segunda-feira, outubro 31, 2011

O METE NOJO

É uma experiência pela qual todos passámos. Haver uma pessoa que só de vê-la ficamos com “pele de galinha”. A televisão, cruel, mostra-nos isso à saciedade. E depois em períodos como o que vivemos, de indigência moral, política e cívica, torna-se cada vez mais frequente vermos essas figuras tétricas a conduzirem-nos ao vómito.
Assim é com um “palhaço” (peço desculpa aos verdadeiros palhaços pela comparação), dizia eu assim é com um tal ministro do actual governo da treta que se chama miguel relvas. O político em questão tem como princípio acreditar que ele e os da laia dele são as únicas pessoas inteligentes à face da terra. Todos os outros habitantes desta desgraçada nação são estúpidos. Quando fala está sempre com aquilo que nós designamos como “um sorriso sacana”, de quem já fez alguma ou está a prepara-la.
A última desse alarve, foi afirmar que os portugueses recebem 14 meses enquanto nos países nórdicos que vivem melhor do que nós, só recebem 12 meses. Esqueceu-se duma coisa o alarvante relvas. Dizer que os cidadãos dos países nórdicos ganham 3 ou 4 vezes mais em 12 meses, do que aquilo que nós ganhamos em 14. E parte do principio que todos somos burros menos ele e que portanto não sabemos nada disso.
E esquece-se o trafulha que os aposentados descontaram toda a vida para a sua reforma pelos 14 meses que ganharam. Para os receberem quando estão com os pés para a cova. E que alguns deles tudo fizeram para enriquecer o país com dinheiro que os colegas políticos do relvas sonegaram ao erário público. O relvas quando deixar de ser ministro vai para gestor dos bens do Duarte Lima, ou do Oliveira Costa, ou do Dias Loureiro ou de outros como eles. Nós limitamo-nos a sobreviver com as migalhas que estas alimárias deixam cair dos seus banquetes.

domingo, outubro 30, 2011

O CASAMENTO É COMO O MELÃO: SÓ
DEPOIS DE ABERTO
Um homem conheceu uma linda moça e decidiu casar-se com ela. Ela disse:
- Mas não sabemos nada um sobre o outro!
Ele respondeu:
- Não há problema, nós nos conheceremos com o tempo.
Ela concordou. Casaram-se e foram passar a lua-de-mel num luxuoso resort. Certa manhã, estavam ambos recostados, junto à piscina, quando ele se levantou, subiu no trampolim de 10 metros, realizou uma perfeita demonstração de todos os saltos que existem e voltou para junto da esposa. Ela disse:
- Isso foi incrível!
- Fui campeão olímpico de saltos ornamentais. Eu te disse que nos conheceríamos com o tempo - respondeu ele.
Nisso, ela se levanta, entra na piscina e começa a nadar, ida e volta em impressionante velocidade
Depois de mais 30 idas e vindas ela sai da água e vai recostar-se junto ao marido, sem demonstrar nenhum cansaço. Ele disse:
- Estou surpreso! Foste nadadora olímpica?
- Não, explicou , fui prostituta em Veneza e atendia ao domicílio...

sábado, outubro 29, 2011

quinta-feira, outubro 27, 2011

Poema aos homens constipados

Pachos na testa, terço na mão,
Uma botija, chá de limão,
Zaragatoas, vinho com mel,
Três aspirinas, creme na pele
Grito de medo, chamo a mulher.
Ai Lurdes que vou morrer.
Mede-me a febre, olha-me a goela,
Cala os miúdos, fecha a janela,
Não quero canja, nem a salada,
Ai Lurdes, Lurdes, não vales nada.
Se tu sonhasses como me sinto,
Já vejo a morte nunca te minto,
Já vejo o inferno, chamas, diabos,
Anjos estranhos, cornos e rabos,
Vejo demónios nas suas danças
Tigres sem listras, bodes sem tranças
Choros de coruja, risos de grilo
Ai Lurdes, Lurdes fica comigo
Não é o pingo de uma torneira,
Põe-me a Santinha à cabeceira,
Compõe-me a colcha,
Fala ao prior,
Pousa o Jesus no cobertor.
Chama o Doutor, passa a chamada,
Ai Lurdes, Lurdes nem dás por nada.
Faz-me tisana e pão de ló,
Não te levantes que fico só,
Aqui sozinho a apodrecer,
Ai Lurdes, Lurdes que vou morrer.

António Lobo Antunes - (Sátira aos HOMENS quando estão com gripe)

quarta-feira, outubro 26, 2011

REVIVALISMOS
De vez em quando surgem nas páginas dos jornais locais, fotografias de grupos de crianças entre os 6 e os 14 anos que frequentaram a dita “Escola Primária” dos idos de 50 e 60 do século passado.
Por vezes surge para além da identificação daqueles meninos ou meninas (nesse tempo os meninos e as meninas andavam em salas separadas e em recreios divididos por muros altos), dizia eu que para além de dizer os seus nomes, aparecem algumas palavras de circunstância. “Que saudades desses tempos”. "Aquilo é que eram Professores”. “Nesse tempo sabia-se educar nas escolas” E outras à volta dessas memórias que ficaram.
A mim, salvo raras e muito pouco honrosas excepções, a grande maioria desses professores e os seus métodos e tipo de atitudes para levar os alunos a aprender, não me deixam recordações gratificantes. Não que eu tenha sido uma vitima das formas pedagógicas de então. Mas fiquei marcado pelo que vi e ouvia na sala ao lado da minha. Com o tempo vim a conhecer mais situações que tornavam a Escola mais parecida com um pesadelo do que com um local onde crianças aprendiam.
E porque é que pais e encarregados de educação que sabiam dessas coisas permitiam que elas acontecessem? Por pura cobardia. Nesse tempo os pobres não tinham direito à revolta. Se se revoltassem eram comunistas, levavam um “enxerto de porrada” nas salas da PIDE e calavam o bico para não serem presos. Ninguém tinha direito a reclamar. Excepto os amigos da UN (União Nacional). Era levar e comer e calar. Se fizessem barulho, as instituições criadas pelo Estado Novo para o efeito haviam de os colocar no lugar.
E então era ver as “MULATAS” a torturarem os seus alunos que não aprendiam. Era pouco importante para elas as condições em que viviam ou se havia comida em casa de manhã antes de irem para a Escola. Tinham de aprender. Se não fosse a bem era a mal. Era o professor da Escola de Pesca que mandava despir os miúdos e que os vergastava no átrio para os obrigar a saber a lição. Eram as palmatoadas numa mão e noutra até elas ficarem feridas. Eram as cabeças contra o quadro. Eram os pontapés e as vergastadas. Era a professora que verbalizava as suas frustrações contra as meninas que se aparentavam menos arranjadas. Ou a outra que maltratava psicologicamente a outra aluna porque o pai era preso político. E as obrigavam a dar vivas à fotografia do Salazar que se mantinha na sala de aula como se fosse o exemplo do grande educador.
E os meninos aprendiam. Pudera. Ou aprendes ou levas. Tenho dificuldades em enaltecer o tempo da Escola Primária que vivi. Recordo que os alunos que tivessem “tracoma” eram obrigados a ir para a Escola do Filtro. E não se perguntava onde a criança morava. Ia para lá e acabava o assunto ali. E se não tivesse tempo para ir a casa almoçar, não almoçava e pronto. E com os olhos doentes era obrigado a ter o mesmo grau de rapidez de aprendizagem que qualquer outro. Segregado e burro era o pior que podia acontecer. E os pais sabiam e calavam e nunca reclamavam. Era os que apanhavam tinha que iam para a Escola com a cabeça envolta num barrete branco para os distinguir dos outros. E os pais sabiam, comiam e calavam. E os filhos desde pequeninos que aprendiam a diferença entre ser uma pessoa de bem e ser um miserável.
Definitivamente não tenho saudades dos meus tempos de Escola Primária.

segunda-feira, outubro 24, 2011

DÚVIDAS SISTÉMICAS

No tempo em que eu era professor a palavra sistémica estava colada à avaliação. Agora surge integrada na crise económica, tendo sido descoberta pelos políticos para assustar o cidadão comum. A palavra sistémica cheira a palavrão e na deve ser boa coisa, pensará o mais desprevenido.
No entanto, é a forma de pensamento mais usual entre o cidadão comum, na sua aplicação ao que observa, das várias vertentes interdisciplinares em que se movimenta o seu saber. Para o cidadão comum a racionalidade em si mesma não explica tudo. È preciso ir tão largo e tão sensível como decorrem as suas afinidades.
Vem isto a propósito do comentário publicado na minha postagem de ontem a propósito de arrojos da arquitectura. Só por si aquele comentário mereceria toda uma análise ao que se vai fazendo por cá e como os cidadãos vêm o que se faz.
É difícil compreender que a Av. Arqº Paulino Montez seja um local clandestino. Como é difícil compreender que certas ruas do Centro Histórico da Cidade vivam esse mesmo paradigma. São locais de evidência que ninguém olha e muito menos quem é pago para olhar. E se alguém olha e vê e cumpre a sua nobre acção de cidadão preocupado com a ilegalidade, passa pela vergonha de se tornar “chato”, “repetitivo” e “cruel”. E quem de direito não lhe liga importância. E no entanto a preocupação por aquilo que parece ser incompreensível faz parte de um dos direitos inalienáveis do ser humano em geral e do cidadão comum interessado e empenhado em particular.
Mas as respostas à dúvida não surgem e o cidadão tende a desconfiar. E de desconfiado passa a desencantado. E de desencantado a desinteressado. São então que se tende a deixar rolar e a omitir o que está mal porque não vale a pena. Quando termina a dúvida sistémica, dilui-se o cidadão e termina a participação na causa pública. E aí, começa tudo a andar para trás.

domingo, outubro 23, 2011

sábado, outubro 22, 2011

PELO CHEIRO, PERCEBE-SE

Um homem estava em casa a ver televisão e a comer amendoins.
Atirava-os ao ar para em seguida apanhá-los com a boca.
A meio da acrobacia a sua esposa fez uma pergunta, e quando ele se virou para responder, um amendoim caiu-lhe dentro da orelha.
Ele bem que tentou tirá-lo mas apenas conseguiu enterra-lo ainda mais.
Após horas a tentar, começaram a ficar preocupados e decidiram ir ao hospital.
Estavam a fechar a porta de casa, quando chegou a filha com um amigo.
Após serem informados do problema, o amigo da filha disse que conseguia tirar o amendoim.
O jovem enfiou dois dedos pelo nariz do homem a dentro e disse para ele expirar com forca.
O homem assim fez e o amendoim saltou fora.
A esposa e a filha saltaram e gritaram de alegria.
O jovem insistiu que não era nada de mais e foi com a filha para a cozinha comer qualquer coisa.
Assim que saíram, a mãe virou-se para o pai:
- Não é maravilhoso? Não é esperto?  Achas que vão continuar amigos?
- Pelo cheiro que tem nos dedos,... vai ser nosso genro.

quinta-feira, outubro 20, 2011

EMPOBRECIMENTO/ENDIVIDAMENTO

Pensei muito que título dar a esta postagem. Ao longo de todos os anos de Poder Democrático Autárquico que o endividamento da Câmara Municipal de Peniche tem vindo em crescendo. Não há um Presidente eleito que não tenha doado ao seu antecessor uma divida maior do que aquela que herdou do que lhe antecedeu.
Em relação a isto fui ouvindo sempre dois tipos de argumentos. O primeiro é o de que deixando obra o endividamento não é grave. O segundo é o de que se não formos piores do que os anteriores já não somos maus.
Uma das habilidades criadas ao longo dos vários exercícios orçamentais seria o da venda de património, criando assim um falso sentimento de equilíbrio na consciência de quem exercia o poder autárquico e das oposições. Só que toda a gente sempre soube que nada daquilo correspondia à verdade. Se ao longo dos 34 anos de exercícios autárquicos se tivessem vendido os bens necessários para equilibrar os vários orçamentos, já nem palmo de terra a Câmara Municipal tinha.
Com o que está a acontecer ao nosso país, criou-se-me o pavor de qual a situação financeira em que o nosso Concelho se encontra. Não temo ser responsabilizado pelos erros que eventualmente eu próprio tenha cometido quando fui autarca. Se fui, que seja penalizado por isso na proporção das minhas responsabilidades. Mas era importante todos sabermos qual é verdadeiramente a nossa situação. Qual é o nosso endividamento. Mas falem linguagem que todos percebam. Em relação ao que dispomos que percentagem temos hipotecada às dividas que assumimos?
Que esperança temos para o nosso futuro? E para o futuro dos nossos filhos? E dos filhos dos nossos filhos? Peniche tem viabilidade como Concelho? Podemos continuar a ter carnavais em Agosto e subsídios para pagar arrendamentos de Associações que não funcionam?
São perguntas poucas para as muitas que poderiam e deveriam ser feitas. O Concelho de Peniche suporta ainda durante quanto tempo os imensos desperdícios que são constantes e evidentes?

quarta-feira, outubro 19, 2011

VOTAR EM BRANCO

Quando iniciei a minha marcha pessoal do voto em branco, fi-lo porque deixei de acreditar nos Partidos. Tendo sido militante do MDP/CDE, do PCP e do PS, em todos procurei uma atitude cívica para além dos interesses imediatos do voto. Mesmo que isso significasse nunca fazer o exercício do poder. Acredito firmemente que acreditar é que conduz o Homem nos caminhos do sonho, mesmo que isso signifique um caminho de dificuldades e de escolhos.
Quando deixei de acreditar, deixei de votar. E tenho para mim que a solução passa por um grande abandono das mesas de voto. Aos portugueses resta agora voltar as costas à grande fraude a que nos conduziram. Os políticos hoje não representam nada para além de si próprios.
É esta a grande verdade que os indignados um pouco por todo o mundo estão a percorrer. Solidários entre si e sem outras solidariedades que não sejam a sua confiança no ser humano, eles estão a reconstruir a humanidade e os seus sonhos.
Em tempos, uma revista efémera, a “Raiz e Utopia” tentou dizer-nos isto. Acredito que está no ser humano a resposta às suas necessidades. Tudo o resto faliu. A Europa não pode ou não soube reinventar-se. Para mim as urnas de voto acabaram.

terça-feira, outubro 18, 2011

DIAS NEGROS

Se dúvidas existissem o que ontem foi anunciado para os próximos 3/5 anos foi o anúncio definitivo do fim da classe política portuguesa e com ela o fim de múltiplos sonhos e ilusões. Não que subsistissem muitas. Mas a gente acredita que pode ser melhor do que dizem. Não sei se poderia ser diferente do que foi anunciado. Mas acredito que tudo isto foi negociado entre os 4 maiores partidos políticos, embora tenha sido deixada ao PS um certo grau de liberdade para fingir que não mas sim.
Seria bom que a nossa memória pudesse reter a admirável simbiose entre Bede Durbidge e os tubos de mar que trouxeram milhares e milhares de Forasteiros de todo o Mundo a Peniche. Mas o que fica, só que ainda muitos de entre nós não deram por isso, é o anúncio de um regresso aos anos 60 com as insuficiências para muitos, alguma escapatória para uns quantos e uma farta vida de sucessos para muito poucos.
Aquilo que pais e avós tentaram esconder dos seus filhos e netos, sobre uma vida em que um par de sapatos era um presente de sonho, em que uma ida ao médico representava uma pedrada no charco, em que frequentar a escola era uma bênção, parece regressado dos confins dos tempos em que tinha sido enterrado.
Longe vão os tempos da euforia que representava ir ao banco buscar dinheiro para passar férias em S. Martinho do Porto, ou oferecer uma festa de Natal magnificente a amigos e familiares, desde logo com prendas de passagem do final de ano na Madeira.
Resta entregar as casas aos bancos e recorrer à habitação social da Câmara. Esquecer as mobílias adquiridas a crédito e o carro que já foi devolvido. Somos de novo filhos da miséria congénita em que este país sempre se debateu. Somos filhos da desgraça e se de vez em quando parecemos mais felizes, é só sinal do mau tempo que se avizinha.

segunda-feira, outubro 17, 2011

ESCOLAS EM TEMPO DE CRISE/ESCOLAS EM CRISE

O “Expresso/SIC” do passado sábado publicou o ranking das escolas em 2009/2010. Também o “DN” fez o mesmo. Como é natural fui à procura da Escola Secundária de Peniche. No primeiro encontrei-a em 222º lugar, com uma média de 10,44 e para 465 provas realizadas. Em relação ao ano anterior em que ficou em 93º lugar, desceu 129 lugares.
No segundo ranking aparece em 254º lugar, não havendo termo de comparação com anos anteriores. Num e noutro caso os alunos descem as classificações obtidas entre resultados internos da escola e os exames nacionais. No primeiro ranking de 13,3 para 10,44 e no 2º caso de 12,30 para 10,18. A discrepância de resultados é que os pressupostos de análise não são exactamente os mesmos num e noutro caso.
O importante aqui é encontrar as razões porque os resultados não são melhores. Porque é que uma escola na orla litoral e na periferia de Lisboa não encontra motivações e capacidades para gerar outro tipo de competências.
Este é um assunto que mereceria uma análise mais aprofundada quer pelo Conselho Local de Educação, quer pela Assembleia Municipal de Peniche. Se calhar não é por acaso que somos um concelho de grande indigência cultural, em que o melhor de nós se confunde na perfeição com a análise que Eça faz do estranho mundo português.
Ou mais vale deixar tudo como está porque se os jovens de Peniche passarem a ter consciência do que podem, os poderes públicos instituídos podem ficar mal na fotografia.

domingo, outubro 16, 2011

sábado, outubro 15, 2011

SOU UM INDIGNADO: QUERO SER LIVRE!

sexta-feira, outubro 14, 2011

quinta-feira, outubro 13, 2011

PENICHE DE NOVO CAPITAL INTERNACIONAL DO SURF

Entre os próximos dias 15 e 24 de Outubro, desenrola-se aqui na península o evento maior do surf internacional. Aqueles nomes que só nas páginas das revistas são possíveis de ver, vão cruzar-se connosco e Peniche pelo menos uma vez por ano é a capital mundial de um dos desportos de maior projecção nos nossos dias.
Sinto-me bem com isso. Faz bem ao meu ego como natural de Peniche e português. Num tempo em que nada vale nada, por 10 dias as coisas valem pelo que de mais belo tem a capacidade humana. Poder desenvolver uma simbiose perfeita com a mais indominável das forças da natureza, o mar.
Um destes últimos dias em conversa com uma pessoa mais jovem que eu cerca de 20 anos, portanto um homem deste tempo, fiquei siderado quando ele me referiu esta actividade do surf em Peniche, como a demonstração do que de pior se pode fazer para o seu desenvolvimento.
Aceito de barato que haja pessoas que não gostem de surf. Aceito também que achem que é muito pouco o desenvolvimento de Peniche passar só pelas ondas. Considero normal que algumas pessoas se sintam incomodadas por Peniche durante 10 dias parecer um oásis de felicidade no país da miséria. Tudo isto eu compreendo e aceito. Mas que é lindo ver Peniche difundido nas quatro partidas do mundo é. Que é um sonho ver milhares e milhares de pessoas confluírem para aqui para poderem ao vivo participar num evento como este, é. Que existe um tempo em que a crise, e a troika, e o inferno em que converteram Portugal, dá lugar à festa que precisamos para carregar as baterias de que carecemos para poder enfrentar o futuro negro que se avizinha, é outro facto.
Mas ao longo dos Peniche nunca passou da cepa torta. O Turismo prevaleceu a soluços. A indústria da pesca quase desapareceu por completo. A indústria transformadora está reduzida a 2 ou 3 casos residuais não se sabendo por quanto tempo é possível mantê-las.
A mim parece-me que o surf em Peniche não presta (em certas opiniões) porque está a servir os interesses imediatos da Câmara comunista. É isso. Incomoda os intelectos pequeninos e serôdios desta terra que um evento desta natureza se concretize com um executivo comunista.
Eu também não gosto que um governo da porra me lixe o 13º mês e tenho de o engolir. Para além das outras maldades que estão a preparar. Chateia-me a visão estreita das coisas. Chateia-me que a minha terra não tenha um grupo de cidadãos dispostos a dar a cara pelo que ela pode representar no futuro. Seja no Turismo. Seja em actividades piscatórias rentáveis. Seja em áreas de comércio e serviços de qualidade. Onde eventos como estes terão lugar inevitavelmente.
Quantos aos comunistas da Câmara, não podem admirar-se de que só por ser eles a fazerem as coisas, haja quem as conteste. Não tem sido esse o comportamento dos comunistas nos últimos 35 anos em relação a todo e qualquer governo ou a toda e qualquer medida por eles tomada? Governo para a rua. Abaixo o Governo.
Têm que ter paciência e colher os frutos do que semearam.

terça-feira, outubro 11, 2011

MUDAR DE VIDA

Quem me conhece sabe que sou muito penicheirão a falar. Na tropa no comando de pelotões fui desenvolvendo os exercícios vocais que haveriam de me tornar imbatível em questões de tom de voz. Depois foi o desenvolvimento da minha actividade como docente. As actividades políticas em vez de me tornarem mais moderado, fizeram redobrar as minhas capacidades em me fazer ouvir.
Às tantas essa capacidade de me fazer ouvir à distância veio a manter-se mesmo em conversas privadas. Isto é, comigo deixaram de haver segredos de estado. Quem me conhece sabe que sou assim. Se a conversa me interessa e o interlocutor é motivante esqueço-me de tudo e lá começo eu a falar em tons de voz que dá para encher um estádio de futebol. Sou um trovão. Isto tem vantagens e desvantagens. A principal vantagem é que falando assim toda a gente sabe o que estou a dizer. Não dá para inventar. A principal desvantagem é que aborreço de forma lapidar os que não me conhecem e que se sentem incomodados e alguns que me conhecendo, não gostam do espectáculo gratuito que eu ofereço a quem vai passando.
Aos primeiros explico-lhes que sou naturalmente assim. Aos segundos passo a evitá-los.
Assim foi um destes dias em que tendo ido à Associação buscar a minha mulher à hora de saída dela, encontrei um amigo que não via há muito tempo. Ele até foi meu aluno e posteriormente meu colega de profissão. Foi inevitável falarmos de Educação. E porque eu tenho uma visão muito minha do que tem acontecido nas Escolas e com elas, a conversa entre mim e o meu amigo foi-se desenvolvendo e à medida que se desenvolvia eu ia-me apaixonando com o que dizia e ouvia e vocês adivinham o resto. Até que o meu amigo me diz que estava a sentir incomodado pelo tom de voz que eu usava. Quem passasse iria pensar que eu estava a ralhar com ele.
Foi a minha vez de me sentir incomodado. Se ele me dissesse para eu falar mais calmo, eu teria percebido. Agora por aquilo que os outros pudessem pensar… Isso deixou-me abalado nos alicerces daquilo que eu pensava ser o que ele conhecia de mim e das minhas características específicas. Respondi-lhe que não o incomodaria mais e acabei ali uma conversa e com ela uma amizade que eu pensaria ser mais consistente. O que se passa é que eu estou na recta descendente. Já não tenho nem tempo nem querer para mudar de vida ou de atitudes. Deixei-me seduzir pelo que gosto e cortei com o que me aborrece. Quero terminar o tempo de vida de que disponho com quem ou com aquilo que me faz sentir bem. O resto já era.

segunda-feira, outubro 10, 2011

O CRIME NÃO COMPENSA

A desvalorização das diatribes de Alberto João Jardim por Jerónimo de Sousa, afinal não colheu dividendos. Como não colheu dividendos a súbita declaração de amor de Mário Nogueira a Jardim. O PCP que em 2007 tinha recebido 7.659 votos (5,44%), agora em 2011 recebeu 5546 votos (3,76%). Tinha 2 deputados e passou a ter só um. Até o partido do Coelho lhe passou à frente. É claro que o grupo sindicalista do PCP não vai assumir a responsabilidade desta derrota ignominiosa. A culpa para eles vai ser de toda a gente menos deles próprios. As bananas são reaccionárias. Idem para o peixe-espada preto e para as espetadas e para os bolos de mel.
Os professores afastaram-se deste cozinhado mal-cheiroso (cheirava a merda) entre o Alberto João e o Mário Nogueira. E dividem-se as opiniões sobre quem ficou a perder na fotografia. Os mais estudiosos garantem que perdeu mais o Jardim que o Nogueira. É que este último é já carne putrefacta, enquanto o primeiro ainda dá uns trôpegos passos no bailinho da Madeira.
Seja como for. A conclusão que podemos tirar é que o povo da Madeira pode querer que seja o Jardim a colher o resultado do que semeou. Mas não se deixa iludir perante quem também lhes quer por a mão no bolso.

domingo, outubro 09, 2011

QUEM ENGANOU QUEM?
José, camionista, passou muito tempo a viajar e chegou em casa de madrugada.
Como estava com saudades, correu para quarto, agarrou a esposa e fez amor com ela três vezes.
Quando acabou, foi para cozinha beber água. Quando lá chegou, viu a esposa a tomar café. Intrigado perguntou:
- Amor, tu não estavas no quarto ainda agora?
- Não, aquela é a minha mãe que veio fazer-me companhia enquanto viajavas.
- Amor! Pelo amor de Deus! Nem imaginas o que aconteceu. Cheguei morrendo de saudades tuas, corri para o quarto, estava escuro, pensando que fosses tu e fiz amor três vezes com a tua mãe.
A esposa, indignada, foi a correr falar com a mãe.
- Mãe! É verdade que o José saltou para cima de ti três vezes, pensando que fosse eu?
- Foi.
- E tu não lhe disseste nada?
- Sabes muito bem que eu não falo com ele há mais de cinco anos

sábado, outubro 08, 2011

LAPSUS LINGUAE
Estava um padre da província a começar a missa e começou ele:
- Hoje vamos xalar da passagem de Jesus quando ressuscitou laxaro:
- E Jesus dixe, alevanta-te laxaro, mas laxaro nao xe levantou, mas Jesus disse novamente, laxaro meu filho alevanta-te, entao laxaro xe levantou e andeu...
mas uma voz ao fundo da igreja disse: - e andou estúpido:
E o padre respondeu: - xim xim laxaro andou estúpido muito tempo mas depois passou

quinta-feira, outubro 06, 2011

PREPLEXIDADES
Só se admira quem for desatento. Depois de ver e ouvir as afirmações de Jerónimo de Sousa sobre as trapacices e a ladroagem que tem sido levada a cabo na Madeira, assistir agora a inaugurações de instalações da FENPROF no Funchal com o Mário Nogueira a segurar na fita e o JJ a dar a tesourada final, já não espanta.
Tudo isto para o PCP poder manter alguma influência que adquiriu por força de ter perdido por completo a coluna vertebral e a vergonha.
Acolitar o Jardim para não perder votos, é tão porco que custa a escrever. Se o PCP e os seus dirigentes acreditam que ainda enganam alguém, seria bom que pensassem 2 vezes.

quarta-feira, outubro 05, 2011

5 DE OUTUBRO
O meu pai faria hoje 97 anos. A República faz hoje 101 anos de idade. Para mim e para uns quantos (poucos) que ainda vão tendo memória o dia de hoje vale a pena. Para os restantes não passa dum feriado. Como tantos outros. Dentro de muito pouco tempo o 5 de Outubro terá o mesmo significado (i.e. nenhum) que o 28 de Setembro que passou há pouco mais de uma semana e que poucos ainda se recordam do seu significado.
Em tempo de crise é minha sugestão, que sejam banidos dos Feriados Nacionais o 5 de Outubro, o 25 de Abril e o 1º de Dezembro. Sempre são mais 3 dias para produzir. Isto se ainda houver alguém empregado para produzir. mas para quem está desempregado, os Feriados pouco dizem.

segunda-feira, outubro 03, 2011

NÃO FAZER ONDAS
A pior coisa que pode acontecer a um candidatado a uma treta qualquer é a imprensa (os média em geral) dedicarem-se a ele(a) no período pré-eleitoral. Os repórteres e os candidatos a jornalistas, conhecedores desse trauma, procuram descobrir “rabos-de-palha” que possam utilizar para vender mais jornais (leia-se publicidade). Entra-se então num desatino.
O que me espanta é que a armadilha de tão óbvia ainda resulte. Alguns, os que têm um ego maior que o mundo, não é assim que saiem vencidos. Esses são atacados todo o tempo. Até que os próprios apoiantes deles duvidem e comecem a criar novos apoios. E a criar um novo líder. Que aplaudirão com tanto empenho, como aplaudiram o que o antecedeu.
Depois há também os que fogem da publicidade como o Diabo da Cruz. Esses tudo fazem para não dar nas vistas. Não querem que deles se fale. Para depois aparecerem numa manhã de nevoeiro. E tentarem a sua sorte.
Os medrosos e os exibicionistas terão todos o mesmo fim. Sem honra nem glória. Só que demoram a perceber isso. Julgam que deles ficará um nome para a história, mas se perguntarem a si próprios quem foi Joaquim de Barros Valla, Armando Sampaio Senna ou Luis Pedroso da Silva Campos, saberão porque falo assim. A resposta ou a falta dela diz muito do que cada um de nós pode esperar do futuro. O reconhecimento das gerações presentes não é passaporte para o futuro.

sábado, outubro 01, 2011

LOCALIDADE ONDE NOS ÚLTIMOS ANOS TEM NASCIDO A MAIOR PARTE DOS POLÍTICOS
Fica na ALEMANHA e tem acordos com os Sistemas de Saúde da UE