quinta-feira, dezembro 13, 2018


Uma anedota típica dos dias de hoje…

(Provavelmente conhecem a anedota. Mas pela sua actualidade e relevância nos dias de hoje, não resisto a reproduzi-la. Aos que estou a incomodar pela repetição o meu pedido de desculpas. Aos que a não conhecem, que pensem na sua actualidade)

Um autarca amigo da sua terra pediu uma audiência ao Ministro competente para o assunto que levava em mãos. Após muitas insistências lá acabou por ser recebido. Expôs então ao que ía:

- Senhor Ministro. Trago aqui um dossier em qwue julgo que se comprova de forma absoluta a necessidade da construção de uma Escola Secundária com Ensino profissional na zona da localidade da qual sou o Presidente da Câmara eleito. É uma forma de fixar os jovens da nossa zona e de lhes proporcionar os meios necessários para a elevada taxa de empregabilidade que ali existe.

Ao que o Ministro competente retorquiu:

- Senhor presidente. Vou ler com a máxima atenção o dossier que me deixa. E se tal como o senhor garante se justificar os motivos para o seu empenho, acredite que tudo farei para a construção dessa infraestrutura.

Passaram 2 anos e nada de construção de Escola. Em seu lugar começou isso sim a ser erguida uma nova prisão no lugar da antiga, com todos os requisitos para corresponder aos mais modernos requisitos daquele tipo de estabelecimentos. O presidente de Câmara indignado pediu nova entrevista ao Ministro que ainda foi mais difícil de ser obtida que a da 1ª vez. Aquando chegou à fala com o Ministro, o Presidente com o rosto vermelho de indignação, disse ao Ministro:

- Afinal o senhor Ministro está a gozar comigo. O que está a ser feito não corresponde minimamente ao que nós lhe pedimos.

O Ministro calmamente respondeu:

- Ouça lá Senhor Presidente… Para onde é que o Senhor pensa que eu vou quando acabar o meu mandato? Para a Escola ou para a prisão?

Nota. Esta anedota pertence ao domínio da ficção e nem de perto ou de longe corresponde a factos reais acontecidos na República Portuguesa.


GREVES, GREVES E MAIS GREVES…
Não me recordo de uma tão grande tempestade de greves no nosso país como aquela a que neste momento assistimos. E não sou propriamente parco em memória. Greves de tudo e de toda a gente a propósito das coisas mais e menos relevantes.

Não sou ingénuo. A este fenómeno não são alheias duas situações. A cobertura mediática que incendeia os ânimos e permite os 5 min de fama de uma vida e as eleições que se avizinham e da necessidade que o PCP/CGTP tem de se demarcar do actual governo, visando a obtenção de resultados interessantes nos pleitos eleitorais.

Quanto à primeira situação não tenho dúvidas que se as TVs não cobrissem as manifestações grevistas, mais de metade das greves morreriam à nascença. Isto é particularmente evidente nas greves dos professores, dos enfermeiros, dos estivadores, dos guardas prisionais e vejam só a que agora surgiu de uns tais optometristas. A mim sugere-me de que esta onda grevista vai acabar por matar a “galinha dos ovos de ouro”. A troika, o PSD/CDS e os banqueiros conduziram os trabalhadores e funcionários a uma tal indigência que era para todos inimaginável e não existiam nem uma pequena parte das greves a que agora assistimos.

3 situações são particularmente exemplares do ridículo em que caímos. A greve dos Juízes. Nunca a Justiça colheu tão pior impressão como a que agora se verifica. Então é neste momento que querem melhores salários? Quando uma parte substantiva da população duvida do valor da justiça exercida nos nossos tribunais? Então e quando o pedido de desculpas dos Juizes portugueses pela sua participação nos Tribunais Plenários?

Outra greve que não colhe é a dos enfermeiros. Milhares de pessoas são colocadas em causa na dignidade de uma vida melhor vivida porque esta gente decidiu não participar na assistência às cirurgias. Será dimensionável quantas destas pessoas ficarão com sequelas definitivas para a sua vida pelo atraso das intervenções cirúrgicas de que necessitavam? E se um familiar desesperado por esta situação agarrar numa arma e matar uns quantos enfermeiros que surgem sorrindo nos noticiários televisivos?

Por último a greve dos estivadores. Que tem razões laborais com largos anos e que só agora surge. Onde esteve este sindicato durante dezenas de anos que permitiu precariedade para tantos dos trabalhadores que laboravam naquela área? Ou isto mesmo foi alimentado pelo próprio sindicato para melhor salvaguardar os interesses de uns quantos? E se a Autoeuropa desaparecer de Portugal o que resta aos estivadores?

Estas situações prendem-se directamente com a necessidade de demarcação do PCP e do seu braço armado a CGTP do actual governo a que deu cobertura. Procuram o espaço já perdido há muito. Esquecem-se de que a população está farta de vós. E que a abstenção é disso o melhor sinal.     

terça-feira, dezembro 11, 2018


SER BOMBEIRO VOLUNTÁRIO…

É uma paixão. É um estado de alma. Os meninos reconhecem aquele som, TINONI, TINONI, TINONI e reveem-se nele. É um som que faz parte do seu imaginário. Não tem a ver nem com protagonismo, nem com objectivos de poder pessoal seja de que tipo for. É naquele som que surge pela primeira vez o ideal da solidariedade. Sem mais nada. Não tem a ver com imagens televisivas nem com objectivos de promoção individual.

Claro que é uma paixão que se alimenta ou acaba por se diluir. A não ser que seja vista como uma forma de atingir objectivos pessoais espúrios. Nesse caso estar nos Bombeiros Voluntários, já não é a mesma coisa que ser Bombeiro Voluntário. Estar já não é ser. Pode até acabar por ser parte de um processo de utilizar um meio para poder chegar a um fim mais ou menos inconfessável.

Assim vejo esta participação do sr. Presidente do Sporting, perdão o sr. Jaime Marta Soares, neste diferendo em que estão mergulhados os Bombeiros Voluntários portugueses. Apagados que estão os holofotes das futebolistas contendas, haveria que acender outros. Para que as ambições pessoais não es esfumem. Para que os protagonismos individuais não se esfumem. Para que a ribalta não fuja. Esta guerra não é dos Bombeiros Voluntários. A deles é contra o que vitima pessoas inocentes. Esta é para que não se apaguem luzes individuais.

Os Bombeiros Voluntários, porque o são, têm todo o direito de dizer com o que se identificam e o que faz bem à sua participação em atitudes de voluntarismo e de solidariedade. A sua actividade não é um comércio. Mas como todas as paixões precisa de ser alimentada por atitudes recíprocas de respeito e dignidade. Têm o direito de dizer que não com o que não se identificam. Mas não conseguem ser sublimes quando se tornam joguetes de guerras político-partidárias que não são suas.  

Quando aquele que é voluntário se alimenta de si próprio para atingir fins que não são da solidariedade, então é porque já não é Voluntário tornou-se um comerciante do bem e perdeu o respeito por si próprio e já não pode exigir o respeito dos outros.

domingo, dezembro 09, 2018

COM UM IMENSO PEDIDO DE DESCULPAS PELA AUSÊNCIA




O problema dos gases com o Walks












terça-feira, dezembro 04, 2018

2018
Ao que me dizem foi um sucesso a abertura das actividades de Natal na cidade de Peniche. Pelo grande número de cidadãos que nele participaram, pelas actividades desenvolvidas, pela Alegria e Paz que geraram.
Um dia depois visitei o conjunto de árvores de Natal no Jardim da Cascata e senti-me feliz pela iniciativa. O Presépio do Adro da Ajuda uma excelente inovação. As iluminações de Natal conferem ao centro da cidade  uma Luz e uma graciosidade verdadeiramente singular. è caso para todos nos sentirmos orgulhosos.
PS 1: O que me deixou perplexo foi aquilo que a AJP organizou que designou como "Feira do Livro". Aquilo parece-me mais uma venda de garagem com monos que deixaram de ter interesse para quem os possui. Se não honrarmos os livros e a tradição de excelentes Feiras que já se organizaram em Peniche ao longo de mais de 44 anos, como podemos desejar que alguém queira ler no tempo das novas tecnologias?
PS 2: O Relógio da terra parado. É uma dor de alma. Este relógio é identitário da sede de concelho. Permitir que ele pare e assim se mantenha não é só incúria. É um crime contra a alma de Peniche. Que se faça Natal para o Relógio da Torre. Não posso admitir que o dia 25 esteja quase aí e que ninguém o ponha a funcionar antes disso.

sábado, dezembro 01, 2018

EXPLIQUEM AOS VOSSOS FILHOS E ALUNOS


O Presidente da Câmara vai visitar um hospício e é recebido por uma comissão de pacientes.
- Viva o Presidente! Viva o Presidente! - gritavam eles, entusiasmados.
Ao ver um dos doidos da comissão calado, um dos assessores do Presidente, aborda-o e pergunta:
- E você, porque é que não está a gritar: "Viva o Presidente"?
- Porque eu não sou louco, sou médico!

O marido chega a casa indignado e diz para a mulher:
- Encontrei aquela besta do nosso vizinho do segundo andar a gabar-se de ser o maior garanhão.
Sabes o que ele me disse? Que já comeu todas as mulheres aqui do prédio, menos uma!!!
E a mulher responde:
- Ah! Deve ser aquela enjoadinha do terceiro andar…

- De que é que precisamos quando encontramos alguns advogados cobertos até ao pescoço com cimento?
- Precisamos de mais cimento.



quarta-feira, novembro 28, 2018


LER OU NÃO JORNAIS

OUVIR/VER OU NÃO TELEJORNAIS

Caiu o carmo e a trindade com as palavras de Graça Fonseca Ministra da Cultura no México quando afirmou: “Uma coisa ótima de estar em Guadalajara há quatro dias é que não vejo jornais portugueses” 25 de novembro

Eu sou do tempo em que ler jornais era mesmo uma aventura. A dificuldade era escolher entre os vários os vários jornais de referência. Em desfilada passam por mim os títulos de “República”, “Diário de Lisboa”, “Diário Popular”, “Capital”, “Diário de Notícias”, “Século”, “Jornal do Comércio”, “Jornal de Notícias”. Depois existiam outros títulos que caracterizavam as pessoas que os liam. “Comércio do Funchal”, “Jornal do Fundão”, “O Dia”. Diz-me o jornal que lês, dir-te-ei quem és. Alguns serviam mesmo como primeira referência para um informador da PIDE/DGS iniciar a sua pesquisa.

Recordo o meu avô Benjamim em casa a ler “O Século” ou o Diário de Noticias” e ele já morreu vão lá 65 anos. E recordo ainda alguns jornalistas que me marcaram. O Urbano Carrasco, o Ruella Ramos, mais recentemente o Adelino Gomes, o Ferreira Fernandes, o Raúl Rego. São alguns nomes dos muitos que já esqueci mas que ao tempo me faziam comprar jornais. Recordo Mário Castrim. Alguns nomes maiores da nossa literatura passaram por trabalhar em jornais como comentadores, repórteres ou enviados especiais a eventos mundiais.

E hoje? O “Diário de Notícias passou a online e eu tive dificuldade em encontrar um jornal que o substituísse porque preciso de sentir o papel nas minhas mãos. Restavam-me o “Jornal de Notícias” e o “Público”. Completamente fora de causa está o o Jornal do porno/crime “Correio da Manhã”. Acabei por me fixar no “Público”. Vespertinos desapareceram todos.

Depois do que vos relato, correndo o risco de ser mais uma vez politicamente incorrecto, quero dizer-vos que compreendo em absoluto a Ministra da Cultura. Online restam-me o “Diário de Notícias e o “El Pais”. Mas como já vos disse sinto que o meu dia falhou se não sentir o papel de jornal a perpassar pelos meus dedos.

Outra diferença absoluta é no que diz respeito aos Telejornais. Antigamente ouvir um Telejornal era um ritual sagrado que não podia ser interrompido. Hoje são os filmes e as imagens da natureza que servem de pano de fundo para a hora dos jornais televisivos. E até os desenhos animados. Tudo menos os massacres a que me submetem às horas das refeições. Tudo menos ouvir o Portugal dos pequeninos pela voz “grunhial” dos portas, dos mendes ou das moura guedes.

E ainda estranham o comportamento dos seres humanos nos tempos que correm.

segunda-feira, novembro 26, 2018


TAO TE KING (LIVRO DA VIA E DA VENTURA)

Um livro de poemas/pensamentos que me acompanha desde 1973. Escrito por lao tse (velho mestre), erudito chinês que se pensa terá vivido na primeira metade do século VI a.c.



Deixo-vos com um dos seus pensamentos/poemas. Num tempo em que nada parece importar, retomar as palavras sábias desta cultura milenar cada vez mais me parece a saída para os que pretendem construir a sua felicidade na Paz e na Harmonia.

XXIII

Quem conhece os outros é inteligente,

Quem se conhece é iluminado,

Quem vence os outros é forte

Quem se vence a si próprio tem força de ânimo.

 

Quem se contenta é rico.

Quem se esforça por agir tem vontade.

 

Quem fica no seu lugar tem longa vida

Quem morre sem desaparecer atinge a imortalidade.