sábado, novembro 12, 2011

ÚLTIMA HORA
Porque somos amigos do empresário nacional detentor dos direitos de navegação para mais uma maritimo-turistica nos mares de Peniche e Berlengas, tivemos acesso às fotos do protótipo da embarcação que no próximo Verão, iremos ver a sulcar os mares de Peniche. Trata-se de um projecto a ser executado na Islândia segundo os mais seguros e modernos meios tecnológicos hoje disponíveis para a Indústria Naval. No mercado nórdico ao que nos afirmam já estão lotados os primeiros 6 meses de navegação.




sexta-feira, novembro 11, 2011

COISAS QUE NÃO ENTENDO
Ao contrário do que está em marcha noutras localidades do país, a Câmara Municipal de Peniche encontra razões para celebrar o Natal. Assim é que já começaram a ser colocadas as iluminações natalícias de rua. Um destes dias por volta das 19 00horas, afadigavam-se os trabalhadores da Câmara na colocação dos enfeites.
Se o engalanamento das ruas tivesse sido contratualizado com alguma empresa em tempo anterior ao do conhecimento das restrições orçamentais, eu compreenderia que ficasse mais caro romper o contrato do que mantê-lo.
Mas sendo os enfeites aqui produzidas pelas oficinas da Câmara e colocados pelo nosso pessoal, custa-me compreender porque se há-de celebrar com custos avultados para o erário público um período que já foi estupidamente assassinado pelo que vivemos e ainda nos espera em termos económicos. Não seria preferível constituir uma reserva para desenvolver actividades que possam acudir aos mais pobres de entre os pobres?
Ainda por cima com trabalhadores em actividade às 19 00horas o que representa um chuveiro de horas extraordinárias. A não ser que esteja a haver um “bodo aos pobres” entre o pessoal da Câmara em horas extraordinárias, para compensar as reduções com os subsídios de Natal e de Férias.
Se assim é, maior é ilegitimidade embora que na sua génese possam estar princípios altruístas. Espero bem que nesse caso todos os trabalhadores com vencimentos acima do ordenado mínimo, possam alcançar tais benefícios. Ou à moralidade…

quinta-feira, novembro 10, 2011

NOTÍCIAS DO HOSPITAL DE PENICHE

Na passada 2ª Feira, estava eu a tomar a bica habitual depois de almoço com a minha mulher, quando entrou espavorida na pastelaria uma “criatura” que num tom de voz muito alto, em contraste com a figura que pretendia representar, exclamou: “-Pronto. Agora é que é. O Hospital está cheio de Deputados e é já amanhã que as Urgências vão fechar. Em Peniche fecha tudo.” Quase que acreditei. Afinal a pessoa tem alguns contactos visto que se movimenta na área dos serviços públicos.
Fiz o que era a minha obrigação. Fui informar-me junto de quem de direito para falar sobre a matéria, que me reafirmou que o boato tinha origem numa notícia já velha de alguns anos sobre encerramento de Urgências e que a de Peniche, dado o volume médio de atendimentos teria sido excluída dessa possibilidade. Não iria fechar na 3ª Feira nem nos tempos mais próximos. Muita coisa teria de ser alterada para que isso pudesse vir a acontecer.
Assim cai por terra mais um boato.
Quanto aos Deputados em visita ao Hospital, transcrevo na integra a informação da Lusa sobre esse assunto:
“Torres Vedras, 09 nov (Lusa)- Os deputados do PS eleitos por Leiria querem saber se o Ministério da Saúde encerra a urgência do Hospital São Pedro Telmo, em Peniche, ou vai cumprir o protocolo assinado em 2008 com o município e avançar para obras. Os deputados João Paulo Pedrosa e Odete João, eleitos pelo círculo eleitoral de Leiria, pretendem também saber, através de um requerimento entregue esta semana na Assembleia da República, "para quando estão previstas as obras de adaptação" para aí criar uma unidade de cuidados continuados, previstas no protocolo."O trabalho em rede no Centro Hospitalar Oeste Norte [hospitais de Peniche, Caldas da Rainha e Alcobaça] permite ganhar sinergias e prestar melhores cuidados aos doentes?", perguntaram ainda os deputados parlamentares. No âmbito de uma jornada dedicada ao Serviço Nacional de Saúde do Grupo Parlamentar do PS, os dois deputados visitaram na segunda-feira o hospital de Peniche, onde verificaram que as obras de três milhões de euros, previstas em 2008, não foram efetuadas. Por outro lado, concluíram que "os hospitais de Alcobaça e Caldas da Rainha estão em rutura de instalações, o que se traduz em dificuldades na prestação de cuidados aos utentes", percebendo assim que Peniche pode servir de unidade complementar, mantendo a urgência básica, alargando aí o serviço de ortopedia de Caldas da Rainha e funcionando como unidade de cuidados continuados. O eventual encerramento da urgência do Hospital de Peniche chegou a ser equacionado em 2007 pelo anterior Governo depois de o relatório da Comissão Técnica de Apoio ao Processo de Requalificação das Urgências ter incluído Peniche no mapa das urgências a encerrar. Na ocasião, os argumentos apontados pela autarquia convenceram o Ministério da Saúde, que veio a assinar um protocolo, garantindo a manutenção da urgência e investimentos na unidade”.

Não parece merecer a pena acrescentar o que quer que seja. Boateiros de Peniche e afins inventai outra.

terça-feira, novembro 08, 2011

UM RAIO DE SOL
Nesta “apagada e vil tristeza” a que nos condenaram, surgem de vez em quando pequenos sinais da grandeza deste povo, que os políticos oportunistas e imbecis teimam em destruir.
No dia 2 de Julho na Polónia, entre outros 220 filmes promocionais, foi apresentado o filme português "Portugal, the beauty of simplicity", produzido pela “Krypton” e que ficou classificado em 2º lugar.
É essa lufada de ar fresco que vos deixo aqui com a maior alegria.
http://www.youtube.com/visitportugal

domingo, novembro 06, 2011

O ACORDO...

sábado, novembro 05, 2011

CURIOSIDADES













sexta-feira, novembro 04, 2011

O REFERENDO

E a Europa do Euro (e não só) sentiu como uma declaração de Guerra da Grécia a convocação de um referendo para que o seu Governo possa levar a cabo as restrições que são exigidas para poder ser apoiada financeiramente, face à crise que atravessa.
Desmascararam-se os governantes europeus, Presidente da Comissão Europeia e os senhores “proprietários” do poder económico incluídos. O que eles não querem de todo é que o Povo exerça soberanamente a sua vontade e decida se está ou não disponível para aceitar aquilo que os políticos não tendo sido mandatados para o efeito exigem.
Recordo aqui que o que me afastou definitivamente do partido socialista foi o facto do seu anterior Secretário Geral, com o apoio de toda a sua Comissão Politica Nacional, terem decidido contra todas as suas promessas, não consultarem os portugueses em referendo sobre se estavam ou não interessados em pertencer à zona Euro.
Recordo mais. Nunca em circunstância alguma os portugueses foram convidados a dizer se queriam ou não pertencer à Comunidade Europeia. E o que se passou em Portugal, passou-se num grande número de países europeus. Is políticos fogem dos referendos como o “Diabo da cruz”. Para eles a participação dos cidadãos numa forma de democracia directa é como o pecado original. Temem que o povo soberanamente tome decisões que os impeçam de encher os bolsos.
Hoje pelo que temos vindo a perceber, os políticos estão vocacionados para se amanharem com os dinheiros públicos e as decisões de soberania directa são temidas pelo que podem por em causa.
O referendo é a grande obscenidade que caminha a passos largos para vir a ser penalizado por lei.

quinta-feira, novembro 03, 2011

VOCAÇÃO PROFISSIONAL
Porque será que identifico isto com a actual situação em Portugal?
A criança pede conselho ao seu pai:
- Pai, estou pensando como carreira profissional ingressar no crime organizado
- Filho, no Estado ou no sector privado?
Comentário do autor do desenho: Pessoalmente sugiro no Governo. Nunca dá prisão.

quarta-feira, novembro 02, 2011

PROFISSÕES DE DESGASTE RÁPIDO
No passado domingo, o DN entrevistou Ticha Penicheiro a propósito do diferendo que separa os basquetebolistas dos empresários das Ligas, nos EUA. Ticha Penicheiro que se encontra neste momento a jogar na WNBA, tem 37 anos e justifica as posições dos jogadores face ao aumento de proventos que pretendem, com o facto das competições desportivas a determinado nível, serem de desgaste rápido.
Quero dizer em primeiro lugar que nada me move contra a basquetebolista portuguesa que muito aprecio. Nem sequer acho que ela ganhe demais. Nem ela nem ninguém que pratique qualquer actividade desportiva e que pertença ao TOP. Se ganham o que ganham é porque assim lhes pagam. Eles seriam parvos se recusassem. E se lhes pagam o que pagam, é porque os empresários e as empresas desportivas rentabilizam os seus “activos”, fazendo-os arrecadar em receitas lucros astronómicos. Eu fico de mal comigo mesmo quando chama “activo” financeiro a uma pessoa, mas foi assim que o mercado os designou e hoje já ninguém considera torpe essa designação.~
Bom mas porque é que se pagam transferências de centenas de milhares de euros (ou dólares) e porque é que se pagam verbas obscenas de ordenados a esses profissionais? Porque eles representam vitórias, vitórias são campos cheios e verbas ilimitadas a entrarem nas sociedades desportivas. E porque os locais em que essas sociedades actuam, são dirigidas por políticos que consideram os grandes jogos como entrada de dinheiros nos cofres públicos de forma directa ou indirecta. São os políticos que negoceiam verbas dos estados para construção de infra-estruturas desportivas que servirão para os eventos na mira do lucro fácil. E que não tendo retorno poderão representar a falência de associações, empresas e todos os que vivem nessa dependência. E em última análise porque os adeptos sonham como suas as vitórias dos jogos não jogados ainda, mas de que não duvidam se tiverem os melhores de entre os melhores pagando-lhes por isso.
É assim que nas 1ªs ligas de qualquer modalidade desportiva profissional os ordenados dos seus artistas são de centenas de milhares. E mesmo que isso aconteça só durante 10 anos, os valores anuais auferidos representam aquilo que 85% da população mundial nunca auferirá em toda uma vida de trabalho. Nomeadamente em outras profissões de desgaste rápido como mineiros, trabalhadores agrícolas, pescadores, mergulhadores, trabalhadores das plataformas petrolíferas, que o que ganham num ano equivale a pouco mais de um grão de areia.
Os desportistas de alta competição, não ganham muito porque têm uma profissão de desgaste rápido. Isso é ofender todos os desgraçados que contraiem as mais mortíferas doenças nos trabalhos que executam a troco de nada. Eles ganham muito porque fazem parte de uma indústria poderosíssima, que os rentabiliza e deles exige o máximo porque disso depende os lucros de que eles poderão ser os principais obreiros. E se geram milhões, têm direito a uma parte deles. Mas não me venham dizer que é por ser uma profissão de desgaste rápido. Tenham dó. Recebem porque têm direito. Mas não apelem a sentimentos baratos para se justificarem. Nem eles próprios nem os outros merecem isso.

terça-feira, novembro 01, 2011

ETERNA SAUDADE
Hoje é dia de Finados. Tudo me leva a pensar nos que partiram e que de uma forma ou de outra contribuíram para que eu seja a pessoa que sou hoje. A morarem na minha rua, dos meus tempos de menino, restamos muito poucos. Eu, o Silvino, o Tóino “Roncolho”, a Lélé, e mais ninguém. Dos meus familiares directos mais próximos restam-me 2 sobrinhos a viverem no Algarve e 2 primos que raramente vejo apesar de morarem em Peniche.
Dos poucos Amigos que tive ao longo da vida, restam-me o Fdes, o Hélder e o Tónha. Tenho muito mais amigos espalhados pelos 4 cantos do Mundo, mas aqueles a que me referi acima são mesmo especiais. Tenho um padrinho ainda vivo que passa por mim e não me reconhece.
Também do tempo em que vivi na Praça Jacob já só resta a Edine e a D. Maria Aline. Já não há mais ninguém que ali tivesse vivido ou ali trabalhasse e que tivesse pautado as minhas memórias.
De todos os amigos, companheiros e pessoas que me ajudaram a crescer guardo uma memória que por vezes me atrapalha. Marcam-me profundamente as recordações de um tempo que foi o meu.
E quando por vezes me chega à caixa de correio uma mensagem da Mámi, ou da Belmira, do Eduardo, ou do Hélder, sinto uma espécie de adrenalina que me percorre as veias e me dá forças para continuar. Ainda me restam muitas pessoas de quem gosto e que fazem parte da minha vida. São elas o pão que me alimenta. Embora me matem as saudades dos que já não posso ver e que não podem lixar-me o juízo quando caminho no precipício.
E aos que partiram não vou despedir-me com um até já. É que eu não estou nada interessado em seguir o caminho deles. Já disse! Só de pensar que morro, já tenho saudades de mim.

segunda-feira, outubro 31, 2011

O METE NOJO

É uma experiência pela qual todos passámos. Haver uma pessoa que só de vê-la ficamos com “pele de galinha”. A televisão, cruel, mostra-nos isso à saciedade. E depois em períodos como o que vivemos, de indigência moral, política e cívica, torna-se cada vez mais frequente vermos essas figuras tétricas a conduzirem-nos ao vómito.
Assim é com um “palhaço” (peço desculpa aos verdadeiros palhaços pela comparação), dizia eu assim é com um tal ministro do actual governo da treta que se chama miguel relvas. O político em questão tem como princípio acreditar que ele e os da laia dele são as únicas pessoas inteligentes à face da terra. Todos os outros habitantes desta desgraçada nação são estúpidos. Quando fala está sempre com aquilo que nós designamos como “um sorriso sacana”, de quem já fez alguma ou está a prepara-la.
A última desse alarve, foi afirmar que os portugueses recebem 14 meses enquanto nos países nórdicos que vivem melhor do que nós, só recebem 12 meses. Esqueceu-se duma coisa o alarvante relvas. Dizer que os cidadãos dos países nórdicos ganham 3 ou 4 vezes mais em 12 meses, do que aquilo que nós ganhamos em 14. E parte do principio que todos somos burros menos ele e que portanto não sabemos nada disso.
E esquece-se o trafulha que os aposentados descontaram toda a vida para a sua reforma pelos 14 meses que ganharam. Para os receberem quando estão com os pés para a cova. E que alguns deles tudo fizeram para enriquecer o país com dinheiro que os colegas políticos do relvas sonegaram ao erário público. O relvas quando deixar de ser ministro vai para gestor dos bens do Duarte Lima, ou do Oliveira Costa, ou do Dias Loureiro ou de outros como eles. Nós limitamo-nos a sobreviver com as migalhas que estas alimárias deixam cair dos seus banquetes.

domingo, outubro 30, 2011

O CASAMENTO É COMO O MELÃO: SÓ
DEPOIS DE ABERTO
Um homem conheceu uma linda moça e decidiu casar-se com ela. Ela disse:
- Mas não sabemos nada um sobre o outro!
Ele respondeu:
- Não há problema, nós nos conheceremos com o tempo.
Ela concordou. Casaram-se e foram passar a lua-de-mel num luxuoso resort. Certa manhã, estavam ambos recostados, junto à piscina, quando ele se levantou, subiu no trampolim de 10 metros, realizou uma perfeita demonstração de todos os saltos que existem e voltou para junto da esposa. Ela disse:
- Isso foi incrível!
- Fui campeão olímpico de saltos ornamentais. Eu te disse que nos conheceríamos com o tempo - respondeu ele.
Nisso, ela se levanta, entra na piscina e começa a nadar, ida e volta em impressionante velocidade
Depois de mais 30 idas e vindas ela sai da água e vai recostar-se junto ao marido, sem demonstrar nenhum cansaço. Ele disse:
- Estou surpreso! Foste nadadora olímpica?
- Não, explicou , fui prostituta em Veneza e atendia ao domicílio...

sábado, outubro 29, 2011

VIDA DE CÃO












quinta-feira, outubro 27, 2011

Poema aos homens constipados

Pachos na testa, terço na mão,
Uma botija, chá de limão,
Zaragatoas, vinho com mel,
Três aspirinas, creme na pele
Grito de medo, chamo a mulher.
Ai Lurdes que vou morrer.
Mede-me a febre, olha-me a goela,
Cala os miúdos, fecha a janela,
Não quero canja, nem a salada,
Ai Lurdes, Lurdes, não vales nada.
Se tu sonhasses como me sinto,
Já vejo a morte nunca te minto,
Já vejo o inferno, chamas, diabos,
Anjos estranhos, cornos e rabos,
Vejo demónios nas suas danças
Tigres sem listras, bodes sem tranças
Choros de coruja, risos de grilo
Ai Lurdes, Lurdes fica comigo
Não é o pingo de uma torneira,
Põe-me a Santinha à cabeceira,
Compõe-me a colcha,
Fala ao prior,
Pousa o Jesus no cobertor.
Chama o Doutor, passa a chamada,
Ai Lurdes, Lurdes nem dás por nada.
Faz-me tisana e pão de ló,
Não te levantes que fico só,
Aqui sozinho a apodrecer,
Ai Lurdes, Lurdes que vou morrer.

António Lobo Antunes - (Sátira aos HOMENS quando estão com gripe)

quarta-feira, outubro 26, 2011

REVIVALISMOS
De vez em quando surgem nas páginas dos jornais locais, fotografias de grupos de crianças entre os 6 e os 14 anos que frequentaram a dita “Escola Primária” dos idos de 50 e 60 do século passado.
Por vezes surge para além da identificação daqueles meninos ou meninas (nesse tempo os meninos e as meninas andavam em salas separadas e em recreios divididos por muros altos), dizia eu que para além de dizer os seus nomes, aparecem algumas palavras de circunstância. “Que saudades desses tempos”. "Aquilo é que eram Professores”. “Nesse tempo sabia-se educar nas escolas” E outras à volta dessas memórias que ficaram.
A mim, salvo raras e muito pouco honrosas excepções, a grande maioria desses professores e os seus métodos e tipo de atitudes para levar os alunos a aprender, não me deixam recordações gratificantes. Não que eu tenha sido uma vitima das formas pedagógicas de então. Mas fiquei marcado pelo que vi e ouvia na sala ao lado da minha. Com o tempo vim a conhecer mais situações que tornavam a Escola mais parecida com um pesadelo do que com um local onde crianças aprendiam.
E porque é que pais e encarregados de educação que sabiam dessas coisas permitiam que elas acontecessem? Por pura cobardia. Nesse tempo os pobres não tinham direito à revolta. Se se revoltassem eram comunistas, levavam um “enxerto de porrada” nas salas da PIDE e calavam o bico para não serem presos. Ninguém tinha direito a reclamar. Excepto os amigos da UN (União Nacional). Era levar e comer e calar. Se fizessem barulho, as instituições criadas pelo Estado Novo para o efeito haviam de os colocar no lugar.
E então era ver as “MULATAS” a torturarem os seus alunos que não aprendiam. Era pouco importante para elas as condições em que viviam ou se havia comida em casa de manhã antes de irem para a Escola. Tinham de aprender. Se não fosse a bem era a mal. Era o professor da Escola de Pesca que mandava despir os miúdos e que os vergastava no átrio para os obrigar a saber a lição. Eram as palmatoadas numa mão e noutra até elas ficarem feridas. Eram as cabeças contra o quadro. Eram os pontapés e as vergastadas. Era a professora que verbalizava as suas frustrações contra as meninas que se aparentavam menos arranjadas. Ou a outra que maltratava psicologicamente a outra aluna porque o pai era preso político. E as obrigavam a dar vivas à fotografia do Salazar que se mantinha na sala de aula como se fosse o exemplo do grande educador.
E os meninos aprendiam. Pudera. Ou aprendes ou levas. Tenho dificuldades em enaltecer o tempo da Escola Primária que vivi. Recordo que os alunos que tivessem “tracoma” eram obrigados a ir para a Escola do Filtro. E não se perguntava onde a criança morava. Ia para lá e acabava o assunto ali. E se não tivesse tempo para ir a casa almoçar, não almoçava e pronto. E com os olhos doentes era obrigado a ter o mesmo grau de rapidez de aprendizagem que qualquer outro. Segregado e burro era o pior que podia acontecer. E os pais sabiam e calavam e nunca reclamavam. Era os que apanhavam tinha que iam para a Escola com a cabeça envolta num barrete branco para os distinguir dos outros. E os pais sabiam, comiam e calavam. E os filhos desde pequeninos que aprendiam a diferença entre ser uma pessoa de bem e ser um miserável.
Definitivamente não tenho saudades dos meus tempos de Escola Primária.

segunda-feira, outubro 24, 2011

DÚVIDAS SISTÉMICAS

No tempo em que eu era professor a palavra sistémica estava colada à avaliação. Agora surge integrada na crise económica, tendo sido descoberta pelos políticos para assustar o cidadão comum. A palavra sistémica cheira a palavrão e na deve ser boa coisa, pensará o mais desprevenido.
No entanto, é a forma de pensamento mais usual entre o cidadão comum, na sua aplicação ao que observa, das várias vertentes interdisciplinares em que se movimenta o seu saber. Para o cidadão comum a racionalidade em si mesma não explica tudo. È preciso ir tão largo e tão sensível como decorrem as suas afinidades.
Vem isto a propósito do comentário publicado na minha postagem de ontem a propósito de arrojos da arquitectura. Só por si aquele comentário mereceria toda uma análise ao que se vai fazendo por cá e como os cidadãos vêm o que se faz.
É difícil compreender que a Av. Arqº Paulino Montez seja um local clandestino. Como é difícil compreender que certas ruas do Centro Histórico da Cidade vivam esse mesmo paradigma. São locais de evidência que ninguém olha e muito menos quem é pago para olhar. E se alguém olha e vê e cumpre a sua nobre acção de cidadão preocupado com a ilegalidade, passa pela vergonha de se tornar “chato”, “repetitivo” e “cruel”. E quem de direito não lhe liga importância. E no entanto a preocupação por aquilo que parece ser incompreensível faz parte de um dos direitos inalienáveis do ser humano em geral e do cidadão comum interessado e empenhado em particular.
Mas as respostas à dúvida não surgem e o cidadão tende a desconfiar. E de desconfiado passa a desencantado. E de desencantado a desinteressado. São então que se tende a deixar rolar e a omitir o que está mal porque não vale a pena. Quando termina a dúvida sistémica, dilui-se o cidadão e termina a participação na causa pública. E aí, começa tudo a andar para trás.

domingo, outubro 23, 2011

O QUE SE CONSTRÓI POR AÍ...









sábado, outubro 22, 2011

PELO CHEIRO, PERCEBE-SE

Um homem estava em casa a ver televisão e a comer amendoins.
Atirava-os ao ar para em seguida apanhá-los com a boca.
A meio da acrobacia a sua esposa fez uma pergunta, e quando ele se virou para responder, um amendoim caiu-lhe dentro da orelha.
Ele bem que tentou tirá-lo mas apenas conseguiu enterra-lo ainda mais.
Após horas a tentar, começaram a ficar preocupados e decidiram ir ao hospital.
Estavam a fechar a porta de casa, quando chegou a filha com um amigo.
Após serem informados do problema, o amigo da filha disse que conseguia tirar o amendoim.
O jovem enfiou dois dedos pelo nariz do homem a dentro e disse para ele expirar com forca.
O homem assim fez e o amendoim saltou fora.
A esposa e a filha saltaram e gritaram de alegria.
O jovem insistiu que não era nada de mais e foi com a filha para a cozinha comer qualquer coisa.
Assim que saíram, a mãe virou-se para o pai:
- Não é maravilhoso? Não é esperto?  Achas que vão continuar amigos?
- Pelo cheiro que tem nos dedos,... vai ser nosso genro.

quinta-feira, outubro 20, 2011

EMPOBRECIMENTO/ENDIVIDAMENTO

Pensei muito que título dar a esta postagem. Ao longo de todos os anos de Poder Democrático Autárquico que o endividamento da Câmara Municipal de Peniche tem vindo em crescendo. Não há um Presidente eleito que não tenha doado ao seu antecessor uma divida maior do que aquela que herdou do que lhe antecedeu.
Em relação a isto fui ouvindo sempre dois tipos de argumentos. O primeiro é o de que deixando obra o endividamento não é grave. O segundo é o de que se não formos piores do que os anteriores já não somos maus.
Uma das habilidades criadas ao longo dos vários exercícios orçamentais seria o da venda de património, criando assim um falso sentimento de equilíbrio na consciência de quem exercia o poder autárquico e das oposições. Só que toda a gente sempre soube que nada daquilo correspondia à verdade. Se ao longo dos 34 anos de exercícios autárquicos se tivessem vendido os bens necessários para equilibrar os vários orçamentos, já nem palmo de terra a Câmara Municipal tinha.
Com o que está a acontecer ao nosso país, criou-se-me o pavor de qual a situação financeira em que o nosso Concelho se encontra. Não temo ser responsabilizado pelos erros que eventualmente eu próprio tenha cometido quando fui autarca. Se fui, que seja penalizado por isso na proporção das minhas responsabilidades. Mas era importante todos sabermos qual é verdadeiramente a nossa situação. Qual é o nosso endividamento. Mas falem linguagem que todos percebam. Em relação ao que dispomos que percentagem temos hipotecada às dividas que assumimos?
Que esperança temos para o nosso futuro? E para o futuro dos nossos filhos? E dos filhos dos nossos filhos? Peniche tem viabilidade como Concelho? Podemos continuar a ter carnavais em Agosto e subsídios para pagar arrendamentos de Associações que não funcionam?
São perguntas poucas para as muitas que poderiam e deveriam ser feitas. O Concelho de Peniche suporta ainda durante quanto tempo os imensos desperdícios que são constantes e evidentes?

quarta-feira, outubro 19, 2011

VOTAR EM BRANCO

Quando iniciei a minha marcha pessoal do voto em branco, fi-lo porque deixei de acreditar nos Partidos. Tendo sido militante do MDP/CDE, do PCP e do PS, em todos procurei uma atitude cívica para além dos interesses imediatos do voto. Mesmo que isso significasse nunca fazer o exercício do poder. Acredito firmemente que acreditar é que conduz o Homem nos caminhos do sonho, mesmo que isso signifique um caminho de dificuldades e de escolhos.
Quando deixei de acreditar, deixei de votar. E tenho para mim que a solução passa por um grande abandono das mesas de voto. Aos portugueses resta agora voltar as costas à grande fraude a que nos conduziram. Os políticos hoje não representam nada para além de si próprios.
É esta a grande verdade que os indignados um pouco por todo o mundo estão a percorrer. Solidários entre si e sem outras solidariedades que não sejam a sua confiança no ser humano, eles estão a reconstruir a humanidade e os seus sonhos.
Em tempos, uma revista efémera, a “Raiz e Utopia” tentou dizer-nos isto. Acredito que está no ser humano a resposta às suas necessidades. Tudo o resto faliu. A Europa não pode ou não soube reinventar-se. Para mim as urnas de voto acabaram.

terça-feira, outubro 18, 2011

DIAS NEGROS

Se dúvidas existissem o que ontem foi anunciado para os próximos 3/5 anos foi o anúncio definitivo do fim da classe política portuguesa e com ela o fim de múltiplos sonhos e ilusões. Não que subsistissem muitas. Mas a gente acredita que pode ser melhor do que dizem. Não sei se poderia ser diferente do que foi anunciado. Mas acredito que tudo isto foi negociado entre os 4 maiores partidos políticos, embora tenha sido deixada ao PS um certo grau de liberdade para fingir que não mas sim.
Seria bom que a nossa memória pudesse reter a admirável simbiose entre Bede Durbidge e os tubos de mar que trouxeram milhares e milhares de Forasteiros de todo o Mundo a Peniche. Mas o que fica, só que ainda muitos de entre nós não deram por isso, é o anúncio de um regresso aos anos 60 com as insuficiências para muitos, alguma escapatória para uns quantos e uma farta vida de sucessos para muito poucos.
Aquilo que pais e avós tentaram esconder dos seus filhos e netos, sobre uma vida em que um par de sapatos era um presente de sonho, em que uma ida ao médico representava uma pedrada no charco, em que frequentar a escola era uma bênção, parece regressado dos confins dos tempos em que tinha sido enterrado.
Longe vão os tempos da euforia que representava ir ao banco buscar dinheiro para passar férias em S. Martinho do Porto, ou oferecer uma festa de Natal magnificente a amigos e familiares, desde logo com prendas de passagem do final de ano na Madeira.
Resta entregar as casas aos bancos e recorrer à habitação social da Câmara. Esquecer as mobílias adquiridas a crédito e o carro que já foi devolvido. Somos de novo filhos da miséria congénita em que este país sempre se debateu. Somos filhos da desgraça e se de vez em quando parecemos mais felizes, é só sinal do mau tempo que se avizinha.

segunda-feira, outubro 17, 2011

ESCOLAS EM TEMPO DE CRISE/ESCOLAS EM CRISE

O “Expresso/SIC” do passado sábado publicou o ranking das escolas em 2009/2010. Também o “DN” fez o mesmo. Como é natural fui à procura da Escola Secundária de Peniche. No primeiro encontrei-a em 222º lugar, com uma média de 10,44 e para 465 provas realizadas. Em relação ao ano anterior em que ficou em 93º lugar, desceu 129 lugares.
No segundo ranking aparece em 254º lugar, não havendo termo de comparação com anos anteriores. Num e noutro caso os alunos descem as classificações obtidas entre resultados internos da escola e os exames nacionais. No primeiro ranking de 13,3 para 10,44 e no 2º caso de 12,30 para 10,18. A discrepância de resultados é que os pressupostos de análise não são exactamente os mesmos num e noutro caso.
O importante aqui é encontrar as razões porque os resultados não são melhores. Porque é que uma escola na orla litoral e na periferia de Lisboa não encontra motivações e capacidades para gerar outro tipo de competências.
Este é um assunto que mereceria uma análise mais aprofundada quer pelo Conselho Local de Educação, quer pela Assembleia Municipal de Peniche. Se calhar não é por acaso que somos um concelho de grande indigência cultural, em que o melhor de nós se confunde na perfeição com a análise que Eça faz do estranho mundo português.
Ou mais vale deixar tudo como está porque se os jovens de Peniche passarem a ter consciência do que podem, os poderes públicos instituídos podem ficar mal na fotografia.

domingo, outubro 16, 2011

ÚLTIMA MODA: Tatoos em relevo



sábado, outubro 15, 2011

SOU UM INDIGNADO: QUERO SER LIVRE!

sexta-feira, outubro 14, 2011

VIGARISTAS, LADRÕES & C.ª Lda

quinta-feira, outubro 13, 2011

PENICHE DE NOVO CAPITAL INTERNACIONAL DO SURF

Entre os próximos dias 15 e 24 de Outubro, desenrola-se aqui na península o evento maior do surf internacional. Aqueles nomes que só nas páginas das revistas são possíveis de ver, vão cruzar-se connosco e Peniche pelo menos uma vez por ano é a capital mundial de um dos desportos de maior projecção nos nossos dias.
Sinto-me bem com isso. Faz bem ao meu ego como natural de Peniche e português. Num tempo em que nada vale nada, por 10 dias as coisas valem pelo que de mais belo tem a capacidade humana. Poder desenvolver uma simbiose perfeita com a mais indominável das forças da natureza, o mar.
Um destes últimos dias em conversa com uma pessoa mais jovem que eu cerca de 20 anos, portanto um homem deste tempo, fiquei siderado quando ele me referiu esta actividade do surf em Peniche, como a demonstração do que de pior se pode fazer para o seu desenvolvimento.
Aceito de barato que haja pessoas que não gostem de surf. Aceito também que achem que é muito pouco o desenvolvimento de Peniche passar só pelas ondas. Considero normal que algumas pessoas se sintam incomodadas por Peniche durante 10 dias parecer um oásis de felicidade no país da miséria. Tudo isto eu compreendo e aceito. Mas que é lindo ver Peniche difundido nas quatro partidas do mundo é. Que é um sonho ver milhares e milhares de pessoas confluírem para aqui para poderem ao vivo participar num evento como este, é. Que existe um tempo em que a crise, e a troika, e o inferno em que converteram Portugal, dá lugar à festa que precisamos para carregar as baterias de que carecemos para poder enfrentar o futuro negro que se avizinha, é outro facto.
Mas ao longo dos Peniche nunca passou da cepa torta. O Turismo prevaleceu a soluços. A indústria da pesca quase desapareceu por completo. A indústria transformadora está reduzida a 2 ou 3 casos residuais não se sabendo por quanto tempo é possível mantê-las.
A mim parece-me que o surf em Peniche não presta (em certas opiniões) porque está a servir os interesses imediatos da Câmara comunista. É isso. Incomoda os intelectos pequeninos e serôdios desta terra que um evento desta natureza se concretize com um executivo comunista.
Eu também não gosto que um governo da porra me lixe o 13º mês e tenho de o engolir. Para além das outras maldades que estão a preparar. Chateia-me a visão estreita das coisas. Chateia-me que a minha terra não tenha um grupo de cidadãos dispostos a dar a cara pelo que ela pode representar no futuro. Seja no Turismo. Seja em actividades piscatórias rentáveis. Seja em áreas de comércio e serviços de qualidade. Onde eventos como estes terão lugar inevitavelmente.
Quantos aos comunistas da Câmara, não podem admirar-se de que só por ser eles a fazerem as coisas, haja quem as conteste. Não tem sido esse o comportamento dos comunistas nos últimos 35 anos em relação a todo e qualquer governo ou a toda e qualquer medida por eles tomada? Governo para a rua. Abaixo o Governo.
Têm que ter paciência e colher os frutos do que semearam.

terça-feira, outubro 11, 2011

MUDAR DE VIDA

Quem me conhece sabe que sou muito penicheirão a falar. Na tropa no comando de pelotões fui desenvolvendo os exercícios vocais que haveriam de me tornar imbatível em questões de tom de voz. Depois foi o desenvolvimento da minha actividade como docente. As actividades políticas em vez de me tornarem mais moderado, fizeram redobrar as minhas capacidades em me fazer ouvir.
Às tantas essa capacidade de me fazer ouvir à distância veio a manter-se mesmo em conversas privadas. Isto é, comigo deixaram de haver segredos de estado. Quem me conhece sabe que sou assim. Se a conversa me interessa e o interlocutor é motivante esqueço-me de tudo e lá começo eu a falar em tons de voz que dá para encher um estádio de futebol. Sou um trovão. Isto tem vantagens e desvantagens. A principal vantagem é que falando assim toda a gente sabe o que estou a dizer. Não dá para inventar. A principal desvantagem é que aborreço de forma lapidar os que não me conhecem e que se sentem incomodados e alguns que me conhecendo, não gostam do espectáculo gratuito que eu ofereço a quem vai passando.
Aos primeiros explico-lhes que sou naturalmente assim. Aos segundos passo a evitá-los.
Assim foi um destes dias em que tendo ido à Associação buscar a minha mulher à hora de saída dela, encontrei um amigo que não via há muito tempo. Ele até foi meu aluno e posteriormente meu colega de profissão. Foi inevitável falarmos de Educação. E porque eu tenho uma visão muito minha do que tem acontecido nas Escolas e com elas, a conversa entre mim e o meu amigo foi-se desenvolvendo e à medida que se desenvolvia eu ia-me apaixonando com o que dizia e ouvia e vocês adivinham o resto. Até que o meu amigo me diz que estava a sentir incomodado pelo tom de voz que eu usava. Quem passasse iria pensar que eu estava a ralhar com ele.
Foi a minha vez de me sentir incomodado. Se ele me dissesse para eu falar mais calmo, eu teria percebido. Agora por aquilo que os outros pudessem pensar… Isso deixou-me abalado nos alicerces daquilo que eu pensava ser o que ele conhecia de mim e das minhas características específicas. Respondi-lhe que não o incomodaria mais e acabei ali uma conversa e com ela uma amizade que eu pensaria ser mais consistente. O que se passa é que eu estou na recta descendente. Já não tenho nem tempo nem querer para mudar de vida ou de atitudes. Deixei-me seduzir pelo que gosto e cortei com o que me aborrece. Quero terminar o tempo de vida de que disponho com quem ou com aquilo que me faz sentir bem. O resto já era.

segunda-feira, outubro 10, 2011

O CRIME NÃO COMPENSA

A desvalorização das diatribes de Alberto João Jardim por Jerónimo de Sousa, afinal não colheu dividendos. Como não colheu dividendos a súbita declaração de amor de Mário Nogueira a Jardim. O PCP que em 2007 tinha recebido 7.659 votos (5,44%), agora em 2011 recebeu 5546 votos (3,76%). Tinha 2 deputados e passou a ter só um. Até o partido do Coelho lhe passou à frente. É claro que o grupo sindicalista do PCP não vai assumir a responsabilidade desta derrota ignominiosa. A culpa para eles vai ser de toda a gente menos deles próprios. As bananas são reaccionárias. Idem para o peixe-espada preto e para as espetadas e para os bolos de mel.
Os professores afastaram-se deste cozinhado mal-cheiroso (cheirava a merda) entre o Alberto João e o Mário Nogueira. E dividem-se as opiniões sobre quem ficou a perder na fotografia. Os mais estudiosos garantem que perdeu mais o Jardim que o Nogueira. É que este último é já carne putrefacta, enquanto o primeiro ainda dá uns trôpegos passos no bailinho da Madeira.
Seja como for. A conclusão que podemos tirar é que o povo da Madeira pode querer que seja o Jardim a colher o resultado do que semeou. Mas não se deixa iludir perante quem também lhes quer por a mão no bolso.

domingo, outubro 09, 2011

QUEM ENGANOU QUEM?
José, camionista, passou muito tempo a viajar e chegou em casa de madrugada.
Como estava com saudades, correu para quarto, agarrou a esposa e fez amor com ela três vezes.
Quando acabou, foi para cozinha beber água. Quando lá chegou, viu a esposa a tomar café. Intrigado perguntou:
- Amor, tu não estavas no quarto ainda agora?
- Não, aquela é a minha mãe que veio fazer-me companhia enquanto viajavas.
- Amor! Pelo amor de Deus! Nem imaginas o que aconteceu. Cheguei morrendo de saudades tuas, corri para o quarto, estava escuro, pensando que fosses tu e fiz amor três vezes com a tua mãe.
A esposa, indignada, foi a correr falar com a mãe.
- Mãe! É verdade que o José saltou para cima de ti três vezes, pensando que fosse eu?
- Foi.
- E tu não lhe disseste nada?
- Sabes muito bem que eu não falo com ele há mais de cinco anos

sábado, outubro 08, 2011

LAPSUS LINGUAE
Estava um padre da província a começar a missa e começou ele:
- Hoje vamos xalar da passagem de Jesus quando ressuscitou laxaro:
- E Jesus dixe, alevanta-te laxaro, mas laxaro nao xe levantou, mas Jesus disse novamente, laxaro meu filho alevanta-te, entao laxaro xe levantou e andeu...
mas uma voz ao fundo da igreja disse: - e andou estúpido:
E o padre respondeu: - xim xim laxaro andou estúpido muito tempo mas depois passou

quinta-feira, outubro 06, 2011

PREPLEXIDADES
Só se admira quem for desatento. Depois de ver e ouvir as afirmações de Jerónimo de Sousa sobre as trapacices e a ladroagem que tem sido levada a cabo na Madeira, assistir agora a inaugurações de instalações da FENPROF no Funchal com o Mário Nogueira a segurar na fita e o JJ a dar a tesourada final, já não espanta.
Tudo isto para o PCP poder manter alguma influência que adquiriu por força de ter perdido por completo a coluna vertebral e a vergonha.
Acolitar o Jardim para não perder votos, é tão porco que custa a escrever. Se o PCP e os seus dirigentes acreditam que ainda enganam alguém, seria bom que pensassem 2 vezes.

quarta-feira, outubro 05, 2011

5 DE OUTUBRO
O meu pai faria hoje 97 anos. A República faz hoje 101 anos de idade. Para mim e para uns quantos (poucos) que ainda vão tendo memória o dia de hoje vale a pena. Para os restantes não passa dum feriado. Como tantos outros. Dentro de muito pouco tempo o 5 de Outubro terá o mesmo significado (i.e. nenhum) que o 28 de Setembro que passou há pouco mais de uma semana e que poucos ainda se recordam do seu significado.
Em tempo de crise é minha sugestão, que sejam banidos dos Feriados Nacionais o 5 de Outubro, o 25 de Abril e o 1º de Dezembro. Sempre são mais 3 dias para produzir. Isto se ainda houver alguém empregado para produzir. mas para quem está desempregado, os Feriados pouco dizem.

segunda-feira, outubro 03, 2011

NÃO FAZER ONDAS
A pior coisa que pode acontecer a um candidatado a uma treta qualquer é a imprensa (os média em geral) dedicarem-se a ele(a) no período pré-eleitoral. Os repórteres e os candidatos a jornalistas, conhecedores desse trauma, procuram descobrir “rabos-de-palha” que possam utilizar para vender mais jornais (leia-se publicidade). Entra-se então num desatino.
O que me espanta é que a armadilha de tão óbvia ainda resulte. Alguns, os que têm um ego maior que o mundo, não é assim que saiem vencidos. Esses são atacados todo o tempo. Até que os próprios apoiantes deles duvidem e comecem a criar novos apoios. E a criar um novo líder. Que aplaudirão com tanto empenho, como aplaudiram o que o antecedeu.
Depois há também os que fogem da publicidade como o Diabo da Cruz. Esses tudo fazem para não dar nas vistas. Não querem que deles se fale. Para depois aparecerem numa manhã de nevoeiro. E tentarem a sua sorte.
Os medrosos e os exibicionistas terão todos o mesmo fim. Sem honra nem glória. Só que demoram a perceber isso. Julgam que deles ficará um nome para a história, mas se perguntarem a si próprios quem foi Joaquim de Barros Valla, Armando Sampaio Senna ou Luis Pedroso da Silva Campos, saberão porque falo assim. A resposta ou a falta dela diz muito do que cada um de nós pode esperar do futuro. O reconhecimento das gerações presentes não é passaporte para o futuro.

sábado, outubro 01, 2011

LOCALIDADE ONDE NOS ÚLTIMOS ANOS TEM NASCIDO A MAIOR PARTE DOS POLÍTICOS
Fica na ALEMANHA e tem acordos com os Sistemas de Saúde da UE