quarta-feira, setembro 30, 2009

E EIS SENÃO QUANDO…
O Prof. Aníbal Cavaco Silva, que neste momento exerce as funções de Presidente da República, decide falar. Prefiro-lhe os tabus. O Prof. não está habituado a ser avaliado, (na sua maioria não estão) e decide vir a terreiro tentar dar catanada no Partido que os Portugueses escolheram para Governar o País e não satisfeito com isso, conseguiu o que era extremamente difícil; confundir ainda mais as pessoas com o que se passou em Belém.
Não me interessa que o Prof. Cavaco não esqueça a sua família política. Mas tentar depois tapar o sol com uma peneira fica-lhe mal.
Não me interessa que o Prof. Cavaco não perceba nada de informática, ao ponto de desconhecer que todos os PCs são vulneráveis coisa que um puto do 4º ano de escolaridade, está farto de saber.
Não me interessa que o Prof. Cavaco apoie os seus amigos de longa data. Só lhe fica bem.
Não me interessa que o Prof. Cavaco se sinta mais à vontade quando está a conversar com Manuela Ferreira Leite do que com José Sócrates. Até pode contar anedotas a uma e nunca mostrar os dentes a outro.
Mas já me incomodam os seus tiques hirtos e os seus esgares, ou a sua azia política quando o Prof. Cavaco se torna Presidente da República. Tem um dever de isenção que não lhe basta anunciá-lo. É preciso praticá-lo de forma óbvia.
Se o Presidente da República não gosta de luta político-partidária, que não se envolva nela.
Se o Presidente da República está insatisfeito com os serviços de comunicações de que dispõe, até pode voltar aos pombos-correios, mas trate ele disso e não envolva mais ninguém nas suas desconfianças.
Que fale quando tiver certezas. Para confundir já temos politiqueiros de meia-tijela que cheguem. Não votei no Prof. Aníbal Cavaco Silva para Presidente da República. Sinto-me feliz por não o ter feito. Outros que votaram começam a arrepender-se, percebidas que começam a tornar-se as suas fraquezas para o desempenho de tal cargo.
Gostaria de dizer a terminar o que ele disse de Mário Soares: - Que o resto do mandato passe rapidamente e que o consiga terminar com dignidade.

terça-feira, setembro 29, 2009

PORTUGAL DOS PEQUENINOS
Começa hoje a luta dos pequeninos que teimam em copiar os tiques dos grandes. Mais uma vez vou ter que engolir nas TVs doses massivas da Câmara de Lisboa (trampolim para 1ºs Ministros ou Presidentes da República) e da Câmara do Porto. Para não se tornarem completamente impossíveis de aturar, lá aparece uma outra capital de Distrito como se isso tivesse alguma importância para quem vive na “santa terrinha”.
Os amadores (?) vão testar as suas capacidades de se tornarem profissionais. Quem sabe um dia, poderão ser 5ºs numa qualquer lista de candidatos a deputados.
Vão ler-se comunicados a dizer mal dos que estão. Vão ler-se noutros que ou eles ou o dilúvio. Tudo o que mexe vai ser alvo.
Até que daqui a 15 dias vão de novo contar-se espingardas. Quem ganhou, quem perdeu. Passados outros 15 dias já ninguém se recordará do que foi prometido ou dito. E o Portugal profundo vai tornar-se igual ao Portugal à flor da pele. Mau, vadio, hipócrita e corrupto.
E assim se passam os dias.

segunda-feira, setembro 28, 2009

DEMOCRACIA DIXIT
Ganharam todos menos o PS, que perdeu o que lhe era mais caro: “O quero, posso e mando”.
Perderam todos (os portugueses) menos os que nunca ganham. Esses empataram.
O País (Portugal) vai-se adiando até ao estertor final.
O meu partido (BRANCOS) duplicou no Concelho, no Distrito e no País. Perdi mais uma vez.

domingo, setembro 27, 2009

DIA DE FESTA DA PARTICIPAÇÃO CÍVICA DOS CIDADÃOS
De um forma ou de outra todos podem e devem participar em nome da felicidade que querem ajudar a construir para si e para os seus. Com alegria ou com revolta, com convicção ou de forma indecisa, a favor ou contra, é importante para cada um estar presente.

Associo-me dando-vos este sinal de humor que de vez em quando a Administração Pública nos proporciona.

sábado, setembro 26, 2009

ESTOU EM REFLEXÃO
A gente reflecte não porque um decreto-lei assim o determina, mas porque temos cabeça para pensar.
E vou querer partilhar as minhas reflexões com aqueles (poucos) que me lerem.
O que é que aconteceu de tão importante que me leva a escrever isto e a partilhá-lo convosco? Três acontecimentos que invadiram a minha casa e que passo a relatar-vos.
- Quando hoje abri o meu correio encontrei uma newsletter do Expresso com o Título “Sócrates é o pior primeiro-ministro desde 1985”. Se estes gajos podem invadir o meu sossego para fazer campanha eleitoral no dia de reflexão, eu posso falar sobre isso.
- Ontem ao ver os “Gato Fedorento” ouvi o Ricardo Araújo Pereira perguntar ao candidato Do MRPP-PCTP como compatibilizava os factos de sendo a face visível desse partido, representar como advogado os interesses do reconhecido dirigente da Direita Portuguesa, Paulo Portas. Quanto a isto nem sequer sou capaz de reflectir.
- A terceira ocorrência também se deu ontem. Quando fui à caixa de correio encontrei um folheto de apelo ao voto do candidato de Peniche do PSD. Interroguei-me sobre a razão pela qual o candidato de Peniche do PS não terá feito o mesmo. É legitimo pensar que eu sendo de Peniche e sendo um putativo Deputado no Parlamento, desejo apresentar-me aos meus concidadãos, na esperança de que o meu Partido veja crescer na minha terra a sua votação. Mas se eu passo de fininho a assobiar para o lado é porque se calhar não vou ser um valor acrescentado. Se calhar se pensarem em mim até a cruz se escapa para outro quadradinho.

Aqui estou reflectindo. Em nada. Nas minhas razões. E nas razões da galinha. Branco é…Galinha o pôs... e eu também!

sexta-feira, setembro 25, 2009

EXERCER O DIREITO DE VOTAR
Não é fácil. Tudo nos empurra para ficarmos em casa e abdicarmos de participar na Grande Farsa montada pelos Partidos Políticos (todos eles sem excepção).
As promessas incumpridas, os compadrios, a corrupação, o faz-como-eu-digo-mas-não-faças-o-que-eu-faço. A distribuição das mais valias criadas no país, oferecendo milhões ali e tostões aqui.
Mas a gente somos sensíveis ao argumento dos que pensam que se Sócrates se comportou de forma tão anti-humanista e democrática com a maioria das pessoas, há que impedi-lo de se sentar outra vez em S. Bento.
Ou assustamo-nos quando olhamos para a cara daquela mulher e percebemos o que representam os que a rodeiam e decidimos que mais vale um Sócrates na mão que a dita cuja no Governo.
Ou deixamo-nos convencer pelo discurso alarmista da falta de segurança e sentimos que um estado policial tem de ser impedido a todo o custo, nem que para isso me tenha de aliar ao Bloco de Cimento.
Ou ficamos assustados porque temos memória, e recordamos as UDPs, ao FEC-MLs, os MÊS, as LUARs e quejandos que esconderam atrás de uma sigla inócua para poderem chegar à distribuição das migalhas do poder, e então antes queremos os betinhos de cascais e os papás da Opus-Dei.
Ou vamos sentir o carinho pelo avozinho que distribui de forma natural simpatia e impropérios contra quem nos torna cada vez mais pobres e lá vamos, porque ele não ganha mas sempre é um novo fôlego com que o animamos.

Mas nenhuma destas razões é razão para votar. Ou antes. É a pior das razões para votar. Eu exerço o direito de voto porque acredito que numa democracia participada e participativa, o que eu digo é importante. Claro que não acreditando nos executores como lhes posso atribuir a minha confiança?
Estes dias que passaram reforçaram a minha vontade do início desta campanha eleitoral. A que acrescentei mais uma definitiva decisão. Nas próximas presidenciais.
Assim sendo, declaro que mantenho o meu VOTO BRANCO.
Por todas as razões que ficam expressas e por todas as outras que ficam por dizer.

EXERÇO O MEU DIREITO DE VOTAR BRANCO

quinta-feira, setembro 24, 2009

OS IDIOTAS
Não fui buscar o título desta crónica de hoje ao romance de Dostoiévski. Já não há príncipes nas histórias dos dias de hoje. E os de coração puro foram desaparecendo na voragem dos tempos.
Os idiotas de que hoje falo são os que o Dicionário da “Texto Editora” referencia como, homem de espírito curto; ignorante; falto de inteligência; parvo; estúpido; ignorante; imbecil.
Quando lhes faltam os argumentos pões mãos e pés no chão e comportam-se asininamente.
São os seus próprios argumentos quem os denunciam. Não falam para os outros. Falam para se ouvirem uns aos outros. De si mostram que existem através de comunicados, notas de imprensa, afirmações de fidelidade aos líderes. A “populaça” só lhes serve como escadote para atingirem o topo da hierarquia. À custa do deserto de ideias que estendem por onde passam. O bem comum é para os idiotas uma figura de retórica.
Sentam-se na cadeira de poder do papá, aguardando o seu direito de sangue para lhes ocuparem o lugar.
Referem-se aos que ocupam os lugares que consideram seus por direito divino, como pústulas execráveis. Adoram falar em oportunismos e em utilizações indevidas da coisa pública, como se não tivessem telhados de vidro.
Os idiotas são manipulados pelos seus em primeiro lugar. Depois pelos que sabem que oferecendo-lhes prebendas eles tornam-se maleáveis e dóceis. Nalguns casos são esmo os familiares que aspirando a outros altares, os indusriam para lhes darem os lugares em herança.
Os idiotas quando atingem o poder servem-se de tudo e de todos como entidades parasitárias. Nada os impede na sua voragem. No seu caminho não poupam familiares, amigos e correligionários.
Tudo destroem para atingir o seu fim. Cuidado com os idiotas. Estamos em tempo de eleições. É o tempo em que eles medram. E em que surgem à luz do dia.

terça-feira, setembro 22, 2009

O CAVACO/O PÚBLICO/A VERDADE – Parte II
Passadas horas sobre a postagem que ontem fizemos, o Sr. António demite o seu mandado junto do jornal Público, firmando assim a sua assinatura sobre a Verdade que afinal não era.
Moral da História:
1. O Sr. António pretendeu interferir na campanha eleitoral denegrindo a imagem do Partido socialista.
2. O Sr. António serviu-se para isso de um Jornal (O Público) que por isso mesmo desmascarou-se, deixando de ser por essa razão um jornal de referência.
3. O Director do Público é um dos mandados do Sr. António
4. O PSD deu um tiro no pé.

segunda-feira, setembro 21, 2009

O CAVACO/O PÚBLICO/A VERDADE
Começamos a perceber melhor os contornos de uma campanha insidiosa, inteligente e encapotada que o Público tem vindo a desenvolver desde os tempos do negócio falhado, da compra da PT pela SONAE.
Tudo isto compreendemos.
Já temos dificuldade em perceber o papel a que se presta o Director do Público, Jornalista de Profissão. Bem andou o Provedor desse Jornal, ao denunciar de forma clara essa campanha e o seu principal instigador, precisamente o referido Director.
Mas mais do que isto, sentimo-nos profundamente chocados com a conivência do Sr. António Cavaco neste imbróglio. Ou é verdade que ele instrumentalizou o Público para atingir o Governo legítimo do País que representa, ou então anda mal por não tomar uma atitude de repúdio pela incorrecta interpretação que o seu Assessor terá feito das suas preocupações.
Ou então, a paranóia anda à solta lá pelos lados de Belém.
O que é certo é que o snr. José parece dar-se bem com os insultos e as acusações maldosas da canalha. E o que parecia uma dúvida, está a pouco e pouco a tornar-se uma certeza irremediável: - O sr. José vai conseguir ganhar contra quem parece apostado em caluniá-lo até à exaustão.
Não sei se será bom para este país falhado e adiado. Pelo menos não mandamos para a arena internacional aquele exemplar da feiticeira que adormeceu a Branca de Neve por 100 anos. Portugal tem melhores coisas para mostrar, ainda que valha muito pouco.

domingo, setembro 20, 2009

VERDADES (Comprováveis, não são políticas!)

Todos os cogumelos são comestíveis. Alguns só uma vez!

Tudo é relativo. A duração de um minuto depende de que lado da porta da casa de banho se está.

A primeira amnésia nunca se esquece.

Os jogadores de videojogos são pessoas normais, que comem gelados pela testa como toda a gente!

No boxe, geralmente, o árbitro é a única pessoa a contar até dez.

Em casa de um indeciso só pode haver uma casa de banho.

Os ingleses são tão educados que na Inglaterra quem dirige é o pendura.

Todo o corpo mergulhado numa banheira faz tocar o telefone.

A probabilidade do pão cair com o lado da manteiga para baixo é proporcional ao valor da carpete.

Mais vale uma gaivota na mão do que uma a voar sobre a nossa cabeça.

Uma pessoa saudável é aquela que não foi suficientemente examinada.

Toda a partícula que voa encontra sempre um olho.

A esperança e a sogra são sempre as últimas a morrer

Um chato nunca perde seu tempo. Perde o dos outros.

Há muitas coisas mais importantes que o dinheiro, mas são tão caras!

sexta-feira, setembro 18, 2009

PARA QUE FIQUE REGISTADO
Quando em 1998 cheguei à Câmara Municipal de Peniche e fui nomeado Vereador do Pelouro da Educação, após três mandatos e 12 anos sucessivos de gestão PSD, iniciei uma visita pelos estabelecimentos de ensino do 1º Ciclo e Jardins de Infância da zona rural do Concelho.
O que vi parecia saído dum filme surrealista. Escolas sem casas de banho a funcionarem minimamente. Os recreios eram zonas de perigo com inúmeros obstáculos susceptíveis de constituírem atentados agressivos à vida das crianças. As escolas de Casal Moinho, S. Bernardino, Casais Brancos, do Filtro, pareciam ter sido varridas por uma hecatombe nuclear.
Escolas e Jardins sem dinheiro sequer para adquirirem ao menos papel higiénico e produtos de limpeza. Carteiras partidas. Materiais didácticos improvisados. Os professores eram autênticos mestres do desenrascanço, com malabarismos extraordinários para poderem acorrer às necessidades educativas dos seus alunos. Alguns Professores adiantavam dinheiro da sua algibeira para os alunos mais carenciados poderem ter os seus livros em tempo útil, porque a CMP só com mais de 3 meses de atraso é que pagava os apoios sociais.
Em pouco mais de 10 anos tudo se alterou. Nos 3 mandatos seguintes, as forças políticas que sucederam ao PSD deram dignidade às Escolas e aos Professores. Os apoios sociais pagos a tempo servem efectivamente para o que foram criados. Os recreios parecem locais tirados de estampas de países com um entendimento claro do que deve ser a educação num concelho que quer construir um futuro melhor para os seus filhos.
E o que aqui afirmo pode ser comprovado pelos jovens com 20 e poucos anos que saíram das escolas há mais de 10 anos. Que Escolas tinham e que Escolas hoje existem depois de o PSD ter desaparecido das responsabilidades de gestão da Câmara Municipal.
Assinalo pois com o maior repúdio, afirmações despudoradas que certos responsáveis dessa força política sobre a qualidade da sua governação. Quando se afirma que o Ensino Superior em Peniche é obra sua, é das mentiras mais ordinárias que eu vi escritas em letra de forma.
Honra seja feita a quem o promoveu efectivamente. Mas nunca ao PSD que se limitou por mandar exarar no Diário da República a existência fantasma de uma Universidade em Peniche, que só assumiu forma depois do PSD ter saído da Câmara Municipal.
Podem alguns ter dificuldade em engolir isto. Mas o PSD foi uma força retrógrada na educação em Peniche.
O mérito da existência da Escola da Atouguia da Baleia, está na necessidade de dar cobertura de toda a população escolar no Ensino obrigatório de 9 anos e na falência da Colégio Atlântico.
Quanto à EBI foi um drama o seu Projecto e a sua Construção. Mas isso só prova a incapacidade do PSD de Peniche no sector da Educação.
O seu a seu dono. E para um partido que diz pugnar pela verdade, melhor faria que se colocasse um freio em alguns dos seus militantes.

quinta-feira, setembro 17, 2009

COMO VOTAR
Esta postagem de hoje poderá eventualmente ser útil aos indecisos. Neste momento em que somos massacrados pelas Rádios e pelas TVs, por panfletos que dizem que e o seu contrário, existe uma fórmula para votar que sempre me foi útil e que vos quero transmitir.
Espero que vos sirva como a mim o tem feito ao longo dos tempos. Aqui vai:
1. Olho para as Associações políticas e/ou civicas que concorrem ao acto eleitoral;
2. Vejo as pessoas que concorrem
3. Penso no provérbio chinês: "O que se diz, ouve-se! O que se escreve, lê-se! O que se faz, vê-se!"
4. E pronto já sei onde votar, ou se opto por votar em branco.

terça-feira, setembro 15, 2009

AS REDES SOCIAIS
Começam a ouvir-se as primeiras vozes discordantes destes sistemas interactivos que a Net proporciona. Para mim comparo-as às seitas religiosas. Invadem-nos o espaço-casa sem terem sido convidadas.
Facebook, Twitter, hi5, fazem todos parte do mesmo esquema. Exposição de cada um e afirmação da sua imagem à custa da aceitação dos outros. Quanto mais aderentes, maior o sentimento de segurança. Servem para pessoas pouco dadas ao convívio criarem uma falsa imagem de pertença.
A mim tal como a outras pessoas, já aconteceu receber por e-mail pedidos de amizade de pessoas que se cruzam connosco todos os dias e que nem os “Bons Dias” nos dão. È como aqueles católicos que na Igreja nos beijam e que depois vão para as Pastelarias e que no intervalo de um gole no galão e uma dentada no pastel de nata, vão “cortando na casaca” da pessoa que beijaram.
Quem é meu amigo, já o é. Não precisa de me enviar pedidos de amizade. Quem não é e quer ser, se mora na mesma terra que eu, combina uma ida ao café para beber uma bica e aí estabelece os laços que perdurarão para além do tempo de vida de um PC.
Não gosto de redes sociais.

domingo, setembro 13, 2009



PARASITAS/OPORTUNISTAS Parasitas são organismos que vivem em associação com outros aos quais retiram os meios para a sua sobrevivência, normalmente prejudicando o organismo hospedeiro, um processo conhecido por parasitismo. (Wikipédia)

Vem isto a propósito dos que se aproveitam do trabalho alheio para atingirem os seus objectivos. E isto não se passa só com os políticos. Atravessa toda a sociedade portuguesa.
Alguns utilizam trabalhos dos outros para apresentarem como seus. Esta é hoje uma actividade muito conhecida e desenvolvida na Internet.
O despropósito com que se apropriam das coisas dos outros é total e aberrante.
Não dou exemplos até porque pretendo que este Blog mantenha o grau de isenção ética que sempre lhe imprimi.

sábado, setembro 12, 2009

JORGE DE SENA VERSUS PAÍS POLÍTICOVeio finalmente para Portugal um dos maiores vultos da Cultura portuguesa. Por ser demasiado grande não coube a sua trasladação no Panteão Nacional.
“Cada vez mais penso que Portugal não precisa de ser salvo, porque estará sempre perdido como merece. Nós todos é que precisamos que nos salvem dele”. Por estas e outras palavras semelhantes o responsável máximo pelo veto político da obra do Nobel português, não pode estar presente. Ouviu a sirene dos Bombeiros e teve de ir apagar fogos. Também a sua comadre, que pretende ir fazer as limpezas a Belém, não conseguiu arranjar tempo na Agenda para se vergar sobre o peso de figura tamanha. O Grande Educador (JPP) não deve ter achado importante.
Termino mais uma vez com as palavras de Jorge Sena numa carta a Sophia de Mello Breyner:
“Como essa pátria tirando o povo e uns raros, é vil, canalha e mesquinha…”

sexta-feira, setembro 11, 2009

ADITAMENTO
Algumas pessoas que me encontraram na rua e outras que me telefonaram, chamaram-me a atenção por eu ontem não me ter referido ao PCP. Eu procurei e não encontrei razão para me referir a esse Partido que outrora tão grandes contributos à causa da Liberdade do Povo português.
Enquanto eles se esconderem atrás de uma sigla vaga e sem sentido (como nos tempos da clandestinidade) também eu me esconderei dele. O PCP que se apresente orgulhoso de si próprio, com o seu nome de gente e eu também repensarei aí a minha atitude.
Viver no século XXI com os mesmos pressupostos das décadas de 40 e 50 do século XX é pouco relevante e falho de convicções.
PCP para cá e PCP para lá. Chega à altura das eleições, envergonhado, muda de nome.
Esse Partido por enquanto não cabe no quadro de Eleições Legislativas nos meus considerandos.
VOTO EM BRANCO

quinta-feira, setembro 10, 2009

LEGISLATIVAS 2009: – O MEU VOTO
Reafirmo agora o que escrevi quando iniciei este Blog. A minha fidelidade política vai só para mim. Depois flutuarei entre aquilo que são os meus afectos e as minhas convicções. Em cada momento. Isto significa que a forma como votarei hoje pode nunca mais repetir-se.
Mas nunca deixarei de dizer sempre que me apeteça, como voto. Este é um Blog comprometido comigo e com mais ninguém. Ele irá necessariamente reflectir o que penso.
Posto isto vamos aos factos:
PSD – Não me assusta a Social-Democracia. Pelo contrário. Os países em que esse ideário sócio-politico teve (tem) maior desenvolvimento, são nações com grandes preocupações sociais e em que o apoio aos indivíduos e famílias é sempre prioritário, num quadro de grande respeito pelas liberdades individuais e colectivas. Não é pois o contexto ideológico que me coloca dúvidas.
Mas não me esqueço da Manuela Ferreira Leite Secretária de Estado de um governo Cavaco Silva. Nem da mesma criatura Ministra da Educação. Odienta. Nem da Ministra das Finanças do Governo do Grande Desertor.
Esta mulher assusta-me e eu quero ter uma Reforma sem grandes sobressaltos. Tenho medo das fidelidades dela ao Jardim da Madeira e aos arguidos por corrupção das suas listas de Deputados. Não acredito nas qualidades do Grande timoneiro J. P. P.
Definitivamente não votarei no PSD.
PS – As razões que me levaram a não votar em Sócrates quando ele ganhou a sua Maioria Absoluta são as mesmas que me levam a duvidar dele agora. Tem a seu favor aquilo em que inúmeros o condenaram. O que foi feito no Ministério da Educação. A Ministra teve razão desde sempre e era bom que em final de mandato isso fosse repetido. Mesmo que se perdesse as eleições. Quem não defende os seus e sabendo que tem razão…
Depois o meu ex-camarada, rasga compromissos com o mesmo à vontade com que eu rasgo envelopes. E respeito por mim enquanto ser social não tem nenhum. Defende a sua “camarilha” enquanto o servem.
Mas eu poderia conseguir esquecer todos estes argumentos se não soubesse quem faz parte da lista de Candidatos a Deputados do Distrito de Leiria. Só de olhar para o nome que figura em 5º lugar é suficiente para eu me sentir mal e próximo de um AVC.
Ora como não quero ir desta para melhor…
Não voto PS
CDS /PP/BE – Nem 8 nem 80. A demagogia em estado puro. São aqueles que sabem que é fácil fazer promessas, porque sabem que não têm de as cumprir. Resta-lhes dizer mal. E é fácil dizer mal. Os outros porque vão fazendo coisas acabam por cometer erros. Basta estar atento e aproveitá-los.
Nem Portas, nem Louçã. Passam a vida em feiras e dizem que isto está mal. Mal está para quem tem de trabalhar.
Nestes não voto e ponto final.

Fica-me a dúvida. Ou votar em Carmelinda Pereira (POUS) ou em Branco. A primeira merece a minha simpatia pela coerência e pelo ânimo. Há quanto tempo eu teria desistido. Mas ela mantém-se firme. Mas eu preciso de um voto que também o seja de revolta. De contestação contra tanto regabofe. De um voto que me permita dizer que também quero votar só não sei em quem. Está decidido:
- VOTO EM BRANCO nas legislativas de 2009.

quarta-feira, setembro 09, 2009

A MISSA
A propósito de uma “postagem” recente um amigo meu em conversa comigo estranhava, certas afirmações (?) feitas lá por mim. Eu tentei explicar-lhe as minhas dúvidas e os meus medos. Depois vim para casa e em cima da secretária encontrei um recorte que fiz de uma brilhante entrevista feita pelo “Expresso” ao Ruy de Carvalho.
E nesse recorte estão os meus embaraços. Sinto-me quebrar ao ler o que li. É então que me apetecer ser o que sou e também o contrário de mim mesmo.
Pergunto a mim mesmo se a Fé não se pode encontrar naquilo que nos surpreende e atinge. Transcrevo a parte da entrevista que me deixou perplexo e de rastos.
Diz o Ruy de Carvalho a certa altura:
…Uma vez tive uma resposta muito interessante em Penafiel, no Calvário. É uma obra do Padre Américo, onde estão as pessoas que já não têm nenhuma saída para a vida. E eu perguntei aos padres que estavam lá como é que era a missa. “A missa são eles. Eles é que são as chagas de Cristo. Eles é que são o sofrimento que Cristo teve. Temos de os tratar. A missa é quando os tratamos. Não tem horário. Também rezamos, mas é quando os ajudamos. Quando os ajudamos a não terem tantas dores.”
E eu remato dizendo que esta missa eu compreendo. Esta Eucaristia tem tudo o que precisamos para perceber o sentido da Vida.

terça-feira, setembro 08, 2009

LEGISLATIVAS 2009
Comentário num jornal espanhol a um dos cartazes da campanha eleitoral portuguesa:
«Mención especial merecen los carteles de Ferreira Leite que jalonan las carreteras portuguesas. "Não desista. Todos somos precisos", reza. Pero la desolada foto en blanco y negro de la candidata, sin maquillar, podría hacer pensar a los turistas que visitan el Algarve que se trata del mensaje de una asociación de apoyo a la tercera edad o de prevención del suicidio.»
Jordi Joan, La Vanguardia

segunda-feira, setembro 07, 2009

PORQUÊ?
Estes últimos anos têm sido pródigos em situações que me colocam perante um sem número de dúvidas. Desde logo sobre mim próprio. Depois sobre o sentido da existência ou a falta dele.
O agnosticismo prende-se a mim como uma lapa à sua rocha e tudo me é mais difícil de compreender. Para os que têm Fé é fácil. Fecham os olhos à realidade que os cerca e aos seus impactos. Acreditam que tudo serve para pôr à prova a sua crença e o seu prémio para além da vida, e seguem caminho imperturbavelmente.
Tudo isto a propósito da sequência de mortes que têm estupidamente posto fim à presença física de amigos meus daqui para o futuro.
O Diogo é o último desta sequência estúpida e sem sentido. E então interrogo-me: - Porquê eles e não eu… Que é que pode perceber-se no desaparecimento de pessoas mais novas que eu e que tanto tinham ainda para dar de si aos outros. Como pode haver um Justo Ser que permita este calvário de dor?
Não que eu queira morrer. Adoro a vida. Tenho repetido até à exaustão que quando morrer, vou ter saudades de mim. Gosto de sair à rua e cumprimentar as pessoas. Gosto de ver o mar e o sol e a chuva. Quero estar cá. Mas também quero encontrar ao voltar da esquina os meus amigos.
Quero que o telelé toque e que eu veja que é o Carolino angustiado com a situação do seu Boavistão. Ou que é o Vítor Mamede a dizer-me que acabou as férias e está tudo como ele gosta (e eu também) na sua Escola. Ou que é o meu irmão a dizer-me que vem a Peniche no próximo fim-de-semana. Ou que entro na Afrodite e que o Zé Batista se levanta da mesa onde está a tomar café e vem ter comigo para falarmos das nossas filhas. Ou que telefono todo atrapalhado para a Trilógica e ouço do lado de lá a voz inconfundível do Diogo a dizer-me para eu levar o PC que se dá um jeito para que este Blog saia a tempo e horas.
Por tudo isto eu estou a pedir demais? Só quero aqueles pequenos nadas que fazem de mim uma pessoa feliz. Está a chegar o tempo em que não quero mais acompanhar ninguém para o irremediável. Quero os meus amigos ao pé de mim. Ter a sua memória comigo começa a não ser suficiente. Amo a vida. Mas amo-a com as pessoas de quem gosto.

domingo, setembro 06, 2009

sábado, setembro 05, 2009

A CURIOSIDADE MATOU O GATO...
Era uma vez um sujeito que estava curioso para saber como funcionava o banheiro das mulheres. Entrou num banheiro de um shopping dos mais modernos, achou tudo muito bonito, sentou-se, fez o que precisava e notou que ao lado do "trono" haviam 4 botões: AM, SAQ, AT, e RAT.
Curioso apertou o primeiro, AM, e recebeu um maravilhoso jato de Água Morna nas partes baixas. Achou ótimo e pensou: "é por isso que as mulheres demoram tanto no banheiro.
"Apertou o segundo botão, SAQ, e recebeu a Secagem de Ar Quente. Um espectáculo, achou óptimo.
Foi para o terceiro botão, AT, e recebeu uma pequena almofadada de talco refrescante e perfumada em toda a região. Que maravilha!
Apertou o quarto e ultimo botão, RAT.
Acordou numa cama todo amarrado, ao lado uma enfermeira. Ele pergunta:
"- Onde estou, o que aconteceu?" E ela:
"- Você esta no Hospital Albert Einstein, foi trazido pelos seguranças do Shopping. Você accionou o RAT, Removedor Automático de Tampax, e a sua pila está ali, naquele vidrinho!"

sexta-feira, setembro 04, 2009

CAIXA GERAL DE DEPÓSITOS
Foi em 1970 que abri a minha 1ª conta com 100$00 (50 cêntimos em moeda actual), nesta empresa bancária da qual ainda hoje por força das circunstâncias sou cliente.
O seu balcão da cidade de Peniche constituiu ao longo dos anos um exemplo daquilo que sempre me enervou. Demorado no atendimento, funcionários mal dispostos, respostas secas às perguntas, dificuldades e obstáculos na resolução de problemas. E o facto de haver alguns entre eles mais cordiais não me impediu em quase 40 anos de fugir daquele balcão como o Diabo foge da Cruz. Comparável só mesmo o Centro de Saúde de Peniche. Quero dizer em abono da verdade que quer no balcão da Atouguia da Baleia, quer da Lourinhã, as coisas se processavam de maneira completamente diferente. Eficiência e simpatia ajudavam os clientes naqueles locais a sentirem-se bem.
Por tudo isso quando veio a Internet e o serviço de Caixa Directa, tornei-me seu utilizador fanático.
Nos últimos anos as minhas entradas na CGD da Cidade de Peniche, tornaram-se pois cada vez mais raras.
Acontece que entrei lá nestas últimas semanas por 2 vezes para tratar de assuntos que me preocupavam. Comecei por estranhar o facto de haver tão pouca gente a ser atendida. Depois o facto de conhecer só 1 ou 2 funcionários. Ainda não tinha quase tido tempo de me chegar ao balcão e já estava a ser chamado.
Fui atendido por elementos que foram de uma simpatia inexcedível. Que me explicaram de forma extremamente cordial tudo o que eu precisava de saber.
Alguma coisa mudou naquela instituição. Para melhor. Para substantivamente melhor. Eu que tenho sido um detractor ao longo dos anos, estou a começar a mudar de opinião.
Gostei.

quarta-feira, setembro 02, 2009

JOGOS POLÍTICOS DE TRAZER POR CASA
Que pena que é Peniche só ter o tamanho de um penico de bebé. Se fossemos uma terra com uma importância maior, também teríamos o nosso Freeport. E os nossos candidatos a políticos teriam alguma coisa de substancial com que se entreterem.
Assim, vão vivendo este indolente período de guerrinhas com questões de lana-caprina. Vem isto a propósito de um panfleto semi-clandestino difundido no twitter, em que uma força da oposição de forma indecorosa, deturpa o que foi aprovado para o Centro Hospitalar do Oeste, esperando tirar assim dividendos da sua afirmação na defesa dos superiores interesses da população do Concelho. (Esta frase foi arrancada do fundo de mim mesmo).
Os que nos governam, defendem-se argumentando com o que lhes parece ser razoável para desmontar a cabala. Como se alguém ligasse importância a uns e a outros. Como se estes auto-proclamados comunicados acrescentassem um voto que fosse aos que já lhes são afectos. Não serão os abstencionistas que se vão sentir entusiasmados a votar com estas não-atitudes.
Quem detém o poder conhece os métodos melhor que ninguém. Estou a recordar-me da campanha insidiosa que foi montada na altura da adjudicação do lanço do IP6 entre Peniche e Amoreira. Ou da História da descoberta das Tasquinhas Rurais para combater a importância crescente dos Sabores do Mar. E por aí fora.
No fundo todos estudámos nos mesmos livros ou ensinámos os mais novos na mesma cartilha onde estudámos.
Somos assim. Macaquinhos de imitação e penicheiros indolentes e sem memória. Não há nada a fazer.