sexta-feira, abril 19, 2019

UMA PÁSCOA LINDA E CHEIA DE TERNURA E AMOR

quarta-feira, abril 17, 2019

O QUE MUDOU NO SISTEMA EDUCATIVO PORTUGUÊS EM 50 ANOS
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domingo, abril 14, 2019


LEGIÃO PORTUGUESA

A Legião Portuguesa (LP) constituiu uma organização nacional, integrando uma milícia, que funcionou durante o período do Estado Novo em Portugal.

A LP era um organismo do Estado, normalmente dependente do Ministério do Interior. Em caso de guerra ou de emergência grave poderia passar para a dependência do ministro da Defesa Nacional.

Podiam pertencer à LP os Portugueses, de ambos os sexos, com mais de 18 anos de idade que tomassem, sob juramento, o compromisso de servir a Nação de harmonia com os intuitos do movimento gerador da organização. Os membros da LP formavam o movimento nacional legionário. Os legionários com instrução militar e fazendo parte das forças da LP constituíam a milícia legionária.

Criada em 1936 com o objetivo de "defender o património espiritual da Nação e combater a ameaça comunista e o anarquismo", a partir da década de 1940 a LP passou a ser essencialmente uma organização de defesa civil. A LP foi extinta no próprio dia do 25 de abril de 1974. In wikipédia

O meu pai começou como mecânico trabalhando para o meu tio-avô José do Rosário Leitão (Zé Baterremos) que tinha uma loja de peixe na Ribeira (A Amiga de Peniche). Passado algum tempo foi trabalhar para o Sr. Manuel Correia. Então, a certa altura (em 1951) decidiu começar a trabalhar por conta própria e alugou um espaço para a oficina na Cerca Andrade, por detrás da Escola nº1. Tratou então dos aspectos legais e é aqui que fica a conhecer uma das facetas do Estado Novo. Para que a oficina possa funcionar legalmente tem de ter autorização da Legião Portuguesa, um dos braços vigilantes do regime instituído por Salazar em 28 de Maio. Das suas exigências dou-vos uma amostragem com os documentos que então foram atingindo o meu pai na sua vontade de se autonomizar profissionalmente. 

 






quarta-feira, abril 10, 2019


VIAGEM NO TEMPO

(A UM TEMPO EM QUE NÃO HAVIA INTERNET NEM TELEMÓVEIS)

Em 1961 fui estudar para Lisboa. Já lá estava há 4 anos o meu irmão. Porque tinha ocorrido uma má experiência com a ida do meu irmão para o Técnico o meu pai decidiu não interferir em nada na minha ida para lá. Onde ia ficar, onde comia, como lavava a roupa e como me deslocava para a Escola teria de ser a minha descoberta. Acresce para que percebam as dificuldades que encontrei que só tinha ido uma vez a Lisboa com o meu pai e a minha mãe. Quando disse ao meu pai que nem sequer sabia como me havia de movimentar para ir à Escola fazer a matrícula e procurar quarto, o meu pai só me disse que perguntasse aos polícias.

E assim foi. De polícia em polícia lá cheguei à escola e consegui arranjar um quarto. Cheguei a Peniche como se fosse um vencedor.

Foi então que o meu pai me disse qual era a condição dele para eu lá estar. Teria de passar de ano. Quando chumbasse acabavam os estudos em Lisboa. Deu-me ainda um conselho, para eu ter um grande controlo sobre o dinheiro que gastava. Ele dava-me dinheiro para o mês e eu teria de pagar tudo o que gastasse desse dinheiro. Faz contabilidade disse-me o meu pai.

Então decidi escrever todo o dinheiro que gastasse, e no fim do mês enviar-lhe a conta corrente das minhas despesas.

Depois do meu pai morrer ao ver as coisas que estavam na secretária dele fui encontrar a minha correspondência para ele desde que saí de casa e entre essas cartas fui encontrar as minhas despesas dos meus primeiros 2 anos de Lisboa. Escolhi aleatoriamente umas quantas para vos mostrar. Isto parece ridículo nos dias de hoje. Pelos valores envolvidos. Pelas despesas efectuadas. Pelo seu relato. Mas são coisas que me ajudaram a crescer como pessoa e me permitiram nunca perder de vista a minha relação com os meus pais e quanto lhes devia. Hoje tudo isto parecerá absurdo. Mas será?






segunda-feira, abril 08, 2019


EM PENICHE 112 ANOS DEPOIS

A publicação é do jornal “O Volante” de 1951 e é um motivo para nos sentirmos felizes.

Nossa terra era em 1907 um destino para alguns dos iniciadores do movimento automóvel em Portugal.

A notícia só por si já é motivo de destaque. A razão objectiva da deslocação da viatura automóvel a Peniche, seria o lançamento da 1ª pedra do sanatório marítimo. Este seria único em Portugal. Tão único que nunca se construiu.

domingo, abril 07, 2019


NO DOMINGO…
Pensamentos de quem não tem nada para fazer








últimas palavras de Cristo aos alentejanos



sexta-feira, abril 05, 2019


 SEM TIRAR NEM PÔR...
(Na sequência da postagem de ontem)
Diálogo entre Colbert e Mazarino durante o reinado de Luís XIV, na peça teatral Le Diable Rouge, de Antoine Rault:

Colbert: - Ah, sim? Mas como faremos isso, se já criámos todos os impostos imagináveis?
Mazarino: - Criando outros.
Colbert: - Mas já não podemos lançar mais impostos sobre os pobres.
Mazarino: - Sim, é impossível.
Colbert: - E sobre os ricos?
Mazarino: - Os ricos também não. Eles parariam de gastar. E um rico que gasta faz viver centenas de pobres.
Colbert: - Então como faremos?
Mazarino: - Colbert! Tu pensas como um queijo, um penico de doente! Há uma quantidade enorme de pessoas entre os ricos e os pobres: as que trabalham sonhando enriquecer, e temendo empobrecer. É sobre essas que devemos lançar mais impostos, cada vez mais, sempre mais! Quanto mais lhes tirarmos, mais elas trabalharão para compensar o que lhes tiramos. Formam um reservatório inesgotável. É a classe média!