domingo, agosto 08, 2010

PREGUIÇA - Direito humano não reconhecido internacionalmente e que não consta de nehuma Carta Constitucional

























sexta-feira, agosto 06, 2010

O MEU ESTAR TRANQUILO
Até ao dia 20 de Agosto vou entrar numa espécie de um período de indolência que me permitirá só surgir de forma aleatória e sem qualquer tipo de regularidade. A minha emigrante vem passar as suas primeiras férias pós diáspora, o que confere a este reencontro um certo tipo de "magnificat" que não é compatível com compromissos.
A todas as pessoas que fazem o favor de me acompanhar neste "conversando" peço desculpa por estar a ser pouco eficiente. Mas compreendem este "bate, bate, coração" que me deixa assim apalermado. Eu irei passando por cá...

quinta-feira, agosto 05, 2010

AGRUPAMENTOS
(Agrupamento = Ajuntamento, dispor em grupo, juntar em grupo, amontoar – Dic. Língua Portuguesa da Texto Editores)
O grande erro que tem sido cometido pelos sucessivos Ministros da Educação nos últimos 36 anos, tem sido o de se saltitar de reforma em reforma de forma aleatória, e sem nunca testar (ou avaliar) o que ficou para trás. Para os diferentes agentes educativos o seu comprometimento com as alterações e revisões de métodos e procedimentos é inexistente porque não têm tempo sequer de se actualizarem naquilo que cada Ministro considera ser a “sua” lufada de ar fresco visando um futuro mais promissor para as nossas crianças e jovens. Nestes 36 anos perdi a conta aos Ministros que se sucederam com novas ideias, logo postas em causa por aquele que lhe sucede.
Compreendo que haja que racionalizar custos. Compreendo que não faz sentido para um país miseravelmente pobre como o nosso aplicar verbas em acções repetidas, que com mais eficiência se podem canalizar para uma actividade que seja mais abrangente.
Daí que no final dos 70 do séc. passado eu próprio tenha feito parte de um grupo da Área Oeste que juntava os diferentes estabelecimentos de ensino, visando uma análise mais global das medidas a que as escolas se subordinavam.
Criou-se aqui um primeiro ensaio de uma visão autonómica das escolas que cedo iria ser absorvida pelo Ministério da Educação, criando os Centros de Área Educativa uma cópia do NEO (Núcleo de Escolas do Oeste).
Nessa altura não se perderam os laços e as amarras de uma Escola com Autonomia que veio a consagrar-se em disposições legislativas que tiveram o seu auge nos anos 90. Muito mais cedo do que leva a escrever os Políticos se aperceberam que a Autonomia das Escolas não servia aos seus intentos de tudo controlar e de serem os mandantes dos pequenos domínios em que as escolas conseguiam uma capacidade de construção de Projectos Educativos, sem que a política caseira pudesse interferir.
Também os professores mais interessados nos seus “pequenos privilégios” que em assuntos desta natureza não se sentiram motivados para o início do desmantelamento do edifício que até então se vinha construindo.
Os sindicatos estavam preocupados em arranjar postos de trabalho que dessem a possibilidade de alguns dos seus, poderem estar a prestar serviço nos seus quadros, forma vaga e difusa de se continuarem a designar por professores, sem que tivessem que se consumir numa prática pedagógica cansativa e exigente.
Assim é que todo o Edifício da Autonomia foi destruído e que aquilo que algumas escolas com melhores condições ensaiavam em apoio a prestar a escolas mais isoladas, dando-lhes condições físicas e materiais para uma prática pedagógica mais apoiada foi aproveitado pelo Ministério para o lançamento de Agrupamentos onde só o que importa é a possibilidade de economizar custos. E não me venha a Drª Isabel Alçada com histórias. Há muito mais tempo que ela ando eu nas escolas e passei pelo pão que o Diabo amassou, para agora poder aturar tal tipo de “banha da cobra”. As Escolas podem ser para a Srª Ministra uma Aventura. Para mim foram sempre um objectivo e uma entrega.
Se os professores fossem inteligentes e se tivessem a apoiá-los Sindicatos preocupados com o futuro deste país, não tinham autorizado a que fossem as DREs a aprovarem os Projectos Educativos das Escolas. Se em vez de estarem com “merdices” por causa das avaliações se preocupassem com o futuro deste país não deixavam constituir agrupamentos que juntassem a 1.2.3 de Ribamar e a 1.2 Dr João das Regras. Não há Projecto Educativo que consiga ligar estas duas escolas. Isto porque ao contrário do que certas pessoas julgam, as Escolas são formadas e servem comunidades.

quarta-feira, agosto 04, 2010

CHUMBAR/REPROVAR/FICAR RETIDOA senhora Ministra da Educação concedeu uma entrevista ao Expresso em que respondeu a uma série de questões sobre a avaliação dos alunos. Em boa hora o fez. Muito ocupados com o seu umbigo, os professores que tudo tentam para impedir que as suas avaliações possam ser negativas para o seu percurso escolar, parecem leoas a defender as crias quando se põe em causa a sua capacidade de reter alunos num mesmo ano de escolaridade.
E penso que a senhora Ministra o que disse (eu li a entrevista) Foi que é preciso questionar se a melhor forma de recuperar alunos no sistema educativo é a retenção ou se com meios diversificados não existirá uma melhor metodologia para conseguir que os jovens tenham uma orientação que lhes permita (com necessárias adaptações), superar dificuldades encontradas no seu percurso escolar.
Isto é uma forma séria de colocar as questões. Vamos discutir. Vamos estudar. Vamos ver o que é mais eficaz. E só então vamos aplicar as soluções encontradas sejam elas as que forem.
Nos últimos 10/15 anos, sobretudo quando a formação de professores se passou a fazer de forma integrada pelas Escolas Superiores de Educação, as escolas deixaram de questionar a avaliação dos alunos como se fosse assunto tabu. É assim e pronto.
É claro que aos média cheirou a notícia susceptível de vender jornais. E vai de transformar uma proposta de trabalho que como tal foi apresentada, como se fosse já um decreto governamental pronto a sair em DR. Os políticos de meia-tijela que percebem tanto de educação como eu de grego, sem sequer se preocuparem com o que estava em causa, vieram lançar loas para o éter como se alguém se preocupasse com o que esses desacreditados dizem. E as confederações de Pais sequiosas de protagonismo também rejeitaram liminarmente uma discussão crítica sobre o que se faz e o que eventualmente poderia melhorar o nosso sistema educativo.
Finalmente aparece alguém que coloca em discussão metas aleatórias e procedimentos de avaliação. Aproveitar esta janela de oportunidade é bom para todos. Em alternativa limitemo-nos a carpir mágoas e a dizer que estamos na cauda da Europa.

segunda-feira, agosto 02, 2010

EM DIA DE FESTA... EFEITOS PICTÓRICOS















domingo, agosto 01, 2010

RAPARIGAS DANADINHAS PRÁ BRINCADEIRA




















sábado, julho 31, 2010

Um texto sem a letra "A"
Isto é possível? É possível, sim...

Sem nenhum tropeço posso escrever o que quiser sem ele, pois rico é o português e fértil em recursos diversos, tudo isso permitindo mesmo o que de início, e somente de início, se pode ter como impossível. Pode dizer-se tudo, com sentido completo, como se isso fosse mero ovo de Colombo, desde que se tente. Sem se inibir, pode muito bem o leitor empreender este belo exercício dentro do nosso fecundo e peregrino dizer português, puríssimo instrumento dos nossos melhores escritores e mestres do verso, instrumento que nos legou monumentos dignos de eterno e honroso reconhecimento. Trechos difíceis resolvem-se com sinónimos. Observe-se bem: é certo que, em se querendo, esgrime-se sem limites com este divertimento instrutivo. Brinque-se mesmo com tudo. É um belíssimo desporto do intelecto, pois escrevemos o que quisermos sem o "E" ou sem o "I" ou sem o "O" e, conforme meu exclusivo desejo, escolherei outro, discorrendo livremente, por exemplo sem o "P", "R" ou "F", o que quiser escolher. Podemos, em corrente estilo, repetir um som sempre ou mesmo escrever sem verbos. Com o concurso de termos escolhidos, isso pode ir longe, escrevendo-se todo um discurso, um conto ou um livro inteiro sobre o que o leitor melhor preferir.
Porém, mesmo sem o uso pernóstico dos termos difíceis, muito e muito se prossegue do mesmo modo, discorrendo sobre o objeto escolhido, sem impedimentos. Deploro sempre ver moços deste século inconscientemente esquecerem e oprimirem hoje o nosso português, culto e belo, querendo substituí-lo pelo inglês. Porquê? Cultivemos o nosso polifónico e fecundo verbo, doce e melodioso, porém incisivo e forte, messe de luminosos estilos, voz de muitos povos, escrínio de belos versos e de imenso porte, ninho de cisnes e de condores. Honremos o que é nosso, oh moços estudiosos, escritores e professores! Honremos o digníssimo modo de dizer que nos legou um povo humilde, porém viril e cheio de sentimentos estéticos, púgil, de heróis e de nobres descobridores de mundos novos!
Autor: Um aluno do Externato Dom Egas Moniz, Estarreja 1963

sexta-feira, julho 30, 2010

FREEPORT: JUIZES/PROCURADOES E A SUA DESACREDITAÇÃO COMPLETA
Afinal parece que o caso Freeport continua para além de tudo aquilo que seria desejável. Os responsáveis do processo, ao terminá-lo, decidiram por razões que só eles entendem lançar veneno no seu despacho final. Em vez de se limitarem a terminar o processo de inquérito com a dignidade ainda possível ao fim de 6 anos de avanços e recuos, escreveram parvoíces que os desclassificam completamente tentando lançar a mais torpe das calúnias: aquela que vem coberta com o manto diáfano da fantasia e com o aval da sua discricionariedade enquanto aplicadores do Direito e da Justiça.
Vêm os senhores procuradores afirmar que não tiveram tempo para ouvir quem queriam. ISTO NUM PROCESSO DE INQUÉRITO QUE DUROU 6 ANOS. E sabendo nós que não solicitaram o pedido de prolongamento do encerramento do inquérito para ouvirem quem queriam. Isto dizem eles que foi um impedimento. E eu digo que foi incompetência.
Mas mais. Deixaram no processo as perguntas que queriam fazer e a quem queriam fazer. Deixando assim a torpe insinuação de que se as respostas têm sido dadas outro galo cantaria. Isto revela maldade e engajamento a um acto de tentativa de destruição pública de alguém a quem não tiveram capacidade ou inteligência para fazer cair com lisura e honestidade.
Vem depois o Sindicato dos Juízes dizer que está ao lado destes incompetentes. Quando os Juízes que fui educado a pensar que seriam figuras nobres e referências éticas se comportam desta maneira e se igualizam a quaisquer outros trabalhadores, até na constituição de Sindicatos que lhes permitem pôr a mão na anca e gritar como se estivessem a vender peixe, sujeitam-se a que os possamos desclassificar definitivamente.
Quero acreditar que a Magistratura Portuguesa não se revê nem nestes métodos, nem nesta forma de exercer a sua actividade. Quero acreditar que os cidadãos portugueses podem esperar atitudes de dignidade e de isenção na postura da generalidade dos Senhores Juízes. Sejam quais forem as suas decisões. E que acontecimentos como estes só se darão em processos mediáticos que fazem toldar o espírito e embotar o raciocínio de algumas pessoas menos preparadas para exercerem os cargos que ocupam.

quinta-feira, julho 29, 2010

40 ANOS DEPOIS (este texto é um exercício de estilo e como tal deve ser lido)
Em 27 de Julho de 1970 eu tinha 26 anos e estava a terminar o meu primeiro ano lectivo como professor na Escola Industrial e Comercial de Peniche. A 10 de Agosto terminariam os exames de aptidão profissional e a partir dessa data eu estava de novo sem emprego e sem vencimento à mercê da boa vontade de algum director que me quisesse contratar.
Nessa altura eu estava a atravessar um período difícil da minha vida pessoal. Em Peniche estávamos ocupados com a instalação da Húmus e com o reinício de uma nova etapa político-social.
Nesse dia 27 de Julho fomos confrontados com uma nova realidade que se abria para os portugueses, ao sermos informados que o Salazar tinha morrido.O que julgamos impossível de concretizar tinha finalmente ocorrido. O velho das botas tinha “batido” as ditas cujas. É verdade que o velho “sacrista” há muito que estava mais para lá do que para cá. Segundo se contava entre o pessoal bem colocado no conhecimento das coisas públicas, o velho há muito tempo que nem sabia que estava vivo. Tinham montado um “teatro” à sua volta em que ele reunia com antigos ministros do regime do Estado Novo, para não se aperceber que já tinha sido substituído pelo Caetano. As “beatas” continuavam a rezar pelas suas melhores, embora o velhaco do ti Tóino há muito que se estava se estava borrifando para a Religião, para os padrecas e para as freiras.
Naquele dia 27 de Julho de 1970 julgávamos nós, pobres ingénuos, que o milagre do despertar dos mágicos se realizaria e que uma lufada de ar fresco entraria pelo país adentro enquanto o espírito do velho asceta iria mandar prender o demo, nomear os diabinhos para a sua polícia política pessoal, enquanto o Diabo se veria obrigado a pedir asilo no purgatório.
Ainda tivemos que esperar mais quatro anos para se poder cantar loas à Liberdade. Enquanto isso o ex-residente de S. Bento aguardou 40 anos para se começar a rir e a contar anedotas ao Silva Pais e ao Henrique Tenreiro sobre as ilusões deste povo cusco e desordeiro. Enquanto isso também a mim por vezes me apetece o seu regresso, para ao menos ver o Paulinho das Feiras e outros que tais com residência permanente na Fortaleza de Peniche.

quarta-feira, julho 28, 2010

DIFICIL DE COMPREENDER
Numa entrevista dada ao Jornal diário “i”, Eduardo Barroso, médico reconhecido mundialmente pelos êxitos conseguidos em transplantes hepáticos, afirma a propósito dos incentivos que recebe no desenvolvimento da sua actividade: “…Tenho o reconhecimento dos doentes, o que é que eu quero mais?! A vítima não era eu, era o ministro Correia de Campos, que foi o melhor ministro da Saúde que Portugal já teve em Democracia”.
Antes disto e por diversas vezes, outros têm afirmado mesmo, que o grande problema de Correia de Campos foi ter razão antes de tempo, e estar a mexer com muitos interesses mesquinhos instalados.
Também em relação ao Ex-Ministro da Economia Manuel Pinho (o ministro dos corninhos), trabalhadores do Norte a Sul do País e empresas que foram salvas pela sua capacidade empreendedora, lhe têm manifestado o apreço pelo elevado nível com que exerceu as suas funções.
Isto é, se temos bons ministros que realizam a sua actividade de forma a tornar Portugal um País moderno e solidário, há que abatê-lo, com campanhas a que não são alheios os poderes económicos que detêm os média e a carneirada, sempre pronta ao bota-abaixo, não pensa, não exerce capacidade critica e alinha no velho chavão, “prá Rua”.
Depois lamentamos o que perdemos e o que vem faz-nos sempre ter saudade do que já não volta.
Está na altura de reler as Farpas e Eça de Queiroz. E esperar que o bom senso possa de novo instalar-se. O destino dos portugueses é serem medíocres.
PS: - Ontem foi ao fim de 6 anos conhecida finalmente a decisão dos tribunais face à análise dos factos referente ao caso Freeport. Como se recordam os média fizeram desse caso um autêntico enterro político e pessoal do 1º Ministro José Sócrates. Pois bem, em tudo o que a Judiciária apurou não se encontraram quaisquer razões que levassem mesmo ao de leve a considerar qualquer culpa no 1º Ministro. Aguardei com alguma expectativa os Jornais de hoje. Excepto um que só há pouco tempo é publicado, nenhum Jornal dá destaque a este inocentar do 1º Ministro. É notícia levantar suspeições e falsas acusações contra um político. Mas se ele estiver inocente isso já não é notícia, nem sequer ao menos um pedido de desculpas. Recordo que foi este caso que fez despoletar uma campanha mórbida contra o 1º Ministro por parte do Jornal de 6ª da TVI. Ao que parece o homem ficar irado contra alguém que o acusava sem fundamento não é correcto. Mas acusar de forma indecente alguém já está certo. Pergunto a mim próprio como reagiria cada um de nós se fosse contra nós próprios que tal campanha de descrédito tivesse sido urdida. Somos medíocres, maus e miseráveis.

segunda-feira, julho 26, 2010

O DIA DA RENDILHEIRA DE 2010Pese embora o esforço e todo o êxito que possam ter Exposições, Colóquios e Concursos de Rendas Bilros, o verdadeiro barómetro da Festa das Rendas de Bilros está, no espectáculo de Alegria, saber e vontade, que no sábado e domingo se conseguem no Jardim Público.
Sou insuspeito na minha análise porque também eu fui responsável pela organização deste evento. Por isso posso afirmar sem correr o risco de parecer parte interessada que nunca esta Festa atingiu o alto nível que este ano conseguiu. E uma tão eloquente participação de pessoas interessadas e visitantes vindos de todos os quadrantes do País.
Vi anonimamente este evento. E nunca como este ano assisti a tal adesão por parte de todos. Milhares de pessoas passaram pelo local do evento sábado e domingo, de manhã e de tarde.
Tal êxito deve-se em exclusivo à Câmara Municipal de Peniche que conseguiu congregar à sua volta pessoas desinteressadas e apostadas em fazer brilhar este Património em extinção e, não querer para si méritos de qualquer espécie. Em particular como merecedor deste êxito está o Vereador Jorge Amador que tendo a seu cargo este Pelouro, tem vindo a engrandecer de forma sempre em crescendo o apoio a esta Arte em decadência por razões que merecia a pena aprofundar, se alguém algum dia estiver interessado nesse assunto.
Sinto-me orgulhoso por a minha terra ter levado já a tal nível este certame. Fica a faltar o resto. Assim haja agora querer e vontade.

domingo, julho 25, 2010

CONSEGUES IMAGINAR-TE A TRABALHAR COM ESTA ORGANIZAÇÃO ?
Tem pouco mais de 500 empregados com as seguintes estatísticas:
29 foram acusados de maus tratos às suas esposas, 7 foram presos por fraude, 19 foram acusados de assinar cheques sem fundo, 117 arruinaram, pelo menos, dois negócios, 3 foram presos por violência, 71 não podem possuir cartão de crédito devido à sua má utilização, 14 foram presos com acusações relacionadas com a droga, 8 foram presos por furto, 21 estão actualmente acusados em diferentes processos, só en 1998, 84 foram detidos por conduzir alcoolizados.

Consegues adivinhar de que organização falamos? ............ Desistes?

São os 535 membros do Congresso dos Estados Unidos.
E o mais curioso de tudo, é que isto é rigorosamente verdade!

sábado, julho 24, 2010

A IDADE DA INOCÊNCIA

quinta-feira, julho 22, 2010

UM RAIO DE SOL
Como é habitual eu estava a dar o passeio da tarde com o meu cão. Em boa verdade é difícil perceber por vezes quem passeia quem. Mas os meus gestos e passadas são já automáticos naquele deambular de meia-tarde a não ser que algum facto insólito perturbe a boa harmonia que se estabelece entre mim e o Ben.
Foi o que aconteceu naquele dia. Vi sair dum café um senhor de idade muito avançada apoiado em duas bengalas. A perna direita estava toda coberta por uma ligadura. Sobre o olho direito um penso sugeria que ele teria caído e se teria ferido. O que me chamou mais a atenção foi o facto de eu o conhecer e de não esperar vê-lo num estado de saúde tão fragilizada. Nos primórdios do GDP chegou a alinhar com as suas cores. Hoje não é mais que um farrapo.
Pensei em ajudá-lo a descer o passeio para atravessar na rua. Mas ao mesmo tempo o cão puxava-me e tive dúvidas se o meu acompanhante o faria de bom agrado ou se iria resmungar e mesmo abrir o dente a tão incómodo serviço.
Estava eu neste entre-ir-e-não-ir quando vi aproximar-se um rapaz ucraniano que há uns anos está a trabalhar em Peniche. O velhote em questão é seu senhorio. Ele deve ter visto as dificuldades que ele enfrentava e deslocou-se da casa onde habita a uns cerca de 200m e veio ajudá-lo a caminhar até casa.
Senti-me extremamente comovido. Quando uma certa xenofobia se vai instalando entre nós, aquele rapaz com um gesto de bondade extrema ajudou-me a reconstruir a minha fé na humanidade. Foi mais uma lição de ajuda fraterna que recebi como uma bofetada. Faz bem percebermos que existem em todos os quadrantes pessoas que levam a fraternidade até ao sublime.
Nestes últimos dias tem sido mais fácil para mim deitar para o caixote do lixo os inúmeros mails que recebo que pretensamente são de humor, mas mais não fazem que difundir uma ideia de segregação que já deveria estar abolida há muitos anos.

terça-feira, julho 20, 2010

ESTAR PRESENTE
“Fizeram-se amizades, estragaram-se afectos e a conclusão é óbvia e serve ao futuro – a vida não é relativizável, mas quem não relativiza arrisca-se a ganhar o vazio. Aguardemos pela próxima encruzilhada. Sabemos que nos trará mais horror e felicidade. Afinal, que outra definição existe para o ofício de viver?” Luís Osório in “Ficheiros”
Isto foi escrito a propósito do encerramento do Rádio Clube Português. Ao longo da minha vida tenho assistido ao nascimento e morte de muitos órgãos de comunicação social. Demais nalguns casos, para meu gosto. Como faço colecção de nºs 1s tenho acompanhado bem este nascer, viver e morrer. Alguns não passaram do número um. De alguns tenho uma profunda saudade. De outros nem por isso.
O nascimento e morte de meios de comunicação social acompanham as mutações da sociedade portuguesa. O florescimento de períodos mais criativos a que se seguem espaços de tempo de puro obscurantismo, acompanham o desenvolvimento da Imprensa escrita e falada.
Seria interessante para alguém da área da Sociologia desenvolver este tema como tese de Doutoramento. Mas ao que parece neste momento de crise é mais interessante para os veterinários desenvolverem uma tesa de Doutoramento no domínio da linguística, ou aos de Agronomia na área do Turismo.
Julgo que as sociedades em fins de ciclo atravessam todas os maus bocados que a nossa parece trilhar. Mas custa-me assistir à morte do RCP, ou do “Diário de Lisboa” ou do “Peniche-Directo”. Dirão que é petulância comparar estes 3 exemplos. Eu digo é que tudo é relativizável e nenhum me custou mais do que outro. Do que não tenho saudades é do desaparecimento do “Jornal de Sexta” e da Manuela Moura Guedes.

segunda-feira, julho 19, 2010

AJP - FEIRA DO LIVRO OU CALDEIRADA?À medida que vou vendo livros que me interessam recorto essas indicações e se não existem em Peniche (o que é habitual) ou mando vir via NET. Desta vez, como a Feira do Livro da AJP iria abrir em breve guardei os recortes para lá os poder procurar.
Ontem fui durante a tarde visitar a Feira e qual não foi a minha surpresa quando não encontrei qualquer separação por editoras. Também não percebi qualquer ordem por grupo Editorial (já seria pedir demais ver quais as editoras nos Grupos). Procurei outra ordem coerente e não a vislumbrei. A única relevância de que me apercebi foi o amontoado de livros infanto-juvenis em pontos vários da sala. Pedi o apoio de uma das jovens presentes na sala que apesar de toda a sua boa vontade não o conseguiu. Isto apesar de eu lhe ter sugerido que procurasse o título pretendido por mim, na factura da Editora em causa. Impossível procurar os livros em cima das mesas sem qualquer identificação auxiliar, no que mais parece uma grande caldeirada de títulos.
A AJP, tem um longo historial de organização de Feiras do Livro. Ao fim de tantas edições parece estar a perder qualidades a sua capacidade de levar a cabo este empreendimento.
A nota mais importante numa Feira do Livro é a Chamada de atenção para as editores presentes na Feira, única forma que a entidade organizadora tem de compensar com publicidade gratuita aqueles que se dispõem a colaborar com preços mais razoáveis a venda e promoção de livros. Se este item não se cumprir, como podemos nós esperar que de futuro queiram colaborar connosco.
A AJP tem de repensar se tem condições para promover uma Feira do Livro. É que o livro já é tão maltratado por tantos, que se dispensam ajudas exteriores.