…assentei praça em Mafra, que numa daquelas corridas malucas que os tropas faziam para se prepararem para a “defesa das províncias ultramarinas” (fosse lá isso o que fosse), que pela 1ª vez que passei a correr no Sobreiro, vi aquela pequena aldeia de barro. Soube depois que era obra de um oleiro daquela aldeia que se chamava José Franco.

Quando comecei a dar aulas na zona oeste, todas as visitas de estudo incluíam no roteiro a passagem obrigatória pelo atelier de Mestre José Franco, onde recebiam uma lição que valia por todas as que lhes pudéssemos ministrar na Escola, sobre como manusear e criar em barro.
O Mestre José Franco foi pedagogo, professor, criativo e alma mater de centenas de jovens que as escolas persistiam em boa hora em visitar no seu local de trabalhão.

Com o tempo e outros afazeres fui surpreendido agora com a sua morte aos 89 anos. Não viu alguns dos seus sonhos concretizados. Morre triste e longe do ambiente familiar, ele que em amor tudo fez.
Julgo que num momento em que se fala tanto do saber da experiência feito, faltou ao Mestre o reconhecimento da sua obra pelo Ministério da Educação.

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