sábado, janeiro 21, 2012

Assunto:
- 10 Dúvidas sobre a ingestão do VINHO

1. O VINHO PODE MATAR?
Pode. Há uns anos, um rapaz foi atingido por um barril de vinho que caiu de um camião levando-o a morte instantânea.

2. O USO CONTINUADO DO ÁLCOOL PODE LEVAR AO USO DE DROGAS MAIS PESADAS?
Não. O álcool é a mais pesada das drogas: uma garrafa de vinho pesa cerca de 900 gramas .

3. O VINHO CAUSA DEPENDÊNCIA PSICOLÓGICA?
Não. Cerca de 89,7% dos psiquiatras, psicólogos e psicanalista entrevistados preferem cerveja.

4. MULHERES GRÁVIDAS PODEM BEBER SEM RISCO?
Sim. Está provado que nas operações STOP a polícia nunca faz o teste do balão às grávidas.

5. O VINHO PODE DIMINUIR OS REFLEXOS DOS MOTORISTAS?
Não. Experiência com mais de 500 condutores: foi dada uma grade com garrafas de vinho para cada um abrir e beber. As últimas foram abertas e bebidas no mesmo tempo gasto com as primeiras. Em nenhuma das garrafas os reflexos foram alterados.

6. O VINHO É MAIOR CAUSA DE ACIDENTES RODOVIÁRIOS?
Não. Segundo as últimas estimativas, em 2010, 13.8 % dos acidentes rodoviários foram provocados por condutores com níveis de taxa alcoolémia superior a 0.5º. Em todos os outros acidentes (86,2%) os condutores envolvidos haviam ingerido apenas águas e sumos. Estatisticamente é muito mais perigoso conduzir sem beber.

6. A BEBIDA ENVELHECE?
Sim. A bebida envelhece muito depressa. Se deixar uma garrafa de vinho aberta de um dia para o outro, altera o paladar e o aroma e chega mesmo a avinagrar passadas algumas semanas.

7. O VINHO CONDICIONA NEGATIVAMENTE O RENDIMENTO ESCOLAR?
Não, pelo contrário. Algumas universidades estão a aumentar os lucros com a venda de vinho a copo nas cantinas e bares.

8. O QUE FAZ COM QUE A BEBIDA CHEGUE AOS ADOLESCENTES?
O estudo confirma que, em primeiríssimo lugar, o empregado de mesa.

9. O VINHO ENGORDA?
Não. Tu é que engordas.

10. O VINHO CAUSA PERDA DE MEMÓRIA?
Que eu me lembre.. não!

sexta-feira, janeiro 20, 2012

MEU CARO JORGE AMADOR:

A tua agenda e a minha preguiça têm impedido de nos encontrarmos para podermos trocar impressões sobre a actual situação que Peniche atravessa e que me importa a mim e a ti por redobradas razões.
Por isso escrevo-te agora e como a carta segue por esta via, não pode haver maior transparência sobre o que te digo. Aprendi a respeitar-te e a admirar a tua força e vontade de intervenção em nome do teu partido e pelo interesse que nutres por Peniche. Repara que disse em primeiro lugar o teu partido. Não tenho dúvidas que a tua principal preocupação é o PCP. Tudo o resto vem depois. Isso compreende-se. Foi a tua Escola e o teu tutor. Foi aí que cresceste como pessoa e te fizeste um homem. Num tempo em que poucos dariam uma unha por esse ideal mantiveste-te fiel. Com o PCP têm sido os teus momentos de glória e os de maior tristeza. Acredito que mais do que fazeres parte do comité central do teu partido, o momento que terás vivido com maior orgulho terá sido o da vitória nas eleições autárquicas. E sei que muitos (incluindo eu próprio) acharam que o PCP não ganhou a Câmara de Peniche. Os outros partidos é que a perderam. Mas isso a ti nunca disse nada. Dois passos em frente e um atrás sempre foi a forma como trilhaste e lutaste pelo teu PC em Peniche. E o facto de 4 anos depois terem tornado a ganhar a Câmara aumentando essa vitória com uma maioria veio reforçar o que penso sobre ti. Nada te para quando lutas pelos teus objectivos. Mas eu já sabia disso. E quero dizer-te que não foi essa vitória para a Câmara que me surpreendeu. A minha maior surpresa foi quando ganhaste pela primeira vez a Junta de Freguesia da Serra d’ El-Rei. Aí é que eu fiquei estupefacto.
Bom mas o tempo passou e estamos a viver numa época diferente daquela que acabo de retractar. Tu passaste a estar mais absorvido com as tuas funções executivas. A tua garra política está a perder acutilância. Moderaste modelos e sublinhas virtudes. Em nome de uma nova vitória eleitoral. E esqueceste que se alguém que ganha é porque alguém perde. Os consensos terminam onde começam as disputas por melhores ideais. Eu que te conheci bravo, criativo e acutilante na luta por aquilo que achavas ser o melhor para o teu partido, para a tua freguesia e para os fins que perseguias, vejo-te agora afrouxar os teus ímpetos e a perder discernimento.
O teu ataque ao PS/PSD sobre a questão das freguesias da cidade é frágil, inconsistente e demagógico. Onde está a natureza beligerante do teu raciocínio sempre mordaz e eficaz? Escolhes coisas incomparáveis para defenderes uma posição pouco defensável. Comparar as características da cidade com a zona rural não faz sentido nem mesmo para gente pouco habituada à discussão política. Fazeres tu isso é dares o flanco a dois partidos moribundos em Peniche que apesar de tudo conseguiram perceber as coisas para lá do óbvio. Não é teu timbre dares o flanco aos teus adversários. Isso me espanta e me permite pensar que poderás estar a permitir que cresçam flores silvestres no húmus em que te estás a transformar.
Acautela o futuro não perdendo a inteligência com que costumes travar os teus combates e a argúcia dos argumentos com que tens construído as tuas vitórias. Ou então daqui a um ano estás a perguntar-te: “-Onde é que eu errei?”

Um abraço

quarta-feira, janeiro 18, 2012

COISAS QUE NÃO ENTENDO
Provavelmente porque sou estúpido. Ou burro. ou reaccionário. Ou as três coisas juntas. Aqui há uns tempos o Glorioso líder da Bancada Parlamentar do PCP afirmava ter dúvidas sobre se o regime vigente na Coreia do Norte não seria uma democracia.
Para que não restassem dúvidas o Querido Líder Jerónimo de Sousa, abandonou o Parlamento irritado pelo voto de pesar aprovado pela morte de Vaclav Havel após a sua bancada ter votado contra.
Não entendo os floreados com que se mascaram nas autárquicas, travestindo-se de simpáticos democratas com a designação de CDU, para acabada a farsa nas mais diversas situações mostrarem a sua verdadeira face totalitária e estalinista.
Vou recortar o que estou a escrever e colocar numa moldura à mesinha de cabeceira. Para não me esquecer quando aparecerem outras eleições em que me apareça este modelo de enganos.
Vade retro Satanás

PS: Já sei. Vou ser acusado de anticomunista primário. Eles, nunca erram. Ou se isso acontece por misterioso desígnio, logo desaparecem dos livros da História do Partido os culpados e nas fotografias oficiais, por milagre de S. Photoshop, desaparecem esses maus exemplos. Um PCP que olhe para a frente seria fundamental para o nosso país neste momento crucial. Não um PCP que se arraste perante a opinião pública com os mesmos chavões de há 50 anos. Excepto no “petit” período «gonçalvista sempre se ouve dizer “Governo para a rua!”. Sempre que existe um acordo entre trabalhadores e empresários se grita contra quem o fez. Sempre que uma medida governamental permite um conforto aos trabalhadores, lançam-se as maiores atoardas contra quem a promoveu e contra quem a aceitou. É a história do rapaz e do lobo. Agora que o lobo finalmente veio ninguém se parece preocupar. E no entanto este é talvez o mais feroz ataque que os trabalhadores sofreram nos últimos 45 anos. E sim. Estou a incluir aqui o tempo do tio Marcelo. Mas como é hábito dizer mal… Os sindicalistas que tomaram conta do PCP bem podem limpar as mãos à parede com o caminho que têm trilhado.
Até sempre camaradas.

segunda-feira, janeiro 16, 2012

NOTICIAS
Ao que me dizem, na passada sexta feira a Assembleia Municipal de Peniche aprovou uma moção (que contraria uma outra aprovada em reunião da Câmara Municipal), em que se propõe que as 3 Juntas de Freguesia da Cidade se aglutinem formando uma única, mantendo-se a actual divisão administrativa no que respeita à zona rural do concelho.
Sobre este assunto será interessante reflectir no porquê de duas moções que se contraditam. É simples existem 2 maiorias. Uma na Câmara Municipal (PCP) e outra na Assembleia Municipal (PSD/PS).
Depois o que leva a temer algo (a junção das 3 Freguesias da Cidade) que toda a racionalidade aponta para que assim seja. Aí teremos de encontrar as razões entrando no campo da subjectividade mas não é tão complexo chegar ao cerne da questão. Tudo aponta para que a lei eleitoral para as autarquias venha a ser alterada entrando em vigor já nas próximas eleições. Parece existir também consenso (PSD/PS/CDS) sobre que a eleição incidirá na Assembleia Municipal e que será o Partido que tiver mais votos para este Órgão que indicará o seu cabeça de lista para a Presidência da Câmara, terá direito a uma maioria e cooptará os seus membros de entre os eleitos para a AM.
Ora menos duas Juntas de Freguesia representa menos 2 indigitados para a AM. E sabemos que o eleitorado vota maioritariamente à esquerda (?) na Cidade e à direita (?) na zona rural, excepção feita à Serra d’ El-Rei mas que com um reduzido número de eleitores não afectará os resultados finais. Esta nova divisão administrativa da Cidade vai inevitavelmente baralhar os pressupostos das autárquicas tal como eram avaliados até aqui.
Independentemente dos receios infundados ou não desta alteração, tudo leva a concluir que o que foi aprovado é o mais sensato. Fazer funcionar duas Freguesias que nem dinheiro têm para pagar a um funcionário a tempo inteiro não é só estúpido, é também absurdo. Dar eficiência à administração Local parece ser o mais correcto num tempo tão difícil como o que vivemos. E isto apesar dos gulosos apetites dos partidos políticos. Quem quiser ganhar eleições que trabalhe de forma denodada e transparente para que isso possa vir a acontecer. O que têm feito até agora é mau e cheira mal. Está na altura de comermos a alterar comportamentos.

sábado, janeiro 14, 2012

ESCULTURAS DE PAPEL
















sexta-feira, janeiro 13, 2012

SR. 1º MINISTRO:

EXCELÊNCIA:
Sou reformado e não saí por antecipação, mas por ter atingido na totalidade os anos de serviço e os anos de serviço necessários a esse desiderato. Tenho desenvolvido uma actividade escrita, muito crítica em relação ao PS que abandonei por divergências insanáveis há 3 anos. Fui professor e autarca. Consumo muita água, gás e luz. Não sou maçon e não pertenço à Opus Dei. Pertenço aos Corpos Gerentes de um clube de Futebol.
Reúno pois as condições necessárias e suficientes para poder ser indigitado para um cargo político da confiança de V. Exª. Acresce que não sendo militante do PSD/PP poderei emprestar um pouco de colorido a tal eventual nomeação e servirei para justificar que o actual governo só se preocupa com critérios de competência e não com troca de favores partidários.

Peniche, 13 de Janeiro de 2012 (sexta feira)

Com os melhores cumprimentos,
Pede Deferimento

quinta-feira, janeiro 12, 2012

UMA FOTOGRAFIA
No final dos anos cinquenta, início dos anos sessenta, em Peniche terra extremamente fechada e sem muitos horizontes, os jovens eram sobretudo atraídos pelo futebol, pelo hóquei e pela frequência das praias em pleno verão.
Uma vez por ano em bandos, rapazes e raparigas iam até ao pinhal em quinta-feira de espiga.
A escola era uns quantos edifícios espalhados pela península, que marcavam as características dos alunos que a frequentavam. Todos tinham a marca de terem ou não sido alunos na escola da Tracoma ou na escola velha. E estas coisas já eram à partida um bocado discriminatórias. E depois haviam os alunos da admissão e os das mulatas com a carga psicológica que isso representava. Os primeiros eram os filhos da classe média da terra. Os segundos eram o símbolo das vítimas da violência.
E havia a Escola Industrial e Comercial, fruto da insistência e empenho do António Bento e do Padre Bastos que nesta matéria fica sempre um bocado esquecida a sua participação.
Em Peniche nessa altura havia a GNR, a PSP, a Legião, a Mocidade Portuguesa, a Guarda-fiscal, a União Nacional e a PIDE. Uma terra tão pequenina onde cabiam tantas coisas consagradas a resguardar a Lei e a Ordem.
Nesse tempo os bailes do Clube, da Associação e do Esfrega marcavam as diferenças sociais e culturais. O futebol aos Domingos era o espaço de despejo das preocupações e frustrações quotidianas.
Mas se para os rapazes e homens dessa época o dia-a-dia era um exercício de criatividade para ultrapassar a monotonia de se viver nesta ilha vazia de oportunidades e de distracções, para as raparigas e mulheres era o drama da não-existência. Estas viviam confrontadas com o “parece mal”, e com a maledicência costumada. Por dá cá aquela palha destruíam-se reputações e sonhos.
Para todos havia na altura sempre uma luz de esperança. As iniciativas do Padre Bastos. As organizações de jovens e de adultos que permitiam a todos e a todas consagrarem-se a mais qualquer coisa sem ser o lento arrastar quotidiano. Eram os grupos de acólitos (nessa altura só rapazes), a JOC, o Teatro, o Hóquei e a Catequese (esta mais um trabalho das raparigas e mulheres).
Numa das muitas aventuras que desenvolvo agora nos meus velhos papéis, fui encontrar uns negativos da máquina fotográfica velhinha da casa de meus pais. Por curiosidade mandei revelá-los. Uma dessas fotografias tinha sido tirada junto à porta lateral da Igreja de S. Pedro (que agora já não se abre e tanta falta faz aos idosos), e reunia um grupo de catequistas com uma prima minha que residia em Lisboa e que aqui tinha vindo passar uns dias. É uma fotografia de gente bonita e sorridente, com um ar saudável e de esperança. Gente bonita da minha terra num tempo em que tudo parecia tão sem graça nenhuma. Em alguns destes rostos percebe-se a confiança no futuro e em si próprias. Todas elas (com excepção de uma) já desaparecidas.
E ao olhar para esta foto sinto que quem a tirou me fez um favor. Permitiu-me recordar com saudade de um tempo em que naquela altura eu não percebia a beleza dos dias. Gosto tanto daqueles rostos bonitos e sãos. Fica para todos vós esta imagem tão linda. E aquela menina que aparece no lado direito da foto e que se introduziu no grupo sem ninguém dar por isso…

quarta-feira, janeiro 11, 2012

MAIS COISAS PARA ENTENDER

O personagem que vem para a TV a horas em que as crianças estão levantadas, e que sem bolinha vermelha no canto superior esquerdo do écran debita sobre os “pintelhos” que o incomodam, o mesmo individuo que preparou a privatização da EDP em nome do Governo que temos, é o mesmo homem que agora é nomeado para presidir ao CA da EDP após nacionalização por proposta dos accionistas e com um vencimento de 600 e tal mil euros anuais. “Honni soit qui mal y pense”.
Os serviços secretos metem água e governos e deputados embrulham-se em situações que colocam a sua credibilidade de rastos. Ao que se infere juntam-se nas “lojas” onde desenvolvem teias de interesses pessoais e depois desatam num diz que disse que torna os serviços que deveriam ser secretos mas não são, um joguete de quem perde ou ganha neste conluio depravado em que vive a dita “democracia” portuguesa.
Daí que alguns ouvidos privilegiados ouçam escutas no palácio de Belém e que o que deveria ficar guardado nos Gabinetes dos Juízes passe para a comunicação social com mais velocidade que um remate do CR7. Só resta agora dizerem que há na Administração da Justiça alguns dos seus mais importantes representantes, que obedecem ao Grande Penico Luso. “Honni soit qui mal y pense”.
Olho para os Jornais e vejo uma parte importante do staff político do 1º Ministro Silva, em embaraços com bancos da treta. Entretanto o staff político do actual governo vai sendo nomeado para os Conselhos de Administração das Empresas Público Privadas. É estranho a Srª D. Troika tinha dito para acabar com esse sorvedouro de dinheiros públicos, tinha dado dicas para aligeirar a Administração Local, e continua tudo por fazer. Só o que não poupou foi os vencimentos de quem não se podia defender. “Honni soit qui mal y pense”
Pode ser que amanhã melhores dias surjam.

terça-feira, janeiro 10, 2012

RECORDAR OUTROS TEMPOS
Em conversa com uma pessoa amiga radicada há mais de 60 anos em Peniche, falámos dos hábitos e costumes de que se recordava da terra onde nasceu. Hoje já com setenta e muitos anos, estranha recordar-se de coisas passadas quando era uma menina pequena e se juntava ao borralho com a irmã a fazer companhia à mãe que passajava meias e roupagens já que o dinheiro dava para muito pouco. O pai na lida do mar era uma figura venerada mas pouco presente.
Recordava a mãe a cantar cantigas de então, que elas trauteavam numa tentativa de um coral caseiro que preenchesse as noites frias e desoladoras de uma terra perdida num litoral pouco conhecido sem futuro nem esperanças.
Um dia ouvia a mãe trautear um verso que nunca mais esqueceu. Convictamente católica até hoje, estranhou os versos e como uma melopeia disse-mos numa tentativa de que talvez eu percebesse melhor o seu significado ditos por uma mãe que os deve ter aprendido num tempo naquela altura já passado.
Ela terá ouvido a mãe a dizê-los nos anos 40. Se já vinham detrás não custa admitir que para chegarem àquele lugar esconso teriam percorrido um largo tempo. Localizo a sua origem no advento da 1ª República e transmitidos de boca em boca por cantores de rua que na altura proliferavam para ganharem uns cruzados.
Os versos são de uma enorme sátira social. Ao mesmo tempo justificam a animosidade de alguns republicanos para com grupos de pressão que ao tempo tinham vida privilegiada num país paupérrimo. Os versos se serão hoje embaraçosos de ouvir imagino-os na época ditos por uma mulher pobre e do povo e ouvidos por uma criança sem horizontes.
O que daqui relevo é que se nessa altura éramos um país miserável, com razão ou sem ela haveriam pessoas que não perdiam a capacidade de satirizar e de serem mordazes. Hoje somos um povo entristecido e de coluna dobrada, que aceitamos de forma servil toda a subserviência que de nós exigem.
Mas para que percebam esta crónica de hoje, aqui vão os versos que me espantaram:

“Não entres na Igreja oh cavador,
É falsa a religião dessa canalha.
Os santos são de pau não têm valor,
Valor só se dá a quem trabalha.”

segunda-feira, janeiro 09, 2012

É BOM PERCEBER AS COISAS

O DN de ontem desenvolveu um trabalho exaustivo sobre as “reformas douradas” que em tempos de crise têm sido atribuídas. Nesse trabalho de estudo e pesquisa ficamos a saber que das 16 mais elevadas reformas, todas elas acima dos 6000€ mensais, 15 são de Juízes Conselheiros.
Fico finalmente a compreender a necessidade que os nossos juízes têm de defender a sua classe profissional com recurso a sindicatos que os representem.
A luta de classes que tem a sua origem na necessidade que os operários sentem no século XIX com o desenvolvimento da era industrial, para se defenderem do patronato que os oprime, chega ao século XXI com nuances nunca pensadas anteriormente.
Quem oprimirá os senhores Juízes que por definição são Órgãos de Poder Unipessoal? De que se pretendem defender esses representantes do supremo arbítrio?
Não é fácil para um comum cidadão compreender as coisas que se passam no éden que os Deuses habitam. Por vezes um leve vislumbre permite saber a quem come migalhas de que são feitos os manjares dos Deuses. Que a Fortuna nunca os abandone.

sábado, janeiro 07, 2012

ARTE DE RUA

























sexta-feira, janeiro 06, 2012

AS SOCIEDADES SECRETAS

Só têm espaço para vingar em países em que os ideais de Democracia e Liberdade não estejam consolidados ou, aqueles que atravessando momentos de convulsão estão mais permeáveis a ideias rocambolescas de lutas fratricidas.
As televisões que tão mau serviço têm prestado à cultura individual e colectiva do povo português transmitiram dois momentos maravilhosos de esperança para quem quiser aprender a ser livre e a lutar por essa liberdade. Refiro-me ao filme que a RTP2 transmitiu na noite de Passagem de Ano, “O Monte dos Vendavais” e à “Quadratura do Círculo” que passou ontem à noite na SIC Notícias. Um e outro programa, por meios diferentes fazem a exaltação da Liberdade individual e colectiva por processos justificáveis com os momentos que retractam.
As sociedades secretas só encontram espaço para se desenvolverem, quando um povo abdica dos princípios mais elementares consagrados na Carta dos Direitos Humanos. Essas sociedades numa sociedade livre, sejam elas de que natureza forem, são o principal veículo para o enriquecimento ilícito, para a obtenção de benefícios pessoais em desfavor de outros, para atingir um poder que não têm legitimidade para o usarem.
Pensar que 38 anos depois do 25 de Abril, olho para as instituições de poder deste pobre país e as vejo pejadas de corruptos e corruptores, beneficiários da miséria geral em que vive este povo, donos dos destinos da pobreza nojenta em que vivemos, gente que não merece qualquer crédito, que se socorrem da ignorância de todos nós para atingirem para si e para os seus os seus inconfessáveis interesses individuais.
De uma forma ou outra todos conhecemos essas seitas e alguns dos seus participantes. Absurdamente temos tendência para os tratarmos como gente respeitável, ao mesmo tempo que nos cruzamos com colegas de escola primária que hoje são pescadores, ou pintores, ou varredores e de forma sobranceira tendemos a ignorá-los. E no entanto eles são uns senhores quando comparados com aquela cáfila de malandros. Por cá por Peniche também os temos. Membros de sociedades secretas ou que pretensamente vivem com esses fundamentos. E funcionam? Nem por isso. Mas lá que são pretensiosos são.

quarta-feira, janeiro 04, 2012

NÓS POR CÁ…

Como sói dizer-se…todos bem. Pelo menos assim parece. O ano terminou numa onda de glamour e de exibição dos dotes individuais, dignos da dinastia que governa a Coreia do Norte. Com o nosso dinheiro e a nossa pobreza, adquirem-se títulos que hão-de ficar para a posteridade, enquanto vai definhando a nossa cultura agora transformada em carnavais que se repetem ao longo do ano. E começa exactamente da mesma forma. Com a propaganda individual como se fosse esse o caminho para o nosso bem estar social. Entretanto os nossos jovens arrastam licenciaturas por entre os balcões das superfícies comerciais. Ou fui eu que me tornei um Velho do Restelo.
Lord Acton, proferiu a célebre frase “o poder corrompe e o poder absoluto corrompe absolutamente”. Sabemos que assim é. Mas o exercício do poder faz diminuir as nossas capacidades de percepção da realidade. Não é por acaso que quem exerce o poder muito tempo acaba por terminar os seus dias isolado e desconfiando até da própria família.
Voltando a citar Lord Acton “o teste mais certeiro pelo qual podemos julgar se um país (uma região ou um lugar” é realmente livre seria a quantidade de segurança desfrutada pelas minorias”. Falamos de segurança económica, cultural, física e intelectual.
Por aqui será fácil de perceber o caminho que trilhamos.

terça-feira, janeiro 03, 2012

UM MURRO NO ESTÔMAGO

Ontem à noite na hora dos noticiários ouvi pela primeira vez: - O Grupo Jerónimo Martins, tinha transferido a sede das suas empresas para a Holanda, por o regime fiscal que naquele país vigora lhe é mais favorável.
Aquele grupo edificou um potentado económico no nosso país com as corticeiras e o Grupo Pingo Doce entre outros interesses. Aqui se tornou um império. No momento em que as dificuldades se impõem, quando toda a gente é convidada a aderir com o seu esforço para recuperar o país, estes senhores detentores de valores incalculáveis, batem com os calcanhares no cú e desaparecem daqui para evitarem perder um pouco mais do que esperavam.
Quando o idiota do 1º Ministro e a sua companhia de saltimbancos, mandam os portugueses para o estrangeiro ganhar a vida, são os potentados económicos que desaparecem para que não lhes toquem nos seus bens. Com 1º Ministro tão “arguto” como o que temos e um Ministro das Finanças tão elogiado pelos economistas e pelos homens do dinheiro, admira-me que não estivesse previsto esta fuga para o estrangeiro de capitais portugueses. Não nos esqueçamos que o rapaz das Finanças entrou o ano a visitar a Fiscalidade. Mas é só a que se abate sobre os miseráveis que é observada. Os outros, os galos capões, estão livres desse flagelo.
PS: Não se esqueçam de fazer as vossas compras no Pingo Doce. A Holanda precisa de se desenvolver.

segunda-feira, janeiro 02, 2012

O MEU GRITO DE REVOLTA!!!
Contra a crise. Contra todos os que a provocaram. Para aliviar o ódio que sinto dentro de mim por estar a ser roubado por um bando de foras de lei que nunca cheirarão a prisão. Contra estes e os que os antecederam que se verificou serem corruptos e ladrões sem que mal algum lhes acontecesse. Contra o estádio de miséria a que conduziram o meu país, tornando-o motivo de risota em todo o lado. Contra o estado de penúria intelectual a que conduziram os portugueses que odeiam pensar para além da "casa dos segredos" e do "campeonato de futebol". Contra o estado de indigência de valores em que vivemos. Copntra tudo isto e mais aquilo para que me faltam agora as palavres, decidi entrar o Ano de 2012 em grande e em beleza:
Em vez de ir ao talho vou ao telhado da casa de meu pai e apanho uns borrachinhos e faço uma canjinha e estufo-os. Para as dores de garganta vou aproveitar as enxúndias de galinha que agora estou a criar na marquise e não dou dinheiro para o campeonato de roubos em que se tornou o SNS. Para as dores de cabeça vou usar umas rodelas de batata na testa a segurar com uma das fraldas que sobejou de quando a minha filha era bébé. E para as constipações mais fortes a tenderem para pneumonia vou usar umas ventosas que tenho aqui em casa e que eram de casa da minha avó.
A pedra que usei na escola primária vai-me servir para tirar apontamentos e não compro papel às fábricas de celulose. Jornais, vou aos cafés e passo a ler os que lá circulam (desde que não seja o Correio da Manhã) e não dou dinheiro a ganhar aos desgraçados do Balsemão e do Belmiro de Azevedo. Com estas promessas feitas do mais fundo do meu coração antes de terminar o ano de 2011, fui-me a mim e cometi um último desvario. Comprei lagosta para a ceia de fim de ano. E para que não pensem que estou só a provocar tirei uma foto para que vejam como dei a volta à "merda" da crise em que fui envolvido sem sequer ter sido convidado. Que o 2012 seja para mim um mar de criatividade para conseguir ultrapassar o que me espera.
  

domingo, janeiro 01, 2012

FRASE PARA O SÉCULO XXI
"Deus fez o céu e a terra...
...o resto é feito na China"

vamos tentar mudar isso?

quarta-feira, dezembro 28, 2011

na despedida de 2011 e quando tudo parece falhar
se achas que tens pouco dinheiro...
se achas que não tens muitos amigos...
se pensas em desistir...
se pensas que a vida é só sofrimento...
se reclamas dos transportes e das vias de acesso...
se achas que a sociedade é injusta para ti...
VAMOS REFLECTIR. PARA QUE O 2012 SEJA UM NOVO ANO DE ESPERANÇA