Nos últimos 15 dias tem havido na nossa terra um número inusitado de incêndios em contentores de lixo. Recuso-me a classificar os que têm promovido tal actividade, por me faltar linguagem adequada para os classificar. Nem o “puro vernáculo” de meu pai chegaria para tal. Penso mesmo que o que falta para fornecer uma boa dose de educação cívica a tais “energúmenos” será uma boa dose de pau de marmeleiro nos costados. E depois digam-me que não é democrático.
Mas independentemente destes atentados criminosos, não deixa de ser verdade que não podemos criar condições para que estas coisas ocorram. Ora o que se passa num prédio devoluto no cruzamento da Rua Marquês de Pombal com a rua Garrett, é precisamente o de criar condições para pôr em perigo os cidadãos.
A Câmara Municipal pode solicitar aos proprietários que bloqueiem potenciais focos de perigo, ou estes mesmo por sua iniciativa o podem fazer. Vá lá… Não custa nada. Diluam o preço dos tijolos e do cimento na venda do prédio em propriedade horizontal.
Nós agradecemos.
Esse crachá foi mandado fazer pela Câmara Municipal em 1959 para celebrar a efeméride. Os velhos como eu, ou os ainda mais velhos, recordam que durante algum tempo a Praça jacob Rodrigues Pereira, rinha na placa central desenhado em calçada portuguesa o brasão da Vila e a data da sua elevação a sede de Concelho. Só que veio um outro executivo e mandou retirar tudo aquilo e fazer o desenho daquele "mamarracho" que ainda hoje ali existe. Enfim, mudanças de executivo, mudanças de arranjos urbanisticos.
Foi nessa altura que me ocorreu enviar esta Carta ao Sr. Presidente da Câmara e ao executivo CDU. De facto no dia 20 de Outubro de 2009 celebram-se 400 anos desse acontecimento, o que torna essa data credora de uma comemoração preparada com o tempo adequado para a dignidade que é exigida.
Já que eu estou longe desse tipo de protagonismos, por razões de saúde e de vontade pessoal, aqui vai este reavivar de memórias, na certeza de que o que for feito será o melhor para a cidade de Peniche e o seu Concelho.
Olha os bombeiros, tão bem alinhados!
Pelas janelas, as mães e as filhas,
Falta morrer o Pe Bastos. Está feita a vontade dos novos senhores da terra. Não vai sobreviver outros 60 anos. O que a Comunidade Europeia não acabou, o “NOVO” Campo da Torre encarregar-se-á de resolver. Julgava eu do tempo em que estudava história que as Festas, Feiras e Romarias eram celebradas ao redor dos Castelos…
Na passada 2ª feira (30 de Julho) morreu este homem do cinema que num tempo de obscurantismo era estuado aqui em Peniche, no nosso cineclube, para através disso nos compreendermos melhor como pessoas.
Na Caderno de apoio que era distribuído aos sócios transcrevíamos um texto de Ingmar Bergman em que este posicionava a sua filmografia, numa forma de que nunca veio a abdicar:
INGMAR BERGMAN morreu com 89 anos de idade e deixou-nos com um legado de filmes memoráveis que constituirão para todo o sempre Património da Humanidade. Entre esses filmes destacam-se:
Peniche, numa época em que o cinema não era propriamente um valor apreciado pelos poderes aqui reinantes, pode orgulhar-se de ter sabido valorizar realizadores como Bergman. O resto, a repressão, a violência sobre a cultura, é outra pequena história que o tempo varrerá da memória da humanidade, a não ser que um dia destes me decida a reabrir o dossier CICARP.
Amo a minha mulher. Amo a minha Anita. Aqui deste espaço sem fronteiras, envio-lhe o maior beijo de parabéns do Mundo.
Claro que este convite foi endereçado a todos os ex-vereadores dos últimos 15 anos. Surpreendeu-me esta atitude que não esperava de todo. Os nossos responsáveis políticos tendem a fazer esquecer o papel que os seus antecessores tiveram quando em idênticas actividades, ou porque temem as comparações, ou porque têm tendência para se sentirem o Centro do Universo.
Fico grato por este convite. Registo aqui a atitude. Espero que se multipliquem os registos pelos quais merece a pena realçar a actividade do Executivo Municipal. Peniche só terá a benneficiar com isso, independentemente de quem exerce essa acção.
A “NS” de 21 de Julho de 2007, traz na sua coluna “NÃO PODE SER” uma notícia que nos deixa entre perplexos e indignados. É difícil compreender certas coisas no nosso país. Sem mais comentários faço a transcrição na íntegra:
“A 9ª Vara Cível de Lisboa declarou que os antigos Administradores da Caixa Económica Faialense - instituição bancária fechada em 1986 – praticaram actos ilícitos que delapidaram os capitais da instituição. Mas eximiu-os de pagar indemnizações aos milhares de clientes lesados, prejuízos avaliados em 6,5 milhões de euros”.
Se tiver que haver demolição de parte do porto de pesca, não terá importância de maior com o rumo que as pescas levam e o que se adivinha num futuro próximo.
Hoje não existem Jornalistas sem serem licenciados em Universidades próprias e que dispõem dos melhores profissionais de Comunicação Social que por cá existem. Logo não acredito que sejam ensinados a trabalhar desta forma espúria, que incentiva ao desânimo e à incapacidade de acreditar na melhoria dos padrões de vida materiais e mentais dos portugueses.
Faz-se a propaganda do “matreirismo”, da ilegalidade e do miserabilismo. Como consequência disto cada vez os Jornalistas (com JOTA grande) são cada vez menos necessários em Portugal. Para sermos negativos e dizer mal, bastamos nós a nós próprios. Não precisamos de jornalistas.

Vem este a propósito do último fim-de-semana na Cidade de Peniche com um conjunto de iniciativas que são ou da responsabilidade de Órgãos da Câmara Municipal, ou que pelo menos receberam o seu apoio e validação. Senão vejamos:
- Isto apesar de no dia anterior ninguém se ter preocupado com a confusão do Coral Sttela Maris a actuar no mesmo local em que se estava a realizar uma prova de atletismo.
Qual é a glória da vida, agora
DN – 