quarta-feira, fevereiro 27, 2013

DO PRINCÍPIO DA INCERTEZA À TEORIA DO CAOS
Apesar de ter sido professor nunca quis de forma directa explicar matérias à minha filha. E quando os resultados não eram tão bons quanto aquilo que ela desejaria, ensinei-lhe um princípio que me pareceu importante entre outros: - a melhor classificação é o 3; a partir daí é sempre a subir. Só admiti a possibilidade de ela poder ter um explicador em relação a uma matéria específica do 12º ano de Matemática em que por razões diversas ela se sentia menos segura. Consolidados os conhecimentos necessários, terminaram de todo as explicações.
Sempre optei por lhe dar princípios gerais sem os quais nunca teria tido êxito nas aprendizagens que tem feito ao longo da vida.
Enttre esses princípios está o de que não se pode ser capaz de compreender a Matemática sem fazer uma aprendizagem segura da língua materna. E no entanto vão ministros e vêm ministros, fazem-se reformas atrás de reformas, vejo-os a perorarem sobre exigências nas aprendizagens, mas até hoje salvo no período do lançamento da Reforma de Veiga Simão, nunca houve a preocupação de fazer a concordância entre os conhecimentos necessários em Português para poder fazer florescer os recursos matemáticos. Assim é que até hoje vinquei sempre muito bem junto da Maria que não se pode ser bom aluno em Matemática se não se tiverem os conhecimentos adequados em Português. Como poder desenvolver uma equação sem dominar a língua materna?

Outro conceito que tentei transmitir à minha filha foi o de que para treino das capacidades abstractivas para quem quer ir para uma Universidade as disciplinas mais importantes são a filosofia e a Geometria Descritiva. São fundamentais para o desenvolvimento do raciocínio lógico. É claro que subjacentes a estes dois conceitos está sempre um princípio que é o de que quem não perceber, comprender e valorizar a parte inicial das aprendizagens, nunca chegará a lado nenhum.
O último dos princípios é de que só Universidades públicas em Portugal merecem o nosso crédito. Está bem. Faço uma excepção para a Católica em algumas áreas. O RESTO NÃO MERECE O NOSSO EMPATE DE CAPITAL. São escolas para empregados de balcão ou caixas de supermercado.
A que vem o princípio da incerteza e a teoria do caos a ver com isto? Tudo. Duvidar para aprender. Analisar para poder criticar. E saber viver num mundo complexo em que só evitam as colisões os que sabem colocar no seu rumo as regras essenciais para que os choques se possam evitar. Quem para abreviar caminho facilita o seu rumo acaba inevitavelmente por colidir com a vida.

segunda-feira, fevereiro 25, 2013

“MUSGO E CALIÇA DA MEMÓRIA”
Este é o título de um livro de Manuel da Costa Cintrão, natural de Marinha das ondas e que conheci por força de contactos que desenvolvemos por via de uma fota de mulheres da Leirosa que publiquei no meu Blog.
O musgo é o dos presépios e o de um tempo que urge transmitir às gerações actuais e vindouras. A caliça é a das casas que eram construídas pelos que faziam do lar um sitio de encontro e de transmissão oral de saberes.
Este livro é habitado por pessoas que existem mesmo para além do seu tempo real de existência. É descrito em lugares que deixam marcas profundas naqueles que os habitaram.
A Figueira da Foz tem em Cintrão um amigo e um contador de histórias que o tempo irá converter em lendas, à medida que os avanços da tecnologia e o desenvolvimento tecnológico tornarem irreais cada uma destas passadas.
Vivi cada narrativa neste tempo em que o homem e o seu meio contam tão pouco. Obrigado ao Amigo Manuel Cintrão pelos frescos que nos lega.

 

sábado, fevereiro 23, 2013

Uma lição de biologia…
O professor coloca quatro lombrigas em quatro tubos de ensaio separados:
1. A primeira lombriga em álcool;
2. A segunda lombriga em fumo de cigarro;
3. A terceira em esperma;
4. A quarta em água mineral.
No dia seguinte o professor mostra aos alunos o resultado:
1. A primeira lombriga, em álcool, está morta;
2. A segunda, no fumo do cigarro, está morta;
3. A terceira, em esperma, está morta;
4. A quarta, em água mineral, é a única viva e saudável.
O professor comenta que é bastante nítido o que é prejudicial, e pergunta à classe:
- “O que podemos aprender desta experiência?"
 Logo responde o Joãozinho:
- “Quem bebe, fuma e faz sexo não tem lombrigas!”

sexta-feira, fevereiro 22, 2013


EU RECUSO-ME A SER DEMOCRATA NESTE PAÍS DA TRETA

Tremo só de pensar qual é a denúncia nova que vai surgir de 5ª a domingo de cada semana. À 5ª sai a visão, à 6ª sai o Solo e ao sábado o expresso. Competem entre si para nos dar a conhecer os podres do clero e da nobreza (o que equivale a dizer da classe política).

E o que é engraçado é que eles põem-se mesmo a jeito. São danadinhos para o escândalo. Os miseráveis (não me refiro ao filme) que pertencem ao povo são apanhados, os outros pavoneiam-se em palácios, ou em conselhos de administração. E o que é mais curioso ainda é que um número considerável deles foi “AJUDANTES” do actual presidente da república. Desculpem-me não escrever pr com maiúsculas, mas sinto uma certa dificuldade.

Olho e ouço os noticiários e assisto diariamente ao aldrabão do 1º ministro que chegou ao poder dizendo que não aumentava impostos e que derrubou o anterior governo por causa de um tal de PEC 4, a informar-nos que vamos pagar mais e mais e mais. O tal das finanças não passou na 4ª classe em matemática e erra todos os cálculos que faz. Um que parece ser da educação de adultos, que passava a vida a dizer cobras e lagartos dos anteriores ministros, convive de mão dada com um tal das segundas oportunidades licenciado em menos tempo, do que aquele que leva a palitar os dentes.

Esta escumalha toda não tem direito a falar. Têm de ser calados onde quer que estejam. Se é para mentir, calem-se. Se é para nos roubar, calem-se. Se é para nos atirar para a fome e aos nossos filhos e aos nossos netos, calem.se.

E se não se calarem a gente cala-os. A cantar. A gritar. A assobiar. Á vassourada. Com sacos xeios de merda. Com ovos podres. Afinal esta gentinha utiliza as liberdades democráticas para nos transformarem em seres vegetativos. Eu por mim acho que eles não podem falar. E tem o meu apoio quem quer que seja que os cale e se possível para sempre.

quinta-feira, fevereiro 21, 2013

E SE SORRIRMOS UM POUCO?
Um tigre e um ouriço têm ambos três anos. Qual deles é o mais velho?
O ouriço, porque tem três anos e picos.

Porque é que as galinhas chocam?
Porque não têm travões.
O que acontece quando um elefante se apoia numa pata?
O pato fica viúvo.

Qual foi a primeira coisa que a rainha fez quando chegou ao trono?
Sentou-se.

Sabes porque é que a água foi presa?
Porque matou a sede.

Porque é que o elefante não joga boxe?
Porque tem medo de levar na tromba.

Porque é que a manteiga não entrou na discoteca?
Porque foi barrada!

Porque é que o canguru entrou para a universidade?
Porque tinha bolsa.

Qual é o animal mais antigo do mundo?
É a zebra, que ainda é a preto e branco.

quarta-feira, fevereiro 20, 2013

O DIREITO À INDIGNAÇÃO
Têm vindo a acentuar-se os sinais de indignação dos mais variados extractos sociais, perante figuras que representam o Governo da República. Hoje mesmo numa Universidade, o mais aldrabão dos seus representantes, ousou enfrentar estudantes universitários. O 1º Ministro veio terçar armas pelo seu amigo e companheiro de jornada. Ficar-lhe-ía bem essa defesa se não se tratasse de defender a honra de um oportunista.
Para além do mais a generalidade dos ministros representa os interesses daqueles que nos torpedeiam com roubos às nossas poupanças, que nos sacam as poupanças, que maltratatam famílias tirando-lhes o lar, que conduzem milhares de pessoas, crianças, adultos e velhos, à fome e à miséria.

Por tudo isto não existe maneira de poder reprovar os jovens que se indignam. Eles estão a manifestar a sua repulsa por gente que os oprime e lhes rouba a dignidade. Nada do que digam ou façam é tão criminoso como o que lhe fazem a eles, enquanto os da pandilha que se abotoaram com milhares de milhões, estão a coberto de paraísos fiscais.
A sua indignação é um grito de alma. É um eco dum cantar de Abril. Que as forças não lhes faltem perante esta canalhada. Quem envia um oportunista para falar numa universidade a estudantes que se esfalfam a trabalhar para poderem ter boas notas e tirar uma licenciatura, quem consegue de forma abusiva em 3 meses tirar uma licenciatura numa universidade privada  que custa milhares de euros aos encarregados de educação dos alunos que a frequentam, não merece ser respeitado e precisa de provar o fel dos que se indignam.

segunda-feira, fevereiro 18, 2013


A TROIKA. O FMI. A UE
Fui ao meu repositório de memórias. Porque é que eu não consegui transmitir aos  meus alunos o que foi este país? Porque é que eu deixei que tudo se tornasse tão igual ao que foi sempre? E que eu julgava varrido das possibilidades de repetição. E fui encontrar o mesmo drama já vivido em tempos idos.
Dedico este reviver do mesmo drama a todos aqueles com quem andei nos sonhos de Liberdade e de Democracia. Estejam eles onde estiverem hoje.
Nesta hora de desespero que ro que os mais jovens acreditem que a luta por dias melhores vale a pena. Não podemos é adormecer. Ouçam isto e acreditem que já vencemos esta batalha.

sábado, fevereiro 16, 2013

AS APARÊNCIAS ILUDEM
O PEDIDO DA AMANTE
Júlio está no Hotel com a amante, curtindo o pós-coito, quando ela resolve interromper o silêncio:
- Júlio, por que não cortas essa barba?
- Ah... se dependesse só de mim... Sabes que minha mulher seria capaz de me matar se eu aparecesse sem barba... ela gosta de mim assim !
- Ora, querido - insiste a amante - Faz isso por mim, por favor...
 - Não sei não, querida.... sabes, a minha mulher ama-me muito, não tenho coragem de a decepcionar...
- Mas sabes que eu também te amo muito... pensa no caso, por favor...
 O tipo continua dizendo que não dá, até que não resiste às súplicas da amante e resolve atender ao pedido.
Depois do trabalho ele passa no barbeiro, em seguida vai a um jantar de negócios e quando chega a casa a esposa já está dormindo.
Assim que ele se deita, sente a mão da esposa afagando o seu rosto lisinho e com a sua voz sonolenta diz:
- Duarte!!! Seu sacana, ainda estás aqui?
- Vai-te embora... O barbudo está quase a chegar !!!

sexta-feira, fevereiro 15, 2013

VOLTAR À VACA FRIA
Fonte próxima do topo da hierarquia municipal, diz-me da injustiça do meu blog sobre a falta de informação dos placards que anunciam obras neste período de campanha pré-eleitoral. Não costumo ter de me retractar. Mas fui de novo fazer a ronda das obras anunciadas.
Verifiquei que fui injusto no caso das obras do Bairro Luís de Camões. O cartaz diz de facto que obras vão ser executadas e onde. Não diz custos. E mente quando dá a entender ser uma obra da  Junta de Freguesia da Conceição Esta cede o pessoal para as obras que é pago pela Câmara Municipal, tal como o custo das obras o é. Coitada da Junta que não tem dinheiro para mandar cantar um cego. Mas enfim embora não completamente esclarecedor, o cartaz enuncia o que no mínimo dos mínimos deve dizer.

Vejamos os outros casos. No caso do Bº do Calvário não tenho de retirar uma linha ao que escrevi. É só propaganda política para incauto ver. Não referencia as casas, não esclarece sobre o tipo de intervenção, não diz quanto custam, nem quem as vai executar. Isto é, não diz nada. Ah, diz que duram 22 meses. Mas não diz a partir de quando. Ou a contagem do tempo já se iniciou?
O caso do anúncio das obras no edifício António Bento, é em tudo igual ao anterior. Nem merece a pena repetir as dúvidas. Mas tem um pormenor surreal. Cpoberto pela vedação está um outro cartaz que pessoas mais curiosas têm tentado ler, afastando para isso a rede que se vai soltando das hastes de aço de fixação. Mas desiludam-se. Esse cartaz escondido (será envergonhado?), limita-se a falar em termos filosóficos dos objectivos da obra (ou do Museu).


 Por último. Dei a volta à vedação da Igreja de S. Pedro. Essa sim em obras desde já. Nem nada a dizer o que lá está a acontecer. E aquela Igreja é Património de todos os cidadãos portugueses. Não é só o dinheiro da Igreja que está em causa. Se é que lá está algum a ser investido.  Quem paga aquilo? Quanto custa? Que obras? O Regulamento das Obres Municipais exige esclarecimentos sobre tudo isto. E exige que esteja lá preto no branco a intervenção do IPAAR na aprovação e fiscalização das obras. Para não acontecer que a talha dourada do altar central da Igreja seja pintado pelos pintores da Câmara Municipal, ou outros semelhantes, a exemplo do que aconteceu na Igreja de S. Sebastião.

E já que estamos a falar de Igreja. Será que a Autoridade Tributária está à porta dos Templos para exigir o recibo dos pagamentos que são feitos pelas missas e outros serviços religiosos? Ah! Ah! Ah!

quinta-feira, fevereiro 14, 2013

A NOVA PIDE/DGS
Sou velho como o Judas. E ser velho tem vantagens e inconvenientes. Ficamos dependentes das capacidades físicas e mentais que se vão diluindo, mas criamos um banco de memórias extraordinário que nos permite fazer juízos críticos com o saber da experiência feito.
Já escrevi neste blog sobre o que eram as licenças de isqueiros. O Salazar (uma figura sinistra que os mais novos já não conheceram), dizia eu que o tal de Salazar para proteger a indústria fosforeira nacional, instituiu uma lei que tornava obrigatório pagar um imposto para poder usar isqueiro. Isto parece absurdo? Mas era mesmo assim. E qualquer autoridade podia aplicar a multa, sendo que uma percentagem da sua cobrança era atribuída ao autuador.
Outra forma de proteger o estado da nação era atribuir prémios aos denunciantes (ou informadores) que informassem sobre quem ou que grupos colocassem em perigo com atitudes palavras ou obras os fundamentos do Estado Novo. Tudo isto vos parece caricato?

Como conceber a ideia de de multar todos os cidadãos ou adquirentes de bens os serviços que não exijam facturas? Passo a ser funcionário do Governo? Tenho de exercer de novo funções fiscalizadoras? E isto aplica-se também a cidadãos estrangeiros europeus ou outros?
Que Estado é este? Isto é constitucional? Fui nomeado fiscal ou informador em nome de quê? Como é possível os deputados da nação deixarem passar uma filha de putice destas? Ah!!! E sou multado se não pedir a factura!
E os ladrões que me sacam o dinheiro que me é devido? O que lhes acontece? Chega de brincarem com a minha dignidade. Sou um cidadão que paga os seus impostos religiosamente e que exige ser tratado com dignidade.
Parem de brincar comigo. Senão quando me levarem tudo, pode ser que eu entre numa via diferente. Recordem-se do “Homem de Kiev”.
Trabalhem e não me agridam mais.
E isto aplica-se a todos vós que vos sentais no Governo ou na Assembleia da República. Nem o Passos Coelho é o Salazar, nem o Victor Gaspar é o Silva Pais. Chega! Basta!

quarta-feira, fevereiro 13, 2013

CARNAVAL 2013
Sendo que me tornei tendencialmente um eremita, a folia carnavalesca só me atingiu de raspão. Nas manhãs dos dias subsequentes vi os resultados das noites de estilo com que os foliões enobreceram a sua alegria. Sinais de trânsito partidos. Garrafas de cerveja, e garrafões de droguinha.
A chuva e a crise ao que me dizem, empobreceram os grupos e o corso incipiente que por cá se vai praticando. A reciclagem também aqui se fez ouvir e fatos de anos precedentes deram novas indumentárias. Perdeu-se alguma originalidade e capacidade critica. Mas nem tudo se pode exigir a estômagos vazios e a algibeiras pouco abonadas.

Em contrapartida são muitos os sinais de que se aproximam eleições. Cartazes anunciam obras que não se explicam. Fala-se em recuperação sem se dizer e assinalar o que se restaura. Os painéis são muitos, embora com uma definição muito pouco clara. E painéis de obras em locais demasiado evidentes para poderem ser considerados como simples acasos.

Salve-se nisto tudo a atitude nobre do Papa alemão. Que envergonha o Menezes, o Seabra e outros tantos que até agora aos costumes disseram nada. E alguns que não tendo chegado ao limite de tempo, são tão engonhentos que apavoram.
Este período de carnaval  valeu por um dito que ouvi que me deixou de sobreaviso: “diz-me de um poderoso honesto, que eu mostro-te um corvo branco".

terça-feira, fevereiro 12, 2013

domingo, fevereiro 10, 2013

O noivo escreveu um poema para noiva um pouco antes do casamento:
Que feliz sou, meu amor!
Domingo estaremos casados,
O café da manhã na cama,
Um bom sumo e pães torrados

Com ovos bem mexidinhos
Antes de ir p' ró trabalho
Tudo pronto bem cedinho
P'ra inda ires ao mercado

Depois regressas a casa
Rapidinho arrumas tudo
E corres pro teu trabalho
Para começares o teu turno

Tu sabes bem que, de noite
Gosto de jantar bem cedo
De te ver toda bonita
Com sorriso ledo e quedo

Pela noite mini-séries
Cineminhas dos baratos
E nada, nada de shoppings
Nem de restaurantes caros

E vais cozinhar p'ra mim
Comidinhas bem caseiras
Pois não sou dessas pessoas
Que só comem baboseiras...

Já pensaste minha querida
Que dias gloriosos?
Não te esqueças, meu amor
Qu'em breve seremos esposos!

Como resposta, a noiva escreveu um poema para o noivo
Que sincero meu amor!
Que linguagem bem usada!
Esperas tanto de mim
Que me sinto intimidada

Não sei de ovos mexidos
Como tua mãe adorada,
Meu pão torrado se queima
De cozinha não sei nada!

Gosto muito de dormir
Até tarde, relaxada
Ir ao shopping fazer compras
de Visa, tarjeta dourada

Sair com minhas amigas,
Comprar roupa da melhor
Sapatos só exclusivos
E as lingeries p'ró amor

Pensa bem... ainda há tempo
A igreja não está paga
Eu devolvo o meu vestido
E tu o fato de gala

E domingo bem cedinho
Em vez de andar aos "AIS",
Ponho aviso no jornal
Com letras bem garrafais:

HOMEM JOVEM E BONITO
PROCURA ESCRAVA BEM LERDA
PORQUE A EX-FUTURA ESPOSA
DECIDIU MANDÁ-LO À M***A!

sexta-feira, fevereiro 08, 2013

UMA NOTICIA E UMA CARTA
A notícia é da lusa:
Cinquenta suspeitos de desviarem eletricidade em Peniche – PSP

Torres Vedras, Portugal 08/02/2013 15:55 (LUSA)
Temas: Crime, lei e justiça, Polícia, Energia ~

Redação, 08 fev (Lusa) - A PSP identificou meia centena de pessoas na cidade de Peniche, por suspeita de desviarem de forma ilegal eletricidade, que não era cobrada pela EDP, informou hoje o comando distrital de Leiria daquela força de segurança.
Técnicos da EDP e agentes da PSP deslocaram-se a um acampamento ilegal de barracas, que eram servidas por puxadas ilegais de eletricidade, revela o comunicado da PSP.
No decurso da operação, foram identificadas 50 pessoas por usurpação de energia elétrica e apreendidos 82 quilos de cabos elétricos no valor de 410 euros.
Os cabos serviam para fornecer a eletricidade às habitações de madeira.
FYC // JLG.

A carta foi escrita descrevendo casos ocorridos em locais onde não existe luz suficiente e onde podem ocorrer factos que conduzam a uma certa promiscuidade:
Texto   de um gajo que não queria ir à tropa:
ExmoSr. Ministro da Defesa,
Venho deste modo explicar-lhe uma situação delicada que tem vindo a ocorrer, de maneira a poder obter um eventual apoio vindo de VossaExa;
Tenho 24 anos, e fui esta semana chamado para ir à tropa. Sou casado com uma viúva de 44 anos, mãe de uma jovem de 25 anos, da qual sou padrasto. O meu pai, por seu lado, casou-se com essa jovem em
questão.
Neste momento, o meu pai passou a ser o meu genro, uma vez que se casou com a minha filha.
Deste modo, a minha filha, ou chamemos-lhe, enteada, passou a ser a minha madrasta, uma vez que é casada com o meu pai.
A minha esposa e eu tivemos, no mês passado, um filho.
Esse filho tomou-se o irmão da mulher do meu pai, portanto o cunhado do meu pai. O que faz com que seja o meu tio, uma vez que é o irmão da minha madrasta. O meu filho é, portanto, o meu tio...
A mulher do meu pai teve no Natal um rapaz, que é ao mesmo tempo o meu irmão, uma vez que ele é filho do meu pai, mas o meu neto por ser o filho da minha enteada, filha da minha esposa.
- Desta maneira sou o irmão do meu neto! !...
E como o marido da mãe de;uma pessoa é o pai da mesma, verifiquei que sou o pai da minha esposa, e o irmão do meu filho.
Resumindo: sou o meu avô!!!
Deste modo, Sr Ministro, peço-lhe que estude pacientemente o meu caso, porque a lei não permite que o pai, o filho, e o neto sejam chamados à tropa na mesma altura.

Agradecendo antecipadamente a sua atenção, mando-lhe os meu melhores cumprimentos.

quinta-feira, fevereiro 07, 2013

ANA DRAGO
“Conversa Privada” era um programa que a RTP transmitia com Daniel Sampaio, Luís Osório e Ana Drago. Já conhecia o primeiro, fiquei atento ao segundo que não perco na revista “Tabu” e considerei um achado a Ana Drago. Depois passei a estar atento às suas intervenções enquanto deputada do BE e pese embora o facto de nem sempre estar de acordo com ela, adoro a sua impetuosidade, o seu empenho na causa pública e a inteligência viva e fértil, com que analisa, sumula e critica os factos em que lhe é exigida intervenção.
Digamos para sintetizar que tenho um grande respeito intelectual por ela e admiração pelo calor com que defende as suas causas.

A SIC está a transmitir esta semana a História do BPN. Uma das razões porque o nosso país se tornou um “nojo” por culpa dos seus políticos e dos senhores dos negócios que o espoliaram até ao limite. E que me levam a mim e a outros miseráveis como eu a andarem no final da sua vida a contar os tostões de que precisam para poderem sobreviver.
A propósito desta ladroeira em que até foi conivente um conselheiro de estado, sempre achei vergonhoso que nas audições do ladrão do Oliveira e Costa, escolhido para o Ministério das Finanças pelo actual presidente da república, este ria às gargalhadas em brincadeiras com os deputados que o interrogavam, que por sua vez o acompanhavam nas brincadeiras e risinhos de merda.
Mas se ouviam o Victor Constância que tanto quanto se sabe é honesto e trabalhador, pareciam cães raivosos a ataca-lo. Isto é, ao ladrão palmadinhas, risos e abraços, ao policia vergastadas, gritos e tortura.

Até que finalmente ouvi a Ana Drago dizer para uma deputada do PSD, num programa de televisão aquilo que há mais tempo se deveria ter dito: - Desculpa-se e trata-se bem o ladrão, ofende-se e tenta punir-se o polícia porque não previu o crime.
Se tinha razões para admirar a Ana, fiquei ainda com um maior respeito por ela. É bom que haja pessoas que não permitem que os factos sejam distorcidos de tal maneira que os ladrões sejam despenalizados e os que são roubados sejam julgados. Ou então, mais vale desistir de Portugal.

terça-feira, fevereiro 05, 2013

AS MALHAS QUE O IMPÉRIO TECE…
Jaz morto e apodrece
O menino de sua mãe.

A surpresa apodera-se de nós. O espanto embrutece-nos. Somos apanhados desprevenidos e de repente Peniche (a minha terra de exílio) torna-se ela própria a brutalidade.
O Manel do Ambassador, esse mesmo, o filho do Sr. Adão foi assassinado com requintes selváticos. Ao que me dizem foi agredido à bastonada de forma horrenda.
O Manel foi meu aluno. Era um tipo simples e um menino metido no corpo de um homem grande. A última vez que o vi perguntou-me pela minha mulher e pela minha menina. Amigo do seu amigo o Manel desfazia-se do que tinha com a mesma facilidade com que conquistava as coisas. A sua última utopia era de que queria ser candidato a candidato à Presidência da Câmara. O Manel era de direita se é que ele sabia o que isso significava. Estava à direita do CDS e não engolia esta aliança PSD/CDS. O Manel não gostava dos socialistas e odiava os comunistas. Dizia ele. Porque o Manel falava a toda a gente. Quando olhava para uma pessoa identificava-a com aquilo que a pessoa era e acabavam aí as suas reservas políticas para se desenvolver desde logo a relação pessoal.
O Manel era Salazarista e Caetanista. Mas o Manel era meu amigo e tenho gratas recordações dele como meu aluno e posteriormente como meu amigo.
O Manel provavelmente meteu-se em caminhos difíceis e tortuosos. Mas o Manel era um menino bom. O Manel tinha 51 anos e foi brutalmente assassinado. O filho do Sr. Adão, o Manel do Ambassador, merecia morrer devagar, aos poucos. Como os outros. Não há nada que justifique a morte do Manel daquela forma. Existem mães que matam filhos, banqueiros que atiram países para a miséria. Gente que violenta crianças. O Manel merecia ser gente, apesar e até pelas suas idiossincrasias. Paz à tua alma Manel.

sexta-feira, fevereiro 01, 2013

NA HORA DA REFORMA
Inúmeros amigos meus que se têm vindo a reformar, a breve trecho despedem-se inesperadamente de todos nós e partem para a terra do NUNCA mais. Isso acontece muitas vezes após peripécias que têm muito em comum e que na maioria das vezes coincidem com o relato que vos vou fazer:

O meu tio Tóino estava bem de saúde, até que s sua mulher, minha tia Lurdinhas, a pedido da sua filha, minha prima Ninita, disse:

-Tóino, você vai fazer 70 anos, está na hora de fazer um check-up com o médico.

- Para quê, se me estou sentindo muito bem!

-Porque a prevenção deve ser feito agora, quando você ainda se sente jovem, disse minha tia.

Então meu tio Tóino foi ver um médico. O médico, sabiamente, mandou-o fazer testes e análises de tudo o que poderia ser feito e que o plano de saúde cobrisse.
Duas semanas mais tarde, o médico disse que os resultados estavam muito bons, mas tinha algumas coisas que podiam melhorar. E receitou:

Comprimidos Atorvastatina para o colesterol
Losartan para o coração e hipertensão,
Metformina para evitar diabetes,
Polivitaminas para aumentar as defesas.
Norvastatina para a pressão,
Desloratadina em alergia.

Como eram muitos medicamentos, tinha que proteger o estômago, então ele indicou Omeprazol e um diurético para os inchaços.

Meu tio Tóino foi à farmácia e gastou boa parte da sua aposentadoria em várias caixas requintadas de cores sortidas.
Nessas alturas, como ele não conseguia se lembrar se os comprimidos verdes para a alergia deviam ser tomadas antes ou depois das cápsulas para o estômago e se devia tomar as amarelas para o coração antes ou depois das refeições, voltou ao médico. Este lhe deu uma caixinha com várias divisões, mas achou que titio estava tenso e algo contrariado. Receitou-lhe, então:

Alprazolam e Sucedal para dormir.

Naquela tarde, quando ele entrou na farmácia com as receitas, o farmacêutico e seus funcionários fizeram uma fila dupla para ele passar através do meio, enquanto eles aplaudiam.
Meu tio, em vez de melhorar, foi piorando.
Ele tinha todos os remédios num armário da cozinha e quase já não saia mais de casa, porque passava praticamente todo o dia a tomar as pílulas.
Dias depois, o laboratório fabricante de vários dos remédios que ele usava, deu-lhe um cartão de “Cliente Preferencial”, um termômetro, um frasco estéril para análise de urina e lápis com o logotipo da farmácia.
Meu tio teve azar e ao passar junto de uma janela aberta apanhou uma constipação. Minha tia Marocas, como de costume, fez ele ir para a cama, mas, desta vez, além do chá com mel, chamou também o médico.
Ele disse que não era nada, mas prescreveu:

Tapsin para tomar durante o dia e
Sanigrip com Efedrina para tomar à noite. Como estava com uma pequena taquicardia, receitou:
Atenolol e um antibiótico, 1 g de Amoxicilina. A cada 12 horas, durante 10 días. Apareceram fungos e herpes, e ele receitou Fluconol com Zovirax.

Para piorar a situação, o tio Tóino começou a ler as bulas de todos os medicamentos que tomava, e ele ficou sabendo todas as contra-indicações, advertências, precauções, reações adversas, efeitos colaterais e interacções médicas.

Leu coisas terríveis. Não só poderia morrer mas poderia ter também arritmias ventriculares, sangramento anormal, náuseas, hipertensão, insuficiência renal, paralisia, cólicas abdominais, alterações do estado mental e um monte de coisas terríveis.

Com medo de morrer, chamou o médico, que disse para não se preocupar com essas coisas, porque os laboratórios só colocavam para se isentar de culpa.

- Calma, seu Tóino, não fique aflito, disse médico, enquanto prescrevia uma nova receita com

um antidepressivo Sertralina com Rivotril 100 mg. E como o meu tio estava com dor nas articulações deu Diclofenac.

Nessa altura, sempre que o meu tio recebia a aposentadoria, ia direto para a farmácia, onde já tinha sido eleito cliente VIP.
Chegou um momento em que o dia do pobre do meu tio Tóino não tinha horas suficientes para tomar todas as pílulas, portanto, já não dormia, apesar das cápsulas para a insônia que haviam sido prescritas.Ficou tão ruim que um dia, conforme já advertido nas bulas dos remédios, morreu.

No funeral tinha muita gente mas quem mais chorava era o farmacêutico.
Agora a tia Lurdinhas diz que felizmente mandou titio para o médico bem na hora, porque se não, com certeza, ele teria morrido antes.
Este e-mail é dedicado a todos os meus amigos, sejam eles médicos ou pacientes ...
Qualquer semelhança com fatos reais será “pura coincidência”