"Conversar em Peniche" não é necessariamente conversar sobre Peniche. Também mas não só. Algumas vezes assumirá um papel de raiva. Ou de guerra. Será provocador qb. Comprometido. Não será isento nem de erros nem de verdades (os meus, e as minhas). O resto se verá...
sábado, fevereiro 08, 2014
quinta-feira, fevereiro 06, 2014
ÁLVARO DE CAMPOS
Não, não é Cansaço...Não, não é cansaço...
É uma quantidade de desilusão
Que se me entranha na espécie de pensar,
E um domingo às avessas
Do sentimento,
Um feriado passado no abismo...
Não, cansaço não é...
É eu estar existindo
E também o mundo,
Com tudo aquilo que contém,
Como tudo aquilo que nele se desdobra
E afinal é a mesma coisa variada em cópias iguais.
Não. Cansaço por quê?
É uma sensação abstrata
Da vida concreta —
Qualquer coisa como um grito
Por dar,
Qualquer coisa como uma angústia
Por sofrer,
Ou por sofrer completamente,
Ou por sofrer como...
Sim, ou por sofrer como...
Isso mesmo, como...
Como quê?...
Se soubesse, não haveria em mim este falso cansaço.
(Ai, cegos que cantam na rua,
Que formidável realejo
Que é a guitarra de um, e a viola do outro, e a voz dela!)
Porque oiço, vejo.
Confesso: é cansaço!...
Álvaro de Campos, in "Poemas"
Heterónimo de Fernando Pessoa
É uma quantidade de desilusão
Que se me entranha na espécie de pensar,
E um domingo às avessas
Do sentimento,
Um feriado passado no abismo...
Não, cansaço não é...
É eu estar existindo
E também o mundo,
Com tudo aquilo que contém,
Como tudo aquilo que nele se desdobra
E afinal é a mesma coisa variada em cópias iguais.
Não. Cansaço por quê?
É uma sensação abstrata
Da vida concreta —
Qualquer coisa como um grito
Por dar,
Qualquer coisa como uma angústia
Por sofrer,
Ou por sofrer completamente,
Ou por sofrer como...
Sim, ou por sofrer como...
Isso mesmo, como...
Como quê?...
Se soubesse, não haveria em mim este falso cansaço.
(Ai, cegos que cantam na rua,
Que formidável realejo
Que é a guitarra de um, e a viola do outro, e a voz dela!)
Porque oiço, vejo.
Confesso: é cansaço!...
Álvaro de Campos, in "Poemas"
Heterónimo de Fernando Pessoa
quarta-feira, fevereiro 05, 2014
SUGESTÕES PARA ALIVIAR A VIDA MISERÁVEL DOS PORTUGUESES
Tenho ouvido e visto, uns quantos malfeitores a solicitarem sugestões para angariar dinheiro que permita não mais assaltar as crianças, os jovens, os velhos, os pensionistas e reformados e os doentes.
Eu tenho sugestões que o permitem.
Isto considerando que a cultura, a investigação, o turismo e o saber não são prioritários para o bando que nos governa. Aí vão, e estou certo que permitem satisfazer as necessidades que resolverão todos os problemas.
Que se abra um concurso público internacional para a venda de:
- Custódia de Belém
- Painéis de S. Vicente
- Bíblia dos Jerónimos
- Quadros de Bosch do Museu de Arte Antiga
- Centro Cultural de Belém
- Novo Museu dos Coches
- Palácio de Belém
- Mosteiro dos Jerónimos
- Mosteiro da Batalha
- Arquipélago das Berlengas
Que se não diga que não existem sugestões para tornear as "tropelias" do Tribunal Constitucional.
Eu tenho sugestões que o permitem.
Isto considerando que a cultura, a investigação, o turismo e o saber não são prioritários para o bando que nos governa. Aí vão, e estou certo que permitem satisfazer as necessidades que resolverão todos os problemas.
Que se abra um concurso público internacional para a venda de:
- Custódia de Belém
- Painéis de S. Vicente
- Bíblia dos Jerónimos
- Quadros de Bosch do Museu de Arte Antiga
- Centro Cultural de Belém
- Novo Museu dos Coches
- Palácio de Belém
- Mosteiro dos Jerónimos
- Mosteiro da Batalha
- Arquipélago das Berlengas
Que se não diga que não existem sugestões para tornear as "tropelias" do Tribunal Constitucional.
segunda-feira, fevereiro 03, 2014
ARREPIANTE
Um tal
de Hugo Soares, que é presidente dos jotinhas do PSD, que até é licenciado em
Direito, que faz parte dos Deputados da República Portuguesa eleito pelo
Círculo Eleitoral de Braga, que pertence à Comissão de Assuntos Constitucionais
, Direitos, Liberdades e Garantias, que recebe dinheiros pagos por todos os
portugueses, que também é um ser inqualificável, afirmou que os Direitos do
Homem devem ser referendados, mais especificamente que os direitos das minorias
podem (penso que ele pensará que devem) ser submetidos a referendo.
Partilho convosco a seguinte informação:
Outros (hoje nossos companheiros de jornada) por muito menos queimaram judeus, comunistas, pretos e homossexuais. Outros ainda à bem pouco tempo exterminaram num genocídio insano raças inteiras em África e nos Balcãs.
É a personagens destas que entregamos a Pátria de Camões e de Pessoa. Tudo o que se possa dizer acerca de um personagem destes ficará sempre aquém das expectativas. Excepto, abomino estas excepções, que estão reunidas as condições para ele poder vir a ser um futuro primeiro ministro de Portugal. Tem a escola da jota. Tens os cargos desejáveis e necessários. Tem o carisma. Tem o potencial. Os fracos importam-lhe pouco. São referendáveis. Um país que referenda o direito a matar, a provocar a miséria, a impedir a cultura e a saúde, a tornar prescindíveis velhos e crianças, ainda não é país e já é um nojo.
Partilho convosco a seguinte informação:
Num
Universo de 9 624 133 eleitores, nas legislativas de 2011, o PSD recolheu 2 159
742 votos. Em Braga votaram no PSD 194 545 eleitores num universo de 775 167
eleitores.
Significam
estes dados que o deputado Hugo Soares faz parte de uma minoria perfeitamente
minoritária e portanto perfeitamente passível de ser referendado se ele tivesse
qualquer importância e não fosse o ser abjecto e repugnante que evidenciou ser.
Outros (hoje nossos companheiros de jornada) por muito menos queimaram judeus, comunistas, pretos e homossexuais. Outros ainda à bem pouco tempo exterminaram num genocídio insano raças inteiras em África e nos Balcãs.
É a personagens destas que entregamos a Pátria de Camões e de Pessoa. Tudo o que se possa dizer acerca de um personagem destes ficará sempre aquém das expectativas. Excepto, abomino estas excepções, que estão reunidas as condições para ele poder vir a ser um futuro primeiro ministro de Portugal. Tem a escola da jota. Tens os cargos desejáveis e necessários. Tem o carisma. Tem o potencial. Os fracos importam-lhe pouco. São referendáveis. Um país que referenda o direito a matar, a provocar a miséria, a impedir a cultura e a saúde, a tornar prescindíveis velhos e crianças, ainda não é país e já é um nojo.
domingo, fevereiro 02, 2014
quinta-feira, janeiro 30, 2014
A VOZ DO POVO
Dizem
ser a voz de Deus. Existem milhares de ditos populares que servem para abreviar
conversas, insultar de forma elegante, terminar conversas que se estão a
desenvolver para além do desejável, ofender de forma soft, fazer perceber
segundas intenções.
Isto é, existem ditados e expressões populares para todas as ocasiões. Depois têm que ver com a realidade regional das pessoas que as utilizam. Certas expressões que tiveram por exemplo o seu despontar no Algarve, acabaram por se espalhar por todo o país por força das correntes migratórias que levam as pessoas a deslocarem-se um pouco por todo o lado.
É claro que existem curiosidades sobre a sua utilização. Por vezes a propósito e outras vezes nem tanto. Vem isto a propósito de 2 expressões populares que ouvi no espaço de poucos dias.
Isto é, existem ditados e expressões populares para todas as ocasiões. Depois têm que ver com a realidade regional das pessoas que as utilizam. Certas expressões que tiveram por exemplo o seu despontar no Algarve, acabaram por se espalhar por todo o país por força das correntes migratórias que levam as pessoas a deslocarem-se um pouco por todo o lado.
É claro que existem curiosidades sobre a sua utilização. Por vezes a propósito e outras vezes nem tanto. Vem isto a propósito de 2 expressões populares que ouvi no espaço de poucos dias.
- “Tu que sabes e eu que sei…cala-te que eu
me calarei”. Esta surgiu no decorrer de uma discussão entre 2 senhoras num
supermercado, quando mutuamente se acusavam de coisas inconfessáveis. O que é
certo é que a discussão terminou logo ali. Quase que apetecia colocar esta
expressão em grande no Parlamento para quando os ditos representantes do povo
se acusam das maiores poucas-vergonhas, terem tento na língua e se calarem.
- “Merda e cagalhão não vão à
confissão”. Também
esta expressão surgiu no decorrer de uma conversa entre duas pessoas. Uma delas
sentiu-se melindrada por a outra utilizar o vernáculo vicentino “merda”. E
criticou a pessoa que o utilizou. A pessoa criticada disparou a frase que
arrumou ali o pretensiosismo. Eu quando o ouvi, desatei a rir que nem um
maluco. Achei uma delícia. Refiro-me à expressão e não às substâncias
propriamente.
Anotei-as e aqui as deixo certo que ainda
poderão vir a ser úteis a algum dos leitores.
quarta-feira, janeiro 29, 2014
BERTOLT BRECHT
O Analfabeto Político
"O pior analfabeto é o analfabeto político.
Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos.
Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão,
do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio
dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia
a política. Não sabe o imbecil que da sua ignorância política nasce a prostituta,
o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista,
pilantra, o corrupto e lacaio dos exploradores do povo."
Nada é impossível de Mudar
"Desconfiai do mais trivial, na aparência singelo.
E examinai, sobretudo, o que parece habitual.
Suplicamos expressamente: não aceiteis o que é de
hábito como coisa natural, pois em tempo de desordem
sangrenta, de confusão organizada, de arbitrariedade consciente,
de humanidade desumanizada, nada deve parecer natural
nada deve parecer impossível de mudar."
Privatizado
"Privatizaram sua vida, seu trabalho, sua hora de amar e seu direito de pensar.
É da empresa privada o seu passo em frente,
seu pão e seu salário. E agora não contente querem
privatizar o conhecimento, a sabedoria,
o pensamento, que só à humanidade pertence."
segunda-feira, janeiro 27, 2014
AQUI E AGORA
Aqui
estou eu sentado neste extremo ocidental do continente europeu, a dedilhar
ideias para o teclado do computador para vos poder descrever os os pensamentos
que me assaltam.
Penso que o tempo em que acreditei qua a democracia era um valor inestimável não sendo um tempo perdido foi um tempo em que fui pouco atento aos sinais que se desenhavam e em que relaxei no voto, quando tudo me dizia para ser um guardião de valores que a direita e o capital tudo faria para por em causa.
Penso
num amigo meu de sempre que me dizem estar hospitalizado. Penso numa grande
unidade industrial de Peniche que me dizem estar a atravessar momentos muito difíceis.
Penso numa reportagem da RTP à Feira de Turismo de Madrid onde mais uma vez
saltita nas ondas do surf o Presidente da Câmara da minha terra sorridente e no
melhor dos mundos.
Penso
na afirmação da Secretária de Estado da Ciência que diz haverem investigadores
a mais para o dinheiro existente. Mas que lamentavelmente esquece-se de afirmar
que existem deputados e assessores a mais para os recursos do país, o que torna
abjectas as suas palavras, tornando-a tão politicamente responsável como os
seus “chefes”.Penso que o tempo em que acreditei qua a democracia era um valor inestimável não sendo um tempo perdido foi um tempo em que fui pouco atento aos sinais que se desenhavam e em que relaxei no voto, quando tudo me dizia para ser um guardião de valores que a direita e o capital tudo faria para por em causa.
Penso
que é lastimável perceber que não existem soluções para o espectáculo
degradante que os políticos nos oferecem através de eleições.
Eu
sei o que me apetece escrever e dizer e fazer. Mas não posso. Correria o risco
de cair sobre a alçada da lei. Por isso vou alinhando as frustrações e
aguardando que D. João II se reerga do túmulo. sábado, janeiro 25, 2014
sexta-feira, janeiro 24, 2014
PERPLEXIDADES
Os meus diabetes são como estes partidos políticos. Quanto mais convivo com eles, menos os compreendo.
quarta-feira, janeiro 22, 2014
DIA DO ÓDIO
Hoje é dia do ódio. De ódio do Governo contra pensionistas, reformados, velhos e jovens. É dia em que o Governo vai fazer aprovar o primeiro dos muitos orçamentos rectificativos de 2014, em que demonstrará ao Tribunal Constitucional que sempre que reprovarem uma medida deste governo, serão os jovens e os velhos que irão pagar essas consequências.
Este governo existe e movimenta-se no ódio. Agora serão também os nossos poucos cientistas que terão de abandonar o país. Matam a classe média e querem (?) mais filhos. Os mais pobres de entre os pobres, restar-lhe-á morrer. Como os que forem doentes. Baixa-se assim o défice.
Que país restará depois?
Este governo existe e movimenta-se no ódio. Agora serão também os nossos poucos cientistas que terão de abandonar o país. Matam a classe média e querem (?) mais filhos. Os mais pobres de entre os pobres, restar-lhe-á morrer. Como os que forem doentes. Baixa-se assim o défice.
Que país restará depois?
terça-feira, janeiro 21, 2014
COISAS DA POLÍTICA
O passos coelho está surpreendido com a desistência do Marcelo Rebelo de Sousa...
e eu vou ser o próximo Presidente da Câmara Municipal de Peniche pelo CDS/PP!
e eu vou ser o próximo Presidente da Câmara Municipal de Peniche pelo CDS/PP!
segunda-feira, janeiro 20, 2014
20 DE JANEIRO
Esta
é uma data fétiche para mim. Tem que ver com duas etapas da minha vida
extremamente marcantes.
20 de Janeiro é a data em que se comemora a morte nunca completamente esclarecida de Amílcar Cabral. É feriado na República da Guiné-Bissau.
Recordo a frase premonitória de AC, "Se alguém me há-de fazer mal, é quem está aqui entre nós. Ninguém mais pode estragar o PAIGC, só nós próprios".
Os 2 anos que passei naquele país fizeram mais pelo meu equilíbrio ideológico, do que todos os livros que li.
Ali aprendi que um povo só o é quando decide ser ele mesmo a tomar as rédeas do poder. Ninguém pode substituir a capacidade de liderança e de justiça de um povo quando se ergue para exercer a defesa dos seus direitos. Só quando o delega em militares, em juízes, em políticos, é que tudo se torna aberrante e asqueroso. Em criminoso. Isto aprendi eu com Amílcar Cabral. Nos seus escritos e nas suas práticas que me foram contadas por quem com ele conviveu. Aprendi na Mata de Morés. E nas “passadas” de Olussato. Aprendi (con)vivendo na leprosaria. Em Bafatá. Nas ilhas Bijagós. Os diferentes povos da República da Guiné-Bissau eram extremamente orgulhosos e dignos. De uma dignidade de nível superior. Até que abdicaram da sua capacidade de luta e se deixaram dominar pelos senhores da guerra. Que começaram por assassinar Amílcar Cabral. Depois passaram a ir matando todos os que se lhe opusessem. À sua fome de poder e de dinheiro. E assim se destruiu um povo e uma nação.
20 de Janeiro é a data em que se comemora a morte nunca completamente esclarecida de Amílcar Cabral. É feriado na República da Guiné-Bissau.
Recordo a frase premonitória de AC, "Se alguém me há-de fazer mal, é quem está aqui entre nós. Ninguém mais pode estragar o PAIGC, só nós próprios".
Os 2 anos que passei naquele país fizeram mais pelo meu equilíbrio ideológico, do que todos os livros que li.
Ali aprendi que um povo só o é quando decide ser ele mesmo a tomar as rédeas do poder. Ninguém pode substituir a capacidade de liderança e de justiça de um povo quando se ergue para exercer a defesa dos seus direitos. Só quando o delega em militares, em juízes, em políticos, é que tudo se torna aberrante e asqueroso. Em criminoso. Isto aprendi eu com Amílcar Cabral. Nos seus escritos e nas suas práticas que me foram contadas por quem com ele conviveu. Aprendi na Mata de Morés. E nas “passadas” de Olussato. Aprendi (con)vivendo na leprosaria. Em Bafatá. Nas ilhas Bijagós. Os diferentes povos da República da Guiné-Bissau eram extremamente orgulhosos e dignos. De uma dignidade de nível superior. Até que abdicaram da sua capacidade de luta e se deixaram dominar pelos senhores da guerra. Que começaram por assassinar Amílcar Cabral. Depois passaram a ir matando todos os que se lhe opusessem. À sua fome de poder e de dinheiro. E assim se destruiu um povo e uma nação.
O
meu outro 20 de Janeiro tem a ver com a minha estadia na Lourinhã 10 anos
depois da Guiné. Na Lourinhã e nesta data celebra(va)-se o S. Sebastião. Era
uma festa organizada por voluntariado. As forças vivas da terra juntavam-se e
em espaços adjacentes à capela do Santo, para com convívios, fraternidade e
amizade, moverem montanhas em direcção às causas sociais que apoiavam. Todos os
dias durante uma semana havia comes e bebes, jantaradas, organizadas pelos
restaurantes locais, em que todos poderiam participar. Durante a tarde, quando
se ouviam os foguetes era porque tinham chegado à tasca, os bolos caseiros
(tipo ferraduras) que se compravam para levar para casa ou para acompanhar ali
mesmo com um copo de tinto ou branco. O S. Sebastião na Lourinhã marcou-me
profundamente. Estou a escrever e estou a ouvir o João Manel a tocar guitarra e
a cantar um fado. Estou a escrever isto e estou numa noite do S. Sebastião a
jantar com a minha mulher, a Dági, a Zinha, a Luísa e a Margarida. Estou a ver
a filharada toda brincando. O sabor da moreia frita do “Macaco” e de tantos
outros petiscos desse tempo em que a Escola não era uma maldição. A Escola era
de facto a continuação do dia a dia e os amigos da “Vila” eram os que nos
confiavam os seus meninos e meninas.
O
20 de Janeiro faz-me recuar à Guiné e à Lourinhã. Duas etapas da minha vida feliz
como professor. Onde vi e vivi muito mais do que aquilo que é expectável hoje
em dia para um professor.
domingo, janeiro 19, 2014
sábado, janeiro 18, 2014
JOSÉ CARLOS ARY DOS SANTOS
Perfazem hoje 30 anos sobre a morte do poeta. Sobre a sua condição de poeta os críticos e os eruditos falarão melhor que eu. Sobre quem fez da poesia uma arma, aí já poderei dizer o que sinto. Contribuiu como poucos para dar a palavra à canção. Todos já o cantaram de uma ou outra forma. Como cidadão foi controverso qb. Nunca se escondeu e buscou na discussão levar os outros a pensarem no Homem como a forma mais sublime da existência.
Por tudo isto, e pelo que não sou capaz de dizer, em jeito de homenagem deixo aqui um poema seu que permitirá a quem o ler compreender melhor o autor.
Por tudo isto, e pelo que não sou capaz de dizer, em jeito de homenagem deixo aqui um poema seu que permitirá a quem o ler compreender melhor o autor.
Meu Camarada
e Amigo
Revejo tudo
e redigo
meu camarada e amigo.
Meu irmão suando pão
sem casa mas com razão.
Revejo e redigo
meu camarada e amigo
As canções que trago prenhas
de ternura pelos outros
saem das minhas entranhas
como um rebanho de potros.
Tudo vai roendo a erva
daninha que me entrelaça:
canção não pode ser serva
homem não pode ser caça
e a poesia tem de ser
como um cavalo que passa.
É por dentro desta selva
desta raiva deste grito
desta toada que vem
dos pulmões do infinito
que em todos vejo ninguém
revejo tudo e redigo:
Meu camarada e amigo.
Sei bem as mós que moendo
pouco a pouco trituraram
os ossos que estão doendo
àqueles que não falaram.
Calculo até os moinhos
puxados a ódio e sal
que a par dos monstros marinhos
vão movendo Portugal
— mas um poeta só fala
por sofrimento total!
Por isso calo e sobejo
eu que só tenho o que fiz
dando tudo mas à toa:
Amigos no Alentejo
alguns que estão em Paris
muitos que são de Lisboa.
Aonde me não revejo
é que eu sofro o meu país.
meu camarada e amigo.
Meu irmão suando pão
sem casa mas com razão.
Revejo e redigo
meu camarada e amigo
As canções que trago prenhas
de ternura pelos outros
saem das minhas entranhas
como um rebanho de potros.
Tudo vai roendo a erva
daninha que me entrelaça:
canção não pode ser serva
homem não pode ser caça
e a poesia tem de ser
como um cavalo que passa.
É por dentro desta selva
desta raiva deste grito
desta toada que vem
dos pulmões do infinito
que em todos vejo ninguém
revejo tudo e redigo:
Meu camarada e amigo.
Sei bem as mós que moendo
pouco a pouco trituraram
os ossos que estão doendo
àqueles que não falaram.
Calculo até os moinhos
puxados a ódio e sal
que a par dos monstros marinhos
vão movendo Portugal
— mas um poeta só fala
por sofrimento total!
Por isso calo e sobejo
eu que só tenho o que fiz
dando tudo mas à toa:
Amigos no Alentejo
alguns que estão em Paris
muitos que são de Lisboa.
Aonde me não revejo
é que eu sofro o meu país.
quinta-feira, janeiro 16, 2014
ASSIM VAI A CMP
Após as
últimas eleições ficámos a aguardar a 1ª grande manifestação de vontade da
coligação PSD/PS, face ao partido vencedor. Essa relevância estava apontada à
apresentação do 1º Orçamento apresentado pela CDU quer ao executivo, quer à
Assembleia Municipal, os 2 Órgãos decisores onde a coligação PSD/PS tem a
maioria.
A 27 de Dezembro lá foi aprovado o 1º Orçamento do novo executivo da CDU, que contou com os seus votos a favor e com a abstenção da coligação da oposição, que definiu este orçamento como equilibrado e responsável.
Em 2013 - 20,4 milhões €
Em 2014 - 17,4 milhões €
Para despesas correntes estão afectados 16 milhões de euros
- Centro Escolar de Atouguia da Baleia
- Obras nas escolas de Ferrel e Serra d’ El-Rei
- Obras de recuperação do edifício Aº Bento e instalação do Museu de Rendas de Bilros
e…
- Reforço de Apoio às famílias carenciadas do concelho
Não sei das referências aos múltiplos carnavais, à etapa do Mundial de Surf, a recuperação dos Bairros Sociais, da Biblioteca Municipal, o arranjo dos medões de lama extraídos do Fosso das Muralhas, Planos para a intervenção na sua periferia.
A 27 de Dezembro lá foi aprovado o 1º Orçamento do novo executivo da CDU, que contou com os seus votos a favor e com a abstenção da coligação da oposição, que definiu este orçamento como equilibrado e responsável.
Alguns
dados relevantes sobre estes e anteriores orçamentos:
Em 2010 - 31,5 milhões €Em 2013 - 20,4 milhões €
Em 2014 - 17,4 milhões €
Para despesas correntes estão afectados 16 milhões de euros
O que significa
que estão libertos para investimento 1,4 milhões de euros.
Acresce
que se aponta em 2014 para a construção do:- Centro Escolar de Atouguia da Baleia
- Obras nas escolas de Ferrel e Serra d’ El-Rei
- Obras de recuperação do edifício Aº Bento e instalação do Museu de Rendas de Bilros
e…
- Reforço de Apoio às famílias carenciadas do concelho
Não sei das referências aos múltiplos carnavais, à etapa do Mundial de Surf, a recuperação dos Bairros Sociais, da Biblioteca Municipal, o arranjo dos medões de lama extraídos do Fosso das Muralhas, Planos para a intervenção na sua periferia.
E se por
aqui me ficar, resta-me pedir para um novo milagre da multiplicação dos euros
ou será mais um ano de passagem. Que a graça dos Deuses nos acompanhe.
quarta-feira, janeiro 15, 2014
AINDA OS JÓTINHAS
Sempre
que um partido político em Portugal realiza um congresso eu tremo todo. Não
pelo facto em si. Isso é pouco importante. Os congressos dos partidos políticos
são encenações montadas para a exaltação dos militantes que neles participam.
Com resultados antecipadamente conhecidos. Está tudo preparado ao milímetro para
que não surjam surpresas pouco agradáveis.
O que me assusta e perturba nos congressos partidários são os grupos de pressão que para eles são preparados para imporem algumas das suas exigências. E entre esses grupos as “ditas” juventudes partidárias são as que mais temo. Pela sua impreparação. Pela sua conotação com o líder. Com as exigências que estabelece para poderem beneficiar do seu apoio.
O que me assusta e perturba nos congressos partidários são os grupos de pressão que para eles são preparados para imporem algumas das suas exigências. E entre esses grupos as “ditas” juventudes partidárias são as que mais temo. Pela sua impreparação. Pela sua conotação com o líder. Com as exigências que estabelece para poderem beneficiar do seu apoio.
E isto
serve rigorosamente para todas as “jotas”. Umas de forma mais evidente e outras
de forma mais camuflada (refiro-me aos jovenzinhos da dita esquerda
parlamentar).
Neste
último congresso do partido da direita “bétinha” o seu líder saiu-se com uma
ideia que não vi depois desenvolvida mas que não estranharei se for retomada. A
de que se deveria reduzir a escolaridade obrigatória para 9 anos. Alguns
jornais noticiaram e ficou-se por aí. Mas não será surpreendente se a ideia
ficou a germinar. Para que é que precisamos de jovens letrados no desemprego? O
que necessitamos é de indiferenciados que se submetam às necessidades do mercado
de trabalho mais duro e violento. Estar a formar jovens para os condenar ao
desemprego ou à emigração qualificada não parece ser uma atitude inteligente
para um país que não consegue satisfazer as suas necessidades mais básicas. É
importante estabelecer o fosso entre os que têm hipóteses de atingir um mercado
de trabalho qualificado e os outros.
Se
olharmos para o actual governo a começar pelo seu chefe temos uma visão clara
do perigo que representam os idiotas dessas “jotas”. Estão lá todos os seus
ex-lideres. Olhamos para o maior partido da oposição e lá estão eles outra vez.
Está o país entregue a esta gentinha de pensar pequenino, que se vão
infiltrando e subindo na hierarquia dos partidos à custa do que for preciso
para chegarem aos lugares mais apetecidos. E sabem que aconteça o que acontecer
os deuses estarão com eles. A seguir ao governo espera-os uma sinecura de uma
qualquer empresa com capitais públicos.
PS:
1.
A
diferença entre esta gentinha e os que aprendem que as capacidades de cada um é
que devem presidir às suas qualificações e ascensão, é a mesma que separa o
ex-ministro da economia Álvaro Santos Pereira de um qualquer outro envolvido
via sua firma de advogados e das suas ligações ao Governo Português para lugar
de ouro.
2.
E
que dizer da situação a que chegámos em que cada vez que se levanta o tapete da
porta de entrada do BPN sai de lá um ex-ministro ou secretário de estado dos governos
do sr. Silva para ser julgado por corrupção.
segunda-feira, janeiro 13, 2014
A FOTO
Ao olhar para esta foto recordei-me de uma cena passada em Peniche há mais de 50 anos e que a minha mãe me contou, rindo como se o riso fosse a sua forma de estar.
A minha
mãe foi um domingo à missa das 7 da tarde em S. Pedro numa tarde de inverno em
que o frio cortante convidava ao aconchego do lar. Começou a subir as velhas escadarias
da Igreja e ouvia o murmúrio de 2 vozes que ecoavam no átrio exterior da
Igreja. Uma mais estridente, outra mais calma e confortante. Quando acabou de
subir os degraus deparou-se-lhe um casal muito conhecido aqui na vila de
Peniche: - A D. Herculana e o Sr. Ezequiel. Eles eram talvez o casal mais “beato”
que todos nós conhecíamos. Iam a todas as missas. Não falhavam a um terço. O
Sagrado Lausperene era o corolário de todas as suas convicções. As procissões o
seu sacrifício em nome do Senhor. Firmes nas suas convicções nem sequer se
apercebiam das torpes risadas dos ímpios que amesquinhavam a sua devoção sem
limites à Igreja e aos seus rituais. Moravam numa casa apalaçada que ainda hoje
existe e que vai da rua Dr. Figueiredo Faria ao Largo Bispo de Mariana. Não
tinham filhos. O seu estar na vida começava nas suas devoções religiosas e
terminava no cumprimento amoroso das suas obrigações e fé religiosas.
Era pois
esse casal de devotos que a minha mãe foi encontrar no átrio exterior da Igreja
de S. pedro naquela noite de invernia dolorosamente fria e cortante. Ela
sobretudo não se calava fazendo as últimas recomendações ao esposo devoto que titubeante
lhe tentava dizer qualquer coisa antes de entrarem na Igreja. Até que, a certa
altura ele conseguiu arranjar coragem e a interrompeu e lhe disse como última
solução para a calar:
“-
Querida Herculana… Fecha a boca que o frio pode entrar e ainda te constipas!”
sábado, janeiro 11, 2014
quinta-feira, janeiro 09, 2014
FIXAÇÃO
Os
católicos são vidrados no paraíso eterno ao lado de Deus Pai todo-poderoso. Os
muçulmanos sonham com o paraíso e as 72 virgens que receberão se morrerem em
nome de Alá. Os agiotas só vêm moedinhas. Os capitalistas pensam no
desenvolvimento do seu poderio económico. Os bêbados ficam em êxtase quando
olham para um copo de vinho.
O
passos coelho, o portas e o seu governo estão em transe com os reformados,
pensionistas e velhos. Têm a todo o transe de os eliminar da face deste país.
Sacam-lhes as pensões e reformas a que têm direito, reduzem-lhe o acesso ao
sistema de saúde. Dão-lhes uma sopa e como limite à tolerância caritativa,
arranjam uns cabazes de comida para os entreterem enquanto eles se dedicam a
morrer. Aos filhos desempregados e netos com fome de pensionistas e reformados,
vão-nos reprovando por incapacidade mental na escola e fazem assim subir a mão-de-obra
barata que necessitam para os grandes grupos económicos se instalarem e
depenarem Portugal e os Portugueses.
Este
governo e este presidente da república por ele criado à medida das suas
necessidades, avisam os pobrezinhos, os indigentes, os famintos e os desempregados
de todas as idades, que quando acabarem de sacar as pensões e as reformas dos
velhos, começarão a depenar os mais jovens num afã sem tréguas para poderem
encher a pocilga da Europa dos bens dos países sem futuro.
Foi
entretanto descoberta a última novidade para deixar de pagar pensões: - os
miseráveis com cancro são postos em banho maria à espera de exames e quando os
exames surgirem, estando o cancro em seu pleno desenvolvimento pelos diferentes
órgãos é aguardar que o velho ou a velha morra, e sempre se poupa no SNS e é
menos uma pensão ou uma reforma que se paga. É o que se chama 2 em 1 para
reduzir o défice.
Matem
os velhos. Deixem-nos apodrecer.
quarta-feira, janeiro 08, 2014
ACONTECE
Raramente
tenho tanto vontade de escrever (porque são muitos os assuntos em agenda) do
que aquela que tive ontem e tenho hoje. No entanto outras prioridades se
colocaram impedindo-me de fazer o gosto aos dedos. Era prioritário desinstalar
em casa a tenda de Natal. Quando no final de Novembro comecei a prepara as
decorações de Natal caiu-me o “carmo e a trindade” em cima. Porque é muito
cedo, porque qualquer dia começas com o Natal no Verão e por aí fora. Aguentei
com as criticas e lá fui avançando. E ontem já estava a desmanchar tudo. Passou
num instante. Até que um dia já não serei eu com estas tarefas e ficarei na
expectativa de ver lá no limbo onde se situam os espíritos, como será a árvore
de Natal e o Presépio lindíssimo que me inebria. E verei então as luzinhas a
acender e a apagar promovendo a festa em permanência por esses dias.
Tinha
também de ir renovar a carta de condução ao Posto de Atendimento ao Cidadão. Já
aqui elogiei o serviço ali prestado. Ontem passei-me completamente. A
funcionária era outra. De casa levei os documentos necessários e para poupar tempo,
levei também fotocópias do BI e da Carta de Condução. Foi-me exigido os
originais para a “burocratazinha” que me atendeu verificar que as fotocópias
eram iguais aos originais. Foi de mais para quem acabava de viver o Natal.
Acabei por ser mal-educado do que peço desculpa. Fiquei mais uma vez com a
firme convicção de que os serviços são eficientes ou não em função de quem
trabalha neles, da sua inteligência e bom-senso. O resto é paisagem.
No meio
disto tudo ouvi uma pessoa por quem tinha a maior das admirações mentir
descaradamente para evitar dar a resposta que lhe apetecia. Compreendo perfeitamente
que a Presidente da Assembleia da República não concorde com a ida do corpo de
Eusébio para o Panteão Nacional. Mas transformar uns miseráveis 50 000 euros em
centenas de milhares de euros para impedir a discussão do assunto, parece-me
uma atitude grosseira que não se coadugna com o nível de inteligência da pessoa
em questão. Enfim é só mais uma desilusão no meio deste momento de caos que
atravessamos.
Hoje
ouvi o nefasto portas dizer que para ele “irrevogável” era o que o deixava de
ser quando começava o “interesse nacional”. E mais disse que a explicação do
assunto seria dada em primeira mão no congresso do CDS onde ele (o portas) se
sentia bem por ser a sua gente, o seu povo. É inacreditável como um “sacana” destes, que com as suas birras lixou ao povo
português milhares de milhões de euros, acha que são os da sua laia que merecem
o seu respeito, ficando nós os pagantes
para último lugar.
Miserável
país este.
segunda-feira, janeiro 06, 2014
RECORDAR EUSÉBIO
Associo-me
à homenagem que a nível global se presta ao Rei Eusébio. Independentemente do
aproveitamento que alguns hipócritas fazem da sua morte (que permitirá esquecer
outras coisas), ele representou uma parte do nosso orgulho. Eusébio ajudou com
a sua atitude e grandeza no exercício da sua actividade a unir portugueses, a
formar milhares de crianças, a dar a Portugal uma projecção que num tempo muito
difícil, quase se torna hoje inimaginável. A sua vida e o seu exemplo uniram
portugueses de diferentes gerações, credos, cores ou inclinações clubistas.
Quando
fui estudar para Lisboa recordo as tardes/noites de competições europeias em
que eu e os outros jovens de Peniche nos juntávamos na cave do “Meu Café” em
Campo de Ourique para assistir aos jogos das Taças de Campeões Europeus e aos
jogos de apuramento para o Mundial de 1966.
Recordo
que o meu irmão foi um dos 2 portugueses que propôs ao jornal “A Bola” a
designação de “Magriços” com que a Selecção Nacional se apresentou em
Inglaterra.
Pelo que
ajudou à minha formação como jovem e a milhares de outros como eu, pela beleza
que emprestava no exercício de uma coisa tão aparentemente simples como “jogar
à bola”, pelo que contribuiu para tornar Portugal um País mais respeitado:
Obrigado Eusébio!
PS:
Lamento profundamente as declarações do Dr. Mário Soares acerca da morte de
Eusébio. Foram feitas por certo em dia em que ele acordou virado do avesso. Não
é elegante e de um homem com a capacidade intelectual do Dr. Mário Soares dizer
aquelas coisas. Fica-lhe mal e coloca-o a nível da indigência mental. Atrevo-me
a dizer que no período mais negro da nossa História, Eusébio terá sido tão importante
para Portugal, quanto o foi Amália e o próprio Dr. Mário Soares. Esquecer isto
é tornar-se absurdo e imbecil.
sábado, janeiro 04, 2014
"Os Amantes do Tinto"
Ficou comprovado, mediante uma séria pesquisa científica,
que se beberes mais de 1 litro de água por dia, durante 1 ano, no final do ano
terá ingerido mais de 1 quilograma de coliformes fecais que estão diluídos na
água, ou seja: UM QUILO DE MERDA!!!
Já bebendo VINHO.... Não se corre esse risco, uma vez que esses coliformes não sobrevivem ao processo de fermentação. Por isso peço que comuniques a todos OS que bebem água que essa porra faz mal!!!
Está dado o alerta! Depois não digas que eu não avisei!!!
Quem tiver consciência vai chegar à conclusão de que : 'É melhor beber vinho e dizer umas merdas, do que beber umas merdas e não dizer nada'.
Já bebendo VINHO.... Não se corre esse risco, uma vez que esses coliformes não sobrevivem ao processo de fermentação. Por isso peço que comuniques a todos OS que bebem água que essa porra faz mal!!!
Está dado o alerta! Depois não digas que eu não avisei!!!
Quem tiver consciência vai chegar à conclusão de que : 'É melhor beber vinho e dizer umas merdas, do que beber umas merdas e não dizer nada'.
quinta-feira, janeiro 02, 2014
HIBERNEI
Durante
um certo período de tempo desapareci. Fiquei a milhas de tudo aquilo que me era
habitual. Consagrei-me aos festejos que esta quadra nos oferece. À família, aos
amigos mais próximos. Revisitei alguns dos que me são muito queridos e, fui
revistado por outros.
Não
resisto a dizer que recebi um email de um amigo da minha infância há muitos e
muitos anos radicado no Canadá, o Carlos do Rio, que me tocou profundamente.
Recordei
os que me deixaram. E perdoem-me colocar as coisas num plano pessoal, mas sinto
que foi a mim que me deixaram. Estas festas sem a sua presença tornaram-se para
mim mais difíceis de entender e fruir.
Acordei
do meu estado de letargia e dou por mim a perceber que nada mudou. Mais uma vez
o que interessou à grande maioria dos portugueses na televisão foi a mandante
Teresa Guilherme e os seus (e suas) serviçais.
Na
politica nada mudou. Continuamos miseráveis com a bênção de um tal sr. Silva e
dos seus apaniguados. Somos uns rambos face à república da Guiné-Bissau e uns “cagadinhos”
face à República Popular de Angola. O silva ergue a voz contra os primeiros e “borra-se”
todo perante os segundos. Como se existem (e existem) crimes mais dóceis e outros
mais odientos.
Hibernei
e salvei alguns dos meus dias.
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