quarta-feira, julho 30, 2008

HOJE É NOTÍCIA A minha mulher faz hoje anos. Um número redondinho de anos. Um número lindo de anos. A minha Anita está hoje de parabéns. E com ela estamos todos os que gostamos dela. Eu. A minha filha. Toda a sua família. Todos os seus amigos.
A minha Anita é uma força da natureza. Consegue dedicar-se a todos sem um queixume. Sem uma má palavra. E a mim tem-me dado tudo o que um homem pode esperar da sua mulher. Carinho. Compreensão. Companheirismo. Um amor sem limites. Uma mão amiga nas horas más. Um sorriso longo e sem fronteiras nos bons momentos. E, acima de tudo, deu-me a nossa filha. A nossa Maria. A flor que um amor como o nosso conseguiu fazer florir.Por tudo o que me deste. Por tudo o que ainda me vais dar. Por tudo:
Obrigado Anita! Obrigado meu Amor!
E um grande beijo de Parabéns.

segunda-feira, julho 28, 2008

O MENINO QUE GOSTAVA DO PAI
Eu descia a Rua Marechal Gomes Freire de Andrade. Atrás de mim ouvia falar um menino e duas mulheres. Pela conversa presumi que uma delas seria mãe do menino.
Este deveria ser muito pequeno pelo som da voz. Olhei e confirmei o que se adivinhava. Mãe jovem de vinte e tal anos. Avó também muito jovem e um menino com 4 anitos, não mais. A certa altura o menino perguntou:
"- Quando o meu pai tinha 15 anos jogava hóquei?"
A resposta da mãe saiu seca e cortante:
“- Jogava. Jogava Hóquei, basquete, futebol, ciclismo. Queria tudo e nunca fez nada em coisa nenhuma.”
E a avó (mãe da mãe) rematou lapidarmente:
“- Tudo queria para nada.”
Ao menino não o tornei a ouvir. Ele que imaginou um pai-herói aos 15 anos. Um deus grego do desporto e da vontade. Um jovem modelo para ele copiar e com alegria copiar. O menino que viu tudo isso, tudo viu ruir à sua frente. Não mais existia um modelo, um desportista, um deus do Olimpo.
Aquela mãe e aquela avó, num momento, com poucas palavras derrubaram na criança sonhos e modelos. Valores e projectos de vida. Tudo por causa de uma manhã adversa e da desatenção nunca assumida pelos direitos mais elementares de se ser criança e gostar.
Falam-me de crianças e jovens marginais. Falem-me de adultos assassinos.
Não fixei aqueles rostos e não tenho pena disso. Prefiro não saber quem são. Acredito que pela Lei Natural ainda restam algumas possibilidades daquele menino ser feliz. Mas lá que tudo lhe está a correr muito mal desde pequenino, lá isso é verdade. São histórias duras e cruas da minha terra que preferia nunca contar.

domingo, julho 27, 2008

PERGUNTA SEM RESPOSTAPor que é que no período da realização da "MOSTRA DE RENDAS DE BILROS" uma das entidades organizadoras do certame, a "Peniche-Rendibilros", nem sequer um cartaz do evento publicitou na sua sede?
- Será porque não gosta do certame?
- Será porque à frente da autarquia estão pessoas de quem não gosta?
- Será por descuido puro e simples?
Mas se até têm sido os dinheiros públicos a alimentar as rendas de casa, como se pode ser tão descuidado...
São malhas que o Império tece.
Trabalhar nunca matou ninguém, mas... por que se arriscar?

sexta-feira, julho 25, 2008

IMI PRA TI TAMBÉM
A gente paga. Cada vez mais. No espaço de 3 anos o que subiu é um valor verdadeiramente obsceno. Mas sobe, sobe balão sobe, sem que o Zé Pagante (neste caso eu) saiba o que fazem com a merda do dinheiro que nos tiram e com que enchem as algibeiras às nossas custas.
A casa de família que temos na Praça nobre da terrinha ( a Praça do Jardim e das esplanadas) é um exemplo acabado da falta de respeito com que os munícipes são tratados. Os pombos e as gaivotas decidiram fazer daquele telhado e do telhado adjacente o seu espaço de treino para investidas. Os terraços da casa são um mar de detritos. Com os problemas inerentes e que são facilmente imaginados.Refiro dois que reputo de mais graves. Um é de saúde pública. Os pombos são focos de doenças que desta forma não são passíveis de evitar. Outro problema é a acumulação nos algerozes e condutas das águas das chuvas. Com reflexos em inundações nos estabelecimentos comerciais sitos no prédio em questão. Quem se responsabiliza com os prejuízos gerados em períodos de chuva?Não tenho dúvidas a quem compete a responsabilidade de eliminar de forma correcta estes animais que invadiram este espaço público. São animais públicos. As janelas têm de estar encerradas todo o dia para impedir a entrada de pombos e de dejectos. Dormir é um inferno com o barulho de e a guerra entre gaivotas e pombos. E tudo isto enquanto o IMI vai subindo, entre outras razões para que me sejam garantidas condições de segurança e de higiene imobiliária. Estou a ser demasiado dramático? Nem um pouco. Estou a relatar factos que podem ser comprovados. Que me importam Feiras, Festas e Romarias, se não me dão garantias de salubridade e de segurança mínimas? O que anda a fazer a veterinária Municipal? O que anda a fazer a Fiscalização Municipal? Assim não garantem por certo o meu apoio e a minha confiança.
Não quero imaginar que terei de chegar ao ponto de mover uma providência cautelar contra prejuízos futuros.Em nome de uma relação normal e de honra entre munícipes e autarquia solicito a intervenção rápida de quem de direito.

quinta-feira, julho 24, 2008

O importante não é saber, mas ter o nº de quem sabe...

quarta-feira, julho 23, 2008

FÉRIAS
Até mais ao menos ao final de Agosto, as minhas passagens por aqui serão curtas e provavelmente nem todos os dias acontecerão. Vou fazer férias de mim. Vou poupar a web à minha verborreia.
Nesse período de tempo uma ou outra vez virei aqui falar das minhas alegrias ou angústias de momento. Mas sem a periodicidade ou a convicção com que há muito tenho desenvolvido este blog.
Acumularei experiências e saberes que depois relatarei. Até já. Até sempre.

terça-feira, julho 22, 2008

ESTAS MANHÃS
de Verão em Peniche são ímpares. Nebulosidade. A humidade é tanta que molha como se estivesse a chover. Lembro-me de ir em menino para a praia com este tempo e a minha mãe ficar em cuidados comigo, dada a facilidade com que a minha garganta se ressentia destas mudanças de temperatura. Peniche é então nestes dias um oásis de frescura nas temperaturas canículas que se fazem sentir por esse país fora.
Alguns desesperam. E acham que isto não dá a Peniche as características desejáveis para o Turismo. Eu diria que estas idiossincrasias do tempo na minha terra lhe conferem espaço para um Turismo de qualidade e não de “massas”. As “chambreiras” e os restaurantes da “treta” terão pouco espaço de sobrevivência. Mas Peniche e o seu concelho só ficarão a ganhar em mais valias económicas e de empregabilidade.
Finalmente parece que começamos a fazer as pazes com o Turismo marítimo.
Os desportos náuticos começam a ter o lugar que merecem no panorama nacional. Assim se consigam congregar esforços para um pacto nesta matéria, em vez das habituais “tricas” político-partidárias.

segunda-feira, julho 21, 2008

CARNAVAL
Já a minha avó, a Guilhermina Baterremos dos caixões, dizia do alto da sua filosofia feita de esperteza e do saber de experiência feito que “ano de fome, ano de Carnaval”. À medida que a crise se tem vindo a acentuar mais e mais tem crescido o Carnaval em Peniche.
E para que nos entendamos é melhor definir Carnaval:
- Tempo de folia que precede a Quarta-Feira de Cinzas; folguedo; orgia; Entrudo. (Dic. Da Texto Editores)
- O Carnaval é um período de festas regidas pelo ano lunar no
Cristianismo da Idade Média. O período do Carnaval era marcado pelo "adeus à carne" ou "carne vale" dando origem ao termo "Carnaval"(Wikipédia)
O Carnaval entrou agora no calendário da minha Cidade como uma conquista do Verão para a Capital da Onda.
Segunda a minha mulher e a minha filha, este ano com um brilhantismo nunca anteriormente alcançado foi uma festa e peras de cú ao léu.
Não tenho nada contra o Carnaval, apesar de não lhe achar muita piada. Muito menos tenho contra fazer o Carnaval quando apetecer. O que estranho é que aqueles para quem “a religião é o ópio do povo” se tenham convertido aos folguedos fáceis. Mas se é isso que o meu povo quer, tudo bem. E se dando ao povo mais Carnaval, a gente dá mostras de ser capaz de estar sempre ao lado do povo, prá frente é que é caminho. As oposições que se moam. Eles que façam também o seu carnaval. A gente tem este que dá votos e alegrias.

domingo, julho 20, 2008

ERRAR É HUMANO...
...mas achar em quem colocar a culpa é mais humano ainda

sábado, julho 19, 2008

Cuidado com as fugas......nos lanches na "Colmeia"

sexta-feira, julho 18, 2008

E ONTEM…
Pela primeira vez há muitos meses foi dia em que nada publiquei. A manhã foi ocupada entre a visita habitual à minha médica e a farmácia. Aqui ocorreu-me o primeiro pensamento a partilhar: - Quando adoeci há 6 anos os medicamentos mensais de que necessito andavam pelos 80 €uros. Ontem paguei 264 €uros. Estou a falar da parte que eu tenho que pagar. 300% mais. Nem quero pensar no que me teria acontecido se não tivesse uma reforma acima da média.Mas continuando, a tarde passei-a a acompanhar gente de Peniche de Cima de quem muito gostava às suas últimas moradas. Deixou-me arrasado aquele deambular todo. A Morte afecta-me muito. Penso que se está a aproximar cada vez mais o tempo de ser eu a ser transportado e não gosto nada disso. De cada vez que penso que vou morrer, fico logo cheio de saudades de mim.Por último à noite os noticiários das TVs estavam cheias daquela cara horrorosamente feia e antipática que o PSD arranjou para lhe comandar as hostes e ainda fiquei mais nervoso. Não esqueço a passagem daquela pessoa que esteve no Governo e com que eu assustava a minha filha quando era pequenina: “- Maria! Vê lá. Se não estudas vem aquela bruxa má e entra nos teus sonos”. E o que é certo é que a minha filha se tornou uma óptima estudante, só para não ver a mulher.
Agora reeditaram os medos e traumas de tempos antigos para meterem a casa própria em ordem. E o que é pior é que nos ameaçam a todos com aquilo. Cá por mim ao PS e ao Sócrates foi a sorte grande que lhes calhou. O Zé Povinho só pelo medo que aquela mulher inspira, vai outra vês votar socialista. Não é que objectivamente a gente ganhe alguma coisa com isso. Mas ao menos os nossos filhos podem dormir sem terem pesadelos com a “bruxa má” a saltar dos livros de contos de fada, para a vida real.E assim se passou o meu dia de ontem, sem que eu escrevesse aqui alguma coisa.

quarta-feira, julho 16, 2008

CUYABÁEsta madrugada morreu o “Cuyabá”, de seu nome António Neto d’ Almeida, com 70 anos de idade. O Quebrado e o Forte da Luz ficam mais pobres. O meu mais profundo pesar pelo seu falecimento ele que foi um Homem de bem, como infelizmente há cada vez menos.
À família enlutada as minhas condolências.
PENICHE DOS PEQUENINOS
Que passam a vida em bicos de pés. Que atentos e obrigados se vão passeando nos lugares das ditas primeiras filas habituais. Que passam da política para a religião, com alguma comichão é certo, sem esquecer as presidências honoríficas em associações de bem-hajam todos os que cá estão e os que são nossos amigos. Que no Verão se sentam em locais visíveis, bem arrumados.
Todos conhecem a anedota que passo a contar:
"Dois políticos discutiam onde investir uns milhares de euros. Ou os arranjos exteriores de um edifício de habitação social, ou os de um clube frequentado por alguns dos privilegiados da sua terrinha. Optou o chefe pelo clube. Pergunta-lhe o outro. – Mas porquê se é uma evidência que o outro caso é mais gritante e necessário? Responde-lhe o chefe: -Mas para onde é que eu vou quando me reformar da política?"
E mais não digo.

terça-feira, julho 15, 2008

OS COMUNAS AO ATAQUE!!!
Como se não lhes bastasse as festas, feiras e romarias com que têm preenchido os fins-de-semana de Peniche, a “comunada” agora agarrou em escolas e vá de lhes transformar os espaços de recreio. Aquilo vai dar visibilidade ao poder autárquico e vai enganar o Zé Povinho.
Enfim, são teias que o império tece… A comportarem-se assim não nos veremos livres deles tão cedo.

segunda-feira, julho 14, 2008

PALAVRAS E PALAVRÕES
A necessidade de ser diferente, e em alguns casos de demonstrar um grau de conhecimentos que se está longe de possuir, leva a utilizar um conjunto de palavras que se tornam incompreensíveis para os simples mortais. Isto tudo tem a ver com o novo-riquismo latente com que certos políticos e pseudo-intelectuais se revestem para demonstrar a sua sapiência. Recordo-me com um sorriso nos lábios de um “ilustre” político da nossa praça que a certa altura me pediu uma lista de vinhos, para quando fosse a algum almoço, dar a um ar da sua graça propondo “alguns vinhos recomendáveis”.
Ao correr da pena saquei 4 palavras que de repente saltaram para os média com alguma frequência. Entre os dicionários da Porto Editora e a Wikipédia recolhi informação sobre a sua utilização. Ela aqui fica com votos de uma feliz utilização.
Placebos – Substâncias neutras (sem qualquer efeito farmacológico) por vezes prescrita para levar o doente a experimentar alívio dos sintomas pelo simples facto de acreditar nas propriedades terapêuticas do produto.
Sustentabilidade - É um conceito relacionado com a continuidade dos aspectos econômicos, sociais, culturais e ambientais da sociedade humana. Propõe-se a ser um meio de configurar a civilização e actividade humanas, de tal forma que a sociedade, os seus membros e as suas economias possam preencher as suas necessidades e expressar o seu maior potencial no presente, e ao mesmo tempo preservar a biodiversidade e os ecossistemas naturais, planejando e agindo de forma a atingir pró-eficiência na manutenção indefinida desses ideais.
A sustentabilidade abrange vários níveis de organização, desde a vizinhança local até o planeta inteiro.
Para um empreendimento humano ser sustentável, tem de ter em vista 4 requisitos básicos. Esse empreendimento tem de ser: ecologicamente correcto; economicamente viável; socialmente justo; e culturalmente aceite. Colocando a questão em termos simples é prover o melhor para as pessoas e para o ambiente tanto agora como para um futuro indefinido.
Sector emergente – Sectores económicos com desenvolvimento recente
Oximoro – Figura de retórica que consiste em associar palavras de sentido contraditório. Por exemplo: inocente culpa.

domingo, julho 13, 2008

CONTRA A POLÍTICA DO PETRÓLIO...
Ferrel é a solução!

sábado, julho 12, 2008

INFORTÚNIOS Perto de Jerusalém Jesus fazia milagres.
Aproximou-se um cego e disse-lhe:
- Jesus, sou cego!
E Jesus disse-lhe: - Vê.
E o cego viu
Aproximou-se outro homem e disse:
Jesus, sou coxo!
E Jesus disse-lhe: Homem, anda
E o homem começou a andar naturalmente.
Até que Jesus reparou num homem que chorava copiosamente. Jesus aproximou-se dele e perguntou-lhe:
- Homem, porque choras?
E o homem respondeu:
- Sou nazareno, Senhor.
Jesus sentou-se ao lado dele e chorou também.

sexta-feira, julho 11, 2008

UMA CASANum momento em que se discute (muito ao de leve) o que se vai fazendo em construção em Peniche, retirei de uma revista um exemplo de arquitectura que surpreende pelo arrojo e pela modernidade.
Arquitectos: Nuno Grande e Pedro Gadanho
Local: Carreço. Entre Viana do Castelo e Afife
Peniche é quase só um vespeiro de maus exemplos que nem sequer são discutíveis. Um ou outro exemplo mais valorativo quase são impercetíveis no meio de tanto "cimento armado" sem qualidade nem pudor pela beleza paisagistica que temos.

Os bons exemplos não dão votos.

quinta-feira, julho 10, 2008

“CONQUISTAR OS NOSSOS SONHOS DE INFÂNCIA”
Assim é o título da última aula que Randy Pusch proferiu na “Carnegie Mellon University” em Pittsburgh, na Pensilvânia aos 46 anos. O professor padecia de cancro no pâncreas e encontrava-se numa situação de aguardar pelo momento em que iria morrer.
Ao desenvolver a sua lição ele procurou transmitir aos seus alunos e aos seus filhos, que o mais importante de tudo é lutar por ser feliz. No que se faz. No que se vai construindo ao longo da vida. É desta sua última intervenção na escola que foi feito um livro, publicado pela Editorial Presença, com o Título “A ÚLTIMA AULA”
Eu recomendaria este livro a todos os professores. E muito particularmente aos que acham que estão desiludidos. Eu sinto-me mal quando vejo os educadores a viverem frustrados. Acima de tudo acho que vale a pena lutar por aquilo em que acreditamos. Ainda que aparentemente possam os resultados dessa luta não aparecer de imediato. Eu diria que cada professor que com a desculpa de que o poder os destrói, se deixam acabrunhar e definhar não merecem ser professores. A Escola é revolucionária por definição. E não se constrói sem gente capaz de levantar as bandeiras da revolução. Claro que vão existir decepados. Mas nessa situação já estão todos os curvam os ombros e se deixam dominar. Infelizmente a troco de se ser “professor titular” existe a tendência para estar disposto a deixar-se corromper. Mas depois não digam que se sentem mal. Cada um compra o seu próprio cemitério.

quarta-feira, julho 09, 2008

UMA MULHER DE TO….Não sei qual terá sido a gota de água, que terá feito entornar o caldo que a Ex-Ministra da Cultura veio a acumular. Mas lá que chegou ao seu limite, isso é verdade. A Srª Drª decidiu pôr a mão na anca e à moda da minha terra, largou cá para fora sem contemplações, o que lhe ia na alma.
É verdade que ao longo dos tempos me habituei a encarar com uma certa reverência o Luís Miguel Cintra. Como me habituei também a contestar os Ministros da Cultura. Só por o serem.
Se calhar nem uma posição nem outra serão totalmente correctas. Nem o Cintra será intocável, nem a Ministra terá só feito merda (entenda-se esta palavra no sentido vicentino.
Agora que me deliciei a ler o seu Manifesto anti-Dantas publicado no “Público” a 7 de Julho, lá isso deliciei-me. Há muito que não via nos nossos jornais uma polémica tão interessante, sem ser grosseira. Tão mordaz, sem ser verrinosa. É certo que autor e alvo da mensagem são duas pessoas da cultura com carisma e em que as suas carreiras falam por si. Mas quantas vezes o pedigree não dá para o chinelo e perdido o verniz fala mais alto o mau feitio de cada um.
Uma polémica entre dois intelectuais não carece que se tome partido por nenhum deles. É uma lufada de ar fresco na imensa apatia em que parece termos caído. Em que não se discutem ideias. Nem ideais. Nem princípios. Nem valores.
Por isso recomendo este capítulo e os que provavelmente se seguirão. A bem da nossa sanidade mental.

terça-feira, julho 08, 2008

SACRIFICAR A MATEMÁTICA À POLÍTICA PARTIDÁRIA
Jornais e políticos que se opõem ao actual governo do país ou que o hostilizam raivosamente, têm vindo a lançar as mais insidiosas suspeitas sobre a validade dos resultados dos Exames nacionais realizados no corrente ano lectivo. A sanha persecutória é de tal ordem que consegue cegar os seus autores.Ao falarem dos resultados dos exames não se pensa nos alunos e nos seus Encarregados de Educação. De todos os média, na sua sanha de agradar à generalidade dos professores que são os seus potenciais leitores e adquirentes, o “PÚBLICO”, chega ao ponto de fazer a 1ª Página com a negação dos resultados dos alunos, por incompetência aferidora dos exames facilitistas para agradarem à Ministra da Educação e ao Governo “socrático”.
Vejamos o erro pedagógico de tal atitude. Se eu aluno tem um comportamento pessoal dentro das normas, bom ou mau estudante não interessa, mas sendo um jovem com valores pessoais de justiça pessoal e de correcção perante si próprio e os outros, ao ler e ouvir toda esta afirmação de negação sobre o mérito das provas e o seu carácter facilitador, pensará:
- Se teve entre 0 e 6 valores – Sou deficiente mental
- Se teve entre 6 e 10 valores - Sou uma besta
- Se teve entre 10 e 14 - Com uma prova destas não presto para nada
- Se teve entre 14 e 17 - Com esta prova qualquer um faz o mesmo
- Se teve mais de 17 valores - Se fosse uma prova normal, quanto teria?Ninguém sai valorizado com o trabalho que teve ao longo de 12 anos. Os alunos que estudaram pouco sentem-se uns fracassados. Os bons alunos ficam com dúvidas sobre o seu sucesso.
Alunos e pais são transformados em bodes expiatórios dos desejos de ajuste de contas de políticos e médias. São as suas principais vítimas. E assim se vai destruindo um país desvalorizando os seus cidadãos.

segunda-feira, julho 07, 2008

NÃO BASTA SER SÉRIO…
Um dos representantes do PSD na vereação de Peniche, foi (ou é, com o exercício em banho-maria) funcionário da CM de Peniche. Para além disso desempenhou funções políticas na nossa autarquia durante os mandatos de João Augusto Barradas. Para além disso desempenhou até há muito pouco tempo o cargo de Presidente da Comissão Política Concelhia do PSD de Peniche. Neste momento trabalha como assessor na Câmara Municipal de Óbidos. A sua Formação e actuação política e técnica têm sido na área do Turismo.
Vem agora todo escandalizado, aos saltos e aos gritos que o actual executivo nada tem feito na área das pescas digno desse nome, e que as únicas actividades que se conhecem são no domínio lúdico mas sem qualquer fio de estratégia.
Eu que sempre vivi em Peniche e que desde tenra idade me tenho aproximado da “causa pública” só me posso atirar ao chão a rir com este arrazoado imbecil e fora de tempo do vereador em questão.
Vejamos: Tudo tinha para em tempo devido e quando era uma voz com influência no executivo municipal, apresentar propostas estratégicas para o sector das pescas. Ou pelo menos suscitar a sua discussão nos moldes em que agora o faz. Filho e neto de armador e mestre podia ter sido alguém com influência. Nunca ninguém lhe ouviu dizer nada nesta matéria. Não esqueçamos que no período em que o actual vereador esteve a desempenhar funções políticas na autarquia o PSD chegou a governar com maioria absoluta na Câmara e Assembleia Municipal. Mas o solicito vereador tão empenhado agora, nessa época as suas preocupações estavam mais viradas para os saltos de cavalos e para os concursos de cãezinhos.
Para além de tudo o mais o referido político desempenha funções na autarquia de Óbidos por onde recebe o vencimento e é vereador em Peniche onde desanca o executivo sem contemplações aproveitando-se da sua situação privilegiada. É como se fosse accionista do Porto e dos corpos gerentes do Benfica. É uma grande caldeirada? Pois é. Mas ele não parece ter pudor em assumi-la. Contesta as actividades de promoção turística e de lazer em Peniche, enquanto vai promovendo as dele em Óbidos. Se isto não é promiscuidade e conflito de interesses, não sei o que será.
Agora que a indústria da pesca está reduzida localmente a uma situação residual aparece a opinar feito Frei Tomaz, quando andou tanto tempo a assobiar para o lado. Lamento profundamente que isto seja o que de melhor tem o PSD para se apresentar como alternativa. O Presidente da Câmara foi indelicado? Se calhar não terá sido o suficiente. Na Ribeira há uma expressão que melhor se utilizaria neste caso. Um pano encharcado naquilo que os pescadores deitam ao mar para que os peixes apareçam, seria melhor solução.

domingo, julho 06, 2008

Não sou um completo inútil…ao menos sirvo de mau exemplo

sábado, julho 05, 2008

sexta-feira, julho 04, 2008

POUCA-VERGONHA
A leitura de um panfleto do PSD local sobre urbanismo em Peniche no contexto do actual mandato que tem 3 anos de vigência, é de um despudor e de uma sem-vergonhice que atinge as raias do absurdo e dá-me a volta ao estômago.
O que os executivos PSD em Peniche autorizaram e apoiaram não tem paralelo na senda da destruição do Concelho de Peniche.
Quem autorizou o mamarracho na Av. do Mar onde funcionou a União de Bancos e depois o Banco Melo?
Em que mandato ocuparam os ciganos os terrenos onde lá se encontram ainda hoje?
Quem autorizou com a aprovação do PDM a construção na Papoa?
Quem destruiu a Consolação?
Quem permitiu o desordenamento urbanístico em Ferrel e em S. Bernardino?
Quem aprovou a construção massiva na Península sem aprovação de Planos de Pormenor?
A todas estas questões a resposta é só uma: PSD, PSD sempre e só ou com apoios conquistados a troco de partilhas pontuais do poder.
Se a CDU tem feito alguns erros e é bem possível que os tenha cometido, foram pouco significativos quando comparados com o que o PSD local autorizou e planeou mesmo. A CDU é um aluno ainda incipiente quando comparado com o professor que foi o PSD.
O grande erro da CDU foi ter andado demasiado tempo de braço dado com o PSD, e se hoje faz porcaria, são os restos da aprendizagem que não se esquecem assim tão facilmente.
O PSD pode e deve lutar por reconquistar a Câmara. Deve constituir-se como alternativa. Mas nunca acusando ninguém das suas próprias culpas. Deve fazer propostas e apontar caminhos estratégicos para o futuro. Não pode é esquecer que as memórias de um povo não se apagam por artes mágicas.

quinta-feira, julho 03, 2008

A REVOLTA DOS TETRÁPODESTantas vezes enfiados dentro de água submetidos às vagas alterosas, invadiram o Parque das Gaivotas e já ameaçam a Avenida do Mar e a Restauração local. Só as aves continuam a lidar bem com esta ameaça. Do alto da sua gula e avidez, cagam-lhes em cima com tanta facilidade como nos telhados, parque automóvel e nos humanos incautos. Às gaivotas não há extraterrestres que resistam.

quarta-feira, julho 02, 2008

EM DEFESA DE PATRIMÓNIO EDIFICADO
Sinto-me muito pessoano quando falo da minha rua. Ela é a mais bela rua do mundo e aqui tudo o que acontece influencia todas as coisas boas e más que vão ocorrendo universalmente. A minha rua é pois e definitivamente a rua mais importante do mundo.
Na minha rua existe uma casa que é um símbolo do património edificado de Peniche. Existem mais algumas que também pertencem a este grupo. Mas cada vez é menos. A pouco e pouco o apetite voraz da construção civil vai deglutindo os restinhos das boas práticas neste campo e o que surgem são exemplos vampíricos do que se não deve fazer.Esta casa de que falo está agora à venda. Tem lá aparecido e desaparecido um cartaz de uma dessas empresas imobiliárias para as quais o que conta são as comissões de venda.
A casa de que vos falo foi pertença de um dos empresários de pesca de sucesso da 1ª metade do século XX: o senhor Manuel Salvador.A casa com um aspecto senhorial, com alguns respingos de Arte Nova, é um exemplo de Património Edificado a manter custe o que custar. O trabalho decorativo que enche a “torre” do prédio é um dos casos únicos decorativos do imobiliário de Peniche. O que vai acontecer e este imóvel e a este painel? Não sabemos. Mas a fazer fé no que tem acontecido em Peniche nos últimos 25 anos, não se augura nada de bom. Que os Deuses iluminem quem pode travar a destruição massiva do nosso património edificado.

terça-feira, julho 01, 2008

FESTA DE Nª Srª DA BOA VIAGEM
60 ANOS
Tenho um particular carinho por estas festividades. Sinto vir ao de cima todo o meu espírito “saloio”. Toda a minha vida de criança foi marcada pela alegria que representava estes dias. Nunca nesta altura senti o apelo de fugir de Peniche que a certa altura veio a percorrer certo tipo de pretensiosismo e de novo-riquismo.
Em 60 anos a Festa tem tido altos e baixos singulares. Com um certo afastamento da religiosidade, a Festa ganhou um cariz mais laico. Com a diminuição do número de barcos perdeu-se o colorido da Festa de mar. Às dezenas de traineiras engalanadas sucederam-se uma escassa dezena ou pouco mais. Alguns santos já ficaram em terra por falta de transporte na procissão nocturna.
O arraial está ganhando contornos de feira mensal com carrinhos de choque e carrossel e perdendo as características que lhe deram origem. O local do terreiro tem sido controverso e a opção de o afastar do porto de pesca tem sido infeliz na minha perspectiva. Mais um erro de cálculo sem sentido.
Mas com estes trambolhões todos a Festa está aí por enquanto. Dando colorido a Peniche que receberá milhares de pessoas por esses dias. Que viva a Festa.