Roubei o título desta crónica a Roland Barthes. Ninguém como ele definiu para mim o valor da fotografia de forma tão intensa.
Por último (mas o mais importante) aquela folha de papel. Uma mancha desnecessária na limpeza da rua. Vejo o asfalto limpo, asseado, sem mácula. E só aquela mancha branca inverte valores sujando o negro da rua. O claro-escuro. O preto e o branco. O positivo e o negativo. Perdem aqui o significado primeiro, tornando-se na sua forma última o objectivo definitivo da câmara.
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