quarta-feira, fevereiro 29, 2012

1930
5 mulheres da Leirosa e um menino. Também poderia ser este o título desta foto. Uma delas é a avó (mãe da mãe) do Dr. Belmiro Pereira. Outra é a Conceição avó da minha mulher que segura o filho com 2 anitos, o Raúl, que mais tarde ficaria conhecido como pescador no Rio Minho. O local é a praia de Peniche de Cima junto aos armazéns do Ramiro Bilhau que ficavam cerca do Instituto de Socorros a Náufragos (ISN). As mulheres aguardavam que a maré descesse para poderem ir aos viveiros e tratar dos mariscos que seriam enviados para venda.
Curiosidades na foto. As mulheres todas da Leirosa vieram para Peniche em busca de melhores dias. Todas vestem com o mesmo tipo de trajares da sua região. Todas trabalham para o mesmo empresário. A 1ª e a 3ª a contar da direita são lindíssimas. Qualquer uma delas põe a um canto as sofisticadas mulheres de hoje que nem carregadas de pinturas lhes chegam aos calcanhares.

terça-feira, fevereiro 28, 2012

PARA PENSAR
O que faz diferir um homem dos animais é a sua capacidade de pensar. E de discutir (trocar opiniões com outro). É na dialéctica que o Homem assume verdadeiramente a sua dimensão humana e se torna senhor do seu destino, logo, do seu futuro.
Posso não concordar com o que me dizem. Mas discuto. Posso não querer como meus os valores dos outros, mas falo em defesa do que acredito e assumo discordar do que me propõem.
Neste tempo de crise fui buscar este texto que acho ser um paradigma do período que vivemos. É discutível mas é bom que se leia. Tem tudo muito a ver com o neo-liberalismo que nos disputa o direito ao pequeno-almoço.

“Na esfera do trabalho não conta o que se faz, mas que se faça algo enquanto tal, pois o trabalho é justamente um fim em si mesmo, na medida em que é o suporte da valorização do capital-dinheiro – o aumento infinito de dinheiro por si só. Trabalho é a forma de atividade deste fim em si mesmo absurdo. Só por isso, e não por razões objetivas, todos os produtos são produzidos como mercadorias. Pois somente nesta forma eles representam o abstractum dinheiro, cujo conteúdo é o abstractum trabalho. Nisto consiste o mecanismo da Roda-Viva social autonomizada, no qual a humanidade moderna está presa.
E por isso, o conteúdo da produção é indiferente tanto quanto a utilização dos produtos e as conseqüências sociais e naturais. Se casas são construídas ou campos minados produzidos, se livros são impressos, se tomates transgênicos são criados, se pessoas adoecem, se o ar está poluído ou se “apenas” o bom gosto é prejudicado – tudo isso não interessa. O que interessa, de qualquer modo, é que a mercadoria possa ser transformada em dinheiro e dinheiro em novo trabalho. Que a mercadoria exija um uso concreto, e que seja ele mesmo destrutivo, não interessa à racionalidade da economia empresarial, para ela o produto só é portador de trabalho pretérito, de “trabalho morto”.
A acumulação de “trabalho morto” como capital, representado na forma-dinheiro, é o único “sentido” que o sistema produtor de mercadorias conhece. “Trabalho morto”? Uma loucura metafísica! Sim, mas uma metafísica que se tornou realidade palpável, uma loucura “objetivada” que prende a sociedade com mão férrea. No eterno comprar e vender os homens não intercambiam enquanto seres sociais conscientes, mas apenas executam como autômatos sociais o fim em si mesmo pré-posto a eles.” MANIFESTO CONTRA O TRABALHO (Grupo Krisis)

segunda-feira, fevereiro 27, 2012

O CAMINHO
Percorro uma a uma as fotografias do espólio que ao longo dos anos fui acumulando. As minhas. As dos meus mais próximos. As dos meus pais e dos meus avós. Tal como Barthes procuro que seja a câmara clara que me ensine a fruir dos momentos fixados. Registo instantes que foram espaços únicos. Irrepetíveis.
É nestas fotos que me (re)encontro. E com o Eduardo Lourenço percorri o meu labirinto da saudade. A propósito destas fotos reli Sartre e Russel. Reli Santo Agostinho e Marcuse. É nestes saberes dispersos que me penitencio e encontro explicações.
De todas as fotos retive esta.
Trouxe-a o meu pai de um dia que em grupo de Peniche que foi ao “Maria Vitória” na 1ª metade do século passado ver uma revista à Portuguesa.
No círculo traçado podem ver-se da esquerda para a direita: O senhor meu pai, o Ludgero Assis Gonçalves, o João Narciso Dias, o seu pai Sr. Narciso Dias e o Sr. António Rodrigues (Minó).
Os cinco já não pertencem ao mundo dos vivos. Riem-se com a certeza de que o seu riso retém tudo o que de importante a vida deve conter. A imagem parou naquelo momento em que riem. Os cinco deixaram em Peniche preocupações, fábricas, barcos, oficinas, import/export. Só a sua alegria conta. Em Eugénio Salvador e Humberto Madeira encontram a dimensão do seu prazer a fruição do que mais os entusiasma.
Prendo-me nesta foto em oposição aos instantes que me perturbam. O meu pai e os seus amigos sempre foram a minha referência e o meu Porto de Abrigo. Difícil. Duro. Agreste. Rude. Parcimonioso. Sempre inflexível. O meu pai sempre foi a minha referência e o meu norte. Nele e com ele aprendi que a vida não é uma herança. É uma batalha que tem de ser travada. Hoje mais que nunca o admiro e respeito. Vê-lo rir é um momento único. Por isso trouxe esta foto à coação.

quarta-feira, fevereiro 22, 2012

Cansaço

O que há em mim é sobretudo cansaço —
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.

A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto em alguém,
Essas coisas todas —
Essas e o que falta nelas eternamente —;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.

Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada —
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...

E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço,
Íssimno, íssimo, íssimo,
Cansaço...

Álvaro de Campos, in "Poemas"

terça-feira, fevereiro 21, 2012

Dois Excertos de Odes (Fins de duas odes, naturalmente)
I
Vem, Noite antiquíssima e idêntica,
Noite Rainha nascida destronada,
Noite igual por dentro ao silêncio, Noite
Com as estrelas lentejoulas rápidas
No teu vestido franjado de Infinito.

Vem, vagamente,
Vem, levemente,
Vem sozinha, solene, com as mãos caídas
Ao teu lado, vem
E traz os montes longínquos para o pé das árvores próximas,
Funde num campo teu todos os campos que vejo,
Faze da montanha um bloco só do teu corpo,
Apaga-lhe todas as diferenças que de longe vejo,

Todas as estradas que a sobem,
Todas as várias árvores que a fazem verde-escuro ao longe.
Todas as casas brancas e com fumo entre as árvores,
E deixa só uma luz e outra luz e mais outra,
Na distância imprecisa e vagamente perturbadora,
Na distância subitamente impossível de percorrer.

Nossa Senhora
Das coisas impossíveis que procuramos em vão,
Dos sonhos que vêm ter conosco ao crepúsculo, à janela,
Dos propósitos que nos acariciam
Nos grandes terraços dos hotéis cosmopolitas
Ao som europeu das músicas e das vozes longe e perto,
E que doem por sabermos que nunca os realizaremos...
Vem, e embala-nos,
Vem e afaga-nos.
Beija-nos silenciosamente na fronte,
Tão levemente na fronte que não saibamos que nos beijam
Senão por uma diferença na alma.
E um vago soluço partindo melodiosamente
Do antiquíssimo de nós
Onde têm raiz todas essas árvores de maravilha
Cujos frutos são os sonhos que afagamos e amamos
Porque os sabemos fora de relação com o que há na vida.
Vem soleníssima,
Soleníssima e cheia
De uma oculta vontade de soluçar,
Talvez porque a alma é grande e a vida pequena,
E todos os gestos não saem do nosso corpo
E só alcançamos onde o nosso braço chega,
E só vemos até onde chega o nosso olhar.

Vem, dolorosa,
Mater-Dolorosa das Angústias dos Tímidos,
Turris-Eburnea das Tristezas dos Desprezados,
Mão fresca sobre a testa em febre dos humildes,
Sabor de água sobre os lábios secos dos Cansados.
Vem, lá do fundo
Do horizonte lívido,
Vem e arranca-me
Do solo de angústia e de inutilidade
Onde vicejo.
Apanha-me do meu solo, malmequer esquecido,
Folha a folha lê em mim não sei que sina
E desfolha-me para teu agrado,
Para teu agrado silencioso e fresco.
Uma folha de mim lança para o Norte,
Onde estão as cidades de Hoje que eu tanto amei;
Outra folha de mim lança para o Sul,
Onde estão os mares que os Navegadores abriram;
Outra folha minha atira ao Ocidente,
Onde arde ao rubro tudo o que talvez seja o Futuro,
Que eu sem conhecer adoro;
E a outra, as outras, o resto de mim
Atira ao Oriente,
Ao Oriente donde vem tudo, o dia e a fé,
Ao Oriente pomposo e fanático e quente,
Ao Oriente excessivo que eu nunca verei,
Ao Oriente budista, bramânico, sintoísta,
Ao Oriente que tudo o que nós não temos,
Que tudo o que nós não somos,
Ao Oriente onde — quem sabe? — Cristo talvez ainda hoje viva,
Onde Deus talvez exista realme:nte e mandando tudo...

Vem sobre os mares,
Sobre os mares maiores,
Sobre os mares sem horizontes precisos,
Vem e passa a mão pelo dorso da fera,
E acalma-o misteriosamente,
ó domadora hipnótica das coisas que se agitam muito!

Vem, cuidadosa,
Vem, maternal,
Pé ante pé enfermeira antiquíssima, que te sentaste
À cabeceira dos deuses das fés já perdidas,
E que viste nascer Jeová e Júpiter,
E sorriste porque tudo te é falso é inútil.
Vem, Noite silenciosa e extática,
Vem envolver na noite manto branco
O meu coração...
Serenamente como uma brisa na tarde leve,
Tranqüilamente com um gesto materno afagando.
Com as estrelas luzindo nas tuas mãos
E a lua máscara misteriosa sobre a tua face.
Todos os sons soam de outra maneira
Quando tu vens.
Quando tu entras baixam todas as vozes,
Ninguém te vê entrar.
Ninguém sabe quando entraste,
Senão de repente, vendo que tudo se recolhe,
Que tudo perde as arestas e as cores,
E que no alto céu ainda claramente azul
Já crescente nítido, ou círculo branco, ou mera luz nova que vem.

A lua começa a ser real.

II

Ah o crepúsculo, o cair da noite, o acender das luzes nas grandes cidades
E a mão de mistério que abafa o bulício,
E o cansaço de tudo em nós que nos corrompe
Para uma sensação exata e precisa e ativa da Vida!
Cada rua é um canal de uma Veneza de tédios
E que misterioso o fundo unânime das ruas,
Das ruas ao cair da noite, ó Cesário Verde, ó Mestre,
Ó do "Sentimento de um Ocidental"!

Que inquietação profunda, que desejo de outras coisas,
Que nem são países, nem momentos, nem vidas,
Que desejo talvez de outros modos de estados de alma
Umedece interiormente o instante lento e longínquo!

Um horror sonâmbulo entre luzes que se acendem,
Um pavor terno e líquido, encostado às esquinas
Como um mendigo de sensações impossíveis
Que não sabe quem lhas possa dar...

Quando eu morrer,
Quando me for, ignobilmente, como toda a gente,
Por aquele caminho cuja idéia se não pode encarar de frente,
Por aquela porta a que, se pudéssemos assomar, não assomaríamos
Para aquele porto que o capitão do Navio não conhece,
Seja por esta hora condigna dos tédios que tive,
Por esta hora mística e espiritual e antiquíssima,
Por esta hora em que talvez, há muito mais tempo do que parece,
Platão sonhando viu a idéia de Deus
Esculpir corpo e existência nitidamente plausível.
Dentro do seu pensamento exteriorizado como um campo.

Seja por esta hora que me leveis a enterrar,
Por esta hora que eu não sei como viver,
Em que não sei que sensações ter ou fingir que tenho,
Por esta hora cuja misericórdia é torturada e excessiva,
Cujas sombras vêm de qualquer outra coisa que não as coisas,
Cuja passagem não roça vestes no chão da Vida Sensível
Nem deixa perfume nos caminhos do Olhar.

Cruza as mãos sobre o joelho, ó companheira que eu não tenho nem quero ter.
Cruza as mãos sobre o joelho e olha-me em silêncio
A esta hora em que eu não posso ver que tu me olhas,
Olha-me em silêncio e em segredo e pergunta a ti própria
— Tu que me conheces — quem eu sou ...

Álvaro de Campos, in "Poemas"

sábado, fevereiro 18, 2012

EU TENHO TOLERÂNCIA DE PONTO
Até dia 22 de Fevereiro.

quinta-feira, fevereiro 16, 2012

“SOMOS SOLIDÁRIOS COM O POVO DA GRÉCIA”

In “Agência Financeira” 2012/02/15
«Nomes como Mário Soares, Eduardo Lourenço e Carvalho da Silva «apelam à solidariedade com o povo grego», condenando a utilização da expressão «não somos a Grécia», que consideram, «no mínimo, chocante», num texto tornado público esta quarta-feira.
«Avolumam-se o isolamento e a discriminação da Grécia, fortemente acentuados pelo discurso dominante dos principais dirigentes europeus e da comunicação social», lê-se no texto a que a Lusa teve acesso, subscrito por mais de 30 personalidades, entre as quais estão também o bispo Januário Torgal Ferreira, o socialista Almeida Santos, o capitão de Abril Vasco Lourenço e o dirigente do BE José Manuel Pureza.
«A preocupação doméstica em sublinhar que 'não somos a Grécia' é, no mínimo, chocante no seio da União Europeia, onde mais se esperaria compreensão e solidariedade e, sobretudo, desajustada quando se sabe que a crise não é só grega mas europeia», continua o texto, que tem como título: «Somos solidários com o povo da Grécia».
Os signatários do texto referem que todos os dias chegam «imagens e notícias da Grécia e do povo grego em luta contra o cortejo de sacrifícios que lhe tem sido imposto», sendo «clara, naquele país, a crescente fractura entre os cidadãos e o poder político, em torno da invocada necessidade de cada vez maiores sacrifícios para que a dívida seja paga e o défice orçamental reduzido».
«Acentuam-se a tensão e a violência, tornando ainda mais difícil o diálogo indispensável à procura de soluções mais justas e partilhadas para a situação existente», acrescentam.
Assim, «face à agudização das tensões políticas e sociais na Grécia, os signatários apelam à solidariedade com o povo grego e à criação de condições que permitam respostas democráticas e consistentes de uma Europa solidária aos problemas sociais e aos direitos das pessoas».
Entre os mais de 30 signatários deste texto estão ainda nomes como Ana Gomes, Anselmo Borges, António Reis, Boaventura Sousa Santos, Diana Andringa, Isabel Moreira, José Barata Moura, José Castro Caldas, José Mattoso, José Medeiros Ferreira, Maria de Jesus Barroso Soares, Rui Tavares, Simonetta Luz Afonso e Vítor Ramalho.»
«estar é ser. Fingir é conhecer-se»
Álvaro de Campos

quarta-feira, fevereiro 15, 2012

OS FERIADOS
Uma notícia nas páginas interiores dos Jornais, diz que a supressão dos feriados religiosos só deverá acontecer em 2013, por alegadamente essa matéria estar consignada na Concordata (Tratado entre a Igreja Católica e o estado português).
De tudo quanto li e li muita coisa, os feriados em geral não fazem parte da Concordata. O que o Estado Português se obriga a respeitar são os Domingos para celebração do descanso semanal cristão/católico. Embora esta interdição me faça uma certa confusão. E os empregados(as) dos supermercados e de bombas de gasolina e restaurantes e… Nesses locais só trabalham ateus ou cidadãos de outras confissões religiosas que se marimbam para o dia de descanso do Senhor? E para autorizar esta salganhada a Concordata não foi considerada?
Para romper com tratados estabelecidos com os trabalhadores o Governo legisla, a maioria na Assembleia da República aprova e lá se vai mais um tratado. Os tratados com a Igreja (ainda que só tácticos) são mais difíceis de terminar. Os ministros e os deputados são católicos (seja lá isso o que for) e têm receio de ir parar ao Inferno.
No inferno estamos nós população portuguesa.

terça-feira, fevereiro 14, 2012


Dificuldade de Governar (BERTOLT BRECHT)
3
Se governar fosse fácil
Não havia necessidade de espíritos tão esclarecidos como o do Fuhrer
Se o operário soubesse usar a sua máquina
E se o camponês soubesse distinguir um campo de uma forma para tortas
Não haveria necessidade de patrões nem de proprietários.
É só porque toda a gente é tão estúpida
Que há necessidade de alguns tão inteligentes.
4
Ou será que
Governar só é assim tão difícil porque a exploração e a mentira
São coisas que custam a entender?

Landmesser recusou fazer a saudação ao fuhrer e por isso foi preso, enviado para a frente russa onde desapareceu. Tudo porque ousou casar com uma judia. O Ministro alemão das Finançãs é a pessoa que pode aceitar os pedidos à boquinha pequena do seu homólogo português, para nos aliviar a carga que tranportamos aos ombros. A actual Fuhrer alemã dá-se ao luxo de avaliar as regiões portuguesas e de criticar a forma como usam os sues fundos. O alemão que dirige o grupo dos eurodeputados informa-nos de que não devemos ter relações com as ex-colónias portuguesas.
E eu é que sou xenófobo?
Cada vez gosto mais de mim.

segunda-feira, fevereiro 13, 2012

NÃO ESTÃO CÁ BEM? - EMIGREM
depois alguém se vai queixar...
Aposentado de 90 anos tem três mulheres, 69 filhos e 100 netos no RN

Luiz Costa filho de Português de Mirandela teve 17 filhos com atual mulher e outros 13 filhos com a sogra.
Não contente, casou também com a cunhada, com quem teve 15 herdeiros.
Glauco Araújo Do G1, em São Paulo
"Luiz Costa de Oliveira, 90 anos, com as três mulheres, na frente de casa, em Campo Grande. Da esquerrda para direita; Ozelita Francisca, 58 anos, Maria Francisca, 69 anos; e Francisca Maria, 89 anos (Foto: Júnior Liberato/Arquivo Pessoal)

O aposentado Luiz Costa de Oliveira, 90 anos, é viúvo do primeiro casamento, o que lhe rendeu cuidar sozinho de 17 filhos em uma casa humilde no sertão de Campo Grande (RN). Paquerador nato, ele não deixou, como gosta de dizer, a "peteca cair" e se casou novamente, por três vezes. O detalhe é que ele não ficou viúvo outra vez e nem se separou das primeiras esposas. Hoje, ele mora com três mulheres, a segunda companheira, a sogra e sua cunhada. Com elas, Oliveira teve 45 filhos.
Paquerador e insaciável, o aposentado ainda conseguiu arrumar tempo para mais três mulheres, todas relações que considera extraconjugais, que resultaram em outros sete filhos. Somando a prole de cada um dos relacionamento, ele construiu uma família (ou famílias) com 69 filhos, 100 netos e 60 bisnetos.
A primeira mulher da história de vida de Oliveira se chamava Francisca. "Deus quis levá-la e assim foi, mas me deixou 17 filhos". O tempo passou e ele conheceu outra Francisca, por quem se apaixonou, era Maria Francisca da Silva, hoje com 69 anos. "Com esta tive mais 17 filhos."
O terceiro relacionamento de Oliveira começou quando sua sogra passou a frequentar sua casa diariamente para cuidar de Maria Francisca em suas gestações. "A gente foi se conhecendo melhor e tive mais 13 filhos", disse ele.
Por causa das gestações de sua sogra, que se transformou em esposa, a nora Ozelita Francisca da Silva, 58 anos, passou a frequentar a casa de Oliveira também. Desta vez, os cuidados eram direcionados para sua sogra-esposa. "Fizemos 15 filhos".
Dos filhos de Oliveira, apenas 31 estão vivos.
Ciúmes de "mãe e filhas"
Semana passada, as filhas estavam brigadas com a mãe. As três estavam com ciúmes do marido, o mesmo das três. "A gente vive aqui na minha casa. A minha casa é pequena, com quarto, sala, cozinha e banheiro. Não tem muito conforto, mas dá pra fazer amor. Quando eu faço amor é sempre na mesma casa, no mesmo quarto.", disse Oliveira.
Além dos filhos com as três atuais mulheres e da falecida Francisca, Oliveira disse que a fama de "bom homem" atrai a atenção de outras mulheres. "A gente passa e as mulheres ficam olhando. Não sou assim bonito como dizem, mas tenho minhas qualidades."

O aposentado revelou ao G1 o segredo para tanta vitalidade. "Não bebo, não fumo, me alimento bem e durmo melhor ainda". Oliveira não quis explicar como faz para se dividir entre as três mulheres na mesma casa. "Tem espaço pra todas. Pra fazer amor não tem hora e nem lugar. basta querer."
Oliveira disse que sabe o nome de todos os 69 filhos, mas que tem horas que a memória não ajuda. "Se eu vejo pessoalmente eu sei quem é a mãe e nome vem na cabeça."
Os 100 netos já é uma operação mais complicada para Oliveira lembrar o nome de todos. "É muita gente, mas é gostoso. O nome deles quem sabe são os pais."
Os sete filhos que teve com outras três mulheres, em relacionamentos extraconjugais, Oliveira não tem tanto contato. "Eu sei onde moram, onde estão as mães, mas não temos o convívio". "

sábado, fevereiro 11, 2012

DEUS É NOSSO AMIGO
Quando Deus fez o mundo, para que os homens prosperassem, decidiu dar-lhes apenas duas virtudes .
Assim, mandou ao seu anjo-secretário que anotasse quais seriam os dons :
- Aos Suíços, os fez estudiosos e respeitadores da lei.
- Aos Ingleses, organizados e pontuais.
- Aos Argentinos, chatos e arrogantes.
- Aos Japoneses, trabalhadores e disciplinados.
- Aos Italianos, alegres e românticos.
- Aos Franceses, cultos e finos.
- Aos Portugueses, inteligentes, honestos e socialistas.
O anjo anotou, mas logo em seguida, cheio de humildade e de medo, indagou:

- Senhor, a todos os povos do mundo foram dadas duas virtudes, porém, aos Portugueses foram dadas três! Isto não os fará soberbos em relação aos outros povos da terra?
- Muito bem observado, bom anjo! exclamou o Senhor. Isso é verdade! Façamos então uma correcção! De agora em diante, os portugueses, povo do meu coração, manterão esses três dons, mas nenhum deles poderá utilizar mais de dois simultaneamente, para ficarem iguais aos outros povos!

sexta-feira, fevereiro 10, 2012

SINAIS DOS TEMPOS
Peniche: Holandês preso por tráfico de droga apresenta queixa por não ter acusação traduzida
Peniche, 08 fev (Lusa) – Um cidadão holandês, acusado de tráfico de droga, vai avançar com uma queixa à Comissão Europeia dos Direitos do Homem, por se encontrar preso preventivamente desde junho, sem ter sido notificado da acusação na sua língua.
“Vamos avançar uma queixa na Comissão Europeia dos Direitos do Homem por o meu cliente estar votado ao abandono pela justiça portuguesa, à espera que traduzam para a sua língua [holândes] a acusação de que foi notificado em português, que ele não percebe”, disse à Lusa o advogado Machado Vilela.
A decisão do advogado surge depois de o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) ter indeferido um pedido de habeas corpus [garantia constitucional em favor de quem sofre violência ou ameaça de constrangimento ilegal na sua liberdade de locomoção] de Albertus Jan Versteeg, preso preventivamente, no estabelecimento prisional de Leiria, desde junho de 2011.
Albertus Jan Versteeg foi preso a 2 de junho, quando a GNR intercetou uma embarcação de que é proprietário, transportada por terra entre Portimão e Peniche, na qual foram encontrados, dissimulados no casco, 1300 quilos de haxixe.
Na acusação, a que a Lusa teve acesso, o Ministério Público (MP) sustenta que o holandês faz parte de uma rede internacional de tráfico que integra outros cidadãos estrangeiros, e que a embarcação, de nome “Laura”, foi usada no transporte da droga de Marrocos para Portugal.
Albertus Jan Versteeg foi notificado da acusação, deduzida em dezembro de 2011, “numa língua que desconhece [português] e obrigado assinar o despacho de notificação” o que, segundo o advogado, “viola o código do processo penal”.
Esse não foi, no entanto, o entendimento do Supremo Tribunal de Justiça que indeferiu o pedido de habeas corpus considerando que o facto de o arguido não ter sido notificado em língua holandesa “não é fundamento suficiente”, refere o acórdão.
Considerando que a decisão não se enquadra “nas regras de um estado de direito”, Machado Vilela questiona mesmo o presidente do STJ, sobre se “manteria o mesmo entendimento se fosse preso no Qatar [Médio Oriente] com uma garrafa de vinho no porta luvas e fosse notificado da acusação em árabe, sem a perceber”.
O advogado adiantou que vai pedir que o arguido seja julgado por um Tribunal de Júri.

Transportar droga para ser revendida e distribuída à porta das escolas e universidades, em bares e discotecas, conduzindo milhares de jovens a dependências que em certos casos os conduzirão à morte, não exigirá tradução para português e respectiva retroversão.
Para cometer crimes não é necessário um dicionário. Para defesa de arguidos apanhados em flagrante, todos os expedientes da lei servem.
O que é grave em tudo isto é que o dinheiro envolvido neste tipo de comércio dá para tudo. Só o desgraçado que roubou no “pingo doce” um champô” foi condenado à revelia em um ano de prisão.

quinta-feira, fevereiro 09, 2012

SOMOS TODOS GREGOS
Quando Portugal aderiu à União Europeia, foi-nos dito que essa era a forma de defendermos para além da nossa integridade territorial e da nossa memória como nação, o nosso futuro enquanto parte integrante de uma Europa do Atlântico aos Urais.
Isto pressupunha que enquanto nação faríamos parte de uma grande família, coesa e disponível para se defender colectivamente dos ataques que lhe fossem movidos. Mais tarde, a adesão a uma moeda única veio emprestar brilho a esta unidade. Colectivamente fomos convidados a participar num grande espaço económico, pronto a disputar com os EEUU e com os mercados asiáticos uma hegemonia que não poderia ser cedida de ânimo leve.
Mal poderíamos adivinhar nessa altura que os técnicos da economia que lançaram tal projecto não tinham desenvolvido mecanismos de análise e de fiscalização das economias dos países participantes, de forma a impedir devaneios narcisistas que pudessem por em causa o objectivo comum. Isto é, não sabíamos mas nós portugueses deveríamos ter desconfiado. Quando um projecto desta envergadura convida um peixe chamado cherne, para presidir aos seus destinos, é porque alguma coisa vai mal.
Juntámo-nos com o propósito de unidos melhor nos defendermos. Mas ao menor sinal de perigo, isolámos um nosso parceiro (a Irlanda), olhámos para o lado e começamos a assobiar. A seguir veio outro dos nossos co-participantes (a Grécia) e repetimos os gestos anteriores, ensaiando mais um slogan: “Nós não somos a Grécia”. E isto começou a soar por todo o lado. Como se sermos a Grécia fosse um anátema. Isto é, em vez de nos colocarmos ao lado da Irlanda e da Grécia, na sua luta por um futuro melhor, temos vindo a abandonar esses países à sua sorte como se fossem portadores de lepra.
Afinal onde está a Unidade Europeia? Alguns falharam. Mas a culpa terá sido só deles ou foi colectiva por não termos sido prevenidos? Em vez de irmos em seu socorro, afastámo-nos como se deitassem mau cheiro. É isto que representa a Unidade Europeia? Foi isto que nos prometeram? Quando a Alemanha chacinou mais de 10 milhões de pessoas em todo o Mundo, não formámos uma barreira de defesa contra o egoísmo Alemão? E agora? Quantas pessoas não ficaram já na miséria com as exigências da Alemanha? Que já se dá ao luxo de julgar os outros países. E quem a julgou a ela? Já pagou a Alemanha as centenas de milhares de milhões de devastação que provocou em toda a Europa?
Eu sou grego. Eu entendo que todos devem acompanhar a Grécia e não demarcar-se dela. Que os palhaços que nos governam o façam é lá com eles. Mas nós, cidadãos europeus devemos por um travão a esse tipo de mediocridade. Ou então, de uma vez por todas acabemos com esta farsa da União Europeia. Ou seremos gregos, ou não seremos nada.

quarta-feira, fevereiro 08, 2012

GENTE PIEGAS
Era o que faltava. Tiram-nos tudo e chamam-nos piegas. Pedem-nos que acreditemos no futuro e insultam-nos. Apelam à nossa boa vontade e à nossa solidariedade e chamam-nos papa-açordas. Somos carneirada na mão destes “sacanas” e ainda por cima acham que não temos razão em pestanejarmos.
Vem um e fende os militares. E a carneirada verga-se. Vem outro e ofende os comunistas. E eles amocham. Vem o patrão de todos e afinca-lhe na cabeça de todo um povo e a gente fica-se.
Eu sei o que eles querem. Uma revolta generalizada. Conflitos de classe e sociais. Depois dizem que com o país virado do avesso não é possível endireitar nada e dão de frosques. Arrancam daqui para os paraísos fiscais onde os espera o prémio de serviço cumprido.
Quando aqui há dias ouvi aquele canadiano idiota a quem pagam para não fazer nada, dizer que os comunistas odeiam os imigrantes fiquei siderado. Eu já sabia que ele se estava borrifando para a História do povo Português. Agora o que não sabia era que também acumulava ignorâncias. Dizer que os comunistas odeiam os imigrantes é o mesmo que dizer que o Papa não reza o “Pai-Nosso”. Acredito que os comunistas não gostem do Ministro da Economia. Sem ser tirar dinheiro, feriados e regalias aos que trabalham, o que é que este “imigrante-saloio” trouxe ao nosso país? Alguma vez trabalhou sem ser a dar aulas transmitindo conhecimentos que lhe foram transmitidos? Em que fábricas foi exemplo na criação de riqueza. Já cá temos intelectuais que chegam. Devolvam-no aos gelos canadianos e que fique por lá. Imigrantes destes são dispensáveis. Quantos foram os postos de trabalho que este Ministro da treta criou?
E piegas somos nós?

segunda-feira, fevereiro 06, 2012

CHEGA! BASTA!
Surpreendente. Este Governo rouba-nos as memórias do nosso querer conjunto que nos tornou Nação. Já lá vai o 5 de Outubro. O 1º de Dezembro já era. Falta o 25 de Abril que a seu tempo terá o destino que as outras comemorações tiveram, o caixote do lixo. E por uma maioria de razões.
Já nos roubaram vencimentos. E subsídios. Tudo faz parte de uma teia ardilosamente montada para retirar soluções de sobrevivência à classe média e fazer de Portugal exclusivamente um país de branco ou negro. Isto é, de ricos e pobres. Nada de cinzentos.
Refilam os comunistas e os bloquistas que os alcandoraram ao poder. Melhor que o PEC IV só isto que temos agora. Não me irei esquecer dessa gente em futuras eleições. Resta saber se não recebem comissão por cada português que se afunda.
Ao PPD/PP/PSD/CDS, e ao gang que os apoia aconselho o visionamento de um filme antigo que encerra uma lição de vida para os torpes e trapaceiros. Vejam o “Homem de Kiev”. Um filme que relata no que se pode tornar um Homem a quem tiram tudo. Quando mais nada lhe poderem tirar, ele pode tornar-se num gigante porque nem a morte já o submeterá.
Vem isto a propósito da última tropelia do snr. Coelho e da troupe com que diz comandar o país. A História mal-contada do Carnaval, que não é o que parece ser. Vocês já roubaram tudo a este povo encarneirado do qual faço parte. Para que ele aguente não lhe roubem nem o seu clube de futebol, nem o Carnaval. Fiquem pobrezinhos e divirtam-se. Assim aguentarão mais umas tropelias. Um governo de burros, com ideias de burros, partindo do princípio que os outros também o são, só pode dar mau resultado. E pode despertar o “Homem de Kiev” que está escondido dentro de cada um de nós.

sábado, fevereiro 04, 2012

sexta-feira, fevereiro 03, 2012

NÃO HÁ PACHORRA…
Quando se cansam de tricas e mexericos, quando o futebol não está a dar, quando não existam acontecimentos que permitam umas viagenzitas ao exterior, quando já não há mais impostos para punir os que mais miseráveis como se fosse deles a culpa da miséria em que estamos envolvidos, a nossa classe política mais representativa, os nossos ilustres deputados, lembram-se de coisas que nem ao Demo ocorre.
Desta vez ocorreu-lhes criar executivos camarários monocolores. Isto é, quem ganhar as eleições autárquicas terá o direito a escolher todo o executivo camarário, sendo que os restantes partidos não estariam representados na Câmara Municipal. Os escolhidos do Presidente da Câmara poderiam ser exonerados pela Assembleia Municipal, mas o Presidente nunca.
Uma escultura do nosso Eça tem uma frase que se aplicaria direitinha aqui. “Sob a nudez forte da Verdade o manto diáfano da fantasia”. De facto as eleições seriam uma fantasia que serviria para cobrir o nepotismo, o caciquismo mais feroz, o arrivismo mais insolente.
Quem passou pelos executivos municipais “sabe que só sabe” o que o Presidente quer dizer. Quem já por lá passou sabe, que as máquinas da Câmara são colocadas desde o primeiro dia, ao serviço da reeleição não da força política que venceu as últimas eleições, mas do Presidente que foi eleito. Umas vezes da forma mais descarada, outras de forma mais encapotada. Isto é uma verdade Lapalissiana.
A vencer a tese dos executivos monocolores, será um fartar vilanagem.
Felizmente parece não se entenderam as “comadres” e tão insensato e insano projecto, parece ter os dias contados. Aprendi que a classe política é fundamental num regime democrático. Que os Partidos Políticos com as suas diferentes correntes de opinião são a seiva da Democracia. Ao que parece os partidos foram atingidos pela doença das árvores da “pêra rocha”. A seiva foi contaminada e parece estar a secar. A classe política ou está na prisão, ou sob investigação, ou a preparar algum golpe para poder enriquecer ilicitamente de preferência sem que o comum dos mortais o note.
Não são tentativas de auto-preservação no poder, que aproximam os eleitores dos eleitos. Todos temos a consciência de que existe um divórcio cada vez maior entre uns e outros. A forte abstenção aí está para o provar. E no nosso concelho o panorama é tão negro como no resto do País.
Cada vez os eleitos representam menos o que quer que seja. Será isso que pretendem? Se calhar até é. Essa a forma que escolheram para não dar nas vistas e desenvolverem as tropelias com que habitualmente nos premeiam.

quarta-feira, fevereiro 01, 2012

NUNCA DIGAS…

Os de nós que ainda vão tendo alguma memória recordam-se do tempo em que Cavaco Silva era 1º Ministro e Mário Soares era Presidente da República. A certa altura e a propósito (ou a despropósito) de uma qualquer tomada de posição de Mário Soares, o 1º Ministro de então (Cavaco Silva) veio a terreno dizer que “era necessário não o levar muito a sério e permitir que aquele acabasse o seu mandato com dignidade”.
Dez anos depois, quem mete os pés pelas mãos é o dito cujo Cavaco Silva, que se torna digno de dó por conseguir ser tão pouco solidário com os verdadeiramente necessitados que o ouvem e não compreendem nem o seu egoísmo, nem aquilo que parece ser uma grande dose de insensibilidade.
Dez anos depois Mário Soares continua a ser um dos mais lúcidos políticos portugueses e Cavaco Silva fica nas suas antípodas. Apesar de uma eleição falhada (quando alguns o consideravam velho) Mário Soares continua arguto e lúcido. Infelizmente Cavaco Silva parece estar a perder capacidades à medida que os anos vão passando. O seu discurso de vitória aquando da sua reeleição e esta tirada sobre a sua reforma são demonstrativos mais que suficientes da sua falta de perspicácia política.
Que Deus nos ajude permitindo que o actual Presidente da República acabe o seu mandato com dignidade. Recusei-me a assinar o pedido da sua resignação apesar de não ter votado nele. Acho que isso sublinharia mais ainda a decadência em que caímos.