domingo, junho 26, 2011

CASAS IMPOSSIVEIS










sábado, junho 25, 2011

DIFERENÇA ENTRE SER SOGRA DO GENRO E SOGRA DA NORA
Duas distintas senhoras encontram-se após um bom tempo sem se verem.
Uma pergunta à outra:
- Como vão seus dois filhos… a Rosa e o Francisco?
- Ah! Querida… a Rosa casou-se muito bem. Tem um marido maravilhoso. É ele que levanta de madrugada para trocar as fraldas do meu netinho, faz o café da manhã, arruma a casa, lava as louças, recolhe o lixo e ajuda na faxina. Só depois é que sai para trabalhar, em silêncio, para não acordar a minha filha. Um amor de genro! Benza-o Deus!
- Que bom, heim amiga! E o seu filho, o Francisco? Casou também?
- Casou sim, querida. Mas tadinho dele, deu azar demais. Casou-se muito mal… Imagina que ele tem que levantar de madrugada para trocar as fraldas do meu netinho, fazer o café da manhã, arrumar a casa, lavar a louça, recolher o lixo e ainda tem que ajudar na faxina! E depois de tudo isso ainda sai para trabalhar, em silêncio, para sustentar a preguiçosa, vagabunda, encostada da minha nora – aquela porca nojenta e mal agradecida!

sexta-feira, junho 24, 2011

UMA QUESTÃO DE SENSIBILIDADE
Falo de sentir o Outro como pessoa próxima e nos sentirmos solidários. Não falo de caridade nem de aparecer como o que dá. Quem acredita no Outro não precisa de ter cara, nem ser visível.
É um facto que existem situações em que não se pode fugir à exposição pública. Por exemplo quem desempenha funções locais ou regionais no âmbito do apoio e da solidariedade social. Em épocas ditas de crise, como aquela em que vivemos, isso torna-se notoriamente mais evidente. Então essas pessoas que trabalham institucionalmente tornam-se mais visíveis. E as suas atitudes marcam não só a sua acção, como as dos grupos ou instituições que representam.
Pautar as suas decisões por razões humanitárias, ou por juízos fundamentados é o que se espera de quem pode decidir a quem apoiar e de que maneira e se em detrimento de outrem. Infelizmente acontece por vezes as decisões serem tomadas por ódios antigos, animosidades pessoais sem sentido, juízos de valor baseados na fé, cor política ou desenquadramento social.
Geram-se então cadeias de incompreensões conducentes ao afastamento progressivo dos mais miseráveis da relação humana.
São sempre os mais desfavorecidos de entre os pobres quem deixa de acreditar e de confiar. Por isso é obrigatório não perder a sensibilidade e emocionar-se. Mesmo no desempenho de funções que tendem a vulgarizar a dor e a desgraça alheia.
Nunca gostei da institucionalização das funções de solidariedade. Tendem a mecanizar-se e a tornarem-se frias e sem sentido de proximidade. Conheci técnicos de solidariedade social que mais parecem vendedores de banha da cobra. Médicos que parecem vendedores de pastilhas elástica. Enfermeiros que parecem aplicadores de carimbos.
Como conheci outros nessas mesmas funções que fazem do sofrimento alheio uma lição de vida para merecer a pena lutar e ganhar a luta. Saber como cada um de nós interage com o Outro que por esta ou por aquela razão se encontra fragilizado é necessário. Para podermos viver em paz com nós mesmos.

quinta-feira, junho 23, 2011

SORRIA S.F.F.









quarta-feira, junho 22, 2011

EU SOU ASSUNÇÃO ESTEVES
Ontem reconciliei-me com a política. Ao ouvir a Presidente da Assembleia da República. O seu discurso de tomada de posse deveria ser oferecido pela Secretaria-Geral da AR a todas as Escolas do País, a fim de ser lido e discutido nas aulas de Português.
A minha Presidente da AR ilustrou de forma linda porque merece a pena ser livre e porque razão os eleitores podem e devem esperar coisas boas dos seus deputados. Dir-me-ão que Assunção Esteves é um caso isolado. E eu respondo que alguma coisa já aconteceu. E foi tão inequívoca essa demonstração pura e límpida do que é a Democracia, que todos os partidos representados se sentiram “obrigados” a aplaudir essa afirmação. Após um período conturbado da vida política portuguesa e vivendo nós uma crise económica sem precedentes, a Presidente eleita na sua primeira intervenção consegue um consenso da nossa mais alta instância do Estado. O brilhantismo da sua intervenção não ofusca outros grandes Presidentes da AR que já passaram por lá. Completa-os e justifica-os. Mas ficará para a nossa História colectiva como um dos seus momentos mais altos.
Desafio os movimentos cívicos que agora pululam a lerem esse discurso. E a pedirem o apoio da Presidente da AR na conjugação de esforços visando a construção de um Portugal melhor.
Repito, o discurso que ontem foi feito por Assunção Esteves na sua tomada de posse tem de ser lido e estudado pelos nossos jovens visando a sua formação cívica. Porque a politica assim vista merece a pena.

terça-feira, junho 21, 2011

OS ANDRÓIDES
Esta palavra andróide (ou android) entrou definitivamente no léxico dos mais expeditos em matéria de novas tecnologias e estende-se rapidamente ao comum dos mortais.
Na sua origem representava um robot que imitava na perfeição a figura humana, sendo um elemento fundamental na literatura de ficção científica do autor russo Isac Asimov. Hoje refere-se a programas informáticas com aplicações diversas, nomeadamente nos telemóveis mais evoluídos.
Para o que pretendo vou retomar os nossos parceiros robots que nos deixaram ou com um sorriso nos lábios na Guerra das Estrelas com os míticos C-3PO e o amigo R2-D2. Ou então a intensidade dramática de Blade Runner. São esses andróides que me servem de figura retórica para exemplificar o afluxo de partidas e chegadas de andróides ao mítico palácio dos sonhos que é o exercício do poder.
Extinto que é o poder socialista que ainda levará uns meses a desmantelar por completo do aparelho de estado a que se agarrou como uma carraça pestilenta, há que substitui-los pelas novas moscas e moscardos que irão chafurdar na bosta entretanto libertada.
Os que saiem e os que entram não precisam de ser pessoas. Nem precisam de pensar. Não têm aquilo que mais importante num Ser Humano que é a capacidade de se emocionar ou de ser útil à comunidade humana. Basta que influenciem o meio onde se movem. São máquinas de cumprir ordens, de defender os donos, de os promover e exibir os seus dotes e virtudes.
Os andróides existem em todos os partidos políticos. Começam por se manifestar localmente, onde existe maior versatilidade do exercício do poder. Aqui iniciam o exercício da sua acção e demonstram a sua capacidade de serem fiéis e passíveis de serem catapultados para missões mais meritórias.
Se forem aprovados pela sua defesa dos donos passam para uma nova missão mais “federativa”. Aí conquistam o direito a poderem mudar para um dono mais poderoso que os aprecia pela sua fidelidade. Se cumprirem com denodo a sua missão passam para o canil de exposições. Não têm de fazer nada a não ser abanar a cauda, lamber as mãos que os conduziram para perto de S, Bento.
Infelizmente (?) por cada andróide que conquista o seu espaço há um outro que pertence a uma outra galáxia que o tenta derrubar e ganhar o direito ao seu espaço. Os andróides são quem sofre as primeiras refregas e muitos deles perdem o direito a mudar de óleo para sempre. E andróide sem óleo emperra. Chega a altura de ser substituído. Inicia então um longo percurso de isolamento só quebrado quando consegue ganhar albergue em ONGs ou numa qualquer Igreja onde ainda pode prestar vassalagens e se pode mostrar aos novos donos.

segunda-feira, junho 20, 2011

FALTA AO NOBRE EM VALORES O QUE LHE SOBEJA NO NOME
Dividem-se os analistas políticos sobre se a eleição para o cargo de Presidente da Assembleia da República conduzirá F. Nobre ao 2º mais alto cargo da nação, ou não.
Dividem-se entre o que O PP deveria fazer e não diz que faz mas pode fazer no secretismo do voto. Outros criticam a postura do PS que deveria dizer “Amem” ao nome proposto pelo PSD seja ele qual for, para não por em causa a tradição do AR. Outros ainda opinam que se a proposta do PSD não passar, será uma 1ª derrota do próximo 1º Ministro.
Mais uma vez o entretenimento é com a árvore deixando para trás a floresta.
Esquecemo-nos da falta de nobreza de carácter da pessoa que irá ser apoiada pelo PSD, ao não apresentar a escusa de ser candidato, evitando assim uma divisão entre quem tem de estar preocupado com coisas bem mais importantes para o país que o preenchimento do ego da figura sinistra do senhor Fernando Nobre.
Deveria ser ele que ao tomar uma atitude de desprendimento em relação a si próprio, com isso diria a todos nós que afinal estamos enganados. Enobrecia-se e capitalizaria com isso o seu futuro pessoal e político.
O senhor Nobre ao insistir em impor-se, hipotecou o seu futuro político, profissional e pessoal. Tornou-se um peso. Assim decida ir às Berlengas e visitar o fundo do mar na “meia-via”. O Nobre é vaidoso, ensandeceu e está a dar um péssimo exemplo a todos nós que temos de ceder em tanto para colectivamente podermos reconstruir o nosso futuro.
Nobre suicida-te antes de ires a votos.

domingo, junho 19, 2011

O PERIGO DOS TRATAMENTOS DE BELEZA
Uma senhora de meia-idade teve um ataque de coração e foi parar ao hospital.
Na mesa de operações, quase às portas da morte, vê Deus e pergunta:
- Já está na minha altura?
Deus responde:
- Ainda não. Tens mais 43 anos, 2 meses e 8 dias de vida.
Depois de recuperar, a senhora decide ficar no Hospital e fazer uma  lipoaspiração, algumas cirurgias plásticas, um facelift,...
Como tinha ainda alguns anos de vida, achou que poderia ficar ainda bonita e gozar o resto dos seus dias.
Quando saiu do Hospital, ao atravessar a rua, foi atropelada por uma ambulância e morreu.
A senhora, furiosa, ao encontrar-se com Deus, pergunta-lhe:
- Então eu não tinha mais 40 anos de vida? Porque que é que não me desviastes do caminho da ambulância?
Deus responde:
- Porra! Eras tu? Nem te conheci!!!!

sábado, junho 18, 2011

ESTRANHA-SE













quinta-feira, junho 16, 2011

COPIAR
Os noticiários das rádios, TVs e alguns jornais abrem as suas primeiras páginas com o “copianço” dos candidatos a juízes num teste que realizaram no CEJ(Centro de Estudos Judiciários).
Para mim mais importante que este facto é eu ser levado a pensar em quantos testes terão copiado sem que se saiba. Ou se os que já são juízes são por mérito e sabedoria próprias ou porque são trapaceiros? Será porque é fraudulenta a sua formação que os cidadãos cada vez mais sentem que a justiça não funciona?
Mais grave que isto é ainda eu pensar em todos aqueles que são juízes por mérito próprio e que agora se vêm arrastados para este lodaçal porque uns quantos aldrabões e incompetentes deram visibilidade a um fenómeno que quero crer é perfeitamente singular.
Mas mais grave ainda que tudo é essa coisa a que chamam “Sindicato dos Juízes” vir minimizar o facto sem uma nota de reprovação pelo acto, nem a exigência de que os aldrabões sejam afastados definitivamente da possibilidade de chegarem a Juízes. Não foi este mesmo Sindicato que se fartou de espalhar moral e bons costumes quando se tratava de analisar os actos do Governo cessante? Afinal este sindicato só o é para certos fins menos claros. Estamos conversados.
Existem países em que a prática de copiar está auto-banida por cada um dos prestadores de provas. Não porque não apeteça. Não por receio dos examinadores. Mas porque cada um sabe que a sua fraude pode por em causa a progressão legítima de outros melhores que ele próprio.
Nós próprios quando éramos professores testámos com os nossos alunos de algumas turmas esses procedimentos com resultados excelentes. Isto é, são as pessoas que se constroem.
Mas são pessoas com um sentimento cívico de cumprimento dos seus deveres perante os outros. Como desejar futuros juízes copiadores na (re)construção deste país?

quarta-feira, junho 15, 2011

EM DEFESA DA HONRA
De repente pensa-se em tudo menos nos erros cometidos. Os candidatos a “donos” do PS juram que querem ouvir a sociedade civil, mas rodeiam-se das camarilhas habituais. São sempre os mesmos de volta da mesma trampa. Daqui a 4 anos lá veremos de novo os mesmos em busca do seu lugar ao sol. No “Jornal de Leiria” li as declarações do Presidente da Federação Distrital de Leiria, afirmando que os resultados no Distrito até nem teriam sido muito maus. Até conseguiram eleger 3 deputados. A escola do PCP de nunca perder está a estender-se ao PS. Ainda bem. Nada melhor que não saber para não ter desgostos. Seguro vai Assis e a gente que se lixe. Venha o diabo e escolha.

terça-feira, junho 14, 2011

JÁ QUASE TEMOS GOVERNO
A generalidade dos cidadãos deste país vive animada de esperança. Que “morto o bicho tenha acabado a peçonha”. O mau da fita desapareceu. “El Gastador” foi à vida. Temos agora uma dupla de gente séria, o Passos Coelho e o Paulo Portas, que vão rapidamente por em ordem as contas públicas e tornar um sonho mau os tempos que acabámos de viver. O PS reduzido aos escombros de si mesmo vai demorar 4 anos a recuperar. E mesmo aí os comunistas e os trotskistas irão recordar-nos dos males passados e tentar evitar a todo o custo que recuperem o fôlego.
Agricultores, intelectuais, operários, jovens licenciados e desempregados irão ter agora a sua grande oportunidade. Na Assembleia da República PSD, PP, PCP e BE terão agora a sua vez para corrigir tudo o que estava errado e com que se revoltaram ali mesmo e em grandes manifestações de massas na rua.
Os funcionários públicos não serão despedidos. Os enfermeiros terão as suas carreiras avalizadas. Os Militares verão finalmente os dias de glória pelos quais se bateram no 25 de Abril. Acabará a avaliação dos professores. Referendos colocarão ordem nos abortos possíveis p’rá “gentalha” dos bairros sociais. Não mais casamentos entre pessoas do mesmo género. As instituições de Ensino Particular retomarão os seus benefícios face à “elevada quólidade de ensino” que ministram. E haverá dinheiro para exercer caridade de forma digna.

Nota de humor: No período conturbado que acabámos de viver foi publicada uma nota nos jornais que passou desapercebida. Dava conta que no último concurso para professores, 4588 candidatos foram excluídos por erros cometidos no preenchimento dos documentos de concurso. Mais centena, menos centena, todos os anos é o mesmo com candidatos que não sabem preencher papéis (ou colocar cruzes nos quadrados respectivos, no concurso via NET).
Os incompetentes e os ignorantes são como os maus políticos. Nem precisam de ser avaliados. Eles auto-avaliam-se. Por isso podem os nossos novos dirigentes máximos estar descansados. Caiem como tordos, apodrecendo naturalmente. Sempre é menos uma preocupação.

segunda-feira, junho 13, 2011

13 DE JUNHO DE 2011
123º Aniversário do Nascimento de Fernando Pessoa
Dia de Stº António

Neste tempo em que nada é o que parece. Neste tempo de desafios. Recordo hoje duas figuras portuguesas que se libertaram da lei da morte por acreditarem no que faziam. Um e outro são exemplos maiores da alma e sentir deste povo tão sacrificado ao longo de séculos por gente que nem merece abotoar-lhes os sapatos.
Apetece-me dizer que o meu Poeta mais venerado é o António de Lisboa e o meu Santo preferido é S. Fernando Pessoa.
Em jeito de oração ao António deixo aqui umas “quadras ao gosto popular” do Fernando:

Quando apertaste o teu cinto
Puseste o cravo na boca.
Não sei dizer o que sinto
Quando o que sinto me toca.

Trazes um manto comprido
Que não é xaile a valer.
Eu trago em ti o sentido
E não sei que hei-de dizer.

Santo António de Lisboa
Era um grande pregador,
Mas é por ser Santo António
Que as moças lhe têm amor.

No dia de S. João
Há fogueiras e folias
Gozam uns e outros não,
Tal qual como os outros dias.

Trazes os brincos compridos,
Aqueles brincos que são
Como as saudades que temos
A pender do coração.

Não há verdade na vida
Que se não diga a mentir.
Há quem apresse a subida
Para descer a sorrir.

O manjerico comprado
Não é melhor que o que dão.
Põe o manjerico ao lado
E dá-me o teu coração.

sábado, junho 11, 2011

O SAPO CHUPA-PILAS
Um homem que estava a passear nas ruas do centro do Porto viu um vendedor de rua com uma barraquinha, a vender sapos.
Eram daqueles sapos grandes! E tinha uma placa que anunciava: SAPO CHUPA-PILAS.
O homem perguntou:
- Que merda é esta, pá? Chupa pilas????
O vendedor disse:
- É uma espécie especial de sapo que eu desenvolvi, e que te chupa o pirilau como nunca ninguém te fez.
O gajo ficou desconfiado, mas como andava chateado com a mulher, e os sapos eram baratos, resolveu comprar um e levá-lo para casa.
Foi mais cedo, e quando ao final da tarde a mulher chegou do trabalho, encontra a seguinte cena:
O marido estava na cama todo nu, com o sapo no ombro, de olhos arregalados e a ler junto com ele um livro de receitas culinárias.
A mulher estupefacta, perguntou:
- Mas que porra é esta? O que é que se passa aqui???!! Tu estás na cama todo nu, com um sapo asqueroso no ombro, e ainda por cima a ler um livro de culinária?!!!
Ele olhou prá mulher e disse:
- Se o sapo aprender a cozinhar....tás lixada, !!!!!!!!!!

sexta-feira, junho 10, 2011

PRESERVATIVO SEMPRE!!!

quinta-feira, junho 09, 2011

DOIS PEQUENINOS PORMENORES SEM IMPORTÂNCIA
O actual executivo já pode entrar no historial das autarquias. Já tem a sua rotunda. Quando a vi delinear-se junto ao acesso ao Pingo Doce, vi que este era um momento de fazer história em Peniche. O PCP vai finalmente ter a sua rotunda de imponência digna de registo na sede de Concelho. Dá mais nas vistas uma boa rotunda num local central que uma Biblioteca.
O segundo pormenor já ninguém pensa nele. Mas como fui de transportes públicos à Lourinhã, dei por mim a pensar no que é que a Lourinhã tinha e que desapareceu em Peniche. Se calhar vieram cá buscar o nosso como moeda de troca pela água que dizem que lhe devemos. Refiro-me ao painel publicitário electrónico que existia na Praça Jacob. O que é feito dele? Morreu? Estragou-se? Foi para arranjar? Que se passa? As pessoas que vivem e passam por Peniche não têm direito a ter uma leitura motivadora sobre as coisas que aqui vão ocorrendo? Eu sei que da forma como o que lá estava funcionava era pouco motivador. Mas era melhor que nada. Ou então melhorava-se. Dava-se-lhe qualidade. Tudo bem.
Depois admirem-se…

quarta-feira, junho 08, 2011

P’RA ONDE VAIS? – VOU P’RÁ FESTA…
Quem não se deixe “emotivar” por dá cá aquela palha e fizesse funcionar a razão, o que viu no passado domingo parece saído do mundo de Astérix, onde o céu nos pode cair em cima da cabeça. O PSD ganhou as eleições e o “povoréu” afecto a esse partido e ao CDS entrou em festa pela noite dentro como se lhe tivesse calhado o euromilhões. Enquanto isso, o PS com um ar combalido e meio tristonho saia de cena compungido e com palavras de circunstância sobre o que deve ser o respeito que nos merece o jogo da Democracia.
Não vi o “sócras” com ar de caso. Vi (e ouvi) o seu melhor discurso de sempre, preparando-se para se instalar numa poltrona a assistir ao que vem aí.
Em boa verdade cá para mim, quem devia festejar foi comedido, quem se deveria sentir apreensivo e castigado festejou. Ao PS foi a sorte grande que lhe calhou não ter que aplicar as medidas acordadas com o FMI. Perante o povo português o odioso da questão está em quem coloca o cutelo no pescoço de cada um de nós. Ao PS resta ficar a assistir e ir assobiando para o ar, aguardando as próximas eleições. Cá para mim esta derrota do PS foi uma hábil estratégia para não terem que aplicar o que acordadram.
Quando até ao fim do mês de Agosto surgirem as grandes machadadas sobre funcionalismo público, desempregados, reformados e pensionistas, quando em nome do patriotismo surgirem os juros mais elevados, a perda de direitos e o acrescer de deveres, quando a saúde passar a custar os olhos da cara e a educação passar a ser privilégio de uns quantos, os que no dia 5 festejaram serão os primeiros a sair às ruas com gritos de vingança e os que agora foram vassourados, começam a desenhar um sorriso nos lábios.
Os professores vão ter saudades da Maria de Lourdes Rodrigues e os Enfermeiros e Médicos julgarão ter acordado num filme de terror. Polícias e Sindicatos vão ter vergonha de sentir saudades dos governos socialistas.
Notas interessantes: A população de Ferrel é pobre e mal agradecida. Então não é que nem ao menos foram gratos a quem promoveu a elevação da localidade à categoria de vila. Até em Ferrel perdeu o PS.

Quando será que o PCP percebe que a FRENPROF é um longo e imenso flop que não dá votos a ninguém… Só serve para mascarar interesses corporativos e permitir a quem não trabalha nas Escolas ir vadiando o seu ego.

segunda-feira, junho 06, 2011

CUMPRIU-SE O FADO
Os resultados eleitorais são o que esperávamos e o que pedimos a Deus Nosso Senhor. Esperávamos ver o PS perder e perdeu. Foi isso que semeou. Tudo se conjugou para o PSD ganhar e ganhou. Foi levado ao colo e não desaproveitou o Fado.
Deixo aqui umas quantas breves reflexões sobre Peniche.
Aqui, a abstenção fixou-se perto dos 50% e não descola. Peniche pertence ao Distrito de Leiria. Que em 2009 se encontrava ainda divido entre esquerda e direita e que agora virou de novo à direita. O PS descambou definitivamente. Dividido entre o Big Brother e as forças mais conservadores que deambulam pelo PS, condenou-se perante os eleitores que para votar à Direita preferiram o PSD e o CDS para as suas cruzinhas. O BE que fez uma gracinha em 2009 capitalizando o descontentamento entre a classe média e em particular entre os professores, descambou de todo. O BE no Distrito de Leiria o BE era um ídolo de pés de barro.
No meu concelho (em Peniche), as forças políticas inverteram-se completamente nos seus resultados. O PS passou de 33,49% em 2009 a 24.84% em 2011. E o PSD que em 2009 tinha 26,12%, consegue agora 38,07%.
O PS no meu Distrito e em particular na minha terra, tem sido arrastado para resultados cada vez piores. Isto merecia ser analisado e os responsáveis por este descalabro deveriam ser chamados a explicar a sua estratégia que tão nefasta tem sido.
Às tantas os responsáveis ainda serão o Henrique Neto e os que como ele se têm batido por um PS de esquerda em oposição a este anacronismo que tem servido de suporte por esse país fora a uns quantos caciques locais.

Nota Importante: Pela primeira vez após o 25 de Abril o CDS consegue mais votantes no Concelho de Peniche que a CDU. Espero sinceramente que este seja um facto anómalo e ocasional. Merece no entanto ser reflectido. Não basta dizer que este resultado terá que ver com o desencanto das pessoas numa certa esquerda representada pelo PS local. Afinal de contas o PCP é a detentora do executivo local e isso deveria representar qualquer coisa. Merece perceber em que secções de voto e em que Freguesias se verificou essa subida do CDS e onde a CDU baixou a sua votação. Meter a cabeça na areia não vai livrar o PCP de novos desaires eleitorais. A votação no BE também não serve de desculpa porque esses baixaram de 2009 para agora, de 9,85% para 6,04%. Percebam e corrijam.

domingo, junho 05, 2011

EM DIA DE VOTAÇÃO... alarvices













sábado, junho 04, 2011

EM DIA DE REFLEXÃO... traquinices








sexta-feira, junho 03, 2011

E AGORA?
Como diria Sartre, os dados estão lançados. Quando hoje abri a TV e vi o Belmiro de Azevedo na campanha do PSD, (onde já tinha estado o “primo” Balsemão), cobrando o falhanço da compra da PT, vi e percebi que o ainda 1º Ministro começa a estar em grandes dificuldades nesta dura batalha eleitoral. E nem o esconder aonde nos levou a sua proverbial vaidade e o preço que teremos de pagar por ela nos próximos anos, lhe irão tornar a vida mais fácil para levar de vencida esta disputa.
Há muito tempo que não assistia a uma tal conjugação de forças para vencer um homem. Desde o tempo do Salazar que não via tanta gente de esquerda e de direita unidos tão ferozmente para derrotar uma pessoa.
O Sócras teve contra si a generalidade dos Jornais e TVs, os professores, os humoristas, os muitos milhares de emails que por aí circulam, greves, polícias e outras forças de segurança, Juízes e os seus caricatos sindicatos e foi necessário uma declarada coligação de interesses entre o PC e o CDS, o PSD e o BE, para o derrubarem.
O que me perturba não é isso. O que me perturba é o preço a pagar por tudo isto. Quanto vai custar o apoio do Belmiro de Azevedo e do Balsemão? Quanto teremos de pagar a estes dois figurões? E será em dinheiro ou em espécie?
Perturba-me pensar o que ganhará o PCP e o BE com a sua atitude. O PCP se ficar com mais votos do que o BE já ganhou. Desde que ganhem o campeonato dos miseráveis já ficam satisfeitos. E perturba-me pensar que já nem preocupa ao PCP ficar à frente do CDS. Basta-lhe ganhar ao BE.
O CDS e o PSD chegam ao governo que é a que pretendem. Dividir também o bolo pelos seus. Desde que o Passos Coelho possa viajar à “borla” no Falcon para Bruxelas já ganhou. A camarilha que o rodeia quer a parte da sobremesa que o PS deixou escapar.
Entretanto, não vamos necessitar de nos preocupar com Orçamentos para os próximos 5 anos. Já estão feitos. Programas de Governos são dispensáveis. O FMI e a CE levam as iguarias e nós ficamos com as migalhas que já têm um escalonamento de distribuição a começar pelos apoiantes das candidaturas do rapazinho de Massamá.
Quanto ao PS tem aquilo que merece. Por se ter deixado dominar pelos caciques locais e nacionais. Tem o que o seu secretário geral semeou sempre que se esteve “cagando” para as suas bases de apoio em particular e a população portuguesa em geral, para satisfazer os seus tiques oligárquicos. O PS vai fazer a sua travessia do deserto e o que é mais grave é que vai ter que dizer sim a tudo o que o PSD e o CDS decidirem. Em nome do aval que assinaram os 3. Bem podem os “xuxas” em desespero de causa escolher novo líder. “Ajoelhou, tem de rezar”.
Nisto tudo espero desesperadamente que a Vitória do PSD no próximo domingo seja de tal modo esmagadora que no Distrito de Leiria o PS só meta um deputado. Estou danadinho para o ver em Leiria ser representado pelo Basílio Horta. É como estarem com Deus e os Anjos.~

PS: Pelo que fica dito, julgo que fica bem expresso o meu sentido de voto. Mas para que não retem quaisquer dúvidas e porque nada se alterou em relação ao que há muito tempo venho defendendo,  reafirmo o meu VOTO BRANCO, no próximo domingo.

quarta-feira, junho 01, 2011

A MEU FAVOR


A meu favor
Tenho o verde secreto dos teus olhos
Algumas palavras de ódio algumas palavras de amor
O tapete que vai partir para o infinito
Esta noite ou uma noite qualquer

A meu favor
As paredes que insultam devagar
Certo refúgio acima do murmúrio
Que da vida corrente teime em vir
O barco escondido pela folhagem
O jardim onde a aventura recomeça.

Alexandre O’ Neill