sexta-feira, junho 17, 2016


SÁ CARNEIRO E AMARO DA COSTA

SOUSA FRANCO

JO COX

Em Portugal mortes mais ou menos dramáticas. E algumas que desde sempre comportaram a suspeição de assassínio, mesmo acontecendo em período eleitoral nunca alteraram resultados das eleições. E dizemos de nós que somos um povo menos bem preparado para as coisas da democracia.

Porque raio de razão a morte de uma deputada inglesa favorável à permanência na CE levará os ingleses a modificarem o seu sentido de voto?

Afinal eles são frios e snobs ou não?

Afinal eles são pragmáticos ou não?

Eles confundem o momento com o futuro? (coisa que os portugueses não fazem)

Os nossos jornalistas, mesmo os de jornais que se dizem de referência, embandeiram em arco a pensar que os ingleses, numa espécie de “mea culpa” irão culpabilizar-se, votando favoravelmente pela Europa. E se less iguais a si próprios apostarem no que pensam poderá ser o seu futuro?

Não acredito que o seu voto se altere pelo criminoso assassínio que ceifou uma vida. Se isso fosse tão fácil assim o futuro das eleições poderia ser condicionado de forma estúpida.

Basta matar 1 ou 2 ou 3 dos votantes em ideologias que estão a perder.

 

quinta-feira, junho 16, 2016


Nestes dias em que nada parece fazer sentido sabe bem ler um poema. E se escrito por um dos grandes poetas do século XX (David Mourão Ferreira), tão ouvido e tão pouco lido, ainda saberá melhor.

Vale a pena acreditar no que vivemos e no que aprendemos. Vale a pena ter um lar, amar e ser amado. O Tempo não é uma simples metáfora e existirmos confere ao Universo um equilíbrio que nada nem ninguém poderão por em causa.  

E por Vezes

E por vezes as noites duram meses 
E por vezes os meses oceanos
 
E por vezes os braços que apertamos
 
nunca mais são os mesmos    E por vezes
 

encontramos de nós em poucos meses
 
o que a noite nos fez em muitos anos
 
E por vezes fingimos que lembramos
 
E por vezes lembramos que por vezes
 

ao tomarmos o gosto aos oceanos
 
só o sarro das noites      não dos meses
 
lá no fundo dos copos encontramos
 

E por vezes sorrimos ou choramos
 
E por vezes por vezes ah por vezes
 
num segundo se evolam tantos anos
 

David Mourão-Ferreira, in 'Matura Idade'
 

 

quarta-feira, junho 15, 2016


O OVO NO CÚ DA GALINHA

Os jornais (quero dizer, os jornalistas), as várias TVs, as rádios, toda a gente embandeirou o arco com a VITÓRIA da selecção portuguesa de futebol, sobre o frágil e muito gelado “grupinho” da Islândia.

Nós portugueses que dobramos o Cabo Bojador onde reinava o Adamastor, não aprendemos nada com a nossa história.

Fomos Grandes onde soubemos ser humildes.

Fomos Épicos onde escrevemos com suor, sangue e lágrimas, as nossas forças que superaram as Aljubarrotas da nossa construção como nação.

Acreditamos que eramos todos Reinaldos e não passamos de “Zés Povinhos” com mais garganta do que atitudes.

 

PS: Ao contrário do que acontece em Portugal onde uma máscara de independência e de neutralidade, os jornais britânicos já começaram a informar o público leitor de que lado estão: a favor ou contra a permanência de Inglaterra na União Europeia. Temos tanto a aprender…

terça-feira, junho 14, 2016


PORQUE RAZÃO HAVERIA A GRÃ-BRETANHA DE PERMANECER NA UNIÃO EUROPEIA?

Não é propriamente um país de emigrantes para lhes ser útil a facilidade de deslocação até aos Urais.

Já pertencem à British Commonwealth uma unidade de países com uma língua e história comuns por todos os continentes.

A Europa não serve de exemplo para ninguém numa relação global. Vejam o caso das atitudes da Europa com Portugal, Grécia, Espanha e Irlanda quando estes países se sentem fragilizados e onde são impostas medidas que quando não resultam são penalizadoras para os países que falharam por culpa das medidas que tiveram que cumprir.

A Inglaterra é uma grande nação que tem visto sempre a Europa vergar-se aos seus desejos mais estranhos e que sabe que quando precisar tem ao seu lado a Alemanha, a França e os Estados Unidos.

A Inglaterra sabe que não precisa de muros para impedir a entrada daqueles que não deseja. Tem uma defesa natural invejável, O MAR.

A Inglaterra sabe que em caso de conflitos armados a CE não vale um “xavo”. A Inglaterra por seu turno é que pode valer à Europa com toda a sua capacidade militar e experiência bélica.

Por toda a europa o Inglês é uma língua de unidade. Que eu possa perceber não é nenhum outro dialecto.

O que é que a Europa pode dar à Grã-Bretanha? Um mercado. Isso são patacoadas se o poder económico entender que a Inglaterra lhes é necessária tanto faz ela estar na CE como não. Não é o poder politico que determina o que é importante. Pelo menos neste momento. É o poder económico. E nesse campo, tem mais a Europa a perder com a saída da CE que o contrário.

O que está a acontecer agora com a Inglaterra é óptimo para perceber vantagens e desvantagens de permanecer numa Europa económica. O que não acontecer com a Inglaterra serve como exemplo para os países do sul.

Daí o receio da CE. Melhor seria que esta repensasse a sua actuação para se tornar um espaço físico amado.  

segunda-feira, junho 13, 2016


MATANÇAS NO PAÍS DA DEMOCRACIA

Neste último fim de semana sucederam-se as matanças nos EUA. Uma cantora pop foi morta a tiro por um jovem. Num clube 50 pessoas são assassinadas por outro jovem. Num e noutro caso não é só a loucura dos tempos responsável por estes actos tresloucados. A responsabilidade maior está na indústria das armas que não admite por em causa a venda livre de armas com a justificação de que são necessárias à segurança das pessoas.

E é este mesmo país que se dá ao desplante de se afirmar como o lídimo representante da Democracia. E invade, mata e tortura povos em nome da Liberdade.

Tenho para mim que os EUA contêm em si mesmo o que há de melhor e pior no ser Humano. A sua incapacidade de se auto-regularem será o seu maio defeito.

Que o Sto António lhes valha.

sexta-feira, junho 10, 2016


PUBLICIDADE DE OUTROS TEMPOS

Em Agosto de 1956 realizou-se em Peniche o “1º Grande Concurso Nacional de Pesca Desportiva de Mar”. O responsável por esta iniciativa foi o Fernando Lopes da Silva*, entre outras coisas autor dos versos da canção de Peniche que seria interpretada por Maria de Lurdes Resende e que infelizmente deixou de se ouvir. A reedição desta canção em CD single seria uma boa prenda para os amantes de música popular e de Peniche.

60 anos depois ao desfolhar o livro de lançamento da iniciativa fui encontrar a publicidade de que vos dou testemunho. Estas empresas seriam algumas da mais importantes à época em Peniche. Com estas empresas se lançou Peniche como localidade de desenvolvimento. Curiosamente a grande maioria delas não resistiu ao tempo e às mudanças que se operaram no consumo. Também a entrada na comunidade europeia iria arrastar para a incapacidade económica de algumas delas.

Curioso é verificar que o desenho da capa é da autoria de alguém da nossa terra quer com os anos se tornaria uma figura determinante nas artes nacionais: o Escultor João Afra.

Que sintam o mesmo prazer que eu tive ao revisitar em 10 de Junho este nosso passado.

*Mais tarde ser-lhe-ia atribuída a Medalha de Ouro de Peniche”.









quarta-feira, junho 08, 2016


PORTUGAL

Portugal vai jogar à bola. Isto é, a selecção nacional de futebol vai disputar o campeonato europeu em França a partir de 14 do mês corrente.

Políticos, jornalistas e comentadores disto ou daquilo erguem bem alto a esperança de uma vitória e a respectiva consagração como campeões europeus da bola.

Não gosto, tenho mesmo uma certa má vontade contra este ganhar sem ser no campo. Somos sempre os melhores, mas chaga ao fim e vimos sempre de rabo a abanar.

Temos um grande jogador e mais outro e outro, mas no fim falta aquilo que é importante para a maioria de nós: - o caneco,

Enquanto discutimos estas coisas do futebol vamos aliviando o stress. Alguns.

Muitos outros continuam a deitar veneno nos locais e nas pessoas mais insólitas. Nestes últimos 2 meses, tive uma infecção urinária que ia dando comigo em doido, fiz 30 anos de casado, e e fiz mais um aniversário. Emagreci (embora não se note muito). E sinto que embora importante, a vitória de Portugal no Euro futebol não é tudo. Gostava que Portugal se cumprisse como Nação.

E que Peniche fosse um motivo de orgulho.

 

segunda-feira, junho 06, 2016


O “brexit”

Esta é a forma corrente de designar uma eventual saída da Grã-Bretanha da União Europeia.

Estranhamente o 1º ministro inglês que alcançou o poder com a promessa de referendar a permanência do reino de Sua Majestade nesta caldeirada de países, é um dos apoiantes mais ferozes dessa permanência. Tem como apoiantes preferenciais não os militantes do seu partido mas sim os do Partido que se lhe opõe. Os do Partido Trabalhista.

Este fim de semana vem a terreiro uma mensagem de um dos maiores responsáveis pelo genocídio no médio oriente, o Trabalhista Tony Blair.

E no entanto esta questão tem a sua origem primeira na tentativa de impedir a entrada de mais migrantes e em última análise trabalhadores de países terceiros. Enfim. É a Gr^-Bretanha no seu melhor.

Mas aquele povo já por 2 vezes é consultado sobre o que quer apar si próprio. E nós? Quando fomos ouvidos para decidir sobre o que pensamos sobre a União Europeia e os seus tratados de malfeitorias?

A única vez que se comprometeram em fazer um referendo sobre um tratado europeu, a pretexto de coisa nenhuma o sócras (conhecido pelo malfeitor-mor) assim que se apanhou na cadeira do poder fez-nos um grande manguito.

Com que Europa querem que nos identifiquemos? Aquela que nos castiga a nós e poupa a França e a Alemanha por violações sucessivas dos Tratados Europeus? Aquela que permite países como a Hungria que se tornaram déspotas e xenófobos? A que destruiu um muro em Berlim e construiu n muros em toda a Europa de Leste? A Europa que nos ensinou a ser solidários com as vitimas do fascismo e do comunismo e que agora se comporta da mesma maneira com os povos do médio Oriente?

Para quando um REFERENDO em Portugal?   

sábado, junho 04, 2016

2 RETRATOS INFELIZES DE UM HOMEM
Conversa entre dois homens:
"Amigo, você tem carro?"
"Sim, não... mais ou menos..."
"Mas homem, o que é isso?"
"Olhe, é da minha mulher quando vai às compras, é do meu filho quando vai ter com a namorada, é da minha filha quando vai à discoteca e é meu quando não tem gasolina!"



Três homens morreram e foram para o céu. Ao chegarem, S. Pedro perguntou
ao primeiro se fora fiel à mulher.

O homem confessou ter tido duas
aventuras durante a sua vida de casado. S. Pedro disse-lhe que só podia
receber um pequeno carro para andar no céu.
Perguntou ao segundo se fora fiel com a mulher e ele lá confessou ter
tido uma aventura. S. Pedro disse-lhe que lhe seria dado um carro médio.
Interrogado por sua vez, o terceiro homem disse que fora à fiel com a
mulher até ao ultimo dia. S. Pedro elogiou-o e deu-lhe um carro de luxo.

Uma semana depois, andavam os três homens a passear e pararam todos num sinal vermelho. Os homens voltaram-se e viram o homem do carro de luxo a chorar. Perguntaram-lhe o que se passava - afinal, estava ao volante
de um carro de luxo.
- Acabo de passar pela minha mulher, -disse ele- , e ela ia de skate


sexta-feira, junho 03, 2016


ESPANTO OU TALVEZ NÃO

“O Público indica que Teixeira dos Santos deverá ser indicado como novo presidente do banco luso-angolano, onde Isabel dos Santos tem 42,5%. O nome do ex-ministro das Finanças socialista já terá sido comunicado informalmente ao BdP.”

Esta é uma noticia dos jornais de há poucos dias. Infelizmente este tem sido o percurso dos nossos políticos. Foi enquanto Teixeira de Santos como Ministro das Finanças que o BPN foi adquirido ao estado português a preços de saldo, trasvestindo-se como BIC.

Quer dizer: O Ministro que aprovou a negociata é quem se torna o Presidente do objecto de desejo. É esta promiscuidade que me enoja. Mas Portugal tornou-se nisto. Uma salada de atitudes duvidosas. A que nenhum politico parece escapar.

E o ditado português que afirma não bastar à mulher de César parecer séria, aplica-se aqui em pleno.

Eu vou aguardar sentadinho pelas próximas eleições autárquicas e ver onde vão cair alguns dos nossos inestimáveis autarcas que vão passar para a prateleira dos obsoletos.

quinta-feira, junho 02, 2016


UM DIA FELIZ. E UM DEMAGÓGICO VENDEDOR DE LIVROS

Ontem foi um dia muito feliz. Amigas e amigos comemoraram comigo o Dia da Criança. E a minha filha veio passar o dia comigo. Senti-me grato por tudo e por todos.

 

Já vos contei aqui que a certa altura era para mim impensável ligar a TVI correndo o risco de apanhar com a Miss Piggy dentro de minha casa. Tenho hoje o mesmo problema com a RTP1 e com o orelhudo. O que Deus lhe acrescentou em orelhas, retirou-lhe em neurónios. O “cavalheiro” quando fala vomita fel por tudo o que respire fora dos seus conceitos ideológicos. A última dele é que descobriu que o fascismo tem as suas raízes no marxismo. O homem fede e por mais que lhe expliquem devagarinho e com desenhos que ele está a raciocinar de forma abstrusa, ele não consegue perceber. No dia 31 do passado mês de Maio, no jornal “Público” António Araújo, reputado historiador, explicou-lhe as coisas “certinho e direitinho”. JRS persiste em dizer que prova por A+B no seu romance que a sua tese é que está correcta.

Como se o que um fazedor de histórias se pudesse arrogar ao mérito de ser ele próprio o autor e fazedor daquilo que lhe interessa. Valham-nos ao menos os romances da Corin Tellado que conduziu ao casamento de tantas prostitutas com homens da mais nobilíssima nobreza.

JRS já não existe. Ele próprio é a sua negação. Mas não me invada a casa. Escreva o que quiser mas eu recuso-me a lê-lo e muito menos a permitir que me entre pelo lar adentro. Se é para vender livros que diz o que diz não me incomoda.

terça-feira, maio 31, 2016


DIA DOS IRMÃOS

Tinha um irmão e morreu. Extemporaneamente foi levado com 62 anos apenas. E já lá vão 13 anos. O tempo é demolidor.

Portanto teria ficado sem irmãos para festejar o dia de hoje, se não tivesse tido a felicidade de fazer crescer a minha amizade com algumas das pessoas que se cruzaram comigo ao longo da vida, de uma forma tal que os meus sentimentos por essas pessoas se terem confundido desde sempre com a relação que tinha com o meu irmão de sangue.

Aliás, penso que ser o mesmo sangue (?) que nos corre nas veias nunca determinou em mim maior proximidade.

A minha relação com o Victor Mamede e com o Álvaro Carolino nunca precisou de sangue para ser do tamanho das nossas vidas. Amei-os com a mesma singularidade com que amei o outro filho dos meus pais. Falo-vos de mais 2 que partiram na voragem dos tempos.

Resta-me o Tonha e o Calhas. Sobram estes dois para eu sentir que o meu porto de abrigo continua a ter amarras a que posso recorrer. No dia dos irmãos celebro os que já não posso ver mais (senão no meu coração) e os 2 que estão sempre prontos para mim.

Para estes vai neste dia o abraço físico que ainda posso dar. Para todos uma lágrima de alegria por ter sempre podido contar com eles.

  

segunda-feira, maio 30, 2016


I FEIRA DO LIVRO DE PENICHE

Organização do CICARP - Subsidiada pela CMP

1969

Quem ler este título hoje, considerará que raio de acontecimento vulgar é este para poder servir de mote a um post num BLOG.

1969 era o ano a seguir aos acontecimentos em Paris que ditaram uma cooperação entre trabalhares e estudantes que levou à queda do General de Gaulle.

Em Portugal Marcelo caetano tinha ascendido a 1º Ministro por força da incapacidade física de Salazar e defendia com todo empenho o que restava do Estado Novo.

Em Peniche um grupo de jovens e adultos pouco satisfeitos com o muro que se erguia à volta da sua terra, por força dos adeptos do regime que impediam todo e qualquer ar fresco que permitisse uma discussão mais aberta dos acontecimentos culturais e políticos que irradiavam por essa Europa fora, foram criando formas de discussão nos cafés e em Associações que permitissem perceber melhor o que se passava à sua volta.

Criam então como fórum de discussão um Cine Clube, o CICARP (Centro de Iniciação Cinematográfico da Associação Recreativa Penichense), que a pretexto de que o cinema tocava todas as formas de arte, consegue realizar colóquios sobre música, sobre a condição feminina, sobre literatura e que atinge um dos seus corolários na realização da I Feira de Livro de Peniche. Isto em 1969 e com o apoio da Câmara Municipal de Peniche que na altura tinha um Presidente escolhido dos quadros da Acção Nacional Popular, o partido de apoio ao Estado Novo. Por uma questão de justiça refira-se que o Presidente da Câmara da Altura era Victor João Albino de Almeida Baltazar, nosso conterrâneo da Atouguia da Baleia e que viria a ser demitido do cargo em Setembro de 1969.

Não quero referir nomes dos integrantes do CICARP que vieram a meter esta lança em África. Foram muitos e de um trabalho generoso. Jovens e mais velhos. Alguns já conoctados como opositores ao regime, mas muitos outros arriscavam ficar com a sua identidade manchada por serem gente da oposição. E essas coisas nesse tempo pagavam-se caras com o impedimento de exercerem cargos públicos, a cassação de passaporte e outros castigos mais ou menos subtis.

Publico uma foto da época com um grupo de gente que trabalhou arduamente para tornar possível a realização deste evento que à altura parecia inatingível. Alguns deles já desparecidos de entre nós infelizmente, mas que perdurão para sempre na nossa memória.

Para terminar resta dizer que a última grande aventura do CICARP foi a realização de um festival de baladas na Associação com José Afonso, José Carlos Vasconcelos e Adriano Correia de Oliveira, sendo que alguns dias depois foi extinto por determinação da Direcção da altura, presidida por José Fernandes Bento o líder local da ANP.




  

sábado, maio 28, 2016

HISTÓRIA DAS 3 FADAS
Todos conhecem o Carlinhos, aquele rapaz muito bacano que em pequeno dava cabo dos nervos à professora. Certo dia, a professora pediu a toda a turma para inventarem uma história.

Depois de todos os colegas lerem a sua composição, chega a vez do Carlinhos, que começa assim:

Vou contar a história das três fadas. Era uma vez uma prinsusa... Nisto a professora interrompe e diz: É princesa que se diz e não prinsusa!

- Não Sra professora, nesta história é mesmo prinsusa. Continuando:

Era uma vez uma prinsusa, que vivia suzinha na turre do seu castalho e estava traste, muito traste por estar suzinha. Resolve então enviar um bilhuto a um prinsusu que também vivia suzinho na turre do seu castalho. Escreveu muitos bilhutos até que um dia o prinsusu agarrou no seu cavalo e cavinhou, cavinhou, cavinhou pela florista até chegar ao castalho da prinsusa. Quando chegou à purta do castalho da prinsusa dá-lhe um pintapu e a purta cai. Sobe a correr até à turre da prinsusa, arrebenta com a purta do quarto da prinsusa, ele olha para ela, ela olha para ele, ele olha para ela .. e dá-lhe três fadas...

quarta-feira, maio 25, 2016


O AZULEJO EM PENICHE

Possui o nosso Concelho um património riquíssimo em azulejaria, sendo que algum dele já o perdemos irremediavelmente pela destruição do tempo e outro por força de algumas incapacidades de o reter em locais a que pertenceram. Em relação a este último caso estou a recordar os painéis de azulejos alusivos a S. Francisco que estavam colocados no convento de S. Bernardino e que foram retirados e (re)colocados em Torres Vedras. A História da Azulejaria do Concelho de Peniche, nomeadamente a religiosa, estará toda por fazer. Embora existam referências meritórias na obra de Mariano Calado relativas ao imenso património que por aqui abunda, seria de esperar que alguém se dedicasse com saber e tempo a esse estudo.

Por descargo de consciência publico aqui algumas fotos de azulejos que uma passeio rápido na cidade proporcionam, a quem se der ao trabalho de olhar.
















 

terça-feira, maio 24, 2016


O SANTUÁRIO DE Nª SRª DOS REMÉDIOS

Para recolher documentação para um post que tinha intenção de fazer aqui, fui hoje ao Largo do Santuário e à Igreja do mesmo nome.

Ao olhar para o estado de degradação a que chegaram os edifícios do antigo Colégio, não pude deixar de sentir uma enorme desolação. Já falta pouco para todo aquele conjunto entrar em estado irremediavelmente perdido. O que ali está a acontecer deveria envergonhar os seus proprietários.  Não tenho palavras que o descrevam.

Dir-me-ão que deveria haver intervenção de alguém ou alguma entidade ligada ao património. Talvez em última instância isso seja verdade. Mas se a Igreja não consegue cuidar do seu património, que o entregue a quem o possa preservar.

Afinal aquele espaço pode ser uma estância de turismo de 1ª qualidade.

Mas não fica por aqui a responsabilidade da Igreja e dos seus responsáveis. Entrando no Santuário o estado de degradação que alguns painéis de azulejos já atingiram é um pecado capital contra os responsáveis pela sua destruição.

Deixo-vos algumas fotos que o ilustram. Antes isso que eu continuar a escrever e dizer ainda alguma coisa de que me venha a arrepender.




   

segunda-feira, maio 23, 2016


À GUISA DE EXPLICAÇÃO

No meu baú fui encontrar este texto que não resisto a (re)publicar. Nos tempos que correm dói ter que ler coisas destas, mas é fundamental não nos esquecermos delas.

 

Quando recebo no email pedidos para retransmitir apelos ou quejandos, apago e sigo em frente. Desta vez parei e li. E depois de muito pensar decidi publicar esta carta. Acho-a muito bem escrita. Não sei quem a escreveu (apesar de dizer de quem é), mas salvo um ou outro aspecto que considero demagógico, penso ser um documento que bate no essencial. Porque raio de razão se consideram os criminosos dignos de uma cadeia de solidariedade em nome dos direitos humanos e hão-de ser as suas vítimas que recebem o rótulo de hostis e prevaricadores.

Mas são os média os principais promotores desta inversão de valores. Que jornalistas estagiários se empenhem na notícia eu compreendo. Mas o Editor ou o chefe de redacção têm o dever de separar as águas. Ou então não se admirem que a seguir sejam eles próprios a notícia.

Assunto: Carta enviada de uma mãe para outra mãe no Porto, após um telejornal da RTP1

 

 De mãe para mãe...

Cara Senhora, vi o seu enérgico protesto diante das câmaras de televisão contra a transferência do seu filho, presidiário, das dependências da prisão de Custóias para outra dependência prisional em Lisboa.

Vi-a a queixar-se da distância que agora a separa do seu filho, das dificuldades e das despesas que vai passar a ter para o visitar, bem como de outros inconvenientes decorrentes dessa mesma transferência.
Vi também toda a cobertura que os jornalistas e repórteres deram a este facto, assim como vi que não só você, mas também outras mães na mesma situação, contam com o apoio de Comissões, Órgãos e Entidades de Defesa de Direitos Humanos, etc...

Eu também sou mãe e posso compreender o seu protesto. Quero com ele fazer coro, porque, como verá, também é enorme a distância que me separa do meu filho.
A trabalhar e a ganhar pouco, tenho as mesmas dificuldades e despesas para o visitar.
Com muito sacrifício, só o posso fazer aos domingos porque trabalho (inclusivé aos sábados) para auxiliar no sustento e educação do resto da família.

Se você ainda não percebeu, sou a mãe daquele jovem que o seu filho matou cruelmente num assalto a uma bomba de combustível, onde ele, meu filho, trabalhava durante a noite para pagar os estudos e ajudar a família.

No próximo domingo,  enquanto você estiver a abraçar e beijar o seu filho, eu estarei a visitar o meu e a depositar algumas flores na sua humilde campa, num cemitério dos arredores...

Ah! Já me ia esquecia: Pode ficar tranquila, que o Estado se encarregará de tirar parte do meu magro salário para custear o sustento do seu filho e, de novo, o colchão que ele queimou, pela segunda vez, na cadeia onde se encontrava a cumprir pena, por ser um criminoso.
No cemitério, ou na minha casa, NUNCA apareceu nenhum representante dessas "Entidades" que tanto a confortam, para me dar uma só palavra de conforto ou indicar
-me quais "os meus direitos". 

 

sábado, maio 21, 2016

A PROPÓSITO DE ANIMAIS
Para cães que sabem ler...
Para cães de caganeira...


sexta-feira, maio 20, 2016


A CÃOZIFICACÃO DE PORTUGAL

A Assembleia da República entrou em modo de loucura. Salvé cães, gatos e quejandos. A Lei Portuguesa está convosco.

Faltam no entanto alguns passos decisivos:

- A Criação de um Serviço Nacional de Saúde para animais;

- Uma rede de cuidados continuados particularmente para animais vitimas de pulgas, carraças e percevejos, espalhada por todo o país;

- A Santa Casa da Misericórdia dos animais para distribuir comida aos mais carenciados;

- Escolas privadas e públicas para animais sendo que serão os seus legítimos representantes a escolher a opção desejada, cabendo ao Estado o seu suporte financeiro;

- Apoio na aplicação de próteses aos animais que pela sua provecta idade, ou por acidente provocado por motoristas descuidados, deles necessitem;

 

Ser cão (ou gato ou urso ou macaco ou pulga ou leão ou elefante) não é algo que se escolha. Mas é algo com que se tem que viver para o resto da vida. Andam bem os senhores deputados em apoiar de forma firme e denodada a família animal.
Afinal de contas quem apoiaria os árbitros quando a população leonina os apelida de camelos?

 

Desde que me conheço que em minha casa sempre existiram cães e gatos que tinham liberdade para dormir em casa, nesta se alimentarem e descansarem tipo SPA. Cagar é que não. Cagavam na rua em liberdade, como eu próprio o faço no Alto da Vela.

Hoje tem chip, tem coleira, tem papelinho para limpar a merda, tem vacinas e tem passeios na rua devidamente controlados. Só que já não tem cão.

NUNCA MAIS NA VIDA quero um cão ou gato em minha casa. E no dia em que começarem a incomodar-me com os passarinhos, abro a porta ao papagaio e ao canário e eles que vão morar para a Assembleia da República.

Odeio os protectores de animais que se recusam a ver as crianças que passam fome. Que não têm acesso ao SNS. Que são condenados na escola a serem “burros” sem que alguma lei os proteja.

 

Sou eu com certeza que estou errado.  Mas antes errar nisto que me sentir completamente anormal.

quarta-feira, maio 18, 2016


MULHER DA VIDA

“As línguas, meus caros, são umas bastardas.

Reparem: o português julga que vem do latim, essa língua imperial, mas nem sempre se lembra que o latim era outro: não o latim dos intelectuais romanos, mas a língua do padeiro. E do ferreiro. E da mulher da vida. E do soldado.”


Respinguei do Blog “Certas Palavras” do estudioso da Língua Portuguesa Marco Neves este pedaço de escrita.

Curto ler o Marco porque ele não puxa galões para si próprio. Não é rebuscado nem “doutoral”. E o que diz cai como bombas na minha cabeça deixando-me atordoado. Se me fosse possível recomendaria aos que me acompanham a leitura deste Blog porque encontram encantos nesta pátria que é a nossa língua, motivos suficientes para se sentirem felizes com o que dizemos e ouvimos.

 

À frente. Vem isto a propósito da expressão que ele utiliza para definir “prostituta”, que designa por “mulher da vida”. Presumo que no contexto em que a expressão surge a referência seria a de “mulher de má vida”: Embora que também aqui seja uma expressão muito pouco real. Até correm várias histórias no anedotário nacional sobre aquela expressão.

Agora “mulher da vida” era a minha mãe que foi formadora na área de costurar da tua avó, meu caro Marco. A minha mãe esforçou-se e trabalhou que nem uma danadinha para dar expressão de dignidade à educação dos seus filhos. Mulher da vida foi a minha avó. Uma autêntica força da natureza. Mulheres da vida serão tantas e tentas que em terras de mar ou de campo, nas cidades ou nas aldeias construíram mundos de Amor. Eu que sou um apaixonado pela tua avó Leonor há muitos e muitos anos, não posso senão discordar do contexto em que a expressão mulher da vida é utilizada.

Em tudo o resto, bem hajas caro Marco por existires. Por seres de Peniche. Por seres filho e neto de quem és. Por teres as mulheres que tens na tua vida. E já agora os homens que tens, já que é sabido que atrás de uma grande mulher está sempre um grande homem.

 

 

terça-feira, maio 17, 2016


EU FUI À FESTA DOS ÚLTIMOS

No Domingo à noite decidi ser do contra mais uma vez. Os outros ganharam e eu fui à festa dos vencidos ao estádio que melhor representa os perdedores: o José Alvalade.

Isto terá a ver com alguns dos princípios que adquiri de pequeno;

- Os últimos são os primeiros (acto de fé da minha cultura judaico-cristã)
- O 2º é sempre o primeiro dos últimos (cultura do campo da torre)

- Saber como festejam os perdedores (principio Universal para saber viver em Paz)

 

Estavam lá muito poucos. Mas mesmo assim houve de tudo. Gritos. Algumas chapadas. E ódio suficiente para aliviar a tensão.

Não me venham com histórias. As picardias daquela gente foram o sal e a pimenta necessários para o Bacalhau com natas que foi este último campeonato nacional de futebol, mais conhecido por 35.

 

Não merece a pena termos ilusões. Um nunca foi capaz de se governar a si próprio. O outro cospe no prato de sopa que o alimentou durante 6 anos. O outro ainda não passa de um “sem-abrigo” que vai perdendo acolhimento por onde passa.

 

É um grupo heterogéneo que vale pelo seu conjunto e por passarem o tempo a enganarem-se uns aos outros e aqueles que neles confiam. Chamemos a esta gente o “Grupo dos Vencidos da Vida” do séc. XXI. Valem por ser um grupo que se irmanou num único objectivo, estragar o que já não prestava.

 

Que o futuro permita que não se separem e não saiam de onde estão.

Gostei da festinha deles.  

segunda-feira, maio 16, 2016

PÊXE SECO
Vão lá os dias em que o peixe determinava a vida dos habitantes do Concelho de Peniche. Abundavam o chicharro, a sardinha e o carapau. Abundavam a chaputa e a raia. A abundância de peixe e o sol de Peniche permitiam a secagem de várias espécies   que constituíam refeições garantidas em tempos em que os frigoríficos eram luxo e um petisco sempre garantido para as tardes de domingo depois dos jogos do Peniche, nas tabernas em que as contas dos dinheiros “por fora” das pescas eram acertadas.

Peixe seco cozido com batatas e cebolas ainda irão entrar nos cardápios como refeições gourmets, elaboradas por chefs de renome internacional, tal como entraram os carapaus de escabeche ou “alimados” de boa memória.

Em memória dos velhos e velhas desse tempo que fizeram dos meus dias um manancial de livros de saber que merecem ser recordados, aqui vai esta foto do h. blayer e este pobre mas emotivo texto.

 

sábado, maio 14, 2016

MULHER PREVENIDA...
A Genoveva, rapariga bem (da linha, por sinal), estava nervosíssima com os preparativos do casório.
Entra a Tia Filipa Gentefina de Vasconcelos que, ao vê-la naquele estado lhe perguntou, de imediato, o motivo de tanta preocupaçao.
- Ai, Genoveva! Você 'tá tao down. Mas afinal o que é se passa ?
- Oh Tia, 'tou uma pilha!.. Eu 'tou enervadérrima, sei lá...
- Mas, oh Genoveva isso é naturalíssimo com o casamento...
- Oh Tia, você nem imagina !... ...o mundo vai-me desabar em cima... Veja lá que caso amanhã e, justamente quando preciso mais do meu corpinho, 'tou com o período... Nem sei que faço! 'Tou mesmo uma pilha...
- Mas, oh Genoveva, tenha calma, nao se enerve que eu falo com o Bernardo.
Ele é um rapaz 'tao bem... Ele é um querido - de certeza que vai entender.
- Oh Tia Filipa, você faz isso?
- Olhe, vou já ter com ele.
A Tia Filipa visita o Bernardo e expoe a situação:
- Bernardo, como 'tá, meu querido ?
- Oh Tia, 'tou bem. A que se deve esta visita ?
- Olhe: eu nem sei como é qu'eu hei-de começar... ...é q'a
Genoveva 'tá enervadérrima porque, justamente agora com a noite de núpcias e isso, 'tá a atravessar aqueles dias do mês que todas as mulheres têm, 'tá a ver?
- O quê 'tá com o período?
Mas, oh Tia, isso é uma coisa normal da vida das mulheres e não constitui um problema, até porque o amor q'eu nutro pela Genoveva é um amor essencialmente platónico.
- Oh Bernardo, você é um querido, você é benzérrimo.
Obrigadinho, vou já a correr a contar à Genoveva qu'ela 'tá uma neura.
Meia-hora depois:
- Olá Genoveva! Acalme-se rapariga !
- Entao, Tia Filipa? Conte-me q'eu nao aguento mais!
- Oh Genoveva, eu nao lhe disse que o Bernardo era um querido, q'ele era benzérrimo e q'ia compreender ? Olhe, falei com ele e ele disse que não havia problema nenhum e que o amor que sente por si até é essencialmente platónico...
- Ai mas que bem! Mas, oh Tia Filipa, o que é que é um amor platónico?
- Oh Genoveva, eu também não sei mas, pelo sim pelo não, vá preparando o rabinho


sexta-feira, maio 13, 2016


6ª FEIRA 13

O Brasil consumou o que nunca esperássemos ser verdade. Um País de opereta. Em que alguém com 1% dos votos nas últimas presidenciais e um processo de corrupção que o inibe de ser candidato a cargos públicos durante 8 anos, acaba a substituir a Presidente Dilma por esta que não é corrupta ter sofrido um processo de impedimento movimentado pelos engravatados brancos brasileiros. Os sem terra que se lixem…

 

Aqui sabido como é que os colégios particulares são um negócio de milhões em que alguns proprietários vivem do dinheiro dos contribuintes, misturando Igreja e vigarice, deturpam-se estes factos e mistura-se tudo para fazer destes saca-euros, miseráveis vítimas. Toda a gente tem direito a ter a melhor vivenda do mundo, mas que a pague. Toda a gente tem direito a ter um Ferrari, mas que o pague. Toda a gente tem direito a estudar na Suíça, mas que pague esse benefício. O resto são tretas do palhaço “tirica”.

 

Parece que o Sol agora fica desorientado sempre que há uma peregrinação a Fátima em Maio. Valha-nos a Nossa senhora da Nazaré.

 

Estou doente. Sinto-me infeliz.

Tenho de ir à Bruxa.

 

terça-feira, maio 10, 2016


O DIA QUE EU NÃO COMEMORO

Definitivamente não comemoro o DIA DA EUROPA.

Qual Europa? A da senhora Alemã e do seu Minstro das Finanças? A Europa que hostiliza e humilha a Grécia e Portugal? A Europa que destruiu um Muro em Berlim e construiu dezenas deles em sua substituição?

A Europa que distingue os Países do Norte como países de gente laboriosa e productiva e os Países do Sul como inaptos, lascivos e incapazes?

Que Europa existe hoje? Se é uma Europa sem fronteiras saúdo-o. Mas se só não existem fronteiras para os seus e para as outras etnias, religiões ou pensamentos diversos, a Europa fecha-se e torna-se xenófoba e déspota.

42 anos depois nunca pensei ver a Europa tão longe de mim.  

sábado, maio 07, 2016


TRATAMENTOS DE BELEZA
Um homem resolve fazer plástica no rosto em função do seu aniversário.
Ele gasta $5000 e se sente muito bem com o resultado.
No caminho para casa ele para em uma banca e compra um jornal. Antes de ir embora ele diz ao jornaleiro:
- "Desculpe por perguntar mas, quantos anos voçê acha que eu tenho?"
- "Mais ou menos 35" foi a resposta.
- "De facto eu tenho 47", responde o homem, sentindo-se verdadeiramente feliz.
Depois disso, ele vai ao McDonalds almoçar faz a mesma pergunta ao balconista, que responde:
- "Ah, voce aparenta uns 29".
- "De facto eu tenho 47".
Isso o faz  sentir realmente bem.
Enquanto estava no ponto de onibus, ele repete a pergunta a uma velha senhora. Ela responde:
- "Eu tenho 85 anos e minha visão ja não e mais a mesma. Mas quando eu era jovem, havia uma maneira infalivel de dizer a idade de um homem. Se eu puser minha mão dentro de suas calças e brincar com suas bolas por dez minutos, serei capaz de dizer sua idade exata."
Como não havia ninguém por perto, o homem pensou que nao haveria mal nenhum e deixou-a escorregar a mão para dentro de suas calças. Dez minutos depois a velha senhora disse:
- "Ok, esta feito. Você tem 47."
Espantado o homem disse:
- "Isso foi brilhante! Como fez isso?"
A velha senhora respondeu:
- "Eu estava atrás de voçê no McDonalds."

sexta-feira, maio 06, 2016


A MINHA ESCOLA

Quando um governo decide impor “moralidade” no funcionamento do ensino privado, “aqui-d’el-rei-peixe-frito” que estão a querer impedir o ensino privado e o direito a frequentá-lo.

ISTO É MENTIRA.

Ninguém impede o ensino privado de funcionar por uma das 2 seguintes respostas:

 

- Quando e ensino público não tem resposta na sua área de influência, surgindo então os designados contratos de associação. Ou:

- Quando um grupo de pais quer uma resposta mais específica para o ensino dos seus filhos, quer do ponto de vista religioso (ou sem ele), quer do ponto de vista técnico cientifico, e então. Estabelecem parâmetros que correspondam à sua admissão naquele estabelecimento de ensino. Escolhem os professores que mais desejam para os seus filhos, o tipo de actividades, e os currículos que lhes oferecem mais garantias no futuro.

 

É claro que no 1º caso os alunos não poderão ser penalizados economicamente por aquilo que o Estado deveria dar mas não dá, e no 2º caso, verificada a adequação dos currículos, o Estado não pode nem deve opção pode nem deve opor-se ao seu funcionamento e os pais pagarão o luxo de ter uma escola onde queiram os seus filhos. Serão os pais que pagam e que serão responsabilizados pela educação dos seus filhos.

 

Esta questão que opõe escolas privadas contra o Estado é de todo uma falsa questão. O que os privados em alguns casos querem é encher as algibeiras à conta dos contribuintes. Que sentido faz eu estar a pagar uma escola confessional num local em que o ensino público tem a resposta que deve ter?

 

Nenhum de nós de Peniche esquece o triste exemplo que foi a desgovernação de uma escola privada por um gestor megalómano, que tudo fez para construir um reino só seu.

Quantos destes gestores não proliferam por esse país?

 

RECUSO-ME A PAGAR ESCOLAS PRIVADAS SE AS PÚBLICAS DEREM COBERTURA AO SEU PÚBLICO ALVO.

Sou a favor das escolas privadas se os paizinhos e as mãezinhas ricas dos meninos as pagarem.

 

  

quinta-feira, maio 05, 2016


QUANDO SE CHEGA A VELHO PERDE-SE A PACIÊNCIA

Para tudo. Para a falta de saúde. Para a falta de dinheiro. Para ler certas coisas (entre as quais eu próprio me incluo). Para ouvir certa gente.

Num afã verdadeiramente meteórico tem vindo a senhora dona que dizem ser a actual proprietária do CDS a falar de tudo e a propor tudo e mais alguma coisa. Os analistas dizem que é para se demarcar dos laranjas.

Ela propõe e propões como se não tivesse acabado de sair agora do Governo. Então onde estavam todas estas propostas quando a dona era ministra e o CDS era Governo?

Maldita seja! Malditos sejam os hipócritas! Malditos todos os que pretendem fazer de mim estúpido e tolo.

Que a terra lhes seja pesada.

segunda-feira, maio 02, 2016


VIVA O 1º DE MAIO

Não faço com este grito nenhum regresso ao passado. Recordo só que se celebra o dia da Mãe e do Pai e dos Avós, se comemoramos o dia da Pátria da Ressureição dos Mortos e Ano Novo e da Paz, celebrar o dia de quem trabalha e que com o seu trabalho permite que os povos possam tornar-se economicamente viáveis, celebrar quem com o seu trabalho permite apoiar idosos, sustentar Hospitais, permitir a existência de Escolas, de Reformas, de apoios às crianças, quem tudo isto alimenta merece no mínimo a nossa homenagem.

É isso o dia 1º De Maio, Dia do Trabalhador.

O chico espertismo em Portugal, fazendo de todos nós estúpidos, contornou em período de crise esse emblema e abrindo hipermercados com preços enlouquecedores para os que têm dificuldades, levou trabalhadores a romperem com os seus valores e os consumidores a “cagarem” em colegas trabalhadores por assim poderem comprar mais barato. Esta é uma das tentações de Cristo no Deserto quando o Demo lhe oferece todas as riquezas do Mundo.

É assim Jerónimo Martins a preparar-se para sacar o mais que poder em Portugal e depositar na Holanda. São assim os Belmiros Azevedos deste mundo. E apesar do apelo do Papa Francisco para que se respeitem os trabalhadores e o seu trabalho, para eles isso só é importante se servir para lhes encher algibeiras.

Os Pingo Doce e os Continentes deste Mundo não verão desde que eu possa evitar a cor do meu dinheiro. E sempre que os vir a assistir à missa mais crescerá em mim esta firme convicção de que Deus não existe.
Sofrem as crianças mortas ao chegar à praia e eles cada vez mais ricos. Quem é que no seu juízo perfeito pode acreditar em Deus?