sábado, julho 29, 2017


ANTUNES, O CAÇADOR ALENTEJANO

O Antunes, alentejano da Vidigueira e grande caçador, tinha por hábito tomar um aperitivo no regresso da caça, sempre na mesma velhinha tasca.
O pior é que, quando encostava a espingarda ao balcão, tinha o costume de bater com a coronha no chão.
Cada vez que tal acontecia, a Marília, dona do tasco, bem o avisava:

-Qualquer dia ainda tens a arma carregada e vai acontecer uma desgraça!
Um dia a arma disparou-se.
- Aiiiiiiiii, Antunes, eu bem te avisei!
- Ainda para mais o quarto da criada é aqui mesmo por cima e ela disse-me que ia descansar um bocadito.
- Vai depressa lá acima ver o que pode ter acontecido.
No regresso, calmamente, o Antunes comenta que a criada estava bem.
- Ela estava deitada, com as pernas abertas, e o tiro passou-lhe mesmo pelo meio das pernas sem sequer lhe causar um arranhão.
A Marília ficou descansada e muito aliviada com a resposta.
E o Antunes continua:

- Olha, o pior foi o teu marido... coitado, ficou sem a cabeça!!!

 O BÊBADO, O PADRE E A ARTRITE
Num autocarro, um padre sentou-se ao lado de um bêbado que, com dificuldade, lia o jornal.
De repente, com a voz 'empastada', o bêbado perguntou ao padre:


- O senhor sabe o que é artrite?

O padre logo pensou em aproveitar a oportunidade para passar um sermão ao bêbado e respondeu-lhe:

- É uma doença provocada pela vida pecaminosa e sem regras: excesso de consumo de álcool, certamente mulheres perdidas, promiscuidade, sexo, farras e outras coisas que nem ouso dizer.

O bêbado arregalou os olhos, calou-se e continuou lendo o jornal.

Pouco depois o padre, achando que tinha sido demasiadamente duro com o bêbado, tentou amenizar e pergunta-lhe:

- Há quanto tempo é que o senhor está com artrite?
- Eu?... Eu não tenho artrite!... 

Diz aqui o jornal que quem tem é o Papa!

 ...PORTUGUÊS, LÍNGUA TRAIÇOEIRA

 Um sujeito está na fila da caixa no supermercado.
De repente, observa que uma loiraça lhe acena e lança um sorriso daqueles de
cair o queixo.
Ele deixa por momentos o carrinho das compras na fila, dirige-se à loiraça e diz-lhe suavemente:
- Desculpe, será que nos conhecemos?
Ela responde, sempre com aquele sorriso:
- Não se lembra de mim? Você é o pai de uma das minhas crianças...
O tipo põe-se imediatamente a vasculhar a memória e pensa na única vez em que foi infiel à esposa, perguntando de imediato à loiraça:
- Não me diga que você é aquela stripper da Zuleika Drinks, que depois de um show de sexo total acabou a fazer sexo comigo sobre uma mesa de bilhar, diante de todos os presentes e eu totalmente bêbado?

Resposta imediata da loiraça:
 - Ó Homem, controle-se!!...   Eu sou a professora do seu filho!!!!!

quarta-feira, julho 26, 2017


DECLARAÇÃO

Para os efeitos tidos por convenientes eu, José Maria dos Anjos Costa, autor deste Blog, venho informar as pessoas que me lerem que farei parte da lista de candidatos à Câmara Municipal de Peniche, promovida pelo candidato independente Henrique Bertino. Claro que participarei em posição meramente honorífica. Serei o último dos suplentes. Mas serei alguém mais que só apoiante. O meu nome, o último valor que me resta, ficará definitivamente colado a esta conduta e a este propósito.

Daqui se infere que também este Blog ficará refém dessa minha atitude. Mas o facto é que nunca prometi aqui ser isento. Nunca foi essa a minha intenção. Mas nas próximas autárquicas farei mais que pertencer ao público. Serei actor. Secundário mas participante.

Em relação às candidaturas oponentes serei um adversário. Com um aceno de simpatia em relação ao meu “primo” Felipe Sales, muito feroz até pela superior ignorância com que a tratarei a candidatura do PS. Quanto aos “camaradas” espero bem que a sua derrota lhes ensine alguma coisa. Acima de tudo que a prepotência, a vaidade e o nepotismo se pagam caras.

Sou apoiante do Henrique e caminharei ao lado dele nesta cruzada, porque acredito na sua honestidade e capacidade de trabalho. Acredito no seu empenho em trabalhar por este concelho sem nunca esquecer o que o torna diferente dos outros, a sua população. Acredito na equipa que constituiu à sua volta na candidatura à Câmara Municipal. Gente que não cobra favores. Claro que irá cometer erros. Mas reconheço-lhe a capacidade de se retratar e de os corrigir. Ser humilde sem ser subserviente é uma das suas muitas capacidades.

O Henrique Bertino será o próximo Presidente da Câmara de Peniche. Assim espero. Com isso irá ser submetido a muitas pressões. Porque também admiro a sua resiliência, desejo-lhe toda a coragem do mundo para lhes resistir.

E o nosso Concelho será um melhor concelho e a sua população sentir-se-á mais confiante.       

segunda-feira, julho 24, 2017


TIRANIA

por António Barreto

23 de Julho de 2017 in “DN”

A leitura deste artigo motivou-me a querer partilhá-lo convosco. Sobretudo num período em que sentimos as mais diversas formas de tirania perante o cidadão comum. Também aqui este texto nos permitirá saber o que escolhemos, quando escolhemos.

“Onde nasce a tirania? Antiga pergunta a que muitos tentaram dar resposta. Umas vezes com cultura e isenção, outras com fanatismo e crença. Mas há décadas ou séculos que a pergunta se repete e que as respostas se sucedem. Há poucos meses, mais um ensaio sobre o tema foi publicado por Timothy Snyder. Recomenda-se. É quase um manual de vida prática sobre o que fazer para evitar a tirania. Em tempos difíceis, como os de hoje e dos últimos anos, a interrogação volta sempre.

Onde nasce a tirania? A pergunta é actual. Não porque em Portugal o governo ou a oposição nos ameacem. Nem porque haja sinais evidentes de que a besta espreite. Mas simplesmente porque é sempre actual e porque no mundo, dos Estados Unidos à Rússia, passando pelo Islão e pela Europa, há gente de sobra que a aprecie. A tirania é sempre do Estado ou através do Estado. Difícil é saber onde começa.

Como se sabe e é verdade, a tirania pode nascer da família, da terra, do capital e da espada. Mas também do voto, da assembleia, do sindicato e do partido. Do poder dos fortes, dos deuses e dos sacerdotes. Mas também do poder dos homens sobre as mulheres e dos mestres sobre os alunos. Do poder dos brancos, dos pretos e dos amarelos sobre qualquer uma das outras cores e do poder dos militares sobre os civis.

A tirania nasce de todos os poderes excessivos, mesmo legítimos, mesmo legais e mesmo maioritários. Nasce quando o poder é de um grupo ou uma entidade, um país, uma classe, uma igreja, um sindicato, uma etnia, uma profissão ou um banco. Nasce quando num país se recorre ao nacionalismo para afirmar a autonomia ou a independência. Nasce quando o singular se sobrepõe ao plural e quando a uniformidade leva a melhor sobre a diversidade. Nasce com o catecismo, o livro de citações, a cartilha, o livro único e o manifesto. Nasce quando o grupo se sobrepõe e domina o indivíduo ou quando este se submete e resigna.

A tirania nasce onde fraqueja a razão, o recurso, a liberdade e a oposição. Surge onde faltam a liberdade do artista, a palavra do escritor e a livre iniciativa. A tirania nasce na desigualdade de condição e na igualdade imposta. Nasce da extrema pobreza e da extrema riqueza. Mais ainda do que na desigualdade, a tirania nasce na injustiça.

A tirania nasce no rancor e no ressentimento dos derrotados a quem não é dada uma segunda oportunidade. E ainda no medo dos que já tiveram qualquer coisa e correm o risco de perder tudo. Mas também nasce na corrupção, na promiscuidade e na condescendência com a desonestidade. Como nasce na impunidade dos mais fortes e dos mais ricos, dos que têm mais votos ou mais sócios.

Nasce da fraqueza da sociedade civil, isto é, na fraqueza dos empresários, dos sindicatos, das associações, das igrejas e dos jornais. A tirania nasce no desenraizamento, na desordem cívica e no caos institucional. Nasce onde não há instituições, associações, igrejas e empresas ou onde todas estas dependem do Estado ou do partido. Onde o produto é mais importante do que o produtor e o consumo domina o consumidor.

Nasce quando o argumento é substituído pela proclamação. Quando o debate cede lugar ao insulto. Quando as opiniões são recitadas. Quando a força do dinheiro, da arma ou do voto exige a obediência.

Os inimigos da liberdade e as fontes da tirania estão longe e no exterior, mas também perto e no interior, dentro da democracia. A tirania nasce nas maiorias que não reconhecem as minorias, mas também nas minorias esclarecidas que têm a certeza de ter ideias para os outros e para todos. Nasce da multidão, tanto quanto da vanguarda.

A tirania nasce das ideias de perfeição, de pureza, de igualdade, de virtude, de utopia, de salvação e do homem novo. Nasce nas revoluções e alimenta-se do imprevisível.

A tirania nasce na ausência de justiça.”

 

sábado, julho 22, 2017


  O PREÇO? UMA PECHINCHA!

A avó e o avô foram fazer uma visita ao seu filho, nora e netos e resolveram passar uma noite lá
Quando o avô encontrou no banheiro uma caixa de Viagra ele perguntou ao filho: posso usar uma dessas pilulas?
E o filho disse: Eu creio que não deve tomar papai, são muito fortes e muito caras
E quanto custa? perguntou o pai ao filho.

20€ por pílula," respondeu o filho"
"Não importa" disse o pai", insisto que eu quero provar

Amanhã pela manhã, te deixo o dinheiro debaixo do travesseiro
No dia seguinte, meio dia o filho encontrou 220€ em baixo do travesseiro
Telefonou pro o pai e disse: Eu falei que cada pílula custava 20€, e não 220€

Eu entendi respondeu o pai, os 200€ quem colocou foi sua mãe. 
UM ÓBITO INESPERADO

Falecimento do avô
Devido ao falecimento do avô, aos 95 anos, o jovem Camilo foi visitar
a avó, de 90 anos. Quando chegou, Camilo, ao encontrar a anciã
chorando, tentou confortá-la. Um pouco depois, quando a avó ficou mais
calma, Camilo perguntou:
- Diz-me, avó, como morreu o avô?
- Morreu ao fazermos amor - confessou a avó.
Camilo, espantado, respondeu-lhe que as pessoas de 90 ou mais anos não
deveriam fazer amor, porque é muito perigoso. Ao que a avó lhe
respondeu:
- De há cinco anos a esta parte, já só fazíamos ao domingo. E com
muita calma, ao compasso das badaladas do sino da igreja. Era ding
para meter e dong para tirar... Se não fosse o filho da puta do homem
dos gelados com o seu sininho... o avô ainda estaria vivo!
MÉDICOS ATENTOS
Um velho doutor que sempre trabalhara no meio rural, achou que tinha chegado a hora de se aposentar, após ter exercido a medicina por mais de 50 anos.
Ele encontrou um jovem médico para o seu lugar e sugeriu ao novo
diplomado que o acompanhasse nas visitas domiciliares para que as
pessoas se habituassem a ele progressivamente.
Na primeira casa uma mulher queixou-se que lhe doía muito o estômago.
O velho doutor respondeu-lhe :
- Sabe, a causa provável é que você abusou das frutas frescas... Por
que não reduz a quantidade que consome ?

Quando eles saíram da casa o jovem disse :
- O senhor nem sequer examinou aquela mulher... Como conseguiu chegar
ao diagnóstico assim tão rápido ?
- Oh, nem valia a pena examiná-la... Você notou que eu deixei cair o
estetoscópio no chão ? Quando me abaixei para apanhá-lo, notei que
havia meia dúzia de cascas de mangas, um pouco verdes, no balde do lixo. É provável que isso tenha lhe causado as dores. Na próxima
visita você se encarrega do exame.
- Humm ! Que esperteza ! Eu vou tentar empregar essa técnica.
Na casa seguinte, eles passam vários minutos a falar com uma mulher ainda jovem.
Ela queixava-se de uma grande fadiga :
- Eu me sinto completamente sem forças....
O jovem doutor disse-lhe então :
- Você deu provavelmente muito de si para a igreja... Se reduzir essa
atividade, talvez recupere um pouco de sua energia.
Assim que deixaram aquela casa, o velho doutor questionou o novato:
- O seu diagnóstico surpreendeu-me... Como é que chegou à conclusão de que aquela mulher se dava de corpo e alma aos trabalhos religiosos ?
- Eu apliquei a mesma técnica que o senhor me indicou: deixei cair o
meu estetoscópio e, quando me abaixei para o apanhar, vi o padre
debaixo da cama !

sexta-feira, julho 21, 2017


RAZÕES PARA AS COISAS

Lembro-me (e só me estou a recorrer da memória) de existirem 3 jornais desportivos: A Bola, o Record e o Mundo Desportivo. Mais um esforço e o 1º e o 3º saiam à 2ª, 4ª e Sábado e o 2º à 2ª, 5ª e Domingo.

Nesse tempo as notícias sobre futebol eram escassas. Esta modalidade ainda não se tinha descoberta como indústria geradora de rios de dinheiro, não existiam empresários, nem programas de televisão massacrantes. Tudo isto se alterou quando os jornais desportivos passaram a diários, as TVs generalistas passaram a 3, o Futebol se tornou uma indústria que movimenta milhares de milhões de euros, os empresários se tornaram uma das principais figuras deste mundo empresarial, a FIFA se tornou uma holding com leis próprias e os dirigentes desportivos encontraram aí uma forma de ganharem rios de dinheiro, já que eram um fracasso nas suas empresas. A lavagem de dinheiros tomou conta do futebol e as empresas de apostas começaram a facturar milhares de milhões e a corrupção alastrou em progressão geométrica. O futebol invadiu o mundo da política como forma de criar visibilidade aos que desejavam chegar tão longe quanto possível nesse domínio do poder.

Um dia destes a minha mulher em arrumações aqui em casa foi encontrar os equipamentos de futebol do meu pai. Passados 80 anos. Quando quem jogava à bola comprava os seus equipamentos. Quando a certa altura se tornou necessário para comer melhor uma refeição por semana jogar à bola.

Esse tempo acabou. E se existem algumas pessoas genuinamente adeptas dessa arte de com os pés se proporcionar o deleite de quem assiste, hoje o futebol até serve para pessoas com elevado nível intelectual ofenderem a mãe de alguns jogadores. E se é verdade que antigamente no calor de um desafio era comum ouvir-se “ah! Ganda filho da puta”, sendo que essa era uma expressão que envolvia uma descarga emocional e nunca visava individualmente as pessoas em causa, hoje ouvir um médico genial dizer que a mãe de um jogador era uma mulher sem estrutura moral, é muito mais ofensivo porque visa mãe e filho de serem indigentes morais e civicamente seres abjectos. Antigamente não ofendia porque era uma alarvidade, hoje ofende porque é objectivo e direcionado.

Se as novas tecnologias nos trouxeram mais conforto, já o mesmo não podemos dizer das atitudes comportamentais das populações e dos seus representantes mais evoluídos.

 

segunda-feira, julho 17, 2017


RACISMO E XENOFOBIA

De uma forma ou outra este já foi um tema aqui abordado. Recupera a actualidade pelo singular facto de o Ministério Público acusar (saberá deus porquê) toda uma esquadra da PSP de atitudes de violência gratuita acompanhada de comportamentos racistas e xenofóbicos.

Só se espanta quem está pouco atento. E incluo nos pouco atentos os jornalistas (a generalidade deles) que sabem e se recusaram até agora a falar sobre o assunto de forma sistemática. Faz perder anunciantes e leitores muito provavelmente. É mais cómodo ignorar isto e falar do socras e do salgado e dos outros todos que constituem alimento para os vampirescos noticiários dos jornais e das televisões que temos.

Um preto leva “porrada”? E então? Antigamente eram os do reviralho que levavam com a polícia de choque nos cornos. Que tem isso? Não se metam em política. Começa a ser moda falar dos ciganos. Que vivem à conta dos favores do Estado e etc, etc… A verdade é que todo o dinheiro pago em subsídios aos ciganos não representa nem a 10ª parte do que já o povo português pagou para o oliveira costa, o salgado e outros malfeitores da banca. Mas à boa maneira portuguesa, culpamos os miseráveis porque esses não se podem nunca defender.

E dizem-me que deus existe…

sábado, julho 15, 2017

COISAS QUE TEREI PUDOR DE CONTAR SEJA A QUEM FOR

Na biblioteca de uma universidade um rapaz pergunta a uma rapariga:
 - Importa-se que me sente ao pé de si?
   Esta responde, em voz muito alta:
 - NÃO, NÃO QUERO PASSAR A NOITE CONSIGO!
  Toda a gente na biblioteca ficou a olhar para o rapaz, visivelmente embaraçado.
  Passado um pouco a rapariga foi calmamente até à mesa onde ele estava e disse:
 - Eu estudo psicologia, por isso sei, sempre, o que um homem está a pensar. Ficou embaraçado, não foi?
  Então o rapaz respondeu em voz muito alta:
 - QUINHENTOS EUROS POR UMA NOITE?, NEM PENSAR!
 Desta vez ficaram todos a olhar, chocados, para a rapariga. O rapaz sussurrou-lhe então ao ouvido:
 - Eu estudo direito, por isso sei, sempre, como lixar o próximo



https://www.youtube.com/watch?v=HjfU0N2Frjw





quinta-feira, julho 13, 2017


ISTO É POLÍTICA MINHA GENTE

E de repente, aceitar ofertas de bilhetes de avião para ir ver o Europeu de futebol, constitui crime. De facto a lei mantém-se ao longo dos últimos anos. Mas sabe-se lá porque mistério divino, a Procuradoria que não consegue resolver durante muitos anos com crimes de corrupção que afectarem a vida de centenas de milhares de portugueses, decide levar um ano a descobrir crime que foi cometido durante dezenas de anos sem que alguém lhe dissesse que não.

Recordo o Presidente da Câmara que por oferta de uma empresa privada foi à Rússia assistir a um jogo de futebol do Sporting e que a certa altura até se comprometeu a fazer a análise do jogo para a rádio local do município onde era presidente. Outros procuradores, outros prevaricadores, outras vontades. Dá para que alguém compreenda a justiça em Portugal? Não. Definitivamente não.

Hoje o Conselho de Ministros vai decidir sobre o local posto a concurso na CE para a eventual localização da Agência Europeia do Medicamento. Tenho uma mosca que me diz que em Portugal é que essa Agência não se situará. O primeiro ministro de certeza que sabe algo sobre a matéria. Eu no lugar dele (e a ser verdade que não ficará sediada em Portugal) apostava tudo em propor a Cidade do Porto. Não fica em Portugal, não é culpa do Governo. Tirava mais um pouco do tapete a Rui Moreira e teria o mérito de ter feito o possível pela capital do norte do país. Isto é habilidade.

Dizem-me haver quem desenvolve a sua candidatura à autarquia de Peniche, via Internet. Mas as pessoas sonham e vivem e sofrem é no mundo real, não no virtual. Quem pode acreditar nisto?

Pode haver paixão e não haver razão (ver o caso das paixões clubistas). Pode haver razão e não haver paixão (é o caso dos funcionários que nos massacram com as leis e não se apercebem que à frente deles estão pessoas). Pode não haver razão nem paixão (é o caso daqueles que só se preocupam com o seu bem estar). Pode haver razão e paixão e não haver capacidade nem credibilidade para as fazer vingar. A seu tempo o veremos.

   

segunda-feira, julho 10, 2017


EM TEMPO DE ELEIÇÕES…
"O País perdeu a inteligência e a consciência moral. Os costumes estão dissolvidos e os caracteres corrompidos. A prática da vida tem por única direcção a conveniência.
Não há princípio que não seja desmentido, nem instituição que não seja escarnecida.
Ninguém se respeita. Não existe nenhuma solidariedade entre os cidadãos. Já se não crê na honestidade dos homens públicos. A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia. O povo está na miséria. Os serviços públicos vão abandonados a uma rotina dormente. O desprezo pelas ideias aumenta em cada dia.
Vivemos todos ao acaso. Perfeita, absoluta indiferença de cima a baixo! Todo o viver espiritual, intelectual, parado. O tédio invadiu as almas. A mocidade arrasta-se, envelhecida, das mesas das secretarias para as mesas dos cafés. A ruína económica cresce, cresce, cresce... O comércio definha, A indústria enfraquece. O salário diminui.
A renda diminui. O Estado é considerado na sua acção fiscal como um ladrão e tratado como um inimigo.
Neste salve-se quem puder a burguesia proprietária de casas explora o aluguel. A agiotagem explora o juro.
De resto a ignorância pesa sobre o povo como um nevoeiro. O número das escolas só por si é dramático. O professor tornou-se um empregado de eleições. A população dos campos, arruinada, vivendo em casebres ignóbeis, sustentando-se de sardinha e de ervas, trabalhando só para o imposto por meio de uma agricultura decadente, leva uma vida de misérias, entrecortada de penhoras. A intriga política alastra-se por sobre a sonolência enfastiada do País. Apenas a devoção perturba o silêncio da opinião, com padre-nossos maquinais.
Não é uma existência, é uma expiação.
E a certeza deste rebaixamento invadiu todas as consciências. Diz-se por toda a parte: «o País está perdido!» Ninguém se ilude. Diz-se nos conselhos de ministros e nas estalagens. E que se faz? Atesta-se, conversando e jogando o voltarete, que de Norte a
Sul, no Estado, na economia, na moral, o País está desorganizado – e pede-se conhaque!
Assim todas as consciências certificam a podridão; mas todos os temperamentos se dão bem na podridão!
Nós não quisemos ser cúmplices na indiferença universal. E aqui começamos, sem azedume e sem cólera, a apontar dia por dia o que poderíamos chamar – o progresso da decadência. Devíamos fazê-lo com a indignação amarga de panfletários?
Com a serenidade experimental de críticos? Com a jovialidade fina de humoristas?
Não é verdade, leitor de bom senso, que neste momento histórico só há lugar para o humorismo? Esta decadência tomou-se um hábito, quase um bem-estar, para muitos uma indústria. Parlamentos, ministérios, eclesiásticos, políticos, exploradores, estão de pedra e cal na corrupção. O áspero Veillot não bastaria; Proudhon ou Vacherot seriam insuficientes. Contra este mundo é necessário ressuscitar as gargalhadas históricas do tempo de Manuel Mendes Enxúndia. E mais uma vez se põe a galhofa ao serviço da justiça!
Achas imprudente? Achas inútil? Achas irrespeitoso? Preferias que fizéssemos um jornal político, com todas as suas inépcias e todas as suas calúnias, vasto logradouro de ideias triviais, que desmaiam de fadiga entre as mãos dos tipógrafos?
….
Aqui estamos pois diante de ti, mundo oficial, constitucional, burguês, doutrinário e grave!
Não sabemos se a mão que vamos abrir está ou não cheia de verdades. Sabemos que está cheia de negativas.
Não sabemos, talvez, onde se deve ir; sabemos, decerto, onde se não deve estar.
Catão, com Pompeu e com César à vista, sabia de quem havia de fugir, mas não sabia para onde. Ternos esta meia ciência de Catão.
De onde vimos? Para onde vamos? – Podemos apenas responder:
Vimos de onde vós estais, vamos para onde vós não estiverdes.
Nesta jornada, longa ou curta, vamos sós. Não levamos bandeira, nem clarim."
“AS FARPAS” – Eça de Queiroz (1871)
Sem comentários…

sábado, julho 08, 2017


Hoje com mais de 80 anos, Olacir de Moraes, o multimilionário, rei da soja no Brasil, gosta de sair e ser fotografado com lindas e jovens mulheres, foi entrevistado por um repórter:
- Dr. Olacir, o Sr. acha mesmo que essas garotas gostam do senhor?
 

- Meu amigo, eu gosto muito de camarão; quando vou a um restaurante e peço um prato desta iguaria eu não pergunto se o camarão gosta de mim.

Eu simplesmente como e depois pago.

A ONU resolveu fazer uma grande pesquisa mundial. 
A pergunta era:
"Por favor, diga honestamente, qual a sua opinião sobre a escassez de alimentos no resto do mundo."
O resultado foi desastroso. Foi um total fracasso.
Os europeus do norte não entenderam o que é "escassez";

Os africanos não sabiam o que era "alimentos";
Os espanhóis não sabiam o significado de "por favor";
Os norte-americanos perguntaram o significado de "o resto do mundo";
Os cubanos estranharam e pediram maiores explicações sobre "opinião";
O parlamento português ainda está a debater o que significa "diga honestamente







quinta-feira, julho 06, 2017


TÁCTICAS ELEITORAIS

Quem exerce o poder autárquico e pretende perpectuar-se nele, desenvolve estratégias eleitorais que acham irem ao encontro dos desejos dos cidadãos eleitores.

Aqui na cidade nas últimas semanas temos assistido a uma pressa de tentar em pouco tempo fazer-se o que durante anos foi algo inimaginável.

Um exemplo, sardinhadas em bairros sociais organizados pelo pelouro da solidariedade social. Para quem nunca a teve.

Avisos à navegação sobre pavimentações “alcatroativas” em locais estratégicos, com papeluchos de aviso, pois os eleitores podem andar distraídos.

Já que os cartazes a prometerem obras nos bairros colocados há quatro anos, acabaram de cair de podres sem que as ditas se realizassem, agora escrevem cartas a ameaçar os locatários. E reafirmando que os bairros existentes não serão nunca poiso de ciganos. Isto dito por autarcas comunistas (ou que se afirmam como tal) parece o que é, e que eu tenho pudor de classificar.

Enfim, falta a festa das rendas de bilros que já só sobrevivem por razões eleitorais. E a sardinhada. E mais festas de arraial. Porque afinal sempre é com bombos e bolos que se enganam os…

E é isto que mais me ofende. Fazerem de mim e dos outros eleitores uma cambada de parvos.
PS: 
- Porque é que os "ditos cujos camaradas" não se vangloriam do que não fizeram na zona rural do concelho nos últimos anos?
- Uma proposta de leitura para os candidatos autárquicos que se dizem pertencer à "CDU" seja lá isso o que for. Leiam um livrinho do Vladimir Iliche Ulianov  que tem o título  singular de "SUPERIORIDADE MORAL DOS COMUNISTAS"    

terça-feira, julho 04, 2017


ÀS ARMAS, ÀS ARMAS!/SOBRE A TERRA, SOBRE O MAR,
ÀS ARMAS, ÀS ARMAS!/PELA PÁTRIA LUTAR!
CONTRA OS CANHÕES/MARCHAR, MARCHAR!

Sinto-me perfeitamente siderado com o que aconteceu em Tancos que eu pressupunha ser um espaço militar de élite. Ou pelo menos foi. Sinto-me igualmente estupefacto com o que a comunicação social e alguns políticos de meia-tigela têm referido sobre a matéria.

Algumas perguntas que me bailam no espírito partem sempre da mesma pergunta, “quantas desta bestas” fizeram tropa e sabem minimamente o que é fazer a guarda de um aquartelamento e/ou de um ou mais paióis?

Fiz tropa no tempo da “outra senhora”. O roubo de um paiol de material de guerra só seria possível por meio de uma acção de guerrilha devidamente estruturada e que me recorde, só uma organização tipo “ARA” teria intelecto e operacionais capazes de o levar a efeito.

Num tempo em que tudo era levado a sério, oficial de dia e oficial de prevenção faziam ronda pelos locais previamente determinados para montar a guarda, em espaços de tempo aleatórios e ai dos militares que fossem encontrados sem cuidarem da guarda para que foram incumbidos, dormindo ou noutras circunstâncias de incúria. O mínimo que lhes poderia acontecer era irem parar a um dos teatros de operações em África.

Claro que os comandantes das unidades militares que estabeleciam a defesa dos seus aquartelamentos e dos anexos que lhes cabiam defender, são os 1ºs responsáveis pelo que aconteceu. Com a incúria com que trataram uma matéria que é de primordial importância para um país da NATO que realiza missões em teatros de Guerra. Quem pode mais alguma vez confiar a guarda de equipamento militar a quem permitiu que acontecesse um roubo de material guerra que estava à sua guarda? E é claro que a sua exoneração terá de ser imediata.

Agora e depois disto é preciso saber mais e de forma clara. Os políticos t6êm de ser responsáveis e tratar este assunto com pinças. Eles que passam o tempo a anunciar que a a política não deve misturar-se com a Justiça, devem pensar que este é dos tais assuntos em que isso deve ser levado às últimas consequências. Ou acabará tudo muito mal.     
PS: Resta referir que no tempo em que fui militar, não havia videovigilância, nem havia assaltos a paióis.

segunda-feira, julho 03, 2017