O TRATADO DE LISBOA

A pouco e pouco foi-se dando o aprofundamento desta adesão. Agora também somos parte integrante da Zona Euro. Verdade, verdadinha que nunca ninguém me perguntou de forma DIRECTA, CLARA e INEQUÍVOCA o que eu achava sobre esta progressiva integração europeia. Mas eu, porque tudo isto se passava devagar, devagarinho, não fui sentindo o que estava a acontecer. Até acontecer.
Agora o Governo de Portugal, vai tentar por todos os meios conseguir ver aprovado o TRATADO que, substitui a constituição europeia rejeitada por dois dos países fundadores desta comunidade.
Ao que leio e ouço, este tratado não é mais que a anterior constituição embora que de forma camuflada. Não sei se é ou não. Sei que havia um compromisso tácito estabelecido por todos (ou praticamente todos) os partidos políticos representados na Assembleia da Republica, em referendar a Constituição Europeia.

Se a maioria da população portuguesa concordar com isso, eu mesmo que não goste, aceito. Tal como não votei no Cavaco mas respeito-o como o meu Presidente da República.
Agora não engulo é que tenha que engolir com o Tratado de Lisboa de qualquer maneira, só para satisfazer a vaidade pessoal do Sócrates que quer ver o seu nome ligado a este facto. O 1º Ministro que tenha as suas vaidades todas, mesmo aquelas que me lixam, mas não aquela em que eu, os meus filhos e os meus netos, sejamos vítimas do seu orgulho pessoal.
Podem aprovar o Tratado. Mas eu quero dizer se concordo ou não com ele. Esse é um Direito que me assiste e do qual eu não abdico. Espero que o 1º Ministro se comporte como uma pessoa de bem. Se ele quiser fugir “aos encartes”, espero que o PS o chame à atenção e que o faça arrepiar caminho. Se nada disto acontecer, espero que o Povo Português, tome isso em consideração quando de novo for chamado a decidir sobre o Governo da nação. O Snr. 1º Ministro e o PS não têm que ter receio do voto popular. É ele que legitima as decisões importantes e definitivas para Portugal.
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