quinta-feira, março 29, 2018

ANTES DA PÁSCOA
resultado previsível do encontro dos dirigentes dos EUA e da Coreia do Norte:



MOEDA NA PORTA DO CARRO (DO LADO DO PENDURA)
https://www.youtube.com/results?search_query=moeda+na+porta+do+carro
HOMEM OU MULHER?
https://www.youtube.com/watch?v=o7FfSFNi-0c
O PEIXE E EU
https://www.youtube.com/watch?v=C1orjmtBNao 


quarta-feira, março 28, 2018


“PENICHE SEM TOURADAS”

A notícia deixou-me perplexo. Não mais touradas em Peniche? Quer dizer que as tricas político-partidárias vão deixar de existir? Quer dizer que as “falk news” postas a circular nas redes sociais vão deixar de existir? Quer dizer que finalmente mais importante que aparecer na televisão, será realizar obra e fazer deste concelho um lugar mais aprazível?

Um dia destes em conversa com um amigo meu, falámos da grandiosidade do nosso porto de pesca num tempo em que não existem barcos, nem peixe, nem homens do mar. E falámos da necessidade de seremos criativos face à inexistência de alguns dos suportes mais importantes da pesca. Onde estão as atadeiras? Quem consertará de futuro as redes? Será que o actual modelo poderá resistir a um tempo em que não existem pessoas capazes de executar obras de recuperação das artes de pesca?

Isto faz lembrar um pouco o que se passa com as rendas de bilros. Como evitar a sua extinção nos moldes em que têm sido executadas,

se não existir quem desenhe, quem execute os cartões, quem pique, quem cirza? Isto para já não falar de quem execute.

Redes e rendas o mesmo drama. E ousam dizer-me que acabaram as touradas em Peniche?  

 

segunda-feira, março 26, 2018


OS DIAS DE ESPERA

Durante a última semana  uma arreliadora crise gripal foi-se agravando,  dificultando-me a respiração que me impediam até de deitar. Foram 7 dias sem ir à cama que me perturbaram os neurónios sendo que fiquei quase impróprio para consumo. Alguns textos já escritos permitiram-se não dar parte de fraco aqui no blog. Quando cheguei ao ponto do não-retorno rendi-me ao saber do Santo Belmiro que me colocou de novo no mundo dos vivos. Dos dias que passaram um houve que me deixou marcas não lhe ter feito referência. Mas como a beleza do sol de hoje assim é a nossa capacidade de nos encontrarmos na viela da poesia ao som do dedilhar de António Chaínho.

Para comemorar a minha reabilitação aqui vai um poeta (JORGE SOUSA BRAGA) infelizmente só conhecido dos mais atentos nesta área. Mas arrisco. Ele é demasiado importante para ficar omisso. E todos os dias são afinal dias da Poesia.   


Portugal
Eu tenho vinte e dois anos e tu às vezes fazes-me sentir
como se tivesse oitocentos
Que culpa tive eu que D. Sebastião fosse combater os infiéis ao norte de África
só porque não podia combater a doença que lhe atacava os órgãos genitais
e nunca mais voltasse
Quase chego a pensar que é tudo mentira que o Infante
D. Henrique foi uma invenção do Walt Disney
e o Nuno Álvares Pereira uma reles imitação do Príncipe Valente
Portugal
Não imaginas o tesão que sinto quando ouço o hino nacional
(que os meus egrégios avós me perdoem)
Ontem estive a jogar póker com o velho do Restelo
Anda na consulta externa do Júlio de Matos
Deram-lhe uns eletrochoques e está a recuperar
aparte o facto de agora me tentar convencer que nos espera um futuro de rosas
Portugal
Um dia fechei-me no Mosteiros dos Jerónimos a ver se contraía a febre do Império
mas a única coisa que consegui apanhar foi um resfriado
Virei a Torre do Tombo do avesso sem lograr encontrar uma pétala que fosse
das rosas que Gil Eanes trouxe do Bojador
Portugal
Vou contar-te uma coisa que nunca contei a ninguém
Sabes
estou loucamente apaixonado por ti
Pergunto a mim mesmo
como me pude eu apaixonar por um velho decrépito e idiota como tu
mas que tem o coração doce ainda mais doce que os pastéis de Tentúgal
e o corpo cheio de pontos negros para poder espremer à minha vontade
Portugal estás a ouvir-me?
Eu nasci em mil novecentos e cinquenta e sete Salazar estava no poder nada de ressentimentos
O meu irmão esteve na guerra tenho amigos que emigraram nada de ressentimentos
Um dia bebi vinagre nada de ressentimentos
Portugal depois de ter salvo inúmeras vezes os Lusíadas a nado na piscina municipal de Braga
ia agora propor-te um projecto eminentemente nacional
Que fôssemos todos a Ceuta à procura do olho que Camões lá deixou
Portugal
Sabes de que cor são os meus olhos?
São castanhos como os da minha mãe
Portugal
gostava de te beijar muito apaixonadamente
na boca
Jorge Sousa Braga, do livro "De manhã vamos todos acordar com uma pérola no cu".

 

EPÍSTOLA SOBRE A MERDA

A merda é uma boa causa
Demasiado boa
para que alguém lute por ela

Só é poeta aquele que
é capaz de comer as próprias fezes
               
A merda é a única coisa
que não se pode conspurcar

Jorge Sousa Braga
Poema extraído da revista POESIA SEMPRE, Num. 26, Ano 14, 2007. Edição da Biblioteca Nacional, Rio de Janeiro. Jorge Sousa Braga

sábado, março 24, 2018

QUE SENHORAS EXTRAORDINÁRIAS
https://www.youtube.com/embed/BKezUd_xw20?rel=0


E ESTAS, HEIN????!!!!
https://www.youtube.com/watch?v=x9GF5VH-c3A  

UM EXCERTO DA 5ª SINFONIA DE BEETHOVEN NO ELÉCTRICO 15 DA CARRIS QUE VAI DE ALGÉS À PRAÇA DA FIGUEIRA>

http://www.youtube.com/watch?v=pItx2Z-F76Y&feature=share

terça-feira, março 20, 2018


O NOSSO PATRIMÓNIO

in memoriam de Arq. Cristina Salvador

Felizmente que hoje o âmbito da palavra património já ultrapassou o dos edificados mais ou menos grandiloquentes. A tradição oral, o artesanato, a música e o estar social já são considerados também neste domínio. É claro que Peniche é particularmente pouco sensível nesta matéria. Desde logo do ponto de vista natural, pois tem sido vitima de atentados nojentos ao património natural com que fomos dotados. Depois em relação áquilo que representa a identidade dos seus habitantes, da sua forma de vida, do seu habitat, e das suas respostas à necessidade de sobrevivência.

Assim é que entre outros casos os mais gritantes de todos serão o desaparecimento da indústria conserveira na nossa memória colectiva e o cemitério das rendas de bilros em que se converteu o dito “Museu das Rendas de Bilros”. Mas isto é matéria para outras conversas.

Hoje venho tão só àquilo que se passou a designar o Centro Histórico da Cidade de Peniche e que de forma estruturada foi desenvolvida pela Arquitecta Cristina Salvador, constituindo ainda hoje a única referência consolidada para abordagem do que constitui o edificado desta zona da Cidade. Não sem que de vez em quando se cometam atropelos às propostas de estudo apresentadas pela pessoa que melhor estudou o assunto de forma sistémica.

Um exemplo claro do que não deveria ser feito é o que a pouco e pouco tem descaracterizado um prédio que pertenceu à família da sra. Arquitecta e que constitui um dos poucos exemplares de Arte Nova em Peniche. Inicialmente com toda uma caixilharia em madeira, a pouco e pouco foi sendo substituída por caixilharia de alumínio que transformou aquele prédio numa modernice ordinária e execranda. Aliás recordo de ter acompanhado a Cristina numa visita guiada às últimas tabernas da Cidade e termos conversado sobre este crime tão corrente em Peniche: - recuperar o antigo com materiais modernos e sem critério, conduzindo essas recuperações a mamarrachos sem qualquer futuro para a nossa memória.  





 

 

sábado, março 17, 2018


Piada bem explicadinha…


COMO AVALIAR SE UMA MINI-SAIA ESTÁ CURTA DEMAIS PRA SER USADA EM PÚBLICO?

VEJAMOS:
 NÃO
 CLARO QUE NÃO
 OBVIAMENTE QUE NÃO
 NÃO DE TODO
 NEM PENSAR
 NNNNNÃOOO MESMO




VAMOS DESCER ESSA SAIA!!!!!!!!!!



quinta-feira, março 15, 2018


O PIOR CEGO…

Havia uma história interessantíssima que se contava sobre o Dr. João de Matos Bilhau que durante muitos anos foi o médico da Fortaleza onde estavam os presos políticos do Regime do Estado Novo. A rádio de Argel denunciava-o como mais um dos torcionários do regime imposto pelo Salazar. Quando o Cmdt Galvão escapou por ter sido enviado para regime hospitalar em Caxias, a PIDE dava-o como conivente com essa fuga e feito com os que atentavam contra Salazar. Isto é, estivesse ele onde fosse o Dr. Bilhau estava sempre lixado. Vem isto a propósito dos últimos resultados eleitorais das autárquicas de Peniche. O Centro Direita tenta a todo o custo denegrir o actual Presidente da Câmara. A autodenominada esquerda representada pela aliança dos comunistas com quem aparecer, abjecta o Henrique Bertino acusando-o da sua derrota estrondosa.

Leva o Henrique o mesmo destino do Dr. Bilhau. Ao ponto de para tentarem colocar em causa o seu trabalho, dizer que em 4 meses Peniche se tornou uma terra sem rumo. A sua desonestidade vai ao ponto de exigir que quem entrou de novo ao fim de ¾ meses já tenha uma marca. Esquecendo-se de que aos seus autarcas não chegaram 12 anos para nos darem uma imagem do que pretendiam para Peniche. O mais que se pode dizer é que o vice da CDU dedilhava ondas que o presidente (não sei de onde) cavalgava rumo aos ecrãs das televisões.

E se o PCP passou da 1ª força política em Peniche pa a 4ª e última, isso não pode ter sido obra de um homem. Foi a sua incompetência e incapacidade de ler os desejos dos munícipes que a isso conduziu. Esta é a velha dificuldade do PCP. Fecha-se em si próprio. Tudo o que lhe dizem é contra-natura e depois na hora da análise e da críca, são sempre os outros os culpados. Há uma canção de Fernando Lopes Graça que se aplica aqui de forma sublime: ACORDAI!

Podem tentar incendiar a Árvore. Mas esta é como os sobreiros alentejanos que também conheceis. Não se verga.     

terça-feira, março 13, 2018


O PIOR DAS REDES SOCIAIS

O facebook e quejandos permitem a difusão do que há de melhor e pior na criatividade e “inventividade” do ser humano. Todos nós já recebemos “dicas” ou emails perfeitamente estúpidos e nojentos sobre e acerca de nós como membros de uma imensa família humana que só sobrevive dada a sua diversidade de raças, capacidades e experiências. Hoje, os negros passaram um pouco de moda (excepto nos EUA onde são sempre uns monstros de estimação). Os alvos da ira, do ódio, da violência verbal ou mesmo física, passaram a ser os políticos e os muçulmanos. Como se nós fossemos melhores que eles. Como se não tivéssemos atrás de nós todo um historial de violência gratuita e de assaltos aos bens dos outros.

Um email que retrata um destes casos foi o que recebi há poucos dias tentando de forma nojenta e desonesta denegrir todos aqueles que são membros do Parlamento Europeu. Todos os casos que são apontados não são nominativos pelo que não sabemos quantos deles se referem à(s) mesma(s) pessoa(s). Por outro lado atiram as bordoadas para o ar mas não dizem quantos dos casos foram considerados não provados (logo as pessoas inocentadas) em foro de justiça.

Atiram-se acusações para o ar sem assumir a responsabilidade de chamar os bois pelos nomes, à boa maneira dos cobardes e dos que não têm honra nem valores. E depois aguarda-se que as redes sociais cumpram o seu papel de denegrir o que pretendem atingir. E os cobardes que difundem estas tretas põem o rabinho de fora e nunca sabemos quem são. Apresentam-se com ar de virgens ofendidas, mas não são mais que a escória do pensamento. São nazis encapotados que receberam a incumbência de destruírem o estado social e democrático em que vivemos.

Para que percebam do que falam e possam ser críticos do que recebem a seguir transcrevo o que recebi:

 

“Qual a empresa?

Consegue imaginar-se membro de uma empresa com 736 empregados, que, em 2010, apresentasse os seguintes dados estatísticos…

-Desses 736 empregados:

1. 17 foram acusados de violência conjugal

2. 11 foram acusados de terem emitido cheques sem cobertura

3. 35 participaram -  directa ou indirectamente – em bancarrotas comerciais ou falências fraudulentas

4. 16 compareceram perante os tribunais por malfeitorias e delitos relevantes do Código Civil

5. 32 foram presos por condução em estado de embriaguez ou outros delitos do cádigo da estrada

Sabe de que empresa estamos a falar?

DO PARLAMENTO EUROPEU

 

sábado, março 10, 2018


um bom fim de semana...
Está um homem descansadinho da vida sentado no seu sofá, a ver o Futebol, quando de repente vinda não se sabe muito bem de onde, leva com uma frigideira na cabeça.
O desgraçado, de joelhos no chão, volta-se para a mulher:
- "ENTÃO!?!?!? Estás parva ou quê ?!?!?! O que é que se passou ???"
- "Isto é pelo bilhete que acabei de encontrar no bolso das tuas calças, e que tem o nome Marilu e a seguir 7500589"
- "Vê-se mesmo que és estupida!!!! Isso foi da ultima vez que fui às corridas de cavalos. Marilu era o nome do cavalo, 7500 foi o valor que eu apostei, 58 era o nº do cavalo e 9 a corrida em que o cavalo entrou. VAI PARA A COZINHA e nÃO me chateies mais!!!!"
- "Err... Mas....Bom...Quer dizer.... Ó meu amor desculpa, desculpa, não volta a acontecer"
Passados 2 dias está o homem outra vez descansadinho da vida, a ver os resumos da bola, quando......PUUUMMMMMMMM, leva com a panela de pressão na cabeça.
Completamente tonto, deitado no chão e ainda não refeito grita:
- "PORRA, PÁ!!! OUTRA VEZ!!!! O QUE É QUE FOI AGORA?!?!?!"
Ao que a senhora responde (com aquele tom de voz q só as mulheres sabem fazer)
- "O teu cavalo está ao telefone!"

Pastelinhos de Bacalhau (um mimo!!!)

  Um casal de namorados estava no maior marmelanço no sofá da casa da  garota e de repente ouvem a mãe dela gritar:
- Olh'ó lanchiiiinho!!!
O rapaz, depois do susto, vai até a cozinha com a namorada e prova os pastelinhos que a mãe da garota fez.
- Huuummmm!!! Uma delícia, estes pastelinhos de bacalhau que a senhora fez!!!
E a futura sogra responde:
- Vai lavar as mãos rapaz! Os pastelinhos são de coco!!!

quinta-feira, março 08, 2018


UMA VIAGEM NO TEMPO

Ontem fui ao médico a Lisboa. Há muito que deixei de usar transportes privados. Recorro à frota de “rápidas” ou “expressos” que durante todo o dia fazem ligações em pouco tempo e praticamente de hora a hora entre Lisboa e Peniche ou o contrário.

Ontem dei por mim sentado na estação da Rodoviária em Lisboa (Sete Rios) a rever quando comecei a fazer estes percursos ao vir com dezasseis anos estudar para a Escola Industrial Machado de Castro de boa memória.

Nesse tempo a viagem de e para Lisboa demorava entre 3 a 4 horas consoante se tratava da empresa dos Capristanos ou do João Henriques. Em Peniche o local de (des)embarque era no primeiro caso na Praça Jacob R. Pereira ou no 2º caso no Largo 5 de Outubro. Em Lisboa a garagem dos Capristanos era Rua Cidade de Cardiff e a do João Henriques era na Avenida Almirante Reis.

Com o andar dos anos os Capristanos passaram a Claras, a garagem mudou para a Av. Casal Ribeiro (ao Saldanha). Mais uns anos passados e a estação mudou para o Arco Cego (ao Chile) a Claras passou a Rodoviária Nacional, a João Henriques dos Santos desapareceu do mapa e a nova estação passou para Sete Rios. Estamos em 2017. Até quando isto será assim é o que falta saber. Em tempo meu de vida julgo que esta será a última transição a que assistirei. Mas eu sei lá…

Sei que vi desfilarem perante os meus olhos 57 anos de vida entre Peniche-Lisboa-Peniche, referenciados a meios de transporte. Recordo a entrada triunfal da Palmira “Paleca” em Torres Vedras, com o seu característico cheiro a peixe de quem todos nós (estudantes em lisboa) fugíamos. A nossa pressa em chegar a casa e o “camineta da carreira” a perder-se pelos caminhos do Vimeiro.

Hoje é impossível aos nossos jovens perceberem o que era esse tempo e vir a casa nas férias. Alguns até vão e regressam diariamente. È um tempo de dinossáurios que aqui descrevi. E que a maioria dos velhos como eu tenta esquecer porque associado a esse tempo vem a miséria que lhes estava associada. Que era abjecta.       
 Os carros da empresa claras
 O carro da empresa João Henriques dos Santos na Praça Jacob

terça-feira, março 06, 2018


LIVROS

Este natal foi muito fértil em livros que me encheram a alma. Desde logo porque em Dezembro numa (mais uma) arrumação da minha Biblioteca fui encontrar nos confins das arrumações um livrinho que em 1973 constituiu uma espécie de carta de apresentação para as gentes de esquerda. Refiro-me aos “contos do gin-tonic” de mário-henrique leiria publicado pela Ed. Estampa.  È um dos divulgadores e fomentadores do movimento surrealista, onde pontificavam Mário Cesariny entre outros.

Reler este livrinho foi uma lufada de ar fresco que entrou no nº 46 da Rua Joaquim António de Aguiar. Quem curte youtube deveria ler este livro. Tem o mesmo sabor.

Uma família amiga nossa ofereceu-nos “os MENINOS que ENGANARAM os NAZIS” da Presença, relato de Joseph Joffo, um dos meninos judeus em fuga pela França ocupada. Num tempo em os valores que constituem a nossa civilização são postos em causa pelos que mais as deveriam defender, os líderes políticos das nações mais poderosas do nosso planeta, este livro por se tratar de um hino ao Amor, à Amizade e à solidariedade constitui um bálsamo para os nossos espíritos todos os dias torpedeados pelos facebooks, pelos correios da manhã e e pela maioria das TVs generalistas.

Por último fui à Bertarnd em Caldas da Rainha e comprei a “POESIA” toda de Eugénio de Andrade, da Assirio & Alvim. Este constitui uma ode ao espirito. Eugénio de Andrade, é um poeta arrebatador. O meu primeiro contacto com ele foi em “As Mãos e Os Frutos”. Aí aprendi que: “Horas, horas sem fim/pesadas, fundas,/esperarei por ti/até que todas as coisas sejam mudas”. 

Os livros são a comida de que nunca farei dieta.  

sábado, março 03, 2018

UMA CANÇÃO
https://www.youtube.com/watch?v=eCOq_iyIWaE

UMA APRENDIZAGEM 
https://www.youtube.com/watch?v=U3F9F6Oswds  


E UM PENSAMENTO
 SABEDORIA MILENAR
Perguntaram a um sábio chinês:
-Mestre, porque é que uma mulher que anda com vários homens não é respeitada e um homem que anda com várias mulheres o é?
O sábio respondeu:
-“um cadeado que se abre com qualquer chave não presta,
mas uma chave que abre vários cadeados é uma chave mestra.”

quarta-feira, fevereiro 28, 2018


RANCHO INFANTIL
"PESCADORES DE PENICHE"

Adoro o baú que herdei de casa dos meus avós e de meu pai. Sempre que lá vou dou com as mãos na massa. Não me refiro a moedas de ouro. Falo de preciosidades que se vão perdendo no tempo. E que só agora estas recordações soltas permitem reavivar.

Desta vez descobri um livrinho em papel de “seda” com 12,7x8,6 cms composto e impresso na “Tipografia Penichense” ali na Rua dos Hermínios em 1947. Perfazem agora 70 anos. Tanto quanto pude saber não se tratava do Rancho do “Manel Nani”. Não consegui saber quem o ensaiava, o autor das letras cantadas e as músicas de suporte. Provavelmente são dados irremediavelmente perdidos.

Fica no entanto o livrinho com as canções do Rancho. E a curiosidade de que era um tempo em que criativamente, nesta ilha de Peniche, existiam soluções para o desenvolvimento lúdico das crianças penicheiras de então.

segunda-feira, fevereiro 26, 2018


SER PROFESSOR

Ao longo dos anos em que venho mantendo este blog algumas pessoas perguntam-me porque não conto histórias sobre a minha carreira profissional. As histórias mais engraçadas envolvem de alguma maneira ex-alunos o que por razões de ética devo evitar.

Comecei a trabalhar como professor por acidente, em 5 de Janeiro de 1970. Se considerarmos que entrei para o serviço militar obrigatório em 12 de Setembro de 1966 e que saí a 10 de Dezembro de 1969 foram mais 3 anos e qualquer coisa ligados ao estado. E em 1973/74 trabalhei um ano lectivo no Externato Atlântico. Isto significa que a minha vida profissional se desenvolveu sempre ligado ao serviço público. Mas interessante é verificar neste domínio as minhas andanças. E quando hoje se fala de tantas dificuldades, recordo que quando comecei a trabalhar no ensino não se ganhava nas férias. A nossa colocação dependia de renegarmos a ser comunistas. Trabalhar era uma lotaria. As escolas eram incomparavelmente menos do que são hoje e trabalhar perto de casa era praticamente uma utopia. Era o tempo em que a polícia política vigiava os passos dos professores porque não se podia dar ao luxo de ter no regime professores que o contestavam. Para perceberem melhor o que era ser professor publico aqui hoje o meu Registo Biográfico aonde constam as escolas onde trabalhei, as minhas faltas, férias e licenças e os cargos que desempenhei. São 40 anos da minha vida que ponho a nú.




sábado, fevereiro 24, 2018



VÁRIOS SORRISOS PARA UM DIA DE SOL
Alunos brilhantes
 Professor:
- O que devo fazer para repartir 11 batatas por 7  pessoas?
Aluno:
- Puré de batata, senhor professor

O  professor ao ensinar os verbos:
- Se és tu a cantar, dizes: "eu  canto". Ora bem, se é o teu irmão que canta, como é que dizes?
-  Cala a boca, Alberto
 
- "Stora", alguém pode ser castigado  por uma coisa que não fez?
- Não.
- Fixe. É que eu não fiz os  trabalhos de casa.
 
Manuel , diga o presente do indicativo do verbo caminhar.
- Eu  caminho... tu caminhas... ele caminha...
- Mais depressa!
- Nós  corremos, vós correis, eles correm!
 
Professor:
- Chovia,  que tempo é?
Aluno:
- É tempo muito mau, senhor  professor.
 
Professor:
- De onde vem a  electricidade?
Aluno:
- Do Jardim Zoológico!
Professor:
- Do  Jardim Zoológico?
Aluno:
- Pois! O meu pai, quando falta a luz em  casa, diz sempre: "Aqueles  camelos...".
 
Professor:
- Quantos corações temos  nós?
Aluno:
- Dois, senhor  professor.
Professor:
- Dois!?
Aluno:
- Sim, o meu e o  seu!
 
Dois alunos chegam tarde à escola e  justificam-se:
- 1º Aluno:
- Acordei tarde, senhor professor! Sonhei que fui à Polinésia e demorou muito a viagem.
- 2º Aluno:
- E eu fui esperá-lo ao aeroporto!

Professor:
-Pode dizer-me o  nome de cinco coisas que contenham leite?
Aluno:
- Sim, senhor  professor: Um queijo e quatro vacas.

Um aluno de  Direito a fazer um exame oral:
- O que é uma fraude?
Responde o aluno:
- É o que o Sr. Professor está a fazer.
O professor muito  indignado:
- Ora essa, explique-se...
Diz o aluno:
- Segundo o  Código Penal comete fraude todo aquele que se aproveita da ignorância  do outro para o  prejudicar!
 
Professora:  

- Maria, aponta no mapa onde fica a América do Norte.
Maria

- Aqui  está.
Professora

- Correcto. Agora turma, quem descobriu a  América?
Turma

- A  Maria.
 
Professora

- João, menciona uma coisa importante que exista hoje e que não havia há 10  anos atrás.
João:   

- Eu!
 
Professora

- Francisco, porque é que andas sempre tão sujo?
Francisco

- Bem, estou muito mais  perto do chão do que a Sr.ª. Professora.
         
Professora: Agora, Simão, diz-me sinceramente, rezas antes de cada refeição?
Simão: Não professora, não preciso. A minha mãe é uma boa  cozinheira.
 
Professora

- Artur, a tua composição "O Meu Cão" é exactamente igual ao do teu irmão. Copiaste-a?
Simão

- Não. O cão é que é o mesmo.



Professora
-Bruno, que  nome se dá a uma pessoa que continua a falar, mesmo quando os outros não estão interessados?
Bruno: - Professora



quarta-feira, fevereiro 21, 2018


A LOUCURA DOS VENCIDOS
Eu que sou um leitor compulsivo de jornais não dispenso a leitura do periódico regionalista cá do burgo. Desde logo pelo obituário, elemento fundamental para conhecer os movimentos de pessoas no Concelho.
Depois dá para saber de forma evidente os períodos pré-eleitorais, eleitorais e pós eleitorais. Na 1ª destas fases, algumas pessoas entendem que umas quantas linhas ao correr da pena sobre o desenvolvimento de Peniche irão ser matéria suficiente para acreditarmos na bondade dos seus propósitos. Na 2ª fase, para além de nos continuarem a martelar os olhos e o cérebro com essa ideia sugerem que eles serão os protagonistas dessa mudança. Na 3ª fase e conhecidos os resultados eleitorais, alguns dos que foram preteridos despejam a bílis em artigos de opinião onde “tentam” vilipendiar os que tiveram a aceitação da população e deixar farpas à sua governança.
Depois vem o tempo de acalmia. Curioso é quando alguém consegue reunir as 3 fases do engulho.
Tudo isto a propósito de um artigo de opinião sobre um certame de “Rendas de Bilros” que o Sr. Presidente da Junta de Freguesia da Serra d´ El-Rei pretende levar a efeito naquela povoação.
O artigo é assinado pelo Sr. Dr. Júlio Coelho (Professor Universitário na ESTM que temos), e tem 2 objectivos claros:
- O primeiro é o intuito de não permitir que em mais algum lugar que não seja esta Cidade sede de Concelho se possam celebrar as Rendas de Bilros de Peniche.
A minha discórdia sobre esta opinião é total. Quando fui Presidente da Comissão Instaladora da Escola 2.3 de Atouguia da Baleia promoveu-se a aprendizagem das Rendas de Bilros com o apoio do Ministério da Educação e da PEIPEN. Não veio daí mal nenhum ao mundo nem ao Concelho de Peniche. As senhoras da Atouguia da Baleia promovem uma espécie de clube de Rendas de Bilros na Associação Filarmónica da Atouguia da Baleia e o edifício sede da Associação ainda não ruiu.
Compreendo que o Presidente da Junta da Serra com todo o know-how adquirido em 12 anos de realização de eventos deste tipo não tenha perdido a vontade de continuar a rendilhar. Se é um assunto prioritário para a Serra d’ El-Rei ou não, é um assunto que só aos eleitores da Serra diz respeito. Se esta Freguesia pode dispensar financiamento para um e vento desta magnitude em detrimento das suas próprias idiossincrasias, também é um assunto que pertence àquela população. Eu cá também estou a pensar organizar uma exposição de cenouras na Rua Joaquim António de Aguiar e não vou pedir à CMP apoio nem quero que isso pareça mal à Freguesia de Ferrel.
Mas onde o emérito professor Universitário mostra verdadeiramente ao que vem é quando pretende atirar culpas para esta atividade para um arguido indefinido ao afirmar que não sabe onde estão os defensores dos interesses das comunidades eleitos para o efeito. É aqui que o investigador (?) da ESTM mostra de facto ao que vem. Ele sabe que ninguém pode impedir o Sr. Presidente da Serra de fazer ao exposições que desejar, desde que as pague e assuma a sua concretização. E mau seria que alguém o pudesse impedir. A preocupação de agora do Sr. Dr. Júlio Coelho pelas Rendas de Bilros de Peniche parece-me um pouco tardia e muito focalizado mais em denegrir que em procurar soluções para o recrudescimento das Rendas de Bilros. Já que é investigador de uma Universidade bem podia criativamente estudar o problema e tecer as malhas de empreendorismo que pudessem reabilitar este património e torna-lo atarctico para os nossos jovens e empresários. Mas isso dá muito trabalho e os resultados são pouco visíveis no imediato.   

segunda-feira, fevereiro 19, 2018


D. MANUEL CLEMENTE:
- O APÓSTOLO DA DESGRAÇA

Um estudo do Observatório da Sociedade Portuguesa da Católica-Lisbon, publicado pelo “Expresso” no passado sábado indica-nos que a Banca e a Igreja são as instituições em que os portugueses menos confiam.

Após a polémica com as orientações do supracitado torrejano aos casais recasados, esta notícia representa o resultado de anos sucessivas de atitudes da Igreja Lusa muito mais próxima dos cânones medievais, que de uma Igreja capaz de viver com as pessoas dos dias de hoje.

Duas notas me parecem dignas de registo. A primeira é que não li nem ouvi nenhuma orientação de Sua Eminência sobre padres que fazem filhos às suas paroquianas. Se calhar no seu coração estes padres continuam a ter um lugar muito particular. A mim pessoalmente esta atitude diz-me muito. É que eu sou sobrinho-neto de um clérigo que ensinava piano a uma menina da alta sociedade portuguesa e ao mesmo tempo aproveitou para a introduzir nas delícias de Eros, premiando-a com uma criancinha que perfilhou. Esse meu tio-avô (irmão do pai da minha avó Guilhermina) até entrou para o seminário doando um edifício sua propriedade à Igreja para poder ingressar no Seminário, edifício esse que a 1ª república veio a nacionalizar e que mais tarde viria a ser a Casa de Trabalho e depois o Traquinas e onde agora funciona a “Companha”.

Esse clérigo veio a perder influência com a queda da Monarquia e hoje está sepultado no cemitério de Peniche em coval nobre juntamento com o filho e a nora. Fico feliz pelo Patriarca de Lisboa não ter nada contra os “truca-truca” de padres mesmo que isso represente uma descendência. Já quanto aos católicos que se deliciam nas manifestações de amor sem que a Igreja os tenha autorizado para tal, isso já é outra história.

Vem agora o “ministro da igreja” dizer que foi mal interpretado. Já vem tarde. Se este clérigo fosse muçulmano, as mulheres não poderiam andar sem véu, nem ir ao futebol. E provavelmente estaria hoje ao lado dos mais radicais colegas seus muçulmanos que tanto repudiamos no Mundo civilizado.

Não consigo pensar em gente assim no século XXI.

 

sábado, fevereiro 17, 2018

COISA DE FIM DE SEMANA
Para quem curte cirurgias aos ossos...
CIRURGIA DE ESCOLIOSE
https://www.youtube.com/watch?v=QUejwN6OY0Y
Para sorrir
Pedro convidou sua mãe para jantar em sua casa.
Durante a refeição, sua mãe não pode deixar de notar o quanto a empregada era atraente e sensual.
Após o jantar, ela começou a imaginar se havia mais alguma coisa entre seu filho e a empregada.
Lendo os pensamentos da mãe, Pedro disse:
- Eu sei o que voce deve estar pensando mãe, mas te asseguro que meu relacionamento com a empregada é puramente profissional.
Uma semana depois, a empregada disse para o Pedro:
- Desde que sua mãe veio para jantar, a concha de sopa de prata sumiu. Voçê nao acha que ela levou, acha?
Pedro disse:
- Bem, eu duvido, mas mesmo assim vou escrever um e-mail para ela, só para ter certeza.
Então ele sentou-se e escreveu:
- Querida mamae, eu não estou querendo dizer que voce pegou a concha de sopa da minha casa, e não estou querendo dizer que voçê não pegou a concha de sopa. Mas o fato é que ela sumiu desde o dia que voçê esteve aqui para o jantar.
No dia seguinte, Pedro recebeu a resposta do e-mail onde sua mãe dizia:
- Querido filho, eu não estou querendo dizer que voçê dorme com a empregada, e não estou querendo dizer que voçê não dorme com a empregada, mas, o fato é que, se ela estivesse dormindo na própria cama dela, já teria achado a concha de sopa que eu coloquei lá.
Com amor, sua mãe.



O homem chega desesperado ao terapeuta:
-Doutor, já não sei mais o que faço. Minha mulher está acabando comigo. Ela quer transar toda hora, todo minuto, o que posso fazer ???
- Bem, meu senhor a única solução é começar a cobrar....Depois de algumas vezes o dinheiro dela acaba e ela terá que se conformar...
Chegando em casa, a esposa já o esperava de "babydoll".
Ele mais que depressa foi falando....
- Mulher, de hoje em diante, só pagando...Na cama 1000€

 no sofá 500€ e no tapete 100€.
A esposa vai até à sua bolsa e retira 1000€ da carteira.
O marido diz....- muito bem meu amor...vamos para a cama...
Ela responde...- não, não! Eu quero 10...no tapete!!!!





quinta-feira, fevereiro 15, 2018

quarta-feira, fevereiro 14, 2018


4ª FEIRA DE CINZAS

Dia dos namorados. Seria dia de anos do meu irmão se ele fosse vivo. Dia de anos do António Maria cigano. Faz hoje 77 anos que se abateu sobre Peniche um tremendo ciclone. Este ano confundem-se em 14 de Fevereiro várias efemérides relacionadas com Peniche algumas mais genéricas outras de carácter mais particular ligado à minha família.

O meu irmão só o é porque os genes de um e outro são comuns. Não fui criado com ele. Ele teve acesso a possibilidades de crescimento pessoal completamente diversas das minhas. Poucas pessoas nos conheceram a um e ao outro de forma específica. Éramos completamente diferentes.
 eu e o meu irmão no quintal da minha avó Guilhermina. O pombal do meu pai ao fundo
A educação que recebemos não tinha nada a ver uma com a outra. Eu vivi sempre com os meus pais. O meu irmão com a minha avó paterna que era a matriarca da família. Só nos aproximámos um pouco mais quando ela morreu e ele teve de voltar para casa dos meus pais. Mas como estava a estudar fora e depois foi para a academia militar, a nossa relação era pontual. Eu adorava o meu pai, o meu irmão temia-o mais que a tudo na vida. O meu irmão era idolatrado pela minha mãe que tentava compensar o tempo em que ele esteve afastado de si.

O meu irmão nunca se sentiu livre para fazer o que queria, mas sempre se sentiu confortável com a sua vida. Foi um dos grandes beneficiários do 25 de Abril embora nunca tenha contribuído para que ele acontecesse. Ele que era capitão à altura, soube que tinha havido uma sublevação militar exactamente no mesmo momento que eu. Mas adaptou-se muito bem.

Já lá vão 12 anos que ele desapareceu. Lamento muito ele não ter conhecido as netas.