OS MEUS DIAS
Nestes dias aprendi a gostar do canal “Hollywood”. Tento fugir do discurso político. Os noticiários só me interessam ao fim de meia hora. Fujo da política nacional como o diabo da cruz. Dou por mim a auto-criticar-me por isso. Faço parte de um grupo de Peniche que se deixou sonhar com o CICARP, com a HÚMUS. Com o MDP e com os grupos de apoio aos presos políticos. Sonhei Abril. Com uma ingenuidade e um fervor missionário fui parar a uma antiga colónia portuguesa durante 2 anos, colaborando no Comissariado da Educação, na Formação de Professores e no Jornalismo.
Vim de lá menos ingénuo e mais atento ao que se faz e não ao que se diz. Aprendi que Portugal visto de longe não é assim tão mau. Só piora se o virmos de perto. Excluídas que foram para mim certas ingenuidades na política, dediquei-me ao desenvolvimento local. Daí a acabar como autarca foi um ápice. Mais uma vez me arrependi.
Os lóbis estendem-se nos Secretariados dos Partidos desde os órgãos nacionais aos concelhios. Vi e contribui para isso. Até que decidi parar. Estas guerras já não serão para mim. E se o meu contributo poder ser dado para alertar outros incautos para nunca se envolverem sem perceberem no que se estão a meter, esse será o meu objectivo para o resto dos meus dias.
Claro que merece a pena lutar. Claro que merece a pena a indignação. Merece a pena dizer NÃO! Por isso mudo de canal quando eles falam. Por isso fujo deles. Por isso não acredito em nenhum. A porcaria da “Troika” acha-se muito esperta? A emprestarem dinheiro a Portugal e com o Durão Barroso como presidente da União Europeia, em minha modesta opinião, o FMI em breve irá à falência e a União Europeia entrará em bancarrota. Onde os políticos portugueses metem a mão, já se sabe que sai merda.
"Conversar em Peniche" não é necessariamente conversar sobre Peniche. Também mas não só. Algumas vezes assumirá um papel de raiva. Ou de guerra. Será provocador qb. Comprometido. Não será isento nem de erros nem de verdades (os meus, e as minhas). O resto se verá...
quinta-feira, maio 12, 2011
quarta-feira, maio 11, 2011
FAZER PELA VIDA
Sendo um tempo de crise. Sendo um tempo em que merece a pena ir à luta. Sendo um tempo em que menos as coisas aparecem do nada. Merece a pena pensar no que podemos fazer por nós próprios. Vão lá mais de 50 anos que tendo ido pela mão do meu pai visitar o Dr. António Custódio Freitas, ele me ofereceu um livrinho e me disse. Faz deste livro o mestre da tua vida. Trata-se de um livro que está à venda por 5 euros e que vos recomendo vivamente. Deixo as impressões sobre esse livro a um jornalista do Expresso que sobre ele escreveu.
“Expresso: 13-09-2003)
O leitor João Arzileiro Carvalho, de Lisboa, escreveu-me há alguns meses a perguntar: «Como surgiu a expressão ‘Levar uma carta a Garcia’?» Só agora respondo, pois demorei muito tempo a reencontrar um livro que tinha lido há anos e que se intitula, precisamente, Uma Carta para Garcia.
Trata-se apenas de um folheto, escrito em 1899 pelo jornalista e escritor norteamericano Elbert Hubbard (1856-1915) e editado em português pela «Seara Nova», em 1963. O seu autor é relativamente desconhecido entre nós, mas a Amazon lista 43 obras suas ainda à venda e muitas outras esgotadas. O Google encontra 36 mil sítios da Internet com referências a esse autor.
Uma Carta para Garcia («A Message to Garcia») foi o maior êxito literário de Hubbard. Imprimiu mais de 40 milhões de exemplares e foi traduzido em dezenas de idiomas. Contava apenas uma história de profissionalismo, mas fazia-o tão bem que inspirou muitas gerações de leitores. O episódio é simples e vale a pena relembrá-lo.
«Quando rebentou a guerra entre Espanha e os Estados Unidos», começa Hubbard referindo-se à guerra de 1898, «era necessário entrar rapidamente em comunicação com o chefe dos insurrectos cubanos. O general Garcia encontrava-se nas montanhas agrestes de Cuba - ninguém sabia onde. (em o correio nem o telégrafo o poderiam alcançar. O Presidente dos Estados Unidos tinha de
assegurar, com a maior urgência, a sua cooperação».
Nessa altura, o Presidente McKinley encarregou um jovem militar chamado Rowan de entregar uma carta ao general. Quatro dias depois, Rowan «desembarcou, de noite, num pequeno barco, na costa de Cuba e internou-se no mato. Ao cabo de três semanas saiu pelo outro lado da ilha, depois de ter atravessado a pé um país
hostil e de ter entregue a carta a Garcia».
A história desta viagem é certamente interessante, mas Hubbard diz que não é relatá-la que pretende. «O que desejo sublinhar é isto: o Presidente Mac Kinley deu uma carta a Rowan para a entregar a Garcia. Rowan pegou na carta e não perguntou: ‘Onde é que ele se encontra?’»
«Ora aí está um homem cuja figura devia ser esculpida em bronze», diz Hubbard. E explica, por contraste: «Experimente o leitor: está sentado no seu escritório e tem seis empregados à sua disposição. Chame qualquer deles e diga-lhe:
‘Faça o favor de consultar uma enciclopédia e escrever uma nota breve sobre a vida de Correggio’ (...) Julga que ele irá, sem demora, cumprir a tarefa? Nunca.
Olhará para o leitor com olhos desanimados e fará uma série de perguntas: Quem foi Correggio? Que enciclopédia hei-de usar? Onde está a enciclopédia? Não foi para isto que me empregaram! Não quererá dizer Bismark? Por que não é o Carlos que o escreve? Já morreu? Há pressa? Não será melhor que lhe traga o livro para ver? Para que quer a nota?»
Estes curtos extractos são o suficiente para perceber a tese do livrinho de Hubbard e para tornar clara a origem e o significado da expressão «levar a carta a Garcia». Mas vale a pena ler o texto original, o que se pode hoje fazer «online», nomeadamente em hermstrom.tripod.com/garcia.html.
Quem se interesse pela cultura científica achará graça à primeira frase do texto de Hubbard: «Um homem destaca-se no horizonte da minha memória como Marte no periélio...» Passadas duas semanas sobre o extraordinário brilho do planeta na sua oposição de periélio, a coincidência é mais que curiosa. Até para ler um panfleto jornalístico, velho de mais de 100 anos, é útil perceber um pouco de astronomia.
Nuno Crato.”
Sendo um tempo de crise. Sendo um tempo em que merece a pena ir à luta. Sendo um tempo em que menos as coisas aparecem do nada. Merece a pena pensar no que podemos fazer por nós próprios. Vão lá mais de 50 anos que tendo ido pela mão do meu pai visitar o Dr. António Custódio Freitas, ele me ofereceu um livrinho e me disse. Faz deste livro o mestre da tua vida. Trata-se de um livro que está à venda por 5 euros e que vos recomendo vivamente. Deixo as impressões sobre esse livro a um jornalista do Expresso que sobre ele escreveu.
“Expresso: 13-09-2003)
O leitor João Arzileiro Carvalho, de Lisboa, escreveu-me há alguns meses a perguntar: «Como surgiu a expressão ‘Levar uma carta a Garcia’?» Só agora respondo, pois demorei muito tempo a reencontrar um livro que tinha lido há anos e que se intitula, precisamente, Uma Carta para Garcia.
Trata-se apenas de um folheto, escrito em 1899 pelo jornalista e escritor norteamericano Elbert Hubbard (1856-1915) e editado em português pela «Seara Nova», em 1963. O seu autor é relativamente desconhecido entre nós, mas a Amazon lista 43 obras suas ainda à venda e muitas outras esgotadas. O Google encontra 36 mil sítios da Internet com referências a esse autor.
Uma Carta para Garcia («A Message to Garcia») foi o maior êxito literário de Hubbard. Imprimiu mais de 40 milhões de exemplares e foi traduzido em dezenas de idiomas. Contava apenas uma história de profissionalismo, mas fazia-o tão bem que inspirou muitas gerações de leitores. O episódio é simples e vale a pena relembrá-lo.
«Quando rebentou a guerra entre Espanha e os Estados Unidos», começa Hubbard referindo-se à guerra de 1898, «era necessário entrar rapidamente em comunicação com o chefe dos insurrectos cubanos. O general Garcia encontrava-se nas montanhas agrestes de Cuba - ninguém sabia onde. (em o correio nem o telégrafo o poderiam alcançar. O Presidente dos Estados Unidos tinha de
assegurar, com a maior urgência, a sua cooperação».
Nessa altura, o Presidente McKinley encarregou um jovem militar chamado Rowan de entregar uma carta ao general. Quatro dias depois, Rowan «desembarcou, de noite, num pequeno barco, na costa de Cuba e internou-se no mato. Ao cabo de três semanas saiu pelo outro lado da ilha, depois de ter atravessado a pé um país
hostil e de ter entregue a carta a Garcia».
A história desta viagem é certamente interessante, mas Hubbard diz que não é relatá-la que pretende. «O que desejo sublinhar é isto: o Presidente Mac Kinley deu uma carta a Rowan para a entregar a Garcia. Rowan pegou na carta e não perguntou: ‘Onde é que ele se encontra?’»
«Ora aí está um homem cuja figura devia ser esculpida em bronze», diz Hubbard. E explica, por contraste: «Experimente o leitor: está sentado no seu escritório e tem seis empregados à sua disposição. Chame qualquer deles e diga-lhe:
‘Faça o favor de consultar uma enciclopédia e escrever uma nota breve sobre a vida de Correggio’ (...) Julga que ele irá, sem demora, cumprir a tarefa? Nunca.
Olhará para o leitor com olhos desanimados e fará uma série de perguntas: Quem foi Correggio? Que enciclopédia hei-de usar? Onde está a enciclopédia? Não foi para isto que me empregaram! Não quererá dizer Bismark? Por que não é o Carlos que o escreve? Já morreu? Há pressa? Não será melhor que lhe traga o livro para ver? Para que quer a nota?»
Estes curtos extractos são o suficiente para perceber a tese do livrinho de Hubbard e para tornar clara a origem e o significado da expressão «levar a carta a Garcia». Mas vale a pena ler o texto original, o que se pode hoje fazer «online», nomeadamente em hermstrom.tripod.com/garcia.html.
Quem se interesse pela cultura científica achará graça à primeira frase do texto de Hubbard: «Um homem destaca-se no horizonte da minha memória como Marte no periélio...» Passadas duas semanas sobre o extraordinário brilho do planeta na sua oposição de periélio, a coincidência é mais que curiosa. Até para ler um panfleto jornalístico, velho de mais de 100 anos, é útil perceber um pouco de astronomia.
Nuno Crato.”
segunda-feira, maio 09, 2011
EDUCAÇÃO MUSICAL
Enquanto professor e depois com responsabilidades acrescidas como gestor de escolas, sempre me interroguei sobre a razão que levava certos professores de Ed. Musicais, em certos momentos a distribuírem pelos seus alunos níveis negativos, como se fosse um bodo aos pobres.
Isto pela simples e singular razão de que só muito raramente se encontra um adolescente ou um jovem que não gosta (curte) música, cantores e bandas. Eles podem não saber Inglês mas aprendem as letras das canções. Eles podem ser distraídos e até despassarados, mas trauteiam as músicas sem falharem as notas musicais mais escondidas da partitura. Madona, Lady Gaga, Justin Bieber, U2, Queen e por aí fora, são uma panóplia de símbolos das gerações mais jovens cujos Its fazem parte do seu estar.
Então porque é que não gostam de Educação Musical? Se os simples passarinhos trinam e fazem-se entender, porque raio de razão é que para certos profs de Educação Musical as crianças e jovens são inimigos a abater nas suas salas de aula?
Eu sei que as avaliações das crianças são como modas. Se a certa altura a distribuição de níveis negativos é que confere a uma dada disciplina dignidade e importância numa Escola, então não que facilitar. Não basta gostar de música para certos professores de EM. É preciso caracterizar a disciplina como um teorema matemático para lhe conferir valor.
Tudo isto vem a propósito do que está a ser feito na Escola EB 2,3 da Maia em S. Miguel (Açores) na Disciplina de Educação Musical. Os professores foram em busca dos gostos musicais dos seus alunos (Queen, Muse, Led Zeppelin e por aí fora) e converteram cantigas infantis tradicionais portuguesas em autênticas pérolas musicais ao gosto dos seus jovens alunos. Duma ilha perdida no Oceano vem uma lição de motivação e de fazer bem. De dar aos jovens alegria pela sua Escola. Estes professores e estes alunos não receiam avaliações. E dão aos políticos todos os dias, uma lição sobre a Escola que querem e desejam.
Deixo-vos as entradas para a lição de ser Escola que nos chega dos Açores:
http://www.youtube.com/watch?v=RkIZo7d3770
http://www.youtube.com/watch?v=-XiNdKy1dpo&feature=youtu.be
http://www.youtube.com/watch?v=YwgL5d_7zL8&NR=1
http://www.youtube.com/watch?v=_atBwh2kzX4&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=yR_MeWAdhTY&feature=related
Enquanto professor e depois com responsabilidades acrescidas como gestor de escolas, sempre me interroguei sobre a razão que levava certos professores de Ed. Musicais, em certos momentos a distribuírem pelos seus alunos níveis negativos, como se fosse um bodo aos pobres.
Isto pela simples e singular razão de que só muito raramente se encontra um adolescente ou um jovem que não gosta (curte) música, cantores e bandas. Eles podem não saber Inglês mas aprendem as letras das canções. Eles podem ser distraídos e até despassarados, mas trauteiam as músicas sem falharem as notas musicais mais escondidas da partitura. Madona, Lady Gaga, Justin Bieber, U2, Queen e por aí fora, são uma panóplia de símbolos das gerações mais jovens cujos Its fazem parte do seu estar.
Então porque é que não gostam de Educação Musical? Se os simples passarinhos trinam e fazem-se entender, porque raio de razão é que para certos profs de Educação Musical as crianças e jovens são inimigos a abater nas suas salas de aula?
Eu sei que as avaliações das crianças são como modas. Se a certa altura a distribuição de níveis negativos é que confere a uma dada disciplina dignidade e importância numa Escola, então não que facilitar. Não basta gostar de música para certos professores de EM. É preciso caracterizar a disciplina como um teorema matemático para lhe conferir valor.
Tudo isto vem a propósito do que está a ser feito na Escola EB 2,3 da Maia em S. Miguel (Açores) na Disciplina de Educação Musical. Os professores foram em busca dos gostos musicais dos seus alunos (Queen, Muse, Led Zeppelin e por aí fora) e converteram cantigas infantis tradicionais portuguesas em autênticas pérolas musicais ao gosto dos seus jovens alunos. Duma ilha perdida no Oceano vem uma lição de motivação e de fazer bem. De dar aos jovens alegria pela sua Escola. Estes professores e estes alunos não receiam avaliações. E dão aos políticos todos os dias, uma lição sobre a Escola que querem e desejam.
Deixo-vos as entradas para a lição de ser Escola que nos chega dos Açores:
http://www.youtube.com/watch?v=RkIZo7d3770
http://www.youtube.com/watch?v=-XiNdKy1dpo&feature=youtu.be
http://www.youtube.com/watch?v=YwgL5d_7zL8&NR=1
http://www.youtube.com/watch?v=_atBwh2kzX4&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=yR_MeWAdhTY&feature=related
domingo, maio 08, 2011
MILAGRE!
Uma solteirona descobre que uma amiga ficou grávida com apenas uma oração que fez na igreja do seu bairro...
Dias depois, a solteirona foi a essa igreja e disse ao padre:
- Bom dia, padre.
- Bom dia, minha filha. Em que posso ajudá-la?
- Sabe, padre, eu soube que uma amiga minha veio aqui há umas semanas atrás e ficou grávida só com uma Ave-Maria. É verdade, padre?
- Não, minha filha, não foi com uma Ave-Maria... foi com um Padre Nosso.... mas ele já foi transferido!
Uma solteirona descobre que uma amiga ficou grávida com apenas uma oração que fez na igreja do seu bairro...
Dias depois, a solteirona foi a essa igreja e disse ao padre:
- Bom dia, padre.
- Bom dia, minha filha. Em que posso ajudá-la?
- Sabe, padre, eu soube que uma amiga minha veio aqui há umas semanas atrás e ficou grávida só com uma Ave-Maria. É verdade, padre?
- Não, minha filha, não foi com uma Ave-Maria... foi com um Padre Nosso.... mas ele já foi transferido!
sábado, maio 07, 2011
sexta-feira, maio 06, 2011
FARISEUS E FARISAISMOS
Onde estava a Igreja Católica Portuguesa quando milhares de jovens eram enviados para as antigas colónias com a missão de matar e de morrer em nome de uma política que se sabia condenada a fracassar?
Onde estavam os Padres, Bispos e Arcebispos quando portugueses eram presos e torturados, exilados e perdiam os seus empregos por delito de opinião?
Claro que houve algumas (poucas) honrosas excepções. Só que agora proliferam os que se exibem a praticar o bem, como se não fosse o seu dever perante o Deus em que dizem acreditar. São inúmeros agora os que se pavoneiam com opiniões políticas (o que não seria mau de todo se não representassem muitas vezes uma intromissão na esfera partidária), dizia eu, todos sabem o que está bem ou mal politicamente quando em tempo oportuno abençoaram os torcionários do Povo Português. Ainda não vi a Igreja Portuguesa (a exemplo do que fez João Paulo II) pedir perdão pelo seu silêncio até 1974. E pedir duas vezes perdão pelo seu comprometimento nos altares, nas homilias ou nas suas atitudes em relação ao que foi o seu comprometimento com o Fascismo português.
Quando o fizer estarei mais disponível para ouvir as suas “postas de pescada” venham elas em nome individual ou de qualquer conferência da treta.
Estou desejoso que Deus exista. E que o Inferno lá esteja à espera dos pecadores. É que como vou para lá quero encontrar-me com muitos dos que fizeram o seu percurso na hierarquia da Igreja Portuguesa.
Onde estava a Igreja Católica Portuguesa quando milhares de jovens eram enviados para as antigas colónias com a missão de matar e de morrer em nome de uma política que se sabia condenada a fracassar?
Onde estavam os Padres, Bispos e Arcebispos quando portugueses eram presos e torturados, exilados e perdiam os seus empregos por delito de opinião?
Claro que houve algumas (poucas) honrosas excepções. Só que agora proliferam os que se exibem a praticar o bem, como se não fosse o seu dever perante o Deus em que dizem acreditar. São inúmeros agora os que se pavoneiam com opiniões políticas (o que não seria mau de todo se não representassem muitas vezes uma intromissão na esfera partidária), dizia eu, todos sabem o que está bem ou mal politicamente quando em tempo oportuno abençoaram os torcionários do Povo Português. Ainda não vi a Igreja Portuguesa (a exemplo do que fez João Paulo II) pedir perdão pelo seu silêncio até 1974. E pedir duas vezes perdão pelo seu comprometimento nos altares, nas homilias ou nas suas atitudes em relação ao que foi o seu comprometimento com o Fascismo português.
Quando o fizer estarei mais disponível para ouvir as suas “postas de pescada” venham elas em nome individual ou de qualquer conferência da treta.
Estou desejoso que Deus exista. E que o Inferno lá esteja à espera dos pecadores. É que como vou para lá quero encontrar-me com muitos dos que fizeram o seu percurso na hierarquia da Igreja Portuguesa.
quinta-feira, maio 05, 2011
A CÂMARA MUNICIPAL DE PENICHE ESTÁ FALIDA?
Não sei. Creio aliás que ninguém sabe. E quando digo ninguém, é ninguém mesmo.
Mas seria importante sabermos se está ou não. Para quê? Para podermos uma leitura mais correcta das razões porque as coisas vão acontecendo assim, ou não acontecem nunca.
É o Secretário de Estado da Administração Local quem afirma que, “algumas dezenas de Câmaras serem tecnicamente inviáveis.” Devo então perguntar se Peniche faz ou não parte deste grupo. O Estado está falido pelo que não poderá ajudar a resolver este problema. E nada está previsto na Lei que permita obviar a estas dificuldades quando elas se tornarem evidentes.
É pouco importante quem (que força ou forças políticas) foram responsáveis pela situação a que chegaram as autarquias. Em última instância foram os próprios cidadãos os responsáveis por se terem demitido da sua acção fiscalizadora e persecutória. Quando numa autarquia como a de Peniche mais de 50% dos seus habitantes se demite de eleger os seus autarcas, está a contribuir decisivamente para toda a sorte de eventuais más-governações que possam surgir.
Tudo isto será importante (ou não) para podermos ter expectativas em relação ao futuro. Estarão comprometidas a 2ª Fase da recuperação do Fosso das Muralhas, a recuperação e construção de Habitação Social, a conclusão das obras da Biblioteca Municipal, a Construção do Centro Escolar de Atouguia da Baleia? Ou já existem financiamentos aprovados e consignados sem possibilidade de recuo que permita a sua execução?
A crise afecta todos. Peniche também será afectada. De que forma? Qual o impacto na economia local e desenvolvimento local? Está previsto informar os munícipes sobre esses impactos?
Ou será que o acordo PSD/PS/CDS a nível nacional do qual se afastou o PCP, significará uma frente de batalha em Peniche?
Veem aí dias interessantes de se viverem em Peniche.
PS: Eu sei que sou gordo. Portanto não merecerá a pena insultarem-me por esse caminho. Afinal parece que as 3 Juntas de Freguesia da Cidade estão condenadas. Se as coisas do acordo com o FMI forem para ser levadas a sério. O meu grande problema é ter razão antes de tempo.
Não sei. Creio aliás que ninguém sabe. E quando digo ninguém, é ninguém mesmo.
Mas seria importante sabermos se está ou não. Para quê? Para podermos uma leitura mais correcta das razões porque as coisas vão acontecendo assim, ou não acontecem nunca.
É o Secretário de Estado da Administração Local quem afirma que, “algumas dezenas de Câmaras serem tecnicamente inviáveis.” Devo então perguntar se Peniche faz ou não parte deste grupo. O Estado está falido pelo que não poderá ajudar a resolver este problema. E nada está previsto na Lei que permita obviar a estas dificuldades quando elas se tornarem evidentes.
É pouco importante quem (que força ou forças políticas) foram responsáveis pela situação a que chegaram as autarquias. Em última instância foram os próprios cidadãos os responsáveis por se terem demitido da sua acção fiscalizadora e persecutória. Quando numa autarquia como a de Peniche mais de 50% dos seus habitantes se demite de eleger os seus autarcas, está a contribuir decisivamente para toda a sorte de eventuais más-governações que possam surgir.
Tudo isto será importante (ou não) para podermos ter expectativas em relação ao futuro. Estarão comprometidas a 2ª Fase da recuperação do Fosso das Muralhas, a recuperação e construção de Habitação Social, a conclusão das obras da Biblioteca Municipal, a Construção do Centro Escolar de Atouguia da Baleia? Ou já existem financiamentos aprovados e consignados sem possibilidade de recuo que permita a sua execução?
A crise afecta todos. Peniche também será afectada. De que forma? Qual o impacto na economia local e desenvolvimento local? Está previsto informar os munícipes sobre esses impactos?
Ou será que o acordo PSD/PS/CDS a nível nacional do qual se afastou o PCP, significará uma frente de batalha em Peniche?
Veem aí dias interessantes de se viverem em Peniche.
PS: Eu sei que sou gordo. Portanto não merecerá a pena insultarem-me por esse caminho. Afinal parece que as 3 Juntas de Freguesia da Cidade estão condenadas. Se as coisas do acordo com o FMI forem para ser levadas a sério. O meu grande problema é ter razão antes de tempo.
quarta-feira, maio 04, 2011
PENICHE: TERRA DO NUNCA
A semana passada encerrou a Frigorifica (Sociedade Frigorifica de Peniche, lda). Desde que me lembro de ser, que esta sigla me acompanha. Recordo o meu pai falar sobre ela, da sociedade entre alguns dos nomes símbolo de Peniche. Recordo de muitos anos mais tarde trabalhar na Carpintaria do Joaquim Vital e lá ir pedir o óleo das máquinas para barrar na madeira de pinho por nós cortada, como antídoto para o bicho da madeira. Ultimamente esta unidade fabril já só era para mim um mar de recordações. E assim tudo aquilo que eram unidades conserveiras de Peniche vai desaparecendo a pouco e pouco.
O que me faz estar aqui a escrever sobre estas coisas, foi eu ter lido há poucos dias na imprensa que o Museu de Portimão tinha recebido um prémio da União Europeia pelas qualidades que apresenta. Também na TV num programa sobre Espinho transmitido do seu museu fiquei boquiaberto com o que foi conseguido em termos museológicos.
Quer num caso, quer noutro, foram aproveitadas antigas unidades conserveiras, requalificadas e transformadas em Museus de grande qualidade.
São inúmeros os casos de unidades conserveiras desaparecidas em Peniche. Ao longo de 37 anos nunca um executivo camarário ou uma força política desenvolveu qualquer esforço no sentido do aproveitamento de uma delas para um centro de estudos em Peniche sobre a sua evolução. Ninguém está isento desta culpa. Pensaram na árvore nunca se apercebendo que esta não deixava ver a floresta. A árvore era o Forte. Que nunca poderia ser um museu pelas dificuldades de adaptação e a sua proximidade com uma alta concentração de corrosão marítima. PS e PSD nunca tiveram visão. O PCP deixou-se dominar pelo receio de ver perdido o seu símbolo de luta política, e não quis ou não foi capaz de sonhar o futuro. Recordo algumas preocupações sobre a destruição eventual de fumeiros. Sem nunca se preocuparem com o que era substantivo.
A semana passada encerrou a Frigorifica (Sociedade Frigorifica de Peniche, lda). Desde que me lembro de ser, que esta sigla me acompanha. Recordo o meu pai falar sobre ela, da sociedade entre alguns dos nomes símbolo de Peniche. Recordo de muitos anos mais tarde trabalhar na Carpintaria do Joaquim Vital e lá ir pedir o óleo das máquinas para barrar na madeira de pinho por nós cortada, como antídoto para o bicho da madeira. Ultimamente esta unidade fabril já só era para mim um mar de recordações. E assim tudo aquilo que eram unidades conserveiras de Peniche vai desaparecendo a pouco e pouco.
O que me faz estar aqui a escrever sobre estas coisas, foi eu ter lido há poucos dias na imprensa que o Museu de Portimão tinha recebido um prémio da União Europeia pelas qualidades que apresenta. Também na TV num programa sobre Espinho transmitido do seu museu fiquei boquiaberto com o que foi conseguido em termos museológicos.
Quer num caso, quer noutro, foram aproveitadas antigas unidades conserveiras, requalificadas e transformadas em Museus de grande qualidade.
São inúmeros os casos de unidades conserveiras desaparecidas em Peniche. Ao longo de 37 anos nunca um executivo camarário ou uma força política desenvolveu qualquer esforço no sentido do aproveitamento de uma delas para um centro de estudos em Peniche sobre a sua evolução. Ninguém está isento desta culpa. Pensaram na árvore nunca se apercebendo que esta não deixava ver a floresta. A árvore era o Forte. Que nunca poderia ser um museu pelas dificuldades de adaptação e a sua proximidade com uma alta concentração de corrosão marítima. PS e PSD nunca tiveram visão. O PCP deixou-se dominar pelo receio de ver perdido o seu símbolo de luta política, e não quis ou não foi capaz de sonhar o futuro. Recordo algumas preocupações sobre a destruição eventual de fumeiros. Sem nunca se preocuparem com o que era substantivo.
terça-feira, maio 03, 2011
A MORTE DE BIN LADEN
Por todo o Mundo se ouviram vozes que se congratularam com o termo duma ameaça sempre latente para com todos os povos que separam religião de política, advogam o primado das eleições sobre as sucessões dinásticas e fazem da Liberdade de imprensa e de expressão o seu mais precioso bem.
Eu retenho a afirmação de um jovem americano que festejava junto do local onde a sanha terrorista de Bin Laden mais se fez sentir, o World Trade Center, o desaparecimento daquela figura de terror: “- É estranho estarmos assim, aqui, a festejar a morte duma pessoa, mas ele tornou-se o símbolo do terror”.
E retenho também a afirmação de um político português que achou por bem afirmar que não “achava bem, nem achava mal.” “O que é importante é ir à procura das razões que levam ao terrorismo, nomeadamente as desigualdades sociais.”
Ficámos a saber que para este dirigente político os fins podem justificar os meios. Esqueceu-se de dizer que o Osama era riquíssimo e que o seu principal local de recrutamento era entre jovens estudantes universitários a estudarem em Universidades do Mundo Ocidental. Não eram portanto desgraçados a sua fonte de recrutamento. Eram meninos de família. Um pouco à maneira do que acontece por cá com os recrutados dos partidos da extrema esquerda. São jovens que falhando os seus propósitos de confusão, regressam a casa dos papás no seu carrinho. Terminam a sua formação e vão para gestores das empresas das suas famílias. Ou dedicam-se à política para condenarem a classe média e os trabalhadores aos sacrifícios que eles diziam querer fazer terminar. O caso do Durão Barroso é exemplar nesse domínio.
Por todo o Mundo se ouviram vozes que se congratularam com o termo duma ameaça sempre latente para com todos os povos que separam religião de política, advogam o primado das eleições sobre as sucessões dinásticas e fazem da Liberdade de imprensa e de expressão o seu mais precioso bem.
Eu retenho a afirmação de um jovem americano que festejava junto do local onde a sanha terrorista de Bin Laden mais se fez sentir, o World Trade Center, o desaparecimento daquela figura de terror: “- É estranho estarmos assim, aqui, a festejar a morte duma pessoa, mas ele tornou-se o símbolo do terror”.
E retenho também a afirmação de um político português que achou por bem afirmar que não “achava bem, nem achava mal.” “O que é importante é ir à procura das razões que levam ao terrorismo, nomeadamente as desigualdades sociais.”
Ficámos a saber que para este dirigente político os fins podem justificar os meios. Esqueceu-se de dizer que o Osama era riquíssimo e que o seu principal local de recrutamento era entre jovens estudantes universitários a estudarem em Universidades do Mundo Ocidental. Não eram portanto desgraçados a sua fonte de recrutamento. Eram meninos de família. Um pouco à maneira do que acontece por cá com os recrutados dos partidos da extrema esquerda. São jovens que falhando os seus propósitos de confusão, regressam a casa dos papás no seu carrinho. Terminam a sua formação e vão para gestores das empresas das suas famílias. Ou dedicam-se à política para condenarem a classe média e os trabalhadores aos sacrifícios que eles diziam querer fazer terminar. O caso do Durão Barroso é exemplar nesse domínio.
segunda-feira, maio 02, 2011
FIM DE SEMANA ALUCINANTE
O casamento. A Beatificação. A festa dos 16 anos da Casa do Benfica. A Derrota (empate é derrota) do Benfica em Olhão. A Morte do Osama. A crise. O Catroga. O Lello. O Aguiar-Branco e o Big Brother.
As notícias sucedem-se em catadupa e para todos nós se torna um drama ligar a TV ou olhar para um Jornal. Nunca se sabe com o que vamos deparar. Esta constatação trouxe-me ao livro “A Lei de Murphy” (Editorial Presença) de Arthur Bloch e vos dar com isto uma “dica” para um livro que talvez vos permita a todos recuperar o sangue-frio. Quem está prevenido vale por dois.
“LEI DE MURPHY
Se algo pode correr mal, correrá mal.
Corolários
1. Nada é tão fácil quanto parece
2. Tudo leva mais tempo do que você pensa
3. Se houver a possibilidade de várias coisas correrem mal, correrá mal a que provocar mais estragos.
4. Se perceber que há quatro modos possíveis de algo correr mal, mas conseguir ultrapassá-los, aparecerá imediatamente um quinto.
5. Deixadas entregues a si próprias, as coisas tendem a ir de mal a pior
6. Quando está pronto para fazer qualquer coisa, aparece outra que tem de ser feita primeiro.
7. Qualquer solução gera novos problemas
8. Não se pode fazer nada que resista à asneira porque as asneiras são demasiado abundantes.
9. A natureza está sempre do lado do defeito escondido
10. A mãe natureza é uma cabra.”
O casamento. A Beatificação. A festa dos 16 anos da Casa do Benfica. A Derrota (empate é derrota) do Benfica em Olhão. A Morte do Osama. A crise. O Catroga. O Lello. O Aguiar-Branco e o Big Brother.
As notícias sucedem-se em catadupa e para todos nós se torna um drama ligar a TV ou olhar para um Jornal. Nunca se sabe com o que vamos deparar. Esta constatação trouxe-me ao livro “A Lei de Murphy” (Editorial Presença) de Arthur Bloch e vos dar com isto uma “dica” para um livro que talvez vos permita a todos recuperar o sangue-frio. Quem está prevenido vale por dois.
“LEI DE MURPHY
Se algo pode correr mal, correrá mal.
Corolários
1. Nada é tão fácil quanto parece
2. Tudo leva mais tempo do que você pensa
3. Se houver a possibilidade de várias coisas correrem mal, correrá mal a que provocar mais estragos.
4. Se perceber que há quatro modos possíveis de algo correr mal, mas conseguir ultrapassá-los, aparecerá imediatamente um quinto.
5. Deixadas entregues a si próprias, as coisas tendem a ir de mal a pior
6. Quando está pronto para fazer qualquer coisa, aparece outra que tem de ser feita primeiro.
7. Qualquer solução gera novos problemas
8. Não se pode fazer nada que resista à asneira porque as asneiras são demasiado abundantes.
9. A natureza está sempre do lado do defeito escondido
10. A mãe natureza é uma cabra.”
domingo, maio 01, 2011
MILAGRE
Uma solteirona descobre que uma amiga ficou grávida com apenas uma oração que fez na igreja em seu bairro...
Dias depois, a solteirona foi a essa igreja e disse ao padre:
- Bom dia, padre.
- Bom dia, minha filha. Em que posso ajudá-la?
- Sabe, padre, eu soube que uma amiga minha veio aqui há umas semanas atrás e ficou grávida só com uma Ave-Maria. É verdade, padre?
- Não, minha filha, não foi com uma Ave-Maria... foi com um Padre Nosso... mas ele já foi transferido!
Uma solteirona descobre que uma amiga ficou grávida com apenas uma oração que fez na igreja em seu bairro...
Dias depois, a solteirona foi a essa igreja e disse ao padre:
- Bom dia, padre.
- Bom dia, minha filha. Em que posso ajudá-la?
- Sabe, padre, eu soube que uma amiga minha veio aqui há umas semanas atrás e ficou grávida só com uma Ave-Maria. É verdade, padre?
- Não, minha filha, não foi com uma Ave-Maria... foi com um Padre Nosso... mas ele já foi transferido!
sábado, abril 30, 2011
sexta-feira, abril 29, 2011
O CASAMENTO REAL
Esta sexta-feira foi um dia excepcional para todos nós portugueses. Todas as televisões se viraram para o casamento real. Por uma manhã, não ouvimos falar da troika, nem do PSD ou do PS, nem do Louçã e do Jerónimo. Foi uma manhã sem ouvir o Portas, que para ser perfeita só faltou não darem uma folga ao Goucha e à Januária (mais conhecida por Júlia Pinheiro).
Uma manhã em que os príncipes e as “princepezas” se tornaram num petisco quando comparados com a crise e com as vigarices com que somos brindados diariamente há uns meses.
Será que alguém acredita que PSD e CDS não saibam as contas do País? Será que alguém acredita nisto. Patranha para cá, Catroga para acolá, Silva Pereira para aqui, Lobo Xavier para onde quer que seja, todos sabem e todos mentem. Seja quem for governo a seguir é tão trapaceiro com os seus antecessores. Alguém já se esqueceu da fuga em frente do Durão Barroso, que se ficou borrifando para a situação do país e a quem o deixava entregue.
Antes a Casa Real de Inglaterra. Ao menos os seus deslizes só têm a ver com histórias sexuais o que sempre apimenta as conversas e deixa o espírito desperto para outras andanças.
Esta sexta-feira foi um dia excepcional para todos nós portugueses. Todas as televisões se viraram para o casamento real. Por uma manhã, não ouvimos falar da troika, nem do PSD ou do PS, nem do Louçã e do Jerónimo. Foi uma manhã sem ouvir o Portas, que para ser perfeita só faltou não darem uma folga ao Goucha e à Januária (mais conhecida por Júlia Pinheiro).
Uma manhã em que os príncipes e as “princepezas” se tornaram num petisco quando comparados com a crise e com as vigarices com que somos brindados diariamente há uns meses.
Será que alguém acredita que PSD e CDS não saibam as contas do País? Será que alguém acredita nisto. Patranha para cá, Catroga para acolá, Silva Pereira para aqui, Lobo Xavier para onde quer que seja, todos sabem e todos mentem. Seja quem for governo a seguir é tão trapaceiro com os seus antecessores. Alguém já se esqueceu da fuga em frente do Durão Barroso, que se ficou borrifando para a situação do país e a quem o deixava entregue.
Antes a Casa Real de Inglaterra. Ao menos os seus deslizes só têm a ver com histórias sexuais o que sempre apimenta as conversas e deixa o espírito desperto para outras andanças.
quinta-feira, abril 28, 2011
A PONTE VELHA
Quem passa na Rua Alexandre Herculano nem dá por isso. Vista do lado da Prageira é que se nota a sua falta. Por força das obras do fosso da Muralha, desapareceu a Ponte Velha.
Dos tempos de ir lavar roupa aos pocinhos, ou de ir jogar à bola para o Juncal. Dos domingos de futebol em que centenas de adeptos a atravessavam à noite para ir ver o GDP.
Das aventuras iniciáticas na altura da Festa da Boa Viagem. Dps tempos em que não haviam carros e sair para lá das muralhas já era uma aventura.
Sei que é inevitável o que aconteceu. Mas dói-me ver desaparecer a “Ponte Velha” de tantas recordações. À memória e associando-lhe o nome vem a origem dos bares mais sofisticados de Peniche. A “Ponte Velha” do Rui Alexandre, com os bancos de madeira e as noitadas de conversas e guitarras. Os gins que eu lá bebi…
Um tempo de construção de pessoas e de valores. De literaturices e de convicções. Um tempo em que estar na “Ponte Velha” era agarrar a oportunidade de ultrapassar o marasmo e a apatia.~
Tudo passa por aquela porta de armas, que não voltará a ser a mesma. Por ali nasceu, cresceu e se fez Peniche. Que o vento que sussurra por entre arribas e areais sem fim, permita que o teu nome passe para as gerações futuras. Se fores Ponte Nova, perdem-se as memórias de um tempo. ~Já não será a mesma Ponte Velha.
Quem passa na Rua Alexandre Herculano nem dá por isso. Vista do lado da Prageira é que se nota a sua falta. Por força das obras do fosso da Muralha, desapareceu a Ponte Velha.
Dos tempos de ir lavar roupa aos pocinhos, ou de ir jogar à bola para o Juncal. Dos domingos de futebol em que centenas de adeptos a atravessavam à noite para ir ver o GDP.
Das aventuras iniciáticas na altura da Festa da Boa Viagem. Dps tempos em que não haviam carros e sair para lá das muralhas já era uma aventura.
Sei que é inevitável o que aconteceu. Mas dói-me ver desaparecer a “Ponte Velha” de tantas recordações. À memória e associando-lhe o nome vem a origem dos bares mais sofisticados de Peniche. A “Ponte Velha” do Rui Alexandre, com os bancos de madeira e as noitadas de conversas e guitarras. Os gins que eu lá bebi…
Um tempo de construção de pessoas e de valores. De literaturices e de convicções. Um tempo em que estar na “Ponte Velha” era agarrar a oportunidade de ultrapassar o marasmo e a apatia.~
Tudo passa por aquela porta de armas, que não voltará a ser a mesma. Por ali nasceu, cresceu e se fez Peniche. Que o vento que sussurra por entre arribas e areais sem fim, permita que o teu nome passe para as gerações futuras. Se fores Ponte Nova, perdem-se as memórias de um tempo. ~Já não será a mesma Ponte Velha.
quarta-feira, abril 27, 2011
ACTA DA REUNIÃO DA CÂMARA MUNICIPAL DE PENICHE DO DIA 29 DE MARÇO DE 2011
Não faço hoje uma crónica. Limito-me a transcrever a acta de uma reunião da Câmara Municipal em que são tratados problemas relativos à Habitação Social. Não irei fazer qualquer comentário sobre o que transcrevo. As intervenções dos autarcas que pagamos a peso de ouro estão aqui e falam por si. Melhor que qualquer programa eleitoral de um qualquer partido político que concorra às futuras eleições autárquicas em Peniche, falam por si as afirmações dos ilustres vereadores de Peniche, e representantes desses mesmos partidos.
Quando entrarmos em campanha eleitoral, (espero não morrer até lá) retomarei este assunto para ajustarmos contas de vez.
PROGRAMA PROHABITA:
* Foi presente a seguinte proposta, datada de 22 de Março de 2011, apresentada pela
Senhora Vereadora Clara Abrantes, responsável pelo Pelouro da Solidariedade Social:
«Proposta:
De acordo com o Acordo de Colaboração no Âmbito do PROHABITA, assinado pelo
Município de Peniche e pelo Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana, no dia 1 de Junho de 2009, e ratificado em reunião de Câmara de 27 de Agosto de 2010, o qual apresenta um cronograma de execução, propõe-se que a implementação se inicie com os trabalhos que se seguem:
1. Reabilitação dos bairros existente:
1.1 Edifício Coosofi (Vila Maria) – 42 fogos.
1.2 Bairro Fernão de Magalhães – 48 fogos.
1.3 Bairro do Vale Verde – 59 fogos.
2. Construção de 30 novos fogos, em lotes municipais na Fonte do Rosário, como
suporte à intervenção da 1.ª fase do Bairro do Calvário, para realojamento dos
residentes em casas a demolir.
3. Elaboração de Plano de Reconversão Urbanística do Bairro do Calvário de modo a
possibilitar uma programação e faseamento da intervenção naquele território, sob
forma de loteamentos municipais, a programar.
A Vereadora do Pelouro da Solidariedade Social, Maria Clara Abrantes.»
Foi ainda presente uma informação, datada de 25 de Março de 2011, da mesma Vereadora, dando conhecimento pormenorizado de todos os passos dados no âmbito do programa Prohabita e de alguns indicadores sociais do Concelho, nomeadamente, dinâmicas de ocupação a nível concelhio, pedidos de habitação registados no Município, enquadramento histórico dos bairros sociais, avaliação da intervenção nos bairros sociais de reparação e conservação e prioridades percepcionadas para a intervenção.
Iniciada a apreciação deste assunto, usaram da palavra os seguintes edis:
Senhora Vereadora Clara Abrantes:
Explicou o conteúdo dos documentos que apresentou e que, na sequência do acordo celebrado, deve a Câmara agora decidir o que pretende fazer.
Senhor Presidente da Câmara:
Disse ser uma proposta realista que vai ao encontro de uma necessidade e que cria condições para que o Bairro do Calvário tenha a intervenção que é desejada.
Senhor Vereador Francisco Salvador:
Disse que Peniche, em termos sociais, é um caso sui generis nos problemas e nas soluções. Que conhece muito bem os problemas de habitação da cidade, pelas funções que já desempenhou, e que nas décadas de oitenta e noventa do século passado se pensava que os problemas se resolveriam com a construção de mais habitação social, por isso nesses anos se construíram muitos bairros sociais, tendo Peniche, actualmente, mais de catorze desses bairros e o problema continua por resolver.
Referiu que, pela documentação apresentada, existem mais pedidos para atribuição de habitação social actualmente do que há uns anos atrás, facto que não se deve só às carências económicas mas também às expectativas criadas em períodos eleitorais, sendo prova disso que nos anos de 1998 a 2005 quase não houve novos pedidos, porventura consequência de também não existir novas construções. Na mesma documentação consta também que Peniche precisa de mais construção para estar de acordo com as suas necessidades, comparando com a média nacional, e isto deve-se não só à especulação imobiliária como também à falta de instrumentos de ordenamento do território.
Disse que Peniche se arrisca a ser uma cidade constituída por habitação social. Que se deve recuperar o que está construído mas não construir novos fogos.
Referiu que deve haver acompanhamento social, que sendo um trabalho complexo é de necessidade imperiosa, e que o GPS tem feito um bom trabalho nesse sentido. Que o Município deve ajudar a formar cidadãos efectivos e válidos, para que o colectivo não tenha que pagar pelos disparates de meia dúzia.
Defendeu que a Câmara deve criar condições fiscais para que os proprietários de imóveis degradados promovam a sua recuperação e os introduzam no mercado de arrendamento.
Senhor Presidente da Câmara:
Disse que partilha com o Senhor Vereador Francisco Salvador um conjunto das preocupações enunciadas, contudo a realidade não pode ser contornada e foram feitos diversos exercícios para se achar a melhor solução. Lamentou a grande especulação imobiliária que existe e que os mercados se continuem a comportar como se não houvesse uma crise financeira.
Frisou a necessidade de se fazer a recuperação do Bairro do Calvário e o facto dos residentes terem que ser temporariamente realojados enquanto as obras decorrem, não tendo o Município fogos disponíveis para o efeito.
Senhor Vereador Carlos Amaral:
Considerando a existência de vários fogos devolutos no Bairro do Calvário, perguntou porque razão, em vez de se optar pela construção de 30 novos fogos, não se começa pela sua recuperação.
Senhora Vereadora Clara Abrantes:
Esclareceu que os fogos devolutos se encontram dispersos pelo bairro e que se pretende que a recuperação seja feita por zonas. Disse, também, que estes fogos estão muito degradados sendo a sua recuperação muito dispendiosa e não se conseguir o resultado pretendido, porque as casas foram construídas à muitos anos, para agregados familiares específicos, e por isso têm áreas muitos reduzidas, não se conseguindo a sua adaptação às exigências mínimas actuais.
Senhor Vereador Jorge Abrantes:
Clarificou que o custo previsto para a reabilitação dos bairros é de três milhões de euros, com uma comparticipação a fundo perdido de 45%, podendo-se recorrer a um empréstimo bonificado de 40%, sendo o auto-financiamento de 15%, e que a construção dos trinta novos fogos importará em 1,5 milhões de euros, sendo, neste caso, o auto-financiamento de zero, por o Município ser dono dos terrenos.
Senhor Vereador Carlos Amaral:
Disse concordar com a recuperação dos bairros existentes mas que não concorda com a construção de mais habitação social.
Lembrou que, relativamente à construção de nova habitação social, embora o empréstimo seja bonificado, tem que ser pago, pelo que tem que haver mensalmente folga de tesouraria para satisfazer esse compromisso. Por outro lado, importa referir, que, no caso da nova construção proposta, 30 fogos, não podemos considerar que o auto-financiamento da Câmara seja zero porque é considerado o valor dos lotes de terreno que são sua propriedade. De facto, a componente de auto-financiamento da Câmara não é zero porque, tratando-se de um património do Município que, segundo o Orçamento de 2011, está avaliado em 400 mil euros, que sendo canalizado para a construção proposta, deixará de constituir uma potencial fonte de receita futura.
Fez notar que os lotes em causa na Fonte do Rosário vieram à posse da Câmara na sequência do loteamento lá existente. Referiu ainda que, na sua opinião, a solução de utilização dos lotes em questão para habitação social, não concorreria para as expectativas dos moradores e dos proprietários dos outros lotes no loteamento em causa.
Defendeu que o estudo que se irá fazer para a recuperação do Bairro do Calvário deverá contemplar uma solução para o realojamento temporário dos actuais residentes. Referiu que, em sua opinião, a solução para os 30 novos fogos propostos para recolher os moradores do Bairro do Calvário deslocalizados no âmbito do Plano de Reconversão Urbanística do Bairro do Calvário, deverá ser encontrada no próprio Plano de Reconversão. Lembrou que o Bairro do Calvário está inserido numa área com 36.000 m2.
Fez referência ao bom trabalho que, em sua opinião, tem sido feito pela Senhora
Vereadora Clara Abrantes e a equipa de Acção Social, junto dos moradores dos vários bairros sociais, no sentido da sua valorização pessoal e integração social.
Senhor Vice-Presidente:
Disse que o empréstimo para a aquisição do Edifício Coosofi, destinado a habitação social, proposto pelo PSD, também foi muito discutido na Assembleia Municipal mas perante a situação não houve outra alternativa senão aprová-lo.
Disse que a recuperação do Bairro do Calvário é inevitável, uma vez que as casas são muito antigas e para além da degradação natural existe o problema de já não se adequarem às exigências actuais, lembrando que à luz da legislação actual aquelas construções nunca poderiam ser aprovadas.
Lembrou que as dificuldades actuais no acesso ao crédito, que irão ser ainda mais acentuadas no futuro, consequência natural dos PEC 1, 2 e 3 e de outros que se seguirão, e o aumento do número de desempregados salientarão os problemas sociais, nomeadamente ao nível da habitação, e podem conduzir à proliferação das construções ilegais e com condições precárias
e insalubres de habitabilidade.
Disse que o terreno onde serão construídos os novos fogos não deixará de ser propriedade do Município.
Senhor Vereador Luís Ganhão:
Elogiou o documento apresentado pela Senhora Vereadora Clara Abrantes e agradeceu a oportunidade de se poder discutir este assunto.
Disse que a proposta apresentada preconiza uma solução para os problemas de habitação diferente da sua, uma vez que não concorda com a construção de novos bairros sociais, porque considera que as pessoas devem ser integradas na sociedade e não excluídas.
Referiu que todos os anos o Município gasta mais de 150 mil euros na recuperação de
fogos degradados e que é importante responsabilizar os inquilinos pela manutenção do bom estado das habitações que ocupam, devendo ser implementada a co-responsabilidade.
Disse que a redução de 19 milhões de euros, prevista inicialmente, para 4,5 milhões de
euros é mais exequível, mas continua a ser académica, porque não vai haver dinheiro. Salientou que o esforço deve ser feito para que se recupere os fogos existentes, nomeadamente ao nível de acessibilidades e de eficiência energética.
Senhor Presidente da Câmara:
Informou que o ponto dois da proposta, que previa a construção de 30 novos fogos, em
lotes municipais, sitos na Fonte do Rosário, em Peniche, como suporte à intervenção da 1.ª fase
do Bairro do Calvário, não seria colocado a votação, esperando os contributos de todos para se encontrar uma solução para o problema do realojamento temporário dos residentes nas casas a demolir.
- Submetidos os pontos um e três a votação, a Câmara deliberou aprovar a proposta de
reabilitação do Edifício Coosofi, do Bairro Fernão de Magalhães e do Bairro do Vale Verde e concordar com a elaboração de um Estudo de Reconversão Urbanística do Bairro do Calvário.
Não faço hoje uma crónica. Limito-me a transcrever a acta de uma reunião da Câmara Municipal em que são tratados problemas relativos à Habitação Social. Não irei fazer qualquer comentário sobre o que transcrevo. As intervenções dos autarcas que pagamos a peso de ouro estão aqui e falam por si. Melhor que qualquer programa eleitoral de um qualquer partido político que concorra às futuras eleições autárquicas em Peniche, falam por si as afirmações dos ilustres vereadores de Peniche, e representantes desses mesmos partidos.
Quando entrarmos em campanha eleitoral, (espero não morrer até lá) retomarei este assunto para ajustarmos contas de vez.
PROGRAMA PROHABITA:
* Foi presente a seguinte proposta, datada de 22 de Março de 2011, apresentada pela
Senhora Vereadora Clara Abrantes, responsável pelo Pelouro da Solidariedade Social:
«Proposta:
De acordo com o Acordo de Colaboração no Âmbito do PROHABITA, assinado pelo
Município de Peniche e pelo Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana, no dia 1 de Junho de 2009, e ratificado em reunião de Câmara de 27 de Agosto de 2010, o qual apresenta um cronograma de execução, propõe-se que a implementação se inicie com os trabalhos que se seguem:
1. Reabilitação dos bairros existente:
1.1 Edifício Coosofi (Vila Maria) – 42 fogos.
1.2 Bairro Fernão de Magalhães – 48 fogos.
1.3 Bairro do Vale Verde – 59 fogos.
2. Construção de 30 novos fogos, em lotes municipais na Fonte do Rosário, como
suporte à intervenção da 1.ª fase do Bairro do Calvário, para realojamento dos
residentes em casas a demolir.
3. Elaboração de Plano de Reconversão Urbanística do Bairro do Calvário de modo a
possibilitar uma programação e faseamento da intervenção naquele território, sob
forma de loteamentos municipais, a programar.
A Vereadora do Pelouro da Solidariedade Social, Maria Clara Abrantes.»
Foi ainda presente uma informação, datada de 25 de Março de 2011, da mesma Vereadora, dando conhecimento pormenorizado de todos os passos dados no âmbito do programa Prohabita e de alguns indicadores sociais do Concelho, nomeadamente, dinâmicas de ocupação a nível concelhio, pedidos de habitação registados no Município, enquadramento histórico dos bairros sociais, avaliação da intervenção nos bairros sociais de reparação e conservação e prioridades percepcionadas para a intervenção.
Iniciada a apreciação deste assunto, usaram da palavra os seguintes edis:
Senhora Vereadora Clara Abrantes:
Explicou o conteúdo dos documentos que apresentou e que, na sequência do acordo celebrado, deve a Câmara agora decidir o que pretende fazer.
Senhor Presidente da Câmara:
Disse ser uma proposta realista que vai ao encontro de uma necessidade e que cria condições para que o Bairro do Calvário tenha a intervenção que é desejada.
Senhor Vereador Francisco Salvador:
Disse que Peniche, em termos sociais, é um caso sui generis nos problemas e nas soluções. Que conhece muito bem os problemas de habitação da cidade, pelas funções que já desempenhou, e que nas décadas de oitenta e noventa do século passado se pensava que os problemas se resolveriam com a construção de mais habitação social, por isso nesses anos se construíram muitos bairros sociais, tendo Peniche, actualmente, mais de catorze desses bairros e o problema continua por resolver.
Referiu que, pela documentação apresentada, existem mais pedidos para atribuição de habitação social actualmente do que há uns anos atrás, facto que não se deve só às carências económicas mas também às expectativas criadas em períodos eleitorais, sendo prova disso que nos anos de 1998 a 2005 quase não houve novos pedidos, porventura consequência de também não existir novas construções. Na mesma documentação consta também que Peniche precisa de mais construção para estar de acordo com as suas necessidades, comparando com a média nacional, e isto deve-se não só à especulação imobiliária como também à falta de instrumentos de ordenamento do território.
Disse que Peniche se arrisca a ser uma cidade constituída por habitação social. Que se deve recuperar o que está construído mas não construir novos fogos.
Referiu que deve haver acompanhamento social, que sendo um trabalho complexo é de necessidade imperiosa, e que o GPS tem feito um bom trabalho nesse sentido. Que o Município deve ajudar a formar cidadãos efectivos e válidos, para que o colectivo não tenha que pagar pelos disparates de meia dúzia.
Defendeu que a Câmara deve criar condições fiscais para que os proprietários de imóveis degradados promovam a sua recuperação e os introduzam no mercado de arrendamento.
Senhor Presidente da Câmara:
Disse que partilha com o Senhor Vereador Francisco Salvador um conjunto das preocupações enunciadas, contudo a realidade não pode ser contornada e foram feitos diversos exercícios para se achar a melhor solução. Lamentou a grande especulação imobiliária que existe e que os mercados se continuem a comportar como se não houvesse uma crise financeira.
Frisou a necessidade de se fazer a recuperação do Bairro do Calvário e o facto dos residentes terem que ser temporariamente realojados enquanto as obras decorrem, não tendo o Município fogos disponíveis para o efeito.
Senhor Vereador Carlos Amaral:
Considerando a existência de vários fogos devolutos no Bairro do Calvário, perguntou porque razão, em vez de se optar pela construção de 30 novos fogos, não se começa pela sua recuperação.
Senhora Vereadora Clara Abrantes:
Esclareceu que os fogos devolutos se encontram dispersos pelo bairro e que se pretende que a recuperação seja feita por zonas. Disse, também, que estes fogos estão muito degradados sendo a sua recuperação muito dispendiosa e não se conseguir o resultado pretendido, porque as casas foram construídas à muitos anos, para agregados familiares específicos, e por isso têm áreas muitos reduzidas, não se conseguindo a sua adaptação às exigências mínimas actuais.
Senhor Vereador Jorge Abrantes:
Clarificou que o custo previsto para a reabilitação dos bairros é de três milhões de euros, com uma comparticipação a fundo perdido de 45%, podendo-se recorrer a um empréstimo bonificado de 40%, sendo o auto-financiamento de 15%, e que a construção dos trinta novos fogos importará em 1,5 milhões de euros, sendo, neste caso, o auto-financiamento de zero, por o Município ser dono dos terrenos.
Senhor Vereador Carlos Amaral:
Disse concordar com a recuperação dos bairros existentes mas que não concorda com a construção de mais habitação social.
Lembrou que, relativamente à construção de nova habitação social, embora o empréstimo seja bonificado, tem que ser pago, pelo que tem que haver mensalmente folga de tesouraria para satisfazer esse compromisso. Por outro lado, importa referir, que, no caso da nova construção proposta, 30 fogos, não podemos considerar que o auto-financiamento da Câmara seja zero porque é considerado o valor dos lotes de terreno que são sua propriedade. De facto, a componente de auto-financiamento da Câmara não é zero porque, tratando-se de um património do Município que, segundo o Orçamento de 2011, está avaliado em 400 mil euros, que sendo canalizado para a construção proposta, deixará de constituir uma potencial fonte de receita futura.
Fez notar que os lotes em causa na Fonte do Rosário vieram à posse da Câmara na sequência do loteamento lá existente. Referiu ainda que, na sua opinião, a solução de utilização dos lotes em questão para habitação social, não concorreria para as expectativas dos moradores e dos proprietários dos outros lotes no loteamento em causa.
Defendeu que o estudo que se irá fazer para a recuperação do Bairro do Calvário deverá contemplar uma solução para o realojamento temporário dos actuais residentes. Referiu que, em sua opinião, a solução para os 30 novos fogos propostos para recolher os moradores do Bairro do Calvário deslocalizados no âmbito do Plano de Reconversão Urbanística do Bairro do Calvário, deverá ser encontrada no próprio Plano de Reconversão. Lembrou que o Bairro do Calvário está inserido numa área com 36.000 m2.
Fez referência ao bom trabalho que, em sua opinião, tem sido feito pela Senhora
Vereadora Clara Abrantes e a equipa de Acção Social, junto dos moradores dos vários bairros sociais, no sentido da sua valorização pessoal e integração social.
Senhor Vice-Presidente:
Disse que o empréstimo para a aquisição do Edifício Coosofi, destinado a habitação social, proposto pelo PSD, também foi muito discutido na Assembleia Municipal mas perante a situação não houve outra alternativa senão aprová-lo.
Disse que a recuperação do Bairro do Calvário é inevitável, uma vez que as casas são muito antigas e para além da degradação natural existe o problema de já não se adequarem às exigências actuais, lembrando que à luz da legislação actual aquelas construções nunca poderiam ser aprovadas.
Lembrou que as dificuldades actuais no acesso ao crédito, que irão ser ainda mais acentuadas no futuro, consequência natural dos PEC 1, 2 e 3 e de outros que se seguirão, e o aumento do número de desempregados salientarão os problemas sociais, nomeadamente ao nível da habitação, e podem conduzir à proliferação das construções ilegais e com condições precárias
e insalubres de habitabilidade.
Disse que o terreno onde serão construídos os novos fogos não deixará de ser propriedade do Município.
Senhor Vereador Luís Ganhão:
Elogiou o documento apresentado pela Senhora Vereadora Clara Abrantes e agradeceu a oportunidade de se poder discutir este assunto.
Disse que a proposta apresentada preconiza uma solução para os problemas de habitação diferente da sua, uma vez que não concorda com a construção de novos bairros sociais, porque considera que as pessoas devem ser integradas na sociedade e não excluídas.
Referiu que todos os anos o Município gasta mais de 150 mil euros na recuperação de
fogos degradados e que é importante responsabilizar os inquilinos pela manutenção do bom estado das habitações que ocupam, devendo ser implementada a co-responsabilidade.
Disse que a redução de 19 milhões de euros, prevista inicialmente, para 4,5 milhões de
euros é mais exequível, mas continua a ser académica, porque não vai haver dinheiro. Salientou que o esforço deve ser feito para que se recupere os fogos existentes, nomeadamente ao nível de acessibilidades e de eficiência energética.
Senhor Presidente da Câmara:
Informou que o ponto dois da proposta, que previa a construção de 30 novos fogos, em
lotes municipais, sitos na Fonte do Rosário, em Peniche, como suporte à intervenção da 1.ª fase
do Bairro do Calvário, não seria colocado a votação, esperando os contributos de todos para se encontrar uma solução para o problema do realojamento temporário dos residentes nas casas a demolir.
- Submetidos os pontos um e três a votação, a Câmara deliberou aprovar a proposta de
reabilitação do Edifício Coosofi, do Bairro Fernão de Magalhães e do Bairro do Vale Verde e concordar com a elaboração de um Estudo de Reconversão Urbanística do Bairro do Calvário.
terça-feira, abril 26, 2011
RESCALDO DOS FESTEJOS DO 25 DE ABRIL
Aqui no Oeste (em Peniche) nada de novo. São as mesmíssimas comemorações desde que me lembro. Sem criatividade, nem inovação. Os políticos velhos, com as mesmas velhas ideias, dizem as mesmas velhas coisas com que se afirmaram ao longo dos tempos.
As comemorações a nível nacional primaram por algo meritório e digno de registo. Os demissionários deputados recusaram a utilização da dita “Casa da Democracia” para festejar a data em que a generosidade de uns quantos devolveu a dignidade a muitos.
O Presidente da República (em quem não votei e de quem não gosto particularmente), decidiu chamar a si essas comemorações e convidou as altas figuras do Estado Português e os representantes das nações aqui representadas, para com o apoio que pediu àqueles PRs que o antecederam tentar conseguir uma refundação da nossa república.
Fazer isto comoveu-me e deixou-me orgulhoso. Deu a Cavaco Silva uma dimensão de figura de Estado que nunca lhe tinha percebido. Chamar os anteriores Presidentes da República e com eles dar um sentido de tocar a rebate e de Unidade para o combate que se avizinha é de grande elevação e de um carácter que merece ser enaltecido. Senti-me orgulhoso de pertencer a esta grei. Aí está a resposta que só os grandes estadistas são capazes de ter. E que se podem só observar nos grandes momentos.
Foi diferente. Foi digno de respostas diferentes daquelas a que estamos habituados. A diferença entre os grandes homens e os que nunca deixarão de ser medíocres, está naquilo que uma das figuras representativas do PS foi capaz de afirmar no facebook. A de que o PR era “foleiro” por não ter convidado os deputados para a cerimónia do Palácio de Belém. Esquece-se o Sr. José Lello de que foram os deputados que recusaram comemorar o 25 de Abril.
Ao classificar o PR de “foleiro” está o sr. Deputado a classificar-se a si próprio. Não me espanta a sua boçalidade. É natural em quem não tem respeito por si próprio. Já me espanta que de imediato o PS não responda a esta atitude inclassificável, dando indicações para retirar da lista de candidatos a Deputados o sr. José Lello. O PS ao aceitar as suas caricatas justificações está a comportar-se de forma a não se credibilizar junto do eleitorado.
PS: Não é de facto com este Partido Socialista, carroceiro e arruaceiro que me revejo. Este PS fica bem situado nos Realitty Shows. Assim se entendem as coisas.
Como não aceito a atitude do sr. Jerónimo de Sousa ao não participar no que aconteceu no Palácio de Belém. Se é “orgulhosamente só” que pensa poder vir a tornar-se um símbolo para os Portugueses, é porque está cego, surdo e mudo perante a evolução da humanidade.
Aqui no Oeste (em Peniche) nada de novo. São as mesmíssimas comemorações desde que me lembro. Sem criatividade, nem inovação. Os políticos velhos, com as mesmas velhas ideias, dizem as mesmas velhas coisas com que se afirmaram ao longo dos tempos.
As comemorações a nível nacional primaram por algo meritório e digno de registo. Os demissionários deputados recusaram a utilização da dita “Casa da Democracia” para festejar a data em que a generosidade de uns quantos devolveu a dignidade a muitos.
O Presidente da República (em quem não votei e de quem não gosto particularmente), decidiu chamar a si essas comemorações e convidou as altas figuras do Estado Português e os representantes das nações aqui representadas, para com o apoio que pediu àqueles PRs que o antecederam tentar conseguir uma refundação da nossa república.
Fazer isto comoveu-me e deixou-me orgulhoso. Deu a Cavaco Silva uma dimensão de figura de Estado que nunca lhe tinha percebido. Chamar os anteriores Presidentes da República e com eles dar um sentido de tocar a rebate e de Unidade para o combate que se avizinha é de grande elevação e de um carácter que merece ser enaltecido. Senti-me orgulhoso de pertencer a esta grei. Aí está a resposta que só os grandes estadistas são capazes de ter. E que se podem só observar nos grandes momentos.
Foi diferente. Foi digno de respostas diferentes daquelas a que estamos habituados. A diferença entre os grandes homens e os que nunca deixarão de ser medíocres, está naquilo que uma das figuras representativas do PS foi capaz de afirmar no facebook. A de que o PR era “foleiro” por não ter convidado os deputados para a cerimónia do Palácio de Belém. Esquece-se o Sr. José Lello de que foram os deputados que recusaram comemorar o 25 de Abril.
Ao classificar o PR de “foleiro” está o sr. Deputado a classificar-se a si próprio. Não me espanta a sua boçalidade. É natural em quem não tem respeito por si próprio. Já me espanta que de imediato o PS não responda a esta atitude inclassificável, dando indicações para retirar da lista de candidatos a Deputados o sr. José Lello. O PS ao aceitar as suas caricatas justificações está a comportar-se de forma a não se credibilizar junto do eleitorado.
PS: Não é de facto com este Partido Socialista, carroceiro e arruaceiro que me revejo. Este PS fica bem situado nos Realitty Shows. Assim se entendem as coisas.
Como não aceito a atitude do sr. Jerónimo de Sousa ao não participar no que aconteceu no Palácio de Belém. Se é “orgulhosamente só” que pensa poder vir a tornar-se um símbolo para os Portugueses, é porque está cego, surdo e mudo perante a evolução da humanidade.
segunda-feira, abril 25, 2011
25 DE ABRIL DE 2011
Apesar da crise cívica que vivemos. Apesar da falta de identidade em que nos encontramos hoje. Apesar da indignidade pública e privada que diariamente nos oferecem os nossos políticos. Todos eles (sem excepção) comportando-se como se fossem os capatazes da quinta e nós os seus míseros assalariados. Apesar de tudo.
Porque acredita como valor inalienável do ser humano. Porque não há guerras justas. Porque prender as pessoas por delito de opinião é o mesmo que comprometer o futuro. Porque acredito na liberdade de expressão. Porque mereceu a pena da luta dos que acreditam num futuro melhor. Porque não foi em vão que o meu sogro e o meu avô foram presos. Porque me recordo do tempo em que muitos dos meus colegas iam descalços para a escola pois não havia dinheiro para comprar sapatos. Porque só iam estudar os filhos dos que tinham posses que eram uma minoria da população. Porque só tinham direito à saúde os que podiam pagar aos médicos. Porque não havia direito à habitação e eu ainda me recordo do que era a Fonte Boa. Porque ainda me lembro das filas intermináveis de pobres em Peniche aos sábados a pedir esmola. Porque ainda me recordo na época do defeso da sopa do senhor prior. Porque ter telefone e frigorífico, era luxo a que só se podiam dar alguns. Porque era preciso ir ao centro Paroquial para ver Televisão. Por todos aqueles que saiam de Portugal a salto, sem qualificações nem trabalho há procura lá fora de um futuro mais risonho para si e para os seus. Por tudo isto e pelo que fica por dizer o 25 de Abril merece a pena ser comemorado no mais intimo do nosso coração e festejado. Por cada Otelo há sempre um Salgueiro Maia.
Apesar da crise cívica que vivemos. Apesar da falta de identidade em que nos encontramos hoje. Apesar da indignidade pública e privada que diariamente nos oferecem os nossos políticos. Todos eles (sem excepção) comportando-se como se fossem os capatazes da quinta e nós os seus míseros assalariados. Apesar de tudo.
Porque acredita como valor inalienável do ser humano. Porque não há guerras justas. Porque prender as pessoas por delito de opinião é o mesmo que comprometer o futuro. Porque acredito na liberdade de expressão. Porque mereceu a pena da luta dos que acreditam num futuro melhor. Porque não foi em vão que o meu sogro e o meu avô foram presos. Porque me recordo do tempo em que muitos dos meus colegas iam descalços para a escola pois não havia dinheiro para comprar sapatos. Porque só iam estudar os filhos dos que tinham posses que eram uma minoria da população. Porque só tinham direito à saúde os que podiam pagar aos médicos. Porque não havia direito à habitação e eu ainda me recordo do que era a Fonte Boa. Porque ainda me lembro das filas intermináveis de pobres em Peniche aos sábados a pedir esmola. Porque ainda me recordo na época do defeso da sopa do senhor prior. Porque ter telefone e frigorífico, era luxo a que só se podiam dar alguns. Porque era preciso ir ao centro Paroquial para ver Televisão. Por todos aqueles que saiam de Portugal a salto, sem qualificações nem trabalho há procura lá fora de um futuro mais risonho para si e para os seus. Por tudo isto e pelo que fica por dizer o 25 de Abril merece a pena ser comemorado no mais intimo do nosso coração e festejado. Por cada Otelo há sempre um Salgueiro Maia.
domingo, abril 24, 2011
sábado, abril 23, 2011
OS BONS CONSELHOS SÃO PARA SEGUIR
O casalinho passeava de mão dada, todos românticos e ao passar por uma obra, do alto do andaime um trabalhador começa a largar bocas:
- "Oh cabrão! Leva a gaja ali p'ra trás das canas e come-a! Olha que se não a comeres, não faltara quem a coma!"
O rapaz ficou naturalmente embasbacado e fingiu não ouvir.
Logo passaram pelo parque, onde estavam 3 reformados sentados no banco de jardim e um deles larga um piropo:
- "Ah coisa linda! No meu tempo, ja estavas a caminho do motel mais próximo".
O rapaz finge novamente que não ouviu a abriu o passo, continuando de mão dada com a namorada.
Finalmente chegaram a casa da namorada, despede-se com um beijinho meio roubado e diz-lhe:
- "Até amanhã, meu amor!"
Responde ela:
- "Até amanhã, surdo de merda!"
O casalinho passeava de mão dada, todos românticos e ao passar por uma obra, do alto do andaime um trabalhador começa a largar bocas:
- "Oh cabrão! Leva a gaja ali p'ra trás das canas e come-a! Olha que se não a comeres, não faltara quem a coma!"
O rapaz ficou naturalmente embasbacado e fingiu não ouvir.
Logo passaram pelo parque, onde estavam 3 reformados sentados no banco de jardim e um deles larga um piropo:
- "Ah coisa linda! No meu tempo, ja estavas a caminho do motel mais próximo".
O rapaz finge novamente que não ouviu a abriu o passo, continuando de mão dada com a namorada.
Finalmente chegaram a casa da namorada, despede-se com um beijinho meio roubado e diz-lhe:
- "Até amanhã, meu amor!"
Responde ela:
- "Até amanhã, surdo de merda!"
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