quarta-feira, fevereiro 23, 2011

A INCOMPETÊNCIA DOS SINDICATOS
Desde que em 2010 se verificaram as grandes contestações públicas de professores promovidas pelos sindicatos e com o apoio da esquerda radical, da esquerda conservadora e dos meios de comunicação, assistiu-se a um afrouxar de iniciativas que correspondeu a uma gestão criteriosa do Ministério da Educação das medidas que queria ver consolidadas.
Há cerca de um ano que os Sindicatos piam de mansinho aguardando o momento que lhes for mais propício do ponto de vista televisivo ou jornalístico, para obterem os dividendos que os seus Dirigentes procuram.
Começam agora a surgir notícias de um certo mal-estar nas escolas com o ambiente gerado nas aulas assistidas e com professores a serem avaliados por professores. E no entanto desde sempre que seria de prever este tipo de conflitos. Quem passou pelos Estágios Clássicos tendo as suas aulas assistidas e reuniões criticas com o grupo de estagiários e de Orientadores de Estágio para análise das ocorrências observadas na aula, sabe que a não ser que as pessoas sejam devidamente preparadas para este trabalho ele pode trazer traumas e conflitos que se podem tornar insanáveis. Também ninguém espera que seja o Ministério a promover acções de análise e de estudos comportamentais para poder compreender e conviver com esta nova formulação nas Escolas.
Desde que se sabe que este modelo de avaliação de Professores seria aplicado, já passaram uns quantos períodos de férias lectivas. Teria havido tempo suficiente para os Sindicatos promoverem Regionalmente acções de preparação dos Docentes, para perceberem e lidarem com os seus comportamentos e os dos observadores, num contexto de avaliação em sala de aula.
Teriam aí uma margem extremamente correcta de colaborarem com os professores que dizem defender e de se imporem perante o Ministério que perceberia então que os professores não temem ser avaliados, querem é que essa avaliação seja aplicada de forma correcta e justa.
Ganhariam poder os Sindicatos perante os seus e perante o “patrão”. Ao deixarem ao abandono milhares de professores, só empurrados pela raiva que fomentaram e sem os preparem para se defenderem, geraram um ambiente de descrédito que está longe de beneficiar quem quer que seja.

segunda-feira, fevereiro 21, 2011

O PIOR CEGO É O QUE NÃO QUER VER
Fiz tropa no Batalhão de Reconhecimento das Transmissões na Trafaria. Diariamente para ir para lá e de lá regressar a Lisboa, apanhava em Belém o barco para a Trafaria. Sempre que vinha em serviço a Lanceiros 2 ou à Ajuda fazia a travessia. Isto entre 1967 e 1970. No quartel e no barco sempre ouvi falar dos rapazes e raparigas da Casa Pia que se prostituam na zona de Belém. Quando rebentou o “célebre” escândalo, fiquei perplexo. Parecia que estavam a falar de uma novidade quando toda a gente naquela zona estava cansada de ver e ouvir falar daquele espectáculo degradante. Tanto anos depois parecia a trilogia dos macacos: não, vês, não falas, não ouves!
Na passada semana o “Diário de Notícias” publicou excertos de um relatório sobre os Centros Educativos no âmbito do Ministério da Justiça, antigos Centros Reeducativos como o que existiu em S. Bernardino. Por razões profissionais fui obrigado a contactar com aquela realidade. Eu era Presidente do Concelho Directivo da Escola EB-2.3 de Atouguia da Baleia e éramos nós que colocávamos os professores que em regime de Extensão Educativa ali leccionavam o 2º Ciclo. Também éramos nós que mediante um protocolo assinado com o Centro de S. Bernardino, recebíamos no 3º Ciclo os alunos de lá que mais progressos educativos faziam.
Os professores que lá iam trabalhar falavam-me do que era a vivência daqueles jovens no seu dia a dia e em que consistiam as praxes a que eram submetidos nos primeiros dias da sua chegada lá. As atitudes de submissão a que eram sujeitos os mais novos e os mais frágeis chegavam a ser transportados para a sala de aula e a não ser que o professor fosse mais rigoroso, tinha de ouvir e calar o que via e ouvia se não queria ver a sua viatura vitima de maus tratos.
Também à escola chegavam reflexos dos seus comportamentos que só não atingiam limites perigosos porque o seu enquadramento era seguido muito atentamente por todos nós que ali trabalhávamos.
Que me recorde a não ser quando era o momento de distribuição das avaliações não aparecia ninguém do “Colégio” de S. Bernardino para se interessar pelos alunos de lá que estudavam na Atouguia. Ou quando eram por nós chamados por alguma rezão especial. Os alunos de S. Bernardino eram depositados na Atouguia e o assunto morria ali. O que me levava a concluir que os alunos ditos “problemáticos” de S. Bernardino, ou tinham qualidades para superar os seus problemas ou então afundavam-se para saírem de lá com a profissionalização feita em “marginalidade”. Muito me espanta agora que tenham descoberto os problemas daquele tipo de estabelecimentos.

sábado, fevereiro 19, 2011

NEM TUDO O QUE PARECE É
Um grupo de anões resolve jogar futebol no domingo e alugam um campo.
Formadas as equipas, cada um pega no seu equipamento, quando reparam que o campo de futebol não tem balneário. Resolvem então perguntar ao dono de uma tasca ao lado se podem utilizar acasa de banho para trocar de roupa.
O dono diz que não há problema nenhum, e lá vão eles.
Entram todos na tasca, vão até à casa de banho, vestem-se e começam a sair da casa de banho.
Um bêbado, que estava sentado ao balcão, vê passar por ele a equipa azul. Estranha, mas continua a beber.
Quando, ao fim de pouco tempo, vê passar a equipa de vermelho, vira-se parao dono do bar e diz :
- Eu não me quero meter ... mas os teus matraquilhos estão a dar à sola!...

quinta-feira, fevereiro 17, 2011

quarta-feira, fevereiro 16, 2011

PARTILHAR
Nas campanhas eleitorais, sejam elas quais forem, uma das propostas/promessas mais abundantes para quem pretende atingir o topo daquilo a que se candidata, é que o seu exercício do poder se baseará numa auscultação constante das necessidades e do pensamento dos que o elegerem.
Para conseguir convencer os cidadãos invade-se o seu espaço como se esse fosse seu hábito, estar onde estão os cidadãos para melhor os ouvirem.
Uma vez eleitos marca-se um dia para o cidadão comum lhe ter acesso. Mas mesmo nesse dia, por razões imperiosas amiúdes são as vezes em que esses encontros terão de ser adiados.
Mas quando finalmente o cidadão lhe consegue chegar, o assunto requer sempre ouvir os responsáveis da área, as implicações do que é solicitado são sempre inúmeras e podem conduzir sempre a um descalabro financeiro ou legal se não forem devidamente meditadas.
Aqueles que frequentam os locais de lazer que o detentor do poder utiliza para seu próprio gáudio, conseguem uma conversa singular mas a parte final é sempre irremediavelmente a mesma, “ – passe pelo meu gabinete que falaremos melhor”. E então regressa-se ao esquema do parágrafo anterior.
Mais curiosa é a forma de sugerir iniciativas que correspondam a benefícios colectivos. A proposta é lida/ouvida e fica sempre para posterior apreciação. O que vier do exterior é para ser evitado. Só o que é pensado por si e mandado executar por si, de acordo com os seus objectivos e dos fins que pretende atingir é válido.
Não interessa se é bom ou mau. Não é iniciativa sua.
Para fazer vencer uma ideia a única alternativa é conduzir a proposta de forma a que o “patrão” fique com a convicção de que foi ele que a teve. Ou que lhe chegue pela via de um dois eleitos em quem ele confia.
Por isso o detentor do poder não gosta de pessoas colegialmente eleitas. Prefere assessores de quem se pode descartar a seu bel-prazer. Gosta de como obra de misericórdia expor o seu pensamento e iniciativas para serem aplaudidas. Se não o forem será lamentável para os que não souberam apreciar tal discernimento e capacidade intelectual.
Partilhar torna-se em definitivo uma maldição.

terça-feira, fevereiro 15, 2011

O EXERCÍCIO DO PODER
Manifesta-se de diferentes maneiras. Para os que o exercem com Honra e Dignidade as atitudes manifestam-se de forma consensual ou quando existe desacordo os que no fim não são quem vê as suas posições escolhidas, não sente que perdeu e manifesta vontade de colaborar na execução da opção escolhida mesmo não sendo a sua.
Quem exerce o poder porque julga ter um contributo a dar à comunidade não procura obter pequeninos dividendos que o perpetuem no poder. O poder em si mesmo não significa nada. Só significa que podemos estar mais perto dos órgãos decisores para os influenciarmos e podermos com isso colaborar nos princípios que tornam o Homem mais Livre, mais Fraterno, mais Igual aos outros.
Querem um exemplo de um estadista próximo no tempo de alguém com este perfil? Nelson Mandela.
Infelizmente o exercício do poder tem vindo a degradar-se ao longo dos tempos. Os tiranos e os seus seguidores utilizam os meios mais diversos para se servirem nem que para isso tenham de pisar e subir à custa de familiares e amigos. À custa das convicções e ideais dos outros. Das suas crenças e das suas capacidades de apoio ao que acreditam.
Temos vindo a perceber como os partidos do Governo espalham ofertas pelos correligionários que os apoiam. Importante é não por em causa a acção de quem governa. Dizer que não se está de acordo é crime de lesa pátria. Por em causa determinadas medidas é o mesmo que pertencer a um bando de terroristas. Denunciar fórmulas autoritárias de concentração do poder é por em causa a continuidade de uma acção “justa” em oposição “aos outros” que se querem aproveitar dos “nossos momentos menos bons”.
E isto que serve para o Governo da Nação, serve para o poder interno dos partidos, ou para o exercício de uma acção de uma dimensão menos significativa como seja o exercício do poder autárquico.
O poder exerce-se partilhando, ouvindo, discutindo e aceitando. Quem não o entender está condenado ao isolamento ou a só ter como local para manifestar as suas aptências suicidárias uma qualquer ONG.

segunda-feira, fevereiro 14, 2011

QUE DIA É HOJE?
Dizem-me que é dia dos namorados... Acabadinho de chegar ainda não sei o que isso é. Só sei que "curto" as mamocas da minha mãe, os "bjinhos" que ela me dá, o calorzinho da minha cama. Sei que vejo muita gente à minha volta e não percebo muito bem o que querem. Quando choro é porque estou sujo ou porque tenho fome. E nessas alturas gosto que me ajudem.
Estou a pensar que ser crescido não deve ser grande coisa. E que está a chegar a hora do leitinho.
Quero lá saber que seja 14 de Fevereiro.

domingo, fevereiro 13, 2011

TESTE DE ALCOOLEMIA
Olhe a foto abaixo...
E verifique com os elementos que lhe são dados se corresponde ao perfil de alguém que vive obcecado pelo alcool...

Viu a foto?
Não lhe ficou indiferente?
Se você viu a bem a foto e não distinguiu uns metros a baixo da senhora um anúncio de um BAR,
então é porque não é mesmo dependente de alcool. PARABÉNS!

sábado, fevereiro 12, 2011

PARA AQUELES QUE CASARAM AGORA, OU AINDA CONSEGUEM MANTER O 1º CASAMENTO
Quando completei 25 anos de casado, introspectivo, olhei para a minha esposa e disse:
-Querida, há 25 anos nós tínhamos um “carocha”, um apartamento caindo aos pedaços, dormíamos num sofá cama e víamos televisão a preto e branco num ecrã de 14 polegadas. Mas, todas as noites, eu dormia com uma mulher de 25 anos. Agora nós temos uma mansão, dois Mercedes, uma cama super King Size e uma TV plasma de 50 polegadas, mas eu durmo com uma senhora de 50 anos. Parece-me que és a única que não está evoluindo.
A minha esposa, que é uma mulher muito sensata, disse-me então, sem sequer levantar os olhos do que estava fazendo:
- Sem problemas. Sai de casa e encontra uma mulher de 25 anos de idade que queira ficar contigo. E se isso acontecer, com o maior prazer eu farei com que tu, novamente, consigas viver num apartamento caindo aos pedaços, dormindo num sofá cama e conduzindo um carocha.
Sabem que fiquei curado da minha crise de meia-idade?
Estas mulheres maduras são realmente o máximo! E PARA COMPLETAR e já temendo a resposta perguntei-lhe ainda:
- Mas querida, responde-me, onde está agora aquela mulher linda e sexy com quem eu me casei?
A minha mulher respondeu, sem levantar os olhos do que estava fazendo:
- Querido, comeste-a! Olha bem para o tamanho da tua barriga!!!

sexta-feira, fevereiro 11, 2011

VIVER NO EQUILIBRIO
Há hora a que escrevinho estas linhas num conversando que pretendo sereno embora incisivo, já sabemos que vai ser apresentada na Assembleia da República a 10 de Março uma Moção de Censura ao Governo, que tudo apontaria para que fosse aprovada por unanimidade.
O seu proponente é um “grupelho de rapazolas” bem instalados na vida que assumiram como sua a luta de toda a Classe trabalhadora. A face visível destes fecmls e udepistas de trazer por casa são professores universitários, jovens filhos da classe média e média alta que têm a sua implantação nas grandes cidades e no litoral, onde pululam jovens entediados com uma vida sem aventuras.
Mais uma vez a luta não é contra o Socas embora ele seja o pretexto. O alvo destes bloco de pivots frustrados é o PCP que lhes retira o protagonismo junto das classes operárias, seja isso o que for.
O poder tem manifestações interessantes e esta é uma delas. A Censura não é para ocupar o lugar do censurado mas para evitar que outro seja o censurador. Mal sabia eu que tinham ficado tantos lápis azuis afiados do tempo do Estado Novo.
O Poder é exercido mal ou bem por quem o conquista. Aos vencidos resta combaterem-se entre si para terem direito ao título do vencido menos estropiado.
E o que é ridículo é que tanta gente contra o Governo a Censura não vai passar, o Governo não vai cair e não vamos ter eleições. Aos rapazinhos da “24 de Julho” também não interessaria muito eleições nesta altura. A falta de certezas numa vitória suficientemente ampla não motiva o PSD para embarcar nesta farsa. O PCP sabendo que a Censura no fundo é contra si próprio não vai aprová-la. E o Portas que haja o que houver só pretende vender cobertores na Feira do Relógio dirá que sim mas também.
A política é um exercício de equilíbrios e de cálculos matemáticos.
Se pudessem votar, médicos e juízes, professores e polícias, maquinistas e enfermeiros, desempregados e funcionários públicos, jovens licenciados e pescadores, agricultores e pequenos comerciantes, outro seria o resultado. Mas felizmente o povo não vota estas coisas. O povo limita-se a ser povo, a cheirar mal a ver “reality shows” e a andar em transportes públicos quando não houver greve.

quinta-feira, fevereiro 10, 2011

AS 7 MARAVILHAS GASTRONÓMICAS DE PORTUGAL
Depois das Berlengas vamos ter um novo flop. Não é difícil saber quem se apresentará a concurso se o patrocínio for da Região de Turismo do Oeste. Também não será difícil de saber que a receita gastronómica variará entre a massada, o sequinho e um qualquer robalo (re)inventado.
A proletária “Caldeirada” e a luxuriosa “Lagosta Suada à Moda de Peniche” irão fazer companhia ao extinto “Vinho Branco das areias” e às moribundas rendas de bilros.
No entanto que magnifico repasto seria numa mesa em toalha de linho bordejada por uma renda de bilros, servir uma lagosta suada à Moda Antiga de Peniche. Recordo a receita que o senhor Acelino cedeu com a especial recomendação de que não morresse com ele.
Mais vale perder com o que é nosso genuinamente, do que com o que nunca passou pelo teste da aprovação generalizada. Se que caldeiradas existem muitas. Mas somos únicos em algumas coisas. Orgulhemo-nos daquilo que foi passando por gerações sucessivas.
Não sei o que vai acontecer. Mas temo que mais uma vez sejamos preteridos pela moda ou pela política rasteirinha de trazer por casa.

quarta-feira, fevereiro 09, 2011

CARA Drª ISABEL ALÇADA
Ex.ma Srª Ministra da Educação

Aprendi a gostar de si e a respeitá-la pelos valores que via subjacentes nos livros que assinava. Aos meus alunos costumava dizer: “Façam da vossa vida “UMA AVENTURA”, em que o que aprendem e apreendem são os tesouros da vossa vida.
Quando instalei a Escola onde acabei por me reformar em 2000 com 38 anos de serviço e 60 anos de idade, recebi uma biblioteca vazia de livros. Nesse tempo, ao abrir o séc. XXI ainda se considerava que do recheio de uma escola não fazia parte a literatura. Pois bem, quando reuni com os professores para escolher alguns livros para começarmos a criar a nossa própria Biblioteca, insisti de seus livros serem imprescindíveis para os alunos duma terra de características agrícolas e do interior dum concelho.
Serve esta introdução para lhe dizer que gosto de si e que não me reformei para fugir a nada. Apesar de ter estado um ano de baixa por ter sido operado a um cancro do pulmão, não quis pedir a reforma por doença. Queria sair da Escola pelo meu pé e quando chegasse a altura de naturalmente sair, o que veio a acontecer. Posto isto vamos ao que interessa.

Faça-me o favor de ao fim de uma vida de trabalho nas escolas onde passei por todos os cargos possíveis e imaginários, tendo sido professor do 2º, 3º ciclos e Secundário, onde trabalhei quando não se ganhava nas férias, tenho um conhecimento aprofundado do que é uma Escola, para que serve e quem a serve. Tenho sido muito crítico do papel que os professores têm desempenhado nas Escolas, alheando-se delas, e utilizando muitas vezes os seus benefícios mas sem vontade de participar nos sacrifícios. Sou um opositor feroz do papel dos Sindicatos, que se têm utilizado de professores, Ministério e Escolas para poderem beneficiar as suas classes dirigentes, incluindo os seus cargos intermédios.
Mas reconheço que a Escola ainda é dos sítios em que melhor as coisas correm neste país. Quantos dirigentes das escolas ao longo dos anos foram acusados de corrupção? Compare a senhora Ministra esses valores com os políticos e terá uma agradável surpresa. Os professore são absentistas? É porque a senhora Ministra não frequenta os centros de Saúde. Adiante.
O que me fez passar do sério com a senhora Ministra, foi esta história da EVT.
Tivesse a senhora Ministra proposto que se retomassem as disciplinas de Trabalhos Manuais e Educação Visual e eu cairia rendido aos seus pés.
Num tempo que todos criticamos por se tornar ausente de valores, minimizar o Trabalho Manual, tornando-o o menino pobre do nosso Sistema Educativo é que eu não estava à espera. Afinal a senhora é igual à “cambada” que a rodeia. Eu que sou Agente Técnico de Engenharia e que não tirei curso nenhum à pressa para me tornar “senhor doutor engenheiro”, eu que tenho orgulho em ser filho de um serralheiro mecânico e de uma costureira, eu próprio que tirei um curso de Formação de Serralheiros, sinto que o labor manual é visto por si e pelos que a rodeiam como um asco e uma coisa repelente.
A senhora entrou na paranóia de que ser desempregado licenciado é preferível a ser operário desempregado. Isto porque se calhar os licenciados comem “gourmet” enquanto os trabalhadores manuais continuam a comer sopa de feijão encarnado com arroz.
Perdi o respeito e a admiração que tinha por si. Com tanto que há para corrigir e melhorar nas escolas, acabar a sua destruição visando o Trabalho Manual, só lembraria a um Governo de mentecaptos da qual a senhora acedeu a fazer parte.
Deixo-lhe com mágoa a citação de um provérbio chinês:
“O que diz, ouve-se. O que se escreve, lê-se. O que se faz, vê-se”.

terça-feira, fevereiro 08, 2011

ENTROU NA MODA
Ser contra o governo e em particular contra o Sócrates. Raramente alguém conseguiu reunir um tal consenso de opiniões. Recordo o tempo em que o Cavaco era 1º Ministro. Muita gente em geral e a comunicação social em particular afiavam as unhas para o “esfarraparem”. Nesse tempo o “Independente” e o seu director Paulo Portas montaram uma cadeia de ataques ao Sr. António verdadeiramente vertiginosa. Só que o homem ía a votos e as maiorias absolutas sucediam-se fazendo calar os invejosos e os caluniadores.
Mas nada se compara com o que agora acontece com o Socras. Ele leva “porrada” de todos os lados. Os que o rodeiam “porrada” levam. Quase se torna crime afirmar-lhes alguma decisão bem tomada. A (In)Justiça portuguesa com os sindicatos dos Juízes à frente tudo fazem para torpedear a acção do homenzinho. A Igreja que perdeu os seus privilégios reza loas ao seu desaparecimento e nunca foi tão critica com a acção governativa. Aceitaram tudo no tempo do Estado Novo agora sentem-se beliscados ao menor sinal de perda de poder. E ele vai perdendo votos atrás de votos até à derrota definitiva.
Só me recordo de um tal unanimismo em torno de uma figura governativa. Aquele que unia todos os opositores ao tio António Salazar e aos seus descendentes.
Quase que tenho pena dele. Só não me consigo apiedar porque ele destruiu as esperanças de todos os que nele confiaram. Uma das grandes promessas que fez ao Povo Português quando foi eleito pela primeira vez com maioria absoluta, foi a de que iria criar milhares de postos de trabalho. Nem digo o que aconteceu.
A desculpa é a de que foi a crise internacional e tal e coisa que deu cabo desta merda toda. A isso respondo com a certeza de que os grandes estadistas são os que preparam os seus países para terem uma resposta ao que de pior possa acontecer. Com o Agente Técnico de Engenharia Civil José Sócrates tornámo-nos os mendigos da Europa. Devemos a toda a gente. Somos uma espécie de ciganos romenos. Sem ofensa para os ciganos claro. Com uma mão à frente e outra atrás, desconfiamos de amigos e dobramos a coluna perante que nos pode garantir apoio. Toda uma Companhia Limitada de lambe botas e de “chulecos” reúne-se cirandando pelos corredores do poder esperando pelas migalhas que escorrem dos pratos de manjares da corja dita “socialista”.
Espero ainda ter vida e saúde para ver cair esta cambada. E para observar onde vão acomodar as ossadas. Que lugares de reforma lhes serão ofertados pelos que os vão substituir.

domingo, fevereiro 06, 2011

A VELHINHA MAFIOSA
A velhinha subia a rua transportando dois enormes sacos negros, desses que são usados para o lixo. Um deles, roto, deixava de quando em quando cair no chão parte do conteúdo, neste caso notas de 100 Euros. Há um polícia que a interpela:
- A senhora tem de ter mais cuidado. Está a deixar cair dinheiro desse enorme saco... - disse-lhe o guarda.
- Muito obrigada, senhor guarda. Tenho de voltar atrás e apanhar o dinheiro que me caiu... - agradeceu ternamente a velhinha.
O polícia, curioso não a liberou de imediato:
- Esse saco enorme, cheio de dinheiro, de onde vem? Não é dinheiro roubado, não?
- Que ideia, senhor guarda! Não!
- Disse ela quase indignada.
- Eu moro ali ao lado do estádio de futebol, ali em baixo, sabe?O polícia assentiu.- Tenho ali uma casinha com um jardinzinho, umas roseiras, umas buganvílias... e os espectadores, à entrada e à saída têm o hábito de se encostar aos arbustos e urinar mesmo em cima dos meus canteiros e estragam-me as flores todas. De maneira que nos dias de jogo eu escondo-me atrás do muro com a minha tesoura de podar e quando eles estão com o membro de fora eu apareço e digo:
"- Ou me dás cem euros ou corto!"
O polícia riu-se em gargalhadas francas.
- Não me parece nada má ideia.
Preparava-se para deixar a velhinha seguir o seu destino quando lhe perguntou:
- Mas... e o outro saco, também tem dinheiro?
- Ah, senhor guarda, sabe como é, nem toda a gente paga...

sábado, fevereiro 05, 2011

NÃO HÁ QUE DIZER. SOMOS DO BENFICA
Estavam 3 Benfiquistas e 3 Portistas na estação do Oriente, à esperade comboio para irem ao Dragão ver o Porto-Benfica.Os três Portistas vão até à bilheteira e compram três bilhetes. A seguir, vão os três Benfiquistas até à bilheteira, mas só compram um bilhete.Os Portistas ficam espantados e perguntam:
- Como é que vocês são três e só compram um bilhete? Vocês não têmhipótese de fazer a viagem e passar o mesmo bilhete para os três!..
- Não se preocupem que vocês vão ver... - respondem os Benfiquistas.
Mal entram no comboio os três Benfiquistas dirigem-se à casa de banho e apertam-se lá dentro o melhor possível de maneira a fechar a porta.Quando vem o Revisor, pica os bilhetes dos Portistas, vê a luz da casa de banho acesa, bate à porta e diz:
- BILHETE, por favor!!!
A porta abre-se só com uma frinchinha, através da qual sai uma mão como bilhete. O Revisor, agradece e segue.
Os Portistas acham a ideia fantástica, e decidem fazer o mesmo, naviagem de regresso.
- Estes Lampiões são uns génios!... vamos fazer o mesmo.
No regresso, os três Portistas compram só um bilhete, mas osBenfiquistas não compram nenhum.
- Como é que vocês vão viajar sem bilhete? É impossível!!!
- Vocês vão ver, está tudo sob controlo - objectam os Benfas.
Quando entram no comboio, os Andrades espremem-se todos para dentro de uma casa de banho, e fecham a porta. Os Benfiquistas fazem o mesmo na casa de banho da carruagem ao lado.Passado uns minutos, sai um dos Benfiquistas, bate à porta da casa de banho dos Portistas e diz:
- BILHETE, por favor!!!

sexta-feira, fevereiro 04, 2011

4 DE FEVEREIRO DE 1961 /4 DE FEVEREIRO 2011
Passam hoje 50 anos sobre a data em que se iniciou em Luanda a luta pela independência das Colónias Portuguesas. Tema tabu até Abril de 1974, foi a partir daí assunto muito difícil de abordar pelas marcas que deixou, pelas peras que gerou, pelos lares que entraram de luto, pelos que se sentiram espoliados por tudo o que deixaram para terem de recomeçar de novo a sua vida. Ainda agora não é fácil falar nisto.
Muitos de nós que fizeram a guerra não suportam a ideia de que esse, foi um tempo em vão. E que aquilo em que sempre aprenderam a acreditar, afinal era para deitar fora.
Escrevo estas linhas com uma cuidadosa cautela. Recuso-me a ferir na sua susceptibilidade familiares e amigos.
Os mentores da carnificina que se instalou nas antigas colónias, de Timor à Guiné-Bissau, instalados em gabinetes com ar condicionado, não tiveram sentimentos de culpa pelas campanhas organizadas contra povos que só aspiravam a serem senhores do seu próprio destino. E não me venham dizer que eles não são capazes. 800 anos de história temos nós e somos um país falido e sem futuro.
O Brasil, Angola e até Timor começam já a ser quem nos cede dinheiro para podermos sobreviver. Futuramente Moçambique e Cabo Verde vão conseguir tornar-se países economicamente viáveis enquanto esta pátria da tanga se irá afundar na corrupção e no opróbrio.
50 anos depois somos um exemplo de mediocridade enquanto os países que projectámos vivem o inicio da sua afirmação como nações de pleno direito.

quinta-feira, fevereiro 03, 2011

QUE PARVO QUE SOU…
Os “Deolinda” lançaram nos espectáculos que estão a realizar nos Coliseus um tema que começou por causar espanto às plateias, depois uma forte adesão e por último tornou-se o grito comum dos jovens que o ouviram.
Obviamente que num ápice chegou ao “You Tube”. Muitos consideram já este tema um hino da juventude desencantada deste país. Para os menos atentos são por coisas (causas) destas, aparentemente pouco significativas que se iniciam os movimentos juvenis que rapidamente se convertem em grandes manifestações de massas populares.
Para os que passam o seu precioso tempo a embandeirar em arco com as vitórias de Pirro que conseguem. Para os que com tanta ineficácia e propósitos tão serôdios como os dos primeiros os tenta derrubar para os substituir. Para todos esses estes avisos passam ao lado.
Depois quando vêm as multidões em fúria nas ruas de Paris, ou nas praças tunisinas ou do Egipto admiram-se e auto-flagelam-se por terem estado desatentos. Os jovens começam a estar fartos. Os pais dos jovens começam a estar fartos. Estamos todos a começar a ficar fartos da política e dos que se servem dela.
Em Portugal me parece que o grito do Ipiranga já começou a ouvir-se. Escutem-no e arrepiem caminho.
Publico com a devida vénia ao “You Tube” onde o fui buscar o “Hino” dos jovens desesperados e a letra desse hino. Para que conste.

http://www.youtube.com/watch?v=URMaWfaEgQ4&feature=related


QUE PARVA QUE SOU

Sou da geração sem remuneração
E não me incomoda esta condição
Que parva que eu sou
Porque isto está mal e vai continuar
Já é uma sorte eu poder estagiar
Que parva que eu sou
E fico a pensar
Que mundo tão parvo
Onde para ser escravo é preciso estudar

Sou da geração "casinha dos pais"
Se já tenho tudo, pra quê querer mais?
Que parva que eu sou
Filhos, maridos, estou sempre a adiar
E ainda me falta o carro pagar
Que parva que eu sou
E fico a pensar
Que mundo tão parvo
Onde para ser escravo é preciso estudar

Sou da geração "vou queixar-me pra quê?"
Há alguém bem pior do que eu na TV
Que parva que eu sou
Sou da geração "eu já não posso mais!"
Que esta situação dura há tempo demais
E parva não sou
E fico a pensar,
Que mundo tão parvo
Onde para ser escravo é preciso estudar

quarta-feira, fevereiro 02, 2011

“O FUTURO COMEÇA HOJE”

Uma breve troca de impressões com o recém-eleito Presidente da Comissão Política Concelhia do PSD local, remeteu-me para um conjunto de reflexões sobre política e estratégia concelhia.
Mais importante que um conjunto de promessas vãs é estabelecer algumas das linhas forças em que consensualmente acreditamos ser possível realizar e nas quais as forças politicas independentemente dos resultados eleitorais se irão empenhar.
O modelo que tem sido utilizado nas autárquicas está esgotado. O que estabelece a diferença entre quem ganha e quem perde é a simpatia (e aceitação do candidato) pela população em geral. E o seu comportamento enquanto exerce o cargo.
Ninguém lê os manifestos programáticos dos que se propõem e na maioria das vezes nem sequer se sabe quem são os que lhe seguem na lista.
Importante é saber que o Concelho de Peniche merece mais do que isto. E que pode ser feito mais do que isto.
Faltam 3 anos para novas eleições autárquicas. É tempo de se começarem a desenvolver pólos de discussão sobre o nosso futuro colectivo. Que não fiquem confinados ao sectarismo político-partidário. Estamos a atravessar um período de crise de valores e de capacidade de discussão dialéctica sobre o que é fundamental (que une todos) e sobre o que é acessório (que permite estabelecer a diferença entre uns e outros).
A acompanhar esta crise veio uma outra de carácter económico e social que transformou as populações em puros indigentes. Será importante pois saber qual o papel dos municípios neste imbróglio. Desenvolvidas que estão as actividades mais prementes no ambiente e acesso aos bens essenciais, parece ser de questionar que papel lhes reserva o futuro. O social, a educação, o cultural e o desporto parecem ser os bens que lhes estarão reservados no primeiro quarto do século XXI. Ou será outro?
Respondida esta questão podemos saber quais são as nossas preocupações prioritárias.
Depois disto os candidatos. Ou então não. E o afastamento entre as populações e as autoridades autárquica vai-se acentuar até deixarem de fazer sentido. E voltaremos à fórmula mágica do Estado Novo: O Presidente da Câmara nomeado pelo Governo.

terça-feira, fevereiro 01, 2011

SERÁ DESTA?
Os jornais de hoje noticiam que se pretendem diminuir o número de municípios que existem em Portugal. Ao que parece alguns deles perderam completamente o significado que justificava tal classificação.
O toque foi dado pela Câmara Municipal de Lisboa ao extinguir um número significativo de Freguesias. De 53 irão passar para 23.
Já aqui e no Jornal local tivemos a iniciativa de referir o absurdo da existência de 3 freguesias na Cidade de Peniche. 2 delas em dimensão territorial e em caracterização são completamente incongruentes. Para além de que representam uma despesa sem sentido. Os fundos que recebem praticamente nem são suficientes para pagar a um funcionário. É a Câmara Municipal quem lhes atribuindo subsídios lhes suporta os devaneios de funcionários, subsídios que atribuem e Feiras, Festas e Romarias que visitam com os poucos idosos necessitados que ainda lá residem.
Para além disto as Freguesias de S. Pedro e Conceição na Cidade de Peniche só existem para justificar uns quantos lugares políticos para meia dúzia que ficam de fora dos lugares da Câmara e da Assembleia Municipal. É o rebuçado que se atribui para os calar. Objectivamente não se justificam nem aos fundos que consomem.
É claro que isto não é fácil de conseguir. Quem primeiro tomar a iniciativa vai ficar muito mal visto. Se a pequena política for a resposta, será acusado de tudo menos de santo. Em Lisboa, PS e PSD entenderam dever separar o que é fundamental do que é acessório e entenderam-se. Aqui, com a ausência de um pensamento cívico claro, será muito mais difícil. Aqui será muito mais natural funcionarem as capelinhas e os interesses da rua de cada um.
A substituição das 3 Freguesias da Cidade por uma única Freguesia, designe-se ela Freguesia de Peniche, ou Freguesia de S. Pedro Gonçalves Telmo para manter a relação icónica, é uma medida de visão larga e projectada para o futuro. Continuar como estamos é revelador de uma incapacidade de romper com o “status quo” que nos deixará por décadas no mesmo marasmo.

segunda-feira, janeiro 31, 2011

OS 70 ANOS DO GDP
O Grupo Desportivo de Peniche comemorou ontem os seus 70 anos de idade. Provecta idade que lhe confere um saber não desprezável. A sua festa de anos constituiu um exemplo de dignidade e de simplicidade. Da parte da tarde realizou-se um jogo de futebol da 16ª jornada do Campeonato de Futebol da III Divisão, zona E, com um dos 3 possíveis resultados nestas ocasiões.
À noite realizou-se um jantar de aniversário no Restaurante Voilá, aberto a todos os que se quiseram associar. Estiveram presentes jogadores de várias formações do clube, alguns associados e representantes do poder político local: O Vice-presidente da Câmara Municipal, Presidentes das Juntas de Freguesia, Presidente da Assembleia Municipal e o Deputado de Peniche na Assembleia da República pelo distrito de Leiria.
Associando-se a esta confraternização, o sócio Albertino das Neves apresentou uma publicação que organizou sobre o GDP ao longo dos tempos contemplando em especial os Corpos Sociais e as classificações durante os seus 70 anos. Para quem quiser no futuro estudar a evolução do GDP trata-se de um documento imprescindível que a não ter sido organizado corria o risco de se perder irremediavelmente.
Para mim filho de um dos fundadores, fica deste evento a alegria de saber que valeram a pena as tardes e noites de conversas no “Café Aviz” entre os jovens que na época praticavam futebol e alguns agentes sociais que a eles se associaram para formar o GDP.
Hoje em que as relações entre as pessoas se tornaram mais “disfuncionais”, em que a solidão entre 4 paredes e um teclado consiste numa particular forma de encontro de interesses, pode parecer estranho que para meia dúzia de pessoas em Peniche só existisse um desporto como forma de convívio social e 4 cafés e muitas tabernas, como pontos de encontro.
Nesse tempo para se ser amigo, era necessário conhecer-se e ter vivências conjuntas. As fórmulas que se criaram para eliminar a solidão entretanto, tornaram as pessoas mais isoladas ainda embora que com a ilusão de sentirem solidárias com milhares que não conhecem.
Mas voltemos ao GDP. Durante mais de 30 anos este foi i local de encontro dos jovens de Peniche. Aos domingos “A Festa”. Aqui, no Campo do Baluarte, ou nas localidades que visitava. As alegrias e os festejos de vitória, sucediam-se aos impropérios com que as derrotas eram saudadas e os seus autores. Ir às Caldas, a Torres e à Nazaré podiam ser autênticas aventuras das quais não havia a segurança de se poder chegar a casa completamente inteiro.
O GDP percorreu Portugal arrastando consigo o nome sacrossanto de Peniche. Ao futebol de Peniche se associavam designações que caíam no “goto” popular como pescador, Berlengas, sardinha assada e caldeirada. Era um tempo hermético e sem horizontes de que poucas iniciativas se libertavam.
A breve trecho o GDP aspirou a mais. A subir. A subida de divisão chegou a tornar-se uma obsessão que o catapultou para situações económicas deprimentes, das quais só agora parece estar completamente liberto.
O Peniche foi Honra e Glória, dificuldade e tristeza. Em 70 anos conseguiu uma vida de que se orgulha. Honrar o presente é a forma que podemos utilizar para lhe conferir um Futuro.
Parabéns ao GDP.

domingo, janeiro 30, 2011

CURIOSIDADES









sábado, janeiro 29, 2011

Mulher não gasta, investe!!!
Uma mulher passeava de carro e ao parar no semáforo foi abordada por uma mendiga, muito suja, de péssima aparência, que lhe pediu dinheiro para comida. Ela pegou 50EUR e perguntou:
- Se lhe der este dinheiro, você vai sair com as amigas e gastar tudo?
- Que é isso, minha senhora, não tenho amigas, moro na rua...
- Não vai andar pelas lojas e gastar tudo?
- Não entro nas lojas, porque não me deixam. Gasto só com a comida!
- Não vai ao salão fazer cabelo e unhas?
- A senhora tá maluca?!?!... Nem sei o que é um salão...
- Bom, não vou te dar dinheiro, mas entre no carro que vai jantar comigo e com o meu marido.
A mendiga pasma:
- Mas o seu marido vai ficar furioso! Não tomo banho há que tempos, estou imunda e fedorenta...
- Não faz mal, quero que ele veja como fica uma mulher quando não sai com amigas, não faz compras, nem vai ao salão tratar do cabelo e unhas...

quinta-feira, janeiro 27, 2011

ENSINO PARTICULAR: - GRANDE FRAUDE

Enunciemos 3 princípios básicos em que acredito firmemente e que sustentam a minha opinião:
- Os pais têm o direito de escolher a Escola onde querem que os seus filhos aprendam, desde que se responsabilizem eles próprios por essas opções.
- O Ensino Particular visa o lucro. O Ensino Oficial visa a prestação de um Direito Constitucional.
- Os pais não são senhores absolutos dos seus filhos. Estes são sim o fulcro da acção familiar.

Esta história dos Colégios particulares cheira mal que tresanda. É bonito falar-se do direito á escolha do local em que se pretende que os filhos estudem e os outros que lhe paguem a estadia. Os alunos filhos dos pescadores de Quarteira, têm o direito de optar pelo colégio de Vale do Lobo?
Os colégios dão-se ao luxo de ter regras em que assentam os seus pressupostos e o Ministério da Educação que as pague.
Os donos dos Colégios querem ter lucros. Se conseguirem sacar dinheiro ao Estado para potenciar os seus lucros, tanto melhor.
Quem já se esqueceu dos rios de dinheiro que o Estado injectou no Colégio Atlântico de Peniche, para no fim ir à falência? Do seu corpo de Professores a grande maioria dos licenciados eram também professores no Ensino Oficial. O Colégio Atlântico era reconhecido a nível Nacional pelas suas festas, mordomias que dava aos professores com estágios no estrangeiro e a alta finesse em que se movimentava com ciclos de conferências que faziam inveja a muitas Universidades. No fim, tiveram de ser as escolas públicas a absorver os seus funcionários, professores e alunos.
As diferentes crenças religiosas querem ter um Ensino confessional e os pais querem os seus filhos em ambiente de adoração ao seu Deus privado? Muito bem. Eles que paguem os custos das suas opções. Não me venham com histórias de Projectos Educativos. 99% dos pais não sabem rigorosamente nada do PE da escola em que matricularem os seus filhos. Nem das outras. Na grande maioria das vezes a Escola para os filhos é escolhida em função do tempo de retenção dos alunos nos estabelecimentos de ensino, em ocupações mais ou menos brilhantes. Mas isso deverá ser pago por quem o quer. Na Escola Pública também se gostaria de ter aulas de piano, de golfe ou de Arte.
A lógica dos Colégios é a de que os lucros são nossos, os prejuízos pertencem ao Estado que tem obrigação de pagar ao Ensino Particular o que paga à escola Pública. Nada mais errado. Qual a lógica de eu querer ser dono de um colégio para obter um rendimento pessoal e ser depois o Estado que é detentor de Escolas públicas, pagar para que uns quantos possam ter filhos onde mais lhes agrada? Claro que há meia dúzia de Escolas Particulares onde gostaria de ter tido a minha filha a estudar. Mas não tinha dinheiro para isso e nem sequer admiti a hipótese de pedir dinheiro ao Estado para isso.
Depois vivemos num momento em que aparecer na Televisão faz ruído e vende comerciais. Hoje mesmo às 9 da manhã a televisão pública estava nas Caldas da Rainha a dar conta do encerramento de um Colégio com professores em camisa de dormir a fazerem barulho, acompanhados dos pais e dos alunos. Ao mesmo tempo nas 4 escolas públicas da cidade, trabalhava-se para poder levar um ensino público testado tão competente quanto possível aos muitos milhares de lares dos cidadãos das Caldas.
E a nossa televisão pública que nunca está presente a mostrar os que trabalham e os seus êxitos, conseguiu colocar-se a horas para mostrar o barulho que os “penduras” faziam.
Não consigo ficar calmo, quando se fala deste absurdo que é ver portugueses a lutarem para que os seus impostos sejam direccionados para uns quantos privilegiados. É mais um sinal dos tempos.

quarta-feira, janeiro 26, 2011

AFINAL SEMPRE É VERDADE
A notícia corria ontem por Peniche a toda a velocidade. O “Correio da Manhã” era disputado pelas pessoas como se fosse cerveja gelada em dia quente de calor. Eu, despistado não tinha dado por nada. Até que os telefonemas começaram a surgir.
Fui rapidamente tentar perceber os contornos da notícia que me era sussurrada: Os comunistas agora já não comem só crianças ao pequeno-almoço. Tentam deglutir deputados apetitosos. Ainda por cima deputados pelo meu círculo eleitoral.
Não pode ser só voracidade. Já é também intimidatório. O “puto” aproveitando-se da sua agilidade quis fazer mal a um colega do grupo de trabalho.
Como é que se pode confiar em gente assim? Antigamente sempre haviam uns locais onde esta gente era colocada de quarentena. Mas agora com estas coisas das liberdades e das democracias, andam por aí à solta a tentar fazer mal aos desprevenidos cidadãos.
Depois dizem que pediram desculpa e tal pela ocorrência. Quer-se dizer, trincam a carne suculenta que tanto trabalho deu a criar e enquanto palitam os dentes pedem desculpas por nos terem deglutido.
Valha-nos a Nossa Senhora da Ética para obrigar esta gente a usar açaimo e a colocá-los na jaula. Eu cá a partir de agora vou ter muito cuidado quando for a Lisboa em não passar na zona de S. Bento. Gordo como sou, ainda me cortam às postas para servirem uma feijoada à rapaziada da foice e do martelo.

segunda-feira, janeiro 24, 2011

O POVO FALOU. TÁ FALADO!
Não me enganei por muito em relação aos meus vaticínios de 14 de Janeiro. Cavaco foi eleito à primeira volta, com uma percentagem ligeiramente superior à obtida em 2006, mas com menos (500.000) meio milhão de votos que há cinco anos atrás, o que torna menos expressiva a grandeza dessa vitória.
Alegre (e aqui enganei-me) não só não somou os votos do PS e do BE como teve menos votos dos que tinha conquistado na votação anterior. Vai dedicar-se à escrita que nunca deveria ter abandonado.
Acertei no PCP. Repito PCP e não digo o nome do candidato. Tanto faria este como outro nome. Seria o mesmo. O que aqui importava não era o edifício mental de que o candidato é feito mas sim, a fidelização do eleitorado num ideário, e quem sabe na sua preparação para ascensão a secretário-geral do seu partido e a necessidade de o dar a conhecer. Trata-se portanto não de uma pessoa com individualidade própria, mas mais uma peça da engrenagem que ainda faz mover o PCP.
Acertei no aumento da abstenção que em Peniche foi catastrófica (60%) para os políticos locais e nos votos em BRANCO. Acertei pois na revolta sentida contra o sistema o que recolhe a sua maior expressividade nos votos em Fernando Nobre e em José Manuel Coelho.
Este último acaba de ganhar com a votação recebida na Madeira e em particular no Funchal (onde foi mais votado que Cavaco Silva), dizia eu que JMC conquistou o direito a passar a ser respeitado pelo Alberto Jardim e o seu bando de arruaceiros.
Quero ainda fazer uma referência ao Distrito de Leiria. O PS deveria mandar fazer um estudo sobre a evolução das votações no partido e em quem este apoia desde 2000. Analisem a perda de influência do PS nos últimos 10 anos no distrito e nas localidades em que este a tinha. Tenho para mim que o que esse estudo revelaria, seria o de que com a instalação de um certo poder pessoal a nível distrital a sua decadência tem vindo num crescendo a desenvolver-se. Mas isto já são outras histórias do mesmo rosário.

domingo, janeiro 23, 2011

ASSÉDIO SEXUAL
Que a Net é um perigo todos sabemos. Mas que pode atingir limites inimagináveis é o que por nos surpreende.
Os convites para situações perigosas surge de onde menos esperamos e de formas que nos deixam perplexos. Deixo-vos este exemplo com imagem, texto e som que chega a assustar...

http://d21c.com/terri1/caroline.swf

sábado, janeiro 22, 2011

PARA REFLETIR
Dois Alentejanos resolvem ir a Lisboa passear! Quando chegam lá, o que resolvem fazer? Ir às "meninas".
Chegam a um bordel, e depois de terem escolhido as "meninas", vão para o quarto. Quando já estavam quentes e preparados para o "catra-pau-pimba", diz a "menina", ao dar-lhe uma camisinha para a mão:
- " Olha tens que usar esta coisinha, 'tá bém?"
- " Atão porquêi?"
- " Isto é para não ficarmos grávidas!"
- " 'Tá bém, pode sêri!"
Bem, depois de terem acabado, foram embora p'rá terra. Encontram-se duas semanas mais tarde e diz um para o outro:
- " O Cumpadre, aquelas Lisboetas pá! Aquilo é que foi."
- " Se foi, ê dê duas trancadas, com ê nunca tinha dado na vida!"
- " Olhe lá, vocemecêi; importa-se qu'elas engravidem?"
- " Ê não! Quero lá saberi!"
- " Atão vamos tirar estas porras qu'há quinze dias qu'ê na mijo!"

sexta-feira, janeiro 21, 2011

UFFF!!!!
Tá-se a acabar. Esta massificação de lugares comuns que a ninguém importam, sendo domingo próximo, alivia durante uns tempos. A classe politica sai (toda ela) mais desprestigiada que nunca. Não quiseram, ou não souberam, reconciliar-se com a população deste país tornando mais apetecível o desempenho cívico.
Todos perdemos. E o que é grave é que a figura de prestígio que o PR tem representado, sai fragilizada e menos respeitada. Tudo tem consequências. E o que agora se desenrolou vai ter custos enormes no futuro, com o abandono e mesmo o desprezo com que a causa pública será encarada.
O Presidente em exercício perde um pouco a sua áurea de senhor impoluto. Manuel Alegre após ter provado o fel que semeou há 5 anos atrás, percebeu-se que tinha pés de barro e foi abandonado pelas musas. Os restantes, espalhada a confusão, vão remeter-se ao silêncio e tornar-se reféns dos seus próprios discursos.
VOTAR BRANCO, tornou-se uma exigência maior do que votar em qualquer candidato, mesmo que este se afirme contra o sistema. Sublinho que não existem candidatos. Há quem tendo provado as tetas reais não se queira separar delas. E há os anti-candidatos, que são aqueles que sabendo que só existem enquanto os holofotes estiverem ligados sorriem com um apetite voraz que jamais será saciado.
Está a acabar.
Por mim castigo todos.
VOTO EM BRANCO

quarta-feira, janeiro 19, 2011

PARA ADEMAR VALA MARQUES
Uma espécie de Carta Aberta

Os meus melhores cumprimentos. O conhecimento que de si tenho é o de uma outra coisa que fui lendo por aí. E do que li gostei embora que ideologicamente algumas coisas nos afastem.
Li a notícia da sua eleição para este cargo que agora ocupa no PPD/PSD local. E li algumas declarações suas com que concordo em absoluto e outras com que não concordo minimamente. Mas não é a dialéctica que torna o Homem um ser superior?
“Os objectivos são consolidar o PSD como alternativa efectiva no concelho…” “Vamos antes de mais pensar os problemas do concelho e apresentar soluções, mostrar que o futuro não se esgota no modelo que a CDU apresenta.” “Gostaria de deixar (no final do mandato) um PSD maior, em número de militantes e em termos de expressão eleitoral.”
Gostei da linguagem e da forma como enuncia os seus propósitos. Revela uma forma matura e urbana de lidar com os objectivos de um partido político e com os seus militantes e adversários.
Fiquei de certo modo desolado por não o ver referir o desfasamento entre os cidadãos, a politica e os políticos. E você sabe que enquanto não for vencida a batalha do desânimo, da apatia e da indiferença dos eleitores perante os que os pretendem representar o país (e o nosso concelho em particular) continuarão a ser esta “movida” de interesses mesquinhos em que se tornou a politica em Portugal.
Você é um jovem ambicioso. Isso só lhe fica bem. Mas precisa para lutar pelos seus objectivos de ter interlocutores inteligentes, críticos e interessados. Mesmo que não concordem consigo. Daí que tenha gostado de o ouvir dizer que o futuro do concelho não se esgota na CDU. E espero que o meu amigo tenha a grandeza de alma e a inteligência suficientes para dizer que também não se esgota no PSD. Peniche só será grande com o contributo de todos nós.
O Ademar está a lançar a sua 1ª pedra na política em Peniche. Que isso não seja o contributo forçado que tem de pagar por estar a trabalhar na Presidência da República. Que seja porque acredita no futuro de Peniche e no seu próprio papel para a consolidação desse futuro. Se assim for, temos Homem e aqui estou a enviar-lhe um voto de felicidades para o desempenho do seu cargo. Embora eu dificilmente venha a votar em si, porque tenho uma certa alergia às setinhas.
Se no entanto você vai ser mais um de entre os muitos que se têm sucedido no PSD local desde que perdeu o poder, então, desejo sinceramente que este tempo passe depressa e que evite sujar as mãos.
Um abraço sincero de amizade de um adversário politico que o respeita.

segunda-feira, janeiro 17, 2011

A MORTE E OS SEUS LEGADOS
A morte é obscena. No meu caso tem-me atingido onde mais me dói. Da minha família mais próxima restam-me dois sobrinhos e uns primos. Não fora a família da minha mulher e estaria ligado a uma solidão de onde sairia para ler e ouvir música.
Um destes dias o advogado que tratou do espólio de um querido amigo meu que faleceu, entregou-me dois livros que eu lhe tinha oferecido em 1967. Vão lá 44 anos.
Os livros em questão são: “O Drama de Jean Barois” de Roger Martin du Gard e “A Conquista da Felicidade” do filósofo e matemático inglês Sir Bertrand Russell.
Sinceramente já não me recordava que lhe teria oferecido esses livros. Mas compreendo que o tenha feito conhecendo-o como eu o conhecia. Infelizmente nunca discutimos o seu conteúdo.
Um e outro falam da vida e da morte. A vida como valor. A morte como ausência dele. A vida como fonte de prazer e de dignidade, a Morte como a sua negação.
Conquista-se a Felicidade vivendo-se com dignidade.
44 anos depois sou confrontado com aquilo em que acreditava aos 23 anos e que não é assim tão diferente daquilo em que ainda hoje acredito. As minhas relações de amizade firmaram-se sempre com a oferta de livros às pessoas de quem gostava que reflectissem valores Universais e que correspondessem aos interesses do Outro.
Mas só agora com esta “devolução” eu percebi o que fazia. E sinto-me bem comigo mesmo por isso.
Interrogo-me como podem os nossos jovens agora selar amizades que se perpetuem no tempo. Os discos rígidos dos PCs não aguentam a velocidade com que se desactualizam e com que são trocados à medida que os avanços tecnológicos os vão tornando obsoletos. Com eles desaparecem emails e as ligações por msn e quejandos. Quem pode receber daqui a 44 anos um símbolo de uma amizade? Espero que rapidamente se encontrem meios para que isso seja possível. Ninguém pode imaginar o prazer e o sentimento de paz que pode trazer esse reconhecimento, quase meio século depois.

domingo, janeiro 16, 2011

sábado, janeiro 15, 2011

A MODA NO SEU ESPLENDOR











sexta-feira, janeiro 14, 2011

PRESIDENCIAIS 2011 (23 de Janeiro)

Volto a este tema não para me repetir em relação à minha posição que já aqui deixei expressa, mas em relação aos resultados eleitorais de 2006, como exercício de análise e indicador de projecção para 2011.
No Concelho de Peniche em 2006, os resultados das Presidenciais foram:

Inscritos - 22 881
Votantes - 12 756 55,75%

Cavaco Silva - 5 880 46,96%
Manuel Alegre - 2 823 22,54%
PCP - 1 545 12,34%
Brancos - 154 1,21%

Os resultados equiparáveis serão estes. Manuel Alegre terá “obrigação” de duplicar os seus votos porque reúne os seus próprios eleitores, os do PS e os do BE. Cavaco se teve a aceitação dos eleitores no seu primeiro mandato (como afirma) verá crescer a sua base de apoio eleitoral.
Se estas premissas lapalissianas se verificarem, Cavaco será reeleito à 1ª volta, Alegre aproximar-se-à dos 45% e o PCP será varrido do mapa eleitoral. Isto a fazer fé nos comentadores políticos.
Em minha opinião e de acordo com a minha sensibilidade, Cavaco manterá resultados semelhantes e será eleito à 1ª volta. Alegre subirá muito menos que a soma dos votos de PS e BE. O PCP mantém os níveis de votação com uma ligeira descida e a abstenção subirá acima dos 50%. Ah! E o meu partido (os Brancos) também subirá qualquer coisinha.


Assina:
Astrólogo politiqueiro
José Costa
PRESIDENCIAIS 2011 (23 de Janeiro)

Volto a este tema não para me repetir em relação à minha posição que já aqui deixei expressa, mas em relação aos resultados eleitorais de 2006, como exercício de análise e indicador de projecção para 2011.
No Concelho de Peniche em 2006, os resultados das Presidenciais foram:

Inscritos - 22 881
Votantes - 12 756 55,75%

Cavaco Silva - 5 880 46,96%
Manuel Alegre - 2 823 22,54%
PCP - 1 545 12,34%
Brancos - 154 1,21%

Os resultados equiparáveis serão estes. Manuel Alegre terá “obrigação” de duplicar os seus votos porque reúne os seus próprios eleitores, os do PS e os do BE. Cavaco se teve a aceitação dos eleitores no seu primeiro mandato (como afirma) verá crescer a sua base de apoio eleitoral.
Se estas premissas lapalissianas se verificarem, Cavaco será reeleito à 1ª volta, Alegre aproximar-se-à dos 45% e o PCP será varrido do mapa eleitoral. Isto a fazer fé nos comentadores políticos.
Em minha opinião e de acordo com a minha sensibilidade, Cavaco manterá resultados semelhantes e será eleito à 1ª volta. Alegre subirá muito menos que a soma dos votos de PS e BE. O PCP mantém os níveis de votação com uma ligeira descida e a abstenção subirá acima dos 50%. Ah! E o meu partido (os Brancos) também subirá qualquer coisinha.

Assina:
Astrólogo politiqueiro
José Costa

quinta-feira, janeiro 13, 2011

OS HOLOFOTES DAS TVs
Transformam as pessoas tornando-as auto dependentes de um sucesso efémero. São múltiplas as razões para que isso aconteça e todas elas se prendem com a necessidade interior de ser protagonista e famoso. “Mais vale ser rainha uma hora, que serva toda a vida”.
Os políticos põem-se em bicos de pés. As donas de casa deixam a roupa por lavar. Os dirigentes desportivos corrompem-se e corrompem para atingir o desiderato maior de uma hora num canal desportivo. Os actores e actrizes, jornalistas e modelos, cantores e aspirantes a tal, destroem e destroem-se para conseguirem o seu minuto de fama.
Com ou sem segredos, dar espectáculo de si próprio é meio caminho andado para conseguir os objectivos perseguidos.
As revistas fazem e desfazem imagens mais rapidamente que a justiça portuguesa. Ser primeira página da “Caras” ou da TV 7dias não é um desígnio, mas pode ser o sonho de uma vida pequenina e sem horizontes.
Até que tudo desapareça numa manhã subitamente e o que resta de nós já não mereça ser remendado.

quarta-feira, janeiro 12, 2011

UMA “HISTÓRIA” EM QUE MERECE A PENA MEDITAR
A maior lavandaria de dinheiro do mundo ameaça falir e poderá arrastar consigo, um país inteiro !!!

“União de Bancos Suiços, a coisa está muito feia! Está pegando fogo!
Agoniza o segredo bancário suíço. Artigo de Gilles Lapouge - Paris.
A Suíça tremula. Zurique alarma-se. Os belos bancos, elegantes, silenciosos de Basileia e Berna estão ofegantes. Poderia dizer-se que eles estão assistindo na penumbra a uma morte ou estão velando um moribundo. Esse moribundo, que talvez acabe mesmo morrendo, é o segredo bancário suíço.O ataque veio dos Estados Unidos, em acordo com o presidente Obama. O primeiro tiro de advertência foi dado na quarta-feira.
A UBS - União de Bancos Suíços, gigantesca instituição bancária suíça - viu-se obrigada a fornecer os nomes de 250 clientes americanos por ela ajudados para fraudar o fisco. O banco protestou, mas os americanos ameaçaram retirar a sua licença nos Estados Unidos. Os suíços, então, passaram os nomes. E a vida bancária foi retomada, tranquilamente.Mas, no fim da semana, o ataque foi retomado. Desta vez os americanos golpearam forte, exigindo que a UBS forneça o nome dos seus 52.000 clientes titulares de contas ilegais!
O banco protestou. A Suíça está temerosa. O partido de extrema-direita, UDC (União Democrática do Centro), que detém um terço das cadeiras no Parlamento Federal, propõe que o segredo bancário seja inscrito e ancorado pela Constituição federal.Mas como resistir!
A União de Bancos Suíços não pode perder sua licença nos EUA, pois é nesse país que aufere um terço dos seus benefícios.Um dos pilares da Suíça está sendo sacudido. O segredo bancário suíço não é coisa recente.
Esse dogma foi proclamado por uma lei de 1934, embora já existisse desde 1714. No início do século 19, o escritor francês Chateaubriand escreveu que neutros nas grandes revoluções nos Estados que os rodeavam, os suíços enriqueceram à custa da desgraça alheia e fundaram os bancos em cima das calamidades humanas.Acabar com o segredo bancário será uma catástrofe econômica.
Para Hans Rudolf Merz, presidente da Confederação Helvética, uma falência da União de Bancos Suíços custaria 300 bilhões de francos suíços ou 201 milhões de dólares.E não se trata apenas do UBS. Toda a rede bancária do país funciona da mesma maneira. O historiador suíço Jean Ziegler, que há mais de 30 anos denuncia a imoralidade helvética, estima que os banqueiros do país, amparados no segredo bancário, fazem frutificar três trilhões de dólares de fortunas privadas estrangeiras, sendo que os ativos estrangeiros chamados institucionais, como os fundos de pensão, são nitidamente minoritários. Ziegler acrescenta ainda que se calcula em 27% a parte da Suíça no conjunto dos mercados financeiros "offshore" do mundo, bem à frente de Luxemburgo, Caribe ou o extremo Oriente.
Na Suíça, um pequeno país de 8 milhões de habitantes, 107 mil pessoas trabalham em bancos.O manejo do dinheiro na Suíça, diz Ziegler, reveste-se de um caráter sacramental. Guardar, recolher, contar, especular e ocultar o dinheiro, são todos actos que se revestem de uma majestade ontológica, que nenhuma palavra deve macular e realizam-se em silêncio e recolhimento...
Onde páram as fortunas recolhidas pela Alemanha Nazi? Onde estão as fortunas colossais de ditadores como Mobutu do Zaire, Eduardo dos Santos de Angola, dos Barões da droga Colombiana, Papa-Doc do Haiti, de Mugabe do Zimbabwe e da Mafia Russa?
Quantos actuais e ex-governantes, presidentes, ministros, reis e outros instalados no poder, até em cargos mais discretos como Presidentes de Municípios têm chorudas contas na Suiça?
Quantas ficam eternamente esquecidas na Suíça, congeladas, e quando os titulares das contas morrem ou caem da cadeira do poder, estas tornam-se impossíveis de alcançar pelos legítimos herdeiros ou pelos países que indevidamente espoliaram?
Porque após a morte de Mobutu, os seus filhos nuncam conseguiram entrar na Suíça?
Tudo lá ficou para sempre e em segredo...
A agora surge um outro perigo, depois do duro golpe dos americanos.
Na minicúpula europeia que se realizou em Berlim, em preparação ao encontro do G-20 em Londres, França, Alemanha e Inglaterra (o que foi inesperado) chegaram a um acordo no sentido de sancionar os paraísos fiscais.
"Precisamos de uma lista daqueles que recusam a cooperação internacional", vociferou a chanceler Angela Merkel.No domingo, o encarregado do departamento do Tesouro britânico, Alistair Darling, apelou aos suíços para se ajustarem às leis fiscais e bancárias europeias. Vale observar, contudo, que a Suíça não foi convidada para participar do G-20 de Londres, quando serão debatidas as sanções a serem adotadas contra os paraísos fiscais.Há muito tempo se deseja o fim do segredo bancário. Mas até agora, em razão da prosperidade econômica mundial, todas as tentativas eram abortadas.
Hoje, estamos em crise.
Viva a crise!!!Barack Obama, quando era senador, denunciou com perseverança a imoralidade desses remansos de paz para o dinheiro corrompido. Hoje ele é presidente. É preciso acrescentar que os Estados Unidos têm muitos defeitos, mas a fraude fiscal sempre foi considerada um dos crimes mais graves no país.
Nos anos 30, os americanos conseguiram laçar Al Capone.
Sob que pretexto? Fraude fiscal.”

Será verdade?

terça-feira, janeiro 11, 2011

O INVERNO DO NOSSO DESCONTENTAMENTO


Tão criticos que nós éramos quando estavamos de fora. Mais um ano que passa e nada acontece que corrija este "cancro" no coração da Cidade de Peniche. Ao menos uma pintura. Ao menos uns grafitis. Ao menos qualquer coisa.

segunda-feira, janeiro 10, 2011

“BRUSCAMENTE NO VERÃO PASSADO”Ficámos todos a saber que afinal éramos um “País da Tanga”. Chega de culpar por isto este ou o outro. Somos todos culpados. A partir de certo momento, invejosos e matreiros, pensámos que se os outros têm, também nós próprios temos o direito a ter. Tudo. Casa, carro, telemóvel topo de gama, PC portátil, fins de ano aqui, ali e acolá. Temos direito a Saúde, Pão, Educação e Habitação. Mas os nossos contributos para estes desejos naturais e merecidos (?), ficavam sempre adiados. Pagar para isto que paguem os ricos.
O mercado de consumo atento a estes desejos, perfilou-se e instalou-se e deu ao povo aquilo a que o povo se achava com direito. Até que País e pessoas individuais foram confrontadas com a sua verdadeira dimensão. Ninguém valia nada. O País nem vendido a retalho já chegava para cobrir as suas dívidas.
Bruscamente no Verão passado fomos confrontados com a nossa pelintrice endémica.

De todo o meu coração proponho aos que tiverem paciência para me lerem que aluguem e vejam o filme de Joseph L. Mankiewicz, que deu o nome à crónica de hoje. É um filme fabuloso baseado numa história de Tenesse Williams, e que tem como intérpretes Elizabeth Taylor, Katharine Hepburn e Montgomery Clift. Trata-se dum drama em que se pretende dar a compreender um acontecimento inexplicável. Daqueles que por vezes acontecem e que nós sentimos que ultrapassa todo o horror imaginável.
Não justifica nada. Ou melhor, diz-nos que não podemos camuflar o que não compreendemos.
Diz-nos que a violência é geradora de violências sucessivas numa espiral em crescendo que nunca mais terá fim.

domingo, janeiro 09, 2011

TAL E QUAL A POLÍTICA EM PORTUGAL:
"- Muita parra, pouca uva..."

sexta-feira, janeiro 07, 2011

O MEU CANÁRIOO meu canário tinha nome de pessoa. O meu canário não era meu. O meu canário foi-me legado por uma família muito querida quando teve de rumar para outras paragens em busca de outro rumo para a sua vida.
O meu canário cantava por ciclos. Tinha períodos em que durante um ano só piava. Tinha outros anos que cantava que se desunhava que era um regalo ouvi-lo. O meu canário morreu na antevéspera deste Natal.
E garanto-vos que sentimos aqui em casa a falta dele. Do seu cantar. Este ano (talvez para combater esta vil tristeza que todos sentimos), dizia eu, este ano estava em fase de cantar. E eu dizia: “-Nita, o nosso amigo ao menos não percebe os telejornais e está contente.”
Sinto a falta do meu canário. Foram muitos anos na sua companhia. E a menos que o substitua, (e isso vai acabar por acontecer) a sua falta continua a marcar o espaço que já era seu. O meu canário esteve mais anos na gaiola (8) que certos assassinos e ladrões de Bancos em Portugal. Sempre quero estar vivo para ver quantos anos apanha o tal Oliveira Costa que se abotoou a 7 mil milhões de euros que eram de nós todos.
Por tudo tenho pena do meu canário. Viveu tantos anos enclausurado sempre a cantar e morre na antevéspera de Natal. Antes ser bandido neste meu país.

terça-feira, janeiro 04, 2011

CAMPOS DE TÉNIS VERSUS ACHADOS ARQUEOLÓGICOS
Nada como a gente mudar de lugar para as coisas tão simples para nós se tornem complexas. Quando eu era pequeno e tinha como brincadeira apetecível tocar às campainhas dos vizinhos, amaldiçoava-me por ser tão pequeno que tinha de me empoleirar todo para poder chegar com o dedo indicador à campainha da porta do Sr. Acácio Lacerda.
Agora passados alguns anos e com uma outra perspectiva vejo tudo de maneira diferente. Claro que agora muito mais interessante que as tocar às campainhas e viajar na NET. Mas isso já são outras histórias.
Esta relatividade que o tempo determina tem a ver com um passeio a pé que num destes dias dei nos campos do Murraçal da Ajuda e espaços anexos. Ao olhar para aqueles espaços recordei um tempo em que participei dum executivo camarário. Naquele tempo e porque éramos poucos, os pelouros muitos e de assessores éramos escassos porque era importante poupar nas finanças camarárias, eu acumulava pastas como se fosse um carteiro.
Um dos meus “clientes” habituais era o actual Presidente da Câmara. As suas preocupações então dividiam-se entre o Clube de Ténis e a CERCIP. Numa das primeiras vezes que o recebi fui apanhado de surpresa com um dossier que nem conhecia. A construção de um parque de Campos de Ténis nos terrenos por detrás da Escola Secundária. Era urgente e necessário para dar resposta ao rápido desenvolvimento que o Clube de Ténis estava a suscitar. Estudo para cá e para lá o que é certo é que os terrenos começaram a ser terraplanados e começam a aparecer vestígios que não se compreendiam muito bem, havendo a necessidade de chamar entendidos na matéria que vieram a determinar que se tratavam de fornos romanos edificados no sec. I aquando da actividade dos romanos na península ibérica e mais concretamente na Ilha de Peniche. Passou então a surgir a ideia de compatibilização daquele memorial com os campos de ténis, contribuindo assim para a sua preservação. O CAT de Caldas da Rainha começou a desenvolver a ideia e a pressão do António José Correia para a sua execução era constante. Só que entretanto eu saí da Câmara e mais de 10 anos depois fui encontrar aquele espaço no estado que as fotografias documentam.
É aqui que as campainhas das portas entram. Nada como nós mudarmos de lugar para tudo assumir outra importância. Os campos de Ténis perderam prioridade e não me consta que façam parte dos desígnios deste executivo. Penso aliás que com a actual crise financeira com que as Câmaras se debatem seria errado precisamente agora avançar com eles. Mas ficaria bem informar os Munícipes sobre esta matéria. Não é irrelevante ser absorvente quando estamos de um lado da secretária e tornarmo-nos permissivos quando nos sentamos do outro lado.

segunda-feira, janeiro 03, 2011

UMA QUESTÃO DE SAÚDE PÚBLICA
Começar 2011 com problemas e chatices não é o que melhor deveríamos oferecer a quem nos lê e acompanha. Mas as coisas são o que são e as passagens de ano, mais ou menos coloridas não apagam o que precisa de ser corrigido.
Infelizmente no Município de Peniche enquanto se perde tempo com questões comezinhas, não se trata do que é óbvio, talvez por ser óbvio demais.
É a velha questão da árvore que esconde a floresta. Centenas de pessoas passam diariamente na Av. Monsenhor Bastos. Autarcas. Médicos. Delegado de Saúde. Até deputados da nação.
Anexo ao Estádio do GDP encontram-se campos de treinos, onde crianças e adolescentes das escolas de Futebol e equipas amadoras treinam e jogam.Aqueles campos estão pejados de dejectos, penas e restos de comida que as gaivotas transportam para lá, porque é ali que aos milhares escolheram para local de pernoita ou de lazer enquanto nos intervalos das suas deambulações pelo nosso Concelho.
Os campos de treinos estão completamente minados por materiais orgânicos que elas lá vão deixando. São uma fonte de doenças. Depois do alarmismo da “Gripe das Aves” o laxismo de deixar ao acaso haver ou não ali uma fonte de contaminação é no mínimo criminoso.E crianças, jovens e adultos, correm, ceiem, aleijam-se, ferem-se e são postas em contacto directo com fontes de doenças. Não necessito de ser uma autoridade sanitária para saber isso.
O que sou é um cidadão que gostaria de ver acontecerem coisas para além do óbvio. Com tantos assessores e licenciados em tudo quanto é especialidade espalhados pelas autarquias e Ministério da Saúde, estudem rápido com as autoridades sanitárias soluções para impedir o que está a acontecer antes que as coisas possam pôr em causa a saúde de alguém. Não digo o que me apetece dizer para que não se queixem de mim à protectora dos animais. Mas sei que tem de existir solução. Ou então, interditem os campos de treinos. Mas isso é o que ninguém quer.

domingo, janeiro 02, 2011

RESCALDO DA PASSAGEM DE ANO NA AVENIDA DO MAR EM PENICHE