Em 12 de Setembro de 1966 eu fui incorporado como cadete na Escola Prática de Infantaria em Mafra.
6 meses depois eu e todos os outros meus camaradas diríamos de forma lapidar: “-Máfrica adeus!”
A partir dessa data tudo para mim passou a ser verde. Se calhar foi por isso que passei a detestar o sporting. Foram 3 anos e meio de verde que de início até me levaram à poesia. Desse tempo de Mafra tenho algumas recordações de entre as quais reportei 3 para vós. Eu hoje identificá-las-ei como, “os caminhos de Mafra”, “o moinho” e o “repasto no convento”.

Depois
das fotos deixo-vos o poema dessa época:
13/Set/66
E
ontem prenderam o sol
Eram
15,30
Prenderam
o sol
Deram-lhe
umas botasVestiram-no de verde
Despiram-no de esperança
Marcaram-lhe um rumo:
- A morte é o lema!
Eu
sou verde
O
sol é verde
Hoje
é tudo verde
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