APATIA OU AUTISMO?~
O que vai acontecendo em Portugal semana após semana, indicia que o povo que aqui vive ou está sonolento, ou apático, ou o que talvez seja o melhor de tudo, sofre de autismo. O autismo como sabemos “é uma disfunção global do desenvolvimento. É uma alteração que afeta a capacidade de comunicação do indivíduo, de socialização (estabelecer relacionamentos) e de comportamento (responder apropriadamente ao ambiente — segundo as normas que regulam essas respostas). O autismo é uma disfunção global do desenvolvimento. É uma alteração que afeta a capacidade de comunicação do indivíduo, de socialização (estabelecer relacionamentos) e de comportamento (responder apropriadamente ao ambiente — segundo as normas que regulam essas respostas)”.
Só assim será explicável que o desgoverno que nos avassala não tenha a devida resposta às maldades e às crueldades que dia após dia vai disparando contra este povo. Com a mesma velocidade com que o mágico faz desaparecer a carta, fez desaparecer as suas promessas de recuperar o país à custa da despesa pública e passou a uma ofensiva generalizada contra a classe média, de forma a conseguir anulá-la. O que Salazar e Caetano não conseguiram consegue o Governo actual com o beneplácito do actual Tomás que nos deveria defender.
Saúde, Educação e solidariedade social são os items da despesa pública a cortar.
Pessoalmente tenho uma sugestão. Regressar à escolaridade obrigatória de 4 anos. Extinguir de uma vez por todas o Serviço Nacional de Saúde. Acabar com subsídios de desemprego e de inserção social. Vender toda a habitação social. Acabar de todo com apoios médicos e medicamentosos. Pelo menos até nos tornarmos um povo responsável e credor da confiança dos parceiros europeus mais evoluídos do que nós. Regressar ao ideário dos 3 Fs.
E se em 2015 formos capazes de eliminar as nossas dividas e gerar bens que paguem o que gastamos, então e só então, começar a dar alguns benefícios com prioridades para as Farças Armadas e em seguida para os Funcionários Públicos.
"Conversar em Peniche" não é necessariamente conversar sobre Peniche. Também mas não só. Algumas vezes assumirá um papel de raiva. Ou de guerra. Será provocador qb. Comprometido. Não será isento nem de erros nem de verdades (os meus, e as minhas). O resto se verá...
sexta-feira, setembro 02, 2011
quinta-feira, setembro 01, 2011
FOI EM SETEMBRE, INDA M’ALEMBRE…
Assim era o 1º verso de uma canção popular que uma figura mítica de Peniche cantava. O verso tinha que ver com uma paixão louca por uma mulher de sonho que aqui vivia nos idos de 50.
Agora já não existem cantores loucos, nem mulheres de sonho e inalcançáveis. Vivemos um tempo de faz-de-conta. Já não se canta e já não há musas. As ruas de Peniche já não vibram com a intensidade de outrora. As muralhas eram mais para impedir que para resguardar. Sair as muralhas era um acto de coragem. Aqui dentro, entre Cima e Baixo tudo acontecia sem que o tempo marcasse o ritmo. Entre “barcos de folha” e carros de “cana com rodas de cortiça”, entre cadernetas de cromos e bolas de bexiga, entre a escola nº 1 e a Ribeira, as coisas aconteciam devagar ao ritmo de um tempo que não existia.
Ficaram para sempre os gritos da Januária, o azeite da Virgilia, as mantas do Dr. Pitta, as granadas do Zé Xaviota, os jornais do Mala-Milas, as canções do Florindo. Aqueles de entre nós que partiram daqui, aqui retornam com os mesmos tiques com que atravessavam o Juncal para uma partida de futebol entre duas “companhias”. Somos os mesmos. Embora por vezes a vida nos faça esquecer isso. E quando contamos aos nossos filhos do prazer de dar um mergulho no Portinho do Meio é a paixão que nos envolve.
Foi em Setembre…
Assim era o 1º verso de uma canção popular que uma figura mítica de Peniche cantava. O verso tinha que ver com uma paixão louca por uma mulher de sonho que aqui vivia nos idos de 50.
Agora já não existem cantores loucos, nem mulheres de sonho e inalcançáveis. Vivemos um tempo de faz-de-conta. Já não se canta e já não há musas. As ruas de Peniche já não vibram com a intensidade de outrora. As muralhas eram mais para impedir que para resguardar. Sair as muralhas era um acto de coragem. Aqui dentro, entre Cima e Baixo tudo acontecia sem que o tempo marcasse o ritmo. Entre “barcos de folha” e carros de “cana com rodas de cortiça”, entre cadernetas de cromos e bolas de bexiga, entre a escola nº 1 e a Ribeira, as coisas aconteciam devagar ao ritmo de um tempo que não existia.
Ficaram para sempre os gritos da Januária, o azeite da Virgilia, as mantas do Dr. Pitta, as granadas do Zé Xaviota, os jornais do Mala-Milas, as canções do Florindo. Aqueles de entre nós que partiram daqui, aqui retornam com os mesmos tiques com que atravessavam o Juncal para uma partida de futebol entre duas “companhias”. Somos os mesmos. Embora por vezes a vida nos faça esquecer isso. E quando contamos aos nossos filhos do prazer de dar um mergulho no Portinho do Meio é a paixão que nos envolve.
Foi em Setembre…
quarta-feira, agosto 31, 2011
SERÁ AGORA?
Mais outro político, (desta vez um tal Relvas), anuncia que vão haver profundas mudanças na Administração local, com redefinição do número de freguesias, das competências das Câmaras e das Organizações Regionais, e com a metodologia de funcionamento das Câmaras Municipais que passarão a funcionar com menos vereadores, com a oposição desenvolvida na Assembleia Municipal e sem mais que um partido no Executivo Camarário.
Tudo isto é anunciado com a força de um entendimento “troikoiano” e a solidez de uma maioria na Assembleia da República. Resta dizer que o sr. Relvas se esqueceu de começar por afirmar que tudo isto só será possível com o acordo do Partido Socialista, visto que será necessário aprovar alguns impedimentos constitucionais sem os quais, a maioria destas alterações não serão possíveis.
Se o que este senhor diz fosse sério e com vontade mesmo de avançar, começaria por estudar com o Partido Socialista as reformas a atingir neste âmbito, discuti-las também com os restantes partidos representados na Assembleia da República estas matérias, tentar chegar a um consenso sobre o assunto e depois então, apresentar publicamente as alterações a introduzir e apresentá-las no âmbito de uma Revisão Constitucional.
O que está feito (colocar a carroça à frente dos bois) é mais uma vez chicana política que infelizmente tem sido apanágio deste governo, como o foi dos anteriores. São os “Relvas” deste país que me fazem duvidar desta “gentalha” que nos governa, tão próxima e tão igual aos que nos governavam anteriormente.
Fomos vitimas de mais um GRANDE EMBUSTE, como já o tínhamos sido anteriormente. Tudo está a ser feito contrariamente ao que foi anunciado. Mais uma vez as classes médias e os pobres pagam facturas, e aquilo que era afirmado há um ano atrás como solução para corrigir as despesas excessivas e sumptuárias do Estado serão anunciadas ou não, numa qualquer manhã de nevoeiro.
E POR FAVOR, FAÇAM UM REFERENDO QUE PERMITA A INDEPENDÊNCIA DA MADEIRA, DE FORMA A VERMO-NOS LIVRES DAQUELE “JARDIM” MALCHEIROSO.
Mais outro político, (desta vez um tal Relvas), anuncia que vão haver profundas mudanças na Administração local, com redefinição do número de freguesias, das competências das Câmaras e das Organizações Regionais, e com a metodologia de funcionamento das Câmaras Municipais que passarão a funcionar com menos vereadores, com a oposição desenvolvida na Assembleia Municipal e sem mais que um partido no Executivo Camarário.
Tudo isto é anunciado com a força de um entendimento “troikoiano” e a solidez de uma maioria na Assembleia da República. Resta dizer que o sr. Relvas se esqueceu de começar por afirmar que tudo isto só será possível com o acordo do Partido Socialista, visto que será necessário aprovar alguns impedimentos constitucionais sem os quais, a maioria destas alterações não serão possíveis.
Se o que este senhor diz fosse sério e com vontade mesmo de avançar, começaria por estudar com o Partido Socialista as reformas a atingir neste âmbito, discuti-las também com os restantes partidos representados na Assembleia da República estas matérias, tentar chegar a um consenso sobre o assunto e depois então, apresentar publicamente as alterações a introduzir e apresentá-las no âmbito de uma Revisão Constitucional.
O que está feito (colocar a carroça à frente dos bois) é mais uma vez chicana política que infelizmente tem sido apanágio deste governo, como o foi dos anteriores. São os “Relvas” deste país que me fazem duvidar desta “gentalha” que nos governa, tão próxima e tão igual aos que nos governavam anteriormente.
Fomos vitimas de mais um GRANDE EMBUSTE, como já o tínhamos sido anteriormente. Tudo está a ser feito contrariamente ao que foi anunciado. Mais uma vez as classes médias e os pobres pagam facturas, e aquilo que era afirmado há um ano atrás como solução para corrigir as despesas excessivas e sumptuárias do Estado serão anunciadas ou não, numa qualquer manhã de nevoeiro.
E POR FAVOR, FAÇAM UM REFERENDO QUE PERMITA A INDEPENDÊNCIA DA MADEIRA, DE FORMA A VERMO-NOS LIVRES DAQUELE “JARDIM” MALCHEIROSO.
terça-feira, agosto 30, 2011
Para ti:
Olhando o mar, sonho sem ter de quê.
Nada no mar, salvo o ser mar, se vê.
Mas de se nada ver quanto a alma sonha!
De que me servem a verdade e a fé?
Ver claro! Quantos, que fatais erramos,
Em ruas ou em estradas ou sob ramos,
Temos esta certeza e sempre e em tudo
Sonhamos e sonhamos e sonhamos.
As árvores longínquas da floresta
Parecem, por longínquas, 'star em festa.
Quanto acontece porque se não vê!
Mas do que há pouco ou não há o mesmo resta.
Se tive amores? Já não sei se os tive.
Quem ontem fui já hoje em mim não vive.
Bebe, que tudo é líquido e embriaga,
E a vida morre enquanto o ser revive.
Colhes rosas? Que colhes, se hão-de ser
Motivos coloridos de morrer?
Mas colhe rosas. Porque não colhê-las
Se te agrada e tudo é deixar de o haver?
Fernando Pessoa
Olhando o mar, sonho sem ter de quê.
Nada no mar, salvo o ser mar, se vê.
Mas de se nada ver quanto a alma sonha!
De que me servem a verdade e a fé?
Ver claro! Quantos, que fatais erramos,
Em ruas ou em estradas ou sob ramos,
Temos esta certeza e sempre e em tudo
Sonhamos e sonhamos e sonhamos.
As árvores longínquas da floresta
Parecem, por longínquas, 'star em festa.
Quanto acontece porque se não vê!
Mas do que há pouco ou não há o mesmo resta.
Se tive amores? Já não sei se os tive.
Quem ontem fui já hoje em mim não vive.
Bebe, que tudo é líquido e embriaga,
E a vida morre enquanto o ser revive.
Colhes rosas? Que colhes, se hão-de ser
Motivos coloridos de morrer?
Mas colhe rosas. Porque não colhê-las
Se te agrada e tudo é deixar de o haver?
Fernando Pessoa
segunda-feira, agosto 29, 2011
O SPORTING
O Sporting não tem cura. Muda-se de presidente e tudo fica na mesma ou pior ainda. Mudam-se os maestros e os músicos trocam fás por rés e o clube vai de mal a pior. Sócios, adeptos, simpatizantes e adversários todos os anos esperam mais e melhores coisas e tudo vai piorando. Afinal o mal não estava no Bettencourt. Os bilhetes são mais caros e cada vez faltam mais “carcanhóis” para o que é indispensável. Mudam-se os administradores da SAD e o clube de afundanço em afundanço vai de mal a pior. Mudam-se os responsáveis pelo sector médico e os jogadores parecem cada vez mais apáticos e desinteressados.
Ligamos as televisões e todos os “opinadores” sabem mais que os responsáveis. Mas nada melhora. Começam a ouvir-se vozes preparando manifestações contra o actual estado de coisas, como se fosse na rua que se resolvesse o que não se resolve em campo.
É claro que há clubes piores que o nosso. O Farense já foi. O Belenenses está no ir. E por aí fora. E embora haja quem afirme que existe outros piores que nós, o que é certo é que a gente vê os pontos escaparem-se por entre os dedos e começa a ser lamentável que eleição após eleição, ninguém ponha este clube direitinho.
Faltam-nos dirigentes capazes, treinadores e dirigentes fiáveis, equipas técnicas que inspirem confiança, jogadores de méritos reconhecidos. E se calhar adeptos com outra mentalidade e outras exigências em relação a si próprios e aos outros. O nosso Estádio é este. O nosso clube é este. Não vamos mudar.
Nota à margem: Afinal de que é que eu estou a escrever?
O Sporting não tem cura. Muda-se de presidente e tudo fica na mesma ou pior ainda. Mudam-se os maestros e os músicos trocam fás por rés e o clube vai de mal a pior. Sócios, adeptos, simpatizantes e adversários todos os anos esperam mais e melhores coisas e tudo vai piorando. Afinal o mal não estava no Bettencourt. Os bilhetes são mais caros e cada vez faltam mais “carcanhóis” para o que é indispensável. Mudam-se os administradores da SAD e o clube de afundanço em afundanço vai de mal a pior. Mudam-se os responsáveis pelo sector médico e os jogadores parecem cada vez mais apáticos e desinteressados.
Ligamos as televisões e todos os “opinadores” sabem mais que os responsáveis. Mas nada melhora. Começam a ouvir-se vozes preparando manifestações contra o actual estado de coisas, como se fosse na rua que se resolvesse o que não se resolve em campo.
É claro que há clubes piores que o nosso. O Farense já foi. O Belenenses está no ir. E por aí fora. E embora haja quem afirme que existe outros piores que nós, o que é certo é que a gente vê os pontos escaparem-se por entre os dedos e começa a ser lamentável que eleição após eleição, ninguém ponha este clube direitinho.
Faltam-nos dirigentes capazes, treinadores e dirigentes fiáveis, equipas técnicas que inspirem confiança, jogadores de méritos reconhecidos. E se calhar adeptos com outra mentalidade e outras exigências em relação a si próprios e aos outros. O nosso Estádio é este. O nosso clube é este. Não vamos mudar.
Nota à margem: Afinal de que é que eu estou a escrever?
domingo, agosto 28, 2011
COMADRES ALENTEJANAS
- Sabe, comadre, ontem à noite estive a ver um programa sobre sexo, mas houve algumas expressões que eu não entendi...
- Então diga lá quais foram as suas dúvidas, pode ser que eu a possa ajudar.
- Olhe, não sei o que é sexo oral !?!
- Isso tá-se mesmo a ver o que é : Sexo de hora a hora...
- Então e sexo anal ?
- Isso é sexo de ano a ano.
- E homossexual ?
- Oh comadre !!! Vossemecê não percebe mesmo nada disto. Tá-se mesmo a ver que é um detergente para lavar os tomates!!!.
- Sabe, comadre, ontem à noite estive a ver um programa sobre sexo, mas houve algumas expressões que eu não entendi...
- Então diga lá quais foram as suas dúvidas, pode ser que eu a possa ajudar.
- Olhe, não sei o que é sexo oral !?!
- Isso tá-se mesmo a ver o que é : Sexo de hora a hora...
- Então e sexo anal ?
- Isso é sexo de ano a ano.
- E homossexual ?
- Oh comadre !!! Vossemecê não percebe mesmo nada disto. Tá-se mesmo a ver que é um detergente para lavar os tomates!!!.
sábado, agosto 27, 2011
sexta-feira, agosto 26, 2011
XXXIII
Quem conhece os outros é inteligente,
Quem se conhece é iluminado,
Quem vence os outros é forte
Quem se vence a si próprio tem força de ânimo.
Quem se contenta é rico
Quem se esforça por agir tem vontade.
Quem fica no seu lugar tem longa vida
Quem morre sem desaparecer atinge a imortalidade.
in “Tao Te King” de lao tse
Quem conhece os outros é inteligente,
Quem se conhece é iluminado,
Quem vence os outros é forte
Quem se vence a si próprio tem força de ânimo.
Quem se contenta é rico
Quem se esforça por agir tem vontade.
Quem fica no seu lugar tem longa vida
Quem morre sem desaparecer atinge a imortalidade.
in “Tao Te King” de lao tse
quinta-feira, agosto 25, 2011
Amor:
Em todo o homem existe a imensidade e a pequenez... A pequenez é isto, a terra, a casa, a cama fofa, a mulher quente, horários e deveres, o filho com que tu sonhas. E o dinheiro, a posse das coisas. Os homens julgam-se donos delas, mas são prisioneiros: das coisas, do amor, dos hábitos. Só é pobre quem quer ter mais, ser rico... O mundo é todo meu, se o desejo como imensidade, sem termos nem fronteiras. E a mulher é parte disto, um património, um contrato, uma prisão. A estabilidade, a vida regular. Tu queres que eu fique, que eu renuncie à liberdade, para um afundar no teu dia-a-dia...
Mas ser homem é dominar os desejos e ambições, romper as cadeias! Eu não tenho nada, ninguém, pior que tu, mas a mim nada me pode prender: pertenço à imensidade, o céu é meu mesmo através das grades, anda comigo, está-me no sangue. Nem a fome, nem o frio, nem o chão duro, nem a noite, nem a polícia, nem as navalhas mo podem tirar. Livre. O que me sufoca e me destrói é sentir-me retido, possuído...
O amor prende. E que mulher se sujeita ao que eu passo, ao preço que eu pago? Tu irias comigo, e não tardaria que quisesses parar, ter uma janela com cortinas, flores, um berço...
Não eras capaz de resistir. De passar sem isto. Farias tudo para me reter e punir, acabavas por ser pior que um tropeço: uma inimiga! Ou era eu que acabava por te odiar. O homem tem de encontrar sozinho o seu caminho, a liberdade ou a morte... Perdoa-me! Talvez eu volte um dia – serás tu a mesma?
Em todo o homem existe a imensidade e a pequenez... A pequenez é isto, a terra, a casa, a cama fofa, a mulher quente, horários e deveres, o filho com que tu sonhas. E o dinheiro, a posse das coisas. Os homens julgam-se donos delas, mas são prisioneiros: das coisas, do amor, dos hábitos. Só é pobre quem quer ter mais, ser rico... O mundo é todo meu, se o desejo como imensidade, sem termos nem fronteiras. E a mulher é parte disto, um património, um contrato, uma prisão. A estabilidade, a vida regular. Tu queres que eu fique, que eu renuncie à liberdade, para um afundar no teu dia-a-dia...
Mas ser homem é dominar os desejos e ambições, romper as cadeias! Eu não tenho nada, ninguém, pior que tu, mas a mim nada me pode prender: pertenço à imensidade, o céu é meu mesmo através das grades, anda comigo, está-me no sangue. Nem a fome, nem o frio, nem o chão duro, nem a noite, nem a polícia, nem as navalhas mo podem tirar. Livre. O que me sufoca e me destrói é sentir-me retido, possuído...
O amor prende. E que mulher se sujeita ao que eu passo, ao preço que eu pago? Tu irias comigo, e não tardaria que quisesses parar, ter uma janela com cortinas, flores, um berço...
Não eras capaz de resistir. De passar sem isto. Farias tudo para me reter e punir, acabavas por ser pior que um tropeço: uma inimiga! Ou era eu que acabava por te odiar. O homem tem de encontrar sozinho o seu caminho, a liberdade ou a morte... Perdoa-me! Talvez eu volte um dia – serás tu a mesma?
quarta-feira, agosto 24, 2011
terça-feira, agosto 23, 2011
segunda-feira, agosto 22, 2011
POIS
O respeitoso membro de azevedo e silva
Nunca perpenetrou nas intenções de elisa
Que eram as melhores. Assim tudo ficou
Em balbúrdias de língua cabriolas de mão.
Assim tudo ficou até que não.
Azevedo e silva ao volante do mini
Vê a elisa a ultrapassá-lo alguns anos depois
E pensa pensa com os seus travões
Ah cabra eram tão puras as minhas intenções
E a elisa passa rindo dentadura aos clarões.
Alexandre O’ Neill
O respeitoso membro de azevedo e silva
Nunca perpenetrou nas intenções de elisa
Que eram as melhores. Assim tudo ficou
Em balbúrdias de língua cabriolas de mão.
Assim tudo ficou até que não.
Azevedo e silva ao volante do mini
Vê a elisa a ultrapassá-lo alguns anos depois
E pensa pensa com os seus travões
Ah cabra eram tão puras as minhas intenções
E a elisa passa rindo dentadura aos clarões.
Alexandre O’ Neill
domingo, agosto 21, 2011
sábado, agosto 20, 2011
DALTÓNICO EU???
Um senhor bem vestido, ao chegar de viagem, apanha um táxi no aeroporto e pede ao taxista para levá-lo para casa.
No caminho, vê uma senhora, também muito bem vestida, a entrar numa boate/discoteca chamada 'Dito e Feito'.
Tendo reconhecido que era a sua mulher, ele pede ao taxista que volte à porta da discoteca. Tira do bolso um maço de notas e diz:
- Aqui estão mil euros. São seus se você tirar de dentro da discoteca aquela mulher vestida de vermelho que acaba de entrar. Mas tire-a de lá dando-lhe uma valente carga porrada, sem problemas, porque aquela desgraçada é minha esposa!
O taxista, que andava dificuldades financeiras, aceita sem pensar duas vezes e entra pela boate a dentro.
Cinco minutos depois ele sai, arrastando uma mulher pelos cabelos, com o rosto a sangrar, toda desgrenhada, e a gritar todas as asneiras que se possam imaginar.
O senhor no táxi vê a cena e percebe, horrorizado, que a mulher está vestida de verde e sai a correr para alertar o taxista do erro.
- Pare! Pare! O senhor enganou-se. Como é que você confundiu vermelho com verde? O senhor é daltónico?
Ao que o taxista responde:
- Daltónico é o caraças! Esta é a minha mulher... Já lá volto para trazer a sua!
Um senhor bem vestido, ao chegar de viagem, apanha um táxi no aeroporto e pede ao taxista para levá-lo para casa.
No caminho, vê uma senhora, também muito bem vestida, a entrar numa boate/discoteca chamada 'Dito e Feito'.
Tendo reconhecido que era a sua mulher, ele pede ao taxista que volte à porta da discoteca. Tira do bolso um maço de notas e diz:
- Aqui estão mil euros. São seus se você tirar de dentro da discoteca aquela mulher vestida de vermelho que acaba de entrar. Mas tire-a de lá dando-lhe uma valente carga porrada, sem problemas, porque aquela desgraçada é minha esposa!
O taxista, que andava dificuldades financeiras, aceita sem pensar duas vezes e entra pela boate a dentro.
Cinco minutos depois ele sai, arrastando uma mulher pelos cabelos, com o rosto a sangrar, toda desgrenhada, e a gritar todas as asneiras que se possam imaginar.
O senhor no táxi vê a cena e percebe, horrorizado, que a mulher está vestida de verde e sai a correr para alertar o taxista do erro.
- Pare! Pare! O senhor enganou-se. Como é que você confundiu vermelho com verde? O senhor é daltónico?
Ao que o taxista responde:
- Daltónico é o caraças! Esta é a minha mulher... Já lá volto para trazer a sua!
sexta-feira, agosto 19, 2011
quinta-feira, agosto 18, 2011
Nota: Uma arreliadora decisão do meu PC, impossibilitou-me de introduzir o tema de análise que hoje quereria em tempo útil trazer ao vosso conhecimento. Finalmente tive acesso ao Blog e aqui está o que tinha para vos pôr hoje à vossa consideração.
A DIMENSÃO DO HOMEM
Um homem deve morrer orgulhosamente quando já não lhe é possível viver orgulhosamente. A morte que sobrevém em circunstâncias desprezíveis, a morte que não é livre, a morte que ocorre quando não deve ocorrer, é a morte dum cobarde. Não temos o poder de evitar o nosso nascimento; este erro, porém, pois às vezes é um erro, pode ser rectificado se o desejarmos. O homem que se elimina realiza um dos actos mais notáveis. Quase merece viver por tê-lo praticado.
Nietzsche
A DIMENSÃO DO HOMEM
Um homem deve morrer orgulhosamente quando já não lhe é possível viver orgulhosamente. A morte que sobrevém em circunstâncias desprezíveis, a morte que não é livre, a morte que ocorre quando não deve ocorrer, é a morte dum cobarde. Não temos o poder de evitar o nosso nascimento; este erro, porém, pois às vezes é um erro, pode ser rectificado se o desejarmos. O homem que se elimina realiza um dos actos mais notáveis. Quase merece viver por tê-lo praticado.
Nietzsche
quarta-feira, agosto 17, 2011
Déjaneur du matin
Il a mis le café
Dans la tasse
Il a mis le lait
Dans la tasse de café
Il a mis le sucre
Dans le café au lait
Avec la petite cuiller
Il a tourner
Il a bu le café au lait
Et il a reposé la tasse
Sans me parler
Il a allumé
Une cigarrete
Il a fait des rondes
Avec la fumée
Il a mis les cendres
Dans le cendrier
Sans me parler
Sans me regarder
Il s’est levé
Il a mis
Son chapeau sur la tête
Il a mis
Son manteau de pluie
Parce qu’il pleuve
Et il est parti
Sous la pluie
Sans une parole
Sans me regarder
Et mois j’ai pris
Ma tête dans ma main
Et j’ai pleré.
Jaques Prévert
Il a mis le café
Dans la tasse
Il a mis le lait
Dans la tasse de café
Il a mis le sucre
Dans le café au lait
Avec la petite cuiller
Il a tourner
Il a bu le café au lait
Et il a reposé la tasse
Sans me parler
Il a allumé
Une cigarrete
Il a fait des rondes
Avec la fumée
Il a mis les cendres
Dans le cendrier
Sans me parler
Sans me regarder
Il s’est levé
Il a mis
Son chapeau sur la tête
Il a mis
Son manteau de pluie
Parce qu’il pleuve
Et il est parti
Sous la pluie
Sans une parole
Sans me regarder
Et mois j’ai pris
Ma tête dans ma main
Et j’ai pleré.
Jaques Prévert
terça-feira, agosto 16, 2011
Para a minha filha com um grande beijinho:
LIBERDADE
Nos meus cadernos da escola,
Na minha carteira, nas árvores,
Sobre a areia e sobre a neve,
Escrevo o teu nome.
Em todas as páginas lidas,
Em todas as páginas em branco,
Pedra, sangue, papel ou cinza,
Escrevo o teu nome.
Na selva e no deserto,
Nos ninhos e nas giestas,
Na memória da minha infância,
Escrevo o teu nome.
Em cada raio da aurora,
Sobre o mar e sobre os barcos,
Na montanha enlouquecida,
Escrevo o teu nome.
Na saúde recuperada,
No perigo desaparecido,
Na esperança sem lembranças,
Escrevo o teu nome.
E pelo poder de uma palavra,
A minha vida recomeça,
Eu renasci para reconhecer-te,
Para dizer o teu nome: Liberdade.
Paul Éluard
LIBERDADE
Nos meus cadernos da escola,
Na minha carteira, nas árvores,
Sobre a areia e sobre a neve,
Escrevo o teu nome.
Em todas as páginas lidas,
Em todas as páginas em branco,
Pedra, sangue, papel ou cinza,
Escrevo o teu nome.
Na selva e no deserto,
Nos ninhos e nas giestas,
Na memória da minha infância,
Escrevo o teu nome.
Em cada raio da aurora,
Sobre o mar e sobre os barcos,
Na montanha enlouquecida,
Escrevo o teu nome.
Na saúde recuperada,
No perigo desaparecido,
Na esperança sem lembranças,
Escrevo o teu nome.
E pelo poder de uma palavra,
A minha vida recomeça,
Eu renasci para reconhecer-te,
Para dizer o teu nome: Liberdade.
Paul Éluard
segunda-feira, agosto 15, 2011
domingo, agosto 14, 2011
UMA QUESTÃO DE DIAGNÓSTICO
Dr. meus testículos estão escuros...
O médico examina o local várias vezes e logo lhe dá o diagnóstico:
- Olhe, tenho que cortar urgentemente o testículo, pois ele está com um princípio de gangrena. Se eu não fizer nada, você pode até morrer!!!
No mesmo dia o homem é operado. Depois de uns 15 dias, o sujeito volta ao médico:
- Doutor, doutor! Esta manhã, notei que o outro testículo também está azulado!
Preocupado, o médico começa a examinar o paciente e lhe dá o mesmo diagnóstico.
No dia seguinte, na sala de cirurgia, o segundo testículo é amputado.
Duas semanas depois, à beira de um ataque de nervos, o paciente regressa ao consultório:
- Doutor, doutor! Veja isto, agora é o meu pênis que está azulado. Não me diga que terei que cortá-lo também!
O doutor faz uma curta revisão, confirma o triste diagnóstico e submete o coitado a uma complicada cirurgia, na qual lhe amputa o pênis e em seu lugar coloca uma mangueirinha plástica transparente.
Três semanas depois o homem regressa, abre a porta do consultório e grita:
- Doutor, que merda está acontecendo? O senhor sabe o que está azul agora? ... A mangueirinha de plástico! Será que tenho um grave problema sanguíneo?
O médico, após tentar acalmá-lo, faz um exame completo e aprofundado.
Horas depois, com o resultado dos testes na mão e uma cara de alívio, anuncia:
- Fique tranqüilo, meu amigo, pois trago boas notícias. Você terá vida longa! Desta vez fiz exames minuciosos e não tenho mais dúvidas:
- SEU JEANS DESBOTA!!!
Dr. meus testículos estão escuros...
O médico examina o local várias vezes e logo lhe dá o diagnóstico:
- Olhe, tenho que cortar urgentemente o testículo, pois ele está com um princípio de gangrena. Se eu não fizer nada, você pode até morrer!!!
No mesmo dia o homem é operado. Depois de uns 15 dias, o sujeito volta ao médico:
- Doutor, doutor! Esta manhã, notei que o outro testículo também está azulado!
Preocupado, o médico começa a examinar o paciente e lhe dá o mesmo diagnóstico.
No dia seguinte, na sala de cirurgia, o segundo testículo é amputado.
Duas semanas depois, à beira de um ataque de nervos, o paciente regressa ao consultório:
- Doutor, doutor! Veja isto, agora é o meu pênis que está azulado. Não me diga que terei que cortá-lo também!
O doutor faz uma curta revisão, confirma o triste diagnóstico e submete o coitado a uma complicada cirurgia, na qual lhe amputa o pênis e em seu lugar coloca uma mangueirinha plástica transparente.
Três semanas depois o homem regressa, abre a porta do consultório e grita:
- Doutor, que merda está acontecendo? O senhor sabe o que está azul agora? ... A mangueirinha de plástico! Será que tenho um grave problema sanguíneo?
O médico, após tentar acalmá-lo, faz um exame completo e aprofundado.
Horas depois, com o resultado dos testes na mão e uma cara de alívio, anuncia:
- Fique tranqüilo, meu amigo, pois trago boas notícias. Você terá vida longa! Desta vez fiz exames minuciosos e não tenho mais dúvidas:
- SEU JEANS DESBOTA!!!
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