quinta-feira, dezembro 08, 2016


COMO FUNCIONAM AS COISAS

 

Eu disse ao meu sobrinho: "Você casaria com a "garota" que eu escolher ?"


Ele disse: "NÃO !"

 Então eu disse-lhe: "Olha que ela é filha do Bill Gates !"

 Então ele respondeu prontamente: "Nesse caso, claro que SIM !"

 Então eu liguei para o Bill Gates e disse-lhe: "Quero casar o meu sobrinho com a sua Filha !"

 O Bill Gates disse: "NÃO !"

 Então eu disse-lhe: "Olhe que ele é Director do Banco Mundial !"

 O Bill Gates respondeu prontamente: "Nesse caso, "SIM !"

 Então eu liguei para o Presidente do Banco Mundial e disse-lhe: "Quero que você nomeie o meu sobrinho, "Director do seu Banco !

 Ele disse: "NÃO ! "

 Então eu disse-lhe: "Olhe que ele é genro do Bill Gates !"

 Então o Presidente do Banco Mundial respondeu: "Ok, ok. Vou já arranjar-lhe um "gabinete" e ele toma posse no princípio da próxima semana !"

É EXACTAMENTE ASSIM QUE FUNCIONA A "POLÍTICA" ! ! !

quarta-feira, dezembro 07, 2016

ACADEMIA SUECA RETIRA O PRÉMIO A BOB DYLAN E ATRIBUI O NOBEL DA LITERATURA A...
JORGE JESUS!*
ACADEMIA SUECA RETIRA O PRÉMIO A BOB DYLAN E ATRIBUI O NOBEL DA LITERATURA A JORGE JESUS DEPOIS DA FRASE: "Não temos sido bocejados pela sorte"
A Academia Nobel ficou deliciada com o novo tesouro linguístico de Jorge Jesus após a partida com o Dortmund. O treinador do Sporting disse: "- Não temos sido bocejados pela sorte", tentando justificar a derrota que colocou o Sporting com um pé fora da Liga dos Campeões.
Um medíocre como o Bob Dylan teria dito: "Não temos sido bafejados pela sorte". Mas Jorge Jesus vai mais além. Ele criou uma cena nova. Poesia das canções já passou. Jesus é o artesão da palavra usada por engano. A palavra improvisada. A flash interview como performance artística. Uma pessoa que está triste porque a sorte não produz o sono que ele desejava. É bonito, é ingénuo, é puro, é infantil. O engano produz metáforas de grande beleza. A palavra errada como forma sublime de arte. "Nada é mais humano que isso", justificou a Academia Nobel.


Jorge Jesus, como génio inacessível que é, vai manter o mistério e criar burburinho e só vai atender o telefonema da Academia Nobel depois do jogo contra o Legia depois de 6 de Dezembro.
*Recolhido de email que recebi de fonte +/- anónima

terça-feira, dezembro 06, 2016


A DEUS O QUE É DE DEUS…

A JUNTA DE FREGUESIA DE PENICHE hoje, não tem nada a ver com a Freguesia de Santa Maria da Ajuda de Peniche criada em 1516. Até porque o sentido de Freguesia de hoje nada tem a ver com o sentido de Freguesia de antanho. Éramos fregueses da religião, era aí nas Igrejas que se considerava a existência dos cidadãos (o livro Sociedade e Governança de Ana Batalha é exemplarmente ilustrativo disso mesmo). Hoje é a Sociedade Civil quem é responsável social da vida dos cidadãos, limitando-se a Igreja ao assento religioso dos seus fiéis.
Se consigo perceber pois que a Paróquia de Peniche celebre esse facto, já não consigo perceber que se faça uma tentativa espúria de misturar as duas coisas da forma como é feito.

O panfleto que serve de CONVITE ao dizer que se celebra os “500 ANOS DA FREGUESIA DE PENICHE”, está a colaborar numa mistificação para dar lugar à celebração politica pelas forças do poder executivo do Concelho.

Já custa ver autarcas em exercício a segurarem o chapéu-de-chuva dos padres que nos impõem nas procissões, quanto mais ver agora o Presidente da Junta em quem votei a servir de pau-de-cabeleira de cerimónias religiosas.




Quanto ao Presidente da Câmara já nada me espanta. Desde que seja qualquer coisa em que o seu ego se possa alimentar, é na boa.

Que os autarcas católicos praticantes celebrem os 500 anos da FREGUESIA DE SANTA MARIA DA AJUDA, não tenho nada a opor. Mas já não aceito de todo que convidem um nado e criado da Freguesia de S. Sebastião (eu próprio) para uma comemoração que em si mesma encerra aquilo que não é.

Para já não falar da separação da Religião do Estado, devidamente consagrada na Constituição da República Portuguesa. 

 

LEI DA LIBERDADE RELIGIOSA

ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA

Lei n.o 16/2001 de 22 de Junho

Artigo 3.º - Princípio da separação

As igrejas e demais comunidades religiosas estão separadas do Estado e são livres na sua

organização e no exercício das suas funções e do culto.

Artigo 4.º - Princípio da não confessionalidade do Estado

1 — O Estado não adopta qualquer religião nem se pronuncia sobre questões religiosas.

2 — Nos actos oficiais e no protocolo de Estado será respeitado o princípio da não

confessionalidade.

3 — O Estado não pode programar a educação e a cultura segundo quaisquer directrizes

religiosas.

 

 

segunda-feira, dezembro 05, 2016


AINDA A MINHA RUA

Olho para a minha rua e revejo-me no tempo que passou. Resto eu e a D. Lelé Salvador desses tempos dos idos de 40 e 50 do século passado.

Volto a esses tempos pelas razões mais absurdas. Ou talvez não. Ainda ouço os sons das vozes da Maria da Boa Viagem e do Tóino Roncolho como nós o chamávamos pelo som característico da sua voz.
Ainda sinto o palpitar da rua lá de trás onde tinha mais amigos a juntar aos da minha porta. O Idinho e o Zezé faziam parte do grupo mais próximo. Quantas vezes fazíamos incursões ao Jardim para jogar ao berlinde.
Em minha casa ou na casa da minha avó, ouço os gritos estridentes da Maria Algarvio desaparecida no ano em que nasceu a minha filha. Abria a porta do quintal e chamava:

“- Menina Guilhermina? Posso tirar água?” Num tempo em que só muito poucos tinham água canalizada. A grande maioria das pessoas da minha rua ia à bica do largo de S. Paulo.
Na minha rua palpitavam os sons das mulheres que em casa tratavam das suas lides, as rendas de bilros, os almoços para os filhos e seus homens. Iam e vinham a caminho da loja do Zé Ferreira. Ou ao depósito do vinho.

Começava muito cedo o dia na minha rua. Viúvas e não só tinham a missa das almas às 6 da manhã.

Depois era o dia-a-dia das mulheres que trabalhavam na ribeira e dos seus maridos que iam para o mar. Os filhos ou iam para a Escola (os mais afortunados), ou iam para a Ribeira tentar arranjar uns peixes na “cadonga”.

Gosto da minha rua. E quando passo nela sinto todos esses sons que me trazem de volta os meus amigos de criança. O Chico Zé e o Fanana. O Tozé e o Rebordão. O Marciano, O Jacinto e o Alberto. O Xico Marques. Todos eles pertenciam à “companhia” do Zé Acúrsio. E era vê-los em lutas campais com o pessoal do Campo de Torre e os do campo do Zé Seco. Em épocas sazonais dedicavam-se a apanhar pássaros à palma com “chamarizes” que cuidavam com carinho apesar da sua brutalidade inata.    

Recordo o meu pai a vir da oficina e a minha mãe a chamar-me para o almoço. Recordo tantas raparigas que nesse tempo aprendiam a costura com a minha mãe e que colaboraram com os seus cuidados na minha educação.

A minha rua foi e é o meu porto seguro. 

 

domingo, dezembro 04, 2016


E VIVA O ALENTEJO

 

- Oh mulher, não posso atender agora, estou a conduzir

quarta-feira, novembro 30, 2016


QUE ASSUNTO SE SEGUE?

A Caixa já foi. O OE2017 já era. Os cortes orçamentais não existiram. A “coisada” vai deslizando. Entretanto os falsos cursos agora é o próprio governo que os descobre e penaliza. A sanha persecutória dos jornalistas que se masturbam intelectualmente com não-assuntos, vai perdendo força e espaço de manobra.

Os alunos do 4º ano afinal até têm resultados interessantes a Matemática. O que é lixado para os jornalistas é não poderem atribuir o sucesso a nenhum ministro visível. Como se fosse um ministro ou um governo responsáveis por isso.

Como estes jornalistas que buscam a agulha no palheiro foram péssimos alunos, não conseguem perceber que o que determina os resultados de uma alteração programática, que atinge novas didáticas, novas pedagogias, novos currículos, novos contextos sociais, novos modelos de interacção das comunidades com as escolas, novos cruzamentos multiculturais, tudo isso é gerador de alterações profundas que só se começam a verificar no mínimo ao fim de 2 gerações.

O destruir de conceitos tem nome. O sucesso nunca tem. A obtenção de resultados positivos não é atribuível. A destruição de uma cultura e de uma pedagogia que permita a formação integral do homem é sempre passível de ter um nome.