sexta-feira, julho 06, 2012

ATRÁS DE MIM VIRÁ...QUEM DE MIM BOM FARÁ
Para quem tanto perdeu tempo com a hipotética licenciatura do tio zé sócras, esta do imbecilóide que se chama relvas, é o suprasumo. O 1º tinha um bacharelato em engª civil. Era aquilo que se designava genéricamente por um agente técnico de engenharia civil. Com uns apoios de uns quantos amigos fez umas quantas cadeiras que lhe vieram a conferir o grau de licenciado. Se bem me recordo, o ti sócras fez umas 30 e tal cadeiras no seu curso. Depois fez à pala das influências mais umas quantas. Agora este artista é demais. Faz-me lembrar aqueles licenciados em Direito da Fac de Lisboa a seguir ao 25 de Abril que tiraram a licenciatura com uma assinatura manhosa em trabalhos de grupo, sem nunca terem frequentado uma aula porque o tempo das reuniões das células "ML" os ocupavam totalmente. Não foi por isso que não chegaram a altos cargos neste país. Calemo-nos pois.

quinta-feira, julho 05, 2012

REVER A MATÉRIA DADA
http://bl163w.blu163.mail.live.com/default.aspx#!/mail/InboxLight.aspx?n=1975018631!n=954900489&fid=1&fav=1&mid=50fb72b5-c620-11e1-8de0-002264c202d0&fv=1

PS: Provavelmente dentro de pouco tempo este pequeno filme desaparecerá dos arquivos do youtube. Pelo tempo que lá estiver, merece estar aqui.

quarta-feira, julho 04, 2012

CONTRATO A TERMO CERTO (À SEMANA) E PAGO POR HORA DE TRABALHO
Preciso para nosso colaborador(a) em minha casa, em serviços de limpeza, tratamento de roupas, apoio à higiene pessoal de um casal de sexagenários, jovem recente licenciado em enfermagem. Pagamentos 4,50€ por hora num limite de 4 horas diárias.

PS: O que é que querem? Não pagamos menos que o governo

terça-feira, julho 03, 2012

sms
Aqui há uns dias atrás ´conversei convosco sobre as cartas que desapareceram da nossa vida. Não me refiro a panfletos publicitários, nem a facturas ou aqueles ofícios dos serviços do Estado a dizaerem que temos mais uma obrigação para cumprir. Falo de cartas em que nos cumprimentamos em que contamos coisas da nossa vida e que os "Rio Grande" de forma magistral interpretaram em:
http://www.youtube.com/watch?v=1HQLggte01I
Na época do Natal e do ano Novo cruzavam-se milhares de postais e de telegramas para permitir o reencontro de pessoas que há muito não se viam e assim acertavam as contas com os seus familiares e amigos. Em 1937/1938 os CTT (vão lá 75 anos) lançaram uma campanha de Telegramas de Boas Festas. Comprava-se o impresso, endereçava-se e não se pagava rigorosamente mais nada pela sua distribuição. Mas não eram uns telegramas quaisquer. Eram trabalhos artísticos de primeirissima qualidade que num tempo em que se fala de "empreendorismo" em nada ficava a dever ao que de melhor hoje se faz. É com todo o gosto que para contrapor a este momento miserabilista em que vivemos vos dou a conhecer os "sms" de 1937.

segunda-feira, julho 02, 2012

VOLTEI À ARCA
Também eu tenho uma arca. Onde guardo toda a papelada que me foi legada por meu pai e pelo meu avô. Hoje trago à tona uma revista com 55 anos que fez as delícias das meninas e jovens do início da 2ª metade do século XX. Presumo que tenha sido adquirida pela minha mãe e que por aqui por casa fosse ficando até hoje. Tem a grande curiosidae de mostrar coisas que hoje são ridiculas para os jovens, mas no que respeita a moda, não está assim tão distante do que se usa nos dias de hoje. Para quem gosta destas coisas com muito carinho.





sábado, junho 30, 2012

O NOVO SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE
TRRIIIMM. TRRIIIMM... TRRIIIMM...

Responde o atendedor de chamadas:

"Obrigado por ter ligado para o (Hospital) Júlio de Matos, a companhia mais adequada aos seus momentos de maior loucura."

* Se é obsessivo-compulsivo, marque repetidamente o 1;

* Se é codependente, peça a alguém que marque o 2 por si;

* Se tem múltipla personalidade, marque o 3, 4, 5 e 6;

* Se é paranóico, nós sabemos quem é você, o que você faz e o que quer. Aguarde em linha enquanto localizamos a sua chamada;

* Se sofre de alucinações, marque o 7 nesse telefone colorido gigante que você, e só você, vê à sua direita;

* Se é esquizofrénico, oiça com atenção, e uma voz interior indicará o número a marcar;

* Se é depressivo, não interessa que número marque. Nada o vai tirar dessa sua lamentável situação;

* Se você votou PASSOS, não há solução, desligue e espere até 2014, Aqui atendemos LOUCOS e não INGÉNUOS!
Obrigado!

sexta-feira, junho 29, 2012

COMUNICADO DE IMPRENSA

No dia 30 de Julho de 2012, o Movimento Sem Emprego chama a primeira manifestação de desempregados em Portugal.

Já não era sem tempo. Estamos pelos cabelos. Fartos de sermos tomados por preguiçosos que só não são ricos e perfumados como os nossos governantes porque lhes falta espírito empreendedor. Que se ao menos nos levantássemos do sofá e fossemos vender pastéis de nata, o futuro de Portugal estava assegurado.

Isto são mentiras. Mentiras comprovadas pelo valor real de 1 milhão e 300.000 desempregados, com 800 novos a surgir todos os dias. Mentiras comprovadas por centros de emprego que todos os dias se enchem – não para oferecer empregos, mas para tratar os desempregados como criminosos que precisam de ser controlados.

Mentiras de bancos que engoliram e continuam a engolir milhares de milhões dos nossos impostos mas que depois não se dignam a dar crédito às empresas nem pensam duas vezes antes de meter famílias no olho da rua porque não há trabalho com que pagar o empréstimo imobiliário. Mentiras de governantes que endividaram os trabalhadores, os seus filhos e os seus netos para construírem estradas que ninguém usa para poderem passear por Paris e Bruxelas, de bolsos cheios.

Com números destes, o que quer que saia da boca de Passos Coelho, Vítor Gaspar ou do Ministro do Coiso sobre o desemprego, não tem outro nome senão histórias da carochinha. Este desemprego não é um acidente nem é culpa dos portugueses. É uma política. É a política de quem serve os bancos, de quem beija a mão das grandes fortunas, de quem faz vénias aos desmandos das Merkels deste mundo.

Porque ama esta gente o desemprego?

Porque o desemprego é a ferramenta que o sistema neoliberal usa para destruir o emprego com direitos e salários dignos. São a ameaça que pesa sobre a cabeça daqueles que ainda têm um emprego, para os obrigar a aceitar mais um corte, mais uma hora de trabalho, mais uma indignidade, mais um abuso de poder.

E nisto tudo os portugueses aprenderam a sofrer em silêncio. Sofreram a injustiça, sofreram as mentiras, sofreram o medo do amanhã sem saber como dar de comer aos filhos e a quem amam. Sofreram uma vida de pesadas responsabilidades e magros direitos – e agora até esses poucos nos querem arrancar – “Apesar de tudo o que trabalhas e sofres por este país, se adoeceres não trataremos de ti. Se envelheceres, morrerás à fome. Se tiveres filhos, não os poderás visitar quando tiveres saudades porque eles terão partido para uma terra distante”.

E neste sofrimento, os portugueses ganharam uma força que desconhecem. Enquanto governantes e gananciosos se engordaram à nossa conta, nós aprendemos a fazer o impossível com uma mão cheia de coisa nenhuma. E este sofrimento que carregamos ao peito, está na hora de sair como um grito que diz BASTA! Um grito que diz que somos muitos, que não temos medo porque já não temos nada a perder, que somos um milhão e 300.000 com o apoio de muitos mais. Um grito de promessa aos governos do desemprego: vão arrepender-se do dia em que fizeram do emprego, exploração.

Campanha de financiamento do MSE
Porque somos independentes de qualquer estrutura sindical ou partidária e vivemos sobretudo do dinheiro que conseguimos reunir nos plenários, escolhemos o auto-financiamento como forma de angariação de fundos, que usaremos para as actividades do MSE, nomeadamente na produção de panfletos que ajudem à divulgação dos plenários e acções de luta que se venham a desenvolver.
Por isso mesmo abrimos uma conta, da qual prestaremos contas a cada três meses, para a mailing list do MSE. Lá constará todas as entradas, oriundas dos plenários e de eventuais doações, bem como o destino das verbas recolhidas.
Assim, convidamos todas as pessoas, na proporção das suas possibilidades, a ajudar a financiar o MSE.
NIB: 0035 0817 0000 3990 5004 2
Cada euro será aplicado na luta contra o desemprego!

Assina o nosso Manifesto em
http://www.movimentosememprego.info/content/manifesto-do-movimento-sem-emprego

Unidos pelo Direito ao Trabalho e à Dignidade!

Site: http://www.movimentosememprego.info/

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Twitter: https://twitter.com/MovSemEmprego

quinta-feira, junho 28, 2012

MAIS NOTÍCIAS DA LUSA
SAÚDE/OESTE: CALDAS DA RAINHA, TORRES VEDRAS E PENICHE PREPARAM MARCHA EM DEFESA DOS HOSPITAIS

«Caldas da Rainha, Portugal 27/06/2012 11:40 (LUSA)
Temas: Saúde, Hospitais, Iniciativa popular
Caldas da Rainha, 27 jun (Lusa) – As populações de Torres Vedras, Peniche e Caldas da Rainha vão unir-se, no dia 07 de julho, numa marcha simultânea nas três cidades em defesa dos respetivos hospitais, numa iniciativa da Plataforma Oestina das Comissões de Utentes da Saúde.
“Queremos mobilizar o maior número de pessoas, porque existe uma preocupação comum a todo o Oeste de que a reorganização e da fusão [dos hospitais] não resulte em diminuição do acesso aos cuidados de saúde”, disse à agência Lusa António Curado, da comissão de utentes das Caldas da Rainha e da Plataforma Oestina das Comissões de Utentes de Saúde.
A iniciativa, agendada para as 21:00 de 07 de julho, sábado, vai decorrer em simultâneo nas três cidades cujos hospitais a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) pretende fundir num centro hospitalar único para todo o Oeste.
A fusão tem sido contestada pelas populações e movimentos cívicos, que se opõem ao encerramento de valências nos respetivos hospitais.
Num folheto que está a ser distribuído aos habitantes, a Plataforma considera que “a situação que se vive na região Oeste é alarmante” e que é necessário “parar imediatamente com o esvaziamento de condições de funcionamento a que têm sido sujeitas as diferentes unidades hospitalares”.
As preocupações da Plataforma aumentaram depois de a ARSLVT ter revelado, no dia 12 de junho, que remeteu ao Ministério da Saúde a proposta definitiva da reforma hospitalar da região Oeste, datada de maio deste ano, “sem que tenham sido ouvidas as comissões ou as autarquias”, disse António Curado.
O secretário de Estado Adjunto do Ministro da Saúde, Fernando Leal da Costa, assegurou, em março, que nenhuma decisão seria tomada sem ouvir os municípios.
“Não queremos particularizar as questões de um ou outro concelho, porque se trata de um problema transversal, e pretendemos ser ouvidos na procura de uma solução global”, explicou António Curado.
Segundo a ARSLVT, a proposta aponta para a concentração do serviço de cirurgia no hospital de Torres Vedras, devendo Torres Vedras e Caldas da Rainha assegurar a cirurgia de ambulatório.
A pediatria deverá manter-se em Torres Vedras e Caldas da Rainha, enquanto a maternidade e a urgência médico-cirúrgica funcionará nesta última cidade. A decisão de encerrar a urgência básica de Peniche é remetida para a futura administração hospitalar.»
DYA/(FYC).

quarta-feira, junho 27, 2012

NOTÍCIAS LUSA
PENICHE: ENGENHEIROS CONCLUEM TECNOLOGIA ÚNICA NO MUNDO PARA PRODUZIR ENERGIA A PARTIR DAS ONDAS

«Lisboa, Portugal 26/06/2012 16:43 (LUSA)
Temas: Economia, Negócios e Finanças, energias alternativas, Ciência e tecnologia, Engenharia
Peniche, 26 jun (Lusa)- A montagem do primeiro protótipo mundial de produção de energia das ondas está hoje a ser concluída nos Estaleiros Navais de Peniche, com a colocação de pás gigantes para começar a fabricar eletricidade ao largo da praia da Almagreira.
Jorma Savolainen, responsável técnico da empresa finlandesa (AW Energy) que concebeu a tecnologia, afirmou à agência Lusa que na primeira semana de julho a plataforma metálica de 40 metros, composta por três pás verticais gigantes, vai ser fundeada a 20 metros de profundidade e a 500 milhas da praia da Almagreira, ao largo de Peniche.
Trata-se de um protótipo de produção de eletricidade a partir do movimento das ondas, único no mundo, com pás que oscilam debaixo de água com o movimento das ondas e que conseguem produzir por hora até 100 killowatts (kw) cada uma, o que vai permitir abastecer entre 40 a 60 habitações.
O responsável adiantou que, dentro de três anos, a empresa estima partir para a fase pré-comercial do projeto, com a instalação de mais 500 kw, o equivalente a mais cinco pás.
Entre hoje e quarta-feira, os engenheiros portugueses e finlandeses deverão concluir a montagem das três pás na plataforma metálica que, durante quinze dias, vai ser fundeada no mar junto aos estaleiros navais e ser sujeita a ensaios.
Bryan Curto, engenheiro dos Estaleiros Navais de Peniche, explicou à agência Lusa que, desde março de 2011, começou a construir a estrutura, os tanques de água que, quando estão cheios, permitem submergi-la, e as pás metálicas. A última fase dos trabalhos, que está a decorrer, consiste na montagem da tecnologia concebida pelos finlandeses, que permite fazer movimentar as gigantes pás metálicas.
Desde 2009 que os parceiros tecnológicos têm vindo a trabalhar no projeto-piloto, para o qual estão envolvidos cinco milhões de euros, três dos quais financiados pela Comissão Europeia, após a aprovação de uma candidatura ao sétimo Programa Quadro de Investigação e Desenvolvimento.
A tecnologia ‘Wave Roller’ vai produzir resultados que, caso sejam favoráveis, vão permitir avançar para uma fase comercial de produção de energia e foi testada pela primeira vez a nível mundial na praia da Almagreira em 2007.
O objetivo dos promotores passa por criar na praia da Almagreira um grande parque mundial de energia das ondas e entrar numa fase de exploração comercial do projeto com uma potência instalada entre os 50 e os 100 megawatts (MW), para os quais necessitam de investidores.
A avançar para a fase comercial, o investimento ascenderá a 100 milhões de euros e colocará Portugal na linha da frente no segmento da produção mundial de energia a partir do movimento das ondas, estimam os promotores.»
FYC

terça-feira, junho 26, 2012

O QUE SOMOS É CONSEQUÊNCIA DO QUE FOMOS
Uns amigos luso-americanos enviaram-me um conjunto de fotos de figuras públicas, que para a generalidade dos mais novos já dirá muito pouco ou mesmo absolutamente nada. Numa de revivalismo trago-vos essas fotos. A todos e a cada um de nós para quem estas fotos representam alguma coisa, os meus votos de que as recordações que vos trazem sejam um reavivar de boas memórias.
Propositadamente não identifico as personagens em qualquer foto. Elas dirão ou não o que quer que seja a alguém. As que nada disserem é porque são irrelevantes.
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segunda-feira, junho 25, 2012

2 PESOS 2 MEDIDAS

Uma noticia quase em rodapé na 1ª página de ontem do DN, informava os leitores de que um bebé de 2 aninhos, teria falecido num acidente numa piscina privada em casa de família. O meu primeiro pensamento vai para aquela vida que se perdeu. Depois para a família em geral que estará sofrendo de forma inimaginável e muito particularmente os seus pais. Posto isto vamos ao que me trouxe a esta notícia:
Fui ver o “Correio da Manhã”, o jornal das desgraças, misérias, mexericos e podres da vida alheia, e não vi na 1ª página nenhuma notícia sobre esse assunto. Foi então que comecei a pensar sobre qual seria a 1ª página desse pasquim se este menino tivesse ido a uma piscina no âmbito de uma actividade de período de lazer, promovido por um Jardim de Infância ou de uma creche e como consequência disso um acidente mortal tivesse ocorrido, por mais Educadores de Infância e de Auxiliares que tivessem sido mobilizados para dar apoio a essas crianças.
Ninguém põe em causa o amor daquela família pela infeliz criança, tal como ninguém deveria colocar em causa o empenho e profissionalismo dos trabalhadores do ensino que por vezes são envolvidos em acidentes com crianças. Mas são os primeiros a serem julgados e condenados pelos ‘opinion makers’ e por quem os ouve e lê ou vê. E todos os pais sabem que basta olhar para o lado por qualquer razão, para um menino ou uma menina de 2 anitos nos “passar a perna” e acontecer um qualquer problema.
O que trago à reflexão é que merece a pena analisar as coisas e verificando-se que houve negligência de quem tem crianças a seu cuidado, seja penalizado. Mas só nessa altura e como resultado de uma análise justa dos factos.

sábado, junho 23, 2012

BRINCAR COM COMIDA
Em 1977/78 quando fiz estágio para professor em Coimbra, fui ver a abertura de uma exposição de trabalhos de alunos numa Escola ali da periferia. Era o tempo em que se fazia um desenho a lápis numa folha de papel, em seguida aplicava-se cola na zona do desenho e despejava-se em cima arroz, feijão, grão, ou massinhas. Depois da cola secar, sacudia-se a folha e lá surgia a figura desenhada, agora com o releva do material alimentar aplicado.
Nós os estagiários fomos ver a exposição com o nosso orientador, que se entreteve a retirar os grãos de um trabalho e a mastigá-los. No fim reuni-nos e organizou um debate conosco sobre a sua atitude. Conseguimos chegar nesse debate às crianças da Etiópia que morriam à fome.
As fotos a seguir fizeram-me recordar esse incidente. Mas isso era no tempo em que para se ser profissional do Ensino era necessário pensar.
 

sexta-feira, junho 22, 2012

COISAS DE HOJE E DE ONTEM
Coisas de hoje é a notícia da Lusa que envolve Peniche, sardinhas e contestação:
«Pesca: Lisboa e Peniche com cordões humanos no fim de semana contra excessos
Lisboa, Portugal 21/06/2012 12:34 (LUSA)
Temas: pescas, Ambiente, Políticas ambientais, Recursos naturais


Lisboa, 21 jun (Lusa) – O Padrão dos Descobrimentos, em Lisboa, vai servir de cenário no sábado a um cordão humano em forma de peixe para protestar contra os excessos na pesca, numa iniciativa internacional à qual se juntam cinco organizações portuguesas.
No domingo, um cordão humano e uma sardinhada com o mesmo objetivo estão agendados para o recinto junto aos Bombeiros Voluntários de Peniche.
A organização geral é da OCEAN2012, que junta 160 organizações para “transformar a política europeia de pescas” e lançar o alerta de que “a sobrepesca está a esvaziar os mares de peixe”, lê-se num comunicado divulgado hoje pela organização.
“Acabar com a sobrepesca ou a pesca acabará”, resume a associação de organizações, que realiza no verão as Semanas Europeias do Peixe para apelar ao fim da pesca excessiva, das “práticas de pesca destrutivas e assegurar uma exploração justa e equitativa de stocks saudáveis”.
As cinco organizações portuguesas envolvidas são a Associação Portuguesa para o Estudo e Conservação de Elasmobrânquios, o Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente (GEOTA), a Liga para a Protecção da Natureza, o Observatório do Mar dos Açores e a Sciaena - Associação de Ciências Marinhas e Cooperação.
Na página oficial da OCEAN2012, faz-se o convite às pessoas para organizarem o seu próprio evento ou participar nas atividades via internet, nas redes sociais.
PL.»

Aqui há mais de uns 50 anos atrás, andavam o Paulo Portas, o Passos Coelho e a Conceição Crista a fermentarem nos ovários das respectivas mãezinhas, Governava então este país um sacristão chamado Salazar que acolitava um tal de Cerejeira, a pesca abundante e variada dava a Portugal em geral e a Peniche em particular um ar de prosperidade no que a esta indústria diz respeito que nunca mais conheceu tempos desses.
Nos idos de 50 e 60 do século passado, os mais sabedores instituíram um período que de designava de defeso em que existia proibição total de pescar certas espécies. Como era um período de tempo alargado, já não me recordo se 3 ou 3 meses, e sem Segurança Social que lhes valesse, as famílias dos pescadores que viviam exclusivamente dessa arte, empenhavam os bens que adquiriam no “tempo das vacas gordas”, ou entregavam-se a tarefas de sobrevivência. Era um período em que não havia direito à Saúde e portanto morria-se mais, a instrução era para os filhos dos que mais tinham, porque os outros estavam condenados ao insucesso.
Ao que parece, em 60 anos as coisas não mudaram assim tanto.

quinta-feira, junho 21, 2012

OH TEMPO VOLTA PARA TRÁS

Já vi este filme. Antigamente era cinemateca portuguesa que passava em réprises. Agora com os “cacos” velhos e conservadores que tomaram conta do país, as coisas estão a retomar tempos em que a economia de sacristia fazia sentido. Não estou a falar do SNS, nem do encerramento de tribunais. Nem do fim dos subsídios aos trabalhadores do estado e pensionistas. Não estou a falar dos novos códigos de trabalho. Não falo de uma economia gerador de núros de desempregados só comparáveis ao que existia na idade média. Falo daquilo que permite aos ricos e poderosos dominarem o mercado de trabalho e gerarem novas multidões de escravos. Estou a falar de Educação. E curioso é quem tão exigente aparece agora com este sector, sejam aqueles que tiraram licenciaturas da treta em Universidades de pacotilha.
Mas como assim é, não quero deixar de dar o meu contributo trazendo aqui à coacção algumas páginas ilustrativas da tabuada escolar, publicada pela “Papelaria Fernandes, SA” que agora está em fim de vida, mas que com esta reedição, (quem sabe?) poderá regressar aos seus tempos de esplendor. Alguns exemplos vão-se seguir, se quiserem posso emprestar este livrinho para uma venda maciça nos nossos estabelecimentos de ensino. Sai mais barato que ensinar Rendas de Bilros.
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 E agora a cereja no topo do bolo. Os dez mandamentos do bom aluno que quanto a mim deverão ser incluídos por decreto do "Prior do Crato" e do "Abade Cavaco" no Regulamento Interno das Escolas. E já agora mudem o nome do Ministério. De Educação regressem ao nome da Instrução. Vejam o primor do último verso e digam lá que não tenho razão.

quarta-feira, junho 20, 2012

AGÊNCIA FUNERÁRIA DE
BENJAMIM COSTA

Num dos últimos números de “A Voz do Mar”, o Fernando Engenheiro retracta o que foi ao longo dos tempos o “negócio da morte” em Peniche com estabelecimentos comerciais devidamente registados na CMP. O que pertenceu aos meus avós (tanto quanto se sabe o primeiro a existir devidamente licenciado para o efeito) ficou mais conhecido pela agência Funerária da Guilhermina “Baterremos” que o Fernando não referiu desta forma talvez por temer que a utilização da alcunha por que era conhecida, pudesse ferir susceptibilidades.
Não pretendo colocar em causa o que foi escrito, até por corresponder à verdade dos factos tanto quanto a conhecemos. Só volto a este assunto para reforçar o que o Fernando escreveu com algumas apresentações gráficas de documentos do acervo que o meu pai conservou e que eu vou mantendo religiosamente. Um exemplar de uma autorização camarária já dos últimos anos de funcionamento da Agência e catálogos de fabricantes de urnas dessa época, bem como um outro exemplar mais curioso. Serve de ilustração e de complementaridade ao que foi publicado.
 Preçário de Adelino Macedo