Sexta-feira, Março 16, 2012

...SER “PUTO” HOJE...
Ser miúdo hoje (ou miúda) é uma maravilha. Desde logo quando se nasce começa-se por grandes passeios em “altos” carrinhos, alguns com grande capotas, com sistemas e acessórios só comparáveis aos automóveis topo de gama.
Depois os brinquedos. Alguns tão avançados tecnicamente que em muitos casos são os pais que acabam por brincar com eles. Depois as roupas e os sapatinhos de marca. O Jardim Escola com os seus cantinhos de brincar. As festas do Dia da Criança, do Carnaval, do Natal, do dia do Pescador. Do final de ano lectivo. As festas de finalistas que hoje percorrem toda a Escola, desde o Pré Escolar, até ao Secundário. Educadoras e Professores devidamente habilitados. permitem o acesso ao saber e à experimentação, tornando possível que as nossas crianças possam vir a ser homens e mulheres mais sábios e mais lúcidos.
Mas há coisas que as crianças de hoje nunca saberão e que conduziram à formação de muito homem e mulher desta terra.
Nunca saberão por exemplo o que é jogar à bola com uma bexiga de porco conseguida no matadouro à custa de muitos pedidos e de muito apelo ao bom coração de quem lá trabalhava. E depois ir para o campo do Zé Seco, ou para o juncal hoje apelidado de Prageira.
Não saberão o que é fazer corridas com carrinhos de cana e rodas de bóias de cortiça enfeitadas com caricas, quais bólides de fórmula 1. Não saberão o que era fazer corridas com traineiras feitas de madeira e lata no fosso das muralhas, quando o fosso não era ainda um foco de contaminação.
E jogar ao “botão” (com as vaidosas a valerem 5 ou mais botões dos outros e a minha mãe a ralhar comigo porque eu roubava os aviamentos das freguesas da costura) e jogar ao “virinhas” com os bonecos dos jogadores da “bola” embrulhados em rebuçados a 1 tostão cada um.
E jogar aos polícias e ladrões ma hora de escurecer. E fazer jogos de capa e espada com canas nos medões de Peniche de Baixo.
E as meninas com bonecas de trapo autênticas maravilhas de arte e amor. E elas a jogarem ao “prego” e aos “Batos”, pedras redondas apanhadas no Quebrado ou na praia do Porto d’ Areia. O jogo da Banca.
Quase todos estes jogos e brincadeiras tinham a sua época e tempo próprios, o tempo da Escola determinava uns. As estações do ano ou as festas religiosas determinavam outros.
Não me esqueço do “pré-escolar” (?) do meu tempo. Uma casa de habitação mais ou menos solarenga.
Uns banquinhos de madeira. Por vezes umas almofadas para as rendas de bilros. Uma “pedra” e uma “pena”. E era todo o equipamento pedagógico-didáctico. Entre 6 a uma dúzia de meninos e meninas num compartimento de 4 por 4 metros e às vezes nem tanto. Aprendia-se a rezar, a cantar o Hino Nacional, mais umas quantas cantigas, uns desenhos e, era tudo.
Surgiu assim a escola da D. Conceição, mulher do Sr. Pacífico sacristão das igrejas de Peniche, na Rua Salvador Franco, numa casa típica de Peniche que deu hoje lugar a mais um bloco de cimento armado sem graça nem maneira. A escola da “surda” no largo Bispo Mariana e irmã de uma das primeiras cabeleireiras de Peniche. A escola da Maria “Mechas” na R. De S. Vicente em Peniche de Cima, que nestas coisas não convinha misturar pessoal de Peniche de Cima com Peniche de Baixo pois a mistura podia ser explosiva.
E no Largo de S. Paulo as duas irmãs ( a Angélica e a Maria Trapoilas) que ao mesmo tempo que mantinham a sua “Escola” iam desenvolvendo a aprendizagem das rendas de Bilros. A escola da Joaninha Melo talvez das mais famosas nesse tempo sem TV e em que os rádios não abundavam. Um tempo em que os adultos e as crianças se aborreciam de tédio uns aos outros e onde tinha naturalmente de florescer a criatividade e o engenho das crianças para brincarem e se desenvolverem.
Tempos em que andar de bicicleta sem luz era crime e em que jogar à bola na rua dava lugar a fugas sem fim pelas ruas e ruelas à frente do Sr. Frontim, do Sr. Coelho (polícias da altura), para não ficar sem a bola ou levar um tabefe.
Se recordo os tempos de há 50/60 anos atrás em oposição aos de hoje, é só porque quero que esses tempos não se percam na memória dos homens e mulheres da minha terra, e sobretudo porque quero que as crianças se apercebam dos bens que hoje desfrutam para que os possam apreciar melhor.
Dar qualidade à vida e aos dons que ela nos concede é o melhor tributo que podemos prestar à nossa existência.

Quinta-feira, Março 15, 2012

UMA NO CRAVO, OUTRA NA DITADURAEste título foi nome de revista pós o 25 de Abril. Era uma revista crítica aos tempos do Estado Novo, e ao mesmo tempo a acontecimentos próximos do período “revolucionário”. 25 anos depois, algumas dessas mordazes criticas revisteiras vieram a verificar-se correctas, e outras, manifestamente estúpidas.
Vem isto a propósito das “modas”. Não falo das modas do vestir e do calçar. Nem das modas dos cabelos ou do falar. Falo das modas sobre o que é socialmente correcto ou não. Para isso, e para que melhor percebam onde quero chegar, vou conversar um pouco convosco sobre os meus idos dos anos 50.
Nesses tempos o meu avô Benjamim, radiotelegrafista reformado por doença e funileiro, deu a alma ao criador. A minha avó, Guilhermina “Baterremos”, cangalheira, ia vendendo os seus caixões. O meu pai, mecânico de automóveis trabalhava sem horário, e a minha mãe costurava para fora e ensinava o corte e costura a raparigas de Peniche, Ferrel e Atouguia da Baleia.
O meu avô, filantropo por sua natureza, desenvolveu alguns negócios que correram mal e às tantas tínhamos todos os nossos bens penhorados a um agiota desse tempo. Foi a altura de inventar maneiras de em conjunto salvarmos tudo o que pudesse ser salvo.
Um dos processos encontrados foi produzir “chumbicas”. As chumbicas eram uns rolos de chumbo que se colocavam entre as bóias de cortiça, nas redes de pesca, para poder permitir a pesca do cerco. O meu avô instalou no quintal uma fornalha, com uma caldeira por cima onde se derretia o chumbo. Havia um molde para onde se derramava o chumbo em fusão, esperava-se um pouco, abria-se o molde e lá apareciam as chumbicas que se tiravam com uma tenaz para um tabuleiro. Depois, quando arrefeciam, cortavam-se as rebarbas e limavam-se arrestas para que estas não cortassem as redes. Depois de tudo pronto, vendiam-se aos armadores directamente ou às casas de Aprestos Marítimos existentes na altura.
Como o meu avô estava impossibilitado de trabalhar, e a minha avó fazia rendas de bilros e forrava os caixões, o fabrico das chumbicas estava reservado para mim e para o meu irmão, miúdos de pouco mais de 10 anos, sem muito gosto e mesmo com algum azedume. Isto tudo depois das aulas, aos fins de semana e nas férias.
Passados alguns anos, (já não sei quantos), a minha avó começou a criar uma galinha na capoeira do quintal. É que se aproximava o pagamento das últimas prestações da penhora.
E no dia em que se cortaram as goelas à galinha e ela foi para o forno, foi dia de festa no nº 46 da Rua Joaquim António de Aguiar. Nunca mais comi nenhuma galinha que me soubesse tão bem como aquela.
Passado algum tempo acabaram-se as chumbicas, para grande alegria minha e do meu irmão.

Nos idos 50 não era moda falar de trabalho infantil. E era bom comer galinha que era criada com sêmeas e milho. Fruto do trabalho de todos.

Quarta-feira, Março 14, 2012

LIVRO DOS REIS
SENTENÇA DE SALOMÃO
16 Vieram duas prostitutas apresentar-se ao rei.
17 Uma delas disse: Ouve, meu senhor: Esta mulher e eu habitamos na mesma casa, e eu dei à luz junto dela no mesmo aposento.
18 Três dias depois, deu também ela à luz. Ora, nós vivemos juntas, e não havia nenhum estranho conosco nessa casa, pois somente nós duas estávamos ali.
19 Durante a noite morreu o filho dessa mulher, porque o abafou enquanto dormia.
20 Levantou-se ela então, no meio da noite, e enquanto a tua serva dormia, tomou o meu filho que estava junto de mim e o deitou em seu seio, deixando no meu o seu filho morto.
21 Quando me levantei pela manhã para amamentar o meu filho, encontrei-o morto; mas, examinando-o atentamente à luz, verifiquei que não era o filho que eu dera à luz.
22 É mentira!, replicou a outra mulher, o que está vivo é meu filho; o teu é que morreu. A primeira contestou: Não é assim; o teu filho é o que morreu, o que está vivo é o meu. E assim disputavam diante do rei.
23 O rei disse então: Tu dizes: é o meu filho que está vivo, e o teu é o que morreu; e tu replicas: não é assim; é o teu filho que morreu, e o meu é o que está vivo.
24 Vejamos, continuou o rei; trazei-me uma espada. Trouxeram ao rei uma espada.
25 Cortai pelo meio o menino vivo, disse ele, e dai metade a uma e metade à outra.
26 Mas a mulher, mãe do filho vivo, sentiu suas entranhas enternecerem-se e disse ao rei: Rogo-te, meu senhor, que dês a ela o menino vivo; não o mateis; a outra, porém, dizia: Ele não será nem teu, nem meu; seja dividido!
27 Então o rei pronunciou o seu julgamento: Dai, disse ele, o menino vivo a essa mulher; não o mateis, pois é ela a sua mãe.
28 Todo o Israel, ouvindo o julgamento pronunciado pelo rei, encheu-se de respeito por ele, pois via-se que o inspirava a sabedoria divina para fazer justiça.

Terça-feira, Março 13, 2012

OESTE: TRIBUNAIS DA REGIÃO PERDEM COMPETÊNCIAS COM PROPOSTA DA REORGANIZAÇÃO JUDICIÁRIA
«Torres Vedras, 12 mar (Lusa)- Os tribunais de círculo de Caldas da Rainha e Torres Vedras vão perder competências, obrigando os cidadãos a deslocarem-se a Leiria ou Sintra quando for um homicídio ou uma insolvência, de acordo com a reforma judiciária proposta pelo Governo.
Na nova reforma, os atuais tribunais de círculo deixam de existir e passam a ter como equivalentes instâncias centrais especializadas nas áreas cível e criminal, trabalho, família e menores, execuções, instrução criminal e comércio, explicou à Lusa o presidente da Associação Sindical dos Juízes, António Martins.
Contudo, o Ensaio para a Reorganização da Estrutura Judiciária propõe que os tribunais de Caldas da Rainha e Torres Vedras passem a ser instâncias locais de competência genérica só para julgar processos mais pequenos, sem coletivo de juízes, à semelhança do que acontece com Vila Franca de Xira, tribunal de círculo do qual dependem Alenquer e Azambuja.
Um caso de homicídio julgado por um coletivo de juízes, como o julgamento de ‘rei Ghob' que decorre em Torres Vedras, passará a ser julgado em Sintra.
Um cidadão do Bombarral, de Peniche ou das Caldas da Rainha vai ter de se deslocar a Leiria sempre que for presente a um juiz de instrução criminal, o mesmo acontece com um de Alenquer ou de Vila Franca de Xira que passa a ir a Lisboa.
Se tiver um processo de insolvência ou uma execução tem de se dirigir ao tribunal de Alcobaça ou, se for de Alenquer ou Azambuja, a Lisboa.
Um cidadão do Cadaval, Lourinhã, Sobral de Monte Agraço e Torres Vedras, concelhos atualmente dependentes do círculo judicial de Torres Vedras, passa a ir para Sintra quando se tratar de uma insolvência ou uma execução.
A proposta "vai obrigar a uma maior deslocação das pessoas. As testemunhas podem ser ouvidas por videoconferência, mas os advogados e os arguidos não", disse.
Até agora, Caldas da Rainha e Torres Vedras tinham competências para tratar casos nas áreas cível, criminal, penal, família e menores, trabalho (também existentes em Vila Franca) e comércio.
Com a reorganização judiciária proposta em janeiro pela Direção-Geral da Administração da Justiça, Caldas da Rainha e Vila Franca passam a ser instâncias centrais especializadas apenas nas áreas do trabalho e família e menores, enquanto Torres Vedras permanece o trabalho, a família e menores e instrução criminal.
"Até agora, um juiz tanto julgava um homicídio como um processo de insolvência, ou seja, dava-se uma resposta de clínica geral para um problema de cardiologia e, com a nova proposta, pretende-se especializar os tribunais", explicou António Martins, que espera com esta especialização uma maior celeridade dos processos.
A maioria dos tribunais, que o Ministério da Justiça tenciona manter abertos, vai reduzir o número de juízes e de magistrados, segundo a proposta, não havendo contudo um reforço de meios humanos nos tribunais que passam a ter competências especializadas.»
Com Cavaco Silva como 1º Ministro
1º Foi-se a Pesca
2º Foi-se a Indústria Conserveira
Com Passos Coelho como 1º Ministro e Cavaco como PR
3º Vai-se o Hospital
4º Vai-se o Tribunal
O Senhor que se segue
5º A Universidade
6º Portagens no IP6

QUEREM APOSTAR?

Segunda-feira, Março 12, 2012

TIRO AO SÓCRATES
De repente tudo o que está errado se deve à governação do Sócrates. Não bastava o PSD, o CDS, o BE e o PCP. Logo se juntaram o PR, a SIC eo média em geral. Ele é o Freeport, ele é o curso de Engenharia, ele é a corrupção e os magistrados que libertam para que os criminosos possam criar um clima de insegurança que permita fazer do Governo uma fantochada.
A última novidade é o Parque Escolar que gastou milhões para reconstruir escolas, com derrapagens nos custos gigantescas.
Como se as escolas não precisassem de ser recuperadas. Como se ter salas de Secundárias com espaços onde as novas tecnologias permitam criar a diferença não fosse um bem inestimável. Como se ter um piso com madeiras de boa qualidade fosse um luxo asiático. Como se ter ar condicionado não fosse uma mais valia para os alunos se sentirem confortáveis enquanto aprendem.
O que me admira é que o Ministro da Educação que era um Matemático reputado (no provinciano círculo português) se tenha convertido num sabujo ao serviço da política mais indexável.
Já se esqueceram dos desvios aberrantes dos estádios para o Euro 2004? O que é feito do Estádio do Bessa? E do Estádio do Algarve? E do Estádio de Leiria? Centenas de milhares de alunos frequentam agora todos os anos escolas em que dá gosto ter aulas. E esses estádios servem para quê? Para chamar “filhos da puta” aos árbitros?
Já se esqueceram das derrapagens na construção do CCB? E das derrapagens na construção da Casa da Música do Porto?
Falarem do Parque Escolar nos termos em que o fazem deveria ser motivo para uma demanda criminal. Se as Escolas ficaram com grande qualidade tanto melhor. Se alguém se abotoou com dinheiro à conta disso que seja preso e condenado. São duas coisas distintas.
Quando fui trabalhar para a Escola Augusto César Pires de Lima no Porto, a Escola situava-se na Rua D. João IV na zona da Batalha. Dois edifícios de um lado da rua e dois outros do outro lado. Os alunos para irem de uma aula para a outra, tinham que atravessar a Rua que na altura já era movimentadíssima. Não me recordo de na altura um único Órgão de Comunicação Social ter vindo em defesa dos alunos que corriam diariamente perigos enormes para poderem ter uma aula de Português e a seguir deslocarem-se para a aula de Matemática. Eu sei que eram miúdos da zona da Ribeira do Porto. Mas que diabo! Eram crianças. Onde estava na altura (em 1978/80) o Ministro Crato?
Já não falo da minha velhinha Escola Industrial na Fábrica do Alemão, com as salas de aula separadas por caixas de peixe.
Que bom seria que os portugueses tivessem memória. Calem-se com o Parque Escolar. Prendam os corruptos e deixem em paz as escolas.

Sábado, Março 10, 2012

Romantismo na 3ª Idade
UM CASAL DE VELHINHOS ESTÁ DEITADO NA CAMA. A ESPOSA NÃO ESTÁ SATISFEITA COM A DISTÂNCIA QUE HÁ ENTRE ELES.
ELA LEMBRA:
- QUANDO ÉRAMOS JOVENS, VOCÊ COSTUMAVA SEGURAR A MINHA MÃO NA CAMA.
ELE HESITA E, DEPOIS DE UM BREVE MOMENTO, ESTICA O BRAÇO E SEGURA A MÃO DELA.
ELA NÃO SE DÁ POR SATISFEITA:
- QUANDO ÉRAMOS JOVENS, VOCÊ COSTUMAVA FICAR BEM PERTINHO DE MIM.
UMA HESITAÇÃO MAIS PROLONGADA AGORA E, FINALMENTE, RESMUNGANDO UM POUCO, ELE VIRA O CORPO COM DIFICULDADE E SE ACONCHEGA PERTO DELA DA MELHOR MANEIRA POSSÍVEL.
ELA AINDA INSATISFEITA:
- QUANDO ÉRAMOS JOVENS, VOCÊ COSTUMAVA MORDER MINHA ORELHA....
ELE DÁ UM LONGO SUSPIRO, JOGA A COBERTA DE LADO E SAI DA CAMA.
ELA SE SENTE OFENDIDA E GRITA:
- AONDE VOCÊ VAI?
- BUSCAR A DENTADURA, sua VELHA CHATA!!!

Sexta-feira, Março 09, 2012

O TEMPO É O GRANDE MESTRE
Tem momentos em que pensamos: “- Se pudesse voltar atrás não faria isto.” Ou então, faria o mesmo mas de outra maneira. Ou ainda, repetiria tudo, não me arrependo de todo.
Estas questões surgiram-me quando ouvi hoje de manhã as notícias em que Cavaco Silva, lança um ataque demolidor ao defunto José Sócrates. Nunca votei Cavaco, e hoje ao ouvir o que ele escreveu fiquei ainda mais feliz por o não ter feito.
Aquelas palavras parecem-me de uma pessoa ressabiada, completamente desorientada com traumas antigos que não lhe dão sossego. Quem tem que escrever e analisar a História de um país (aprendi isto há muito, tinha para aí uns 15 anos) são os especialistas devidamente afastados no tempo para poderem pensar com isenção. Não são os próprios protagonistas da História, quem diz o que está ou não está a comportar-se com dimensão patriótica.
O Cavaco que atingiu índices de impopularidade que nunca aconteceram com outros Presidentes da República em Democracia, tenta fazer ajustes de contas com quem se afastou e não parece muito preocupado para já em defender-se. Quando somos rapazecos é aquilo que na gíria se designa por “bater em mortos”. Que pena Cavaco perder a oportunidade de acabar o seu mandato com dignidade. Com birras e vingançazitas da treta não vai deixar saudades. E eu evito arrepender-me de nunca ter votado nele.