A AZIA CONTINUA
Uma senhora que me faz recordar, as senhoras do Movimento Nacional Feminino vem, e que garante ser a lídima representante dos que não têm representantes vem agora desencadear um abaixo-assinado contra tudo o que não está de acordo.
Isto tem a ver com professores, com avaliação e com o facto de enquanto houver um professor avaliado de forma a poder ser considerado menos capaz, continuarem a existir movimentos de professores possessos. Todos se acham em condições de chegar ao topo da carreira. Deve ser a única profissão e o único país do Mundo em que isso acontece. Mas paciência. Este é um país sem cura.
Ninguém os ouve reclamar pela falta de autonomia das Escolas que perderam a pouca que já tiveram.
Ninguém os ouve discutirem a necessidade de existirem Projectos Educativos diferenciados.
Ninguém os ouve a solicitarem acções de Formação ou Cursos Pós-Laborais para as novas Pedagogias de Avaliação em contexto de ensino-aprendizagem e de actividade laboral.
Não se percebe como não existem actividades extra-curriculares nas escolas viradas para uma pedagogia de integração, quando toda a gente se queixa da dificuldade de interacção com os alunos e encarregados de educação.
Gastaram-se milhões com as Novas Tecnologias e no entanto raras são as escolas do Básico ao Secundário que têm sítios na Internet devidamente actualizados.
Um dia Portugal será um País adulto. Um dia os jovens deste País vão perceber onde estão os culpados da sua ineficiência e incapacidades.
"Conversar em Peniche" não é necessariamente conversar sobre Peniche. Também mas não só. Algumas vezes assumirá um papel de raiva. Ou de guerra. Será provocador qb. Comprometido. Não será isento nem de erros nem de verdades (os meus, e as minhas). O resto se verá...
segunda-feira, fevereiro 08, 2010
domingo, fevereiro 07, 2010
MAL-ENTENDIDOS
Depois de várias queixas apresentadas ao DRH (Departamento de Recursos Humanos) do céu, decidiu-se libertar a carga a todos os anjos que andavam a servir de guias aos recém-chegados.Assim, naquele dia fez-se o teste, só poderiam atravessar os portões, as pessoas que tivessem tido um último dia realmente mau.São Pedro, qual porteiro de uma discoteca abarrotada, ficou aos Portões, pronto a mandar as mortes simples para outro departamento.
Eis senão quando chega o primeiro coitado. O homem, cheio de olheiras, aproxima-se de São Pedro, pede para entrar, mas... as regras são-lhe explicadas. Decidido a entrar, o homem decide contar a sua história...
- "Sabe, eu andava a sentir-me enganado, um dia, cheguei a casa mais cedo e encontrei a minha mulher algo descomposta, em roupa interior, despenteada... fiquei fora de mim, passei a casa a pente fino, não encontrei nada, fiquei tão arrependido de ter desconfiado da minha mulher que precisei de apanhar ar, assim que cheguei à varanda, encontro um homem pendurado... não pensei duas vezes... a raiva deixou-me com uma força sobrenatural, fui à cozinha... peguei no frigorífico e atirei-o para cima do homem. Sabe, eu moro num 9º andar, quando vi o homem estatelado lá em baixo, senti-me mal e tive um ataque de coração!"
São Pedro, olha para o homem e diz-lhe...
- "Bem, meu filho... tu tiveste um dia realmente mau, entra lá!"
Nem cinco minutos a seguir, entra outro homem, ainda com pior aspecto, e, depois de S. Pedro explicar tudo, ele conta a sua história:
- "Eu estava no 10º andar a fazer exercício, desequilibrei-me, e fui parar ao andar de baixo... quando dei por ela, um homem, completamente doido, lança-me um frigorífico em cima, e... depois disso, não me lembro de mais nada."
S. Pedro franze o sobrolho, não conseguindo esconder um sorrisinho sádico e abre os portões para ele entrar.Imediatamente a seguir, entra o pior de todos, este, olhava à volta como se não soubesse o que se passava... como seria de esperar, começou a contar o que se passou...
- "Bem, eu estava dentro de um frigorífico..."
Nota: S. Pedro desmanchou-se a rir, o DRH suspendeu o projecto e lançou um processo disciplinar a S. Pedro por conduta imprópria
Depois de várias queixas apresentadas ao DRH (Departamento de Recursos Humanos) do céu, decidiu-se libertar a carga a todos os anjos que andavam a servir de guias aos recém-chegados.Assim, naquele dia fez-se o teste, só poderiam atravessar os portões, as pessoas que tivessem tido um último dia realmente mau.São Pedro, qual porteiro de uma discoteca abarrotada, ficou aos Portões, pronto a mandar as mortes simples para outro departamento.
Eis senão quando chega o primeiro coitado. O homem, cheio de olheiras, aproxima-se de São Pedro, pede para entrar, mas... as regras são-lhe explicadas. Decidido a entrar, o homem decide contar a sua história...
- "Sabe, eu andava a sentir-me enganado, um dia, cheguei a casa mais cedo e encontrei a minha mulher algo descomposta, em roupa interior, despenteada... fiquei fora de mim, passei a casa a pente fino, não encontrei nada, fiquei tão arrependido de ter desconfiado da minha mulher que precisei de apanhar ar, assim que cheguei à varanda, encontro um homem pendurado... não pensei duas vezes... a raiva deixou-me com uma força sobrenatural, fui à cozinha... peguei no frigorífico e atirei-o para cima do homem. Sabe, eu moro num 9º andar, quando vi o homem estatelado lá em baixo, senti-me mal e tive um ataque de coração!"
São Pedro, olha para o homem e diz-lhe...
- "Bem, meu filho... tu tiveste um dia realmente mau, entra lá!"
Nem cinco minutos a seguir, entra outro homem, ainda com pior aspecto, e, depois de S. Pedro explicar tudo, ele conta a sua história:
- "Eu estava no 10º andar a fazer exercício, desequilibrei-me, e fui parar ao andar de baixo... quando dei por ela, um homem, completamente doido, lança-me um frigorífico em cima, e... depois disso, não me lembro de mais nada."
S. Pedro franze o sobrolho, não conseguindo esconder um sorrisinho sádico e abre os portões para ele entrar.Imediatamente a seguir, entra o pior de todos, este, olhava à volta como se não soubesse o que se passava... como seria de esperar, começou a contar o que se passou...
- "Bem, eu estava dentro de um frigorífico..."
Nota: S. Pedro desmanchou-se a rir, o DRH suspendeu o projecto e lançou um processo disciplinar a S. Pedro por conduta imprópria
sábado, fevereiro 06, 2010
sexta-feira, fevereiro 05, 2010
HISTÓRIA DE PORTUGAL
Em Novembro de 2009, a Editora “Esfera dos Livros” publicou um livro com o título “História de Portugal”, que teve como coordenador o Professor Rui Ramos e como colaboradores Bernardo Vasconcelos e Sousa e Nuno Gonçalo Monteiro.
O livro não é barato. São 40€. Mas iniciar a sua leitura é entrar numa aventura apaixonante que rapidamente justifica os sacrifícios a serem feitos para os adquirir. Considerando mesmo o custo de umas sapatilhas, de umas calças de ganga de marca ou de uma T-shirt com etiqueta conhecida, o preço é mesmo uma agradável surpresa.
Pensando também que em todos os lares existem de uma maneira geral ou estudantes ou pessoas que “curtem” umas calhandrices, acaba por sair mais barato que a “TV7” dias ou a “Caras”.
Extirpado este “Conversar” de brejeirices, penso ser recomendável que em todos os lares onde existam jovens do 2º Ciclo ao Secundário, a existência desta “História de Portugal”. E não se assustem com a espessura do livro. Lê-lo é mais leve que uma pena. E é um suporte indispensável para as disciplinas de Português, História e Formação Cívica.
Como prenda de anos, oferta para amigos ou familiares que estão na diáspora, ou mesmo como sinal de amizade para os que nos são mais caros, este livro representa um investimento na inteligência daqueles de quem gostamos.
Uma coisa vos garanto, nenhum professor, nenhum programa de TV, nenhum site da NET por melhor que seja é tão apaixonante como este livro. E assim se aprende Portugal e porque somos quem somos. Talvez isso nos torne melhores.
PS: Não me atrevo sequer a sugerir que as escolas o adquiram, porque acredito firmemente que os departamentos respectivos já o tenham feito e distribuídos por todas as escolas do concelho.
Em Novembro de 2009, a Editora “Esfera dos Livros” publicou um livro com o título “História de Portugal”, que teve como coordenador o Professor Rui Ramos e como colaboradores Bernardo Vasconcelos e Sousa e Nuno Gonçalo Monteiro.
O livro não é barato. São 40€. Mas iniciar a sua leitura é entrar numa aventura apaixonante que rapidamente justifica os sacrifícios a serem feitos para os adquirir. Considerando mesmo o custo de umas sapatilhas, de umas calças de ganga de marca ou de uma T-shirt com etiqueta conhecida, o preço é mesmo uma agradável surpresa.
Pensando também que em todos os lares existem de uma maneira geral ou estudantes ou pessoas que “curtem” umas calhandrices, acaba por sair mais barato que a “TV7” dias ou a “Caras”.Extirpado este “Conversar” de brejeirices, penso ser recomendável que em todos os lares onde existam jovens do 2º Ciclo ao Secundário, a existência desta “História de Portugal”. E não se assustem com a espessura do livro. Lê-lo é mais leve que uma pena. E é um suporte indispensável para as disciplinas de Português, História e Formação Cívica.
Como prenda de anos, oferta para amigos ou familiares que estão na diáspora, ou mesmo como sinal de amizade para os que nos são mais caros, este livro representa um investimento na inteligência daqueles de quem gostamos.
Uma coisa vos garanto, nenhum professor, nenhum programa de TV, nenhum site da NET por melhor que seja é tão apaixonante como este livro. E assim se aprende Portugal e porque somos quem somos. Talvez isso nos torne melhores.
PS: Não me atrevo sequer a sugerir que as escolas o adquiram, porque acredito firmemente que os departamentos respectivos já o tenham feito e distribuídos por todas as escolas do concelho.
quinta-feira, fevereiro 04, 2010
O LADO OCULTO DA MENTE
A propósito dos meus dizeres de ontem que me ficaram a martelar na cabeça, ao fim da tarde quando cheguei a casa decidi ouvir Fado. A música acompanha-me sempre que estou no meu espaço a que chamei escritório. Pois foi o Fado que procurei na biblioteca do iTunes.
Confesso-me um Amaliano dos quatro costados. Comigo acompanharam-me no meu deambular em Portugal e nas estranjas Handel, Tchaikovsky, Wagner, Amália, Zeca Afonso, Piaf, Brel e Joan Baez. Depois há todos os outros que levo comigo no ouvido. Nesse tempo não havia a facilidade da Internet. Eram as cassetes que de vez em quando se enrolavam e fazia um apelo aos meus amigos de cá para me enviarem o que já não tinha cura.
A certa altura senti que o Busto tinha acabado e quando tratava de escolher um outro CD, ouço o Alfredo Marceneiro a explicar um Fado que ia cantar. Deixei ficar. Sinto uma grande ternura pelo Ti Alfredo. E há medida que o ouvia mais pensava no que tinha escrito umas horas antes. Ele dizia que aquele Fado era para todos. Para quem ouvia e para quem cantava. Era para quem enfiasse o barrete. Não resisti a transcrever os versos que mais parecem saídos da pena do Aleixo.
Este fado é todo ele actual. E universal. Pode ouvir-se em Alfama ou em Peniche. Por isso aqui está a letra para que o possam usufruir.
CONSELHO
Letra – Carlos Conde
Música – Alfredo Marceneiro
Quando eles não valem nada
Não se ganha em discutir
Não é bom servir de escada
Para qualquer asno subir
Há gente que só diz mal
Para se impor, para ser notada
Quem discute menos vale
Quando eles não valem nada
E quem pouco valor tem
Só se vinga em deprimir
O desprezo chega bem
Não se ganha em discutir
Quem mal diz por ser ruim
Nunca vence a caminhada
A nulidades assim
Não é bom servir de escada
Quem vence de fronte erguida
Não se dispõe a servir
Como ponto de partida
Para qualquer asno subir.
A propósito dos meus dizeres de ontem que me ficaram a martelar na cabeça, ao fim da tarde quando cheguei a casa decidi ouvir Fado. A música acompanha-me sempre que estou no meu espaço a que chamei escritório. Pois foi o Fado que procurei na biblioteca do iTunes.
Confesso-me um Amaliano dos quatro costados. Comigo acompanharam-me no meu deambular em Portugal e nas estranjas Handel, Tchaikovsky, Wagner, Amália, Zeca Afonso, Piaf, Brel e Joan Baez. Depois há todos os outros que levo comigo no ouvido. Nesse tempo não havia a facilidade da Internet. Eram as cassetes que de vez em quando se enrolavam e fazia um apelo aos meus amigos de cá para me enviarem o que já não tinha cura.
A certa altura senti que o Busto tinha acabado e quando tratava de escolher um outro CD, ouço o Alfredo Marceneiro a explicar um Fado que ia cantar. Deixei ficar. Sinto uma grande ternura pelo Ti Alfredo. E há medida que o ouvia mais pensava no que tinha escrito umas horas antes. Ele dizia que aquele Fado era para todos. Para quem ouvia e para quem cantava. Era para quem enfiasse o barrete. Não resisti a transcrever os versos que mais parecem saídos da pena do Aleixo.
Este fado é todo ele actual. E universal. Pode ouvir-se em Alfama ou em Peniche. Por isso aqui está a letra para que o possam usufruir.
CONSELHO
Letra – Carlos Conde
Música – Alfredo Marceneiro
Quando eles não valem nada
Não se ganha em discutir
Não é bom servir de escada
Para qualquer asno subir
Há gente que só diz mal
Para se impor, para ser notada
Quem discute menos vale
Quando eles não valem nada
E quem pouco valor tem
Só se vinga em deprimir
O desprezo chega bem
Não se ganha em discutir
Quem mal diz por ser ruim
Nunca vence a caminhada
A nulidades assim
Não é bom servir de escada
Quem vence de fronte erguida
Não se dispõe a servir
Como ponto de partida
Para qualquer asno subir.
quarta-feira, fevereiro 03, 2010
OUTROS TEMPOS, OUTRAS PIDES
Sabíamos que a humanidade é “cusca” naturalmente.
Por vezes consegue sê-lo de forma dita natural. É quando se diz que corresponde ao direito à informação.
Outras vezes fá-lo de forma aleatória e por puro divertimento. Quando surge no café, no cabeleireiro, no futebol. À mesa de jogo. No mercado ou no Centro Comercial.
Outras ainda surgem por necessidade de defesa da Ordem. Quando paga ou beneficia os “cuscadores” a troco de informações que podem vir a beneficiar os detentores do poder.
Tudo constitui a mesma face de várias moedas. Chame-se PIDE, maledicência, direito à informação, ou outra coisa qualquer.
Ainda hoje ouvi numa televisão um dirigentes dos jornalistas a propósito de uma notícia que não sabe se é ou não verdade afirmar, que o que se diz à mesa de um restaurante é semi-público e portanto constitui delito a ser sancionado. Recordo que esse era o argumento usado pelos informadores da Pide para acusarem cidadãos incautos que conversavam num restaurante, ou contavam anedotas.
Por mim acho que o primeiro-ministro, ou o Presidente da República ou qualquer cidadão têm o direito de considerar determinado Jornalista um abcesso carregado de puz e que deve ser extirpado. O Jornalista tem o direito de achar qualquer um deles um mentecapto. O Povo julga e escolhe quem pretende. O Jornalista ou o Político em questão.
Quanto aos outros que se aproveitam disto para tentar fazer chicana, tenho para mim que o lugar deles é no caixote do lixo. Bem haja aquele pretendente ao trono que sobre si e sobre o que escreve afirma serem as suas, “palavras desnecessárias”. Esse ao menos tem consciência da sua importância.
Sabíamos que a humanidade é “cusca” naturalmente.
Por vezes consegue sê-lo de forma dita natural. É quando se diz que corresponde ao direito à informação.
Outras vezes fá-lo de forma aleatória e por puro divertimento. Quando surge no café, no cabeleireiro, no futebol. À mesa de jogo. No mercado ou no Centro Comercial.
Outras ainda surgem por necessidade de defesa da Ordem. Quando paga ou beneficia os “cuscadores” a troco de informações que podem vir a beneficiar os detentores do poder.
Tudo constitui a mesma face de várias moedas. Chame-se PIDE, maledicência, direito à informação, ou outra coisa qualquer.
Ainda hoje ouvi numa televisão um dirigentes dos jornalistas a propósito de uma notícia que não sabe se é ou não verdade afirmar, que o que se diz à mesa de um restaurante é semi-público e portanto constitui delito a ser sancionado. Recordo que esse era o argumento usado pelos informadores da Pide para acusarem cidadãos incautos que conversavam num restaurante, ou contavam anedotas.
Por mim acho que o primeiro-ministro, ou o Presidente da República ou qualquer cidadão têm o direito de considerar determinado Jornalista um abcesso carregado de puz e que deve ser extirpado. O Jornalista tem o direito de achar qualquer um deles um mentecapto. O Povo julga e escolhe quem pretende. O Jornalista ou o Político em questão.
Quanto aos outros que se aproveitam disto para tentar fazer chicana, tenho para mim que o lugar deles é no caixote do lixo. Bem haja aquele pretendente ao trono que sobre si e sobre o que escreve afirma serem as suas, “palavras desnecessárias”. Esse ao menos tem consciência da sua importância.
segunda-feira, fevereiro 01, 2010
CARNAVAL 2010
Está aí a rebentar. Os grupos estão formados e preparam-se para surpreender. Uns que há muito tempo nos entusiasmam. Outros que esperam poder ocuparem o nosso imaginário. E é ver o entusiasmo que grassa por aí. A crise passa ao lado do Carnaval. Aliás já a minha avó dizia que “ano de crise, ano de carnaval”.
Agora o que importa é fazer o melhor e o mais divertido possível, custe isso o que custar.
Para aguçar o apetite deixo aqui os nomes dos grupos e os respectivos temas com que se apresentam:
Alto de Stª Cruz – “As Piratas”
Amigos do Veleiro – “Gato das Botas”
As cores do Art – “A tribo das cores”
As folionas – “A faina do Mar”
As furonas – “Carmem Miranda”
Café Santa Cruz – “Baianas do Visconde”
Café Stella Maris – “Os meninos da Escola”
Campo da Torre – “Tribo da Folia”
Clube Lazer Santa Ana – “Cabeçudos Santa Ana”
Estamos em todas – “Revista à Portuguesa”
Filhas do Mar – “Can Can”
Florista Gardénia – “Mundo das neves”
Grupo de São Paulo – “Arco-íris”
Jóias de Ferrel – “Que lindos que eles vêm”
Marcha da Garavanha – “Moulin Rouge”
Os Pilas – “Os Samurais”
Os Wilmas – “Damas da Corte”
Vai Sempre – “Casamentos”
Vai ser um falóce – “Noivas da Floresta”
Verde Mar – “O jogo de Xadrez”
Está aí a rebentar. Os grupos estão formados e preparam-se para surpreender. Uns que há muito tempo nos entusiasmam. Outros que esperam poder ocuparem o nosso imaginário. E é ver o entusiasmo que grassa por aí. A crise passa ao lado do Carnaval. Aliás já a minha avó dizia que “ano de crise, ano de carnaval”.
Agora o que importa é fazer o melhor e o mais divertido possível, custe isso o que custar.
Para aguçar o apetite deixo aqui os nomes dos grupos e os respectivos temas com que se apresentam:
Amigos do Veleiro – “Gato das Botas”
As cores do Art – “A tribo das cores”
As folionas – “A faina do Mar”
As furonas – “Carmem Miranda”
Café Santa Cruz – “Baianas do Visconde”
Café Stella Maris – “Os meninos da Escola”
Campo da Torre – “Tribo da Folia”
Clube Lazer Santa Ana – “Cabeçudos Santa Ana”
Estamos em todas – “Revista à Portuguesa”
Filhas do Mar – “Can Can”
Florista Gardénia – “Mundo das neves”
Grupo de São Paulo – “Arco-íris”
Jóias de Ferrel – “Que lindos que eles vêm”
Marcha da Garavanha – “Moulin Rouge”
Os Pilas – “Os Samurais”
Os Wilmas – “Damas da Corte”
Vai Sempre – “Casamentos”
Vai ser um falóce – “Noivas da Floresta”
Verde Mar – “O jogo de Xadrez”
domingo, janeiro 31, 2010
31 JANEIRO DE 1891
Aqui tem início aquilo que 19 anos depois iria ter êxito a 5 de Outubro de 1910: A implantação da República.
De forma grosseira mas elucidativa, diria que o 31 de Janeiro no Porto está para a República, como o 16 de Março está para o 25 de Abril.
A ingenuidade, a pressa, alguns apoios que depois faltaram, tolheram o êxito da Revolta do Porto, conduzindo-a a uma chacina e a um fracasso que sacrificou alguns bons filhos de Portugal.
As feridas do 31 de Janeiro iriam demorar a sarar. Mas a caducidade de um sistema monárquico obsoleto corria inexorável para o seu próprio fim. Com a celebração do 31 de Janeiro se iniciam as comemorações do 1º Centenário da Implantação da República em Portugal.
Aqui na minha terra não me consta que faça parte sequer de qualquer Plano de Actividades de nenhuma escola esta comemoração. Os professores estão distraídos.
E não se diga que esta comemoração se trata de uma qualquer iniciativa cultural mais ou menos gasta pelo tempo. Tem a ver com questões de natureza cívica que conduzem (ou não) a uma plêiade de jovens mais formados, mais íntegros, mais críticos. Os sindicatos de professores (12 ao que consegui contar) conquistadas as suas glórias com o apoio dos políticos mentecaptos, acham que terão ganho o futuro imediato. Pura ilusão. Perderam o porvir de um País que teima em se recusar a si próprio.
Que a República nos perdoe a todos.
Aqui tem início aquilo que 19 anos depois iria ter êxito a 5 de Outubro de 1910: A implantação da República.De forma grosseira mas elucidativa, diria que o 31 de Janeiro no Porto está para a República, como o 16 de Março está para o 25 de Abril.
A ingenuidade, a pressa, alguns apoios que depois faltaram, tolheram o êxito da Revolta do Porto, conduzindo-a a uma chacina e a um fracasso que sacrificou alguns bons filhos de Portugal.
As feridas do 31 de Janeiro iriam demorar a sarar. Mas a caducidade de um sistema monárquico obsoleto corria inexorável para o seu próprio fim. Com a celebração do 31 de Janeiro se iniciam as comemorações do 1º Centenário da Implantação da República em Portugal.
Aqui na minha terra não me consta que faça parte sequer de qualquer Plano de Actividades de nenhuma escola esta comemoração. Os professores estão distraídos.E não se diga que esta comemoração se trata de uma qualquer iniciativa cultural mais ou menos gasta pelo tempo. Tem a ver com questões de natureza cívica que conduzem (ou não) a uma plêiade de jovens mais formados, mais íntegros, mais críticos. Os sindicatos de professores (12 ao que consegui contar) conquistadas as suas glórias com o apoio dos políticos mentecaptos, acham que terão ganho o futuro imediato. Pura ilusão. Perderam o porvir de um País que teima em se recusar a si próprio.
Que a República nos perdoe a todos.
sexta-feira, janeiro 29, 2010
EFEMÉRIDE
Perfazem hoje 56 anos sobre a morte do meu avô, Benjamim Costa. Na altura eu olhava para ele, sentado na cama a tratar dos selos (era filatelista) e achava-o muito velho. Um avô muito velho e muito carinhoso. A recordação que dele tenho é essa e a de estar a ouvir na rádio as conversas do Zéquinha e da Lélé, que tinham como intérpretes o Vasco Santana e a Elvira Velez. Quando se ria, punha as mãos na barriga e as gargalhadas irrompiam sonoras e límpidas, tornando-o ainda mais humano.
O meu avô foi e ainda é um dos meus Heróis. Pelas suas opções de vida. Pelo seu Humanismo. Por acreditar em ideais e lutar por eles.
Morreu com 62 anos. E eu hoje interrogo-me como é possível eu na altura não me ter apercebido como ele era novo quando morreu. Recordo-o hoje aqui com amor.
Perfazem hoje 56 anos sobre a morte do meu avô, Benjamim Costa. Na altura eu olhava para ele, sentado na cama a tratar dos selos (era filatelista) e achava-o muito velho. Um avô muito velho e muito carinhoso. A recordação que dele tenho é essa e a de estar a ouvir na rádio as conversas do Zéquinha e da Lélé, que tinham como intérpretes o Vasco Santana e a Elvira Velez. Quando se ria, punha as mãos na barriga e as gargalhadas irrompiam sonoras e límpidas, tornando-o ainda mais humano.O meu avô foi e ainda é um dos meus Heróis. Pelas suas opções de vida. Pelo seu Humanismo. Por acreditar em ideais e lutar por eles.
Morreu com 62 anos. E eu hoje interrogo-me como é possível eu na altura não me ter apercebido como ele era novo quando morreu. Recordo-o hoje aqui com amor.
quinta-feira, janeiro 28, 2010
AS MALHAS QUE O IMPÉRIO TECE…
Pensar eu que o PS seria o Partido que mais faria sofrer os portugueses… E de entre estes os que mais sofrem. Os que mais miseráveis de entre os miseráveis são. Que enterraria milhares de milhões de euros na banca privada e que esconde cêntimos de quem já não tem dinheiro para comprar medicamentos. Pensar que ao longo dos tempos as alianças preferenciais de um partido (dito socialista) seriam com a direita radical.
Na hora de passar pelos corredores da fome é sempre um primeiro-ministro socialista que lá está.
Não que me inspirem confiança os outros. Lamentavelmente penso que abrimos a caixa de Pandora com o 25 de Abril. Tudo quanto era escumalha conseguiu escapar. Não temos cadeia para o delito de opinião, mas temos a mais indigna de todas as opressões. A que nos oprime e delapida sem que nos possamos defender. A que não tem rosto. A miséria. A fome. A ignorância. A maledicência.
E pior que tudo. Existem pessoas de Peniche co-responsáveis por esta situação e que implodem de vaidade por todos os poros.
Pensar eu que o PS seria o Partido que mais faria sofrer os portugueses… E de entre estes os que mais sofrem. Os que mais miseráveis de entre os miseráveis são. Que enterraria milhares de milhões de euros na banca privada e que esconde cêntimos de quem já não tem dinheiro para comprar medicamentos. Pensar que ao longo dos tempos as alianças preferenciais de um partido (dito socialista) seriam com a direita radical.
Na hora de passar pelos corredores da fome é sempre um primeiro-ministro socialista que lá está.
Não que me inspirem confiança os outros. Lamentavelmente penso que abrimos a caixa de Pandora com o 25 de Abril. Tudo quanto era escumalha conseguiu escapar. Não temos cadeia para o delito de opinião, mas temos a mais indigna de todas as opressões. A que nos oprime e delapida sem que nos possamos defender. A que não tem rosto. A miséria. A fome. A ignorância. A maledicência.
E pior que tudo. Existem pessoas de Peniche co-responsáveis por esta situação e que implodem de vaidade por todos os poros.
segunda-feira, janeiro 25, 2010
SOMOS TODOS UMA FAMÍLIA
Um amigo meu, novato em coisas da política mas cheio de boas intenções, foi apanhado no turbilhão das diatribes dos “pés-de-chinelo” que aspiram a ter a importância a que julgam ter direito à custa do bem público.
Uns meses se passaram neste junta-sim, junta-não, até que os mandantes decidiram que junta-sim e mandaram às urtigas os votos populares.
O meu amigo perplexo aceitou as decisões de “quem mandava” (?) e abdicou do que lhe era intrinsecamente natural: as coisas só são importantes quando respeitam a dignidade individual. E lá foi para a reunião decisória onde foram apurados os ingredientes necessários ao cozinhado político.
Apoiou o que sabia ter sido decidido pelos “patrões” até que chegou a uma altura em que já não percebeu nada. A Presidente eleito da Mesa apresentou como escolha sua para a Mesa de Assembleia de Freguesia mais dois nomes de pessoas da sua cor política, porque seria com essas que teria formado equipa e era com essas que quereria trabalhar. Quer dizer, pensava o meu amigo então para a junta tem de se ser abrangente, para a Mesa já se pode ter uma visão fechada… Mas que grande treta!
E mais estupefacto ficou quando no fim ouviu a Presidente da Mesa dizer que agora teriam de dar as mãos e trabalhar todos como uma família a bem da sua Junta. Pensou ele: “- Em que grande palhaçada me meti eu. Se fizer a vontade dos outros sou da família. Senão sou um pária”.
Confusos? Ainda vão ver coisas mais estranhas.
Um amigo meu, novato em coisas da política mas cheio de boas intenções, foi apanhado no turbilhão das diatribes dos “pés-de-chinelo” que aspiram a ter a importância a que julgam ter direito à custa do bem público.
Uns meses se passaram neste junta-sim, junta-não, até que os mandantes decidiram que junta-sim e mandaram às urtigas os votos populares.
O meu amigo perplexo aceitou as decisões de “quem mandava” (?) e abdicou do que lhe era intrinsecamente natural: as coisas só são importantes quando respeitam a dignidade individual. E lá foi para a reunião decisória onde foram apurados os ingredientes necessários ao cozinhado político.
Apoiou o que sabia ter sido decidido pelos “patrões” até que chegou a uma altura em que já não percebeu nada. A Presidente eleito da Mesa apresentou como escolha sua para a Mesa de Assembleia de Freguesia mais dois nomes de pessoas da sua cor política, porque seria com essas que teria formado equipa e era com essas que quereria trabalhar. Quer dizer, pensava o meu amigo então para a junta tem de se ser abrangente, para a Mesa já se pode ter uma visão fechada… Mas que grande treta!
E mais estupefacto ficou quando no fim ouviu a Presidente da Mesa dizer que agora teriam de dar as mãos e trabalhar todos como uma família a bem da sua Junta. Pensou ele: “- Em que grande palhaçada me meti eu. Se fizer a vontade dos outros sou da família. Senão sou um pária”.
Confusos? Ainda vão ver coisas mais estranhas.
domingo, janeiro 24, 2010
20 VANTAGENS DE SER MULHER:
1. Tem SEMPRE a certeza que o filho é seu
2. Não tem que fazer a barba todos os dias. A depilação pode ser feita a qualquer altura, não tem que ser naquela manhã gelada em que acordou atrasada para os seus afazeres
3. Não ficam carecas
4. Podem ficar excitadas na praia
5. Não precisam de matar as baratas e outros insectos nojentos (eles matam!)
6. O simples facto de fritar um ovo não põe em risco a vossa integridade na cozinha
7. Não têm uma crise existencial de cada vez que não conseguem ter um orgasmo
8. Ao mudar de canal na T.V não precisam de parar em todas as cenas de mulheres nuas
9. Não ficam em estado catatónico cada vez que a Sharon Stone(...) aparece na T.V
10. A estrela é a noiva, o noivo é um mero actor secundário
11. A maioria dos professores de musculação são homens
12. Se são virgens, isso não é defeito
13. Podem simular o orgasmo
14. Se moram sozinhas, no frigorifico há sempre algo mais do que uma garrafa de água e um pacote de manteiga rançosa
15. Se ssão traidas, ele é um canalha. Se o homem é traido ele é um corno
16. São capazes de ficar mais de um mês sem sexo, sem que o cérebro derreta
17. Em qualquer lugar do planeta, os empregados de mesa entregam sempre a conta ao homem 18. Lágrimas arranjam absolutamente tudo
19. Podem aproveitar a paisagem enquanto ele conduz
20. Com uma greve de sexo, por mais pequena que seja, conseguem qualquer coisa.
1. Tem SEMPRE a certeza que o filho é seu
2. Não tem que fazer a barba todos os dias. A depilação pode ser feita a qualquer altura, não tem que ser naquela manhã gelada em que acordou atrasada para os seus afazeres
3. Não ficam carecas
4. Podem ficar excitadas na praia
5. Não precisam de matar as baratas e outros insectos nojentos (eles matam!)
6. O simples facto de fritar um ovo não põe em risco a vossa integridade na cozinha
7. Não têm uma crise existencial de cada vez que não conseguem ter um orgasmo
8. Ao mudar de canal na T.V não precisam de parar em todas as cenas de mulheres nuas
9. Não ficam em estado catatónico cada vez que a Sharon Stone(...) aparece na T.V
10. A estrela é a noiva, o noivo é um mero actor secundário
11. A maioria dos professores de musculação são homens
12. Se são virgens, isso não é defeito
13. Podem simular o orgasmo
14. Se moram sozinhas, no frigorifico há sempre algo mais do que uma garrafa de água e um pacote de manteiga rançosa
15. Se ssão traidas, ele é um canalha. Se o homem é traido ele é um corno
16. São capazes de ficar mais de um mês sem sexo, sem que o cérebro derreta
17. Em qualquer lugar do planeta, os empregados de mesa entregam sempre a conta ao homem 18. Lágrimas arranjam absolutamente tudo
19. Podem aproveitar a paisagem enquanto ele conduz
20. Com uma greve de sexo, por mais pequena que seja, conseguem qualquer coisa.
quinta-feira, janeiro 21, 2010
OS MÍDIA, AS NOTÍCIAS, AS DÚVIDAS
Ontem a notícia mais propalada pelas TVs era a de um grupo de jovens de 20/25 anos que reclamavam junto do local de detenção dos seus maridos, que teriam sido apanhados numa rusga no Bº da Bela Vista com alguns kilogramas de droga. Insurgiam-se contra as condições de salubridade dos locais de detenção.
Hoje a notícia do dia é uma cena de troca de “murros” entre um jogador de futebol e o Director Desportivo da equipa desse profissional.
Num caso e no outro achei as notícias extremamente pobres no seu conteúdo. As televisões que são useiras e vezeiras em escalpelizar os acontecimentos quando se trata de destruir figuras públicas, aqui ficam exclusivamente por noticiar os factos “tout court”. Correndo o risco de ser mal interpretado vou dizer o que me ocorre.
No 1º caso acho estranho que as televisões transmitam “as terríveis condições” em que se encontram os traficantes sem se referirem ao estado degradante a que o tráfico conduz milhares de pessoas neste país. Eu sei que todo o Homem merece ser respeitado. Mas não me incomoda ver traficantes presos em miseráveis condições se não temos a montante condições para tratar com dignidade as suas vítimas. Mas disto não se falou.
No 2º caso o que me parece estranho não é um jogador ter perdido a cabeça quando viu um colega maltratado por um erro que cometeu e que nem sequer comprometeu a empresa que lhe paga. O que me parece estranho é que uma das três maiores empresas desportivas deste país ter contratado um “arruaceiro” para seu Director Desportivo. De facto o senhor que agrediu um profissional de futebol que até joga na equipa das quinas e que já entrou na história do Sporting Clube de Portugal, é o mesmo senhor que agrediu há uns anos o Seleccionador Nacional e que há muito deveria ter sido banido do futebol português.
As notícias são umas. Pensar sobre elas já é outra coisa.
PS: Já agora para perceberem tudo melhor vejam isto
http://www.youtube.com/watch?v=P2dX61WvLDE
Ontem a notícia mais propalada pelas TVs era a de um grupo de jovens de 20/25 anos que reclamavam junto do local de detenção dos seus maridos, que teriam sido apanhados numa rusga no Bº da Bela Vista com alguns kilogramas de droga. Insurgiam-se contra as condições de salubridade dos locais de detenção.
Hoje a notícia do dia é uma cena de troca de “murros” entre um jogador de futebol e o Director Desportivo da equipa desse profissional.
Num caso e no outro achei as notícias extremamente pobres no seu conteúdo. As televisões que são useiras e vezeiras em escalpelizar os acontecimentos quando se trata de destruir figuras públicas, aqui ficam exclusivamente por noticiar os factos “tout court”. Correndo o risco de ser mal interpretado vou dizer o que me ocorre.
No 1º caso acho estranho que as televisões transmitam “as terríveis condições” em que se encontram os traficantes sem se referirem ao estado degradante a que o tráfico conduz milhares de pessoas neste país. Eu sei que todo o Homem merece ser respeitado. Mas não me incomoda ver traficantes presos em miseráveis condições se não temos a montante condições para tratar com dignidade as suas vítimas. Mas disto não se falou.
No 2º caso o que me parece estranho não é um jogador ter perdido a cabeça quando viu um colega maltratado por um erro que cometeu e que nem sequer comprometeu a empresa que lhe paga. O que me parece estranho é que uma das três maiores empresas desportivas deste país ter contratado um “arruaceiro” para seu Director Desportivo. De facto o senhor que agrediu um profissional de futebol que até joga na equipa das quinas e que já entrou na história do Sporting Clube de Portugal, é o mesmo senhor que agrediu há uns anos o Seleccionador Nacional e que há muito deveria ter sido banido do futebol português.
As notícias são umas. Pensar sobre elas já é outra coisa.
PS: Já agora para perceberem tudo melhor vejam isto
http://www.youtube.com/watch?v=P2dX61WvLDE
segunda-feira, janeiro 18, 2010
A MINHA PROFESSORA PRIMÁRIA
Escrevi assim em vez de dizer “a minha professora do 1º ciclo” para ser fiel a um tempo que foi o meu. E a uma linguagem mais próxima de muitos dos meu amigos que me acompanham aqui.
Este título vem a propósito de inúmeras leituras que faço de Jantares de Homenagem a Professores(as) Primários(as), promovidos por ex-alunos seus. Inspirou-me para este conversar um artigo que li na última “A VOZ DO MAR”. Diz assim a certa altura uma das promotoras do encontro: “É raro encontrar alguém que não diga que a professora primária foi de todas as professoras a mais importante de toda a sua vida.” E, no entanto, isso só é verdadeiramente compreendido muitos anos depois.
O trabalho de um professor só é mensurável muitos anos e muitos trambolhões depois. O professor aposta num conhecimento que não tem na maioria das vezes aplicação imediata ao quotidiano de cada um. São alicerces, vigas em que é sustentável a capacidade de ir mais além na resolução de problemas. E de respostas para um viver cada vez mais embrulhado. Quer a nível dos conhecimentos técnico-científicos, quer a nível da sociabilização. E tantas vezes essas aprendizagens na Escola não são as únicas que recebe e em que pode alicerçar o seu futuro.
Os pais estão longe ( e não estão interessados em compreender o papel dos professores) de perceber se o professor do seu filho é só um vendilhão de ideias ou um fiel de armazém ou então um educador e um impulsionador de atitudes cívicas.
E o aluno vai-se despedindo das várias fases da sua aprendizagem sem nunca quem o rodeia ter percebido o papel do Professor na sua Formação como pessoa. Claro que nem todos os professores cumprem esse papel. Daí a importância da avaliação. Mas os profs que o fazem passam a ser cada vez mais importantes para a pessoa em que o aluno se tornou à medida que os anos vão passando.
E quando os alunos se tornam pais e assistem ao desenvolver das actividades escolares dos seus educandos, vão percebendo melhor os que contribuíram para o seu sucesso como pessoas e para a sua capacidade de perceberem melhor o mundo que os rodeia. É quando surgem os Jantares de Homenagem para colmatar o acto imperdoável de em tempo devido não se ter sido suficientemente claro, na gratidão que deveria ter sido demonstrada e não o foi. Paga-se então ao professor primário com juros, a divida que ficou por saldar desde tempos remotos.
Escrevi assim em vez de dizer “a minha professora do 1º ciclo” para ser fiel a um tempo que foi o meu. E a uma linguagem mais próxima de muitos dos meu amigos que me acompanham aqui.
Este título vem a propósito de inúmeras leituras que faço de Jantares de Homenagem a Professores(as) Primários(as), promovidos por ex-alunos seus. Inspirou-me para este conversar um artigo que li na última “A VOZ DO MAR”. Diz assim a certa altura uma das promotoras do encontro: “É raro encontrar alguém que não diga que a professora primária foi de todas as professoras a mais importante de toda a sua vida.” E, no entanto, isso só é verdadeiramente compreendido muitos anos depois.
O trabalho de um professor só é mensurável muitos anos e muitos trambolhões depois. O professor aposta num conhecimento que não tem na maioria das vezes aplicação imediata ao quotidiano de cada um. São alicerces, vigas em que é sustentável a capacidade de ir mais além na resolução de problemas. E de respostas para um viver cada vez mais embrulhado. Quer a nível dos conhecimentos técnico-científicos, quer a nível da sociabilização. E tantas vezes essas aprendizagens na Escola não são as únicas que recebe e em que pode alicerçar o seu futuro.
Os pais estão longe ( e não estão interessados em compreender o papel dos professores) de perceber se o professor do seu filho é só um vendilhão de ideias ou um fiel de armazém ou então um educador e um impulsionador de atitudes cívicas.
E o aluno vai-se despedindo das várias fases da sua aprendizagem sem nunca quem o rodeia ter percebido o papel do Professor na sua Formação como pessoa. Claro que nem todos os professores cumprem esse papel. Daí a importância da avaliação. Mas os profs que o fazem passam a ser cada vez mais importantes para a pessoa em que o aluno se tornou à medida que os anos vão passando.
E quando os alunos se tornam pais e assistem ao desenvolver das actividades escolares dos seus educandos, vão percebendo melhor os que contribuíram para o seu sucesso como pessoas e para a sua capacidade de perceberem melhor o mundo que os rodeia. É quando surgem os Jantares de Homenagem para colmatar o acto imperdoável de em tempo devido não se ter sido suficientemente claro, na gratidão que deveria ter sido demonstrada e não o foi. Paga-se então ao professor primário com juros, a divida que ficou por saldar desde tempos remotos.
domingo, janeiro 17, 2010
sábado, janeiro 16, 2010
FIM DE SEMANA ALUCINANTE
Nos Estados Unidos um grupo de 3 ou 4 amigos (já não me recordo bem) decide descer um rio numa canoa, atravessando zonas pouco povoadas do interior do Estado. Existem mesmo zonas densas de floresta e os rápidos são tremendos criando dificuldades inesperadas. Numa das clareiras visitada pelo grupo, existia uma família em que todos já possuíam um grau de deficiência acentuado, provocado provavelmente por gerações de filhos fruto de laços de consanguinidade como consequência do isolamento em que viviam. No entanto, para além desta característica possuíam uma outra que era o apuramento de capacidades perfeitamente inesperadas.
Enquanto alguns elementos do grupo discutem a melhor forma de descer o rio, um deles saca do seu banjo e inicia um dedilhar logo acompanhado por um jovem deficiente que o ouve. Inicia-se então um duelo de banjos (Deliverance) que para mim se tornou ao longo do tempo um marco do cinema.
Apeteceu-me ouvir neste sábado de chuva ouvir esta maravilha da música que vos aconselho e deixo. Com votos de que vos preencha tanto a alma, como já o fez a mim próprio. Aqui fica o site onde o podeis ouvir:
http://www.youtube.com/watch?v=Uzae_SqbmDE
Nos Estados Unidos um grupo de 3 ou 4 amigos (já não me recordo bem) decide descer um rio numa canoa, atravessando zonas pouco povoadas do interior do Estado. Existem mesmo zonas densas de floresta e os rápidos são tremendos criando dificuldades inesperadas. Numa das clareiras visitada pelo grupo, existia uma família em que todos já possuíam um grau de deficiência acentuado, provocado provavelmente por gerações de filhos fruto de laços de consanguinidade como consequência do isolamento em que viviam. No entanto, para além desta característica possuíam uma outra que era o apuramento de capacidades perfeitamente inesperadas.
Enquanto alguns elementos do grupo discutem a melhor forma de descer o rio, um deles saca do seu banjo e inicia um dedilhar logo acompanhado por um jovem deficiente que o ouve. Inicia-se então um duelo de banjos (Deliverance) que para mim se tornou ao longo do tempo um marco do cinema.
Apeteceu-me ouvir neste sábado de chuva ouvir esta maravilha da música que vos aconselho e deixo. Com votos de que vos preencha tanto a alma, como já o fez a mim próprio. Aqui fica o site onde o podeis ouvir:
http://www.youtube.com/watch?v=Uzae_SqbmDE
quinta-feira, janeiro 14, 2010
DIAS DE DESASSOSSEGO
São os que nós vivemos. Em que foram mandados às ortigas valores que ontem tínhamos como imutáveis. A Irlanda que era dada como um exemplo de êxito no Desenvolvimento, parece estar “board line” com o desastre económico. A Grécia viu-se forçada a pedir ao FMI que trace as linhas estratégicas em que a Economia e Finanças do país vai ter que viver nos próximos anos. A Islândia foi atingida por um Tsunami na economia levando esse país à bancarrota.
E Portugal? Ninguém sabe verdadeiramente como está. A dar crédito ao Governo temos viabilidade se fizermos grandes esforços. A dar crédito à oposição de Direita temos de restringir drasticamente receitas e aumentar as receitas como se isso não fosse a fórmula mágica a que recorreu o “Nosso-Pai-Santo-Salazar” com as consequências que muitos de nós conhecem. A Oposição de Esquerda manda abrir os cordões à bolsa e aumentar salários, subsídio de desemprego e investimentos de carácter social.
No meio disto tudo o Zé Povinho que sempre foi enganado por todos, não sabe em quem acreditar.
São os que nós vivemos. Em que foram mandados às ortigas valores que ontem tínhamos como imutáveis. A Irlanda que era dada como um exemplo de êxito no Desenvolvimento, parece estar “board line” com o desastre económico. A Grécia viu-se forçada a pedir ao FMI que trace as linhas estratégicas em que a Economia e Finanças do país vai ter que viver nos próximos anos. A Islândia foi atingida por um Tsunami na economia levando esse país à bancarrota.
E Portugal? Ninguém sabe verdadeiramente como está. A dar crédito ao Governo temos viabilidade se fizermos grandes esforços. A dar crédito à oposição de Direita temos de restringir drasticamente receitas e aumentar as receitas como se isso não fosse a fórmula mágica a que recorreu o “Nosso-Pai-Santo-Salazar” com as consequências que muitos de nós conhecem. A Oposição de Esquerda manda abrir os cordões à bolsa e aumentar salários, subsídio de desemprego e investimentos de carácter social.
No meio disto tudo o Zé Povinho que sempre foi enganado por todos, não sabe em quem acreditar.
terça-feira, janeiro 12, 2010
HISTÓRIAS DE RUA
Um dia destes ao fim da tarde ia eu com a minha mulher no Largo Bispo de Mariana, junto ao Arcadas, quando ouvi um carro apitar e um chorrilho de asneiras. Olhei e o que vi deixou-me estarrecido. Uma rapariga nova, extraordinariamente bem vestida levava pela mão uma criança que teria uns 5/6 anos também vestida com roupas de marca. Caminhavam as duas a meio da rua para se dirigirem à Marechal Gomes Freire de Andrade. O local que os que conhecem Peniche bem o sabem, dispõe de passeios duplos e largos. Mas a senhora com a criança acharam por bem atalhar caminho pela parte exterior precisamente onde os carros circulam.
O automobilista apitou para alertar. A senhora respondeu com uns fdp e uns p--- que te p---- dignos do melhor carroceiro (sem com isto eu pretender ofender tão ilustre profissão).
Fiquei a saber várias coisas. Com a roupa que se compra em lojas de marca não são distribuídos livros de civismo. Que a roupa não faz o monge. Que não há desenvolvimento económico e social que substitua um mau começo se não houver vontade interior de melhorar.
Por último pensei naquela criança. Com uma mãe daquelas a educá-la, quando chegar à escola não vai haver condições de espécie nenhuma para lhe transmitir regras e princípios. Que os professores daquela criança se irão ver com um problema terrível nas mãos porque a solução já se perdeu. E fiquei a pensar no inêxito escolar da criança, nas provocações daquela mãe à escola, e nos que julgam ser fácil hoje a vida de professor.
Um dia destes ao fim da tarde ia eu com a minha mulher no Largo Bispo de Mariana, junto ao Arcadas, quando ouvi um carro apitar e um chorrilho de asneiras. Olhei e o que vi deixou-me estarrecido. Uma rapariga nova, extraordinariamente bem vestida levava pela mão uma criança que teria uns 5/6 anos também vestida com roupas de marca. Caminhavam as duas a meio da rua para se dirigirem à Marechal Gomes Freire de Andrade. O local que os que conhecem Peniche bem o sabem, dispõe de passeios duplos e largos. Mas a senhora com a criança acharam por bem atalhar caminho pela parte exterior precisamente onde os carros circulam.
O automobilista apitou para alertar. A senhora respondeu com uns fdp e uns p--- que te p---- dignos do melhor carroceiro (sem com isto eu pretender ofender tão ilustre profissão).
Fiquei a saber várias coisas. Com a roupa que se compra em lojas de marca não são distribuídos livros de civismo. Que a roupa não faz o monge. Que não há desenvolvimento económico e social que substitua um mau começo se não houver vontade interior de melhorar.
Por último pensei naquela criança. Com uma mãe daquelas a educá-la, quando chegar à escola não vai haver condições de espécie nenhuma para lhe transmitir regras e princípios. Que os professores daquela criança se irão ver com um problema terrível nas mãos porque a solução já se perdeu. E fiquei a pensar no inêxito escolar da criança, nas provocações daquela mãe à escola, e nos que julgam ser fácil hoje a vida de professor.
segunda-feira, janeiro 11, 2010
ANTÓNIO ALVES SEARA
Já aqui a ele me referi. Falei dele como amigo. Como Jornalista e como poeta. Pede-me agora um ex-aluno dele e meu (hoje também professor) que daqui faça eco de um Jantar de Confraternização (digo assim por não gostar muito de Jantares de Homenagem) que um grupo de ex-alunos vai organizar ao seu professor.
Também eu tive o privilégio de o conhecer como professor e com ele trabalhar nessa actividade. Era eu Presidente da Direcção da Associação e ele o responsável pelo Ensino Recorrente. Com ele participei em actividades de Formação com o objectivo de construirmos locais e grupos de interesse que motivassem adultos fora da escolaridade a aderirem a actividades complementares de Educação. Pude nesse tempo verificar o seu empenho, capacidade de interacção e criatividade no desenvolvimento das múltiplas áreas de motivação para que os que não tiveram oportunidade ou coragem em tempo útil para fazerem um percurso escolar normal, pudessem posteriormente fazer uma Formação em Educação que os tornasse melhores cidadãos e com novas competências nas suas actividades. O Seara era um Professor lúcido e empenhado que nunca virou as costas a novos desafios e a novas actividades por mais complexas que fossem. O seara tornou-se uma referência para todos e tornou-se um exemplo de dedicação para a CAE-Oeste com quem trabalhou durante vários anos.
Anunciar este encontro com ele é para mim uma honra e um motivo de orgulho:
JANTAR DE HOMENAGEM AO PROFESSOR ANTÓNIO ALVES SEARA
Por tanta luta, tanta dedicação e tanto sonho ...
O nosso profundo agradecimento, o nosso respeito e o nosso afecto ...
Um grupo de ex-alunos do Professor Seara vai promover um Jantar de Homenagem a este insigne Pedagogo no próximo dia 6 de Fevereiro, pelas 20.00 horas, no Restaurante “O Paraíso do Foz“ (Alto do Foz, EN 247, nº 92 - Peniche).
Esta merecida e singela homenagem está aberta a todos os seus ex-alunos (da Escola Primária, do Ensino Recorrente e Educação Extra-Escolar, do Externato Atlântico e do Ensino Comercial), ex-colegas de profissão e amigos, os quais gostaríamos de associar a este momento.
Todos os que desejarem associar-se a esta manifestação de amizade e reconhecimento deverão inscrever-se na “Escola Velha”, junto da Professora Ilda Lopes, ou no Restaurante “Paraíso do Foz” ou, ainda, através de qualquer um dos contactos abaixo indicados, impreterivelmente até ao dia 01 de Fevereiro de 2010.
O preço do Menu é de 22,00€/pessoa
Contactos para Informações:
António José Cação – 934 126 639
António José Romão – 966 343 577
Francisco Félix – 965 486 288
Francisco Domingos – 961 135 166
Joaquim Raul Farto – 961 116 099
Restaurante “Paraíso do Foz” – 262 709 490
Grupo de ex-alunos
Já aqui a ele me referi. Falei dele como amigo. Como Jornalista e como poeta. Pede-me agora um ex-aluno dele e meu (hoje também professor) que daqui faça eco de um Jantar de Confraternização (digo assim por não gostar muito de Jantares de Homenagem) que um grupo de ex-alunos vai organizar ao seu professor.
Também eu tive o privilégio de o conhecer como professor e com ele trabalhar nessa actividade. Era eu Presidente da Direcção da Associação e ele o responsável pelo Ensino Recorrente. Com ele participei em actividades de Formação com o objectivo de construirmos locais e grupos de interesse que motivassem adultos fora da escolaridade a aderirem a actividades complementares de Educação. Pude nesse tempo verificar o seu empenho, capacidade de interacção e criatividade no desenvolvimento das múltiplas áreas de motivação para que os que não tiveram oportunidade ou coragem em tempo útil para fazerem um percurso escolar normal, pudessem posteriormente fazer uma Formação em Educação que os tornasse melhores cidadãos e com novas competências nas suas actividades. O Seara era um Professor lúcido e empenhado que nunca virou as costas a novos desafios e a novas actividades por mais complexas que fossem. O seara tornou-se uma referência para todos e tornou-se um exemplo de dedicação para a CAE-Oeste com quem trabalhou durante vários anos.
Anunciar este encontro com ele é para mim uma honra e um motivo de orgulho:
JANTAR DE HOMENAGEM AO PROFESSOR ANTÓNIO ALVES SEARA
Por tanta luta, tanta dedicação e tanto sonho ...
O nosso profundo agradecimento, o nosso respeito e o nosso afecto ...
Um grupo de ex-alunos do Professor Seara vai promover um Jantar de Homenagem a este insigne Pedagogo no próximo dia 6 de Fevereiro, pelas 20.00 horas, no Restaurante “O Paraíso do Foz“ (Alto do Foz, EN 247, nº 92 - Peniche).
Esta merecida e singela homenagem está aberta a todos os seus ex-alunos (da Escola Primária, do Ensino Recorrente e Educação Extra-Escolar, do Externato Atlântico e do Ensino Comercial), ex-colegas de profissão e amigos, os quais gostaríamos de associar a este momento.
Todos os que desejarem associar-se a esta manifestação de amizade e reconhecimento deverão inscrever-se na “Escola Velha”, junto da Professora Ilda Lopes, ou no Restaurante “Paraíso do Foz” ou, ainda, através de qualquer um dos contactos abaixo indicados, impreterivelmente até ao dia 01 de Fevereiro de 2010.
O preço do Menu é de 22,00€/pessoa
Contactos para Informações:
António José Cação – 934 126 639
António José Romão – 966 343 577
Francisco Félix – 965 486 288
Francisco Domingos – 961 135 166
Joaquim Raul Farto – 961 116 099
Restaurante “Paraíso do Foz” – 262 709 490
Grupo de ex-alunos
sábado, janeiro 09, 2010
FLORES...
...para Isabel Alçada que pôs fim a uma guerra espúria e sem sentido dos professores contra o Ministério, em volta de uma avaliação que era inevitável. Até hoje nunca as estruturas sindicais apresentaram uma proposta de avaliação com princípio meio e fim, capaz de servir de suporte a exigências racionais e de dignidade para a profissão de professor. A minha mais profunda homenagem para Maria de Lurdes Rodrigues sem a qual não se teria chegado a lado nenhum e tudo continuaria na mesma sem qualquer credibilidade para os profissionais do ensino.
Subscrever:
Mensagens (Atom)

