quarta-feira, julho 02, 2014

SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN
No dia em que é transladado para o Panteão Nacional o corpo da poetisa, deixo-vos com alguns dos seus poemas que definem quanto a mim a Mulher, a Cidadã, a Artista.


 MAR


I
De todos os cantos do mundo
Amo com um amor mais forte e mais profundo
Aquela praia extasiada e nua,
Onde me uni ao mar, ao vento e à lua.


II
Cheiro a terra as árvores e o vento
Que a Primavera enche de perfumes
Mas neles só quero e só procuro
A selvagem exalação das ondas
Subindo para os astros como um grito puro.


Pátria
Por um país de pedra e vento duro
Por um país de luz perfeita e clara
Pelo negro da terra e pelo branco do muro


Pelos rostos de silêncio e de paciência
Que a miséria longamente desenhou
Rente aos ossos com toda a exactidão
Do longo relatório irrecusável


E pelos rostos iguais ao sol e ao vento
E pela limpidez das tão amadas
Palavras sempre ditas com paixão


Pela cor e pelo peso das palavras
Pelo concreto silêncio limpo das palavras
Donde se erguem as coisas nomeadas
Pela nudez das palavras deslumbradas


- Pedra rio vento casa
Pranto dia canto alento
Espaço raiz e água
Ó minha pátria e meu centro
Me dói a lua me soluça o mar
E o exílio se inscreve em pleno tempo.



Esta Gente
Esta gente cujo rosto
Às vezes luminoso
E outras vezes tosco
Ora me lembra escravos
Ora me lembra reis


Faz renascer meu gosto
De luta e de combate
Contra o abutre e a cobra
O porco e o milhafre


Pois a gente que tem
O rosto desenhado
Por paciência e fome
É a gente em quem
Um país ocupado
Escreve o seu nome
E em frente desta gente
Ignorada e pisada
Como a pedra do chão
E mais do que a pedra
Humilhada e calcada
Meu canto se renova
E recomeço a busca
De um país liberto
De uma vida limpa
E de um tempo justo


 


Com Fúria e Raiva
Com fúria e raiva acuso o demagogo
E o seu capitalismo das palavras

Pois é preciso saber que a palavra é sagrada
Que de longe muito longe um povo a trouxe
E nela pôs sua alma confiada

De longe muito longe desde o início
O homem soube de si pela palavra
E nomeou a pedra a flor a água
E tudo emergiu porque ele disse

Com fúria e raiva acuso o demagogo
Que se promove à sombra da palavra
E da palavra faz poder e jogo
E transforma as palavras em moeda
Como se fez com o trigo e com a terra 
25 DE ABRIL
Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo

terça-feira, julho 01, 2014


A REVISÃO DO PDM

Muito provavelmente vou ser injusto.

A aprovação e as revisões do PDM que vincularão o crescimento e desenvolvimento de um concelho, são providas de uma linguagem exotérica e rebuscada que só os muito entendidos compreenderão. O cidadão comum, lê e não compreende. Vê mapas e lê parágrafos pejados de termos técnicos de tal preciosismo que julga sempre estar a ser vítima de um processo de intenções (más).

Participei na Assembleia Municipal que aprovou o actual PDM de Peniche. Eu por mim votei contra. Por 2 principais ordens de razão. A primeira foi a minha relutância em ver a zona da Papôa passível de ser ocupada por cimento armado. A segunda foi porque sempre considerei aquele documento demasiado rebuscado para meu gosto. Precisava que alguém explicasse o que ali estava de forma clara e simples para eu poder perceber o que aquele documento permitia e o que vetava. Infelizmente antes que eu pudesse esclarecer as minhas dúvidas, um conluio entre o grupo da Assembleia Municipal do PSD e o grupo do PCP, obrigaram à votação daquele instrumento sem que eu ficasse esclarecido.

Não sei quem ganha ou quem perde com esta revisão. Isso terá que ver com interesses imobiliários mais ou menos transparentes. É de prever que o PSD pague agora com juros ao PCP o favor que então lhe foi feito.

Considero que a revisão do PDM de Peniche não será mais feliz que o próprio. Alguém ganhará com este negócio e o Concelho de Peniche não o será por certo.

Existem tantos terrenos apetecíveis em S. Bernardino e em Ferrel…

Como disse de inicio se calhar estou a ser injusto. Mas onde se metem politiqueiros, existe maldade. E se forem provincianos tanto piores serão porque a tendência será sempre a da fotocópia ser pior que o original.

Sobre o que de eventualmente errado aconteceu com o PDM ainda em vigor, pesa a responsabilidade de João Augusto Tavares Barradas e Dr. António José Barradas Leitão, com a bênção do PCP.

O que irá acontecer com esta revisão, ficará sobre os ombros de António José Correia e Maria João Avelar. Com o que a AM decidir.

  

sábado, junho 28, 2014

ACTOS MÉDICOS DE OBSERVAÇÃO ATENTA
Um velho doutor que sempre trabalhara no meio rural, achou que tinha
chegado a hora de se aposentar, após ter exercido a medicina por mais
de 50 anos.
Ele encontrou um jovem médico para o seu lugar e sugeriu ao novo
diplomado que o acompanhasse nas visitas domiciliares para que as
pessoas se habituassem a ele progressivamente.
Na primeira casa uma mulher queixou-se que lhe doía muito o estômago.
O velho doutor respondeu-lhe :

- Sabe, a causa provável é que você abusou das frutas frescas... Por
que não reduz a quantidade que consome ?

Quando eles saíram da casa o jovem disse :
- O senhor nem sequer examinou aquela mulher... Como conseguiu chegar
ao diagnóstico assim tão rápido ?
- Oh, nem valia a pena examiná-la... Você notou que eu deixei cair o
estetoscópio no chão ? Quando me abaixei para apanhá-lo, notei que
havia meia dúzia de cascas de mangas, um pouco verdes, no balde do
lixo. É provável que isso tenha lhe causado as dores. Na próxima
visita você se encarrega do exame.
- Humm ! Que esperteza ! Eu vou tentar empregar essa técnica.

Na casa seguinte, eles passam vários minutos a falar com uma mulher ainda jovem.
Ela queixava-se de uma grande fadiga :
- Eu me sinto completamente sem forças...
O jovem doutor disse-lhe então :
- Você deu provavelmente muito de si para a igreja... Se reduzir essa
atividade, talvez recupere um pouco de sua energia.
Assim que deixaram aquela casa, o velho doutor questionou o novato:
- O seu diagnóstico surpreendeu-me... Como é que chegou à conclusão de
que aquela mulher se dava de corpo e alma aos trabalhos religiosos?
- Eu apliquei a mesma técnica que o senhor me indicou: deixei cair o
meu estetoscópio e, quando me baixei para o apanhar, vi o padre
debaixo da cama!

sexta-feira, junho 27, 2014

ESTA CORRIDA QUE ME MATA
Não me refiro à corrida das Fogueiras. A 35ª. Nem à corrida das Fogueirinhas. A 14ª. Também não me refiro a estas corridas em busca de emprego. Ou de trabalho como preferirem. Se é que isto tem discussão.
Falo desta corrida contra o tempo. Contra a degradação dos corpos. Contra o envelhecimento que a todos atinge. Sendo que alguns fazem disso o seu maior drama. Recordo aqui algumas pessoas que vi envelhecer com dignidade. E outras a quem nem isso foi permitido porque a doença retirou-lhes a parcela de felicidade que deve acompanhar uma vida rica de recordações.

Viver é acreditar. Quem deixa de acreditar em alguma coisa perde a possibilidade de ser feliz. Eu que tive a felicidade de nascer num dos períodos mais ricos da História da Humanidade, assisti ao apogeu e queda de Impérios. Nasci na segunda metade da II Grande Guerra. Pertenci a metade do planeta de terra, que entretanto se unificou e hoje faço parte do todo global. Nasci num país em que o pensamento era pecado e hoje pensa-se sem sequer medir que isso representa uma conquista. Nasci no país da religião única, com crucifixos na sala de aula e vivo num país ecuménico.

Vi “pretos” serem escravizados por “brancos” em África, vejo países africanos a comprarem este país à venda em saldos. O império português, tal como a superioridade moral dos comunistas, foi “chão que deu uvas” até que a liberdade de informar deu as mãos à liberdade de ser informado.

Esta corrida em que tenho participado é imensa e maravilhosa. Assim eu mereça ter participado dela.

quarta-feira, junho 25, 2014

MAIS 311 ESCOLAS
Vão encerrar. Contribuindo assim para a desertificação do País. Conduzindo ao afastamento de pais e encarregados de educação do processo educativo dos seus filhos.
Ao vendedor de banha da cobra que é o ministro da educação não me refiro. Recuso-me a referir obscenidades no meu blog.
Nos últimos 15 anos mais de 6000 estabelecimentos de ensino foram encerrados. Não estou a pensar nos professores que foram para o desemprego. Estou a falar na lufada de ar fresco que era anualmente chegar a um local ermo uma nova, ou um novo professor, que abria perspectivas a alunos e pais. Que fazia a aldeia fervilhar de vida.

Claro que há escolas que inevitavelmente teriam de encerrar. Mas desenhados a régua e compasso os encerramentos? Como se fosse o mapa cor-de-rosa?
Deste governo não espero que honrem compromissos. Nem sei porque “raio” de razão é que ainda há alguém que com eles estabelece compromissos de honra.

Em Peniche encerra Casal da Vala e e Casais Brancos. A que se seguirão no próximo ano S. Bernardino, Reinaldes e Ribafria. O Governo diz que conversa com, e ouve os municípios. Que interessa isso se o argumentário que utilizam nunca é escutado e em última análise são imunes a quem contradiz o que a 5 de Outubro decide.

Portugal continua a empobrecer. Miseravelmente. Ao sabor desta gentinha e dos seus patrões alemães.
Seremos a praia de férias de Berlim, ou não seremos nada.   

segunda-feira, junho 23, 2014

“PRANTES”

O mundial do Brasil já era. Paulo Bento é culpado. Todos somos culpados de vivermos titubeantes entre o que é necessário e o que somos capazes.  

Continuamos seraficamente aguardando que o Estado português honre os seus compromissos com os seus trabalhadores e pensionistas.

O PS já foi. Dividido entre um simulacro de líder que o conduzirá irremediavelmente à derrota e a um beijo de escorpião aos seus apaniguados e um renascer doloroso mas necessário com quem o pode fazer reaparecer das cinzas. Neste dilema não se ouvem, nem se vislumbram os cinzentões militantes socialistas que conduziram o partido no distrito de Leiria à indigência e ao apagamento totais.

Peniche será se for. Vive há meses aguardando o mês de Outubro para conquistar os seus minutos diários entre o o rebentar das ondas e espuma dos dias.

Mutatis mutandis qualquer coisa parece mudar para que as moscas saboreiem e possam sobrevoar o mesmo manjar de sempre.

sábado, junho 21, 2014

GORJETA
O pai e a mãe foram fazer uma visita ao seu filho, nora e netos e resolveram passar uma noite lá

Quando o avô encontrou no banheiro uma caixa de Viagra ele perguntou ao filho: posso usar uma dessas pilulas?
E o filho disse: Eu creio que não deve tomar papai, são muito fortes e muito caras.
E quanto custa? perguntou o pai ao filho.
"20€ por pílula," respondeu o filho"
"Não importa" disse o pai", insisto que eu quero provar

Amanhã pela manhã, te deixo o dinheiro debaixo do travesseiro

No dia seguinte, meio dia o filho encontrou 220€ em baixo do travesseiro.
Telefonou pro o pai e disse: Eu disse que cada pílula custava 20€, e não 220€
"Eu entendi" respondeu o pai. Os 200€ quem colocou foi a tua mãe. 

sexta-feira, junho 20, 2014

O FACEBOOK E EU
Acontece comigo o que também é comum a inúmeras outras pessoas. Uma relutância visceral contra a exposição pública. Não sou púdico nem tímido. Reservo-me no entanto a nível de sentimentos pessoais e para situações do foro intimo para mim próprio ou em última instância para as pessoas que entendo que devem saber de mim.

O facebook deixou de ser um meio rápido de comunicação entre amigos, para passar a ser uma forma de intrusão na vida privada de cada um. É claro que existem pessoas que se colocam mesmo a jeito para que isso aconteça. Mas outras que fizeram única e simplesmente uma opção por uma nova caixa de correio, podem a breve trecho ser vitimas destes papparazos de meia-tigela, em tudo semelhantes aos mirones que há 30/40 anos atrás se escondiam atrás dos medões para espreitar os namoros dos outros.
Já aqui contei da minha breve história no facebook. Aderi, vi o que me esperava e saí tudo no breve espaço de um mês. Pessoas que não me falavam na rua, a pedirem-me a sua amizade. Gente que me detesta a oferecer-se para serem minhas amigas. Terminei tão rápido quanto pude com aquele nojo.

Agora vejo convocar manifestações pelo facebook. Dar informações pertinentes pelo dito cujo. Como se a forma de comunicação se tivesse tornado universal. Como se toda a gente utilizasse a coisa. Como se Portugal fosse um país de tecnologia universal, mais universal que o Serviço Nacional de saúde. Admite-se que hajam cidadãos sem médico de família, mas não se vislumbra a hipótese de haver um português sem facebook.
Deixamos de ser coerentes para nos tornarmos pirosos. Deixamos de ser seres solidários para nos tornarmos coscuvilheiros.
É como aqueles que entregam ofertas para o Banco Alimentar Contra a Fome, mas deixam os pais esquecidos nos centros hospitalares, acautelando no entanto que eles lhes façam previamente a doação dos seus bens.

Estou amargo? Sou realista.  

quinta-feira, junho 19, 2014

O QUE ME INIBE DE ESCREVER
Ultimamente estou preguiçoso. Eu sei que estou velhote. Mas anima-me uma grande vontade de perceber o que vai acontecendo à minha volta. Depois passar à escrita o que vou vendo e ouvindo é que se torna mais complicado.
Não que não sejam interessantes algumas das coisas. Não que não mereçam ser contadas. Mas estou indolente. Será da idade? Ou é este ser reformado e todos os dias roubado que me amarfanha?

Eu sei que a derrota de Portugal face aos “boches” me deixou atarantado. Mas já estou tão habituado a ser “lixado” por essa gente que não havia de me surpreender.

Eu sei que o Governo de Portugal atingiu os limites do impudor e se tornaram obsceno na sua raiva insana contra o poder judicial. Mas desses atrasados mentais não espero outra coisa.

Eu sei que Peniche vive em letargia. Mas já há muitos anos que me habituei a não me deixar vencer por este dolente torpor.

Eu sei que cada vez mais, menos gosto de andar na rua, frequentar cafés e tertúlias xaroposas.

Por tudo isto escrevo pouco. Ou talvez só porque não me apetece. E quando não me apetece não sei, nem consigo escrever.
Melhores dias virão.

segunda-feira, junho 16, 2014

MEMÓRIAS DE UM PASSADO LONGÍNQUO
Fotos do final do séc. XIX - início do séc XX de familiares e seus amigos
Os Bombeiros de Peniche
José do Rosário Leitão (vulgo Zé Baterremos) e Albertino Fernandes
 Os casais dos filhos e filhas de Joaquim do Rosário Leitão com respectivos consortes
António Delgado Miranda, Manuel Patrício, João Barradas, José do Rosário Leitão

sábado, junho 14, 2014

A FEIRA DA VIRGEM

Para quem ainda não sabe, o nome da Feira da Ladra, em Lisboa, não tem nada a ver com ladras ou ladrões, mas sim com a língua árabe.
De facto, a Feira da Ladra remonta ao século XIII, ou antes, quando a língua árabe era ainda familiar em Lisboa, apesar das barbaridades habitualmente cometidas pelos cruzados, supostos e intitulados cristãos, que a conquistaram aos Mouros.
Podemos ter a certeza que a conquista "cristã" de Lisboa, em 1147, foi um desgraçado e prolongado desastre para a cidade.
Diz-se que o nosso primeiro rei, impotente perante o assalto assassino à população de Lisboa, que vivia civilizada e em comunhão com os cristãos arabizados, sofreu por ver que os seus aliados do Norte da Europa não distinguiam os habitantes da cidade, sendo para eles todos eram infiéis e inimigos que se massacravam desapiedadamente até à morte.
Afonso Henriques queria, sim, a cidade, mas não pretendia um "genocídio inútil".
Feira da Ladra quer dizer Feira da Virgem (a Mãe de Jesus), pois "A Virgem" em árabe se diz "al-:aadraa'  (العذراء).
 
Esta palavra ouve-se repetidamente na Nursat, o canal televisivo dos Maronitas (católicos) do Líbano.

sexta-feira, junho 13, 2014

13 DE JUNHO
R. Vasco da Gama
·        Portugal assina com a Inglaterra a Aliança Luso-Britânica, a mais antiga aliança entre nações em vigor (1373)

·        Nasce Fernando Pessoa (1888)

·        Os Estados Unidos declaram guerra à Grã-Bretanha (1812)

·        Morre Alexandre O Grande (323 A.C.)

·        2ª Aparição de Nossa Senhora em Fátima (1917)

·        Morre Vasco Santana (1958)

·        Nasce Maria Helena Vieira da Silva (1908)

·        Morrem Álvaro Cunhal e Eugénio de Andrade (2005)

·        Morre Hermínia Silva (1993)

·        Morre Al Berto (1997)
~
Igreja de S. Sebastião

quinta-feira, junho 12, 2014


SITUAÇÕES…

O estado do tempo
O estado da nossa saúde
O estado em que vivemos
O estado do nosso país
O estado a que chegámos



 

quarta-feira, junho 11, 2014

CARTA ABERTA AOS PROFESSORES
Depois daquilo a que assistimos ontem, só resta aos professores uma atitude. Destituir de secretário-geral da FENPROF Mário Nogueira.
Os professores não podem aceitar que os represente alguém que quando vê um ser humano caído no chão, com os pés o calca para ele não se poder levantar.
Não são estes os professores que queremos a trabalhar com os nossos filhos e a encaminhá-los nos princípios da fraternidade, do humanismo e da justiça.

A boçalidade e o alarvismo têm um preço.

Sou insuspeito de simpatia pelo actual Presidente da República. Mas ali estava um ser humano a exigir cuidados médicos. Quem ofendeu o homem, ofendeu todos aqueles que acreditam no primado da humanidade sobre a selvajaria. Que um ser comum não o compreenda não é aceitável mas sou capaz de perceber. Que um professor não o compreenda é reprovável e deve ser suficiente para o negativar na sua avaliação. Que o representante de milhares de professores se comporte de forma energúmena é gravíssimo e a exigir medidas exemplares contra o exercício do seu cargo.

É a vez de dizermos: MÁRIO NOGUEIRA PARA A RUA!

terça-feira, junho 10, 2014

sábado, junho 07, 2014

PAPAGAIO LOIRO, DE BICO DOURADO...
AGORA PRESTEM ATENÇÃO:
O papagaio é na realidade uma mulher, que posou para Johannes Stötter.
O artista italiano passou semanas planeando a transformação.
Repare que uma das pernas da mulher formou a cauda da ave e, a outra, uma asa.
Um braço da modelo, originou a cabeça e o bico.

quinta-feira, junho 05, 2014

ADENDA À ÚLTIMA POSTAGEM
Este senhor que diz ser 1º Ministro do meu país, enerva-me, ofende-me e tira-me do sério.
Provoca em mim uma raiva e um ódio que nunca pensei serem possíveis em democracia.
O desplante com que diz que os Juízes do Tribunal Constitucional terão de ser mais bem escolhidos e melhores só me merece um grande desprezo.
Como é que "este" 1º ministro se atreve a dizer isto?
Como é que a pessoa que mais desprezou o povo trabalhador e laborioso deste país se atreve a falar assim?
Como é que alguém que manda milhares de portugueses para a emigração e outros tantos para o desemprego e para a morte por falta de cuidados de saúde, se atreve a classificar alguém?
Nojo é o que sinto por este senhor. Desprezo é o sentimento que me assalta. 

terça-feira, junho 03, 2014

ANTICONSTITUCIONALISSIMAMENTE
Desde pequeno que me habituei a ouvir e ler que a constituição de um país é o garante da sua identidade. Que são os tribunais próprios quem define o que é consonante a lei mais “sagrada” desse país. Mesmo no tempo do regime caído em 25/04/1974 havia algum pudor no que a este respeito concerne.

Com o actual Governo PSD/CDS toda a vergonha e honradez se perdeu. O que me pesa nesta atitude incompreensível é por um lado este coelho entre portas de meia-tijela por um lado pretender fazer de mim parvo. Por outro lado é ter perdido a capacidade de governar em favor do país, mas sempre contra o país. Isto se é verdade que um país se define pelo povo que o sustenta.
Cá para mim tenho uma solução para estes imbróglios. Na próxima revisão constitucional incluir uma emenda que determine o impedimento de um governo com a consequente dissolução da Assembleia da República sempre que um Governo num só ano apresente 3 propostas que sejam inconstitucionais ou que apresente as 3 em anos sucessivos.

Creio que aqui terminariam as fantochadas de coelhos e afins.

 

segunda-feira, junho 02, 2014

QUANTOS EVENTOS TEM CAPACIDADE A CÂMARA MUNICIPAL DE PENICHE PARA RELIZAR POR DIA?
Escrevo hoje (dia 1 de Junho) para publicar amanhã.

Estranhamente a Câmara Municipal celebra hoje o Dia do Pescador (que foi ontem -31 de Maio- a celebração) e “esquece” deliberadamente o DIA MUNDIAL DA CRIANÇA que hoje (1 DE Junho) se celebra.
Se é verdade que “as crianças são as flores da nossa luta” os nossos pescadores e suas mulheres, as atadoras e conserveiras, sentir-se-iam felizes por verem celebrados os seus filhos, irmãos e netos que aliás são, o objectivo final do seu trabalho.

Para celebrar as crianças não são em rigor necessários os professores a trabalhar e as escolas estarem abertas. Essa seria aliás uma explicação redutora.
Umas tendas no Jardim Público ou no parque do Baluarte, uns funcionários que orientem as tendas. Lápis de cor e de cera, papel, tintas, o pagamento a promotores de eventos que nos trouxessem funâmbulos e marionetes, a organização de umas corridas de bikes ou de skates, uns lanches à base de leite, iogurtes e umas sandes e teríamos uma festa que ficaria na memória das crianças do concelho de Peniche.

Mas organizar duas actividades num dia ultrapassa as capacidades dos serviços e a capacidade criativa dos nossos autarcas.
Nada como estar em final de mandato para trazer o relaxe e a acalmia dos dias. E sem querermos ser mauzinhos, digamos que a falta das câmaras de televisão tem um efeito dissuasor no empenho do executivo camarário.

PS: Curiosamente quando abrimos o site da CMP aparece um spot publicitário que diz, “UM MAR DE INICIATIVAS”. Agora ficamos a saber que este mar por dia não pode ter mais do que uma onda. 

sábado, maio 31, 2014

PALAVRAS NÃO SÃO NECESSÁRIAS




sexta-feira, maio 30, 2014

COSTA X SEGURO
Sinto uma grande afinidade intelectual e política por António Costa. Ao mesmo tempo sinto uma espécie de pele de galinha quando vejo e ouço António José Seguro.
O primeiro prima pela decência de ter opiniões e ser capaz de as discutir com urbanismo com adversários e “compagnon de route”.
O segundo tem o sentido aparelhístico da política. Para ele os partidos são máquinas bem oleadas em que as peças defeituosas (os que pensam por si próprios) são para colocar de lado. Entre Passos Coelho e António José Seguro venha o Diabo e escolha.
Seguro não tem perfil de 1º Ministro. Tem perfil de cobrador de favores políticos.
O que separa Seguro e Costa é de facto a política. Ou o sentido dela. No seu melhor. Que costa representa e de que Seguro não consegue convencer os portugueses.

Confio a minha carteira a Costa. Não a confio a Seguro nem a quem ele designar para a guardar.
Dito isto vou lamentar não poder votar PS quando forem as próximas legislativas se Costa se tornar seu líder. Isto porque acredito que no Distrito de Leiria tudo ficará na mesma. E eu vou recusar-me a dar peso político a este “grupinho” que tomou conta do PS em Leiria. Aqui restará sempre a solução definitiva de não confiar senão na minha intuição.
Mas para o País será bom que Costa ganhe as eleições internas. Ou o lodaçal em que estamos não secará.

quinta-feira, maio 29, 2014

JOSÉ RIBAU ESTEVES
É do PSD. Foi Presidente da Câmara Municipal de Ílhavo entre 1997 e 2013. Nesse ano passou-se para Aveiro tendo sido então eleito de novo Presidente da Câmara, mas agora também com o apoio do PP.
Foi Secretário-Geral do PSD eleito no Congresso de 2006.

Desde que assisti pela primeira vez ao poder do exercício das maiorias partidárias em detrimento da qualidade que nunca mais o perdi de vista. Em 1999 em reunião promovida pela ANMP, na Secção de Municípios com Actividade Piscatória e Portos foi eleito o presidente da CM de Peniche Presidente, por ser da maioria PS que ali estava representada. O José Ribau Esteves que se voluntariou para o exercício desse cargo limitou-se a ficar como secretário.
De então para cá nunca mais JRE deixou de estar na primeira linha de um trabalho insano em torno do MAR, nas suas mais diversas vertentes.

Verifico agora que entre 28 e 30 de Maio se realizará o FÓRUM DO MAR, onde intervirá o supra citado na sua qualidade de Presidente do OCEANO XXI.
Quanto ao eleito para o cargo da secção da ANMP em 1999 não se lhe reconhece nenhuma actividade neste domínio desde esse tempo.
Pese o facto de eu politicamente estar nas antípodas de JRE, reconheço-lhe o mérito de ao longo destes mais de 10 anos se preocupar e empenhar nas actividades que possam trazer através do MAR uma maior valia à economia, Arte e Cultura Portuguesa.  

terça-feira, maio 27, 2014

E NÓS POR CÁ?
No último post conversámos sobre as eleições europeias globalmente. Mas merece a pena falar do que aconteceu em Peniche (concelho).
Desde logo pertencemos ao Distrito que ao longo dos anos tem mantido um posicionamento político virado à direita. Sem que se vislumbre qualquer capacidade dos partidos “ditos” de esquerda de alterarem esse sentido. O que não deixa de ser estranho, num distrito em que existe focos de uma militância de esquerda (e/ou republicana) muito acentuada. Recordo Marinha Grande, Alcobaça, Caldas da Rainha e Peniche. Mas tudo parece perdido. Vá lá saber-se porquê ou se isso interessa para alguma coisa.

Peniche em relação a estas eleições tem algumas curiosidades dignas de serem apontadas.
Na cidade a organização do acto eleitoral foi um autêntico desastre. Desde logo as Assembleias de voto quer na Escola Secundária, quer na Escola nº1 mal assinaladas. Escritas em papel A4 a esferográfica que mal dava para se verem. Sem indicações visíveis de forma clara para os votantes.
Na escola nº 1, misturaram as secções de voto das antigas freguesias da Conceição e S. Pedro tornando ainda mais difícil o enquadramento dos cidadãos.
Em boa hora o trabalho da Junta de Freguesia permitiu tornear todas estas dificuldades. Desnecessárias na sua maioria.
Ou foi incompetência de pessoal da Câmara Municipal de Peniche destacado para realizar este serviço, ou terá sido desleixo (propositado ou não). Mas era bom perceber o que se passou e responsabilizar quem prestou tão mau serviço aos cidadãos.

Mais uma vez os resultados eleitorais aqui, no Concelho de Peniche, foram brilhantes. 71,85% de abstenções. É dos valores mais altos da abstenção a nível nacional. A cidade de Peniche e a Freguesia de Ferrel com 73,36% e 74,24% respectivamente foram recordistas nos valores da abstenção.
Nada justifica estes valores.
Por aqui passaram ainda que a trote as forças políticas ditas mais representativas. Mas o empenhamento foi nulo. Dando-nos uma clara indicação de que votar é um incómodo.       

segunda-feira, maio 26, 2014

TODOS PERDERAM
Perdeu o PS porque ficou de forma clara aquém dos resultados que ambicionava. Perdeu o PSD/CDS porque perderam. Perdeu o PCP que escondido atrás da sigla CDU continua a recusar ser um partido do poder. Perdeu o BE porque já é só um miserável destroço das excrescências que ficaram do PREC. Perdeu o Marinho que vai durante 4 anos tornar-se mais um burocrata de Bruxelas e lá perderá em definitivo a aureola de esperança com que motivou os portugueses.
Perderam os portugueses que votaram porque não resolveram problema nenhum. E perderam os portugueses que não votaram porque nunca saberão o que aconteceria se tivessem votado.
O Partido mais votado recolheu 10,6% dos votos dos eleitores portugueses.
Que representa esta incapacidade de chegar às pessoas?

Ontem ao ouvir os políticos pagos para dizer coisas nas TVs, de Marcelo a Sócrates todos os partidos ganharam em função das suas sensibilidades políticas. E dizem-nos isto sem qualquer tipo de pudor e de vergonha. Como se todos fossemos estúpidos.
Aqui neste burgo à beira mar plantado a abstenção ultrapassou os 70,00%. Quanto ao resto somos iguaizinhos ao Zé português. Haja Deus.

sábado, maio 24, 2014

ACTIVIDADES MANUAIS PARA OS MOMENTOS DE LAZER

https://www.youtube.com/watch_popup?v=1yWmqbltB-c 

sexta-feira, maio 23, 2014

QUEM NÃO SE FIA, NÃO É DE FIAR
BPP e BPN já eram. A saúde do BANIF ao que dizem, parece não ser grande coisa.
Agora vem com pezinhos de veludo o BES com contabilidades maradas, pondo em causa toda a sua credibilidade. Com as comadres a acusarem-se, parecem peixeiras dos bons velhos tempos da Ribeira.
Quantos bancos não estarão para aí marados e a gente sem saber “porra” nenhuma? Fazem campanhas disto e daquilo e daqueloutro. Com figuras que arrastam o Zé Povinho e afinal, são mais caloteiros e aldrabões que os “vígaros” encartados.

Se nós vamos ao banco pedir dinheiro emprestado, até a cor das cuecas querem saber. Mas quando lá vamos depositar dinheiro que garantias é que nos dão de que não nos estão a vigarizar e de que o nosso dinheiro fica entregue a coberto de aldrabões, vigaristas e ladrões?
Bancos… Quem poder que fuja deles.  

quarta-feira, maio 21, 2014

PERPLEXIDADES
Não se discute esta Europa ou a sua inexistência. Não se discute uma moeda falida, ou um escudo em ressurreição no coração dos portugueses. Não se analisam tratados e acordos para que nunca fomos ouvidos e achados.
Fala-se da II Grande Guerra, de um morto-vivo chamado Sócrates. Fala-se dos “400 golpes” e de “Sodoma e Gomorra”. È giro ver o Melo com o Rangel dos pequeninos. È giro ouvir o “irrevogável” falar dos pecados dos outros. “- Fala dela filha! Antes que te chamem puta a ti.”
Que eleições europeias? Quem estamos e para quê a eleger?

Dizem:
“- O Rei vai nu!”

Mas este rei inutilmente nu, também é cego e surdo. Nada lhe permitirá alterar o seu comportamento. Faz a fuga para a frente porque a sua certeza é de que pior que o fim é deixar de poder sonhar com os corredores do poder.

terça-feira, maio 20, 2014

RENDAS E RENDILHEIRAS DE OUTROS TEMPOS
Fotos de H. Blayer, propriedade da CMP








segunda-feira, maio 19, 2014

LIVRE
Chegou o tempo de tomar decisões. Falo das eleições europeias. A pouco e pouco, Governos sucessivos e irresponsabilidades de todas, fomo-nos afogando numa relação de pertença à Europa dos ricos, em que servimos de diversão e de cobaias. Servimos para salvar bancos alemães falidos, servimos para justificar situações de embustes financeiros, servimos para comprar submarinos e outros idênticos bens de primeira necessidade.
Entretanto só não servimos para poder manifestar sobre se estamos interessados em subir este calvário, quais Sisífios sem esperança. Ninguém nos pergunta se queremos pertencer a “esta” europa caduca, a “este” euro ignominioso, a esta perda de identidade cultural nacional.
Somos párias.

Os partidos responsáveis por este desconfiar dos portugueses, estão no seu lugar de conforto. Os auto-ditos partidos de esquerda combatem contra quem lhes parece que lhes rouba votos e são pouco esclarecedores sobre uma ténue esperança de darem voz aos portugueses em referendo, sobre isto, e aquilo e aqueloutro.
E eis que do nada, surge uma voz até aqui diferente. Tão diferente que incomodou a esquerda conservadora portuguesa. Interessa-me saber Rui Tavares.
Pela sua particular honestidade. Inabitual em políticos. Pela sua coerência enquanto deputado europeu. Pela capacidade que teve em dar o tal murro na mesa.
Pelo exposto e porque tenho procurado dizer o que faço em matéria de política, para que não inventem sobre a minha vontade, se no próximo dia 25 estiver vivo e de saúde ao contrário daquilo que tenho feito ultimamente, desta vez irei votar LIVRE.

Se me enganar espero bem ter tempo para corrigir o erro.

   

sábado, maio 17, 2014

Estava curada!
O João e a Maria, estavam internados num hospital psiquiátrico.
Um dia, durante o seu passeio habitual, o João saltou para dentro da piscina e afundou-se de imediato.
Maria saltou rapidamente para a piscina e conseguiu salvá-lo.
Quando o director teve conhecimento do acto heróico da Maria, deu imediatamente ordem para que esta fosse dada como curada.   Mandou chamá-la e comunicou-lhe:

- Tenho boas e más noticias a comunicar-te:  As boas são que vamos dar-te alta, visto teres demonstrado possuir capacidade racional para ultrapassares uma situação de crise, e salvares a vida de um doente. O teu acto mostra que estás recuperada!  
- As más notícias são de que o João, depois de o teres salvado, enforcou-se na casa de banho com o cinto do roupão, lamentamos imenso, mas está morto!

E a Maria respondeu: 
- Ele não se suicidou, eu é que o pendurei a secar!

quinta-feira, maio 15, 2014

O DESASTRE
O desastre não é ter que ouvir o Paulo Rangel nas TVs. Basta mudar de canal. O desastre não é ter de suportar o Seguro, mais o Assis, mais o Jerónimo e a Margarida Matias. Basta desligar as TVs.

O desastre não é ouvir dizer (por todos eles) que é importante votarmos (o que querem dizer é que é importante votarmos neles), porque senão vem aí o caos e as trombetas do Apocalipse irão ecoar.

O desastre não é ver os lugares, vilas e aldeias a tornarem-se áridas, sem seres humanos, nem perspectivas de qualquer tipo de desenvolvimento. Basta tornarmo-nos insensíveis. O desastre não é as crianças passarem fome, os velhos não terem dinheiro para cuidar das suas maleitas e os jovens terem de emigrar. Basta assobiar e olhar para o lado.

O desastre Senhor, o verdadeiro desastre, é o Benfica ter perdido ontem em Turim. Nada apaga esta profunda tristeza em mim.

terça-feira, maio 13, 2014

DIA SEGUINTE
"- Estás melhor?"
Perguntas tu a seguir a uma noite minha
mais chata a que assististe.

Estou melhor, estou pior, sei lá?
Se com isso queres perguntar
se sou feliz, ah, não, Estou pior.

Como poderia eu ser feliz
Se a onda que vejo agora rebentar
desfeita em espuma,
nunca mais se voltará a formar...

sábado, maio 10, 2014

HISTÓRIAS DE SEXO
Devido ao falecimento do avô, aos 95 anos, o jovem Camilo foi visitar
a avó, de 90 anos. Quando chegou, Camilo, ao encontrar a anciã
chorando, tentou confortá-la. Um pouco depois, quando a avó ficou mais
calma, Camilo perguntou:
- Diz-me, avó, como morreu o avô?
- Morreu ao fazermos amor - confessou a avó.
Camilo, espantado, respondeu-lhe que as pessoas de 90 ou mais anos não
deveriam fazer amor, porque é muito perigoso. Ao que a avó lhe
respondeu:
- De há cinco anos a esta parte, já só fazíamos ao domingo. E com
muita calma, ao compasso das badaladas do sino da igreja. Era ding
para meter e dong para tirar... Se não fosse o filho da puta do homem
dos gelados com o seu sininho... o avô ainda estaria vivo!

sexta-feira, maio 09, 2014

PORQUE ME ABANDONASTE?
Vou retomar a frase de desespero tão citada na Páscoa cristã, a propósito de Peniche e do mar de promessas com que fomos brindados há tão pouco tempo. “Talqualmente” o Governo e o 1º Ministro, só que estes não são do executivo. São os que bramam contra. São os que dizem “Governo para a rua”. São os que tentaram apoderar-se do espírito de Abril.

Quando chegados ao poder, somos todos iguais. E nem um pedido de desculpas por tudo o que dizemos e não cumprimos. “Cadê” as intervenções sempre prometidas e nunca cumpridas nos Bairros sociais, nomeadamente o do Calvário? Onde a limpeza dos montes de entulho sobrantes da limpeza do fosso das Muralhas? Onde e quando, ou para que tempo a resolução do problema da Biblioteca Municipal que cada vez mais menos faz falta como tal. E o Museu das Rendas de Bilros? E…
E se a gente começar a tentar explicar aos munícipes porque é que as coisas não correm como idealizámos. Eu sei da treta da crise e isso tudo. Mas quando das eleições em que o actual executivo começou a ser castigado já a crise era profunda e mesmo assim existem promessas que não deixaram de ser apresentadas. O resto faz parte da história de enganos em que todos caiem quando os eleitores conferem o poder a alguém. As promessas não são para cumprir.
O que me preocupa a nível autárquico é o mesmo que me preocupa a nível nacional. Não vislumbro num horizonte do próximo futuro o que quer que seja que represente alternativa.
O que me pode levar a fazer uma forte ligação com o VOTO BRANCO. Para poder ter também eu, uma saída limpa.

quinta-feira, maio 08, 2014

OH MINISTRO QUE JÁ FOSTE, OH MINISTRO QUE JÁ NÃO ÉS…
OH MINISTRO QUE ESTÁS VIRADO DA CABEÇA PARA OS PÉS!

Vem isto a propósito do actual ministro da educação. Não consigo lê-lo, vê-lo ou ouvi-lo. Provoca-me pele de galinha.

Este “cavalheiro” que ficará como o caucionador da destruição do espírito académico e de investigação que levou a muitos portugueses a distinguirem-se na área da investigação. Esta espécie de merceeiro escolar, para quem as contas em numerário valem mais que a integração escolar de milhares de crianças e jovens, assume-se solidário com estes servidores neo-liberais e dá-se ao desplante de aparecer todo orgulhoso numa foto de família com os seus cúmplices na destruição do Portugal social em boa hora recuperado no 25 de Abril. Ele e o Ministro da Saúde a quem pesam milhares de portadores de Hepatite C sem tratamento. Ou os que morrem em casa porque não existem meios de socorro para lhes valer. Felizes estão os operadores privados da área da saúde que enchem os bolsos com os nossos tostões. Ele e o Ministro da Solidariedade social que assiste à fome que grassa no país sem uma medida que isso contrarie. Que assistem aos milhares de desempregados que entram em esquemas de humilhação pessoal para sobreviverem, enquanto ele assiste às missas e comunga, como as velhas beatas da Idade Média, que assistiam aos Autos-de-Fé enquanto rezavam Pai-Nossos e Avé-Marias.

Livrem-me desta gente. Seja como for.

segunda-feira, maio 05, 2014

SAÍDA LIMPA
Com pompa e circunstância, todos os “tratantes” que nos mentem diariamente, nos enganam e humilham, apareceram ontem na hora de jantar em casa de todos nós para anunciar que o Governo tinha optado(?) por escolher uma saída da treta para sair do programa de entendimento com a troika.

Logo aqui umas quantas mentiras. Não foi o Governo que optou por coisa nenhuma. Foi o dito 1º Ministro. A mando dos senhores da alta finança do norte da europa que estão fartos de perder tempo e dinheiro com este país de opereta. Os restantes elementos que compõem o Governo são simples marionetas neste jogo maior que eles e do que aqueles que os comandam.
Portanto a Alemanha, a Finlândia, a Dinamarca disseram que terá de ser assim. Ou não será nada. Não foi uma escolha foi uma determinação tomada por quem pode.
Esta a 2ª mentira do senhor que se diz 1º Ministro.
A 3ª mentira e a mais grave de todas é a que ele diz ao afirmar: “Podemos estar tranquilos, é a decisão certa”. Quando este senhor diz uma coisa já sabemos que irá acontecer exactamente o contrário. Os portugueses têm razão para temer o que se irá seguir.

Não há saídas limpas. Mas todas as saídas que este governo tomar, serão sempre sujas e muito sujas. Porque são feitas à custa da miséria de um povo esbulhado por eles. São feitas à custa da sopa dos pobres a que condenaram uma parte significativa da população portuguesa. São feitas à custa de doentes e velhos que morrem porque não têm dinheiro para cuidarem da sua saúde e dos meios auxiliares que lhes podem conferir dignidade para os seus últimos dias. São saídas sujas à custa de milhares de estudantes que deixam de ter acesso à educação e ao ensino mais apropriado às suas condições reais de desenvolvimento. São saídas sujas conseguidas à custa de milhares de jovens que têm de seguir o caminho da diáspora por não encontrarem no seu país a possibilidade de se tornarem úteis e poderem usufruir de bens essenciais à sua subsistência.

Governo sujo para saídas sujas à custa de centenas de milhares de desempregados que engrossam o ócio, a miséria e o desespero.

sábado, maio 03, 2014

PARA APRENDER A FOTOGRAFAR
Nunca é demais aprender algumas técnicas de fotografias, agora que com a era digital e o acesso a telemóveis de grande qualidade todos podemos intuir o fotógrafo que existe em cada um de nós.
Isso não despensa cuidados nos enquadramentos e em alguns aspectos que ao fotógrafo amador parecem menos relevantes. Por tudo isto levo um vídeo ao vosso conhecimento que vos poderá servir de ajuda. Boas fotos!

http://www.youtube.com/embed/lncwRnV4Gsg?rel=0

quinta-feira, maio 01, 2014

O MEU PRIMEIRO 1º DE MAIO E HOJE
Vão lá perto de 50 anos. Eu estudava em Lisboa no Instituto Industrial. Morava em Campo de Ourique. Comigo estudava um grupo de Peniche de que se destacavam o Jorge Machado, o Parina/Zé Júlio, o Zé Manel Puto, o Zé Maria Martiniano e o Colaço, entre outros. Mas estes eram os mais assíduos nas nossas tertúlias de “O Meu Café”, do Vergas ou do Paris. Fazíamos rumo de Campo de Ourique ao Jardim da Estrela e daí à Buenos Aires onde se situava o Instituto. Pelo caminho dava sempre para um jogo de matraquilhos ou para ver os cartazes dos filmes candidatos ao nosso visionamento.
Um dia, deparamos com a Ferreira Borges, a Domingos Sequeira, enfim tudo quanto era acesso a Campo de Ourique pejadas de polícia de choque. Rapidamente soubemos por panfletos caídos no chão que se preparava para aquele local uma manifestação do 1º de Maio, como forma de repúdio pelo estado novo. Em breve começamos a ter que fugir à frente da polícia de choque que espalhava cacetadas vigorosas em todos os que encontrassem pelo caminho. Ao mesmo tempo os jactos de água afastavam-nos de veleidades, enquanto carrinhas de vidros foscos passavam fotografando todos os que se encontravam nas ruas. Os proprietários dos cafés e restaurantes com o calor da amizade só existente nos bairros, davam-nos guarida e encerravam as portas. Digamos que foram 2 horas de aprendizagem sobre o peso dos bastões nas costelas e sobre solidariedade humana.

Passaram muitos anos sobre tudo isto. Sobre lutas para conseguir mais direitos aos trabalhadores. Algumas dessas lutas conduziram (antes do 25 de Abril) à prisão de muitos cidadãos, ou mais recentemente a dificuldades no relacionamento com entidades patronais ou mesmo com Governos mais ou menos adversos às lutas das classes operárias.

Depois de tudo isto hoje saí de casa com a minha Anita e fomos ao LIDL. Aberto como todos os outros supermercados. Trabalhadores de esquerda, ou militantes de partidos ferozes contra o Governo PSD/CDS, percorriam os mesmos corredores que eu e outros compradores, servidos por aqueles para quem o 1º de Maio já não existe. Que estranho é viver tantos anos e ver tudo mudar. O que ontem merecia a luta e o sacrifício de muitos trabalhadores, hoje não passa de um eufemismo.
Já não haverá luta de classes? Ou seremos todos carne para canhão deste lobo voraz que se chama “o grande capital financeiro”, sem rosto e por isso indetectável?