terça-feira, julho 17, 2018


DIA INTERNACIONAL DE NELSON MANDELA

18 DE JULHO

Amanhã comemora-se o nascimento (há 100 anos) de Nelson Mandela. A ONU em boa hora declarou o dia 18 de Julho como Dia Internacional de Nelson Mandela.

Trata-se de uma figura ímpar do nosso Planeta. Pelo exemplo. Pelo altruísmo. Pela dignidade. Olhamos para aquela figura e sentimos nela ao mais elevados conceitos de que a Humanidade é capaz. A Fraternidade. A Tolerância.

Até os mais duros se vergaram ao poder do seu sorriso e do seu carinho. Instituídos os valores mais nobres despojou-se daquilo que faz do homem uma caricatura de si próprio: o Poder.

Dedicou-se à família e ao estatuto de Madiba. Homem velho capaz de pelo exemplo representar para todos o que melhor podemos fazer pelos outros: Amá-los.

Até Sempre Madiba.

domingo, julho 15, 2018

UMA DE CULTURA POLÍTICA
No liceu, numa aula de História, o professor pergunta ao aluno:
- Diga-me, menino Augusto, qual foi o português que, ao longo da sua vida, lidou mais de perto com os Santos?
O aluno pensa durante alguns momentos, respondendo por fim:
- Foi Henrique Galvão, senhor professor!
- Ora essa! - Admirou-se o professor. Então porquê?
O aluno:
- Porque nasceu em Santa Isabel, no dia de Santo Hilário.
Foi baptizado no dia de Santa Catarina e frequentou a escola de Santa Filomena.
Morava no Campo de Sant'Ana, deu uma queda em Santa Bárbara e foi socorrido no Hospital da Ordem Terceira de São Francisco.
Foi preso e julgado no Tribunal de Santa Clara, pelo juiz Santiago.
Esteve internado sob prisão no Hospital de Santa Maria, de onde fugiu no dia de Todos os Santos.
Assaltou o paquete Santa Maria, ao qual deu o nome de Santa Liberdade.
Passou pela Ilha de Santa Lúcia, a caminho de terras de Santa Cruz, fixando residência em São Paulo, na Rua de Santa Teresinha, onde viveu exilado, por causa de um "Santo" António que vivia em São Bento e era natural de Santa Comba Dão.

A PROPÓSITO DO MUNDIAL DE MOSCOVO
https://www.youtube.com/watch?v=gHfNIZBzgeY 
E UMA BEM PORTUGUESA (no dentista em Borba)
- O seu dente está morto! 
- Atão, nesse case, arranca-se, nã é sr. Doutori? 
- Bem, se quiser posso pôr-lhe uma coroa... 
- Nã, nã, doutori... ê prefiro enterrá-lo sen cerimónias!



sexta-feira, julho 13, 2018


AS NOVAS REGRAS DA GRAMÁTICA PORTUGUESA

Vou chumbar a Língua Portuguesa, quase toda a turma vai chumbar, mas a gente está tão farta que já nem se importa. As aulas de português são um massacre. A professora? Coitada, até é simpática, o que a mandam ensinar é que não se aguenta. Por exemplo, isto: No ano passado, quando se dizia “ele está em casa”, ”em casa” era o complemento circunstancial de lugar. Agora é o predicativo do sujeito.”O Quim está na retrete”: “na retrete” é o predicativo do sujeito, tal e qual como se disséssemos “ela é bonita”. Bonita é uma característica dela, mas “na retrete” é característica dele? Meu Deus, a setôra também acha que não, mas passou a predicativo do sujeito, e agora o Quim que se dane, com a retrete colada ao rabo.

 

No ano passado havia complementos circunstanciais de tempo, modo, lugar etc., conforme se precisava. Mas agora desapareceram e só há o desgraçado de um “complemento oblíquo”. Julgávamos que era o simplex a funcionar: Pronto, é tudo “complemento oblíquo”, já está. Simples, não é? Mas qual, não há simplex nenhum, o que há é um complicómetro a complicar tudo de uma ponta a outra: há por exemplo verbos transitivos directos e indirectos, ou directos e indirectos ao mesmo tempo, há verbos de estado e verbos de evento, e os verbos de evento podem ser instantâneos ou prolongados; almoçar por exemplo é um verbo de evento prolongado (um bom almoço deve ter aperitivos, vários pratos e muitas sobremesas). E há verbos epistémicos, perceptivos, psicológicos e outros, há o tema e o rema, e deve haver coerência e relevância do tema com o rema; há o determinante e o modificador, o determinante possessivo pode ocorrer no modificador apositivo e as locuções coordenativas podem ocorrer em locuções contínuas correlativas. Estão a ver? E isto é só o princípio. Se eu disser: Algumas árvores secaram, ”algumas” é um quantificativo existencial, e a progressão temática de um texto pode ocorrer pela conversão do rema em tema do enunciado seguinte e assim sucessivamente.

 

No ano passado se disséssemos “O Zé não foi ao Porto”, era uma frase declarativa negativa. Agora a predicação apresenta um elemento de polaridade, e o enunciado é de polaridade negativa. No ano passado, se disséssemos “A rapariga entrou em casa. Abriu a janela”, o sujeito de “abriu a janela” era ela, subentendido. Agora o sujeito é nulo. Porquê, se sabemos que continua a ser ela? Que aconteceu à pobre da rapariga? Evaporou-se no espaço?

 

A professora também anda aflita. Pelo visto, no ano passado ensinou coisas erradas, mas não foi culpa dela se agora mudaram tudo, embora a autora da gramática deste ano seja a mesma que fez a gramática do ano passado. Mas quem faz as gramáticas pode dizer ou desdizer o que quiser, quem chumba nos exames somos nós. É uma chatice. Ainda só estou no sétimo ano, sou bom aluno em tudo excepto em português, que odeio, vou ser cientista e astronauta, e tenho de gramar até ao 12º estas coisas que me recuso a aprender, porque as acho demasiado parvas. Por exemplo, o que acham de adjectivalização deverbal e deadjectival, pronomes com valor anafórico, catafórico ou deítico, classes e subclasses do modificador, signo linguístico, hiperonímia, hiponímia, holonímia, meronímia, modalidade epistémica, apreciativa e deôntica, discurso e interdiscurso, texto, cotexto, intertexto, hipotexto, metatatexto, prototexto, macroestruturas e microestruturas textuais, implicação e implicaturas conversacionais? Pois vou ter de decorar um dicionário inteirinho de palavrões assim. Palavrões por palavrões, eu sei dos bons, dos que ajudam a cuspir a raiva. Mas estes palavrões só são para esquecer, dão um trabalhão e depois não servem para nada, é sempre a mesma tralha, para não dizer outra palavra (a começar por t, com 6 letras e a acabar em “ampa”, isso mesmo, claro.)

 

Mas eu estou farto. Farto até de dar erros, porque me põem na frente frases cheias deles, excepto uma, para eu escolher a que está certa. Mesmo sem querer, às vezes memorizo com os olhos o que está errado, por exemplo: haviam duas flores no jardim. Ou: a gente vamos à rua. Puseram-me erros desses na frente tantas vezes que já quase me parecem certos. Deve ser por isso que os ministros também os dizem na televisão. E também já não suporto respostas de cruzinhas, parece o totoloto. Embora às vezes até se acerte ao calhas. Livros não se lê nenhum, só nos dão notícias de jornais e reportagens, ou pedaços de novelas. Estou careca de saber o que é o lead, parem de nos chatear. Nascemos curiosos e inteligentes, mas conseguem pôr-nos a detestar ler, detestar livros, detestar tudo. As redacções também são sempre sobre temas chatos, com um certo formato e um número certo de palavras. Só agora é que estou a escrever o que me apetece, porque já sei que de qualquer maneira vou ter zero.

 

E pronto, que se lixe, acabei a redacção - agora parece que se escreve redação.O meu pai diz que é um disparate, e que o Brasil não tem culpa nenhuma, não nos quer impôr a sua norma nem tem sentimentos de superioridade em relação a nós, só porque é grande e nós somos pequenos. A culpa é toda nossa, diz o meu pai, somos muito burros e julgamos que se escrevermos ação e redação nos tornamos logo do tamanho do Brasil, como se nos puséssemos em cima de sapatos altos. Mas, como os sapatos não são nossos nem nos servem, andamos por aí aos trambolhões, a entortar os pés e a manquejar. E é bem feita, para não sermos burros.

E agora é mesmo o fim. Vou deitar a gramática na retrete, e quando a setôra me perguntar: Ó João, onde está a tua gramática? Respondo: Está nula e subentendida na retrete, setôra, enfiei-a no predicativo do sujeito.

João Abelhudo, 8º ano, setôra, sem ofensa para si, que até é simpática

 

Este texto é da autoria de Teolinda Gersão. Escritora, Professora Catedrática aposentada da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Escreveu-o depois de ajudar os netos a estudar Português. Colocou-o no Facebook

segunda-feira, julho 09, 2018


CENÁRIOS

- E se chovesse em Portugal como no Japão e morressem dezenas de pessoas?

- E se fossem 12 rapazes mais o seu treinador a entrar numa gruta em Portugal, ficarem lá presos e ter de se mobilizar uma equipa internacional para os salvar?

- E se um tubarão invadir as praias do Algarve e der umas “trincas” nuns quantos banhistas?

- E se de repente o Serviço Nacional de Saúde colapsasse?

1º - A Assunção Cristas culpa o Governo

2º - O Jerónimo de Sousa diz que a classe trabalhadora é vítima dos capitalistas que dominam a economia.

3º - Os deputados do PSD de oposição a Rui Rio dizem que o partido não pode andar a reboque do Governo

4º - O BE diz que sim mas também

5º - O Mário Nogueira diz que os professores não são responsáveis de nada

6º - A OM e os sindicatos dos mesmos formam uma frente sindical única para derrubar o Governo

E por último:

- O PR passa a despachar e a receber em Belém durante a noite, para durante o dia poder acorrer a todo o circo mediático montado em torno destas ocorrências tão interessantes

 

sábado, julho 07, 2018


 GENTE MANHOSA
O menino Zézinho chega esbaforido e todo sujo, além de atrasado, à aula. A professora toda empertigada, interpela o Zézinho:
- ENTÃO ISTO Á QUE SÃO HORAS DE CHEGAR? E ainda por cima todo sujo?
Isto não tem explicação.
- Tem sim, sô pessora: tive de levar a vaca lá de casa, pró touro cobrir.
- Mas o seu pai não pode fazer isso?
- Poder, pode...,mas acho que a vaca prefere o touro

Um jovem advogado estava defendendo um empresário num processo comercial muito complexo. Infelizmente, todos os elementos faziam pender a balança para o lado errado, e o jovem advogado estava esperando o pior. Então ele resolve consultar um advogado mais experiente no escritório. Ele pergunta se seria interessante enviar ao juiz uma caixa de charutos, por exemplo. O outro advogado exclama:
- Você está louco! Faça isso e você perde a acção imediatamente!
Duas semanas depois, o juiz dá a sentença favorável ao cliente do jovem advogado. Ele decide comemorar a vitória com um almoço para o qual convida o colega do escritório que ele tinha consultado. Este diz:
- Está a ver? Não foi uma boa ideia não enviar a caixa de charutos?
- Mas eu enviei. Só que mandei junto o cartão de visitas da outra parte!

Dois advogados andavam a caçar quando um leão os surpreendeu em plena selva.
Um deles começou imediatamente a tirar os sapatos. O outro perguntou:
"Por que é que estás a tirar os sapatos?
"Porque descalço, eu posso correr mais depressa!"
"Que idiotice! Não importa o que consigas correr, nunca vais conseguir correr mais que o leão!"
"Eu não preciso correr mais que o leão. Só tenho que correr mais do que tu!"

O marido deita-se com muito cuidado na cama e sussurra suave e apaixonadamente ao ouvido da sua mulher...
- Estou sem cuecas...
E a mulher responde:
- Amanhã lavo-te umas!



segunda-feira, julho 02, 2018


SER/ESTAR CONFIANTE

9 meses passaram sobre as últimas eleições autárquicas. Em Peniche houve uma espécie de hecatombe eleitoral. Vindo aparentemente do nada um Grupo de Cidadãos tornou-se a maior força política autárquica, destronando os partidos que desde 74/75 dividiam entre si o poder autárquico. PCP/MDP, PS, PPD, PS, PSD, PS e PCP são os glutões que se têm banqueteado na mesa do ofertório concelhio.

Eu ao longo dos meus anos de vivência em Democracia já votei MDP, PCP (nas suas várias máscaras), PSD, PS e desta vez votei na Árvore.

Tenho tido em particular atenção pelo que se tem passado na autarquia. Além de um tempo inicial em que os derrotados demoraram a deglutir a derrota, não é demasiado evidente o que se tem passado. Nas Freguesias as coisas acontecem com alguma naturalidade ou de forma mais surpreendente. Na Atouguia o Afonso é igual a si próprio activo e empenhado. Em Ferrel mandam os ferrelenses e na Serra ensaiam-se modelos testados noutros lugares. Perante isto a grande surpresa é a Junta de Peniche. Ninguém tinha dúvidas que substituir o anterior Presidente de Junta não seria tarefa fácil. Pelo trabalho em si. Por se tratar de uma mulher no lugar de um homem impositivo. Por ter ganho a Junta perante adversários determinados e alguns com experiência de vida autárquica. O que é certo é que a Presidente da Junta, a mossa Presidente tem vindo a impor-se pela sua capacidade de trabalho e determinação. Ouve as pessoas correligionários e adversários e toma as suas decisões em função do que é melhor para quem vive na cidade. Claro que se aconselha. Claro que tem o apoio do Presidente da Câmara. Mas também tem o apoio dos que formam a Junta com ela e dos seus trabalhadores. Está a ganhar o respeito de amigos e adversários o que não é pouco nos tempos que correm.

Quanto à Câmara Municipal. O seu Presidente é a mesma pessoa impoluta, honesta e trabalhadora que todos sempre conhecemos. Não tem cartões de crédito da Câmara para despesas que faz no desempenho do seu cargo. Apresenta os recibos das despesas efectuadas. Isso diz alguma coisa sobre a pessoa que é. E estabelece alguma diferença em relação a congéneres anteriores. Está a arrumar a casa. Anos e anos de viver para o retrato e para as câmaras deixaram um forte rasto. Isso não o libertará para um trabalho mais no exterior, mas acredito que ele irá encontrar o tempo que em que saberá tornar isso possível. Os vereadores com pelouros que o acompanham estão a aprender a lidar e trabalhar com politiquices caseiras. No que se refere ao seu trabalho especifico que lhes foi cometido na distribuição de tarefas pelo Presidente estão a executá-las com muito empenho e denodo. Sem se preocuparem se ficam bem na fotografia. O que só lhes fica bem.

E os vereadores da oposição? São a oposição que temos na terrinha que é Peniche. É um exercício fastidioso e enfadonho mas necessário para percebê-los ler as actas da Câmara no mandato anterior e no actual. E como se repetem os vereadores do PS e do PSD, não encontramos nada de novo nos seus discursos. Não perceberam porque perderam e continuam iguais a si próprios. Neste capítulo honra seja feita ao vereador do PCP.

De resto deixo aqui uma nota à margem. Já em tempo contestei a falta de transparência que representa advogados como vereadores sem que entreguem na Câmara a listagem dos seus clientes ficando desde logo impedidos de opinar em matérias que os envolvam directa ou indirectamente. O mesmo deveria acontecer para engenheiros civis, arquitectos e afins que trabalham em projectos a serem aprovados pela Câmara onde são vereadores e se manifestam concordando ou discordando de projectos apresentados por colegas seus. Quem garante que as suas atitudes não estão condicionadas pelo dinheiro e interesses de quem lhes paga?

Daqui a uns tempos voltaremos ao desempenho da actividade desenvolvida pelo poder local. Até aqui ainda não me arrependi de ter votado como votei.

PS: - Razões de natureza pessoal levam-me a não fazer quaisquer post até ao próximo sábado. È um sossego verem-se livres de mim durante praticamente uma semana.

   

sábado, junho 30, 2018

O SEU SORRISO FICA-LHE BEM
Um miúdo índio perguntava ao pai:
- Por que é que os nomes dos índios são diferentes dos das outras pessoas?
- Sabes, na nossa raça damos os nomes às crianças consoante determinados acontecimentos. Tua irmã que nasceu numa noite de Lua Nova, chama-se Lua Nova, teu irmão chama-se Cavalo Sentado porque quando nasceu estava um cavalo sentado à porta da nossa tenda. Percebeste, Preservativo Roto?

Dois amigos estão a falar das suas "proezas" sexuais.
Diz um para o outro:
-Eu cá tenho um crucifixo no dormitório e, sempre, quando acabamos de fazer amor com a minha mulher, o Cristo desprega-se as mãos e aplaude!
-Isso não é nada!, diz o outro. Eu tenho um quadro da Última Ceia e, quando acabamos, os apóstolos fazem A ONDA!!
  


Estavam dois tipos sentados num banco de jardim, quando passam duas senhoras.
E diz um para o outro: "OH que diabo, vem ali a minha mulher e a minha amante."
E diz o outro: "Eh pá, tiraste-me as palavras da boca..."


No Alentejo, um autocarro que transportava o governo chocou com uma árvore.
Pouco depois, chegou um jornalista e perguntou a um alentejano que estava por ali com uma pá na mão:
- O Senhor viu o que se passou?
- Vi, si senhóri. O autocarro co' governo espetou-se no chaparro.
- E onde estão os políticos?
- Enterrê-os todos!
- Mas... não estava nenhum vivo?
- O 1º Ministro dizia que sim, mas vossemecê sabe como ele é mentiroso...