segunda-feira, abril 30, 2012

“HONNI SOIT QUI MAL Y PENSE”

Um dossier de 18 paginas do DN, juntava ontem os factos avulsos que se têm vindo a saber a pouco e pouco sobre o caso BPN. Contém alguns (poucos) factos novos, mas substancialmente trata daquilo que de uma forma ou de outra já tem vindo a ser publicado. Só que aparece tudo junto. O que torna verdadeiramente assombroso e assustador o que lá se vê e lê.
O que a mim mais me doeu e deixou revoltado foi ver as ligações entre o BPN, o PSD e o Presidente Cavaco Silva, tudo isto com o apoio do Governo PS do 1º Ministro José Sócrates. E saber que o dinheiro que aquela “cáfila” toda espremeu, conduzindo milhões de portugueses a uma penúria desgraçada enquanto andam para aí a pregar moral e a pedir o esforço de uma nação inteira.
Nunca gostei do PSD nem do Cavaco. Sempre considerei os seus dirigentes intelectualmente desonestos e capazes de se aproveitaram dos cidadãos incautos. O facto de andarem a bater com a mão no peito, e depois fazerem tropelias que nem ao diabo lembram, alertou-me sempre para as suas convicções. De nenhum deles fui alguma vez capaz de dizer: “ali vai um Cristão”. E a sua convicção de impunidade é tal, que nem sequer mandam melhorar as cadeias, pois sabem que nunca lá irão parar.
Somos uma nação de carneiros sempre disponíveis para aceitar todas as malfeitorias que nos queiram fazer. Haja deus.

sábado, abril 28, 2012

ASTÚCIA DE UMA MULHER CASADA ...!!!

Uma senhora muito bonita procura um tatuador e pede-lhe:
- Faça-me na minha virilha esquerda um lindo coelhinho de Páscoa.
O tatuador trabalhou e fez um perfeito coelhinho, que ela adorou.
- Agora, faça-me um Pai Natal com o seu saco de presentes na minha virilha direita.
O tatuador trabalhou e fez um lindo trabalho, que ela aprovou incondicionalmente.
Ela perguntou quanto era, pagou e, quando ía sair, o tatuador perguntou:
- Minha senhora, o seu pedido para mim foi inédito e isso deixou-me muito curioso. Por favor, diga-me, porquê um coelho de Páscoa numa virilha e um Pai Natal na outra?
Ela respondeu:
- É para eu calar a boca do meu marido, que está sempre a dizer que lá em casa não há nada de bom para comer entre a Páscoa e o Natal ...!

quinta-feira, abril 26, 2012

O QUE EU GOSTO

Passei o dia de ontem em casa. Saí de manhã para comprar o jornal e foi tudo. Por múltiplas razões. Uma arreliadora bronquite. Um dia invernal estúpido e grosseiro. E depois tenho tanto que ler em casa e música que me preenche todos os meus maiores devaneios, que seria um desperdício sair.
Ao ler o DN deparei com a coluna do Baptista-Bastos. Li e reli e fiquei a pensar no que lera. No dia que era ontem e em alguns “espúrios” programas de certas TVs sobre a ignorância do que foi e do que é. E pensei assim. Que pena este texto não fazer parte dos livros de Língua Materna do Ensino Secundário. Ensina mais a leitura e interpretação deste texto, que milhares de palavrosas “palavras” (escrevi de propósito a redundância) que se possam por aí dizer em fóruns mais ou menos institucionais.
E pensei de mim para mim: - Vou repescá-lo, publicá-lo no meu blog e se mais umas quantas pessoas o lerem, pode ser que a corrente de humanismo solidário que esta crónica contém, engrosse um Portugal mais de livre e mais solidário.
Aqui vai o que li, que publico com a devida vénia ao autor e ao DN:

Para lá do arco-íris

por BAPTISTA-BASTOS

Dobro os olhos para antigamente, há trinta e oito anos, ontem, e não me reconheço nem àqueles rostos luminosos, a esperança à solta, o mundo e a vida tinham as nossas idades. Nada nos prende àquilo; tudo nos prende àquilo. Somos nós e não o somos. "Acabou a tua festa, pá!", cantou o Chico Buarque. Sobrou alguma coisa? Sobraram estes rostos desencantados, esta esperança cheia de ausências, este mundo velho e tonto. Mas ainda estamos aqui. Para o que der e vier.


As coisas não correram muito bem. As nossas ambições iam para lá do arco-íris. E pensávamos ter conquistado as extensões exemplares da felicidade ininterrupta. Não porque a Providência tivesse partilhado com todos o dom do sonho, mas porque assim pensávamos. A nossa exultação comprometia toda a gente? Nem toda; nós julgávamos que sim. Avaliámos mal a importância da alegria sentida, e talvez por isso o despertar e as consequências desse despertar tivessem a configuração de um pesadelo. Mas não sejas parco a pedir: tenta, sempre e sempre, atingir o inatingível.


Pessoalmente, embora magoado e ferido, nunca deixei de acreditar que a História caminha no sentido da libertação do homem, e que a esperança é capaz de ter sempre razão. A esperança não como uma questão de fé, sim como fisionomia da paixão. A esperança como uma ideologia, não como um dogma.


Há dias ouvi, rtp-1, o prof. João Lobo Antunes, num admirável diálogo com o bispo do Porto, comentar que os assassinos da esperança deveriam ser punidos. A esperança é a consciência de que as coisas estão ao nosso alcance; basta querermo-las, mas é preciso quere-las. Talvez, digo eu, esses assassinos tenham cometido o pior de todos os pecados: a degradação do eterno no que o eterno possui de mais temporal e de mais humano.


Claro que não nos reconhecemos naqueles rostos, então luminosos. Porém, a nossa alma, essa, ainda está lá, nesse vácuo e nesse resumo. E onde está a alma desta gente que nos governa e que nada a demove, desconhecedora da singularidade de cada qual, penetrada pelo mito da perenidade e pela imutabilidade das suas próprias decisões - onde está? Não perderam a grandeza: nunca a tiveram.

terça-feira, abril 24, 2012

25 DE ABRIL – NEM SEMPRE…NEM NUNCA!

Por quantos anos mais resistirá a celebração do 25 de Abril? A independência de Portugal resistiu 372 anos. A implantação de um regime democrático republicano e laico resistiu 102 anos.
A comemoração de uma festa corporativa (como hoje é entendida pelo poder político em exercício), não faz sentido estender-se por muito mais tempo.
Entre a celebração parcial, católica e fetichista de 8 de Dezembro ou do 15 de Agosto e a independência de Portugal não há qualquer dúvida. Opte-se pelos valores dogmáticos de uma qualquer confissão de fé e abdiquem-se dos princípios de identidade e unidade pátria.
Pelo menos não andamos a enganar ninguém. Damos às coisas o seu justo valor. Pode ser que um qualquer dia, outro governo, outra gente, outros interesses, retomem princípios que ajudaram a cimentar esta alma lusitana. No ano do Fado como Património Imaterial da Humanidade, damos um exemplo doentio do que de pior existe em nós.
Por mim deixarei de celebrar o 25 de Abril enquanto não for reposto o ideário do 1º de Dezembro e o de 5 de Outubro.
PS: Por irem faltar às comemorações algumas figuras entre as quais a Associação 25 de Abril, julgo que a maioria que suporta, engole e defeca o actual Governo, bem poderia convidar a Troika em sua substituição.

segunda-feira, abril 23, 2012

O QUE HOJE É VERDADE…AMANHÃ, JÁ NÃO É!

Um dos mais odiados ministro das Finanças da era cavaquista, vem hoje em entrevista ao jornal “i” afirmar que o erro que conduziu à hecatombe de Portugal foi ter aderido à União Monetária, ao euro, a realização da Expo98 e a aquisição dos submarinos.
Este conjunto de medidas conduziu Portugal ao afundamento em que hoje vivemos. Se isto fosse dito pelo “tio” Jerónimo, ou por um “Zé Maria” qualquer, teria o valor que teria, isto é, nenhum. Dito pela figura emblemática das Finanças do “Cavaquistão” tem outro sabor e outro peso.
Ontem, o eventual 1º Ministro de hoje dizia que íamos no bom caminho. Ao mesmo tempo a Ministra de Justiça que não existe nem funciona, que não sabe outra coisa a não ser fazer “peixeiradas” diz o que não sabe, ou não sabe o que diz. E a “burra” da ministra só se esqueceu de dizer que há muitos e muitos anos Portugal entrou pelo seu pé na “bancarrota”. Não somos pobrezinhos de agora. Começamos a ser uns pobres derrotados quando deixámos de nos respeitar uns aos outros e já Pessoa sabia do que falava.

sábado, abril 21, 2012

quinta-feira, abril 19, 2012

TESTAMENTO

Neste deambular de reformado meio eremita que levo, vou escrevendo, ouvindo música, lendo jornais e livros, vou-me aproximando de todos aqueles que de uma forma outra me atingem com a sua música, com o seu cato, com as suas palavras.
Sou presa fácil do relampejar brilhante que certos homens e mulheres receberam como dádiva, rompendo couraças por mais espessas que sejam e que de um momento para o outro nos tornam mais ricos, mais serenos e mais sábios.
Assim me aconteceu por acaso quando um dia destes li em qualquer lado, ou ouvi num programa qualquer da RTP2, uns excertos de um livro de um dos grandes poetas portugueses a quem infelizmente por razões espúrias não prestamos a devida atenção e não prestamos a devida vénia.
O livro em questão tem o duplo título “TESTAMENTO DE VGM/LE TESTAMENT DE VGM” escrito por Vasco da Graça Moura, ao correr da pena e em celebração dos seus 60 anos. O livro foi escrito em 2001 e publicado pelas edições ASA nesse ano. Lamentavelmente para mim só agora e um pouco por acidente o conheci e já o reli inúmeras vezes. Tem versos que são como bofetadas para todos os que têm certezas e têm uma visão do mundo estreita e convencional.
Para me redimir do pecado de tão tarde o ter lido trago aqui alguns dos seus versos. Alguns mais picarescos com o objetivo claro de despertar a vossa atenção e interesse em comprá-lo. Leiam-no até ao fim. Quando muito (e compreendo isso muito bem) saltem por cima da tradução em francês destes versos. Mas não percam a explicação ao livro dada pelo autor no final.

“TESTAMENTO DE VGM”
1.
no ano em sou duplo trintão,
tempo de ver-me sem lisonja
mas sem temor, sem contrição,
tempo de não passar a esponja,
nem de soprar mesmo de longe a
chama em que ardeu o meu estilo,
nem de glosar motes de monja,
nem de guardar de mim sigilo,

3.
sendo em política incorrecto,
deram-me amor, literatura,
algum suor, algum afecto
e meias-tintas de amargura,
alguma sombra mais escura,
algum mais fundo sentimento,
e achando assim azada a altura
para fazer um testamento,

12.
mas qual será o meu critério
para dizer dos meus amigos
que hão-de levar-me ao cemitério
para inscrever-me entre os jazigos?
há um melhor nestes artigos
que é das regras da experiência:
dizer-lhes tudo, até perigos,
sem recear inconfidência.

13.
aos inimigos (pura perda
de tempo ouvi-los a rugir-me)
a esses deixo toda a merda
com que quiseram atingir-me
e ao deixá-la digo a rir-me
“comei-a toda agora a cru,
que a digestão vos seja firme
e ao fim lambei o próprio cú”.

15.
não creio em deus, não me atingiram
seus metafísicos engodos.
no homem que sou evoluíram
peixes, macacos, algas, lodos,
celtas, judeus, romanos, godos,
mas recebi, por formação,
os sacramentos quase todos
e só me falta a extrema-unção.

16.
fiz boas, más, neutras acções
e fui leal, mesmo, acreditem,
com muita gente sem colhões.
citei autores, pois que me citem,
ou me distorçam, ou crocitem,
me esburguem todo em fim de festa,
mas acrescento mais um item
e nada deixo a quem não presta.

20.
pois num país sempre a dormir
porque não hei-de em qualquer canto
deixar-me estar antes de abrir
da doce aurora o róseo manto?
se cada um só quer ver quanto
ressona mais do que o vizinho,
eu sendo assim, não me levanto:
vai portugal por mau caminho.

24.
“- terceira idade”, digo e brinco,
sem ter poção nem amuleto
que me devolva aos trita e cinco
e reestofe o esqueleto.
outros fariam um soneto
de hora final quando a mão treme,
eu escrevi este folheto
e assinei-o vgm.
          Vasco Graça Moura

quarta-feira, abril 18, 2012

SER BURRO VOLTOU A SER UM DIREITO


Já o disse aqui e repito. Quando se unem as diferentes tendências políticas deste país com um objetivo comum, é bom que se pense se o objetivo está efetivamente claro, ou se estamos a ser utilizados para que uns quantos possam atingir de fato o que perseguem em seu favor.
Quando vi profs de todas as tendências sindicais e políticas unidas contra medidas que há muito eram desejadas entre os que trabalhavam que nem mouros para que as Escolas portuguesas fossem a bom porto, foi fácil perceber que o que perturbava eram os benefícios corporativos que estavam a ser postos em causa.
Se pretenderem que eu seja mais claro sê-lo-ei, mas julgo que todos os que trabalhavam nas escolas sabem ao que me refiro. Pois é. Profs que não gostam de ser avaliados. A quem dá imenso jeito faltar 2 dias por mês sem que alguma vez sejam penalizados por isso, nem sequer nas suas férias. Para quem é interessantíssimo, descontar horas por anos de serviço, por serem Diretores de turma, por serem coordenadores de Disciplina, ou serem responsáveis pela Biblioteca, pelos áudio Visuais ou por outra treta qualquer e com todas essas reduções acabarem por ter 6 ou 8 horas atividades letivas efetivamente dadas, valendo 45 min por cada hora. Mas o pior de tudo ainda era terem estes milionários do sem nada que fazer que ser avaliados. Que desplante.
Agora regressam os exames desde o 4º Ano de escolaridade. Mais alunos por turma. Porquê só 24 se podem ser 30. Turmas dos “BURROS” e turmas dos alunos mais desenvolvidos cognitivamente. Mas os sindicatos dos profs agora não se manifestam com a agressividade de anos anteriores. Não é a avaliação deles que está em causa, mas sim a dos meninos. Por outro lado ficam com o poder discricionário de poderem reprovar o que lhes confere um ascendente sobre as crianças e jovens que há muito andava perdido.
Num tempo em que regressa a fome a certas famílias. Num tempo em que tudo quanto são apoios são retirados aos alunos e suas famílias, é quando cresce o nº de alunos por turma e os exames. E os profs estão-se “borrifando”. Porque o seu bem estar não é posto em causa. São as condições socio económicas e culturais dos alunos e das suas famílias que se degradam.
Os professores voltam a ser uns senhores. Estava a ver que nunca mais voltávamos ao antigamente.

terça-feira, abril 17, 2012

PENICHE A CAMINHO DO QUÊ?

Documentos da Associação Nacional de Municípios Portugueses, revelavam que 4 Câmaras Municipais do Distrito de Leiria se encontravam já em incumprimento por terem violado os limites do endividamento líquido previstos na Lei das Finanças Locais.
Neste campeonato dos últimos, Peniche que se encontra no 2º pelotão dos mais endividados cifra em 13,2 milhões o valor das suas dívidas à frente de Câmaras como as Caldas da Rainha, Marinha Grande, Bombarral e Batalha.
Quanto aos seus fornecedores também Peniche ultrapassa largamente os 90 dias para efetuar os seus pagamentos, o que lhe abana o prestígio.
É claro que estes valores em divida são valores acumulados ao longo dos anos executivo após executivo. Todos pensam o mesmo. Que alguém terá de fechar a porta um dia. É bom que os cidadãos do nosso concelho comecem a pensar seriamente que em breve chegará o dia em que todas as torneiras se terão de fechar. Peniche tornar-se-á então num imenso campo de zombies.
Julgo que o Município de Peniche, terá que fazer o mesmo que o Benfica. Renegociar as idas à Televisão. Se de cada vez que um seu representante for à TV passarmos a pedir um “cachet” mais de acordo com as nossas performances, em breve passaremos a ser um Concelho com ativos de fazer inveja.

segunda-feira, abril 16, 2012

PENICHE E O SEU CONCELHO SERÃO MAIS POBRES

A notícia caiu perante os meus olhos, dura e agreste como este vento que nos invadiu. O Colégio de S. Bernardino e todo o espaço envolvente foi posto à venda por uma empresa do Estado Português, criada para se desfazer de tudo o que possa gerar dinheiro para este sorvedoiro em que se transformou este desgraçado país.
O Edifício do Colégio de S. Bernardino não sei se está ou não classificado patrimonialmente. Mas sei que reúne azulejaria que fazia parte do Convento de S. Francisco em Torres Vedras e que essas peças sim são classificadas. Não sei que cautelas foram estabelecidas para a venda em relação a esse património, mas é bom que fique acautelado aquilo que pertence a todo o Povo Português e não só a Peniche, a Torres Vedras, ao Ministério da Justiça ou às EPP criadas para delapidar tudo quanto é património a troco de uns cobres.
Também não sei o que o PDM determina para aquele espaço, mas é bom que os mais altos dignatários políticos de Peniche estejam atentos ao que se vai passar, para impedir que se destrua um espaço paisagístico e ambiental fabuloso deste concelho, a favor de mais construção urbanística que renda dinheiro aos “cimenteiros” que povoaram o litoral português de Norte a Sul.
O Colégio de S. Bernardino pelas diferentes fases de transformação por que foi passando ao longo dos anos, foi um sorvedoiro de dinheiros públicos e de vontades. O Ministério da Justiça consumiu ali centenas e centenas de milhares de escudos, entre as décadas de 90 e 00, operando-se ali desde escolas de hotelaria de grande qualidade a coudelarias e escolas náuticas visando o crescimento pedagógico-didático dos jovens que ali eram colocados em regime de integração social. E quando digo centenas de milhares de escudos não estou a exagerar para tornar mais acutilante o que escrevo. A criação naquele espaço da Escola de Hotelaria com recuperação de espaços e equipamentos terá ficado em mais de 1 milhão de escudos como poderá ser comprovado em sucessivos PIDDACs daquelas décadas. Isto para já não falar dos custos em meios humanos.
Considero esta venda uma atitude de lesa pátria. Aquele espaço se fossemos um País de verdade, poderia ser (re)convertido num espaço para uma Escola Profissional Agrícola, de Industria e Turismo. Enquanto poderia ao mesmo tempo representar um espaço cultural de envergadura internacional. Só num país miserável e entregue a gente incompetente e imbecil se pode promover o que o anúncio supra permite ver.
Ser português cada vez significa menos. Ter nascido no Concelho de Peniche vai passar a ser uma saudade. Inda bem que o meu pai não está cá para ver isto.

sábado, abril 14, 2012

sexta-feira, abril 13, 2012

NOTÍCIAS DE PENICHE
(DN)
Proibida apanha de bivalves Lx-Peniche
MINIST. DA AGRICULTURA E PESCAS
O Instituto Nacional de Investigação das Pescas e do Mar (Ipimar) interditou a apanha de bivalves na zona entre Peniche e Lisboa, na sequência de 40 casos de intoxicações alimentares ocorridos em Mafra nos últimos cinco dias. A decisão justifica-se com a "presença de níveis de toxinas acima dos valores regulamentares".
Peniche: Idosos começam a ser julgados por homicídio de vizinho
Torres Vedras, 11 abr (Lusa)- O Tribunal de Peniche começa hoje a julgar um casal de idosos, acusados de terem matado o proprietário de um restaurante na localidade de Ferrel, por desavenças entre vizinhos.
O alegado homicídio ocorreu em maio de 2011 quando, movido por desavenças entre vizinhos, o casal decidiu perseguir a vítima, de 42 anos, pelas ruas da cidade de Peniche, vindo a disparar sobre o homem dois tiros, que o vieram a atingir mortalmente.
Os tiros terão sido disparados por uma arma empunhada pela mulher, de 63 anos, enquanto o marido, de 67 anos, conduzia o automóvel usado para perseguir a vítima e para a fuga às autoridades, após a prática do crime.
A agressora aguarda julgamento em prisão preventiva, enquanto o marido foi apenas sujeito ao Termo de Identidade e Residência.
Peniche: Idosos confessam em tribunal ter matado vizinho
Peniche, 11 abr (Lusa)- Os dois idosos de Peniche acusados do homicídio de um vizinho confessaram hoje em tribunal a autoria do crime, alegando a existência de desavenças há sete anos, uma versão corroborada por testemunhas ouvidas na primeira sessão do julgamento.
Em tribunal, a arguida, que está em prisão preventiva, confessou que foi ela quem “atirou”, à semelhança do que tinha dito ao juiz de instrução criminal.
“Andava louca com o que se vinha a passar, eu e o meu marido éramos agredidos por ele [o vizinho] (...) por causa do barulho e quando atirei não estava em mim”, alegou, acrescentando que “nunca pensou acertar para matar”.
O marido e duas testemunhas confirmaram a autoria dos factos tendo o arguido explicado que andavam munidos de uma arma de fogo por se sentirem ameaçados.
O crime ocorreu a 27 de maio de 2011 e a acusação do Ministério Público revela que o casal de sexagenários, residentes em Ferrel, se deslocou à cidade de Peniche, levando consigo uma arma de fogo.
Ao avistarem o vizinho, um homem de 43 anos proprietário do restaurante frente à sua habitação, o arguido, de 69 anos, decidiu ir falar com a vítima a fim de alegadamente resolver os problemas de barulho no restaurante que não o deixavam dormir.
O homem virou-lhe costas e a arguida, de 64 anos, aproveitou para disparar dois tiros, um dos quais acertou mortalmente o vizinho na zona do tórax.
Ambos entraram na sua viatura e abandonaram o local. O casal veio a ser intersetado pela PSP já à saída da cidade.
A mulher é acusada dos crimes de homicídio qualificado e detenção de arma ilegal enquanto o marido está acusado do crime de omissão de auxílio à vítima.
A viúva da vítima, Lídia Dias, constituída como assistente no processo, disse por seu lado que, desde que abriram o restaurante, há sete anos, os vizinhos começaram a provocá-los alegadamente por haver um litígio entre eles e um familiar, senhorio do espaço.
Apesar disso, afirmou que efetuaram todas as inspeções para resolver a questão do barulho, mas os problemas entre os vizinhos agravaram-se em janeiro de 2010, quando apresentaram queixa à GNR por ameaças: "ela com arma de fogo e ele de forquilha na mão".
Segundo o coletivo de juízes, durante um ano e quatro meses a GNR foi chamada ao local 357 vezes por queixas de barulho. Um inspetor da Polícia Judiciária afirmou em tribunal que a arguida não mostrou arrependimento no dia do homicídio quando foi detida. No dia anterior, tinham ido ao restaurante ameaçar de morte o dono.
“De amanhã não passaria”, terá dito o casal à vítima, afirmou a viúva, que pede em tribunal uma indemnização superior a 100 mil euros pelo homicídio do marido.
O julgamento continua a 04 de maio, com a audição de testemunhas e alegações finais."

Peniche no seu melhor. Já quase conseguimos encher o noticiário do "Correio da Manhã"

quinta-feira, abril 12, 2012

FERREIRA FERNANDES

Sou leitor assíduo de jornais desde os idos de 50 do século passado. Apesar de ser computodependente, nada como o toque no papel de jornal para me dar um dia mais preenchido. Por casa dos meus avós, dos meus pais e pelas minhas deambulações, passaram o século, a república, o diário popular, o diário de lisboa, a capital e o público e alguns outros que a maldita memória não me permite recordar.
Mas estes foram fundamentalmente os que mais me marcaram e ajudaram ao meu crescimento como pessoa. Refiro-me aos jornais já desaparecidos. E apesar de estar lá um que “ainda” não desapareceu de todo para mim está morto e acabado em relação ao que ele foi no acordar de um jornalismo que mexia com a gente.
Quanto a jornalistas não quero ser injusto, mas assim de repente há dois ou três nomes que me vêm à memória. O Urbano Carrasco e as suas reportagens. O Ruella Ramos. O Norberto Lopes. Depois existem os colunistas e os jornalistas de opinião. Ler num jornal vale para mim mais que tudo o que posso “sacar” nas TVs. Gosto de ver coisas escritas. São um compromisso firmado que une quem escreve e quem lê. Daí o meu nojo pelos anónimos.
Mas estou a afastar-me do que queria hoje trazer aqui:
Quando um jornal morre e tenho de escolher outro, é para mim uma adoção sempre complicada. Repesquei das minhas memórias de casa do meu avô o “DN” e passei a comprá-lo diariamente há cerca de 4 anos. No DN já alguns escribas faziam parte do meu estar. Refiro-me entre outros ao Batista Bastos. Mas descobri a certa altura o Ferreira Fernandes. Um jornalista de grande sensatez, com uma capacidade de síntese que invejo e que toca sempre no essencial, sem permitir que a árvore lhe oculte a visão da floresta.
De tal maneira que quando compro o DN, vou à última página leio a sua coluna, dobro o jornal e vou aonde tenho de ir, deixando o “grosso” das notícias para a macieza do meu escritório.
Espero bem que o Diário de Notícias se vá aguentando à bronca nos maus tempos que correm. Estou a ficar sem forças para procurar outro jornal. Obrigado FF

quarta-feira, abril 11, 2012

A APATIA
Morde-nos os calcanhares e os cérebros. Pelas escolas grassa o desencanto de alunos, funcionários e professores. Por esta ordem ou pela inversa. Ouço falar de reformas antecipadas como se fossem a solução de todos os problemas. Os miúdos têm uma linguagem não descriptável para esconder medos e angústias. Os adolescentes e os adultos vão dedicando-se ao torpor ou à eforia que o álcool e os aditivos vão concedendo, conforme a quantidade de ingestão.
Por aqui, pelo burgo, pela santa terrinha, tudo vai rolando na doce quietude. As rendilheiras vão cortando nas saias de umas e de outras. Afinal quem tinha alguma coisa a amealhar com este “fait divers” já está forro. Agora já não há mais que coisinhas sem importância para entreter alguns incautos. Peniche é uma terra com o futuro comprometido por anos sucessivos de inércia.
Alguns dos seus melhores momentos têm a ver com pessoas que souberam transformar o presente em projecções para o o devir. Embora eu nunca tenha sabido criar pontes que me permitam ter saído pessoalmente da cepa torta, sinto-me feliz por ver amigos saírem da mediania. O que me custa é esta apatia generalizada. Este cinzentismo. Que permite a idiotas tornarem-se estrelas do ar que respiram.

terça-feira, abril 10, 2012

POEMA DO LIVRE ARBÍTRIO


Há uma fatalidade intrínseca, insofismável
inerente a todas as coisas e nelas incrustrada.
Uma fatalidade que não se pode ludibriar,
nem peitar, nem desvirtuar,
nem entreter, nem comover,
nem iludir, nem impedir,
uma fatalidade fatalmente fatal,
uma fatalidade que só poderia deixar de o ser
para ser fatalidade de outra maneira qualquer,
igualmente fatal.

Eu sei que posso escolher entre o bem e o mal.
Eu sei que posso fatalmente escolher entre o bem e o mal.

E já sei que escolho o bem entre o mal e o bem.
Já sei que escolho fatalmente o bem.
Porque escolher o bem é escolher fatalmente o bem,
como escolher o mal é escolher fatalmente o mal.
O meu lívre arbítrio
conduz-me fatalmente a uma escolha fatal.

António Gedeão

segunda-feira, abril 09, 2012

OS PÁSSAROS
Julgo que todos os que gostam de cinema, independentemente da sua idade se recordam do filme fantástico de 1963 realizado por Alfred Hitchcok, que dá nome à postagem de hoje.
Quem é que não estremeceu ao ver/sentir os ataques dos pássaros naquela aldeia piscatória.
Quando um dia destes ia em direção à Associação e ao sentir-me todo eu alvo de uma defecação de uma das gaivotas que nos povoam os terrores, foi desse filme que eu me lembrei.
Quando todos os anos tenho que mandar limpar os telhados, alvos de ninhos e restos da procriação e jantaradas das gaivotas e o pedreiro me apresenta a conta, é de Hitchcok que me recordo.
Quando vi a minha boina basca toda cagada, o meu casaco sujo do esterco de ave que apontou a mim em cheio, a minhas sapatilha direita que mais parecia um alvo atingido com pontaria tecnológica, fiquei bravo e jurei que haveria de me vingar dos que transformaram toda a minha terra e a sua população alvos inocentes da merda de gaivota.
Eis senão quando leio numa nota da Lusa, que a proteção a essas e outras nascentes de merda se vai acentuar por causa das Berlengas se terem tornado a Coreia do Norte de Peniche. Desejei que toda a merda gaivotal caísse de uma vez na cabeça de quem permitiu que aquela ilha lindíssima se tornasse uma coutada de uns quantos ecologistas de meia-tijela. Quem me tornou inimigo das gaivotas foram eles. Peço a quem quer que comanda o equilíbrio natural que nunca me dê capacidade para poder intervir nesta matéria. O Hitler ficaria com inveja de mim.

"Peniche: Governo define novas zonas de proteção para proteger aves selvagens nas Berlengas
Torres Vedras, 05 abr (Lusa)- O Governo aprovou hoje, em Conselho de Ministros, um diploma que define novos limites para a zona de proteção especial da ilha das Berlengas, com o objetivo de preservar aves selvagens.
O arquipélago das Berlengas foi classificado em 2011 como Reserva Mundial da Biosfera pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura), e tem estatuto de reserva natural desde 1981.
A importância da conservação desta área natural à escala Europeia foi reconhecida em 1997, ao ser classificada como Sítio da Rede Natura 2000 ao abrigo da Directiva Habitats.
Em 1999 foi classificada como Zona de Protecção Especial para as Aves Selvagens ao abrigo da Directiva Aves.
Além destes estatutos, encontra-se ainda classificada pelo Conselho da Europa como Reserva Biogenética."

sábado, abril 07, 2012


ECOLOGICES
Na fila do supermercado, o caixa diz a uma senhora idosa:
- A senhora deveria trazer suas próprias sacolas para as compras, uma vez que sacos de plástico não são amigáveis ao meio ambiente.
A senhora pediu desculpas e disse:
- Não havia essa onda verde no meu tempo.
O empregado respondeu:
- Esse é exatamente o nosso problema hoje, minha senhora. Sua geração não se preocupou o suficiente com nosso meio ambiente.
- Você está certo - responde a velha senhora - nossa geração não se preocupou adequadamente com o meio ambiente. Naquela época, as garrafas de leite, garrafas de refrigerante e cerveja eram devolvidos à loja. A loja mandava de volta para a fábrica, onde eram lavadas e esterilizadas antes de cada reuso, e eles, os fabricantes de bebidas, usavam as garrafas, umas tantas outras vezes.

Realmente não nos preocupamos com o meio ambiente no nosso tempo. Subíamos as escadas, porque não havia escadas rolantes nas lojas e nos escritórios. Caminhamos até o comércio, ao invés de usar o nosso carro de 300 cavalos de potência a cada vez que precisamos ir a dois quarteirões.

Mas você está certo. Nós não nos preocupávamos com o meio ambiente. Até então, as fraldas de bebês eram lavadas, porque não havia fraldas descartáveis. A secagem era feita por nós mesmos, não nestas máquinas bamboleantes de 220 volts. A energia solar e eólica é que realmente secavam nossas roupas. Os meninos pequenos usavam as roupas que tinham sido de seus irmãos mais velhos, e não roupas sempre novas.

Mas é verdade: não havia preocupação com o meio ambiente, naqueles dias. Naquela época só tínhamos somente uma TV ou rádio em casa, e não uma TV em cada quarto. E a TV tinha uma tela do tamanho de um lenço, não um telão do tamanho de um estádio; que depois será descartado como?

Na cozinha, tínhamos que bater tudo com as mãos porque não havia máquinas elétricas, que fazem tudo por nós. Quando embalávamos algo um pouco frágil para o correio, usamos jornal amassado para protegê-lo, não plastico bolha ou pellets de plástico que duram cinco séculos para começar a degradar. Naqueles tempos não se usava um motor a gasolina apenas para cortar a grama, era utilizado um cortador de grama que exigia músculos. O exercício era extraordinário, e não precisava ir a uma academia e usar esteiras que também funcionam a eletricidade.

Mas você tem razão: não havia naquela época preocupação com o meio ambiente. Bebíamos diretamente da fonte, quando estávamos com sede, em vez de usar copos plásticos e garrafas pet que agora lotam os oceanos. Canetas: recarregávamos com tinta umas tantas vezes ao invés de comprar uma outra. Abandonamos as navalhas, ao invés de jogar fora todos os aparelhos 'descartáveis' e poluentes só porque a lámina ficou sem corte.

Na verdade, tivemos uma onda verde naquela época. Naqueles dias, as pessoas tomavam o bonde ou ônibus e os meninos iam em suas bicicletas ou a pé para a escola, ao invés de usar a mãe como um serviço de táxi 24 horas. Tínhamos só uma tomada em cada quarto, e não um quadro de tomadas em cada parede para alimentar uma dúzia de aparelhos. E nós não precisávamos de um GPS para receber sinais de satélites a milhas de distância no espaço, só para encontrar a pizzaria mais próxima.

Então, não é risível que a atual geração fale tanto em meio ambiente, mas não quer abrir mão de nada e não pensa em viver um pouco como na minha época?

quinta-feira, abril 05, 2012

ALGUNS MESES DEPOIS…

Há cerca de 2 anos o país embandeirou em arco. Não porque tivesse tido êxitos que o colocassem no TOP das nações que melhor qualidade de vida oferecia aos que nele viviam. Mas porque manifestações de professores nunca vistas antes tinham colocado em causa a Ministra e a política governativa para a Educação do Governo PS.
O PCP, a FRENPROF, o gestor das greves de professores que acumula funções no Comité Central com as de Presidente da meia dúzia que ainda paga cotas ao Sindicato, tinham conseguido o óbvio. Fazer com que entrasse no circuito da modernidade a contestação a toda e qualquer mudança no bem-bom em que durante anos os profs se tinham acomodado. Conseguido o apoio de alguma média de culto entre a classe como o “Público”, o “Expresso”, a “SIC” e a “TVI” com algum noticiário escuso nos intervalos dos crimes do “Correio da Manhã”, foi relativamente dar o pontapé final em toda uma política que pretendia dar mais dignidade ao papel do professor na sociedade. Opinião minha, claro.
Um pouco mais de 2 anos passados:

- Os professores passam a fazer exames de admissão à profissão

- Nunca tantos ficaram no desemprego

- Nunca tão poucos foram admitidos

- Os exames dos alunos passam a ser determinantes para o reconhecimento do trabalho do professor

- Foram desmanteladas as disciplinas de carácter psicomotor e cívico

- As faltas dos professores (mesmo por doença) passam a ser consideradas na sua avaliação

- Os professores (porque se trata de uma profissão NÃO fundamental para o país) perderam 2 meses de vencimento e viram acontecer a redução dos seus salários mensais

- A sua promoção na carreira passou a acontecer com elementos aleatórios a serem determinantes

- Deixaram de ser os professores a terem influência determinante na construção dos Projetos Educativos

- As escolas passaram de novo a ser consideradas “material descartável” em matéria de prioridades

Dois anos e mais qualquer coisa depois, o “bigodaças” deixou de refilar. A FRENPROF parece ter entrado em hibernação. Os jornais de referência já não se preocupam com o tipo de formação que se está a desenvolver de Norte a Sul do País. O PCP e os seus parceiros de contestação do antigamente, parecem estar só preocupados se as escolas estão com demasiado conforto.
E eu aqui no meu refúgio vou dando as minhas gargalhadas de desprezo sobre a incapacidade crítica daqueles a quem cumpriria um desenvolvimento cognitivo do mais alto grau.

quarta-feira, abril 04, 2012

CLUBE NAVAL DE PENICHE

Vou escrever com o maior cuidado possível para tentar ao máximo não ferir alguns sentimentos mais à flor da pele. Vou começar por dizer por isso em primeiro lugar que reconheço o papel importante que o CNP tem desempenhado sobretudo entre as camadas mais jovens. Para além de que potenciando o que de melhor tem a península de Peniche (o mar), está a complementar o que nunca deveria ter sido abandonado.
No entanto, e pronto chegamos aos “entanto”, o ser bom não justifica tudo. Em minha opinião a edificação da sua nova sede no espaço em que está a acontecer é mais uma vez um crime de “lesa pátria”. É mais uma barreira sobre a visão da baía de Peniche.

 Mas isto é a mera opinião de alguém que não passa de um eremita sem qualquer tipo de influência nas decisões dos que têm tido um papel determinante na destruição do que mais belo havia no nosso património natural.
Depois, é questionável se esta é a melhor altura para construir um edifício daquela dimensão e daquele valor edificável, para servir não se sabe quantas dúzias de cidadãos mais afortunados, continuando sem conclusão a construção da Biblioteca Municipal, a edificação do Museu/Casa de Trabalho das Rendas de Bilros, ou da recuperação do Bairro do Calvário, do Edifício António Bento, ou das antigas instalações do Traquinas, que ao que parece foram “cozinhadas” de forma discutível em favor de uma Associação ligada ao atual presidente da Câmara Municipal de Peniche, em vez de se ter lutado pelo valor tradicional que representa dor dezenas de anos de História.
Não sabemos como aparece o CNP naquele terreno que é pertença do todo nacional, quem o autorizou, quanto vai custar a todos nós e porquê a prioridade na sua construção. Não sabemos, nem merecemos saber. A transparência que na Assembleia da República é pedida aos partidos que nos têm governado, deveria ser a mesma que deveria ser utilizada em Peniche. O problema é que mudam-se os governos mudam-se as prioridades.
Eu que já tenho poucas prioridades limito-me a assistir daqui à (des)construção de Peniche, segundo a vontade dos que vão pondo a mão no pudim.

segunda-feira, abril 02, 2012

À COMISSÃO MUNICIPAL DE TRÂNSITO


E a minha proposta é que se passe a circular sem quaisquer restrições ao desde o Largo 5 de Outubro até ao Largo de S. Pedro.
E as minhas razões são naturais:
1º ninguém liga aos estúpidos sinais que ali estão colocados.
2º Toda a gente e sem qualquer pudor estaciona no Largo 5 de Outubro.
3º Ninguém opõe qualquer restrição à passagem de veículos naquelas artérias.
4º Os  poucos e incautos transeuntes que ali circulam confiantes de que não há carros a circularem correm riscos terríveis de serem atropelados.
5º Não é a circulação automóvel que está ali a mais. São os dois malditos sinais de trânsito que estão ali a despropósito.