políticos com assento na Assembleia Municipal, Comissões de Moradores, Junta de Freguesia, movimentos cívicos, LNEC e Ministérios de que dependem as decisões a tomar devem olhar para o problema de frente. Estudá-lo. Nomear uma equipa de Técnicos, (gaste-se o que se gastar) e de uma vez por todas tomar decisões. Antes que Peniche se converta num cemitério nacional.
segunda-feira, agosto 24, 2009
TUDO MUDA
Quando eu tinha os meus 12/13 anos comecei a ler uns livrinhos que o meu pai guardava religiosamente na estante. Lá eu encontrava anedotas, histórias de vida, livros de que ouvia falar e ali se encontrava um resumo que se lia num fôlego, heróis de guerra e batalhas extraordinárias.
À medida que os anos foram passando e a minha consciência política se foi desenvolvendo, os livrinhos ficaram para trás por cada vez mais me parecerem propaganda gratuita da terra do Tio Sam, mas passei a encontrar nessa Editora grandes trabalhos sobre o Mundo científico, sobre Geografia e temas de carácter global sendo que alguns me foram extremamente úteis na minha vida pessoal e profissional.
Primeiro o 25 de Abril com a sua abertura aos mercados culturais e científicos. Depois as televisões e a chegada na hora das informações, as guerras ao vivo, a queda dos “Muros” em directo. Por fim a Internet e o receber no instante o acontecimento.
Tudo isto veio tornar obsoleto o famigerado livrinho mensal que se tornou perfeitamente dispensável na maioria das casas de família.
A notícia surge agora e embora não surpreenda quando vista racionalmente, não deixa de causar impacto e perturbação para quem observa todo o mundo que construiu ao longo dos tempos a ruir sem saudades e sem referências de maior.
Li-a na última página do “Diário de Noticias”: - As Selecções do Reader’s Digest estavam a apresentar-se à falência nos Estados Unidos. Dentro de 1 ou 2 anos passarão definitivamente à história.
Quantos dos novos licenciados em Jornalismo saberão o que foi esta publicação? Quantos deles perceberão a influência que teve no despertar de uma consciência de liberdade nos espíritos de tantos jovens por esse mundo fora? Quantos saberão que sem as Selecções o Mundo tal como o concebemos teria sido diferente?
E no entanto foi notícia do canto inferior direito da última página de um jornal.
Temos de nos preparar para um tempo em que as referências perdem significado. E em que recordar é uma pura perda de tempo.
Quando eu tinha os meus 12/13 anos comecei a ler uns livrinhos que o meu pai guardava religiosamente na estante. Lá eu encontrava anedotas, histórias de vida, livros de que ouvia falar e ali se encontrava um resumo que se lia num fôlego, heróis de guerra e batalhas extraordinárias.
À medida que os anos foram passando e a minha consciência política se foi desenvolvendo, os livrinhos ficaram para trás por cada vez mais me parecerem propaganda gratuita da terra do Tio Sam, mas passei a encontrar nessa Editora grandes trabalhos sobre o Mundo científico, sobre Geografia e temas de carácter global sendo que alguns me foram extremamente úteis na minha vida pessoal e profissional.
Primeiro o 25 de Abril com a sua abertura aos mercados culturais e científicos. Depois as televisões e a chegada na hora das informações, as guerras ao vivo, a queda dos “Muros” em directo. Por fim a Internet e o receber no instante o acontecimento.
Tudo isto veio tornar obsoleto o famigerado livrinho mensal que se tornou perfeitamente dispensável na maioria das casas de família.
A notícia surge agora e embora não surpreenda quando vista racionalmente, não deixa de causar impacto e perturbação para quem observa todo o mundo que construiu ao longo dos tempos a ruir sem saudades e sem referências de maior.
Li-a na última página do “Diário de Noticias”: - As Selecções do Reader’s Digest estavam a apresentar-se à falência nos Estados Unidos. Dentro de 1 ou 2 anos passarão definitivamente à história.
Quantos dos novos licenciados em Jornalismo saberão o que foi esta publicação? Quantos deles perceberão a influência que teve no despertar de uma consciência de liberdade nos espíritos de tantos jovens por esse mundo fora? Quantos saberão que sem as Selecções o Mundo tal como o concebemos teria sido diferente?
E no entanto foi notícia do canto inferior direito da última página de um jornal.
Temos de nos preparar para um tempo em que as referências perdem significado. E em que recordar é uma pura perda de tempo.
domingo, agosto 23, 2009
sábado, agosto 22, 2009
O que se teria passado, se, em vez de três Reis Magos, tivessem sido três Rainhas Magas?
Teriam perguntado como chegar ao local e teriam chegado a horas.
Teriam ajudado no parto e deixado o estábulo a brilhar.
Teriam ainda preparado uma panela de comida e teriam trazido ofertas mais práticas.
Mas quais teriam sido os seus comentários ao partirem?
- Viste as sandálias que a Maria usava com aquela túnica?
- O menino não se parece nada com o José!
- Virgem! Pois está bem! Já a conheço desde o liceu!
- Como é que é possível que tenha todos esses animais imundos a viver dentro de casa?
- Disseram-me que o José está desempregado!
- Queres apostar em como não te devolvem a panela?
Teriam perguntado como chegar ao local e teriam chegado a horas.
Teriam ajudado no parto e deixado o estábulo a brilhar.
Teriam ainda preparado uma panela de comida e teriam trazido ofertas mais práticas.
Mas quais teriam sido os seus comentários ao partirem?
- Viste as sandálias que a Maria usava com aquela túnica?
- O menino não se parece nada com o José!
- Virgem! Pois está bem! Já a conheço desde o liceu!
- Como é que é possível que tenha todos esses animais imundos a viver dentro de casa?
- Disseram-me que o José está desempregado!
- Queres apostar em como não te devolvem a panela?
quinta-feira, agosto 20, 2009
RAUL SOLNADO versus MONSENHOR BASTOS
Quando a notícia da morte do Raul me chegou, associei de imediato o humanismo do humorista à sua participação na consolidação do Lar de Santa Maria. Ele e o Fernando Pessa foram “Amigos” de Peniche, de Monsenhor Bastos e do nosso Lar.
O Raul que mais tarde iria ficar para sempre associado à construção e funcionamento da “Casa do Artista”.
Já tudo foi dito em memória do Raul. Importava deixar aqui expressa a sua ligação a Peniche e ao Padre Bastos.
Sei que o que vou sugerir é demais. São coisas que envolvem um grande querer que nem a dimensão nacional do Raul será suficiente para atingir. Tanto mais numa terra de memória tacanha como é esta. Que tal arranjar 2 salas no Lar de Santa Maria, nem que sejam arrecadações, e dar a uma o nome do Raul e a outra o nome do Pessa? Com uma foto pequenina de cada um deles ao lado para não estragar a estética do interior do edifício.
Assim se constrói a memória no futuro. E não se esqueçam..."façam o favor de ser felizes!"
Quando a notícia da morte do Raul me chegou, associei de imediato o humanismo do humorista à sua participação na consolidação do Lar de Santa Maria. Ele e o Fernando Pessa foram “Amigos” de Peniche, de Monsenhor Bastos e do nosso Lar.
O Raul que mais tarde iria ficar para sempre associado à construção e funcionamento da “Casa do Artista”.
Já tudo foi dito em memória do Raul. Importava deixar aqui expressa a sua ligação a Peniche e ao Padre Bastos.
Sei que o que vou sugerir é demais. São coisas que envolvem um grande querer que nem a dimensão nacional do Raul será suficiente para atingir. Tanto mais numa terra de memória tacanha como é esta. Que tal arranjar 2 salas no Lar de Santa Maria, nem que sejam arrecadações, e dar a uma o nome do Raul e a outra o nome do Pessa? Com uma foto pequenina de cada um deles ao lado para não estragar a estética do interior do edifício.
Assim se constrói a memória no futuro. E não se esqueçam..."façam o favor de ser felizes!"
quarta-feira, agosto 19, 2009
HUMOR NEGRO
Será para fazer pirraça aos moradores? Será por descuido dos trabalhadores da Câmara? Os técnicos deveriam estar vigilantes. Será por revanchismo dos técnicos? Os políticos deveriam chamá-los à responsabilidade.
A pouco e pouco vou regressando das minhas férias de férias. Vou acumulando ideias para partilhar convosco, mas eis que do nada surgem coisas daquelas que fazem sorrir os mais descuidados.
A zona do Largo de S. Paulo e da Av. das Escolas tem sido objecto de alcatroamentos por parte da Câmara Municipal.
O que surpreende é que no largo do Dionisio Costa tenha sido colocado um cartaz com os dizeres que a foto documenta.
No período quente que se aproxima, trata-se de um erro de palmatória.
domingo, agosto 16, 2009
sábado, agosto 15, 2009
QUE O OUTRO MUNDO SE PREPARE...
Fidel morre e chega ao céu, mas não estava na lista. Assim, São Pedro manda-o para o inferno. Quando chega lá,o Diabo em pessoa o recebe e diz:
- Olá Fidel, seja bem-vindo. Eu estava te esperando. Aqui você vai-se sentir em casa.
- Obrigado, Satanás, mas estive primeiro no céu e esqueci minhas malas lá em cima.
- Não se preocupe. Vou enviar dois diabinhos para pegar suas coisas.
Os dois diabinhos chegam às portas do céu, mas encontram-nas fechadas porque São Pedro tinha saído para almoçar.
- Olha, é melhor pularmos o muro. Aí pegamos as malas sem perturbar ninguém...
Então, os dois diabinhos começam a escalar o muro.Dois anjinhos passavam por ali e ao verem os diabinhos, um comenta com o outro:
- Incrível, não faz nem dez minutos que Fidel está no inferno e já temos refugiados!
Fidel morre e chega ao céu, mas não estava na lista. Assim, São Pedro manda-o para o inferno. Quando chega lá,o Diabo em pessoa o recebe e diz:
- Olá Fidel, seja bem-vindo. Eu estava te esperando. Aqui você vai-se sentir em casa.
- Obrigado, Satanás, mas estive primeiro no céu e esqueci minhas malas lá em cima.
- Não se preocupe. Vou enviar dois diabinhos para pegar suas coisas.
Os dois diabinhos chegam às portas do céu, mas encontram-nas fechadas porque São Pedro tinha saído para almoçar.
- Olha, é melhor pularmos o muro. Aí pegamos as malas sem perturbar ninguém...
Então, os dois diabinhos começam a escalar o muro.Dois anjinhos passavam por ali e ao verem os diabinhos, um comenta com o outro:
- Incrível, não faz nem dez minutos que Fidel está no inferno e já temos refugiados!
domingo, agosto 09, 2009
sábado, agosto 08, 2009
quinta-feira, agosto 06, 2009
CADA TERRA COM SEU GALHO
PARTIDO SOCIAL DEMOCRATA
Lista de Candidatos a Deputados
LEIRIA
Maria Teresa da Silva Morais – Profª Universitária
Fernando Ribeiro Marques – Prés. Distrital de Leiria do PSD e autarca de Ansião
Paulo Batista Santos – Autarca da Batalha
Maria da Conceição Bretts – Autarca das Caldas da Rainha
Pedro Pimpão – Dirigente nacional da JSD
José Leitão da Silva – Autarca em Peniche
Paula Alves – Autarca em Figueiró dos Vinhos
António Cabeço – Marinha Grande
Olga Silvestre – Prés. Concelhia do PSD de Porto Mós
João Guerreiro – Alvaiázere
Suplentes
Lúcia Veríssimo – Nazaré
Vítor Domingos - TSD/Leiria
Sofia Neves – Pedrógão Grande
Maria Fernanda Guardado Marques - Pombal
PARTIDO SOCIAL DEMOCRATA
Lista de Candidatos a Deputados
LEIRIA
Maria Teresa da Silva Morais – Profª Universitária
Fernando Ribeiro Marques – Prés. Distrital de Leiria do PSD e autarca de Ansião
Paulo Batista Santos – Autarca da Batalha
Maria da Conceição Bretts – Autarca das Caldas da Rainha
Pedro Pimpão – Dirigente nacional da JSD
José Leitão da Silva – Autarca em Peniche
Paula Alves – Autarca em Figueiró dos Vinhos
António Cabeço – Marinha Grande
Olga Silvestre – Prés. Concelhia do PSD de Porto Mós
João Guerreiro – Alvaiázere
Suplentes
Lúcia Veríssimo – Nazaré
Vítor Domingos - TSD/Leiria
Sofia Neves – Pedrógão Grande
Maria Fernanda Guardado Marques - Pombal
quarta-feira, agosto 05, 2009
SEM MAIS…
PARTIDO SOCIALISTA
Lista de Candidatos`a Deputados
LEIRIA
Luis Amado (Ministro dos Negócios Estrangeiros)
José Miguel Medeiros (Sec. Estado)
Maria Odete João (Ex. CAE – Leiria)
João Paulo Pedrosa ( Pres. Federação PS Leiria)
Jorge Gonçalves (Adj. Governador Civil Leiria)
Odete Alves (Mulher do PS)
Jorge Sobral (Caldas da Rainha)
Henrique Henriques (?)
Lucília Pereira da Costa (Mulher do PS)
Victor Vieira (?)
Suplentes
António José Meneses
Eugénia Piteira
Ana Nicolau
Fernando Antunes
José Maria Faria
PARTIDO SOCIALISTA
Lista de Candidatos`a Deputados
LEIRIA
Luis Amado (Ministro dos Negócios Estrangeiros)
José Miguel Medeiros (Sec. Estado)
Maria Odete João (Ex. CAE – Leiria)
João Paulo Pedrosa ( Pres. Federação PS Leiria)
Jorge Gonçalves (Adj. Governador Civil Leiria)
Odete Alves (Mulher do PS)
Jorge Sobral (Caldas da Rainha)
Henrique Henriques (?)
Lucília Pereira da Costa (Mulher do PS)
Victor Vieira (?)
Suplentes
António José Meneses
Eugénia Piteira
Ana Nicolau
Fernando Antunes
José Maria Faria
domingo, agosto 02, 2009
sábado, agosto 01, 2009
FÉRIAS DE LUXOOOOOO!!!
Duas "super tias" foram acampar às margens de um rio. Levaram o dia todo para armar a barraca (no bom sentido).Quando terminaram, já era noite e as meninas estavam E-XAUS-TAAASSS!!!
Resolveram, então, ir para a cama (num óptimo sentido).Então, a mais “queque” delas disse:
- Imagine!!! Com um LUUUUXOOOO de céu estrelado desses, você acha mesmo que euzinha vou dormir dentro dessa barraquinha minúscula e sem graça?
A outra, preocupada:
- Mas pode ser perigoso. É melhor ficarmos aqui mesmo.
A corajosa:
- FUUUUUIII!!!
Uma ficou na barraca e a outra foi dormir nas margens do rio.Acontece que durante a noite veio um jacaré e... CCRRAAAAUUUU, comeu-a! (gastronomicamente falando).
Na manhã seguinte, a sensata levanta-se e diz
: -Bom dia, sol, bom dia, flores,bom dia natureza...
E correu para ver a amiga aventureira. Chegou pertinho do rio e viu o jacaré parado, e só a cabeça da outra para fora da boca do bicho...Olhou, olhou e… exclamou:
- GEEENNNTTEEEE, que superrrr! É UM ESCANDALO ESSE TEU SACO DE DORMIR DA LACOSTE!!!
Duas "super tias" foram acampar às margens de um rio. Levaram o dia todo para armar a barraca (no bom sentido).Quando terminaram, já era noite e as meninas estavam E-XAUS-TAAASSS!!!
Resolveram, então, ir para a cama (num óptimo sentido).Então, a mais “queque” delas disse:
- Imagine!!! Com um LUUUUXOOOO de céu estrelado desses, você acha mesmo que euzinha vou dormir dentro dessa barraquinha minúscula e sem graça?
A outra, preocupada:
- Mas pode ser perigoso. É melhor ficarmos aqui mesmo.
A corajosa:
- FUUUUUIII!!!
Uma ficou na barraca e a outra foi dormir nas margens do rio.Acontece que durante a noite veio um jacaré e... CCRRAAAAUUUU, comeu-a! (gastronomicamente falando).
Na manhã seguinte, a sensata levanta-se e diz
: -Bom dia, sol, bom dia, flores,bom dia natureza...
E correu para ver a amiga aventureira. Chegou pertinho do rio e viu o jacaré parado, e só a cabeça da outra para fora da boca do bicho...Olhou, olhou e… exclamou:
- GEEENNNTTEEEE, que superrrr! É UM ESCANDALO ESSE TEU SACO DE DORMIR DA LACOSTE!!!
quarta-feira, julho 29, 2009
terça-feira, julho 28, 2009
UM PSD SURPREENDENTE
Pela positiva. A sua apresentação no Jardim Público foi uma ideia refrescante. Mas mais que isso é o que foi feito em termos da Sede de Campanha. A solução encontrada, para dar dignidade ao local escolhido sem ferir a riqueza do Património ali edificado, é meritória e digna de registo. Merecedora a iniciativa por isso mesmo de registo, num Blog que não lhe é de todo afecto. Os meus parabéns.
Pela positiva. A sua apresentação no Jardim Público foi uma ideia refrescante. Mas mais que isso é o que foi feito em termos da Sede de Campanha. A solução encontrada, para dar dignidade ao local escolhido sem ferir a riqueza do Património ali edificado, é meritória e digna de registo. Merecedora a iniciativa por isso mesmo de registo, num Blog que não lhe é de todo afecto. Os meus parabéns.
domingo, julho 26, 2009
QUEM CONTA UM CONTO…
Aconteceu numa empresa onde as comunicações são rápidas e objectivas
1)
DE: Director Presidente
PARA: Gerente
Na próxima 6a feira, aproximadamente as 17 horas, o Cometa Halley estará nesta área. Trata-se de um evento que ocorre somente em cada 78 anos. Assim, por favor, reuna os funcionários no pátio da fabrica, todos usando capacete de segurança, que depois lhes explicarei o fenómeno . Se estiver a chover, não poderemos ver o raro espectáculo a olho nu, sendo assim, todos deverão dirigir-se ao refeitório, onde será exibido um filme documentário sobre o Cometa Halley.
2)
DE: Gerente
PARA: Supervisor
Por ordem do Director Presidente, na 6a feira, as 17 horas, o Cometa Halley vai aparecer sobre a fabrica. Se chover, por favor, reuna os funcionários, todos de capacete de segurança, e encaminhe-os ao refeitório, onde o raro fenómeno terá lugar, o que somente acontece a cada 78 anos a olho nu.
3)
DE: Supervisor
PARA: Chefe de Produção
A convite do nosso querido director, o Cientista Dr. Halley, de 78 anos, vai aparecer nú no refeitório da fabrica, usando capacete, pois vai ser apresentado um filme sobre o problema da chuva na segurança. O Director levara a demonstração para o pátio da fabrica.
4)
DE: Chefe de Produção
PARA: Mestre
Na próxima 6a feira, as 17 horas, o Director pela 1a vez em 78 anos, vai aparecer no refeitório da fabrica para filmar o Halley nu, um cientista famoso e a sua equipa. Todos devem estar lá de capacete, pois vai ser apresentado um show sobre a segurança na chuva. O Director levara a banda para o pátio da fabrica.
5)
DE: Mestre
PARA: Funcionário
Todos nus, sem excepção, devem estar com segurança no pátio da fabrica, na próxima 6a feira, as 17 horas, pois o manda chuva - o Director - e o senhor Halley, guitarrista famoso, estarão lá para mostrar o raro filme "Dançando a Chuva". Caso comece a chover mesmo, e' para ir para o refeitório de capacete na mesma hora. O show será lá, o que ocorre em cada 78 anos.
6)
QUADRO DE AVISOS:AVISO PARA TODOS OS FUNCIONÁRIOS: NA 6A FEIRA, O CHEFE DA DIRECTORIA VAI FAZER 78 ANOS, E TODOS PODEM IR A FESTA, AS 17 HORAS NO REFEITÓRIO. VÃO ESTAR LA, PAGO PELO MANDA CHUVA - O DIRECTOR -, BILL HALLEY E OS SEUS COMETAS. TODOS DEVEM ESTAR NUS E DE CAPACETE, PORQUE A BANDA E MUITO LOUCA E O ROCK VAI ESTAR A DAR ATE NO PÁTIO, MESMO COM CHUVA.
Aconteceu numa empresa onde as comunicações são rápidas e objectivas
1)
DE: Director Presidente
PARA: Gerente
Na próxima 6a feira, aproximadamente as 17 horas, o Cometa Halley estará nesta área. Trata-se de um evento que ocorre somente em cada 78 anos. Assim, por favor, reuna os funcionários no pátio da fabrica, todos usando capacete de segurança, que depois lhes explicarei o fenómeno . Se estiver a chover, não poderemos ver o raro espectáculo a olho nu, sendo assim, todos deverão dirigir-se ao refeitório, onde será exibido um filme documentário sobre o Cometa Halley.
2)
DE: Gerente
PARA: Supervisor
Por ordem do Director Presidente, na 6a feira, as 17 horas, o Cometa Halley vai aparecer sobre a fabrica. Se chover, por favor, reuna os funcionários, todos de capacete de segurança, e encaminhe-os ao refeitório, onde o raro fenómeno terá lugar, o que somente acontece a cada 78 anos a olho nu.
3)
DE: Supervisor
PARA: Chefe de Produção
A convite do nosso querido director, o Cientista Dr. Halley, de 78 anos, vai aparecer nú no refeitório da fabrica, usando capacete, pois vai ser apresentado um filme sobre o problema da chuva na segurança. O Director levara a demonstração para o pátio da fabrica.
4)
DE: Chefe de Produção
PARA: Mestre
Na próxima 6a feira, as 17 horas, o Director pela 1a vez em 78 anos, vai aparecer no refeitório da fabrica para filmar o Halley nu, um cientista famoso e a sua equipa. Todos devem estar lá de capacete, pois vai ser apresentado um show sobre a segurança na chuva. O Director levara a banda para o pátio da fabrica.
5)
DE: Mestre
PARA: Funcionário
Todos nus, sem excepção, devem estar com segurança no pátio da fabrica, na próxima 6a feira, as 17 horas, pois o manda chuva - o Director - e o senhor Halley, guitarrista famoso, estarão lá para mostrar o raro filme "Dançando a Chuva". Caso comece a chover mesmo, e' para ir para o refeitório de capacete na mesma hora. O show será lá, o que ocorre em cada 78 anos.
6)
QUADRO DE AVISOS:AVISO PARA TODOS OS FUNCIONÁRIOS: NA 6A FEIRA, O CHEFE DA DIRECTORIA VAI FAZER 78 ANOS, E TODOS PODEM IR A FESTA, AS 17 HORAS NO REFEITÓRIO. VÃO ESTAR LA, PAGO PELO MANDA CHUVA - O DIRECTOR -, BILL HALLEY E OS SEUS COMETAS. TODOS DEVEM ESTAR NUS E DE CAPACETE, PORQUE A BANDA E MUITO LOUCA E O ROCK VAI ESTAR A DAR ATE NO PÁTIO, MESMO COM CHUVA.
sábado, julho 25, 2009
sexta-feira, julho 24, 2009
quarta-feira, julho 22, 2009
NÃO ACREDITO…
…que certas pessoas acreditem na vida para além da morte. Quem se dedica a maltratar os outros, a pensar só em si, a acumular riquezas empobrecendo quem se atravessar à sua frente. Quem abusa de crianças, das mulheres e dos mais desfavorecidos. Quem para se sentar em tronos utiliza como degraus os corpos dos que trucida, não pode acreditar em nada a não ser em si próprio.
Utiliza a credibilidade dos ingénuos para os colocar ao seu serviço, tal como a serpente atrai os passarinhos.
Participa em rituais religiosos porque isso lhe dá créditos junto dos adeptos de novelas. O negócio lucrativo, a satisfação dos seus prazeres e o exercício do poder são no entanto os seus objectivos finais.
Esses cruzam-se por nós todos os dias e cumprimentam-nos como se fossemos amigos queridos, mas nos seus sonhos não somos mais que refeições gratuitas para a sua satisfação pessoal.
…que certas pessoas acreditem na vida para além da morte. Quem se dedica a maltratar os outros, a pensar só em si, a acumular riquezas empobrecendo quem se atravessar à sua frente. Quem abusa de crianças, das mulheres e dos mais desfavorecidos. Quem para se sentar em tronos utiliza como degraus os corpos dos que trucida, não pode acreditar em nada a não ser em si próprio.
Utiliza a credibilidade dos ingénuos para os colocar ao seu serviço, tal como a serpente atrai os passarinhos.
Participa em rituais religiosos porque isso lhe dá créditos junto dos adeptos de novelas. O negócio lucrativo, a satisfação dos seus prazeres e o exercício do poder são no entanto os seus objectivos finais.
Esses cruzam-se por nós todos os dias e cumprimentam-nos como se fossemos amigos queridos, mas nos seus sonhos não somos mais que refeições gratuitas para a sua satisfação pessoal.
terça-feira, julho 21, 2009
VÊM AÍ…
…dias de Festa. A “Mostra de Rendas”, a Sr.ª da Boa Viagem. Já lá vai o Carnaval de Verão, a Corrida das Fogueiras, o Triatlo. Temos ainda o Sol, as Berlengas, as Praias. Tudo cheira e sabe a um estar para além da crise, a uma alegria despreocupada, a um não-querer o que bem sabemos.
Saiem da gaveta roupas frescas e leves, toalhas com desenhos festivos, e a celulite acumulada em ano de comeres menos cuidados.
O tempo, manhoso como sempre em Peniche, acorda ensonado e sombrio. Depois lá acordo para a farra.
Falar de coisas sérias não parece ajudar. Mesmo que sejam coisas misteriosas como política ou epidemias. O tempo está para programas de Festa manhosos e assustadores.
Com tudo isto fiquei sem saber que mar banha Peniche e que raio de coisa será isso de um animal carnívoro nos tempos que correm…
…dias de Festa. A “Mostra de Rendas”, a Sr.ª da Boa Viagem. Já lá vai o Carnaval de Verão, a Corrida das Fogueiras, o Triatlo. Temos ainda o Sol, as Berlengas, as Praias. Tudo cheira e sabe a um estar para além da crise, a uma alegria despreocupada, a um não-querer o que bem sabemos.
Saiem da gaveta roupas frescas e leves, toalhas com desenhos festivos, e a celulite acumulada em ano de comeres menos cuidados.
O tempo, manhoso como sempre em Peniche, acorda ensonado e sombrio. Depois lá acordo para a farra.
Falar de coisas sérias não parece ajudar. Mesmo que sejam coisas misteriosas como política ou epidemias. O tempo está para programas de Festa manhosos e assustadores.
Com tudo isto fiquei sem saber que mar banha Peniche e que raio de coisa será isso de um animal carnívoro nos tempos que correm…
segunda-feira, julho 20, 2009
OS PROBLEMAS DA INSEGURANÇA
- Proíba-se o comunismo
- Expulsem-se os romenos
- Prendam-se os ciganos
- Pretos para África
- Excluam-se organizações políticas que não defendam Deus, Pátria e Família
- Acabe-se com o Rendimento de Inserção e dignifique-se a caridade cristã
- Criem-se milícias populares contra quem passar na nossa rua sem salvo-conduto
- Gratifique-se quem denunciar os malandros e a malandragem
- Construam-se campos de concentração para drogados e outras minorias
PS: Não sou xenófobo, nem de direita. Sou um cidadão temente a Deus e que quer o melhor para a sua terra e para o seu país.
- Proíba-se o comunismo
- Expulsem-se os romenos
- Prendam-se os ciganos
- Pretos para África
- Excluam-se organizações políticas que não defendam Deus, Pátria e Família
- Acabe-se com o Rendimento de Inserção e dignifique-se a caridade cristã
- Criem-se milícias populares contra quem passar na nossa rua sem salvo-conduto
- Gratifique-se quem denunciar os malandros e a malandragem
- Construam-se campos de concentração para drogados e outras minorias
PS: Não sou xenófobo, nem de direita. Sou um cidadão temente a Deus e que quer o melhor para a sua terra e para o seu país.
domingo, julho 19, 2009
sexta-feira, julho 17, 2009
HECATOMBE MUNDIAL
Pelo caminho que as coisas levam é possível que a destruição total assole o nosso planeta. Os poucos sobreviventes que vão restar, estarão refugiados em cavernas e só vão voltar à superfície quando sentirem que existe uma segurança mínima para assegurar a sua existência.
Vamos admitir que eu sou um caso desses.
E que me dão como alternativa ou estar com um grupo de cientistas ou licenciados em diversas áreas tais como:
- Um Estomatologista
- Um Físico Nuclear
- Licenciado em Gestão pela Lusíada
- Um Engenheiro Civil do ISEC
- Um Nutricionista
- Um Licenciado em Direito
- Um Licenciado em Línguas e Literaturas Modernas, variante Português/Francês
- Um Político Profissional
A alternativa seria estar com um grupo de trabalhadores que cursou “As novas Oportunidades”, nomeadamente:
- Um Pedreiro
- Um Mecânico
- Um Enfermeiro
- Um trabalhador rural
- Um Pescador
- Um Indiferenciado
- Um Pastor de gado
- Um músico de uma Banda Filarmónica
Adivinhem com quem eu quereria estar.
PS: Vem isto a propósito de uma cretina, estúpida e sórdida difusão de cabonitices, pretensamente atribuídas a alunos dos cursos das “Novas Oportunidades” e que eu conheço há anos referentes a alunos dos nossos Cursos gerais, médios e superiores.
O que está em causa são outras coisas. E a elas vou voltar mais tarde ou mais cedo ou mais tarde.
Pelo caminho que as coisas levam é possível que a destruição total assole o nosso planeta. Os poucos sobreviventes que vão restar, estarão refugiados em cavernas e só vão voltar à superfície quando sentirem que existe uma segurança mínima para assegurar a sua existência.
Vamos admitir que eu sou um caso desses.
E que me dão como alternativa ou estar com um grupo de cientistas ou licenciados em diversas áreas tais como:
- Um Estomatologista
- Um Físico Nuclear
- Licenciado em Gestão pela Lusíada
- Um Engenheiro Civil do ISEC
- Um Nutricionista
- Um Licenciado em Direito
- Um Licenciado em Línguas e Literaturas Modernas, variante Português/Francês
- Um Político Profissional
A alternativa seria estar com um grupo de trabalhadores que cursou “As novas Oportunidades”, nomeadamente:
- Um Pedreiro
- Um Mecânico
- Um Enfermeiro
- Um trabalhador rural
- Um Pescador
- Um Indiferenciado
- Um Pastor de gado
- Um músico de uma Banda Filarmónica
Adivinhem com quem eu quereria estar.
PS: Vem isto a propósito de uma cretina, estúpida e sórdida difusão de cabonitices, pretensamente atribuídas a alunos dos cursos das “Novas Oportunidades” e que eu conheço há anos referentes a alunos dos nossos Cursos gerais, médios e superiores.
O que está em causa são outras coisas. E a elas vou voltar mais tarde ou mais cedo ou mais tarde.
quinta-feira, julho 16, 2009
VOU ESTAR…
…pela última vez com o Zé Maria. Foi meu aluno, era um amigo cuja amizade foi cimentada nos perturbantes dias do PREC, era uma presença feliz sempre que se manifestava.
A sua coragem perante a doença que o veio a vencer, era avassaladora. Há cerca de 15 dias quando o encontrei ao volante do carro, falámos sobre o inimigo comum: ”- Não, dou confiança ao cancro!”, dizia-me ele.
E foi surpreendentemente que soube da sua morte inesperada. Uma crise mais forte, de todo impossível de combater, acabou por ganhar esta corrida contra o tempo.
Não o quero ver agora. Acompanho-o até lá e depois venho o mais depressa possível para casa. Se as lágrimas me correrem que seja em casa onde ninguém me verá. Quero ter a coragem do Zé e pensar que é um até já com que nos despedimos.
…pela última vez com o Zé Maria. Foi meu aluno, era um amigo cuja amizade foi cimentada nos perturbantes dias do PREC, era uma presença feliz sempre que se manifestava.
A sua coragem perante a doença que o veio a vencer, era avassaladora. Há cerca de 15 dias quando o encontrei ao volante do carro, falámos sobre o inimigo comum: ”- Não, dou confiança ao cancro!”, dizia-me ele.
E foi surpreendentemente que soube da sua morte inesperada. Uma crise mais forte, de todo impossível de combater, acabou por ganhar esta corrida contra o tempo.
Não o quero ver agora. Acompanho-o até lá e depois venho o mais depressa possível para casa. Se as lágrimas me correrem que seja em casa onde ninguém me verá. Quero ter a coragem do Zé e pensar que é um até já com que nos despedimos.
quarta-feira, julho 15, 2009
À BOCA PEQUENA…
Vão-se referindo as dificuldades que parecem estar a surgir para a constituição das listas candidatas do PSD aos vários Órgãos Autárquicos no Concelho de Peniche.
Queremos acreditar que os “mentideros” locais sustentam estes boatos no facto de já ter passado algum tempo sobre a apresentação das listas do PS e do PCP e continuar sem agendar o mesmo cerimonial para os candidatos do PSD.
Eu acredito mais que o rigor da nefanda figura que protagoniza o partido a nível nacional, tenha dado indicações no sentido de que, se as legislativas são primeiro, não há apresentação de listas às autárquicas sem se conhecerem essas.
Porque candidatos abundam pela certa. Existe tanta gente a querer provar o sabor amargo da cicuta.
Vão-se referindo as dificuldades que parecem estar a surgir para a constituição das listas candidatas do PSD aos vários Órgãos Autárquicos no Concelho de Peniche.
Queremos acreditar que os “mentideros” locais sustentam estes boatos no facto de já ter passado algum tempo sobre a apresentação das listas do PS e do PCP e continuar sem agendar o mesmo cerimonial para os candidatos do PSD.
Eu acredito mais que o rigor da nefanda figura que protagoniza o partido a nível nacional, tenha dado indicações no sentido de que, se as legislativas são primeiro, não há apresentação de listas às autárquicas sem se conhecerem essas.
Porque candidatos abundam pela certa. Existe tanta gente a querer provar o sabor amargo da cicuta.
segunda-feira, julho 13, 2009
EM ÉPOCA DE CRISE ASSIM PENSAM OS SENHORES VEREADORES DA CÂMARA MUNICIPAL DE PENICHE A HABITAÇÃO SOCIAL: - ADIANDO
Não sou um leitor habitual das actas da Câmara Municipal de Peniche. Se calhar eu e mais munícipes deveriam lê-las com mais assiduidade. Esta acta veio-me parar às mãos por mero acaso. Mas ela é tão elucidativa das preocupações (?) dos senhores Vereadores com a população mais desfavorecida, que não resisto a publicar um extracto desta acta na íntegra.
Nem uma só voz, se preocupa com as condições de habitabilidade das pessoas. Existem vagas referências ao Bairro de Calvário (talvez porque não estava em discussão). Quanto ao que estava em discussão, deixa-se andar. Os mais pobres entre os pobres são necessários para podermos desenvolver as nossas acções de caridade no Natal. E já gozam!
"ACTA N.º 25/2009
ACTA DA REUNIÃO EXTRAORDINÁRIA DA CÂMARA MUNICIPAL DE
PENICHE, REALIZADA NO DIA 8 DE JUNHO DE 2009:
Aos oito dias do mês de Junho do ano dois mil e nove, nesta cidade de Peniche, Paços do
Município e Sala de Sessões, estando presentes os Excelentíssimos Senhores António José Ferreira Sousa Correia Santos, Presidente, Jorge Alberto Bombas Amador, Vice-Presidente, Jorge Serafim Silva Abrantes, Jorge Manuel Rosendo Gonçalves, Vítor Manuel Farricha Mamede, Francisco Manuel Pinto da França Salvador e Paulo Jorge Leal Rodrigues, Vereadores, reuniu, extraordinariamente, a Câmara Municipal de Peniche.
A reunião foi aberta, pelo Senhor Presidente, eram catorze horas...
...RECURSO AO CRÉDITO BANCÁRIO NO ÂMBITO DO PROGRAMA PROHABITA:
* O Senhor Vereador Jorge Abrantes comunicou que, na perspectiva de ser dado início às intervenções previstas no Acordo de Colaboração celebrado com o IHRU, para reabilitação do Bairro Fernão de Magalhães e Edifício Coosofi, estimada em 310 000,00 euros, era necessário contratar um empréstimo com a referida entidade, no montante de 124 000,00 euros, correspondendo a 40% da intervenção, à taxa Euribor a seis meses, acrescida de um spred de 1,4%, com uma bonificação de dois terços até a um máximo de 3%.
O Senhor Vereador Francisco Salvador disse que sentia muita dificuldade em votar este
assunto, uma vez que não tinha sido aprovada pela Câmara a candidatura ao programa Prohabita e, inclusivamente, por esse facto, não sabia se poderia aprovar o empréstimo que agora estava a ser apresentado.
O Senhor Presidente da Câmara disse que este empréstimo se destinava a concretizar o
que se encontrava aprovado pela Câmara e Assembleia Municipal em sede de PPI e Orçamento para 2009.
O Senhor Vereador Jorge Abrantes disse que a candidatura em questão tinha sido
apresentada ao executivo em várias reuniões de Câmara e que nada tinha sido dito contra ela, inclusivamente na apresentação da sua versão final, na reunião de 29 de Dezembro de 2008.
O Senhor Vereador Francisco Salvador perguntou quanto tinha custado o estudo de
levantamento de necessidades de habitação social em Peniche, que pensava que tinha sido elaborado pelos serviços municipais de acção social, mas que tiveram intervenção externa.
O Senhor Presidente da Câmara comunicou que o referido estudo tinha sido feito pelos
técnicos municipais, com o acompanhamento de um engenheiro especialista desta matéria.
O Senhor Vereador Jorge Gonçalves disse que se recordava bem que, quando a
candidatura tinha sido apresentada, tinha perguntado se a mesma era para aprovar e que não tinha qualquer dúvida que nunca foi aprovada pela Câmara. Acrescentou que nas actas constava que tinha sido apresentada para tomada de conhecimento e que não tinha havido nenhuma votação.
Disse que a questão do empréstimo não se poderia dissociar do total da candidatura do
programa Prohabita e a Câmara não tinha capacidade financeira para suportar os encargos do total dos empréstimos.
Salientou que a sua posição em relação a este assunto era tendo em consideração a
candidatura global e não somente sobre o empréstimo em causa.
Referiu que as dívidas a curto prazo, nomeadamente as dívidas a fornecedores, já iam em cerca de 382 000,00 euros e sempre com tendência a subir.
O Senhor Vereador Paulo Rodrigues disse que a Câmara não tinha sido chamada para
decidir nada sobre o programa Prohabita, até à apresentação do acordo de colaboração. Disse que concordava com as cláusulas do acordo, à excepção das cláusulas financeiras, por serem insustentáveis, em termos de encargos financeiros, para a Câmara.
Disse também que a Câmara poderia intervir na habitação social, mas não com este
acordo, que punha em causa a situação financeira dos próximos mandatos.
Disse ainda que, embora agora só estivesse em causa a aprovação de um empréstimo não muito avultado, gostaria de saber até que montante é que iriam os empréstimos relativos ao acordo e perguntou por que se iria intervir já no Edifício Coosofi, quando era prioritário intervir no Bairro do Calvário.
Por último, acrescentou que o PSD não estava em condições de votar sem que lhe fossem fornecidos dados mais consistentes sobre as implicações financeiras do acordo.
O Senhor Vereador Vítor Farricha disse que estava de acordo que se reabilitasse a
habitação existente e que se desse condições de habitabilidade ao Bairro do Calvário.
Acrescentou que a construção de nova habitação social era um erro, uma vez que o modelo de construção de bairros sociais já tinha sido abandonado, pelos problemas de carácter social que estavam a originar, e disse que, em alternativa, havia a possibilidade de apoio ao arrendamento.
Disse, por último, que o edifício Coosofi era um dos elefantes brancos da Autarquia e que era necessário parar com os erros.
O Senhor Vice-Presidente disse que a Câmara cometeria um erro histórico ao não
aproveitar esta oportunidade, uma vez que a conservação de habitação social estava actualmente a consumir uma enorme fatia de recursos financeiros próprios e sublinhou as vantagens para os cofres da autarquia aquando da apresentação das diversas candidaturas. O Senhor Vice-Presidente de pouco dignas as condições existentes no Bairro do Calvário.
Salientou que, se não fosse aprovado o empréstimo, um grande número de pessoas
carenciadas continuariam com as suas habitações sem condições de habitabilidade.
O Senhor Vereador Francisco Salvador disse que o edifício Coosofi tinha doze anos e
perguntou o que iria ser feito com o empréstimo para melhorar as suas condições de habitabilidade.
O Senhor Vereador Jorge Abrantes disse que o empréstimo serviria para financiar os
arranjos exteriores. Leu a orçamentação feita para o Edifício Coosofi e para o Bairro Fernão de Magalhães.
O Senhor Vereador Paulo Rodrigues, face à anterior disponibilização de informação, lida pelo Senhor Vereador Jorge Abrantes, perguntou qual a razão dessa informação não estar na posse de toda a Vereação.
O Senhor Vereador Jorge Gonçalves pediu para ser explicada a programação prevista
para 2009 e 2010, tendo o Senhor Vereador Jorge Abrantes prestado essa informação.
A Chefe da Divisão Financeira deu uma explicação sobre o que constava na segunda
revisão dos documentos previsionais do Município, relativo ao programa Prohabita, dizendo que tinham passado para 2009 os 310 000,00 euros previstos para 2010.
O Senhor Vereador Jorge Gonçalves disse que até poderia votar favoravelmente a
contracção do empréstimo de 124 000,00 euros, mas não se responsabilizaria com os outros empréstimos da candidatura do Prohabita.
O Senhor Presidente da Câmara deu uma explicação pormenorizada sobre as condições
de habitabilidade dos bairros sociais de Peniche e disse que a alternativa apontada do apoio ao arrendamento era desadequada.
Referiu que o que estava a ser apresentado era uma primeira intervenção de requalificação e que outras se iriam seguir, muito mais exigentes em termos de caderno de encargos.
Disse que para cada intervenção iria haver uma apresentação para a respectiva aprovação.
Comunicou que no Bairro do Calvário iria ser feita uma intervenção profunda, que
implicava o trabalho de uma equipa técnica que iria determinar as formas de intervenção.
Disse, por último, que o programa Prohabita era um programa muito exigente
financeiramente, mas que se iria encontrar o caminho para assegurar as formas de financiamento.
O Senhor Vereador Francisco Salvador disse que pensava que, para o Bairro do Calvário, não seria a melhor solução duplicá-lo em termos de habitações e misturando outras pessoas, nomeadamente as pessoas de etnia cigana.
Salientou que todos queriam o melhor para a cidade, mas que lhe custava estar a aprovar
coisas sem saber bem o que estava a aprovar.
O Senhor Vereador Vítor Farricha disse que não fazia sentido ter-se apresentado uma
candidatura e só agora discutir-se a sua concretização. Frisou que se deveria primeiro discutir e aprovar a candidatura ao programa Prohabita.
O Senhor Presidente da Câmara disse que se tinha encontrado um conjunto de soluções
para se pôr a caminho a resolução do problema da habitação social de Peniche e que hoje se estava a apresentar os meios necessários para a primeira intervenção.
O Senhor Vice-Presidente esclareceu que não havia nenhum compromisso de instalar a
comunidade cigana no Bairro do Calvário.
O Senhor Vereador Paulo Rodrigues voltou a referir partes do clausulado do acordo de
colaboração com que não concordada e, face à informação de que os 310 000,00 euros se destinavam a arranjos exteriores do Bairro Fernão de Magalhães e Edifício Coosofi, perguntou se esses arranjos exteriores eram prioritários.
Frisou, por último, que o que gostaria que fosse apresentado para discussão era o
processo de intervenção global, com o respectivo faseamento no tempo.
O Senhor Presidente da Câmara disse que os arranjos exteriores constituíam a
intervenção mais rápida e iriam ser concretizados primeiramente por uma questão processual.
O Senhor Vice-Presidente disse que as intervenções no interior das habitações não
estavam dissociadas das intervenções no seu exterior, referindo que num total de 310.000,00 €, a
Câmara paga apenas 124.000,00 € do seu Orçamento.
O Senhor Vereador Jorge Gonçalves disse que tinha sido apresentada candidatura ao
programa Prohabita e que só posteriormente é que tinha sido dado conhecimento à Câmara, não tendo havido um momento prévio para a Câmara discutir a habitação social. Perguntou se o acordo de colaboração celebrado com o IHRU viria à Câmara para ratificação, uma vez que isso era uma questão fundamental para saber como votar o pedido de contratação de empréstimos em questão.
Disse, também, que se o acordo de colaboração não viesse à Câmara para ratificação, iria comunicar esse facto às entidades inspectivas competentes.
Disse, por último, que, na reunião extraordinária de 28 de Maio de 2009, se tinha visto
que havia quatro membros da Câmara, em sete, que não concordavam com a assinatura do acordo de colaboração a celebrar com o IHRU, e que o Senhor Presidente da Câmara o tinha assinado na mesma, em 1 de Junho.
O Senhor Vereador Paulo Rodrigues disse que só estava de acordo em votar o
empréstimo em questão se fosse sujeito a ratificação na Câmara o acordo de colaboração.
- A Câmara decidiu, por unanimidade, voltar a apreciar este assunto em próxima reunião de Câmara."
Não sou um leitor habitual das actas da Câmara Municipal de Peniche. Se calhar eu e mais munícipes deveriam lê-las com mais assiduidade. Esta acta veio-me parar às mãos por mero acaso. Mas ela é tão elucidativa das preocupações (?) dos senhores Vereadores com a população mais desfavorecida, que não resisto a publicar um extracto desta acta na íntegra.
Nem uma só voz, se preocupa com as condições de habitabilidade das pessoas. Existem vagas referências ao Bairro de Calvário (talvez porque não estava em discussão). Quanto ao que estava em discussão, deixa-se andar. Os mais pobres entre os pobres são necessários para podermos desenvolver as nossas acções de caridade no Natal. E já gozam!
"ACTA N.º 25/2009
ACTA DA REUNIÃO EXTRAORDINÁRIA DA CÂMARA MUNICIPAL DE
PENICHE, REALIZADA NO DIA 8 DE JUNHO DE 2009:
Aos oito dias do mês de Junho do ano dois mil e nove, nesta cidade de Peniche, Paços do
Município e Sala de Sessões, estando presentes os Excelentíssimos Senhores António José Ferreira Sousa Correia Santos, Presidente, Jorge Alberto Bombas Amador, Vice-Presidente, Jorge Serafim Silva Abrantes, Jorge Manuel Rosendo Gonçalves, Vítor Manuel Farricha Mamede, Francisco Manuel Pinto da França Salvador e Paulo Jorge Leal Rodrigues, Vereadores, reuniu, extraordinariamente, a Câmara Municipal de Peniche.
A reunião foi aberta, pelo Senhor Presidente, eram catorze horas...
...RECURSO AO CRÉDITO BANCÁRIO NO ÂMBITO DO PROGRAMA PROHABITA:
* O Senhor Vereador Jorge Abrantes comunicou que, na perspectiva de ser dado início às intervenções previstas no Acordo de Colaboração celebrado com o IHRU, para reabilitação do Bairro Fernão de Magalhães e Edifício Coosofi, estimada em 310 000,00 euros, era necessário contratar um empréstimo com a referida entidade, no montante de 124 000,00 euros, correspondendo a 40% da intervenção, à taxa Euribor a seis meses, acrescida de um spred de 1,4%, com uma bonificação de dois terços até a um máximo de 3%.
O Senhor Vereador Francisco Salvador disse que sentia muita dificuldade em votar este
assunto, uma vez que não tinha sido aprovada pela Câmara a candidatura ao programa Prohabita e, inclusivamente, por esse facto, não sabia se poderia aprovar o empréstimo que agora estava a ser apresentado.
O Senhor Presidente da Câmara disse que este empréstimo se destinava a concretizar o
que se encontrava aprovado pela Câmara e Assembleia Municipal em sede de PPI e Orçamento para 2009.
O Senhor Vereador Jorge Abrantes disse que a candidatura em questão tinha sido
apresentada ao executivo em várias reuniões de Câmara e que nada tinha sido dito contra ela, inclusivamente na apresentação da sua versão final, na reunião de 29 de Dezembro de 2008.
O Senhor Vereador Francisco Salvador perguntou quanto tinha custado o estudo de
levantamento de necessidades de habitação social em Peniche, que pensava que tinha sido elaborado pelos serviços municipais de acção social, mas que tiveram intervenção externa.
O Senhor Presidente da Câmara comunicou que o referido estudo tinha sido feito pelos
técnicos municipais, com o acompanhamento de um engenheiro especialista desta matéria.
O Senhor Vereador Jorge Gonçalves disse que se recordava bem que, quando a
candidatura tinha sido apresentada, tinha perguntado se a mesma era para aprovar e que não tinha qualquer dúvida que nunca foi aprovada pela Câmara. Acrescentou que nas actas constava que tinha sido apresentada para tomada de conhecimento e que não tinha havido nenhuma votação.
Disse que a questão do empréstimo não se poderia dissociar do total da candidatura do
programa Prohabita e a Câmara não tinha capacidade financeira para suportar os encargos do total dos empréstimos.
Salientou que a sua posição em relação a este assunto era tendo em consideração a
candidatura global e não somente sobre o empréstimo em causa.
Referiu que as dívidas a curto prazo, nomeadamente as dívidas a fornecedores, já iam em cerca de 382 000,00 euros e sempre com tendência a subir.
O Senhor Vereador Paulo Rodrigues disse que a Câmara não tinha sido chamada para
decidir nada sobre o programa Prohabita, até à apresentação do acordo de colaboração. Disse que concordava com as cláusulas do acordo, à excepção das cláusulas financeiras, por serem insustentáveis, em termos de encargos financeiros, para a Câmara.
Disse também que a Câmara poderia intervir na habitação social, mas não com este
acordo, que punha em causa a situação financeira dos próximos mandatos.
Disse ainda que, embora agora só estivesse em causa a aprovação de um empréstimo não muito avultado, gostaria de saber até que montante é que iriam os empréstimos relativos ao acordo e perguntou por que se iria intervir já no Edifício Coosofi, quando era prioritário intervir no Bairro do Calvário.
Por último, acrescentou que o PSD não estava em condições de votar sem que lhe fossem fornecidos dados mais consistentes sobre as implicações financeiras do acordo.
O Senhor Vereador Vítor Farricha disse que estava de acordo que se reabilitasse a
habitação existente e que se desse condições de habitabilidade ao Bairro do Calvário.
Acrescentou que a construção de nova habitação social era um erro, uma vez que o modelo de construção de bairros sociais já tinha sido abandonado, pelos problemas de carácter social que estavam a originar, e disse que, em alternativa, havia a possibilidade de apoio ao arrendamento.
Disse, por último, que o edifício Coosofi era um dos elefantes brancos da Autarquia e que era necessário parar com os erros.
O Senhor Vice-Presidente disse que a Câmara cometeria um erro histórico ao não
aproveitar esta oportunidade, uma vez que a conservação de habitação social estava actualmente a consumir uma enorme fatia de recursos financeiros próprios e sublinhou as vantagens para os cofres da autarquia aquando da apresentação das diversas candidaturas. O Senhor Vice-Presidente de pouco dignas as condições existentes no Bairro do Calvário.
Salientou que, se não fosse aprovado o empréstimo, um grande número de pessoas
carenciadas continuariam com as suas habitações sem condições de habitabilidade.
O Senhor Vereador Francisco Salvador disse que o edifício Coosofi tinha doze anos e
perguntou o que iria ser feito com o empréstimo para melhorar as suas condições de habitabilidade.
O Senhor Vereador Jorge Abrantes disse que o empréstimo serviria para financiar os
arranjos exteriores. Leu a orçamentação feita para o Edifício Coosofi e para o Bairro Fernão de Magalhães.
O Senhor Vereador Paulo Rodrigues, face à anterior disponibilização de informação, lida pelo Senhor Vereador Jorge Abrantes, perguntou qual a razão dessa informação não estar na posse de toda a Vereação.
O Senhor Vereador Jorge Gonçalves pediu para ser explicada a programação prevista
para 2009 e 2010, tendo o Senhor Vereador Jorge Abrantes prestado essa informação.
A Chefe da Divisão Financeira deu uma explicação sobre o que constava na segunda
revisão dos documentos previsionais do Município, relativo ao programa Prohabita, dizendo que tinham passado para 2009 os 310 000,00 euros previstos para 2010.
O Senhor Vereador Jorge Gonçalves disse que até poderia votar favoravelmente a
contracção do empréstimo de 124 000,00 euros, mas não se responsabilizaria com os outros empréstimos da candidatura do Prohabita.
O Senhor Presidente da Câmara deu uma explicação pormenorizada sobre as condições
de habitabilidade dos bairros sociais de Peniche e disse que a alternativa apontada do apoio ao arrendamento era desadequada.
Referiu que o que estava a ser apresentado era uma primeira intervenção de requalificação e que outras se iriam seguir, muito mais exigentes em termos de caderno de encargos.
Disse que para cada intervenção iria haver uma apresentação para a respectiva aprovação.
Comunicou que no Bairro do Calvário iria ser feita uma intervenção profunda, que
implicava o trabalho de uma equipa técnica que iria determinar as formas de intervenção.
Disse, por último, que o programa Prohabita era um programa muito exigente
financeiramente, mas que se iria encontrar o caminho para assegurar as formas de financiamento.
O Senhor Vereador Francisco Salvador disse que pensava que, para o Bairro do Calvário, não seria a melhor solução duplicá-lo em termos de habitações e misturando outras pessoas, nomeadamente as pessoas de etnia cigana.
Salientou que todos queriam o melhor para a cidade, mas que lhe custava estar a aprovar
coisas sem saber bem o que estava a aprovar.
O Senhor Vereador Vítor Farricha disse que não fazia sentido ter-se apresentado uma
candidatura e só agora discutir-se a sua concretização. Frisou que se deveria primeiro discutir e aprovar a candidatura ao programa Prohabita.
O Senhor Presidente da Câmara disse que se tinha encontrado um conjunto de soluções
para se pôr a caminho a resolução do problema da habitação social de Peniche e que hoje se estava a apresentar os meios necessários para a primeira intervenção.
O Senhor Vice-Presidente esclareceu que não havia nenhum compromisso de instalar a
comunidade cigana no Bairro do Calvário.
O Senhor Vereador Paulo Rodrigues voltou a referir partes do clausulado do acordo de
colaboração com que não concordada e, face à informação de que os 310 000,00 euros se destinavam a arranjos exteriores do Bairro Fernão de Magalhães e Edifício Coosofi, perguntou se esses arranjos exteriores eram prioritários.
Frisou, por último, que o que gostaria que fosse apresentado para discussão era o
processo de intervenção global, com o respectivo faseamento no tempo.
O Senhor Presidente da Câmara disse que os arranjos exteriores constituíam a
intervenção mais rápida e iriam ser concretizados primeiramente por uma questão processual.
O Senhor Vice-Presidente disse que as intervenções no interior das habitações não
estavam dissociadas das intervenções no seu exterior, referindo que num total de 310.000,00 €, a
Câmara paga apenas 124.000,00 € do seu Orçamento.
O Senhor Vereador Jorge Gonçalves disse que tinha sido apresentada candidatura ao
programa Prohabita e que só posteriormente é que tinha sido dado conhecimento à Câmara, não tendo havido um momento prévio para a Câmara discutir a habitação social. Perguntou se o acordo de colaboração celebrado com o IHRU viria à Câmara para ratificação, uma vez que isso era uma questão fundamental para saber como votar o pedido de contratação de empréstimos em questão.
Disse, também, que se o acordo de colaboração não viesse à Câmara para ratificação, iria comunicar esse facto às entidades inspectivas competentes.
Disse, por último, que, na reunião extraordinária de 28 de Maio de 2009, se tinha visto
que havia quatro membros da Câmara, em sete, que não concordavam com a assinatura do acordo de colaboração a celebrar com o IHRU, e que o Senhor Presidente da Câmara o tinha assinado na mesma, em 1 de Junho.
O Senhor Vereador Paulo Rodrigues disse que só estava de acordo em votar o
empréstimo em questão se fosse sujeito a ratificação na Câmara o acordo de colaboração.
- A Câmara decidiu, por unanimidade, voltar a apreciar este assunto em próxima reunião de Câmara."
domingo, julho 12, 2009
GENTE CONVENCIDA...
Estava uma formiga macho a fazer AMOR com um elefante fêmea por baixo de um coqueiro e nisto quando a formiga se preparava para penetrá-la, cái um côco em cima da cabeça da elefanta e esta grita:
- Aaaaaaaaaaiiiiiiiiiiiii!
E diz a formiga:
- Dóoooooooooooooiiiiiiiiiiiiiii, nnnnnnnãããããããoooooo dói???????
Estava uma formiga macho a fazer AMOR com um elefante fêmea por baixo de um coqueiro e nisto quando a formiga se preparava para penetrá-la, cái um côco em cima da cabeça da elefanta e esta grita:
- Aaaaaaaaaaiiiiiiiiiiiii!
E diz a formiga:
- Dóoooooooooooooiiiiiiiiiiiiiii, nnnnnnnãããããããoooooo dói???????
sábado, julho 11, 2009
MADE IN PORTUGAL
Vale a pena Pensar nisto........................ temos que ajudar Portugal !
O António, depois de dormir numa almofada de algodão (Made in Egipt), começou o dia bem cedo, acordado pelo despertador (Made in Japan) às 7 da manhã.
Depois de um banho com sabonete (Made in France) e enquanto o café (importado da Colômbia) estava a fazer na máquina (Made in Chech Republic), barbeou-se com a máquina eléctrica (Made in China). Vestiu uma camisa (Made in Sri Lanka), jeans de marca (Made in Singapure) e um relógio de bolso (Made in Swiss).
Depois de preparar as torradas de trigo (produced in USA) na sua torradeira (Made in Germany) e enquanto tomava o café numa chávena (Made in Spain), pegou na máquina de calcular (Made in Korea) para ver quanto é que poderia gastar nesse dia e consultou a Internet no seu computador (Made in Thailand) para ver as previsões meteorológicas.
Depois de ouvir as notícias pela rádio (Made in India), ainda bebeu um sumo de laranja (produced in Israel), entrou no carro Saab (Made in Sweden) e continuou à procura de emprego.
Ao fim de mais um dia frustrante, com muitos contactos feitos através do seu telemóvel (Made in Finland) e, após comer uma pizza (Made in Italy), o António decidiu relaxar por uns instantes.
Calçou as suas sandálias (Made in Brazil), sentou-se num sofá (Made in Denmark), serviu-se de um copo de vinho (produced in Chile), ligou a TV (Made in Indonésia) e pôs-se a pensar porque é que não conseguia encontrar um emprego em PORTUGAL...
Vale a pena Pensar nisto........................ temos que ajudar Portugal !
O António, depois de dormir numa almofada de algodão (Made in Egipt), começou o dia bem cedo, acordado pelo despertador (Made in Japan) às 7 da manhã.
Depois de um banho com sabonete (Made in France) e enquanto o café (importado da Colômbia) estava a fazer na máquina (Made in Chech Republic), barbeou-se com a máquina eléctrica (Made in China). Vestiu uma camisa (Made in Sri Lanka), jeans de marca (Made in Singapure) e um relógio de bolso (Made in Swiss).
Depois de preparar as torradas de trigo (produced in USA) na sua torradeira (Made in Germany) e enquanto tomava o café numa chávena (Made in Spain), pegou na máquina de calcular (Made in Korea) para ver quanto é que poderia gastar nesse dia e consultou a Internet no seu computador (Made in Thailand) para ver as previsões meteorológicas.
Depois de ouvir as notícias pela rádio (Made in India), ainda bebeu um sumo de laranja (produced in Israel), entrou no carro Saab (Made in Sweden) e continuou à procura de emprego.
Ao fim de mais um dia frustrante, com muitos contactos feitos através do seu telemóvel (Made in Finland) e, após comer uma pizza (Made in Italy), o António decidiu relaxar por uns instantes.
Calçou as suas sandálias (Made in Brazil), sentou-se num sofá (Made in Denmark), serviu-se de um copo de vinho (produced in Chile), ligou a TV (Made in Indonésia) e pôs-se a pensar porque é que não conseguia encontrar um emprego em PORTUGAL...
sexta-feira, julho 10, 2009
quinta-feira, julho 09, 2009
A ÁRVORE DA VIDA
Com desenho, pique e Renda executadas por Ida Guilherme, foi premiado com uma Menção Honrosa, este trabalho apresentado na FIL, no Concurso Nacional de Artesanato realizado pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional.
Com desenho, pique e Renda executadas por Ida Guilherme, foi premiado com uma Menção Honrosa, este trabalho apresentado na FIL, no Concurso Nacional de Artesanato realizado pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional.Devagar, devagarinho, sem alardes, sem se colocar em bicos de pés e sem outra causa que não seja o seu amor e conhecimento profundo das várias técnicas que concorrem para uma Renda de Bilros, a Profª Ida Guilherme vai conquistando o seu lugar ímpar no Artesanato Nacional.
Sem bairrismos bacocos e sem esperar benesses.
quarta-feira, julho 08, 2009
OS PUTOS
Os meninos à volta da fogueira
Os meninos à volta da fogueira
Vão aprender coisas de sonho e de verdade
Vão aprender como se ganha uma bandeira
Vão saber o que custou a liberdade
Como se fora de propósito, publico estas reflexões a seguir a umas outras em que referi a maravilha que é ser velho.
Tem isto que ver com um cartaz horroroso que os jovens da JSD espalharam em alguns locais considerados por si estratégicos, na cidade de Peniche.
E se digo horroroso, é porque esteticamente não tem ponta de agradabilidade, para além de estar escrito de forma a não se perceber muito bem se o futuro dos jovens está na CDU ou fora dela.
Com competidores destes, o Jorge Amador e o António Correia dão saltos de contentes pois não têm de se esforçar muito.
Os meninos à volta da fogueira
Como se fora de propósito, publico estas reflexões a seguir a umas outras em que referi a maravilha que é ser velho.
Tem isto que ver com um cartaz horroroso que os jovens da JSD espalharam em alguns locais considerados por si estratégicos, na cidade de Peniche.
E se digo horroroso, é porque esteticamente não tem ponta de agradabilidade, para além de estar escrito de forma a não se perceber muito bem se o futuro dos jovens está na CDU ou fora dela.
Com competidores destes, o Jorge Amador e o António Correia dão saltos de contentes pois não têm de se esforçar muito.
Vão aprender coisas de sonho e de verdade
Vão aprender como se ganha uma bandeira
Vão saber o que custou a liberdade
O cartaz tem cores feias e bafientas, fala em coisas que em altura de crise ninguém se importa. O futuro vem lá longe e o presente com surf e outras cantorias é bem mais atractivo.
Ser jovem é ser criativo, impetuoso, esmagador. Os jovens não são “sérios”, ridicularizam. Os jovens não são cópias dos seus mentores políticos, excedem-nos e comprometem-nos. Os jovens não são cinzentos, são de todas as cores do mundo. Os jovens não andam de fato e gravata, usam bermudas e havaianas.
Os meninos à volta da fogueira
Vão aprender coisas de sonho e de verdade
O cartaz tem cores feias e bafientas, fala em coisas que em altura de crise ninguém se importa. O futuro vem lá longe e o presente com surf e outras cantorias é bem mais atractivo.
Ser jovem é ser criativo, impetuoso, esmagador. Os jovens não são “sérios”, ridicularizam. Os jovens não são cópias dos seus mentores políticos, excedem-nos e comprometem-nos. Os jovens não são cinzentos, são de todas as cores do mundo. Os jovens não andam de fato e gravata, usam bermudas e havaianas.
Vão aprender coisas de sonho e de verdade
Vão aprender como se ganha uma bandeira
Vão saber o que custou a liberdade
O cartaz em questão não feito de jovens e para jovens. São conceitos de adultos para seniores. Apelo à inteligência e à criatividade que tem de existir nas juventudes partidárias. Sob pena de já serem adultos sem graça nenhuma.
Façam uma campanha que incomode pela irreverência e pela ousadia. Contra a capital da onda, façam erguer o Capitólio da Tempestade.
Os meninos à volta da fogueira
O cartaz em questão não feito de jovens e para jovens. São conceitos de adultos para seniores. Apelo à inteligência e à criatividade que tem de existir nas juventudes partidárias. Sob pena de já serem adultos sem graça nenhuma.
Façam uma campanha que incomode pela irreverência e pela ousadia. Contra a capital da onda, façam erguer o Capitólio da Tempestade.
Os meninos à volta da fogueira
Vão aprender coisas de sonho e de verdade
Vão aprender como se ganha uma bandeira
Vão saber o que custou a liberdade
Se tenho esperança que a próxima campanha autárquica tenha alguma piada, ela está nos jovens. Dêem trabalho aos comunistas. Façam um esforço para que eles mereçam a vitória. Assim não.
Se tenho esperança que a próxima campanha autárquica tenha alguma piada, ela está nos jovens. Dêem trabalho aos comunistas. Façam um esforço para que eles mereçam a vitória. Assim não.
segunda-feira, julho 06, 2009
SER VELHO
Quando o meu avô morreu eu tinha 9 anos. Nessa altura eu achava que ele era um velhinho carinhoso que me tratava muito bem. Ainda hoje guardo a memória dele, sentado na cama (esteve 3 anos sem se poder deitar), com as pernas num tabuleiro feito pelo meu pai, para onde escorria um liquido que lhe saía das pernas.
Era um filatelista assumido, com correspondência com todas as partes do mundo e que o meu irmão arreliava soprando sem ele sentir os selos que secavam em cartões, depois de colocados a soltar em tinas de água que a minha avó mal-disposta lhe alcançava.
Depois fui convivendo com outros velhos. A mãe do meu avô que morreu já perto dos 100 anos, na casa onde mais tarde eu fui morar na Praça Jacob.
Recordo os velhos do Café Aviz e da Oficina de meu pai. Alguns estabeleceram comigo uma grande cumplicidade como o velho Manuel Ferreira. A todos fui ensinado a respeitar e a todos me ligou um grande carinho.
Até que de repente desapareceram os velhos. Fui deixando de ouvir falar em velhos e hoje ninguém ousa dizer tamanho “palavrão”. Já não há velhos.
Passou-se de velho, a membro da 3ª idade e daqui a sénior. Velho passou a ser uma obscenidade. Por isso se torna fácil aos filhos libertarem-se dos pais e colocarem-nos em “lares”. Morto um dos pais, é uma inevitabilidade o outro passar para um Centro de Dia e daqui para o Centro do Eterno Repouso.
Tudo começou quando se propagou a “treta” de que velhos são os trapos. Pois se não são velhos que se desunhem. Cuidem eles de si próprios.
Começou por se perder o respeito pelos mais velhos e depois por si próprios. Para isso foram necessários criarem-se eufemísticamente alguns nomes alternativos. E nisso nós portugueses somos hábeis. Com a mesma facilidade com que se passou da PIDE à DGS, passou-se de Velho a Sénior.
Os Centros de Dia passaram a designar-se como Universidades e a Morte vai ter a designação de Sistema Transitório.
Apetece-me dizer o que o Vilarinho disse depois das eleições do Benfica.
Quando o meu avô morreu eu tinha 9 anos. Nessa altura eu achava que ele era um velhinho carinhoso que me tratava muito bem. Ainda hoje guardo a memória dele, sentado na cama (esteve 3 anos sem se poder deitar), com as pernas num tabuleiro feito pelo meu pai, para onde escorria um liquido que lhe saía das pernas.Era um filatelista assumido, com correspondência com todas as partes do mundo e que o meu irmão arreliava soprando sem ele sentir os selos que secavam em cartões, depois de colocados a soltar em tinas de água que a minha avó mal-disposta lhe alcançava.
Depois fui convivendo com outros velhos. A mãe do meu avô que morreu já perto dos 100 anos, na casa onde mais tarde eu fui morar na Praça Jacob.
Recordo os velhos do Café Aviz e da Oficina de meu pai. Alguns estabeleceram comigo uma grande cumplicidade como o velho Manuel Ferreira. A todos fui ensinado a respeitar e a todos me ligou um grande carinho.
Até que de repente desapareceram os velhos. Fui deixando de ouvir falar em velhos e hoje ninguém ousa dizer tamanho “palavrão”. Já não há velhos.Passou-se de velho, a membro da 3ª idade e daqui a sénior. Velho passou a ser uma obscenidade. Por isso se torna fácil aos filhos libertarem-se dos pais e colocarem-nos em “lares”. Morto um dos pais, é uma inevitabilidade o outro passar para um Centro de Dia e daqui para o Centro do Eterno Repouso.
Tudo começou quando se propagou a “treta” de que velhos são os trapos. Pois se não são velhos que se desunhem. Cuidem eles de si próprios.
Começou por se perder o respeito pelos mais velhos e depois por si próprios. Para isso foram necessários criarem-se eufemísticamente alguns nomes alternativos. E nisso nós portugueses somos hábeis. Com a mesma facilidade com que se passou da PIDE à DGS, passou-se de Velho a Sénior.
Os Centros de Dia passaram a designar-se como Universidades e a Morte vai ter a designação de Sistema Transitório.Apetece-me dizer o que o Vilarinho disse depois das eleições do Benfica.
domingo, julho 05, 2009
sábado, julho 04, 2009
A ciclicidade do êxito
Aos 4 anos, ter êxito é não urinar nas calças.
Aos 12 anos, ter êxito é ter amigos.
Aos 20 anos, ter êxito é ter relações sexuais.
Aos 35 anos, ter êxito é ter dinheiro.
Aos 65 anos, ter êxito é ter relações sexuais.
Aos 75 anos, ter êxito é ter amigos (vivos).
Aos 85 anos, ter êxito é não urinar nas calças.
Aos 4 anos, ter êxito é não urinar nas calças.
Aos 12 anos, ter êxito é ter amigos.
Aos 20 anos, ter êxito é ter relações sexuais.
Aos 35 anos, ter êxito é ter dinheiro.
Aos 65 anos, ter êxito é ter relações sexuais.
Aos 75 anos, ter êxito é ter amigos (vivos).
Aos 85 anos, ter êxito é não urinar nas calças.
sexta-feira, julho 03, 2009
O GESTO



Fica como facto da semana. De alguma forma representa o que muito boa gente (no mínimo) gostaria de fazer aos nossos políticos. A todos sem excepção. E porque alguém ousou fazer o que a maioria dos cidadãos pensa, teve de ser demitido. Por mim, o Manuel Pinho ficava e iam-se embora todos os outros.
Desde Bordalo Pinheiro que com o gesto se classificam as perfomances dos políticos portugueses. E agora, armados em prima-donnas desfeitiadas, ali vêm eles a exigir respeito pela "casa da democracia". Esquecem-se que para ser respeitados, precisam de se dar ao respeito. Coisa que não têm feito.
O gesto é Universal e pode assumir várias formas. Muitas vezes representa um estado de alma e diz mais que mil palavras. Nos mais diversos países e nem sempre com o mesmo significado de país para país.
Deixo-vos gestos para vossa e minha utilização nas mais diversas circunstâncias. Em campanha eleitoral, alguns são de utilização imediata quando ouvimos falar certos "s......" como diria o Chalica.






quinta-feira, julho 02, 2009
COMO PODEMOS ACREDITAR?
Mais ou menos ao mesmo tempo em que se descobriram (ou vislumbraram) as fraudes na banca portuguesa, veio a lume a trapaça que envolveu nos EUA muitos mil milhões de dólares e muitos milhares de pessoas e que ficou conhecido pelo caso “Madoff”.
No passado dia 29 de Janeiro terminou o julgamento nos Estados Unidos e foi punido o primeiro responsável dessa vigarice.
Aqui neste cantinho português, ainda estamos na fase de constituir arguidos e de elaborar relatórios de inquéritos. Se Deus quiser e se não me falharem muito os palpites, lá para 2012/2013 teremos julgamento concretizado e a pena vai ser um imenso “flop”.
Acreditar na Justiça em Portugal? Só se formos parvos de todo.
Mais ou menos ao mesmo tempo em que se descobriram (ou vislumbraram) as fraudes na banca portuguesa, veio a lume a trapaça que envolveu nos EUA muitos mil milhões de dólares e muitos milhares de pessoas e que ficou conhecido pelo caso “Madoff”.
No passado dia 29 de Janeiro terminou o julgamento nos Estados Unidos e foi punido o primeiro responsável dessa vigarice.
Aqui neste cantinho português, ainda estamos na fase de constituir arguidos e de elaborar relatórios de inquéritos. Se Deus quiser e se não me falharem muito os palpites, lá para 2012/2013 teremos julgamento concretizado e a pena vai ser um imenso “flop”.
Acreditar na Justiça em Portugal? Só se formos parvos de todo.
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