Uma data. Dois ícones
Oração a Stº. António (escrita a 12/06/2008)
Ouvi as minhas preces.
Fazei da população da Irlanda um instrumento da Vossa Glória.
Fazei com que eles saibam explicar à nossa velhinha Europa que não basta falar em nome dos que precisam. Fazei com que os nossos governantes percebam de uma vez por todas que a Democracia é o governo do Povo, pelo Povo e para o Povo. Vós que gostais de manjericos e de papoilas. Vós que fazeis florir as alcachofras e os malmequeres, permiti que as coisas simples floresçam. E que um simples não da Irlanda seja a forma singular e serena de todos os “chefões” saberem que os seus governados gostam da Europa que construírem. Não aquela Europa que lhes querem impor para perpetuar os benefícios de uns quantos, em detrimento de todos nós.
Dai-me neste vosso dia a alegria de sentir o milagre do Vosso Amor connosco. PN.AM.
120 Anos do nascimento do Poeta

Que estou sentado à secretária
Com o único intuito
De olhar para ela.
(Estes versos estão fora do meu ritmo.
Eu também estou fora do meu ritmo).
Tinteiro grande à frente.
Canetas com aparos novos à frente.
Mais para cá papel muito limpo.
Ao lado esquerdo um volume da «Enciclopédia Britânica».
Ao lado direito –
Ah, ao lado direito!
A faca de papel com que ontem
Não tive paciência para abrir completamente
O livro que me interessava e não lerei.
Quem pudesse sintonizar tudo isto!
Álvaro Campos (Fernando Pessoa)
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