sexta-feira, março 24, 2017


CURIOSIDADES DE UM FIM DE DIA

Penso no que disse o presidente holandês do Eurogrupo sobre o que não se deve fazer quando se está em dificuldades económicas, estragar (?) dinheiro nos “copos” e nas “gajas” e depois ir a correr pedir dinheiro aos ricos.

Mal comparado, era como se aqui em Peniche disséssemos que se não temos dinheiro para reabilitar bairros sociais o fossemos gastar em pranchas de surf e em fatos com aplicações de rendas de bilros para os bailes do milennium.

As ruas do centro histórico de Peniche tornaram-se autênticos meios de tortura para coxos, velhos e “madamas” de salto alto. Os assaltos proliferam. Os escombros da antiga Central Eléctrica vão-se esboroando.

Somos um paradoxo. Para além dos nomes pomposos com que ornamentou as suas idiossincrasias, o PCP/CDU não cumpriu nem sequer 70% do seu programa eleitoral para o mandato que agora cessa. O PS prepara-se para ir buscar ao baú as roupas velhas com que já se enfeitou de antanho. O PSD põe os “jotinhas” a brincar às câmaras e esperam que a gente tenha fé, talvez por ser o ano do centenário de Fátima.

Guardei a publicação deste post para hoje de manhã. Tornei a lê-lo e não encontrei razões para me autocensurar. Sei que o fim de tudo isto não será pacífico. Muitas raivas irão estalar. Muita gente quererá atribuir culpas. Muitos anátemas se irão lançar contra quem ousar romper este círculo.

Mas como diria o meu amigo Zé Ferreira: “-Em prol de Peniche, tudo vale a pena”.

terça-feira, março 21, 2017


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Alberto Caeiro
(Heterónimo de Fernando Pessoa)

Portugal
n. 16 Abr 1889


Quando vier a Primavera,
Se eu já estiver morto,
As flores florirão da mesma maneira
E as árvores não serão menos verdes que na Primavera passada.
A realidade não precisa de mim.
Sinto uma alegria enorme
Ao pensar que a minha morte não tem importância nenhuma
Se soubesse que amanhã morria
E a Primavera era depois de amanhã,
Morreria contente, porque ela era depois de amanhã.
Se esse é o seu tempo, quando havia ela de vir senão no seu tempo?
Gosto que tudo seja real e que tudo esteja certo;
E gosto porque assim seria, mesmo que eu não gostasse.
Por isso, se morrer agora, morro contente,
Porque tudo é real e tudo está certo.
Podem rezar latim sobre o meu caixão, se quiserem.
Se quiserem, podem dançar e cantar à roda dele.
Não tenho preferências para quando já não puder ter preferências.
O que for, quando for, é que será o que é.

segunda-feira, março 20, 2017


A PRAÇA JACOB E AS CAMPANHAS ELEITORAIS

OU AS DEMANDAS QUE POMOS EM PRÁTICA PARA SEVIRMOS OS NOSSOS SENHORES

Este é um título e peras. Já aqui referi que a Praça Jacob é uma fonte inesgotável de propósitos de autarcas. Quando querem mostrar serviço, PUMBA alteram a dita cuja.

Já lá vi paragens de camionetas de carreira e de táxis. Mercado e venda de antiguidades.

Carnavais e procissões. Clubes muito reservados e música ao vivo. Tudo passa por aquele espaço. Já lá vai o tempo das inundações e de muros ou gradeamentos no Jardim.

Enfim serve a tudo e a todos de acordo com os apetites do momento.

Recolhi um conjunto de fotos do século XIX ao século XXI e digam-me lá se com uma ou outra alteração mais ou menos significativa se não está tudo na mesma milhares e milhares de unidades monetárias consumidas em alterações ao longo dos tempos.







E digam lá se passados tantos anos não voltou tudo ao mesmo…

 

sábado, março 18, 2017

E ESTA HEIN?!
BEM-AVENTURADOS OS PUROS DE CORAÇÃO
Um americano, um português, um francês, um italiano e um inglês chegaram ao Céu. São Pedro disse:
- Aqui só pode entrar quem é puro, sem maldade.
Vocês têm que passar num teste. Vou fazer uma pergunta a cada um.

Perguntou ao americano:
 O que é mole, mas na mão das mulheres fica duro?
O americano pensou e disse:
 Verniz.
 Muito bem, pode entrar, disse São Pedro.

 Perguntou ao italiano:
 Onde as mulheres têm o cabelo mais enrolado?
O italiano respondeu:
 Em África.
 Certo. Pode entrar.

 Para o francês:
 O que as mulheres têm no meio das pernas?
 O joelho.
 Muito bem. Pode entrar também.

 E perguntou ao inglês:
 O que é que a mulher casada tem mais larga que a solteira?
 A cama.
 Óptimo. Pode entrar.

 O português virou-se e foi saindo de fininho...
 São Pedro chamou-o:
Não vai responder à sua pergunta?
Nem vale a pena. Já falhei as anteriores...



OS ALENTEJANOS E O PIANO
Seis alentejanos carregam um piano pelas escadas de um prédio.
Já desorientados pelo esforço, perderam a conta e, quando chegaram ao
4º andar, um deles resolve ir ver quantos ainda faltam.
Volta e diz:
- Tenho duas notícias, uma boa e uma má.
Um deles diz:
- Conta só a boa, a má contas quando chegarmos!
- Está bem, faltam 6 andares.
Continuam a subir e quando chegaram ao 10º andar, um deles pergunta:
- Qual é a má notícia?
- O prédio não é este!


quinta-feira, março 16, 2017


SEGUROS
IDENTIFICAÇÃO PELA MATRÍCULA  MUITO ÚTIL

Através deste site podem saber qual a seguradora de qualquer veículo. 

Basta inserir a matrícula.

É útil para aqueles casos em que o indivíduo bate e foge.

terça-feira, março 14, 2017


DIAS COMEMORATIVOS

Dia da Paz. Dia dos Namorados. Carnaval. Dia da Mulher. Dia do Pai. E todos os outros dias que se hão seguir a estes. Tratar-se-á só de uma festa ao consumo ou estarão também aqui envolvidos sentimentos legítimos por uma vontade sem limites de cultivar a esperança de que estes dias batam fundo na sociedade egocêntrica em que vivemos?

Dou só um exemplo: - Celebramos com pompa e circunstância o Dia do Pai e o Dia da Mãe. Mas quantos de nós estão disponíveis para abdicar do nosso bem estar e quando eles perdem capacidade de autonomia os acolhermos e apoiarmos em vez de à 1ª oportunidade os enviarmos para armazéns de velhos, que apelidamos de lares para nos sentirmos bem dentro de nós.

Não quero, nem preciso de ir buscar mais exemplos. Por cada dia comemorativo existe uma maldade dentro de nós. Este ano foi então particularmente inflamado na celebração do Dia da Mulher.

Que a Mulher se celebre enquanto tal num dia seu estou inteiramente de acordo. Que a mulher celebre a sua capacidade de luta e de ser mãe é inteiramente justo. Mas já não sou capaz de aceitar que se celebre a mulher vitima. A mulher escrava. A mulher como fonte de apoio à economia de subsistência. A mulher que cozinha, que amanha peixe, que o põe a secar, que faz renda de bilros, que é vítima da brutalidade de pais, irmãos e maridos, essa não tem de ser louvada, tem de ser ensinada a reagir e a reconquistar um lugar na sociedade. Em Peniche celebrou-se a mulher vítima e não a mulher que sofreu. E no entanto a APAV teria tanto para dizer…

Eu vou evitar tocar mais neste assunto por me fragilizar demais. Prefiro ir ao meu computador e recolher algumas fotografias de algumas das minhas mulheres. E pensar nelas como pessoas em alguns casos passaram ao lado da vida. Outras foram felizes. Outras fizeram de ser mães o seu maior objectivo. Não as quero homenagear. Quero reconhecê-las como companheiras e amigas.

























   

segunda-feira, março 13, 2017


O QUE NUNCA DEVERIA FINGIR QUE NÃO É…
- 1ª Página

* ¼ de pag. Com foto da missa celebrada na Atouguia pelo Cardeal Patriarca de Lisboa

- 2ª Página

* Editorial do Pároco local

* Quaresma na Paróquia de Peniche

- 3ª Página

* D. Manuel Clemente na abertura das comemorações dos 850 anos dos forais de Atouguia

4ª Página

* Texto de promoção familiar

* Oportunidade dos oceanos a partir de Peniche

5ª Página

 * Pesca da sardinha

* Petição sobre a Fortaleza

6ª Página

* Rotários

7ª Página

* Candidatura do PSD à Câmara

8ª e 9ª Páginas

* Carnaval

10ª e 11ª Páginas

* Editais e Falecimentos

12ª Páginas

* Famílias Quaresma

13ª, 14ª e 15ª Páginas

* A Voz da Igreja católica

16ª Página

* ¼ PAC

* ¼ Stella Maris

* 1/2 D. Manuel Clemente

Isto é a NOVA “Voz do Mar” que finalmente se assume de corpo inteiro como jornal da paróquia de Peniche.

Volta Seara que estás perdoado. Os tempos em que o Jornal da paróquia foi uma lufada de ar fresco no panorama cultural de Peniche já eram.

Hoje 60 anos depois da sua fundação, a “Voz do Mar” é bem o espelho do que somos em Peniche. Um povo cinzentão, beato e acomodado.