sexta-feira, outubro 20, 2017


SANGUE, MUITO SANGUE!

Jornais e jornalistas têm orgasmos sucessivos com notícias de mortes, demissões nos governos, erros dos ministros, corrupção que atinge os que se tornaram visíveis. As televisões parecem praticar a masturbação por notícias infames e nojentas. Com mortes à mistura. Com fogos. Com acidentes. E não, não é só o “Correio da Manhã” no seu melhor. São os telejornais, é o “Expresso” ao fim de semana. São as revistas de fofocas. E agora quando se tem que chupar o sangue fresco da manada, existem as redes sociais no dia para os jornais online.

Com quem é que o “meu povo” aprendeu a ser sanguinário? Com quem é que “o meu povo” aprendeu as diatribes e as ordinarices que se leem nas redes sociais?

Eu por mim, nesta recta final da minha vida prefiro usar o comando e afastar de mim os demónios que tentam invadir a minha casa. Não se ouvem telejornais à hora das refeições. Jornais é o “Diário de Notícias” que me parece ser o mais comedido, informativo e formativo na sua diversidade, de entre todos os jornais generalistas.

Esta cultura de ser necessário sangue para noticiar, na perspectivas de que quem mais sangue fizer mais vende, tornou-se já uma escola para quem pretende abraçar a comunicação social como profissão. E é ver os atropelos dos estagiários, sem quaisquer cuidados a atropelarem os acontecimentos e as pessoas a eles afectas sem cuidar da verdade dos factos. É exemplar o caso de uma jornalista com muitos anos de profissão a noticiar com um cadáver junto a si. A mesma jornalista que quando a tragédia a atingiu exigiu respeito por si própria.

Já não são os programas da Teresa que são obscenos. São os programas de entretenimento que se tornaram porcos e desinformativos. E é ver o ódio que se espelha nos programas sobre futebol. Uma actividade que começou por ser uma forma cultural de manter a sanidade física e mental, por culpa dos seus dirigentes e assessores passou a ser uma fábrica de ódio e de maldade. Como se não tivéssemos já suficiente mal em tudo o resto. Provocar o ódio, fomentar a violência, ensinar o gosto pelas práticas vampirescas, distribuir a mentira e o horror pelos leitores e telespectadores, tornou-se a prática corrente, por se acreditar que é isso que vende.

Então a porcaria de que estou a falar tem origem na economia do mercado e no deve/haver? Não. Perentoriamente não. Tem origem e alimenta-se da falta de formação cívica e da ausência de valores que grassam pela indústria dos média.     

quarta-feira, outubro 18, 2017


A MINHA PRINCESA

A minha princesa é a minha filha. A das trancinhas. A Maria. A que foi para a Escola Primária sem outros conhecimentos que não fossem a sua perspicácia e o que ouvia na Rua Sésamo. Não sabia ler nem escrever. Sabia brincar. E brincou até aos 6 anos de idade como só os meninos e as meninas livres o podem fazer. Foi a “nossa” professora Isabel que lhe segurou as mãozitas e a ergueu como pessoa. Foi a professora da Escola Primária (na antiga Escola do filtro) que lhe abriu as capacidades para ela descobrir o mundo e o saber. E ela cresceu naturalmente melhorando o que sabia, descobrindo coisas novas que a ajudaram a ser a pessoa que hoje é.

Quando já juntava as letras umas às outras, com 7 anos, descobriu que os avós Álvaro e Mariazinha faziam anos de casados. E descobriu também o que era isso de se ser casado. Com esses e outros saberes construiu o seu primeiro postal de felicitações. Que os avós guardaram religiosamente e que agora foi descoberto numa gaveta lá de casa onde eles o tinham guardado.

É esse “postal” carregado de amor e de ingenuidade que vos trago hoje. Isto é a minha filha. Por isso ela tem sido a nossa princesa até hoje. Alimentada com amor e carinho.


segunda-feira, outubro 16, 2017


(requiescat in pace)

Obrigado por me terem dado razão. Tal como hoje alguns teimam em ver virtudes no que foi um momento de diabolização da vida política portuguesa, hoje alguns (com mau perder e maus fígados) entendem que os últimos 12 anos serviram para alguma coisa no Concelho de Peniche. Poderíamos perguntar o quê sem que nos dessem grandes respostas. Mais que a troika e o Governo Central, mais que a miséria que se abateu sobre tantos lares, mais que o ódio que se instalou entre os portugueses, mais que esta eterna lama portuguesa de tudo criticar aos ofendidos e humilhados e perdoar aos senhores do poder, o que nunca nos responderam foi porque teríamos de ser toxicodependentes de partidos e de políticos. Ninguém é senhor absoluto do que a todos pertence.

É verdade que teremos toda a vida de reconhecer o mérito de quantos lutaram por um país em que fossemos livres de escolher o que queremos. Mas esse é um legado que não dá a ninguém o direito de pensar que continuamos a ser homens/objecto. E que só tem razão quem faz parte do grupo dos que se arvoram senhores da liberdade.

Podem recorrer ao que de pior existe na alma humana e através de meios mais ou menos sofisticados (redes sociais) criar falsas notícias e torpes infâmias. Isso tem o impacto do raio de luz que fere os olhos mas não deixa imagens perenes. E o futuro é de quem acredita no fundo de si mesmo no ser humano como capaz de se reinventar.

Ninguém é dono da liberdade de ninguém e a luta de uns quantos não concede privilégios a outros. É pelo trabalho e pela defesa visível de valores, é pela capacidade de ser solidário com os mais pobres de entre os pobres que se constroem vitórias futuras. Quem não perceber isto engana uns quantos durante algum tempo, mas não engana todos durante todo o tempo.    

sábado, outubro 14, 2017


ISTO PODE VIR A SUCEDER DENTRO DE ALGUNS ANOS EM PORTUGAL!

Os árabes estão a reproduzir-se com velocidade.

Os africanos estão a reproduzir-se com velocidade

Os chineses estão a reproduzir-se com velocidade.

Estão cá todos em Portugal!

E nós? A emigrar (conselho do poder)... e contenção por causa da crise!

Dentro de poucos anos em Portugal no primeiro dia de aulas a professora faz a chamada:

"Mustafá El-Ekhseri".

...Presente!

 "Obamba Moluni".

...Presente!

 "Achmed El-Cabul".

...Presente!

 "Evo Menchú".

...Presente!

 "Yao Ming Chao".

...Presente!

 "Al Ber Tomar Tinsdi-As".

...Ninguém responde!

 "Al Ber Tomar Tinsdi-As", volta a repetir a professora, algo aborrecida.

...Ninguém responde!

 "Pela última vez: Al Ber Tomar Tinsdi-As", diz a professora bastante exaltada.

 De repente levanta-se um miúdo e diz:

"Devo ser eu professora, mas pronuncia-se: Alberto Martins Dias"!
ORAÇÃO DAS MULHERES RESOLVIDAS
Por: Júlio Machado Vaz
Que o mar vire cerveja e os homens aperitivo, que a fonte nunca seque, e que a nossa sogra nunca se chame Esperança, porque Esperança é a última quemorre...
Que os nossos homens nunca morram viúvos, e que os nossos filhos tenham pais ricos e mães gostosas!
Que Deus abençoe os homens bonitos, e os feios, se tiver tempo...
Deus...
Eu vos peço sabedoria para entender um homem, amor para perdoá-lo e paciência pelos seus actos, porque, Deus, se eu pedir força, bato-lhe até o matar.
Um brinde aos que temos, aos que tivemos e aos que teremos.
Um brinde também aos namorados que nos conquistaram, aos trouxas que nos perderam, e aos sortudos que ainda vão conhecer-nos!
Que sempre sobrem, que nunca nos faltem, e que a gente dê conta de todos!
Amén.
P.S.: Os homens são como um bom vinho: todos começam como uvas e é dever da mulher pisá-los e mantê-los no escuro até que amadureçam e se tornem uma boa companhia para o jantar.
A IDA AO MÉDICO
José da Silva está com muita dor no braço direito e resolve ir ao médico. Chegando lá o Doutor diz:
- Tenho um novo e avançadissimo computador aqui, basta você urinar neste potinho que eu coloco no computador e ele nos dirá o que você tem.
- Ah Ah Ah, eu não acredito nisto, doutor, sou um Analista de Sistemas e nunca ouvi tamanha asneira!!
Mas para não contrariar o médico, José acaba urinando no potinho.
O médico coloca-o no computador, aperta um botão aqui outro ali e a máquina começa a processar.
Passados uns 30 segundos, sai um papel impresso de dentro da máquina, e então o doutor lê em voz alta:
José da Silva
34 anos
Branco
Analista de Sistemas
Artrite no braço direito

José exclama:
- O quê?? Como essa máquina fez isso?! Eu não acredito!!!
- Doutor, eu quero fazer o exame novamente... Vou levar o pote para casa e farei xixi nele, amanhã em jejum, e trarei para o senhor novamente.
José vai então para casa e no dia seguinte, em jejum, faz xixi no pote e leva-o ao médico, que o coloca no computador para processar..
Sai novamente um papel impresso de dentro da máquina com o seguinte:
José da Silva
34 anos
Branco
Analista de Sistemas
Artrite no braço direito

Doutor, realmente eu não acredito nisto aqui !!
Vou fazer novamente este exame, dê-me outro pote!!
José vai para casa com outro pote, faz xixi dentro dele, pede à mulher e à filha para fazerem também, coloca um pouco de óleo do carro dele dentro do pote e ainda por cima se masturba e coloca o resultado no pote, mistura tudo e leva ao médico.
José pensa: "eheh agora quero ver esse computador,eheh".
O doutor coloca novamente na máquina, e novamente sai um papel:
José da Silva
34 anos
Branco
Analista de Sistemas
Corno
Filha grávida de 3 meses
O carro precisa trocar o óleo
E a próxima vez que for se masturbar, faça com a mão esquerda pois O BRAÇO DIREITO ESTÁ COM ARTRITE !!!


sexta-feira, outubro 13, 2017


POR ESTE RIO ACIMA

Quem se recorda da canção de Fausto tem uma ideia clara do seu significado. É a visualização da esperança e de um sonho concretizado. É uma porta aberta para o que todos os homens e mulheres pensaram para si e para os seus. Um território onde a gente saiba existir e sermos respeitados. Onde não vai ser preciso ligar a TV. Quem está connosco vai estar mesmo connosco. Não precisa de noticiários. Quem quer ser nosso não precisa nem de embaixadas nem de países estrangeiros. Existe na Serra, em Ferrel e na Atouguia. Existe no Cosofi e para além dele. Onde existirem situações de degradação física ou outras o seu olhar persistente e a sua atenção profunda não sofrerão desvios. Sou Concelho de Peniche em Peniche. Sinto os meus concidadãos em mim.

E mais importante que tudo isto, os meus conterrâneos sabem que estou neles e que lhes pertenço.

São muitas as esperanças acumuladas e a vontade de resolver tudo ontem. ELE tornou-se a imagem de marca de todos os que desesperam por ter um interlocutor que os ouça.

Muitas esperanças irão sair defraudadas? Acreditamos que algumas sim. Mas os ouvidos estarão atentos e a vontade de resolver tão permanente como sempre. Descentralizar e responsabilizar será a palavra de ordem. Estar lá é a missão.

Se alguma coisa ficará para trás acredito que serão as feiras, festas e romarias sempre que exigirem “show on”.

Se muito esperamos muito daremos. Não é só esperar o que Peniche terá para nos dar, será também o que nós estaremos disponíveis a dar por Peniche. Não esperem grandes eventos com pomposos títulos. Trabalho será o que poderão encontrar no futuro. As palavras bonitas ficarão para os escritores. A acção ficará para os que trabalham por, pelos e para os outros. E agora seguimos caminho porque temos mais árvores para plantar.  

quarta-feira, outubro 11, 2017


VALEI-NOS S. ANTÓNIO
Finalmente este ano visitei a igreja de S. Pedro depois das intervenções que nela foram feitas. Desde logo abomino a escadaria exterior que substitui a antiga na parte frontal da igreja.
Já o mesmo não direi do acesso lateral à igreja que se tornou extremamente facilitador para as pessoas de uma certa idade ou com problemas de locomoção.
No interior da igreja nota-se o restauro e a renovação. Surpresa foi para mim o Santo António, que me disseram ter sido restaurado. Não conheço a história da imagem mas estou tentado que ma contem.
 Desolação enorme senti ao ver que os confessionários antigos desapareceram. Admito que estivessem deteriorados. Admito que hoje tenham caído em desuso. Mas faziam parte de um época que sem referências irá ela própria fugir às pessoas. Noto também a falta de textos explicativos sobre as imagens e os ícones religiosos. Sobre as pinturas.
A igreja de S. Pedro foi reabilitada. Não a senti no entanto mais acolhedora. Mas isso terá se calhar mais a ver com as razões que me levaram agora lá (ver), em detrimento das que anteriormente me moviam (a fé).  

segunda-feira, outubro 09, 2017


AS FARPASEça de Queiroz

1871

O País perdeu a inteligência e a consciência moral. Os costumes estão dissolvidos e os caracteres corrompidos. A prática da vida tem por única direcção a conveniência.

Não há princípio que não seja desmentido, nem instituição que não seja escarnecida.

Ninguém se respeita. Não existe nenhuma solidariedade entre os cidadãos. Já se não crê na honestidade dos homens públicos. A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia. O povo está na miséria. Os serviços públicos vão abandonados a uma rotina dormente. O desprezo pelas ideias aumenta em cada dia.

Vivemos todos ao acaso. Perfeita, absoluta indiferença de cima a baixo! Todo o viver espiritual, intelectual, parado. O tédio invadiu as almas. A mocidade arrasta-se, envelhecida, das mesas das secretarias para as mesas dos cafés. A ruína económica cresce, cresce, cresce... O comércio definha, A indústria enfraquece. O salário diminui.

A renda diminui. O Estado é considerado na sua acção fiscal como um ladrão e tratado como um inimigo.

Neste salve-se quem puder a burguesia proprietária de casas explora o aluguel. A agiotagem explora o juro.

De resto a ignorância pesa sobre o povo como um nevoeiro. O número das escolas só por si é dramático. O professor tornou-se um empregado de eleições. A população dos campos, arruinada, vivendo em casebres ignóbeis, sustentando-se de sardinha e de ervas, trabalhando só para o imposto por meio de uma agricultura decadente, leva uma vida de misérias, entrecortada de penhoras. A intriga política alastra-se por sobre a sonolência enfastiada do País. Apenas a devoção perturba o silêncio da opinião, com padre-nossos maquinais.

Não é uma existência, é uma expiação.

E a certeza deste rebaixamento invadiu todas as consciências. Diz-se por toda a parte: «o País está perdido!» Ninguém se ilude. Diz-se nos conselhos de ministros e nas estalagens. E que se faz? Atesta-se, conversando e jogando o voltarete, que de Norte a

Sul, no Estado, na economia, na moral, o País está desorganizado – e pede-se conhaque!

Assim todas as consciências certificam a podridão; mas todos os temperamentos se dão bem na podridão!

Nós não quisemos ser cúmplices na indiferença universal. E aqui começamos, sem azedume e sem cólera, a apontar dia por dia o que poderíamos chamar – o progresso da decadência. Devíamos fazê-lo com a indignação amarga de panfletários?

Com a serenidade experimental de críticos? Com a jovialidade fina de humoristas?

Não é verdade, leitor de bom senso, que neste momento histórico só há lugar para o humorismo? Esta decadência tomou-se um hábito, quase um bem-estar, para muitos uma indústria. Parlamentos, ministérios, eclesiásticos, políticos, exploradores, estão de pedra e cal na corrupção. O áspero Veillot não bastaria; Proudhon ou Vacherot seriam insuficientes. Contra este mundo é necessário ressuscitar as gargalhadas históricas do tempo de Manuel Mendes Enxúndia. E mais uma vez se põe a galhofa ao serviço da justiça!

Achas imprudente? Achas inútil? Achas irrespeitoso? Preferias que fizéssemos um jornal político, com todas as suas inépcias e todas as suas calúnias, vasto logradouro de ideias triviais, que desmaiam de fadiga entre as mãos dos tipógrafos?

….

Aqui estamos pois diante de ti, mundo oficial, constitucional, burguês, doutrinário e grave!

Não sabemos se a mão que vamos abrir está ou não cheia de verdades. Sabemos que está cheia de negativas.

Não sabemos, talvez, onde se deve ir; sabemos, decerto, onde se não deve estar.

Catão, com Pompeu e com César à vista, sabia de quem havia de fugir, mas não sabia para onde. Temos esta meia ciência de Catão.

De onde vimos? Para onde vamos? – Podemos apenas responder:

Vimos de onde vós estais, vamos para onde vós não estiverdes.

Nesta jornada, longa ou curta, vamos sós. Não levamos bandeira, nem clarim.

 

sábado, outubro 07, 2017

VIVA A ALEGRIA!!!
Situação: O fim das férias.
Ano 1964:
Depois de passar 15 dias com a família atrelada numa caravana puxada por um Fiat 600 pela costa de Portugal, ou passar esses 15 dias na praia do Castelo do Queijo, terminam as férias. No dia seguinte vai-se trabalhar e os miúdos para as aulas.
Ano 2017:
Depois de voltar de Cancún de uma viagem com tudo pago, terminam
as férias. As pessoas sofrem de distúrbios de sono, depressão, seborreia e caganeira.

Situação: Chega o dia de mudança de horário de Verão para Inverno.
Ano 1964:
Não se passa nada.
Ano 2017:
As pessoas sofrem de distúrbios de sono, depressão e caganeira.


Situação: O Pedro está a pensar ir até à mata depois das aulas, Assim que entra no colégio mostra uma navalha ao João, com a qual espera poder cortar uns ramos e fazer uma fisga.
Ano 1964:
O professor vê, pergunta-lhe onde se vendem daquelas navalhas, e mostra-lhe a
sua, que é mais antiga, mas que também é boa.
Ano 2017:
A escola é encerrada, chamam a Polícia Judiciária e levam o Pedro
para um reformatório. A SIC e a TVI apresentam os telejornais desde a porta da escola.

Situação: O Carlos e o Quim trocam uns socos no fim das aulas
.
Ano 1964:
Os companheiros animam a luta, puxam por eles, e o Carlos ganha. Apertam as mãos e
acabam por ir juntos jogar matrecos.
Ano 2017:
A escola é encerrada. A SIC proclama o mês anti-violência escolar.
O Jornal de Notícias faz uma capa inteira dedicada ao tema, e a TVI insiste em colocar uma equipe de reportagem à porta da escola a apresentar o telejornal, mesmo debaixo de chuva.

Situação: O Jaime não pára quieto nas aulas, interrompe e incomoda os colegas.
Ano 1964:
Mandam o Jaime falar com o Director, e este dá-lhe uma bronca
de todo o tamanho. O Jaime volta à aula, senta-se em silêncio e não interrompe mais.
Ano 2017:
Administram ao Jaime umas valentes doses de Ritalin. O Jaime
parece um zombie. A escola recebe um apoio financeiro por terem um aluno incapacitado.

Situação: O Luis parte o vidro dum carro do bairro dele. O pai caça um cinto e espeta-lhe umas chicotadas com este.
Ano 1964:
O Luis tem mais cuidado da próxima vez. Cresce normalmente, vai à
universidade e converte-se num homem de negócios bem-sucedido.
Ano 2017:
Prendem o pai do Luís por maus-tratos a menores. Sem a figura
paterna, o Luís junta-se a um gang de rua. Os psicólogos convencem a sua irmã que o pai abusava dela e metem-no na cadeia para sempre. A mãe do Luís começa a namorar com o psicólogo. O programa da Fátima Lopes mantém durante meses o caso em estudo, bem como o Você na TV do Manuel Luís Goucha.

Situação: O Zezinho cai enquanto praticava atletismo, arranha um joelho. A professora encontra-o sentado na berma da pista a chorar  e abraça-o para o consolar.
Ano 1964:
Passado pouco tempo, o Zezinho sente-se melhor e continua a correr.

Ano 2017:
A professora é acusada de perversão de menores e vai para o desemprego.
Confronta-se com 3 anos de prisão. O Zezinho passa 5 anos de terapia em terapia. Os seus pais processam a escola por negligência e a professora por trauma emocional, ganhando ambos os processos.
A professora, no desemprego e cheia
de dívidas, suicida-se atirando-se de um prédio. Ao aterrar, cai em cima de um carro, mas antes ainda parte com o corpo uma varanda. O dono do carro e do apartamento processam os familiares da professora por destruição de propriedade. Ganham. A SIC e a TVI produzem um filme baseado neste caso.

Situação: Um menino branco e um menino negro andam à batatada por um ter chamado 'chocolate' ao outro.
Ano 1964:
Depois de uns socos de parte a parte, levantam-se e vai cada um para sua casa.
Amanhã são amigos.
Ano 2017:
A TVI envia os seus melhores correspondentes. A SIC prepara uma
grande reportagem dessas com investigadores que passaram dias no colégio a averiguar factos. Emitem-se programas documentários sobre jovens problemáticos e ódio racial. A juventude skinhead finge revoltar-se a respeito disto. O governo oferece um apartamento à família do miúdo negro.

Situação: Fazias uma asneira na sala de aula.
Ano 1964:
O professor espetava-te duas valentes lambadas bem merecidas. Ao chegar a casa o teu pai dava-te mais duas porque 'alguma deves ter feito'
Ano 2017:
Fazes uma asneira. O professor pede-te desculpa. O teu pai pede-te
desculpa e compra-te uma Playstation 4.



POR CUBA, SEMPRE!
Cubanos abandonam a ilha rumo a Miami. 
No meio da viagem, um dos cubanos, o mais velho, sofre um ataque cardíaco e pede como último desejo uma bandeira para se despedir da sua querida Cuba.
 
Os outros, sensibilizados, começam a procurar em bolsas, sacolas e em todos os lugares onde pudesse estar guardada uma bandeira de Cuba.
 
Depois de algum tempo, deram-se conta de que não havia nenhuma bandeira de Cuba com eles.
 
Nisto, uma jovem de vinte anos, linda, vendo o sofrimento do velho, disse que tinha uma tatuagem com a bandeira de Cuba no bumbum.
 
Muito constrangida, movida pelo sentimento de solidariedade, ofereceu-se para mostrá-la.
 
A moça virou-se de costas para o moribundo, baixou as calças e mostrou o bumbum com a bandeira tatuada.
 
Numa situação inusitada, o velho agarrou a moça com força e beijou a bandeira, emocionado, enquanto gritava:
 
- Mi querida Cuba, me despido con recuerdos, mi vieja Havana, mi Linda tierra!
 
O velho continuou com beijos e mais beijos na bandeira, até que, em lágrimas, disse à moça:
 
- Ahora vira de frente, que quiero despedir-me de Fidel !!
 

UM PASSEIO DE DOMINGO (Esta é do Alentejo puro e duro. Dedico-a à Mami)
Uma família resolve dar um passeio domingueiro para fazerem a rodagem ao carro novo. A meio do caminho, o Sr. José lembra-se que tem no porta-luvas um envelope para enviar uma carta no dia seguinte de manhã mas... esqueceu-se de comprar o selo. Resolve então tentar comprá-lo pelo caminho.
Continuam a passeata até que chegam ao Alentejo, a uma daquelas lojinhas que vende tudo e mais alguma coisa, um género de bazar.
O Sr. José entra na loja, lá estava o típico empregado alentejano, sentado, mais a dormir que acordado...
- Bom dia. Eu queria um selo, por favor.
- Bom diaaa. ... ... Atã, vamos lá a saberi... com' é o selo que vó'xcelência queri???
- É um selo normal...
- Mas é qui nóis num temos selos normali. Temos muntos tipo di selos... tá comprendendo vó' xcelência ???
- Só preciso de um selo para um envelope.
- Atã, vamos lá a saberi... o envelopi é um envelopi grandi ou piqueno?
É que ê nã lhe vou dari um selo piquenino para um envelopi grandi e vici-versa.
- É um envelope de carta normal...
- Atã, e é uma carta de amori ou uma carta de negócios? É que eu nã lhe vou dar um selo com corações se for carta de negócios e vici-versa.
- É uma carta normalíssima...
- Atã, e a carta... é para Portugal ou para o estrangêro? É que eu nã lhe vou dari um selo mais caro se a carta fori para o nosso país e vic...
- Ó homem, dê-me um selo para a carta. Não importa qual seja...
E é subitamente interrompido... Ele vê um homem que acaba de entrar
na loja, a puxar uma corda pelos ombros, e arrastada pela corda, uma... sanita!
Chegado ao balcão, o homem pega na sanita, põe-na em cima do balcão, e diz ao empregado:
- PRONTO! AQUI ESTÁ A MINHA SANITA! OS MEUS AZULEJOS SÃO BRANCOS... O CÚ JÁ LHO MOSTREI ONTEM... AGORA, VENDA-ME UM ROLO DE PAPEL HIGIÉNICO!!!!



sexta-feira, outubro 06, 2017


PENICHE – AUTÁRQUICAS 2017

OS DERROTADOS…

O PCP era a queda anunciada há muito. Aliás deste partido e da situação a que chegou no nosso concelho, já falámos sobejamente quando nos referimos a quem saiu vencedor. Por isso seremos um pouco soft para não dizerem que insistimos em bater no "ceguinho". Alguns podem enganar muitos durante algum tempo. Mas não sempre. O PCP endeusou esta solução e quedou-se nela. Mas os eleitores já não são marionetas comandáveis à distância, têm opinião própria e querem expressá-la. Quem não se adaptar a esta nova realidade está condenado ao fracasso. Um filme ajuda a compreender tudo melhor:


Mas chega de falar do PCP que consegue levar Peniche aos jornais e TVs e desta vez sem ser pelas melhores razões para si. Certificado este óbito passemos ao seguinte.

Em minha opinião, pior derrota nas autárquicas de Peniche que a do defunto anterior, é a do PS. Neste caso foi um autêntico massacre. Num momento em que a nível nacional tudo se conjugou para ajudar o Partido Socialista. Num tempo em que finalmente no Distrito de Leiria (8-PSD;7-PS) as Câmaras se repartem entre o PSD e o PS, Peniche torna-se a ovelha negra deste último partido. Quando nem o PSD se tem de envergonhar com os resultados obtidos (faltou um bocadinho assim…), o PS comportou-se no mínimo de forma inglória e como nos seus piores momentos. Vejamos:

Desde o inicio dos anos 2000 que o Partido Socialista tem vindo em queda e a passar de vencedor das eleições para a actual situação de 1 único mandato. Baixa de 4500 eleitores para cerca de 2300 votos numa situação altamente favorável como aquela que o PS vive agora a nível nacional. 

Este período de vida (ou de morte lenta do PS local) tem de corresponder a alguma doença de estratégia local, sem que a nível regional ou nacional alguém o tente compreender e questione quem de direito. Se é um facto que os órgãos nacionais e regionais não devem interferir na vida das concelhias, também é verdade que a erosão local pode transformar-se num vírus mortal que afecte o todo nacional. E no entanto tudo fica como dantes. O PS em Peniche sofre da doença do envelhecimento, sem que se vislumbre qualquer forma de sair do marasmo em que caiu. É olhar para a juventude que deu a cara quer pelo PSD, quer pelas listas da ÁRVORE em todo o Concelho e ver as fórmulas encontradas pelo PS para se lhes opor.

O PS local deixou de ser apelativo. Não se trata das coisas pelo nome. Entro no discurso da macro-economia e da globalização esquecendo-se que em Peniche somos ilhéus.

Mais que o PCP me parece que no Concelho de Peniche, a continuar assim o PS não terá futuro.

…E OS QUE NÃO EXISTEM

Refiro-me como é óbvio aos brancos, nulos, abstenções, CDS-PP e um outro movimento independente que se manifestou como irrelevante Vejamos o comportamento deste grupo em 2013 e em 2017:

2013

Abstenções                                       14 410

Brancos                                                 525   

Nulos                                                    295

CDS                                                      229

Total                                                15 459 – 60,90%

2017

Abstenções                                       12 198

Brancos                                                283

Nulos                                                   203

CDS                                                     135

Nau dos Corvos                                     157

Total                                                12 976 – 51,95%

Estes valores referem-se às eleições para a Câmara Municipal. Ressalta desde logo que o número de votos que não determinam qualquer eleito baixou de forma abissal de 2013 para 2017. 9 pontos percentuais de diferença é animador.

O CDS desapareceu do mapa político em Peniche. Outros grupos independentes têm enorme dificuldade em implantar-se. Brancos e nulos baixam praticamente para metade, enquanto o número de abstencionistas desce substantivamente.

Significam estes valores que estas eleições particularmente foram mais apelativas para os cidadãos. Que se mostram mais esclarecidos, dando sinais disso quer no seu desagrado, quer na sua adesão num determinado sentido de voto.

Estas eleições mostraram claramente que a população do Concelho vota muito maioritariamente à esquerda. A direita aglutinando-se em torno do PSD está claramente em minoria.

Peniche demonstra pois claramente o que quer. Conformem-se aqueles a quem isto não agrada e tenham em atenção este factor quando e se decidirem a enveredar por uma oposição de terra queimada. .                                                                

quinta-feira, outubro 05, 2017

 107 anos de República. 103 anos de vida teria o meu pai se fosse vivo. Uma e outra data diluir-se-ão nos tempos. Excepto para alguns velhos como eu.
A escola já não refere a implantação da República. E o seu significado e os valores que ela promove.
O meu pai vai sendo recordado nesta data aqui em casa e pouco mais. Recordam-no neste dia a D. Maria da Graça Miranda e a Mámi.
E ficamos por aqui.
Por isso, haja o que houver não deixo de homenagear aqui esta data. Pelo que significa para mim a título pessoal  e como cidadão português. Interrompo por isso a análise das últimas autárquicas que retomarei amanhã.
Amo-te Pai hoje como ontem. Viva a República


quarta-feira, outubro 04, 2017


PENICHE – AUTÁRQUICAS 2017

O ASSIM ASSIM

Um bom resultado que não chegou para a vitória no acto eleitoral. Refiro-me como é óbvio ao PPD/PSD. Num momento de desastre eleitoral do PSD a nível regional e nacional, no Concelho de Peniche o seu número de eleitores sobe em todas as Freguesias rurais e na cidade, cifrando-se essa subida em 1131 votos o que no universo de Peniche não deixa de ser um número significativo.

Também para a Assembleia Municipal esse valor sobe mas num número mais reduzido de eleitores. Mas atendendo a que este Órgão Autárquico ainda está para justificar a sua existência ao fim de 40 anos de democracia, essa subida menos acentuada não tem importância de maior.

O PSD apostou em caras jovens e num modelo de difusão das suas propostas mais em linha com a actualidade. As redes sociais foram um painel de amostragem das suas iniciativas e propostas o que vem em linha com a juventude dos seus candidatos. Tenho para mim que o PSD não consegue no entanto fugir aos seus tiques próprios o que o torna difícil de aceitar para um certo número de eleitorado do Concelho. Outro dado relevante é que pela primeira vez a eleição do Presidente da Câmara Municipal não ficou subordinada à votação da zona rural do concelho até porque se verifica hoje a mudança de residência de muitos habitantes da Cidade para a zona rural. Este factor que tenderá a acentuar-se vai inevitavelmente condicionar as votações autárquicas e obrigará os candidatos a terem em atenção este fenómeno.

Facto é que o PSD desenvolveu uma campanha digna e sem muitos dos “truques” que lhe eram habituais. Não pode fugir às condicionantes sociais e politico/religiosas em que se refugiou ao longo dos anos mas isso são contas de outro rosário que irão levar o seu tempo a atenuar-se e mesmo a desaparecer.

 O futuro dirá se este partido consegue superar as suas idiossincrasias habituais. 

Aos novos que se perfilam arreganhadamente nas estruturas locais do partido laranja recordo que desde 74/75 este tem sido uma máquina trituradora de boas vontades e boas intenções. O PSD é um partido de poder que cilindra os fracos, os ingénuos ou os incautos. Ao longo dos anos de vida que levo já vi surgirem muitos jovens cheios de ambição, de vontade e de alegria, querendo ser a nova face daquele partido. Alguns com quem travei grandes e instrutivos debates e de quem ainda hoje sou amigo. Todos com imensa vontade de se tornarem o farol político de Peniche. Embora se mantenham social democratas, ninguém sobreviveu à máquina do PSD. Veremos quem sobrevive nos próximos 4 anos e se de novo são atirados alguns quantos às feras, ou se sobrevive algum dos que agora se voluntariaram para serem trucidados.      

 

terça-feira, outubro 03, 2017


PENICHE – AUTÁRQUICAS 2017

A VITÓRIA

A vitória cabe sem sombra de quaisquer dúvidas a Henrique Bertino.

E essa vitória tem várias vertentes.

Desde logo os valores da abstenção que diminuíram significativamente (7,52% - 2212 eleitores). Não temos dúvidas que esse facto se deve à erosão que os diferentes partidos provocaram nos eleitores, com discursos semelhantes e desgastados. Também o número de votos Brancos e nulos desce de forma signifivativa o que nos diz alguma coisa.

Sempre falando do que prometem vir a realizar mas sem nunca terem dado provas da sua capacidade de trabalho em favor da comunidade.

O Bertino é (era) o exemplo vivo e comprovado da sua capacidade de assumir os seus compromissos com as pessoas, executando-os. As pessoas sobretudo na Cidade deram conta das suas capacidades de trabalho. Isso levou-o a uma aceitação transversal de todo o eleitorado independentemente das suas convicções pessoais, políticas, laborais ou religiosas.

Depois cabe a explicação desta vitória eleitoral à estrondosa derrota do PCP. Derrota da sua análise e das suas escolhas. No rescaldo da noite eleitoral Jerónimo de Sousa à boa maneira do PCP atribuiu às pessoas que votaram o erro de não ter escolhido os candidatos do PCP. Pelo menos no Concelho de Peniche foram as estruturas regionais e centrais do PCP que erraram na sua análise. Não foram os eleitores que escolheram mal. Foi o PCP que escolheu mal. De facto o PCP para a Câmara Municipal passa de uma votação em 2013 de 4535 eleitores para 1898 eleitores em 2017. Não podem ser 2637 cidadãos que estão errados e meia dúzia de iluminados do comité central que estão certos.

Também a perda de 2202 eleitores para a Assembleia Municipal tem que significar alguma coisa, ou então estamos todos malucos em Peniche e o único com juízo é o camarada Jerónimo em Lisboa. Na Freguesia de Peniche a perda do PCP é ainda mais significativa. Em 2013 recolhe 2808 votos e em 21017 são 851 eleitores que votam PCP.

Os números são o que são. Duros e incontornáveis. O Henrique Bertino dedicou toda a sua vida à acção sindical. Não usa gravata, não tem um discurso fluente, não é fotogénico, dá erros a escrever e mora no Peniche III. Este é o Presidente de Câmara que os Penicheiros escolheram e que o PCP nunca se apercebeu que existia no nosso Concelho.

Visto que está o lugar onde da vitória do Henrique Bertino nestas eleições é bom que falemos do futuro. Do que todos nós esperamos dele e da sua equipa:

- Queremos que use como meio de acção o seu programa de candidatura.

- Que continue a circular na rua.

- Já agora que plante árvores no nosso Concelho

- Que daqui a 4 anos apresente um desdobrável com aquilo com se comprometeu e não cumpriu.

Se assim fizer, estou feliz por ter votado em si.

Já agora um abraço grande, carinhoso e amigável às equipas da Atouguia da Baleia e de Ferrel que não conseguiram atingir os seus propósitos. 

segunda-feira, outubro 02, 2017

HOJE É O PRIMEIRO DIA DO RESTO DAS NOSSAS VIDAS
Assim escreve e interpreta o cantautor. Não posso esconder que me sinto entusiasmado com esta vitória eleitoral em Peniche do grupo de cidadãos da árvore.
Ao seu principal obreiro e animador o Henrique Bertino e à sua equipa desejo felicidades e coragem para enfrentar este novo desafio. Não lhes dou parabéns. Isso espero dar-lhes daqui a 4 anos.
No decorrer desta semana irei fazer uma análise detalhada aos resultados eleitorais para as autárquicas em Peniche. Convicto de que irei contribuir para o aliviar da tensão que nos últimos anos por aqui se veio a gerar.
Por agora o meu abraço para os vencedores que desde sempre apoiei.

sábado, setembro 30, 2017

MOTIVAÇÕES PARA IR VOTAR
Fios de linho - uma verdadeira obra de arte...Vladimir Denshchikov é um artista da Ucrânia. Ele cria esses ícones religiosos utilizando fios de linho . Milhões de nós são feitos manualmente pelo artista durante  meses de trabalho árduo .. Ele utiliza esta técnica há mais de 30 anos. Leva 3-9 meses para criar um ícone . Nascido em 01 de julho de 1952 em Kiev, Vladimir Denshchikov graduou-se pela Universidade de Kiev.  No teatro tornou-se  ator. Trilhou seu caminho até chegar a ser  diretor artístico do Simferopol Crimea Maxim Gorky Academic Drama Theater e desde 2007 vem ensinando a atuar e dirigir no Instituto Simferopol da Cultura. Mas este artista nacional da Ucrânia é conhecido principalmente por seu hobby único - formando ícones religiosos incrivelmente detalhados, desde os fios de linho, usando uma técnica chamada " macramé ".
Somente os rostos e mãos dos santos são pintados sobre tela, todo o resto é feito de milhões de nós de linho. O artista não utiliza agulhas para fazer os nós , todos os padrões e os detalhes são feitos com a mão. O material utilizado para estas obras incríveis é criado pelo próprio artista. Ele pega um pedaço de pano de linho puro ( um tecido associado com a Fé Ortodoxa ) , absorve -o em água e o trabalha, uma corda de cada vez. Usa fios de linho entre 0,5 e 2 metros de comprimento,  executando o trabalho entre 3 e 6 meses, em um único ícone de  40 × 50 cm. Podem chegar a ter nove milhões de nós minúsculos e cada um feito à mão. (ref: por Spooky


 
Amizades improváveis...

 

quinta-feira, setembro 28, 2017


AS ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS DE 2017

SERÁ QUE O DIABO NÃO ESTÁ SEMPRE ATRÁS DA PORTA?

Faltam 3 dias para a população que vota decidir a quem insultaremos nos próximos 4 anos. É mesmo assim. Uns quantos (mais que metade dos eleitores) votam. Os restantes passam 4 anos a dizer mal e a escrever pior de que os outros elegeram.

Não se incomodaram a ir votar. Mas depois apelam à liberdade de expressão para vomitarem o fel que todos os dias da sua vida os alimenta. São as excrescências da democracia.

Estes últimos 3 dias são um período de acalmia e descanso para quem há algum tempo, mais ou menos prolongado, tudo tem feito para tornar apetitosas para os eleitores as mensagens que pretende transmitir.

Alguns por apetite e gulodice pessoal. Porque precisam desta candidatura para poder aspirar a outros voos. Espalham a sonolência e o som monocórdico de quem há muito que esgotou o que tinha para dizer. A sua ambição não é a cadeira de Presidente de Câmara. Esse é um papel há muito esgotado para si e também já negado pelos eleitores a quem já se esgotou. Hoje é um grande e imenso flop. Literalmente.

Outros tornaram a Câmara Municipal o reino onde não sendo os filhos que assumem os cargos dos pais, tornaram aquela instituição um salão de baile onde os mesmos trocam de cadeiras para tudo poder ficar na mesma. Sai um e o outro ocupa a cadeira do seu par. O sortilégio do lugar é assumir a condenação para poder indultar o antecessor. Entre pares e iguais pressente-se o vaticínio da política pura e dura quando César é atraiçoado pelo seu braço direito. E ouve-se uma voz horrenda e horrível exclamar: “Não queiras tu sapateiro, tocar rabecão”.

Outros fazem-no porque o seu grupo de apoio teme o desastre. E para a fogueira vai quem pode arder sem que os grupos instalados possam ser beliscados. E temendo o pior, estão lá junto do candidato aqueles que estão em melhores condições de exercer pressão para que não se ouse ultrapassar os limites. A juventude pode ou não ser um benefício. Mas é sempre uma desculpa. A derrota é o melhor dos resultados para quem não ganha. Res ta quem perde manter a dignidade e conseguir levantar a cabeça. Só o pode fazer quem foi à luta. Os que não enfrentaram o calvário da batalha e se deixaram ficar por 2ªs ou 3ªs linhas nem na história dos desafios entram. Desses a história de Peniche não guardará memória.

 Alguns fazem-no porque perderam todos os comboios e as carreiras “expresso” e resta-lhes tentar dar um passeio de bicicleta. Fazem-no para evitar o esquecimento. Em primeiro lugar não se querem demitir de si próprios. Odeiam pensar que tendo opiniões elas se perdem no deserto em que pensam estar a viver. Rodeiam-se de uns quantos homens e mulheres de boa vontade que nunca aspiraram a nada até lhes surgir esta janela de oportunidade que finalmente para eles se abriu. Não sabem nem sonham que são a justificação para alguns se poderem colocar em bicos de pés. Depois tudo acabará e o que de melhor para eles e elas poderia surgir foi este seu momento de glória.

Por último surge quem das suas capacidades tenta fazer nascer uma réstia de esperança. É-me permitido pensar que existe alguma coisa de novo e com futuro no meu concelho. Do nada e sem que assim esperássemos o “statu quo” em que vivíamos é rompido. A lógica partidária ao funcionar torna-se o detonador de uma outra lógica de vida para os cidadãos. Os partidos com máquinas partidárias habituadas a determinada ordem não são capazes de se ultrapassarem a si próprios. Bem podem vir as acusações que vierem. É o esforço e a capacidade de alguém que provoca toda esta agitação de que o Concelho de Peniche agora também faz parte. Sou árvore porque tenho raízes. Sou árvore porque gero o oxigénio necessário a um ambiente mais puro. Sou árvore porque as árvores morrem de pé. Sou árvore porque com a minha copa quero abrigar todos aqueles, homens e mulheres que lutam todos os dias por um futuro mais risonho para si e para os seus. Familiares, amigos e conterrâneos.

A minha árvore foi buscar à sua seiva as condições financeiras, materiais e físicas para poder toda ela ser de todos nós. Não teve outros recursos que não os seus. Outras fontes de apoio que não as suas. Não pediu esmolas. Não obteve favores. Nãio lhe cederam meios. E no fim aqui está ele, A ÁRVORE, pronta(o) para ser um outro operário na construção aberta e transparente do nosso Concelho. Sei, sabemos que se tivermos razão e como esperamos a árvore surgir magnífica e frondosa no dia 1 de Outubro, no dia 2 irão surgir muitos agricultores de última hora a implorar a quota-parte do seu desabrochar.  Importa pouco. Verdadeiramente importante é que o caminho fez-se caminhando.

E que para o Concelho de Peniche se poderão abrir 4 anos de esperança e de trabalho.