quarta-feira, junho 29, 2011

SEGURO & ASSIS:
- QUEM TEM FARELOS?
Os dois mentem e sabem que mentem. Quando dizem que querem abrir o seu partido à sociedade em geral. Já Guterres o afirmou. Sócrates ensaiou. E estes agora dizem querer implementar. Ambos sabem que isso não é possível. Sabem que os jogos Federativos e Concelhios não o permitem.
Ambos evocam o apoio de Presidentes de Câmara e de Federações como um sinal da sua implementação no terreno. Mas ambos sabem que esse é o pior dos apoios que podem evocar, porque se baseia no caciquismo mais retrógrado herdado do salazarismo.
Ambos sabem que logo nas bases existe o mais pesado dos dilemas com que se batem os partidos. O direito consuetudinário a exercer influência pelo peso dos anos nos Partidos e pela influência económica que podem exercer.
Julgo aliás que o PS (e não só) deveria fazer uma adenda aos seus estatutos. Tornava-o mais verdadeiro. Adir que o número de votos de cada votante deverá ser em função dos seus anos como militante. Como nos clubes de futebol.
Seguro & Assis quais escudeiros em decadência procuram a sua côdea de pão que repartirão (?) com quem os apoiar. Não interessa que pensem. Importa que votem neles. Cães e gatos vão ladrando e miando o tempo todo mas isso pouco lhes importa. Interessa receber a chave da porta do Largo do rato e poder finalmente mitigar a sua fome de protagonismo. Não falam do que pensam. Ninguém votaria neles. Falam aos ouvidos que os ouvem das coisas que dá prazer a quem ouve. Tiveram tudo na mão e tudo desprezaram. Calaram-se e assentiram. Com o resto do pudor que lhes sobeja ainda, não se atrevem a falar do amo que serviram. Embora rosnem como os cães à sua passagem.
- Quem tem farelos?

terça-feira, junho 28, 2011

A LITERATURA PORTUGUESA E O ENSINO DO PORTUGUÊS
Em 1961 eu fui estudar para Lisboa. Não havendo em Peniche mais que os Cursos industriais e comerciais, quem quisesse prosseguir estudos teria de fazer as Secções Preparatórias aos Institutos Industriais ou Comerciais, posteriormente ingressaria nesses estabelecimentos e ou ficaria Agente Técnico ou após 2 anos de frequência transitaria por prova de admissão ao Instituto Superior Técnico ou ao Instituto Superior de Económicas e Financeiras. Quem fizesse este percurso consumiria mais 2 anos que aqueles que tinham a sorte de poder frequentar os Cursos Liceais. Essa era uma das diferenças substantivas entre os que tinham a sorte de nascer numa terra com Liceu ou não, ou então os que nasciam em berço protegido e os que eram filhos da “pouca sorte”.
Bom. Mas eu fui então para a Escola Industrial Machado de Castro (hoje já desaparecida) fazer as tais Secções. Nessa Escola fui encontrar um escol de professores de que hoje guardo uma grata recordação. Quase todos professores de excelência. Alguns deles vieram a notabilizar-se mais tarde no Ensino Superior. De entre todos eles o que mais me viria a marcar seria o meu professor de Português, o Dr. Carvalho de Lima.
O que ele me ensinou. Descobriu-me Antero e Eça. Apresentou-me Pessoa. Ensinou-me que escrever é um trabalho de escultura. Lia Poesia nas aulas com uma paixão só possível para quem faz da Língua materna o seu berço e a sua Pátria. Cada aula dele era um compêndio. Ensinou-me a resolver em Matemática a resolver uma equação do 1º grau a uma incógnita, dividindo as orações de uma proposta de exercício. Foi onde aprendi que não é possível ser aluno de Matemática sem compreender o Português. A partir das aulas dele aprendi Geografia para atravessar os mares nas naus de Vasco da Gama e de Pedro Álvares Cabral. A História Pátria e Universal eram suportes das suas aulas. O Dr. Carvalho de Lima levou-me pela mão ao Teatro e a ler Ensaios com o mesmo interesse com que lia a “Bola”.
Aprendi então que uma aula de Português é uma experiência de vida.

Vem tudo isto a propósito de uma “caixa” que li na Revista “Única” sobre uma afirmação de Nuno Júdice em que se lê: “A Literatura desapareceu do ensino do Português”. Eu que passei 54 anos da minha vida nas escolas, assisti a este desaparecimento. Assisti à degradação do empenhamento pela língua portuguesa. Vi professores de português irem para as aulas como que vai para um velório. Vi Camões ser considerado reaccionário. Vi aulas de Português em que não se lia um poema. Em que não se encenava uma peça de teatro. Vi testes de Português de resposta múltipla. Vi terminarem as discussões intermináveis sobre os valores da análise e da crítica.
Assisti a “cenas” em que os professores de Português se recusavam a discutir o aprofundamento de um texto porque era demasiado técnico ou envolvia áreas disciplinares que não eram as suas.
Já não consigo lamentar. Sou uma excrescência do passado. Passámos por cima de valores. Neste momento toda a gente anda entusiasmada porque o Ministro da Educação é um Matemático e com saberes sobre o que devemos fazer para melhorar as nossas capacidades. Recordo o pensamento de Descartes: “Penso logo existo”, a que se seguiu o mais brilhante: “Falo logo penso”.

segunda-feira, junho 27, 2011

INTERVENÇÃO DA PRESIDENTE DA MESA DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA, ASSUNÇÃO ESTEVES, APÓS A SUA ELEIÇÃO
Deixo aqui o meu contributo para que todos os que gostam de ler e pensar. Espero que as palavras que se seguem sejam tão confortantes para vós todos como foram para mim.
 Sr.as e Srs. Deputados, Sr. Ministro-Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Minhas Senhoras e Meus Senhores:
Presidir ao Parlamento constitui a maior honra da minha vida! Porque o Parlamento é liberdade que se fez instituição, consequência da razão moderna, do pensamento das luzes, da coragem dos justos. Porque o Parlamento se constrói sobre o discurso dos direitos e da sua força legitimadora, evidenciado pelo voto universal, livre e igual. E porque foram os parlamentos que inscreveram a dignidade humana no sentido das instituições e ligaram o exercício do poder ao progresso da civilização.
Nós, os Deputados, somos portadores de um mandato que se gera na igualdade e na liberdade, damos corpo a um poder que se forma na moral universal que dita os critérios da justiça.
Que orgulho, Srs. Deputados, e que responsabilidade que é estarmos aqui!
Filhos da razão e da história da razão, somos nós o cais da esperança. Da esperança que, num domingo de Junho, saiu de casa para nos escolher, da esperança que não saiu, que é a dos cidadãos que, lá bem no fundo, esperam para se reconciliar com a política, e de uma outra esperança, a esperança silenciosa e triste dos mais frágeis e dependentes. Muitos não puderam votar, muitos vivem em espaços existenciais fechados, ou quase fechados, longe de uma opinião pública crítica e vigilante e, por isso mesmo, vendo perigar, tantas vezes, os direitos humanos.
A esperança que nos convoca, Srs. Deputados, 230 eleitos! Que orgulho e que responsabilidade é a nossa: ou decidimos melhorar o mundo ou teremos de perguntar como se dorme o nosso sono.
Fomos chamados à função sagrada da representação política que nos dá o poder da legislação e do escrutínio. Fomos chamados por um povo que tem na própria história a marca da universalidade e que anda à procura de repercutir, no futuro, a sua Odisseia. Não estamos sós, aqui. São tantos os projectos, as expectativas, as inquietações que connosco se sentam e que exigem de nós que cultivemos, com os domínios da vida das pessoas concretas, formas de comunicação contínua, muito para além do tempo das eleições e do espaço dos partidos.
Verdadeiramente, o que se nos exige é a reinvenção da democracia sobre o eterno a priori da humanidade do homem.
Somos hoje um Parlamento no horizonte da Europa e do mundo, às portas de uma época universal já antecipada em diferentes modos pelo pensamento de Tocqueville, Kant, Goethe, Humboldt, Marx ou Simmel.
O cosmopolitismo e a globalização empurram-nos para a moralidade de uma consciência de mundo e, ao mesmo tempo, revolvem os velhos paradigmas da política. Formas alargadas de união de Estados — como a União Europeia — emergem, com o esbatimento das fronteiras e da agonia da diferença entre cidadão e estrangeiro, com o trabalho político em rede, os poderes soberanos a esbaterem-se, para serem participantes no projecto moral de uma acção partilhada. Mesmo contra «os velhos do Restelo», o mundo caminha para a frente e a política é cada vez mais global e antropocêntrica. O sentido da função parlamentar ganha novas dimensões neste ambiente político e social.
Na União Europeia, devemos ser co-autores de corpo inteiro e não membros passivos, devemos lutar pela coerência da União, para que tenha um centro, pois só com um centro pode ser actor na ordem mundial, e para que se descentralize, pois só descentralizando pode ser democracia. Devemos, enfim, lutar para que a Europa se tome a sério como pátria de direitos em que, afinal, se reconhecem todas as pátrias.
O Tratado de Lisboa abriu-nos, a nós, Parlamento, a um protagonismo de larga escala que não podemos desperdiçar. Para mais, cabe em primeira mão aos parlamentos interpretar e solucionar os problemas de legitimação do espaço alargado da democracia moderna e europeia. Aí, onde o pluralismo cultural e social se intensifica, o consenso não é possível apenas a partir das instituições e da representação. A insuficiência do sufrágio dita que os cidadãos se associem às instituições, chama pelo seu estatuto de participantes no processo político e chama por novos actores — empresas, associações, ONG.
A ideia de política virtuosa, inaugurada na Grécia Antiga, candidata-se também às soluções da nova modernidade. Chegou o tempo da perda do monopólio político do Estado. O Parlamento, que é, como disse Mirabeau, o mapa do povo, deverá legislar, fiscalizar, representar, mas também, pela mão de cada um dos seus Deputados, fazer a sociedade, ela mesma, gerar o político.
Vivemos um tempo de efemeridade, em que, à partida, nada está garantido, para lembrar recentes palavras do meu amigo Eduardo Lourenço. Mas é um tempo fascinante, que nos faz reconhecer numa humanidade transversal, que chama pela virtude da política, que alarga a nossa cidade para o mundo, um tempo de uma proximidade dinâmica, porque hoje tudo interage e se aproxima. Porventura, nunca o sentido do outro esteve tão presente nas formas de vida dos indivíduos e dos grupos.
O mundo vive uma revolução tecnológica, demográfica, política, que traz consigo, verdadeiramente, os genes de uma revolução moral. Os problemas globais, paradoxo das coisas, mostram que o interesse egoísta de cada um apenas se resolve na partilha, no exercício da vontade moral de uma justiça para todos.
Que orgulho o nosso, Srs. Deputados e Sr.as Deputadas, de sermos protagonistas activos deste tempo!
Dedico este meu momento de alegria a todas as mulheres. Às mulheres políticas que trazem para o espaço público o valor da entrega e a matriz do amor, mas, sobretudo, às mulheres anónimas e oprimidas. Farei de cada dia um esforço para a redenção histórica da sua circunstância.
A função em que sou investida é, por natureza, não partidária e assumi-la-ei em cada acto como tal. Mas quero agradecer ao PSD, em cujas fileiras percorri os caminhos da política e onde tive espaço para ligar a minha lealdade à minha liberdade, a honra de me haver indicado.
Muito obrigada.


Dou um abraço a todos os Deputados, no prazer de em muitos reencontrar um abraço especial dos meus amigos de todas as bancadas.
Amanhã vamos ao trabalho!

domingo, junho 26, 2011

sábado, junho 25, 2011

DIFERENÇA ENTRE SER SOGRA DO GENRO E SOGRA DA NORA
Duas distintas senhoras encontram-se após um bom tempo sem se verem.
Uma pergunta à outra:
- Como vão seus dois filhos… a Rosa e o Francisco?
- Ah! Querida… a Rosa casou-se muito bem. Tem um marido maravilhoso. É ele que levanta de madrugada para trocar as fraldas do meu netinho, faz o café da manhã, arruma a casa, lava as louças, recolhe o lixo e ajuda na faxina. Só depois é que sai para trabalhar, em silêncio, para não acordar a minha filha. Um amor de genro! Benza-o Deus!
- Que bom, heim amiga! E o seu filho, o Francisco? Casou também?
- Casou sim, querida. Mas tadinho dele, deu azar demais. Casou-se muito mal… Imagina que ele tem que levantar de madrugada para trocar as fraldas do meu netinho, fazer o café da manhã, arrumar a casa, lavar a louça, recolher o lixo e ainda tem que ajudar na faxina! E depois de tudo isso ainda sai para trabalhar, em silêncio, para sustentar a preguiçosa, vagabunda, encostada da minha nora – aquela porca nojenta e mal agradecida!

sexta-feira, junho 24, 2011

UMA QUESTÃO DE SENSIBILIDADE
Falo de sentir o Outro como pessoa próxima e nos sentirmos solidários. Não falo de caridade nem de aparecer como o que dá. Quem acredita no Outro não precisa de ter cara, nem ser visível.
É um facto que existem situações em que não se pode fugir à exposição pública. Por exemplo quem desempenha funções locais ou regionais no âmbito do apoio e da solidariedade social. Em épocas ditas de crise, como aquela em que vivemos, isso torna-se notoriamente mais evidente. Então essas pessoas que trabalham institucionalmente tornam-se mais visíveis. E as suas atitudes marcam não só a sua acção, como as dos grupos ou instituições que representam.
Pautar as suas decisões por razões humanitárias, ou por juízos fundamentados é o que se espera de quem pode decidir a quem apoiar e de que maneira e se em detrimento de outrem. Infelizmente acontece por vezes as decisões serem tomadas por ódios antigos, animosidades pessoais sem sentido, juízos de valor baseados na fé, cor política ou desenquadramento social.
Geram-se então cadeias de incompreensões conducentes ao afastamento progressivo dos mais miseráveis da relação humana.
São sempre os mais desfavorecidos de entre os pobres quem deixa de acreditar e de confiar. Por isso é obrigatório não perder a sensibilidade e emocionar-se. Mesmo no desempenho de funções que tendem a vulgarizar a dor e a desgraça alheia.
Nunca gostei da institucionalização das funções de solidariedade. Tendem a mecanizar-se e a tornarem-se frias e sem sentido de proximidade. Conheci técnicos de solidariedade social que mais parecem vendedores de banha da cobra. Médicos que parecem vendedores de pastilhas elástica. Enfermeiros que parecem aplicadores de carimbos.
Como conheci outros nessas mesmas funções que fazem do sofrimento alheio uma lição de vida para merecer a pena lutar e ganhar a luta. Saber como cada um de nós interage com o Outro que por esta ou por aquela razão se encontra fragilizado é necessário. Para podermos viver em paz com nós mesmos.

quinta-feira, junho 23, 2011

quarta-feira, junho 22, 2011

EU SOU ASSUNÇÃO ESTEVES
Ontem reconciliei-me com a política. Ao ouvir a Presidente da Assembleia da República. O seu discurso de tomada de posse deveria ser oferecido pela Secretaria-Geral da AR a todas as Escolas do País, a fim de ser lido e discutido nas aulas de Português.
A minha Presidente da AR ilustrou de forma linda porque merece a pena ser livre e porque razão os eleitores podem e devem esperar coisas boas dos seus deputados. Dir-me-ão que Assunção Esteves é um caso isolado. E eu respondo que alguma coisa já aconteceu. E foi tão inequívoca essa demonstração pura e límpida do que é a Democracia, que todos os partidos representados se sentiram “obrigados” a aplaudir essa afirmação. Após um período conturbado da vida política portuguesa e vivendo nós uma crise económica sem precedentes, a Presidente eleita na sua primeira intervenção consegue um consenso da nossa mais alta instância do Estado. O brilhantismo da sua intervenção não ofusca outros grandes Presidentes da AR que já passaram por lá. Completa-os e justifica-os. Mas ficará para a nossa História colectiva como um dos seus momentos mais altos.
Desafio os movimentos cívicos que agora pululam a lerem esse discurso. E a pedirem o apoio da Presidente da AR na conjugação de esforços visando a construção de um Portugal melhor.
Repito, o discurso que ontem foi feito por Assunção Esteves na sua tomada de posse tem de ser lido e estudado pelos nossos jovens visando a sua formação cívica. Porque a politica assim vista merece a pena.

terça-feira, junho 21, 2011

OS ANDRÓIDES
Esta palavra andróide (ou android) entrou definitivamente no léxico dos mais expeditos em matéria de novas tecnologias e estende-se rapidamente ao comum dos mortais.
Na sua origem representava um robot que imitava na perfeição a figura humana, sendo um elemento fundamental na literatura de ficção científica do autor russo Isac Asimov. Hoje refere-se a programas informáticas com aplicações diversas, nomeadamente nos telemóveis mais evoluídos.
Para o que pretendo vou retomar os nossos parceiros robots que nos deixaram ou com um sorriso nos lábios na Guerra das Estrelas com os míticos C-3PO e o amigo R2-D2. Ou então a intensidade dramática de Blade Runner. São esses andróides que me servem de figura retórica para exemplificar o afluxo de partidas e chegadas de andróides ao mítico palácio dos sonhos que é o exercício do poder.
Extinto que é o poder socialista que ainda levará uns meses a desmantelar por completo do aparelho de estado a que se agarrou como uma carraça pestilenta, há que substitui-los pelas novas moscas e moscardos que irão chafurdar na bosta entretanto libertada.
Os que saiem e os que entram não precisam de ser pessoas. Nem precisam de pensar. Não têm aquilo que mais importante num Ser Humano que é a capacidade de se emocionar ou de ser útil à comunidade humana. Basta que influenciem o meio onde se movem. São máquinas de cumprir ordens, de defender os donos, de os promover e exibir os seus dotes e virtudes.
Os andróides existem em todos os partidos políticos. Começam por se manifestar localmente, onde existe maior versatilidade do exercício do poder. Aqui iniciam o exercício da sua acção e demonstram a sua capacidade de serem fiéis e passíveis de serem catapultados para missões mais meritórias.
Se forem aprovados pela sua defesa dos donos passam para uma nova missão mais “federativa”. Aí conquistam o direito a poderem mudar para um dono mais poderoso que os aprecia pela sua fidelidade. Se cumprirem com denodo a sua missão passam para o canil de exposições. Não têm de fazer nada a não ser abanar a cauda, lamber as mãos que os conduziram para perto de S, Bento.
Infelizmente (?) por cada andróide que conquista o seu espaço há um outro que pertence a uma outra galáxia que o tenta derrubar e ganhar o direito ao seu espaço. Os andróides são quem sofre as primeiras refregas e muitos deles perdem o direito a mudar de óleo para sempre. E andróide sem óleo emperra. Chega a altura de ser substituído. Inicia então um longo percurso de isolamento só quebrado quando consegue ganhar albergue em ONGs ou numa qualquer Igreja onde ainda pode prestar vassalagens e se pode mostrar aos novos donos.

segunda-feira, junho 20, 2011

FALTA AO NOBRE EM VALORES O QUE LHE SOBEJA NO NOME
Dividem-se os analistas políticos sobre se a eleição para o cargo de Presidente da Assembleia da República conduzirá F. Nobre ao 2º mais alto cargo da nação, ou não.
Dividem-se entre o que O PP deveria fazer e não diz que faz mas pode fazer no secretismo do voto. Outros criticam a postura do PS que deveria dizer “Amem” ao nome proposto pelo PSD seja ele qual for, para não por em causa a tradição do AR. Outros ainda opinam que se a proposta do PSD não passar, será uma 1ª derrota do próximo 1º Ministro.
Mais uma vez o entretenimento é com a árvore deixando para trás a floresta.
Esquecemo-nos da falta de nobreza de carácter da pessoa que irá ser apoiada pelo PSD, ao não apresentar a escusa de ser candidato, evitando assim uma divisão entre quem tem de estar preocupado com coisas bem mais importantes para o país que o preenchimento do ego da figura sinistra do senhor Fernando Nobre.
Deveria ser ele que ao tomar uma atitude de desprendimento em relação a si próprio, com isso diria a todos nós que afinal estamos enganados. Enobrecia-se e capitalizaria com isso o seu futuro pessoal e político.
O senhor Nobre ao insistir em impor-se, hipotecou o seu futuro político, profissional e pessoal. Tornou-se um peso. Assim decida ir às Berlengas e visitar o fundo do mar na “meia-via”. O Nobre é vaidoso, ensandeceu e está a dar um péssimo exemplo a todos nós que temos de ceder em tanto para colectivamente podermos reconstruir o nosso futuro.
Nobre suicida-te antes de ires a votos.

domingo, junho 19, 2011

O PERIGO DOS TRATAMENTOS DE BELEZA
Uma senhora de meia-idade teve um ataque de coração e foi parar ao hospital.
Na mesa de operações, quase às portas da morte, vê Deus e pergunta:
- Já está na minha altura?
Deus responde:
- Ainda não. Tens mais 43 anos, 2 meses e 8 dias de vida.
Depois de recuperar, a senhora decide ficar no Hospital e fazer uma  lipoaspiração, algumas cirurgias plásticas, um facelift,...
Como tinha ainda alguns anos de vida, achou que poderia ficar ainda bonita e gozar o resto dos seus dias.
Quando saiu do Hospital, ao atravessar a rua, foi atropelada por uma ambulância e morreu.
A senhora, furiosa, ao encontrar-se com Deus, pergunta-lhe:
- Então eu não tinha mais 40 anos de vida? Porque que é que não me desviastes do caminho da ambulância?
Deus responde:
- Porra! Eras tu? Nem te conheci!!!!

sábado, junho 18, 2011

quinta-feira, junho 16, 2011

COPIAR
Os noticiários das rádios, TVs e alguns jornais abrem as suas primeiras páginas com o “copianço” dos candidatos a juízes num teste que realizaram no CEJ(Centro de Estudos Judiciários).
Para mim mais importante que este facto é eu ser levado a pensar em quantos testes terão copiado sem que se saiba. Ou se os que já são juízes são por mérito e sabedoria próprias ou porque são trapaceiros? Será porque é fraudulenta a sua formação que os cidadãos cada vez mais sentem que a justiça não funciona?
Mais grave que isto é ainda eu pensar em todos aqueles que são juízes por mérito próprio e que agora se vêm arrastados para este lodaçal porque uns quantos aldrabões e incompetentes deram visibilidade a um fenómeno que quero crer é perfeitamente singular.
Mas mais grave ainda que tudo é essa coisa a que chamam “Sindicato dos Juízes” vir minimizar o facto sem uma nota de reprovação pelo acto, nem a exigência de que os aldrabões sejam afastados definitivamente da possibilidade de chegarem a Juízes. Não foi este mesmo Sindicato que se fartou de espalhar moral e bons costumes quando se tratava de analisar os actos do Governo cessante? Afinal este sindicato só o é para certos fins menos claros. Estamos conversados.
Existem países em que a prática de copiar está auto-banida por cada um dos prestadores de provas. Não porque não apeteça. Não por receio dos examinadores. Mas porque cada um sabe que a sua fraude pode por em causa a progressão legítima de outros melhores que ele próprio.
Nós próprios quando éramos professores testámos com os nossos alunos de algumas turmas esses procedimentos com resultados excelentes. Isto é, são as pessoas que se constroem.
Mas são pessoas com um sentimento cívico de cumprimento dos seus deveres perante os outros. Como desejar futuros juízes copiadores na (re)construção deste país?

quarta-feira, junho 15, 2011

EM DEFESA DA HONRA
De repente pensa-se em tudo menos nos erros cometidos. Os candidatos a “donos” do PS juram que querem ouvir a sociedade civil, mas rodeiam-se das camarilhas habituais. São sempre os mesmos de volta da mesma trampa. Daqui a 4 anos lá veremos de novo os mesmos em busca do seu lugar ao sol. No “Jornal de Leiria” li as declarações do Presidente da Federação Distrital de Leiria, afirmando que os resultados no Distrito até nem teriam sido muito maus. Até conseguiram eleger 3 deputados. A escola do PCP de nunca perder está a estender-se ao PS. Ainda bem. Nada melhor que não saber para não ter desgostos. Seguro vai Assis e a gente que se lixe. Venha o diabo e escolha.

terça-feira, junho 14, 2011

JÁ QUASE TEMOS GOVERNO
A generalidade dos cidadãos deste país vive animada de esperança. Que “morto o bicho tenha acabado a peçonha”. O mau da fita desapareceu. “El Gastador” foi à vida. Temos agora uma dupla de gente séria, o Passos Coelho e o Paulo Portas, que vão rapidamente por em ordem as contas públicas e tornar um sonho mau os tempos que acabámos de viver. O PS reduzido aos escombros de si mesmo vai demorar 4 anos a recuperar. E mesmo aí os comunistas e os trotskistas irão recordar-nos dos males passados e tentar evitar a todo o custo que recuperem o fôlego.
Agricultores, intelectuais, operários, jovens licenciados e desempregados irão ter agora a sua grande oportunidade. Na Assembleia da República PSD, PP, PCP e BE terão agora a sua vez para corrigir tudo o que estava errado e com que se revoltaram ali mesmo e em grandes manifestações de massas na rua.
Os funcionários públicos não serão despedidos. Os enfermeiros terão as suas carreiras avalizadas. Os Militares verão finalmente os dias de glória pelos quais se bateram no 25 de Abril. Acabará a avaliação dos professores. Referendos colocarão ordem nos abortos possíveis p’rá “gentalha” dos bairros sociais. Não mais casamentos entre pessoas do mesmo género. As instituições de Ensino Particular retomarão os seus benefícios face à “elevada quólidade de ensino” que ministram. E haverá dinheiro para exercer caridade de forma digna.

Nota de humor: No período conturbado que acabámos de viver foi publicada uma nota nos jornais que passou desapercebida. Dava conta que no último concurso para professores, 4588 candidatos foram excluídos por erros cometidos no preenchimento dos documentos de concurso. Mais centena, menos centena, todos os anos é o mesmo com candidatos que não sabem preencher papéis (ou colocar cruzes nos quadrados respectivos, no concurso via NET).
Os incompetentes e os ignorantes são como os maus políticos. Nem precisam de ser avaliados. Eles auto-avaliam-se. Por isso podem os nossos novos dirigentes máximos estar descansados. Caiem como tordos, apodrecendo naturalmente. Sempre é menos uma preocupação.

segunda-feira, junho 13, 2011

13 DE JUNHO DE 2011
123º Aniversário do Nascimento de Fernando Pessoa
Dia de Stº António

Neste tempo em que nada é o que parece. Neste tempo de desafios. Recordo hoje duas figuras portuguesas que se libertaram da lei da morte por acreditarem no que faziam. Um e outro são exemplos maiores da alma e sentir deste povo tão sacrificado ao longo de séculos por gente que nem merece abotoar-lhes os sapatos.
Apetece-me dizer que o meu Poeta mais venerado é o António de Lisboa e o meu Santo preferido é S. Fernando Pessoa.
Em jeito de oração ao António deixo aqui umas “quadras ao gosto popular” do Fernando:

Quando apertaste o teu cinto
Puseste o cravo na boca.
Não sei dizer o que sinto
Quando o que sinto me toca.

Trazes um manto comprido
Que não é xaile a valer.
Eu trago em ti o sentido
E não sei que hei-de dizer.

Santo António de Lisboa
Era um grande pregador,
Mas é por ser Santo António
Que as moças lhe têm amor.

No dia de S. João
Há fogueiras e folias
Gozam uns e outros não,
Tal qual como os outros dias.

Trazes os brincos compridos,
Aqueles brincos que são
Como as saudades que temos
A pender do coração.

Não há verdade na vida
Que se não diga a mentir.
Há quem apresse a subida
Para descer a sorrir.

O manjerico comprado
Não é melhor que o que dão.
Põe o manjerico ao lado
E dá-me o teu coração.

sábado, junho 11, 2011

O SAPO CHUPA-PILAS
Um homem que estava a passear nas ruas do centro do Porto viu um vendedor de rua com uma barraquinha, a vender sapos.
Eram daqueles sapos grandes! E tinha uma placa que anunciava: SAPO CHUPA-PILAS.
O homem perguntou:
- Que merda é esta, pá? Chupa pilas????
O vendedor disse:
- É uma espécie especial de sapo que eu desenvolvi, e que te chupa o pirilau como nunca ninguém te fez.
O gajo ficou desconfiado, mas como andava chateado com a mulher, e os sapos eram baratos, resolveu comprar um e levá-lo para casa.
Foi mais cedo, e quando ao final da tarde a mulher chegou do trabalho, encontra a seguinte cena:
O marido estava na cama todo nu, com o sapo no ombro, de olhos arregalados e a ler junto com ele um livro de receitas culinárias.
A mulher estupefacta, perguntou:
- Mas que porra é esta? O que é que se passa aqui???!! Tu estás na cama todo nu, com um sapo asqueroso no ombro, e ainda por cima a ler um livro de culinária?!!!
Ele olhou prá mulher e disse:
- Se o sapo aprender a cozinhar....tás lixada, !!!!!!!!!!

sexta-feira, junho 10, 2011

quinta-feira, junho 09, 2011

DOIS PEQUENINOS PORMENORES SEM IMPORTÂNCIA
O actual executivo já pode entrar no historial das autarquias. Já tem a sua rotunda. Quando a vi delinear-se junto ao acesso ao Pingo Doce, vi que este era um momento de fazer história em Peniche. O PCP vai finalmente ter a sua rotunda de imponência digna de registo na sede de Concelho. Dá mais nas vistas uma boa rotunda num local central que uma Biblioteca.
O segundo pormenor já ninguém pensa nele. Mas como fui de transportes públicos à Lourinhã, dei por mim a pensar no que é que a Lourinhã tinha e que desapareceu em Peniche. Se calhar vieram cá buscar o nosso como moeda de troca pela água que dizem que lhe devemos. Refiro-me ao painel publicitário electrónico que existia na Praça Jacob. O que é feito dele? Morreu? Estragou-se? Foi para arranjar? Que se passa? As pessoas que vivem e passam por Peniche não têm direito a ter uma leitura motivadora sobre as coisas que aqui vão ocorrendo? Eu sei que da forma como o que lá estava funcionava era pouco motivador. Mas era melhor que nada. Ou então melhorava-se. Dava-se-lhe qualidade. Tudo bem.
Depois admirem-se…

quarta-feira, junho 08, 2011

P’RA ONDE VAIS? – VOU P’RÁ FESTA…
Quem não se deixe “emotivar” por dá cá aquela palha e fizesse funcionar a razão, o que viu no passado domingo parece saído do mundo de Astérix, onde o céu nos pode cair em cima da cabeça. O PSD ganhou as eleições e o “povoréu” afecto a esse partido e ao CDS entrou em festa pela noite dentro como se lhe tivesse calhado o euromilhões. Enquanto isso, o PS com um ar combalido e meio tristonho saia de cena compungido e com palavras de circunstância sobre o que deve ser o respeito que nos merece o jogo da Democracia.
Não vi o “sócras” com ar de caso. Vi (e ouvi) o seu melhor discurso de sempre, preparando-se para se instalar numa poltrona a assistir ao que vem aí.
Em boa verdade cá para mim, quem devia festejar foi comedido, quem se deveria sentir apreensivo e castigado festejou. Ao PS foi a sorte grande que lhe calhou não ter que aplicar as medidas acordadas com o FMI. Perante o povo português o odioso da questão está em quem coloca o cutelo no pescoço de cada um de nós. Ao PS resta ficar a assistir e ir assobiando para o ar, aguardando as próximas eleições. Cá para mim esta derrota do PS foi uma hábil estratégia para não terem que aplicar o que acordadram.
Quando até ao fim do mês de Agosto surgirem as grandes machadadas sobre funcionalismo público, desempregados, reformados e pensionistas, quando em nome do patriotismo surgirem os juros mais elevados, a perda de direitos e o acrescer de deveres, quando a saúde passar a custar os olhos da cara e a educação passar a ser privilégio de uns quantos, os que no dia 5 festejaram serão os primeiros a sair às ruas com gritos de vingança e os que agora foram vassourados, começam a desenhar um sorriso nos lábios.
Os professores vão ter saudades da Maria de Lourdes Rodrigues e os Enfermeiros e Médicos julgarão ter acordado num filme de terror. Polícias e Sindicatos vão ter vergonha de sentir saudades dos governos socialistas.
Notas interessantes: A população de Ferrel é pobre e mal agradecida. Então não é que nem ao menos foram gratos a quem promoveu a elevação da localidade à categoria de vila. Até em Ferrel perdeu o PS.

Quando será que o PCP percebe que a FRENPROF é um longo e imenso flop que não dá votos a ninguém… Só serve para mascarar interesses corporativos e permitir a quem não trabalha nas Escolas ir vadiando o seu ego.

segunda-feira, junho 06, 2011

CUMPRIU-SE O FADO
Os resultados eleitorais são o que esperávamos e o que pedimos a Deus Nosso Senhor. Esperávamos ver o PS perder e perdeu. Foi isso que semeou. Tudo se conjugou para o PSD ganhar e ganhou. Foi levado ao colo e não desaproveitou o Fado.
Deixo aqui umas quantas breves reflexões sobre Peniche.
Aqui, a abstenção fixou-se perto dos 50% e não descola. Peniche pertence ao Distrito de Leiria. Que em 2009 se encontrava ainda divido entre esquerda e direita e que agora virou de novo à direita. O PS descambou definitivamente. Dividido entre o Big Brother e as forças mais conservadores que deambulam pelo PS, condenou-se perante os eleitores que para votar à Direita preferiram o PSD e o CDS para as suas cruzinhas. O BE que fez uma gracinha em 2009 capitalizando o descontentamento entre a classe média e em particular entre os professores, descambou de todo. O BE no Distrito de Leiria o BE era um ídolo de pés de barro.
No meu concelho (em Peniche), as forças políticas inverteram-se completamente nos seus resultados. O PS passou de 33,49% em 2009 a 24.84% em 2011. E o PSD que em 2009 tinha 26,12%, consegue agora 38,07%.
O PS no meu Distrito e em particular na minha terra, tem sido arrastado para resultados cada vez piores. Isto merecia ser analisado e os responsáveis por este descalabro deveriam ser chamados a explicar a sua estratégia que tão nefasta tem sido.
Às tantas os responsáveis ainda serão o Henrique Neto e os que como ele se têm batido por um PS de esquerda em oposição a este anacronismo que tem servido de suporte por esse país fora a uns quantos caciques locais.

Nota Importante: Pela primeira vez após o 25 de Abril o CDS consegue mais votantes no Concelho de Peniche que a CDU. Espero sinceramente que este seja um facto anómalo e ocasional. Merece no entanto ser reflectido. Não basta dizer que este resultado terá que ver com o desencanto das pessoas numa certa esquerda representada pelo PS local. Afinal de contas o PCP é a detentora do executivo local e isso deveria representar qualquer coisa. Merece perceber em que secções de voto e em que Freguesias se verificou essa subida do CDS e onde a CDU baixou a sua votação. Meter a cabeça na areia não vai livrar o PCP de novos desaires eleitorais. A votação no BE também não serve de desculpa porque esses baixaram de 2009 para agora, de 9,85% para 6,04%. Percebam e corrijam.

domingo, junho 05, 2011

EM DIA DE VOTAÇÃO... alarvices