quarta-feira, abril 29, 2020


O PCP É O ULTIMO INFECTADO PELO CORONAVIRUS ?

“O estado de  emergência ou o estatuto de calamidade, no essencial, serve para pressionar, para meter medo às pessoas, mesmo quando elas estão a respeitar os princípios, normais legais e de combate ao corona vírus.” – Jerónimo de Sousa que o mesmo é dizer, Comité Central do PCP

*O sublinhado é nosso

 

Lemos e ouvimos e mesmo assim tivemos dificuldade em acreditar nesta afirmação do sr. JS e do comité central que o acolita. Com que então foi uma declaração espúria e sem sentido a declaração do estado de emergência em Portugal? E o estado de calamidade num país submetido a uma pandemia é igualmente uma alarvidade?

Que pensar destas declarações do deste grupo de pessoas (?) que prefere ver as portugueses a morrerem e a serem infectados do que perder a sua capacidade de intervenção?

Se não fosse criminoso ver o risco que os portugueses correm se se deixarem as pessoas agirem por sua conta e risco estas palavras seriam ridículas.

Ainda há poucos dias celebrámos o 25 de Abril, onde o PCP teve então um importante papel motivando as pessoas com a defesa da Liberdade, da luta contra as prisões politicas, a tortura, a censura, a guerra colonial e de tudo isso o que sobra é este partido de fancaria barata?

Lamento profundamente. O Governo e o PR têm desenvolvido um bom trabalho na contenção possível desta pandemia, tanto melhor para todos nós. Isso cria embaraços políticos futuros ao PCP, este que procure formas de colaborar na defesa intransigente do bem estar dos portugueses. É isso que espero do PCP, para poder senti-lo como um partido com que contarei para o futuro da minha família.

A não ser que venha a morrer entretanto infetado pelo corona, como parece desejar o PCP.

Por último, é claro que tenho medo e que me sinto pressionado a ter mil cuidados para proteger a minha família, os meus amigos e as pessoas com quem por razões diversas tenho de conviver. E ainda bem que o Governo e o PR me assustam e pressionam. Para que eu pense sempre que cada vez que sou imprevidente, ponho muita gente em risco.

             

segunda-feira, abril 27, 2020


PARA QUE CONSTE

Em geito de declaração quero afirmar aqui e para que não restem dúvidas que não votei em Marcelo Rebelo de Sousa para a Presidência da República.

Posto isto quero afirmar também que o considero excessivo em muitas situações (nos beijos, nos abraços, nas selfies), uindependentemente do seu estilo abrangente e afectuoso. Isso não impede que não tenha vindo a apreciar a forma politicamente imparcial com que vem lidando com Governo e Oposição.

Tudo isto vem a propósito da sua atitude face às comemorações do 46º Aniversário do 25 de Abril.

Tive o cuidado de ir os sitio da Presidência da República e respingar o seu discurso.

Não sei a vossa opinião. Mas a minha é que de tanta coisa que tenho lido e ouvido o discurso de Marcelo representa para mim dos mais belos textos de análise política que li e ouvi até hoje. Só alguém perfeitamente identificado com o espirito de Abril poderia escrever aquilo. Só alguém que sinta a Liberdade e a Democracia como fazendo parte de si próprio poderia desenvolver as ideias e os ideais que nele estão expressos.

Sinto um orgulho enorme por ter como Presidente da República do meu país quem exorta os seus concidadão daquela forma nobre e escorreita. Gostaria muito que junto com outros textos literários e políticos que foram elaborados a propósito e sobre o 25 de Abril, esta lição do Professor Marcelo viesse a constituir uma das âncoras que o justificam.

  

domingo, abril 26, 2020

25 DE ABRIL DE 1974
Capas dos Jornais desse dia









sexta-feira, abril 24, 2020


EM TEMPO DO 25 DE ABRIL
Dei-me ao prazer de procurar no Google, memórias da 1ª República. Postais antigos e desenhos/textos da época que caracterizassem esse período da nossa história comum. Procurei um fio condutor que unisse esses elementos. Esse fio encontrei-o no anticlericalismo dos que derrubaram a monarquia e instituíram a República em Portugal.

Foi no Google Imagens que procurei estampas que com palavras ou desenhos (caricaturas)ilustrassem o que na altura foi dito e visto.

Vou colocar aqui essas imagens e espero que seja um apetitoso manjar para quem quer saber em tempo de 25 de Abril o que se passou no nosso país há 90 anos.


















 

segunda-feira, abril 20, 2020


AS COMEMORAÇÕES DO 25 DE ABRIL (45º Aniversário)

Nos últimos 25/30 anos tem-se discutido muito sobre as comemorações do 25 de Abril. Se a forma de recordar este momento da nossa história será objectivamente a melhor para transmitir de geração em geração, o símbolo da Liberdade e Fraternidade que representa.

Será que os nossos jovens e crianças têm mais consciência sobre o que foi o 25 de Abril, do que terá sido o 5 de Outubro ou o 1º de Dezembro?

Neste momento a discussão assenta na discussão sobre se deveria ser comemorado na Assembleia da República (embora que com um número reduzido de participantes), em tempo de confinamento.

De facto (e à 1ª vista) parece embaraçosa esta dualidade de critérios.

Terá sido por ser um golpe de estado ilegal que o 25 de Abril esteve para não se realizar. Bem como terá havido muitas dúvidos da parte dos insurrectos que fizeram cair a Monarquia e instituíram a República.

Eu sinto-me perturbado de facto com os cérebros pensantes e as bocas vomitadoras de alguns dos nossos distintos sabichões. Não merece a pena dizer-lhes que o c. não tem nada a ver com as calças.

Não me espanta que o CDS fuja do 25 de Abril como o diabo da cruz. E que os seus meninos se sintam incomodados. Não foram ele que votaram contra a Constituição da República Portuguesa, elaborada pela 1ª assembleia de deputados eleita em Liberdade?

E não digo mais nada…

sexta-feira, abril 17, 2020


OS IDOS QUE VIVI
Recordo Sir Bertrand Russel. Nascido para Matar, Platoon, Apocalypse Now, nascido em 4 de Julho, Bom dia Vietnam, Feliz Natal Mr. Lawrence, e tantos, tantos outros escritores, Filmes e Realizadores, que faziam uma critica feroz à Guerra, à estupidez dos Presidentes que mandavam jovens matar outros jovens, mas que tinham em comum na sua maioria serem escritos, produzidos e realizados nos EUA, por americanos amantes do seu país, mas não do terror que espalhava por esse mundo fora.
Diria o mesmo que li e partilhei com franceses e francesas, críticos da guerra da Argélia e das atrocidades praticadas pelos franceses em nome de um colonialismo feroz que punha em causa os ideais da República Francesa.
Vi a solidariedade mundial em defesa dos ideais democráticos postos em causa de forma infame por ditaduras militares no Brasil e no Chile.
Vi a solidariedade universal em defesa da libertação dos países subjugados pela repressão na Cortina de Ferro.
Vi tudo isto e vi a abjuração do Holocausto dos judeus no propósito da extinção da raça à face da terra.
Posto isto,
onde as vozes contra a nuclearização de Israel, como aceitar sem um grito de revolta os Bolsonaros e os Trumps e os Boris, e o que se passa na Hungria?
Que diabo. É a vida de milhões de pessoas que está em jogo e a gente cala-se? Até quando? O que dirão os filhos dos nossos filhos dos seus pais e do mundo que lhes foi legado e valores que lhes foram transmitidos?
   

terça-feira, abril 14, 2020


QUE REPOSTAS PARA O QUE VIVEMOS?

Um grupo de cidadãos portugueses (159?), responsáveis pela representação das maiores fortunas e empresas do país, dirigiu uma carta ao Presidente da República, e ao 1º Ministro, e ao Presidente da Assembleia da República, solicitando que se levantem no todo ou em parte as restrições que impedem as suas empresas de laborarem, ou, os seus interesses financeiros e/ou económicos de poderem progredir.

Para isto, é necessário que os trabalhadores apanhem os barcos, os autocarros e os comboios para poderem chegar ao seu local de trabalho. Famílias têm que terminar no todo ou em parte de terminar o confinamento em que têm vivido, os filhos regressem às escolas públicas, tudo para que o lucro possa regressar ao seu espaço de grandeza.

 Não nos iludamos. Assim que terminarem as restrições de movimentos das pessoas, ou que forem atenuadas, quem se lixa é o mexilhão. Dispenso-me de dizer quem é o mexilhão.

Não me espanta neste momento esta petição. Faz parte dos interesses que foram lesados de forma inexorável pelo bichinho.

Tadinhos dos empresários. Tadinhos dos senhores da indústria farmacêutica. Tadinhos dos senhores das redes telefónicas. Tadinhos deles todos.

O Papa Francisco que reze pela alma dos trabalhadores que morrerem e forem para a vala comum.

  

sexta-feira, abril 10, 2020


TERNURA EM TEMPO DE GUERRA

Para as crianças, este tempo é um tempo de ternura e de amor. Nada as fará pressentir que coisas estranhas se passam à sua volta. Têm o carinho dos pais e sentem elas próprias uma imensidão de amor que nada impedirá de demonstrar.


Que esta Páscoa que se reflecte na sua atitude, sirva de suporte no futuro a um novo caminho de solidariedade e de fraternidade entre todos os povos do Mundo.

terça-feira, abril 07, 2020


OLÁ MINHA GENTE

Não sou imune a estes dias de viver em mim. E o que mais me vem à cabeça são as mulheres e homens que conheci pelo meu deambular. Mulheres maravilhosas. Homens fantásticos.

Recuso-me a dizer o nome delas e deles.

Sou eu a prestar contas das minhas atitudes. Das responsabilidades que assumi perante quantas e quantos em mim confiaram.

Falhei muitas vezes. Acertei algumas.

Lisboa, Porto, Marinha Grande, Coimbra, Alcobaça, S. Tomé e Principe, Guiné-Bissau, Torres Vedras e claro o meu Concelho (Peniche e Atouguia da Baleia). Tanto calcorrear.

Tanta gente achada e perdida.

Conheci (o) a doença e a euforia. De quantas pessoas se fez este meu chegar aqui…

E tudo para que um cagagésimo de “pinchavelho” agora me encoste à parede. Reduzindo-me à minha insignificância. E é por isto que as (os) que conheci me são agora o meu sustento e o meu suporte.

Por isso lhes estou grato. Bem-hajam.

 

sábado, abril 04, 2020


MUSICA

Um amigo de há muitos anos fez-me chegar um trecho musical editado no You Tube, que neste tempo estranho faz e sabe bem.

Eu sei que se trata de música clássica que não é “a praia” de muitos.

Ouçam durante ao menos alguns momentos. A sonoridade musical que ouvirão e a  visão mágica da intérprete, tornarão este pesadelo de estar confinado (fechado) mais ténue e suportável.

Trata-se da “FANTAISIE IMPROPTU” de Chopin, interpretada por Lola Astanova.

sexta-feira, abril 03, 2020


NÃO HÁ FOME QUE NÃO DÊ EM FARTURA

Eis senão quando nas páginas de “A VOZ DO MAR” aparecem pululando uma colmeia de historiadores.

4 HISTORIADORES 4

contei eu no último nº do jornal deste rincão de terra perdido no Atlântico. É obra.

Berlengas 2 assuntos. Um perdido nos tempos que só a arqueologia permite desvendar. Outro referente a figuras próximas (logo facilmente comprováveis) que povoaram a ilha por peixe e refúgio.

De Arqueologia Religiosa um outro ensaio (este é a Parte I) sobre pecados e pecadores em tempo de Páscoa.

Por último um outro ensaio numa tentativa gratuita de tentar colar “A FORÇA DO PCP” a um episódio de de revolta de homens do mar, extremamente comum na classe piscatória, contra as forças da ordem.

O que a mim assusta em tempos de vírus, é ver pessoas que não sustentam as suas teses em nenhuma bibliografia credível, para construírem as suas histórias da História.

E mais não digo.

quarta-feira, abril 01, 2020


COMO DIZER COISAS?

As pessoas estão mesmo com a sua mente focada na epidemia inimaginável que vivem. Como falar de outras coisas? De assuntos que fazem parte do nosso dia-a-dia embora não conotadas directamente com vírus e a sua gravidade.

Eu terminei esta semana um percurso de procedimentos clínicos de 2 meses, o que me libertou um pouco mais para poder vir aqui conversar. Mas falar de quê? Do vírus? Tudo o que eu podia dizer já disse. Depois é um sem número de notícias em todos os órgãos de comunicação social. Para além disto existem as redes sociais que dizem o que devem e o que não devem.

Falar de outros assuntos não me parece muito avisado. E embora o Presidente Nicolas Maduro nos faça recuar aos tempos em que os corsários portugueses infestavam os mares, não me parece que seja um assunto digno de nota a não ser para os humoristas.

O Tramp vai deslizando em areias movediças e agarra-se a qualquer ramo que encontre para se salvar no afundamento em que caíu e que só não vêm os cidadãos que o elegeram e que continuam a vitoriá-lo mesmo que isso signifique morrer de pneumonia. Enfim, é o modo de vida americano.

Quanto ao país irmão, é bom que não nos contamine. Dificilmente será possível encontrar alguém mais idiota (no mau sentido do termo) para presidir a um país. E embora o politicamente correcto seja não nos referirmos ao energúmeno nestes termos, o que é certo é que ele só abre a boca para proferir alarvidades e o povo brasileiro que se lixe. (já morreu mais um chefe indígena da Amazónia).

Por tudo isto voltar ao vírus só pode ser interessante se reproduzirmos as declarações dos sindicatos de professores alegando que estes estão exaustos. Tadinhos deles. Dizer isto depois de vermos a paixão e empenho de médicos e enfermeiros, de cuidadores formais e informais de idosos, só é comparável a uma “bolsonarice” ou uma “trumpice”. Mas que em Portugal não cola.

Vou tentar ser mais criativo aqui neste espaço, fazendo ressurgir a esperança de dias melhores. Para todos.

  

sexta-feira, março 27, 2020


 NOE TEMPOS QUE CORREM
O grito de dor e angústia desta enfermeira de Peniche é das coisas mais belas e violentas  que li até hoje
Talvez porque a conheço desde que nasceu... Talvez porque tem das profissões mais perigosas neste momento... Talvez porque sim...
 
Olá olá maltinha! Quem me conhece sabe que não muito destas coisas, mas hoje decidi utilizar o Facebook para apelar a todos vós!  Como devem saber, sou profissional de saúde no CHO Peniche, e em 10 anos de profissão nunca passei por uma situação destas!
No dia de hoje, para além de vos pedir que "fiquem em casa", venho aqui apelar para que nos ajudem, para que vos possamos ajudar!
Venho por isso pedir que algum alojamento local, hotel, hostel, o que seja, do concelho de Peniche, que nos faculte quartos para que nós  profissionais de saúde possamos descansar, quando saímos do trabalho. Tenho uma filha linda e um marido super compreensivo em casa à minha espera, mas hoje, quando cheguei a casa depois de uma noite de trabalho, recusei um abraço á minha própria filha!
Nós estamos em contacto diário com doentes, que infelizmente, nesta fase, não conseguimos saber se estão ou não infectados com o covid-19. Assim sendo, temos medo por nós, mas mais medo ainda pelos que mais amamos! Faço então um apelo que nos ajudem, para que vos possamos continuar a ajudar!
Penso que não será de mais dizer que não  temos material de proteção individual, empresas do nosso concelho, se puderem façam-nos chegar material ( batas descartáveis, máscaras bico de pato ffp2, toucas, óculos de proteção....).
Estamos só no início de uma grande batalha e para tal, precisamos de estar munidos com as melhores armas, para que juntos possamos vencer!
Obrigada e peço desculpa pelo desabafo!

sábado, março 21, 2020


UM MICROCAGAGÉSIMO

Paralisou um planeta. Derrubou economias pujantes. Calou políticos fala-baratos. Nós que no aventurámos por mares nunca antes navegados. Nós que nos atrevemos a explorar o Universo. Nós que com uma inteligência animalesca exterminamos espécies que povoaram o planeta durante séculos. Construímos e derrubamos deuses. Provocámos cisões de átomos que destruíram o ambiente.

Eis que de repente, um micro-organismo que necessita de potentes aparelhos ópticos para poder ser observado, nos derruba do alto do nosso pedestal e nos reduz a uma insignificância miserável, incapazes, impotentes e completamente vitimas de uma derrota humilhante.

Ao olhar à minha volta e ao pensar nos papagaios (sem querer ofender os propriamente ditos) que nos rodeiam, fico aguardando que um mea-culpa sincero nos atinja a todos e nos faça reflectir sobre o que endamos a fezer enquanto passeamos este miserável esqueleto temporal.

  

sexta-feira, março 20, 2020


O ESTADO DE EMERGÊNCIA

Como tem sido por demais evidente e, tal como me diz um amigo meu, este Blog tem estado de quarentena, acompanhando assim o seu autor.

Apesar disto, decidimos (eu e o blog) fazer um aparecimento sanitário, motivados pela conferência de imprensa do Grupo governamental de crise.

António Costa começou por se referir em que medida o Estado de Emergência afectaria aos que se encontram contagiados pela doença. Durante algum tempo falou sobre as diferentes situações deste grupo e das cautelas que sobre eles recaia, não exitando em referir que as indicações que lhes eram referidas seriam sempre de carácter OBRIGATÓRIO.

Em seguida o 1º Ministro passou a referir-se ao grande grupo de risco  constituído pelos mais idosos (mais de 70 anos) e ainda aqueles que sofrendo de doenças carecendo de um acompanhamento sistemático, teria de ser possível à sua deslocação para aquisição de produtos de 1ª necessidade ou de cuidados de saúde frequentes e aquisição de medicamentos. Ao abordar estas 2 situações falou o 1º Ministro dos idosos que vivem isolados e que portanto necessitam de se deslocar para poderem sobreviver ou de serem apoiados por grupos informais de cuidadores. Uma parte importante da conferência de impresa foi utilizada para referências a este grupo de risco.

Foi ainda referida a intervenção constante da Segurança Social para acompanhar as populações atingidas por carências que irão surgir e de medidas a tomar para não colocar em situações de marginalidade os mais necessitados.

Falou ainda numa referência relativamente breve ao impacto que esta hecatombe mundial terá na economia portuguesa mas que isso nunca impedirá o Governo de apoiar os que mais precisarem, incluindo as pequenas e médias empresas.

Foi assim que ouvi e entendi a conferência de impresa pela parte do Governo. E isto agradou-me e sensibilizou-me profundamente. Fiquei grato pela leitura que o Governo de Portugal parece demonstrar pela situação de crise que o País atravessa.

Só não gostei da intervenção da generalidade dos jornalistas que intervieram questionando as decisões tomadas. Isto porque se quedaram na situação dos Bancos e dos grupos económicos. Não vi o mesmo interesse pelos que mais desfavorecidos ou pela doença ou pela sua situação de risco estarão em condições extremamente fragilizados.

Não procuraram evidenciar o que se terá que fazer por essas pessoas. Os bancos e os grandes grupos económicos saberão sempre defender-se. Não precisam de quem tenha pena deles. Os jornalistas, que trabalham eles sim, para esses grupos económicos ou para bancos, têm de servir os seus donos. Que lhes importa que numa casa qualquer deste país morra um velho ou uma velha que lá vive só, com fome e sem qualquer apoio.

Se Portugal não se humanizar, não merece a pena lutar para vencer batalhas.

terça-feira, março 10, 2020


O CONDE DE PENICHE
Faz parte das memórias de alguns de nós mais velhos, aquele a quem designávamos por “Conde de Falaxo”.

De quem eu nunca tinha ouvido falar era do Conde de Peniche.

Eu pecador me confesso: Considerando-me um tipo de esquerda, sempre ao longo dos anos tive uma admiração pelos escritos de Vasco Pulido Valente, desaparecido do nosso convívio há cerca de 2/3 semanas. Pela sua prosa. Pela sua acutilância. Pelo seu percurso político e académico. Eu era um leitor convicto das suas crónicas no jornal “Público” aos sábados e tendo alguns livros dele havia um que foi deixado para trás. Era o “FUNDO DA GAVETA”. Um livro que aborda a “CONTRA-REVOLUÇÃO E REDICALISMO NO PORTUGAL MODERNO”.
Foi esse livro que elegi para viajar comigo diariamente para Lisboa.

Eis senão quando a páginas tantas (pag. 133) me salta à vista de supetão uma referência ao Conde de Peniche. Este era um particular apoiante dos grupos radicais que combatiam miguelistas e4 apoiante de D. Pedro.

Os capítulos em que VPV faz referência ao Conde de Peniche e aos penicheiros seus apoiantes, são:

- O Renascimento do Radicalismo -1867

- A Janeirinha (1867-1868)

- O Caos Radical (1868-1870)

- O Progressismo Moderado (1868 – 1870)

- A Última Saldanhada (1869 –1870)

Resumamos este cavalheiro no seu tempo:

À época o Conde de Peniche era D. Caetano Gaspar de Almeida Noronha Portugal Camões Albuquerque Moniz e Sousa que não tinha nada a ver com Peniche, era tão só um título nobiliárquico atribuído a um Senhor da época por feitos considerados dignos de registo pelo Rei. O 1º título de Conde de Peniche foi atribuído a D. Caetano José de Noronha e Albuquerque e foi extinto com a implantação da República.

O Conde de Peniche na época relatada por VPV era um tipo que o que pretendia era o poder pelo poder e fazia alianças com progressistas, liberais e mesmo socialistas com o objectivo único de se tornar Primeiro-Ministro e dono do poder no Reino em Portugal. Os penicheiros não tinham nada a ver com a terra Peniche, eram tão só os apoiantes do Conde.

Foram estas lutas entre facções aoiamtes quer de D. Pedro, quer de D. Miguel que deram origem ao aparecimento da República em Portugal. Isso lhes devemos. Só trago isto agora aqui., pela curiosidade de ver o nome da nossa terra ligado às lutas fratricidas do Reino de Portugal.

Ao ler este livro, encontrei aqui similitudes com o Portugal e o meu concelho de hoje. E esta hein???

 

 

 

sábado, março 07, 2020

COISAS DA VIDA
Um jovem casal, homem 26 , mulher 24 , tinham 6 filhos , residindo numa aldeia do interior do país.
Numa deslocação ao médico da aldeia a mulher queixa-se de estar mais uma vez grávida:
- Doutor estou á espera do meu 7º , sabe não temos TV , o Manel nã gosta da borracha ..
O médico desesperado, dado não conseguir controlar aquele drama sugere:
- Sr Manuel quando estiver dentro da sua mulher, mesmo quase a ejacular, você arranca um cabelo junto da vagina da sua esposa.
Passado dois anos o casal não voltou a ter mais filhos, aparece a mulher de novo no médico:
- Sr Doutor estou muito preocupada !
O médico :
- Está grávida ?
A mulher :
- Nã Sr. Doutor , é que o último cabelo acaba na 4ª feira.



A melhor cirurgia
Numa sala de cirurgia, cinco cirurgiões discutiam sobre quais os melhores pacientes a operar.
 Dizia o primeiro:
- Gosto de operar contabilistas porque, quando se abrem, todos os órgãos estão numerados e ordenados.

O segundo retorquiu:
- Sim, mas melhor são os electricistas todos os órgãos estão codificados por cores. Não há qualquer risco de engano.
 Ao que respondeu o terceiro:
- Que nada!!! Os melhores são os bibliotecários. Dentro deles tudo está ordenado alfabeticamente.
O quarto cirurgião opinou:
-  Não há como os mecânicos. Eles até já transportam uma reserva dos órgãos que são necessários substituir.
 Finalmente, disse o quinto:
-Deixem-me discordar de todos vocês, meus caros colegas mas, em minha opinião, os melhores pacientes para operar são os políticos. Não têm coração, não têm estômago nem tomates... Além disso podemos trocar o cérebro pelo cu, pois como só têm ideias de merda não dão conta de nada e aínda agradecem.




quinta-feira, março 05, 2020


CONAN:- O MALDITO BÁRBARO

Sem estarmos à espera ele surgiu invadindo o nosso estar. Muito por culpa dos meios de comunicação social, que por falta de “rosas cigarras” elegeu esta epidemia como o melhor meio para criar impacto junto dos leitores, ouvintes e telespectadores. Não que seja estúpido tomar precauções contra o que quer que seja que provoque danos na saúde pública.

Os acidentes de estrada que matam milhares todos os anos não são dignos do mesmo tempo de antena. O tabaco e o álcool que são geradores de doenças imensas merecem nota de rodapé. O cancro que mata milhões todos aos anos não é objecto de uma acção de prevenção semelhante à que se está a desenvolver contra o bárbaro.

Tenho dificuldade em separar as águas e perceber o que é importante do que é alarmismo.

Agora uma professora incauta vai passear ao centro do furacão em Itália e a escola onde lecciona transforma-se num imenso Big Brother, em que cada jornalista pretende fazer de si um outro Cláudio Ramos. Parecem abutres. Mais ameaçadores do que os Conan.

Quantos dios que são atacados pelo vírus não se vacinaram? E ainda vão a tempo?

E não se dá tempo de antena suficiente aos que combatem a burrice dos que não se querem vacinar e nem sequer vacinam os filhos.

Já não falo dos organismos representativos de algumas classes profissionais ligadas à saúde e que em vez de se oferecerewm para colaborar com o Min. Da Saúde ou com a DGS, preferem os holofotes e as câmaras de TV, ajudando assim à implementação do alarme social.

Conan se vieres os que te odeiam irão dar-te combate.

 

terça-feira, março 03, 2020