Quinta-feira, Maio 22, 2008


Quarta-feira, Maio 21, 2008

O PODER/OS PODERES
In “LIÇÃO”
De Roland Barthes

- Proferida em 7 de Janeiro de 1977
Publicado por Edições 70

«…A “inocência” moderna fala do poder como se ele fosse apenas um: de um lado os que o têm, do outro os que o não têm; pensámos que o poder era um assunto exemplarmente político; acreditamos agora que também é um objecto ideológico, que se insinua por todo o lado, por onde não é inteira e imediatamente captado, nas instituições, no ensino; mas, em suma, que é sempre um. E se todavia o poder fosse plural como os demónios? “O meu nome é Legião”, poderia ele dizer: por toda a parte, de todos os lados, chefes, aparelhos, enormes ou minúsculos, grupos de opressão ou de pressão; por todo o lado vozes “autorizadas”, que se autorizam a impor o discurso de qualquer poder: o discurso da arrogância. É quando adivinhamos que o poder está presente nos mecanismos mais subtis da comunicação social: não apenas no Estado, nas classes, nos grupos, mas ainda nas modas, nas opiniões correntes, nos espectáculos, jogos, desportos, informações, nas relações familiares e privadas e até nas forças libertadoras que tentam contestá-lo: chamo discurso de poder a todo o discurso que engendra a culpa e, por conseguinte, a culpabilidade daquele que o ouve. Há pessoas que esperam que nós, intelectuais, nos agitemos em todas as ocasiões contra o Poder; mas a nossa verdadeira guerra é diferente e ocupa um outro espaço; a guerra é contra os poderes, e esse combate não é fácil: porque se o poder é plural no espaço social, também é perpétuo no tempo histórico: perseguido, debilitado aqui, reaparece além; nunca definha: façam uma revolução para o destruir e imediatamente renascerá, voltando a germinar no novo estado das coisas. A razão desta resistência e desta ubiquidade é devida ao facto de o poder ser o parasita de um organismo trans-social, ligado a toda a história do homem e não apenas à sua história política, histórica. O objecto em que o poder se inscreve é, desde sempre, a linguagem – ou, para ser mais preciso, a sua expressão obrigatória: a língua.»

Segunda-feira, Maio 19, 2008

O CENTRO EDUCATIVO DE ATOUGUIA DA BALEIA
As razões da oposição do PSD local não são técnicas, nem de carácter educativo. São de pretenso facilitismo político-partidário. São razões deste tipo que afastaram o PSD da vontade dos cidadãos e o reduziram a um partido marginal concelho de Peniche.
Pensam que fazendo a vontade a 2/3 pseudo influentes angariadores de votos da Freguesia da Atouguia conseguem fazer inverter a vontade dos eleitores.
Não se preocupam com o que será melhor em termos educativos. E de aproveitamento de meios. E de rentabilização de um projecto educativo. Sabem lá o que é um Projecto Educativo.
Faço um apelo ao Vereador do PS Joaquim Raul, que disponibilize os seus conhecimentos técnicos em educação a fim de que a decisão que venha a ser tomada seja a que melhor servirá os interesses educativos das crianças da Vila da Atouguia da Baleia.
Faço um apelo à CDU para que não tome decisões aleatórias e que reúna à sua volta o que de melhor possa conseguir para que a decisão a tomar seja fruto de um parecer técnico e pedagógico e não por razões de “partidarite” escusa e idiota.

Domingo, Maio 18, 2008

Escrever, não é talvez suficiente. Mas escrever, incomoda muita gente.

Sábado, Maio 17, 2008

Sexta-feira, Maio 16, 2008

CRITICAR TEM MOMENTOS
Na penúltima “folha de couve” li um artigo em que se apelava ao bom senso e à criatividade para acabar com o caos que se passa no Largo do Santuário de Nª Srra dos Remédios.
Nesta última edição do mesmo “coiso” e com a assinatura do mesmo autor, vejo um novo artigo, agora sobre os perigos da marginal norte.
A curiosidade levou-me a consultar todas as edições de que disponho em casa. No período da governação autárquica “xoxialista” não encontro uma única anomalia a que tenha merecido chamar a atenção pelo escrevinhador em questão.
Sou obrigado a pensar que as criticas têm momentos em que se podem fazer e outros em que não se devem.
Bem-aventurados os puros de espírito.

Quinta-feira, Maio 15, 2008

UMA CASA SEM DESTINOFoi quando eu estava a desempenhar funções autárquicas na Câmara Municipal que o TRAQUINAS foi ocupar um novo espaço, libertando definitivamente aquilo que foi em tempos a CASA DE TRABALHO, escola de formação de Rendilheiras para as filhas dos pescadores.
Isto aconteceu mesmo no final dos anos 90. Nessa altura, o actual Presidente da Câmara que ao tempo era presidente da ADEPE e que estava empenhado no lançamento da “A COMPANHA”, exerceu enorme pressão junto da Câmara Municipal e do Ministério da Solidariedade Social, para conseguir fazer reverter a favor daquela nova instituição as instalações que então tinham ficado devolutas. A ideia tanto quanto me recordo era transformar aquele património em CENTRO DE DIA. A guerra de vontades entre o então Presidente da Câmara e o seu posterior sucessor foi mesmo de “cortar à faca”.
10 anos depois aquelas instalações estão num estado de degradação que agora poderá ser irreversível. O edifício é “terra de ninguém”.O principal litigante nessa contenda de então, é o agora Presidente da Câmara e não se conhece publicamente qualquer tomada de posição sobre o que ali não está a acontecer. A menos que o anúncio tenha sido feito numa festa promocional em Faro.
Eu sei que já existe a Universidade Sénior pelo que o centro de dia não será tão necessário. Mas continua a faltar um espaço para o Museu/Escola das Rendas de Bilros.
O que vai acontecer ali, naquele espaço, vai dizer respeito a todos nós. Esperemos para ver o que vai ser a vontade do patrão do espaço/penicheiro.