segunda-feira, setembro 29, 2008

RENDER DA GUARDA
É espantoso como há coisas e pessoas que fazem parte de nós como se fosse completamente indissociáveis de tudo quanto temos de memória e hábitos. Comigo algumas dessas coisas (ou pessoas) têm a ver com a igreja católica. Recordo quando estava a estudar em Lisboa como fui atingido como um raio quando soube que o Papa Pio XII tinha morrido. Tudo o que cheirava a clero tinha a ver com ele e eu achava que o homem não desapareceria nunca. É como agora. Saber que a figura do Padre Bastos deixou de ter a responsabilidade da Paróquia de Peniche é para mim algo de impensável. Mas assim é a lei da Vida. Uns dão lugar aos outros mais ou menos devagarinho. Por mais que estranhemos a mudança, ela vem sempre, trazendo consigo novas experiências, novos viveres.
Não é fácil a substituição do Monsenhor Bastos. Queiramos ou não quem o substitui acabará por ser objecto de comparação com quem substituiu. É claro que para os católicos praticantes e para os cristãos que acreditam, isso nunca poderá constituir um problema. É a Igreja consubstanciada em Cristo que importa. Nunca os seus representantes serão mais importantes que O que representam.
Mas quem sou eu para estar aqui a ensinar os que sabem de tudo isto muito mais que eu.
Cá para mim desejo ao novo pároco as maiores felicidades do mundo. E estes votos são o melhor tributo que posso prestar ao Padre Bastos. Desejar que a paróquia de Peniche ainda venha a ser melhor testemunho de Cristo do que alguma vez foi, com a orientação do Padre Pedro, é o que mais grato pode ser para o coração amigo do Monsenhor Bastos. Dele não me despeço. Já toda a gente disse tudo. Ele sabe o que sinto. Isso basta-me.
É para o seu sucessor que vai toda a a minha amizade na hora de chegar. Sei que se ele cumprir com o maior êxito a sua missão, Peniche será uma terra melhor e mais feliz. E isto é tudo o que posso desejar.

domingo, setembro 28, 2008

Prioridades
Num hipermercado, dois tipos distraídos chocam frontalmente com os carrinhos de compras que transportam. Um indignado pergunta ao outro:
-Você tenha cuidado veja o que anda a fazer…
- Desculpe, diz o outro – Ando à procura da minha mulher
- Coincidência do “carago” – diz o primeiro – Eu também ando à procura da minha…
- Como é que é a sua mulher?
- Alta, loira natural. Pernas bem torneadas. Uns seios salientes e uns lábios carnudos pintados de cor ocre. Usa um vestido leve às flores, muito decotado e talvez um pouco curto demais. E a sua mulher? Como é?
- Olhe, que se lixe a minha. Vamos é à procura da sua.

sábado, setembro 27, 2008

quinta-feira, setembro 25, 2008

O SEU A SEU DONO
Transcrevo uma notícia sobre Turismo, difundida pela LUSA/VISÃO e que é reveladora de certos meandros políticos a que os comuns mortais não têm acesso. A gente vê o que eles dizem e escrevem, nos jornais locais e nos lugares públicos que ocupam, mas nunca revelam tudo quanto sabem. Escondem para nos "aldrabar". Eles falam, falam, falam...
Na notícia que é transcrita na integra os sublinhados são da minha autoria.

"2008 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.
Turismo de Portugal e Grupo Pestana apostam em três novas Pousadas e internacionalização
2008-09-24 11:05:01
Lisboa, 24 Set (LUSA) - O Turismo de Portugal e o Grupo Pestana assinam quinta-feira um aditamento ao contrato de exploração da Enatur com vista à construção de três novas Pousadas de Portugal e à internacionalização da marca.
Segundo adiantou Luís Patrão, presidente do Turismo de Portugal, à Agência Lusa, cada uma das três novas pousadas a construir em território nacional deve custar entre 10 a 15 milhões de euros.
As pousadas estão projectadas para o Convento de Santa Clara, em Vila do Conde, a Fortaleza de Peniche e o antigo Sanatório da Serra da Estrela, na Covilhã.
"Cinco anos passados sobre o contrato de exploração da Enatur constata-se que algumas normas merecem ser reponderadas", referiu.
O primeiro dos dois pontos a subscrever na quinta-feira vai agilizar a expansão das Pousadas de Portugal para fora do país, simplificando as condições de utilização da marca, e "fixar metas" para esse crescimento, sublinhou Luís Patrão - remetendo detalhes para a cerimónia.
"Queremos estimular a utilização da marca no exterior", realça o presidente do Turismo de Portugal. Actualmente, o Pestana Convento do Carmo Hotel é a única unidade do mapa das Pousadas de Portugal que está fora do país.
"O governo quer que haja internacionalização das marcas portuguesas, nomeadamente das mais importantes, como é este o caso", nomeadamente nos locais onde haja "o traço e herança da cultura portuguesa".
No segundo ponto do aditamento ao contrato, o Turismo de Portugal e o Grupo Pestana "subscrevem o interesse em candidatar ao Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) a construção de três novas pousadas em território nacional", explicou.
Os empreendimentos em Vila do Conde, Peniche e Covilhã "já estavam previstos no contrato inicial de exploração e beneficiariam de financiamento do terceiro Quadro Comunitário de Apoio".
"Por acção do governo à época [PSD/CDS-PP], já depois da celebração do contratos, essas verbas foram destinadas a outros fins e deixaram os projectos sem possibilidade de execução", referiu Luís Patrão.
"Agora que entrou em vigor o QREN temos condições para voltar a esse assunto", destacou.
Apesar dos três investimentos ainda estarem sujeitos a candidaturas (aos programas operacionais das respectivas regiões), "a expectativa é de que haja financiamento".
"Já tivemos contactos preparatórios e temos trabalhado nesse sentido", revela Luís Patrão, que espera que as novas pousadas sejam uma realidade dentro dos seis anos de vigência do QREN (até 2013). "Espero que nem seja preciso esperar tanto", acrescenta.
O aditamento ao contrato de exploração da Enatur vai ser assinado em cerimónia marcada para quinta-feira às 15:30 nas instalações do Ministério da Economia, na Rua da Horta Seca, em Lisboa.
As Pousadas de Portugal passaram a ser exploradas pelo grupo Pestana Pousadas em Setembro de 2003, na sequência da privatização da Enatur, onde o grupo passou a ter 49 por cento do capital.
O Estado Português, através da Direcção Geral do Tesouro e do Turismo de Portugal, detém os restantes 51 por cento da Enatur.
LFO
Lusa/fim"

quarta-feira, setembro 24, 2008

AS VIÚVAS DA MORTE
Todos os dias as encontro aí pelas 7,30 da manhã quando vou passear o meu cão. Duas mulheres vestidas de preto da cabeça aos pés, com mais de 70 anos, sobem a Av. das Escolas em direcção ao cemitério. Sempre as duas. Uma, 3 ou 4 passos à frente da outra. Alguns dias trazem um braçado de flores.
É o seu fadário o que começa assim todas as manhãs. Tratar do eterno repouso dos seus. Para isso vivem e assim vão alimentando e justificando o seu sobrar para os dias que já pouco lhes podem acrescentar. Passam por mim e dizem: - Bom Dia! Como quem diz vamos fazer o que é o nosso ser. Vamos estar com os nossos. Vamos limpar-lhes as casas e dizer-lhes bom dia.
E este ritual tem-se mantido. Se por acaso me atraso ou adianto e não as encontro, aguardo com ansiedade o dia seguinte. Com a idade que têm a sua companheira de todos os dias, A Morte, pode querer recompensá-las pelo tributo que todos os dias lhe prestam. E eu rezo à minha maneira para que se vá protelando esse encontro definitivo.
Aquelas duas mulheres são o Peniche profundo que já só por acaso se pode encontrar. Não se inventam em novas modas, nem em falsos pretextos de convívios espúrios. è a sua vida que está ali no seu caminhar ao encontro do que faz parte de si próprias. No amor que revivem cada dia em que fazem deslizar as mãos com carinho nas pedras tumulares das suas outras casas.
O seu ritual já faz parte de mim. Aquelas duas mulheres já têm o meu respeito e a minha amizade para sempre.

segunda-feira, setembro 22, 2008

QUEM QUER FARELOS?
A banha da cobra atinge todos. Escudeiros vaidosos e senhores de pluma. Servos da gleba pedinchões e povo ordeiro e amante de festas e romarias. Antigamente oferecia-se um palco junto ao castelo, rufar tambores, um “terçar” de armas de aperitivo e aí estava a Festa com que castelões impressionavam os seus lacaios. Agora é mais simples: - Uma câmara de TV seja qual for o objecto de mostra, e já está. Do Big Brother às manhãs de Verão, só mudam os intérpretes os conteúdos são os mesmos.
Gil Vicente não regressa do túmulo. Com a banda larga não há farsa que mereça a pena ver. Dá trabalho. Extrapolar do Teatro Medieval para situações concretas de hoje é um exercício de estilo para que poucos se sentem dinamizados.
Hoje com “ondas” e “hipotéticas energias alternativas” se enganam os tolos que já lá não vão com bolos. Tudo o que “luz é oiro”. E se não for, uma procissão redime os pecados de todos.

sexta-feira, setembro 19, 2008

todos aprendem
RECEITA PARA MATAR UMA FORMIGA
Colocar em cima de uma mesa no sentido em que a formiga caminha e por esta ordem:
- Um pouco de sal
- Umas gotas de gin
- Um palito
- Uma pedra com arestas afiadas
A formiga vê o sal e come pensando que é açucar. Fica com sede vê o gin e bebe pensando que é água. Fica bêbeda. Tropeça no palito cai e bate com a cabeça na pedra. Morre de traumatismo craniano.

quinta-feira, setembro 18, 2008

A RAZÃO NÃO ENTENDE
"Os políticos passam, os técnicos ficam" - Voz corrente na Câmara Municipal de Peniche
Quem acredita que um executivo camarário ainda não completamente autista pelo tempo a que exerce funções, está disposto a dar tiros nos pés a um ano das eleições?
Vem isto a propósito dos arranjos exteriores na Escola nº3. Quando vi iniciar a obra fiquei contente. Com a antecedência devida (aproveitando as férias de Verão) faz-se a obra e os meninos e meninas quando chegarem têm uma Escola onde apetece estar.
Parto do princípio, se está toda a gente com o juízo no lugar, que foram consultados os Serviços Técnicos respectivos da Câmara Municipal e que foi garantida a execução dos trabalhos em tempo oportuno.
O que é certo é que o tempo passou, passou e passou e comecei a ver com alguma tristeza que as obras pareciam estar paralisadas. Chegou o Setembro e não atavam, nem desatavam. Ao que me dizem na nº5 ainda as coisas estavam piores. Nem fui ver. Para me preocupar já basta o que tenho em casa para resolver.
Até que a certa altura vejo começarem os trabalhadores da Junta de Freguesia da Ajuda a avançarem a todo o gás para as obras em causa. E, corolário de tudo isto, no passado sábado vi coisas de pasmar aos céus.
Vi o Presidente da Junta a fazer serviço de ajudante de pedreiro a carregar pedras em carrinho de mão de um lado para o outro. E vi também no mesmo dia o engenheiro responsável por estas obras em calção de ténis a dar instruções aos trabalhadores da Junta que lá faziam horas extraordinárias. Não vi trabalhadores da Câmara Municipal a trabalharem ao sábado, o que se torna difícil de compreender uma vez que está lá um cartaz a dizer que a obra é da responsabilidade da Câmara Municipal.
Gostava como remate desta conversa que os responsáveis pelo atraso nas obras fossem devidamente confrontados com este facto. E que o que parece absurdo seja corrigido.
E mais não digo porque falar disto tudo até me dá arrepios na espinha.

quarta-feira, setembro 17, 2008

terça-feira, setembro 16, 2008

MERECE A PENA SABER
No passado sábado a “impressão digital” do Caderno “Actual” do Expresso que o José Manuel dos Santos deixou impressa, fala do padre Manuel Antunes, Professor de Cultura Clássica na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Mais uma vez me deliciei na sua leitura. Fiquei deslumbrado com a sua leitura sobre um Professor, num tempo em que os média, fazendo eco de “gentinha” desejosa de aparecer nas televisões sejam eles os pais do PREC ou os sindicalistas em busca de assento na Assembleia da República.
O Zé Manel ressalta a certa altura que a paidéia era um dos grandes temas que o padre e professor Manuel Antunes (uma coisa não é dissociável da outra), acarinhava e desenvolvia com entusiasmo. Para os menos atentos nestas matérias fui buscar à Wikipédia uma análise breve sobre PAIDÉIA que passo a transcrever a título informativo.
"Inicialmente, a palavra paidéia (de paidos - criança) significava simplesmente "criação de meninos". Mas, como veremos, este significado inicial da palavra está muito longe do elevado sentido que mais tarde adquiriu.
O termo também significa a própria cultura construída a partir da educação. Era o ideal que os gregos cultivavam do mundo, para si e para sua juventude. Uma vez que o governo próprio era muito valorizado pelos gregos, a Paidéia combinava ethos (hábitos) que o fizessem ser digno e bom tanto como governado quanto como governante.

O objectivo não era ensinar ofícios, mas sim treinar a liberdade e nobreza. Paidéia também pode ser encarada como o legado deixado de uma geração para outra na sociedade.
Um
pedagogo – um escravo, na época - conduzia o jovem, com sua lanterna ilumina(dor)a, até aos centros ou assembleias, onde ocorriam as discussões que envolviam pensamentos críticos, criativos, resgates de cultura, valorização da experiência dos anciãos etc.
Supõe-se que, no processo sócio-histórico, esse mesmo pedagogo libertou-se, talvez de tanto dialogar nos acompanhamentos do jovem até as assembléias, tornando-se um personagem da paidéia, e seu consuma(dor).
Mas, se até então o objectivo fundamental da educação era a formação aristocrática do homem individual como Kalos agathos ("Belo e Bom"), a partir do século V a. C., exige-se algo mais da educação. Para além de formar o homem, a educação deve ainda formar o cidadão. A antiga educação, baseada na ginástica, na
música e na gramática deixa de ser suficiente.
É então que o ideal educativo grego aparece como paidéia, formação geral que tem por tarefa construir o homem como homem e como cidadão. Platão define paidéia da seguinte forma "(...) a essência de toda a verdadeira educação ou paidéia é a que dá ao homem o desejo e a ânsia de se tornar um
cidadão perfeito e o ensina a mandar e a obedecer, tendo a justiça como fundamento" (cit. in Jaeger, 1995: 147)
Como diz Jaeger (1995), os gregos deram o nome de paidéia a "todas as formas e criações espirituais e ao tesouro completo da sua tradição, tal como nós o designamos por Bildung ou pela palavra latina, cultura." Daí que, para traduzir o termo paidéia "não se possa evitar o emprego de expressões modernas como civilização, tradição, literatura, ou educação; nenhuma delas coincidindo, porém, com o que os gregos entendiam por paidéia. Cada um daqueles termos se limita a exprimir um aspecto daquele conceito global. Para abranger o campo total do conceito grego, teríamos de empregá-los todos de uma só vez." (Jaeger, 1995: 1).
Na sua abrangência, o conceito de paidéia não designa unicamente a técnica própria para, desde cedo, preparar a criança para a vida adulta. A ampliação do conceito fez com que ele passasse também a designar o resultado do processo educativo que se prolonga por toda vida, muito para além dos anos escolares.
A paidéia, vem por isso a significar "cultura entendida no sentido perfectivo que a palavra tem hoje entre nós: o estado de um espírito plenamente desenvolvido, tendo desabrochado todas as suas virtualidades, o do homem tornado verdadeiramente homem" (Marrou, 1966: 158)."

segunda-feira, setembro 15, 2008

SER “DONO” DE CASA
“Um Homem é ele e as suas circunstâncias”
Ortega y Gasset

Por razões que neste momento não quero referir, vi-me desde o início de Agosto feito “dono” de casa. Uma actividade que tem sido partilhada com a minha filha e com outros familiares, mas que tem sobrado na sua maior parte para mim. Quero dizer que de todo não gosto. A partir do momento em que for demitido destas tarefas, passo a olhar para a minha Anita com um olhar bem mais carinhoso e agradecido. Passo a compreender melhor a minha mãe. E os dias em que ela parecia louca com as tarefas caseiras. Uma casa enorme como a que ela orientava e com 3 “marmanjos” que não mexiam uma palha, é obra.
Levanto-me às sete da manhã alvo os dentes visto umas calças e uma camisa sobre o pijama e lá vou eu para a rua passear um dos cães ele cheira e eu paro ele mija e eu paro ele defeca e eu paro vou ao pão venho para casa e ponho outro cão na rua preparo a mesa para os pequenos almoços arrumo a louça lavada do jantar do dia que passou dou de comer aos pássaros preparo os medicamentos faço comida para os cães preparo os medicamentos e os pequenos almoços preparo os banhos da manhã se não tenho sopa feita preparo os legumes para as sopas do jantar preparo as coisas para o almoço dou as injecções aos doentes da casa recolho os cães e dou-lhes de comer ponho o papagaio na rua tomo banho tomo o pequeno almoço com a Anita vou ao Jornal vou à D. Leonor às compras e se for casa disso à Cooperativa dos Pescadores vou tomar café a Peniche de Cima e venho para casa começo a tratar do almoço e no meio disso ponho roupa lavar recolho a roupa seca ou se começa a chover e depois ponho outra a secar acabo o almoço e vou almoçar levanto a mesa e há que lavar a louça do almoço varrer a casa e lavar o chão da cozinha sentar um bocado ao computador e muitas vezes adormeço sentado acordo são horas de tratar dos lanches dou os lanches vou passear os cães preparo a refeição da noite jantamos lavar a loiça e quando acabam as tarefas são horas de ver as glicemias dar a injecção de insulina e ir deitar que amanhã tenho de me levantar às sete porque senão os cães começam a ladrar e não deixam ninguém sossegar em casa.
Uffffffffff!!! Estou farto de ser “dono” de casa. Percebo agora porque se diz “Donas de casa desesperadas”. Definitivamente não quero este ofício e assim que poder demito-me, e vou voltar à minha doce e pacata vidinha de sempre. “Dona da Casa” é que não.

domingo, setembro 14, 2008

DESTAQUE
Nós: Imigrantes Empreendedores são destaque no Programa Nós Publicado em 12-09-2008
"Vitaliy fotógrafo Vitaliy nasceu na Ucrânia mas há 9 anos que resolveu embarcar numa aventura e vir para Portugal. Vive em Peniche onde também se dedica a uma das suas paixões: a fotografia."

sábado, setembro 13, 2008

quinta-feira, setembro 11, 2008

11
Será legítimo recordar-me hoje de Salvador Allende? Será justo pensar que a Utopia caiu com o derrube do Governo Popular do Chile?
A Democracia terá de ser o que os senhores do poder económico decidirem. Por mais eleições que tenham legitimado o Poder Popular, os que têm razões para temer a perda dos Direitos que a Força do Poder e o Poder da Força determinam, nada pode garantir a sua continuidade. Por cá o Barroso, o Cavaco e o Sócrates dão parabéns ao MPLA pela sua Vitória esmagadora.
Mas é dos livros saber como se perpetua um Poder que só quando garante a sua continuidade se põe à prova.
Portugal tornou-se uma “casa de alterne” entre o PS e o PSD. Os clientes são os mesmos, só mudam as “gajas”. Uma vez sul-americanas outra vez da Europa do Leste.
Viva o Portugal Social e Democrático.
PS: Já não consigo chorar os mortos das Torres. Antes disso morreu tanta gente no Chile. No Vietnam. Na Coreia. No Panamá e em Porto Rico. Morreram milhares de índios e quando estes começaram a faltar aos encontros devastadores com a morte, mataram-se centenas de milhares de bisontes. Morreu tanta gente por esse mundo fora, que daria para colocados os corpos uns sobre os outros, construir torres da terra à lua. Não 2 mas 20. O Osama é já só é um mal menor.

terça-feira, setembro 09, 2008

PERÍODO SABÁTICO
Também eu tenho tido aqui há cerca de um mês, um período sabático em que nada me sai, muitas vezes nem tempo tenho para ligar o computodor e na maioria dos dias só o que me anima é a vontade de ver terminar este período infernal. Agora que tudo parece começar a acalmar, vou estando mais livre fisica e mentalmente para escrever e analisar o que há minha volta vai ocorrendo.
Histórias e bandas desenhadas que fui acumulando ao longo dos tempos foram a salvação para este blog que só fará sentido se uma qualquer actualização por mais insignificante que seja, o tornar vivo. No dia em que nada poder acrescentar-lhe, terminá-lo-ei com a mesma alegria com que o comecei.
Até lá e espero que esse dia venha longíquo, por aqui me vou passeando.

segunda-feira, setembro 08, 2008

sábado, setembro 06, 2008

O leite para o vinho:
- Não tens vergonha? Embebedas as pessoas. Provocas doenças como a cirrose... És um dos grandes vícios da humanidade.

O vinho para o leite:
- Tudo isso é verdade. Mas não se pode ter tudo bom. Enquanto que a minha mãe é uma simples e linda uva, a tua é uma grande vaca.

quinta-feira, setembro 04, 2008

quarta-feira, setembro 03, 2008

segunda-feira, setembro 01, 2008

AI ESTE PORTUGUÊS QUE SE LÊ EM PENICHE...