sábado, setembro 24, 2016


CANÇÕES DO CÉGUINHO

 

Há muitos, muitos anos atrás, era eu um menino pequenino, apareciam em Peniche casais em que um deles era cego e tocava um instrumento musical e o outro elemento cantava uns versos que normalmente relatavam uma história de amor, uma história de faca e alguidar como antes se dizia. No fim da cantiga o que não era cego circulava perante o público que os ouvia e ia vendendo uns folhetos onde constava a cantiga que fora cantada.

É uma parte de um desses folhetos que hoje vos trago. Quadras de pé quebrado que emocionam pela ternura que encerram.

sexta-feira, setembro 23, 2016


PAI-NOSSO

 

Segundo eu

 

meu Pai que estás para onde foste

que eu respeite o teu nome e valores

que todas as pessoas mereçam segundo

a Paz e Amor que distribuírem

ajuda-me a encontrar os caminhos da justiça

e livra-me a mim e aos meus de males futuros

 

Segundo Mateus

 

Pai nosso nos céus,

seja santificado o teu nome.

Venha o Teu reino,

faça-se a Tua vontade;

assim no céu, também “assim”

na terra.

Dá-nos hoje o pão de

amanhã.

E perdoa-nos as nossas dúvidas,

tal como nós perdoamos aos

nossos devedores;

e não nos leves para sermos

postos à prova,

mas livra-nos do iníquo.

 

Segundo Lucas

 

Pai,

seja santificado o teu nome.

Venha o teu reino.

Dá-nos cada dia o nosso pão de amanhã.

E perdoa os nossos erros,

pois nós também perdoamos a

quem nos está a dever.

E não nos leves para a tentação.

 

quarta-feira, setembro 21, 2016


“HOMENS BONS”
Este é o título de um recente best-seller, da autoria de um autor natural de Espanha, de seu nome Arturo Pérez-Reverte.
Para quem ficar com curiosidade sobre este livro e seu autor, encontra-o em Peniche à venda no Continente.
O autor foi jornalista (repórter de guerra) até 1994, tendo acompanhado os conflitos que assolaram o médio oriente e a Europa onde foi beber o nojo que parece ser o sentimento que mais flui nele quando fala de violência e de maldade.
Só muito tarde (aos 35 anos) se dedicou à escrita e com 60 anos de idade já é membro desde 2003 da Real Academia Espanhola.
O livro é um relato de uma viagem que 2 homens fazem em segredo no século XVIII para levar para Espanha a Enciclopédia Francesa de D’Alembert e Diderot.
A viagem é uma luta diária contra inimigos inimagináveis que fazem do obscurantismo e das sombras, os princípios que pretendem fazer vingar no mundo. A essa atitude estes 2 homens bons opõem a lucidez, a fé e a razão.
Segundo o autor: “Em tempos de trevas, sempre existiram homens bons que lutaram pela luz e pelo progresso. E não faltou também quem quisesse impedi-los”
Por tudo isto e por tudo o que fica por dizer, merece a pena comprar e ler este livro.

terça-feira, setembro 20, 2016


ESCREVER E LER LIXO

José António Saraiva escreveu em rascunho, confidências que lhe foram feitas em privado por figuras públicas portuguesas sobre outras figuras públicas.

Existem alguns aspectos que levantam dificuldades de entendimento. Tem ao que parece mortos a falarem sobre vivos ou vice-versa. Depois o relato de cenas de alcova de algun(s) político(s) que mesmo sendo figuras públicas não deixam de ter vida privada.

Vícios privados, públicas virtudes.

Se o fulano de tal põe o rabinho a jeito, ou se o JAS dá uma queca às 4ª Feiras na mesa da sua cozinha por ser supersticioso, são assuntos que não relevam para mim. A não ser que limpem o aparelho sexual a um diploma legal que irá para análise da AR e aí já me ofende como cidadão a falta de respeito pelo que me irá lixar a vida.

E quem é que vai apresentar este circo de horrores? Quem é? Claro. Só poderia ser o Passos Coelho. O próprio. Não me admira. Ele “curte” chafurdar. Acredito que o livro do JAS seja durante uns tempos o seu livro de cabeceira.

Que ninguém se admire ou se questione. Está tudo bem quando acaba em bem.    

 

domingo, setembro 18, 2016


 

RUBÉOLA, SARAMPO, MALÁRIA, VARÍOLA, POLIOMIELITE, DIFTERIA, RAIVA HUMANA
Falar de todas estas doenças erradicadas definitivamente de Portugal é falar do SNS (SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE) que Pedro Passos Coelho e seus apoiantes tudo têm feito para com constrangimentos sucessivos acabar no nosso país, entregando aos privados a saúde dos portugueses.

Seria interessante que os defensores do sector privado publicassem os resultados do SNS na saúde das crianças desde 1974 até agora.

Não é o sector privado que em defesa do lucro levava o nosso país a este milagre da medicina.
Somos hoje na Europa o país com menor taxa de mortalidade infantil e aquele que mais doenças epidémicas foi capaz de eliminar.

É que eliminar a rubéola é também eliminar as malformações dos fetos em grávidas que  

Se aproximem de pessoas infectadas.

E por aí fora.

Acabar com a guerra, eliminar a censura (mesmo com o direito a dizer asneiras), um sistema educativo que não tem comparação com o que existia antes do 25 de Abril, com os filhos dos portugueses divididos entre ricos e pobres, e esta vitória fantástica do SNS são valores que me cumpre realçar e chamar a atenção para ela. É claro que os facebooks e merdas afins não dirão nada sobre isto.
É claro que ao “Correio da Manhã” esta notícia não interessa.

É claro que às tvs interessa mais o crime do filho do embaixador (que dá para 8 dias de abertura de noticiários) do que abrir os telejornais com as doenças epidémicas que o SNS erradicou de Portugal.

E levar à TV vitimas da Varíola, da Poliomielite, do Sarampo e da Rubéola que no passado arrasaram milhares de famílias. E levá-las a dizer aos seus concidadãos a felicidade que é não existirem no futuro crianças e famílias que tiveram que passar pelo mesmo que elas.

Que o avanço da ciência e o trabalho de abnegados servidores do SNS seja digno de nota de mérito.

sábado, setembro 17, 2016

MEMÓRIAS DO PASSADO II
Derrubado o "anciene regime" é hora de dar corda aos sapatos e começarem os novos senhores a tratar das sua vidinhas. Há que satisfazer apetites. 2 anos depois do 23 de Abril começamos a perceber os intuitos de muitos dos novos democratas. Registe-se então aqui um comunicado de uns quantos penicheiros, indignados com os que "nomearam" (?) para o exercício de cargos públicos e que tão mal agradecidos pareciam estar.


sexta-feira, setembro 16, 2016

MEMÓRIAS DO PASSADO
Este sábado e este domingo vou publicar panfletos políticos (e não só) que em Portugal e em Peniche em particular faziam do 25 de Abril um aviso à navegação. Quem naquele tempo estivesse atento podia adivinhar o que o futuro iria ser.
O 1º é um panfleto político-partidário saído em Lisboa: