quarta-feira, setembro 30, 2020

BIDEN/TRUMP

Hoje vai desenrolar-se um debate nos EUA que poderá ser decisivo para o resultado das eleições para a Presidência daquele país.

Julgo que um português com uma cultura média (quer de direita, quer de esquerda) não terá quaisquer dúvidas de que o actual presidente dos EU é um cabotino do piorio que aquele país nos tem oferecido. Trata-se de um intérprete de 10º escalão dos piores filmes que o carnaval hollywoodesco nos poderia oferecer.

Este per4sonagem desde que tomou posse tem vindo a envidar esforços para acabar com o OBAMACARE o último (e único) seguro de saúde existente para os desempregados e sem-abrigo.

Mão-amiga enviou-me ontem um email com o que lhe aconteceu numa viagem de turismo aos EUA. Depois deste relato espero por bem que não restem dúvidas sobre quem é o senhor (?) Trump.

23.02.2020 

Julgo que os relógios dos hospitais são diferentes dos restantes. Tem, penso, um compasso próprio. Mais pausado. Mais audível. Torna-se num relógio ainda mais lento quando estamos sentados durante dez horas numa cadeira da sala de urgências. Deixamos de saber se foi a doença que nos entorpeceu o corpo ou desconforto da cadeira, da qual o corpo não permite levantar.

Escrevo este texto cinco meses depois da minha primeira ida a uma urgência nos Estados Unidos. 

Escrevo esta crónica a titulo pessoal lembrando as vezes sem conta em que pensei naquela noite no quão perfeito é o imperfeito Sistema Nacional de Saúde (SNS) Português.

Atirem-se as primeiras pedras ao meu perfeito, que bem sabemos não ser perfeito. Talvez deva explicar. Sabem quanto custou a entrada nas urgências do hospital onde me sentei na capital americana? Mais de três mil dólares. À entrada, sublinho. Quando finalmente, após 10 horas de espera, cheguei à dita sala de urgências olhei em redor. Havia cerca de doze camas, um médico e três enfermeiras. Não foi difícil entender porque motivo os doentes entravam a conta-gotas na urgência.

Quantas vezes pensou dentro de uma urgência quanto custa cada um dos exames que realiza, se terá ou não dinheiro para os pagar? 

Nos Estados Unidos seguramente muitas. O que explica por que motivo o médico tenha de explicar cada um dos procedimentos e a sua razão, permitindo ao paciente a ultima palavra. A minha conta final foi bastante explícita deste sintoma: analises ao sangue – 1.200$, farmácia (em concreto, soro e um anti-inflamatório) – próximo de 400$, uma ressonância magnética – quase 4.000$ e, por fim, as três horas disponibilizadas pelo médico – cerca de 500$. Três horas dentro das urgências que resultaram em cerca de 8.000 dólares. 

Perguntei-me muitas vezes: quanto custaria uma cirurgia?

É para isso que serve o seguro de saúde, pensarão muitos. Correcto. Mas o Sistema de saúde americano é mais complexo do que se prevê. Não é apenas o seu valor. Um plano básico de saúde para uma pessoa individual em início de carreira custa pelo menos 200 dólares por mês (valor que varia de acordo com o estado em que se encontre). Razão plausível pela qual cerca de de 28 milhões de pessoas nos Estados Unidos vive sem seguro de saúde, um número que tem vindo a aumentar nos últimos anos, sobretudo com a revogação do Affordable Care Act, mais conhecida como Obamacare.

Por outro lado, lembrar que ter um seguro de saúde não é sinónimo de garantia do pagamento total de uma conta. Importa, primeiramente, recordar que é necessário criar uma espécie de plafond. Ou seja, é necessário realizar alguns pagamentos para que a conta de seguro possua dinheiro para pagar a percentagem indicada para cada especialidade. Deste modo, alguém que hoje inicia o seu seguro terá uma cobertura menor ou quase nula comparativamente com alguém que já possui um seguro há alguns anos.

Além disso, é necessário referir que a franquia tem aumentado significativamente desde 2006. Nesse ano, apenas 50% das pessoas com seguro através da empresa de trabalho tinham uma franquia. Em 2018, o número disparou para 82%. Acrescenta-se a este factor o ainda aumento do valor da franquia. Se em 2006 o valor era cerca de 600 dólares, em 2018 situava-se nos 1.700, visto que as seguradoras perceberam ser mais vantajoso fazer o paciente pagar uma taxa maior pelas idas ao médico ou ao hospital do que pagar um valor maior mensalmente.

Resultado? Milhares de processos feitos por hospitais contra pacientes que não conseguem pagar as suas dívidas. De notar que os programas de ajuda financeira dos hospitais apoiam apenas pessoas com um salário anual 400% abaixo do limiar de pobreza, isto é pessoas com salários anuais que rondem os 50 mil dólares [um valor baixo para o custo de vida nos Estados Unidos].

A complexidade e o custo de um seguro tornou os Estados Unidos num país onde pessoas que caem na rua e precisam de assistências hospital recusam uma ambulância, porque o custo do transporte em ambulância em Washington DC, por exemplo, é 2.500 dólares.

Por isso, perdoem-me, mas, sim, bendito SNS, pensei eu, recordando as idas ao hospital em Portugal, onde não esperei 10 horas (apesar de saber que acontece) e cujo atendimento em nada ficou a dever ao que recebi num dos hospitais da primeira potência mundial. Bendito Portugal pequenino que, apesar de não figurar nos tops das economias mundiais, percebe a importância de um estado social.

Bendito Serviço Nacional de Saúde que apesar das suas grandes lacunas e das suas fragilidades não faz com que o paciente se questione se tem dinheiro antes de chamar uma tão necessária ambulância.  

Bendito !

segunda-feira, setembro 28, 2020

A REVISÃO DO PDM E A POLÍTICA DO “METE NOJO”

Na segunda metade da década de 90 do século passado, assistiu-se no Concelho de Peniche, à elaboração, discussão e votação do nosso 1º PDM.

Importa recordar que esses eram os anos de ouro de exercício do poder do PSD aqui no burgo com maiorias absolutas sucessivas. Detinha a presidência da Câmara Municipal, da Assembleia Municipal e tanto quanto me recordo da Freguesia da Atouguia da Baleia e da Freguesia da Conceição. Porque pretendia dar mostras de abertura o PSD convidou o PCP a participar no governo camarário, oferecendo-lhe uma vereação e o lugar de 1º Secretário na Assembeia Municipal. O PCP porque isso significava partilha de migalhas aceitou de bom grado (e sem necessidade) e assumiu até ao fim as consequências dessa “Santa Aliança”.

A “Grande Guerra” para a aprovação do PDM instalou-se entre o PSD/PCP e o PS, à volta da aprovação ou não de um parque imobiliário na zona da Papoa, tal como lá está hoje. Aquela história brigava com interesses privados que seriam postos em causa se a aprovação não fosse conseguida. Até que na Assembleia Municipal convocada para aprovar a versão definitiva do PDM e porque a discussão se estendia, O Presidente da AM pediu ao PCP que apresentasse uma moção para acabar ali com aquela discussão e passar à votação. Assim cumpriu o PCP o seu pacto e foi votada a versão em discussão do PDM.

Tudo isto vem a propósito de uma discussão de “lana caprina” que se instalou em Peniche sobre revisão do PDM. Como o grupo que que está no exercício de governação concelhia, é fácil corromper por dentro toda essa discussão. PSD/PS/ e eventualmente PCP, com facilidade têm condições para minar essa revisão.

Para o peditório do PDM eu já dei o que tinha a dar há 30 anos atrás. Mas existem coisas que aprendi desde então e que não esquecerei.

De Norte ao Sul deste país as revisões de PDM mexem sempre com poderes instalados. E os poderosos estão sempre aliados com as forças políticas mais representativas deste país. A corrupção anda de braço dado com ricos e poderosos e concomitantemente com PSD/PS seus testas de ferro na execução de vantagens CORRUPTAS E CORRUPTORAS.

O que sei mais? Sei que o Henrique Antunes só deixou ao Henrique Bertino a cesta com que levava a comida para o mar.

Sei que o Henrique Bertino não é corruptível. Sei que poderá cometer erros, mas nunca para com eles beneficiar em causa própria. Os seus filhos são os cães e gatos órfãos de Peniche, que ao que se consta não têm descendência registada.

Acredito no meu amigo Henrique Bertino. E na sua Honestidade. Sei que não se vende.

Isto basta-me.

terça-feira, setembro 22, 2020



HÁ DIAS QUE VALEM POR SÉCULOS

Não sei por que raio de razão fui cortar hoje o cabelo. Mas fui. E encontrei-me lá com um amigo de longa data. Que seguramente não via há mais de um ano. O Beta Mamede. Desfolhámos ali a nossa meninice e juventude. Foi gratificante recordar esses dias. Entte outros revimos os nossos acampamentos nas Berlengas. Eu, o Beta e o Emídio Manuel. Fui ao baú e à sorte encontrei 2 fotos.

Numa os 3 fazemos um passeio de barco na ilha. O Manel numa ponta, eu ao meio e o Beta com o chapéu herdado dos tempos em que pertenceu aos gangs de Chicago.  


Na outra foto estamos os 3 no cais de desembarque, apanhando sol e aguardando o barco que nos traria os mantimentos para o dia.

Num tempo em que nós eramos a ilha e em que a ilha eramos nós. Foram tempos irrepetíveis. Os estudos, os empregos, os casamentos, os filhos, tudo se conjugou para que em breve estes tempos fossem só memórias do neo-realismo italianos que se vivia em Peniche.

Tudo isso hoje veio ao de cima na Barbearia do Fernando. Até do Orlando “pintelhice” falámos. E do tempo do BPA.

Até daqui a mis um século Beta…

domingo, setembro 20, 2020



 AS MELHORES DA SEMANA












AS MELHORES DA SEMANA


quinta-feira, setembro 17, 2020

O 1º MINISTRO DEIXA-ME PERPLEXO

Existem situações que me deixam surpreendidos . A adesão do sr. AC à lista de LFV para eleições clubistas foi uma delas. A substituição de Jamila Madeira foi outra. Esta última é o produto da JS e dos compadrios que aí se tecem. Não lhe reconheço capacidade técnica e intelectual (e conheço-o bem doutros campeonatos para fazer esta afirmação). para desempenhar um cargo tão técnico, especifico e exigente no momento em que vivemos como aquele que agora deixa. Marta Temido torna-se para mim cada vez mais uma figura incontornável. Transmite honestidade e conhecimentos. Bondade e exigência. Respeito pelos outros. O que me torna mias difícil fazer conciliar aquela 2 personagens.

Para eu poder sentir-me mais confiante ainda bem que a "jótinha" foi substituída. E ainda por cima por quem foi.  

quarta-feira, setembro 16, 2020

TCHIM, TCHIM, CATRAPAZ, PUM Ao soarem as badaladas de meia-noite de 31 de Dezembro, para 1 de Janeiro na noite de 2019/2020, a festa instalou-se. Atiraram-se à rua as louças partidas, comeram-se as passas, subiram-se as cadeiras, vestiram-se as roupinhas de ver a deus porque a festa já decorria e desenharam-se no espírito os desejos para o ANO NOVO que se perspectivava. E no entanto uns quantos já sabiam que o ano novo iria ser uma calamidade. Que o destino dos mais velhos estava traçado, e que a doença iria abatê-los para não sobrecarregarem a economia. O novo ano iria ser um calamidade, dramático, tenebroso. Os que sabiam o que se passava ocultaram o seu conhecimento aos cidadãos comuns e nem sequer foram prevenidos os comerciantes da geriatria para acautelarem nos seus estabelecimentos de comércio (lares), a tempestade que se avizinhava. De repente, como se fosse Outono começam a cair os velhos e os mais débeis. A sugestão de soluções parte de países responsáveis já preparados e prevenidos para as formas de debelar o desastre. Os que à economia deram novas perspectivas alinharam-se para mais um vez explorarem os países deficitários. Lembram-se da queda das civilizações gregas, ateniense e romana? Lembram-se do que foi o aparecimento de novas formas de existir? Da destruição da Europa e de uma parte da Ásia pós I e II guerras mundiais? O que estamos a assistir é uma nova forma mundial de viver. Sem contactos físicos pessoais. O que o HIV não conseguiu, foi agora obtido por um minúsculo vírus. Pais e filhos evitam-se. Irmãos isolam-se. Companheiros ideológicos desconhecem-se e separam-se. Quem ganha com tudo isto? Tentemos encontrar a resposta e é melhor agir enquanto é tempo.

quinta-feira, setembro 10, 2020

O JORNAL COR DE ROSA

Entrei para a tropa no Convento de Mafra em 11 de Setembro de 1966. Ali fiz a recruta e a Especialidade (transmissões de infantaria). Ao fim de sete meses e já com a patente de Aspirante a oficial recebi Ordem de Marcha para a Trafaria para onde fui tirar a especialidade de Operações de Segurança no BRT (Batalhão de Reconhecimento das Transmissões) e de onde saí só quando passei à disponibilidade em 12 de Dezembro de 1969. Dividia então o meu tempo entre a Trafaria e Peniche aos fins de semana desde que não estivesse de serviço no quartel. Este foi um tempo extraordinariamente rico para mim em termos de formação cultural, social e política. Enquanto militar no ramo em que estava inserido, aprendi o que era o regime por dentro. Em Peniche desenvolvia uma actividade cultural e associativa intensa. Na Trafaria, tão perto de Lisboa, permitia-me ter acesso a toda uma informação cultural que era notável para a época. Enquanto militar na minha unidade existiam companheiros notáveis como o compositor Jorge Peixinho, o poeta Gastão Cruz, o fadista João Braga, e uns quantos amigos que deambulavam pelas fileiras da oposição democrática. Um deles, já não sei qual, deu-me a conhecer um jornal regional (“O Comércio do Funchal”) que era publicado em papel cor-de-rosa. Uma diatribe do seu director ( um jovem mais novo que eu, de seu nome Vicente Jorge Silva) que passei a dmirar desde logo. Na altura eu era assinante pois do Comércio do Funchal, do Jornal do Fundão e da Seara Nova. Tudo isto imprensa pouco apropriada para quem fazia parte de um escol dos Serviços Militares. De entre todos estes jornais o CF era um exemplo do que eu considerava ser possível em Peniche, onde criativamente dávamos os primeiros passos em formas mais ou menos habilidosas de tornearmos a rigidez do Estado Novo. Apaixonava-me aquele jornalista em crescendo que era VJS e só deixei de ser assinante do CF quando ele deixou de ser seu director. Mais tarde dou por ele a lançar um novo Jornal, “O PÚBLICO”. Nunca mais o larguei de mão. Nem mesmo quando ele deixou o Público. Que eu também abandonei com a direcção de José Manuel Fernandes. Onde eu sabia que ele escrevia, eu lia e aprendi sempre. Despeço-me dele com o mesmo carinho com que o conheci. Até já, até logo, seja até quando for. Foste dos melhores professores da minha vida.

sexta-feira, agosto 28, 2020


BILROS DA MINHA AVÓ GUILHERMINA

O meu avô Benjamim morreu tinha eu 10 anos. Durante algum tempo eu, os meus pais e o meu irmão paassámos todos para casa da minha avó Guilhermina para lhe fazermos companhia. Ao fim de algum tempo voltámos a viver na nossa casa excepto o meu irmão que desde os 3 anos de idade vivia com os meus avós. Até que em Outubro o meu irmão foi para o Colégio Nuno Álvares e passei eu a ficar à noite a fazer companhia à minha avó.

Tudo isto para vos dizer que desde os meus 10 anos que passei a conviver com rendas de bilros, almofadas e bancos, piques e linhas Âncora, bilros das mais diversas formas e alfinetes espetados na almofada segurando pontos e nós.

Recordo desses tempos algumas designações como cerzir, renda do casar, picar piques, tecer e vender.

Ao mexer um destes dias num dos baús da minha herança, deparei com amostras (?) de bilros dos mais diversos tipos. E veio-me à memória o barulho dos bilros a baterem uns nos outros enquanto a minha avó tecia as rendas ao longo dos dias. Era um barulho melódico, qual sinfonia que me fazia adormecer em dias em que eu me cansava mais nas brincadeiras físicas que ocupavam as crianças e adolescentes do meu tempo.

Decidi fotografá-los e deixá-los aqui como memória. Pelo que me fazem recordar. Por esse tempo. Pela rendilheira que foi a minha avó.







 

terça-feira, agosto 25, 2020


O MURO

Esta designação representou para a minha geração (que se identificava como de esquerda) um símbolo do que de mais abjecto podia ser criado pelo ser humano como forma de humilhar aqueles a quem não eram reconhecidos direitos de cidadania.

Para os da minha geração a noite de 9 para 10 de Novembro de 1989 em que se deu o derrube do MURO DE BERLIM representou que a Utopia era possível.

O derrube do MURO era o fim de uma ideologia opressiva e sufocante que em nome de “um sol” por nascer, colocava sectores das humanidade contra outros, filhos contra pais, irmãos contra irmãos, nações umas contra as outras. A queda do muro era para nós o inicio de uma paz sonhada mas nunca vivida, o fim dos Gulag, a libertação do pensamento.
A tudo isto eu e os da minha geração sempre associámos a designação de “MURO”.

Aprendi agora que existem 2 tipos de muros. Os muros que separam os países “ditos” comunistas dos países “ditos” democráticos, e os muros que separam os países da liberdade entre si.

Se um país da esfera de leste ergue um muro para o separar dos países ocidentais, é mau.

Se os EUA erguem um muro para impedir os mexicanos de entrarem no seu território, é bom. Trump é eleito porque prometeu isolar o México. Kruchev é derrubado porque ergueu o muro de Berlim.

Ser bom ou mau, depende do momento e do grau de evolução das ideologias. Depende da Guerra-Fria  ou de quem assume a liderança da dita civilização ocidental.

Ser muro não é suficiente, é preciso conhecer o p’edreiro que o construiu.

segunda-feira, agosto 24, 2020

SE AINDA CONSEGUES RIR… ESTÁS À VONTADE.
DIZ QUE FAZ BEM À SAÚDE!!!!





sexta-feira, agosto 21, 2020


COMUNIDADE

Nunca se falou tanto de comunidade como agora em que ela parece estar ausente do nosso quotidiano.

Estar, ser, viver em comunidade é acreditar no Outro. Saber que é fora de nós mesmos que nos encontramos. Este é o principio básico de todas as ideologias e religiões. É na Humanidade que nos reencontramos. Que sabemos o nosso caminho.

Os últimos tempos (falo do período antes do vírus) têm sido promotores de um egoísmo antinatural. Os valores perderam-se ou caíram em desuso. O sentido comunitário tornou-se vago e sem sentido.

Partidos políticos deixaram de produzir os Grandes Homens que arrastavam vontades de lutar pelo Outro. As religiões tornaram-se fontes de discórdia e em nome de deuses menores decapitaram-se vontades e relações humanitárias.

Nunca se matou tantos seres humanos em nome da Paz como nos últimos anos. A fome grassa por todo o planeta e atinge particularmente as crianças e os velhos e no entanto nunca existiu tanta abundância de comida e tanto desperdício.

Perdemos o sentido daquilo que hoje mais falamos. O sentido comunitário. A esperança para os filhos dos nossos filhos começa a ser uma palavra vã. Vejo-me rodeado de livros e de memórias e sinto um vazio enorme dentro de mim porque tenho uma ideia a fervilhar que me diz que transmiti muito pouco do que aprendi. O meu api, os meus avós e alguns familiares mais próximos, aqueles a quem chamo e chamarei sempre amigos legaram-me bens e valores que são autênticos tesouros. E o que fiz deles? Consegui passa-los a outros? Sou filho de uma geração perturbada que assistiu a hecatombes terríveis. Guerras mundiais, genocídios, prisões em massa, exílios forçados de milhares de de seres humanos, quedas de regimes ditatoriais e ascensão de outros, aparecimento de seitas, roubos em larga escala e saques do trabalho de seres humanos indefesos. A tudo isto assisti. E novos hinos de esperança ouvi entoar. No entanto, um vírus invisível põe a nú tudo quanto de pior a humanidade foi capaz de guardar.

Aqui d’ El-Rei que é preciso voltar à comunidade. M as saberemos mesmo o que é isso?

 

quarta-feira, agosto 19, 2020


RELEVANCIAS DOS TEMPOS DA OPOSIÇÃO DEMOCRÁTICA

Eu nasci em Junho de 1944. A nível local a primeira personagem de que me recordo ligada ao Estado Novo é o Presidente da Câmara, António Bento e o seu companheiro de jornada, o Zé Bento (José Fernandes Bento).

O António Bento inicia a sua tarefa de representação do Estado Novo no Concelho de Peniche em Agosto de 1949 e leva essa missão até Julho de 1961. Representa isso para mim, um período que vai desde os meus 5 anos até aos 17. Abrangendo pois a parte da minha adolescência em que se formam os meus princípios e formação, religiosa, politica e social. Em parceria com ele sempre o seu irmão, figura ímpar da nossa praça.

 

Talvez mereça a pena recuar um pouco no tempo para conhecer melhor estas personagens. Nados e criados no vizinho Concelho da Lourinhã, filhos de figuras com alguma relevância local, cedo se apercebem que Peniche e o seu Concelho em desenvolvimento latente, representam um meio eficaz para o seu crescimento social e económico. Instalam-se ambos no comércio local em firmas de figuras locais conceituadas e preparam de forma inteligente a sua ascensão. Ambos namoriscam e acabam por casar com as filhas dos seus patrões, interpretam as figuras dos católicos convictos, aderem às camadas sociais em desenvolvimento e a breve trecho são figuras representativas das forças políticas em exercício, primeiro a União Nacional e posteriormente a Acção Nacional Popular máscara renovada do que de mais podre a politica Salazarista produziu. Ambos comerciantes em ascensão, o José Fernandes Bento mais vocacionado para o sector económico e o António da Conceição Bento para os sectores político, social e religioso. 

A breve trecho o António ascende na UN e acaba por ser convidado seu dirigente local e de seguida para o inicio de um longo mandato como Presidente da Câmara do Concelho menos desenvolvido do Distrito de Leiria. No Concelho de Peniche na década de 50 não existe rede viária digna desse nome, a escolaridade vai em alguns casos raros até à 6ª classe e, os filhos dos mais abastados cedo eram colocados em Colégios ou instituições exteriores ao concelho. Não existia rede de esgotos domésticos, e a rede de distribuição de água era limitada a alguns (poucos) mais importantes filhos da terra. É importante referir aqui que a relação do poder político com o poder religioso se foi estreitando e desenvolvendo, constituindo uma dupla sempre visível o Padre Bastos e o António Bento.

A constituição da Fortaleza de Peniche como prisão do Regime do Estado Novo traz com ela forças militarizadas e repressivas do Estado Novo, como a PIDE, a legião, GNR, PSP e Guarda Fiscal. A decadência económica de largos grupos de membros da população, levam o Padre Bastos e o António Bento a tentarem e conseguirem prover algumas melhorias que conferissem a Peniche algum aspecto mais actual. É assim que surge uma rede de esgotos na Vila, uma rede viária a ligar Peniche aos concelhos de Caldas e Lourinhã bem como no interior do próprio Concelho. Na segunda metade dos anos 50 de século XX consegue-se aqui criar uma Escola Industrial e Comercial que permitissem alargar um pouco uma visão mais enriquecida do desenvolvimento local. Surge ao mesmo tempo a representação do Stella Maris e algumas Fábricas de Conserva ajudam a uma economia local de subsistência. E no meio disto tudo onde para o Zé Bento? Esse vai subindo no crescimento local da UN, criando um grupo de lacaios que o acolitam e se tornam seus braços de ferro. Aproveitando o conhecimento que vai tendo através da Câmara Municipal que o irmão dirige, torna-se detentor de um parque imobiliário digno de registo.

Os filhos do António Bento vão estudar para Lisboa e um obtém a licenciatura em Medicina vindo a tornar-se um cirurgião plástico de nome reputado e o outro licencia-se em Engenharia Química  pelo IST. Uma das filhas do Zé Bento licencia-se em ciências Fisico-Quimicas pela Faculdade de Ciências de Lisboa e a outra acabou por ser esposa de mais um Lourinhanense aqui acolhido, mas que já não teve o êxito do seu sogro.

Pós António Bento surge no poder politico como figura representativa um filho da Atouguia da Baleia a que se lhe seguiu o representante de uma das famílias mais conceituadas da Vila.  È com António e Zé Bento que termina uma época das mais negras deste Concelho e da miséria em que as suas populações viviam, mas em que ao mesmo tempo existiam perante as figuras que se lhes impunham pelo poder, repressão e domínio que representavam. Detendo ao mesmo tempo forças policiais ou para/policiais que lhes davam a cobertura necessária.

É desse tempo um poema (dos mutos) políticos que escrevi e que foi mesmo publicado no “Diário de Lisboa – Juvenil”:

 

BENTUS

Rastejantus

mais quebrantus que turcentus

ou turcentus que quebrrantus

conforme os pesus cimentatus se venderem

eis que vus apresentus:

 

Ser que ser ser não é

rastejantus quebrantus

truvejantus

eis bentus

que aqui vus tragus

para todos intragatus

 

terça-feira, agosto 18, 2020


PENICHE:

OS LÍDERES POLÍTICOS E AS OPÇÕES DEMOCRÁTICAS (OU NÃO) PARA GESTÃO DO CONCELHO

Em conversa com um amigo, foi-me sugerido a dificuldade em encontrar em Peniche líderes com que a população se identificasse e servissem de figuras que se tornassem incontestados e seguidos de forma inequívoca.

Foi então que me dei ao trabalho de ir buscar os Presidentes de Câmara (Administradores concelhios) que desde o inicio do século XX pudéssemos identificar ainda que pouco ou nada soubéssemos pela quase totalidade deles. Algumas curiosidades ressaltam dessa leitura.

Durante a 1ª República (e o mesmo no período do Estado Novo) a duração dos mandatos é perfeitamente aleatória o que leva a entender que depende da disponibilidade dos indigitados ou, da sua total adesão aos valores dos que o nomearam. Já na 2ª República a durabilidade dos mandatos é pré-fixada e se por razões que têm a ver com a disponibilidade dos eleitos, este se demite do cargo o eleito que se lhe segue só poderá desempenar o cargo até ao limite do prazo para que foi eleito.

Só na 2ª República é possível encontrar uma mulher a exercer o cargo de Presidente da Câmara e mesmo isso só acontece porque o autarca eleito se demitiu das suas funções.

É no Estado Novo que se encontra o exercício do cargo de Presidente por número de anos (12), por um nomeado pelo força detentora do poder ( mas isso já faz parte de uma outra história que noutra altura contaremos e comparável aquilo que hoje é possível atingir eleitoralmente. 

Assim são estas as figuras (ou figurões em questão):    
PRESIDENTES DA CÂMARA DE PENICHE
1ª REPÚBLICA
- Joaquim de Barros Vala
Início - 07 out. 1910
Fim - 31 dez. 1913

Início - 02 jan. 1926
Fim - 08 set. 1926

- Luis Maria Freire de Andrade
Início - 02 jan. 1914
Fim - 11 ago. 1919

- João Baptista da Conceição
Início - 12 ago. 1919
Fim - 31 dez. 1922

- José Nunes Ferreira Tavares
Início - 02 jan. 1923
Fim - 05 abr. 1923

- Jacob Baptista Ribeiro Guizado
Início - 09 abr. 1923
Fim - 28 jan. 1925

- Faustino da Gama da Costa Leal
Início - 29 jan. 1925
Fim - 31 dez. 1925

ESTADO NOVO
- Eduardo Eller Caldas Pereira
Início - 09 set. 1926
Fim - 10 mar. 1929

- António Maria de Oliveira
Início - 11 mar. 1929
Fim - 16 jul. 1930

- Armando Sampaio Sena
Início - 29 jul. 1933
Fim - 25 jan. 1939

- João Mendes Madeira, Sobrinho
Início - 26 jan. 1939
Fim - 05 jul. 1939

- Luis Pedroso da Silva Campos
Início - 06 jul. 1939
Fim - 30 out. 1941

- José Bonifácio da Silva
Início - 27 nov. 1941
Fim - 08 fev. 1945

- José da Mota Conceição Garrido
Início - 23 fev. 1945
Fim - 21 jul. 1949

- António da Conceição Bento
Início - 04 ago. 1949
Fim - 31 jul. 1961

- Vitor João Albino de Almeida Baltazar
Início - 21 ago. 1961
Fim - 11 ago. 1969

- Francisco de Jesus Salvador
Início - 18 set. 1969
Fim - 02 mai. 1974

2ª REPÚBLICA
- José António Ferreira
Início - 11 mai. 1974
Fim - 06 nov. 1974

-  Carlos Alberto Freitas Mota
Início - 22 nov. 1974
Fim - 31 dez. 1976

- Jerónimo Freixa Lúcio Barbosa
Início - 05 jan. 1977
Fim - 16 mar. 1977

- José Maria da Silva Cruz
Início - 17 mar. 1977
Fim - 07 jun. 1978

- António Assalino Rosa Alves
Início - 21 jun. 1978
Fim - 31 dez. 1979

Luis Alberto Matos Almeida
Início - 21 jun. 1978
Fim - 31 dez. 1979

- José Maria Malaquias Antunes
Início - 04 jan. 1983
Fim - 06 dez. 1983

- Maria da Fátima Mendes Serra Pata
Início - 13 dez. 1983
Fim - 30 dez. 1985

João Augusto Tavares Barradas
Início - 03 jan. 1986
Fim - 28 dez. 1989

Início - 03 jan. 1990
Fim - 28 dez. 1993

Início - 04 jan. 1994
Fim - 30 dez. 1997

- Jorge Manuel Rosendo Gonçalves
Início - 06 jan. 1998
Fim - 26 dez. 2001

Início - 02 jan. 2002
Fim - 28 out. 2005

- António José F. S. Correia Santos
Início - 28 out. 2005
Fim - 11 out. 2009

Início - 11 out. 2009
Fim - 18 out. 2013

Início - 18 out. 2013
Fim - 20 out. 2017



quinta-feira, agosto 13, 2020


AO LER PEDRO MEXIA

Estou muito mais dado à leitura que à escrita. O meu blog sofre com isso. Recordo que em 2006 quando o iniciei, pensei muito em que só o iniciaria se fosse capaz de assumir um compromisso comigo próprio no sentido de manter uma certa regularidade de escrita. 14 anos depois e com uma pandemia pelo meio as promessas tornaram-se sem sentido.

Um dia destes ao ler, salvo erro no expresso, um artigo de Pedro Mexia, recordei os  meus tempos de aluno da Escola Industrial e das discussões acesas que mantínhamos todos uns com os outros. Quem era o Mestre que apanhava mais sardinha… Outra disputa que vinha à coacção era a das potencialidades da Nª. Srª. de Fátima em oposição à Nª. Srª. da Nazaré. E o Peniche versus caldas ou Torres.

Isto vão lá 60 anos e normalmente os locais de debate eram os vestiários das Oficinas de Serralharia enquanto nos lavávamos ou nos preparávamos para as aulas.

E algumas destas discussões eram levadas muito a sério.

Tantos anos passados, leio e quedo-me a pensar no que li. Será possível que tenhamos evoluído tanto para de forma mais ou menos simples voltarmos às mesmas questões, ou a outras muito semelhantes?

O que a partir de agora irão ler são palavras de Pedro Mexia, virão noutros caracteres e em itálico paranão nos prestarmos a confusões:

“A fé não é argumentável… a religião é muito argumentável. Tem que ver com comportamentos humanos, com práticas, com decisões. Pode  falar-se de religião como de politica. A fé baseia-se em imponderáveis…  

terça-feira, agosto 11, 2020

COISAS DO BICHINHO 19







segunda-feira, agosto 10, 2020

QUEM TEM TELHADOS DE VIDRO…
Um cidadão português foi assassinado por um outro cidadão português. Em plena luz do dia e à frente de outros cidadãos que de imediato o detiveram e entregaram às autoridades. O assassinado era actor e ao que se diz um homem de bem. O assassino era um homem septuagenário misófobo. Segundo agora se diz tinha traumas não resolvidos desde os tempos das guerras coloniais. A polícia judiciária tomou conta da ocorrência e como infelizmente tantos outros casos de demência repentina que terminam em assassínios por razões sem sentido, este será mais um caso que irá aguardar o seu tempo de julgamento com o autor do crime aguardando entre grades que a Justiça se pronuncie. Esta ocorrência constituiu um menú delicioso para aproveitamento dos que têm dificuldade em viver consigo próprios e foram promovidas manifestações e e encontros de quem não se revê neste tipo de crimes. Até aqui nada de estranho. O que me surpreende e revolta é a República da Guiné-Bissau vir-se constituir como “dama” agravada porque o assassinado é geneticamente um dos seus. Vocês perceberam bem. A Rep. da Guiné-Bissau. Um país onde são assassinados diariamente todos aqueles que se opõem ao poder instituído sem que alguém seja detido ou julgado. O país mais corrupto de África, quiçá do mundo, pretende ser juiz em causa que não lhe pertence. Isto faz-me recordar um dito da minha avó: “Chama-lhes filho, antes que te chamem a ti”.

quarta-feira, julho 29, 2020

SORRIA SE CONSEGUIR






segunda-feira, julho 27, 2020


UM GRANDE, APERTADO E CALOROSO APERTO DE MÃO

A todos quantos ao longo dos tempos me têm acompanhado por aqui. É a eles que dedico o post de hoje. Assim, aqui vai ele…

 

No passado sábado o jornal ”Público” publicou uma crónica de um dos articulistas que tenho admirado ao longo dos tempos. Refiro-me a Ferreira Fernandes que durante muitos anos foi a “cara” do “DN”.

Ao que parece ele passa a fazer parte a partir de agora dos cronistas residentes do “Público”. Ainda bem. Ele tem muito para dar e nós temos muito para aprender com ele. O escrito de FF tem a ver com o que foi o colonialismo português. E num tempo em que essa é matéria de discussão (finalmente) entre nós, bem como a xenofobia, ler aquela crónica é como tirar uma pós-graduação nestas matérias.

 

No mesmo dia, o mesmo jornal traz uma entrevista com Sérgio Sousa Pinto, um dirigente reconhecido do PS. Fui alertado para isso por frase sua que a jornalista que o entrevistou trouxe à coacção na 1ª página do jornal: “O PS é uma repartição do governo”. Esta é uma verdade que há longos anos nos persegue a todos em Portugal e que nos vai afastando das urnas e de opções. Porque este não é um problema do PS. É de todos os partidos políticos. Que SSP só o tenha percebido com António Costa não abona muito a seu favor e só confirma o que estamos a dizer.

quarta-feira, julho 22, 2020


TEXTO

Um amigo muito querido, fez-me chegar este texto. Não se conhece o autor. Mas o tempo em que vivemos permitem-me  algumas veleidades e esta é uma delas. Que o prazer de ler, vos torne tão felizes quanto eu me sinto

Eu nunca trocaria os meus amigos surpreendentes, a minha vida maravilhosa, a minha amada família por menos cabelo branco ou uma barriga mais lisa. Enquanto fui envelhecendo, tornei-me mais amável para mim, e menos crítico de mim mesmo. Eu tornei-me o meu próprio amigo... Eu não me censuro por comer um cozido à portuguesa ou uns biscoitos extra, ou por não fazer a minha cama, ou para a compra de algo supérfluo que não precisava. Eu tenho direito de ser desarrumado, de ser extravagante e livre.

Vi muitos amigos queridos deixarem este mundo cedo de mais, antes de compreenderem a grande liberdade que vem com o envelhecimento.

Quem vai me censurar se resolvo ficar lendo ou jogar no computador até às quatro horas e dormir até meio-dia? Eu dançarei ao som daqueles sucessos maravilhosos dos anos 60 & 70, e se eu, ao mesmo tempo, desejo chorar por um amor perdido... Eu vou.

Vou andar na praia com um calção excessivamente esticado sobre um corpo decadente, e mergulhar nas ondas com abandono, se eu quiser, apesar dos olhares penalizados dos outros no jet sky. Eles também vão envelhecer.

Eu sei que às vezes esqueço algumas coisas. Mas há mais algumas coisas na vida que devem ser esquecidas. Eu me recordo das coisas importantes. Claro, ao longo dos anos meu coração foi quebrado. Como não pode quebrar seu coração quando você perde um ente querido ou quando uma criança sofre, ou mesmo quando algum amado animal de estimação é atropelado por um carro? Mas corações partidos são os que nos dão força, compreensão, compaixão. Um coração que nunca sofreu é imaculado e estéril e nunca conhecerá a alegria de ser imperfeito.

Eu sou tão abençoado por ter vivido o suficiente para ter meus cabelos grisalhos, e ter os risos da juventude gravados para sempre em sulcos profundos em meu rosto.

Muitos nunca riram, muitos morreram antes de seus cabelos virarem prata.

Conforme você envelhece, é mais fácil ser positivo. Você se preocupa menos com o que os outros pensam. Eu não me questiono mais. Eu ganhei o direito de estar errado. Assim, para responder sua pergunta, eu gosto de ser idoso. 

 

A idade me libertou. Eu gosto da pessoa que me tornei.  Eu não vou viver para sempre, mas enquanto eu ainda estou aqui, eu não vou perder tempo lamentando o que poderia ter sido, ou me preocupar com o que será.  E eu vou comer sobremesa todos os dias (se me apetecer). Que nossa amizade nunca se separe porque é direto do coração!

quarta-feira, julho 15, 2020

QUEM GOSTAR DE FUTEBLO, TEM O PORTO/SPORTING…
PARA QUEM PREFERIR SORRIR…