sábado, dezembro 01, 2018

EXPLIQUEM AOS VOSSOS FILHOS E ALUNOS


O Presidente da Câmara vai visitar um hospício e é recebido por uma comissão de pacientes.
- Viva o Presidente! Viva o Presidente! - gritavam eles, entusiasmados.
Ao ver um dos doidos da comissão calado, um dos assessores do Presidente, aborda-o e pergunta:
- E você, porque é que não está a gritar: "Viva o Presidente"?
- Porque eu não sou louco, sou médico!

O marido chega a casa indignado e diz para a mulher:
- Encontrei aquela besta do nosso vizinho do segundo andar a gabar-se de ser o maior garanhão.
Sabes o que ele me disse? Que já comeu todas as mulheres aqui do prédio, menos uma!!!
E a mulher responde:
- Ah! Deve ser aquela enjoadinha do terceiro andar…

- De que é que precisamos quando encontramos alguns advogados cobertos até ao pescoço com cimento?
- Precisamos de mais cimento.



quarta-feira, novembro 28, 2018


LER OU NÃO JORNAIS

OUVIR/VER OU NÃO TELEJORNAIS

Caiu o carmo e a trindade com as palavras de Graça Fonseca Ministra da Cultura no México quando afirmou: “Uma coisa ótima de estar em Guadalajara há quatro dias é que não vejo jornais portugueses” 25 de novembro

Eu sou do tempo em que ler jornais era mesmo uma aventura. A dificuldade era escolher entre os vários os vários jornais de referência. Em desfilada passam por mim os títulos de “República”, “Diário de Lisboa”, “Diário Popular”, “Capital”, “Diário de Notícias”, “Século”, “Jornal do Comércio”, “Jornal de Notícias”. Depois existiam outros títulos que caracterizavam as pessoas que os liam. “Comércio do Funchal”, “Jornal do Fundão”, “O Dia”. Diz-me o jornal que lês, dir-te-ei quem és. Alguns serviam mesmo como primeira referência para um informador da PIDE/DGS iniciar a sua pesquisa.

Recordo o meu avô Benjamim em casa a ler “O Século” ou o Diário de Noticias” e ele já morreu vão lá 65 anos. E recordo ainda alguns jornalistas que me marcaram. O Urbano Carrasco, o Ruella Ramos, mais recentemente o Adelino Gomes, o Ferreira Fernandes, o Raúl Rego. São alguns nomes dos muitos que já esqueci mas que ao tempo me faziam comprar jornais. Recordo Mário Castrim. Alguns nomes maiores da nossa literatura passaram por trabalhar em jornais como comentadores, repórteres ou enviados especiais a eventos mundiais.

E hoje? O “Diário de Notícias passou a online e eu tive dificuldade em encontrar um jornal que o substituísse porque preciso de sentir o papel nas minhas mãos. Restavam-me o “Jornal de Notícias” e o “Público”. Completamente fora de causa está o o Jornal do porno/crime “Correio da Manhã”. Acabei por me fixar no “Público”. Vespertinos desapareceram todos.

Depois do que vos relato, correndo o risco de ser mais uma vez politicamente incorrecto, quero dizer-vos que compreendo em absoluto a Ministra da Cultura. Online restam-me o “Diário de Notícias e o “El Pais”. Mas como já vos disse sinto que o meu dia falhou se não sentir o papel de jornal a perpassar pelos meus dedos.

Outra diferença absoluta é no que diz respeito aos Telejornais. Antigamente ouvir um Telejornal era um ritual sagrado que não podia ser interrompido. Hoje são os filmes e as imagens da natureza que servem de pano de fundo para a hora dos jornais televisivos. E até os desenhos animados. Tudo menos os massacres a que me submetem às horas das refeições. Tudo menos ouvir o Portugal dos pequeninos pela voz “grunhial” dos portas, dos mendes ou das moura guedes.

E ainda estranham o comportamento dos seres humanos nos tempos que correm.

segunda-feira, novembro 26, 2018


TAO TE KING (LIVRO DA VIA E DA VENTURA)

Um livro de poemas/pensamentos que me acompanha desde 1973. Escrito por lao tse (velho mestre), erudito chinês que se pensa terá vivido na primeira metade do século VI a.c.



Deixo-vos com um dos seus pensamentos/poemas. Num tempo em que nada parece importar, retomar as palavras sábias desta cultura milenar cada vez mais me parece a saída para os que pretendem construir a sua felicidade na Paz e na Harmonia.

XXIII

Quem conhece os outros é inteligente,

Quem se conhece é iluminado,

Quem vence os outros é forte

Quem se vence a si próprio tem força de ânimo.

 

Quem se contenta é rico.

Quem se esforça por agir tem vontade.

 

Quem fica no seu lugar tem longa vida

Quem morre sem desaparecer atinge a imortalidade.

sexta-feira, novembro 23, 2018


QUE PENA…

Se queres saber como o Concelho de Peniche está a caminhar, lê a “Gazeta das Caldas”. Isso aconteceu-me esta semana ao ler a entrevista que este jornal fez ao actual Presidente da Câmara de Peniche  e que foi publicada na passada 6ª Feira 16 de Novembro de 2018 nas Pags. 20 a 22 e com chamada de 1ª Página.

Alguns dirão que é lamentável que para sabermos os caminhos que Peniche trilha tenhamos que ler um jornal de uma outra terra. Eu diria que também é bom que assim seja independentemente de o jornal local se deleitar em outras praias.

Fui daqueles que sempre considerou que “A Voz do Mar” sendo propriedade da Igreja católica deveria reflectir isso mesmo. Sou por uma verdade transparente e total dos órgãos de informação para não termos dúvidas sobre a sua orientação.

A “GC” está em melhores condições para informar a “VM” sempre dependente de apoios financeiros. Para mim é mais independente o jornal local quando faz o resumo (ainda que condicionado) das reuniões da Assembleia Municipal ou dos acontecimentos ocorridos. A “VM” para os Penicheiros é um “já foi” que desejamos o mais abundante possível. Não será nunca um jornal de pensamento livre, perturbante e perturbador. Mas cumpre bem para as suas muitas limitações o papel que desempenha.

Voltando à entrevista de Henrique Bertino penso que deveria ser de leitura obrigatória para todos aqueles que se interessam pela causa pública em Peniche. É o balanço de um ano sobre a saúde política do concelho de Peniche. Um retrato cru da verdadeira face de Peniche para além dos holofotes mediáticos e das ambições de protagonismo. É um programa de intenções para os próximos tempos nas condições encontradas. E de alguma forma o que pensa o actual edil fazer para poder reverter a situação encontrada. É um Raio X  cru sobre os eleitos locais. Se bem repararem eu não faço avaliação de valore. Propositadamente para não vos induzir na minha própria leitura.

O que posso desejar é que todos os que se importam sobre estas coisas leiam esta entrevista. Para percebermos melhor o que se passou e o que se passa. Inteligentes, idiotas e mais ou menos indiferentes todos temos a lucrar com essa leitura.

 

 

 

terça-feira, novembro 20, 2018


O REGRESSO DO ZÉ ROSA

Ontem (2ª Feira) numa das minhas curtas saídas de casa, alarguei o meu percurso para cumprimentar alguns familiares. Nesse percurso encontrei quem me tentou motivar para a escrita para além do que já faço. Dizia-me esse confrade de há muitos anos que existem memórias que não tenho o direito de guardar para mim. Devem ser perpectuadas para o futuro. Os nossos filhos e os filhos dos nossos filhos têm que conhecer o que foi o tempo que vivemos em Peniche. Eu garanti-lhe que ninguém está interessado nisso. Isto é, poderão haver meia dúzia de pessoas que se interessam, para além desse restrito número os interesses são outros e mais simples. Como viver o hoje, sendo que o importante é sacar aqui e agora o mais possível para o bem estar pessoal imediato.

Foi aqui que recordei o Zé Rosa. Quem conhece hoje os seus livros? Que escolas no nosso concelho os tên no seu acervo? Existem livros do Zé Rosa no acervo da Biblioteca Municipal? E no entanto os livros desse Homem de Peniche dispõem de toda uma informação (ainda que romanceada) do que foi o tempo anterior à revolução de Abril de 1974. O Zé Rosa contém em si mesmo todo um período de luta pela Liberdade, Fraternidade e Igualdade.

O Zé Rosa era o CICARP e a HÚMUS. Era o ideal republicano. Era o penicheiro filho de pescadores que por eles se bateu e deu o melhor de si próprio. Escreveu-se escrevendo Peniche. Não há nome de rua. Não há memoriais. O Zé Rosa fez parte da 1ª Comissão Administrativa logo a seguir ao 25 de Abril e deu-se todo à sua função. Mas quem o recorda?

Dele guardo o amigo. O escriva. O ser solidário. Fica aqui escrito embora o que aqui fica seja muito pouco relevante.

segunda-feira, novembro 19, 2018


DRAMÁTICO

Ao ouvir o Telejornal de hoje (domingo) fiquei profundamente chocado. Segundo as notícias, desde que houve a invenção do automóvel e até hoje em acidentes de viação já morreram entre 50 a 60 milhões de pessoas. Segundo as notícias mais do que as mortes que se verificaram na soma das I e II Guerras Mundiais.

Isto deixa-nos completamente assustados.

Todos nós já perdemos em acidentes de viação familiares ou amigos e, quando isso acontece ficamos em choque. Pelo dramatismo da situação. Pelo inesperado. Pelo absurdo.

E no entanto todos nós já facilitámos na condução (e nada nos garante que isso não volte a acontecer), criando riscos desnecessários para nós próprios, para os que transportamos e para os que circulam na estrada como nós. O pensamento que temos é o habitual nestes casos, os acidentes só acontecem aos outros. Mas sabemos que isso não é verdade.

Escrevo sobre isto porque me impressiona. Porque penso que todos nós devemos parar para pensar. E reduzir a velocidade. E chegar ao nosso destino em Paz e com alegria.   

sábado, novembro 17, 2018


LÂMPADA DE ALADINO DO "SÉCULO XXI"

 Uma mulher encontra uma Lâmpada de Aladino...

Imediatamente a esfrega e, como num passe de mágica, sai um Génio.

A mulher olha o Génio e pede-lhe um desejo:

- Quero que meu marido só tenha olhos para mim,

- Que eu seja a única,

- Que tome seu café da manhã, almoce e jante sempre ao meu lado,

- Que me toque logo que se levante ,

- Que não me deixe nem para ir à casa de banho,

- Que viaje sempre comigo,

- Que cuide de mim, me contemple,

- Que caso se afaste um segundo de mim, se desespere, e me diga a falta que lhe faço,

- Que nunca me deixe só e me leve, a toda a parte, com ele...

e zás... foi transformada num Telemóvel !!!

 A TIA LÍDIA

O Joãozinho achou tão excitante o que tinha visto que não se conteve e  correu para casa contar à mãe, o que tinha visto:
- Mãe! Mãe! Eu estava no pátio da escola, quando vi o carro do pai ir para o bosque com a tia Lídia. Fui atrás para ver. O pai estava a dar um grande beijo na tia Lídia. Depois ele ajudou-a a  tirar a blusa, depois a tia Lídia ajudou o pai a tirar as calças e depois a tia Lídia...

Nesse ponto, a Mãe interrompeu-o e disse:
- Joãozinho, essa é uma história tão interessante, que vais guardá-la para contar à hora do jantar!... Quero ver a cara do pai, quando lhe contares tudo isso, à noite.  

Ao jantar, a mãe pediu ao Joãozinho para contar a história.
- Eu  estava a brincar no pátio da escola quando vi o carro do pai ir para o bosque com a tia Lídia. Corri para ver. Ele estava a dar um grande beijo à  tia Lídia. Ajudou-a a tirar a blusa e a tia Lídia ajudou o pai a tirar as calças e depois a tia Lídia e o pai começaram a fazer as mesmas coisas que a mãe e o tio Jacinto faziam, quando o Pai estava na tropa!
A MÃE DESMAIOU

Moral da História: NUNCA INTERROMPAM UMA CRIANÇA


Houve um naufrágio, mas salvaram-se três pessoas que após uma semana a boiar agarrados a um barril foram parar a uma pequena ilha: Eram um Inglês um Francês e um Português.
Só que afinal a ilha era habitada e logo por canibais Apareceram os canibais, munidos de lanças e aos berros e levaram-nos para a aldeia.
O chefe da aldeia, antigo náufrago, falava linguas e disse:
" -Ainda ontem vieram aí uns náufragos e estamos satisfeitos.
Vamos fazer três provas. Quem ultrapassar as três provas leva uma jangada e vai embora. Os restantes vão para o caldeirão.
1ª prova => beber sem pausas um balde do nosso bagaço
2ª prova => ir à jaula do Leão e arrancar-lhe um dente
3ª prova => violar uma nativa virgem, com 50 anos de idade, coisa que nenhum de nós conseguiu"
Vai o Francês, bebe o bagaço e fica meio tonto. Entra na jaula do Leão e demorou 10 segundos a morrer. Seguiu para o caldeirão. Vai o Inglês, bebe o balde de bagaço, arrota e defronta o Leão durante 15 segundos. Mas também morreu.
Segue-se o Português:
Bebe o bagaço, arrota e respira fundo. Vai para a jaula do Leão e foge para um recanto. Durante uns minutos ouviu-se algum reboliço após os quais lá vem o Português todo arranhado e ensanguentado e diz com ar abatido e cansado:
- Bem, onde é que pára essa nativa virgem para lhe arrancar o dente ?


quinta-feira, novembro 15, 2018


FOGO!!!

Temos sido invadidos pelas imagens dos fogos na Califórnia (EUA). 50 e tal mortos já contabilizados e mais de 100 desaparecidos que tudo leva a concluir que terão desaparecido na voragem do fogo incontrolável que por ali devasta tudo por onde passa. Muitas dezenas de casas queimadas em zonas habitadas por conhecidos actores de Hollywood como Paradise e Malibu.

Isto passa-se na nação mais poderosa do Mundo e provavelmente a mais rica e com meios mais avançados tecnologicamente em todas as áreas da vida das pessoas. Centenas de bombeiros e aviões podem ser postos em acção nas áreas de combate aos incêndios. E no entanto o fogo florestal que devasta a Califórnia parece ser incontrolável. É declarada aquela zona como região de calamidade. Até o idiota do presidente dos EU acabou por se render ao fogo, desistiu de acusar quem quer que seja de culpas e declara a sua solidariedade pessoal para com as suas vítimas.

Não nos chegam ecos de libelos acusatórios. Ouvem-se as vitimas do fogo e não se exaltam perante a irremediabilidade do que lhes aconteceu. Não se fala de incúria no tratamento das áreas ardidas. As casas ardem por completo e não se ouve falar de correntes de caridade que acabam por se esvair no tempo. Vêem-se carros todos queimados com pessoas lá dentro e não se ouvem acusações e desculpas de mau pagador.

Aqui até as galinhas servem para pedir subsídios. E os “pilantras” aproveitam-se de algumas facilidades para tentarem sacar o que puderem.

Quem nasce miserável, morre miserável. E não estou a falar de bens materiais.      

terça-feira, novembro 13, 2018


A DOR DE ESCREVER

Há 57 anos o dia de S. Martinho calhou a um sábado. Esse ano de 1961 foi o ano em que fui estudar para Lisboa. Morava na Rua S. Felipe de Nery ali ao Rato e estudava na Escola Industrial Machado Castro.

Nesse fim-de-semana foi combinado eu ir passa-lo a casa dos meus tios na “Porcalhota”. Os tios a que me refiro eram a minha tia-avó Gertrudes (irmã da minha avó Guilhermina) e o marido o Sr. Cepêda. A “Porcalhota era uma zona periférica da Amadora. Eu apanhava o Autocarro da Carris junto ao Hotel Ritz e lá ía numa grande aventura até às portas de Benfica, fazendo o resto percurso a pé.

Nesse fim-de-semana lá fui. E tudo correu bem até… que na madrugada do dia 12 bateram à porta de casa dos meus tios. Era uma vizinha deles que tinha telefone e que fazia o favor de permitir aos meus tios que o utilizassem, dizendo que havia uma chamada de Peniche lá para casa. Eram os meus pais telefonando informando da morte da minha avó Guilhermina.
A minha avó era a figura central da minha família mais próxima. Hoje percebo que era uma família um pouco matriarcal. O meu pai era filho único. O meu avô era um ideólogo. A minha mãe era uma pessoa dependente das vontades de meu pai e da minha avó. Esta é que determinava o que era importante para nós todos.

Eu então não me apercebia mas a morte da minha avó estava a determinar o fim de uma era na minha família. E a passagem do poder executivo dela para o meu pai. Foi a sua morte que determinou que o meu irmão voltasse para casa. Ele que desde os 3 anos de idade tinha ficado em casa da minha avó e aos cuidados dela. O meu irmão era na altura um estranho para mim. E bem vistas as coisas ao longo de muitos anos nunca reparámos totalmente essa ferida. Foi com a morte da minha avó que eu aprendi a conhecer verdadeiramente o meu pai. Ela nunca permitiu que ele se aproximasse muito de mim e de minha mãe. Esta, a troco de um lar submeteu-se a todas as vicissitudes de um casamento frustrante. Não que ela não gostasse de meu pai, mas acima de tudo temia-o e pior que tudo temia a mãe dele. Temia-a tanto que durante muitos anos após a morte dela continuava incapaz de usar ou utilizar qualquer coisa que lhe tivesse pertencido.
Toda esta memória me assaltou este fim-de-semana na celebração da morte da minha avó. Que terminou com uma missa legado que recebi da minha mãe.

Se me perguntarem se tudo isto me fez sofrer. Sim é verdade. Sobretudo por pensar que a minha avó determinou uma série de factos que condicionaram a vida de toda uma família. Deu para pensar que a felicidade é algo que se conquista todos os dias. Não cabe em herança a ninguém. Curiosamente eu conquistei a minha felicidade num espaço-casa que lhe pertenceu e que ela nunca desejou para mim. Eu fui sempre o neto que não existia para a minha avó. Mas acabei por ser aquele que conseguiu preservar a memória dela apesar de isso não representar qualquer recordação de amor da mim por ela. Eu fui um embaraço para ela. Ela ajudou-me a conquistar a vontade de ser feliz. Isso lhe devo.

quarta-feira, novembro 07, 2018


MULHERES DA MINHA VIDA

A 1ª mulher que eu amei com um amor juvenil exacerbado foi a Manuela Marques. Era uma star. Sexy até dizer chega. Quando passava o trânsito parava. Era o sonho de todos os machos da minha terra. Ela sabendo disso valorizava-se atá ao limite. Umas pernas longas e torneadas por Miguel Ângelo.  

Admirei com carinho e respeito incomensuráveis, foi a D. Luísa Piaça. Faleceu quando eu estava na recruta em Mafra e nunca mais dela me esqueci.

Outra mulher da minha vida foi a minha professora de português na Escola Industrial e Comercial de Peniche, a Dr.ª Maria Fernanda Amador. Foi ela que me incentivou a escrever e a ler. A grande responsável por eu estar hoje aqui convosco. Morava na Rua da Bica do Marquês em Lisboa e sei isso porque durante muito tempo me correspondi com ela mesmo depois de ter deixado Peniche.

Não esqueço a Maria Madalena Nogueira que muitos anos depois veio a casar com um amigo meu, o Dionísio Amador. Amiga de muitos anos desde quando eu frequentava a Machado de Castro e ela a Josefa de Óbidos. Depois viemos a ser colegas de turma no curso de Química Laboratorial e Industrial do IIL. A minha tropa afastou-nos de um convívio mais próximo o qual nunca mais reatámos.

Recordo com muito carinho a minha colega no estágio em Coimbra, a Gina que procurei sempre respeitar, independentemente dos meus conflitos sentimentais por ela. Guardo-a no meu coração num lugar à parte.

A minha tia Idália Canão. Uma mulher carinhosa mas de uma força inquebrantável. Sabia a palavra que tinha de dizer no momento certo. Esteve sempre ao meu lado. Nos bons e nos maus momentos. Guardo dela uma recordação insubstituível.

Recordo a minha colega de trabalho em Torres Vedras a Celeste Guia. Uma senhora que faz com que sempre nos sintamos pequeninos quando estamos na sua presença. Faltam-me palavras para a adjectivar sobre tanto que lhe devo. Ensinou-me acima de tudo a ser um melhor professor. Uma Senhora.

Recordo com muita alegria a D. Assunção Braula Reis Coutinho. Uma Mulher de uma Alegria e senhora de uma Vida extraordinária. Foi a primeira pessoa que me fez sentir que usufruir o tempo seria importante. Ela quando falava dava a impressão de que tinha medo de morrer no segundo a seguir, tal a rapidez e a emoção que punho no seu falar. E tinha nos olhos todo o Amor do Mundo. Quando penso nela, penso em todas as Mulheres libertadas do Mundo pela força das suas emoções.

Marcam presença nas minhas memórias entre outras, duas mulheres da minha terra. Uma infelizmente já desaparecida. Refiro-me à Rosa Mamede e à Idalina Bandeira. 2 exemplos de força e coragem com características diferentes. Uma e outra duas forças da natureza. Contra ventos e marés. Mães coragem.

Deixo para o fim as três mulheres que hoje me continuam a ajudar na minha vida. Uma, um exemplo de tenacidade e de vontade de suportar a dor tornando-o alimento e garra. Refiro-me à minha sogra, a Mariazinha. Que soube sempre com um sorriso nos lábios defender a sua prole. Que fez dos desafios que a vida lhe deu uma tempestade de amor para distribuir por todos os seus. E as minhas duas Mulheres. A minha Anita e a minha Maria. Faltam-me aqui as palavras para dizer tudo quanto lhes devo e o que sinto. São tudo aquilo que alguém pode sonhar para se sentir seguro neste deambular em que nos vamos diluindo. Quem pode querer mais? A Anita e a Maria são tudo quanto de bom e seguro se pode querer. São o meu mar e o meu porto de abrigo. São a minha seara e o meu alimento. São as estrelas do meu Universo.

Por todas estas mulheres e por todas as outras que se sintam nelas representadas, mereceu a pena viver. Bem-hajam.

  

segunda-feira, novembro 05, 2018


BULLYING E MALDADE, A NOVA ORDEM DAS COISAS?

É corrente hoje falar-se de bullying sobretudo em Esscolas. Normalmente as vítimas de bullying são crianças que se apresentam com um comportamento pouco aceito pelos restantes colegas, e essa diferença tanto pode ser física, como comportamental ou de vivência fora dos padrões da comunidade onde estão inseridas.

De facto não é só na escola que existem esses comportamentos que consistem em humilhar os que aparentemente são diferentes. Isso ocorre também na rua, no Bairro ou mesmo na aldeia ou lugar.

Também se trata de um fenómeno a que só hoje se confere alguma visibilidade. Isso acontece porque as câmaras das TVS generalistas se alimentam desses factos e porque a liberdade de imprensa e as redes sociais favorecem a publicitação desses fenómenos tidos como notícias ou “cachas”. E no entanto são comportamentos que já existem há dezenas de anos, sem que noutros tempos alguém ousasse pronunciar-se sobre eles. Conto-vos 2 histórias de Bullying passadas na escola velha de Peniche, que agora completa 100 anos de existência nas décadas de 50 e 60 do século passado.

A 1ª história foi passada com a minha cunhada Natália e com uma colega dela, a Edine, filha mais nova de um célebre opositor ao regime anterior, o conhecido Zé da Costa.

Quando a minha cunhada e essa menina foram para a Escola tiveram a infelicidade de terem como professora uma tal de D. Violinda. Cedo ela soube que os pais dessas meninas estavam presos por serem opositores do Estado Novo. Não sei se era pelo nome que tinha o que é certo é que a partir daí tratava-as como as filhas dos comunistas e descarregava todo o seu ódio nas meninas quer em reguadas, quer em insultos. As meninas quando tinham de ir para a Escola sentiam o peso e a dor de terem de estar num local onde eram violentadas todos os dias por uma mulher odienta e de coração malvado. E o mais grave é que não podiam pedir ajuda a ninguém porque ninguém as defenderia. O director da Escola era colocado naquele cargo pelo Regime. E ser filha de um comunista naquele tempo era pior que ser hoje muçulmano. Sofreram e o peso desse sofrimento deixou sequelas até hoje.

A 2ª história é também passada na mesma escola. Eu frequentava-a e a minha sala de aula na 4ª classe era a sala exterior da torre do lado esquerdo.  Eu era aluno do professor Pires. Contigua a essa sala era a sala de uma professora daquela escola de nome Ema. Irmã de uma outra chamada Laura. Uma e outra eram conhecidas entre nós miúdos e mesmo pelos nossos pais, como as pretas. Por serem de raça africana. Nós temíamos aquela dupla como se do diabo se tratasse. Eu na minha sala ouvia as reguadas e os in sultos com que elas tratavam os seus alunos. Nesse tempo os meninos filhos de pessoas com graves dificuldades económicas eram aqueles que obviamente mais dificuldades tinham e eram os que mais sofriam às suas mão e com as tiranias a que os sujeitavam. Não sei se era uma qustão de ódio rácico. Mas sei que foram muitos os que sofreram na pele as suas atitudes de violência. Mas sei que naquele tempo, ser aluno das “pretas” era o maior receio dos meninos do meu tempo. Hoje essas atitudes seriam motivo para manifestações, greves e posterior expulsão das criaturas.

Mas não ouço os meninos daquele tempo revoltarem-se com estas atitudes de bullying. Foi passada uma esponja sobre tudo isso. Sentimento de culpa? Revolta por não terem tido capacidade para impedir estes actos? Talvez tudo isto e mais. Que não merece aprofundar para não corrermos o risco de nos sentirmos de alguma forma solidários com estes actos de maldade pura.   

 

sábado, novembro 03, 2018

MARAV ILHOSO
O que outros conseguem ver e que nos passa tantas vezes ao lado:
 http://www.youtube.com/embed/v56VNOVhpoU

quarta-feira, outubro 31, 2018


GESTÃO AUTÁRQUICA EM PENICHE:

- UMA LUFADA DE AR FRESCO

Provocou agitação nas hostes autárquicas (e não só) em Peniche a medida anunciada da alternância da Vice-Presidência da Câmara Municipal entre os dois vereadores eleitos pela lista dos cidadãos independentes (Árvore).

Só os menos atentos e mais apegados a honrarias de meia-tigela podem ficar surpreendidos com esta medida. Entendamo-nos. A Vice-Presidência da Câmara é um cargo de delegação do Presidente e que só será exercido na ausência e impedimentos deste. Isto é, só se é Vice-Presidente na ausência do Presidente por períodos de tempo pré-fixados ou indeterminados. Por exemplo em caso de doença. Isto porque existem assuntos que carecem da assinatura do responsável máximo da edilidade e na ausência de um a assinatura do outro validará a decisão.

Que fique muito claro. Sempre que o Presidente está no exercício pleno das suas funções o cargo de Vice-Presidente não existe. Por outro lado o Presidente delega competências, mas não delega responsabilidades. Para ser mais claro, quando o Vice-Presidente assina qualquer documento ou toma qualquer medida por delegação de competências o Presidente não fica isento. Ele será sempre o responsável por essa assinatura ou por essa medida. O Presidente tem responsabilidades próprias que não pode delegar, tal como os Vereadores que também têm as suas que não serão declináveis.

É uma falsa questão o exercício e a importância do cargo. Que só passou a ter alguma relevância porque ao longo dos anos em cada mandato foi exercido sempre pela mesma pessoa e porque normalmente essa delegação era entendida como um cargo de confiança particular do Presidente em um dos vereadores. E ainda, porque normalmente os Partidos políticos tradicionais escolhem para futuras candidatos ao exercício do mandato de Presidente, aquele ou aquela que foram ao longo do tempo os Vice-Presidentes. Ora isto não tem qualquer conteúdo nem representa nenhum assumir de opção inicial.

O que o actual Presidente faz e bem é dar alternância ao cargo sublinhando com isso:

- Que tem igual confiança política nos Vereadores que o acompanham

- Que é bom que um e outro sinta a responsabilidade do exercício dessa função quando necessário, para poderem ter a consciência do peso da responsabilidade que isso representa.

A alternância do exercício do cargo faz com que quem o exerce tenha a consciência exacta da factualidade do seu desempenho.

Bem-haja o Henrique Bertino por ter tido esta iniciativa. É mais uma lição que dá aos políticos de meia-tigela que pululam por aí.

Quem não estiver habituado a esta forma honesta de trabalhar, só tem que tratar da azia que isto lhe provoca.

Existe um provérbio antigo em Portugal que grosso modo se aplica a este espírito conservador e espúrio que os partidos políticos foram desenvolvendo ao longo dos nossos anos de aprendizagem de viver em Democracia: “Não peças a quem pediu, nem sirvas a quem serviu”
PS: - Para quem for lerdo na compreensão eu aclaro certinho e direitinho. Assim funciona uma equipa na gestão autárquica.

segunda-feira, outubro 29, 2018


AFINIDADES

Ontem estive a ouvir uma das mulheres de quem mais gosto neste país. Refiro-me a Maria João Seixas, que com uma doçura que lhe é peculiar desenvolve um programa de conversas na televisão que as escolas secundárias (e mesmo as Universidades) deveriam obrigatoriamente gravar e reproduzir para os seus alunos. A entrevista deste domingo de má memória (domingo em que o Brasil assumiu uma presidência da direita totalitária e torcionária), dizia eu a entrevista foi com o Historiador Rui Ramos. A propósito de qual é o papel do Historiador na sociedade actual, acabámos por ouvir um autêntico Hino à Liberdade e à Tolerância. Não a tolerância caridosa, antes a tolerância assumida como valor do Humanismo.

Curiosamente um dia destes li no “Público” uma entrevista com Vasco de Pulido Valente, em que este se refere a Rui Ramos de forma elogiosa. Compreendi ontem ao vir o bate-papo entre MJS e RR, a razão de ser disso.

É bom ouvir na televisão um debate em que nos sintamos em Paz connosco próprios e com os outros. Quando as TVs generalistas se transformam todas a pouco e pouco em simulacros de jornais de escândalos e de ódios latentes, é bom sentir a Paz interior que conversas como aquela de ontem à noite nos transmite.

Obrigado a Maria João Seixas e a Rui Ramos.     

quarta-feira, outubro 24, 2018


JOHN CARPENTER NO SEU MELHOR

Para os menos atentos às coisas de cinema, JC é considerado um dos mestres dos filmes de terror. Eu que passo os dias no remanso da minha casa ouvindo música e escrevendo estava desprevenido quando foi anunciada a publicação do auto do compadecido, ie, o livro do defunto Cavaco de má memória em que este ajusta contas com os seus odiados de estimação e tenta redimir-se pelas maldades que praticou para poder corrigir a péssima opinião que os portugueses em geral têm dele. O “mísero” ainda por cima foi substituído por alguém que vem do mesmo clube que ele só que lê e interpreta os estatutos da colectividade de maneira diferente. É caso para dizer que um azar nunca vem só.

Que cavaco tem maus fígados já todos nós sabíamos. O que não sabíamos era que ele faz ajustes de contas com quem não gosta, mas esquece-se sempre dos seus próprios actos de contrição. Ou talvez lhes devêssemos chamar actos cavaquianos de contradição. O senhor aníbal nem neste nem no 1º Volume dos seus ódios pessoais se refere ao BPN. Aos seus investimentos e às suas (más) acções.

Na minha terra existe um dito que se aplica em absoluto a esta farsa. A mãe diz: “- chama-lhe filha, antes que te chamem a ti.”

Por aqui me fico desejando não tornar a ser atormentado por este Drácula reformado. Vade retro Satanás!!!

  

segunda-feira, outubro 22, 2018


PARE, LEIA E …PENSE
A fazer fé no que a Jornalista Luísa Inês descreve em “A Voz do Mar” de 12 de Outubro pp, foi longa e viva (agitada) a última Assembleia Municipal de Peniche. Durante mais de 4 horas deputados municipais (leia-se da oposição) submeteram o executivo a uma intensa batalha inquisitorial. Segundo LI “os deputados municipais levantaram questões, fizeram críticas e exigiram explicações às opções políticas do actual executivo”.
Se é verdade que o povo é quem mais ordena, este povo que elegeu este grupo de “sem-abrigo” refiro-me às coberturas partidárias, quem os elegeu dizia eu, não faz parte do povo cordial, benquisto e afável sempre disponível opara as capelinhas partidárias.
Então a ASSEMBLEIA Municipal é um óptimo lugar para expelir o fel e a raiva suscitada por uma coisa que nem a um ano de distância pode ainda ser digerida.
Os elementos da Assembeial Municipal ainda não perceberam que aquela tribuna só serve para lavar almas. Que outro efeito produz? Nenhum. Quem se presta àquele devaneio político, são os reformados da política ou os que precisam de ser testados para se perceber se podem fazer parte de futuros voos partidários.
Objectivamente as AM não servem rigorosamente para nada. Aprovarem ou não taxas e quejandos só no limite pode causar mossa a quem está no executivo municipal. Em última análise governa-se ou por duodécimos ou com a utilização de posturas municipais.
Os tiques cavaquistas, estalinianos ou as vaidades pessoais interrompidas, aqui não serão capazes nunca de mover uma palha nas AMs.
As actas são publicadas com meses de atraso. O público aparece quando “o muro do vizinho” me tapa o sol a que tenho direito. São irrelevantes as horas de toxinas consumidas nestes areópagos fúteis.
Não é por aqui que a DEMOCRACIA, poderá fazer o seu caminho.   

sábado, outubro 20, 2018

boas surfadas
O Zé e o Manel encontram-se e o Zé, ao ver o outro todo ferido, pergunta-lhe:
Zé - A que se deve essa ferida na cara?
Manel - Foi um leão.
Zé - E porque é que tens as calças todas rotas?
Manel - Foi um tigre.
Zé - E porque é que tens o braço ao peito?
Manel - Foi um elefante.
Zé - E porque é que estas a cochear?
Manel - Foi uma zebra.
Zé - Olha que mesmo assim tiveste muita sorte...
Manel - É verdade, se o tipo não parasse o carrocel tão depressa eu podia até ter morrido.


Levanta-se o cumpadri Manel cedinho, ( lá p'las 9 da mnhê ), e vai ao poço para tirar água; Quando lá chega, espreita para o fundo a ver a altura da água, vê o seu reflexo e desata a gritar:
- MARIA, MARIA vem cá depressa que está um hôme no fundo do nosso poço...
Vem a Maria, olham lá para dentro e diz:
- Nã é um hôme, é um hôme e uma mulher, vai depressa chamar a Guarda.
Quando o Manel chega ao posto da G.N.R., eram 11 horas, bate à porta, (que ainda estava fechado), vem o plantão a resmungar:
- Ca porra queris p'rá acordar a autoridade de madrugada?
O Manel conta o sucedido, e lá foram, quando chegaram ao poço eis o veredicto do agente:
- Se vocêis fossem bardamerda, já lá está um colega meu, eli que tome conta da  ocorrência!!!!!!!



O Presidente vai visitar um hospício e é recebido por uma comissão de pacientes.
- Viva o Presidente! Viva o Presidente! - Gritavam eles, entusiasmados.
Ao ver um dos doidos da comissão calado, um dos assessores do Presidente, aborda-o e pergunta:
- E você, porque é que não está a gritar: "Viva o Presidente"?
- Porque eu não sou louco, sou médico!



quinta-feira, outubro 18, 2018


QUANDO OS VASCOS ERAM SANTANAS…

Sou muito velho. Este é o título de um livro da muito estimada Beatriz Costa e de uma revista do Parque Mayer. Muitos e mais novos que eu conhecem o Vasquinho de filmes de outros tempos que a RTP vai repondo. Quanto ao Teatro de Revista vai lamentavelmente ficando no Arquivo.

Aproveito para prestar a minha homenagem a uma grande senhora do Teatro que agora partiu definitivamente para outras andanças. Refiro-me à Mariema. Conhecia-a à janela de um 2º andar do largo do Jardim da Parada em Campo de Ourique cantando canções de Lisboa e replicando a quem ousava perturbá-la. Isto em 1960. Depois acabei por deixar de a ver aí para passar a vê-la nos cartazes do Parque Mayer (e não só).

Nesse tempo e apesar de vivermos um lamacento período de podridão, bem instalado pelo Estado Novo, confiávamos na Justiça e nos seus principais intérpretes: os Juízes. Aquilo a que assistimos agora é a de um Juiz que põe em causa os seus pares e os seus instrumentos de trabalho. Parece que o sr. Juíz é portador de um mal que afeta muitos outros concidadãos. Duvida dos instrumentos da Justiça (humanos e materiais) ou tem ataques de cegueira pessoal que o impedem de ver para além do seu umbigo. Faz o mesmo em relação aos seus pares que arguidos e advogados fizeram a ele próprio. Alguma coisa se torna incompreensível no reino da Justiça.

Nesse tempo tínhamos todos nós uma ideia sobre a tropa que era bastante forte. A de que era uma instituição séria e servida por gente honesta e de antes quebrar que torcer. A palavra de um militar era algo a ter em conta e embora alguns não fossem mais do que instrumentos do Estado Salazarista (lembram-se da Brigada do Reumático?), na sua maioria eram pessoa que quem passava pelas Forças Armadas respeitava e sabia que era um Homem que falava. E agora? Roubam-se uns aos outros. Lixam-se uns aos outros. Dizem  uma coisa ao PR e cá fora àqueles que juraram defender e honrar dizem o contrário. Apresentam-se com o seres volúveis e só olhando para a defesa dos seus interesses.

Mas nesse tempo, os Vascos eram Santanas…

Hoje andamos perdidos procurando perceber quem somos.

terça-feira, outubro 16, 2018

A CONFUSÃO QUE NÃO IRÁ NESTA CABEÇA…

segunda-feira, outubro 15, 2018


UMA EXPOSIÇÃO E UM “HABITAT”

Após uma longa ausência regressei este sábado à Atouguia da Baleia. Os extremos tocam-se. Comecei por ir muito pequeno (7/8 anos) passar uma parte do Verão em casa dos Bilhau e agora já com a minha filha e velho para ver o trabalho e  criatividade de um ex-aluno meu que rompeu com o marasmo em que se vai vivendo aqui pelo burgo e encheu de vida e cor a sua terra natal. Já tinha feito o mesmo aqui na rua da Alegria. Agora fez isso de 2 forma diferentes na Atouguia. Na Igreja de S. José convertida em Centro Interpretativo e no Largo de Nossa Senhora da Conceição, lugar de lazer e de memórias. Estou a falar como já entenderam de Carlos Vala.

Do que lele é capaz deixo-vos aqui imagens. O mais importante é as pessoas do Concelho de Peniche poderem dizer um dia mais tarde: eu vi!











sábado, outubro 13, 2018


NOVOS DITOS POPULARES

1 - O cigarro adverte:
  ” o governo faz mal à saúde !”
2 - Não roube,
  “ o governo detesta concorrência.”
3 - Errar é humano.
  “ Culpar outra pessoa é política.”
4 - Autarcas portugueses.

  ” São os mais católicos do mundo. Não assinam nada sem levar um terço.
5 - Se bem que…
  ”  o salário mínimo deveria chamar-se gorjeta máxima”.
 6 - Feliz foi Ali-Babá que:
  ” não viveu em Portugal e só conheceu 40 ladrões !!!...”
7 - Não deixe de assistir ” ao horário político na TV:
  Talvez seja a única oportunidade de ver políticos portugueses em “ cadeia nacional ”.
8 – O maior castigo.
” para quem não se interessa por política é que será governado pelos que se interessam.”
9 - Os políticos, ” são como as fraldas... 

Devem ser trocados com frequência, e sempre pelo mesmo motivo... Eça de Queirós.
10 - Os líderes.
 ” das últimas três décadas ou sucedem a si próprios ou então criam clones dos seus tiques."
11 - Os partidos.
  ” tomaram conta do Estado e puseram o Estado ao seu serviço.”
12 - A frase do dia é de Alberto João Jardim:
  O que penso sobre o aborto ?!... Considero-o um péssimo Primeiro-ministro e está a governar muito mal o País.
13 - Notícia de última hora !
  “ Fiscais da ASAE, brigada de inspecção da higiene alimentar, acabam de encerrar a Assembleia da República.“
 Motivo?: Comiam todos no mesmo tacho !
14 – Bom para Portugal !
 ” Sou totalmente a favor do casamento gay entre os políticos.
  Tudo que possa contribuir para que eles não se reproduzam é bom para o país..."
15 - Candidatos:
 ”Antigamente os cartazes nas ruas, com rostos de criminosos, ofereciam recompensas; hoje em dia, pedem votos”  
16 - País desenvolvido:
 ” não é onde o pobre tem carro, é onde os políticos usam transporte público ”.
17 - Austeridade é quando
” o Estado nos tira dinheiro para pagar as suas contas até deixarmos de ter dinheiro para pagar as nossas ".

 

quarta-feira, outubro 10, 2018


A ÁRVORE PRECISA DE SER REGADA

Já perceberam que me estou a referir ao grupo de independentes que venceu as últimas eleições autárquicas e que constitui o actual executivo camarário.

Eu sei que as tarefas que encontraram no Município são múltiplas, pesadas e que muitas delas serão ciclópicas e que muitas terão provavelmente sido armadilhadas. É um autêntico trabalho de Sísifo aquele com que depararam. Mas sei também (e aposto nisso) que a criatividade e capacidade de trabalho do Henrique, da Rita e do Mark, bem como dos seus assessores irá por certo conseguir fazer melhorar a pouco e pouco a pesadíssima máquina que é a CMP.

Mas também sei (saber da experiência feito) que são as coisas nalguns casos aparentemente pouco significativas que marcam o espírito dos munícipes e que os torna mais sensíveis às mudanças.

Vem isto a propósito de uma ida que fiz ao Museu das Rendas de Bilros para adquirir o livro sobre as escavações no Morraçal da Ajuda. Fiquei atónito. A apresentação do livro foi a 30 de Setembro e a 9 de Outubro o livro ainda não estava à venda. Valeu-me não a santa providência mas um jovem de trato excepcional que rabalha no Museu e que disse à funcionária para ir buscar um “lá acima” para me vender um exemplar. Fiquei a saber que a distribuição dos livros pelos postos de venda (aquele local e o Posto de Turismo) será uma tarefa ciclópica para o responsável dessa tarefa e que deve carecer de um despacho especifíco do Presidente da Câmara ou do Vereador a quem aquele delegou competências na área da cultura. Se calhar a esta data ainda anda nos passos perdidos a autorização respectiva.

A outra “treta” que me fez nervoso miudinho foi a existência de um desdobrável com a “rota das igrejas” em 3 línguas, português, inglês e francês, ao preço de 0,70 € cada exemplar. Não advogo uma distribuição massiva do desdobrável. Mas advogo e sou um acérrimo defensor de que a quem pedir tal desdobrável ele seja entregue gratuitamente. Que diabo, se as pessoas se sentem tão afastadas dos nossos bens patrimoniais porque não facultar-lhes esse conhecimento se elas mostrarem interesse para tal, sem qualquer dispêndio. Afinal quem tem a ganhar com esse conhecimento não somos nós penicheiros? Afinal gasta-se tanto dinheiro de forma espúria, que ao menos em questões de cultura façamos um  serviço bem prestado.

No que tivermos de ser pedintes que o façamos com dignidade.

Espero que estes 2 factos possam constituir algum húmus para que a nossa árvore frutifique.

terça-feira, outubro 09, 2018


ELEVAÇÃO DE PENICHE A CIDADE

LEITURA INOCENTE OU CONFUSÃO PREMEDITADA? "Honni soit qui mal y pense"
Quem vier a Peniche e deixar o carro no parque junto aos bombeiros e a pé se deslocar até à Ribeira Velha, encontra no Largo do Município o Pelourinho e um brasão referente à elevação de Peniche a Cidade com a data 18 de Dezembro de 1987.



O visitante amigo se precavido com iPod ou smartphone e levar a sua pesquisa mais longe irá encontrar via Google uma outra informação sobre a celebração dos 20 anos de Elevação de Peniche a Cidade em 18 de Dezembro de 2008.



Continuando a sua pesquisa irá encontrar onde se informa que foi a 01/02/1988 a elevação da sede de Município a cidade e que a Ordenação heráldica do brasão e bandeira foi publicada no Diário da República, III Série de 25/11/1993

Elevação da sede do município a cidade em 01/02/1988
Ordenação heráldica do brasão e bandeira
Publicada no Diário da República, III Série de 25/11/1993

No Blog largo dos correios surge uma informação mais detalhada e organizada onde se pode ler no post designado como “Peniche e eu”:

"O Projecto de Lei 6/V, relativo à elevação da vila de Peniche à categoria de cidade foi apresentado à Assembleia da República no dia 26 de Agosto de 1987, pelo deputado do PSD Reinaldo Gomes. Entrado e admitido, o documento baixou à Comissão de Administração do Território, Poder Local e Ambiente, sendo aí objecto do parecer favorável da autoria do deputado Manuel Moreira, também do PSD.

Sob anúncio publicado no Diário da Assembleia da República em 18 de Dezembro de 1987, foi o Projecto discutido e votado por unanimidade em reunião plenária, com os votos favoráveis dos partidos PSD, PS, PCP, PRD e CDS, estando ausentes PEV e ID.

A aprovação, na generalidade e na especialidade, incluindo a votação final global, aconteceu no dia 18 de Dezembro de 1987.

Portanto esta data, cuja efeméride hoje se comemora, assinala e marca a elevação da vila de Peniche à categoria de cidade.

As restantes datas do processo são as regulamentares, sendo o Decreto enviado para promulgação em 28 de Dezembro e publicado no Diário da Assembleia da República, sob o título Elevação de Peniche a cidade, em 31 de Dezembro.

Depois, já em 1988, foi promulgado em 7 de Janeiro, referendado em 12 e enviado para a Imprensa Nacional/Casa da Moeda em 18 desse mês.

Finalmente, a Lei 7/1988, que elevou à categoria de cidade a vila de Peniche, foi publicada no Diário da República no dia 1 de Fevereiro de 1988."

A Wikipédia define como data de elevação de Peniche a Cidade 01/02/1988 que é data de publicação no Diário da República Número 26, I Série sob forma da Lei nº7/88 na pág. 345.




No jornal “Tinta Fresca”, auto-denominado como jornal de arte, cultura & cidadania aparece um cartaz que com o título “Dia 18 de Dezembro”, “Peniche celebra 20 anos de elevação a cidade”.

 

O “Diário da República é inequívoco: 01/02/1988
18 de Dezembro de 1987 é a data em que a proposta de elevação de Peniche a cidade foi apresentada em Plenario da Assembleia da República, votada e aprovada por unanimidade.
1 de Fevereiro de 1988 é a data em que é publicado no Diário da República passando a ter força de Lei. (Sem essa publicação Peniche continuaria Vila).
Julgamos que o esclarecimento das datas poderia ser colocado junto ao Brazão eliminando assim as dúvidas que possam subsistir.
É a nossa humilde proposta.  
 

 

segunda-feira, outubro 08, 2018


PARAGEM DE UMA SEMANA

Na passada 2ª feira decidi iniciar as actividades de (re)arrumação do meu escritório. Destrui uma estante feita por mim e coloquei em seu lugar uma outra que estava a mais no antigo quarto da minha filha e que agora se converteu. Esta simples mudança levou-me uma semana a concretizar e em boa parte do tempo o PC esteve fora de serviço. Desliguei o telemóvel e meti braços à tarefa.

Hoje tenho um espaço mais racionalizado, os merus livros estão arrumados por classes temáticas, os DVDs estão separados entre os que nunca irão ser vistos, os que provavelmente nunca mais voltarão a ser vistos e os que revejo vezes sem conta.

Do meu escritório saíram carradas de plásticos e de papéis. Madeiras e suportes metálicos.

Esta revolução permitiu-me encontrar o livro que iniciou a minha Biblioteca pessoal. Trata-se de uma prenda que o João Cândido me ofereceu quando fiz 8 anos. O João foi meu colega e amigo de escola desde a 1ª Classe até ao final da Escola Industrial. A amizade permaneceu para além disso e até hoje. Este livro tem pois 66 anos e tem um lugar único no meu coração. Está como novo o desgaste do tempo lhe trouxe marcas. Símbolo de uma amizade e de uma vontade que nunca mais se esbateu, a de ler e rodear-me de livros. Entre os quais o “Gato das Botas, como um símbolo.