VOLTANDO À VACA FRIA
Quero lá saber do Relvas. Ou do Coelho desde que não seja à caçador. Ou do Portas das feiras, festas e romarias, para quem a arruaça terminou desde que está no Governo e pode ridicularizar o país com uma força de assalto à República da Guiné-Bissau. Ou do Louçã que é um professor da demagogia politica barata. Ou do Ti Jerónimo que mesmo que grite que o lobo vem lá, já ninguém acredita nele, pois tantas vezes nos assustou que já nem às criancinhas mete medo.
Eu estou preocupado é com o grau zero a que chegámos que já somos escolhidos para testar medicamentos em crianças. Somos o único país do 3º Mundo da Europa. E ao ver ontem a reportagem da RTP sobre este assunto, fiquei com a convicção intima de que não foi por acaso que fomos escolhidos em 1996/1997. Quando já pertencíamos à Comunidade Europeia. Representávamos um perigo menos real que qualquer país africano ou asiático.
Passados 12 anos todos os responsáveis metem a cabeça na areia. Era 1º Ministro de Portugal António Gueterres, piedoso, sensível e beato. Era Ministro da Solidariedade e Segurança Social Eduardo Ferro Rodrigues. Era Rui Cunha Secretário de Estado da Inserção Social. Luis Rebelo era Provedor da Casa Pia.
Ninguém fala. Ninguém alega ter conhecimento do caso. E o mais grave: Ninguém diz quem são as crianças que na altura foram submetidas a testes. E até agora o Procurador não mandou abrir nenhuma investigação contra “incertos” por crianças ao cuidado do Estado serem submetidas a experiências como cobaias da indústria farmacêutica. Onde estão os que juraram defender as crianças da Casa Pia até às últimas consequências? Ou existem 2 pesos e 2 medidas para esse juramento?
Terça-feira, Maio 29, 2012
Segunda-feira, Maio 28, 2012
MORRER EM ÁFRICA OU NA GRÉCIA
As declarações da Presidente do FMI são elucidativas: - Podemos ter comiseração pelas crianças africanas que adoecem e morrem à fome em países miseráveis onde ninguém consegue tirar o necessário para o seu sustento diário. Mas não devemos incomodar-nos com as crianças gregas que sofrem por não poderem ter cuidados de saúde primários, se os seus pais não pagarem os impostos devidos à alta finança que domina a Europa do Euro.
Todas são crianças, mas umas são mais dignas de respeito que outros. Portugal não é a Grécia, dizem-nos. Portugal é África. Onde se realizam testes farmacêuticos em crianças pelas grandes multinacionais do dinheiro, com a conivência dos Governos Africanos e Português. As nossas crianças, mesmo que sejam as da Casa Pia são dignas de dó. E não podem ser utilizadas pelos pedófilos que as podem estragar, já que são necessárias para testar medicamentos. Lembram-se do “Fiel Jardineiro”?
Nos últimos 3 anos já se suicidaram 2500 gregos por não vislumbrarem saída para a sua vida, após desempregos em massa e sem dinheiro para se sustentarem. Na semana passada um músico de 60 anos agarrou na mãe de 90 que sofria de Alzheimer e como já não tinha meios para se cuidar e cuidar dela, atirou-se de mão dada com a mãe do telhado do edifício onde viviam para a rua, terminando assim com o seu tormento.
Mas estes não são dignos de dó. Dignos de dó são os africanos que morrem à fome e à sede e deixam de ser úteis para testar medicamentos ou para trabalhar nas minas das grandes companhias.
As declarações da Presidente do FMI são elucidativas: - Podemos ter comiseração pelas crianças africanas que adoecem e morrem à fome em países miseráveis onde ninguém consegue tirar o necessário para o seu sustento diário. Mas não devemos incomodar-nos com as crianças gregas que sofrem por não poderem ter cuidados de saúde primários, se os seus pais não pagarem os impostos devidos à alta finança que domina a Europa do Euro.
Todas são crianças, mas umas são mais dignas de respeito que outros. Portugal não é a Grécia, dizem-nos. Portugal é África. Onde se realizam testes farmacêuticos em crianças pelas grandes multinacionais do dinheiro, com a conivência dos Governos Africanos e Português. As nossas crianças, mesmo que sejam as da Casa Pia são dignas de dó. E não podem ser utilizadas pelos pedófilos que as podem estragar, já que são necessárias para testar medicamentos. Lembram-se do “Fiel Jardineiro”?
Nos últimos 3 anos já se suicidaram 2500 gregos por não vislumbrarem saída para a sua vida, após desempregos em massa e sem dinheiro para se sustentarem. Na semana passada um músico de 60 anos agarrou na mãe de 90 que sofria de Alzheimer e como já não tinha meios para se cuidar e cuidar dela, atirou-se de mão dada com a mãe do telhado do edifício onde viviam para a rua, terminando assim com o seu tormento.
Mas estes não são dignos de dó. Dignos de dó são os africanos que morrem à fome e à sede e deixam de ser úteis para testar medicamentos ou para trabalhar nas minas das grandes companhias.
Sábado, Maio 26, 2012
INFORMAÇÕES ÚTEIS
Aqui vai o endereço de uma página muito completa e que dará jeito para todos, pois pode-se saber chegadas de aviões, ler os jornais, aceder aos sites dos bancos, das operadoras móveis, aos horários dos comboios, aos nºs. do euro milhões, às farmácias de serviço e um sem número de coisas. Serve assim como índice de sites a um sem número de utilidades.
Click
http://www.indeks.pt/
Vale a pena divulgar porque se não for utilizada, poderá desaparecer o que é uma pena.
Aqui vai o endereço de uma página muito completa e que dará jeito para todos, pois pode-se saber chegadas de aviões, ler os jornais, aceder aos sites dos bancos, das operadoras móveis, aos horários dos comboios, aos nºs. do euro milhões, às farmácias de serviço e um sem número de coisas. Serve assim como índice de sites a um sem número de utilidades.
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http://www.indeks.pt/
Vale a pena divulgar porque se não for utilizada, poderá desaparecer o que é uma pena.
Quinta-feira, Maio 24, 2012
ISABEL LEGUÉ UMA PROFESSORA COM BOM SENSO
O DN do dia 25/05/2012 na página 55 traz um notável artigo de opinião que deveria ser de leitura obrigatória a todos quantos trabalham no Ministério da Educação, Ministro incluído. Trata-se de um artigo de opinião escrito pela Professora Isabel Legué, Directora da Escola Secundária com 3º Ciclo EB Rainha D. Amélia. O título do artigo é: “Casamento de conveniência ou desunião de facto” e tem muito mais que ver com Educação e Política do que à primeira vista pode parecer.
Dos Ministros (e sobretudo daqueles que vivem nas grandes cidades afastados da realidade) não espero grandes coisas. Mas também não seria mau que os sindicalistas (ou aqueles que lama em nome da educação) o lessem.
A autora fala de escolas, fala de compreendê-las e de perceber como elas têm de funcionar para poderem gerir conflitualidades sempre latentes e colaborar na organização dos meios e dos métodos para levar a bom porto projectos educativos que façam dos nossos filhos Homens do Futuro, com a cabeça arejada de maneira a poderem fazer opções que os distinguem dos demais animais que habitam este planeta.
Amo a Escola capaz de tornar jovens em seres humanos com capacidades de discernimento. Seres humanos úteis à sociedade e que saibam dizer não quando a sociedade se aproveita dele e os torna descartáveis.
A Professora Isabel Legué fez reviver em mim tudo isto e encher-me de esperança num momento em que parece ser tão difícil falar de escola sem ser por puro oportunismo.
O DN do dia 25/05/2012 na página 55 traz um notável artigo de opinião que deveria ser de leitura obrigatória a todos quantos trabalham no Ministério da Educação, Ministro incluído. Trata-se de um artigo de opinião escrito pela Professora Isabel Legué, Directora da Escola Secundária com 3º Ciclo EB Rainha D. Amélia. O título do artigo é: “Casamento de conveniência ou desunião de facto” e tem muito mais que ver com Educação e Política do que à primeira vista pode parecer.
Dos Ministros (e sobretudo daqueles que vivem nas grandes cidades afastados da realidade) não espero grandes coisas. Mas também não seria mau que os sindicalistas (ou aqueles que lama em nome da educação) o lessem.
A autora fala de escolas, fala de compreendê-las e de perceber como elas têm de funcionar para poderem gerir conflitualidades sempre latentes e colaborar na organização dos meios e dos métodos para levar a bom porto projectos educativos que façam dos nossos filhos Homens do Futuro, com a cabeça arejada de maneira a poderem fazer opções que os distinguem dos demais animais que habitam este planeta.
Amo a Escola capaz de tornar jovens em seres humanos com capacidades de discernimento. Seres humanos úteis à sociedade e que saibam dizer não quando a sociedade se aproveita dele e os torna descartáveis.
A Professora Isabel Legué fez reviver em mim tudo isto e encher-me de esperança num momento em que parece ser tão difícil falar de escola sem ser por puro oportunismo.
Quarta-feira, Maio 23, 2012
KATRASTROIKA
Imperdível. Para quem quer tentar perceber o que ocorre à sua volta. Quando se começa a ver, não se consegue parar tal a nossa emoção ao sabermos o porquê das coisas.
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=Qam7h1jMIwI#!
Imperdível. Para quem quer tentar perceber o que ocorre à sua volta. Quando se começa a ver, não se consegue parar tal a nossa emoção ao sabermos o porquê das coisas.
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=Qam7h1jMIwI#!
Terça-feira, Maio 22, 2012
MIGUEL RELVAS
Reproduzo, antes de comentar o comunicado do Sindicato dos Jornalistas:
«Acusações a Miguel Relvas devem ser esclarecidas
1. A Direcção do Sindicato dos Jornalistas tomou conhecimento com enorme perplexidade e profunda preocupação do teor de um comunicado do Conselho de Redacção do “Público” segundo o qual o ministro adjunto e dos Assuntos Parlamentares ameaçou promover um boicote informativo de todos os ministérios àquele jornal e divulgar na Internet dados da vida privada de uma jornalista ao serviço desta publicação.
2. A serem verdadeiras, as imputações feitas pelo CR ao Dr. Miguel Relvas revestem uma gravidade extrema, desde logo pela circunstância de ser um titular de um cargo público, além do mais ministro, e especialmente por ser o membro do governo responsável pela área da Comunicação Social. A confirmarem-se, o Dr. Miguel Relvas deixaria de ter condições para manter-se no Governo, e muito especialmente com as responsabilidades governativas que tem.
3. Considerando que os factos denunciados pelo CR do “Público” devem ser cabalmente esclarecidos e que desse esclarecimento devem ser extraídas todas as consequências, a Direcção do SJ vai pedir ao Conselho Regulador da Entidade Reguladora para a Comunicação Social e à Comissão para a Ética, a Cidadania e a Comunicação da Assembleia da República a averiguação urgente das imputações feitas.
4. A Direcção do SJ considera que incidentes desta natureza devem ser esclarecidos com toda a profundidade e com toda a transparência, de modo a que não restem quaisquer dúvidas sobre os factos, e se possa agir em conformidade, como é exigível num Estado de Direito.
5. A Direcção do SJ manifesta a sua solidariedade para com a jornalista Maria José Oliveira e para com o Conselho de Redacção do “Público”, em especial pela coragem manifestada no cumprimento de um dever fundamental dos jornalistas – o de denunciar o que consideram serem tentativas de condicionar e limitar o exercício da sua missão profissional.
Lisboa, 18 de Maio de 2012
A Direcção»
Recordo as acusações feitas ao Governo anterior de manipular a imprensa. Recordo que este Ministro tem a tutela da Imprensa. Recordo que o Público “aceitou” não divulgar o que a jornalista tinha escrito. Recordo que não deve haver nada tão grave na vida de ninguém, como o facto de tendo pertencido a Governos ou a maiorias e ser hoje indiciado como arguido com a acusação de assassínio, ou de roubo de milhares de milhões de euros.
Recordo que o Gil Vicente e o António Aleixo. Recordo a quem ler este texto que todas as TVs têm um comando com uns botões que permitem mudar de canal, quando esta gentinha fala.
Reproduzo, antes de comentar o comunicado do Sindicato dos Jornalistas:
«Acusações a Miguel Relvas devem ser esclarecidas
1. A Direcção do Sindicato dos Jornalistas tomou conhecimento com enorme perplexidade e profunda preocupação do teor de um comunicado do Conselho de Redacção do “Público” segundo o qual o ministro adjunto e dos Assuntos Parlamentares ameaçou promover um boicote informativo de todos os ministérios àquele jornal e divulgar na Internet dados da vida privada de uma jornalista ao serviço desta publicação.
2. A serem verdadeiras, as imputações feitas pelo CR ao Dr. Miguel Relvas revestem uma gravidade extrema, desde logo pela circunstância de ser um titular de um cargo público, além do mais ministro, e especialmente por ser o membro do governo responsável pela área da Comunicação Social. A confirmarem-se, o Dr. Miguel Relvas deixaria de ter condições para manter-se no Governo, e muito especialmente com as responsabilidades governativas que tem.
3. Considerando que os factos denunciados pelo CR do “Público” devem ser cabalmente esclarecidos e que desse esclarecimento devem ser extraídas todas as consequências, a Direcção do SJ vai pedir ao Conselho Regulador da Entidade Reguladora para a Comunicação Social e à Comissão para a Ética, a Cidadania e a Comunicação da Assembleia da República a averiguação urgente das imputações feitas.
4. A Direcção do SJ considera que incidentes desta natureza devem ser esclarecidos com toda a profundidade e com toda a transparência, de modo a que não restem quaisquer dúvidas sobre os factos, e se possa agir em conformidade, como é exigível num Estado de Direito.
5. A Direcção do SJ manifesta a sua solidariedade para com a jornalista Maria José Oliveira e para com o Conselho de Redacção do “Público”, em especial pela coragem manifestada no cumprimento de um dever fundamental dos jornalistas – o de denunciar o que consideram serem tentativas de condicionar e limitar o exercício da sua missão profissional.
Lisboa, 18 de Maio de 2012
A Direcção»
Recordo as acusações feitas ao Governo anterior de manipular a imprensa. Recordo que este Ministro tem a tutela da Imprensa. Recordo que o Público “aceitou” não divulgar o que a jornalista tinha escrito. Recordo que não deve haver nada tão grave na vida de ninguém, como o facto de tendo pertencido a Governos ou a maiorias e ser hoje indiciado como arguido com a acusação de assassínio, ou de roubo de milhares de milhões de euros.
Recordo que o Gil Vicente e o António Aleixo. Recordo a quem ler este texto que todas as TVs têm um comando com uns botões que permitem mudar de canal, quando esta gentinha fala.
Segunda-feira, Maio 21, 2012
ÊXITO
Ontem à noite entre outros programas de televisão, destaco um em que eram atribuídos prémios a pessoas das diferentes áreas do espectáculo que se teriam distinguido no ano passado, segundo os padrões de um júri escolhido por uma determinada empresa que trabalha nesse campo.
É óbvio que a generalidade dos vencedores são figuras de primeira página daquele grupo empresarial. Como prova de exaltação final a figura de excelência escolhida foi o proprietário da empresa, donde se conclui da isenção deste tipo de escolhas e prémios.
Mas o que mais me perturbou, foi o facto de alguns premiados não só terem aceite os prémios como na hora de os receberem, fizeram discursos de ofendidos pelo facto de o Governo Português subalternizar a “cultura” nesta época de conjuntura económica desfavorável. Repito. Receberam o prémio e fizeram o discurso de ofendidos, após desfilarem na passadeira do “glamour”. Não recusaram a sua indigitação. Não recusaram o prémio. Passearam-se naquela parola festa de estrelas. E no fim, tarartatara e por aí fora…
De facto a grandeza dos Homens e Mulheres avalia-se para além do óbvio. Ser capaz de ser firme e erecto na hora da bajulação é mais do que é possível para os que se tornam imortais.
Ontem à noite entre outros programas de televisão, destaco um em que eram atribuídos prémios a pessoas das diferentes áreas do espectáculo que se teriam distinguido no ano passado, segundo os padrões de um júri escolhido por uma determinada empresa que trabalha nesse campo.
É óbvio que a generalidade dos vencedores são figuras de primeira página daquele grupo empresarial. Como prova de exaltação final a figura de excelência escolhida foi o proprietário da empresa, donde se conclui da isenção deste tipo de escolhas e prémios.
Mas o que mais me perturbou, foi o facto de alguns premiados não só terem aceite os prémios como na hora de os receberem, fizeram discursos de ofendidos pelo facto de o Governo Português subalternizar a “cultura” nesta época de conjuntura económica desfavorável. Repito. Receberam o prémio e fizeram o discurso de ofendidos, após desfilarem na passadeira do “glamour”. Não recusaram a sua indigitação. Não recusaram o prémio. Passearam-se naquela parola festa de estrelas. E no fim, tarartatara e por aí fora…
De facto a grandeza dos Homens e Mulheres avalia-se para além do óbvio. Ser capaz de ser firme e erecto na hora da bajulação é mais do que é possível para os que se tornam imortais.
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