sexta-feira, março 29, 2013

Retomarei
o contacto convosco na próxima 2ª feira dia 1 de Abril (é verdade, tanto quanto me é possivel afirmá-lo)

quarta-feira, março 27, 2013

SENTIR


Como explicar este peso que me sufoca pela perda das minhas referências? Como dizer deste buraco fundo em que pareço ter mergulhado, desde que recebi esta notícia que me atropela os sentidos. A Morte levou outro dos meus mais queridos companheiros de uma vida. Um aluno, um colega, um amigo.

Recordo aquela turma da Escola Industrial e Comercial de Peniche. Passados anos tornámo-nos a reencontrar quase todos na Nazaré. Fomos e somos uma equipa que criou entre si uma mística que o tempo não apagou.

Olho para as fotos dos alunos daquela turma e recordo momentos em que fomos felizes e outros em que parecíamos guerreiros defendendo os seus pontos de vista.

Não sou capaz de escrever o teu nome aqui. Associar-te um momento destes é quase obsceno. Merecias estar entre nós. A tua partida sabe-me a dor e a absurdo.

Até já Amigo.



terça-feira, março 26, 2013

O GRANDE IMPOSTOR

Lamentavelmente Eça de Queiroz já não existe. E embora nos “Maias” certas figuras tenham ficado retratadas para o posteridade, julgo que se fosse vivo ficaria inspiradíssimo para retractar o ridículo que se abateu sobre a pátria portuguesa.
Começou em pontas dos pés a jurar que tinha visto as armas nucleares e químicas que o Iraque possuía. E que isso justificava a declaração de guerra de “portugal” ao Iraque. Como se este país da treta tivesse capacidade para declarar guerra ao cemitério das formigas.
Como prémio, o Idiota, foi nomeado presidente da comissão europeia. Isto é, foi nomeado acólito da Madre Merkle e dos Abades Holandeses & Cª Lda. Desde que o Fugiu de Portugal e o entregou ao Deus dará ( ao Santana) a Europa tem-se vindo a desfazer, a esboroar-se de acordo com os interesses do Todo Poderoso poderio Alemão, onde se desfaz a solidariedade entre estados, e a Fraternidade que levou à construção de uma Europa solidária.
O esquesitóide a tudo tem assistido sem dizer nada. Só fala quando lhe dizem para dizer alguma coisa e lamentavelmente ainda não lhe foi atribuído o prémio do Chapitô para o palhaço do século. Conseguiu o que era impensável. Desfazer a Europa, submeter os países latinos à mendicidade, fazer com que Portugal se envergonhe de existir enquanto país.

segunda-feira, março 25, 2013

E AGORA?

O PCP solicita ao Governo o especial favor de se demitir, coisa que o Governo não faz sabido como é que não morre de amores pelo PCP, quanto mais um deste tipo e qualidade. Então qual foi a “cena” do PCP? Foi uma peça de teatro burlesca para se antecipar à moção de censura do PS.
Mas o que leva o PS em minoria no Parlamento a apresentar uma moção de censura ao Governo? O PS com esta atitude tenta resolver vários desafios.
Responde aos críticos do seu interior que acham que desenvolve uma oposição mole a um Governo torpe e indecente. Responde aos que no exterior desiludidos com os partidos políticos se auto-organizam e levam a cabo as maiores manifestações de Portugal desde 1974. Esperam capitalizar o desespero dos indignados. Mais uma vez o PS se engana e não percebe que apelidar de tolos e carneiros os portugueses indignados é um erro em cima de outro. O PS tenciona ainda com este acto pueril antecipar-se ao que se adivinha ir acontecer com a declaração de inconstitucionalidade de alguns aspectos do OE para 2013. Espera que isto por antecipação lhe acredite credibilidade.
O CDS reúne e desdiz em conselho nacional o que afirma todos os dias aos jornais e no Parlamento. Diz que o Governo não Governa ou Governa mal. Diz que a solução passa por despedir ministros e ir buscar outros apaniguados que ainda não fizeram o gosto ao dedo, isto é, que ainda não se utilizaram do banquete do poder.
A Europa morreu e está a ter um funeral miserável. Já ninguém sente a sua falta. O que fizeram na Grécia, em Portugal e na Irlanda, não foi solidariedade institucional. Foi um fartar vilanagem de felonias. O que agora estão a fazer ao Chipre ultrapassa as raias do razoável. É escandaloso. É uma indicação clara para os Pingos Doces, os Sonae e outros que tais se aboletarem com o que puderem e fugirem para locais fora do alcance desta miserável Europocracia, com todo o património que puderem.
E agora? Quem está em idade acima dos 60 resiste o melhor que puder até que um sopro o leve. As gerações mais novas estão a caminho do desespero e da diáspora. Portugal colonizado por países que se diziam ser solidários com o seu historial e a sua decadência pós-colonial, acabaram por se tornar os seus coveiros.
O que nos espera a seguir é igual ao que já aconteceu. Seguro é outro Coelho, formado no mesmo tipo de Universidade dos aparelhos partidários. O BE é a versão actualizada do MDP do PCP. A nós resta-nos não acreditar em nenhum deles e fazer do voto uma grande “arma branca” contra todos eles. Digamos todos os que pudermos que os repudiamos.



sábado, março 23, 2013

sexta-feira, março 22, 2013

A LEI DOS MANDATOS


1. Nenhum de nós, falo daqueles que utilizam a cabeça para pensar, tem para si próprio que a lei aprovada na AR com o objectivo de limitar a 3 mandatos o cargo dos detentores do exercício do poder autárquico, foi feito com o objectivo de impedir a “fulanização” do desempenho dos cargos.

2. Também entendo que nem todos os autarcas são farinha do mesmo pão. Isto é, alguns deles não é por estarem 3, 4, ou 5 mandatos no exercício de um cargo que se tornam caciques no nos seus territórios. E que existem outros que ao fim de 2 anos como Presidentes do que quer que seja já vem ao de cima as suas características do quero, posso e mando.

3. Os partidos políticos sabem que independentemente de quem é quem, a lei foi feito com objectivos muito claros: impedir a eternização no exercício de funções por mais honesto que seja quem o desempenha.

4. Existem 2 partidos que se utilizam de metáforas para poder eternizar os seus mais fiéis. São o PCP e o PSD. Quanto ao 1º nada me admira. Ainda têm a formação da velha escola soviética em que quem exercia o poder só o largava quando caía de podre. Quanto ao segundo está em final de vida e agarra-se a tudo quanto mexe para conseguir atingir os seus objectivos mais sórdidos enquanto partido representativo do caos a que conduziu Portugal.

5. Por mim não tenho dúvidas que esta Lei dos Mandatos tanto se aplica aos Presidentes de Câmara, como aos Presidentes de Junta. Em certas terrinhas de certas regiões o presidente de Junta consegue ser o mais perfeito dos caciques. E a Lei não ressalva a sua posição.

6. Resta agora saber se a fusão das Freguesias vem ou não impedir de quem já tenha desempenhado o cargo em 3 mandatos sucessivos, pode ou não candidatar-se à nova Freguesia. Este aspecto é como que uma réplica de certos dinossáurios Presidentes de Câmara que agora se vêm candidatar a um novo território. Se para estes a candidatura é ilegal também para os outros o é.

7. O problema é que a Lei define a não possibilidade de uma 4ª candidatura aos Presidentes “de” Câmara ou “de” Junta. Não se trata de uma Câmara ou de uma Junta específica. Trata-se “de” uma seja ela qual for. Este é o meu entendimento

8. Claro que os Tribunais irão decidir (em tempo útil?). Claro que os Partidos deveriam assumir uma atitude de dignidade perante os eleitores que cada vez mais perdem o respeito por eles. E quando o não fizerem deverão ser os candidatos que desempenharam funções pautando-se por valores éticos dignos de elogio, que agora se deverão autoexcluir desta mascarada em que são colocados.

9. Por mim que vivo na Cidade de Peniche, vou lamentar profundamente não poder voltar a votar no Henrique Bertino a pessoa mais íntegra e voluntariosa que conheci no desempenho de tal cargo. Dificilmente algum Partido em Peniche encontrará alguém à altura de lhe suceder.

quarta-feira, março 20, 2013

SOMOS MUITO BONS:
- OS PENICHEIROS
Que pena nunca sermos profetas na nossa própria terra. Do jornal “Atlântico Expresso” transcrevo sem quaisquer comentários, e na íntegra uma entrevista bem como algumas das fotos que a ilustram, de um jovem penicheiro radicado nos Açores. Os sublinhados e os destaques são arranjos da nossa responsabilidade. Para que conste.

 Atlântico Expresso                                               
Fundado por Victor Cruz - Director: Américo Natalino de Viveiros - Director-Adjunto: Santos Narciso - 18 de Março de 2013 - Ano: XVI - N.º 85646 - Preço: 0,90 Euro - Semanário                                      

JOVENS NO PARLAMENTO DOS AÇORES
POLÍTICOS AÇORIANOS ESTÃO FORA DA REALIDADE
 Chama-se André Ribeiro Blayer Góis, tem 14 anos e é natural de Peniche, embora viva em Ponta Delgada
desde os 6 anos. Aluno do 9º Turma G da ESAQ – Escola Secundária Antero de Quental foi eleito porta voz da comitiva de deputados dos Açores à Assembleia da República, o Parlamento Jovem, um programa que a Assembleia da República organiza em colaboração com o Instituto Português do Desporto e Juventude
(IPDJ), entre outras entidades, com o objectivo de promover a educação para a cidadania e o interessedos jovens pela participação cívica e pelo debate de assuntos da actualidade. Ao todo os Açores serão representados por oito jovens estudantes de quatro escolas da Região.
André Blayer não esconde a satisfação e adianta que gosta de política “porque considero importante debater ideias com outras pessoas, apresentar argumentos e “negociar” entendimentos, mesmo tendo em conta que nem sempre as minhas ideias são as que vencem”. Quanto aos políticos e políticas de hoje, o jovem remata: “acho que, por vezes, se ocupa muito tempo a debater assuntos que não têm grande interesse ou evitam-se outros que deviam ser debatidos. Estamos numa altura de crise, as pessoas vivem com mais difi culdades e às vezes parece que os nossos políticos se esquecem dessa realidade”.
Que área de estudos quer seguir e porquê?
Ainda não tomei uma opção defi nitiva. Gosto de informática, mas também gosto das ciências sociais. Gostava de seguir informática, porque acho que me dou bem com computadores e equipamentos electrónicos. É o que eu gosto. Também gosto de ciências sociais, mas ainda estou um bocado indeciso, verdade seja dita.
Quais são os seus objectivos de vida, nomeadamente os profi ssionais? O que o atrai no que pretendes se quando for mais velho?
Como já disse, ainda não defi ni um grande objectivo em termos profi ssionais, mas mais do que isso, seja em que área for, espero conseguir ter um papel activo no meio onde estiver inserido e sentir-me bem e realizado com o que vier a fazer. Basicamente, quero sentir-me feliz, útil e integrado.
Como é que aconteceu a sua ida até à ALRAA para participar no parlamento jovem?
O meu grupo, pertencente à Escola Secundária Antero de Quental, foi eleito na fase de escola do Parlamento dos Jovens. Já tinha participado no ano passado e este ano eu e os meus colegas voltámos a fazer uma lista e fomos seleccionados, na fase de escola.
Gosta de política? Porquê?
Gosto, porque gosto de debater ideias com outras pessoas, apresentar argumentos e “negociar” entendimentos, mesmo tendo em conta que nem sempre as minhas ideias são as que vencem. É uma área que me cativa, porque acho interessante saber como está o nosso país, o que é que as pessoas pensam da actualidade, que medidas são implementadas, etc.
Como classifi ca a política que se faz nos Açores? E os nossos políticos?
Acho que por vezes se ocupa muito tempo a debater assuntos que não têm grande interesse ou evitam-se outros que deviam ser debatidos.
Estamos numa altura de crise, as pessoas vivem com mais dificuldades e às vezes parece que os nossos políticos se esquecem dessa realidade. Mas de um modo geral, acho que a política que se faz nos Açores é boa e julgo que temos bons políticos.
Identificasse com algum partido em especial? Porquê?
Com o Partido Socialista, principalmente.
Identifico-me com muitas das ideias deste partido, porque muitas das minhas opiniões são idênticas àquilo que o PS defende.
Da experiência deste debate na ALRAA o que mais gostou? E menos?
Gostei de ter tido a oportunidade de intervir perante uma assembleia de “deputados” da minha idade e com os quais me identifico e fazer valer as minhas ideias. Gostei, claro de ser eleito porta-voz da Região no Parlamento dos Jovens (Ensino Básico) nacional. Ficam também as amizades e os conhecimentos que fi z. Gostei menos do pouco tempo que tivemos para fazer o trabalho de grupo.
Foi eleito um dos porta-voz da comitiva de deputados dos Açores à Assembleia da República, uma enorme responsabilidade. O que representou para si esta nomeação?
Representa a confiança depositada em mim pela maioria dos meus colegas. Estou no entanto consciente de que se fossem eles a representar os Açores, iria ser igualmente uma excelente representação. Sim, fi quei satisfeito. Quem não ficaria?
Que assuntos vão ser levados pelos jovens deputados açorianos à Assembleia da República? Já existem temas ou ideias?
O tema que vamos levar à AR é “Será que só nos resta emigrar?”, que tem a ver, como o próprio título refere, com a dúvida se será esta a única opção para o sucesso dos jovens, tendo em conta a actual situação do país e, pois claro, dos Açores. Por outro lado, levamos várias medidas à Assembleia da República, que têm a ver com a aplicação de um imposto especial aos produtos importados, incentivando, desta forma, o consumo dos produtos nacionais, comprar o que é produzido em Portugal, fazendo circular o dinheiro dentro do país, de forma a equilibrar a balança comercial, diminuindo o défice orçamental, criar o projecto “Estudar e melhorar para combater a dívida”, onde cada aluno compraria, imbolicamente, uma parcela da dívida nacional através da obtenção de bons resultados escolares e ainda promover incentivos à utilização das energias renováveis no consumo de energia elétrica, a fi m de diminuir a dependência dos combustíveis fósseis, reduzir a importação de combustíveis e criar mais postos de trabalho nesta área.
Quantos alunos irão dos Açores a Lisboa?
Vão 8 alunos de 4 escolas: 2 da Escola Secundária Antero de Quental, 2 da EB 2,3/S Bento Rodrigues, de Santa Maria, 2 da Escola Secundária da Lagoa e 2 da Escola Secundária Jerónimo Emiliano de Andrade, da Terceira.
Para além da profi ssão que pretendes seguir, gostavas de ser político?
Sim, porque é uma ocupação que me cativaporque teria a oportunidade de intervir na defi nição do futuro da nossa sociedade.
Da crise que o país atravessa, que visão tem sobre este assunto? O que acha que deveria ser feito para que Portugal e os Açores a conseguissem ultrapassar?
Acho que estamos numa situação bastante difícil e é preciso a compreensão e a solidariedade de todos, porque nem tudo é responsabilidade do estado. Acho que os portugueses têm um papel a desempenhar na sociedade e muitos têm-se esquecido disso. Julgo, no entanto, que as medidas que têm sido tomadas
por este governo da República, de aumento de impostos, de diminuição dos ordenados e dos benefícios
sociais, têm sido exageradas, o que penaliza brutalmente os portugueses por uma situação que basicamente não é da responsabilidade deles. O governo da República devia pedir mais tempo para pagar os empréstimos, negociar outras condições e prazos, para que pudesse também aliviar as famílias portuguesas, baixando impostos e repondo os subsídios que retiraram, por exemplo. Para além disso, acho que os Açores não devem ser penalizados pelo governo da República, que quer reduzir as transferências para a Região e fazer com que se aumentem impostos cá. Acho que este governo da República está a tentar passar responsabilidades para os Açores, em áreas que os Açores não a tem.
Entrevista conduzida por Ana Coelho para o "Atlântico Expresso"

terça-feira, março 19, 2013

10 dúvidas frequentes sobre o vinho

1. O VINHO PODE MATAR?
Pode. Há uns anos, um rapaz foi atingido por um barril de vinho que
caiu de um camião levando-o à morte instantânea.

2. O USO CONTINUADO DO ÁLCOOL PODE LEVAR AO USO DE DROGAS MAIS PESADAS?
Não. O álcool é a mais pesada das drogas: uma garrafa de vinho pesa
cerca de 900 gramas .

3. O VINHO CAUSA DEPENDÊNCIA PSICOLÓGICA?
Não. Cerca de 89,7% dos psiquiatras, psicólogos e psicanalista
entrevistados preferem cerveja.

4. MULHERES GRÁVIDAS PODEM BEBER SEM RISCO?
Sim. Está provado que nas operações STOP a polícia nunca faz o teste
do balão às grávidas.

5. O VINHO PODE DIMINUIR OS REFLEXOS DOS MOTORISTAS?
Não. Experiência com mais de 500 condutores: foi dada uma grade com
garrafas de vinho para cada um abrir e beber. As últimas foram abertas
e bebidas no mesmo tempo gasto com as primeiras. Em nenhuma das
garrafas os reflexos foram alterados.

6. A BEBIDA ENVELHECE?
Sim. A bebida envelhece muito depressa. Se deixar uma garrafa de vinho
aberta de um dia para o outro, altera o paladar e o aroma e chega
mesmo a avinagrar passadas algumas semanas.

7. O VINHO CONDICIONA NEGATIVAMENTE O RENDIMENTO ESCOLAR?
Não, pelo contrário. Algumas universidades estão a aumentar os lucros
com a venda de vinho a copo nas cantinas e bares.

8. O QUE FAZ COM QUE A BEBIDA CHEGUE AOS ADOLESCENTES?
O estudo confirma que, em primeiríssimo lugar, o empregado de mesa.

9. O VINHO ENGORDA?
Não. Tu é que engordas.

10. O VINHO CAUSA PERDA DE MEMÓRIA?
Que eu me lembre, não!

segunda-feira, março 18, 2013

CONTRA QUEM SÃO DISPARADOS TIROS?

Não contra os mafiosos que roubam milhares de milhões a todo um povo que depois entra na miséria e na fome. Não são alvo de tiro os sucessivos ministros de Governos que empobrecem Portugal e que depois de terminada a sua “função de estado” passam para grandes empresas que protegeram enquanto foram ministros. Não são identificados esses “rapazecos” que se passeiam nos corredores do poder e nas discotecas da moda.
São sempre os mesmos a morrerem. Os pobres. Os deserdados. Os marginais. E as vitimas de efeitos colaterais dessas acções incompreensíveis que nunca passam pelos condomínios fechados, nem pelos paraísos fiscais, sejam eles fora de Portugal, ou na banca que apoia os que nos roubam em detrimento dos que querem trabalhar.

sábado, março 16, 2013

sexta-feira, março 15, 2013

SOMOS UM POVO QUE SE PERDEU
Foto Hélder Blayer
Entre a ingenuidade e a opressão. Acreditámos nos arautos da esperança e de um sol a brilhar para todos. Acreditámos que morto o “bicho” se acabava a “peçonha”. Nunca nos disseram que nada do que brilhava era oiro. Condenados desde os idos de 1400 a encaminhar-nos para fora do nosso espaço, hoje nem nos conhecemos. Odeio os que me mentiram. Odeio os que fizeram de mim capacho. Odeio os que se aproveitaram de mim para me tornar um pária. E no entanto eu tinha a obrigação de ser inteligente. Mas nunca o fui quando tinha que lidar com sentimentos e paixões.
Indigno-me por já não ser capaz de pegar em armas, sejam elas pistolas, metralhadoras, canetas ou a voz e desatar disparar contra quem me (nos) condenou a este exílio.

quinta-feira, março 14, 2013

OLÁ FRANCISCO

Desde já os meus votos sinceros de que desempenhes as tuas novas funções com o mesmo sentido de fraternidade e simplicidade que deram a João XXII e a João Paulo II, um lugar no coração de toda a humanidade, crente e não crente.
Seres jesuíta é um pouco amargo, recordando o papel dessa ordem religiosa em algumas atitudes de feroz desumanidade. Seres Francisco torna-te pessoa solidária com os mais pobres, humilhados e ofendidos. És um intelectual o que indicia um homem de cultura. Engº químico, sabes como ninguém que na Natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma. O resto é Fé e essa é intocável porque faz parte dos inúmeros valores que os homens livres podem assumir para si próprios.
Vi-te curvares-te perante a multidão que te saudava tornando-te o mais humilde dos teus servos e isso é um bom indício. Que o teu tempo seja amor, paz e fraternidade e que saibas com o teu exemplo, fazer pensar aos teus seguidores sobre o que é ser cristão hoje.
Desejo-te os maiores êxitos.

terça-feira, março 12, 2013

PREOCUPAÇÕES DA TRETA
No passado domingo e ontem, a SIC generalista fez uma desenvolvida reportagem sobre a enorme expectativa que se gerou entre crianças e jovens pela deslocação para um concerto no Pavilhão Atlântico em Lisboa.
Deslocaram-se jovenzitos de várias nacionalidades e de todo o país. Marcaram presença junto às entradas do Pavilhão para apanharem o 1º lugar da frente para poderem estar o mais próximo possível do seu ídolo.
Por si só isto não seria motivo de conversa, se não estivessem ali grupos de crianças do Norte ao sul do país com idades inferiores a 16 anos. Em grupo com os seus amigos. Sem que os pais ou outros adultos os acompanhassem. Ali dormiriam uma ou duas noites à chuva e ao frio para poderem estar tão próximos do objecto dos seus sonhos quanto possível.

O que mais me marcou no entanto, foi a entrevista com uma menina de 11 anos chamada Joana. A criança foi filmada, mostrada aos telespectadores da SIC, sem que nos fosse dito que aquelas filmagens teriam ser autorizadas por alguém devidamente mandatado para tal. E foi dito que a criancinha iria ali ficar durante a noite, sem que os fariseus e as farisaicas se insurgissem contra esta exposição pública de criancinhas, que se iriam expor aos apetites de algum predador.
As santas e os seus pares desta vez ficaram indiferentes. E eu questiono-me sobre os pais daquelas crianças. E sobre as Comissões de Protecção de Menores e de instituições similares, que passam a vida a exibirem-se anunciando a todo o mundo os seus actos de bem-fazer. Aquelas crianças estavam expostas e era previsível que aquele fenómeno iria acontecer. Porque não se solidarizaram os grupos de Apoio para enquadrarem aquelas crianças. Porque não as identificar e através da Provedora da Justiça responsabilizar os pais dos meninos e meninas com idades inferiores a 16 anos que não estivessem apoiados por familiares ou adultos? Ou só em Belém e no Parque Eduardo VII é que acontecem desgraças?

Vou parar por aqui. Metem-me nojo os falsos humanistas. Aqueles e aquelas que só surgem para se comportarem como virgens ofendidas quando um dos seus é posto em causa. É difícil compreender e aceitar como normal, uma situação que tende a constituir um progressivo caminhar para a ausência mais completa de valores.

segunda-feira, março 11, 2013

A GRANDE MURALHA DA CHINA
No passado dia 5 de Março, transcrevi uma notícia do “DN” em que a Câmara Municipal de Peniche ou o seu Presidente, ou ambos, declaravam a sua preocupação sobre a cintura de muralhas de Peniche e o perigo de derrocada que oferecem face à erosão marítima.
Ou esta é uma história “naif” ou em Peniche vive-se numa bolha isolada do resto do país.

O Estado Português ou o Governo que nos desgoverna, roubam dinheiro aos pensionistas e reformados. Espoliam os velhos de condições de acesso à saúde. Impedem-se os jovens da entrada no mercado de trabalho. Os adultos e mais velhos vêm encerrar as suas empresas e milhares de famílias são espoliadas do seu sustento. A cultura, as forças armadas, as pescas, a indústria naval, tudo é reduzido à miséria mais dramática. Vende- se ao desbarato algum dos nosso melhor património acumulado por gerações sucessivas.

Quem é que pode acreditar que um qualquer Governo, e este em particular, estará interessado em afectar centenas de milhares de euros que serão necessários para pagar os juros dos empréstimos dos sistemas monetários que nos asfixiam, para arranjar muralhas que representam um passado morto e enterrado. Que importância tem uma muralha comparada com as necessidades de pagar os muitos BPNs que para aí pululam? A muralha está para caír? Deixem-na cair. Quem não tem unhas, não pode tocar guitarra. Estou a ser grosseiro? A culpa do estado a que chegou a muralha nõa é deste Governo (embora dê jeito culpá-lo de tal) é de sucessivos Governos e de sucessivos presidentes da Câmara, que nunca olharam para o seu património edificado com olhos de ver e coração de sentir. Agora é muito tarde. Pode servir este grito de alerta para fazer campanha eleitoral, mas não serve para resolver coisa nenhuma, e é importante que tenhamos consciência disso.

sábado, março 09, 2013

ESTE É O GOVERNO EM QUE EU CONFIO















sexta-feira, março 08, 2013


QUE MONSTRO É ESTE?
Que alimentamos no nosso seio. Que condina crianças, homens e mulheres à fome e à doença. Que condena os jovens a exilarem-se da sua pátria para não correrem o risco de se tornarem em deliquentes para terem de sobreviver. Que permite que alguns /poucos) se alimentem de milhares de milhões sem que nada lhes aconteça, sendo premiados com uma pulseira para poderem estar nos seus apartamentos de luxo, ostentando mordomias. Quantos dos actuais governantes herdeiros do gang que rodeou durante anos cavaco e os seus pares, não serão arguidos em processos futuros?
Que monstro é este que considera que menos de 500€ é suficiente para dar de comer a uma família por mês, pagar energia e renda de casa, suportar os transportes para se deslocarem para o trabalho?
Que monstro é este parido em grupos juvenis herdeiros da mocidade portuguesa só que com novos matizes, que por sua vez é contraditado por outros juvenis, e por imbecis muito semelhentes.
Que monstro é este que se com nome de coelho se comporta como lobo, comportando-se como um predador do que de melhor a sociedade portuguesa tinha, a sua massa humana?
Que monstro é este que nos odeia só porque existimos, se julga legitimado para nos poder destruir como comunidade? Que monstro permitimos nós que sobreviva à custa da nossa miséria e humilhação? Que monstro é este que não ouve centenas de milhares de pessoas que se sentem órfãos de um país que de repente deixou de ser seu, sem outro para poderem sentir-se em sua casa?

Nada explica a existência deste monstro a não ser a nossa proverbial cobradia.

quarta-feira, março 06, 2013

A MATEMÁTICA
No último sábado passei pela Feira de Velharias e os meus olhos bateram num “Caderno de Matemática” do 1º Ano do Ciclo Preparatório. Na circunstância este caderno era utilizado Escola Técnica Elementar Manuel da Maia no ano lectivo de 1964/1965, onde muitos anos depois eu viria a ser professor efectivo.
A grande curiosidade está nos saberes necessários nessa época para os alunos do ciclo preparatório. Depois disso sucederam-se as reformas que nunca foram devidamente testadas. Em 1964/65 uma minoria de alunos (os das famílias médias alta e média)  tinham acesso ao Ensino Liceal e aqueles que pertenciam às classes média-baixa ou que dispunham de caridosas bolsas de estudo frequentavam as Escolas Técnicas.

Nestas últimas os saberes eram mais práticos pois os alunos que lhes estavam associados iriam ser os empregados de escritório ou os técnicos serralheiros necessários à incipiente industrialização do país.

Anexo 3 imagens destes cadernos que poderão dar uma pálida ideia do que era na altura o ciclo preparatório, actual 5º ano de escolaridade.



 

terça-feira, março 05, 2013


MURALHA DE PENICHE DEGRADADA E SEM VERBAS PARA OBRAS

MONUMENTO

A muralha que circunda a cidade de Peniche, classificada como monumento nacional, está degradada e a necessitar de uma intervenção que evite eventuais derrocadas, alertou ontem o presidente da Câmara, António José Correia.

Um relatório da autarquia, datado de 22 de janeiro, refere que se verificam "deslocações de blocos motivadas pela ação agressiva do mar", que têm vindo a abrir buracos na muralha, e que colocam em risco "a estabilidade do conjunto" da muralha. O relatório aponta para a necessidade "urgente" de uma intervenção com vista a recolocar os blocos em falta e preencher as juntas para não agravar mais a situação.

António José Correia adiantou que dois técnicos da Direção-Geral do Património deslocaram-se ao local para ver o estado da muralha, mas, "apesar de terem elaborado um relatório, não existem verbas para programar o início das obras". O município está disponível para lançar concurso e avançar com as obras para repor a segurança da estrutura, desde que o Governo transfira as verbas necessárias.

in "Diário de Notícias"

segunda-feira, março 04, 2013

O INVERNO DO NOSSO DESCONTENTAMENTO
Este é o título de um livro de John Steinbeck Prémio Nobel da Literatura em 1962 e Prémio Pullitzer de 1940. É um livro que retracta a oposição entre os valores económicos que conferiram aos EUA um lugar de líder mundial e os valores sociais que conferem ao Homem um lugar prioritário como figura central de um desenvolvimento harmonioso.
Nada mais adequado ao momento que vivemos. Campeiam a fome, a miséria, a indignidade, a ausência de valores éticos e cívicos. O cidadão comum  passou a aberração quando comparado a valores económicos e um impecilho para a defesa de uma unidade monetária em má hora parida.
E eu português merdoso, que nunca fui convidado a manifestar-me sobre se queria integrar-me numa Europa em decadência e volúvel, ou se me interessava ser pedinte no reino do euro alemão e francófono, estou aqui, aguardando que disputem as migalhas do meu pão, para que euroditadores do mercado económico possam sobreviver ao terror dos dias de maldição que espalharam.
Não fui convidado senão para ser mendigo. Usufrutuário das migalhas de caridade com que católicos e outros afins vão conquistando os seus céus paradisíacos. Enquanto o papa reformado vive em habitação gratuita, com cama, mesa e roupa lavada, e ainda com uma reforma de 2500 euros mensais para adquirir sapatos castanhos manufacturados por miseráveis mexicanos.

sábado, março 02, 2013

2 DE MARÇO DE 2013
Que cada um de nós seja um grito de revolta, contra todos os que nos limitam, oprimem e destróiem

sexta-feira, março 01, 2013

MoVimento 5 Estrelas
Temos tendência para uma de duas atitudes quando não compreendemos o que de novo surge e nos surpreende. Ou passamos ao lado como se de nada se tratasse ou. Amesquinhamos cepticamente esses epifenómenos. O que de mais relevante se passou na Europa em termos políticos nos últimos 2 anos, foi o aparecimento em Itália de um movimento criado por um cómico, que atingiu como uma bomba os partidos tradicionais. Tornou-se o 3º maior partido italiano com 25% dos votos eleitorais, tornando completamente ingovernável a Itália. O que nisto tem de mais interessante é que se trata de um movimento contra os partidos políticos clássicos, que já se afirmou indisponível para colaborar com qualquer partido político que se queira sentar no colo do poder executivo.
Este movimento alicerçado em jovens desempregados e não, em artistas e intelectuais, cria uma dificuldade à Itália que a breve trecho se estenderá por toda a Europa. Fartos dos tecnocratas e dos economistas, dos advogados e dos políticos, criaram uma frente comum de defesa do cidadão médio, que juntando-se pode tornar a  Europa um continente impotente, com todas as vantagens e desvantagens que isso significará.
A Itália ingovernável é o bater de asas da borboleta que criará sismos em cadeia no continente americano. A economia tal como tem vindo a ser desenvolvida está a tornar a globalidade dos países permeáveis ao espirro de qualquer país por menos significante que seja.
Os políticos actuais, locais, regionais e nacionais tornaram-se títeres e marionetes, obedecendo à “”Voz do Dono”, e fazendo da sua sobrevivência o único valor a defender. Por isso a maioria das cidadãs e dos cidadãos deixou de acreditar na grande velhacaria que nos governa. Passaram a não acreditar no que lhes dizem, a abster-se, a votar em branco e/ou a entrar em apatia generalizada.
Até que surja em qualquer lado um qualquer anti-politico que lhes ofereça o conforto da transparência e da clareza de espírito. Que lhes diga abaixo tudo o que os tentar tirar a humanidade.
Entrámos na era em que a democracia tal como a temos vindo a conceber até agora tende a apodrecer e os grilos, ou as centopeias, ou qualquer outro que se torne marginal nesta ilusória vontade dita colectiva, a ponha em causa por isso mesmo.
Acreditem o fim da política como a concebemos está a aproximar-se. Prefiro ser roubado por um ladrão marginal, do que pelos coelhos e gaspares que por aí pululam.
Por enquanto vou votar em  BRANCO, mais à frente logo se verá.