sexta-feira, março 27, 2020


 NOE TEMPOS QUE CORREM
O grito de dor e angústia desta enfermeira de Peniche é das coisas mais belas e violentas  que li até hoje
Talvez porque a conheço desde que nasceu... Talvez porque tem das profissões mais perigosas neste momento... Talvez porque sim...
 
Olá olá maltinha! Quem me conhece sabe que não muito destas coisas, mas hoje decidi utilizar o Facebook para apelar a todos vós!  Como devem saber, sou profissional de saúde no CHO Peniche, e em 10 anos de profissão nunca passei por uma situação destas!
No dia de hoje, para além de vos pedir que "fiquem em casa", venho aqui apelar para que nos ajudem, para que vos possamos ajudar!
Venho por isso pedir que algum alojamento local, hotel, hostel, o que seja, do concelho de Peniche, que nos faculte quartos para que nós  profissionais de saúde possamos descansar, quando saímos do trabalho. Tenho uma filha linda e um marido super compreensivo em casa à minha espera, mas hoje, quando cheguei a casa depois de uma noite de trabalho, recusei um abraço á minha própria filha!
Nós estamos em contacto diário com doentes, que infelizmente, nesta fase, não conseguimos saber se estão ou não infectados com o covid-19. Assim sendo, temos medo por nós, mas mais medo ainda pelos que mais amamos! Faço então um apelo que nos ajudem, para que vos possamos continuar a ajudar!
Penso que não será de mais dizer que não  temos material de proteção individual, empresas do nosso concelho, se puderem façam-nos chegar material ( batas descartáveis, máscaras bico de pato ffp2, toucas, óculos de proteção....).
Estamos só no início de uma grande batalha e para tal, precisamos de estar munidos com as melhores armas, para que juntos possamos vencer!
Obrigada e peço desculpa pelo desabafo!

sábado, março 21, 2020


UM MICROCAGAGÉSIMO

Paralisou um planeta. Derrubou economias pujantes. Calou políticos fala-baratos. Nós que no aventurámos por mares nunca antes navegados. Nós que nos atrevemos a explorar o Universo. Nós que com uma inteligência animalesca exterminamos espécies que povoaram o planeta durante séculos. Construímos e derrubamos deuses. Provocámos cisões de átomos que destruíram o ambiente.

Eis que de repente, um micro-organismo que necessita de potentes aparelhos ópticos para poder ser observado, nos derruba do alto do nosso pedestal e nos reduz a uma insignificância miserável, incapazes, impotentes e completamente vitimas de uma derrota humilhante.

Ao olhar à minha volta e ao pensar nos papagaios (sem querer ofender os propriamente ditos) que nos rodeiam, fico aguardando que um mea-culpa sincero nos atinja a todos e nos faça reflectir sobre o que endamos a fezer enquanto passeamos este miserável esqueleto temporal.

  

sexta-feira, março 20, 2020


O ESTADO DE EMERGÊNCIA

Como tem sido por demais evidente e, tal como me diz um amigo meu, este Blog tem estado de quarentena, acompanhando assim o seu autor.

Apesar disto, decidimos (eu e o blog) fazer um aparecimento sanitário, motivados pela conferência de imprensa do Grupo governamental de crise.

António Costa começou por se referir em que medida o Estado de Emergência afectaria aos que se encontram contagiados pela doença. Durante algum tempo falou sobre as diferentes situações deste grupo e das cautelas que sobre eles recaia, não exitando em referir que as indicações que lhes eram referidas seriam sempre de carácter OBRIGATÓRIO.

Em seguida o 1º Ministro passou a referir-se ao grande grupo de risco  constituído pelos mais idosos (mais de 70 anos) e ainda aqueles que sofrendo de doenças carecendo de um acompanhamento sistemático, teria de ser possível à sua deslocação para aquisição de produtos de 1ª necessidade ou de cuidados de saúde frequentes e aquisição de medicamentos. Ao abordar estas 2 situações falou o 1º Ministro dos idosos que vivem isolados e que portanto necessitam de se deslocar para poderem sobreviver ou de serem apoiados por grupos informais de cuidadores. Uma parte importante da conferência de impresa foi utilizada para referências a este grupo de risco.

Foi ainda referida a intervenção constante da Segurança Social para acompanhar as populações atingidas por carências que irão surgir e de medidas a tomar para não colocar em situações de marginalidade os mais necessitados.

Falou ainda numa referência relativamente breve ao impacto que esta hecatombe mundial terá na economia portuguesa mas que isso nunca impedirá o Governo de apoiar os que mais precisarem, incluindo as pequenas e médias empresas.

Foi assim que ouvi e entendi a conferência de impresa pela parte do Governo. E isto agradou-me e sensibilizou-me profundamente. Fiquei grato pela leitura que o Governo de Portugal parece demonstrar pela situação de crise que o País atravessa.

Só não gostei da intervenção da generalidade dos jornalistas que intervieram questionando as decisões tomadas. Isto porque se quedaram na situação dos Bancos e dos grupos económicos. Não vi o mesmo interesse pelos que mais desfavorecidos ou pela doença ou pela sua situação de risco estarão em condições extremamente fragilizados.

Não procuraram evidenciar o que se terá que fazer por essas pessoas. Os bancos e os grandes grupos económicos saberão sempre defender-se. Não precisam de quem tenha pena deles. Os jornalistas, que trabalham eles sim, para esses grupos económicos ou para bancos, têm de servir os seus donos. Que lhes importa que numa casa qualquer deste país morra um velho ou uma velha que lá vive só, com fome e sem qualquer apoio.

Se Portugal não se humanizar, não merece a pena lutar para vencer batalhas.

terça-feira, março 10, 2020


O CONDE DE PENICHE
Faz parte das memórias de alguns de nós mais velhos, aquele a quem designávamos por “Conde de Falaxo”.

De quem eu nunca tinha ouvido falar era do Conde de Peniche.

Eu pecador me confesso: Considerando-me um tipo de esquerda, sempre ao longo dos anos tive uma admiração pelos escritos de Vasco Pulido Valente, desaparecido do nosso convívio há cerca de 2/3 semanas. Pela sua prosa. Pela sua acutilância. Pelo seu percurso político e académico. Eu era um leitor convicto das suas crónicas no jornal “Público” aos sábados e tendo alguns livros dele havia um que foi deixado para trás. Era o “FUNDO DA GAVETA”. Um livro que aborda a “CONTRA-REVOLUÇÃO E REDICALISMO NO PORTUGAL MODERNO”.
Foi esse livro que elegi para viajar comigo diariamente para Lisboa.

Eis senão quando a páginas tantas (pag. 133) me salta à vista de supetão uma referência ao Conde de Peniche. Este era um particular apoiante dos grupos radicais que combatiam miguelistas e4 apoiante de D. Pedro.

Os capítulos em que VPV faz referência ao Conde de Peniche e aos penicheiros seus apoiantes, são:

- O Renascimento do Radicalismo -1867

- A Janeirinha (1867-1868)

- O Caos Radical (1868-1870)

- O Progressismo Moderado (1868 – 1870)

- A Última Saldanhada (1869 –1870)

Resumamos este cavalheiro no seu tempo:

À época o Conde de Peniche era D. Caetano Gaspar de Almeida Noronha Portugal Camões Albuquerque Moniz e Sousa que não tinha nada a ver com Peniche, era tão só um título nobiliárquico atribuído a um Senhor da época por feitos considerados dignos de registo pelo Rei. O 1º título de Conde de Peniche foi atribuído a D. Caetano José de Noronha e Albuquerque e foi extinto com a implantação da República.

O Conde de Peniche na época relatada por VPV era um tipo que o que pretendia era o poder pelo poder e fazia alianças com progressistas, liberais e mesmo socialistas com o objectivo único de se tornar Primeiro-Ministro e dono do poder no Reino em Portugal. Os penicheiros não tinham nada a ver com a terra Peniche, eram tão só os apoiantes do Conde.

Foram estas lutas entre facções aoiamtes quer de D. Pedro, quer de D. Miguel que deram origem ao aparecimento da República em Portugal. Isso lhes devemos. Só trago isto agora aqui., pela curiosidade de ver o nome da nossa terra ligado às lutas fratricidas do Reino de Portugal.

Ao ler este livro, encontrei aqui similitudes com o Portugal e o meu concelho de hoje. E esta hein???

 

 

 

sábado, março 07, 2020

COISAS DA VIDA
Um jovem casal, homem 26 , mulher 24 , tinham 6 filhos , residindo numa aldeia do interior do país.
Numa deslocação ao médico da aldeia a mulher queixa-se de estar mais uma vez grávida:
- Doutor estou á espera do meu 7º , sabe não temos TV , o Manel nã gosta da borracha ..
O médico desesperado, dado não conseguir controlar aquele drama sugere:
- Sr Manuel quando estiver dentro da sua mulher, mesmo quase a ejacular, você arranca um cabelo junto da vagina da sua esposa.
Passado dois anos o casal não voltou a ter mais filhos, aparece a mulher de novo no médico:
- Sr Doutor estou muito preocupada !
O médico :
- Está grávida ?
A mulher :
- Nã Sr. Doutor , é que o último cabelo acaba na 4ª feira.



A melhor cirurgia
Numa sala de cirurgia, cinco cirurgiões discutiam sobre quais os melhores pacientes a operar.
 Dizia o primeiro:
- Gosto de operar contabilistas porque, quando se abrem, todos os órgãos estão numerados e ordenados.

O segundo retorquiu:
- Sim, mas melhor são os electricistas todos os órgãos estão codificados por cores. Não há qualquer risco de engano.
 Ao que respondeu o terceiro:
- Que nada!!! Os melhores são os bibliotecários. Dentro deles tudo está ordenado alfabeticamente.
O quarto cirurgião opinou:
-  Não há como os mecânicos. Eles até já transportam uma reserva dos órgãos que são necessários substituir.
 Finalmente, disse o quinto:
-Deixem-me discordar de todos vocês, meus caros colegas mas, em minha opinião, os melhores pacientes para operar são os políticos. Não têm coração, não têm estômago nem tomates... Além disso podemos trocar o cérebro pelo cu, pois como só têm ideias de merda não dão conta de nada e aínda agradecem.




quinta-feira, março 05, 2020


CONAN:- O MALDITO BÁRBARO

Sem estarmos à espera ele surgiu invadindo o nosso estar. Muito por culpa dos meios de comunicação social, que por falta de “rosas cigarras” elegeu esta epidemia como o melhor meio para criar impacto junto dos leitores, ouvintes e telespectadores. Não que seja estúpido tomar precauções contra o que quer que seja que provoque danos na saúde pública.

Os acidentes de estrada que matam milhares todos os anos não são dignos do mesmo tempo de antena. O tabaco e o álcool que são geradores de doenças imensas merecem nota de rodapé. O cancro que mata milhões todos aos anos não é objecto de uma acção de prevenção semelhante à que se está a desenvolver contra o bárbaro.

Tenho dificuldade em separar as águas e perceber o que é importante do que é alarmismo.

Agora uma professora incauta vai passear ao centro do furacão em Itália e a escola onde lecciona transforma-se num imenso Big Brother, em que cada jornalista pretende fazer de si um outro Cláudio Ramos. Parecem abutres. Mais ameaçadores do que os Conan.

Quantos dios que são atacados pelo vírus não se vacinaram? E ainda vão a tempo?

E não se dá tempo de antena suficiente aos que combatem a burrice dos que não se querem vacinar e nem sequer vacinam os filhos.

Já não falo dos organismos representativos de algumas classes profissionais ligadas à saúde e que em vez de se oferecerewm para colaborar com o Min. Da Saúde ou com a DGS, preferem os holofotes e as câmaras de TV, ajudando assim à implementação do alarme social.

Conan se vieres os que te odeiam irão dar-te combate.

 

terça-feira, março 03, 2020

sábado, fevereiro 29, 2020

REPESCADAS

quinta-feira, fevereiro 27, 2020


GRANDE RAIVA

Com muito orgulho sou um velho de 75 anos. Não sou sénior, nem idoso. SOU VELHO e ponto final. Com um saber acumulado ao longo dos anos. Sou um utilizador sistemático (nos últimos 20 anos) dos serviços de saúde disponíveis no nosso país, SNS e privados com acordos com a ADSE. Em todos estes serviços encontrei profissionais de excelência e posso mesmo afirmar sem quaisquer dúvidas, que devo à medicina e aos seus profissionais a minha sobrevivência até hoje. Um ou outro aspecto menos bom não deslustram o que acabo de afirmar.

Posto isto, vou ao que me traz aqui neste pós Carnaval de 202º. Tenho ouvido as notícias sobre o novo vírus surgido. À parte um ou outro exagero na difusão bombástica de notícias por algum canal informativo, tem sido muito clara a informação sobre precauções a ter e as clarificações sobre riscos.

Eis senão quando surgem organismos que se dizem defensores das classes profissionais dos médicos a espalhar dúvidas e incertezas sobre a eficácia das medidas que o SNS está seguindo para poder combater este surto viral. ALARMANDO MAIS AS POPULAÇÕES.

Num país onde o esclarecimento e a clareza são muitas vezes embotadas pelas redes sociais e pelos boatos.

O que eu esperava? Nomeadamente do Sindicato Independente dos médicos? Era que fizessem sair um comunicado para todos afirmando a sua disponibilidade para colaborarem com o SNS no sentido de minimizar qualquer eventual surto que surja em Portugal. Disponibilizando-se para reuniões com os responsáveis do SNS e da DGS para nelas poder expor casos em que julga poderem ser melhorados, visando o apoio aos eventuais atingidos.

Assim se venceu o Sarampo, a meningite a gripe asiática e tantos outros problemas que nos têm afectado, reduzindo riscos e salvando sempre o que de melhor existe em nós portugueses, a fraternidade e a solidariedade.

Espalhar o pânico não me parece coisa de gente de boa-fé e bem formada.

      

quinta-feira, fevereiro 20, 2020


OS ENTRETANTOS

Enquanto as senhoras e os senhores deputados se vão autojustificando pelas razões que aduzem em defesa do seu voto em matéria que deveria ser considerada para avaliar de forma interiorizada por cada um de nós, eu vou cruzando o olhar por questões mais comezinhas como sejam o racismo (e/ou a xenofobia), a corrupção e o tema capital que é o da eventual candidatura de Ana Gomes à Presidência da República.

Eu por mim diria assim:

  1. Os portugueses são potenciais racistas e quanto a xenofobia são-no bem à evidência;
  2. Corruptos de uma forma ou outra seremos quase todos. Com a corrupção passa-me o mesmo que com as cunhas. Todas as que não são minhas são um crime.
  3. A Ana Gomes só pode estar a ser utilizada por quem não gosta dela. Colocá-la a disputar a Presidência da República com o Marcelo é a mesma coisa que calçãr umas luvas de boxe a uma pulga e mandá-la para um ringue combater um elefante. Se ela quer ou não protagonismo acima de tudo, concluirei quando souber se ela aceita o encargo de ser candidata.

- Se os funcionários públicos fazem ou não uma greve geral, é um fait-divers para comemorar a entrada em funções de novos dirigentes sindicais.

- Os diferendos entre Portugal e a Venezuela irão acabar com os MNE dos 2 países aos beijos e abraços. Tal e qual como os casais de namorados quando se zangam e a seguir fazem as pazes.

VERDAEIRAMENTE IMPORTANTE é a grande MENTIRA do hipotético carnaval de antigamente no Clube Recreativo Penichense, fazendo da Associação e do Esfrega fake news.

 

terça-feira, fevereiro 18, 2020


EUTANÁSIA

Tenho resistido a escrever sobre. Não tenho qualquer opinião sobre este assunto. Isto é, tenho mas é muito pessoal. Tal como em relação ao suicídio.

Desde que não seja uma forma de eliminar uma parcela da humanidade por esta ser culturalmente diferente da que professamos, e que repudio em absoluto, quanto a mim este é um assunto do foro pessoal que me recuso a condenar ou a aplaudir.

Cada um tem o direito inalienável sobre a sua vida. E de considerar se ela merece ser ou não vivida.

Assim, parece-me que reconhecer isto e considerar como um dos direitos do ser humano, não julgo que alguém possa por em causa.

Ensinam-nos que Cristo quis morrer por uma causa maior. Que os soldados morrem pela Pátria e até são condecorados por isso. Que se morre em troca de umas quantas virgens no além.

Referendar o direito a morrer parece-me um absurdo. Despenalizar esse direito parece-me completamente de  acordo com os Direitos Humanos.

Posto isto, consigo compreender as pessoas que em nome da sua Fé, pensam de forma diferente da minha. Mas tenho dificuldade em compreender que gente que abençoa soldados que vão combater e morrer queira impor aos outros a sua vontade.

Liberdade à decisão individual sobre o destino de cada um é assunto intocável para mim.      

domingo, fevereiro 16, 2020


ESTAR VIVO

Decidi retomar hoje as minhas “escribações”. A palavra não existe (foi inventada agora mesmo) mas acho que define bem o meu estado de espirito.

O tempo é quem tudo determina. A vida e a morte. Viver o tempo que temos com ganas de o aproveitar é uma lei que deveria vigorar em todos os compêndios e em todos os tratados humanos.

Parece um pouco misterioso este deambular pelas palavras? Será. Mas vou (re)iniciar um longo processo de retoma daquelas coisas que são importantes para dar qualidade à minha provecta idade. Nunca pensei chegar aqui. E agora que cheguei, mais uma vez terei de agradecer reconhecidamente ao meu pai pela muita aprendizagem que me proporcionou.

Olho para a casa em que vivo (aquela em que ele nasceu) e sinto-o em todo o lado. Lamento por aqueles que têm de procurar em nenhures o que os faz aproveitar a vida. Eu tenho o meu pai como figura tutelar e o seu espirito que sinto em cada momento.

Termino hoje por aqui. Tudo o mais que dissesse seria lamechas.

 

segunda-feira, fevereiro 03, 2020


UM DIA  MUITO FELIZ PARA TODOS

sexta-feira, janeiro 31, 2020


A DESTRUIÇÃO DO MURO

Quando eu era um jovem ignorante a viver numa cidade sitiada (Peniche) via a Europa como um El Dorado.

Depois fui para a capital (dita do Império) e mais se arreigou em mim que passa fronteira em direcção a Espanha e o que mais à frente existisse seria algo completamente irreal e fantasista da minha parte.

A europa existia e estava lá mas era como se pertencesse a outra galáxia.

Neste tempo visitei a África colonizada (Guiné, S. Tomé e Principe e Angola). E quando em 1971 fui em viagem a Paris, achei que era tanto o deslumbramento que eu não merecia. Surgiu entretanto o 25 de Abril e com a ousadia de Mário Soares aderimos à União Europeia e eu acreditei finalmente que já não haveria retorno. Santa ingenuidade.
A europa entrou em desagregação com o desaparecimento de grandes estadistas irrepetíveis.

Até que hoje a Inglaterra, um dos países fundadores deste ideal decide abandonar a Europa para se dedicar a uma ideia despenteada e ridícula de um 1º Ministro de pacotilha.

Desaparece a minha Europa. Ou pelo menos trata-se do prenúncio disto. O Zé Maria sonhador dos anos 60 do século passado entrou em coma induzido. Oxalá que a medicina o salve já que a politica parece estar em colapso como eu 

terça-feira, janeiro 28, 2020


PORRA!!! QUE TEMPO ESTE…

E não me refiro só à chuva. Afinal as televisões peroravam de forma alarve que estávamos em seca extrema. Enão tomem lá chuva, mas não as vejo agradecerem aos deuses este beneficio do tempo.

É Luandalikas para trás e prá frente. É futebollikas para cima e para baixo. É tancos e são as armas. São os Juizes que se julgam deuses. É o bastonario dos médicos que passa a vida a derrubar o SNS mas que não parece disponível para arrumar a sua casa que demora anos a tomar decisões sobre más práticas, ele que só demora segundos para atacar um hospital ou a ministra porque se cometeu algum erro.

É o tempo em que o chicão procura ventura para o chega, chega que procura. Ouvem-se à noite as gargalhadas do Ti Tóino na sua confortável tumba de Santa Comba.

Estou cansado

 

 

segunda-feira, janeiro 27, 2020


TEMPO DE NÃO ESQUECER






sábado, janeiro 25, 2020


PARA SE SER UM BOM PROFISSIONAL

A boa defesa para um arguido

Um jovem advogado estava defendendo um empresário num processo comercial muito complexo. Infelizmente, todos os elementos faziam pender a balança para o lado errado, e o jovem advogado estava esperando o pior. Então ele resolve consultar um advogado mais experiente no escritório. Ele pergunta se seria interessante enviar ao juiz uma caixa de charutos, por exemplo. O outro advogado exclama:
- Você está louco! Faça isso e você perde a acção imediatamente!
Duas semanas depois, o juiz dá a sentença favorável ao cliente do jovem advogado. Ele decide comemorar a vitória com um almoço para o qual convida o colega do escritório que ele tinha consultado. Este diz:
- Está a ver? Não foi uma boa ideia não enviar a caixa de charutos?
- Mas eu enviei. Só que mandei junto o cartão de visita da outra parte!
NUDISMO NO SEU MELHOR…
O Manel inscreve-se numa colónia balnear para nudistas do mais exclusivo que existe.
No seu primeiro dia, despe-se e resolve ir dar uma volta pelo complexo.
A certa altura cruza-se com uma morena, extremamente bem feita, e mal a vê PUFFF, uma erecção. Ela aproxima-se dele e pergunta:
- "O senhor chamou-me??"
- "Quem eu? Não! Mas porque é que diz isso?"
- "Bom, o senhor deve ser novo aqui. Existe uma regra que diz que sempre que uma mulher provoque "essa" reacção num homem, é sinal que ele a está a chamar, e pode fazer dela o que quiser." Sendo assim, lá vão os dois para um recanto um pouco menos exposto e o Manel faz o que tinha a fazer.
Continuando no seu passeio resolve passar pela sauna, mas no preciso momento em que está a entrar solta um sonoro peido.
Saído do "nevoeiro", aparece um homem, grande, peludo, forte que lhe diz:
- "O senhor chamou-me?"
- "Quem eu? Não! Mas porque é que diz isso?"
- "Bom, o senhor deve ser novo aqui. Existe uma regra que diz que sempre que alguém fizer o que o senhor acabou de fazer é sinal que me está a chamar e EU posso fazer o que quiser."
O gigante pega no pobre Manel, vira-o e... pronto... o desgraçado do Manel ganha um andar novo.
O Manel dirige-se a correr para a recepção entrega as chaves do cacifo o cartão e diz para a Recepcionista nua:
- "Tome lá minha senhora, vou-me embora, pode ficar com os 1000 euros de jóia!"
- "Então mas o senhor nem cá ficou 3 horas. Não chegou sequer a conhecer metade do complexo."
- "Escute menina, eu tenho 62 anos, tenho uma erecção uma vez por semana, mas peido-me pelo menos 15 vezes por dia, portanto, ADEUS!!"


quarta-feira, janeiro 22, 2020


PROFESSORES, OUTRA VEZ

Como homenagem a Óscar Montenegro  professor de francês da Escola Industrial Machado de Castro, à professora Dági da Escola Dr. João das Regras da Lurinhã.

De vez em quando regresso aos meus tempos de Escola, quer quando fui aluno, quer quando fui professor.

As escolas movem-se por interesses económicos (o dos estados a que pertencem) e por interesses corporativos (os dos professores e dos funcionários em geral).

Mas são ao mesmo tempo um dos últimos redutos de Liberdade que as pessoas enquanto crianças e jovens poderão experimentar.

As leis que institucionalizem as escolas e o seu funcionamento são fruto de reivindicações espúrias combinadas com mudanças de governos, constituindo resposta para quem votou em quem ganhou.

Sou do tempo em que os professores de Língua Estrangeira, poderiam também leccionar Português. A não ser que pedissem expressamente para não receberem turmas de Português. Aliás isto não deixa de ser de bom-senso pois que um professor português que tirou a sua licenciatura em língua estrangeira, só o poderá fazer com qualidade se tiver um domínio inegável da língua materna.

A certa altura reduziram o número de horas de língua estrangeira nos currículos e para não mandarem professores para o desemprego, foi criada a regra (?) de que professores de Inglês, Francês, Alemão e Espanhol não poderiam leccionar português.

Quem tornou a aprendizagem da Matemática, do Português ou do Inglês florestas impenetráveis foram os próprios professores.

Diga o que disser o Rei dos Sindicatos ou o senhor que diz representar os Agrupamentos Escolares. No tempo em que professores ganhavam um subsidio minorca para gerirem as suas escolas, o seu principal desígnio era fazerem felizes os seus alunos. Agora é a defesa dos seus ordenados chorudos e para isso necessitam de professores que pensam estar a ser defendidos. E no entanto nunca vi tanto professor desmotivado.

 

 

segunda-feira, janeiro 20, 2020


A CURA PARA A GAGUEZ
Disse aqui que gostaria de ter votado LIVRE no Distrito de Leiria se conhecesse as pessoas que aqui dele faziam parte e qual o seu contributo para a comunidade.
O problema é sempre o mesmo. São as ideias (ou ideais) que moldam as pessoas ou são as pessoas que credibilizam as ideias?
O triste espectáculo que o Livre tem dado de si na AR (ou a senhora que o representa) leva-me a concluir que não existem ideais que sobrevivam ao ridículo e ao absurdo.
Rui Tavares não terá imaginado que este seria o fim do seu filho ideológico. Num carnaval digno de uma história de Dante.
E quando ouço a senhora eleita (?) aos gritos vociferando contra tudo e contra todos, perdendo a sua gaguez peculiar que tanta graça lhe conferia, fico a pensar se este diferendo não terá sido a cura para aquela gaguez perturbadora. Se é que alguma vez ela existia ou se não terá sido só uma forma encantatória.
Já tinha ouvido o mito de que a gaguez desaparecia a cantar. Não sabia que o mesmo se passava quando se gritava e se ralhava em altos gritos.
Aprendizagens que vou fazendo ao longo da vida. Amigo Rui agarrava no teu livre e nos seus modelos de funcionamento e estuda. De maneira a que não nos sintamos todos defraudados.   
 

sexta-feira, janeiro 17, 2020


A MORTE

Libertadora para alguns. Tenebrosa para outros. Terminar com dor e sacrifícios sem fim. Permitir o ingresso no coro dos anjos, aguardando uma ressurreição anunciada. Encontrar as virgens acalentadoras. Perpectuar no Nirvana a libertação da dor e do sofrimento.

Filósofos e religiões têm procurado explicar a morte. Os que dela se abeiram aguardam-na em Paz ou procuram respostas pelos mais diversos meios para o Mistério que se avizinha denso e insondável.

Para os que têm fé a resposta está nos seus contributos para uma felicidade partilhada.

Para os que acreditam que é no espírito que reside a vida e que ele se dissolverá com o apagamento físico do seu invólucro, é consigo que residem as respostas para a tranquilidade em vida.

Estas coisas surgem-me sempre que se despedem de mim pessoas que estimo e prezo. Assim foi o caso deste 17 de Janeiro da década de 20 deste milénio.

Brutalmente neste dia desaparecem 2 pessoas que estimo e de quem muito gosto. A Drª Isabel Nascimento minha professora de Ciências no Ciclo Preparatório no velho edifício da Rua Marquês de Pombal, enquanto se aguardava pela construção do novo Edifício da Escola Industrial e Comercial de Peniche. Com ela desaparece o Carlos Manuel Chaves. Homem de uma bondade e generosidade sem limites. Reservado mas amigo. Um Homem de fé como aliás o foi toda a sua família. Representante digno de uma geração que soube passar incólume pelas turbulências de Peniche.

Os 2 representam uma parte de mim que também desaparece. Que enquanto viver eu possa dar testemunho da sua alegria e bondade.