
Isto significa que sempre que um qualquer de nós pega num livro para ler, existem as maiores possibilidades de que esteja a colaborar na consolidação empresarial do maior grupo económico livreiro português. Mas o que é mais interessante no artigo que estou a citar e a que a autora deu a designação de “O conde de gelo” é que o referido Pais do Amaral “dedica-se pouco às leituras, não tem queda para a poesia, filosofia ou literatura”. “O seu objectivo foi sempre o dinheiro. Os negócios, não têm nada a ver com gostos pessoais.”
O 2º conde de Alfarrede, filho do 7º conde da Anadia, percebe de negócios. Tem o toque de Midas. E ensina-nos a viver no mundo novo em que o dinheiro é a mola real da vida. O que permite multiplicar euros é bom. O que não der lucros é lixo.
Por mim vou tentar boicotar as minhas compras ao grupo da realeza. Não tenho nada contra os ricos. Nem contra os nobres. Mas detesto pedantes. E pior que um pedante, só um pedante rico.
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