domingo, maio 29, 2011

SACOS DE EMBALAGENS

















sábado, maio 28, 2011

Solar City Tower - A Torre das Olimpíadas de 2016 - Rio de Janeiro
O desafio passou por conceber uma estrutura vertical localizada na ilha de Cotonduba que, além de ter a função de torre de observação, se torne num símbolo de boas-vindas para quem chegar ao Rio de Janeiro por via aérea ou marítima, uma vez que esta será a cidade anfitriã dos Jogos Olímpicos de 2016.


Projectada pelo gabinete RAFAA, sedeado em Zurique, na Suíça, e denominada «Solar City Tower», esta estrutura foi escolhida como a resposta adequada à proposta inicial e tem a potencialidade de gerar energia suficiente não só para a aldeia olímpica, como para parte da cidade do Rio.

A sua concepção permite-lhe aproveitar a energia solar diurna através de painés localizados ao nível do solo, ao mesmo tempo que a energia excessiva produzida é canalizada para bombear água do mar pelo interior da torre, produzindo um efeito de queda de água no exterior. Esta água é simultaneamente reaproveitada através de turbinas com o objectivo de produzir energia durante o período nocturno.

Estas características permitem atribuir o epíteto de torre sustentável a este projecto, dando continuidade a alguns dos pressupostos do «United Nation´s Earth Summit» de 1992, que ocorreu igualmente no Rio de Janeiro, contribuíndo para fomentar junto dos habitantes da cidade a utilização dos recursos naturais para a produção de energia.
A Solar City Tower engloba ainda outras funcionalidades. Anfiteatro, auditório, cafetaria e lojas são acessíveis no piso térreo, a partir do qual se acede igualmente ao elevador público que conduzirá os visitantes a vários observatórios, assim como a uma plataforma retráctil para a prática de bungee jumping.


No cimo da torre é possível apreciar toda a paisagem que circunda a ilha onde estará implementada, bem como a queda de água gerada por todo o sistema que integra a Solar City Tower, tornando-a num ponto de referência dos Jogos Olímpicos de 2016 e da cidade do Rio de Janeiro.



sexta-feira, maio 27, 2011

FRAQUEZAS E FORÇAS
Para se ter a certeza de vir a tomar-se aquilo que se ataca, ataque-se um ponto que o inimigo não defende. Para se ter a certeza de poder manter-se o que se defende, defendam-se os pontos que o inimigo não atacará.
Por esta razão, contra aqueles que são peritos no ataque, o inimigo não sabe como se defender; contra os peritos na defesa, o inimigo não sabe onde atacar.
“A Arte Da Guerra”
Sun Tzu

quinta-feira, maio 26, 2011

LÍNGUAS MORTAS
Entre outras, as mais conhecidas são o Latim e o Grego. São mortas porque deixaram de se falar. A pureza dessas línguas foi uma exigência dos que as falavam, não admitindo nunca a introdução de novos vocábulos, ou a sua renovação linguística com associações a outros dialectos ou línguas derivadas. Essas línguas encerraram-se em si mesmas, não se renovando e abrindo a outras vieram a definhar e a morrer. Hoje são faladas por alguns (poucos) puristas e estudiosos, mais para perceberem a evolução semiótica do que com preocupações pela origem do “falar”, “compreender” e “reconhecer”.
Assim é com certas civilizações, movimentos de cidadãos e ideologias. Fecham-se em si próprias. Vivem do seu passado remexendo nele como em feridas nunca saradas, rememoram a todos os instantes as suas glórias e sacrifícios passados, como se nunca o tivessem feito pelos outros, mas para seu orgulho pessoal. Os pais criam os seus filhos e libertam-nos para viverem uma vida própria. Mesmo que com erros. A Lei da Natureza assim determina.
Mas para certo tipo de autismo quem pular a cerca, ou pelo menos exerça o seu livre direito à crítica é condenado, repudiado e perde o direito a poder expressar-se. Assim definham os que fazem do que defendem o centro do Universo. Não perceberam ainda que o pensamento humano evoluiu e que è na vivência plena da Liberdade de Pensar que a humanidade vai encontrar as forças que a irão tornar mais corajosa, mais lúcida, mais solidária.

terça-feira, maio 24, 2011

CHANEL Nº5
Desde muito pequenito que em filmes, nas Selecções, ou em revistas que lia em casa da minha avó, que acompanho o mistério que envolve as mulheres que usam CHANEL Nº 5. È um perfume que as passa a identificar como únicas no meio de uma multidão. É um perfume que deixa um rasto de sedução para além do que é imaginável. Eu sempre presumi que uma mulher que usa CHANEL Nº5, não necessita de sombra. Nem de levantar a voz. Ela impõe-se onde passa pelo sonho a que nos conduz, pelo mistério que deixa adivinhar, pela subtileza da sua atitude.

Dirão que enlouqueci por estar aqui a tecer loas a um perfume e às mulheres que o usam. Assim é a minha querida Peniche em certos dias. E não estou a falar com ironia. Quem frequenta Peniche de Cima, quer a Praia, quer o Quebrado, ou mesmo a zona do Portão já pode sentir o cheiro a mar que ali se faz sentir.
A limo. A iodo. Um cheiro intenso que inebria. Um cheiro que penetra os nossos sentidos e nos faz sentir a beleza do mar mesmo quando não o vemos. Um cheiro a ilhas. A ninfas e a sereias. Um cheiro que nos invade até ao limite dos nossos sentidos. Cheira a odes marítimas e a Sandokan. Adivinham-se piratas e corsários, navegadores e Mostrengos. Para testar no nosso imaginário todos os Cabos da Boa Esperança que desejamos para nós e para os nossos.
Porque esse cheiro existe em Peniche e permanece em nós para além do seu aroma, é impensável a quem o sentiu, perdê-lo. Quem daqui sai numa diáspora mais ou menos prolongada, regressa ao Quebrado e ao seu cheiro de Mar e de Limos, sem o que o regresso a casa não se cumpre. Os dias do cheiro a mar de Peniche de Cima são o meu CHANEL Nº 5, que transportarei comigo para onde quer que vá.

segunda-feira, maio 23, 2011

NEM ESTRANHO, NEM ENTRANHO
Na política à portuguesa dizem-me que ontem se iniciou a campanha eleitoral. Ontem? Bom, desde há mais de um ano que estamos assistindo a uma campanha feroz para roubar o poder político ao seu detentor. A sordidez da campanha tem sido de tal ordem que qualquer um de nós se sente apiedada com os seus alvos.
E no entanto até aqui (a fazer fé nas sondagens que para aí pululam) nem os maus da fita parece estarem a ser castigados, nem os que se dizem bons estarão a ser beneficiados. Será que este povo é mesmo masoquista? Ou como alguns dizem entre dentes (não se atrevendo a expressar o que lhes vai na cabeça), o povo é burro e gosta de ser enganado?
Seja como for eu já ganhei alguma coisa. Nestes últimos 15 dias consegui passar sem ver um único debate. Sinto-me assim mais fresquinho para enfrentar o futuro. Na II Liga também não se vislumbra mais que o direito a ter um espaço minoritário nas televisões públicas. Tenho saudades do PREC. Tenho saudades do tempo em que se lutava por um país mais democrático. Tenho saudades da “República” e do “Diário de Lisboa”. Tenho saudades de insultar o Salazar e o Caetano. Estes agora não merecem o cansaço de um insulto.
Tenho saudades do escola de antigamente onde as “mulatas” obrigavam os miúdos a comer pão com piolhos. Aquilo sim é que era escola. Da Escola dos caminhos de ferro e dos seus ramais. Dos rios, serras, e da Divisão administrativa de Portugal e das Colónias.
Bons tempos esses em que o spread não existia. Bons tempos esses quando para telefonar era preciso ir à cabine do Café Central. Tempos em que o Montez vendia os boletins do Totobola e em que portas, eram só as das casas. Gerónimo era nome de chefe apache. S´crates era um filósofo ateniense. Coelho era bom “à caçador”. Agora está tudo mudado e nada é para melhor. Não merece a pena perder tempo com os de hoje. Se já não estranho, muito menos entranho.

domingo, maio 22, 2011

O Copo de Tinto e o Santo!
Chegou um tipo ao bar e gritou:
- Eh aí? Dê-me um copo de tinto!
O empregado encheu o copo e avisou:
- Aqui toda a gente que bebe um copo deita pró chão um pouco e oferece ao santo!
O freguês fez um manguito com o braço.
- Aqui, oh! Pró santo eu faço um manguito!
No mesmo instante o braço dele endureceu de tal forma que não se mexia.
- O que aconteceu? - gritou o homem, desesperado.
- O senhor ofendeu o santo e foi castigado.
Mas como é a primeira vez que o senhor vem ao bar, vou resolver isso.
O empregado chamou todos os fregueses e pediu que rezassem.
O braço do sujeito foi voltando ao normal.
Um velhinho viu tudo e ficou impressionado.
Dirigiu-se ao empregado, pediu um copo e bebeu de uma só vez.
O empregado perguntou:
- E pró santo?
O velhinho baixou as calças e tirou o dito pra fora:
- Aqui pró santo...!
O pau endureceu na hora.
O velhinho sacou uma arma e gritou:
- Se alguém rezar aqui,... MORRE!!!!!!!!

sábado, maio 21, 2011

sexta-feira, maio 20, 2011

PERDIDOS NA SELVA
Quem por acaso tenha visto o programa da TVI, não pode deixar de compará-lo a este acidente colectivo que são as eleições em Portugal:

Massacraram-nos os ouvidos e os olhos com a crise malvada. Todos parecem acreditar nela incluindo as suas principais vítimas, o cidadão comum. Falam-nos no esforço necessário de todos para levar a bom porto este miserável país. É claro que uns sofrerão sempre mais que outros. Ouvir os dirigentes políticos é a mesma coisa que sermos despejados no interior de um continente onde os avanços tecnológicos não chegam, onde não percebemos o dialecto, os hábitos, a religião, hábitos e costumes sociais. E onde eles não nos compreendem a nós.

Depois de tudo isto ouvimos alarvemente dizer que os que assinaram o compromisso de refundar o nosso país, se recusam a governá-lo uns com os outros. E eu chego a pensar que enlouqueci. Que não percebo português. Que não ouvi bem quando me diziam do tal esforço colectivo necessário para salvar Portugal. O que é que isto tudo quer dizer? Se recusam entenderem-se com quem quer que seja é porque não estão em condições de governarem a tabacaria onde compro o Jornal.

E ainda me falam das dificuldades. Dificuldade é viver aqui com esta gentinha.

quarta-feira, maio 18, 2011

Mais fotos de um francês em Peniche...
Para a Estrela e a Mámi




terça-feira, maio 17, 2011

RIBEIRA DE PENICHE – ANOS 70 E 80
“A Câmara Clara” é o título de um livro de um dos grandes pensadores do nosso tempo: Roland Barthes. Foi ele que escreveu este ensaio sobre fotografia que me permitiu ao olhar para uma, ir para além das evidências.
Tudo isto me veio à memória ao ver um acervo fotográfico que me fizeram chegar. Este conjunto divide-se em dois grandes grupos e é dum deles, que agora vos trago umas quantas. O grupo de fotos que trago intitularia como “vivências de trabalho na Ribeira Velha”, reproduz cenas a que a maioria de nós assistiu e que se perderam irremediavelmente. Cada uma delas por si mesma conta uma história. A grande maioria dos fotógrafos não consegue senão retratar evidências, quando o que define uma foto está na floresta que se oculta para lá da árvore.







segunda-feira, maio 16, 2011

A EVIDÊNCIA DOS PODRES DA NOSSA JUSTIÇA
O Tribunal da Relação do Porto, absolveu do crime de violação um psiquiatra que levou uma sua paciente grávida de 34 semanas, a fazer-lhe sexo oral e que a seguir usando a força física a empurrou contra um sofá para poder executar a cópula que pretendia.
A senhora em causa sofria de perturbações mentais e recorreu aos serviços do médico em questão, mal sabendo que este teria uma forma tão “sui generis” de abordar a questão e que a seguir um Tribunal Superior haveria de passar “um paninho” sobre a doentia “queca”.
Será uma redundância questionar o que pensaria a douta Juíza Desembargadora se fosse sobre si própria (ou sobre uma filha sua) que tal acção se tivesse desenvolvido. Ou que se lembrasse o erecto médico de sodomizar alguém próximo do outro Juiz que votou a nulidade da pena.
Ao que parece a violência física não foi considerável para executar o acto. Qual será o grau de violência que será necessária utilizar para que estes Juízes considerem ser violação quando exercida sobre uma mulher diminuída mentalmente, que recorre a um médico para a ajudar e que se encontra grávida de 34 semanas? Provocar um aborto? Fazer rebentar-lhe as águas? Torturá-la mais e melhor?
Não foi difícil para a Troika perceber que um dos males endémicos do nosso País é o funcionamento da nossa Justiça. Não que este facto que os jornais relatam possam por em causa Portugal. Mas se somarmos isto ao funcionamento dos Tribunais, aos anos que são necessários para que um processo chegue ao seu termo, à corrupção não punida, aos sindicatos dos Juízes e a tudo o resto, temos com certeza boas razões para pensar que vai ser muito problemático melhorarmos como nação se nem sequer conseguimos ser justos com os que prevaricam.

domingo, maio 15, 2011

BODAS DE DIAMANTE
Um casal de velhotes faziam 75 anos de casado e foram a um restaurante festejar. Diz o velhote:
- Minha Rainha, onde te queres sentar?
- Aqui, diz a velhota.
- Princesa, queres um aperitivo?
- Sim, obrigado.
- Meu anjo, o que te apetece comer?
Ela pede a ementa e faz o seu pedido.
- Meu doce, que vinho preferes?
O empregado mal podia acreditar no que ouvia.
A velhota vai ao WC e ele aproveita para falar com o velhinho:
- Como consegue chamar à sua esposa esses nomes tão lindos ao fim de tantos anos? Rainha, Princesa, Anjo, Doce... Estou verdadeiramente admirado.
O velhote olha o empregado nos olhos e responde:
- Sabe, ...é que não me consigo lembrar do nome da gaja!

sábado, maio 14, 2011

- Mexe-te querido...
- Só se for os olhos

sexta-feira, maio 13, 2011

UNS SÃO FILHOS DA MÃE. OS OUTROS…
Quando aqui há uns meses (10) o Ministro da Economia do PS se demitiu, por ter em aparte com um gesto glosado uma intervenção do líder da bancada do PCP, caiu o “Carmo e a Trindade”. Até a classe neoliberal dos professore entrou em delírio, tal o contentamento pela demonstrada gaffe do Governo PS. Não interessava para nada se o Ministro era bom ou mau. Se tinha ou não feito um bom trabalho. O que interessava é que a política de terra queimada estava a ter os seus frutos. A Imprensa exultou. Os noticiários abriram com imagens da felonia.
10 meses depois um idiota que foi um péssimo ministro das Finanças, que em nome de ascender ao poder no seu Partido se tem comportado como um carroceiro, que se dá ao luxo de insultar o 1º Ministro como se ele enquanto tal não merecesse um pouco de respeito, vem para a televisão e a propósito de Economia exemplifica as questões de pormenor, como se estivesse no Bar de Alterne que costuma frequentar.
Se o PSD/CDS forem governo (o que me é indiferente) espero que este “palhaço” vá para o Governo. Só assim nos poderemos todos divertir. Com o que ele dirá e com aquilo de que será apelidado no futuro.
À família enxovalhada sem necessidade nenhuma, apresento os meus respeitos.

quinta-feira, maio 12, 2011

OS MEUS DIAS
Nestes dias aprendi a gostar do canal “Hollywood”. Tento fugir do discurso político. Os noticiários só me interessam ao fim de meia hora. Fujo da política nacional como o diabo da cruz. Dou por mim a auto-criticar-me por isso. Faço parte de um grupo de Peniche que se deixou sonhar com o CICARP, com a HÚMUS. Com o MDP e com os grupos de apoio aos presos políticos. Sonhei Abril. Com uma ingenuidade e um fervor missionário fui parar a uma antiga colónia portuguesa durante 2 anos, colaborando no Comissariado da Educação, na Formação de Professores e no Jornalismo.
Vim de lá menos ingénuo e mais atento ao que se faz e não ao que se diz. Aprendi que Portugal visto de longe não é assim tão mau. Só piora se o virmos de perto. Excluídas que foram para mim certas ingenuidades na política, dediquei-me ao desenvolvimento local. Daí a acabar como autarca foi um ápice. Mais uma vez me arrependi.
Os lóbis estendem-se nos Secretariados dos Partidos desde os órgãos nacionais aos concelhios. Vi e contribui para isso. Até que decidi parar. Estas guerras já não serão para mim. E se o meu contributo poder ser dado para alertar outros incautos para nunca se envolverem sem perceberem no que se estão a meter, esse será o meu objectivo para o resto dos meus dias.
Claro que merece a pena lutar. Claro que merece a pena a indignação. Merece a pena dizer NÃO! Por isso mudo de canal quando eles falam. Por isso fujo deles. Por isso não acredito em nenhum. A porcaria da “Troika” acha-se muito esperta? A emprestarem dinheiro a Portugal e com o Durão Barroso como presidente da União Europeia, em minha modesta opinião, o FMI em breve irá à falência e a União Europeia entrará em bancarrota. Onde os políticos portugueses metem a mão, já se sabe que sai merda.

quarta-feira, maio 11, 2011

FAZER PELA VIDA
Sendo um tempo de crise. Sendo um tempo em que merece a pena ir à luta. Sendo um tempo em que menos as coisas aparecem do nada. Merece a pena pensar no que podemos fazer por nós próprios. Vão lá mais de 50 anos que tendo ido pela mão do meu pai visitar o Dr. António Custódio Freitas, ele me ofereceu um livrinho e me disse. Faz deste livro o mestre da tua vida. Trata-se de um livro que está à venda por 5 euros e que vos recomendo vivamente. Deixo as impressões sobre esse livro a um jornalista do Expresso que sobre ele escreveu.
“Expresso: 13-09-2003)
O leitor João Arzileiro Carvalho, de Lisboa, escreveu-me há alguns meses a perguntar: «Como surgiu a expressão ‘Levar uma carta a Garcia’?» Só agora respondo, pois demorei muito tempo a reencontrar um livro que tinha lido há anos e que se intitula, precisamente, Uma Carta para Garcia.
Trata-se apenas de um folheto, escrito em 1899 pelo jornalista e escritor norteamericano Elbert Hubbard (1856-1915) e editado em português pela «Seara Nova», em 1963. O seu autor é relativamente desconhecido entre nós, mas a Amazon lista 43 obras suas ainda à venda e muitas outras esgotadas. O Google encontra 36 mil sítios da Internet com referências a esse autor.
Uma Carta para Garcia («A Message to Garcia») foi o maior êxito literário de Hubbard. Imprimiu mais de 40 milhões de exemplares e foi traduzido em dezenas de idiomas. Contava apenas uma história de profissionalismo, mas fazia-o tão bem que inspirou muitas gerações de leitores. O episódio é simples e vale a pena relembrá-lo.
«Quando rebentou a guerra entre Espanha e os Estados Unidos», começa Hubbard referindo-se à guerra de 1898, «era necessário entrar rapidamente em comunicação com o chefe dos insurrectos cubanos. O general Garcia encontrava-se nas montanhas agrestes de Cuba - ninguém sabia onde. (em o correio nem o telégrafo o poderiam alcançar. O Presidente dos Estados Unidos tinha de
assegurar, com a maior urgência, a sua cooperação».
Nessa altura, o Presidente McKinley encarregou um jovem militar chamado Rowan de entregar uma carta ao general. Quatro dias depois, Rowan «desembarcou, de noite, num pequeno barco, na costa de Cuba e internou-se no mato. Ao cabo de três semanas saiu pelo outro lado da ilha, depois de ter atravessado a pé um país
hostil e de ter entregue a carta a Garcia».
A história desta viagem é certamente interessante, mas Hubbard diz que não é relatá-la que pretende. «O que desejo sublinhar é isto: o Presidente Mac Kinley deu uma carta a Rowan para a entregar a Garcia. Rowan pegou na carta e não perguntou: ‘Onde é que ele se encontra?’»
«Ora aí está um homem cuja figura devia ser esculpida em bronze», diz Hubbard. E explica, por contraste: «Experimente o leitor: está sentado no seu escritório e tem seis empregados à sua disposição. Chame qualquer deles e diga-lhe:
‘Faça o favor de consultar uma enciclopédia e escrever uma nota breve sobre a vida de Correggio’ (...) Julga que ele irá, sem demora, cumprir a tarefa? Nunca.
Olhará para o leitor com olhos desanimados e fará uma série de perguntas: Quem foi Correggio? Que enciclopédia hei-de usar? Onde está a enciclopédia? Não foi para isto que me empregaram! Não quererá dizer Bismark? Por que não é o Carlos que o escreve? Já morreu? Há pressa? Não será melhor que lhe traga o livro para ver? Para que quer a nota?»
Estes curtos extractos são o suficiente para perceber a tese do livrinho de Hubbard e para tornar clara a origem e o significado da expressão «levar a carta a Garcia». Mas vale a pena ler o texto original, o que se pode hoje fazer «online», nomeadamente em hermstrom.tripod.com/garcia.html.
Quem se interesse pela cultura científica achará graça à primeira frase do texto de Hubbard: «Um homem destaca-se no horizonte da minha memória como Marte no periélio...» Passadas duas semanas sobre o extraordinário brilho do planeta na sua oposição de periélio, a coincidência é mais que curiosa. Até para ler um panfleto jornalístico, velho de mais de 100 anos, é útil perceber um pouco de astronomia.
Nuno Crato.”

segunda-feira, maio 09, 2011

EDUCAÇÃO MUSICAL
Enquanto professor e depois com responsabilidades acrescidas como gestor de escolas, sempre me interroguei sobre a razão que levava certos professores de Ed. Musicais, em certos momentos a distribuírem pelos seus alunos níveis negativos, como se fosse um bodo aos pobres.
Isto pela simples e singular razão de que só muito raramente se encontra um adolescente ou um jovem que não gosta (curte) música, cantores e bandas. Eles podem não saber Inglês mas aprendem as letras das canções. Eles podem ser distraídos e até despassarados, mas trauteiam as músicas sem falharem as notas musicais mais escondidas da partitura. Madona, Lady Gaga, Justin Bieber, U2, Queen e por aí fora, são uma panóplia de símbolos das gerações mais jovens cujos Its fazem parte do seu estar.
Então porque é que não gostam de Educação Musical? Se os simples passarinhos trinam e fazem-se entender, porque raio de razão é que para certos profs de Educação Musical as crianças e jovens são inimigos a abater nas suas salas de aula?
Eu sei que as avaliações das crianças são como modas. Se a certa altura a distribuição de níveis negativos é que confere a uma dada disciplina dignidade e importância numa Escola, então não que facilitar. Não basta gostar de música para certos professores de EM. É preciso caracterizar a disciplina como um teorema matemático para lhe conferir valor.
Tudo isto vem a propósito do que está a ser feito na Escola EB 2,3 da Maia em S. Miguel (Açores) na Disciplina de Educação Musical. Os professores foram em busca dos gostos musicais dos seus alunos (Queen, Muse, Led Zeppelin e por aí fora) e converteram cantigas infantis tradicionais portuguesas em autênticas pérolas musicais ao gosto dos seus jovens alunos. Duma ilha perdida no Oceano vem uma lição de motivação e de fazer bem. De dar aos jovens alegria pela sua Escola. Estes professores e estes alunos não receiam avaliações. E dão aos políticos todos os dias, uma lição sobre a Escola que querem e desejam.
Deixo-vos as entradas para a lição de ser Escola que nos chega dos Açores:
http://www.youtube.com/watch?v=RkIZo7d3770
http://www.youtube.com/watch?v=-XiNdKy1dpo&feature=youtu.be
http://www.youtube.com/watch?v=YwgL5d_7zL8&NR=1
http://www.youtube.com/watch?v=_atBwh2kzX4&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=yR_MeWAdhTY&feature=related

domingo, maio 08, 2011

MILAGRE!
Uma solteirona descobre que uma amiga ficou grávida com apenas uma oração que fez na igreja do seu bairro...
Dias depois, a solteirona foi a essa igreja e disse ao padre:
- Bom dia, padre.
- Bom dia, minha filha. Em que posso ajudá-la?
- Sabe, padre, eu soube que uma amiga minha veio aqui há umas semanas atrás e ficou grávida só com uma Ave-Maria. É verdade, padre?
- Não, minha filha, não foi com uma Ave-Maria... foi com um Padre Nosso.... mas ele já foi transferido!

sábado, maio 07, 2011

sexta-feira, maio 06, 2011

FARISEUS E FARISAISMOS
Onde estava a Igreja Católica Portuguesa quando milhares de jovens eram enviados para as antigas colónias com a missão de matar e de morrer em nome de uma política que se sabia condenada a fracassar?
Onde estavam os Padres, Bispos e Arcebispos quando portugueses eram presos e torturados, exilados e perdiam os seus empregos por delito de opinião?
Claro que houve algumas (poucas) honrosas excepções. Só que agora proliferam os que se exibem a praticar o bem, como se não fosse o seu dever perante o Deus em que dizem acreditar. São inúmeros agora os que se pavoneiam com opiniões políticas (o que não seria mau de todo se não representassem muitas vezes uma intromissão na esfera partidária), dizia eu, todos sabem o que está bem ou mal politicamente quando em tempo oportuno abençoaram os torcionários do Povo Português. Ainda não vi a Igreja Portuguesa (a exemplo do que fez João Paulo II) pedir perdão pelo seu silêncio até 1974. E pedir duas vezes perdão pelo seu comprometimento nos altares, nas homilias ou nas suas atitudes em relação ao que foi o seu comprometimento com o Fascismo português.
Quando o fizer estarei mais disponível para ouvir as suas “postas de pescada” venham elas em nome individual ou de qualquer conferência da treta.
Estou desejoso que Deus exista. E que o Inferno lá esteja à espera dos pecadores. É que como vou para lá quero encontrar-me com muitos dos que fizeram o seu percurso na hierarquia da Igreja Portuguesa.

quinta-feira, maio 05, 2011

A CÂMARA MUNICIPAL DE PENICHE ESTÁ FALIDA?
Não sei. Creio aliás que ninguém sabe. E quando digo ninguém, é ninguém mesmo.
Mas seria importante sabermos se está ou não. Para quê? Para podermos uma leitura mais correcta das razões porque as coisas vão acontecendo assim, ou não acontecem nunca.
É o Secretário de Estado da Administração Local quem afirma que, “algumas dezenas de Câmaras serem tecnicamente inviáveis.” Devo então perguntar se Peniche faz ou não parte deste grupo. O Estado está falido pelo que não poderá ajudar a resolver este problema. E nada está previsto na Lei que permita obviar a estas dificuldades quando elas se tornarem evidentes.
É pouco importante quem (que força ou forças políticas) foram responsáveis pela situação a que chegaram as autarquias. Em última instância foram os próprios cidadãos os responsáveis por se terem demitido da sua acção fiscalizadora e persecutória. Quando numa autarquia como a de Peniche mais de 50% dos seus habitantes se demite de eleger os seus autarcas, está a contribuir decisivamente para toda a sorte de eventuais más-governações que possam surgir.
Tudo isto será importante (ou não) para podermos ter expectativas em relação ao futuro. Estarão comprometidas a 2ª Fase da recuperação do Fosso das Muralhas, a recuperação e construção de Habitação Social, a conclusão das obras da Biblioteca Municipal, a Construção do Centro Escolar de Atouguia da Baleia? Ou já existem financiamentos aprovados e consignados sem possibilidade de recuo que permita a sua execução?
A crise afecta todos. Peniche também será afectada. De que forma? Qual o impacto na economia local e desenvolvimento local? Está previsto informar os munícipes sobre esses impactos?
Ou será que o acordo PSD/PS/CDS a nível nacional do qual se afastou o PCP, significará uma frente de batalha em Peniche?
Veem aí dias interessantes de se viverem em Peniche.
PS: Eu sei que sou gordo. Portanto não merecerá a pena insultarem-me por esse caminho. Afinal parece que as 3 Juntas de Freguesia da Cidade estão condenadas. Se as coisas do acordo com o FMI forem para ser levadas a sério. O meu grande problema é ter razão antes de tempo.

quarta-feira, maio 04, 2011

PENICHE: TERRA DO NUNCA
A semana passada encerrou a Frigorifica (Sociedade Frigorifica de Peniche, lda). Desde que me lembro de ser, que esta sigla me acompanha. Recordo o meu pai falar sobre ela, da sociedade entre alguns dos nomes símbolo de Peniche. Recordo de muitos anos mais tarde trabalhar na Carpintaria do Joaquim Vital e lá ir pedir o óleo das máquinas para barrar na madeira de pinho por nós cortada, como antídoto para o bicho da madeira. Ultimamente esta unidade fabril já só era para mim um mar de recordações. E assim tudo aquilo que eram unidades conserveiras de Peniche vai desaparecendo a pouco e pouco.
O que me faz estar aqui a escrever sobre estas coisas, foi eu ter lido há poucos dias na imprensa que o Museu de Portimão tinha recebido um prémio da União Europeia pelas qualidades que apresenta. Também na TV num programa sobre Espinho transmitido do seu museu fiquei boquiaberto com o que foi conseguido em termos museológicos.
Quer num caso, quer noutro, foram aproveitadas antigas unidades conserveiras, requalificadas e transformadas em Museus de grande qualidade.
São inúmeros os casos de unidades conserveiras desaparecidas em Peniche. Ao longo de 37 anos nunca um executivo camarário ou uma força política desenvolveu qualquer esforço no sentido do aproveitamento de uma delas para um centro de estudos em Peniche sobre a sua evolução. Ninguém está isento desta culpa. Pensaram na árvore nunca se apercebendo que esta não deixava ver a floresta. A árvore era o Forte. Que nunca poderia ser um museu pelas dificuldades de adaptação e a sua proximidade com uma alta concentração de corrosão marítima. PS e PSD nunca tiveram visão. O PCP deixou-se dominar pelo receio de ver perdido o seu símbolo de luta política, e não quis ou não foi capaz de sonhar o futuro. Recordo algumas preocupações sobre a destruição eventual de fumeiros. Sem nunca se preocuparem com o que era substantivo.

terça-feira, maio 03, 2011

A MORTE DE BIN LADEN
Por todo o Mundo se ouviram vozes que se congratularam com o termo duma ameaça sempre latente para com todos os povos que separam religião de política, advogam o primado das eleições sobre as sucessões dinásticas e fazem da Liberdade de imprensa e de expressão o seu mais precioso bem.
Eu retenho a afirmação de um jovem americano que festejava junto do local onde a sanha terrorista de Bin Laden mais se fez sentir, o World Trade Center, o desaparecimento daquela figura de terror: “- É estranho estarmos assim, aqui, a festejar a morte duma pessoa, mas ele tornou-se o símbolo do terror”.
E retenho também a afirmação de um político português que achou por bem afirmar que não “achava bem, nem achava mal.” “O que é importante é ir à procura das razões que levam ao terrorismo, nomeadamente as desigualdades sociais.”
Ficámos a saber que para este dirigente político os fins podem justificar os meios. Esqueceu-se de dizer que o Osama era riquíssimo e que o seu principal local de recrutamento era entre jovens estudantes universitários a estudarem em Universidades do Mundo Ocidental. Não eram portanto desgraçados a sua fonte de recrutamento. Eram meninos de família. Um pouco à maneira do que acontece por cá com os recrutados dos partidos da extrema esquerda. São jovens que falhando os seus propósitos de confusão, regressam a casa dos papás no seu carrinho. Terminam a sua formação e vão para gestores das empresas das suas famílias. Ou dedicam-se à política para condenarem a classe média e os trabalhadores aos sacrifícios que eles diziam querer fazer terminar. O caso do Durão Barroso é exemplar nesse domínio.

segunda-feira, maio 02, 2011

FIM DE SEMANA ALUCINANTE
O casamento. A Beatificação. A festa dos 16 anos da Casa do Benfica. A Derrota (empate é derrota) do Benfica em Olhão. A Morte do Osama. A crise. O Catroga. O Lello. O Aguiar-Branco e o Big Brother.
As notícias sucedem-se em catadupa e para todos nós se torna um drama ligar a TV ou olhar para um Jornal. Nunca se sabe com o que vamos deparar. Esta constatação trouxe-me ao livro “A Lei de Murphy” (Editorial Presença) de Arthur Bloch e vos dar com isto uma “dica” para um livro que talvez vos permita a todos recuperar o sangue-frio. Quem está prevenido vale por dois.
LEI DE MURPHY
Se algo pode correr mal, correrá mal.
Corolários
1. Nada é tão fácil quanto parece
2. Tudo leva mais tempo do que você pensa
3. Se houver a possibilidade de várias coisas correrem mal, correrá mal a que provocar mais estragos.
4. Se perceber que há quatro modos possíveis de algo correr mal, mas conseguir ultrapassá-los, aparecerá imediatamente um quinto.
5. Deixadas entregues a si próprias, as coisas tendem a ir de mal a pior
6. Quando está pronto para fazer qualquer coisa, aparece outra que tem de ser feita primeiro.
7. Qualquer solução gera novos problemas
8. Não se pode fazer nada que resista à asneira porque as asneiras são demasiado abundantes.
9. A natureza está sempre do lado do defeito escondido
10. A mãe natureza é uma cabra.”

domingo, maio 01, 2011

MILAGRE
Uma solteirona descobre que uma amiga ficou grávida com apenas uma oração que fez na igreja em seu bairro...
Dias depois, a solteirona foi a essa igreja e disse ao padre:
- Bom dia, padre.
- Bom dia, minha filha. Em que posso ajudá-la?
- Sabe, padre, eu soube que uma amiga minha veio aqui há umas semanas atrás e ficou grávida só com uma Ave-Maria. É verdade, padre?
- Não, minha filha, não foi com uma Ave-Maria... foi com um Padre Nosso... mas ele já foi transferido!