quinta-feira, janeiro 30, 2014

A VOZ DO POVO

Dizem ser a voz de Deus. Existem milhares de ditos populares que servem para abreviar conversas, insultar de forma elegante, terminar conversas que se estão a desenvolver para além do desejável, ofender de forma soft, fazer perceber segundas intenções.
Isto é, existem ditados e expressões populares para todas as ocasiões. Depois têm que ver com a realidade regional das pessoas que as utilizam. Certas expressões que tiveram por exemplo o seu despontar no Algarve, acabaram por se espalhar por todo o país por força das correntes migratórias que levam as pessoas a deslocarem-se um pouco por todo o lado.
É claro que existem curiosidades sobre a sua utilização. Por vezes a propósito e outras vezes nem tanto. Vem isto a propósito de 2 expressões populares que ouvi no espaço de poucos dias.

- “Tu que sabes e eu que sei…cala-te que eu me calarei”. Esta surgiu no decorrer de uma discussão entre 2 senhoras num supermercado, quando mutuamente se acusavam de coisas inconfessáveis. O que é certo é que a discussão terminou logo ali. Quase que apetecia colocar esta expressão em grande no Parlamento para quando os ditos representantes do povo se acusam das maiores poucas-vergonhas, terem tento na língua e se calarem.

- “Merda e cagalhão não vão à confissão”. Também esta expressão surgiu no decorrer de uma conversa entre duas pessoas. Uma delas sentiu-se melindrada por a outra utilizar o vernáculo vicentino “merda”. E criticou a pessoa que o utilizou. A pessoa criticada disparou a frase que arrumou ali o pretensiosismo. Eu quando o ouvi, desatei a rir que nem um maluco. Achei uma delícia. Refiro-me à expressão e não às substâncias propriamente.

 Anotei-as e aqui as deixo certo que ainda poderão vir a ser úteis a algum dos leitores.

quarta-feira, janeiro 29, 2014

BERTOLT BRECHT


O Analfabeto Político

"O pior analfabeto é o analfabeto político.
Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos.
Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão,
do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio
dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia
a política. Não sabe o imbecil que da sua ignorância política nasce a prostituta,
o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista,
pilantra, o corrupto e lacaio dos exploradores do povo."
Nada é impossível de Mudar
"Desconfiai do mais trivial, na aparência singelo.
E examinai, sobretudo, o que parece habitual.
Suplicamos expressamente: não aceiteis o que é de
hábito como coisa natural, pois em tempo de desordem
sangrenta, de confusão organizada, de arbitrariedade consciente,
de humanidade desumanizada, nada deve parecer natural
nada deve parecer impossível de mudar."
Privatizado
"Privatizaram sua vida, seu trabalho, sua hora de amar e seu direito de pensar.
É da empresa privada o seu passo em frente,
seu pão e seu salário. E agora não contente querem
privatizar o conhecimento, a sabedoria,
o pensamento, que só à humanidade pertence."

segunda-feira, janeiro 27, 2014

AQUI E AGORA

Aqui estou eu sentado neste extremo ocidental do continente europeu, a dedilhar ideias para o teclado do computador para vos poder descrever os os pensamentos que me assaltam.

Penso num amigo meu de sempre que me dizem estar hospitalizado. Penso numa grande unidade industrial de Peniche que me dizem estar a atravessar momentos muito difíceis. Penso numa reportagem da RTP à Feira de Turismo de Madrid onde mais uma vez saltita nas ondas do surf o Presidente da Câmara da minha terra sorridente e no melhor dos mundos.
Penso na afirmação da Secretária de Estado da Ciência que diz haverem investigadores a mais para o dinheiro existente. Mas que lamentavelmente esquece-se de afirmar que existem deputados e assessores a mais para os recursos do país, o que torna abjectas as suas palavras, tornando-a tão politicamente responsável como os seus “chefes”.
Penso que o tempo em que acreditei qua a democracia era um valor inestimável não sendo um tempo perdido foi um tempo em que fui pouco atento aos sinais que se desenhavam e em que relaxei no voto, quando tudo me dizia para ser um guardião de valores que a direita e o capital tudo faria para por em causa.

Penso que é lastimável perceber que não existem soluções para o espectáculo degradante que os políticos nos oferecem através de eleições.
Eu sei o que me apetece escrever e dizer e fazer. Mas não posso. Correria o risco de cair sobre a alçada da lei. Por isso vou alinhando as frustrações e aguardando que D. João II se reerga do túmulo.  

sexta-feira, janeiro 24, 2014

PERPLEXIDADES

Os meus diabetes são como estes partidos políticos. Quanto mais convivo com eles, menos os compreendo.

quarta-feira, janeiro 22, 2014

DIA DO ÓDIO

Hoje é dia do ódio. De ódio do Governo contra pensionistas, reformados, velhos e jovens. É dia em que o Governo vai fazer aprovar o primeiro dos muitos orçamentos rectificativos de 2014, em que demonstrará ao Tribunal Constitucional que sempre que reprovarem uma medida deste governo, serão os jovens e os velhos que irão pagar essas consequências.
Este governo existe e movimenta-se no ódio. Agora serão também os nossos poucos cientistas que terão de abandonar o país. Matam a classe média e querem (?) mais filhos. Os mais pobres de entre os pobres, restar-lhe-á morrer. Como os que forem doentes. Baixa-se assim o défice.
Que país restará depois?

terça-feira, janeiro 21, 2014

COISAS DA POLÍTICA

O passos coelho está surpreendido com a desistência do Marcelo Rebelo de Sousa...
e eu vou ser o próximo Presidente da Câmara Municipal de Peniche pelo CDS/PP!

segunda-feira, janeiro 20, 2014

20 DE JANEIRO

Esta é uma data fétiche para mim. Tem que ver com duas etapas da minha vida extremamente marcantes.
20 de Janeiro é a data em que se comemora a morte nunca completamente esclarecida de Amílcar Cabral. É feriado na República da Guiné-Bissau.
Recordo a frase premonitória de AC, "Se alguém me há-de fazer mal, é quem está aqui entre nós. Ninguém mais pode estragar o PAIGC, só nós próprios".
Os 2 anos que passei naquele país fizeram mais pelo meu equilíbrio ideológico, do que todos os livros que li.
Ali aprendi que um povo só o é quando decide ser ele mesmo a tomar as rédeas do poder. Ninguém pode substituir a capacidade de liderança e de justiça de um povo quando se ergue para exercer a defesa dos seus direitos. Só quando o delega em militares, em juízes, em políticos, é que tudo se torna aberrante e asqueroso. Em criminoso. Isto aprendi eu com Amílcar Cabral. Nos seus escritos e nas suas práticas que me foram contadas por quem com ele conviveu. Aprendi na Mata de Morés. E nas “passadas” de Olussato. Aprendi (con)vivendo na leprosaria. Em Bafatá. Nas ilhas Bijagós. Os diferentes povos da República da Guiné-Bissau eram extremamente orgulhosos e dignos. De uma dignidade de nível superior. Até que abdicaram da sua capacidade de luta e se deixaram dominar pelos senhores da guerra. Que começaram por assassinar Amílcar Cabral. Depois passaram a ir matando todos os que se lhe opusessem. À sua fome de poder e de dinheiro. E assim se destruiu um povo e uma nação.
O meu outro 20 de Janeiro tem a ver com a minha estadia na Lourinhã 10 anos depois da Guiné. Na Lourinhã e nesta data celebra(va)-se o S. Sebastião. Era uma festa organizada por voluntariado. As forças vivas da terra juntavam-se e em espaços adjacentes à capela do Santo, para com convívios, fraternidade e amizade, moverem montanhas em direcção às causas sociais que apoiavam. Todos os dias durante uma semana havia comes e bebes, jantaradas, organizadas pelos restaurantes locais, em que todos poderiam participar. Durante a tarde, quando se ouviam os foguetes era porque tinham chegado à tasca, os bolos caseiros (tipo ferraduras) que se compravam para levar para casa ou para acompanhar ali mesmo com um copo de tinto ou branco. O S. Sebastião na Lourinhã marcou-me profundamente. Estou a escrever e estou a ouvir o João Manel a tocar guitarra e a cantar um fado. Estou a escrever isto e estou numa noite do S. Sebastião a jantar com a minha mulher, a Dági, a Zinha, a Luísa e a Margarida. Estou a ver a filharada toda brincando. O sabor da moreia frita do “Macaco” e de tantos outros petiscos desse tempo em que a Escola não era uma maldição. A Escola era de facto a continuação do dia a dia e os amigos da “Vila” eram os que nos confiavam os seus meninos e meninas.
O 20 de Janeiro faz-me recuar à Guiné e à Lourinhã. Duas etapas da minha vida feliz como professor. Onde vi e vivi muito mais do que aquilo que é expectável hoje em dia para um professor.     

sábado, janeiro 18, 2014

JOSÉ CARLOS ARY DOS SANTOS

Perfazem hoje 30 anos sobre a morte do poeta. Sobre a sua condição de poeta os críticos e os eruditos falarão melhor que eu. Sobre quem fez da poesia uma arma, aí já poderei dizer o que sinto. Contribuiu como poucos para dar a palavra à canção. Todos já o cantaram de uma ou outra forma. Como cidadão foi controverso qb. Nunca se escondeu e buscou na discussão levar os outros a pensarem no Homem como a forma mais sublime da existência.
Por tudo isto, e pelo que não sou capaz de dizer, em jeito de homenagem deixo aqui um poema seu que permitirá a quem o ler compreender melhor o autor.
 
Meu Camarada e Amigo

Revejo tudo e redigo 
meu camarada e amigo. 
Meu irmão suando pão 
sem casa mas com razão. 
Revejo e redigo 
meu camarada e amigo 

As canções que trago prenhas 
de ternura pelos outros 
saem das minhas entranhas 
como um rebanho de potros. 
Tudo vai roendo a erva 
daninha que me entrelaça: 
canção não pode ser serva 
homem não pode ser caça 
e a poesia tem de ser 
como um cavalo que passa. 

É por dentro desta selva 
desta raiva   deste grito 
desta toada que vem 
dos pulmões do infinito 
que em todos vejo ninguém 
revejo tudo e redigo: 
Meu camarada e amigo. 

Sei bem as mós que moendo 
pouco a pouco trituraram 
os ossos que estão doendo 
àqueles que não falaram. 

Calculo até os moinhos 
puxados a ódio e sal 
que a par dos monstros marinhos 
vão movendo Portugal 
— mas um poeta só fala 
por sofrimento total! 

Por isso calo e sobejo 
eu que só tenho o que fiz 
dando tudo mas à toa: 
Amigos no Alentejo 
alguns que estão em Paris 
muitos que são de Lisboa. 
Aonde me não revejo 
é que eu sofro o meu país. 

 

quinta-feira, janeiro 16, 2014

ASSIM VAI A CMP

Após as últimas eleições ficámos a aguardar a 1ª grande manifestação de vontade da coligação PSD/PS, face ao partido vencedor. Essa relevância estava apontada à apresentação do 1º Orçamento apresentado pela CDU quer ao executivo, quer à Assembleia Municipal, os 2 Órgãos decisores onde a coligação PSD/PS tem a maioria.
A 27 de Dezembro lá foi aprovado o 1º Orçamento do novo executivo da CDU, que contou com os seus votos a favor e com a abstenção da coligação da oposição, que definiu este orçamento como equilibrado e responsável.

Alguns dados relevantes sobre estes e anteriores orçamentos:
Em 2010     - 31,5 milhões €
Em 2013     - 20,4 milhões €
Em 2014     - 17,4 milhões €
Para despesas correntes estão afectados 16 milhões de euros

O que significa que estão libertos para investimento 1,4 milhões de euros.
Acresce que se aponta em 2014 para a construção do:
- Centro Escolar de Atouguia da Baleia
- Obras nas escolas de Ferrel e Serra d’ El-Rei
- Obras de recuperação do edifício Aº Bento e instalação do Museu de Rendas de Bilros
e…
- Reforço de Apoio às famílias carenciadas do concelho
Não sei das referências aos múltiplos carnavais, à etapa do Mundial de Surf, a recuperação dos Bairros Sociais, da Biblioteca Municipal, o arranjo dos medões de lama extraídos do Fosso das Muralhas, Planos para a intervenção na sua periferia.

E se por aqui me ficar, resta-me pedir para um novo milagre da multiplicação dos euros ou será mais um ano de passagem. Que a graça dos Deuses nos acompanhe.

quarta-feira, janeiro 15, 2014

AINDA OS JÓTINHAS

Sempre que um partido político em Portugal realiza um congresso eu tremo todo. Não pelo facto em si. Isso é pouco importante. Os congressos dos partidos políticos são encenações montadas para a exaltação dos militantes que neles participam. Com resultados antecipadamente conhecidos. Está tudo preparado ao milímetro para que não surjam surpresas pouco agradáveis.
O que me assusta e perturba nos congressos partidários são os grupos de pressão que para eles são preparados para imporem algumas das suas exigências. E entre esses grupos as “ditas” juventudes partidárias são as que mais temo. Pela sua impreparação. Pela sua conotação com o líder. Com as exigências que estabelece para poderem beneficiar do seu apoio.

E isto serve rigorosamente para todas as “jotas”. Umas de forma mais evidente e outras de forma mais camuflada (refiro-me aos jovenzinhos da dita esquerda parlamentar).
Neste último congresso do partido da direita “bétinha” o seu líder saiu-se com uma ideia que não vi depois desenvolvida mas que não estranharei se for retomada. A de que se deveria reduzir a escolaridade obrigatória para 9 anos. Alguns jornais noticiaram e ficou-se por aí. Mas não será surpreendente se a ideia ficou a germinar. Para que é que precisamos de jovens letrados no desemprego? O que necessitamos é de indiferenciados que se submetam às necessidades do mercado de trabalho mais duro e violento. Estar a formar jovens para os condenar ao desemprego ou à emigração qualificada não parece ser uma atitude inteligente para um país que não consegue satisfazer as suas necessidades mais básicas. É importante estabelecer o fosso entre os que têm hipóteses de atingir um mercado de trabalho qualificado e os outros.

Se olharmos para o actual governo a começar pelo seu chefe temos uma visão clara do perigo que representam os idiotas dessas “jotas”. Estão lá todos os seus ex-lideres. Olhamos para o maior partido da oposição e lá estão eles outra vez. Está o país entregue a esta gentinha de pensar pequenino, que se vão infiltrando e subindo na hierarquia dos partidos à custa do que for preciso para chegarem aos lugares mais apetecidos. E sabem que aconteça o que acontecer os deuses estarão com eles. A seguir ao governo espera-os uma sinecura de uma qualquer empresa com capitais públicos.

PS:
1.   A diferença entre esta gentinha e os que aprendem que as capacidades de cada um é que devem presidir às suas qualificações e ascensão, é a mesma que separa o ex-ministro da economia Álvaro Santos Pereira de um qualquer outro envolvido via sua firma de advogados e das suas ligações ao Governo Português para lugar de ouro.

2.   E que dizer da situação a que chegámos em que cada vez que se levanta o tapete da porta de entrada do BPN sai de lá um ex-ministro ou secretário de estado dos governos do sr. Silva para ser julgado por corrupção.

segunda-feira, janeiro 13, 2014

A FOTO


Ao olhar para esta foto recordei-me de uma cena passada em Peniche há mais de 50 anos e que a minha mãe me contou, rindo como se o riso fosse a sua forma de estar.

A minha mãe foi um domingo à missa das 7 da tarde em S. Pedro numa tarde de inverno em que o frio cortante convidava ao aconchego do lar. Começou a subir as velhas escadarias da Igreja e ouvia o murmúrio de 2 vozes que ecoavam no átrio exterior da Igreja. Uma mais estridente, outra mais calma e confortante. Quando acabou de subir os degraus deparou-se-lhe um casal muito conhecido aqui na vila de Peniche: - A D. Herculana e o Sr. Ezequiel. Eles eram talvez o casal mais “beato” que todos nós conhecíamos. Iam a todas as missas. Não falhavam a um terço. O Sagrado Lausperene era o corolário de todas as suas convicções. As procissões o seu sacrifício em nome do Senhor. Firmes nas suas convicções nem sequer se apercebiam das torpes risadas dos ímpios que amesquinhavam a sua devoção sem limites à Igreja e aos seus rituais. Moravam numa casa apalaçada que ainda hoje existe e que vai da rua Dr. Figueiredo Faria ao Largo Bispo de Mariana. Não tinham filhos. O seu estar na vida começava nas suas devoções religiosas e terminava no cumprimento amoroso das suas obrigações e fé religiosas.

Era pois esse casal de devotos que a minha mãe foi encontrar no átrio exterior da Igreja de S. pedro naquela noite de invernia dolorosamente fria e cortante. Ela sobretudo não se calava fazendo as últimas recomendações ao esposo devoto que titubeante lhe tentava dizer qualquer coisa antes de entrarem na Igreja. Até que, a certa altura ele conseguiu arranjar coragem e a interrompeu e lhe disse como última solução para a calar:

“- Querida Herculana… Fecha a boca que o frio pode entrar e ainda te constipas!”

quinta-feira, janeiro 09, 2014

FIXAÇÃO

Os católicos são vidrados no paraíso eterno ao lado de Deus Pai todo-poderoso. Os muçulmanos sonham com o paraíso e as 72 virgens que receberão se morrerem em nome de Alá. Os agiotas só vêm moedinhas. Os capitalistas pensam no desenvolvimento do seu poderio económico. Os bêbados ficam em êxtase quando olham para um copo de vinho.

O passos coelho, o portas e o seu governo estão em transe com os reformados, pensionistas e velhos. Têm a todo o transe de os eliminar da face deste país. Sacam-lhes as pensões e reformas a que têm direito, reduzem-lhe o acesso ao sistema de saúde. Dão-lhes uma sopa e como limite à tolerância caritativa, arranjam uns cabazes de comida para os entreterem enquanto eles se dedicam a morrer. Aos filhos desempregados e netos com fome de pensionistas e reformados, vão-nos reprovando por incapacidade mental na escola e fazem assim subir a mão-de-obra barata que necessitam para os grandes grupos económicos se instalarem e depenarem Portugal e os Portugueses.

Este governo e este presidente da república por ele criado à medida das suas necessidades, avisam os pobrezinhos, os indigentes, os famintos e os desempregados de todas as idades, que quando acabarem de sacar as pensões e as reformas dos velhos, começarão a depenar os mais jovens num afã sem tréguas para poderem encher a pocilga da Europa dos bens dos países sem futuro.

Foi entretanto descoberta a última novidade para deixar de pagar pensões: - os miseráveis com cancro são postos em banho maria à espera de exames e quando os exames surgirem, estando o cancro em seu pleno desenvolvimento pelos diferentes órgãos é aguardar que o velho ou a velha morra, e sempre se poupa no SNS e é menos uma pensão ou uma reforma que se paga. É o que se chama 2 em 1 para reduzir o défice.

Matem os velhos. Deixem-nos apodrecer.    

quarta-feira, janeiro 08, 2014

ACONTECE

Raramente tenho tanto vontade de escrever (porque são muitos os assuntos em agenda) do que aquela que tive ontem e tenho hoje. No entanto outras prioridades se colocaram impedindo-me de fazer o gosto aos dedos. Era prioritário desinstalar em casa a tenda de Natal. Quando no final de Novembro comecei a prepara as decorações de Natal caiu-me o “carmo e a trindade” em cima. Porque é muito cedo, porque qualquer dia começas com o Natal no Verão e por aí fora. Aguentei com as criticas e lá fui avançando. E ontem já estava a desmanchar tudo. Passou num instante. Até que um dia já não serei eu com estas tarefas e ficarei na expectativa de ver lá no limbo onde se situam os espíritos, como será a árvore de Natal e o Presépio lindíssimo que me inebria. E verei então as luzinhas a acender e a apagar promovendo a festa em permanência por esses dias.

Tinha também de ir renovar a carta de condução ao Posto de Atendimento ao Cidadão. Já aqui elogiei o serviço ali prestado. Ontem passei-me completamente. A funcionária era outra. De casa levei os documentos necessários e para poupar tempo, levei também fotocópias do BI e da Carta de Condução. Foi-me exigido os originais para a “burocratazinha” que me atendeu verificar que as fotocópias eram iguais aos originais. Foi de mais para quem acabava de viver o Natal. Acabei por ser mal-educado do que peço desculpa. Fiquei mais uma vez com a firme convicção de que os serviços são eficientes ou não em função de quem trabalha neles, da sua inteligência e bom-senso. O resto é paisagem.

No meio disto tudo ouvi uma pessoa por quem tinha a maior das admirações mentir descaradamente para evitar dar a resposta que lhe apetecia. Compreendo perfeitamente que a Presidente da Assembleia da República não concorde com a ida do corpo de Eusébio para o Panteão Nacional. Mas transformar uns miseráveis 50 000 euros em centenas de milhares de euros para impedir a discussão do assunto, parece-me uma atitude grosseira que não se coadugna com o nível de inteligência da pessoa em questão. Enfim é só mais uma desilusão no meio deste momento de caos que atravessamos.

Hoje ouvi o nefasto portas dizer que para ele “irrevogável” era o que o deixava de ser quando começava o “interesse nacional”. E mais disse que a explicação do assunto seria dada em primeira mão no congresso do CDS onde ele (o portas) se sentia bem por ser a sua gente, o seu povo. É inacreditável como um “sacana”  destes, que com as suas birras lixou ao povo português milhares de milhões de euros, acha que são os da sua laia que merecem o seu respeito, ficando nós  os pagantes para último lugar.

Miserável país este.

segunda-feira, janeiro 06, 2014

RECORDAR EUSÉBIO


Associo-me à homenagem que a nível global se presta ao Rei Eusébio. Independentemente do aproveitamento que alguns hipócritas fazem da sua morte (que permitirá esquecer outras coisas), ele representou uma parte do nosso orgulho. Eusébio ajudou com a sua atitude e grandeza no exercício da sua actividade a unir portugueses, a formar milhares de crianças, a dar a Portugal uma projecção que num tempo muito difícil, quase se torna hoje inimaginável. A sua vida e o seu exemplo uniram portugueses de diferentes gerações, credos, cores ou inclinações clubistas.

Quando fui estudar para Lisboa recordo as tardes/noites de competições europeias em que eu e os outros jovens de Peniche nos juntávamos na cave do “Meu Café” em Campo de Ourique para assistir aos jogos das Taças de Campeões Europeus e aos jogos de apuramento para o Mundial de 1966.
Recordo que o meu irmão foi um dos 2 portugueses que propôs ao jornal “A Bola” a designação de “Magriços” com que a Selecção Nacional se apresentou em Inglaterra.

Pelo que ajudou à minha formação como jovem e a milhares de outros como eu, pela beleza que emprestava no exercício de uma coisa tão aparentemente simples como “jogar à bola”, pelo que contribuiu para tornar Portugal um País mais respeitado: Obrigado Eusébio!

PS: Lamento profundamente as declarações do Dr. Mário Soares acerca da morte de Eusébio. Foram feitas por certo em dia em que ele acordou virado do avesso. Não é elegante e de um homem com a capacidade intelectual do Dr. Mário Soares dizer aquelas coisas. Fica-lhe mal e coloca-o a nível da indigência mental. Atrevo-me a dizer que no período mais negro da nossa História, Eusébio terá sido tão importante para Portugal, quanto o foi Amália e o próprio Dr. Mário Soares. Esquecer isto é tornar-se absurdo e imbecil.    

 

sábado, janeiro 04, 2014

 "Os Amantes do Tinto"
Ficou comprovado, mediante uma séria pesquisa científica, que se beberes mais de 1 litro de água por dia, durante 1 ano, no final do ano terá ingerido mais de 1 quilograma de coliformes fecais que estão diluídos na água, ou seja: UM QUILO DE MERDA!!!


Já bebendo VINHO.... Não se corre esse risco, uma vez que esses coliformes não sobrevivem ao processo de fermentação. Por isso peço que comuniques a todos OS que bebem água que essa porra faz mal!!!

Está dado o alerta! Depois não digas que eu não avisei!!!

Quem tiver consciência vai chegar à conclusão de que : 'É melhor beber vinho e dizer umas merdas, do que beber umas merdas e não dizer nada'.

quinta-feira, janeiro 02, 2014

HIBERNEI

Durante um certo período de tempo desapareci. Fiquei a milhas de tudo aquilo que me era habitual. Consagrei-me aos festejos que esta quadra nos oferece. À família, aos amigos mais próximos. Revisitei alguns dos que me são muito queridos e, fui revistado por outros.

Não resisto a dizer que recebi um email de um amigo da minha infância há muitos e muitos anos radicado no Canadá, o Carlos do Rio, que me tocou profundamente.

Recordei os que me deixaram. E perdoem-me colocar as coisas num plano pessoal, mas sinto que foi a mim que me deixaram. Estas festas sem a sua presença tornaram-se para mim mais difíceis de entender e fruir.

Acordei do meu estado de letargia e dou por mim a perceber que nada mudou. Mais uma vez o que interessou à grande maioria dos portugueses na televisão foi a mandante Teresa Guilherme e os seus (e suas) serviçais.

Na politica nada mudou. Continuamos miseráveis com a bênção de um tal sr. Silva e dos seus apaniguados. Somos uns rambos face à república da Guiné-Bissau e uns “cagadinhos” face à República Popular de Angola. O silva ergue a voz contra os primeiros e “borra-se” todo perante os segundos. Como se existem (e existem) crimes mais dóceis e outros mais odientos.

Hibernei e salvei alguns dos meus dias.