segunda-feira, janeiro 18, 2016


BOM DIA MISTER ALEX

O “Expresso Curto” do Ricardo Marques de 15 de Janeiro aponta para a página do “National Hurricane Center” onde podemos ver os nomes encontrados nos próximos anos para os furacões nas diversas zonas do globo onde são mais comuns.

Pela curiosidade que representa transcrevo essas designações.

 

Skip Navigation Links

NOAANOAAUnited States Department of Commerce



Parte inferior do formulário



  • Tropical Cyclone Names


2015
2016
2017
2018
2019
2020
Ana
Bill
Claudette
Danny
Erika
Fred
Grace
Henri
Ida
Joaquin
Kate
Larry
Mindy
Nicholas
Odette
Peter
Rose
Sam
Teresa
Victor
Wanda
Alex
Bonnie
Colin
Danielle
Earl
Fiona
Gaston
Hermine
Ian
Julia
Karl
Lisa
Matthew
Nicole
Otto
Paula
Richard
Shary
Tobias
Virginie
Walter
Arlene
Bret
Cindy
Don
Emily
Franklin
Gert
Harvey
Irma
Jose
Katia
Lee
Maria
Nate
Ophelia
Philippe
Rina
Sean
Tammy
Vince
Whitney
Alberto
Beryl
Chris
Debby
Ernesto
Florence
Gordon
Helene
Isaac
Joyce
Kirk
Leslie
Michael
Nadine
Oscar
Patty
Rafael
Sara
Tony
Valerie
William
Andrea
Barry
Chantal
Dorian
Erin
Fernand
Gabrielle
Humberto
Imelda
Jerry
Karen
Lorenzo
Melissa
Nestor
Olga
Pablo
Rebekah
Sebastien
Tanya
Van
Wendy
Arthur
Bertha
Cristobal
Dolly
Edouard
Fay
Gonzalo
Hanna
Isaias
Josephine
Kyle
Laura
Marco
Nana
Omar
Paulette
Rene
Sally
Teddy
Vicky
Wilfred




2015
2016
2017
2018
2019
2020
Andres
Blanca
Carlos
Dolores
Enrique
Felicia
Guillermo
Hilda
Ignacio
Jimena
Kevin
Linda
Marty
Nora
Olaf
Patricia
Rick
Sandra
Terry
Vivian
Waldo
Xina
York
Zelda
Agatha
Blas
Celia
Darby
Estelle
Frank
Georgette
Howard
Ivette
Javier
Kay
Lester
Madeline
Newton
Orlene
Paine
Roslyn
Seymour
Tina
Virgil
Winifred
Xavier
Yolanda
Zeke
Adrian
Beatriz
Calvin
Dora
Eugene
Fernanda
Greg
Hilary
Irwin
Jova
Kenneth
Lidia
Max
Norma
Otis
Pilar
Ramon
Selma
Todd
Veronica
Wiley
Xina
York
Zelda
Aletta
Bud
Carlotta
Daniel
Emilia
Fabio
Gilma
Hector
Ileana
John
Kristy
Lane
Miriam
Norman
Olivia
Paul
Rosa
Sergio
Tara
Vicente
Willa
Xavier
Yolanda
Zeke
Alvin
Barbara
Cosme
Dalila
Erick
Flossie
Gil
Henriette
Ivo
Juliette
Kiko
Lorena
Mario
Narda
Octave
Priscilla
Raymond
Sonia
Tico
Velma
Wallis
Xina
York
Zelda
Amanda
Boris
Cristina
Douglas
Elida
Fausto
Genevieve
Hernan
Iselle
Julio
Karina
Lowell
Marie
Norbert
Odalys
Polo
Rachel
Simon
Trudy
Vance
Winnie
Xavier
Yolanda
Zeke



Central North Pacific Names

List 1
List 2
List 3
List 4
Akoni
Ema
Hone
Iona
Keli
Lala
Moke
Nolo
Olana
Pena
Ulana
Wale
Aka
Ekeka
Hene
Iolana
Keoni
Lino
Mele
Nona
Oliwa
Pama
Upana
Wene
Alika
Ele
Huko
Iopa
Kika
Lana
Maka
Neki
Omeka
Pewa
Unala
Wali
Ana
Ela
Halola
Iune
Kilo
Loke
Malia
Niala
Oho
Pali
Ulika
Walaka

 

sábado, janeiro 16, 2016


NUDISMO NO SEU MELHOR…

 

O Manel inscreve-se numa colónia balnear para nudistas do mais exclusivo que existe.
No seu primeiro dia, despe-se e resolve ir dar uma volta pelo complexo.
A certa altura cruza-se com uma morena, extremamente bem feita, e mal a vê PUFFF, uma erecção. Ela aproxima-se dele e pergunta:
- "O senhor chamou-me??"
- "Quem eu? Não! Mas porque é que diz isso?"
- "Bom, o senhor deve ser novo aqui. Existe uma regra que diz que sempre que uma mulher provoque "essa" reacção num homem, é sinal que ele a está a chamar, e pode fazer dela o que quiser." Sendo assim, lá vão os dois para um recanto um pouco menos exposto e o Manel faz o que tinha a fazer.
Continuando no seu passeio resolve passar pela sauna, mas no preciso momento em que está a entrar solta um sonoro peido.
Saído do "nevoeiro", aparece um homem, grande, peludo, forte que lhe diz:
- "O senhor chamou-me?"
- "Quem eu? Não! Mas porque é que diz isso?"
- "Bom, o senhor deve ser novo aqui. Existe uma regra que diz que sempre que alguém fizer o que o senhor acabou de fazer é sinal que me está a chamar e EU posso fazer o que quiser."
O gigante pega no pobre Manel, vira-o e... pronto... o desgraçado do Manel ganha um andar novo.
O Manel dirige-se a correr para a recepção entrega as chaves do cacifo o cartão e diz para a Recepcionista nua:
- "Tome lá minha senhora, vou-me embora, pode ficar com os 100 contos de jóia!"
- "Então mas o senhor nem cá ficou 3 horas. Não chegou sequer a conhecer metade do complexo."
- "Escute menina, eu tenho 62 anos, tenho uma erecção uma vez por semana, mas peido-me pelo menos 15 vezes por dia, portanto, ADEUS!!"

quinta-feira, janeiro 14, 2016


O RELVAS DO PS

António Lobo Antunes: "Miguel Relvas. Bastava olhar para a cara dele: aquilo brilhava de estupidez"

 

E o que dizer da cara de Mário Nogueira? Conseguirá este “Senhor das Trevas” impor-se perante a maioria dos portugueses e das portuguesas? Será capaz a FENPROF e os seus aliados anti-natura destruir a réstia de esperança em que nos sentimos a caminhar rumo a um tempo novo?

Quando ouço falar de uma greve que se anuncia contra tudo e contra todos receio o que possa acontecer. Espero e desejo estar enganado. Mas já é tempo de MN encontrar o seu Gulag e por lá ficar a apanhar arenques e a brincar com as focas.  

segunda-feira, janeiro 11, 2016


OS RETIROS

“Cavaco pode ir a seguir para um convento onde se fazem atos de arrependimento, oração e penitência”. Ângelo Correia, no jornal “i”

 

A gente porta-se mal e já está. Vai para um retiro. Esta a vantagem de ter uma filosofia judaico-cristã de vida. O pecado trata-se com uma confissão, 5 Pai-Nossos, 5 Avé-Marias e um retiro espiritual para se pensar nos pecados próprios.

Recordo um homenzinho que para se preparar para assumir a sua convicção de apóstolo, foi 40 dias e 40 noites para o deserto a pão e água, e submeteu-se às mais diversas torturas e assédios para testar as suas capacidades de resistir ao que condenava nos outros.

O mesmo homenzinho dizia para os seus amigos e companheiros que antes de participarem na refeição espiritual, deveriam procurar os seus amigos com quem se tivesse desavindo, abraçá-los em paz e então regressar ao convívio dos seus pares espirituais.

 

Mas tudo isso mudou. 1º a gente corrompe e é corrompido. Actua com má fé e recebe em dobro. Depois tem dúvidas sobre se gostou ou não. Vai para um retiro e no calor das mantas logo decide.

Por último, ou arrepia caminho até ao próximo delito ou nem sequer perde tempo e avança desde logo para o saboroso pecado.

 

  

 

sábado, janeiro 09, 2016

O PODER DAS MULHERES

Muito bem, gritou São Pedro, vamos organizar duas filas.  
 
Os homens que sempre dominaram as mulheres façam fila do lado esquerdo. 

Os que sempre foram dominados pelas suas mulheres façam fila à direita. 

Depois de muita confusão, os homens estão em fila. 

A fila dos dominados pelas respectivas mulheres tem mais de 100 km. 

A fila dos que dominavam as mulheres tinha só um individuo. 

São Pedro exclama: 

-Vocês deveriam ter vergonha! Deus criou-vos à Sua imagem e semelhança e vocês deixaram-se dominar pelas mulheres... Apenas um de vós honrou o Seu nome e deixou Deus orgulhoso da sua criação. Aprendam com ele!

E, virando-se para o homem solitário, São Pedro pergunta: 

- Conte-nos: como é que você fez para ser o único nesta fila? 

E o homem timidamente respondeu:
 
 
- Foi a minha mulher que me mandou ficar aqui!!!

sexta-feira, janeiro 08, 2016


2000-2016
SWATCH MANUEL MARTINS  COSTA

Seus pais, irmã, filhos e restante família, cumprem o dolorosos dever de informar o falecimento do seu familiar após um enorme sofrimento depois de ter sofrido um infeliz acidente de viação, sem qualquer culpa para quem o atropelou.

O cão SWATCH morreu como sempre viveu, teimoso, senhor do seu nariz, não permitindo que alguém lhe tocasse a não ser as inúmeras fêmeas com quem trocou fluidos.

A casa para o SWATCH era o lugar onde dormia (nem sempre), comia e bebia. O falecido era quanto a mim que noticio a tragédia, quem mais se parecia com um governo de direita e com o actual PR felizmente em final de mandato. Era um venha a nós, e depois fazia grandes “poias” para todos os que o ajudavam.

O SWATCH ao fim de 15 anos de convivência tornou-me imune à vontade de ter cães. Esse favor eterno lhe devo.  

 


quarta-feira, janeiro 06, 2016


AS PRESIDENCIAIS

Julgo que me acontece a mim o mesmo que se passa com a generalidade da população portuguesa. Uma completa indiferença perante o espectáculo surreal das eleições para a Presidência da República.

Marcelo passeia-se na passadeira vermelha que a imprensa lhe estendeu.

Henrique Neto insulta o espelho de manhã quando faz a barba e leva o resto do dia a gritar: “-lá vem o lobo”. Grita tanto que já ninguém acredita nele.

O Edgar, ouve o Paulo, que grita com a Marisa que se ri à gargalhada com o Silveira, das caretas do Tino, enquanto o Cândido das Hemodiálises se coloca em bicos de pés.

A Maria de “Belém que verás por um canudo” não quer fazer parte da facção e insurge-se, embora para o povo sábio o ditado de que não basta ser séria é preciso parecê-lo mantenha a sua actualidade.

Para o Reitor nada disto é novidade. É em tudo semelhante às praxes académicas conservadoras, pouco académicas e retrógradas que neste particular levam à asfixia de um país.

segunda-feira, janeiro 04, 2016


GENTES E GENTES

O período de festas que atravessámos trouxe-me à memória um facto mesquinho, insignificante e tacanho passado na nossa santa terrinha.

Recordo Trafalgar Square onde para tudo para se celebrar a passagem de ano. Fecham restaurantes e pequenos e grandes negócios porque com o trânsito interrompido e as centenas de milhares de pessoas que se juntam para comemorar a chegada do Novo Ano, não dá espaço a mais nada.

Recordo o Terreiro do Paço e Hotéis de constelações de estrelas ali localizados de onde se vislumbram e sentem barulhos e cheiros de uma Lisboa cosmopolita. Os terraços são espaços de lazer e a vista é a Paz deslumbrante do Tejo por onde passam navios.

Recordo o Big-Ben e tudo o que anuncia no seu badalar intenso, metódico e previsível. O Parlamento britânico ouve as badaladas e as leis saem escusas e falhadas. O 1º Ministro engana-se e julga-se irlandês. A Rainha perde o ceptro e a coroa quando a última badalada das 15:00 ecoa. É o fim do império britânico.

 

Em Peniche, nesta cidade empoeirada e de presente comprometido circula a vontade e o abaixo assinado da nossa ignorância poeirenta. É preciso calar os sinos. Os turistas não dormem, não repousam, não sossegam perante o som metálico de sinos de igrejas a tocarem. E com as assinaturas vamos acordar o poder político, económico, social e religioso.

Cale-se o Big-Bem. Que se destrua Trafalgar Square. Encerre-se o Terreiro do Paço a qualquer tipo de trânsito.

È Peniche e as suas gentes no seu máximo esplendor.     

sábado, janeiro 02, 2016

FELIZ NATAL

- Que estás a fazer, filho?
- Estou a escrever uma carta ao Pai Natal…
- Mas porque é que estás a escrever numa folha de lixa?
- Para que ele não limpe o cú com ela, como fez o ano passado!!!



quarta-feira, dezembro 30, 2015


 

4 histórias

 

 4 RINS

 

No Curso de Medicina, o professor dirige-se ao aluno e pergunta:
- Quantos rins temos nós?
- Quatro! - responde o aluno.
- Quatro?

–replica o professor, um arrogante, daqueles que sentem prazer em gozar com os erros dos alunos.
- Tragam um fardo de palha, pois temos um burro na sala.  Ordena ao seu auxiliar.
- E para mim um cafezinho! - pediu o aluno.
O professor ficou furioso e expulsou-o da sala. O aluno era Aparício Torelly Aporelly (1895-1971), o 'Barão de Itararé'. Ao sair, o aluno ainda teve a audácia de corrigir o irritado mestre:
- O senhor me perguntou quantos rins 'NÓS TEMOS'. 'NÓS' temos quatro: dois meus e dois seus. 'NÓS' é uma expressão usada para o plural. Tenha um bom apetite e delicie-se com o capim.

Moral da História:

 

 A VIDA EXIGE MUITO MAIS COMPREENSÃO DO QUE CONHECIMENTO.

 


BOA RESPOSTA

   Um mecânico está a desmontar a cabeça do motor de uma moto, quando vê na oficina um cirurgião cardiologista muito conhecido. Ele está a observar o mecânico a trabalhar. Então o mecânico pára e pergunta:
- Bom dia, doutor, posso fazer uma pergunta?
O cirurgião, um tanto surpreendido, concorda e aproxima-se da moto na qual o mecânico está a trabalhar. O mecânico levanta-se e pergunta:
- Doutor, repare neste motor. Eu abro-lhe o coração, tiro as válvulas, conserto-as, ponho-as no sítio e fecho novamente, e, quando acabo, ele volta a trabalhar como se fosse novo. Explique-me por que é que eu ganho tão pouco e o senhor tanto, quando o nosso trabalho é praticamente o mesmo!!
Então o cirurgião sorri, inclina-se e diz baixinho ao mecânico:
- 'Você já tentou fazer como eu faço, com  o motor a trabalhar?'
 

Moral da História:

 

QUANDO A GENTE PENSA QUE SABE TODAS AS RESPOSTAS, VEM A VIDA E MUDA TODAS AS PERGUNTAS.

 


MUITA CALMA

 Entra um senhor desesperado na farmácia e grita:
- Rápido, dê-me algo para a diarreia! Urgente!
O dono da farmácia, que era novo no negócio, fica muito nervoso e dá-lhe um remédio errado: um remédio para nervos. O senhor, com muita pressa, pega no remédio e vai embora.
Horas depois, chega novamente o senhor que estava com diarreia e o farmacêutico diz-lhe:
- As minhas desculpas, senhor. Creio que por engano lhe dei um medicamento para os nervos, em vez de um para a diarreia. Como é que se sente?
O senhor responde:
- Cagado... mas tou tranquilo.

Moral da História:

 “POR MAIS DESESPERADA QUE SEJA A SITUAÇÃO, SE ESTIVER CALMO, AS COISAS SERÃO VISTAS DE OUTRA MANEIRA".

 


PROBLEMA É SÉRIO

 
O sujeito vai ao psiquiatra
- Doutor - diz ele - estou com um problema: - De cada vez que estou na cama, acho que está alguém debaixo dela. Vou para baixo da cama ver e parece-me que há alguém em cima dela. P'ra baixo, p'ra cima, p'ra baixo, p'ra cima. Estou a ficar maluco!
- Muito bem. Eu trato de si durante dois anos, diz o psiquiatra. Venha cá três vezes por semana, e eu resolvo-lhe o problema.
- E quanto me vai custar isso? - pergunta o paciente.
- 75 € por sessão - responde o psiquiatra.
- Bem, eu vou pensar - conclui o sujeito.
Passados seis meses, encontram-se na rua.
- Então, como tem passado, por que é que nunca mais apareceu? - Pergunta o psiquiatra.
- A 75€ a consulta, três vezes por semana, durante dois anos, ia-me ficar caro demais. Um indivíduo que conheci no café curou-me por 10€.
- Ah sim? E como? - Pergunta o psiquiatra.
O sujeito responde:
- Por 10€ ele cortou os pés da cama...

Moral da História:

 

MUITAS VEZES O PROBLEMA É SÉRIO, MAS A SOLUÇÃO PODE SER MUITO SIMPLES!

 

 

terça-feira, dezembro 29, 2015

VADE RETRO PAULO PORTAS
Não há bem que sempre dure, nem mal que muito ature

segunda-feira, dezembro 28, 2015


QUEM QUER PERCEBER O QUE LHE ACONTECEU?

Num notável artigo de opinião, escrito hoje no “Expresso Curto”, Nicolau Santos com palavras simples que todos entendemos, descreve a miséria em que caímos, origens e desenvolvimentos. Diz quem é quem nesta roubalheira.

Transcrevo na íntegra para vossa apreciação:


“Os Emídios Catuns que nos pregaram um calote de 6,3 mil milhões e andam à solta

Nicolau Santos, Diretor-Adjunto do “Expresso”

Bom dia.

Desculpem, mas não há peru, rabanadas e lampreias de ovos que me façam passar o engulho da fatura que neste final do ano veio parar outra vez aos bolsos dos contribuintes por mais um banco que entrega a alma ao criador, no caso o Banif, no caso mais 3 mil milhões. É de mais, é inaceitável, é uma ignomínia para todos os que estão desempregados ou caíram no limiar da pobreza por causa desta crise e mais uma violência brutal para os que continuam a pagar impostos (e que são apenas cerca de 50% de todos os contribuintes).

Todos nos lembramos do cortejo dos cinco maiores banqueiros portugueses (Ricardo Salgado, Fernando Ulrich, Nuno Amado, Faria de Oliveira e Carlos Santos Ferreira) a irem ao Ministério das Finanças e depois à TVI exigir ao então ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, para pedir ajuda internacional. Todos nos lembramos como o santo e a senha da altura era o da insustentável dívida pública portuguesa por erros de gestão do Governo de José Sócrates. Todos nos lembramos das sucessivas reafirmações de que a banca estava sólida por parte do Banco de Portugal e do governador Carlos Costa. Todos nos lembramos dos testes de stress aos bancos conduzidos pela Autoridade Bancária Europeia – e como os bancos nacionais passaram sempre esses testes. E depois disso BPI, BCP, CGD e Banif tiveram de recorrer à linha de crédito de 12 mil milhões acordada com a troika. E depois disso o BES implodiu – e agora o Banif também. E depois disso só o BPI pagou até agora tudo o que lhe foi emprestado. E antes disso já o BPN e o BPP tinham implodido. E a Caixa vai ter de fazer um aumento de capital. E o Montepio é uma preocupação. É de mais! Chega! Basta!

No caso do Banif, é claro que o governador Carlos Costa tem enormes responsabilidades na forma como o problema acabou por ter de ser resolvido. No caso do BES foi ele também que seguiu a estratégia da resolução, da criação do Novo Banco e do falhanço total dessa estratégia – a venda rápida que não aconteceu, a venda sem despedimentos que também não vai acontecer, os 17 interessados que afinal eram só três, as propostas que não serviam, e o banco que era para ser vendido inteiro e agora vai ser vendido após uma severa cura de emagrecimento. É claro também que a ex-ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, tem responsabilidades diretas no caso, por inação ou omissão. E é claro que o ex-primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, geriu politicamente o dossiê.

Mas não confundamos os políticos e o polícia com os bandidos,
com os que levaram a banca portuguesa ao tapete. E para isso nada melhor do que ler o excelente texto que o Pedro Santos Guerreiro e a Isabel Vicente escreveram na revista do Expresso da semana passada com um título no limite mas que é um grito de alma: «O diabo que nos impariu» - ou como os bancos nacionais destruíram 40 mil milhões desde 2008. Aí se prova que houve seguramente muitos problemas, mas que a origem de tudo está no verdadeiro conúbio lunar que se viveu entre a banca e algumas empresas e alguns empresários do setor da construção. Perguntam os meus colegas: «Sabe quem é Emídio Catum? É um desses empresários da construção, que estava na lista de créditos do BES com empresas que entretanto faliram. Curiosamente, Catum estava também na lista dos maiores devedores ao BPN, com empresas de construção e imobiliário que também faliram». E como atuava Catum? «O padrão é o mesmo: empresas pedem crédito, não o pagam, vão à falência, têm administradores judiciais, não pagam nem têm mais ativos para pagar, o prejuízo fica no banco, o banco é intervencionado, o prejuízo passa para o Estado». Simples, não é, caro leitor?

A pergunta que se segue é: e o tal de Catum está preso? Não, claro que não. E assim, de Catum em Catum, ficámos nós que pagamos impostos com uma enorme dívida para pagar que um dia destes vai levar o Governo a aumentar de novo os impostos ou a cortar salários ou a baixar prestações sociais. Mas se fosse só o Catum… Infelizmente, não. Até as empresas de Luís Filipe Vieira deixaram uma dívida de 17 milhões do BPN à Parvalorem, do Estado, e tinham ainda por pagar 600 milhões de crédito do BES. O ex-líder da bancada parlamentar do PSD, Duarte Lima, deixou perdas tanto no Novo Banco como no BPN. Arlindo Carvalho, ex-ministro cavaquista, também está acusado por ilícitos relacionados com crédito concedido pelo BPN para compra de terrenos. E um dos homens fortes do cavaquismo, Dias Loureiro é arguido desde 2009 por compras de empresas em Porto Rico e Marrocos, suspeita de crimes fiscais e burlas. Mas seis anos depois, o Ministério Público ainda não acusou Dias Loureiro, nem o processo foi arquivado.

Dos 50 maiores devedores do BES, que acumulavam um crédito total de dez mil milhões de euros, «o peso de construtores e promotores imobiliários é avassalador». No BPN, «mais de 500 clientes com dívidas iguais ou superiores a meio milhão de euros deixaram de pagar». E a fatura a vir parar sempre aos bolsos dos mesmos. Por isso, o artigo de Pedro Santos Guerreiro e Isabel Vicente é imperdível. Para ao menos sabermos que o que aconteceu não foi por acaso. Que muita gente não pagou o que devia ou meteu dinheiro ao bolso – e esperou calmamente que o Estado viesse socializar os prejuízos enquanto eles privatizaram os lucros.

domingo, dezembro 27, 2015

PROMOÇÃO DE NATAL
Aproveitem hoje
A crise é total


terça-feira, dezembro 22, 2015


PARÁBOLA DA CIGARRA E DA FORMIGA (2 versões)

 

Versão alemã:

-----------------

A formiga trabalha durante todo o Verão debaixo de Sol. Constrói a sua casa e enche-a de provisões para o Inverno.
A cigarra acha que a formiga é burra, ri, vai para a praia, bebe umas cervejecas, dá umas “quecas”, vai ao Rock in Rio e deixa o tempo passar.
Quando chega o Inverno a formiga está quentinha e bem alimentada. A cigarra está cheia de frio, não tem casa nem comida e morre de fome.

Fim.

Versão portuguesa
:

-----------------------

A formiga trabalha durante todo o Verão debaixo de Sol. Constrói a sua casa e enche-a de provisões para o Inverno.
A cigarra acha que a formiga é burra, ri, vai para a praia, bebe umas cervejecas, dá umas quecas, vai ao Rock in Rio e deixa o tempo passar.
Quando chega o Inverno a formiga está quentinha e bem alimentada.
A cigarra, cheia de frio, organiza uma conferência de imprensa e pergunta porque é que a formiga tem o direito de estar quentinha e bem alimentada enquanto as pobres cigarras, que não tiveram sorte na vida, têm fome e frio.

A televisão organiza emissões em directo que mostram a cigarra a tremer de frio e esfomeada ao mesmo tempo que exibem vídeos da formiga em casa, toda quentinha, a comer o seu jantar com uma mesa cheia de coisas boas à sua frente.

A opinião pública tuga escandaliza-se porque não é justo que uns passem fome enquanto outros vivem no bem bom. As associações anti pobreza manifestam-se diante da casa da formiga. Os jornalistas organizam entrevistas e mesas redondas com montes de comentadores que comentam a forma injusta como a formiga enriqueceu à custa da cigarra e exigem ao Governo que aumente os impostos da formiga para contribuir para a solidariedade social.

A CGTP, o PCP, o BE, os Verdes, a Geração à Rasca, os Indignados e a ala esquerda do PS com a Helena Roseta e a Ana Gomes à frente e o apoio implícito e falso do Mário Soares organizam manifestações diante da casa da formiga.

Os funcionários públicos e os transportes decidem fazer uma greve de solidariedade de uma hora por dia (os transportes à hora de ponta) de duração ilimitada.

Fernando Rosas escreve um livro que demonstra as ligações da formiga com os nazis de Auschwitz.
Para responder às sondagens o Governo faz passar uma lei sobre a igualdade económica e outra de anti discriminação (esta com efeitos retroactivos ao princípio do Verão).

Os impostos da formiga são aumentados sete vezes e simultaneamente é multada por não ter dado emprego à cigarra. A casa da formiga é confiscada pelas Finanças porque a formiga não tem dinheiro que chegue para pagar os impostos e a multa.

A formiga abandona Portugal e vai-se instalar na Suíça onde, passado pouco tempo, começa a contribuir para o desenvolvimento da economia local.

A televisão faz uma reportagem sobre a cigarra, agora instalada na casa da formiga e a comer os bens que aquela teve de deixar para trás. Embora a Primavera ainda venha longe já conseguiu dar cabo das provisões todas organizando umas "parties" com os amigos e umas "raves" com os artistas e escritores progressistas que duram até de madrugada. Sérgio Godinho compõe a canção de protesto "Formiga fascista, inimiga do artista...".

A antiga casa da formiga deteriora-se rapidamente porque a cigarra está-se cagando para a sua conservação. Em vez disso queixa-se que o Governo não faz nada para manter a casa como deve de ser. É nomeada uma comissão de inquérito para averiguar as causas da decrepitude da casa da formiga. O custo da comissão (interpartidária mais parceiros sociais) vai para o Orçamento de Estado: são 3 milhões de euros por ano.
Enquanto a comissão prepara a primeira reunião para daí a três meses, a cigarra morre de overdose.

Rui Tavares comenta no Público a incapacidade do Governo para corrigir o problema da desigualdade social e para evitar as causas que levaram a cigarra à depressão e ao suicídio.

A casa da formiga, ao abandono, é ocupada por um bando de baratas, imigrantes ilegais, que há já dois anos que foram intimadas a sair do País mas que decidiram cá ficar, dedicando-se ao tráfego da droga e a aterrorizar a vizinhança.

Ana Gomes um pouco a despropósito afirma que as carências da integração social se devem à compra dos submarinos, faz uma relação que só ela entende entre as baratas ilegais e os voos da CIA e aproveita para insultar Paulo Portas.

Entretanto o Governo felicita-se pela diversidade cultural do País e pela sua aptidão para integrar harmoniosamente as diferenças sociais e as contribuições das diversas comunidades que nele encontraram uma vida melhor.

A formiga, entretanto, refez a vida na Suíça e está quase milionária...

 

sábado, dezembro 19, 2015



AVISO AO PAI NATAL (para memória futura)
Carta ao Pai Natal enviada a 26/12/2014. Mais vale prevenir que remediar...

“Querido” Pai Natal:
Acharás estranho que te escreva hoje, dia 26 de Dezembro, mas quero
esclarecer certas coisas que me ocorreram desde que te mandei uma
carta, cheio de ilusões, na qual te pedia que me trouxesses uma
bicicleta, um comboio eléctrico, um Nintendo 64 e um par de patins.
Quero dizer-te que me matei a estudar todo o ano, tanto que, não só
fui um dos primeiros da minha turma, mas também que tirei 20 a todas as disciplinas, não te estou a enganar. Ninguém se portou melhor que eu, nem com os pais, nem com os irmãos, nem com os amigos, nem com os vizinhos. Fiz recados SEM COBRAR, ajudei velhinhos a atravessar a rua e não houve nada que não fizesse pelos meus semelhante e, mesmo assim,
C'A GANDA LATA, O PAI NATAL!!!
E que... olha que deixar debaixo da árvore de Natal uma porcaria dum
pião, uma m… duma corneta e um maldito par de meias, QUE GANDA PORRA!!!
Quem pensas que és, ó barrigudo?
Ou seja, porto-me como um imbecil a merda do ano inteiro para que
venhas com uma merda deste calibre; e não sendo isto suficiente, ao
estúpido da merda do filho da vizinha, esse idiota sem educação,
malcriado e desobediente que grita com a mãe, A esse cavalão,
trouxeste-lhe tudo o que te pediu. Por isso agora quero que venha um
terramoto ou qualquer coisa assim, para irmos todos à merda, já que
com um Pai Natal tão incompetente e falso como tu, é melhor que a
terra nos engula. Mas não deixes de regressar no ano que vem, que vou rebentar a pedrada as VACAS das tuas renas. Começando por essa merda do Rudolph, que tem nome de gay. Vou-tos espantar para que te lixes, e andes a pé, como eu, GANDA CABEÇUDO!, já que a bicicleta que te pedi era para ir para a escola, que fica longe como a merda da minha casa.
Ah!!! E não me quero despedir sem te mandar para a  … oxalá que quando tiveres subido muito alto se  vire o trenó e leves
um grande tombo, por seres tão filho da mãe. Por isso, aviso-te que
no próximo ano vais ficar a saber o que é um miudo maldito, sacana e
um bocadinho f...
Atentamente,
Nando.

P.S. O pião, a corneta e o par de meias, podes vir buscá-los quando
quiseres e mete-los onde levam as galinhas!!!!!

sexta-feira, dezembro 18, 2015


SER CRISTÃO

Tanto quanto compreendo as coisas ser cristão, é ter Cristo como exemplo e tudo fazer para lhe seguir as pisadas e ensinamentos.

Por que entendo as coisas tão simples como isto, tenho comigo perplexidades que não me abandonam.

Cavaco Silva será cristão? E Paulo Portas? E Adriano Moreira que aceitou ser membro de um governo que detinha pessoas presas por delito de opinião? E Ricardo Salgado será cristão? E Durão Barroso?

Estão a perceber o que me confunde?

Quando vejo figuras que se dedicam (aram) a atormentar outros seres humanos numa Igreja ajoelhando-se perante o símbolo do ideal cristão, fico perplexo. Depois penso. Com certeza que se confessaram e tal como fazem política assim lidaram com o padre confessor. Depois foram perdoados com 2 Pai-Nossos e 3 Avé-Marias, comungaram e lá seguiram o seu caminho para poderem ser exemplos para os incautos cidadãos.

Ser cristão é a melhor solução para quem curtir o pecado.   

quarta-feira, dezembro 16, 2015


O NATAL EM PENICHE

Quem passa pela baixa (e não só) da cidade de Peniche sente um vazio enorme na alma.

O actual executivo do PC decidiu acabar com as festividades do Natal. Que seja. Não lhe chamem festas do Natal. Chamem-lhe Festa de Família. E tudo se justificará.

A tristeza das iluminações de Natal. 3 miseráveis luzinhas aqui, 2 outras ali. E nem música. Não gostam de Música de Natal ponham Música Clássica. Mas por favor deem-nos música. Encham as nossas almas de encanto.

É claro que sei que o actual presidente da Câmara já não é candidato nas próximas eleições. E que se está borrifando para quem as ganha. E sei que as almas dos comunistas estão em fanicos ao pensar que este final de ano é doloroso com o PS a governar e eles a dizerem que sim.

O dinheiro foi-se. E quem quiser Natal que faça o seu presepiozinho em sua casa. Nas ruas da Cidade de Peniche não.

Odeio a insensibilidade dos responsáveis da Câmara Municipal de Peniche.    

segunda-feira, dezembro 14, 2015


EU E AS PRESIDENCIAIS DE JANEIRO DE 2016

Como já vem sendo hábito venho por este meio (até parece que estou no notário) fazer a minha manifestação de vontade sobre as próximas Presidenciais.

Isto porque quero que quem aqui vem perceba claramente a pessoa que vêm encontrar. Eu sou muito transparente nas minhas posições políticas. E às tantas era fácil eu dizer que este Blog é isento e independente e depois ir tentando minar com diversas opiniões a vossa atitude. Tornar-me-ia tão vigarista como os que reprovo nesta luta que se avizinha pelo poder institucional.

 

Sou de esquerda. Ou do centro esquerda como queiram. Desde logo o professor martelo está nas minhas antípodas. Como se isto não bastasse não me esqueço que ele sempre foi o “fazedor” de factos políticos. Até o seu amigo (?) Balsemão ele conseguiu torpedear. Dito isto, não me esqueço que ele nas suas conversas em família fintando uns quantos incautos e menos atentos telespectadores, foi preparando este espaço como trampolim para o objectivo que pretende. Intimo de Salazaristas, foi afinando o diapasão à medida que o tempo foi passando permitindo a si próprio uma roupagem de independência que agora apresenta como uma medalha. Por mim de Cavacos estou farto.

 

Vamos agora aos outros. Marisa Matias e o sr. prior vão cumprir o doloroso dever de se apresentarem ao eleitorado para que os seus partidos ganhe, tempo de antena. Quanto a vcs não sei. Mas eu já dei para esse peditório.

 

Henrique Neto. Conheço-o desde os tempos do MDP/CDE. Voluntarioso. Ddedicado às suas causas. Temerário e um industrial que na indústria dos moldes fez crescer a nossa região e o nosso país. Sempre devotado à causa pública tem uma maneira muito singular e de discordar e raramente de concordar. Parece sentir uma grande frustração por não ter sido nunca aproveitado politicamente. Dói-me (porque o conheço) aquilo em que se tornou. Não lhe sinto nem esperança, nem futuro. Não é o meu candidato.

 

Vou votar em SAMPAIO DA NÓVOA. É um homem da cultura e do saber. É um homem de causas e de esperança. É da esquerda humanista e social. Isto chega-me.

   

sexta-feira, dezembro 11, 2015

BOAS FESTAS
Este fim de semana deixo-vos a todos com estes meus votos. É o meu contributo neste momento que se deseja Feliz e pleno de esperanças. Muita saúde e alegrias neste período e no próximo 2016.
Subam a escada da Vida com sonhos e de mãos dadas com os que amais.



quinta-feira, dezembro 10, 2015

E QUEM NÃO TIVER INTERNET?
Ontem fiz uma tentativa para assistir ao lançamento do livro de José Pacheco Pereira sobre o Cunhal. Lá estava eu às 18 30 horas. Mas é claro que não começou quando devia. Porque haviam pessoas que se tinham atrasado para o "acontecimento". Fiz o que podia. Comprei o livro e já depois das 19 vim-me embora. Nenhum Marcelo por mais mediático que seja é mais importante que eu. Isto aprendi eu com o meu pai e o Pacheco Pereira tem sido muito insistente neste aspecto. As pessoas valem por serem pessoas. Só por isso. Depois devem pagar o preço dos degraus que sobem. E esse preço é tanto mais elevado quanto mais próximo se está do topo da escadaria.
Pagar eu o preço de servir de escadote? Já dei para esse peditório.
Logo à noite ouço a quadratura do círculo. E procuro ler o que ele escreve. O Zé Pacheco pereira não tem de se preocupar com os cabeçudos que o querem afastar. Tratam-se de atitudes obscenas que só classificam quem as toma. Desses actores de pacotilha não restarão vestígios. Tu meu amigo ainda tens o 5º volume para escrever.


De resto queria deixar uma só critica mas essa não é ao JPP. É a quem organizou a apresentação do livro. Entrou nas atitudes comuns informar estas coisas via internet. E quem não tiver internet? Quem não tiver acesso à porcaria das redes sociais?   

segunda-feira, dezembro 07, 2015


AS RUINAS DO CARMO

No passado sábado fui passar o dia com a minha filha. A manhã foi “consumida” em Lisboa. Enquanto a minha mulher e a minha cunhada faziam compras eu dediquei-me a passear em locais que há muito não revia.

O Martim Moniz deixou-me aparvalhado. Já não reconhecia aquele espaço. Independentemente de se ter tornado um espaço comercial da euro Ásia, também o edificado deu um enquadramento espectacular a um espaço praticamente abandonado durante muitos anos mesmo no centro da cidade. Fui em direcção à baixa passando pela rua Barros Queiroz. Vi a Igreja de S. Domingos e entrei. Sentei-me numa cadeira para descansar e vi as centenas de turistas que admiravam os “ossos” que sobraram daquele local de culto, depois de um incêndio em 1959 que horrorizou todos quantos no nosso país sofrem com a destruição do nosso património histórico.

Descansado parti para a 2ª parte do meu passeio Praça da Figueira em direcção ao Rossio. Sentei-me num banco a admirar aquela magnifica praça de Lisboa. O movimento. As casinhas de vendas de Natal. A alegria das crianças. As mães à procura das prendas para oferecerem. E no meio disto tudo do banco onde me sentei via as ruinas do Carmo sobressaindo dos telhados. Tirei 2 fotos que lamentavelmente perdi ao passa-las da máquina para o PC. Felizmente que no Google encontrei o que vi.



Aquelas ruinas são uma história de Lisboa e de Portugal que me soube bem rever ainda que à distância. Também eu salvo as devidas proporções sou um pouco uma ruina do que fui. Coxo e muito desgastado do meu coração, ando uns metros e tenho de descansar. Graças ao menos que consigo descrever o estado de verdadeira felicidade que foi rever espaços que fizeram parte da minha juventude e dos meus primórdios de adulto.

Lisboa é uma cidade que merece a pena ser vista e amada. Assim a saibamos merecer.

sábado, dezembro 05, 2015

A QUESTÃO SERÁ MESMO O NOME
Um emigrante veio a Portugal e trazia consigo um potente cão, um Doberman.
Foi ao Alentejo mostrar o seu "perro" ao seu compadre.
- Compadre, tenho aqui um cão muita valente, dá cabo de qualquer coisa que ladre.
- Olhe, eu por acaso também tenho aqui um cão, eu chamo-lhe o RASTEIRINHO, o gajo é muita mau. Dá-me cabo das galinhas todas .
- O que é que você diz se a gente juntasse os animais ?
- Bora.
Quinze minutos depois, após terem ocorrido milhares de gemidos e latidos, o Doberman já não tinha uma perna e estava praticamente "serrado" ao meio .
- Epa, o seu cão é muita mau. Como é que ele se chama?
- Olhe , eu chamo-lhe o rasteirinho , mas lá fora chamam-lhe CAOcrodilo


sexta-feira, dezembro 04, 2015


REQUIEM PELO CINEMA PARIS

Tenho estado de férias. Os reformados também tiram férias. Eu não sabia mas aprendi à minha custa. Como é que são as férias de um reformado? Eu explico.

Se adoece ainda faz menos do que aquilo que já não fazia. Se fica sem internet o reformado tira mais que fazer ao já não fazer “nadica” de nada. Nestes momentos de férias o reformado dorme de dia e à noite não tem sono. Quando chega o Natal, a decoração do “lar doce lar” ocupa os momentos já tão expressivos de lazer continuado.

Foi num momento de férias assim que a notícia me fez entrar em ebulição e me trouxe os meus dias de Campo de Ourique e da Estrela. O cinema Paris, ali na Domingos Sequeira, vai ser demolido.



Regressei aos meus 16/17 anos aluno da Machado de Castro e posteriormente do Instituto Industrial. Aos meus quartos alugados naqueles bairros tão semelhantes a Peniche. Às minhas tardes de domingo no Jardim da Estrela. Às milhares de vezes que passei junto ao Paris para ir para as aulas ou quando vinha delas e ía para casa. As dezenas (centenas?) de vezes que comprei bilhete e numa gazeta às aulas, fazia do Paris a minha Formação para a cidadania. Eu, o Jorge Machado, o Joseph. O meu afilhado Luís. O Zé Maria Martiniano. O Zé Puto. E tantos e tantos outros.

O Paris interrompeu-me as férias por tudo aquilo que representou (e representa para mim). Campo de Ourique sem o Paris, sem o “Vergas”, sem as tascas, sem o Jardim da Parada ou a Basílica é impensável para mim.

Estou a ficar irremediavelmente velho. As coisas que me ajudaram a crescer vão desaparecendo, tal como as pessoas. Eu vou restando. Nesta roleta da vida ainda não saiu o meu número. Sabe-se lá porquê. Por isso posso ainda escrever sobre as minhas memórias. E sabe-me bem fazê-lo. Mesmo que esteja de férias.