
"Conversar em Peniche" não é necessariamente conversar sobre Peniche. Também mas não só. Algumas vezes assumirá um papel de raiva. Ou de guerra. Será provocador qb. Comprometido. Não será isento nem de erros nem de verdades (os meus, e as minhas). O resto se verá...
sábado, outubro 09, 2010
sexta-feira, outubro 08, 2010
ULISSES
Neste momento de dor e penas para o meu país. Neste momento de angústia para os que aqui vivemos. Neste momento em que Pessoa, Amália e Camões fazem mais sentido do que nunca. Neste momento em que tudo parece perdido e nós também.
Recorrem uns ao Mistério e ao Divino. Outros às pequenas últimas forças que estão lá onde já não esperávamos. Outros ainda ao imaginário em que se situam e de onde partem para novos sonhos em busca de um lugar que sabem ser seu.
É então que surge a Mensagem e com ela Ulisses. Não há mares inavegáveis para quem faz do futuro o seu objectivo. Em Pessoa encontro-me e reconforto-me.
O mito é o nada que é tudo.
O mesmo sol que abre os céus
É um mito brilhante e mudo –
O corpo morto de Deus,
Vivo e desnudo.
Este, que aqui aportou,
Foi por não ser existindo.
Sem existir nos bastou.
Por não ter vindo foi vindo
E nos criou.
Assim a lenda se escorre
A entrar na realidade,
E a fecundá-la decorre.
Em baixo, a vida, metade
De nada, morre.
Neste momento de dor e penas para o meu país. Neste momento de angústia para os que aqui vivemos. Neste momento em que Pessoa, Amália e Camões fazem mais sentido do que nunca. Neste momento em que tudo parece perdido e nós também.
Recorrem uns ao Mistério e ao Divino. Outros às pequenas últimas forças que estão lá onde já não esperávamos. Outros ainda ao imaginário em que se situam e de onde partem para novos sonhos em busca de um lugar que sabem ser seu.
É então que surge a Mensagem e com ela Ulisses. Não há mares inavegáveis para quem faz do futuro o seu objectivo. Em Pessoa encontro-me e reconforto-me.
O mito é o nada que é tudo.
O mesmo sol que abre os céus
É um mito brilhante e mudo –
O corpo morto de Deus,
Vivo e desnudo.
Este, que aqui aportou,
Foi por não ser existindo.
Sem existir nos bastou.
Por não ter vindo foi vindo
E nos criou.
Assim a lenda se escorre
A entrar na realidade,
E a fecundá-la decorre.
Em baixo, a vida, metade
De nada, morre.
quinta-feira, outubro 07, 2010
1 milhão de euros depois, 100 ooo espectadores prvisiveis, uma visibilidade que atingirá o planeta através da transmissão directa na internet e da mais alta sofisticada tecnologia em HD, aí está Peniche no centro das atenções dos desportos náuticos.Reconhecer este facto não é humilhador para ninguém. Só para aqueles que têm o cérebro vazio e se alimentam da pestilência em que vivem.
Desejo os maiores êxitos para a maior actividade alguma vez realizada em Peniche e que representa um sucesso que nenhum concurso televisivo poderá ofuscar. Honra a todos os que o levaram a efeito.
quarta-feira, outubro 06, 2010
O NEGATIVISMO NA IMPRENSA
Existe hoje “uma onda” na imprensa portuguesa. O que for negativo e tétrico é que vende. Não sei onde os recém licenciados foram buscar esta ideia comercial. Ao definir como “A NOTÍCIA”, notícias de mortes, violações e assassinatos. Ao definir como vendável ao público a ideia de que colocar nos níveis mais baixos a prestação dos que nos representam, entrou-se num caminho sem retorno.
Não sei o que o Sindicato dos Jornalistas anda a fazer. Nem se esta é a atitude que é premiada no decorrer das licenciaturas em Jornalismo. Tenho dificuldade em perceber onde está a ética do profissional que depois de fazer uma entrevista, resume para o espectador as respostas que obteve desfiando as intenções subjacentes ao que o entrevistado disse, tornando contraditório o que ouvimos com o que o repórter nos está a dizer.
Eu sei que na maioria das vezes estes repórteres que só os acabamos por ver uma vez, são estagiários sem remuneração, que os média aproveitam para colmatar a falta de pessoal qualificado. Mas se eles assim realizam a sua actividade é porque ouviram dizer que a agressividade é que conta e que é pouco importante relatar a notícia tal como ela se deu. Importante é dar ao público o que ele quer ouvir. Se assim é, alguém anda a classificar o povo português por baixo e acha que não merece a pena contribuir para melhorar tal situação.
Eu sei que os principais responsáveis por esta “bagunçada” e pela falta de qualidade que vimos desenvolvendo, são os políticos oportunistas e “cangaceiros”. Ainda ontem ao ouvir e ver as comemorações do 5 de Outubro, pude reafirmar a falta de qualidade dos nossos jornalistas. Mais do que aquilo que aconteceu, o que não aconteceu foi quanto a mim notícia. Era importante saber as razões objectivas que levaram o líder do CDS/PP a não estar presente. Interrogá-lo sobre isso. Perguntar-lhe porque raio de razão achou que uma actividade que estava programada quase há um ano, não pode contar com a sua presença. A mesma pergunta seria de fazer ao rapazinho da JSD que agora é líder do PSD. Porque é que não esteve presente nas comemorações da República, se até pode a seguir estar presente na Inauguração do Centro Champalimaud. Será que são monárquicos? Têm o direito de ter as suas convicções políticas. Mas, têm de ser claros perante os eleitores e os portugueses em geral. Ou será que consideraram aquela cerimónia de carácter obsceno e se recusam a participar com aquela “gentalha” em cerimónias públicas?
Porque não interrogam os jornalistas que se querem responsáveis, os Srs. Francisco Louça e Jerónimo de Sousa sobre o êxito do Centro de Investigação para o Desenvolvimento, criado com o dinheiro de António Champalimaud e com a supervisão da Presidente do Conselho de Administração, a Drª Leonor Beleza.
E perceber porque foi possível realizar obra tão singular. Porque não dependeu de nenhum político e foi realizado sem travões jornalísticos de criação abjecta de factos.
A razão porque o jornalismo anda tanto por baixo merecia a pena ser esmiuçada. Mas se calhar isso não vende e não interessa aos nossos responsáveis.
Existe hoje “uma onda” na imprensa portuguesa. O que for negativo e tétrico é que vende. Não sei onde os recém licenciados foram buscar esta ideia comercial. Ao definir como “A NOTÍCIA”, notícias de mortes, violações e assassinatos. Ao definir como vendável ao público a ideia de que colocar nos níveis mais baixos a prestação dos que nos representam, entrou-se num caminho sem retorno.
Não sei o que o Sindicato dos Jornalistas anda a fazer. Nem se esta é a atitude que é premiada no decorrer das licenciaturas em Jornalismo. Tenho dificuldade em perceber onde está a ética do profissional que depois de fazer uma entrevista, resume para o espectador as respostas que obteve desfiando as intenções subjacentes ao que o entrevistado disse, tornando contraditório o que ouvimos com o que o repórter nos está a dizer.
Eu sei que na maioria das vezes estes repórteres que só os acabamos por ver uma vez, são estagiários sem remuneração, que os média aproveitam para colmatar a falta de pessoal qualificado. Mas se eles assim realizam a sua actividade é porque ouviram dizer que a agressividade é que conta e que é pouco importante relatar a notícia tal como ela se deu. Importante é dar ao público o que ele quer ouvir. Se assim é, alguém anda a classificar o povo português por baixo e acha que não merece a pena contribuir para melhorar tal situação.
Eu sei que os principais responsáveis por esta “bagunçada” e pela falta de qualidade que vimos desenvolvendo, são os políticos oportunistas e “cangaceiros”. Ainda ontem ao ouvir e ver as comemorações do 5 de Outubro, pude reafirmar a falta de qualidade dos nossos jornalistas. Mais do que aquilo que aconteceu, o que não aconteceu foi quanto a mim notícia. Era importante saber as razões objectivas que levaram o líder do CDS/PP a não estar presente. Interrogá-lo sobre isso. Perguntar-lhe porque raio de razão achou que uma actividade que estava programada quase há um ano, não pode contar com a sua presença. A mesma pergunta seria de fazer ao rapazinho da JSD que agora é líder do PSD. Porque é que não esteve presente nas comemorações da República, se até pode a seguir estar presente na Inauguração do Centro Champalimaud. Será que são monárquicos? Têm o direito de ter as suas convicções políticas. Mas, têm de ser claros perante os eleitores e os portugueses em geral. Ou será que consideraram aquela cerimónia de carácter obsceno e se recusam a participar com aquela “gentalha” em cerimónias públicas?
Porque não interrogam os jornalistas que se querem responsáveis, os Srs. Francisco Louça e Jerónimo de Sousa sobre o êxito do Centro de Investigação para o Desenvolvimento, criado com o dinheiro de António Champalimaud e com a supervisão da Presidente do Conselho de Administração, a Drª Leonor Beleza.
E perceber porque foi possível realizar obra tão singular. Porque não dependeu de nenhum político e foi realizado sem travões jornalísticos de criação abjecta de factos.
A razão porque o jornalismo anda tanto por baixo merecia a pena ser esmiuçada. Mas se calhar isso não vende e não interessa aos nossos responsáveis.
domingo, outubro 03, 2010
sábado, outubro 02, 2010
A Tia Amparo
A Tia Amparo era uma mulher de 93 anos que estava particularmente afectada pela morte recente do seu marido.
Por isso decidiu suicidar-se e juntar-se a ele no além. Pensando que o melhor para ela seria acabar rápido com o assunto, foi buscar a velha pistola do exército que pertencera ao seu marido e tomou a decisão de disparar um tiro no coração, já que estava destroçada pela dor da sua perda. Não querendo falhar o tiro num órgão vital e tornar-se num vegetal e num fardo para os seus familiares, telefonou ao seu médico de família para lhe perguntar onde ficava exactamente o seu coração.
O médico respondeu-lhe:
O médico respondeu-lhe:
- "Dona Amparo, que pergunta?!... O seu coração está exactamente debaixo do seu seio esquerdo"
e foi assim que a querida tia Amparo... deu cabo do joelho!!!
e foi assim que a querida tia Amparo... deu cabo do joelho!!!sexta-feira, outubro 01, 2010
A GRANDE LIÇÃO
“aquilo que somos deriva de quem já fomos”
Um dia destes cruzaram-se os meus caminhos, ainda que por interposta pessoa, com duas colegas minhas de profissão. Com uma e outra trabalhei na Lourinhã e depois na Atouguia da Baleia. Foram mais de 20 anos de uma relação próxima que apesar de alguns altos e baixos, senti sempre como uma relação de grande respeito mútuo.
Recordo vagamente algumas discussões mais ou menos acesas sobre questões de carácter educativo e pedagógico, em que eu e elas, ou uma ou outra discordavam de mim. Mas sempre retomávamos a relação de respeito que tínhamos porque nunca discutimos sobre assuntos que não fossem técnicos ou de gestão da escola e dos objectivos a atingirmos com os alunos. Não me recordo de uma única vez termos tido qualquer discussão de natureza pessoal ou partidária. Foi sempre a escola e os alunos com quem trabalhávamos que foram o centro das nossas dúvidas e preocupações.
Daí que hoje eu pense que falta discutir mais a natureza das razões pedagógicas que a escola deve perseguir e menos os interesses pessoais e pessoalizados da natureza dos nossos actos na escola.
A introdução de meios tecnológicos que permitem uma mais rápida solução de questões de carácter administrativo facilitou (?) a acção dos profs. mas coarctou uma maior discussão da natureza e envolventes que motivam uma maior interacção entre alunos e professores.
Por outro lado e em relação ao tempo em que trabalhámos em conjunto, sinto haver nos meus colegas a falta do recurso a uma gestão em que possam confiar e que saibam que no momento necessário está ao seu lado, acompanhando-os e protegendo-os na sua acção profissional. Os professores sentem-se sós e abandonados na sua actividade pedagógica. Não estou a referir-me à falta de sentido corporativo entre eles. Esse existe e é visível até ao momento em que tocar ao “salve-se quem puder”. Refiro-me aos pequenos de solidariedade que permitem enfrentar o dia a dia tão exigente do professor que se preocupa e que se compromete com o acto educativo.
A grande lição que tirei com estas minhas duas colegas e tantas outras com que trabalhei, foi a de que mereceu a pena o tempo em que trabalhámos em conjunto. E que aprendi a ser uma pessoa melhor com elas. E que a Escola merecia a pena. Ser professor era então uma Arte que se desenvolvia com o tempo.
É doloroso para mim ver tantos excelentes professores, senhores de uma enorme bagagem intelectual e técnico-científica, fugirem a sete pés da escola. Com pouco mais de cinquenta anos, e quando tanto ainda poderiam dar quer à Escola, quer aos novos professores, reformam-se com penalizações absurdas, só para não terem que conviver com um dia a dia que para eles não tem nada de gratificante. Por isto me sinto triste e magoado e às vezes tenho vontade de regressar à escola, para fazer barulho e tentar acabar com este ambiente que a está a sufocar e a fazer perder os melhores dos seus cérebros.
RECTIFICAÇÃO
Diariamente compro vários jornais. Ao fim de semana leio ainda os semanários. E leio o “Povo Livre”, o “Portugal Socialista” e o “Avante”. Estes últimos são os jornais ideais para o cidadão comum poder saber o que vai na cabeça estragada dos nossos políticos. É lamentável que a maioria dos militantes dos partidos políticos não leiam ao menos o jornal do seu partido. Se o fizesse, curavam-se…
Vem isto a propósito de uma postagem que aqui fiz sobre as Comemorações dos 100 da Implantação da República no Concelho de Peniche.
Afinal o órgão oficial do PCP vem a lume com a sua posição sobre a importância destas comemorações e sobre o impacto do 5 de Outubro de 1910 para o acordar e renascer do Povo Português.
Só posso pensar que não é o executivo camarário no seu todo responsável por esta omissão. Trata-se de uma incapacidade intelectual do responsável do Pelouro da Cultura, provavelmente mais preocupado nas próximas aparições nos programas das TVs dedicadas ao Mundial de Surf, do que com questões tão comezinhas como a Celebração dos 100 anos da República Portuguesa. Enfim… Cá fica a rectificação.
“aquilo que somos deriva de quem já fomos”
Um dia destes cruzaram-se os meus caminhos, ainda que por interposta pessoa, com duas colegas minhas de profissão. Com uma e outra trabalhei na Lourinhã e depois na Atouguia da Baleia. Foram mais de 20 anos de uma relação próxima que apesar de alguns altos e baixos, senti sempre como uma relação de grande respeito mútuo.
Recordo vagamente algumas discussões mais ou menos acesas sobre questões de carácter educativo e pedagógico, em que eu e elas, ou uma ou outra discordavam de mim. Mas sempre retomávamos a relação de respeito que tínhamos porque nunca discutimos sobre assuntos que não fossem técnicos ou de gestão da escola e dos objectivos a atingirmos com os alunos. Não me recordo de uma única vez termos tido qualquer discussão de natureza pessoal ou partidária. Foi sempre a escola e os alunos com quem trabalhávamos que foram o centro das nossas dúvidas e preocupações.
Daí que hoje eu pense que falta discutir mais a natureza das razões pedagógicas que a escola deve perseguir e menos os interesses pessoais e pessoalizados da natureza dos nossos actos na escola.
A introdução de meios tecnológicos que permitem uma mais rápida solução de questões de carácter administrativo facilitou (?) a acção dos profs. mas coarctou uma maior discussão da natureza e envolventes que motivam uma maior interacção entre alunos e professores.
Por outro lado e em relação ao tempo em que trabalhámos em conjunto, sinto haver nos meus colegas a falta do recurso a uma gestão em que possam confiar e que saibam que no momento necessário está ao seu lado, acompanhando-os e protegendo-os na sua acção profissional. Os professores sentem-se sós e abandonados na sua actividade pedagógica. Não estou a referir-me à falta de sentido corporativo entre eles. Esse existe e é visível até ao momento em que tocar ao “salve-se quem puder”. Refiro-me aos pequenos de solidariedade que permitem enfrentar o dia a dia tão exigente do professor que se preocupa e que se compromete com o acto educativo.
A grande lição que tirei com estas minhas duas colegas e tantas outras com que trabalhei, foi a de que mereceu a pena o tempo em que trabalhámos em conjunto. E que aprendi a ser uma pessoa melhor com elas. E que a Escola merecia a pena. Ser professor era então uma Arte que se desenvolvia com o tempo.
É doloroso para mim ver tantos excelentes professores, senhores de uma enorme bagagem intelectual e técnico-científica, fugirem a sete pés da escola. Com pouco mais de cinquenta anos, e quando tanto ainda poderiam dar quer à Escola, quer aos novos professores, reformam-se com penalizações absurdas, só para não terem que conviver com um dia a dia que para eles não tem nada de gratificante. Por isto me sinto triste e magoado e às vezes tenho vontade de regressar à escola, para fazer barulho e tentar acabar com este ambiente que a está a sufocar e a fazer perder os melhores dos seus cérebros.
RECTIFICAÇÃO
Diariamente compro vários jornais. Ao fim de semana leio ainda os semanários. E leio o “Povo Livre”, o “Portugal Socialista” e o “Avante”. Estes últimos são os jornais ideais para o cidadão comum poder saber o que vai na cabeça estragada dos nossos políticos. É lamentável que a maioria dos militantes dos partidos políticos não leiam ao menos o jornal do seu partido. Se o fizesse, curavam-se…
Vem isto a propósito de uma postagem que aqui fiz sobre as Comemorações dos 100 da Implantação da República no Concelho de Peniche.
Afinal o órgão oficial do PCP vem a lume com a sua posição sobre a importância destas comemorações e sobre o impacto do 5 de Outubro de 1910 para o acordar e renascer do Povo Português.
Só posso pensar que não é o executivo camarário no seu todo responsável por esta omissão. Trata-se de uma incapacidade intelectual do responsável do Pelouro da Cultura, provavelmente mais preocupado nas próximas aparições nos programas das TVs dedicadas ao Mundial de Surf, do que com questões tão comezinhas como a Celebração dos 100 anos da República Portuguesa. Enfim… Cá fica a rectificação.
quinta-feira, setembro 30, 2010
MAIS SACRIFÍCIOS
O Sr. Primeiro-ministro inundou-nos ontem de medidas austeras e penalizadoras absolutamente necessárias para recuperar a economia do país, sem que forças exteriores mais penalizadoras decidam aqui intervir.
Dizem uns que estas medidas pecam por tardias. Dizem outros que deveriam vir acompanhadas de mais restrições e dão como exemplo o endividamento para poder executar as obras do TGV e do novo Aeroporto. Há quem considere que são medidas mínimas e que só com o corte do despesismo a que nos conduz o Estado Social, será possível pôr este país na senda dos restantes países europeus. Os partidos e políticos do “reviralho” consideram que devemos voltar a um certo tipo de estado igualitário, e fazer os ricos pagar a crise, devolvendo aos trabalhadores a capacidade de acção que têm vindo a perder desde há muito.
O Governo, alegadamente socialista, faz finca-pé da defesa que garante lhe cumpre de um estado preocupado com o bem estar dos trabalhadores e retira-lhes salário, sobe-lhes os impostos, encarece os medicamentos, torna a frequência escolar só acessível aos mais ricos, toma medidas que engrossam o desemprego e corta nos benefícios sociais dos que já nada têm.
Começo a não conseguir perceber o que é um estado social, mas adiante. Estou disponível para aceitar as penalizações a que vou ser submetido para dar o meu contributo para a recuperação do país. Aceito que a minha filha tenha de emigrar para depois de uma licenciatura poder trabalhar na área para que estudou com algum brilhantismo. Aceito pagar mais pelos meus medicamentos eu que dependo deles para poder ter alguma qualidade de vida.
Mas nem é em mim que devo pensar. E os que têm pensões de 300 euros? E os que com filhos e familiares a seu cargo recebem pouco mais do que 500 ou 600 euros? Como vai ser a vida dessas pessoas? Ainda se eu visse os exemplos dos sacrifícios virem dos que tanto de nós exigem… Como posso aceitar que se auto designem por socialistas alguns que sendo reformados de uma profissão aos 40/50 anos e agora se sentam nas cadeiras do Assembleia da República com outro chorudo vencimento e ainda recebem subsídios de deslocação e outros benefícios.
Que esses abdiquem da sua reforma enquanto desenvolvem uma qualquer função política. Ao menos isso. È-me difícil compreender os meus sacrifícios se não vejo outros com mais condições não precisarem de se sacrificar. Como dizer a um trabalhador desempregado e que lhe cortam a pouco e pouco os seus benefícios sociais, que se deve sacrificar ainda mais, se vê a opulência em que vivem os políticos com que se cruza no dia a dia.
Apetece de facto começar a entoar de uma outra forma o Hino Nacional:
Heróis do mal
Pobre Povo
Nação doente
Imortal
Expulsai os tubarões
Exploradores de Portugal
Entre as burlas
Sem vergonha
Ó Pátria
Cala a voz
Dessa corja tão atroz
Que há-de levar-te à miséria
P’ra rua, p’ra rua
Quem te está a aniquilar
P’ra rua, p’ra rua
Os que só te estão a chular
Contra os burlões
Lutar, lutar
O Sr. Primeiro-ministro inundou-nos ontem de medidas austeras e penalizadoras absolutamente necessárias para recuperar a economia do país, sem que forças exteriores mais penalizadoras decidam aqui intervir.
Dizem uns que estas medidas pecam por tardias. Dizem outros que deveriam vir acompanhadas de mais restrições e dão como exemplo o endividamento para poder executar as obras do TGV e do novo Aeroporto. Há quem considere que são medidas mínimas e que só com o corte do despesismo a que nos conduz o Estado Social, será possível pôr este país na senda dos restantes países europeus. Os partidos e políticos do “reviralho” consideram que devemos voltar a um certo tipo de estado igualitário, e fazer os ricos pagar a crise, devolvendo aos trabalhadores a capacidade de acção que têm vindo a perder desde há muito.
O Governo, alegadamente socialista, faz finca-pé da defesa que garante lhe cumpre de um estado preocupado com o bem estar dos trabalhadores e retira-lhes salário, sobe-lhes os impostos, encarece os medicamentos, torna a frequência escolar só acessível aos mais ricos, toma medidas que engrossam o desemprego e corta nos benefícios sociais dos que já nada têm.
Começo a não conseguir perceber o que é um estado social, mas adiante. Estou disponível para aceitar as penalizações a que vou ser submetido para dar o meu contributo para a recuperação do país. Aceito que a minha filha tenha de emigrar para depois de uma licenciatura poder trabalhar na área para que estudou com algum brilhantismo. Aceito pagar mais pelos meus medicamentos eu que dependo deles para poder ter alguma qualidade de vida.
Mas nem é em mim que devo pensar. E os que têm pensões de 300 euros? E os que com filhos e familiares a seu cargo recebem pouco mais do que 500 ou 600 euros? Como vai ser a vida dessas pessoas? Ainda se eu visse os exemplos dos sacrifícios virem dos que tanto de nós exigem… Como posso aceitar que se auto designem por socialistas alguns que sendo reformados de uma profissão aos 40/50 anos e agora se sentam nas cadeiras do Assembleia da República com outro chorudo vencimento e ainda recebem subsídios de deslocação e outros benefícios.
Que esses abdiquem da sua reforma enquanto desenvolvem uma qualquer função política. Ao menos isso. È-me difícil compreender os meus sacrifícios se não vejo outros com mais condições não precisarem de se sacrificar. Como dizer a um trabalhador desempregado e que lhe cortam a pouco e pouco os seus benefícios sociais, que se deve sacrificar ainda mais, se vê a opulência em que vivem os políticos com que se cruza no dia a dia.
Apetece de facto começar a entoar de uma outra forma o Hino Nacional:
Heróis do mal
Pobre Povo
Nação doente
Imortal
Expulsai os tubarões
Exploradores de Portugal
Entre as burlas
Sem vergonha
Ó Pátria
Cala a voz
Dessa corja tão atroz
Que há-de levar-te à miséria
P’ra rua, p’ra rua
Quem te está a aniquilar
P’ra rua, p’ra rua
Os que só te estão a chular
Contra os burlões
Lutar, lutar
quarta-feira, setembro 29, 2010
PREPOTENTES E ASPIRANTES A TAL
(dedico este texto a uma pessoa de quem muito gosto e que neste momento é vítima deste tipo de situação)
Todos os dias deparamos com a fulanização do poder. Alguém que chega a um lugar de topo que lhe permite decidir sobre o futuro dos outros e arbitrariamente o faz sem pensar nas consequências dos seus actos para os seres que são objecto dos seus apetites de momento.
Isto acontece nos mais diversos locais de trabalho, na política, no desporto e até, pasme-se, na religião.
Este exercício egocêntrico do poder, manifesta-se em primeiro lugar por pequenas atitudes de prepotência, depois pelo uso discricionário da sua capacidade de decidir, sem avaliar da justeza das suas decisões.
Quanto menor for o poder de que se dispõe, mais agressivo se torna e menos capaz de avaliar as consequências das diatribes que utiliza.
Um exercício que é muito comum entre os políticos é o de tornar complexa uma decisão que é fácil de tomar, para que quem solicita o que requer se sinta em divida para com o decisor. Em regra o que se resolve em poucos minutos demora meses a decidir e, exige sempre um exercício de apresentação em acto de humildade perante o chefe máximo do serviço, para que fique muito claro quem manda e quem precisa de pedir.
O povo português (o povo profundo) há muito que esclareceu esta situação definindo-a com o adágio popular: -“Não peças a quem pediu, nem sirvas a quem serviu”. Não é por acaso que é mais fácil lidar com aqueles que sempre lidaram com o exercício do poder, do que com os que nele se iniciaram há pouco.
A solução para este vício (ou doença) não se encontra à venda nas farmácias. Embora existam alguns múltiplos comuns a todos eles. Adoram ser bajulados, detestam ser criticados e odeiam pessoas que pensam. Por isso mesmo não é fácil o exercício da dignidade pessoal perante estes pequenos títeres. Quem for inteiro e tenha orgulho em si próprio e no que é como pessoa, tem sempre grandes problemas para lidar com esta gentalha. Ou com os que aspiram a chegar a tal exercício de poder pessoal.
Digamos que existe uma fórmula mágica para fugir ao contacto deprimente com este tipo de pessoas: - é deixá-los a falar sozinhos. Quando se apercebem que não existe ninguém que os suporte, começam a dedicar-se ao seu umbigo e em breve sufocam no seu próprio vómito.
(dedico este texto a uma pessoa de quem muito gosto e que neste momento é vítima deste tipo de situação)
Todos os dias deparamos com a fulanização do poder. Alguém que chega a um lugar de topo que lhe permite decidir sobre o futuro dos outros e arbitrariamente o faz sem pensar nas consequências dos seus actos para os seres que são objecto dos seus apetites de momento.
Isto acontece nos mais diversos locais de trabalho, na política, no desporto e até, pasme-se, na religião.
Este exercício egocêntrico do poder, manifesta-se em primeiro lugar por pequenas atitudes de prepotência, depois pelo uso discricionário da sua capacidade de decidir, sem avaliar da justeza das suas decisões.
Quanto menor for o poder de que se dispõe, mais agressivo se torna e menos capaz de avaliar as consequências das diatribes que utiliza.
Um exercício que é muito comum entre os políticos é o de tornar complexa uma decisão que é fácil de tomar, para que quem solicita o que requer se sinta em divida para com o decisor. Em regra o que se resolve em poucos minutos demora meses a decidir e, exige sempre um exercício de apresentação em acto de humildade perante o chefe máximo do serviço, para que fique muito claro quem manda e quem precisa de pedir.
O povo português (o povo profundo) há muito que esclareceu esta situação definindo-a com o adágio popular: -“Não peças a quem pediu, nem sirvas a quem serviu”. Não é por acaso que é mais fácil lidar com aqueles que sempre lidaram com o exercício do poder, do que com os que nele se iniciaram há pouco.
A solução para este vício (ou doença) não se encontra à venda nas farmácias. Embora existam alguns múltiplos comuns a todos eles. Adoram ser bajulados, detestam ser criticados e odeiam pessoas que pensam. Por isso mesmo não é fácil o exercício da dignidade pessoal perante estes pequenos títeres. Quem for inteiro e tenha orgulho em si próprio e no que é como pessoa, tem sempre grandes problemas para lidar com esta gentalha. Ou com os que aspiram a chegar a tal exercício de poder pessoal.
Digamos que existe uma fórmula mágica para fugir ao contacto deprimente com este tipo de pessoas: - é deixá-los a falar sozinhos. Quando se apercebem que não existe ninguém que os suporte, começam a dedicar-se ao seu umbigo e em breve sufocam no seu próprio vómito.
terça-feira, setembro 28, 2010
UNS QUE BEBAM O VINHO…
Um pequeno agricultor de Celorico da Beira, está a ser julgado por ter conduzido uma carroça puxada por um burro, em estado alcoolizado.
Os crimes relacionados com o Freeport prescrevem. Os casos de pedofilia demoram 6/7/8 anos para transitarem em julgado. O homem, a carroça e o burro já estão a ser julgados por um delito menor cometido em Fevereiro, enquanto os arguidos do caso BPN que tanto dinheiro custaram ao erário público, continuam sem problemas a aguardar julgamento.
Um pequeno agricultor de Celorico da Beira, está a ser julgado por ter conduzido uma carroça puxada por um burro, em estado alcoolizado.
Os crimes relacionados com o Freeport prescrevem. Os casos de pedofilia demoram 6/7/8 anos para transitarem em julgado. O homem, a carroça e o burro já estão a ser julgados por um delito menor cometido em Fevereiro, enquanto os arguidos do caso BPN que tanto dinheiro custaram ao erário público, continuam sem problemas a aguardar julgamento.
Fotografia do “Diário de Notícias”O burro aguarda em casa, a carroça está a ganhar ferrugem, e o homenzinho juro acabar com o vinho todo da cadeia se for preso porque não tem dinheiro para pagar multas.
A GNR que passa a vida a bramar contra o Governo porque ganha mal, perde tempo em Celorico da Beira a prender um campónio bêbado que conduz um burro se calhar tão bêbado como o dono.
Histórias do meu país. Assim vão merecendo os ordenados as nossas forças policiais e os Agentes da Justiça. EU QUERO SER MARROQUINO!!!
segunda-feira, setembro 27, 2010
FALTAM 9 DIAS
Para a celebração dos 100 anos da República. Há dois e há um ano atrás fiz eco neste Blog da responsabilidade do Município nessa celebração. Afinal os municípios tal como hoje os concebemos são criação da 1ª República e em grande parte as nossas memórias ancestrais têm a ver com a componente educacional estabelecida com o advento do Regime Republicano.
Muito do que somos hoje herdámos dos nossos pais e avós que foram criados e cresceram segundo o princípio da Liberdade, Igualdade e Fraternidade instituídos com o derrube da Monarquia e a implantação da República.
Mas para o actual executivo camarário estas razões não são suficientes para celebrar os 100 anos deste acontecimento. O melhor que conseguiram foi que uma exposição itinerante entre 1 e 3 de Outubro estacione em Peniche.
Quem deu o melhor de si para que o regime republicano aqui se instituísse, quem no Centro Democrático Republicano de Peniche tem dado o seu melhor para que os ideais da República possam subsistir não tem aqui memória que perdure.
Deste apagar de memória acuso o PCP e os seus acólitos que pendurados pelas franjas amarelecidas do 25 de Abril, fazem dele a única vitória que tendo sido transversal a todo o povo português, persistem em clamar como de sua autoria. Acuso de igual modo esta oposição sensaborona que se enleia em teias de interesses vagos, sem que procurem destapar a floresta que se esconde atrás da árvore. Aos que gostam de ler, sugiro como exercício a leitura das actas da Câmara Municipal e da Assembleia Municipal. Perceberão porque me sinto tão frustrado.
Estou revoltado e triste. Sinto que a aculturação a que temos condenado esta terra, onde se perdeu todo o sentido crítico, a está a tornar mesquinha e fútil. Falo de ideias e de ideais. Não falo de pequeninos sentimentos pessoais.
Por mim não dá apagar memórias para fazer realçar gritos de fidelidade a princípios difusos. Quem enterrou em Peniche as comemorações do Centenário da República que celebre outras exéquias como o 25 de Abril. Oremus!. (como diria o Pe. Bastos)
Para a celebração dos 100 anos da República. Há dois e há um ano atrás fiz eco neste Blog da responsabilidade do Município nessa celebração. Afinal os municípios tal como hoje os concebemos são criação da 1ª República e em grande parte as nossas memórias ancestrais têm a ver com a componente educacional estabelecida com o advento do Regime Republicano.
Muito do que somos hoje herdámos dos nossos pais e avós que foram criados e cresceram segundo o princípio da Liberdade, Igualdade e Fraternidade instituídos com o derrube da Monarquia e a implantação da República.
Mas para o actual executivo camarário estas razões não são suficientes para celebrar os 100 anos deste acontecimento. O melhor que conseguiram foi que uma exposição itinerante entre 1 e 3 de Outubro estacione em Peniche.
Quem deu o melhor de si para que o regime republicano aqui se instituísse, quem no Centro Democrático Republicano de Peniche tem dado o seu melhor para que os ideais da República possam subsistir não tem aqui memória que perdure.
Deste apagar de memória acuso o PCP e os seus acólitos que pendurados pelas franjas amarelecidas do 25 de Abril, fazem dele a única vitória que tendo sido transversal a todo o povo português, persistem em clamar como de sua autoria. Acuso de igual modo esta oposição sensaborona que se enleia em teias de interesses vagos, sem que procurem destapar a floresta que se esconde atrás da árvore. Aos que gostam de ler, sugiro como exercício a leitura das actas da Câmara Municipal e da Assembleia Municipal. Perceberão porque me sinto tão frustrado.
Estou revoltado e triste. Sinto que a aculturação a que temos condenado esta terra, onde se perdeu todo o sentido crítico, a está a tornar mesquinha e fútil. Falo de ideias e de ideais. Não falo de pequeninos sentimentos pessoais.
Por mim não dá apagar memórias para fazer realçar gritos de fidelidade a princípios difusos. Quem enterrou em Peniche as comemorações do Centenário da República que celebre outras exéquias como o 25 de Abril. Oremus!. (como diria o Pe. Bastos)
domingo, setembro 26, 2010
sábado, setembro 25, 2010
A EVOLUÇÃO DO HOMEM SEGUNDO...
Uma garotinha perguntou à sua mãe:
- "Mamã, como é que se criou a raça humana?"
A mãe respondeu:
- "Deus criou Adão e Eva e eles tiveram filhos, netos, bisnetos e assim se foi formando a raça humana"...
Dois dias depois, a garotinha fez a mesma pergunta ao pai. E o pai respondeu:
- "Há muitos anos existiram macacos que foram evoluindo até chegarem aos seres humanos que vês hoje".
A garotinha, confundida, foi ter com a mãe e disse-lhe:
- "Mamã, como é possível que tu digas que a raça humana foi criada por Deus e o Papá diga que a raça humana resultou da evolução a partir dos macacos?"
A Mãe, depois de pensar um pouco, respondeu:
- "Olha, minha querida, é muito simples. Eu falei-te da minha família e o teu pai falou da família dele!"
Uma garotinha perguntou à sua mãe:- "Mamã, como é que se criou a raça humana?"
A mãe respondeu:
- "Deus criou Adão e Eva e eles tiveram filhos, netos, bisnetos e assim se foi formando a raça humana"...
Dois dias depois, a garotinha fez a mesma pergunta ao pai. E o pai respondeu:- "Há muitos anos existiram macacos que foram evoluindo até chegarem aos seres humanos que vês hoje".
A garotinha, confundida, foi ter com a mãe e disse-lhe:
- "Mamã, como é possível que tu digas que a raça humana foi criada por Deus e o Papá diga que a raça humana resultou da evolução a partir dos macacos?"
A Mãe, depois de pensar um pouco, respondeu:
- "Olha, minha querida, é muito simples. Eu falei-te da minha família e o teu pai falou da família dele!"
quinta-feira, setembro 23, 2010
À TERRA ONDE FORES TER…
A notícia é do passado domingo:
- “Um Professor de Educação Física de 31 anos do Centro Educativo dos Olivais, em Coimbra, foi impedido de usar piercings nas aulas pela Direcção do estabelecimento da Direcção-Geral de Reinserção Social. Agora vai recorrer para tribunal para contestar a decisão. Fonte do Sindicato dos Professores da Região Centro (SPRC) disse à Lusa que o docente está a ser acompanhado pelos seus serviços jurídicos. A Direcção do Centro Educativo baseia-se no Regulamento Interno da Instituição dos Olivais, que proíbe aos jovens ali acolhidos o uso de piercings. Para o Sindicato dos Professores segundo um seu responsável, trata-se de um acto de descriminação ilegal e absurda.”
Facto 1 – Trata-se de um estabelecimento que acolhe jovens com problemas de marginalidade.
Facto 2 – Existe um Regulamento Interno que proíbe os jovens de usarem piercings.
Facto 3 – É um professor de Educação Física, disciplina em que a utilização de piercings pode conduzir como consequência dos exercícios a realizar, a danos físicos de maior ou menor gravidade.
Facto 4 – Um professor não pode (sem consequências muito graves para o acto educativo) ser o primeiro pelas suas atitudes, a pôr em causa um Regulamento Interno aprovado legalmente.
Facto 5 – Se um Sindicato se coloca ao lado de um Professor nesta matéria, já deixou de ser um guardião dos superiores interesses de uma classe, para se tornar um Grupo Corporativo.
Mais uma vez penso que o Ministério da Educação deveria publicar em Portal próprio os Projectos Educativos e os Regulamentos Internos dos diferentes estabelecimentos de ensino, para que pessoal Docente ou Discente, quando concorre saber onde vai estar.
Acresce que tudo isto não passa de uma querela absurda e que se chegar aos Tribunais deveria ter uma sentença pedagógica. Não fazia mal a este professor deixar de o ser, ou no mínimo ser obrigado a frequentar um conjunto de acções de Formação que o levassem a perceber o que é ser educador.
E fico-me por aqui, porque me irrita solenemente que coisas destas ainda se passem nas Escolas deste país.
A notícia é do passado domingo:
- “Um Professor de Educação Física de 31 anos do Centro Educativo dos Olivais, em Coimbra, foi impedido de usar piercings nas aulas pela Direcção do estabelecimento da Direcção-Geral de Reinserção Social. Agora vai recorrer para tribunal para contestar a decisão. Fonte do Sindicato dos Professores da Região Centro (SPRC) disse à Lusa que o docente está a ser acompanhado pelos seus serviços jurídicos. A Direcção do Centro Educativo baseia-se no Regulamento Interno da Instituição dos Olivais, que proíbe aos jovens ali acolhidos o uso de piercings. Para o Sindicato dos Professores segundo um seu responsável, trata-se de um acto de descriminação ilegal e absurda.”
Facto 1 – Trata-se de um estabelecimento que acolhe jovens com problemas de marginalidade.
Facto 2 – Existe um Regulamento Interno que proíbe os jovens de usarem piercings.
Facto 3 – É um professor de Educação Física, disciplina em que a utilização de piercings pode conduzir como consequência dos exercícios a realizar, a danos físicos de maior ou menor gravidade.
Facto 4 – Um professor não pode (sem consequências muito graves para o acto educativo) ser o primeiro pelas suas atitudes, a pôr em causa um Regulamento Interno aprovado legalmente.
Facto 5 – Se um Sindicato se coloca ao lado de um Professor nesta matéria, já deixou de ser um guardião dos superiores interesses de uma classe, para se tornar um Grupo Corporativo.
Mais uma vez penso que o Ministério da Educação deveria publicar em Portal próprio os Projectos Educativos e os Regulamentos Internos dos diferentes estabelecimentos de ensino, para que pessoal Docente ou Discente, quando concorre saber onde vai estar.
Acresce que tudo isto não passa de uma querela absurda e que se chegar aos Tribunais deveria ter uma sentença pedagógica. Não fazia mal a este professor deixar de o ser, ou no mínimo ser obrigado a frequentar um conjunto de acções de Formação que o levassem a perceber o que é ser educador.
E fico-me por aqui, porque me irrita solenemente que coisas destas ainda se passem nas Escolas deste país.
terça-feira, setembro 21, 2010
EU TENHO 4 PISCAS
É sistemática a utilização em Peniche dos 4 piscas a funcionar (sinal de perigo)para avalizar situações de estacionamento ilegal. Não sei onde os habitantes da minha terra foram buscar a ideia de que “se estás mal estacionado ou mal parado”, ligas os 4 piscas e a situação torna-se de imediato legal e impeditiva de uma multa ou de uma sanção mais grave.
No passado domingo pelas 17:20 horas, vinha eu na rua Garrett. Entre o cruzamento com a 1º de Dezembro e o cruzamento com a Marquês de Pombal não havia um único carro estacionado. A meio da rua, impedindo completamente a passagem de qualquer outro veículo estava parado um carro da “A Companha”. Presumo que uma das funcionárias dessa agência de solidariedade estaria a prestar assistência numa habitação próxima desse local de peragem.
Quando me aproximei a condutora que aguardava a chegada da colega no carro, ligou os 4 piscas e lá continuou no melhor dos mundos. Estava sancionada a situação de prevaricação.
Mas esta não é uma situação inédita. É preciso ir comprar o jornal e não há estacionamento nas imediações? Estaciona-se em 2ª fila e ligam-se os 4 piscas. E, e, e…
Os meses de Verão e as vésperas de Natal são um caso singular destes hábitos. Mas durante todo o ano podemos assistir a este “regabofe”. O Estacionamento em 2ª e 3ª filas na Praça Jacob junto ao início da R. Marquês de Pombal é outro sinal dos tempos. Já ninguém reclama por estar cerca de meia hora à espera de poder sair quando tem o carro bem estacionado.
Ter 4 piscas tornou-se um passaporte para a ilegalidade nos estacionamentos em Peniche. Venha daí um passaporte para o Euromilhões.
É sistemática a utilização em Peniche dos 4 piscas a funcionar (sinal de perigo)para avalizar situações de estacionamento ilegal. Não sei onde os habitantes da minha terra foram buscar a ideia de que “se estás mal estacionado ou mal parado”, ligas os 4 piscas e a situação torna-se de imediato legal e impeditiva de uma multa ou de uma sanção mais grave.
No passado domingo pelas 17:20 horas, vinha eu na rua Garrett. Entre o cruzamento com a 1º de Dezembro e o cruzamento com a Marquês de Pombal não havia um único carro estacionado. A meio da rua, impedindo completamente a passagem de qualquer outro veículo estava parado um carro da “A Companha”. Presumo que uma das funcionárias dessa agência de solidariedade estaria a prestar assistência numa habitação próxima desse local de peragem.
Quando me aproximei a condutora que aguardava a chegada da colega no carro, ligou os 4 piscas e lá continuou no melhor dos mundos. Estava sancionada a situação de prevaricação.
Mas esta não é uma situação inédita. É preciso ir comprar o jornal e não há estacionamento nas imediações? Estaciona-se em 2ª fila e ligam-se os 4 piscas. E, e, e…
Os meses de Verão e as vésperas de Natal são um caso singular destes hábitos. Mas durante todo o ano podemos assistir a este “regabofe”. O Estacionamento em 2ª e 3ª filas na Praça Jacob junto ao início da R. Marquês de Pombal é outro sinal dos tempos. Já ninguém reclama por estar cerca de meia hora à espera de poder sair quando tem o carro bem estacionado.
Ter 4 piscas tornou-se um passaporte para a ilegalidade nos estacionamentos em Peniche. Venha daí um passaporte para o Euromilhões.
segunda-feira, setembro 20, 2010
CIGANOS
As recentes atitudes do Presidente Francês e toda a polémica que lhe tem andado associada são assuntos que merecem a minha reflexão.
Começo por dizer que tenho um grande carinho e respeito pela Cultura e Nação Francesas. Mas ao longo dos tempos a França também nos ofereceu exemplos de uma grande intolerância. E se somos herdeiros da Revolução Francesa, também recebemos outros legados menos felizes.
Neste momento de grande dificuldade para a França (como para a grande maioria dos países europeus) desviar as atenções das culpas próprias e focá-las em quem por cultura e hábitos não se pode defender, parece ser a solução.
Mais grave que a posição do presidente francês, useiro e vezeiro em atitudes “parolas”, é a conivência dos que o rodeiam e a do povo francês em geral.
Sempre existiram razões para odiar os ciganos. Vivem uma vida sem compromissos com a sociedade. São independentes e ciosos da sua cultura e hábitos. Não se integram. Não aceitam compromissos. São como os gatos: - Recolhem os benefícios sem alguma vez sentirem obrigações para quem os beneficia.
Por estas ou outras razões, calhou agora aos ciganos, como anteriormente já tinha calhado aos negros e aos judeus, aos Luteranos e aos anglicanos, sofrerem a sanha persecutória dos que descarregam nas minorias as suas frustrações e incompetências.
Assusta-me mais ainda os comentários que ouço nas ruas e nos estabelecimentos sobre o mérito de tais iniciativas. Também aqui em Portugal e particularmente em Peniche se fala dos ciganos como se se tratasse de uma doença. Como também se tem falado dos cabo-verdianos, dos drogados e dos brasileiros. Aqui em Peniche ainda temos outra raça a evitar: - a dos nazarenos!
A raiva pela nossa incapacidade de ultrapassar as nossas insuficiências tolda-nos o espírito e impede-nos de ver a floresta por detrás da árvore. O que é o argumento fácil torna-se o centro das nossas convicções. E a panaceia para estes males está no que é também mais fácil. Afasta-se do nosso convívio o “veneno”, convictos que assim nos separamos da peçonha. Em nome deste argumento se tentou a raça ariana como solução. Esquecemos que em nós está a solução para o que nos aflige. Exilar para os Farilhões e Estelas o que nos aborrece será só adiar o momento em que somos nós mesmos que já não nos podemos ver ao espelho.
Qual é a solução? Não sei. É difícil. Mas se nos juntarmos com os interessados encontramos se calhar um misterioso “ovo de colombo” que ainda não nos tinha ocorrido.
As recentes atitudes do Presidente Francês e toda a polémica que lhe tem andado associada são assuntos que merecem a minha reflexão.Começo por dizer que tenho um grande carinho e respeito pela Cultura e Nação Francesas. Mas ao longo dos tempos a França também nos ofereceu exemplos de uma grande intolerância. E se somos herdeiros da Revolução Francesa, também recebemos outros legados menos felizes.
Neste momento de grande dificuldade para a França (como para a grande maioria dos países europeus) desviar as atenções das culpas próprias e focá-las em quem por cultura e hábitos não se pode defender, parece ser a solução.
Mais grave que a posição do presidente francês, useiro e vezeiro em atitudes “parolas”, é a conivência dos que o rodeiam e a do povo francês em geral.
Sempre existiram razões para odiar os ciganos. Vivem uma vida sem compromissos com a sociedade. São independentes e ciosos da sua cultura e hábitos. Não se integram. Não aceitam compromissos. São como os gatos: - Recolhem os benefícios sem alguma vez sentirem obrigações para quem os beneficia.
Por estas ou outras razões, calhou agora aos ciganos, como anteriormente já tinha calhado aos negros e aos judeus, aos Luteranos e aos anglicanos, sofrerem a sanha persecutória dos que descarregam nas minorias as suas frustrações e incompetências.
Assusta-me mais ainda os comentários que ouço nas ruas e nos estabelecimentos sobre o mérito de tais iniciativas. Também aqui em Portugal e particularmente em Peniche se fala dos ciganos como se se tratasse de uma doença. Como também se tem falado dos cabo-verdianos, dos drogados e dos brasileiros. Aqui em Peniche ainda temos outra raça a evitar: - a dos nazarenos!
A raiva pela nossa incapacidade de ultrapassar as nossas insuficiências tolda-nos o espírito e impede-nos de ver a floresta por detrás da árvore. O que é o argumento fácil torna-se o centro das nossas convicções. E a panaceia para estes males está no que é também mais fácil. Afasta-se do nosso convívio o “veneno”, convictos que assim nos separamos da peçonha. Em nome deste argumento se tentou a raça ariana como solução. Esquecemos que em nós está a solução para o que nos aflige. Exilar para os Farilhões e Estelas o que nos aborrece será só adiar o momento em que somos nós mesmos que já não nos podemos ver ao espelho.
Qual é a solução? Não sei. É difícil. Mas se nos juntarmos com os interessados encontramos se calhar um misterioso “ovo de colombo” que ainda não nos tinha ocorrido.
domingo, setembro 19, 2010
sábado, setembro 18, 2010
ESTATÍSTICAS
Um estudo recente conduzido pela Universidade Técnica de Lisboa mostrou que cada português caminha em média 440 km por ano.
Outro estudo feito pela Associação Médica de Coimbra revelou que,em média, o português bebe 26 litros de Vinho por ano.
Conclusão:Isso significa que o português, em média, gasta 5,9 litros aos 100km, ou seja... é económico!
... Afinal, nem tudo está mal, neste País!
Um estudo recente conduzido pela Universidade Técnica de Lisboa mostrou que cada português caminha em média 440 km por ano.
Outro estudo feito pela Associação Médica de Coimbra revelou que,em média, o português bebe 26 litros de Vinho por ano.
Conclusão:Isso significa que o português, em média, gasta 5,9 litros aos 100km, ou seja... é económico!
... Afinal, nem tudo está mal, neste País!
sexta-feira, setembro 17, 2010
POR VEZES UM LIVRO
De vez em quando sugiro um livro. Procuro normalmente sugerir livros que para além da sua qualidade e interesse sejam em termos de custo de aquisição moderada.
Pois desta vez sugiro um livro que foi distribuído com os jornais “DN” e “JN”, sendo o seu preço de 6,90€. Estes jornais asseguram até ao final do corrente mês a venda do livro, pelo que se o seu livreiro o tiver esgotado é uma questão de lhe pedir que o peça ao distribuidor.
O Livro é o “NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO DA LÍNGUA PORTUGUESA”. Trata-se de uma edição da Imprensa Nacional-Casa da Moeda e apresenta como característica fundamental ser apresentado de forma extremamente aliciante para ser consultado, não parecendo de todo um manual escolar, mas muito mais um tira dúvidas de fácil consulta.
Independentemente de estarmos ou não convictos da nossa adesão ao acordo, nem que seja por pura curiosidade e para consulta familiar de filhos e netos, sugiro a sua aquisição. Atrevo-me a aconselhar a aquisição pela CMP de uma dose massiva de ACORDOS de modo a poder distribui-los um por sala de aula. Reparem que digo UM POR SALA DE AULA e não um por escola. O ideal seria um por aluno, mas não me atrevo a ser assim tão exigente. A língua portuguesa deve ser transversal a todas as áreas disciplinares. Só assim as nossas crianças e jovens aprenderão a amá-la. E Peniche só terá a ganhar com isso.
Não há-de ser pior ter em casa o Novo Acordo do que uma aposta não premiada do Euromilhões. E já agora, bom fim-de-semana.
De vez em quando sugiro um livro. Procuro normalmente sugerir livros que para além da sua qualidade e interesse sejam em termos de custo de aquisição moderada.
Pois desta vez sugiro um livro que foi distribuído com os jornais “DN” e “JN”, sendo o seu preço de 6,90€. Estes jornais asseguram até ao final do corrente mês a venda do livro, pelo que se o seu livreiro o tiver esgotado é uma questão de lhe pedir que o peça ao distribuidor.
O Livro é o “NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO DA LÍNGUA PORTUGUESA”. Trata-se de uma edição da Imprensa Nacional-Casa da Moeda e apresenta como característica fundamental ser apresentado de forma extremamente aliciante para ser consultado, não parecendo de todo um manual escolar, mas muito mais um tira dúvidas de fácil consulta.
Independentemente de estarmos ou não convictos da nossa adesão ao acordo, nem que seja por pura curiosidade e para consulta familiar de filhos e netos, sugiro a sua aquisição. Atrevo-me a aconselhar a aquisição pela CMP de uma dose massiva de ACORDOS de modo a poder distribui-los um por sala de aula. Reparem que digo UM POR SALA DE AULA e não um por escola. O ideal seria um por aluno, mas não me atrevo a ser assim tão exigente. A língua portuguesa deve ser transversal a todas as áreas disciplinares. Só assim as nossas crianças e jovens aprenderão a amá-la. E Peniche só terá a ganhar com isso.
Não há-de ser pior ter em casa o Novo Acordo do que uma aposta não premiada do Euromilhões. E já agora, bom fim-de-semana.
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