"Conversar em Peniche" não é necessariamente conversar sobre Peniche. Também mas não só. Algumas vezes assumirá um papel de raiva. Ou de guerra. Será provocador qb. Comprometido. Não será isento nem de erros nem de verdades (os meus, e as minhas). O resto se verá...
terça-feira, fevereiro 16, 2010
segunda-feira, fevereiro 15, 2010
domingo, fevereiro 14, 2010
SABER O QUE SE QUER
Um dia, numa grande floresta, um sapo mágico estava saltando numa lagoa. Essa floresta era tão grande que o sapo nunca havia visto qualquer outro animal em toda a sua vida. Mas um dia ele viu um urso perseguindo um coelho. O sapo então ordenou que os dois parassem. E disse:
- "Por vocês serem os dois únicos animais que eu já vi, concederei a ambos três desejos. Urso, você começa." O urso pensou por um minuto e, sendo macho, disse:
- "Desejo que todos os ursos dessa floresta, com excepção de mim, se tornem fémeas."
E o desejo foi atendido. O coelho, pelo seu primeiro desejo, pediu um capacete, foi atendido e imediatamente vestiu-o. O urso ficou admirado com a estupidez do coelho, desperdiçando um desejo assim. Era a vez do urso fazer um desejo:
- "Bem, eu desejo que todos os ursos da floresta vizinha se tornem fémeas também."
O desejo foi atendido e o coelho rapidamente pediu uma motocicleta. Prontamente ela apareceu - o coelho subiu nela e ligou o motor. O urso estava chocado com o coelho pedindo aquelas coisas estúpidas...pois afinal, o coelho poderia ter pedido dinheiro e facilmente comprar uma moto mais tarde... Pelo seu último desejo, o urso pensou um pouco e disse:
- "Desejo que todos os ursos do mundo, com excepção a mim, se tornem fémeas." O coelho engatou a 1a, acelerou e, enquanto saia, gritou:
- "Eu desejo que esse urso seja gay !!!"
Um dia, numa grande floresta, um sapo mágico estava saltando numa lagoa. Essa floresta era tão grande que o sapo nunca havia visto qualquer outro animal em toda a sua vida. Mas um dia ele viu um urso perseguindo um coelho. O sapo então ordenou que os dois parassem. E disse:
- "Por vocês serem os dois únicos animais que eu já vi, concederei a ambos três desejos. Urso, você começa." O urso pensou por um minuto e, sendo macho, disse:
- "Desejo que todos os ursos dessa floresta, com excepção de mim, se tornem fémeas."
E o desejo foi atendido. O coelho, pelo seu primeiro desejo, pediu um capacete, foi atendido e imediatamente vestiu-o. O urso ficou admirado com a estupidez do coelho, desperdiçando um desejo assim. Era a vez do urso fazer um desejo:
- "Bem, eu desejo que todos os ursos da floresta vizinha se tornem fémeas também."
O desejo foi atendido e o coelho rapidamente pediu uma motocicleta. Prontamente ela apareceu - o coelho subiu nela e ligou o motor. O urso estava chocado com o coelho pedindo aquelas coisas estúpidas...pois afinal, o coelho poderia ter pedido dinheiro e facilmente comprar uma moto mais tarde... Pelo seu último desejo, o urso pensou um pouco e disse:
- "Desejo que todos os ursos do mundo, com excepção a mim, se tornem fémeas." O coelho engatou a 1a, acelerou e, enquanto saia, gritou:
- "Eu desejo que esse urso seja gay !!!"
sábado, fevereiro 13, 2010
sexta-feira, fevereiro 12, 2010
6ª FEIRA NEGRA
Num tempo em que o que é imediato é que vale, sabe-me bem recordar a República e o Diário de Lisboa. O Século e o Diário Popular. Recordo o Urbano Carrasco e Cáceres Monteiro. Augusto Soromenho e Torquato da Luz.
Recordo um jornalista insigne que fui encontrar na Guiné-Bissau logo a seguir à independência deste país lusófono, refiro-me a Adelino Gomes, que agora só muito raramente encontro por aí.
Havia jornais que eram Bíblias. E jornalistas que eram tão credíveis como o Papa.
Havia jornalismo de informação e jornalismo de reportagem. Jornalismo político e de desporto. Percebia-se a diferença entre Novidades e o Diário Popular ou entre o Diário de Lisboa e o Diário da Manhã.
Hoje o repórter é um paparazzo. O pivot é advogado de acusação e juiz em causa de quem lhe paga. As grandes escolas de jornalismo estão a diluir-se e cada vez existe mais dificuldade em perceber o que se ouve ou se lê. As TVs são uma espécie de caixote de lixo da História. E os jornais tornaram-se presa dos grupos económicos. Neste contexto não saber ler parece estar a tornar-se uma vantagem.
Um Jornal torna-se arauto da desobediência civil perante o estado de direito e esgota as suas vendas. O Zé Povinho cheira a conversas ao telefone entre pessoas que não conhece, sobre assuntos de que nunca ouviu falar, mas como sabe ser calhandrice quer ler. Melhor seria se fosse uma conversa entre o Marco Paulo e a Ágata a falarem do Tóni Carreira. Mas há falta de melhor...
E ainda dizem que o Carnaval são três dias. Sugere-se um slogan para o Turismo de Portugal: “Visitem-nos! Portugal onde o Carnaval dura todo o ano”.
Num tempo em que o que é imediato é que vale, sabe-me bem recordar a República e o Diário de Lisboa. O Século e o Diário Popular. Recordo o Urbano Carrasco e Cáceres Monteiro. Augusto Soromenho e Torquato da Luz.
Recordo um jornalista insigne que fui encontrar na Guiné-Bissau logo a seguir à independência deste país lusófono, refiro-me a Adelino Gomes, que agora só muito raramente encontro por aí.
Havia jornais que eram Bíblias. E jornalistas que eram tão credíveis como o Papa.
Havia jornalismo de informação e jornalismo de reportagem. Jornalismo político e de desporto. Percebia-se a diferença entre Novidades e o Diário Popular ou entre o Diário de Lisboa e o Diário da Manhã.
Hoje o repórter é um paparazzo. O pivot é advogado de acusação e juiz em causa de quem lhe paga. As grandes escolas de jornalismo estão a diluir-se e cada vez existe mais dificuldade em perceber o que se ouve ou se lê. As TVs são uma espécie de caixote de lixo da História. E os jornais tornaram-se presa dos grupos económicos. Neste contexto não saber ler parece estar a tornar-se uma vantagem.
Um Jornal torna-se arauto da desobediência civil perante o estado de direito e esgota as suas vendas. O Zé Povinho cheira a conversas ao telefone entre pessoas que não conhece, sobre assuntos de que nunca ouviu falar, mas como sabe ser calhandrice quer ler. Melhor seria se fosse uma conversa entre o Marco Paulo e a Ágata a falarem do Tóni Carreira. Mas há falta de melhor...
E ainda dizem que o Carnaval são três dias. Sugere-se um slogan para o Turismo de Portugal: “Visitem-nos! Portugal onde o Carnaval dura todo o ano”.
quinta-feira, fevereiro 11, 2010
5ª FEIRA SANTA
A gente faz conta de fazer umas coisas e de repente tudo se altera. Esqueço-me que sou diabético. Ontem antes de almoço comecei a sentir-me mal e fui medir a glicose. O valor era de 37. Comecei a encharcar-me de coisas doces e às tantas o meu estômago revoltou-se. Já não consegui almoçar o corpo entrou em crise e passadas umas horas parecia uma barragem a descarregar. Vomitei como nos bons velhos tempos. Só à noite comecei a recuperar. O meu blog de ontem ficou em branco e hoje só agora tenho coragem para lhe pegar.
E perguntarão vocês: - “Que raio tem a ver os males deste “gajo” com a 5ª feira santa?”
Nada. Mas o que vem a seguir já tem. E hoje não é mais que uma dica para quem gosta de ler. Como sabem às 5ªs Feiras saiem para os escaparates a Sábado e a Visão. Que estão a fazer uma campanha, vendendo com essas revistas a 1€ livros de diversos autores. Como nem toda a gente que compra as revistas quer os livros, candidato-me aos livros que não quiseram. Também o jornal “Público” a partir de hoje está a vender um livro daqueles que ajudaram a construir a história da humanidade.
Então é assim:
Sábado – “Rapariga com brinco de pérola” de Tracy Chevalier – 1€
Visão – “Parábola do Cágado Velho de Pepetela” – 1€
Público – “A origem das espécies” de Charles Darwin – 1,95€
Por menos de 4 euros e para quem gosta de ler esta 5ª Feira é mesmo uma 5ª feira santa. Aproveitem.
A gente faz conta de fazer umas coisas e de repente tudo se altera. Esqueço-me que sou diabético. Ontem antes de almoço comecei a sentir-me mal e fui medir a glicose. O valor era de 37. Comecei a encharcar-me de coisas doces e às tantas o meu estômago revoltou-se. Já não consegui almoçar o corpo entrou em crise e passadas umas horas parecia uma barragem a descarregar. Vomitei como nos bons velhos tempos. Só à noite comecei a recuperar. O meu blog de ontem ficou em branco e hoje só agora tenho coragem para lhe pegar.
E perguntarão vocês: - “Que raio tem a ver os males deste “gajo” com a 5ª feira santa?”
Nada. Mas o que vem a seguir já tem. E hoje não é mais que uma dica para quem gosta de ler. Como sabem às 5ªs Feiras saiem para os escaparates a Sábado e a Visão. Que estão a fazer uma campanha, vendendo com essas revistas a 1€ livros de diversos autores. Como nem toda a gente que compra as revistas quer os livros, candidato-me aos livros que não quiseram. Também o jornal “Público” a partir de hoje está a vender um livro daqueles que ajudaram a construir a história da humanidade.
Então é assim:
Sábado – “Rapariga com brinco de pérola” de Tracy Chevalier – 1€
Visão – “Parábola do Cágado Velho de Pepetela” – 1€
Público – “A origem das espécies” de Charles Darwin – 1,95€
Por menos de 4 euros e para quem gosta de ler esta 5ª Feira é mesmo uma 5ª feira santa. Aproveitem.
terça-feira, fevereiro 09, 2010
UM TEMPO
Escrevo hoje em jeito de homenagem ao Manel Machado e ao Lucílio Bruno. Pela amizade com que me honraram.
Tão importante como saber ganhar dinheiro, ter capacidades para viver em família, cuidar da saúde prevenindo-a, é aprender a viver com o envelhecimento. Aqui há dias fiquei surpreendido quando me apercebi que até já pago taxa reduzida nos transportes públicos, porque entrei na terceira idade. Sinto-me feliz com isso embora nem sempre saiba viver este tempo que agora é tão meu.
Uma das minhas referências de um passado de que retenho memórias é o Café Aviz aonde comecei a ir desde pequenino pela mão do meu pai. Há hora de almoço era inevitável encontrar o Carlos Miranda, a Maria da Graça e a Mámi. O Sr. Acelino. O Joaquim Pinto. O Dr. Bonifácio. O Dr. Pires de Carvalho. O Sr. Fernando Neves a servir às mesas e o Zé Labiza ao balcão. E tantos ouros de saudosa memória.
Quando já senhor de mim próprio passei a frequentar o Aviz já sem a mão protectora do meu pai, eram os fins-de-semana de manhã que mais me entusiasmavam. Ali nos juntávamos uns quantos para discutirmos política e futebol. Entrava porta adentro o Acácio Gentil fazendo-se ouvir histrionicamente com uns bons dias que a todos faziam sorrir. Lá dentro eu, o Lucílio Bruno, o Manel Machado, o Vítor Mamede e os outros que a vida foi separando, respondíamos com um sorriso e felizes porque a resposta àqueles bons dias permitiam recarregar baterias para um outro tema de discussão.
Aos fins-de-semana de manhã no Aviz, começaram nos finais da década de 80, início da década de 90 os preparativos que haveriam de levar à vitória eleitoral do PS em 1997.
Entro no Aviz e sinto a respiração dos meus mortos. De todos aqueles com quem fui construindo a minha vida ao longo dos tempos. Não tenho saudades desses tempos. Guardo-os dentro do meu coração tão vivos que nem dá para ter saudades.
Escrevo hoje em jeito de homenagem ao Manel Machado e ao Lucílio Bruno. Pela amizade com que me honraram.
Tão importante como saber ganhar dinheiro, ter capacidades para viver em família, cuidar da saúde prevenindo-a, é aprender a viver com o envelhecimento. Aqui há dias fiquei surpreendido quando me apercebi que até já pago taxa reduzida nos transportes públicos, porque entrei na terceira idade. Sinto-me feliz com isso embora nem sempre saiba viver este tempo que agora é tão meu.Uma das minhas referências de um passado de que retenho memórias é o Café Aviz aonde comecei a ir desde pequenino pela mão do meu pai. Há hora de almoço era inevitável encontrar o Carlos Miranda, a Maria da Graça e a Mámi. O Sr. Acelino. O Joaquim Pinto. O Dr. Bonifácio. O Dr. Pires de Carvalho. O Sr. Fernando Neves a servir às mesas e o Zé Labiza ao balcão. E tantos ouros de saudosa memória.
Quando já senhor de mim próprio passei a frequentar o Aviz já sem a mão protectora do meu pai, eram os fins-de-semana de manhã que mais me entusiasmavam. Ali nos juntávamos uns quantos para discutirmos política e futebol. Entrava porta adentro o Acácio Gentil fazendo-se ouvir histrionicamente com uns bons dias que a todos faziam sorrir. Lá dentro eu, o Lucílio Bruno, o Manel Machado, o Vítor Mamede e os outros que a vida foi separando, respondíamos com um sorriso e felizes porque a resposta àqueles bons dias permitiam recarregar baterias para um outro tema de discussão.Aos fins-de-semana de manhã no Aviz, começaram nos finais da década de 80, início da década de 90 os preparativos que haveriam de levar à vitória eleitoral do PS em 1997.
Entro no Aviz e sinto a respiração dos meus mortos. De todos aqueles com quem fui construindo a minha vida ao longo dos tempos. Não tenho saudades desses tempos. Guardo-os dentro do meu coração tão vivos que nem dá para ter saudades.
segunda-feira, fevereiro 08, 2010
A AZIA CONTINUA
Uma senhora que me faz recordar, as senhoras do Movimento Nacional Feminino vem, e que garante ser a lídima representante dos que não têm representantes vem agora desencadear um abaixo-assinado contra tudo o que não está de acordo.
Isto tem a ver com professores, com avaliação e com o facto de enquanto houver um professor avaliado de forma a poder ser considerado menos capaz, continuarem a existir movimentos de professores possessos. Todos se acham em condições de chegar ao topo da carreira. Deve ser a única profissão e o único país do Mundo em que isso acontece. Mas paciência. Este é um país sem cura.
Ninguém os ouve reclamar pela falta de autonomia das Escolas que perderam a pouca que já tiveram.
Ninguém os ouve discutirem a necessidade de existirem Projectos Educativos diferenciados.
Ninguém os ouve a solicitarem acções de Formação ou Cursos Pós-Laborais para as novas Pedagogias de Avaliação em contexto de ensino-aprendizagem e de actividade laboral.
Não se percebe como não existem actividades extra-curriculares nas escolas viradas para uma pedagogia de integração, quando toda a gente se queixa da dificuldade de interacção com os alunos e encarregados de educação.
Gastaram-se milhões com as Novas Tecnologias e no entanto raras são as escolas do Básico ao Secundário que têm sítios na Internet devidamente actualizados.
Um dia Portugal será um País adulto. Um dia os jovens deste País vão perceber onde estão os culpados da sua ineficiência e incapacidades.
Uma senhora que me faz recordar, as senhoras do Movimento Nacional Feminino vem, e que garante ser a lídima representante dos que não têm representantes vem agora desencadear um abaixo-assinado contra tudo o que não está de acordo.
Isto tem a ver com professores, com avaliação e com o facto de enquanto houver um professor avaliado de forma a poder ser considerado menos capaz, continuarem a existir movimentos de professores possessos. Todos se acham em condições de chegar ao topo da carreira. Deve ser a única profissão e o único país do Mundo em que isso acontece. Mas paciência. Este é um país sem cura.
Ninguém os ouve reclamar pela falta de autonomia das Escolas que perderam a pouca que já tiveram.
Ninguém os ouve discutirem a necessidade de existirem Projectos Educativos diferenciados.
Ninguém os ouve a solicitarem acções de Formação ou Cursos Pós-Laborais para as novas Pedagogias de Avaliação em contexto de ensino-aprendizagem e de actividade laboral.
Não se percebe como não existem actividades extra-curriculares nas escolas viradas para uma pedagogia de integração, quando toda a gente se queixa da dificuldade de interacção com os alunos e encarregados de educação.
Gastaram-se milhões com as Novas Tecnologias e no entanto raras são as escolas do Básico ao Secundário que têm sítios na Internet devidamente actualizados.
Um dia Portugal será um País adulto. Um dia os jovens deste País vão perceber onde estão os culpados da sua ineficiência e incapacidades.
domingo, fevereiro 07, 2010
MAL-ENTENDIDOS
Depois de várias queixas apresentadas ao DRH (Departamento de Recursos Humanos) do céu, decidiu-se libertar a carga a todos os anjos que andavam a servir de guias aos recém-chegados.Assim, naquele dia fez-se o teste, só poderiam atravessar os portões, as pessoas que tivessem tido um último dia realmente mau.São Pedro, qual porteiro de uma discoteca abarrotada, ficou aos Portões, pronto a mandar as mortes simples para outro departamento.
Eis senão quando chega o primeiro coitado. O homem, cheio de olheiras, aproxima-se de São Pedro, pede para entrar, mas... as regras são-lhe explicadas. Decidido a entrar, o homem decide contar a sua história...
- "Sabe, eu andava a sentir-me enganado, um dia, cheguei a casa mais cedo e encontrei a minha mulher algo descomposta, em roupa interior, despenteada... fiquei fora de mim, passei a casa a pente fino, não encontrei nada, fiquei tão arrependido de ter desconfiado da minha mulher que precisei de apanhar ar, assim que cheguei à varanda, encontro um homem pendurado... não pensei duas vezes... a raiva deixou-me com uma força sobrenatural, fui à cozinha... peguei no frigorífico e atirei-o para cima do homem. Sabe, eu moro num 9º andar, quando vi o homem estatelado lá em baixo, senti-me mal e tive um ataque de coração!"
São Pedro, olha para o homem e diz-lhe...
- "Bem, meu filho... tu tiveste um dia realmente mau, entra lá!"
Nem cinco minutos a seguir, entra outro homem, ainda com pior aspecto, e, depois de S. Pedro explicar tudo, ele conta a sua história:
- "Eu estava no 10º andar a fazer exercício, desequilibrei-me, e fui parar ao andar de baixo... quando dei por ela, um homem, completamente doido, lança-me um frigorífico em cima, e... depois disso, não me lembro de mais nada."
S. Pedro franze o sobrolho, não conseguindo esconder um sorrisinho sádico e abre os portões para ele entrar.Imediatamente a seguir, entra o pior de todos, este, olhava à volta como se não soubesse o que se passava... como seria de esperar, começou a contar o que se passou...
- "Bem, eu estava dentro de um frigorífico..."
Nota: S. Pedro desmanchou-se a rir, o DRH suspendeu o projecto e lançou um processo disciplinar a S. Pedro por conduta imprópria
Depois de várias queixas apresentadas ao DRH (Departamento de Recursos Humanos) do céu, decidiu-se libertar a carga a todos os anjos que andavam a servir de guias aos recém-chegados.Assim, naquele dia fez-se o teste, só poderiam atravessar os portões, as pessoas que tivessem tido um último dia realmente mau.São Pedro, qual porteiro de uma discoteca abarrotada, ficou aos Portões, pronto a mandar as mortes simples para outro departamento.
Eis senão quando chega o primeiro coitado. O homem, cheio de olheiras, aproxima-se de São Pedro, pede para entrar, mas... as regras são-lhe explicadas. Decidido a entrar, o homem decide contar a sua história...
- "Sabe, eu andava a sentir-me enganado, um dia, cheguei a casa mais cedo e encontrei a minha mulher algo descomposta, em roupa interior, despenteada... fiquei fora de mim, passei a casa a pente fino, não encontrei nada, fiquei tão arrependido de ter desconfiado da minha mulher que precisei de apanhar ar, assim que cheguei à varanda, encontro um homem pendurado... não pensei duas vezes... a raiva deixou-me com uma força sobrenatural, fui à cozinha... peguei no frigorífico e atirei-o para cima do homem. Sabe, eu moro num 9º andar, quando vi o homem estatelado lá em baixo, senti-me mal e tive um ataque de coração!"
São Pedro, olha para o homem e diz-lhe...
- "Bem, meu filho... tu tiveste um dia realmente mau, entra lá!"
Nem cinco minutos a seguir, entra outro homem, ainda com pior aspecto, e, depois de S. Pedro explicar tudo, ele conta a sua história:
- "Eu estava no 10º andar a fazer exercício, desequilibrei-me, e fui parar ao andar de baixo... quando dei por ela, um homem, completamente doido, lança-me um frigorífico em cima, e... depois disso, não me lembro de mais nada."
S. Pedro franze o sobrolho, não conseguindo esconder um sorrisinho sádico e abre os portões para ele entrar.Imediatamente a seguir, entra o pior de todos, este, olhava à volta como se não soubesse o que se passava... como seria de esperar, começou a contar o que se passou...
- "Bem, eu estava dentro de um frigorífico..."
Nota: S. Pedro desmanchou-se a rir, o DRH suspendeu o projecto e lançou um processo disciplinar a S. Pedro por conduta imprópria
sábado, fevereiro 06, 2010
sexta-feira, fevereiro 05, 2010
HISTÓRIA DE PORTUGAL
Em Novembro de 2009, a Editora “Esfera dos Livros” publicou um livro com o título “História de Portugal”, que teve como coordenador o Professor Rui Ramos e como colaboradores Bernardo Vasconcelos e Sousa e Nuno Gonçalo Monteiro.
O livro não é barato. São 40€. Mas iniciar a sua leitura é entrar numa aventura apaixonante que rapidamente justifica os sacrifícios a serem feitos para os adquirir. Considerando mesmo o custo de umas sapatilhas, de umas calças de ganga de marca ou de uma T-shirt com etiqueta conhecida, o preço é mesmo uma agradável surpresa.
Pensando também que em todos os lares existem de uma maneira geral ou estudantes ou pessoas que “curtem” umas calhandrices, acaba por sair mais barato que a “TV7” dias ou a “Caras”.
Extirpado este “Conversar” de brejeirices, penso ser recomendável que em todos os lares onde existam jovens do 2º Ciclo ao Secundário, a existência desta “História de Portugal”. E não se assustem com a espessura do livro. Lê-lo é mais leve que uma pena. E é um suporte indispensável para as disciplinas de Português, História e Formação Cívica.
Como prenda de anos, oferta para amigos ou familiares que estão na diáspora, ou mesmo como sinal de amizade para os que nos são mais caros, este livro representa um investimento na inteligência daqueles de quem gostamos.
Uma coisa vos garanto, nenhum professor, nenhum programa de TV, nenhum site da NET por melhor que seja é tão apaixonante como este livro. E assim se aprende Portugal e porque somos quem somos. Talvez isso nos torne melhores.
PS: Não me atrevo sequer a sugerir que as escolas o adquiram, porque acredito firmemente que os departamentos respectivos já o tenham feito e distribuídos por todas as escolas do concelho.
Em Novembro de 2009, a Editora “Esfera dos Livros” publicou um livro com o título “História de Portugal”, que teve como coordenador o Professor Rui Ramos e como colaboradores Bernardo Vasconcelos e Sousa e Nuno Gonçalo Monteiro.
O livro não é barato. São 40€. Mas iniciar a sua leitura é entrar numa aventura apaixonante que rapidamente justifica os sacrifícios a serem feitos para os adquirir. Considerando mesmo o custo de umas sapatilhas, de umas calças de ganga de marca ou de uma T-shirt com etiqueta conhecida, o preço é mesmo uma agradável surpresa.
Pensando também que em todos os lares existem de uma maneira geral ou estudantes ou pessoas que “curtem” umas calhandrices, acaba por sair mais barato que a “TV7” dias ou a “Caras”.Extirpado este “Conversar” de brejeirices, penso ser recomendável que em todos os lares onde existam jovens do 2º Ciclo ao Secundário, a existência desta “História de Portugal”. E não se assustem com a espessura do livro. Lê-lo é mais leve que uma pena. E é um suporte indispensável para as disciplinas de Português, História e Formação Cívica.
Como prenda de anos, oferta para amigos ou familiares que estão na diáspora, ou mesmo como sinal de amizade para os que nos são mais caros, este livro representa um investimento na inteligência daqueles de quem gostamos.
Uma coisa vos garanto, nenhum professor, nenhum programa de TV, nenhum site da NET por melhor que seja é tão apaixonante como este livro. E assim se aprende Portugal e porque somos quem somos. Talvez isso nos torne melhores.
PS: Não me atrevo sequer a sugerir que as escolas o adquiram, porque acredito firmemente que os departamentos respectivos já o tenham feito e distribuídos por todas as escolas do concelho.
quinta-feira, fevereiro 04, 2010
O LADO OCULTO DA MENTE
A propósito dos meus dizeres de ontem que me ficaram a martelar na cabeça, ao fim da tarde quando cheguei a casa decidi ouvir Fado. A música acompanha-me sempre que estou no meu espaço a que chamei escritório. Pois foi o Fado que procurei na biblioteca do iTunes.
Confesso-me um Amaliano dos quatro costados. Comigo acompanharam-me no meu deambular em Portugal e nas estranjas Handel, Tchaikovsky, Wagner, Amália, Zeca Afonso, Piaf, Brel e Joan Baez. Depois há todos os outros que levo comigo no ouvido. Nesse tempo não havia a facilidade da Internet. Eram as cassetes que de vez em quando se enrolavam e fazia um apelo aos meus amigos de cá para me enviarem o que já não tinha cura.
A certa altura senti que o Busto tinha acabado e quando tratava de escolher um outro CD, ouço o Alfredo Marceneiro a explicar um Fado que ia cantar. Deixei ficar. Sinto uma grande ternura pelo Ti Alfredo. E há medida que o ouvia mais pensava no que tinha escrito umas horas antes. Ele dizia que aquele Fado era para todos. Para quem ouvia e para quem cantava. Era para quem enfiasse o barrete. Não resisti a transcrever os versos que mais parecem saídos da pena do Aleixo.
Este fado é todo ele actual. E universal. Pode ouvir-se em Alfama ou em Peniche. Por isso aqui está a letra para que o possam usufruir.
CONSELHO
Letra – Carlos Conde
Música – Alfredo Marceneiro
Quando eles não valem nada
Não se ganha em discutir
Não é bom servir de escada
Para qualquer asno subir
Há gente que só diz mal
Para se impor, para ser notada
Quem discute menos vale
Quando eles não valem nada
E quem pouco valor tem
Só se vinga em deprimir
O desprezo chega bem
Não se ganha em discutir
Quem mal diz por ser ruim
Nunca vence a caminhada
A nulidades assim
Não é bom servir de escada
Quem vence de fronte erguida
Não se dispõe a servir
Como ponto de partida
Para qualquer asno subir.
A propósito dos meus dizeres de ontem que me ficaram a martelar na cabeça, ao fim da tarde quando cheguei a casa decidi ouvir Fado. A música acompanha-me sempre que estou no meu espaço a que chamei escritório. Pois foi o Fado que procurei na biblioteca do iTunes.
Confesso-me um Amaliano dos quatro costados. Comigo acompanharam-me no meu deambular em Portugal e nas estranjas Handel, Tchaikovsky, Wagner, Amália, Zeca Afonso, Piaf, Brel e Joan Baez. Depois há todos os outros que levo comigo no ouvido. Nesse tempo não havia a facilidade da Internet. Eram as cassetes que de vez em quando se enrolavam e fazia um apelo aos meus amigos de cá para me enviarem o que já não tinha cura.
A certa altura senti que o Busto tinha acabado e quando tratava de escolher um outro CD, ouço o Alfredo Marceneiro a explicar um Fado que ia cantar. Deixei ficar. Sinto uma grande ternura pelo Ti Alfredo. E há medida que o ouvia mais pensava no que tinha escrito umas horas antes. Ele dizia que aquele Fado era para todos. Para quem ouvia e para quem cantava. Era para quem enfiasse o barrete. Não resisti a transcrever os versos que mais parecem saídos da pena do Aleixo.
Este fado é todo ele actual. E universal. Pode ouvir-se em Alfama ou em Peniche. Por isso aqui está a letra para que o possam usufruir.
CONSELHO
Letra – Carlos Conde
Música – Alfredo Marceneiro
Quando eles não valem nada
Não se ganha em discutir
Não é bom servir de escada
Para qualquer asno subir
Há gente que só diz mal
Para se impor, para ser notada
Quem discute menos vale
Quando eles não valem nada
E quem pouco valor tem
Só se vinga em deprimir
O desprezo chega bem
Não se ganha em discutir
Quem mal diz por ser ruim
Nunca vence a caminhada
A nulidades assim
Não é bom servir de escada
Quem vence de fronte erguida
Não se dispõe a servir
Como ponto de partida
Para qualquer asno subir.
quarta-feira, fevereiro 03, 2010
OUTROS TEMPOS, OUTRAS PIDES
Sabíamos que a humanidade é “cusca” naturalmente.
Por vezes consegue sê-lo de forma dita natural. É quando se diz que corresponde ao direito à informação.
Outras vezes fá-lo de forma aleatória e por puro divertimento. Quando surge no café, no cabeleireiro, no futebol. À mesa de jogo. No mercado ou no Centro Comercial.
Outras ainda surgem por necessidade de defesa da Ordem. Quando paga ou beneficia os “cuscadores” a troco de informações que podem vir a beneficiar os detentores do poder.
Tudo constitui a mesma face de várias moedas. Chame-se PIDE, maledicência, direito à informação, ou outra coisa qualquer.
Ainda hoje ouvi numa televisão um dirigentes dos jornalistas a propósito de uma notícia que não sabe se é ou não verdade afirmar, que o que se diz à mesa de um restaurante é semi-público e portanto constitui delito a ser sancionado. Recordo que esse era o argumento usado pelos informadores da Pide para acusarem cidadãos incautos que conversavam num restaurante, ou contavam anedotas.
Por mim acho que o primeiro-ministro, ou o Presidente da República ou qualquer cidadão têm o direito de considerar determinado Jornalista um abcesso carregado de puz e que deve ser extirpado. O Jornalista tem o direito de achar qualquer um deles um mentecapto. O Povo julga e escolhe quem pretende. O Jornalista ou o Político em questão.
Quanto aos outros que se aproveitam disto para tentar fazer chicana, tenho para mim que o lugar deles é no caixote do lixo. Bem haja aquele pretendente ao trono que sobre si e sobre o que escreve afirma serem as suas, “palavras desnecessárias”. Esse ao menos tem consciência da sua importância.
Sabíamos que a humanidade é “cusca” naturalmente.
Por vezes consegue sê-lo de forma dita natural. É quando se diz que corresponde ao direito à informação.
Outras vezes fá-lo de forma aleatória e por puro divertimento. Quando surge no café, no cabeleireiro, no futebol. À mesa de jogo. No mercado ou no Centro Comercial.
Outras ainda surgem por necessidade de defesa da Ordem. Quando paga ou beneficia os “cuscadores” a troco de informações que podem vir a beneficiar os detentores do poder.
Tudo constitui a mesma face de várias moedas. Chame-se PIDE, maledicência, direito à informação, ou outra coisa qualquer.
Ainda hoje ouvi numa televisão um dirigentes dos jornalistas a propósito de uma notícia que não sabe se é ou não verdade afirmar, que o que se diz à mesa de um restaurante é semi-público e portanto constitui delito a ser sancionado. Recordo que esse era o argumento usado pelos informadores da Pide para acusarem cidadãos incautos que conversavam num restaurante, ou contavam anedotas.
Por mim acho que o primeiro-ministro, ou o Presidente da República ou qualquer cidadão têm o direito de considerar determinado Jornalista um abcesso carregado de puz e que deve ser extirpado. O Jornalista tem o direito de achar qualquer um deles um mentecapto. O Povo julga e escolhe quem pretende. O Jornalista ou o Político em questão.
Quanto aos outros que se aproveitam disto para tentar fazer chicana, tenho para mim que o lugar deles é no caixote do lixo. Bem haja aquele pretendente ao trono que sobre si e sobre o que escreve afirma serem as suas, “palavras desnecessárias”. Esse ao menos tem consciência da sua importância.
segunda-feira, fevereiro 01, 2010
CARNAVAL 2010
Está aí a rebentar. Os grupos estão formados e preparam-se para surpreender. Uns que há muito tempo nos entusiasmam. Outros que esperam poder ocuparem o nosso imaginário. E é ver o entusiasmo que grassa por aí. A crise passa ao lado do Carnaval. Aliás já a minha avó dizia que “ano de crise, ano de carnaval”.
Agora o que importa é fazer o melhor e o mais divertido possível, custe isso o que custar.
Para aguçar o apetite deixo aqui os nomes dos grupos e os respectivos temas com que se apresentam:
Alto de Stª Cruz – “As Piratas”
Amigos do Veleiro – “Gato das Botas”
As cores do Art – “A tribo das cores”
As folionas – “A faina do Mar”
As furonas – “Carmem Miranda”
Café Santa Cruz – “Baianas do Visconde”
Café Stella Maris – “Os meninos da Escola”
Campo da Torre – “Tribo da Folia”
Clube Lazer Santa Ana – “Cabeçudos Santa Ana”
Estamos em todas – “Revista à Portuguesa”
Filhas do Mar – “Can Can”
Florista Gardénia – “Mundo das neves”
Grupo de São Paulo – “Arco-íris”
Jóias de Ferrel – “Que lindos que eles vêm”
Marcha da Garavanha – “Moulin Rouge”
Os Pilas – “Os Samurais”
Os Wilmas – “Damas da Corte”
Vai Sempre – “Casamentos”
Vai ser um falóce – “Noivas da Floresta”
Verde Mar – “O jogo de Xadrez”
Está aí a rebentar. Os grupos estão formados e preparam-se para surpreender. Uns que há muito tempo nos entusiasmam. Outros que esperam poder ocuparem o nosso imaginário. E é ver o entusiasmo que grassa por aí. A crise passa ao lado do Carnaval. Aliás já a minha avó dizia que “ano de crise, ano de carnaval”.
Agora o que importa é fazer o melhor e o mais divertido possível, custe isso o que custar.
Para aguçar o apetite deixo aqui os nomes dos grupos e os respectivos temas com que se apresentam:
Amigos do Veleiro – “Gato das Botas”
As cores do Art – “A tribo das cores”
As folionas – “A faina do Mar”
As furonas – “Carmem Miranda”
Café Santa Cruz – “Baianas do Visconde”
Café Stella Maris – “Os meninos da Escola”
Campo da Torre – “Tribo da Folia”
Clube Lazer Santa Ana – “Cabeçudos Santa Ana”
Estamos em todas – “Revista à Portuguesa”
Filhas do Mar – “Can Can”
Florista Gardénia – “Mundo das neves”
Grupo de São Paulo – “Arco-íris”
Jóias de Ferrel – “Que lindos que eles vêm”
Marcha da Garavanha – “Moulin Rouge”
Os Pilas – “Os Samurais”
Os Wilmas – “Damas da Corte”
Vai Sempre – “Casamentos”
Vai ser um falóce – “Noivas da Floresta”
Verde Mar – “O jogo de Xadrez”
domingo, janeiro 31, 2010
31 JANEIRO DE 1891
Aqui tem início aquilo que 19 anos depois iria ter êxito a 5 de Outubro de 1910: A implantação da República.
De forma grosseira mas elucidativa, diria que o 31 de Janeiro no Porto está para a República, como o 16 de Março está para o 25 de Abril.
A ingenuidade, a pressa, alguns apoios que depois faltaram, tolheram o êxito da Revolta do Porto, conduzindo-a a uma chacina e a um fracasso que sacrificou alguns bons filhos de Portugal.
As feridas do 31 de Janeiro iriam demorar a sarar. Mas a caducidade de um sistema monárquico obsoleto corria inexorável para o seu próprio fim. Com a celebração do 31 de Janeiro se iniciam as comemorações do 1º Centenário da Implantação da República em Portugal.
Aqui na minha terra não me consta que faça parte sequer de qualquer Plano de Actividades de nenhuma escola esta comemoração. Os professores estão distraídos.
E não se diga que esta comemoração se trata de uma qualquer iniciativa cultural mais ou menos gasta pelo tempo. Tem a ver com questões de natureza cívica que conduzem (ou não) a uma plêiade de jovens mais formados, mais íntegros, mais críticos. Os sindicatos de professores (12 ao que consegui contar) conquistadas as suas glórias com o apoio dos políticos mentecaptos, acham que terão ganho o futuro imediato. Pura ilusão. Perderam o porvir de um País que teima em se recusar a si próprio.
Que a República nos perdoe a todos.
Aqui tem início aquilo que 19 anos depois iria ter êxito a 5 de Outubro de 1910: A implantação da República.De forma grosseira mas elucidativa, diria que o 31 de Janeiro no Porto está para a República, como o 16 de Março está para o 25 de Abril.
A ingenuidade, a pressa, alguns apoios que depois faltaram, tolheram o êxito da Revolta do Porto, conduzindo-a a uma chacina e a um fracasso que sacrificou alguns bons filhos de Portugal.
As feridas do 31 de Janeiro iriam demorar a sarar. Mas a caducidade de um sistema monárquico obsoleto corria inexorável para o seu próprio fim. Com a celebração do 31 de Janeiro se iniciam as comemorações do 1º Centenário da Implantação da República em Portugal.
Aqui na minha terra não me consta que faça parte sequer de qualquer Plano de Actividades de nenhuma escola esta comemoração. Os professores estão distraídos.E não se diga que esta comemoração se trata de uma qualquer iniciativa cultural mais ou menos gasta pelo tempo. Tem a ver com questões de natureza cívica que conduzem (ou não) a uma plêiade de jovens mais formados, mais íntegros, mais críticos. Os sindicatos de professores (12 ao que consegui contar) conquistadas as suas glórias com o apoio dos políticos mentecaptos, acham que terão ganho o futuro imediato. Pura ilusão. Perderam o porvir de um País que teima em se recusar a si próprio.
Que a República nos perdoe a todos.
sexta-feira, janeiro 29, 2010
EFEMÉRIDE
Perfazem hoje 56 anos sobre a morte do meu avô, Benjamim Costa. Na altura eu olhava para ele, sentado na cama a tratar dos selos (era filatelista) e achava-o muito velho. Um avô muito velho e muito carinhoso. A recordação que dele tenho é essa e a de estar a ouvir na rádio as conversas do Zéquinha e da Lélé, que tinham como intérpretes o Vasco Santana e a Elvira Velez. Quando se ria, punha as mãos na barriga e as gargalhadas irrompiam sonoras e límpidas, tornando-o ainda mais humano.
O meu avô foi e ainda é um dos meus Heróis. Pelas suas opções de vida. Pelo seu Humanismo. Por acreditar em ideais e lutar por eles.
Morreu com 62 anos. E eu hoje interrogo-me como é possível eu na altura não me ter apercebido como ele era novo quando morreu. Recordo-o hoje aqui com amor.
Perfazem hoje 56 anos sobre a morte do meu avô, Benjamim Costa. Na altura eu olhava para ele, sentado na cama a tratar dos selos (era filatelista) e achava-o muito velho. Um avô muito velho e muito carinhoso. A recordação que dele tenho é essa e a de estar a ouvir na rádio as conversas do Zéquinha e da Lélé, que tinham como intérpretes o Vasco Santana e a Elvira Velez. Quando se ria, punha as mãos na barriga e as gargalhadas irrompiam sonoras e límpidas, tornando-o ainda mais humano.O meu avô foi e ainda é um dos meus Heróis. Pelas suas opções de vida. Pelo seu Humanismo. Por acreditar em ideais e lutar por eles.
Morreu com 62 anos. E eu hoje interrogo-me como é possível eu na altura não me ter apercebido como ele era novo quando morreu. Recordo-o hoje aqui com amor.
quinta-feira, janeiro 28, 2010
AS MALHAS QUE O IMPÉRIO TECE…
Pensar eu que o PS seria o Partido que mais faria sofrer os portugueses… E de entre estes os que mais sofrem. Os que mais miseráveis de entre os miseráveis são. Que enterraria milhares de milhões de euros na banca privada e que esconde cêntimos de quem já não tem dinheiro para comprar medicamentos. Pensar que ao longo dos tempos as alianças preferenciais de um partido (dito socialista) seriam com a direita radical.
Na hora de passar pelos corredores da fome é sempre um primeiro-ministro socialista que lá está.
Não que me inspirem confiança os outros. Lamentavelmente penso que abrimos a caixa de Pandora com o 25 de Abril. Tudo quanto era escumalha conseguiu escapar. Não temos cadeia para o delito de opinião, mas temos a mais indigna de todas as opressões. A que nos oprime e delapida sem que nos possamos defender. A que não tem rosto. A miséria. A fome. A ignorância. A maledicência.
E pior que tudo. Existem pessoas de Peniche co-responsáveis por esta situação e que implodem de vaidade por todos os poros.
Pensar eu que o PS seria o Partido que mais faria sofrer os portugueses… E de entre estes os que mais sofrem. Os que mais miseráveis de entre os miseráveis são. Que enterraria milhares de milhões de euros na banca privada e que esconde cêntimos de quem já não tem dinheiro para comprar medicamentos. Pensar que ao longo dos tempos as alianças preferenciais de um partido (dito socialista) seriam com a direita radical.
Na hora de passar pelos corredores da fome é sempre um primeiro-ministro socialista que lá está.
Não que me inspirem confiança os outros. Lamentavelmente penso que abrimos a caixa de Pandora com o 25 de Abril. Tudo quanto era escumalha conseguiu escapar. Não temos cadeia para o delito de opinião, mas temos a mais indigna de todas as opressões. A que nos oprime e delapida sem que nos possamos defender. A que não tem rosto. A miséria. A fome. A ignorância. A maledicência.
E pior que tudo. Existem pessoas de Peniche co-responsáveis por esta situação e que implodem de vaidade por todos os poros.
segunda-feira, janeiro 25, 2010
SOMOS TODOS UMA FAMÍLIA
Um amigo meu, novato em coisas da política mas cheio de boas intenções, foi apanhado no turbilhão das diatribes dos “pés-de-chinelo” que aspiram a ter a importância a que julgam ter direito à custa do bem público.
Uns meses se passaram neste junta-sim, junta-não, até que os mandantes decidiram que junta-sim e mandaram às urtigas os votos populares.
O meu amigo perplexo aceitou as decisões de “quem mandava” (?) e abdicou do que lhe era intrinsecamente natural: as coisas só são importantes quando respeitam a dignidade individual. E lá foi para a reunião decisória onde foram apurados os ingredientes necessários ao cozinhado político.
Apoiou o que sabia ter sido decidido pelos “patrões” até que chegou a uma altura em que já não percebeu nada. A Presidente eleito da Mesa apresentou como escolha sua para a Mesa de Assembleia de Freguesia mais dois nomes de pessoas da sua cor política, porque seria com essas que teria formado equipa e era com essas que quereria trabalhar. Quer dizer, pensava o meu amigo então para a junta tem de se ser abrangente, para a Mesa já se pode ter uma visão fechada… Mas que grande treta!
E mais estupefacto ficou quando no fim ouviu a Presidente da Mesa dizer que agora teriam de dar as mãos e trabalhar todos como uma família a bem da sua Junta. Pensou ele: “- Em que grande palhaçada me meti eu. Se fizer a vontade dos outros sou da família. Senão sou um pária”.
Confusos? Ainda vão ver coisas mais estranhas.
Um amigo meu, novato em coisas da política mas cheio de boas intenções, foi apanhado no turbilhão das diatribes dos “pés-de-chinelo” que aspiram a ter a importância a que julgam ter direito à custa do bem público.
Uns meses se passaram neste junta-sim, junta-não, até que os mandantes decidiram que junta-sim e mandaram às urtigas os votos populares.
O meu amigo perplexo aceitou as decisões de “quem mandava” (?) e abdicou do que lhe era intrinsecamente natural: as coisas só são importantes quando respeitam a dignidade individual. E lá foi para a reunião decisória onde foram apurados os ingredientes necessários ao cozinhado político.
Apoiou o que sabia ter sido decidido pelos “patrões” até que chegou a uma altura em que já não percebeu nada. A Presidente eleito da Mesa apresentou como escolha sua para a Mesa de Assembleia de Freguesia mais dois nomes de pessoas da sua cor política, porque seria com essas que teria formado equipa e era com essas que quereria trabalhar. Quer dizer, pensava o meu amigo então para a junta tem de se ser abrangente, para a Mesa já se pode ter uma visão fechada… Mas que grande treta!
E mais estupefacto ficou quando no fim ouviu a Presidente da Mesa dizer que agora teriam de dar as mãos e trabalhar todos como uma família a bem da sua Junta. Pensou ele: “- Em que grande palhaçada me meti eu. Se fizer a vontade dos outros sou da família. Senão sou um pária”.
Confusos? Ainda vão ver coisas mais estranhas.
domingo, janeiro 24, 2010
20 VANTAGENS DE SER MULHER:
1. Tem SEMPRE a certeza que o filho é seu
2. Não tem que fazer a barba todos os dias. A depilação pode ser feita a qualquer altura, não tem que ser naquela manhã gelada em que acordou atrasada para os seus afazeres
3. Não ficam carecas
4. Podem ficar excitadas na praia
5. Não precisam de matar as baratas e outros insectos nojentos (eles matam!)
6. O simples facto de fritar um ovo não põe em risco a vossa integridade na cozinha
7. Não têm uma crise existencial de cada vez que não conseguem ter um orgasmo
8. Ao mudar de canal na T.V não precisam de parar em todas as cenas de mulheres nuas
9. Não ficam em estado catatónico cada vez que a Sharon Stone(...) aparece na T.V
10. A estrela é a noiva, o noivo é um mero actor secundário
11. A maioria dos professores de musculação são homens
12. Se são virgens, isso não é defeito
13. Podem simular o orgasmo
14. Se moram sozinhas, no frigorifico há sempre algo mais do que uma garrafa de água e um pacote de manteiga rançosa
15. Se ssão traidas, ele é um canalha. Se o homem é traido ele é um corno
16. São capazes de ficar mais de um mês sem sexo, sem que o cérebro derreta
17. Em qualquer lugar do planeta, os empregados de mesa entregam sempre a conta ao homem 18. Lágrimas arranjam absolutamente tudo
19. Podem aproveitar a paisagem enquanto ele conduz
20. Com uma greve de sexo, por mais pequena que seja, conseguem qualquer coisa.
1. Tem SEMPRE a certeza que o filho é seu
2. Não tem que fazer a barba todos os dias. A depilação pode ser feita a qualquer altura, não tem que ser naquela manhã gelada em que acordou atrasada para os seus afazeres
3. Não ficam carecas
4. Podem ficar excitadas na praia
5. Não precisam de matar as baratas e outros insectos nojentos (eles matam!)
6. O simples facto de fritar um ovo não põe em risco a vossa integridade na cozinha
7. Não têm uma crise existencial de cada vez que não conseguem ter um orgasmo
8. Ao mudar de canal na T.V não precisam de parar em todas as cenas de mulheres nuas
9. Não ficam em estado catatónico cada vez que a Sharon Stone(...) aparece na T.V
10. A estrela é a noiva, o noivo é um mero actor secundário
11. A maioria dos professores de musculação são homens
12. Se são virgens, isso não é defeito
13. Podem simular o orgasmo
14. Se moram sozinhas, no frigorifico há sempre algo mais do que uma garrafa de água e um pacote de manteiga rançosa
15. Se ssão traidas, ele é um canalha. Se o homem é traido ele é um corno
16. São capazes de ficar mais de um mês sem sexo, sem que o cérebro derreta
17. Em qualquer lugar do planeta, os empregados de mesa entregam sempre a conta ao homem 18. Lágrimas arranjam absolutamente tudo
19. Podem aproveitar a paisagem enquanto ele conduz
20. Com uma greve de sexo, por mais pequena que seja, conseguem qualquer coisa.
quinta-feira, janeiro 21, 2010
OS MÍDIA, AS NOTÍCIAS, AS DÚVIDAS
Ontem a notícia mais propalada pelas TVs era a de um grupo de jovens de 20/25 anos que reclamavam junto do local de detenção dos seus maridos, que teriam sido apanhados numa rusga no Bº da Bela Vista com alguns kilogramas de droga. Insurgiam-se contra as condições de salubridade dos locais de detenção.
Hoje a notícia do dia é uma cena de troca de “murros” entre um jogador de futebol e o Director Desportivo da equipa desse profissional.
Num caso e no outro achei as notícias extremamente pobres no seu conteúdo. As televisões que são useiras e vezeiras em escalpelizar os acontecimentos quando se trata de destruir figuras públicas, aqui ficam exclusivamente por noticiar os factos “tout court”. Correndo o risco de ser mal interpretado vou dizer o que me ocorre.
No 1º caso acho estranho que as televisões transmitam “as terríveis condições” em que se encontram os traficantes sem se referirem ao estado degradante a que o tráfico conduz milhares de pessoas neste país. Eu sei que todo o Homem merece ser respeitado. Mas não me incomoda ver traficantes presos em miseráveis condições se não temos a montante condições para tratar com dignidade as suas vítimas. Mas disto não se falou.
No 2º caso o que me parece estranho não é um jogador ter perdido a cabeça quando viu um colega maltratado por um erro que cometeu e que nem sequer comprometeu a empresa que lhe paga. O que me parece estranho é que uma das três maiores empresas desportivas deste país ter contratado um “arruaceiro” para seu Director Desportivo. De facto o senhor que agrediu um profissional de futebol que até joga na equipa das quinas e que já entrou na história do Sporting Clube de Portugal, é o mesmo senhor que agrediu há uns anos o Seleccionador Nacional e que há muito deveria ter sido banido do futebol português.
As notícias são umas. Pensar sobre elas já é outra coisa.
PS: Já agora para perceberem tudo melhor vejam isto
http://www.youtube.com/watch?v=P2dX61WvLDE
Ontem a notícia mais propalada pelas TVs era a de um grupo de jovens de 20/25 anos que reclamavam junto do local de detenção dos seus maridos, que teriam sido apanhados numa rusga no Bº da Bela Vista com alguns kilogramas de droga. Insurgiam-se contra as condições de salubridade dos locais de detenção.
Hoje a notícia do dia é uma cena de troca de “murros” entre um jogador de futebol e o Director Desportivo da equipa desse profissional.
Num caso e no outro achei as notícias extremamente pobres no seu conteúdo. As televisões que são useiras e vezeiras em escalpelizar os acontecimentos quando se trata de destruir figuras públicas, aqui ficam exclusivamente por noticiar os factos “tout court”. Correndo o risco de ser mal interpretado vou dizer o que me ocorre.
No 1º caso acho estranho que as televisões transmitam “as terríveis condições” em que se encontram os traficantes sem se referirem ao estado degradante a que o tráfico conduz milhares de pessoas neste país. Eu sei que todo o Homem merece ser respeitado. Mas não me incomoda ver traficantes presos em miseráveis condições se não temos a montante condições para tratar com dignidade as suas vítimas. Mas disto não se falou.
No 2º caso o que me parece estranho não é um jogador ter perdido a cabeça quando viu um colega maltratado por um erro que cometeu e que nem sequer comprometeu a empresa que lhe paga. O que me parece estranho é que uma das três maiores empresas desportivas deste país ter contratado um “arruaceiro” para seu Director Desportivo. De facto o senhor que agrediu um profissional de futebol que até joga na equipa das quinas e que já entrou na história do Sporting Clube de Portugal, é o mesmo senhor que agrediu há uns anos o Seleccionador Nacional e que há muito deveria ter sido banido do futebol português.
As notícias são umas. Pensar sobre elas já é outra coisa.
PS: Já agora para perceberem tudo melhor vejam isto
http://www.youtube.com/watch?v=P2dX61WvLDE
segunda-feira, janeiro 18, 2010
A MINHA PROFESSORA PRIMÁRIA
Escrevi assim em vez de dizer “a minha professora do 1º ciclo” para ser fiel a um tempo que foi o meu. E a uma linguagem mais próxima de muitos dos meu amigos que me acompanham aqui.
Este título vem a propósito de inúmeras leituras que faço de Jantares de Homenagem a Professores(as) Primários(as), promovidos por ex-alunos seus. Inspirou-me para este conversar um artigo que li na última “A VOZ DO MAR”. Diz assim a certa altura uma das promotoras do encontro: “É raro encontrar alguém que não diga que a professora primária foi de todas as professoras a mais importante de toda a sua vida.” E, no entanto, isso só é verdadeiramente compreendido muitos anos depois.
O trabalho de um professor só é mensurável muitos anos e muitos trambolhões depois. O professor aposta num conhecimento que não tem na maioria das vezes aplicação imediata ao quotidiano de cada um. São alicerces, vigas em que é sustentável a capacidade de ir mais além na resolução de problemas. E de respostas para um viver cada vez mais embrulhado. Quer a nível dos conhecimentos técnico-científicos, quer a nível da sociabilização. E tantas vezes essas aprendizagens na Escola não são as únicas que recebe e em que pode alicerçar o seu futuro.
Os pais estão longe ( e não estão interessados em compreender o papel dos professores) de perceber se o professor do seu filho é só um vendilhão de ideias ou um fiel de armazém ou então um educador e um impulsionador de atitudes cívicas.
E o aluno vai-se despedindo das várias fases da sua aprendizagem sem nunca quem o rodeia ter percebido o papel do Professor na sua Formação como pessoa. Claro que nem todos os professores cumprem esse papel. Daí a importância da avaliação. Mas os profs que o fazem passam a ser cada vez mais importantes para a pessoa em que o aluno se tornou à medida que os anos vão passando.
E quando os alunos se tornam pais e assistem ao desenvolver das actividades escolares dos seus educandos, vão percebendo melhor os que contribuíram para o seu sucesso como pessoas e para a sua capacidade de perceberem melhor o mundo que os rodeia. É quando surgem os Jantares de Homenagem para colmatar o acto imperdoável de em tempo devido não se ter sido suficientemente claro, na gratidão que deveria ter sido demonstrada e não o foi. Paga-se então ao professor primário com juros, a divida que ficou por saldar desde tempos remotos.
Escrevi assim em vez de dizer “a minha professora do 1º ciclo” para ser fiel a um tempo que foi o meu. E a uma linguagem mais próxima de muitos dos meu amigos que me acompanham aqui.
Este título vem a propósito de inúmeras leituras que faço de Jantares de Homenagem a Professores(as) Primários(as), promovidos por ex-alunos seus. Inspirou-me para este conversar um artigo que li na última “A VOZ DO MAR”. Diz assim a certa altura uma das promotoras do encontro: “É raro encontrar alguém que não diga que a professora primária foi de todas as professoras a mais importante de toda a sua vida.” E, no entanto, isso só é verdadeiramente compreendido muitos anos depois.
O trabalho de um professor só é mensurável muitos anos e muitos trambolhões depois. O professor aposta num conhecimento que não tem na maioria das vezes aplicação imediata ao quotidiano de cada um. São alicerces, vigas em que é sustentável a capacidade de ir mais além na resolução de problemas. E de respostas para um viver cada vez mais embrulhado. Quer a nível dos conhecimentos técnico-científicos, quer a nível da sociabilização. E tantas vezes essas aprendizagens na Escola não são as únicas que recebe e em que pode alicerçar o seu futuro.
Os pais estão longe ( e não estão interessados em compreender o papel dos professores) de perceber se o professor do seu filho é só um vendilhão de ideias ou um fiel de armazém ou então um educador e um impulsionador de atitudes cívicas.
E o aluno vai-se despedindo das várias fases da sua aprendizagem sem nunca quem o rodeia ter percebido o papel do Professor na sua Formação como pessoa. Claro que nem todos os professores cumprem esse papel. Daí a importância da avaliação. Mas os profs que o fazem passam a ser cada vez mais importantes para a pessoa em que o aluno se tornou à medida que os anos vão passando.
E quando os alunos se tornam pais e assistem ao desenvolver das actividades escolares dos seus educandos, vão percebendo melhor os que contribuíram para o seu sucesso como pessoas e para a sua capacidade de perceberem melhor o mundo que os rodeia. É quando surgem os Jantares de Homenagem para colmatar o acto imperdoável de em tempo devido não se ter sido suficientemente claro, na gratidão que deveria ter sido demonstrada e não o foi. Paga-se então ao professor primário com juros, a divida que ficou por saldar desde tempos remotos.
domingo, janeiro 17, 2010
sábado, janeiro 16, 2010
FIM DE SEMANA ALUCINANTE
Nos Estados Unidos um grupo de 3 ou 4 amigos (já não me recordo bem) decide descer um rio numa canoa, atravessando zonas pouco povoadas do interior do Estado. Existem mesmo zonas densas de floresta e os rápidos são tremendos criando dificuldades inesperadas. Numa das clareiras visitada pelo grupo, existia uma família em que todos já possuíam um grau de deficiência acentuado, provocado provavelmente por gerações de filhos fruto de laços de consanguinidade como consequência do isolamento em que viviam. No entanto, para além desta característica possuíam uma outra que era o apuramento de capacidades perfeitamente inesperadas.
Enquanto alguns elementos do grupo discutem a melhor forma de descer o rio, um deles saca do seu banjo e inicia um dedilhar logo acompanhado por um jovem deficiente que o ouve. Inicia-se então um duelo de banjos (Deliverance) que para mim se tornou ao longo do tempo um marco do cinema.
Apeteceu-me ouvir neste sábado de chuva ouvir esta maravilha da música que vos aconselho e deixo. Com votos de que vos preencha tanto a alma, como já o fez a mim próprio. Aqui fica o site onde o podeis ouvir:
http://www.youtube.com/watch?v=Uzae_SqbmDE
Nos Estados Unidos um grupo de 3 ou 4 amigos (já não me recordo bem) decide descer um rio numa canoa, atravessando zonas pouco povoadas do interior do Estado. Existem mesmo zonas densas de floresta e os rápidos são tremendos criando dificuldades inesperadas. Numa das clareiras visitada pelo grupo, existia uma família em que todos já possuíam um grau de deficiência acentuado, provocado provavelmente por gerações de filhos fruto de laços de consanguinidade como consequência do isolamento em que viviam. No entanto, para além desta característica possuíam uma outra que era o apuramento de capacidades perfeitamente inesperadas.
Enquanto alguns elementos do grupo discutem a melhor forma de descer o rio, um deles saca do seu banjo e inicia um dedilhar logo acompanhado por um jovem deficiente que o ouve. Inicia-se então um duelo de banjos (Deliverance) que para mim se tornou ao longo do tempo um marco do cinema.
Apeteceu-me ouvir neste sábado de chuva ouvir esta maravilha da música que vos aconselho e deixo. Com votos de que vos preencha tanto a alma, como já o fez a mim próprio. Aqui fica o site onde o podeis ouvir:
http://www.youtube.com/watch?v=Uzae_SqbmDE
quinta-feira, janeiro 14, 2010
DIAS DE DESASSOSSEGO
São os que nós vivemos. Em que foram mandados às ortigas valores que ontem tínhamos como imutáveis. A Irlanda que era dada como um exemplo de êxito no Desenvolvimento, parece estar “board line” com o desastre económico. A Grécia viu-se forçada a pedir ao FMI que trace as linhas estratégicas em que a Economia e Finanças do país vai ter que viver nos próximos anos. A Islândia foi atingida por um Tsunami na economia levando esse país à bancarrota.
E Portugal? Ninguém sabe verdadeiramente como está. A dar crédito ao Governo temos viabilidade se fizermos grandes esforços. A dar crédito à oposição de Direita temos de restringir drasticamente receitas e aumentar as receitas como se isso não fosse a fórmula mágica a que recorreu o “Nosso-Pai-Santo-Salazar” com as consequências que muitos de nós conhecem. A Oposição de Esquerda manda abrir os cordões à bolsa e aumentar salários, subsídio de desemprego e investimentos de carácter social.
No meio disto tudo o Zé Povinho que sempre foi enganado por todos, não sabe em quem acreditar.
São os que nós vivemos. Em que foram mandados às ortigas valores que ontem tínhamos como imutáveis. A Irlanda que era dada como um exemplo de êxito no Desenvolvimento, parece estar “board line” com o desastre económico. A Grécia viu-se forçada a pedir ao FMI que trace as linhas estratégicas em que a Economia e Finanças do país vai ter que viver nos próximos anos. A Islândia foi atingida por um Tsunami na economia levando esse país à bancarrota.
E Portugal? Ninguém sabe verdadeiramente como está. A dar crédito ao Governo temos viabilidade se fizermos grandes esforços. A dar crédito à oposição de Direita temos de restringir drasticamente receitas e aumentar as receitas como se isso não fosse a fórmula mágica a que recorreu o “Nosso-Pai-Santo-Salazar” com as consequências que muitos de nós conhecem. A Oposição de Esquerda manda abrir os cordões à bolsa e aumentar salários, subsídio de desemprego e investimentos de carácter social.
No meio disto tudo o Zé Povinho que sempre foi enganado por todos, não sabe em quem acreditar.
terça-feira, janeiro 12, 2010
HISTÓRIAS DE RUA
Um dia destes ao fim da tarde ia eu com a minha mulher no Largo Bispo de Mariana, junto ao Arcadas, quando ouvi um carro apitar e um chorrilho de asneiras. Olhei e o que vi deixou-me estarrecido. Uma rapariga nova, extraordinariamente bem vestida levava pela mão uma criança que teria uns 5/6 anos também vestida com roupas de marca. Caminhavam as duas a meio da rua para se dirigirem à Marechal Gomes Freire de Andrade. O local que os que conhecem Peniche bem o sabem, dispõe de passeios duplos e largos. Mas a senhora com a criança acharam por bem atalhar caminho pela parte exterior precisamente onde os carros circulam.
O automobilista apitou para alertar. A senhora respondeu com uns fdp e uns p--- que te p---- dignos do melhor carroceiro (sem com isto eu pretender ofender tão ilustre profissão).
Fiquei a saber várias coisas. Com a roupa que se compra em lojas de marca não são distribuídos livros de civismo. Que a roupa não faz o monge. Que não há desenvolvimento económico e social que substitua um mau começo se não houver vontade interior de melhorar.
Por último pensei naquela criança. Com uma mãe daquelas a educá-la, quando chegar à escola não vai haver condições de espécie nenhuma para lhe transmitir regras e princípios. Que os professores daquela criança se irão ver com um problema terrível nas mãos porque a solução já se perdeu. E fiquei a pensar no inêxito escolar da criança, nas provocações daquela mãe à escola, e nos que julgam ser fácil hoje a vida de professor.
Um dia destes ao fim da tarde ia eu com a minha mulher no Largo Bispo de Mariana, junto ao Arcadas, quando ouvi um carro apitar e um chorrilho de asneiras. Olhei e o que vi deixou-me estarrecido. Uma rapariga nova, extraordinariamente bem vestida levava pela mão uma criança que teria uns 5/6 anos também vestida com roupas de marca. Caminhavam as duas a meio da rua para se dirigirem à Marechal Gomes Freire de Andrade. O local que os que conhecem Peniche bem o sabem, dispõe de passeios duplos e largos. Mas a senhora com a criança acharam por bem atalhar caminho pela parte exterior precisamente onde os carros circulam.
O automobilista apitou para alertar. A senhora respondeu com uns fdp e uns p--- que te p---- dignos do melhor carroceiro (sem com isto eu pretender ofender tão ilustre profissão).
Fiquei a saber várias coisas. Com a roupa que se compra em lojas de marca não são distribuídos livros de civismo. Que a roupa não faz o monge. Que não há desenvolvimento económico e social que substitua um mau começo se não houver vontade interior de melhorar.
Por último pensei naquela criança. Com uma mãe daquelas a educá-la, quando chegar à escola não vai haver condições de espécie nenhuma para lhe transmitir regras e princípios. Que os professores daquela criança se irão ver com um problema terrível nas mãos porque a solução já se perdeu. E fiquei a pensar no inêxito escolar da criança, nas provocações daquela mãe à escola, e nos que julgam ser fácil hoje a vida de professor.
segunda-feira, janeiro 11, 2010
ANTÓNIO ALVES SEARA
Já aqui a ele me referi. Falei dele como amigo. Como Jornalista e como poeta. Pede-me agora um ex-aluno dele e meu (hoje também professor) que daqui faça eco de um Jantar de Confraternização (digo assim por não gostar muito de Jantares de Homenagem) que um grupo de ex-alunos vai organizar ao seu professor.
Também eu tive o privilégio de o conhecer como professor e com ele trabalhar nessa actividade. Era eu Presidente da Direcção da Associação e ele o responsável pelo Ensino Recorrente. Com ele participei em actividades de Formação com o objectivo de construirmos locais e grupos de interesse que motivassem adultos fora da escolaridade a aderirem a actividades complementares de Educação. Pude nesse tempo verificar o seu empenho, capacidade de interacção e criatividade no desenvolvimento das múltiplas áreas de motivação para que os que não tiveram oportunidade ou coragem em tempo útil para fazerem um percurso escolar normal, pudessem posteriormente fazer uma Formação em Educação que os tornasse melhores cidadãos e com novas competências nas suas actividades. O Seara era um Professor lúcido e empenhado que nunca virou as costas a novos desafios e a novas actividades por mais complexas que fossem. O seara tornou-se uma referência para todos e tornou-se um exemplo de dedicação para a CAE-Oeste com quem trabalhou durante vários anos.
Anunciar este encontro com ele é para mim uma honra e um motivo de orgulho:
JANTAR DE HOMENAGEM AO PROFESSOR ANTÓNIO ALVES SEARA
Por tanta luta, tanta dedicação e tanto sonho ...
O nosso profundo agradecimento, o nosso respeito e o nosso afecto ...
Um grupo de ex-alunos do Professor Seara vai promover um Jantar de Homenagem a este insigne Pedagogo no próximo dia 6 de Fevereiro, pelas 20.00 horas, no Restaurante “O Paraíso do Foz“ (Alto do Foz, EN 247, nº 92 - Peniche).
Esta merecida e singela homenagem está aberta a todos os seus ex-alunos (da Escola Primária, do Ensino Recorrente e Educação Extra-Escolar, do Externato Atlântico e do Ensino Comercial), ex-colegas de profissão e amigos, os quais gostaríamos de associar a este momento.
Todos os que desejarem associar-se a esta manifestação de amizade e reconhecimento deverão inscrever-se na “Escola Velha”, junto da Professora Ilda Lopes, ou no Restaurante “Paraíso do Foz” ou, ainda, através de qualquer um dos contactos abaixo indicados, impreterivelmente até ao dia 01 de Fevereiro de 2010.
O preço do Menu é de 22,00€/pessoa
Contactos para Informações:
António José Cação – 934 126 639
António José Romão – 966 343 577
Francisco Félix – 965 486 288
Francisco Domingos – 961 135 166
Joaquim Raul Farto – 961 116 099
Restaurante “Paraíso do Foz” – 262 709 490
Grupo de ex-alunos
Já aqui a ele me referi. Falei dele como amigo. Como Jornalista e como poeta. Pede-me agora um ex-aluno dele e meu (hoje também professor) que daqui faça eco de um Jantar de Confraternização (digo assim por não gostar muito de Jantares de Homenagem) que um grupo de ex-alunos vai organizar ao seu professor.
Também eu tive o privilégio de o conhecer como professor e com ele trabalhar nessa actividade. Era eu Presidente da Direcção da Associação e ele o responsável pelo Ensino Recorrente. Com ele participei em actividades de Formação com o objectivo de construirmos locais e grupos de interesse que motivassem adultos fora da escolaridade a aderirem a actividades complementares de Educação. Pude nesse tempo verificar o seu empenho, capacidade de interacção e criatividade no desenvolvimento das múltiplas áreas de motivação para que os que não tiveram oportunidade ou coragem em tempo útil para fazerem um percurso escolar normal, pudessem posteriormente fazer uma Formação em Educação que os tornasse melhores cidadãos e com novas competências nas suas actividades. O Seara era um Professor lúcido e empenhado que nunca virou as costas a novos desafios e a novas actividades por mais complexas que fossem. O seara tornou-se uma referência para todos e tornou-se um exemplo de dedicação para a CAE-Oeste com quem trabalhou durante vários anos.
Anunciar este encontro com ele é para mim uma honra e um motivo de orgulho:
JANTAR DE HOMENAGEM AO PROFESSOR ANTÓNIO ALVES SEARA
Por tanta luta, tanta dedicação e tanto sonho ...
O nosso profundo agradecimento, o nosso respeito e o nosso afecto ...
Um grupo de ex-alunos do Professor Seara vai promover um Jantar de Homenagem a este insigne Pedagogo no próximo dia 6 de Fevereiro, pelas 20.00 horas, no Restaurante “O Paraíso do Foz“ (Alto do Foz, EN 247, nº 92 - Peniche).
Esta merecida e singela homenagem está aberta a todos os seus ex-alunos (da Escola Primária, do Ensino Recorrente e Educação Extra-Escolar, do Externato Atlântico e do Ensino Comercial), ex-colegas de profissão e amigos, os quais gostaríamos de associar a este momento.
Todos os que desejarem associar-se a esta manifestação de amizade e reconhecimento deverão inscrever-se na “Escola Velha”, junto da Professora Ilda Lopes, ou no Restaurante “Paraíso do Foz” ou, ainda, através de qualquer um dos contactos abaixo indicados, impreterivelmente até ao dia 01 de Fevereiro de 2010.
O preço do Menu é de 22,00€/pessoa
Contactos para Informações:
António José Cação – 934 126 639
António José Romão – 966 343 577
Francisco Félix – 965 486 288
Francisco Domingos – 961 135 166
Joaquim Raul Farto – 961 116 099
Restaurante “Paraíso do Foz” – 262 709 490
Grupo de ex-alunos
sábado, janeiro 09, 2010
FLORES...
...para Isabel Alçada que pôs fim a uma guerra espúria e sem sentido dos professores contra o Ministério, em volta de uma avaliação que era inevitável. Até hoje nunca as estruturas sindicais apresentaram uma proposta de avaliação com princípio meio e fim, capaz de servir de suporte a exigências racionais e de dignidade para a profissão de professor. A minha mais profunda homenagem para Maria de Lurdes Rodrigues sem a qual não se teria chegado a lado nenhum e tudo continuaria na mesma sem qualquer credibilidade para os profissionais do ensino.
quinta-feira, janeiro 07, 2010
DIAS DE EMBARAÇO
Tenho os mesmos sentimentos com o dia a seguir ao Dia de Reis que os políticos têm no dia a seguir às eleições. Se ganham começam logo a tentar perceber o que hão-de fazer para perpetuar essa vitória. Se perdem idealizam os meios mais mirabolantes para assaltarem o poder perdido. Ou com guerrilhas institucionais, ou à bomba, ou assassinando física ou metaforicamente os candidatos vencedores.
De qualquer maneira os sentimentos serão consoante os casos, euforia, frustração, raiva, cansaço, vontade de recomeçar, desejo de descansar.
Assim é o meu dia a seguir aos Reis. Desmancho o Natal com tantos sentimentos contraditórios que nem sou capaz de os definir a todos. Durante um ano espero ansiosamente pelo conjunto de emoções que se abatem sobre mim. Este ano, em que ainda em Novembro decorei a casa, parece que tudo correu mais rápido. E já está no tempo de desmanchar todos os símbolos. Magoa-me não poder fazer permanecer as coisas que me comovem. E é mais um lugar comum estafado dizer que Natal é sempre que um homem quiser. É o tanas. São precisas muitas emoções. E todos os anos sou surpreendido com qualquer coisa que me faz temer pelo Natal que já vem aí a seguir.
É que ao contrário do que se possa pensar daqui a nada é o carnaval. Meia dúzia de dias passados temos a Páscoa. Mais meia dúzia de dias o verão. Considerando que 1º de Agosto 1º de Inverno, o Natal já está aí ao virar da esquina. Valha-nos isso.
Tenho os mesmos sentimentos com o dia a seguir ao Dia de Reis que os políticos têm no dia a seguir às eleições. Se ganham começam logo a tentar perceber o que hão-de fazer para perpetuar essa vitória. Se perdem idealizam os meios mais mirabolantes para assaltarem o poder perdido. Ou com guerrilhas institucionais, ou à bomba, ou assassinando física ou metaforicamente os candidatos vencedores.
De qualquer maneira os sentimentos serão consoante os casos, euforia, frustração, raiva, cansaço, vontade de recomeçar, desejo de descansar.
Assim é o meu dia a seguir aos Reis. Desmancho o Natal com tantos sentimentos contraditórios que nem sou capaz de os definir a todos. Durante um ano espero ansiosamente pelo conjunto de emoções que se abatem sobre mim. Este ano, em que ainda em Novembro decorei a casa, parece que tudo correu mais rápido. E já está no tempo de desmanchar todos os símbolos. Magoa-me não poder fazer permanecer as coisas que me comovem. E é mais um lugar comum estafado dizer que Natal é sempre que um homem quiser. É o tanas. São precisas muitas emoções. E todos os anos sou surpreendido com qualquer coisa que me faz temer pelo Natal que já vem aí a seguir.
É que ao contrário do que se possa pensar daqui a nada é o carnaval. Meia dúzia de dias passados temos a Páscoa. Mais meia dúzia de dias o verão. Considerando que 1º de Agosto 1º de Inverno, o Natal já está aí ao virar da esquina. Valha-nos isso.
segunda-feira, janeiro 04, 2010
NEGÓCIOS DE 2010
Ao que me dizem fontes geralmente bem informadas, acaba de concluir-se o “negócio” entre os Partidos Políticos que elegeram elementos para as Juntas de Freguesia de S. Pedro e Conceição.
Só falta a reunião final em que os eleitos confirmarão o que as cúpulas partidárias aprovaram. Os (poucos) eleitores que decidiram ir votar a 11 de Outubro de 2009, viram os eleitos comportarem-se imbecilmente e atingirem o corolário da imaginação doentia cozinhando um acordo absurdo que só satisfaz egoísmos e sedes de poder (?) pessoais.
A gente admira-se dos imbecilóides que tratam de nós na Assembleia da República serem parcos em imaginação e fartos em atitudes absurdas para a Governação do país. Vejam agora se estes “aprendizes de feiticeiros” que vão para as JF lá chegassem o que seria…
Ao que parece este dito-cujo “negócio” ou “acerto” ou as duas coisas serve para impedir uma coligação negativa na Assembleia Municipal, que impeça o regular funcionamento do executivo PCP. Assim se organiza a caldeirada das votações.
Como se tivesse alguma importância que a Assembleia Municipal votasse contra o que quer que fosse (no limite o Orçamento). Como se o PCP não tivesse a Escola toda que lhe permite transformar em Vitórias as derrotas mais estrondosas.
Então para que conste clarifiquemos a ALMA do negócio:
S. Pedro
No executivo da Junta PCP – 2 elementos
PSD – 1 elemento
Na Assembleia de Fregusia PS - Presidência
Conceição
No Executivo da Junta PCP – 2 elementos
PS - 1 elemento
Na Assembleia de Freguesia PSD – Presidência
Por mim, cada vez mais desconfio de eleições. Razão tem quem não vota. Não são estas “negociatas” que promovem a credibilidade dos eleitos locais, regionais ou nacionais. Isto não passa dum simulacro de democracia. O mandato do PCP na Câmara Municipal está a caminhar para o seu termo. SEM RETORNO. O que aparentemente parecia fácil está a tornar-se tremendamente difícil. É o que acontece sempre a quem se agarra ao poder a todo a custo, como se mais nada importasse.
Ao que me dizem fontes geralmente bem informadas, acaba de concluir-se o “negócio” entre os Partidos Políticos que elegeram elementos para as Juntas de Freguesia de S. Pedro e Conceição.
Só falta a reunião final em que os eleitos confirmarão o que as cúpulas partidárias aprovaram. Os (poucos) eleitores que decidiram ir votar a 11 de Outubro de 2009, viram os eleitos comportarem-se imbecilmente e atingirem o corolário da imaginação doentia cozinhando um acordo absurdo que só satisfaz egoísmos e sedes de poder (?) pessoais.
A gente admira-se dos imbecilóides que tratam de nós na Assembleia da República serem parcos em imaginação e fartos em atitudes absurdas para a Governação do país. Vejam agora se estes “aprendizes de feiticeiros” que vão para as JF lá chegassem o que seria…
Ao que parece este dito-cujo “negócio” ou “acerto” ou as duas coisas serve para impedir uma coligação negativa na Assembleia Municipal, que impeça o regular funcionamento do executivo PCP. Assim se organiza a caldeirada das votações.
Como se tivesse alguma importância que a Assembleia Municipal votasse contra o que quer que fosse (no limite o Orçamento). Como se o PCP não tivesse a Escola toda que lhe permite transformar em Vitórias as derrotas mais estrondosas.
Então para que conste clarifiquemos a ALMA do negócio:
S. Pedro
No executivo da Junta PCP – 2 elementos
PSD – 1 elemento
Na Assembleia de Fregusia PS - Presidência
Conceição
No Executivo da Junta PCP – 2 elementos
PS - 1 elemento
Na Assembleia de Freguesia PSD – Presidência
Por mim, cada vez mais desconfio de eleições. Razão tem quem não vota. Não são estas “negociatas” que promovem a credibilidade dos eleitos locais, regionais ou nacionais. Isto não passa dum simulacro de democracia. O mandato do PCP na Câmara Municipal está a caminhar para o seu termo. SEM RETORNO. O que aparentemente parecia fácil está a tornar-se tremendamente difícil. É o que acontece sempre a quem se agarra ao poder a todo a custo, como se mais nada importasse.
domingo, janeiro 03, 2010
EM ALTERNATIVA...
Um emigrante português nos States morre e vai para o céu. Quando chega Às portas do Paraiso encontra S. Pedro. Este, após consultar o seu livro de registos, diz:
- Hmmm. Já sei quem você é. Olhe, antes de entrar no Paraíso, e como você foi uma pessoa de bem em vida, eu vou-lhe conceder um desejo, qualquer coisa!
O Português pensa e diz:
- Bem, eu para mim não preciso de nada. Estou morto... Mas se pudesse fazer um jeito aos meus compatriotas lá em baixo nos States... Qualquer coisa. Olhe. Podia construir uma via-rápida para Portugal. Assim era mais fácil, para eles, visitar as famílias.
- Não pode ser. Então uma via rápida dos States para Portugal, atravessando todo aquele Atlântico? Não dá. Peça outra coisa que eu faça mas isso é impossível.
- Bem, já que também sou Sportinguista, podia fazer o Sporting ganhar o campeonato de futebol esta época?
- E quer a via-rápida com duas ou três faixas de rodagem?
Um emigrante português nos States morre e vai para o céu. Quando chega Às portas do Paraiso encontra S. Pedro. Este, após consultar o seu livro de registos, diz:
- Hmmm. Já sei quem você é. Olhe, antes de entrar no Paraíso, e como você foi uma pessoa de bem em vida, eu vou-lhe conceder um desejo, qualquer coisa!
O Português pensa e diz:
- Bem, eu para mim não preciso de nada. Estou morto... Mas se pudesse fazer um jeito aos meus compatriotas lá em baixo nos States... Qualquer coisa. Olhe. Podia construir uma via-rápida para Portugal. Assim era mais fácil, para eles, visitar as famílias.
- Não pode ser. Então uma via rápida dos States para Portugal, atravessando todo aquele Atlântico? Não dá. Peça outra coisa que eu faça mas isso é impossível.
- Bem, já que também sou Sportinguista, podia fazer o Sporting ganhar o campeonato de futebol esta época?
- E quer a via-rápida com duas ou três faixas de rodagem?
quinta-feira, dezembro 31, 2009
2009/2010
Aos que sofreram no decorrer deste ano,
desejo um 2010 pleno de Paz e de Felicidades.
Aos que desesperaram,
que o Novo Ano seja um mar de oportunidades.
Aos que acabam o ano de 2009 Felizes consigo próprios,
desejo que o próximo ano seja o continuar de ventura que merecem.
PS: Não tenho votos de Alegria para os hípócritas, para os vigaristas que fazem do desprezo pelos outros a sua senda de conquista. Já não tenho idade nem paciência para os aturar. Que se afundem no seu próprio vómito.
Aos que sofreram no decorrer deste ano,
desejo um 2010 pleno de Paz e de Felicidades.
Aos que desesperaram,
que o Novo Ano seja um mar de oportunidades.
Aos que acabam o ano de 2009 Felizes consigo próprios,
desejo que o próximo ano seja o continuar de ventura que merecem.
PS: Não tenho votos de Alegria para os hípócritas, para os vigaristas que fazem do desprezo pelos outros a sua senda de conquista. Já não tenho idade nem paciência para os aturar. Que se afundem no seu próprio vómito.
quarta-feira, dezembro 30, 2009
domingo, dezembro 27, 2009
CUMPRIMENTAR EM GRUPO, DÁ ENGANOS...
Dois alentejanos, zangados à muito tempo, passam um pelo outro num caminho.
Um deles leva um bovino à frente. Diz o outro:
- Atão vai passear o boi?
O outro, muito admirado:
- Mas que jêto, compadre? A gente nã se falava há tanto tempo! Mas isto nã é um boi. É uma vaquinha. O compadre enganou-se.
Responde o primeiro:
- Ê cá nã falê consigo. Foi com a vaca.
Dois alentejanos, zangados à muito tempo, passam um pelo outro num caminho.
Um deles leva um bovino à frente. Diz o outro:
- Atão vai passear o boi?
O outro, muito admirado:
- Mas que jêto, compadre? A gente nã se falava há tanto tempo! Mas isto nã é um boi. É uma vaquinha. O compadre enganou-se.
Responde o primeiro:
- Ê cá nã falê consigo. Foi com a vaca.
sábado, dezembro 26, 2009
quinta-feira, dezembro 24, 2009
terça-feira, dezembro 22, 2009
PRENDA DE NATAL
Trocamos prendas de Natal. Comum é a oferta de livros. Que uns gostam de oferecer e outros de ler. Ou que não uns e outros, mas que à falta de melhores ideias permite ultrapassar a dificuldade de não saber o que oferecer. A vós que passais os olhos por aqui ofereço-vos este texto de Fernando Pessoa. Curtinho. Mas que dói imenso dentro de nós porque passado quase um século continua tão actual. Na política e nos costumes. Na moral e na religião. No que somos não sendo. Neste Natal de 2009 atravessado por dificuldades que nos aproximam cada vez mais dos povos mais atrasados do mundo, precisamos de pensar no que nos espera se não formos capazes de sair deste atoleiro imenso.
A nossa crise provém, simplesmente, do excesso de civilização dos incivilizáveis. Esta frase, como todas as que envolvem uma contradição não envolve contradição nenhuma.
A excessividade – a aspiração desmedida porém lúcida, a ânsia indefinida tendendo constantemente para nunca se deixar definir – constitui o característico distintivo do povo português, o que lhe é essencial -, profundamente.
Entendamo-nos bem quanto a esta excessividade. Todos os povos são naturalmente excessivos nas qualidades que os distinguem; mas isso é, não porque sejam excessivos, mas porque têm essas qualidades distintivamente, acentuadamente, e por isso as têm frequentemente em excesso. A excessividade do português, é, porém, excessividade vazia, só excessividade, excessividade pura. O povo português não tem qualidades: tem só excessividade. O temperamento português é a falta de um temperamento; e, além disso, é excessivo. O português é plástico, amorfo, indefinido, incerto. Só tem de seu não ter nada de seu; além disso tem o excesso. O excesso de quê afinal? O excesso de nada, o puro excesso, o excesso de si próprio, da abstracção de ser.
Todo o ibérico é, em verdade, essencialmente excessivo; porém o espanhol é-o exteriormente, na expressão apenas (de onde a sua exageração notável), o português é-o, sobretudo, interiormente. Exageramos menos nas palavras que o espanhol típico; é nos sentimentos que somos tipicamente desmedidos.
Qual é a causa deste temperamento? Não sei. O não saber a causa real de nada é um dos encantos da ciência. Porventura a nossa situação ao mesmo tempo absolutamente meridional e absolutamente atlântica, o nosso sudoestismo absoluto, o explicaria. Se a explicação não é esta, é sem dúvida qualquer outra.
Sendo assim organicamente excessivos e desmedidos, resulta que, estando à vontade só no excessivo, só no excessivo, onde os outros se desequilibram, atingimos o equilíbrio. O que é excessivo, nas suas manifestações? O universal, que transcende todas as diferenças; o sintético, que funde todas as coisas, para a todas possuir; o ilimitado que tem dentro de si o alimento perpétuo da sua perpetua ânsia. O português é por temperamento anti-tradicionalista, anti-português. O português é absolutamente antagónico, como aliás, todo o ibérico, ao espírito latino, pertença exclusiva da Itália e da França, e que dos Pirenéus para cá não tem razão de ser. É uma das tristes ironias do destino, sempre irónico, porque a Providência é imoral, que tenha estado enfeudado ao catolicismo.
Trocamos prendas de Natal. Comum é a oferta de livros. Que uns gostam de oferecer e outros de ler. Ou que não uns e outros, mas que à falta de melhores ideias permite ultrapassar a dificuldade de não saber o que oferecer. A vós que passais os olhos por aqui ofereço-vos este texto de Fernando Pessoa. Curtinho. Mas que dói imenso dentro de nós porque passado quase um século continua tão actual. Na política e nos costumes. Na moral e na religião. No que somos não sendo. Neste Natal de 2009 atravessado por dificuldades que nos aproximam cada vez mais dos povos mais atrasados do mundo, precisamos de pensar no que nos espera se não formos capazes de sair deste atoleiro imenso.
A nossa crise provém, simplesmente, do excesso de civilização dos incivilizáveis. Esta frase, como todas as que envolvem uma contradição não envolve contradição nenhuma.
A excessividade – a aspiração desmedida porém lúcida, a ânsia indefinida tendendo constantemente para nunca se deixar definir – constitui o característico distintivo do povo português, o que lhe é essencial -, profundamente.
Entendamo-nos bem quanto a esta excessividade. Todos os povos são naturalmente excessivos nas qualidades que os distinguem; mas isso é, não porque sejam excessivos, mas porque têm essas qualidades distintivamente, acentuadamente, e por isso as têm frequentemente em excesso. A excessividade do português, é, porém, excessividade vazia, só excessividade, excessividade pura. O povo português não tem qualidades: tem só excessividade. O temperamento português é a falta de um temperamento; e, além disso, é excessivo. O português é plástico, amorfo, indefinido, incerto. Só tem de seu não ter nada de seu; além disso tem o excesso. O excesso de quê afinal? O excesso de nada, o puro excesso, o excesso de si próprio, da abstracção de ser.
Todo o ibérico é, em verdade, essencialmente excessivo; porém o espanhol é-o exteriormente, na expressão apenas (de onde a sua exageração notável), o português é-o, sobretudo, interiormente. Exageramos menos nas palavras que o espanhol típico; é nos sentimentos que somos tipicamente desmedidos.
Qual é a causa deste temperamento? Não sei. O não saber a causa real de nada é um dos encantos da ciência. Porventura a nossa situação ao mesmo tempo absolutamente meridional e absolutamente atlântica, o nosso sudoestismo absoluto, o explicaria. Se a explicação não é esta, é sem dúvida qualquer outra.
Sendo assim organicamente excessivos e desmedidos, resulta que, estando à vontade só no excessivo, só no excessivo, onde os outros se desequilibram, atingimos o equilíbrio. O que é excessivo, nas suas manifestações? O universal, que transcende todas as diferenças; o sintético, que funde todas as coisas, para a todas possuir; o ilimitado que tem dentro de si o alimento perpétuo da sua perpetua ânsia. O português é por temperamento anti-tradicionalista, anti-português. O português é absolutamente antagónico, como aliás, todo o ibérico, ao espírito latino, pertença exclusiva da Itália e da França, e que dos Pirenéus para cá não tem razão de ser. É uma das tristes ironias do destino, sempre irónico, porque a Providência é imoral, que tenha estado enfeudado ao catolicismo.
segunda-feira, dezembro 21, 2009
domingo, dezembro 20, 2009
O ÚLTIMO A RIR...
Amit era um alto funcionário na corte do Rei Akbar. Ele, havia há tempo, nutria um desejo de chupar os voluptuosos seios da rainha atá se fartar.Todas as vezes que tentou, porem, saiu-se mal. Um dia ele revelou o seu desejo a Birbal, principal conselheiro do rei, e pediu que ele fizesse algo para ajudá-lo.
Birbal, depois de muito pensar, concordou, sob a condição de Amit lhe pagar mil moedas de ouro. Amit fez o acordo.
No dia seguinte Birbal preparou um liquido que causava comichões e derramou no soutien da rainha que o deixara fora enquanto tomava banho.
Logo a coceira comecou e aumentou de intensidade, deixando, o rei preocupado.Estavam a ser feitas consultas a médicos, quando Birbal disse que apenas uma saliva especial, se aplicada por quatro horas, curaria o mal. Birbal também disse que essa saliva só poderia ser encontrada na boca de Amit.
O Rei Akbar chamou Amit, que pelas quatro horas seguintes, chupou violentamente os seios da rainha. Lambendo, mordendo, apertando e passando a mão, ele fez o que sempre desejou.
Satisfeito, ele encontrou-se com Birbal. Como a missão deste já fora cumprida e o seu libido estava satisfeito, ele recusou-se a pagar ao conselheiro e ainda o escorraçou. Amit sabia que, naturalmente, Birbal nunca poderia contar o facto ao rei.
Mas Amit havia subestimado Birbal.
No outro dia, por vingança, ele colocou o mesmo liquido na cueca do rei, que imediatamente mandou chamar Amit...
Amit era um alto funcionário na corte do Rei Akbar. Ele, havia há tempo, nutria um desejo de chupar os voluptuosos seios da rainha atá se fartar.Todas as vezes que tentou, porem, saiu-se mal. Um dia ele revelou o seu desejo a Birbal, principal conselheiro do rei, e pediu que ele fizesse algo para ajudá-lo.
Birbal, depois de muito pensar, concordou, sob a condição de Amit lhe pagar mil moedas de ouro. Amit fez o acordo.
No dia seguinte Birbal preparou um liquido que causava comichões e derramou no soutien da rainha que o deixara fora enquanto tomava banho.
Logo a coceira comecou e aumentou de intensidade, deixando, o rei preocupado.Estavam a ser feitas consultas a médicos, quando Birbal disse que apenas uma saliva especial, se aplicada por quatro horas, curaria o mal. Birbal também disse que essa saliva só poderia ser encontrada na boca de Amit.
O Rei Akbar chamou Amit, que pelas quatro horas seguintes, chupou violentamente os seios da rainha. Lambendo, mordendo, apertando e passando a mão, ele fez o que sempre desejou.
Satisfeito, ele encontrou-se com Birbal. Como a missão deste já fora cumprida e o seu libido estava satisfeito, ele recusou-se a pagar ao conselheiro e ainda o escorraçou. Amit sabia que, naturalmente, Birbal nunca poderia contar o facto ao rei.
Mas Amit havia subestimado Birbal.
No outro dia, por vingança, ele colocou o mesmo liquido na cueca do rei, que imediatamente mandou chamar Amit...
sábado, dezembro 19, 2009
sexta-feira, dezembro 18, 2009
Espermatograma...
Um velhinho tinha que fazer espermatograma. Foi a farmácia e comprou um frasco... Chegando a casa, foi ao banheiro e tentou com a mão direita, tentou com a esquerda e ate com as duas... e nada! Então, chamou a sua mulher. Ela tentou com a mão direita, tentou com a esquerda, com as duas e até com a boca e...também não conseguiu nada. Sem qualquer resultado, chamou a filha que tinha 18 anos, era a menina mais encantadora do bairro. E, mais uma vez, repetiram-se as tentativas... uma mão, outra, as duas boquinha mas...e não conseguiu. Não vendo outra opção, ela chamou a vizinha.Esta, querendo ajudar, mesmo bastante constrangida, tentou com a mão direita, com a esquerda, com as duas mãos e, muito sem graça, pediu licença e tentou com a boca, mas não houve qualquer alteração! O velhote triste, de cabeça baixa, voltou à farmácia e devolveu o frasco dizendo:
"- Ninguém lá em casa conseguiu abrir esse frasco!"
Um velhinho tinha que fazer espermatograma. Foi a farmácia e comprou um frasco... Chegando a casa, foi ao banheiro e tentou com a mão direita, tentou com a esquerda e ate com as duas... e nada! Então, chamou a sua mulher. Ela tentou com a mão direita, tentou com a esquerda, com as duas e até com a boca e...também não conseguiu nada. Sem qualquer resultado, chamou a filha que tinha 18 anos, era a menina mais encantadora do bairro. E, mais uma vez, repetiram-se as tentativas... uma mão, outra, as duas boquinha mas...e não conseguiu. Não vendo outra opção, ela chamou a vizinha.Esta, querendo ajudar, mesmo bastante constrangida, tentou com a mão direita, com a esquerda, com as duas mãos e, muito sem graça, pediu licença e tentou com a boca, mas não houve qualquer alteração! O velhote triste, de cabeça baixa, voltou à farmácia e devolveu o frasco dizendo:
"- Ninguém lá em casa conseguiu abrir esse frasco!"
quinta-feira, dezembro 17, 2009
terça-feira, dezembro 15, 2009
NATAL DE CONSUMO
Pé ante pé o Pai Natal foi-se insinuando. Devagarinho. Lentamente. Até que ocupou as 1ªs páginas dos jornais, revistas e televisões. Ocupou o imaginário das crianças. Com alguma razão convenhamos. Sou ainda do tempo em que Deus e Cristo eram figuras com que nos ameaçavam em crianças, para nos atribuírem o fogo eterno do Inferno.
Ora nenhuma criança “curte” arder eternamente. O Pai Natal gosta que nos portemos bem, mas se não portarmos não nos ameaça com castigos intemporais. O mais que pode acontecer é falhar com algumas prendas. As crianças gostam dele. E os pais das crianças também. Ele serve como desculpa se o emprego falhar e não houver dinheiro para comprar brinquedos.
O Menino Jesus só tem alguma gracinha até chegarem os Reis Magos. A partir daí é uma galopada até acabar morto numa cruz passados poucos meses de ter nascido. E isto não tem graça nenhuma para uma criança. Por outro lado o Pai Natal nunca morre. Acabada a distribuição de presentes vai outra vez para a Lapónia trabalhar com o Gepeto para a Fábrica de Brinquedos, até ao Natal seguinte. O Pai Natal gosta de crianças. Ri-se para elas. Senta-as ao colo e tira fotografias com elas.
E foi assim que o Natal Cristão foi perdendo lugar para o Natal Pagão. E agora trataram de contratar experts em Marketing para dar a volta ao assunto. Consumismo combate-se com consumismos descobriram eles. Vai daí tiraram umas fotografias ao menino Jesus na sua melhor fase. Isto é com ele muito pequenino e com um pezinho no ar.
Depois espetaram a foto nuns panos vermelhos (cor da roupa do Pai Natal) e lançaram a ideia iluminada de sugerir aos frequentadores consumistas da cristandade para exporem as bandeiras assim conseguidas nas janelas e varandas das suas casas. O princípio Teológico subjacente é avisar que ali reside um cristão. O princípio prático é atacar o Pai Natal onde lhe dói mais. Na sua imagem.
Como se ser cristão se anunciasse com cartazes. Como se ser cristão não fosse uma prática de vida. Entretanto os fariseus oferecem as imagens em prata de Cristo na Cruz, dos Presépio e de Maria. Como se as imagens em metais preciosos não tivessem sido destruídas por Moisés.
Em minha casa o parricídio está proibido. Não se mata o Pai Natal. E o Menino Jesus é um bebé simpático que faz parte dos ícones da casa durante todo o ano.
Pé ante pé o Pai Natal foi-se insinuando. Devagarinho. Lentamente. Até que ocupou as 1ªs páginas dos jornais, revistas e televisões. Ocupou o imaginário das crianças. Com alguma razão convenhamos. Sou ainda do tempo em que Deus e Cristo eram figuras com que nos ameaçavam em crianças, para nos atribuírem o fogo eterno do Inferno.
Ora nenhuma criança “curte” arder eternamente. O Pai Natal gosta que nos portemos bem, mas se não portarmos não nos ameaça com castigos intemporais. O mais que pode acontecer é falhar com algumas prendas. As crianças gostam dele. E os pais das crianças também. Ele serve como desculpa se o emprego falhar e não houver dinheiro para comprar brinquedos.
O Menino Jesus só tem alguma gracinha até chegarem os Reis Magos. A partir daí é uma galopada até acabar morto numa cruz passados poucos meses de ter nascido. E isto não tem graça nenhuma para uma criança. Por outro lado o Pai Natal nunca morre. Acabada a distribuição de presentes vai outra vez para a Lapónia trabalhar com o Gepeto para a Fábrica de Brinquedos, até ao Natal seguinte. O Pai Natal gosta de crianças. Ri-se para elas. Senta-as ao colo e tira fotografias com elas.E foi assim que o Natal Cristão foi perdendo lugar para o Natal Pagão. E agora trataram de contratar experts em Marketing para dar a volta ao assunto. Consumismo combate-se com consumismos descobriram eles. Vai daí tiraram umas fotografias ao menino Jesus na sua melhor fase. Isto é com ele muito pequenino e com um pezinho no ar.
Depois espetaram a foto nuns panos vermelhos (cor da roupa do Pai Natal) e lançaram a ideia iluminada de sugerir aos frequentadores consumistas da cristandade para exporem as bandeiras assim conseguidas nas janelas e varandas das suas casas. O princípio Teológico subjacente é avisar que ali reside um cristão. O princípio prático é atacar o Pai Natal onde lhe dói mais. Na sua imagem.Como se ser cristão se anunciasse com cartazes. Como se ser cristão não fosse uma prática de vida. Entretanto os fariseus oferecem as imagens em prata de Cristo na Cruz, dos Presépio e de Maria. Como se as imagens em metais preciosos não tivessem sido destruídas por Moisés.
Em minha casa o parricídio está proibido. Não se mata o Pai Natal. E o Menino Jesus é um bebé simpático que faz parte dos ícones da casa durante todo o ano.
domingo, dezembro 13, 2009
PENICHE, CAPITAL DA ONDA?
- Toma lá concorrência...
http://waves.terra.com.br/surf/noticia/a-furia-de-nazare-/39368
- Toma lá concorrência...
http://waves.terra.com.br/surf/noticia/a-furia-de-nazare-/39368
quinta-feira, dezembro 10, 2009
RENDIMENTO SOCIAL DE INSERÇÃO
Há cerca de 2000 anos atrás, surgiu na Judeia um homem que se dizia filho de Deus. Afirmava-se o continuador da obra de Moisés. Trazia o Decálogo na ponta da língua, e um poder de persuasão que arrastava consigo pessoas de todas as classes sociais da época, mas sobretudo os pobres, os doentes, os maltratados, os loucos.
Esse que se dizia filho de deus, convencia com a sua capacidade adquirida nas escolas fechadas da época todos os que aspiravam a um reino que poderia ser iniciado por ele, mas que rapidamente haveria de ser transmitido aos que melhor estivessem preparados para o gerirem.
Surge então uma questão de poder que começa a debilitar por dentro o próprio iniciador do movimento. O homem nunca tinha trabalhado, vivia das esmolas que para ele eram angariadas. Para além de falar não fazia mais nada. Mas não foi por fome que morreu. Nem por apanhar frio por dormir na rua. Nem por qualquer outra doença dizimadora da época.
Dormia em casa de uns e outros e comia onde lhe apetecia. Fazia-se convidado. Tanto fazia que fosse casamento como se fosse funeral.
Com o devido respeito, este homem como que vivia num acampamento de ciganos. Os seus companheiros eram uma seita. Comiam e dormiam onde calhava. Não trabalhavam. Falavam…falavam…falavam…Não pagavam impostos. Recebiam apoios que os que neles acreditavam lhes iam fazendo chegar. Depois da morte do seu chefe, espalharam-se pelos quatro cantos do mundo dando fé daquela forma de vida. Passados muitos anos passam o tempo a pedir perdão dos erros cometidos anteriormente e continuam a viver do que os seguidores lhes vão fazendo chegar à mão.
Se o Homem que lançou este sentido de uma nova forma de se ser religioso vivesse hoje, não tenho a mínima dúvida de que receberia o Rendimento Social de Inserção. O Judas haveria de tratar da papelada. E que residiria num acampamento de ciganos ou Bairro do Aleixo. Também tenho a certeza de que os políticos “popularuchos” da nossa praça o haveriam de querer por a trabalhar. E que os jornais mais lidos do país haveriam de dizer que um “trapaceiro” andava a enganar as pessoas alegando que as curava. E que a Ordem dos Médicos chamaria a isso “A Grande Vigarice”.
Facilmente a multidão o mandaria prender e libertar o Vale de Azevedo ou o Oliveira e Costa. E fico-me por aqui.
Há cerca de 2000 anos atrás, surgiu na Judeia um homem que se dizia filho de Deus. Afirmava-se o continuador da obra de Moisés. Trazia o Decálogo na ponta da língua, e um poder de persuasão que arrastava consigo pessoas de todas as classes sociais da época, mas sobretudo os pobres, os doentes, os maltratados, os loucos.Esse que se dizia filho de deus, convencia com a sua capacidade adquirida nas escolas fechadas da época todos os que aspiravam a um reino que poderia ser iniciado por ele, mas que rapidamente haveria de ser transmitido aos que melhor estivessem preparados para o gerirem.
Surge então uma questão de poder que começa a debilitar por dentro o próprio iniciador do movimento. O homem nunca tinha trabalhado, vivia das esmolas que para ele eram angariadas. Para além de falar não fazia mais nada. Mas não foi por fome que morreu. Nem por apanhar frio por dormir na rua. Nem por qualquer outra doença dizimadora da época.
Dormia em casa de uns e outros e comia onde lhe apetecia. Fazia-se convidado. Tanto fazia que fosse casamento como se fosse funeral.
Com o devido respeito, este homem como que vivia num acampamento de ciganos. Os seus companheiros eram uma seita. Comiam e dormiam onde calhava. Não trabalhavam. Falavam…falavam…falavam…Não pagavam impostos. Recebiam apoios que os que neles acreditavam lhes iam fazendo chegar. Depois da morte do seu chefe, espalharam-se pelos quatro cantos do mundo dando fé daquela forma de vida. Passados muitos anos passam o tempo a pedir perdão dos erros cometidos anteriormente e continuam a viver do que os seguidores lhes vão fazendo chegar à mão.
Se o Homem que lançou este sentido de uma nova forma de se ser religioso vivesse hoje, não tenho a mínima dúvida de que receberia o Rendimento Social de Inserção. O Judas haveria de tratar da papelada. E que residiria num acampamento de ciganos ou Bairro do Aleixo. Também tenho a certeza de que os políticos “popularuchos” da nossa praça o haveriam de querer por a trabalhar. E que os jornais mais lidos do país haveriam de dizer que um “trapaceiro” andava a enganar as pessoas alegando que as curava. E que a Ordem dos Médicos chamaria a isso “A Grande Vigarice”.Facilmente a multidão o mandaria prender e libertar o Vale de Azevedo ou o Oliveira e Costa. E fico-me por aqui.
quarta-feira, dezembro 09, 2009
Nª SRA DA CONCEIÇÃO
A gente vê e não acredita. A santinha este ano não teve direito a ruas engalanadas. Umas escassas plantas espalhadas no percurso não disfarçaram o incómodo e o indisfarçável mal-estar com que lá foi deambulando pelas ruas da cidade velha.
Tendo aqui sido nado e criado não posso deixar de manifestar a minha surpresa por ver que as digestões mal feitas e a azia, também atingiu a coitadinha da santa.
Entretanto foi vê-los armados em santos com ar pungente desfilando. Fico a pensar que as Bem-Aventuranças são um sinal dos Céus ao olhar para o Daniel e pensar que ele é o mais puro de entre todos nós.
Façam o que tiverem a fazer mas resolvam este imbróglio que já começa a cheirar mal e que agora se estende até onde nunca foi imaginável.
A gente vê e não acredita. A santinha este ano não teve direito a ruas engalanadas. Umas escassas plantas espalhadas no percurso não disfarçaram o incómodo e o indisfarçável mal-estar com que lá foi deambulando pelas ruas da cidade velha.
Tendo aqui sido nado e criado não posso deixar de manifestar a minha surpresa por ver que as digestões mal feitas e a azia, também atingiu a coitadinha da santa.
Entretanto foi vê-los armados em santos com ar pungente desfilando. Fico a pensar que as Bem-Aventuranças são um sinal dos Céus ao olhar para o Daniel e pensar que ele é o mais puro de entre todos nós.
Façam o que tiverem a fazer mas resolvam este imbróglio que já começa a cheirar mal e que agora se estende até onde nunca foi imaginável.
terça-feira, dezembro 08, 2009
CONSELHOS:
- Nunca bata num homem com óculos. Use as mãos, é mais eficiente.
- Beba moderadamente, mesmo que em grandes quantidades.
- Não funcionou da primeira vez? Desista de saltar de pára-quedas.
- Não se ache horrível pela manha. Acorde ao meio-dia.
- Nunca se deve bater num homem caído, a não ser que se tenha certeza que ele já não se levantará.
- Evite uma vida sedentária. Beba água.
- Evite acidentes. Faça de propósito.
- Não roube, a DGCI detesta concorrência.
- Se não pode vencer o inimigo, corra.
- Nunca bata num homem com óculos. Use as mãos, é mais eficiente.
- Beba moderadamente, mesmo que em grandes quantidades.
- Não funcionou da primeira vez? Desista de saltar de pára-quedas.
- Não se ache horrível pela manha. Acorde ao meio-dia.
- Nunca se deve bater num homem caído, a não ser que se tenha certeza que ele já não se levantará.
- Evite uma vida sedentária. Beba água.
- Evite acidentes. Faça de propósito.
- Não roube, a DGCI detesta concorrência.
- Se não pode vencer o inimigo, corra.
sábado, dezembro 05, 2009
mais olhos que barriga
O leão anunciava pelo altifalante:
- "Animais da Selva...Estão todos convidados para a festa real a realizar na próxima semana...
"O sapo interrompe-o:
- "E gajas?Há gajas?
- "Xiuuuu -Grita o leão e continua:
- "É tudo á borlaaaa..."
Torna o sapo
- " E gajas?Há gajas?"
Torna o sapo
- " E gajas?Há gajas?"
O leão já farto diz:
- "Olhem, aquela coisa verde com os olhos esbugalhados não vai, está proibido!"
Vira-se o sapo:
- "Que se lixe o crocodilo, eu quero é gajas!!!!!!!!!!

sexta-feira, dezembro 04, 2009
SÓCRATES MUDA DE CUECAS
Tenho vergonha do estado a que chegou o meu país. O País de Pessoa e de Camões. O País de Navegadores e de aventureiros intrépidos que conquistaram com as suas capacidades inscrever o nome na nossa história. O País de Siza e de Paula Rego. O País de Dâmaso e de Maria João Pires.
Um País em que a notícia é a coscuvilhice desbragada, mesmo que existam conteúdos menos claros na sua génese.
Um País em que os Juízes formam sindicatos quais estivadores em perigo de serem maltratados pelos patrões, como se não lhes bastassem os privilégios que desfrutam acima de qualquer cidadão comum.
Um País em que por isso mesmo a Justiça deixou de ser credível e em que os seus principais representantes se comportam como “gajinhos” a quem roubaram a bola de trapos.
Notícia de topo de jornais e Televisões é que o primeiro-ministro mudou de telemóvel, como se isso fosse um crime de lesa-pátria. O primeiro-ministro não é um criminoso que esteja sob escuta. A credibilidade de um regime mede-se pela dignidade com que são tratados as figuras mais representativas.
O primeiro-ministro tem o direito de mudar de telemóvel, de cuecas e de preservativo depois de usado. Eu estou-me “borrifando” para aquilo que o primeiro-ministro decide deixar de usar e passar a usar de novo. Eu quero é que ele governe bem. E aqui para nós que ninguém nos ouve eu também não gosto de quem não gosta de mim. Seja ou não da minha família.
Que jornais e jornalistas de merda anda a gente a pagar…
Tenho vergonha do estado a que chegou o meu país. O País de Pessoa e de Camões. O País de Navegadores e de aventureiros intrépidos que conquistaram com as suas capacidades inscrever o nome na nossa história. O País de Siza e de Paula Rego. O País de Dâmaso e de Maria João Pires.
Um País em que a notícia é a coscuvilhice desbragada, mesmo que existam conteúdos menos claros na sua génese.
Um País em que os Juízes formam sindicatos quais estivadores em perigo de serem maltratados pelos patrões, como se não lhes bastassem os privilégios que desfrutam acima de qualquer cidadão comum.
Um País em que por isso mesmo a Justiça deixou de ser credível e em que os seus principais representantes se comportam como “gajinhos” a quem roubaram a bola de trapos.
Notícia de topo de jornais e Televisões é que o primeiro-ministro mudou de telemóvel, como se isso fosse um crime de lesa-pátria. O primeiro-ministro não é um criminoso que esteja sob escuta. A credibilidade de um regime mede-se pela dignidade com que são tratados as figuras mais representativas.
O primeiro-ministro tem o direito de mudar de telemóvel, de cuecas e de preservativo depois de usado. Eu estou-me “borrifando” para aquilo que o primeiro-ministro decide deixar de usar e passar a usar de novo. Eu quero é que ele governe bem. E aqui para nós que ninguém nos ouve eu também não gosto de quem não gosta de mim. Seja ou não da minha família.
Que jornais e jornalistas de merda anda a gente a pagar…
quarta-feira, dezembro 02, 2009
“O SOL SÃO AS CORES MAIS BONITAS QUE HÁ”
Em 8 de Dezembro de 1975 embarquei num voo TAP para a República da Guiné-Bissau como professor cooperante. Durante 2 anos ali me mantive trabalhando na Escola Secundária de Brá (antigo quartel dos comandos) e posteriormente no Liceu Nacional Kwame N’ Krumah em Bissau. Estes dois anos terão de ser objecto das minhas crónicas posteriormente.
O que importa é que deixei 2 procurações em Portugal. Uma conferindo plenos poderes a meu pai para tratar o que fosse necessário e, uma outra, à minha amiga Juju para poder tratar dos meus assuntos a nível do Ministério da Educação. Assim é que em 1977 concorri a estágio profissional de Trabalhos Manuais e fui colocado em Coimbra.
Se é verdade que a cidade não me atraiu já a minha actividade numa área em que nunca tinha desempenhado qualquer actividade foi profundamente motivante.
Em três anos eu tinha passado dum período de lutas fratricidas em Portugal, para um período de dois anos numa ex-colónia à procura do seu espaço próprio, para vir a desembocar numa panóplia de situações multiculturais, com dinâmica extremamente motivadora nos exercícios de desenvolvimento pedagógico-didácticos que o estágio me proporcionava naquela escola, naquela cidade, com colegas de grupo com saberes incomparavelmente superiores aos meus e com orientadores de estágio tão exigentes e tão competentes.
Quando nos desafiaram a procurarmos um tema que fosse aglutinador de todos aqueles parâmetros de aprendizagem, eu relembrando todo o meu percurso no ensino e das etapas culturais e cívicas por onde nos últimos anos tinha deambulado, escolhi o título da minha crónica de hoje.
Claro que linguisticamente a frase encerra incorrecções. Claro que tive que defender perante os orientadores de estágio tais incorrecções. Na altura recordo que quem mais me apoiou foi uma professora/orientadora de Português que posteriormente vim a saber acabou por se doutorar e a leccionar linguística na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.
Ainda hoje sinto esta frase com o mesmo sabor com que entrei pela primeira vez como professor numa sala de aula. Ou sinto-a nas matas da Guiné num fim de tarde de cavaqueira com amigos Guineenses com quem trabalhava. Ou aquela turma de Alcobaça que me fez sentir pessoa nos laços de amizade que ainda hoje perduram.
O sol são. É tudo o que se pode esperar de uma vida vivida em pleno. Escolhendo a Guiné-Bissau quando outros emigravam para as Américas. As cores mais bonitas que há. E que moram no prazer de escrever. E de ler. E de ouvir música. E de tentar compreender para além do que está exactamente escrito. Estou em paz comigo. Com as minhas opiniões e com as minhas opções. Mesmo que sejam mal compreendidas.
Em 8 de Dezembro de 1975 embarquei num voo TAP para a República da Guiné-Bissau como professor cooperante. Durante 2 anos ali me mantive trabalhando na Escola Secundária de Brá (antigo quartel dos comandos) e posteriormente no Liceu Nacional Kwame N’ Krumah em Bissau. Estes dois anos terão de ser objecto das minhas crónicas posteriormente.
O que importa é que deixei 2 procurações em Portugal. Uma conferindo plenos poderes a meu pai para tratar o que fosse necessário e, uma outra, à minha amiga Juju para poder tratar dos meus assuntos a nível do Ministério da Educação. Assim é que em 1977 concorri a estágio profissional de Trabalhos Manuais e fui colocado em Coimbra.
Se é verdade que a cidade não me atraiu já a minha actividade numa área em que nunca tinha desempenhado qualquer actividade foi profundamente motivante.
Em três anos eu tinha passado dum período de lutas fratricidas em Portugal, para um período de dois anos numa ex-colónia à procura do seu espaço próprio, para vir a desembocar numa panóplia de situações multiculturais, com dinâmica extremamente motivadora nos exercícios de desenvolvimento pedagógico-didácticos que o estágio me proporcionava naquela escola, naquela cidade, com colegas de grupo com saberes incomparavelmente superiores aos meus e com orientadores de estágio tão exigentes e tão competentes.
Quando nos desafiaram a procurarmos um tema que fosse aglutinador de todos aqueles parâmetros de aprendizagem, eu relembrando todo o meu percurso no ensino e das etapas culturais e cívicas por onde nos últimos anos tinha deambulado, escolhi o título da minha crónica de hoje.
Claro que linguisticamente a frase encerra incorrecções. Claro que tive que defender perante os orientadores de estágio tais incorrecções. Na altura recordo que quem mais me apoiou foi uma professora/orientadora de Português que posteriormente vim a saber acabou por se doutorar e a leccionar linguística na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.
Ainda hoje sinto esta frase com o mesmo sabor com que entrei pela primeira vez como professor numa sala de aula. Ou sinto-a nas matas da Guiné num fim de tarde de cavaqueira com amigos Guineenses com quem trabalhava. Ou aquela turma de Alcobaça que me fez sentir pessoa nos laços de amizade que ainda hoje perduram.
O sol são. É tudo o que se pode esperar de uma vida vivida em pleno. Escolhendo a Guiné-Bissau quando outros emigravam para as Américas. As cores mais bonitas que há. E que moram no prazer de escrever. E de ler. E de ouvir música. E de tentar compreender para além do que está exactamente escrito. Estou em paz comigo. Com as minhas opiniões e com as minhas opções. Mesmo que sejam mal compreendidas.
terça-feira, dezembro 01, 2009
1 DE DEZEMBRO
- Faz anos (369) que um golpe palaciano nos condenou a sermos portugueses. Miguel de Vasconcelos: -Volta! Estás perdoado.
- Faz anos que o meu pai alinha numa manifestação convocada pela controversa Vera Lagoa, em prol de um ideário nacionalista bacoco e ultra conservador. No decorrer dessa manifestação sofre um enfarte de miocárdio que o havia de matar passado algum tempo.
- Dia Mundial da Luta contra a doença que só atinge os outros: o HIV/SIDA
- Entra em vigor (hoje - 2009) o designado Tratado de Lisboa que o 1º Ministro Sócrates com o apoio das elites do PS, nos impediu de referendar. Enquanto este cavalheiro continuar à frente dos destinos de Portugal, nunca mais votarei PS. Nem nos outros Partidos da treta a que estamos condenados.
- Concluí a instalação dos temas de Natal em minha casa. Que os simbolos nos permitam a paz de espirito que de outra forma é dificil de atingir.
- Faz anos (369) que um golpe palaciano nos condenou a sermos portugueses. Miguel de Vasconcelos: -Volta! Estás perdoado.- Faz anos que o meu pai alinha numa manifestação convocada pela controversa Vera Lagoa, em prol de um ideário nacionalista bacoco e ultra conservador. No decorrer dessa manifestação sofre um enfarte de miocárdio que o havia de matar passado algum tempo.
- Dia Mundial da Luta contra a doença que só atinge os outros: o HIV/SIDA
- Entra em vigor (hoje - 2009) o designado Tratado de Lisboa que o 1º Ministro Sócrates com o apoio das elites do PS, nos impediu de referendar. Enquanto este cavalheiro continuar à frente dos destinos de Portugal, nunca mais votarei PS. Nem nos outros Partidos da treta a que estamos condenados.
- Concluí a instalação dos temas de Natal em minha casa. Que os simbolos nos permitam a paz de espirito que de outra forma é dificil de atingir.
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